O desporto assume cada vez mais um papel importante na vida de grande parte das pessoas, quer como praticantes, quer como apoiantes. A nível nacional, o futebol continua a ser o desporto “rei”, no entanto algumas modalidades como o futsal, andebol, hóquei em patins e voleibol estão em crescendo e isso verifica-se nos pavilhões. As rivalidades estão presentes em todas as modalidades, não só no futebol, e como é entusiasmante ver duas equipas lutarem com “unhas e dentes” para darem alegrias àqueles que nas bancadas cantam e apoiam a sua equipa. Estarão certamente a pensar “Como é bonito o desporto!”, certo? No entanto, o desporto em Portugal está a tomar proporções indesejadas e perigosas, como as que irei abordar em seguida.
Para iniciar esta reflexão não podia deixar de mencionar o ataque à academia de Alcochete na reta final da temporada passada, um tema já bastante falado mas que deixou marcas sobretudo no Sporting Clube de Portugal. Um dos episódios mais tristes da história do clube verde e branco, levado a cabo por cerca de cinquenta indivíduos encapuzados.
Na presente temporada, mais precisamente no mês de Março, o Sporting Clube de Portugal foi novamente vítima de ações bárbaras. Duas situações; duas modalidades diferentes; e em duas deslocações ao Norte do país.
O Desporto não precisa de violência Fonte: Sporting CP
Na 25ª jornada da Primeira Liga, o Sporting CP defrontou no estádio do Bessa o Boavista FC, e viu Miguel Nogueira Leite do Conselho Diretivo Leonino ser agredido por Jorge Loureiro, membro do Conselho Geral do Boavista. Quando um dirigente tem este tipo de comportamento, qual a legitimidade para apelar serenidade e respeito à massa adepta? Com atos como este, os dirigentes têm responsabilidade no clima de intimidação que se vive no desporto nacional. Aqui está um péssimo exemplo daquilo que é…como ser dirigente desportivo.
A segunda situação ocorreu na 20ª jornada do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, numa partida em que o FC Porto recebeu no Dragão Caixa o Sporting CP, um jogo muito importante para as contas do título de campeão nacional. Uma partida que fica marcada pelos piores motivos, e aqui não me refiro apenas ao facto da equipa leonina não ter somado os três pontos, mas sim à agressão verbal (e todos sabemos que este tipo de violência é bastante comum nos recintos desportivos) e sobretudo à agressão física.
Um grupo de adeptos portistas colocados perto da zona restrita ao Sporting CP, para além das ameaças feitas a Miguel Albuquerque, Diretor-Geral das Modalidades dos Leões, agrediram ainda a esposa do mesmo com um soco na face, quando esta tentava acalmar os ânimos da situação instalada. Uma situação que já se fazia prever, segundo Miguel Albuquerque, depois das ameaças dirigidas desde o clássico de andebol no Pavilhão João Rocha aos responsáveis do andebol do Sporting por parte do Diretor do Andebol do Porto José Magalhães. Mais uma situação grave e inadmissível, neste caso provocada por dirigentes portistas e que terminou nas “mãos” de um adepto da equipa azul e branca.
Como afirmou o Presidente Leonino, Frederico Varandas, o Sporting Clube de Portugal repudia estes episódios. Para bem do desporto, é urgente uma intervenção do Governo. O desporto não precisa de violência. Exige-se segurança nos recintos desportivos, quer para atletas, funcionários e sobretudo para que os adeptos possam assistir e apoiar a sua equipa.
O Futebol Clube do Porto é representado, semanalmente, por profissionais de excelência, não só no relvado, como no pavilhão ou até na estrada. Seja com uma baliza ou um cesto, com a mão ou com o stick, ou até mesmo sobre rodas, o FC Porto é uma referência a nível nacional e internacional.
No andebol, o plantel portista, liderado pelo sueco Magnus Andersson, tem-se relevado avassalador em todas as competições em que está inserido. A nível nacional, além do primeiro lugar na fase final do campeonato nacional, ainda que a par com o Sporting CP, os dragões garantiram, no passado fim de semana, um lugar nos quartos de final da Taça de Portugal, após terem ultrapassado, precisamente, os leões. Na Taça EHF, segunda maior competição europeia desta modalidade, os azuis e brancos apuraram-se para os quartos de final, em primeiro lugar do seu grupo, com duas jornadas por jogar.
