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Olheiro BnR – Rafael Camacho

A ascensão de Rafael Camacho na hierarquia Red

Chegado ao Liverpool FC no Verão de 2016, Rafael Camacho notabilizar-se-ia, efetivamente, na época seguinte (2017/2018), depois de se tornar o melhor marcador da equipa de sub-18 às ordens do lendário Steven Gerrard, não obstante o facto de ter atuado maioritariamente como médio ofensivo, e com o acumular de boas exibições na UEFA Youth League.

Mais tarde, o futebolista português nascido no ano 2000 seria premiado por Jürgen Klopp, treinador da formação principal, que o chamou para integrar os trabalhos de preparação da presente época. Camacho correspondeu, apesar de ter atuado como lateral, e a sua prestação durante a digressão pelos EUA foi de tal forma positiva que mereceu fortes elogios do técnico alemão; ainda assim, tal revelou-se insuficiente para que garantisse uma vaga no plantel principal.

Deste modo, enquanto aguardava por uma oportunidade para se impor na primeira equipa, Rafael Camacho ia-se exibindo a um bom nível na Premier League 2, ao serviço da equipa sub-23 do Liverpool, convicto de que a mesma iria surgir em breve, o que se veio a concretizar.

Da necessidade emergiu a oportunidade

A saída de Nathaniel Clyne para o AFC Bournemouth logo no início do mercado de janeiro, bem como a lesão contraída por Joe Gomez (polivalente defesa central que também pode atuar como lateral direito) em dezembro limitaram, de certa forma, as escolhas de Jürgen Klopp para a lateral direita, na medida em que a única opção de origem para ocupar a posição residia no jovem Trent Alexander-Arnold – o habitual titular.

Ao lateral inglês de 20 anos sucedia-se (como alternativa), apenas, o polivalente médio James Milner, uma vez que Gomez estaria afastado dos relvados por cerca de seis semanas. Ora, forçado a encontrar soluções, o técnico alemão não hesitou em conceder uma oportunidade ao jovem natural de Vila Franca de Xira, promovendo a sua estreia a titular a 7 de janeiro, numa partida referente à terceira eliminatória da FA Cup ante o Wolverhampton Wanderers em que o camisola número 64 dos Reds atuou como lateral direito.

Rafael Camacho, em estreia como titular pelo Liverpool, tenta manter a posse de bola face à pressão do compatriota Rúben Vinagre
Fonte: Liverpool FC

De «o futuro» da formação Red a transferível

Se é verdade que em janeiro passado Klopp se mostrara taxativo quanto à permanência do promissor avançado português no emblema do condado de Merseyside, uma série de recentes acontecimentos (recusa da proposta de renovação; manifestação de desagrado por atuar numa posição mais recuada) poderá constituir um volte-face na sua decisão, tendo em conta as últimas declarações do carismático técnico alemão (proferidas após o encontro relativo à segunda mão dos quartos de-final da UEFA Champions League frente ao FC Porto) que, apesar de reconhecer um enorme talento a Rafael Camacho, rejeitou pronunciar-se sobre o futuro do futebolista luso.

Pese embora o jovem português se tenha retratado face às suas palavras, afirmando na sua conta oficial do Instagram, na passada quinta-feira (dia 22 de abril): «Jürgen Klopp é o meu pai no futebol (…) apostou em mim e escolheu-me para integrar a sua equipa. Confio nele e sei que ele confia em mim também (…). Comprometo-me a 200% com ele, com a equipa e com o clube (…)», a incerteza quanto à sua permanência no Liverpool aumenta e acresce, também, o rol de clubes interessados em assegurar a contratação daquela que é tida como uma das maiores «jóias» da formação Red a par do defesa holandês Ki-Jana Hoever e do médio ofensivo/extremo Curtis Jones.

Na verdade, ao longo das últimas semanas, tem sido reportado o interesse de Wolverhampton Wanderers, SL Benfica, RB Leipzig e, claro está, do Sporting CP – clube que havia representado entre 2008 e 2013 antes de sair para o Manchester City -.

Para finalizar, caberá ao jovem de ascendência angolana e aos seus representantes decidir qual será a melhor opção com vista à sua progressão na carreira.

 

Foto de Capa: Liverpool FC

Quase sempre o mesmo

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Terminou a fase regular do primeiro escalão do futsal português e o SL Benfica acabou por ser o líder com 75 pontos, mais dois do que o Sporting CP. Está assim encontrado o clube que pode ter alguma vantagem, ou não, caso chegue à final. Pois, terá a oportunidade de jogar o primeiro jogo no seu reduto e também, em caso de negra, de jogar o último.

Mas será mesmo importante ganhar a primeira fase da liga? A verdade é que desde que existem play-offs na liga (2004/05) o vencedor da fase regular foi quase sempre o campeão nacional. Houve apenas duas ocasiões em que isso não aconteceu e ambas as vezes os “encarnados” foram os vencedores da primeira fase, acabando por não erguer o título no final da época.

Em 2010/11, o SL Benfica até se superiorizou aos seus adversários no primeiro momento do campeonato com um registo imaculado. As “águias” foram líderes com 23 vitórias, três empates e sem nenhuma derrota. SL Benfica e Sporting CP, segundo lugar, acabaram separados por nove pontos, mas na final a conversa foi outra.

Numa final à melhor de cinco, os “leões” precisaram apenas de três jogos para derrotar o grande rival e sagrarem-se campeões. A equipa do Sporting CP, então comandada por Orlando Duarte, foi a primeira formação a conseguir quebrar a tradição do vencedor da fase regular ser também o campeão nacional.

