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CD Feirense 1-2 FC Porto: Reviravolta segura os três pontos para os dragões

Já em contagem decrescente para o final da edição 2018/2019 da Primeira Liga,com dez jogos por cumprir, o FC Porto visitou o terreno do CD Feirense e venceu por dois a um, retomando, provisoriamente, o primeiro lugar da tabela classificativa. Apesar da entrada forte dos homens da casa, os azuis e brancos chegaram ao intervalo a vencer e consolidaram, na segunda parte, a vitória e os três pontos, importantes na luta pelo título de campeão nacional.

O FC Porto apresentou, no Marcolino Castro, uma réplica do onze que colocou a equipa de Sérgio Conceição nas oito melhores da europa. Já o CD Feirense fez três alterações no onze que foi batido pelo Belenenses SAD por quatro bolas a zero, fazendo alinhar Vítor Bruno, Babanco e Luís Machado nos lugares de Tiago Gomes, Ofori e Crivellaro.

Depois de um problema com os holofotes do estádio, a partida começou a um ritmo elevado, com o CD Feirense a mostrar-se superior aos dragões nos primeiros momentos. Os fogaceiros chegaram mesmo ao golo, aos quatro minutos, através de um auto-golo de Felipe, depois de um cruzamento de Edson Farias na direita.Com os dragões visivelmente desconcentrados, o CD Feirense continuava a criar perigo e, aos nove minutos, Casillas teve de se esticar para defender o remate de Sturgeon.

O FC Porto respondeu e Felipe quase marcava, depois de um cruzamento de Corona. Os dragões tomaram conta do jogo e, aos 18 minutos, chegaram à igualdade. Corona bateu o canto e Danilo saltou mais alto que todos os outros para fazer o primeiro do FC Porto.

Ao minuto 21, os holofotes voltaram a ser protagonistas e o jogo teve de ser interrompido.

O jogo retomou e o FC Porto consumou a reviravolta no marcador. No seguimento de um canto, Pepe rematou para o fundo das redes de Caio Secco e fez o segundo dos dragões, que, logo de seguida, podiam ter sofrido novamente. Vítor Bruno cruzou, Edson Farias ganhou de cabeça e João Silva, isolado no coração da área, atirou por cima da baliza de Casillas.

Pepe fez o centésimo golo do FC Porto esta época
Fonte: FC Porto

A partir desse momento, os portistas estabilizaram o seu jogo e controlaram a partida até ao intervalo, tendo, inclusive, uma grande oportunidade para aumentar a vantagem no marcador já no tempo de compensação, com Soares a cabecear para uma boa intervenção de Caio.

Artur Soares Dias apitou para o início da segunda parte e os dragões entraram dominadores, à procura de alargar a vantagem no marcador, e mantiveram esse estatuto durante todo o segundo tempo. Com o jogo num ritmo morno, o resultado manteve-se igualmente inalterado e o FC Porto saiu vitorioso de Santa Maria da Feira, apesar de os fogaceiros terem criado perigo nos últimos minutos da partida.

Com este resultado, o FC Porto sobe, provisoriamente ao primeiro lugar da tabela classificativa, enquanto o CD Feirense mantém o último lugar do campeonato.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Feirense: Caio; Edson Farias, Flávio Ramos, Briseño,Vítor Bruno; Tiago Silva, Ghazal, Babanco(83’ Edinho); Luís Machado( 69’ Ofori), Sturgeon( 78’ Crivellaro), João Silva

FC Porto: Casillas; Alex Telles, Felipe, Pepe, Militão; Danilo, Herrera, Otávio(84’ Óliver Torres), Corona(84’ Manafá); Marega(69’ Brahimi), Soares

Na estreia de Oliveira, Dovizioso abriu com chave de ouro

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A temporada 2019 do mundial de motociclismo arrancou este fim-de-semana com o grande prémio do Qatar, como é habitual. Este foi um fim-de-semana histórico para o motociclismo português, já que Miguel Oliveira se estreou na categoria rainha do mundial.

Oliveira arrancou da sexta linha da grelha de partida e o que prometia era apenas dar o seu melhor na tentativa de conseguir fazer uma boa estreia na categoria rainha, o que implicava não cair. E foi o que fez. O falcão de Almada manteve-se consistente, rodou quase sempre na décima terceira posição, à frente das duas KTM oficiais, mas acabou por terminar a corrida no décimo sétimo lugar, tendo sido ultrapassado pela Honda de Jorge Lorenzo e pela Yamaha do francês Fabio Quatararo.

No que ao grupo da frente diz respeito, este grande prémio brindou-nos, mais uma vez, com um final de corrida emocionante, onde a vitória só ficou conhecida na última curva do circuito do Qatar. O piloto italiano da Ducati, Andrea Dovizioso, começou por liderar a corrida, seguido de Márquez, Crutchlow e Alex Rins, que não deram descanso ao italiano até à bandeirada de xadrez.

Desenganem-se se acham que esta primeira prova do mundial foi para conhecimento dos adversários… O grupo da frente, liderado quase sempre por Dovizioso, manteve-se compacto e consistente ao longo das 22 voltas.

A época está oficialmente aberta
Fonte: Moto GP

A quinze voltas do final, Alex Rins, da Suzuki, passou para a liderança da corrida e travou uma luta intensa com Dovizioso, mas nenhum dos pilotos conseguiu afastar-se do grupo da frente. E por lá andavam Márquez, Petrucci, Crutchlow, sempre à espreita de um erro do adversário da frente.