Se no andebol, a Prova Rainha é uma prova ainda em disputa, no Basquetebol é um troféu já adquirido e colocado no museu do FC Porto. Os comandados de Moncho López bateram a Oliveirense por 83-80 e conquistou a icónica taça. Se na Taça de Portugal, os homens da Invicta venceram os de Oliveira de Azeméis, no campeonato figura-se o inverso, com a equipa de Norberto Alves atualmente na primeira posição, com os mesmos pontos do SL Benfica, e mais quatro do que os dragões.
O FC Porto conquistou a Taça de Portugal em Basquetebol Fonte: FC Porto
Nos patins, o presente é risonho para os hoquistas do FC Porto. Depois de uma vitória no fim de semana passado sobre o Sporting CP, os azuis e brancos estão em primeiro lugar, isolados, no campeonato nacional. Na Taça de Portugal, encontram-se nos oitavos de final, onde vão enfrentar a Associação de Educação Física e Desportiva, do segundo escalão nacional. A nível europeu, os homens de Guillem Cabestany estão nos quartos de final da Liga Europeia, principal competição europeia da modalidade, onde derrotaram, na primeira mão, o HC Forte dei Marmi, de Itália, por uns expressivos cinco a um, e jogarão a segunda mão no Dragão Caixa.
Sobre rodas pedala ainda o Ciclismo, onde a W52- FC Porto subiu de categoria esta época, tornando-se uma equipa continental profissional, algo que não acontecia em Portugal desde 2008. Atualmente, disputam a 37ª Volta ao Alentejo, na qual se encontram em primeiro na geral de equipas e têm o camisola amarela da competição, João Rodrigues. A etapa de consagração está marcada para este domingo, onde se confirmará, à partida, a vitória dos portistas na geral individual e por equipas.
Os milhões estão no relvado mas a qualidade e a excelência extrapõe-se às quatro linhas do Estádio do Dragão. As modalidades do FC Porto estão numa temporada muito positiva, com todas as competições em disputa, pelo que o apoio do Mar Azul no Dragão Caixa e pelos pavilhões e estradas de todo o país será determinante até ao final da presente época.
O Futebol está pobre, meus amigos. Está mesmo! Dentro e fora das quatro linhas. Enquanto se jogar mais fora do que dentro vai continuar a ser a mesma tristeza que se tem visto. Eu sei, eu sei… quão irónico é eu dizer que o Futebol está pobre, quando o que importa cada vez mais no mundo do mesmo é o dinheiro? Mas também, o que importa agora isso para o caso, não é verdade? Trata-se só e apenas de mais uma incoerência no meio de tantas outras.
Desta vez, a polémica surge sobre o empresário César Boaventura, que tem vindo a ser acusado de ter tentado aliciar jogadores que representavam o Rio Ave FC na época 2015/2016. Boaventura terá alegadamente dito que daria um presente aos jogadores que dessem “um jeitinho” frente ao SL Benfica. Os jogadores em questão tratam-se de Cássio e Lionn. Mas estes foram os que deram a cara.
Agora a questão é: quantos mais estarão na sombra do silêncio porque é o mais fácil a fazer? Sou apologista de que onde há fumo, há fogo, e custa-me a crer que estes episódios possam vir a ser casos isolados no Futebol português. E claro que não se tratarão apenas de casos a beneficiar os “encarnados”.
Os adeptos estão cansados de polémicas, de todo o engodo que vai para além das quatro linhas. As pessoas fartaram-se de empresários, de interesses, e pode ser que chegue ao dia em que se fartem de tudo mesmo. Como diz o título: enchem os bolsos, esvaziam os estádios. No fundo, é muito isso…
Há suspeita de aliciamento de jogadores do Rio Ave para facilitar no jogo frente ao Benfica na época 2015/2016 Fonte: Rio Ave FC
Será que vale tudo para ganhar? Se se vierem a confirmar todas estas suspeitas, apenas pergunto: como ficará um adepto após saber que festejou um campeonato comprado? Não acredito, e nem quero acreditar, que a massa adepta de um clube se reveja neste tipo de situações. Pelo menos para mim, não vale, nem nunca valerá tudo para se segurar a taça no final de maio. E quem achar o contrário que se convença: não gosta de Futebol. Gosta apenas de um clube, de ganhar troféus e, meus caros, há mesmo muito para além disso.