Mais do que justa, a vitória do Sporting foi clara e inequívoca, pela excelente entrada em jogo dos leões e pela passividade defensiva dos bracarenses
O Sporting CP foi a equipa que fugiu à regra e foi campeão duas vezes sem vencer a fase regular” Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Em 2013/14, o SL Benfica, novamente, terminava a fase regular como líder, se bem que com os mesmos pontos – 68 pontos – que o Sporting CP. Porém, nos jogos dos play-offs, os “encarnados” acabaram por ser surpreendidos nas meias finais por um AD Fundão em excelente forma e que já tinha ganho a Taça de Portugal dessa temporada ao SL Benfica.

A equipa da Beira Baixa teve a possibilidade de discutir a liga com os campeões em título, o Sporting CP, mas acabou por perder. Os “verdes e brancos” não deram muitas hipóteses à equipa estreante na final e venceram em apenas quatro jogos (3-1). A equipa leonina, que era já treinada por Nuno Dias, conseguiu pela segunda vez ganhar a liga sem ter ganho a fase regular.

Nas quatorze vezes que se disputou o play-off de campeão, doze títulos foram ganhos pelo vencedor da fase regular, ou seja, é quase sempre o mesmo clube nos dois momentos da época. É um indicador que raramente falha e que pode ter um peso acrescido na altura de entrar em campo. Porém, há que sempre ter cautela visto que numa fase a eliminar tudo pode acontecer e as equipas que ficaram em posições inferiores podem surpreender.

Entramos no momento da época de que todos – adeptos e jogadores – gostamos: o play-off de apuramento de campeão. É difícil não achar emocionante o facto de todas as partidas serem importantes e o mínimo deslize pode significar a eliminação da competição e, consequentemente, o fim da temporada. Veremos se o vencedor da fase regular se impõe e ganha a liga ou se, pelo contrário, teremos uma surpresa no final.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Bruno Fernandes na Sport TV

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Bruno Fernandes esteve na segunda-feira passada, dia 15 de Abril, no programa Titulares, que pertence à grelha de conteúdos da Sporttv. Num programa que conta ainda com os ex-jogadores Ricardo, Simão e Chaínho, o jogador leonino foi convidado para se juntar à conversa, marcando assim presença no programa que foi conduzido por Miguel Prates.

Na minha opinião, este tipo de acontecimentos deviam ser muito mais naturais no futebol português. Quando são tantos os ruídos e as suspeições em torno de tudo o que se passa no mundo futebolístico do país, Bruno Fernandes protagonizou um bom momento de televisão, onde todos os adeptos que assistiram ao programa saíram beneficiados. Quem joga e quem treina deve ser ouvido muitas mais vezes se queremos que o comum consumidor de futebol perceba mais sobre o jogo. Está muito enraizado em Portugal a cultura de comentário à arbitragem, mas muito pouco se fala daquilo que é o planeamento estratégico das equipas, a forma como abordam os jogos ou os mecanismos implementados por cada treinador.

Foi delicioso ouvir Bruno Fernandes, não apenas por ser jogador do Sporting CP, mas porque se apresentou descontraído e sem fugir a nenhuma questão, proporcionando bons momentos, como a sua conversa com Luiz Phellype ou o seu tempo em Itália. Percebe-se que o internacional português é um jogador que percebe muito de futebol. Pode-se pensar que não, mas não é qualquer jogador que apresenta a cultura futebolística que o médio leonino apresenta.

A presença no programa da Sport TV foi importante para qualquer adepto de futebol
Fonte: Sporting CP

De realçar também a posição do Sporting CP ao aceitar o convite endereçado a Bruno Fernandes, deixando que este estivesse no programa sem medo de falar abertamente, como muitas vezes acontece por opção do clube, que autoriza o jogador a falar mas onde se percebe que está condicionado pela estrutura diretiva.

Concluindo, espero que sejam mais vezes proporcionados momentos e programas destes, onde se fala e discute futebol. É com muito orgulho que vejo um jogador do meu clube de eleição ter todo este conhecimento e importância no seio da equipa. É sem dúvida um excelente capitão. Lembram-se de Jorge Jesus ter dito que tinha um jogador no Sporting CP que tinha a certeza que viria a ser treinador? Penso que a resposta está dada.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

SL Benfica 6-0 CS Marítimo: Meia dúzia de golos no regresso à liderança

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No encontro que marcou o encerramento da 30.ª jornada da Primeira Liga, o SL Benfica venceu no Estádio da Luz o CS Marítimo por 6-0, voltando assim à liderança partilhada com o FC Porto. Após a eliminação da Liga Europa, as “águias” entravam pressionadas e não podiam perder pontos na reta final da luta pelo título. Já os “verde-rubros” precisavam de pontuar para garantir o mais rápido possível a manutenção, ainda para mais numa jornada em que os rivais diretos (CD Tondela, Vitória FC, CD Aves e GD Chaves) nessa delicada tinham pontuado.

Como na jornada anterior, os “encarnados” abriram o ativo bem cedo: ao minuto 3, num pontapé de canto ensaiado, Pizzi bateu rasteiro para a entrada da área, onde surgiu João Félix para rematar de primeira para o primeiro golo da partida. Quatro minutos depois, foi a Grimaldo de fora de área a testar a atenção de Charles, que respondeu bem ao remate do lateral espanhol.

O Benfica esteve por cima do jogo durante os primeiros 15 minutos, não dando grande margem de manobra ao Marítimo de esboçar uma reação ao golo madrugador sofrido, embora só tenha conseguido duas ocasiões de verdadeiro perigo junto da baliza de Charles – nesse momento, quem ia tendo protagonismo era a forte chuva que ia caindo na Luz.

Após um período de alguma monotonia, o jogo ganhou interesse com o golo anulado aos insulares, após um pontapé de canto em que Douglas Grolli cometeu falta sobre Vlachodimos, na pequena área benfiquista. O lance invalidado despertou os comandados de Lage, que foram de novo para cima do adversário em busca do 2-0. Contudo, faltou alguma criatividade na frente de ataque e esse golo acabou por não surgir.

