Início Site Página 10629

A corrida pela permanência

A luta pela permanência tem sido renhida entre os vários clubes que se encontram no fundo da tabela. Aliás, como tem sido norma no campeonato português.

CD Feirense, CD Tondela, GD Chaves, Vitória FC e até Boavista FC, CD Nacional, CD Aves e CS Marítimo estão no limbo da descida de divisão do principal escalão do futebol português. Os cinco últimos encontram-se acima da linha de água, mas a margem de manobra é mesmo muito curta e, neste momento, qualquer deslize pode ser decisivo nesta corrida pela manutenção. Vou, então, analisar caso a caso de forma a perceber quais as circunstâncias para cada clube e quais as previsões para o desfecho da época 2018/2019.

O Tondela vinha do seu pior ciclo esta época, com três derrotas consecutivas (Moreirense FC, FC Porto e CD Nacional), que, inclusive, já suscitaram alguns protestos dos seus adeptos. No último jogo, contra o Vitória FC, já conseguiu um empate a zeros, mas, ainda assim, o panorama é muito negro para a equipa de Pepa.

O Tondela é uma equipa que costuma marcar golos e que se destaca neste nível perante os seus adversários diretos, sobretudo quando joga fora dos seus redutos. Inclusive, até esta última jornada para o campeonato era a única equipa do campeonato que nunca tinha acabado um jogo com um empate a zeros. As fragilidades encontram-se, essencialmente, na capacidade de contenção de um jogo mais direto por parte do adversário e também alguma passividade na abordagem aos lances de perigo dentro do seu meio-campo que muitas das vezes resultam em golos completamente escusados.

Os próximos encontros vão ser cruciais para a equipa de Pepa, que vai defrontar o Feirense (um dos seus rivais diretos) e o primeiro classificado da Primeira Liga – SL Benfica. No primeiro jogo que nomeei, o Tondela vê então aqui uma excelente oportunidade para ganhar vantagem perante um dos seus adversários diretos. Resta-nos esperar e ver se cumpre.

Pepa esperará, na próxima jornada, sentir o sabor da vitória frente ao quase despromovido CD Feirense
Fonte: CD Tondela

Em relação ao Chaves, o que posso dizer em relação à sua situação é que se prende muito pelo facto de ser uma equipa muito pouco eficaz a concretizar as jogadas que cria na área adversária.

Até porque, na verdade, é uma equipa que apresenta uma boa consistência defensiva. Já ofensivamente, não podemos dizer o mesmo. Falta, na minha opinião, alguma eficiência no último terço. O futebol do Chaves não encanta, mas a verdade é que tem sido mais positivo do que propriamente os resultados obtidos. Mas, como se costuma dizer, quem não marca sofre golos e tem sido mesmo essa a sina dos “flavienses”.

É um clube que também já vai no terceiro treinador só esta época, pelo que podemos concluir que a estabilidade não impera para os lados de Trás-os-Montes e Alto Douro. Como é bem-sabido, a instabilidade paga-se caro no futebol e vamos ver no que dá mais uma mudança no comando técnico do clube. Eu, pessoalmente, acho precipitada esta saída de Tiago Fernandes.

Xenofobia norte americana

0

A NBA é um meio ainda algo racista/xenófobo em relação ao jogador branco – cada vez menos – e ao jogador não norte-americano. Luka Doncic está a ser vítima deste problema no seu ano de estreia na competição.

Doncic “sofreu na pele” logo no Draft, ao ser “apenas” o terceiro escolhido, quando está a ser de longe o melhor rookie da temporada, o que já era esperado.

O jogador esloveno, vindo do Real Madrid, tem brilhado e sido o melhor jogador da sua equipa, os Dallas Mavericks, mas o próprio treinador da equipa, ainda que não assumido, também já limitou o jogo do seu jogador por algumas vezes.

Pode falar-se em fazer descansar o jogador, mas deixar o jogador no banco todo o quarto tempo quando estava a apenas três pontos de ser o jogador mais novo a conseguir um triplo-duplo não foi nada mais do que não permitir que o recorde deixasse de ser de um norte americano para passar a ser de um europeu.

Agora, nas votações para o jogo All Star, Doncic foi o segundo jogador mais votado pelo público, mas acabou por ficar de fora do jogo devido aos restantes jogadores da NBA e à imprensa convidada a escolher os jogadores.