Sei que posso estar a tornar-me repetitiva ao longo deste artigo, mas como é possível não o ser? Aliás, como é possível ser mais alguma coisa do que algo previsível e formatado, quando se trata de abordar o tema “Futebol português”? Bem sei que não é de agora, mas interrogo-me sobre como é que nos tornámos nisto? Como é que transformámos uma coisa tão bonita e que tem o poder de unir pessoas, mover paixões, etc., numa coisa tão vazia, tão formatada, tão sem magia? Mais uma vez digo: é a porcaria do dinheiro.
Uma semana depois de ter dado um passo de gigante rumo ao título de campeão nacional, o Porto não deixou créditos em mãos alheiras e voltou a garantir um resultado importantíssimo. Em Itália, na primeira mão dos quartos de final da Liga Europeia, os dragões venceram o Forte dei Marmi por 5-1 e estão a meio patim de garantir a qualificação para a final-four da principal competição de clubes a nível europeu.
O jogo arrancou da melhor maneira para o Porto, pois, disputados trinta segundos, Gonçalo Alves recuperou o esférico a meio campo e isolado perante Gnata picou a bola e fez o 1-0.
Em cima da marca dos quatro minutos, situação de contra-ataque de três para dois a favor do Porto e Giulio Cocco, após uma simulação, aumentou a vantagem portista para 2-0.
Entrada em falso do vice-campeão transalpino que, desta forma, se via com uma desvantagem dois golos em cerca de cinco minutos. No período entre os dois tentos o Forte tentou chegar à igualdade, mas não era tarefa fácil entrar no quadrado defensivo do Porto e quando o conseguiu Grau resolveu.
Com passar dos minutos o encontro tornou-se mais equilibrado e apesar de algumas oportunidades de golo para cada lado, sendo os dragões sempre os mais perigosos, o marcador não mexeu.
O Forte dei Marmi tinha muita vontade, mas pouco engenho para penetrar na defesa azul e branca. Só mesmo através de algum ressalto ou situação de contra-ataque conseguia assustar, um pouco mais, os jogadores portistas. No entanto, o Porto estava bem mais perto de marcar do que sofrer. Exemplo disso foi uma transição rápida, por volta dos treze minutos, que Rafa definiu mal, picando a bola por cima do travessão da baliza de Gnata.
Na sequência de um rápido ataque do Forte dei Marmi, Martí Casas acabou por sofrer uma falta para grande penalidade. Federico Ambrosio, jogador que esteve presentes a reforçar o Benfica há alguns anos atrás, não falhou e reduziu a desvantagem transalpina para 2-1. Pouco depois, o Forte esteve quase a chegar ao empate, mas Grau conseguiu parar o desvio de Maremmani a uma stickada de Franco Platero.
O golo italiano veio dar mais intensidade e emoção à partida, mas também pareceu, de alguma forma, ter mexido com o Porto, pois, o Forte dei Marmi, nomeadamente através de Martí Casas e Maremmani, passou a ser a equipa mais perto de concretizar. Porém, quem voltou mesmo a marcar foram os dragões. Nova recuperação de Gonçalo Alves na zona do meio campo e ao ver Cocco muito bem colocado, que momentos antes tinha disposto de uma enorme chance de golo, serviu o italiano que só teve que dar um ligeiro desvio ao esférico para fazer o 3-1.
Momentos depois do terceiro tento, Maremmani viu um cartão azul ao cometer uma falta sobre Hélder Nunes. O próprio assumiu a conversão do lance e não desperdiçou, assinando o 4-1.
Terminada a primeira parte o Porto vencia o Forte dei Marmi por 4-1. Resultado que espelhava a bela exibição dos dragões, que estiveram sempre no comando das operações, gerindo bem resultado e fechando quase todos os caminhos para a sua baliza. A jogar no seu pavilhão, o conjunto transalpino demonstrava muita vontade, mas apenas nos momentos após o seu golo conseguiu ser mais perigoso e estar ligeiramente por cima.Nunca tendo, no entanto, conseguido beliscar o controlo e ritmo imposto pelos azuis e brancos.