O jogo foi-se desenrolando até ao intervalo, sem grandes motivos de interesse, e os atletas das duas equipas foram para o descanso com o Benfica na frente do marcador pela margem mínima. Esperava-se uma segunda parte mais mexida e interessante.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

As expetativas foram confirmadas no segundo tempo. O Benfica entrou bem em campo e repetiu a graça da primeira parte. Com apenas quatro minutos volvidos, Pizzi marcou o segundo golo dos “encarnados”, após um cruzamento de André Almeida, deixando a Luz mais tranquila.

Contrariamente ao que aconteceu na primeira metade do jogo, a equipa de Bruno Lage não desacelerou e continuou à procura de marcar. Sempre por cima e sem dar grandes oportunidades ao Marítimo de deslumbrar, o jogo correu sempre no mesmo sentido.

Sem surpresas, o Benfica acabou mesmo por chegar ao 3-0, com João Félix a bisar para alegria dos adeptos. No entanto, o jovem prodígio da Luz não se ficou por aí e, antes de ser substituído para dar lugar a Jonas, assistiu Franco Cervi. Havia 71 minutos de jogo quando o argentino assinou a goleada.

Com um 4-0 seguro, Bruno Lage aproveitou para mexer na equipa. Essas alterações acabaram por se refletir pouco no jogo: o Benfica continuou com fome de golo e não desacelerou.

Até aos 90′, houve tempo para mais dois festejos. A dois minutos do fim do jogo, Cervi bisou, com um remate à boca da área, não dando qualquer hipótese a Charles. E, como à meia dúzia sai mais barato, antes que as redes arrefecessem, Salvio, assistido por Grimaldo, marcou o sexto e último golo da noite. Tudo isto com a diferença de um minuto.

O tempo de compensação não deu para muito mais e o Benfica regressou à liderança com mais uma goleada a uma equipa madeirense. As “águias” voltam a colar-se aos “dragões” no topo da classificação, o que deixa antever um final de campeonato eletrizante.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

S.L. Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias (Taarabt, 77′), Ferro, Grimaldo, Florentino Luís, Andreas Samaris, Franco Cervi, Pizzi (Salvio, 80′), João Félix (Jonas, 72′) e Haris Seferovic

C.S. Marítimo – Charles, Nanú, Douglas Grolli, Lucas Africo, Rúben Ferreira, Renê Santos (Gamboa, 79′), Josip Vukovic, Pedro Pelágio (Frabrício 67′), Barrera (Chico Banza, 61′), Jorge Correa e Getterson Alves

Ainda não desistimos de ti (Carta aberta ao plantel do FC Porto)

Cinco de maio de 2018. Estádio José Alvalade. Foi ali. Bem sei que não estávamos lá, mas foi ali que tudo acabou. Ali, da forma mais irónica possível, arrisco a dizer, tudo acabou. Aqueles que tinham a tarefa de impedir a nossa conquista caem, de mãos dadas, vencidos pelo cansaço, e abrem-nos definitivamente o caminho para aquela icónica avenida. A guerra chegara ao fim. Aquela bandeira, azul, branca, indomável, imortal, hasteada, trémula ao vento, assim o confirmava. Finalmente, o tão esperado fim.

A gente, por fim, podia sair às ruas. Pela primeira vez, após aqueles quatro rigorosos e longos invernos, os sorrisos, os abraços, as lágrimas de realização dominavam aquela paisagem. Aquela paisagem que outrora fora dominada por descrer, desilusão e apatia voltava à vida. O mar azul voltava a ser azul. Porquê? Porque vocês foram o nosso combustível, a razão pela qual percorríamos quilómetros atrás de quilómetros, a razão pela qual deixávamos família e amigos para trás, a razão pela qual milhares se deslocavam até ao Dragão, a razão pela qual outros tantos sofriam à distância.

Fizeram-nos acreditar de novo. Fizeram-nos vencer de novo. Fizeram-nos encarar o futuro, que muitos previam negro, com enorme esperança e expetativa. O Porto voltou a ser Porto. O homem que não vinha para aprender relembrou-nos o que é ser Porto. Desde o “nós vamos ser campeões” depois do empate em Alvalade até às lágrimas que escorreram pelo seu rosto aquando do erguer do troféu no centro do relvado do Dragão. Sérgio, tu, mais que ninguém, representas o “ser Porto”, representas o sentimento que julguei extinto no nosso clube.

Sérgio Conceição conseguiu trazer de volta os títulos à Invicta
Fonte: FC Porto

Foi a teu lado que passámos por derrotas nas grandes penalidades, por eliminações nas taças, por “atropelamentos” frente ao Liverpool FC, mas, inclusive nesses momentos negativos, tinhas um mar azul a teus pés a cantar “Eu quero o Porto campeão”. Apesar de teres caído diversas vezes, em todas essas ocasiões tinhas um Dragão inteiro a estender-te a mão para que, juntos, continuássemos a história que, durante décadas, homens como Pedroto arquitectaram para esta instituição. Sérgio, tu não és apenas o nosso treinador, és muito mais do que isso: és uno di noi.

E tu, Hector? Tu que viveste juntamente connosco todo aquele jejum, como foi levantar aquele troféu? Sentiste os nossos dedos entrelaçados nos teus quando ergueste aquela taça? E tu, Alex? O que te passou pela cabeça quando, após aquele pénalti frente ao CD Aves, apontaste para o símbolo que carregas ao peito e exigiste respeito pelo FC Porto? E tu, Brahimi? O que te fez garantir ao árbitro em Santa Maria da Feira que “nós vamos ganhar”? E tu, Éder? Qual foi a razão pela qual, após aquela derrota pesada na Champions, sentiste a necessidade de exprimir o orgulho que sentias em vestir esta camisola? E tu, portista? O que sentiste ao ver o Herrera, o Alex, o Brahimi, o Éder e tantos outros sentir o clube da mesma forma que nós sentimos? O que sentes quando gritas “Oh Conceição, faz o Porto campeão”? Voltas no tempo? Relembras Dublin em 2011? Ou então Gelsenkirchen em 2004? Viena? Talvez Tóquio? As noites memoráveis nas Antas?