Entretanto, Doncic já se tornou no primeiro rookie a conseguir três triplos-duplos, o jovem – até 20 anos – que conseguiu o triplo-duplo com mais pontos – 35 – e foi o primeiro rookie, e o único até agora, a conseguir marcar 1000 pontos esta temporada, tendo uma média de 20.6 pontos por jogo, a que se juntam 7.1 ressaltos por jogo e 5.5 assistências.

Glossário:

Rookie – jogador estreante;

Triplo-duplo – alcançar dez, ou mais, em três estatísticas diferentes. Geralmente são pontos, ressaltos e assistências.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Dallas Mavericks

Até onde pode chegar este FC Porto?

Imaculada. É assim que podemos descrever a campanha do FC Porto na fase de grupos da Taça EHF esta época. E, se analisarmos toda a jornada portista na competição, então esta caminhada ganha contornos ainda maiores.

Por ter terminado na quarta posição no último campeonato, a equipa portista teve de começar na primeira eliminatória enfrentando os romenos do AHC Potaissa Turda. Os dragões entraram com toda a força, vencendo no Dragão Caixa por 41-21 – num jogo onde conseguiu rodar toda a equipa e permitiu ao ainda júnior de 17 anos André Sousa fazer a sua estreia pela equipa principal – e confirmaram o favoritismo seis dias depois, vencendo na Roménia por 27-24.

De seguida, foi a vez de enfrentar o SKA Minsk. A equipa bielorussa demonstrava outros argumentos, sendo a primeira classificada da Liga Báltica. Depois de uma vitória confortável por 34-29 na primeira mão, o FC Porto deslocou-se à Bielorrússia para o segundo jogo, acabando por perder por 25-24. Este foi o primeiro deslize dos dragões na competição, mas em nenhum momento se pôde dizer que a eliminatória estava em risco.

Chegou então a terceira eliminatória e o gigante SC Magdeburg. A equipa alemã era a clara favorita nesta eliminatória. Quarta classificada de um campeonato extremamente competitivo como a Bundesliga, eram poucos os que duvidavam da sua capacidade para atingir a fase de grupos. No entanto, tudo mudou na primeira mão. Jogando na Alemanha, o FC Porto conseguiu dar boa réplica e perdeu apenas por 26-23, trazendo a decisão da eliminatória para o Dragão Caixa. Aí, os dragões escreveram uma das mais bonitas histórias não só da sua história, mas também da história recente do andebol português.

Incentivados pelos milhares nas bancadas, o FC Porto venceu por 34-27 e carimbou a passagem à fase de grupos da Taça EHF pela terceira vez na sua história. E aqui os azuis-e-brancos têm sido irrepreensíveis.

A equipa portista tem tido várias razões para festejar
Fonte: FAP

Quatro vitórias em quatro jogos, melhor ataque da competição, invicta em casa, primeiro lugar do grupo praticamente garantido – seria necessária uma autêntica hecatombe para tal não acontecer. São estes os cartões de visita da equipa de Magnus Andersson. Terminar em primeiro lugar irá permitir fugir aos “tubarões” Kiel, RK Nexe e Füchse Berlin e apanhar um adversário teoricamente mais acessível. Contudo, nesta fase da competição já são poucos os adversários fáceis.

Tendo em conta o atual formato da competição, o Kiel enquanto anfitrião da final-four já garantiu o seu lugar. Isto significa que o quarto pior segundo lugar irá ser eliminado, dando lugar a três embates nos quartos-de-final. Se a fase de grupos terminasse agora, o eliminado ser o GOG da Dinamarca, com o Constanca da Roménia, o Saint-Raphael de França e o Tatabanya da Hungria a serem os apurados. Devido ao facto de o Constanca fazer parte do grupo do FC Porto, este seria imediatamente eliminado do lote de possíveis adversários da equipa portista na próxima fase, deixando apenas o sétimo classificado do campeonato francês e o terceiro classificado do campeonato húngaro, dois oponentes de respeito claro, mas ao alcance dos azuis-e-brancos.