Gonçalo Alves continua em boa forma, tendo marcado dois golos e assistido para outros tantos Fonte: Vhf&HockeyForte
O Forte foi a equipa que entrou melhor na segunda metade e logo nos primeiros minutos esteve perto de reduzir a diferença. Todavia, Ambrosio não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe aéreo de Burgaya. Pouco depois, Ambrosio voltou a ter uma enorme oportunidade para bisar, mas Grau voltou a dizer não e por duas vezes. Volvidos alguns instantes, foi a vez de Franco Platero esbarrar no internacional espanhol. Os italianos continuavam a ameaçar, mas nem de forma artista, através de uma picadinha, Martí Casas conseguiu marcar.
Apesar de estarem um pouco mais remetidos à defesa, os dragões nunca foram sufocados, nem deixaram de procurar o ataque. Continuando a gerir o resultado e a ter nos seus stick’s as rédeas do encontro.
Ultrapassada a fase de maior fulgor do Forte, o Porto voltou a ter mais bola e por pouco não chegou ao quinto. Num lance atrás da baliza de Gnata, Rafa serviu Telmo Pinto, mas o jovem portista não conseguiu marcar. Segundos depois, desta feita servido por Gonçalo Alves, Telmo Pinto viu Gnata negar-lhe o golo com uma enorme defesa em movimento. No seguimento do jogo, os comandados de Pierluigi Bresciani estiveram quase a marcar, mas Grau voltou a impedir tento da equipa da casa.
Disputados trinta e seis minutos, Reinaldo Garcia viu um cartão azul após ter cometido uma falta sobre Martí Casas. Davide Montaran, que regressou ás pista depois de uma paragem devido a lesão, não conseguiu concretizar. Grau, com mais duas boas defesas, manteve o resultado.
Em situação de superioridade numérica, o Forte dei Marmi tinha uma boa possibilidade para finalmente marcar, mas acabou por cometer a sua 10ª falta. Cocco, antigo jogador do Lodi, rival do Forte, podia ter chegado ao hacttrick, mas Gnata conseguiu travar as intenções do jovem italiano. Com o livre-direto a não ter qualquer importância no marcador, o Forte foi à procura do golo, mas a fase de powerplay não trouxe qualquer novidade ao resultado.
Sempre com o Porto no controlo, os minutos foram passando sem grandes lances de perigo para cada lado, com ambas as equipas trocarem períodos de posse de bola.
A seis minutos do fim, os dragões usufruíram de uma grande penalidade em virtude de um jogador italiano ter cortado a bola com o patim dentro da sua área. Gonçalo Alves, com possibilidade de fazer o quinto, aproveitou a oportunidade e com uma stickada rasteira junto ao poste esquerdo apontou o 5-1. Pouco depois, o Forte voltou a ameaçar, mas Montaran desviou a bola por cima da baliza de Grau.
Mesmo a perder por quatro golos de diferença, os italianos nunca atiraram a toalha ao chão e sempre que conseguiam incomodavam Grau, que continuava a manter a sua redes invioláveis nos segundos vinte e cinco minutos. Isto fez com houvesse muito espaço para se jogar, o que permitiu ao Porto ter algumas chances para avolumar a vantagem. Porém, não o conseguiu.
Já muito perto do fim, Martí Casas sofreu uma falta para grande penalidade. Ambrosio regressou à marca do penalti, mas, por mais uma vez, não conseguiu marcar. Grau defendeu a grande penalidade com as caneleiras e a recarga com a máscara. No seguimento do jogo, foram os dragões a beneficiarem de um novo penalti. Gonçalo Alves voltou a calçar as luvas, mas neste novo duelo Gnata levou a melhor. Momentos depois, Rafa dispôs de uma enorme chance para chegar ao sexto, mas o internacional italiano negou o golo o número nove portista. Volvidos alguns instantes, Rafa cometeu a 10ª falta azul e branca. Martí Casas foi o escolhido para marcação do livre-direto, mas Grau voltou a brilhar e negou o golo ao jovem espanhol.