Se em 2018 as últimas corridas foram marcadas por intensas lutas nas últimas voltas, 2019 começou da mesma forma.

A três voltas do final, era impossível fazer uma aposta segura sobre quem iria cruzar a linha da meta no primeiro lugar e alcançar a primeira vitória da época de 2019. Mas Márquez e Dovizioso reservaram-nos uma luta à moda antiga para a última volta.

Na frente, o piloto espanhol trocava de lugar com o italiano da Ducati, depois de ter passado a maior parte da corrida a tentar estudar o adversário e a preparar uma estratégia para atacar na última fase da prova. Mas Dovizioso não se deu por vencido e conseguiu recuperar o primeiro lugar à entrada para a última volta.

Aí, Márquez decide meter-se por dentro para tentar roubar a primeira posição ao piloto da Ducati, mas este responde de igual forma. A vitória era decidida, mais uma vez, na última curva. Márquez alargou a trajetória quando tentava ultrapassar a Ducati e acabou por perder a luta com Dovizioso, que cruzou a linha da meta no primeiro lugar.

Crutclow, numa recuperação incrível, fechou o primeiro pódio do ano.

Notas positivas deste primeiro grande prémio:

– A Suzuki fez uma excelente corrida, sendo que Alex Rins ainda se conseguiu intrometer na luta pela vitória.

– Oliveira mostrou-se consistente, sem medo de errar, como já seria de esperar. Se continuar assim, a temporada promete ser de sucesso.

Pontos negativos:

– A Yamaha continua a não ter capacidade para lutar com as restantes equipas da grelha. Valentino Rossi ainda tentou alcançar o pódio, mas acabou por terminar na quinta posição.

– Jorge Lorenzo não foi além do décimo terceiro lugar na sua estreia pela Honda Repsol. O espanhol acusou a queda dada no sábado e esteve longe do que era esperado.

O mundial de motociclismo viaja até à Argentina para o segundo grande prémio da temporada.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Moto GP

AD Limianos 2-0 SC Mirandela: Iano salta do banco para a revolução

O confortável sexto classificado, o SC Mirandela, visitou este domingo os minhotos da AD Limianos que precisam de pontos como de oxigénio. Os visitantes nunca chegarama  ser superiores e nunca provaram em campo o fosso pontual que os separam na classificação.

Com uma defesa a cinco, projetando imenso os laterais, o SC Mirandela procurava materializar cedo as oportunidades que conseguisse criar e resolver desde cedo a partida. A verdade é que encontrou um adversário agerrido na hora de disputar a bola, algo que pouco se via até hoje, e não conseguiu criar qualquer oportunidade de golo. A primeira parte limitou-se aos duelos no meio campo e as poucas aproximações às áreas raramente terminaram em remate.

A primeira e única oportunidade do primeiro tempo foi para os homens da casa, já em cima do intervalo, e com uma melhor definição podia ter resultado em golo. Nogueira recebeu a bola de Cláudio Dantas e solicitou o jogo aéreo de Mailó. Nas alturas, o avançado limiano amorteceu para Luan Sérgio que rematou com força, para grande defesa de Pedro Fernandes.

Para reverter os acontecimentos da primeira parte, ou a falta deles, esperava-se uma etapa complementar mais mexida, o que se verificou logo de início. À passagem do minuto 58, Zé Pimenta descobriu Alvinho na lateral contrária com um passe longo e teleguiado. O brasileiro dominou com qualidade e enfrentou João Loureiro, esperou a passagem de Luan e tocou de calcanhar. O médio limiano rematou de primeira e obrigou Pedro a uma defesa apertada.

A partida nunca conheceu superioridade de nenhuma equipa e venceu aquela que mais rematou
Fonte: Diogo Pires Gonçalves/Bola na Rede

Seria um aviso para o que acabaria por acontecer dois minutos depois. Borges saiu a jogar com tranquilidade e, mais uma vez, com recurso ao passe longo, descobriu Iano, recém-entrado na direita. O guineense aguentou a carga, recolheu a bola e cruzou de trivela para Chiquinho que apareceu ao segundo poste a inaugurar o marcador. O arranque da segunda parte foi feliz para os da casa e castigou os visitantes que continuavam sem acertar agulhas no ataque.

Quem aproveitou a falta de produtividade dos forasteiros foi novamente a AD Limianos, que voltava a marcar aos 73 minutos. Chiquinho penteou um passe longo para Mailó, mas Gilberto ganhou a frente ao avançado. No entanto, sem desistir, o cabo-verdiano discutiu e recuperou a posso, enfrentou Pedro Fernandes, fintou-o e atirou de pé esquerdo para o segundo dos visitados. O resultado parecia fechado e tudo resultou na entrada inspirada de Iano e na persistência de Mailó, no espaço de 15 minutos.

Ainda mais atrás no resultado, o SC Mirandela via a oportunidade de pontuar cada vez mais longe e o golo de Mailó deixava tudo mais difícil, numa altura em que a defesa já atuava a quatro e o ataque se via mais reforçado. No entanto, eram novamente os anfitriões que mais perigo criava. Aos 75’, Micka recebeu na direita e deixou a condução do lance para Iano, que contemporizou, preparou com espaço e atirou forte à barra.

