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O pequeno ASF Andréziuex-Bouthéon faz história na França

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A Taça de França é o torneio mais democrático do país e, sem dúvidas, o mais interessante de acompanhar. A competição reúne não apenas os clubes que se localizam na França, como também as equipas que ficam nas regiões ultramarinas francesas espalhadas pelo Mundo. Os maiores clubes entram na disputa nas fases mais avançadas e geralmente qualificam-se com facilidade para a próxima etapa. Porém, surpresas acontecem…

Na fase dos 32 avos-de-final, o Olympique de Marselha, que é o segundo maior vencedor da competição com dez títulos, enfrentou o modesto ASF Andrézieux-Bouthéon, clube da quarta divisão Nacional. A partida foi disputada no Estádio Geoffroy-Guichard, em Saint-Étienne, e contou com a presença de 13.200 adeptos. A expectativa era que o clube de Marselha conseguisse facilmente a sua qualificação, mas o que todos presenciaram foi um espetacular dois a zero para o ASF Andrézieux-Bouthéon. O resultado espantou o Futebol mundial e foi destaque nos maiores jornais desportivos franceses.

O placar mais expressivo da história do modesto ASF Andrézieux 
Fonte: ASF Andrézieux-Bouthéon

O ASF Andrézieux-Bouthéon foi fundado em 1947, após uma fusão entre os vermelhos da ASF e os azuis do Bouthéon, assim tornando-se na Associação Desportiva Forezienne Andrézieux-Bouthéon. O clube é da cidade de Saint-Étienne e tem uma parceria com o AS Saint-Étienne, da elite francesa. Em pouco mais de 70 anos de história, o ASF Andrézieux-Bouthéon ainda mantém o estatuto de amador na França, apesar de se poder orgulhar por estar há 16 anos consecutivos a competir em ligas profissionais. Alguns jogadores possuem outra fonte de rendimento além do futebol e a expectativa para a atual temporada é modesta: apenas permanecer na quarta divisão Nacional. As maiores glórias do clube foram a conquista, por duas vezes, em 2007 e 2016, da quinta divisão francesa.

Atualmente, o ASF Andrézieux-Bouthéon ocupa a sexta posição no grupo B da National 2, e enfrentará o AS Lyon-Duchère, da terceira divisão francesa, na próxima fase da Taça de França. Até onde pode chegar ninguém sabe, mas o certo é que este simpático clube registou um dos maiores momentos da sua história ao bater o poderoso Olympique de Marselha.

Foto de capa: ASF Andréziuex-Bouthéon

Pepe: Um reforço de peso para atacar a Liga dos Campeões

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Um mercado de inverno que até ao momento tem sido muito “quentinho” no dragão. Depois de Fernando Andrade agora é a vez de Pepe ser anunciado como reforço dos azuis e brancos. É caso para dizer, “o bom filho a casa torna”. Aos 35 anos o internacional português regressa ao FC Porto para ajudar o clube a conquistar todas as provas internas e a fazer uma “gracinha” na Liga dos Campeões. Pepe assinou até 2021.

O internacional português representou os dragões entre 2004 e 2007 onde conquistou dois Campeonatos, uma Taça de Portugal e duas Supertaças. Realizou 89 jogos de dragão ao peito tendo apontado oito golos. Em 2007 transferiu-se para o Real Madrid a troco de 30 milhões de euros. Apesar dos seus 35 anos é ainda o melhor central português e um dos melhores do Futebol Mundial. Uma grande movimentação de mercado por parte do FC Porto.

O FC Porto possui a melhor defesa do Futebol Português e, com a chegada de Pepe, o patamar de qualidade sobe ainda mais o que, na minha opinião, torna o setor defensivo dos azuis e brancos dos mais fortes no panorama Europeu. Alem de precaver uma eventual saída de Éder Militão permite a Sérgio Conceição deslocar o jovem internacional brasileiro para o lado direito e formar a dupla de centrais com Pepe e Felipe. Alternativas e variantes que dão ao treinador portista mais armas para atacar as várias frentes.