Finalizado o encontro o Porto venceu o Forte dei Marmi por 5-1, assegurando uma vantagem praticamente decisiva no apuramento para a final-four. Numa partida onde foi quase sempre melhor, os dragões foram eficazes, visto que concretizaram quase todas as suas oportunidades mais perigosas, tendo ainda contado com uma belíssima exibição de Carles Grau. O conjunto transalpino nunca desistiu e ainda conseguiu construir várias chances de golo, mas nada pode fazer perante a enorme inspiração do guardião azul e branco.
Nas outras partidas dos quartos de final o Benfica foi até Oliveira de Azeméis vencer a Oliveirense por 3-2, em terras transalpinas o Sporting derrotou o Amatori Lodi por 5-3 e o Barcelona foi até ao pavilhão do Noia vencer por 4-3.
A segunda mão dos quartos de final da Liga Europeia está marcada para o dia 6 de abril.
Forte dei Marmi: 22-Ricardo Gnata (GR e CAP.), 7-Jordi Burgaya, 18-Martí Casas, 26-Elia Cinquini e 57-Franco Platero; Jogaram ainda: 2-Davide Montaran, 5-Federico Ambrosio, 77-Giacomo Maremmani
FC Porto: 1-Carles Grau (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka
Terceiro e último dia de Azores Rallye tudo mudou. Chuva e nevoeiro sobre as especiais de Tronqueira, Graminhais e Vila Franca/São Brás tornaram o difícil quase impossível. Mas os pilotos que restavam lá foram passando.
Alexey Lukyanuk vinha de dois dias completamente tranquilos. O russo liderava a seu belo prazer na estreia do seu novo carro, o Citroen C3 R5 da Saintoléc Racing. Mas tudo mudou na segunda passagem por Graminhais. O russo furou e não trocou a roda. Chegou à tronqueira e, na primeira curva, capotou… Quem aproveitou foi Lucasz Habaj que assim venceu à geral. Chris Ingram também aproveitou e saltou para o pódio. O melhor dos portugueses foi Ricardo Moura, que acabou em segundo lugar, com 8,4s de diferença para Habaj.
Bruno Magalhães continua a sua adaptação ao novo carro Fonte: Team Hyundai Portugal
No Campeonato Portugal de Ralis já se sabe que a vitória foi de Ricardo Moura. Mas a luta foi extremamente interessante entre Bruno Magalhães e Ricardo Teodósio pelas duas posições restantes do pódio. Ricardo Teodósio teve problemas no primeiro dia quando na primeira especial deu um pequeno toque. No segundo, teve de abrir a estrada. No terceiro, o mesmo aconteceu, mas, com as condições climatéricas extremas que se fizeram sentir, Teodósio ainda conseguiu recuperar, mas não chegou a Bruno Magalhães que acabou na segunda posição. Bruno continua a sua adaptação ao Hyundai i20 R5 do Team Hyundai Portugal.
Numa altura em que os campeonatos nacionais entram na pausa para as seleções, é tempo de dar destaque aos jogadores lusos que estão a dar cartas na Primeira Liga fora dos holofotes dos três grandes.
Muitas destas escolhas têm passado na sombra da atenção mediática e, apesar de se apresentarem em bom nível esta temporada, poderão ser desconhecidos para os adeptos mais focados nas equipas candidatas ao título.
Para este onze, foram deixados de lado todos os jogadores dos quadros dos três grandes, quer façam parte do plantel ou estejam emprestados a outras equipas da Primeira Liga.
Numa época que começou da melhor forma com a conquista da Supertaça Europeia com contornos de vingança diante do eterno rival, o Club Atlético de Madrid voltou a falhar os seus principais objetivos.
Inicialmente, os comandados de Diego Simeone conquistaram bons resultados, ocupando a segunda posição da Liga Espanhola no final da primeira volta e conquistaram o apuramento para a fase final da Liga dos Campeões com uma campanha bastante positiva na fase de grupos.
Contudo, na hora da verdade, mais uma vez o Atlético voltou a falhar e desiludiu os seus adeptos que mais uma vez não viram os seus desejos cumpridos. Sempre fiéis ao estilo de jogo incutido há muito por Simeone, que privilegia a agressividade defensiva e verticalidade em rápidos movimentos ofensivos, a qualidade do futebol praticado acabou por se extinguir e começaram a surgir “deslizes” inadmissíveis para quem ambiciona ser campeão espanhol.