Só de bola parada é que o perigo rondava a baliza de Carlos Fernandes, sem nunca obrigar o experiente guardião a trabalhos esforçados. A dez minutos do fim da partida, um cruzamento largo ainda assustou, mas passou por cima da trave. A tarde foi de desinspiração total para os comandados de Luís Pinto, enquanto que a vitória premiou o esforço e clarividência dos da casa, pondo termo a uma série negativa de três jogos sem pontuar.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

AD Limianos: Carlos Fernandes; Cláudio Dantas, Digas (Iano, 58’), Cláudio Borges e Alvinho; Zé Pimenta, Micka e João Nogueira (Rui Magalhães, 78’); Chiquinho, Mailó (Balotelli, 82’) e Luan Sérgio.

SC Mirandela: Pedro Fernandes; Manecas (Gilberto, 70‘), Zaidu, Nuno Corunha, João Loureiro e Carlos Ponte (Renato Reis, 63’); Alex Porto, Tissone (Amorim, 78’) e Clayton; Adílio Varela e Tiago Borges.

Apostar na mobília de Alcochete

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A qualidade da formação do Sporting Clube de Portugal é reconhecida a nível mundial. Com diversos jogadores provenientes das camadas jovens dos leões a vingarem a nível internacional, destacam-se nomes como Cristiano Ronaldo (arrecadou cinco vezes a bola de ouro), Luís Figo (vencedor de uma bola de ouro), Ricardo Quaresma, Nani, Rui Patrício, Adrien Silva, William Carvalho, João Mário, etc.

Na formação, existe sempre a expectativa que os atletas consigam chegar à equipa principal do Sporting. Na presente temporada, o mister leonino não tem dado muitas oportunidades aos jovens que “prometiam” uma afirmação no plantel principal, sobretudo Miguel Luís e Jovane Cabral.

Para além dos jovens formados na Academia de Alcochete, o clube verde e branco tem contratado alguns jovens para reforçar a equipa principal. A questão que paira no seio Leonino é: “Serão os jovens jogadores contratados a outros clubes melhores que aqueles que têm o ADN Sporting?”. Não pondo em causa a qualidade de Wendel, relembro por exemplo a aposta de Keizer no brasileiro em detrimento de Miguel Luís e de Francisco Geraldes. Pessoalmente considero Wendel um belíssimo jogador e com um elevado potencial, no entanto não me parece que seja assim tão superior aos dois jovens formados em Alcochete.

Mister Keizer ponha os olhos nos miúdos made in Alcochete
Fonte: Sporting CP

Recentemente, o clube de Alvalade assinou contrato profissional com doze jovens promessas de Alcochete, todos eles sub-17, nomeadamente Diogo Almeida, Alexandre Lami, Rodrigo Rego, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, João Daniel, Gonçalo Batalha, Tiago Ferreira, Daniel Rodrigues, Joelson Fernandes, Tiago Tomás e Nicolai Skoglund.

O Universo Leonino espera que o treinador dos leões dê continuidade à demonstração de confiança na “mobília” de Alcochete dada pelos responsáveis leoninos. Queremos ver jovens made in Alcochete vingarem com a listada verde e branca. Potenciar os atletas da formação é uma mais-valia em todos os aspetos.

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Arsenal FC 2-0 Manchester United FC: Londres não é francesa

Bela tarde de Futebol no Emirates Stadium! Após uma semana de sortes distintas em território francês, com o Arsenal FC a perder em Rennes e o Manchester United FC a ultrapassar o PSG em Paris, os gunners mostraram mais uma vez o seu poderio a jogar em Londres e venceram Solskjær e os seus pupilos por 2-0.

Num encontro com muitas baixas de ambos os lados, com Mkhitaryan a ficar de fora à última hora, o Arsenal entrou mais determinado em campo e conseguia ser melhor do que o Manchester United nas laterais.

Os Red Devils, com o português Diogo Dalot no onze, jogavam com o ex-FC Porto mais aberto no lado direito do ataque, enquanto Rashford ia variando entre o flanco esquerdo e zonas mais interiores.

E foi do corredor esquerdo que surgiu o primeiro sinal de perigo do United, aos 9 minutos: cruzamento soberbo de Luke Shaw e, no coração da área, Lukaku atirou à barra.

Nem dois minutos tinham passado desde a ameaça dos visitantes, e o Arsenal confirmou a superioridade que vinha demonstrando: Granit Xhaka, de fora de área, disparou para o primeiro da partida. David de Gea não percebeu a trajetória do remate do internacional suíço e ficou muito mal na fotografia.

Aos 19 minutos, o United voltou a fazer tremer os ferros da baliza de Bernd Leno, com o brasileiro Fred a acertar em cheio no poste. Apesar das duas oportunidades flagrantes do conjunto de Solskjær, o Arsenal continuava a ser mais forte nas bolas divididas e a aproveitar de forma mais inteligente o espaço concedido a meio-campo pelo Man. United.

A dez minutos do intervalo, Lukaku esteve novamente próximo de acrescentar o seu nome à ficha dos marcadores, após um excelente passe de Rashford. Leno estava atento e não deixou o avançado belga ser feliz.

O Arsenal chegava ao intervalo em vantagem, através do golo de Xhaka aos 11 minutos
Fonte: Premier League

No segundo tempo, aos 51 minutos, o United voltou a assustar os gunners, com Lukaku a estar mais uma vez próximo do golo: Rashford viu bem a desmarcação do camisola ‘9’, que obrigou Leno a uma defesa à andebol.