Qual o denominador comum entre todos estes acontecimentos? O “Porto à Porto”. E se há uma coisa que aprendemos em 125 anos de história é que o “Porto à Porto” estará sempre um passo à frente dos adversários na luta pela conquista de qualquer competição. E nós sentimos que temos um “Porto à Porto”. Nós sentimos que vocês serão capazes de vencer este campeonato, independentemente das dificuldades impostas pelos adversários, contra tudo, contra todos. Façam-no por nós!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

26.ª Jornada do Girabola’19: D’Agosto mais perto do inédito Tetra

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Em fim-de-semana pascal, o Girabola não folgou e realizou-se a 26.ª jornada da edição de 2019. Já em plena fase decisiva, esta ronda ficou marcada pelo passo firme do 1.º de Agosto rumo ao inédito tetracampeonato e o tropeção do Petro de Luanda na Huíla que atrasa o conjunto petrolífero na perseguição ao líder!

O líder 1.º de Agosto consolidou o seu posto cimeiro devido ao triunfo sobre o Recreativo da Caála. A jogar em casa, os “Militares” estiveram sempre por cima do jogo, criaram inúmeras oportunidades, mas só conseguiram vencer pela margem mínima, graças ao golo apontado por Ary Papel na conversão de uma grande penalidade, no início da segunda parte. A vitória tangencial mantém o D’Agosto na liderança com 57 pontos já amealhados.

O Petro de Luanda tropeçou e pode ter entregue o título ao seu rival. Na visita ao campo da “Equipa Sensação” da prova, o Desportivo da Huíla, o conjunto tricolor saiu derrotado do encontro, muito por culpa de Lionel: o avançado camaronês esteve em grande destaque frente ao Petro, marcando os dois golos que deram a vitória ao Desportivo. Com este desaire, os comandados de Toni Cosano complicaram ainda as contas na luta pelo título – o Petro está agora a seis pontos do 1º Agosto, embora tenha ainda uma partida em atraso.

O Petro de Luanda saiu derrotado na visita à casa do Desportivo da Huíla
Fonte: Petro de Luanda

O Recreativo do Libolo está cada vez mais longe dos primeiros lugares da classificação. Nesta ronda, a turma libolense até marcou cedo no terreno do ASA (golo de Mussa antes dos primeiros 10 minutos de jogo), contudo permitiu aos visitados chegar ao empate à entrada para os últimos 20 minutos do encontro, com Amarildo a fazer o gosto ao pé. O Libolo neste momento está no nono lugar com 32 pontos, ao passo que o ASA continua em situação delicada – encontra-se em lugar de despromoção (14.º lugar), estando a três pontos do primeiro acima da “linha de água”.

O Kabuscorp repetiu o resultado alcançado na jornada anterior. Na receção ao Sporting de Cabinda, os jogadores treinados pelo português Paulo Torres foram mais fortes e ganharam um triunfo por 3-1. Os três pontos conquistados permitem ao clube do bairro do Palanca ascender ao quarto lugar da classificação. O Sporting de Cabinda continua a lutar pela sobrevivência na principal divisão do futebol angolano.

Nos outros jogos, a Académica do Lobito alcançou o resultado mais robusto da ronda no “duelo entre aflitos”, com uma goleada de 4-0 ao Cuando Cubango, ao passo que o Bravos do Maquis venceu por uma bola a zero o Sagrada Esperança. O Santa Rita de Cássia ganhou por 2-0 ao Progresso do Sambizanga.

Foto de capa: 1.º de Agosto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

NBA | Quem passa à segunda ronda?

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Atualmente, já são quase certas as equipas que se vão encontrar na segunda ronda dos playoffs da NBA.

Em primeiro lugar vamos começar pela Conferência Este. Aqui, acho que desde início que não havia grandes dúvidas que os primeiros quatro classificados da Conferência se iriam encontrar na ronda seguinte, a única questão seria saber a dificuldade que teriam para derrotar os seus adversários.

Os Celtics derrotaram uns Pacers desfalcados por 4-0 mas pelo que vi, nenhuma das suas exibições foi suficientemente convincente, na minha opinião. Sinceramente, estava à espera de mais por parte da equipa de Boston.

Os 76ers penso que estão já muito perto de garantir a passagem à próxima fase, naquela que foi a série mais bem disputada, para já, da Conferência Este.

Os Raptors de Kawhi Leonard apesar da primeira derrota frente aos Magic, deram a volta e, neste momento, vence por 3-1 encontrando-se a 1 jogo de distância da próxima ronda dos playoffs. Os Bucks passam facilmente à próxima fase.

Assim, os Bucks encontrarão os Celtics e os Raptors encontrarão os 76ers. Aqui prevê-se uma ronda bastante equilibrada e, possivelmente, 2 séries de 7 jogos. Em segundo lugar, na Conferência Oeste o mesmo não acontece.

Por um lado, como era expectável encontramos 2 séries sem grandes dificuldades para os finalistas de Conferência da temporada anterior, Golden State Warriors e Houston Rockets.