Para piorar a situação, a eliminação da Taça do Rei perante o Girona que com um dramático 3-3 alcançado já nos minutos finais do jogo da segunda mão no Wanda Metropolitano fez soar os alarmes. Restava então a Liga dos Campeões e o campeonato que precisava de um milagre para ser conquistado.
Na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, o Atlético perante os seus adeptos foi exemplar e derrotou a Juventus, levando para o Turim uma vantagem de dois golos. O desfecho desta eliminatória correu o mundo, e, não desfazendo o génio de Cristiano Ronaldo, é preciso salientar a incompetência demonstrada pelo conjunto espanhol. Demonstrando uma apatia extrema, os colchoneros foram impotentes diante do adversário e deixaram escapar a preciosa vantagem ao perderem por 3-0.
Na ressaca desta derrota, novo desaire desta feita em duelo com o Athletic Bilbau, o que permitiu a aproximação do Real Madrid que já só segue com dois pontos de atraso e promete lutar pelo segundo posto até ao fim. A liderança está entregue ao FC Barcelona que soma dez pontos de avanço.
Fonte: UEFA
“Muito coração, pouca cabeça” é a expressão que descreve o estilo de jogo de Simeone. Não pretende transmitir a ideia de que o treinador argentino não reúne os conhecimentos táticos do jogo e vale-se só pela capacidade de motivar agressividade e empenho nos seus jogadores, mas sim indicar que após tantos anos de ver o clube com esta filosofia de Diego Simeone e ver tão poucos resultados, talvez seja hora de mudança. O Atlético possui um grande plantel e conta com nomes de classe mundial, mas teima em falhar nos momentos mais decisivos, o que é claramente justificado pelo fraco futebol que a equipa apresenta.
À data deste artigo, no início da reta final da temporada, aos colchoneros só restam as dez jornadas da Liga Espanhola com o único objetivo de alcançar a segunda posição, uma vez que o título já se situa no limiar da impossibilidade.
O Atlético de Madrid mais uma vez fica aquém do esperado e acima de tudo, desaproveita as suas potencialidades e desta temporada muito provavelmente só levará um troféu que já lá vai bem atrás no tempo.
Este cenário além de defraudar as expectativas dos seus adeptos e simpatizantes, reitera a necessidade de analisar toda a situação e concluir o que deverá ser mudado.
Como o futebol nos tem habituado a que necessidade de mudança seja sinónimo de mudança de treinador, há uma pergunta que se impõe:
Estive, como muitos sportinguistas, no passado sábado, 16 de março, no Dragão Caixa onde assisti, com muita tristeza, à derrota dos Leões por três bolas a uma, numa partida que era decisiva para o campeonato nacional. O jogo foi coberto por polémicas não só por aquilo que se passou dentro do ringue, mas também pelo que se passou além dele, mais concretamente nas bancadas e camarotes. No primeiro caso, uma arbitragem tendenciosa que favoreceu os da casa, com lances muito polémicos, ajuizados a favor dos azuis e brancos; no segundo caso, comportamentos de elevada violência do Dragão Caixa, que teve o seu momento áureo na ameaça ao diretor das modalidades leoninas, Miguel Albuquerque, e na agressão à sua mulher por adeptos afetos à equipa portista.
O que se passou ali foi semelhante ao que já se tinha passado, semanas antes, no Estádio do Bessa, neste caso para o campeonato nacional de futebol: agressões gratuitas a elementos da direção sportinguista. Torna-se imperioso que as autoridades que tutelam o Desporto em Portugal – as respetivas federações, mas também as entidades governativas – não assobiem para o lado relativamente ao que se passa. Isto não é um problema do Sporting, nem de qualquer outro clube. É um problema mais global e transversal à sociedade portuguesa. A consequência principal destas atitudes bárbaras, independentemente da cor clubística daqueles que as praticam, é o afastamento dos adeptos, dos verdadeiros adeptos, daqueles que vibram com o espetáculo, com os golos e os lances, dos ringues, pavilhões e estádios por esse país fora. É isto que queremos para o Desporto português? Eu não.
