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CD Feirense 2-2 CD Santa Clara: Quase houve remontada na Feira

O CD Feirense e o CD Santa Clara empataram a duas bolas, em partida a contar para a 16.ª jornada da Primeira Liga.

O Feirense entrou com pressão para este jogo, depois da vitória do CS Marítimo sobre o Portimonense SC. Marítimo, que é concorrente direto dos homens de Santa Maria da Feira na busca pela manutenção na Primeira Liga. Além disso, o Feirense poderia tirar partido dos eventuais resultados de CD Aves e GD Chaves, que jogavam fora nesta jornada.

Nuno Manta Santos fez quatro alterações em relação à última jornada do campeonato, o empate a zeros em Chaves, promovendo as entradas de Mesquita, Marco Soares, Vitor Bruno e Edinho, para as saídas de Diga, Cris, Luís Machado e Sturgeon. João Henriques, do outro lado, promoveu três alterações, depois da derrota caseira frente ao CD Tondela. Saíram Fernando Andrade (vendido ao FC Porto), Kaio e César Martins (suspenso) para as entradas de Accioly, Pacheco e Alfredo Stephens.

Para este jogo, Nuno Manta Santos “pôs a carne toda no assador”, ao apostar em dois pontas de lança fixos na frente, para corresponder ao jogo assente em bolas longas da equipa fogaceira.

O Feirense entrou ligeiramente por cima no jogo, mas o primeiro quarto de hora foi de adaptação por parte das duas equipas, não havendo qualquer oportunidade de golo.

A primeira grande oportunidade surgiu para os da casa. Aos 16 minutos, Edinho segurou a bola longa vinda da defesa, deu para Vitor Bruno, que, de primeira, entregou para o isolado Crivellaro, que teve todo o tempo do mundo para finalizar, mas atirou para uma boa defesa com a face de Serginho.

O Santa Clara respondeu aos 24 minutos, através de um livre direto à entrada da área, batido por Patrick, em que a bola passou perto da trave da baliza de Brigido.

O Santa Clara ainda festejou antes do intervalo. A menos de cinco minutos do fecho da primeira parte, Zé Manuel isolou-se e bateu Brigido com um “chapéu” de classe. Estava desfeito o nulo no marcador. O avançado português concretizou o quinto golo da conta pessoal esta época.

Os visitantes chegaram ao intervalo em vantagem no marcador, fruto da sua eficácia ofensiva. Era caso para alterar o ditado popular para “pouca parra e muita uva”.

Voltaram os mesmos 22 jogadores para o segundo tempo e o Santa Clara voltou a marcar, logo aos 48 minutos. Stephen isolou Bruno Lamas, que rematou para o fundo das redes, com Brigido a ficar mal na figura, depois de a bola lhe passar por entre as luvas.

O Feirense respondeu e arrecadou uma grande penalidade aos 57 minutos. Edinho não perdoou e reduziu a vantagem para os da casa, com meia hora ainda para se jogar no Marcolino de Castro.

A equipa da casa parecia estar animada com o golo marcado e foi em busca do empate, chegando mesmo à igualdade ao minuto 65 por Valência. O ponta de lança foi mais forte na corrida e no duelo físico com Fábio Cardoso e finalizou pelo meio das pernas de Serginho. Estava tudo em aberto em Santa Maria da Feira.

Fonte: CD Feirense

Os fogaceiros caíram em cima dos insulares, mas manteve-se o empate até ao apito final. De salientar a boa réplica dos homens de Nuno Manta Santos, que, a perder por duas bolas a zero, chegaram ao empate e procuraram o terceiro tento.

Com este empate, o Feirense empurra temporariamente o Aves para a penúltima posição do campeonato, subindo ao 16.º lugar. O Santa Clara mantém a nona posição, agora com 21 pontos.

O Feirense desloca-se na próxima jornada ao reduto do Aves, naquele que será um duelo importante na luta pela manutenção. O Santa Clara, por outro lado, recebe o SL Benfica nos Açores.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Feirense: Brigido; Tiago Gomes, Philipe Sampaio, Briseño, Mesquita; Vitor Bruno, Babanco (Tavares, 71’ ), Marco Soares, Crivellaro (Sturgeon, 57’); Valência, Edinho.

CD Santa Clara: Serginho; Patrick, Accioly, Fábio Cardoso, Mamadu; Chrien (Ukra, 88’), Anderson Carvalho, Pacheco (Kaio, 77’), Bruno Lamas; Zé Manuel, Alfredo Stephens.

Manchester City FC 7-0 Rotherham United FC: A história de um jogo sem história

Manchester City FC e Rotherham United FC defrontaram-se ao início da tarde na 3ª ronda da FA Cup 2018/2019. Após a desilusão da época anterior, onde foi precocemente eliminada pelo Wigan, a equipa de Pep Guardiola defrontou um Rotherham que está a efetuar uma época discreta no Championship (a lutar pela manutenção).

Na antevisão do jogo, Guardiola disse que a sua equipa ia encarar este jogo como uma final. E não se enganou.

O City entrou a todo o gás e chegou à vantagem logo aos 12 minutos de jogo.

De Bruyne combinou bem com Sterling dentro da área, o extremo inglês tirou um adversário do caminho e rematou colocado para o primeiro da tarde.

O golo madrugador de Sterling deu tranquilidade ao City e permitiu à equipa de Guardiola controlar o ritmo do jogo a seu bel-prazer. O Rotherham retraiu-se ainda mais, defendendo quase sempre com todos os jogadores atrás da linha da bola e com as linhas muito juntas.

Sterling abriu o marcador no Etihad Stadium
Fonte: Manchester City FC

A estratégia escolhida pelas duas equipas traduziu-se numa primeira parte muito morna e cinzenta, com os citizens a terem muita bola mas a verem os seus remates esbarrar no muro defensivo dos visitantes.

Os raios de sol que puseram fim a uma primeira parte cinzenta chegaram já muito perto do intervalo. Aos 43’, Gündogan com um passe fantástico isolou Phil Foden na área. O jovem do City limitou-se a tocar ao de leve na bola, colocando os citizens a vencer por 2-0.

Mesmo em cima dos 45’, a equipa da casa dilatou novamente a vantagem. Centro rasteiro de Kyle Walker na direita, com Ajayi a desviar para a própria baliza. 3-0 ao intervalo, resultado justo face ao domínio avassalador do City.

Phil Foden fez o segundo golo do City
Fonte: Manchester City FC

A segunda parte começou a um ritmo rápido, com o City a não abdicar do controlo do jogo e a estender o seu rolo compressor atacante.

Os golos foram surgindo com alguma naturalidade, fruto também do cansaço e desnorte dos jogadores do Rotherham. Aos 53’, os citizens fizeram o 4-0 por intermédio de Gabriel Jesus, após excelente jogada individual de Sterling.

A equipa de Guardiola chegou à mão cheia de golos aos 73’, através de Mahrez, que fuzilou o guarda-redes adversário após passe de Gündogan. Cinco minutos depois, o City fez o golo meia-dúzia. Mais uma assistência de Gündogan e Otamendi apareceu ao primeiro poste a cabecear certeiro.

Sterling e Gabriel Jesus festejam o quarto golo da tarde
Fonte: Manchester City FC

Aos 85’, foi a vez de Sané inscrever o seu nome na lista dos marcadores. (Mais uma) assistência de Gündogan e Sané rematou forte, com a bola a sofrer um desvio antes de entrar na baliza à guarda de Rodak.

O City cilindrou o Rotherham por expressivos 7-0 e avançou para a 4.ª ronda da FA Cup. Um jogo sem história, que a equipa de Guardiola dominou do princípio ao fim.

Onzes iniciais:

Manchester City FC: Ederson, Kyle Walker, Stones (Danilo, 75’), Otamendi, Zinchenko, Gündogan, Foden, Mahrez, De Bruyne (Sandler, 67’), Sterling (Sané, 57’), Gabriel Jesus

Rotherham United FC: Rodak; Vyner (Wood, 89’), Ajayi, Robertson, Mattock, Forde, Vaulks, Wiles, Taylor (Raggett, 74’), Williams, Smith.

LÊ MAIS: 5 Ligas Internacionais, 5 previsões

Ana Catarina Pereira, a melhor guarda-redes de Futsal do Mundo

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Ana Catarina Silva Pereira, guarda-redes do SL Benfica, começou a jogar Futsal aos 12 anos de idade no clube da sua terra natal, o Vilafranquense. Em 2004, Ana Catarina Pereira dificilmente acreditava que 14 anos depois se viria a tornar a melhor guarda-redes de Futsal do Mundo, mas a verdade é que alcançou mesmo esse objetivo.

Com 13 anos foi convidada a integrar a equipa de futsal de seniores do SL Benfica, acabando por aceitar o desafio, que não iria ser nada fácil de ultrapassar. Todavia, não desistiu daquele que era o seu sonho e hoje é, sem dúvida, uma das jogadoras mais influentes na equipa dos “encarnados” e das jogadoras mais conhecidas tanto no Futsal nacional como no internacional. 

O ano de 2018 foi um ano repleto de troféus coletivos e individuais e de cumprir feitos nunca antes alcançados. A guarda-redes portuguesa venceu, ao serviço do SL Benfica, o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal e a Supertaça, ou seja, venceu todas as competições nacionais onde participou e alcançou assim o pleno. Já ao serviço da seleção nacional, Ana Catarina Pereira foi protagonista juntamente com “Naty”, guarda-redes da CRC Quinta dos Lombos, na passagem à Final Four do primeiro Campeonato da Europa Feminino, que se irá realizar em solo português, em Gondomar.

Ana Catarina Pereira marcou um golo de baliza a baliza durante a qualificação para a Final Four do UEFA Women’s Futsal EURO, em Oliveira de Azeméis
Fonte: SL Benfica

A guarda-redes que veste de águia ao peito foi considerada a segunda melhor guarda-redes do Mundo por duas vezes consecutivas, em 2016 e 2017, pela Futsal Planet. Mas como se costuma dizer “à terceira é de vez” e assim foi. No ano de 2018, o prémio UMBRO Futsal Award para a melhor guarda-redes foi mesmo para Ana Catarina Pereira, ficando a espanhola Silvia Outón em segundo lugar e na posição mais baixa do pódio a russa Anastasia Ivanova.

Este é um prémio individual mais do que merecido para a atleta portuguesa por tudo aquilo que fez enquanto representou o seu clube, o SL Benfica, durante toda a temporada bem como o contributo que deu à seleção de Portugal. A conquista deste troféu revela a qualidade das jogadoras portuguesas e demonstra que o Futsal feminino está em crescendo no nosso país, podendo mesmo ser considerado um dos melhores países do mundo no que respeita à prática da modalidade.

Acredito que a atleta do SL Benfica não se contentará com o que foi conquistado no ano de 2018 e para este ano de 2019, que está agora a começar, os objetivos estão cada vez mais altos. Agora que já venceu o prémio de melhor guarda-redes do mundo, que lhe escapava há muito tempo, vai em busca de realizar outro sonho: o de conquistar a Europa por Portugal.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Janeiro repleto de decisões

O primeiro mês do ano será, certamente, um mês determinante na época do Sporting Clube de Portugal. Com jogos para todos as competições relativas às provas nacionais, os leões terão um mês determinante e que influenciará o resto da época.

No que diz respeito ao calendário, janeiro começou no dia 3 com a receção do Belenenses. Num jogo em que Nani e Wendel voltaram à equipa, os leões superiorizaram-se e bateram os azuis por 2-1, com um golo de Bruno Gaspar e outro de Miguel Luís.

A primeira tarefa foi, assim, passada com distinção. O Sporting jogará a sua segunda partida de janeiro no próximo dia sete e irá deslocar-se a casa do CD Tondela, que vem de três vitórias consecutivas. Depois da ida a Viseu, o Sporting irá receber, no dia 12, o poderoso FC Porto. Os dragões são líderes isolados, vêm de 17 vitórias consecutivas e são apontados como os principais favoritos para vencer o campeonato. Os homens de Sérgio Conceição praticam um futebol ofensivo e intenso. Será que Keizer encontrará a estratégia ideal para combater o jogo azul e branco?

Depois da receção ao FC Porto, os leões jogarão para a Taça de Portugal e irão viajar, no dia 16, até Santa Maria da Feira para defrontar o CD Feirense. Os homens de Nuno Manta Santos ocupam o penúltimo lugar da tabela, mas já provaram que conseguem ser bem competentes. À partida este será o jogo mais fácil do mês, mas os jogos de taça trazem sempre inúmeras surpresas e dificuldades inesperadas. Depois da deslocação ao norte, os homens de Keizer terão pela frente, no dia 19, um Moreirense, que tem dado muito nas vistas. Os comandados de Ivo Vieira ocupam o sexto lugar, têm os mesmos pontos do Vitória SC e nos últimos três jogos do campeonato contam com tantas outras vitórias. Os de Moreira de Cónegos já venceram em pleno estádio da Luz e provaram, por isso, que são capazes de ferir os emblemas da frente.

Pouco tempo depois (dia 23), os leões viajarão até Braga para disputar a Final Four da Taça da Liga. O primeiro jogo será frente aos bracarenses, que jogam em casa e já bateram o Sporting CP para o campeonato. Os homens de Abel quererão certamente conquistar um troféu e as finais desta competição jogam-se mesmo em Braga. Por isso, os bracarenses interpretarão este jogo como crucial para chegarem à vitória da competição. Por sua vez, a final está marcada para o dia 26 e irá opor o vencedor deste conforto com o vencedor do FC Porto vs SL Benfica.

Na Taça da Liga, o Sporting CP é o detentor do troféu
Fonte: Sporting CP

Caso o Sporting chegue mesmo à final da Taça da Liga, o último jogo será mesmo o de dia 26. Caso contrário, está marcada, para dia 30, uma sempre difícil deslocação a Setúbal para defrontar o Vitória FC de Lito Vidigal: décimo segundo classificado, que perdeu os seus últimos seis jogos.

Para o mês de janeiro há duas certezas: a primeira diz-nos que será um mês extremamente complicado, tanto em termos físicos (por haver sete jogos) como em termos de dificuldade dos adversários; a segunda diz-nos que muito do resto da época poderá ficar definido com o que acontecerá neste mês.

Para apimentar ainda mais o calendário, o mês de fevereiro começará com a receção ao eterno rival Sport Lisboa e Benfica.

Foto de Capa: Sporting CP

FC Arouca | A manutenção é uma missão possível!

Situado no extremo nordeste do distrito de Aveiro, o concelho de Arouca abrange uma área de 329,11 km². A sua sede, a vila de Arouca, possui uma população estimada de 3000 habitantes e alberga, desde o ano de 1952, o FC Arouca, emblema que ao longo da última década alcançou uma dimensão nacional.

Os arouquenses ascenderam, num espaço de seis anos, ao mais alto patamar do futebol luso: do Campeonato da Primeira Divisão da Associação de Futebol de Aveiro para a Segunda Liga – num percurso efetuado em três anos – e, daí, para a Primeira Liga, feito logrado três anos depois, em 2013, sob o comando do incontornável Vítor Oliveira.

Ora, se é verdade que o crescimento do clube se processou de forma algo rápida, também num curto período de tempo o cenário se transfigurou.

Se, por esta altura, na temporada de 2015/2016, o FC Arouca era oitavo classificado da Primeira Liga e encaminhava-se para a melhor época da sua história (quinto lugar e, consequente, acesso à Liga Europa), três anos passaram, e o clube encontra-se em zona de despromoção na Segunda Liga – é penúltimo classificado –, em igualdade pontual (12 pontos) com a UD Oliveirense, formação do concelho vizinho de Oliveira de Azeméis, que tem mais um jogo realizado.

A formação arouquense anseia pela sua permanência na Segunda Liga e, assim, garantir o seu lugar ao sol
Fonte: FC Arouca

FC Arouca com um plantel com capacidade para fazer (muito) melhor!

Não obstante o facto de o rendimento apresentado pela equipa arouquense não ser o melhor, a verdade é que o plantel ao dispor de Quim Machado possui alguns elementos de qualidade e é, à data da escrita do artigo, o quinto mais caro da prova, sendo apenas superado pelos de três equipas B (FC Porto, SL Benfica e SC Braga), GD Estoril Praia e FC Paços de Ferreira.

Além disso, a reabertura do mercado trouxe, até agora, alguns reforços experientes, de entre os quais se pode destacar o regresso de Igor Stefanović, guarda-redes sérvio que já deu mostras da sua qualidade no nosso país.

Assim, e pese embora o ano não ter começado da melhor maneira para a turma de Quim Machado, a qualidade existente deixa antever algumas garantias quanto à possibilidade de o FC Arouca se manter nos escalões profissionais.

LÊ MAIS: O Arouca Europeu

Foto de Capa: PF / FC Arouca

 

Santi Cazorla venceu todos os demónios

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O futebol tem destas coisas fantásticas. Uma delas é quando aquele jogador, um dos símbolos do clube, regressa a casa. Depois da grande tempestade veio a bonança. Apesar do Villarreal CF estar numa situação muito sensível na La Liga, é uma alegria ver Santi Cazorla reencontrar-se com o futebol.

O médio espanhol voltou a marcar dois golos numa partida de futebol quatro anos depois e logo contra o Real Madrid, para a 17ª jornada do campeonato no estádio El Madrigal. Os últimos anos em Inglaterra foram muito complicados para o bi-campeão europeu devido a uma grave lesão no tornozelo.

O toque de Santi já o tornava um dos jogadores mais acarinhados de Espanha e as notícias da lesão motivaram ainda mais muitos amantes de futebol.

Em Setembro de 2013, a sua selecção jogava um amigável com o Chile e daí chegou aquela dor tremenda que deu início a um “calvário”, escreveu o jornal diário espanhol Marca. “Vinham-me as lágrimas aos olhos quando o corpo arrefecia”, chegou a dizer. E as múltiplas intervenções médicas surgiram e a maldita dor não tinha fim. Só aumentava, tanto físico como psicologicamente.

A arrepiante capa da Marca em 2017 com o tornozelo de Santi Cazorla
Fonte: Marca

“Disseram-me que se voltasse a caminhar com o meu filho pelo jardim, já me devia dar por satisfeito”, admitiu Santi Cazorla quando surgiu o pior. “Continuava a jogar e diziam que estava bem. O problema é que as feridas não cicatrizavam e voltavam a abrir-se, infectavam… Numa foto até se vê o meu tendão. Vi que tinha uma infeção tremenda, que me danificou parte do osso calcâneo e comeu o tendão de Aquiles. Faltavam-me oito centímetros!”. Foram oito cirurgias até à reconstrução da pele da região do tornozelo de Santi Cazorla.

Abandonou o Arsenal antes da época 2017/18 e voltou aos relvados no arranque desta temporada num dos clubes que cumpriu formação. Tanto o clube como o jogador precisam um do outro para resolver os seus problemas: voltar ao bom futebol e obter resultados. O ritmo está a voltar gradualmente: ainda não fez muitos jogos do início ao fim.

O início de 2019 vai significar o tudo por tudo e a procura pela manutenção no campeonato, está em 17.º lugar com 16 pontos, os mesmos de Athletic Bilbau e Rayo Vallecano, já em zona de despromoção. Há ainda Liga Europa para disputar, onde o adversário dos 16 avos-de-final é o Sporting CP, e a Taça do Rei, o RCD Espanyol está no caminho dos ‘oitavos’.

O “submarino amarelo” apresenta graves erros defensivos, mas tem opções interessantes para todos os sectores.

O novo treinador Luís Garcia (só cumpriu apenas três jogos no comando técnico) vem tentar evitar que surja um afundamento inesperado depois de ter despedido Javier Calleja a 10 de Dezembro de 2018.

Santi Cazorla joga a médio ofensivo e variou muito o seu posicionamento contra o Real Madrid CF entre o meio e a faixa esquerda de ataque. É destro, mas continua com uma capacidade invulgar em jogar com o pior pé. Aos 34 anos ainda contorna 1/2 adversários com aquela ‘pinta’, faz passes de primeira e antecipações comprometedoras para os adversários e sempre de cabeça levantada. Também executa algumas bolas paradas. Incrível para quem esteve em risco de poder deixar de andar. Cazorla prometeu que ia lutar para regressar.

Sem Nicola Sansone, emprestado ao Bologna FC de Itália, é um dos experientes jogadores de ataque, tal como Carlos Bacca (o que marca mais golos na La Liga quando salta do banco, 3), Gerard Moreno e Toko-Ekambi. No meio campo, no Villarreal CF há os experientes Manu Trigueros, Bruno Soriano e Javi Fuego, a veterania que os jovens Pablo Fornals e Santiago Cáseres (argentino contratado esta época ao Vélez Sarsfield) bem precisam. Vicente Iborra, ex-Leicester City, é reforço de inverno e será a nova companhia que pode dar a ligação que a defesa precisa. Victor Ruíz e Ramiro Funes Mori no eixo são nomes viáveis, bem como Miguel Layún, o ex-FC Porto, na esquerda e o espanhol Mario Gaspar. O ex-Atlético Madrid Sergio Asenjo é o guarda-redes.

Deixo alguns rasgos de génio e os golos frente ao Real Madrid CF. “Depois dos momentos que tive que aguentar, marcar contra o Real Madrid é muito especial”.

https://youtu.be/Cb6xGTOLc-Q

Foto de capa: UEFA Europa League/Villarreal CF

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Fernando Andrade: Há nova flecha na Invicta

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Depois de Aboubakar se ter lesionado no início da época com gravidade, era prioritário para Sérgio Conceição arranjar outra alternativa para Marega e Soares, além de André Pereira e Adrián López. Eis que, esta semana, o FC Porto completou a transferência de Fernando Andrade.

O avançado brasileiro de 25 anos chegou à Invicta proveniente do Santa Clara e quem o conhece traça-lhe caraterísticas idênticas às de Marega. Os portistas desembolsaram um milhão e meio de euros para obter o passe do jogador até 2023, mas os insulares ainda ficaram com 25% do valor de uma futura venda do seu ex-capitão.

Começou no Brasil, passou pelo Japão, mas foi em Portugal que se afirmou. Entrou em solo lusitano pela mão do Oriental, na época 2015/2016, onde fez onze golos em 41 jogos. Seguiu-se o Penafiel em 2016/2017, onde o brasileiro apontou nove tentos em 42 partidas.

Por fim, o Santa Clara, onde ajudou os insulares a subir à primeira liga na temporada passada, com 15 golos em 42 jogos e já marcou ao Tondela, Chaves, Nacional e Boavista na presente época. Fernando vem com o rótulo de avançado rápido, possante, forte no duelo com os defesas e bom a nível técnico. Pode jogar pela ala ou como segundo avançado.

Fernando Andrade já pontuou quatro golos esta época pelo Santa Clara
Fonte: FC Porto

Esteve, no mesmo dia, no Dragão e na Luz, mas decidiu-se pelos atuais campeões nacionais, no que, segundo o próprio, em declarações à página oficial do clube, era um desejo já antigo: “Desde que cheguei a Portugal, disse a pessoas bem próximas que a minha vontade era jogar no FC Porto, isso há três anos e meio. Hoje estou a ter essa oportunidade e este é um sonho realizado para mim. Estou muito feliz. A partir do momento que dei a minha palavra ao presidente, não tive qualquer dúvida.”

Depois do maior salto da sua carreira, o novo camisola 37 dos “dragões” está pronto para “dar o litro” com a camisola azul e branca e tentar agarrar o lugar: “Esta é uma grande oportunidade, estou a encarar este desafio como o maior da minha vida e espero aproveitá-lo da melhor maneira. Vou fazer tudo para ser feliz aqui. Vou procurar o meu espaço e, quando tiver a oportunidade, vou procurar agarrá-la da melhor forma possível.”

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Jonas também tem culpa

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Com Rui Vitória finalmente afastado do comando técnico do SL Benfica, há que continuar a olhar para dentro do excelente plantel que está à disposição e a ver os problemas que existem. Um deles foi – e continua a ser – Jonas. Sim, o avançado brasileiro, que já escreveu história na Luz e que, sempre que entra, dá um ligeiro clique ao futebol dos “encarnados”. O “Pistolas” veio de uma época fantástica, enquanto esta ruma, até então, num extremo oposto. Também é uma desilusão no SL Benfica perante aquilo a que habituou os adeptos.

O problema começa no início da temporada e temos de puxar a fita para trás. Jonas tem culpa, mas ele não teve controlo de muita coisa. O clube e especialmente a equipa sentiram isso. Em agosto falou-se da renovação do contrato, ao mesmo tempo que havia uma proposta tentadora das Arábias, um possível regresso ao Brasil e uma lesão complicada na coluna, que se veio a revelar mais tarde como sendo muito comprometedora para a carreira do jogador. Só começou a jogar esta temporada, aos poucos, no final de setembro, como explicamos mais à frente no texto.

Os contornos desta novela foram conhecidos. Foi um (des)amor que durou quase todo o Verão e coincidiu com o arranque de 2018/19. Jonas queria sair porque recebia menos do que alguns jogadores que tinham acabado de chegar ao clube, e voltou atrás na decisão (onde é que já vimos este filme?), dizendo que queria acabar a carreira no Benfica. Nesta altura, os “encarnados” lutavam pelo acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, o primeiro objetivo da temporada que decorre.

Mal aqui a direção do SL Benfica, que reduziu a grandeza que diz ter na preocupação com um ativo. Muita expetativa se criou, muitos avanços e recuos foram especulados pela Comunicação Social. Há que pensar que um momento como este pode voltar a surgir e o SL Benfica tem de contar com o facto de haver todo um mundo sem Jonas no futuro, tal como se deve pensar que há mais vida para além de Jorge Jesus no comando técnico. É fácil colocar todo o peso numa vedeta, mas sabe-se que Jonas é conflituoso por natureza, tem “sangue quente” e demonstra-o em campo nalguns pormenores.

Jonas continua a encantar, mas pede-se mais na época de “Reconquista”
Fonte: SL Benfica

Escrutinando alguns dados para perceber se Jonas realmente está a criar impacto esta época. Em campo, fazendo um longo parêntesis, não me parece tanto como antes. Não passa de um clique – a equipa reage bem, mas, na frente, a criação de vários tipos de oportunidades não surge. Em Portimão vimos isso, especialmente na segunda parte, quando Rui Vitória tinha colocado mais homens no ataque. Jonas, por tudo o que já deu ao SL Benfica, infelizmente não tem passado de uma linha que fica bem escrever. Há classe, está lá (agora, quase) tudo. O futebol “encarnado” não se pode reduzir à bola para a frente e a cruzamentos nas alas, especialmente quando o avançado é Jonas, sozinho.

O Benfica já disputou 31 jogos esta temporada, mas Jonas só participou em 16 partidas, onde marcou nove golos. Regressou aos relvados em dois momentos.

O primeiro, em casa. frente ao Desportivo das Aves (foi lançado para jogar 18 minutos, SLB venceu por 2-0) e fora, diante do GD Chaves, que terminou 2-2, onde jogou os últimos dez minutos “no desespero”. Em ambos os jogos não marcou. Seguiu-se o jogo na Grécia, frente ao AEK, para a Champions, onde supostamente foi poupado para jogar com o FC Porto. Não alinhou em nenhuma dessas partidas.

Golos só surgiram no segundo momento, frente ao Sertanense, para a Taça de Portugal. Jonas fez o terceiro golo, o jogo já estava resolvido. Depois, duas derrotas: 0-2 contra a Belenenses SAD, 1-3 contra o Moreirense FC (marcou o golo “encarnado”).

Entre estes jogos, decorria a fase de grupos da Liga dos Campeões, mas surgiu tarde demais: contra o Ajax, na Luz (marcou o golo do 1-1) e frente ao FC Bayern, em Munique (no 5-1 que ditou o longo início do fim de Rui Vitória).

O melhor momento foi ainda antes e depois da espiral criada após volte-face sobre o despedimento de Rui Vitória. Um golo no reduto do CD Tondela (vitória por 1-3), em casa contra o FC Arouca para a Taça de Portugal (triunfo por 2-1), CD Feirense (golos só surgiram na 2ª parte, 4-0), nas vitórias forasteiras por 0-1 contra Vitória de Setúbal e CS Marítimo e, por fim, goleada na Luz frente ao SC Braga por 6-2 (Jonas marca quando a vitória gorda já estava consumada).

Frente ao Desportivo das Aves para a Taça da Liga e na última jornada frente ao Portimonense SC Jonas não marcou. Nas últimas cinco partidas, o brasileiro nunca jogou durante os 90 minutos. Entrava a meio do jogo, era substituído, ou, no caso da última partida, expulso. Nos últimos meses, o SL Benfica vive uma “desinspiração” ofensiva, talvez nunca antes vista. Não se pode olhar apenas para os números. No meio desta estatística, os dados podem ser animadores e contradizer a argumentação desta texto, mas o que o SL Benfica tem demonstrado em campo pode criar estas dúvidas em torno de Jonas – e não só. Deixei os links de cada rescaldo feito pela equipa BnR em jeito de revisão sobre o que aconteceu nesses jogos (alguns títulos deixam pistas).

Não esquecer também opções falhadas como Ferreyra e Castillo, de que tanto já falamos aqui, e ainda a de Tyronne Ebuehi, que logicamente não escolheu estar gravemente lesionado numa altura destas. O jovem nigeriano, por aquilo que mostrou no Mundial da Rússia, iria ser a opção para render André Almeida, lateral direito, uma das irritações dos benfiquistas. Deixo essa conversa para “futuras guerras”, porque também há o estranho caso de Corchia.

Bruno Lage só terá tempo para recuperar o ânimo dos jogadores para os próximos encontros dos “encarnados”, e isto não acontecerá de um dia para o outro. Vai demorar algum tempo, até porque foram anunciadas mexidas, e não só. Jogadores podem entrar, mas o mais provável é saírem, e uma das quatro frentes em que o SL Benfica está inserido pode cair, ou ser um sucesso. No final de janeiro há final four da Taça da Liga, que começa com o FC Porto – que continua a vencer jogos – e pode acabar com jogo diante do Sporting CP ou do SC Braga.

Ainda sobre Jonas, porque não tentar arriscar meter Castillo e/ou Ferreyra no jogo com o Rio Ave FC? Tendo em conta que Seferovic mostra ser o mais esforçado, e havendo mais avançados, vai o SL Benfica continuar a jogar com o brasileiro sozinho na frente? Chatices, mas Jonas precisa de ter a noção de que a fasquia baixou. Pode continuar-se a colocar o “Pistolas” como um dos melhores, e bem, mas, no presente momento, está longe do seu melhor. Parece complicado ser um bom avançado em Portugal.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Manchester United FC 2-0 Reading FC: Red devils seguem em frente, Solskjaer segue invicto

No quinto jogo ao comando dos red devils, Ole Gunnar Solskjaer e o seu Manchester United recebiam o Reading Football Club em casa, procurando manter o seu registo 100% vitorioso e progredir na competição futebolística de clubes mais antiga do mundo, a FA Cup.

A equipa da casa, frente a um adversário da segunda divisão, entrou por cima e confirmou o favoritismo aos 23 minutos, quando o árbitro, após consultar o VAR, considerou que Liam Moore derrubou Juan Mata dentro da grande área. O espanhol ganhou a falta e converteu a grande penalidade, fazendo o 1-0.

O Reading respondeu bem e em duas situações de contra-ataque deu problemas a Sergio Romero.

No fim da primeira metade era a equipa forasteira que estava mais perto do golo, mas foi o Manchester United que conseguiu ampliar a vantagem.

Após uma transição rápida, Alexis Sànchez rasgou a defesa adversária com um passe que encontrou Romelu Lukaku. O belga fintou o guarda redes, Anssi Jaakkola, e encostou para a baliza vazia e fez o 2-0.

Na segunda parte, Solskjaer procurou dar minutos aos jogadores mais jovens, lançando Thaith Chong e Marcus Rashford. O Reading ainda ameaçou, obrigando Romero a fazer uma defesa monumental aos 52 minutos.

Tahith Chong fez a estreia oficial pelos red devils
Fonte: Manchester United

A equipa visitante sai de Old Trafford amargurada, sabendo que podia, no mínimo, ter feito um golo. No final de contas, os red devils foram melhores e conseguem seguir em frente na Taça de Inglaterra, mantendo o registo totalmente vitorioso do novo treinador.

LÊ MAIS: 5 nomes para onde pode apontar a Luz

Onzes Iniciais e substituições:

Manchester United FC: S. Romero; A. Young; P. Jones; M. Darmian; D. Dalot; A. Pereira; S. McTominay; Fred (M. Fellaini, 61’); A. Sanchéz (M. Rashford, 64’); J. Mata (T. Chong, 61’); R. Lukaku.

Reading FC:  A. Jaakkola; O. Richards; L. Moore; T. Ilori (S. Aluko, 46’); A. Yiadom; A. Rinomhota; L. Kelly; C. Harriott (Y. Meite, 76’); J. Swift; G. McCleary (M. Barrow, 61’); D. Loader.

5 nomes para onde pode apontar a Luz

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Com a saída de Rui Vitória do comando técnico do Sport Lisboa e Benfica, a Direção “encarnada” optou por colocar interinamente o até então treinador da Equipa B, Bruno Lage, como treinador principal. Mas será esta uma opção para um ou dois jogos, para manter até ao final da temporada, ou para ficar?

Neste artigo, dou a minha visão sobre quais seriam as melhores opções para suceder ao cargo do treinador ribatejano. Custa-me até apresentá-las por ordem de preferência, pois todas elas seriam belíssimas opções para o lugar.