O United procurava incessantemente o empate, e com isso o jogo ia espevitando, o que acabou por resultar… no segundo do Arsenal: o árbitro Jonathan Moss viu falta de Fred sobre Lacazette na área dos Red Devils e não hesitou em marcar penálti; Aubameyang, que nos últimos cinco penáltis que convertera, falhara dois, não facilitou e fez o 2-0 para a equipa da casa, aos 68 minutos. Ficam, no entanto, muitas dúvidas em relação à alegada falta de Fred.

Os números do Arsenal ainda podiam ter sido ampliados três minutos após o segundo golo, mas o remate de Lacazette saiu alguns centímetros ao lado do poste esquerdo da baliza de de Gea. Com a vitória praticamente assegurada, Unai Emery equilibrou a equipa e o United não causou mais perigo no jogo. Os gunners somaram assim a nona conquista consecutiva no Emirates Stadium a contar para o campeonato e aproveitaram para se aproximarem do Tottenham Hotspur FC na tabela classificativa, após a derrota dos Spurs em casa do Southampton FC.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Arsenal FC: Leno, Sokratis, Koscielny, Monreal; Maitland-Niles, Ramsey, Xhaka, Kolašinac, Özil (Iwobi, 77’); Lacazette (Nketiah, 86’), Aubameyang (Denis Suárez, 80’).

Manchester United FC: de Gea, Young, Smalling, Lindelöf, Shaw; Fred, Matić (Greenwood, 80’), Pogba; Dalot (Martial, 71’), Lukaku, Rashford.

CD Santa Clara 0-0 CD Aves: O fôlego de um empate

Mais uma tarde de domingo juntou famílias e amigos para uma grande partida entre o CD Santa Clara e o CD Aves, na 25ª jornada da primeira liga. O CD Santa Clara está atualmente numa posição mais tranquila na tabela classificativa ocupando, assim, o oitavo lugar. Por sua vez, o CD Aves, um pouco menos tranquilo, ocupa o décimo segundo lugar, o que provoca alguma ansiedade na equipa.

Na primeira parte viu-se um CD Santa Clara dominante, seguro e com maior posse de bola. O jogo manteve-se muito concentrado a meio campo, o que acabou por dar maior margem à equipa da casa de criar mais linhas de passe. Os avenses, como forma de surpreender o adversário, procuraram descer as suas linhas e defender com 11 jogadores. Esta tática defensiva acabou por tornar o jogo mais monótono e deu liberdade à equipa da casa de algumas situações de perigo. Da primeira parte fica na retina, aos 37 minutos, um lance a partir dum ressalto em que Francisco Ramos, com o seu pé direito, procura inaugurar o marcador, porém sem resultado. Mantendo, assim, o nulo no intervalo.

As duas equipas tentararm conquistar os 3 pontos, mas, sem resultado
Fonte: Bola na Rede

Na segunda parte, o CD Aves procurou mudar a sua estratégia de jogo por tentar criar mais linhas de passe entre si. Apesar dessa mudança, não foi o suficiente para causar perigo na baliza de Marco, que se manteve calmo e sem muitas preocupações durante todo o jogo. Mesmo com a mudança tática dos visitantes, o CD Santa Clara continuou em vantagem e a tentar criar perigo na baliza adversária, conseguindo aumentar as tentativas de golo e de remates à baliza da equipa adversária.

Este foi um jogo em que a equipa da casa conseguiu ser mais dominante mesmo com as dificuldades encontradas. Apesar das duas equipas terem como objetivo conquistar os três pontos, o nulo acaba por ser benéfico para ambas, pois conseguem mais um fôlego na luta pela manutenção na Primeira Liga.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Santa Clara: Marco, Mamadu, F.Cardoso, César M., Patrick, B. Lamas (Evouna, 89′), Kaio, Francisco Ramos (Chrien, 83′), Ukra, Zé Manuel (Pablo, 76′), G. Schettine

CD Aves: Beunardeu, Rodrigo, Diego Galo, Ponck, J. Felipe, V. Gomes, M. Baldé (Miguel Tavares, 83′), Luqinhas, V. Costa, Fariña, Derley (Ruben Oliveira, 90′)

SL Benfica 16-0 CA Ouriense: Festival de golos na Tapadinha

No Estádio da Tapadinha, em Lisboa, SL Benfica e CA Ouriense defrontaram-se num jogo a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Os dois conjuntos, que vinham de resultados bem diferentes na fase anterior, entravam em campo com o mesmo objetivo: passar às meias-finais, que permitia ainda sonhar com a final no Estádio Nacional do Jamor. Uma tarde agradável para a prática do futebol e os adeptos de ambas as equipas também a marcar presença num jogo tão importante.

Após o apito inicial do jogo, a posse de bola esteve mais concentrada no meio de campo, mas as oportunidades apareceram para as duas formações. O CA Ouriense tentava impor-se na partida, contudo, o plantel do SL Benfica apresentou-se com grande categoria em campo e não deu qualquer oportunidade à equipa vinda de Ourém.

O relógio ainda não tinha passado os dez minutos iniciais e já as “encarnadas” marcavam na partida. Após uma falha defensiva, surgiu o cruzamento para a área e Evy Pereira estava na melhor posição para inaugurar o marcador.

Apesar de as atletas do SL Benfica serem apanhadas muitas vezes em fora de jogo, a tática dos passes em profundidade começava a dar frutos no encontro. Um desses casos foi o de Darlene, que aos 17 minutos, surge na cara de Petra que não desperdiçou a oportunidade de deixar o seu nome na ficha de jogo.