A equipa portista conseguiu 19 vitórias nos últimos vinte jogos em todas as competições e demonstra neste momento uma frescura física invejável, dado o elevado número de jogos já realizados. O Dragão Caixa tem-se revelado uma verdadeira fortaleza e pode ser um fator decisivo, seja qual for o adversário. A questão fundamental vai ser a capacidade da equipa em conciliar os jogos europeus com a dificuldade acrescida da fase final do campeonato e ainda as eliminatórias da Taça de Portugal. A final-four da Taça EHF é cada vez mais uma realidade e um objetivo atingível, mas o principal objetivo portista é a conquista do Campeonato Nacional para regressar à Liga dos Campeões da EHF.

Esta equipa tem não só pernas para andar, mas também asas para sonhar com um apuramento para a final-four e, quem sabe, atingir a final. Não vai ser fácil, mas os dragões já demonstraram a capacidade de conseguir o improvável.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: FAP

Carta Aberta a Bas Dost

A inevitabilidade de ortografar afirma-se no seio da alma que me cerca. O tempo urge uma força dirigida a Bas Dost, holandês que ocupa o espaço maioritário do cubículo pequeno salvaguardado pelo meu peito, primado pela cordilheira dramático-emocional que me proporcionaste e que, convictamente, irás continuar a proporcionar.

A ingratidão, o desconhecimento e a infâmia estão circunscritas no pedestal da memória humana pelo facto de, ultimamente, mares e rios de juízos altamente destrutivos e ignóbeis serem destinados a ti. Contudo, o paradoxo emerge no reduto leonino: com tanto discurso ao abrigo da “união sportinguista”, como é que a perpetramos se, constantemente, são exercidas palavras vis e desprezíveis a ti, querido holandês?

Atracaste em Alvalade há (quase) três anos. Numa primeira instância, confesso que, na altura, a dezena de milhão de euros constituiu, nos meus devaneios, o píncaro da estupidez e gestão danosa. Acostumado à presença assídua de Islam Slimani, e movido pela comoção provocada pela sua entrega, humildade e determinação, fui absorvido pela frivolidade dos meus pensamentos de então e, sem mereceres, posicionei-te junto dos “flops”.

Porém, os golos impuseram celeridade ao meu silêncio e dissiparam todas as minhas dúvidas, restituindo os níveis de esperança e audácia passíveis a cada jogo. O teu faro goleador expandiu-se de casa até ao mundo, o teu rugido fez vibrar milhões de índoles, penetrando a obscuridade e escuridão de muitas outras.

Até à data, com pouco mais de uma centena de jogos realizados (103), apoderaste-te das balizas adversárias por 85 vezes e ecoas-te, num uníssono pavoroso, festejos atrás de festejos, edificados em posteriores sorrisos e abraços.

A vulgarização da tradição supracitada efetuou-se avidamente, sintomática, na primeira época, de 34 tentos sinalizados, conferindo-te o estatuto de “Bola de Prata” e o constante assédio por parte de clubes europeus de maior estirpe. A questão possui semblante lúdrico, porém tenho de a direcionar a ti: tens noção do “orgasmo mental” de que fui vítima aquando dos teus três golos em Braga? (Indescritível, soberbo, impagável).

É certo que nada vencemos a nível nacional e internacional, sucedendo-se o tédio do terceiro posto na tabela classificativa. Não obstante, querido holandês, se não tivesses feito parte da família do leão, os alicerces de então desmoronar-se-iam e toda a agregação de resultados mostrar-se-ia (ainda mais) ruinosa do que efetivamente foi.

Após o Ataque Alcochete, Bas Dost regressou a Alvalade
Fonte: Sporting CP

No término da época transata, após golos e mais golos (normalidade) foste alvo de um ataque desumano, hediondo: ameaçar jogadores, violentá-los é, por si só, uma irracionalidade tamanha; mas, golpear-te com um cinto? A ti? Ao goleador que fez olvidar problemas ofensivos anteriores? À laranja mecanizada com a maior parte dos cruzamentos? À frieza imposta pelos teus remates e cabeceamentos? Ao carinho especial que tens por este clube? Independentemente de tudo isso, voltaste após a rescisão.

Para alguns, nada significou, classificando o gesto como “mercenário”, ingenuamente. Para mim, foi tudo. Mostraste altruísmo, abnegação e espírito de sacrifício. Não merecíamos a tua vinda, acabaste por nos fazer a vontade. Parece contraditório, mas não é. Fico tão contente pelo facto de, para ti, a ferida não se interiorizar e subjugar a alma à repulsa e ao ódio.