Fonte: Golden State Warriors

Por outro lado, como eu antevia, temos também 2 séries bastante equilibradas e de grande qualidade. No jogo entre Nuggets e Spurs está tudo empatado. Eu aposto as minhas fichas na equipa de San Antonio, no Texas, pela experiência e pela história que carregam na jersey. Mesmo assim, acho que as 2 principais figuras dos Spurs têm de dar mais ao jogo se querem passar à próxima fase, porque não podemos esquecer do facto de que o jogo que pode decidir a passagem é o Pepsi Center, em Denver.

Por último, Damian Lillard e CJ McCollum estão a dar uma verdadeira lição de jogo aos OKC, e já têm uma vantagem de 2 jogos colocando a pressão do lado da equipa liderada por Westbrook e Paul George.

Foto de Capa: NBA

Portugal 5-3 Argentina: Portugal conquista a 68.ª edição Taça das Nações!

Competência e persistência. Estas são as duas palavras-chave da conquista que Portugal alcançou na noite de domingo de Páscoa.

Competência, pois, após as dificuldades defensivas contra Espanha e Itália, foi extremamente complicado para a Argentina entrar na teia defensiva montada pela seleção portuguesa. Persistência, pois, apesar das várias contrariedades ao logo do encontro, os jogadores que estão sobre a ainda jovem orientação de Renato Garrido, souberam sofrer, lidar com as dificuldades e esperar pela altura certa para garantir a vitória na 68ª edição da Taça das Nações!

A partida teve um início movimentado e bastante intenso, com ambos os guarda-redes a serem colocados à prova muito cedo. No entanto, tanto Girão como Acevedo responderam a altura dos acontecimentos.

Jogados pouco mais de dois minutos, belíssima triangulação da seleção portuguesa e Henrique Magalhães, solto no interior da área albiceleste, fez o 1-0.

Em desvantagem, a Argentina foi à procura do tento do empate, mas apesar das várias movimentações e bloqueios, fossem perto da baliza de Girão ou mais longe, Portugal estava bem posicionado e conseguia tapar todos os espaços para as suas redes.

A seleção portuguesa, bem a seu jeito, atacava de forma mais pausada, circulando o esférico à espera do momento certo para desferir um golpe fatal. Caso o tempo limite de ataque estivesse quase a esgotar-se, a aposta recaía sobre uma stickadade meia distância. Todavia, acabou por ser na sequência de um lance de quase golo argentino que, através de um contra-ataque, a seleção portuguesa fez o 2-0. João Rodrigues carregou a jogada e no instante certeiro serviu Rafa que, com uma colher, avolumou o marcador.

Disputados dez minutos, Portugal, que parecia estar a jogar em casa, vencia por 2-0. Diferença que demonstrava um alto índice de eficácia, elemento que não esteve no ponto no encontro diante da Itália.

Passados alguns segundos da marca dos dez minutos de jogo, Jorge Silva viu um cartão azul num lance com Nicolia. Lucas Ordoñez, que na véspera havia marcado um livre-direto com uma picadinha, não desperdiçou e mesmo depois de uma primeira defesa de Girão, na recarga reduziu a desvantagem para 2-1. Pouco depois, o próprio Ordoñez viu um azul devido a um enganchamento sobre Henrique Magalhães. Hélder Nunes, por mais uma vez, foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas Acevedo disse não ás intenções do português.

Em situação de superioridade numérica, Portugal cercou a baliza argentina, mas nunca conseguiu ter muitas chances de golo. Quando as conseguiu, Acevedo estava bem colocando e impediu o terceiro tento lusitano.

Num encontro muito equilibrado e com pouco espaço para se jogar, Portugal e Argentina acabam por recorrer à meia distância que, quase sempre, era bloqueada. Porém, acabou por ser, mais ou menos, dessa forma que a seleção portuguesa voltou a marcar. Já com menos de sete minutos para a pausa, Gonçalo Alves aproveitou uma cortina de Henrique Magalhães e à entrada da área albiceleste stickourasteiro para o 3-1. Instantes depois, através de uma picadinha, Ordoñez quase marcou e no seguimento do lance, um contra-ataque veneno da formação lusitana só não resultou em golo porque Acevedo realizou uma excelente intervenção.

Mesmo com aproximar da pausa e as substituições, o ritmo e a intensidade continuavam extremamente elevados, sendo que Portugal era a equipa que estava mais próxima de voltar a marcar. A nível defensivo, ao contrário do que havia acontecido na véspera, a exibição estava a ser irrepreensível, colocando a formação albiceleste em enormes dificuldades para chegar à baliza de Girão com qualidade.

Terminada a primeira parte, Portugal vencia a Argentina por 3-1. Resultado que demonstrava a superioridade dos comandados de Renato Garrido em pista, tendo em conta não só a sua eficácia do ponto de vista ofensivo, mas, sobretudo, defensivo. Deixando a seleção da América do Sul sem ideias, arte ou engenho para criar perigo para as redes à guarda de Girão. Contudo, estaria a mentir se não afirmasse que esperava muito do conjunto de José Luiz Páez que, a par da equipa das quinas, era a formação, teoricamente, mais forte na competição.

Lucas Ordoñez stickava para o 3-3
Fonte: Coupe des Nations

A segunda parte do jogo teve um arranque polémico, com a Argentina a reclamar um golo num lance que envolveu Ordoñez. Contudo, através das repetições da transmissão televisiva, o esférico não parece ter transposto totalmente a linha.

O perigo continuava a ser um elemento bem presente na pista. Todavia, quem continuava a estar sempre mais perto de marcar era Portugal. Exemplo disso, foi uma recuperação de bola de Gonçalo Alves que Hélder Nunes quase conseguiu concretizar. A Argentina, por seu lado, mantinha uma forte aposta na meia distância, mas continuava sem conseguir colher qualquer fruto. Porém, por vezes, já chegava à baliza de Girão, mas ainda sem grande qualidade. A sua melhor oportunidade surgiu no seguimento de um erro na saída para o ataque da seleção portuguesa, que Ordoñez, ao tentar servir Nicolia, viu o guardião luso anular-lhe o lance.