Pepe é um verdadeiro reforço para Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Até ao final de janeiro acredito que mais alguns ajustes aconteçam no plantel portista. É preciso “emagrecer” o plantel e dar minutos a alguns jovens talentos como Diogo Leite e André Pereira, por isso, acredito que sejam emprestados a clubes da Primeira Liga. É possível que mais uma ou duas contratações possam ser feitas neste mercado, o encaixe financeiro proveniente da Liga dos Campeões permite outro desafogo e se, surgir uma boa oportunidade de negócio, acredito que o FC Porto não vai hesitar. Eliminar a AS Roma e atingir os quartos-de –final da Liga dos Campeões é perfeitamente possível e isso está na mente da estrutura portista.

A próxima época tem de começar já a ser preparada e as contratações de Pepe e Fernando Andrade são excelentes opções no presente mas que já são vistas e pensadas como estruturais para a próxima época. As renovações de Herrera e Brahimi parecem praticamente impossíveis mas a continuidade de Casillas é possível e desejável e é um dossier para tratar rapidamente.

Foto de Capa: FC Porto

Miguel Luís: o puto maravilha!

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Miguel Luís é o mais recente jovem, formado na Academia de Alcochete, a dar passos na sua afirmação na equipa principal. Com a chegada de Marcel Keizer ao comando técnico dos leões, o médio, até então ao serviço da equipa sub-23, passou a ser aposta e a cumprir o sonho de vestir a camisola da equipa principal.

O número 90 dos leões deu os seus primeiros pontapés, ao serviço da Académica de Coimbra, nas camadas jovens. No entanto, o seu talento despertou o interesse do Sporting Clube de Portugal, ligação que dura desde a época 2009/2010.

O percurso do jovem leão é impressionante, aos 19 anos soma, um título nacional de juvenis e outro em juniores, tendo sido ao longo destas temporadas, internacional português, sendo campeão europeu por duas ocasiões, nos escalões sub-17 e sub-19.

Na sua décima temporada ao serviço do Sporting Clube de Portugal, estreou-se pela equipa principal, no jogo da Taça de Portugal frente ao GS Loures. Já sob o comando técnico de Tiago Fernandes, o jovem leão fez a sua primeira partida a titular, frente ao Arsenal FC para a Liga Europa. No dia 13 de Dezembro, cumpriu outro sonho, marcando o seu primeiro golo na equipa principal diante dos ucranianos do Vorskla Poltava.

Miguel Luís já soma dois golos ao serviço do Sporting, em 10 jogos realizados
Fonte: Sporting CP

Tem sido, um jovem em afirmação plena no Sporting Clube de Portugal, fez o segundo golo na vitória por 2-1 frente ao Belenenses e sendo, cada vez mais importante para a equipa. Miguel Luís é um médio “box-to-box”, com qualidade de passe acima da média, forte na meia-distância, boa visão de jogo e defensivamente oferece à equipa maior capacidade de pressionar alto, tendo ainda bom sentido de posicionamento, agressividade e a garra que o caracterizam. O jovem leonino tem aproveitado da melhor formar os minutos que tem jogado e tem surpreendido sobretudo, pela sua maturidade, apesar dos seus 19 anos, e pela qualidade que demonstra.

O jovem Miguel Luís é internacional sub-20 e está a cimentar o seu lugar na equipa do Sporting, estamos perante um jogador com um futuro promissor à sua frente. Assim possa dar o seu contributo, com Esforço, Dedicação e Devoção e ajudar o Sporting a conquistar a glória das vitórias e dos títulos.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Futebol no seu estado mais puro

Quase 10 anos depois, o refundado Clube de Futebol Estrela da Amadora, agora Clube Desportivo Estrela, voltou à ribalta ao receber o Clube de Futebol Os “Belenenses”, em jogo a contar para a série dois da primeira divisão distrital da Associação de Futebol de Lisboa. Parece mentira, mas é verdade. Dois gigantes e históricos clubes de Lisboa e de Portugal que estão no buraco negro do Futebol por razões diferentes. Buraco negro em termos de divisão, porque em termos do perfume e do lado bonito do futebol, estes dois clubes estão muito bem rodeados atualmente. Dois galáticos que atraem atenções por onde passam.