Quem pensava que o jogo ia acalmar um bocado engana-se. O SL Benfica não baixou as suas linhas e os golos foram aparecendo na partida sucessivamente. Aos 19 minutos, após um livre muito distante da baliza adversária, perto do meio campo, Tayla apareceu na grande área a cabecear para dentro da baliza e estava feito o 3-0.

O quarto golo apareceu dois minutos depois, Yasmine aproveitou um livre frontal à baliza do CA Ouriense e faturou para o SL Benfica. A número 71 dos “encarnados” rematou mais em jeito do que em força, mas Petra, que ainda tocou na bola, não conseguiu evitar mais um golo.

O CA Ouriense ainda reagiu na partida através de um contra-ataque rápido. A bola foi cruzada para dentro de área onde apareceu a número 17 que de cabeça meteu a bola na baliza do Benfica, porém estava assinalado o fora de jogo à atacante.

Houve tempo ainda para mais quatro golos no primeiro tempo. O quinto foi novamente de livre direto com Silvia Ribeiro a terminar a jogada. As bolas paradas estavam a funcionar, e que de maneira, para as “águias”.

Aos 31 minutos, novo golo do Benfica. Evy a iniciar a jogada na direta a ir para terrenos interiores a passar a Patrícia. A número 8 do SL Benfica encontrou ainda Geyse, completamente isolado no lado esquerdo, que não teve meias medidas e rematou com força para o fundo da baliza.

A faltar cinco minutos para o intervalo, Patrícia cruza do lado esquerdo do ataque e apareceu na grande área Geyse fez, possivelmente, o melhor golo da tarde. Um grande golo com um remate de primeira da atleta número nove do SL Benfica. Na compensação ainda houve tempo para Evy Pereira aparecer nas costas da defesa e bisar na partida. As equipas recolheram para os balneários com uns expressivos 8-0 a favor do SL Benfica.

O Ouriense conseguiu estar a par do Benfica nos minutos iniciais, mas o resultado acabou muito desnivelado
Fonte: João Barbosa/Bola na Rede

O segundo tempo começou exatamente como o primeiro. O SL Benfica por cima do jogo a controlá-lo e a não dar hipóteses à CA Ouriense e os golos apareceram. Aos 52 minutos, Darlene apareceu na cara de Petra e finalizou sem qualquer dificuldade. Estava feito o nono no encontro.

Mais dois minutos e surgiu outro golo, o décimo. A bola foi cruzada para a grande área e acabou por ser desviado por Catarina Rodrigues, infelicidade para a defesa do CA Ouriense.

O décimo primeiro foi marcado por Darlene. A número sete do SL Benfica aproveitou uma confusão na área da defensiva do CA Ouriense e a marcar um golo fácil. Os golos, esses não paravam e o 12-0 apareceu após uma grande jogada coletiva por parte das “encarnadas”. Após uma grande jogada do lado direito do ataque, surge o cruzamento Darlene deixou a bola passar e estava lá Geyse para rematar para o fundo da baliza.

Surgiram mais dois golos num curto espaço de tempo, Geyse teve oportunidade para marcar o “poker” na partida. A número nove passou pela guarda-redes do CA Ouriense e só teve depois de empurrar para novo golo. O outro foi marcado por Lara Pintassilgo que com a baliza sem ninguém só teve mesmo de encostar para o décimo quarto do encontro.

Houve tempo ainda para os últimos dois golos no jogo. Após uma nova bola parada, desta vez um canto, a número 15 do SL Benfica, Tayla, aproveitou um ressalto e ao segundo poste só teve de encostar. O último foi marcado por outro golo de Darlene, a capitã só teve de rematar para mais outro golo seu na partida.

Final do jogo com uma vitória por números bastante difíceis de acreditar para um jogo de futebol em que mais parecia um jogo do hóquei em patins. O placar dos marcadores marcava 16-0 a favor do SL Benfica. As “encarnadas” seguem assim para as meias-finais, fase onde está também a equipa masculina, e com altas possibilidades de chegar à Final da Taça de Portugal. Já o CA Ouriense cai com estrondo nos quartos-de-final e com uma derrota muito pesada.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica: Catarina Bajanca (GR), Daiane, Silvia Rebelo, Tayla, Pauleta, Ana Vitória (Andreia Faria, 60’), Patricia Llanos (Lara Pintassilgo, 60’), Geyse, Evy Pereira (Rilany, 60’), Darlene, Yasmin

CA Ouriense: Petra (GR), Ana Tomaz, Daniela Pereira, Cristiana Garcia (Beatriz Pereira), Rita Santos, Monique Gonçalves, Renata Catarino, Adriana Santos, Ana Filipa Santos, Flávia Fartaria (Margarida Lopes), Sofia Vicente (Catarina Rodrigues)

Clube Oriental Lisboa 1-0 Casa Pia AC: Golo saído do banco consolida o segundo lugar orientalista

O Clube Oriental de Lisboa continua lançado na luta pelos lugares de playoff: num dérbi lisboeta nem sempre bem jogado, foram os orientalistas a levar a melhor sobre o Casa Pia AC, naquele que é o 11.º jogo sem perder dos marvilenses.

João Silva e Luís Loureiro fizeram duas alterações nas equipas, com o Oriental a lançar Vitor Sanches e Ruizinho para os lugares de Élsinho e David Crespo, enquanto o Casa Pia jogou com Abel Pereira e Jean Victor nos lugares de Carlitos e Wilson Silva.