Com dois golos de vantagem, formação portuguesa procurava controlar as operações, mas nunca negava uma situação de golo. Pouco antes dos trinta e cinco minutos, João Rodrigues teve duas grandes oportunidades para finalizar, mas Acevedo negou o golo ao atual jogador do Barcelona. Pouco depois, Ezequiel Mena, que havia acabado de entrar em rinque, serviu Ordoñez que, à meia volta, apontou o 3-2. Girão podia e devia ter feito muito mais.

O golo fez bem à Argentina, que continuava a sofrer sustos na sua defesa, e em cima da marca dos trinta e sete minutos, beneficiou de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Jorge Silva sobre Nicolia. Ordoñez, chamado à marcação, não vacilou e repôs a igualdade. Momentos depois, segundos após Acevedo ter impedido o quarto de Portugal, Hélder Nunes viu um cartão azul devido a uma falta sobre Matías Platero. Ordoñez regressou à marca do livre-direto, tentou fazer uma picadinha, mas não conseguiu concretizar.

Logos nos primeiros segundos de powerplay, Ordoñez viu um cartão azul na sequência de um enganchamento sobre Henrique Magalhães. Desta feita, Gonçalo Alves foi o escolhido para a conversão do livre-direto, também tentou uma picadinha, mas Acevedo voltou a defender.

Numa situação de jogo de três para três, houve mais espaço para se jogar, mas de nada adiantou, não tendo havido qualquer alteração ao marcador.

O fim do encontro aproximava-se rapidamente, mas apesar das oportunidades de finalização que construiam, nem Portugal ou Argentina conseguiam desatar o nó. Girão e Acevedo, sobretudo ele, iam mantendo o marcador em 3-3.

A pouco mais de cinto minutos do final, Lucas Ordoñez cometeu a 10ª falta da Argentina. João Rodrigues assumiu a marcação do livre-direto e com alguma sorte à mistura, a redondinha lá entrou na baliza argentina. Estava feito o 4-3. Instantes depois, num lance entre Gonzalo Romero e Hélder Nunes, o jogador sportinguista acabou por ver um cartão azul por ter atingido o número sete lusitano com o stick.

Por mais uma vez em situação de powerplay, Portugal avisou por duas vezes e à terceira foi de vez. João Rodrigues, no seu lado natural e servido por Gonçalo Alves, stickoude primeira e assinou o 5-3. Sentenciando, praticamente, o desfecho do encontro.

Já com menos de um minuto para se jogar no marcador eletrónico, Nicolia viu cartão azul por protestos. Isto, devido a um lance onde pedia grande penalidade para a Argentina.

Finalizada a partida, Portugal “vingou” a derrota na final de 2017 e derrotou a Argentina por 5-3, conquistando a 68ª edição da Taça das Nações. Num jogo que passou por fases diferentes, a seleção portuguesa acabou por conseguir superar os maus momentos, falta de eficácia (nomeadamente nos segundos vinte e cinco minutos) e o restabelecer da igualdade, para mais tarde levar de vencido o encontro. Ligeiramente bafejada pela sorte, sobretudo no 4-3, a formação portuguesa agarrou o pássaro da vitória e não mais o deixou fugir. Aproveitando, depois, a superioridade numérica para selar o triunfo.

Assim, Portugal avolumou para dezanove o número de conquistas do torneio de Montreux, aumentando para três a diferença de vitórias na competição para Espanha, que contabiliza dezasseis.

Nos outros encontros do derradeiro dia da edição de 2019 da Taça das Nações, ocorreram ainda os seguintes resultados:

7.º e 8.º Lugar

Suíça 2-4 Montreux HC

5.º e 6.º Lugar

França 4-2 Espanha

3.º e 4.º Lugar

Itália 7-1 Angola

Final

Portugal 5-3 Argentina

A classificação final é a seguinte:

1.º Portugal

2.º Argentina

3.º Itália

4.º Angola

5.º França

6.º Espanha

7.º Montreux HC

8.º Suíça

Portugal: 1-Ângelo Girão (GR), 6-Gonçalo Alves, 7-Hélder Nunes, 8-Henrique Magalhães e 9-João Rodrigues (CAP.)

Jogaram ainda: 3-Rafa, 4-Vieirinha e 5-Jorge Silva

Banco: 10-Nélson Filipe (GR)

Argentina: 1-Constantino Acevedo (GR), 5-Carlos Nicolia (CAP.), 6-Reinaldo Garcia, 8-Matías Platero e 9-Lucas Ordoñez

Jogaram ainda: 2-Gonzalo Romero e 7-Ezequiel Mena

Banco: 10-José Silvano Pinheiro (GR), 3-Jorge Maturano e 4-Facundo Bridge

FPF eSports: Últimos 8 na Prova Rainha da PS4 | Quinas triunfam no PC!

Semana de loucos no mundo do FIFA Pro Clubs. Emoções ao rubro, muitos golos, grandes jogos um título a ser decidido e outro cada vez mais perto de encontrar também um vencedor. Como podem verificar pelo título do artigo, há muito para falar em ambas as plataformas e sem mais rodeios, vamos passar aquilo que interessa que é falar de Pro Clubs ao mais alto nível em Portugal!

Na plataforma do PC decorreu na segunda-feira passada a final da Taça Nacional edição de 2019. Jogo que opôs a equipa do Vitória FC eSports e os Quinas Club eSports. Partida que só se decidiu na marcação das grandes penalidades e foi um jogo marcado por muito drama e um jogo bastante físico dentro das quatro linhas virtuais. Este desafio ficou marcado pela expulsão ao minuto 41 do médio lateral do Vitória FC, Griffin que acabou por levar dois amarelos ainda na primeira parte e deixou a sua equipa em maus lençóis. Esta partida acabou por se desenrolar sem grandes acontecimentos, um jogo sem muitas oportunidades e após prolongamento e 120 minutos chegaram as grandes penalidades que vinha a decidir o vencedor do troféu.