A época vigente, comparativamente às duas anteriores, assinala um registo anémico. A média regista perfurações, os níveis de confiança não são os mais elevados, os desperdícios consequentes e a dependência dos golos aos quais nos habituaste cada vez mais conspícua. Para ultimar carta tão extensa, deixo um conselho: não te sirvas do altruísmo que usaste (e bem!) na situação do ataque a Alcochete porque algum egoísmo, durante o jogo, é preponderante para me fazer sorrir e a outros tantos que, sem demonstrar, gostam de ti.

Obrigado, holandês de 1,97m, pelo que lutaste e irás continuar a lutar pelo nosso Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Juventus FC 3-0 Club Atlético de Madrid: A história fala por si, Cristiano

C-r-i-s-t-i-a-n-o R-o-n-a-l-d-o. Estava escrito! Após a derrota por 2-0 no Wanda Metropolitano, a Juventus derrotou o Atlético de Madrid por 3-0 no Juventus Stadium, numa exibição de encher a vista da equipa de Massimiliano Allegri. Bernardeschi brilhou, mas Ronaldo voltou a ser decisivo, a provar, mais uma vez, que é o melhor jogador de sempre da Liga dos Campeões e que a nível psicológico não há, nem nunca houve, ninguém igual.

No encontro da noite em que se depositavam maiores expetativas, a Juve entrou atrevida e a mostrar que queria chegar ao primeiro o mais rápido possível. Os adeptos bianconeri nas bancadas puxavam incansavelmente pela equipa de Turim.

E o golo chegou mesmo, aos quatro minutos de jogo, mas foi prontamente anulado pelo árbitro Björn Kuipers: canto de Bernardeschi, confusão na área do Atleti e Chiellini atirou para o fundo da baliza; após a consulta do VAR, o juiz holandês entendeu que Ronaldo fez falta sobre Oblak e invalidou o lance.

A Juventus não dava margem de manobra ao Atlético, com uma saída de bola muito positiva e com Pjanić a comandar as operações a meio-campo. A urgência dos italianos de se colocarem em vantagem era notória, o que se traduzia num supremacia clara em campo. Já os homens de Simeone procuravam defender com as suas linhas muito recuadas e sem exercerem qualquer tipo de pressão sobre o portador da bola.

Aos 27 minutos, quando dava a ideia de que os colchoneros começavam a entrar na partida, a Velha Senhora fez finalmente o 1-0: Bernardeschi centrou bem o esférico e, no coração da área, Ronaldo ganhou nas alturas a Juanfran e cabeceou sem hipóteses de defesa para Oblak. O português fazia assim o seu 23º golo frente ao Atlético, em 33 jogos.

Cinco minutos após inaugurar o marcador, a Juve esteve muito próxima de ampliar o resultado, mas o livre de Bernardeschi saiu alguns centímetros por cima do travessão. O italiano ex-ACF Fiorentina revelava-se o elemento mais esclarecido do conjunto de Allegri na primeira parte.

Bernardeschi foi um dos elementos “mais” da Juventus durante os 90 minutos
Fonte: Juventus FC

Em cima do intervalo, ainda houve tempo para os cabeceamentos de Chiellini e Morata à baliza, mas o defesa da Juventus e o avançado do Atlético de Madrid não foram certeiros nas suas ações.

No recomeço da partida, a Velha Senhora empatou a eliminatória, como não poderia deixar de ser, pelo suspeito do costume: cruzamento perfeito de Cancelo e, novamente do terceiro andar, Ronaldo cabeceou para o fundo das redes de Oblak. A contagem aumentava para 24 golos de CR7 aos espanhóis.

Mandžukić e Moise Kean (que entrou pelo croata) ainda tentaram a sua sorte, mas a noite estava reservada para o “Rei da Champions”.

Ronaldo teve mais uma noite de outro mundo na Liga dos Campeões
Fonte: Juventus FC

Aos 86 minutos, Kuipers assinalou falta de Correa na área do Atlético e coube a Ronaldo a conversão da grande penalidade. O pesadelo dos colchoneros permanece: Ronaldo fez o hat-trick, chegou aos 25 golos frente ao Atleti e garantiu a passagem da turma de Turim aos quartos de final da liga milionária.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Juventus FC: Szczęsny, Cancelo, Bonucci, Chiellini, Spinazzola (Dybala, 67’); Pjanić, Can, Matuidi; Bernardeschi, Ronaldo, Mandžukić (Kean, 80’).