Com futebol disputado e muito físico na primeira parte, foi o Casa Pia o primeiro a visar a baliza, com um remate de fora da área de Tom, mas a bola foi fraca e fácil para David Grilo. Já na grande área contrária, os vários atrasos para o guarda-redes eram respondidos por uma pressão forte dos atacantes do Oriental, mas acabaram por não surgir consequências para os visitantes.

Apesar de lhes pertencer a primeira oportunidade de perigo, os forasteiros foram desaparecendo do jogo enquanto o Oriental aproveitava para aproximar-se da baliza de Ricky Gomes, primeiro com Varudo a atirar de fora da área, mas a bola foi frouxa e o guarda-redes do Casa Pia agarrou com facilidade. Depois foi Raul Avinte, aos 15 minutos , a aparecer nas alturas e a cabecear após um canto na direita, mas a bola saiu ligeiramente por cima da baliza.

Após o quarto de hora as oportunidades de golo começaram a escassear, com o jogo a entrar num ciclo faltoso e menos agradável, como resultado, Ruizinho viu um amarelo por falta a meio-campo, enquanto João Damil saiu lesionado aos 38 minutos, substituído por Luís Lucas.

Perante a falta de ideias que assolou as duas formações durante grande parte do primeiro tempo, pouco perigo criou-se desde os 15 minutos, apenas destacando-se um remate muito denunciado de fora da área de Miguel Bandarra à baliza do Oriental, mas David Grilo recolheu sem dificuldades. Já nos descontos foi Luís Lucas, num cruzamento-remate que surpreendeu a defensiva do Casa Pia, mas Ricky Gomes respondeu com uma grande defesa, mantendo o nulo com que o jogo chegou ao intervalo.

O Oriental somou o 11.º jogo sem derrotas
Fonte: Clube Oriental de Lisboa

Para o segundo tempo, Luís Loureiro lançou Wilson Silva no lugar de Tom, mas pouco mudou no futebol dos Gansos, apesar da primeira oportunidade da segunda parte pertencer aos visitantes, num remate de fora da área de Miguel Bandarra a sair ao lado.

De resto, o futebol apresentado pelas duas equipas não foi apelativo, com muito pontapé para a frente e o perigo a não rondar nenhuma  das balizas, com o único lance a merecer registo a ser um livre a 30 metros da baliza de Márcio Augusto, que saiu à figura do guarda-redes.

Perante a falta de criatividade da sua equipa, João Silva lançou Rúben Gouveia aos 68 minutos, numa decisão que deu frutos cinco minutos mais tarde: Fábio Arcanjo lançou o médio e o veterano de 33 anos, com classe, picou a bola sobre o guarda-redes, inaugurando o marcador para os Guerreiros de Marvila.

O golo motivou o Oriental e aos 81 minutos podia ter-se adiantado no marcador, com Henrique, recém-entrado, a rematar para defesa de Ricky Gomes para a frente, mas Landim, na recarga, atirou muito por cima. Já o Casa Pia, em desvantagem, continuava a ter problemas de criatividade na frente e  só de bola parada assustou David Grilo, num desvio após um canto, mas a bola não levou a direção da baliza e acabou despachada pela defensiva local.

Já a jogar com dez, após Bruno Simão ver os segundo amarelo, o Casa Pia ainda contou com uma última oportunidade ao cair do pano, com Miguel Bandarra, mais uma vez, a atirar de fora da área, em arco, mas a bola bateu na barra, suspirando de alívio o Oriental, que conseguiu mesmo somar mais uma vitória e seguir para as últimas oito jornadas em 2.º lugar com 55 pontos, além de ir já com 11 jogos sem perder. Já o Casa Pia mantém o 7.º lugar, mas agora a 15 pontos dos lugares de playoff.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Clube Oriental Lisboa: D. Grilo, J. Damil (L. Lucas, 38’), R. Avinte, Leonardo, J. Varudo (H. Gomes, 76’), R. Marques, Ruizinho, F. Arcanjo, Márcio Augusto (R. Gouveia, 68’), N. Landim.

Casa Pia AC: R. Gomes, I.Dias, B. Simão, A. Pereira, D. Rosa, Tom (W. Silva, 46’), J. Coito, Kikas, J. Victor (A. Lopes, 61’), M. Bandarra, J. Embaló.

E-prix Hong Kong – Parabéns pela vitória, Sam Bi… Mortara

Cinco corridas, cinco vencedores diferentes, 11 pontos separam os seis primeiros no campeonato de Formula E. Dizer que este campeonato tem sido de loucos é pouco, é muito pouco.

Parece que ainda não se sabe quem realmente venceu esta corrida. Sam Bird venceu na pista, mas, após uma penalização de cinco segundos, a vitória foi para Mortara. Contudo, a decisão ainda não é definitiva.

A corrida começou com uma surpresa em pole position: Stoffel Vandoorne qualificou-se em primeiro numa sessão de qualificação molhada, mas, após um mau começo, perdeu a liderança para Oliver Rowland. Sam Bird, que tinha começado em sétimo lugar, cedo subiu para o topo da tabela após um erro de Rowland. Este carregou no botão errado do seu volante, abrandando imenso.

Contudo, Sam Bird não segurou o primeiro lugar por muito tempo – cometeu um erro numa curva e ofereceu a liderança a Lotterer, que por aí ficou durante a maioria da corrida.

Emoção até ao fim em Hong Kong
Fonte: Audi

Um acidente entre Felipe Nasr e os dois Mahindras de Wehrlein e D’Ambrosio causou uma bandeira vermelha que durou 15 minutos. Resultou na desistência dos três pilotos, sendo que D’Ambrosio era o líder do campeonato no momento do embate.

A corrida recomeçou, mas durante pouco tempo, pois os carros de Rowland e Vandoorne tiveram de ser retirados da pista por problemas mecânicos, o que resultou numa bandeira amarela por todo o percurso.

Com três minutos para acabar a corrida, a batalha pela liderança era entre Lotterer e Sam Bird, e foi na última volta que tudo desabou para o piloto da DSTecheetah. Como tinha bastante menos carga do que o britânico, Lotterer conduzia na defensiva e tentava encher toda a pista para evitar uma ultrapassagem. Ao travar mais cedo para procurar regenerar energia, apanhou Sam Bird desprevenido. O britânico da Virgin embateu contra a traseira do DSTecheetah, que continuou na frente, mas com claras dificuldades nas curvas, que se deveram a um pneu rebentado, causado pelo impacto anterior. O alemão caiu para o último lugar e Bird passou a bandeira axadrezada em primeiro lugar, com Mortara e Di Grassi a cobrir os outros lugares do pódio. 

Destaque também para António Félix da Costa, que subiu de 20.º lugar para 10.º, chegando assim aos pontos, mas graças ao azar de Lotterer. O português está neste momento em quinto lugar no campeonato.

Mas a corrida não acaba aqui. Após análise, foi dada uma penalização de cinco segundos a Sam Bird pelo choque com Lotterer, dando a Mortara e à equipa da Venturi as suas primeiras vitórias na Formula E. Bird caiu para a sexta posição, atrás de Daniel Abt da Audi.

Quando acho que já vi de tudo na Formula E, há sempre algum drama ou algum imprevisto para aquecer a corrida. A penalização de Bird é um bocado difícil de analisar, porque, se fosse na luta por qualquer outro lugar no grid, de certeza que não existia penalização, pois esta época já vimos bem pior e sem penalização alguma. Contudo, o choque de Bird teve uma grande influência no resultado da corrida, por isso é compreensível o porquê de a penalização ter sido aplicada.

Mesmo apesar de ter ficado sem a vitória, Sam Bird assume a liderança do campeonato.  Ninguém sabe quem sairá no topo no final do campeonato, que está muito, muito imprevisível.

Piloto do dia: Sam Bird

Só faltou a vitória a Bird
Fonte: Audi

Apesar do erro que acabou por se mostrar catastrófico, o britânico teve uma corrida impecável até então. Teve um começo fantástico e, se evitasse contacto com Lotterer, vencia a corrida, porque, apesar de ter de ultrapassar bem mais que o alemão, conseguiu gerir melhor a energia do seu carro, e isso no final da corrida é importantíssimo. Apesar de a penalização o descer para o sexto lugar, Bird assume a liderança do campeonato. Das cinco corridas de loucos que tivemos até agora, parece ser o piloto mais consistente de todos.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Audi

FC Porto 6-3 Reus Deportiu: Porto garante primeiro lugar e ajuda Amatori Lodi

Num dos principais encontros da sexta e derradeira jornada da fase de grupos da Liga Europeia, o Porto recebeu e venceu o Reus Deportiu por 6-3. Vitória que não só lhe garantiu a conquista do grupo C como ajudou os italianos do Amatori Lodi, que venceram o seu jogo, a seguirem para os quartos de final da competição.

A jogar em casa, mas já com o apuramento carimbado, o Porto começou melhor, procurando fazer uso da iniciativa de jogo cedida pelo Reus. Isto porque, apesar de precisar de vencer para ainda ter alguma chance de passar à próxima fase da competição, o conjunto espanhol apenas apresentou um jogador de cariz mais ofensivo no cinco inicial, Marc Julià. Assim, sempre com mais bola, os dragões iam pensando e pautando o jogo, estando sempre mais perto de chegar ao golo.

A primeira grande situação de perigo a favor do Reus surgiu por volta dos cinco minutos, através de uma situação de contra-ataque de três para dois, com Carles Grau a responder da melhor maneira a uma stickada fortíssima de Joan Salvat. 

De forma mais pensada, mas sem resultados, Guillem Cabestany mexeu, tirando Rafa para a entrada do italiano Giulio Cocco. O Reus, por seu lado, procurava criar oportunidades através de transições rápidas, pois, quando em posse, apenas circulava o esférico, sendo que raramente arriscava uma stickada à baliza portista. 

Com o Porto a não conseguir penetrar da melhor maneira na defensiva catalã, o Reus foi começando a ganhar ânimo e a tornar-se mais perigoso no ataque. Exemplo disso foram duas situações, por volta dos quatorze minutos, onde Grau negou o golo a Marc Julià. 

Sem construir lances de golo de forma coletiva, o Porto, por vezes, passou a arriscar stickadas de meia distância. Hélder Nunes, a cinco minutos da pausa, foi quem mais perto ficou de marcar, mas Ballart, com uma enorme intervenção, impediu o golo do capitão azul e branco. Mais tarde, foi a vez de Rafa fazer uso da sua meia distância, mas Ballard, desta feita com a máscara, voltou a brilhar. 

Chegado o intervalo, o marcador indicava um empate a 0-0 entre Porto e Reus. Resultado que se baseava num bom desempenho dos guarda-redes, apesar das poucas reais oportunidades de finalização, e de uma boa organização defensiva do conjunto espanhol, que esteve sempre bastante fechado e junto à sua baliza. Apesar de ter tido muito mais tempo a bola em sua posse, o Porto quase nunca conseguiu ter grandes oportunidades de golo através de jogo interior, enquanto que o Reus procurou sempre apanhar os dragões em contra-pé, mas raramente o conseguiu. Para além disso, sempre que foi chamado à ação, Carles Grau conseguiu fechar o caminho para as suas redes. Nesta altura, com esta igualdade, o Reus estava qualificado, embora o Lodi estivesse a vencer em casa o Saint Omer por 3-1. Contudo, um golo do Porto poderia alterar tudo.

Rafa foi um dos principais elementos do Porto, mas, apesar das várias oportunidades de que dispôs, apenas marcou um golo
Fonte: FC Porto Sports

No regresso dos balneários e após 25 minutos sem qualquer golo, somente foram necessários oito segundos para se ver um. Lançamento de Hélder Nunes, ressalto num jogador do Reus e Rafa, solto ao segundo poste, fez o 1-0. Todavia, momentos depois de Rafa ter ficado a centímetros de bisar, um passe precipitado de Hélder Nunes resultou num contra-ataque do conjunto espanhol que foi concluído por Alex Rodríguez, que, assim, apontou o 1-1.

Apesar dos dois golos em apenas 90 segundos terem passado a ligeira impressão de uma partida mais aberta, rapidamente foi fácil de concluir que tal não era verdade. Com o jogo a voltar à toada do primeiro tempo. 

Em cima da marca dos 32 minutos e meio de jogo, lance de insistência de Hélder Nunes e Gonçalo Alves, a meias com um patim de Alex Rodríguez, fez o 2-1. Novamente na frente, o Porto carregava na procura do terceiro tento na partida, mas o guardião do Reus continuava a dificultar a missão do conjunto português.

Disputados cerca de 36 minutos, Marc Julià, com uma excelente iniciativa individual, fez o 2-2 e voltou a colocar os espanhóis em zona de apuramento. Porém, momentos depois, Gonçalo Alves, com espaço, disparou um autêntico míssil e devolveu a vantagem aos dragões. Volvidos alguns instantes, Telmo Pinto viu um cartão azul após uma falta cometida sobre Joan Salvat. Marc Julià foi o escolhido para a conversão do livre-direto e com uma bela execução assinou o 3-3. 

Desta feita, o encontro ganhou mesmo outra intensidade e ritmo. Desta forma não é de estranhar que, numa situação de transição rápida, César Carballeira tenha feito falta para grande penalidade sobre Rafa, tendo ainda visto um cartão azul. Hélder Nunes, chamado à conversão do pénalti, acabou por stickar ao lado.

Em situação de superioridade numérica, o Porto foi colecionando oportunidades, mas acabou por ser através do stick de Hélder Nunes que surgiu o 4-3 para os azuis e brancos. Ballart ainda tocou no esférico, mas não foi o suficiente para impedir o quarto golo portista.

Com o final do encontro cada vez mais próximo, o Reus começou a subir na pista, defendo mais alto de forma a tentar recuperar o esférico o mais rápido possível. Mudança tática que abriu ainda mais a partida e tornou o perigo num elemento comum em redor de cada baliza. Na frente do marcador, o Porto começou a gerir a partida, circulando entre os seus jogadores, atacando mais pela certa. 

A faltar pouco mais de um minuto para o fim, contra-ataque rápido dos dragões e Hélder Nunes, com possibilidade de visar a baliza de Ballard, voltou a fazer uso da sua forte stickada e apontou o 5-3. Golo que praticamente acabou com as esperanças de apuramento do Reus. 

Mesmo com pouquíssimo tempo para se jogar, o Reus arriscou tudo apostando no cinco para quatro. Contudo, já com Càndid Ballard de regresso à baliza, Hélder Nunes, assistido por Reinaldo Garcia, fixou o resultado final em 6-3.

Terminado o encontro, o Porto venceu o Reus por 6-3 e conquistou o primeiro lugar do grupo C. Numa partida onde o conjunto espanhol procurou sobretudo defender, quando teve de arriscar para tentar manter o segundo lugar e o respetivo apuramento para os quartos de final, acabou por dar espaços na sua defesa e os dragões aproveitaram. Desta forma, com este desfecho, os azuis e brancos ajudaram ainda o Amatori Lodi, que venceu em casa os franceses do Saint Omer por 7-1, a seguir para próxima fase da Liga Europeia.

Nos outros grupos, começando pelo A, a Oliveirense recebeu e venceu o Follonica por 6-5 e carimbou o apuramento para os quartos de final. No grupo B, com tudo já definido, o Sporting rodou a equipa e goleou os alemães do Germania Herringen por 10-2. No grupo D, o Benfica recebeu e também goleou os suíços do Montreux igualmente por 10-2. No outro jogo do grupo, o Noia bateu o Monza por 7-2 e segue com as águias para os quartos.

Os encontros dos quartos de final, que se vão jogar nos dias 23 de março e 6 de abril, já estão definidos sendo os seguintes: 

  • CE Noia-FC Barcelona
  • Amatori Lodi-Sporting CP
  • Forte dei Marmi-FC Porto
  • UD Oliveirense-SL Benfica 

FC Porto: 1-Carles Grau (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka

Reus Deportiu: 1-Càndid Ballard (GR), 5-Joan Salvat (CAP.), 14-Tiago Rafael, 15-Marc Julià e 55-César Carballeira; Jogaram ainda: 2-Joan Escala, 17-Cristian Rodríguez, 27-Alex Rodríguez