A equipa dos Quinas Club eSports saem vitoriosos por 3-2, em que as grandes penalidades ficaram marcadas por dois grandes guardiões, MestreChefe do Vitória FC que defendeu dois penaltis e GugaSilvaPT dos Quinas que defendeu três grandes penalidades, impressionante!

Os Quinas conquistam assim o seu primeiro título no FIFA Pro Clubs desde que participam em competições oficiais. Para terminar, a destacar a bela transmissão através da Twitch oficial da FPC Portugal que contou com dezenas de espectadores a acompanhar em directo, bem como comentadores em acção e flash interviews após o fim do jogo.

Fonte: FPF eSports

No que toca ao panorama da PS4 realizou-se esta quinta-feira mais uma fase da Prova Rainha e as 16 equipas que estavam em prova passaram a oito e estão encontrados os jogos dos quartos de final. O jogo de destaque desta fase foi o embate entre o Sporting CP eSports e os Grow uP eSports em que se antecipava a eliminação de um dos favoritos para vencer a competição, mas não esquecer que na Taça de Portugal tudo é possível…

Resultado final deste jogo seria a vitória por 1-0 já ao cair do pano para a equipa do Sporting CP eSports, num jogo bastante equilibrado e sem grandes oportunidades, Diggas com um belo pontapé à entrada da área atira a equipa dos Grow uP eSports para fora da Taça de Portugal quando já toda a gente pensava no prolongamento. Noutros campos, uma vitória tranquila por parte dos EGN eSports por 4-1 frente aos Procom Gaming equipa da Liga 2. Mais duas equipas da Liga 1 seguiram em frente, o Vitória SC eSports venceu confortavelmente por 4-0 os Eyeshield Gaming da segunda divisão e os FTW Legacy venceram apenas por 1-0 os Rusty Pandas, mas num jogo em que foram claramente superiores.

Do outro lado da árvore do torneio, não houve muitas surpresas, a destacar a passagem dos XF. Iberia eSports sobre o União de Leiria eSports num grande jogo que terminou em 3-2. Os XF. Iberia eSports são agora a única sobrevivente da Liga 2 e procuram chegar o mais longe possível, vão agora defrontar o Estoril Praia eSports equipa que venceu por 2-0 os Leões de Porto Salvo a única equipa do campeonato de Portugal que estava em prova. Por fim, o SC Braga eSports derrotou os Lionhearts por 3-1 e seguiu em frente e vai enfrentar agora os Panthers AC Marinhense que eliminar o CF Canelas 2010 já no decorrer do prolongamento por 2-1.

O palco está montado para grandes jogos nos quartos de final e uma coisa é certa, do lado direito da tabela iremos ter pela primeira vez um novo finalista na Taça de Portugal resta saber que equipa irá conseguir lá chegar! Os embates estão marcados para o próximo dia 2 de Maio (quinta-feira).

Fonte: FPF eSports

Por fim e a pedido de muitas famílias viramos as nossas atenções para o campeonato nacional de Pro Clubs da PS4. Campeonato este que é composto por quatro séries e no total competem 42 equipas.

Actualmente na série 1 o campeonato é liderado pelo Desportivo da Barca FC com 36 pontos em 16 partidas, na perseguição à subida temos também a equipa dos Blues eSports e o Leixões SC eSports (com menos dois jogos).

No que toca à série 2, o equilíbrio já não se verifica temos um líder isolado com o SC Campomaiorense com 41 pontos em 16 partidas e com um excelente registo de 36 golos marcados e apenas oito sofridos.

Na série 3 temos uma luta que promete ser acesa até ao fim, os Leões de Porto Salvo TFC após uma excelente prestação na Taça de Portugal lideram também esta série com 46 pontos e estando invictos, 15 vitórias e um empate em 16 partidas, na sua perseguição encontra-se a equipa do Sacavenense eSports apenas a seis pontos.

Para terminar temos talvez, aquela que é a série mais equilibrada deste Campeonato de Portugal com quatro equipas a lutar pelo topo da tabela. Na liderança temos a equipa dos Grow uP eSports B com apenas uma derrota nesta edição e 39 pontos. Logo a seguir, duas equipas da ilha da Madeira logo atrás, o CDR Santanense eSports com 37 pontos e o CD Nacional com 33 pontos, um pouco mais atrás, mas ainda com chances de ameaçar o primeiro lugar estão os algarvios do SC Farense.

Destaque final para o melhor marcador de todas as séries deste Campeonato de Portugal, o ponta de lança da equipa do Sacavenense eSports chumbacker com 20 golos marcados o que contribui para que esta equipa seja um dos melhores ataques de toda a prova até ao momento.

Termino este artigo semanal e convido-vos a acompanhar a scene do Pro Clubs nacional que cada vez mais trás mais jogadores e espectadores. Desde da Liga 1 ao Campeonato de Portugal a qualidade é evidente e esta modalidade está a evoluir semanalmente, liguem-se ao mundo do FIFA Pro Clubs.

Foto de Capa: FPF eSports/FIFA Pro Clubs PC Portugal

Pensar, temporizar e executar – dos relvados para os escritórios

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Temos os génios dos relvados. Aqueles a quem quando a bola chega já leram os movimentos dos colegas e adversários. Aqueles sem necessidade do protagonismo da posse em excesso, nem a pressa de se desfazerem dela. Numa constante análise das suas possibilidades, recebem a bola, levantam a cabeça e, no momento exato, soltam-na numa execução perfeita que mais uma vez aproxima a sua equipa do golo. Também temos a genialidade sem bola, seja na desmarcação ou na antecipação. O ser genial a defender. Aqui, o físico ajuda, mas, mais uma vez, nada sobressai ao poder da mente. Ler o movimento dos colegas e adversários, ler o movimento da bola, perceber qual o espaço que deve ocupar e o momento de cortar o lance – seja atacando a bola ou simplesmente ocupando o espaço de desmarcação.