Atlético de Madrid: Oblak, Arias (Vitolo, 77’), Godín, Giménez, Juanfran; Koke, Rodrigo, Saúl, Lemar (Correa, 57’); Griezmann, Morata.

Os 5 que se poderão seguir

0

Desde a chegada de Bruno Lage que têm sido vários os jogadores da Formação a subir ao plantel principal e a entrar sucessivamente nas convocatórias, tanto para os jogos da Liga NOS como para os jogos da Liga Europa.

A aposta tem sido frequente e tem sido dada uma verdadeira continuidade, não se limitando estes jogadores a servir de “tapa-buracos” para quando o “dono” da posição está ausente. São já vários os casos de jovens jogadores que disseram “presente” e se fixaram definitivamente no plantel principal.

Depois de Ferro, Gedson Fernandes, Florentino Luís, Jota e João Félix, irão certamente seguir-se mais uns quantos na próxima temporada. Sem querer fazer algum tipo de futurologia e apenas limitando-me a ter em conta algumas movimentações neste sentido, deixo cinco nomes que estarão na calha para suceder aos anteriormente referidos.

Olheiro BnR: Luís Neto

O Sporting Clube de Portugal anunciou, esta semana, o seu primeiro reforço para a época 2019/2020: o internacional português, Luís Neto. O defesa-central que alinha no Zenit, assinou um contrato válido por três temporadas, com o vínculo a iniciar em julho de 2019.

Neto fez toda a sua formação ao serviço do Varzim SC, equipa onde se estreou ao nível sénior na época 2006/2007, aos 19 anos, numa partida da Taça de Portugal. Ao serviço dos poveiros realizou 60 jogos e marcou 2 golos, durante cinco temporadas. Na temporada 2011/2012, deu o salto para o principal escalão do futebol português, tendo assinado pelos madeirenses do Nacional, onde esteve apenas uma época, após disputar 33 partidas com um golo marcado.

Neto transferiu-se para Itália, para representar o Siena que disputava a Serie A. No campeonato italiano, o internacional português voltou a dar nas vistas, rumando desta feita ao futebol russo para representar o Zenit. Neto permaneceu em São Petersburgo nas últimas sete temporadas, com apenas um interregno, pois em 2017/2018 esteve nos turcos do Fenerbahçe, a título de empréstimo. Ao serviço do Zenit, Luís Neto contabiliza um total de 174 jogos e um golo marcado, tendo conquistado uma Liga Russa, uma Taça da Rússia e duas Supertaças.

Luís Neto é o primeiro reforço do Sporting para a época 2019/2020
Fonte: FC Zenit St. Petersbourg

Luís Neto é internacional por Portugal desde 6 de fevereiro de 2013, tendo vestido pela primeira vez a camisola da seleção “A”, num jogo amigável com o Equador. O mais recente reforço do Sporting, jogou 19 vezes pela seleção nacional, sendo que representou Portugal no Campeonato do Mundo Brasil 2014 e na Taça das Confederações em 2017.

O defesa-central, Luís Neto é assim o primeiro reforço dos leões para a próxima temporada. Aos 30 anos, é um jogador experiente, com bom sentido posicional e forte na marcação. Desta forma, poderá ser mais uma alternativa para o setor defensivo do Sporting, que conta atualmente com Mathieu, Coates, Ilori e André Pinto. Que possa Neto, contribuir para vitórias e títulos com a listada verde e branca vestida.

Foto de Capa: Zenit St. Petersbourg

artigo revisto por: Ana Ferreira

Um cenário mais azul

A nação portista acordou hoje de manhã mais confiante. A generalidade dos portistas acredita mais hoje no título de campeão nacional do que ontem.

O cenário após a derrota caseira com o SL Benfica era negro e confesso que nem com uma série de 10 vitórias consecutivas até ao final do campeonato eu acreditava num FC Porto campeão. Hoje, acredito, firmemente, que se Sérgio Conceição e os seus jogadores conquistarem os 27 pontos que faltam disputar sagrar-se-ão campeões nacionais pela 29ª ocasião na história do clube.