As ameaças a Miguel Albuquerque e à sua esposa no Dragão Caixa no passado dia 16 de março afastam cada vez mais os adeptos dos ringues, pavilhões e estádios por esse país fora Fonte: Sporting CP
Mas voltemos ao hóquei nacional e falemos concretamente do jogo jogado. Após essa derrota no Dragão Caixa, os pupilos de Paulo Freitas terão agora muitas dificuldades em renovar o título de campeão nacional. Temos de ser realistas, pois não acredito que a formação portista perca mais pontos até ao final do campeonato. Mas esta derrota deixa um sabor amargo pois com um plantel recheado de vedetas e com o elevado investimento realizado, o Sporting tinha obrigação de fazer muito mais. Ainda para mais numa modalidade que lhe é tão cara. Mas também tinham que fazer mais aqueles do apito na boca, pelo menos demonstrar mais isenção e imparcialidade na análise dos lances. Concordo, por isso, em absoluto, com Gilberto Borges, o responsável leonino pela secção de hóquei em patins, quando defende um VAR para a modalidade, principalmente nos jogos mais decisivos e importantes. Ajudava muito, principalmente nos jogos capitais como aquele no Dragão Caixa.
Mais uma corrida, a mesma história, a Formula E continua imprevisível, com o sexto vencedor diferente, da sexta marca diferente, nas 6 corridas da época. Com a época quase a meio, continua impossível saber quem vai ser campeão, tanto de pilotos, como construtores.
A corrida em Sanya foi bem mais calma e menos caótica do que as anteriores, contudo, não se pode dizer que tenha sido uma má corrida. A vitória acabou por sair para Vergne, o campeão de 2018 ultrapassou Olivier Rowland ainda no início, e nunca mais largou a liderança. Ainda houve dúvidas quanto à vitória de JEV, pois estava a ser investigado por falhar nos procedimentos do Safety Car, mas a punição não passou de uma reprimenda.
O líder do campeonato no início da corrida teve um dia mísero, após embater contra Vandoorne durante corrida, sendo obrigado a desistir.
O nível dos carros é tão próximo, que a liderança da corrida estava em discussão por 5 pilotos diferentes, com Vergne a ser obrigado a mantê-los a todos à distância. E tendo construído uma boa liderança na primeira parte da corrida, após uma bandeira vermelha criada por Sims, que embateu contra a parede ao discutir a posição com Lotterer.
Essa pressão exercida sobre Vergne acalmou nas últimas voltas, Buemi tentava recuperar posições após ter começado a corrida na Pit Lane, e quando pressionava Robin Frinjs da Virgin, os dois pilotos chocaram e Lucas Di Grassi acabou por ser uma vítima, quando o carro de Frinjs embate no Audi e coloca os dois fora da corrida. Isto causou um “full course yellow”, atrás do qual os carros acabaram por terminar a corrida, dando ar para respirar a Vergne.
Mais uma corrida muito competitiva Fonte: Formula E
Na segunda posição ficou o dono da Pole Position na qualificação, Oliver Rowland, da Nissan, e a fechar o pódio, António Félix da Costa, que com os seus 15 pontos desta corrida, subiu ao primeiro lugar do campeonato, mas com apenas 1 ponto de vantagem para Jerome D’ambrosio, com Vergne a saltar para a 3º posição a 8 pontos do português.
André Lotterer da Ds Techeetah terminou na 4º posição, após ganhar algumas batalhas na corrida, Daniel Abt foi o único Audi a terminar na 5º posição. Buemi, apesar de começar na pitlane e embater contra Frinjs, terminou na 6º posição, um resultado positivo tendo em conta tudo o que lhe aconteceu. D’ambrosio, Wehrlein, Evans e Mortara fecharam as restantes posições dos pontos.
Esta corrida mostrou o que a Formula E representa, não foi a mais entusiasmante da época, nem de longe, mas ainda assim foi boa. Isso demonstra o nível que esta temporada está a ter. Estamos a meio da época, e tanto quanto sabemos, pilotos que estão em 10º lugar podem subir ao primeiro no espaço de 2 corridas.