Recapitulando rapidamente, o CF “Os Belenenses” separou-se da equipa da SAD e inscreveram a sua equipa nesta divisão com o objetivo de subir todas as temporadas até à Primeira Liga Portuguesa. Reforçou-se com jovens talentos da sua formação, com experiência do Campeonato de Portugal, apresentando um dos plantéis mais dotados e talentosos do futebol distrital do país. Utilizando o imponente Estádio do Restelo, e com uma massa adepta fiel que enche vários campos no distrito de Lisboa, os “Azuis do Restelo” estão bem e recomendam-se. Fortes candidatos à vitória na Taça da AF de Lisboa, que dará apuramento para a Taça de Portugal da próxima época. O CF “Os Belenenses” tinha, antes desta partida com o CD Estrela, dez vitórias em dez jornadas, ou seja, liderança destacadíssima.

Só o CD Estrela se salvou perante a qualidade do CF “Os Belenenses, que chegaram a este jogo 100% vitoriosos
Fonte: CF “Os Belenenses”

O CF Estrela da Amadora, personificado pelo CD Estrela a partir desta temporada, voltou ao ativo no futebol sénior. Fora dos relvados, os “Tricolores” conquistaram o direito de usar o mítico Estádio José Gomes, mais conhecido como Reboleira, e garantiram, nestes últimos dias, novamente o direito de usar o emblema do antigo clube. Duas vitórias tremendas da direção deste novo Estrela.

Quanto à equipa de futebol, sonha com uma subida de divisão para a Divisão de Honra, onde brilha outro histórico em recuperação, de nome Atlético Clube de Portugal. No entanto, não têm a estabilidade (nem poderiam ter) que o CF “Os Belenenses” tem. Fizeram treinos de captação, onde apareceram mais de 200 jovens à procura de representar o gigante português, foi feita uma seleção possível e apresentam uma equipa competitiva, dentro da sua realidade, capaz de subir de divisão, mas sem o estatuto dos rivais.

Antes deste jogo, o CD Estrela tinha 20 pontos, menos dez do que o CF “Os Belenenses” e encontravam-se a meros cinco pontos do primeiro lugar de subida.

Apesar das várias épocas de ausência de futebol sénior, a mística do Estrela encontra-se intocável
Fonte: CD Estrela

A expetativa era grande e a mobilização para este jogo já tinha começado há muito. Aliás, mal saiu o calendário, a tendência era ver em que jornada e dia estes “tubarões” se enfrentavam dentro do aquário, que é o distrital. Foram mais de 5000 pessoas a encher a velhinha Reboleira e só faltou mesmo a emoção do golo.

Perante um relvado pouco tratado e difícil, os mais talentosos de Belém viram-se bloqueados perante a raça e organização dos da Amadora. Uns empurrados pela Magia Tricolor, outros pela Fúria Azul, e o resultado saldou-se por um 0-0. Um ponto que acabou por não agradar a ninguém, nem mesmo aos “Tricolores” que, apesar de terem conseguido travar a senda vitoriosa do favorito CF “Os Belenenses” e terem evitado uma desilusão caseira, ficaram a sete pontos dos lugares de subida, enquanto os “Azuis” viram a concorrência, GS Carcavelos e AC Porto Salvo, aproximarem-se bastante, estando agora separados por apenas três pontos.

Esta partida foi uma autêntica viagem no tempo e voltou a mostrar que a beleza do futebol pode ser feita na Primeira Liga ou na última divisão. Quem viu as bancadas cheias, os apaixonados adeptos a puxarem pelas suas equipas e os jogadores que têm noção do escudo que representam a darem tudo o que têm, fica com a certeza que estes clubes vão seguir o seu caminho e encontrar novamente o sucesso.

Talvez a estrada do CD Estrela seja um pouco menos retilínea do que a do CF “Os Belenenses”, mas estas pessoas que estão à volta do clube não vão deixar o Estrela morrer. Dois clubes que merecem mais, mas que até na última divisão são enormes, são gigantes. Dois clubes que não podem deixar de se acompanhar…

 

Foto de Capa: CD Estrela

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

É possível odiar mas apreciar o basquetebol de James Harden?

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Ponto prévio: eu odeio o basquetebol de James Harden. Não é apenas uma ligeira “comichão” que me dá quando o vejo, ou uma simples vontade de mudar de canal quando ele aparece. É a vontade de ver um qualquer Bismack Biyombo ou Jonas Valanciunas arrancar-lhe a bola das mãos com os cotovelos a atingirem-lhe a cara. Eu sei, eu sei, tenho problemas de raiva. Mas o basquetebol, pelo menos para mim, não consiste em um homem com a bola 15 segundos no topo da linha de três pontos, que decide que depois vai procurar a falta (que consegue muitas vezes) até o adversário ser obrigado a dar-lhe espaço suficiente para ele fazer o que quer.

Porém, isso não me impede de também apreciar o seu basquetebol. Confuso? Talvez, mas eu explico. A constante vitimização de Harden não me permite ver mais de dois minutos seguidos sem precisar de uma possibilidade do Burger King, mas o que o MVP faz com a bola… poucos o fazem igual. O drible como se tivesse um fio preso à bola, a capacidade para ganhar separação do seu defensor com uma simples finta de corpo ou um primeiro passo tremendo e a pontaria, seja de três pontos, seja perto do cesto, são incomparáveis.

James Harden e Kyrie Irving protagonizaram um dos grandes frente-a-frente da temporada até agora
Fonte: Houston Rockets

James Harden é o MVP com mérito, da mesma maneira que LeBron James seria. Harden é candidato ao prémio novamente, com todo o mérito. O seu desempenho nos últimos jogos, após a perda de Chris Paul, está ao nível do melhor que já se viu na NBA. O “barbas” está a levar uma equipa de Houston às costas de volta aos primeiros lugares da liga e, mais uma vez, à discussão pelo anel, de que não esteve assim tão longe no ano passado.

Tudo isso é mérito de alguém que era terceira (ou quarta?) opção em Oklahoma e que saiu para provar o seu valor, tendo conseguido. Por muito feio, secante ou “espertalhão” que seja o seu jogo (fazendo-me odiá-lo cada vez que joga), não há maneira de ignorar ou de fingir que Harden tem sido, por larga margem, o melhor jogador da NBA nas últimas semanas. É por isso (e por estar a carregar sozinho uma equipa no difícil Oeste) que tiro o meu chapéu enquanto aplaudo James Harden. Mesmo com um ódio que não sai cá de dentro.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Houston Rockets

Falar verdade a mentir

Hoje trazemos à baila o momento de forma do FC Porto. São já 18 as vitórias consecutivas e a equipa acaba de igualar mais um recorde. Para se ter uma noção do que os comandados de Sérgio Conceição têm feito esta época, ainda nenhuma equipa por essa Europa fora conseguiu chegar sequer perto de idêntica sequência (O Arsenal parou nas 12).

Se tivermos em conta que pelo meio estão quatro jogos de Liga dos Campeões torna-se uma inevitabilidade reconhecer o enorme mérito dos jogadores e da equipa técnica. Mas será que os números revelam toda a verdade? Resposta, embora parecendo, não é óbvia.

Os números identificam várias verdades. O FC Porto tem sido a melhor equipa do futebol português e no computo das 16 jornadas merece, sem sombra para dúvidas, o 1º lugar que ocupa. Na Liga dos Campeões, o FC Porto foi, igualmente, dono e senhor. Foi a melhor equipa, venceu cinco jogos e empatou apenas um e o recorde de 16 pontos não mente: 1º lugar do grupo inteiramente merecido.

Mas e o que existe para além dos números? Mais números e um conjunto de exibições que merecem ser analisadas. O FC Porto, durante esta sequência vitoriosa, chegou, não raras vezes, empatado ao intervalo, teve que encetar cinco reviravoltas, obteve oito vitórias pela margem mínima e apenas por três ocasiões obteve vitórias por mais de dois golos de vantagem. Para além disto, são já oito os pontos resgatados nos últimos cinco minutos.

Isto diz muito sobre a equipa. Será mais importante relevar a equipa que nunca desiste, que nunca se rende e que luta até ao fim pelo seu objetivo? Ou faz mais sentido exultar a equipa que tem demorado a construir os resultados, que tem dado uma parte de avanço aos adversários, que acorda tarde nos jogos?

Em boa verdade importa perceber ambos os pontos de vista porque há um fundo de verdade em cada um deles. Mais uma vez os números não mentem. FC Porto nunca se rende e vai, jogo após jogo, conquistando os seus objetivos sem ceder pontos aos seus adversários. Os números simplesmente não contam toda a verdade.

Sérgio Conceição e os seus jogadores têm quebrado inúmeros recordes
Fonte: FC Porto

A qualidade de jogo da equipa é, a espaços, insuficiente. O espetáculo é substituído por uma enorme dose de pragmatismo e os resultados vão aparecendo. O facto de o FC Porto demorar a resolver os seus jogos exige um maior esforço físico de todos os jogadores e a fatura poderá ser paga mais à frente. Tudo verdades escondidas em números. Números esses que não mentem no essencial, o FC Porto é a melhor equipa portuguesa, mas que escondem muitas vezes algumas insuficiências e, por vezes, alguns méritos.

Os 18 jogos seguidos a vencer não foram passeio e só quem acompanhou cada um desses jogos sabe que o FC Porto fez por merecer, com qualidade, perseverança e o tal pragmatismo, cada resultado. As adversidades foram muitas e os adversários tinham, muitos deles qualidade. Na luta greco-romana do Bessa, no inferno de Istambul, na receção aos guerreiros do Minho ou no frio Russo (para citar alguns) o FC Porto pode ter abanado, mas nunca caiu.

Já aqui disse e mantenho que o FC Porto pode jogar melhor e jogos como o dos Açores, o das Aves ou, até, o jogo de ontem, frente ao Nacional confirmam essa tese. O jogo da equipa é por vezes lento e apático e depende excessivamente dos piques e da pujança física de Marega ou de momentos de inspiração de Brahimi e Corona.

No entanto, não é menos verdade que Sérgio Conceição tem orquestrado, desde que chegou, um verdadeiro milagre. Tem sabido retirar o melhor de cada jogador, tem sido o líder que o clube precisava e tem sabido galvanizar os adeptos e toda a Nação Portista, como poucos o fizeram antes dele. Mas mais importante do que tudo isso, tem conseguido alcançar os resultados que durante vários anos os seus antecessores foram deixando escapar.

O FC Porto vai falando a verdade (é o melhor clube português) e, por vezes, fá-lo mentindo (vários resultados foram arrancados a ferros e serviram para esconder algumas insuficiências exibicionais). No final fazem-se as contas.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

As novidades no mercado de transferências do Brasil

Dezembro e janeiro são meses em que os grandes times do futebol no Brasil entram em recesso, já os bastidores, no entanto, permanecem a todo vapor. As trocas de comando técnico e administrativo de alguns clubes e principalmente as transferências de jogadores fazem com que o futebol do país, mesmo sem os tão esperados jogos de quarta e domingo, seja alvo de uma audiência frenética, sobretudo daqueles torcedores que esperam bons jogadores para seus times.

Até o momento, as transferências realizadas pelas equipes série A, B e C no Brasil já passam de 800, número expressivo que até fevereiro, dependendo das especulações, pode dobrar ou triplicar.

O Corinthians está sendo, até o momento, a equipe da série A mais ativa e certeira do mercado brasileiro. O alvinegro reformulou praticamente todo o time, com a volta do treinador Fábio Carrile – campeão brasileiro em 2017 – e com as contratações de Mauro Boseli do León; Ramiro do Grêmio; Richard do Fluminense; André Luiz da Ponte Preta; Michel Macedo do Las Palmas e Gustavo do Coritiba.

Palmeiras e Flamengo, pela estrutura e poder financeiro, hoje, disputam os melhores nomes do mercado nacional e os “renegados” milionários que estão atuando na Ásia e em alguns países da Europa. Até agora, o Palmeiras já contratou o meia Zé Rafael, do Bahia; Arthur, do Ceará; Matheus Fernandes, do Botafogo; Felipe Pires, do Hoffenheim e Carlos Eduardo do Pyramids FC do Egito. Já o Flamengo, conseguiu, até agora, fechar somente com o zagueiro Rodrigo Caio do São Paulo.

Atacante Pablo sendo apresentado oficialmente como jogador do São Paulo FC
Fonte: Divulgação SPFC

Santos e São Paulo, com bem menos movimentações, foram pontuais em suas contratações. O peixe trouxe ao Brasil a principal “atração” até o momento: o treinador Jorge Sampaoli. O São Paulo, por sua vez, fez a maior transação financeira até agora (R$ 31 milhões), com a contratação do destaque do brasileirão do ano passado, o atacante Pablo do Athletico Paranaense, além do goleiro Tiago Volpi do Querétaro – Mex e o meia Hernanes, que estava no Hebei China Fortune Football Club.

Atlético MG e Cruzeiro também se movimentaram no mercado, com destaques para as contratações do defensor Luiz Orejuela do Ajax pelo Cruzeiro e do zagueiro Réver do Flamengo pelo Galo. Os cariocas Botafogo, Vasco e Fluminense também fizeram algumas contratações pontuais, mas apenas de jogadores medianos, para compor os elencos já fragilizados, situação idêntica ao recém-promovidos da série B, Goiás, CSA, Avaí e Fortaleza. Grêmio e Internacional, com boas campanhas no ano passado, pretendem manter a base de suas equipes. O meia Montoya, do Cruz Azul – Mex foi a principal contratação do Grêmio e o veterano Rafael Sobis, que defendeu o Cruzeiro em 2018 é até o momento a contratação mais “empolgante” do Colorado.

O recesso no futebol do país também é o período preferido – e mais lucrativo – para os grandes empresários da bola, que com suas “experiências” no mercado, provocam especulações que mechem com a paixão até dos torcedores mais comedidos. Ricardo Goulart, que atua pelo clube chinês Guangzhou Evergrande é um sonho antigo do Palmeiras, que parece estar perto de se concretizar neste ano, isso se o Palmeiras conseguir pagar o salário milionário do jogador. O meia Paulo Henrique Ganso do Amiens – FRA está na mira de São Paulo e Santos, Clubes que, curiosamente, o jogador já atuou no Brasil.

Já o Flamengo pretende contratar – ou tentar – o lateral Rafinha, que atua pelo Bayern de Munique. A possível contratação é vista como fundamental, tanto pela torcida rubro-negra quanto pela nova diretoria do clube, que pretende mostrar serviço, já no começo do ano. O clube também está tentando fechar com o atacante Gabriel Barbosa – o tal do Gabigol -, mas este está sendo disputado pelo seu clube de origem, o Santos e pelo West Ham da Inglaterra.

Foto de Capa: Santos FC

5 Jovens a seguir no World Tour em 2019

A nova época ciclística está prestes a começar e vários jovens estreiam-se esta época no escalão máximo da modalidade, o World Tour. 

Fica a conhecer cinco dos mais promissores novos recrutas desta época.

CD Tondela 2-1 Sporting CP: A queda do leão

O Sporting CP perdeu no terreno do CD Tondela por duas bolas a uma, numa partida pouco feliz a contar para a 16ª jornada da Primeira Liga.

Num jogo onde se fez sentir o frio beirão, foi o Tondela quem entrou melhor inaugurando logo o marcador aos cinco minutos, por intermédio de Juan Delgado.

A equipa da casa começou mais pressionante e com mais intensidade, mas ao longo da primeira parte foi perdendo algum ritmo. Logo após o golo, aos oito minutos, foi a vez do Sporting se colocar mais próximo do golo, mas a bola passou ao lado da baliza de Cláudio Ramos.

Aos 9’ Bruno Fernandes sofreu falta e a sua equipa tentou chegar à igualdade, mas sem sucesso. Um minuto depois, Nani e Hélder Tavares viram os primeiros cartões amarelos do jogo, num lance um pouco confuso a favorecer os leões. Na sequência de um canto batido por Acuña, aos 13’, os jogadores leoninos reclamaram penálti mas, mais uma vez, sem efeito.

Numa partida bastante marcada por faltas (41 na totalidade), aos 14’ foi a vez de Diaby levar amarelo, numa falta cometida sobre um jogador do Tondela. Cinco minutos depois foi a equipa da casa a cometer falta, onde o árbitro Nuno Almeida assinala livre a favor do Sporting. Acuña bateu mas, mais uma vez, não chegaram ao golo.

Quem também criou perigo para a baliza do guarda-redes do Tondelense foi Bruno Fernandes, que por várias vezes rematou, mas sempre para fora. Ao aproximar da meia hora de jogo, também Jaquité, que na segunda parte viria a ser expulso, leva amarelo numa falta cometida sobre Diaby.

Fonte: Mafalda Feliciano / Bola na Rede

A dez minutos de findar a primeira parte, o CD Tondela cria lance perigoso valendo a defesa de R. Ribeiro, mas o Sporting quis estar em pé de igualdade e logo a seguir obrigou Cláudio Ramos a uma grande defesa.

Antes do intervalo ainda houve tempo de o árbitro mostrar mais um amarelo, desta vez a Tomané por palavras, e também de um livre e de um canto a favor dos auriverdes.

O Sporting começou a segunda parte com uma substituição e com um lance de perigo onde, mais uma vez, valeu Cláudio Ramos. Ainda não tinham feito os cinco primeiros minutos da segunda parte e já Nuno Almeida estava a mostrar mais um cartão amarelo, desta feita a Coates, assinalando um livre perigoso à entrada da área a favor do Tondela. Aos 50’ Jaquité é expulso após ter visto o segundo amarelo numa falta sobre Nani.

O ânimo para a equipa do Sporting parece ter subido e, aos 53’, estiveram muito perto do golo, num lance onde a bola com algum efeito bateu no chão e voltou para trás, o que impediu os leões de festejarem um primeiro golo. Mas os jogadores da equipa leonina não pareciam ir abaixo, aos 57´, na sequência de um canto, Nani cabeceia por cima.

Aos 60’ amarelo para David Bruno, logo a seguir, substituição na equipa beirã. Mas só aos 73’ se ouviram novamente os festejos da equipa auriverde. Estava feito o segundo golo por intermédio de Tomané. Mas dois minutos depois, foi a vez de se fazerem ouvir os adeptos do Sporting. Canto batido e, num lance algo duvidoso, o Sporting faz o primeiro golo na partida, através de Mathieu.

Fonte: Mafalda Feliciano / Bola na Rede

Até aos 90’ ainda houve tempo de se fazerem mais três substituições: duas para o Tondela e uma para o Sporting. Nuno Almeida deu quatro minutos de compensação, o dobro dos que deu na primeira parte, mas o resultado manteve-se até ao fim: 2-1, ganha o Tondela.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Tondela: Cláudio Ramos; Jaquité; Xavier (João Reis, 85’); Hélder Tavares; Juan Delgado (Pité, 60’); Tomané; Ricardo Costa; David Bruno; Joãozinho; Bruno Monteiro (Ícaro, 88’); Ricardo Alves.

Sporting CP: R. Ribeiro; Coates; Bruno Fernandes; Acuña; Nani (André Pinto, 84’); Raphinha; Mathieu; Diaby; Wendel; Bruno Gaspar; Gudelj (Montero, 46’).

FC Porto 3-1 CD Nacional: 18.º capítulo de uma história de sucesso


Simples e eficaz. Assim foi construído o 18.º triunfo consecutivo dos azuis e brancos. Em vésperas de clássico, o FC Porto entrou em campo com a possibilidade de aumentar para oito os pontos de vantagem sobre o adversário do próximo sábado, o Sporting. E assim foi!

A um início soluçante, a turma de Sérgio Conceição conseguiu responder com dois golos de uma assentada, deixando tudo bem encaminhado. Pelo meio, o CD Nacional ainda reduziu e ameaçou estragar a festa, mas o génio de Brahimi voltou a fazer estragos. Corona também esteve em destaque na noite em que Soares voltou a festejar e Marega repetiu a folha em branco – uma raridade esta época.

As boas notícias na noite do Estádio do Dragão começaram a surgir uma quinzena de minutos antes do apito inicial, quando de Tondela vinha a notícia da derrota do Sporting, que hipotecou dessa forma de reascender ao 2.º lugar e de chegar ao clássico a apenas cinco pontos do FC Porto. O desaire leonino, contudo, pareceu não ser motivo suficientemente forte para os dragões entrarem em campo de forma avassaladora e à procura de resolver o assunto bem cedo. Sérgio Conceição apostou no onze esperado, apenas com a novidade Mbemba no lugar do castigado Felipe. E que bem esteve o congolês!

Com dificuldades em imprimir velocidade e emprestar intensidade ao seu jogo, o FC Porto viu, no entanto, uma combinação entre Corona e Marega ser travada por uma intervenção de bom nível de Daniel Guimarães, que negou um golo quase certo ao maliano. O CD Nacional não estava no Dragão para ver jogar e, à boleia de um talentoso Camacho (pede claramente outros voos), colocou em sentido Casillas, que teve de se estirar para evitar a surpresa.

Disposto a acalmar um público que denotava já alguns sinais de impaciência, Brahimi decidiu que estava na hora de abrir o livro, quando se atingia a primeira meia hora de jogo. Tudo começou nos pés de Marega, que é travado em falta. A bola seguiu para Maxi que rapidamente serviu o argelino e este, com a calma e a segurança necessárias, atirou a contar.

Quem também quis dar o merecido espetáculo aos 33.708 resistentes que estiveram no estádio a uma segunda feira às 21.15 horas foi Corona, logo de seguida. Com um bailado incrível do lado direito do ataque, o mexicano trocou completamente as voltas a Campos, antes de servir Soares para o 2-0. Era o regresso aos golos do brasileiro, que juntou um excelente tempo de salto à técnica natural na hora de cabecear.

Corona assistiu Soares para o segundo dos dragões
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Viviam-se, enfim, momentos mais animados depois da ‘pasmaceira’ inicial e, nem dois minutos volvidos, Róchez recolocava os insulares na discussão, com a ‘ratice’ que se pede a um ponta de lança. Uma bola perdida na área, com alguma passividade dos centrais portistas, sobrou para o 35 dos madeirenses, que aproveitou para bater Casillas.

A vitamina conquistada a terminar a primeira parte não teve eco no início da segunda, já que Brahimi não estava para surpresas. Depois de receber de Corona, colocou a ‘redondinha’ sem hipóteses para o entretanto lançado Lucas. Novamente com dois golos à maior e a certeza de que a vantagem na tabela classificativa iria aumentar em relação ao segundo classificado.

O avolumar do resultado, esse, ficou comprometido pelo pé que os dragões, inconscientemente, tiraram do acelerador. De destaques, apenas mais uma investida do inevitável Camacho, que quase surpreendia Casillas com um belo remate e jeitos, e uma finalização do estreante Fernando Andrade, que saiu pouco ao lado do poste.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto: Casillas, Maxi, Mbemba, Militão, Alex Telles, Danilo, Herrera, Corona, Brahimi (Adrián, 59’), Marega (Fernando, 88’) e Soares (Óliver, 76’).

CD Nacional: Daniel Guimarães (Lucas, 36’), Campos, Jota (Riascos, 82’), Camacho, Kalindi, Witi, Palocevic, Rosic (Diogo Coelho, 55’), Róchez, Júlio César e Vítor Gonçalves.