Antes da jornada que passou o cenário era o seguinte: SL Benfica em primeiro com 59 pontos, seis jogos em casa e quatro fora por disputar e um calendário mais folgado do que o FC Porto que, por sua vez, tinha 57 pontos, cinco jogos em casa e cinco fora por disputar e ainda teria que jogar com o Sporting CP. A juntar a tudo isto, o clássico marcou uma jornada em que o FC Porto perdia a liderança no seu próprio estádio e em que o SL Benfica confirmava uma excecional recuperação e passava para a frente da tabela classificativa depois de recuperar uma desvantagem de sete pontos.

Tive a oportunidade de referir, neste espaço, que uma eventual vitória do SL Benfica no Estádio do Dragão poderia resolver o campeonato a favor dos encarnados pelo impacto emocional que poderia ter. O elã positivo que criaria na massa adepta do SL Benfica e a ferida que se abriria mais a norte, depois de perdida a liderança num campeonato que chegou a estar ganho, dificilmente permitiriam a abertura de uma nova janela de oportunidade para os dragões se acercarem do título. O calendário era claramente favorável às águias e passaria a existir uma clara vantagem, não só pontual e no confronto direto, mas também no lado emocional da coisa.

Danilo voltou aos golos 15 meses depois e será peça fundamental no assalto final ao título de campão nacional
Fonte: FC Porto

O que é certo é que volvida uma semana tudo mudou. Não no que concerne à liderança, que se mantém do lado do SL Benfica, nem no que diz respeito à possibilidade de o FC Porto depender de si próprio para chegar ao título, que não depende. No entanto, muitas coisas mudaram. Nem sequer relevo a questão pontual, que apesar de importante não é o que mais me faz crer num Porto campeão. O que na verdade mudou é que o SL Benfica caiu à primeira.

Logo na primeira de dez finais, os comandados de Bruno Lage desperdiçaram a almofada de segurança que tinham. E se há algo que a semana desportiva veio demonstrar é que o SL Benfica, que caminhava seguro e galopante rumo ao título, não está assim tão seguro. Na perspetiva benfiquista era fundamental confirmar, num jogo disputado no Estádio da Luz, o resultado obtido uma semana antes na cidade invicta. Os adeptos acorreram ao estádio mas o balão que estava cheio de confiança esvaziou e a pressão é, agora, muito maior. Se tivermos, ainda, em conta o medíocre jogo e resultado dos encarnados em Zagreb (que acredito que será corrigido com maior ou menor dificuldade na segunda mão), e a categórica e emocionante passagem do FC Porto aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, aferimos que o oxigénio que se perdeu no balão do Benfica, foi empurrado pelo vento para a cidade Invicta e para o plantel dos azuis e brancos.

Em suma, a vantagem classificativa mantém-se do lado do SL Benfica, no entanto, a vantagem pontual esfumou-se e o ascendente emocional desapareceu. Cabe ao FC Porto não vacilar na pressão ao rival e ir somando os três pontos jornada após jornada. Se o fizer acredito que os comandados de Bruno Lage acabarão por vacilar. Não deixa de ser irónico ter sido o Belenenses, que alinha normalmente de azul e branco, a provocar este pequeno volte face e a pintar levemente de azul um novo cenário. Azul dá, azul tira.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Remodelar ou não, eis a questão?

A última actualização do Ranking da FIBA situa o basquetebol, da Seleção Sénior Masculina, no 33.º  lugar Europeu. Longe vão os dias gloriosos do Eurobasket (2007), disputado em Espanha.

O Ucraniano Valentyn Melnychuk comandou essa selecção (2003 a 2007) que regressava à prova após 56 anos de ausência. Na altura, participaram 16 nações.

Em 2007 conseguimos o nono lugar no Europeu, hoje estamos com dificuldades para garantir um lugar na lista dos 32 pré candidatos ao Campeonato Europa (participam 24).

A queda vertiginosa justifica alguma reflexão e medidas adequadas.

Melnychuk marcou uma era do Basquetebol nacional
Fonte: GDRAR

Em 2008/9, o espanhol Moncho López substituiu o ucraniano Valentyn Melnychuk.

Na altura, o Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Mário Saldanha, dava conta da sua satisfação:
«É com muito orgulho que posso confirmar que Moncho Lopez é o novo seleccionador nacional. Estou muito feliz pelo basquetebol português».

Moncho preparou a equipa mas falhou o desejado apuramento (16 seleções) para o Europeu da Polónia.

Em 2010 a FPB, comunicava que: “nunca negociou a possibilidade de Moncho abandonar o FC Porto como pressuposto da manutenção do seu contrato com a FPB e denunciava o contrato, não pretendendo assim a renovação do mesmo”.

Mário Palma (2011-2016) sucedeu a Moncho López, atual treinador do FC Porto.

Ao assumir o lugar disse: “Este trabalho tem de ser feito e muito nos clubes, que devem ter menos estrangeiros, mas de qualidade, e apostar nos jovens portugueses, por dois ou três anos. Para que haja alguma evolução do basquetebol português, que passa por muito más condições”.

Conseguiu qualificar Portugal para a fase final do Europeu de 2011, disputado na Lituânia, mas não ganhámos um único jogo (24º lugar).

Então e tu, Krovinovic?

Bruno Lage trouxe consigo diversas mudanças à equipa sénior do Sport Lisboa e Benfica. Uma alteração tática para melhor, novas apostas em jogadores jovens da formação, um novo 11 titular. Muitos jogadores que simplesmente não rendiam com Rui Vitória no comando estão agora a jogar melhor que nunca, como é o caso de Gabriel, Samaris e Rafa Silva, por exemplo. Mas por outro lado também houve jogadores que se destacavam no Benfica de Rui Vitória, e até perderam a titularidade ou uma aposta mais consistente.

Um desses casos é Filip Krovinovic. Sim, ele vem de uma lesão grave, e claro que não ia passar para o 11 titular automaticamente, mas o passado jogo contra o Dínamo de Zagreb deu para tirar algumas dúvidas sobre o lugar que ele terá na equipa encarnada num futuro mais próximo.

Com várias mudanças no 11, Bruno Lage apostou em colocar Krovinovic a jogar na posição que Rafa tem ocupado nos últimos jogos. A jogar na extremidade esquerda e a cortar para o interior do meio campo ofensivo e triangular com Grimaldo e o centro campista. Mas este não foi, de facto, a melhor opção para o croata. Simplesmente não teve nem tão pouco o mesmo rendimento que Rafa tem a jogar nessa posição, nem libertou todo o potencial da sua qualidade. Aos 35 minutos o ponta de lança suíço, Haris Seferovic, sai lesionado e entra Cervi para a ala esquerda. Passámos a jogar sem um ponta de lança por natureza, e Krovinovic passou para o lado de João Félix numa frente de ataque que carecia de um finalizador de primeira. Entretanto o Dínamo de Zagreb marca um golo de penalidade, e nunca mais se viu um lance verdadeiramente perigoso para baliza nenhuma.

Filip Krovinovic foi aposta no 11 titular depois de uma paragem por lesão prolongada
Fonte: SL Benfica

O Benfica ficou sem eficácia no ataque, e o sistema de Bruno Lage estava sem efeito. E o croata? Na minha opinião, andou completamente perdido em campo na totalidade do jogo. Na segunda parte entrou Rafa e mais tarde Zivkovic, para as saídas de Florentino Luís e Gedson Fernandes, que ocupavam o meio campo mais recuado. Bruno Lage lançava todos os jogadores para o ataque, e Krovinovic passou a jogar no meio campo, ainda sem qualquer resultado performativo positivo.

Com tudo isto, é possível afirmar que o lugar em que Filip Krovinovic iria encontrar um melhor rendimento era numa posição 10, ao ocupar o lugar entre o meio campo e os avançados, e ser ele a origem dos ataques perigosos. Com a escolha posicional de Rui Vitória esse lugar existia, até quando ainda jogavam com dois pontas de lança, mas no sistema tático de Lage isto é impossível. O Benfica joga com dois centros campistas, dois extremos que apoiam o meio campo, e dois avançados versáteis sendo um deles João Félix. Não existe um 10 por natureza, não há um centro campista ofensivo, apenas dois que recuperam bolas e apoiam a frente de ataque.

É por isto que Krovinovic terá de se adaptar ao sistema novo para encontrar lugar no 11 inicial, porque qualidade para jogar no Benfica ele tem, só falta uma opção que desperte todo esse potencial.

Foto de Capa: SL Benfica