Ainda há muito ódio pela Formula E, principalmente por ser um desporto de carros elétricos, a que os fãs sedentos de gasolina apelidam de “Aspiradores muito rápidos”, mas o nível que esta época tem atingido em termos de qualidade das corridas é imenso. Grandes batalhas por posição, vontade de vencer, e carros mais ou menos igualados, o que dá uma imprevisibilidade fascinante a este desporto.
Faltam 7 corridas para acabar a temporada 5, e começa a parecer que o campeão não será o que vencer mais corridas, mas sim o que for mais consistente.
O piloto do dia: Jean Eric Vergne
O campeão volta às vitórias Fonte: Formula E
Ponderei colocar Buemi, porque o Suiço teve de ultrapassar meio mundo para chegar à sexta posição, mas o prémio vai para o vencedor, Jean Eric Vergne. O campeão estava a ter uma época muito inconstante, com muitos erros e azares a marcar as suas corridas, mas em Sanya, esteve intocável. Uma ultrapassagem muito boa a Oliver Rowland deu-lhe a liderança, e a partir daí, apesar de bandeiras vermelhas a deitar a vantagem ao lixo, conseguiu segurar a posição, para obter a primeira vitória do campeonato para ele e para a DS Techeetah, o que o catapultou para a terceira posição no campeonato.
Chegaram os monumentos no mundo do ciclismo! Este sábado, em Itália correu-se a Milan-Sanremo, prova que consta no calendário do World Tour. Esta que é a clássica mais extensa de todo o calendário ciclístico, com cerca de 291 km de extensão.
É também a clássica das chamadas “cinco grandes” em que os puros velocistas têm maiores chances de êxito. Ao longo dos anos foram vários os nomes de sprinters que ganharam esta prova: Démare, Degenkolb, Kristoff ou Cavendish são alguns exemplos.
Na prova deste ano os olhos estavam postos acima de tudo na equipa belga da Deceuninck- Quick-Step, são eles quem têm dominado as clássicas deste início de época, portanto teria que haver atenção redobrada.
A clássica teve uma fuga de dez homens: Hentala, Maestri, Masnada, Peron, Planet, Poli, Raggio, Sagiv, Schonberger e Tonelli, eram estes os escapados.
A fuga teve uma vantagem superior a oito minutos para o pelotão. O trabalho da Lotto Saudal, Bora Hansgrohe e daDeceuninck-Quick-Step, na parte final, foi importante para anular a desvantagem existente.
Numa parte mais dura, a fuga começou a desentender-se e Fausto Masnada da Androni Giocatolli saiu numa tentativa a solo. Entrou na subida da Cipressa sozinho, mas foi alcançado a meio da mesma pelo pelotão.
Faltavam 25 km para o final da prova, o pelotão estava finalmente compacto. Pouco depois Niccolo Bonifazio, o italiano da Direct Energie tentou a sua sorte e ainda teve uma vantagem de 20 segundos, mas que foi insuficiente e acabou por ser alcançado com cerca de dez quilómetros para o final.
Chegava então a parte mais interessante da etapa, onde se ia perceber se era um sprinter ou um puncheur que iria ter sucesso no final. A subida do Poggio com 3.8% de inclinação média e com 8% de inclinação máxima, durante 3.6 km.
Alaphilippe atacou no Poggio para selecionar a corrida Fonte: Deceuninck – Quick-Step / Tim De Waele / Getty Images
O ritmo era bastante elevado, colocado pela Deceuninck-Quick-Step. Muitos sprinters, incluindo Elia Viviani, o campeão italiano, estavam a ficar para trás. A corrida ficou mexida, com as movimentações de Simon Clarke e de Julian Alaphilippe. Peter Sagan, Kwiatkowski, Wout Van Aert, Valverde, Oliver Naesen e Matteo Trentin seguiram os dois fugitivos.
No final, foi ao sprint que se decidiu, com cerca de dez elementos, Julian Alaphilippe conseguiu arrecadar o seu primeiro monumento da carreira. Num grupo em que estavam nomes como Peter Sagan ou Trentin, que teoricamente são superiores ao francês no que toca a finais ao sprint.
Que início de temporada fantástico para Alaphilippe, já leva sete vitórias! É ele o ciclista com mais vitórias na temporada 2019. Sendo esta a 25.ª vitória da sua carreira! E que vitória!