Estes jogadores que tão bem interpretam no relvado necessitam de proteção adulta para que também o possam fazer fora destes. São jovens. No futebol são craques, mas na vida estão ainda a começar. Aqui, além da maturidade do jogador, conta muito a orientação que este recebe. Começa na família, mas é ainda mais decisiva na influência do seu agente e dos dirigentes. Infelizmente, vemos os agentes bem mais interessados no negócio do que no jogador, no curto-prazo do que na carreira deste. Aproveitar o momento para rentabilizar ao máximo a conta bancária e partir para o próximo talento.

Mas pior ainda é o papel do clube formador. Assim referindo-me diretamente ao Sport Lisboa e Benfica, sinto que o clube tem uma obrigação quase que paternal com aqueles que despontam no Seixal. Não são jogadores quaisquer, são filhos do SL Benfica, são crias da casa. A prioridade para com os nossos miúdos deverá ser vê-los integrados na equipa principal a ganhar o seu espaço no 11 titular e na história do clube. A segunda prioridade deveria ser garantir-lhes as bases e orientação necessárias para atingirem o pico do seu potencial e uma carreira que lhes faça justiça. O ganho financeiro deverá estar no fim da lista de prioridades, por mais tentador que este seja. E infelizmente vejo-as invertidas no SL Benfica. Assim que um miúdo mostra alguma qualidade, já a direção se desdobra em tentativas de o valorizar e vender o mais rapidamente possível.

Neymar lançou uma brilhante carreira por ter esperado mais um ano e ter escolhido o clube certo para si
Fonte: FC Barcelona

Nesta altura, parece impossível que um miúdo de 18/20 anos faça três meses de alto nível na Luz e não seja vendido na abertura seguinte do Mercado de Transferências. O jogador, ainda criança, é ludibriado pelas luzes do glamour e o poder dos milhões, e os adultos que o aconselham têm outras prioridades que não a carreira deste.

O exemplo do Renato Sanches é atualmente o mais impactante. Ninguém soube, ou quis colocar um travão na euforia que este obrigatoriamente começou a viver. O clube em baixo, ele entra, ganha a titularidade de forma decisiva, é campeão, vai ao Europeu e é campeão da Europa. Recebe uma proposta milionária de um clube como o FC Bayern de Munique. O resto já é história. Uma história que facilmente se adivinhava, mas com a qual, pelos vistos, ninguém estava para se preocupar. O rei Renato durou seis meses. Passaram três anos. Tudo isto porque o jogador saiu sem ter total noção da sua qualidade e sem ser orientado para o clube certo. Saiu num momento de euforia e não num de afirmação.

Faltou perceber o porquê do seu impacto naquele momento do Futebol encarnado e qualidade das suas exibições na Selecção das Quinas. Faltou tempo de crescimento e ponderação. Alguns dissemos que o Renato estava a cometer um grande erro. Era demasiado verde, ainda só se fazia valer pelo físico e, por isso mesmo, no campeonato alemão, não se iria conseguir destacar. Era crucial que ficasse no mínimo mais uma época em casa, no SL Benfica. Infelizmente, não houve quem o orientasse.

Um caso totalmente oposto é o do Neymar. Um miúdo a brilhar no Santos FC, mas sem cabeça. Meia Europa atrás dele e, no verão que todos esperavam que fosse transferido, optou por ficar mais um ano. Não tenho dúvidas da intervenção de antigas estrelas brasileiras como o Pelé e o “Fenómeno”. Protegeram o menino que, apesar do talento, não estava ainda preparado para o desafio de se afirmar num colosso europeu. Neymar fez mais um ano no Santos FC e, no final dessa época, não era o mesmo. Um jogador mais maduro e consciente. Foi para o FC Barcelona, o clube ideal para um talento como ele encontrar uma cultura de jogo coletivo e de humildade. Neymar lançou uma brilhante carreira por ter esperado mais um ano e ter escolhido o clube certo para si.

Antes de decidirem sair, estes jogadores devem perceber e analisar o seu futebol, escolher o momento certo e optar pelo clube mais adequado ao seu potencial.
Fonte: SL Benfica

E sim, não é só uma questão de saber quando sair de casa, mas também de saber escolher o destino. Olhemos Nico Gaitán. Olhemos e suspiremos. O João Félix apareceu na equipa principal do SL Benfica há coisa de sete meses, e só há três com algum destaque. Há alguma obrigatoriedade em que tenha de sair daqui a dois meses? O melhor para o jogador e para o clube é que este fique pelo menos mais um ou dois anos. Que cresça em sua casa, no meio dos seus e com todo o espaço para evoluir. Que assente o seu futebol e aprenda. Que conquiste sucessos e títulos no SL Benfica. Depois sim, sairá, dificilmente desvalorizado e muito mais preparado para novos desafios na sua vida profissional e pessoal. E o clube terá desfrutado do seu talento e terá tirado proveito desportivo deste.

João Félix, Florentino e Ferro. Três jovens que estão agora a afirmar-se na equipa principal. Três jogadores a quem aconselho mais um ou dois anos de águia ao peito antes de voarem para longe do ninho.

Antes de decidirem sair, estes jogadores devem perceber e analisar o seu futebol, escolher o momento certo e optar pelo clube mais adequado ao seu potencial. Pensar, temporizar e executar.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica