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Manchester City FC 2-1 Liverpool FC: Citizens relançam luta pelo título

O Etihad Stadium recebeu o último e mais esperado jogo da jornada 21 da Premier League, colocando frente a frente o campeão em título e o atual líder.

O Manchester City FC entrou em campo a sete pontos do Liverpool FC e jogava-se a continuidade dos citizens na luta pelo título. Em comparação com a ronda anterior, Pep Guardiola efetuou quatro alterações no seu XI inicial, enquanto que Klopp apenas promoveu a entrada de Milner e Henderson, procurando dar mais consistência defensiva ao setor intermediário.

A expectativa era de um jogo recheado em oportunidades e quiçá de golos, mas não foi a isso que assistimos na primeira parte, com os primeiros 45 minutos de jogo a resumirem-se a dois lances de perigo para cada lado.

Primeiro foi o Liverpool, aos 18 minutos, por intermédio de Sadio Mané na sequência de uma brilhante triangulação com Firmino e Salah, que atirou ao poste da baliza defendida por Ederson. Na ressaca da jogada Stones salva os citizens com um corte providencial num lance em que a “line goal technology” decifrou que o Liverpool ficou literalmente a milímetros de se lançar na frente do marcador.

Já próximo do apito para intervalo surge finalmente a resposta do City com uma oportunidade digna de assim ser chamada e Kun Agüero a passe de Bernardo Silva aplica um potente remate de ângulo apertado que bate Alisson e faz o 1-0.

Momento do golo inaugural
Fonte: Premier League

No segundo tempo, os adeptos não saíram defraudados, pois finalmente se viu um jogo rápido e intenso com ambas as equipas a apostarem num estilo de jogo mais vertical e a criarem mais ocasiões de perigo.

À passagem da hora de jogo, o Liverpool foi eficaz e chegou à igualdade num lance bem trabalhado, que começou nos pés de Alexander-Arnold e terminou com o cabeceamento de Firmino, revelando a defesa do Manchester City alguma passividade.

O golo do empate desbloqueou a partida sobretudo na medida em que o Manchester City transformou o domínio na posse de bola num maior caudal ofensivo, o que abriu espaços entre setores, potenciando contra-ataques perigosos.

Aos 77 minutos, num lance passível de fora-de-jogo o City volta à liderança do resultado com uma soberba finalização por parte de Leroy Sane.

Até ao final, foi o Manchester City quem mais esteve perto de marcar, contudo não se livrou de um grande susto quando Salah na cara de Ederson não conseguiu concretizar devidamente.

O Manchester City alcançou os três pontos justamente, pois foi a equipa que mais perigo criou e aquela que nunca prescindiu do seu jogo ofensivo. Com esta vitória, o conjunto de Pep Guardiola relança a luta para o título e reduz distâncias precisamente para o Liverpool.

Onzes Iniciais e Substituições

Manchester City: Ederson Moraes, Danilo, Vincent Kompany (Otamendi, 88′), John Stones, Aymeric Laporte (Walker, 86′), Bernardo Silva, David Silva (Gundogan, 65′), Fernandinho, Raheem Sterling, Kun Agüero e Leroy Sané.

Liverpool: Alisson Becker, Virgil van Dijk, Dejan Lovren, Andy Robertson, Alexander-Arnold, Gini Wijnaldum (Sturridge, 86′), James Milner (Fabinho, 56′), Jordan Henderson, Roberto Firmino, Sadio Mané (Shaqiri, 77′) e Mohamed Salah.

CD Aves 0-1 FC Porto: Dragão soma, segue e aumenta vantagem na frente

O FC Porto venceu o Desportivo das Aves por 0-1 e aumentou as distâncias na frente da tabela. Éder Militão, no primeiro tempo, foi o autor do único golo da partida.

No encontro que fechou a primeira jornada de 2019, os dragões entraram em campo com conhecimento dos resultados de SL Benfica, Sporting CP e SC Braga. E se leões e guerreiros do Minho venceram os seus duelos, os encarnados não passaram em Portimão e o FC Porto, em caso de vitória, sabia que aumentaria a vantagem para o segundo classificado.

Depois do fecho da fase de grupos da Taça da Liga, José Mota optou por manter o mesmo onze que empatou na receção ao SL Benfica. Já Sérgio Conceição voltou a colocar Casillas na baliza e fez Soares regressar à titularidade, num onze inicial igual ao que venceu o Rio Ave na última jornada do campeonato.

Sem a pressão de ser o último dos da frente a entrar em campo, o FC Porto deu o pontapé de saída na partida e mostrou desde logo vontade de vencer. Herrera foi o primeiro a ameaçar a baliza de Beunardeau, ao minuto oito, depois de uma defesa incompleta do guardião avense, mas o remate saiu por cima. Dois minutos depois foi Marega a surgir isolado na cara do guarda-redes do CD Aves, mas Beunardeau de cabeça, já fora da área, limpou o lance.

Em destaque no encontro o francês voltou a mostrar serviço à passagem do minuto 16, após cabeceamento de Soares. Na recarga, Marega atirou ao poste. Com os azuis e brancos a dominarem, Casillas fez a primeira defesa ao minuto 20, na sequência de um livre da formação da casa, ainda que sem dificuldade e, na resposta, Soares voltou a testar Beunardeau, que respondeu com nova boa defesa.

Em menos de cinco minutos o FC Porto marcou dois golos, mas apenas um contou para a história do jogo. Aos 23’ Soares fez mexer as redes avenses pela primeira vez mas estava em posição de fora de jogo e, aos 25’, foi Éder Militão a abrir o marcador. Numa jogada de insistência a bola sobrou para o central, com Jorge Felipe a falhar o corte, e Militão fez o primeiro do jogo.

O CD Aves tentou crescer depois de ficar em desvantagem mas o FC Porto foi mantendo o controlo e, aos 36 minutos, Danilo fez novamente golo, que foi novamente anulado. João Pinheiro, com a ajuda do VAR, não validou o lance por posição irregular do internacional português. Em cima do intervalo livre em zona perigosa para o Desportivo das Aves, batido por Rodrigo, mas que não importunou verdadeiramente Casillas.

Soares teve um golo anulado na partido
Fonte: Liga Portugal

No início do segundo tempo a formação às ordens de José Mota entrou disposta a recuperar a igualdade e Amilton, com um cruzamento perigoso na direita do ataque, obrigou a defesa azul e branca a aplicar-se no corte. Aos 54 foi Derley a aparecer com perigo na área e a cabecear ao lado da baliza de Casillas.

A permitir um Aves mais ousado, o FC Porto criou perigo ao minuto 60, na sequência de um livre cobrado por Alex Telles. Danilo voltou a aparecer na área, à semelhança do lance da primeira parte, mas cabeceou ao lado. Numa fase em que o jogo estava partido e sem ocasiões claras de parte a parte, foi o Aves a criar novamente perigo. Nildo, dentro da área, permitiu o corte crucial de Felipe e, na recarga, Baldé atirou por cima.

Com as substituições de Sérgio Conceição a apostarem no reforço do meio campo e as de Mota a dar sinal claro de ataque à baliza portista, os instantes finais ficaram marcados pelas investidas do Desportivo. Casillas, a defesa azul e branca e mesmo a falta de pontaria avense evitaram o golo do empate. No último lance do encontro novo livre perigoso para o Aves, tal como no final do primeiro tempo, com Nildo a enviar com estrondo a bola à barra.

Com esta vitória o FC Porto conseguiu aproveitar o deslize do Benfica e aumentar distâncias na frente da tabela. Com a 17.ª vitória consecutiva, os dragões somam 39 pontos na liderança da tabela. Já o CD Aves mantém-se nos últimos lugares da classificação.

Onze inicial CD Aves: Beunardeau, Rodrigo, Ponck, Jorge Felipe, Vítor Costa, Rúben Oliveira (Bruno 74’), Falcão, Vítor Gomes, Amilton (Nildo 60’), Derley e Baldé (Elhouni 88’)

Onze inicial FC Porto: Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Herrera, Corona (Adrian López 89’), Brahimi (Hernâni 77’), Marega e Soares (Óliver 77’)

O fim da linha: Rui Vitória já não é treinador do SL Benfica!

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Depois da derrota por 2-0 com o Portimonense SC, Rui Vitória não resistiu às fortes contestações e a decisão é oficial: já não é treinador do SL Benfica.

O acordo foi selado numa reunião com Luís Filipe Vieira e coloca um ponto final ao percurso de três épocas e meia do treinador, e num contrato válido até junho de 2020. Daqui para a frente, até com uma comunicação oficial, Bruno Lage irá assumir o comando técnico de forma interina.

A sequência de acontecimentos que levaram a esta decisão começou em novembro, com uma série de maus resultados e exibições pouco convincentes. As derrotas com Moreirense FC, Belenenses SAD e o percurso desastroso na Liga dos Campeões, com a eliminação e a goleada com o Bayern Munique à cabeça, foram cruciais, mas Luís Filipe Vieira não atirou a toalha ao chão e, apesar do pedido dos adeptos para a rescisão de Rui Vitória, reforçou o voto de confiança no treinador numa conferência de imprensa no final do mês de novembro. As principais impressões e opiniões sobre estas declarações estão presentes num artigo da minha autoria.

A decisão acontece dois meses depois do voto de confiança dado por Luís Filipe Vieira, em novembro
Fonte: SL Benfica

Muito sinceramente, e tratando-se este de um texto de opinião, esta notícia não é surpresa nenhuma e é fruto, única e exclusivamente, de uma filosofia retardada que Rui Vitória implementou esta temporada. A equipa não estava a jogar com garra, fé e crença, e os resultados falam por si. A derrota de ontem foi a prova provada daquilo que tem sido falado nos últimos meses. O percurso de Rui Vitória estava por um fio, e cada jogo – e consequente resultado – servia de prova de que merecia realmente manter-se como treinador, de modo a encontrar uma justificação para a escolha de Luís Filipe Vieira. Justificação essa que nunca convenceu particularmente!

Hoje, o grito de alerta que já pairava na Luz há algum tempo foi dado, e a decisão tomada foi a mais correta! Não se esperava outra coisa desde que o presidente defendeu, em viva voz, Rui Vitória. Eram necessárias provas e, após uma sequência de bons resultados com exibições muito pobres, a derrota com o Portimonense foi o culminar de toda esta história.

Com esta decisão, o capítulo “Rui Vitória no Benfica” termina! Para já, e até decisão em contrário, Bruno Lage é o treinador interino. Renasce, então, um novo capítulo, em que se espera que seja feito jus às principais caraterísticas deste clube que tanto nos envaidece: raça, crença, luta, fé, vitórias, títulos, conquistas…

Que a partir de hoje se comece a pensar num futuro risonho, com tudo aquilo que o clube e os adeptos merecem! Já chega de “jogar lento”, citando Luís Filipe Vieira, vamos passar a jogar a sério!

Saudações benfiquistas!

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting CP 2-1 Belenenses SAD: Os pastéis também são doces de Natal

De novo no pódio! A Primeira Liga continua ao rubro nesta jornada a meio da semana e com nova alteração nos três primeiros classificados: o Sporting CP venceu hoje Os Belenenses SAD por 2-1 e regressou assim ao segundo lugar da competição, esperando o resultado do jogo do FC Porto, frente ao Aves, para saber a distância para a liderança.

Para o duelo com os “azuis dos Restelo”, Marcel Keizer fez regressar alguns dos seus melhores jogadores. A verdade é que o Belenenses SAD ocupava um honroso oitavo lugar à entrada para esta 15ª jornada, não havendo assim lugar para poupanças: nos “leões” voltaram Wendel e Nani – ambos recuperados de lesão -, e no Belenenses regressaram Muriel, Diogo Viana, Sasso, Gonçalo Silva, Zakarya, Licá e Fredy (mais de meia-equipa nova, face ao último jogo, frente ao FC Porto).

A partida começou num início de noite muito frio, mas que poderia ter ficado gelado, não fosse a má pontaria dos jogadores do Belenenses e alguma infelicidade. Início avassalador dos homens do Restelo, que ao quinto minuto já tinham três remates muito perigosos: Licá, por duas vezes, e Eduardo, sempre ao lado, ameaçaram um início tenebroso para os “leões”, à semelhança do que tem acontecido no início dos últimos jogos do Sporting.

Ao minuto oito, Acuña e Muriel fizeram levantar o estádio. Boa combinação entre Nani e o lateral argentino, com este a atirar muito forte e rasteiro para a defesa da noite do guarda-redes belenense. Reflexos apuradíssimos do guardião, que é irmão de Alison Becker, também guarda-redes, no Liverpool. A partir daqui, o Sporting pegou no jogo e, ainda que sem ocasiões reais de golo até ao minuto 30′, controlou a partida.

À meia-hora de jogo, Alvalade “gelou” de novo. Má entrega de Acuña, Fredy aproveitou, foi por ali fora, e depois de uma corrida de trinta metros rematou ao ferro da baliza defendida por Renan Ribeiro. O gelo foi removido logo de seguida: que bomba de Nani, a tabelar em Wendel e a acertar no poste da baliza belenense. Toma lá dá cá em bolas no ferro e nulo ao intervalo, com ânimos acesos e muitos nervos à flor da pele na casa do “leão”.

Na segunda parte, o Sporting voltou a entrar com o controlo da partida, mas novamente sem o materializar em ocasiões de perigo. O Belenenses defendia bem, com cinco homens no eixo defensivo, e fechava cada vez mais o espaço a um “leão” a perder criatividade. Ao minuto 57′ lá caiu a muralha: Nani deu para Diaby, à entrada da área, esperou pela subida do lateral Bruno Gaspar e assistiu-o para o primeiro golo. Ou quase. O golo foi atribuído a Sasso, na própria baliza, por desvio do jogador belenense no cruzamento de Bruno Gaspar. Aberto o marcador do jogo para o Sporting.

O golo teve o condão de abrir o jogo e de voltarmos a ver azul no ataque. Aos 60′ e 62′, Licá e Henrique, respetivamente, tentaram empatar a partida, mas os dois remates foram facilmente defendidos por Renan. Do outro lado, ao minuto 65′, Mathieu tentava voltar aos golos de livre, mas desta vez foi Muriel a defender.

Até ao minuto oitenta, o ritmo do jogo continuou baixo, com o Sporting a dominar a posse, mas mais em contenção do que em movimento ofensivo. Aliás, a entrada de Petrovic para o lugar de Wendel ao minuto 72′ demonstrou isso. Mas como quem domina se arrisca a marcar, foi isso que fez o Sporting. E que golo! Miguel Luís recebeu a bola à entrada da área e do lado esquerdo e lá foi um míssil a entrar no ângulo. Sem hipóteses para Muriel e confirmação da vitória leonina.

Miguel Luís no momento em que se prepara para marcar o segundo golo leonino
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

E ainda bem que essa chegou, porque ainda antes do final da partida o Belenenses SAD preparou um final à moda de Hollywood. Estava o árbitro a mostrar a placa do tempo de compensação – de quatro minutos – quando Fredy marcou para os azuis. Bom trabalho de Licá na esquerda, meteu no coração da área e o avançado, na recarga a uma primeira grande defesa de Renan, fez o 2-1 final.

O Sporting regressa assim ao segundo lugar, ficando, provisoriamente, a dois pontos do líder FC Porto, que joga esta noite no terreno do CD Aves. Para o campeonato e em casa, os “leões” só têm vitórias, sendo que o próximo jogo em Alvalade é… contra o FC Porto. Preparem-se as pipocas.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Renan Ribeiro; Bruno Gaspar; Sebastian Coates; Mathieu; Acuña; Gudelj; Wendel (Petrovic, 72′); Miguel Luís; Nani (C) (Raphinha, 69′); Bas Dost e Diaby (Jovane Cabral, 87′).

Belenenses SAD: Muriel; Eduardo; Sasso; Licá; Diogo Viana; Fredy; Zacarya; André Santos (Ousmane Dramé, 82′); Gonçalo Silva (C); Lucca (Dalcio, 67′); Nuno Coelho (Henrique, 53′).

Força, Zicky!

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Muitos jovens, meninos e meninas, sonham em representar as equipas séniores do Sporting Clube de Portugal. Uns vão sonhando nos recreios das escolas, nos jogos com os amigos, imitando os craques que vêm na televisão, nos estádios ou pavilhões; outros, mais próximos do clube, pertencem mesmo aos escalões de formação do Sporting e sonham diariamente, treino após treino, jogo após jogo, com a estreia na equipa principal da sua modalidade.

Izaquiel Gomes Té, mais conhecido por Zicky no Futsal, é certamente um destes últimos casos. Com apenas 17 anos de idade, estreou-se na equipa sénior leonina em outubro de 2018, selando o último golo da formação de Nuno Dias em pleno João Rocha diante do Burinhosa. O jovem jogador tornou-se, com esse golo, no atleta mais jovem a marcar no campeonato nacional da modalidade.

Após esse feito, Zicky tem-se comportado como um menino que vive um sonho. Vai marcando, por vezes, presença nos treinos da equipa sénior do Sporting e vai sendo chamado por Nuno Dias para os jogos do campeonato nacional.

Apesar do golo marcado diante do Burinhosa, tal feito não o fez perder a noção de onde estava e, com os pés bem assentes na terra, disse muito claramente ao Jornal Sporting numa entrevista que concedeu após a efeméride: “Não é porque marquei um golo que passei a ser melhor do que outros”. Esta humildade é a base, como sabemos, para o crescimento de qualquer atleta.

A formação leonina, em todas as modalidades e escalões, deve contemplar o desenvolvimento desportivo dos atletas, é certo, mas, sobretudo, o seu desenvolvimento ético, cívico e humano. Não há verdadeira formação desportiva se não se incutir, desde muito cedo, os valores do respeito pela diferença, do saber perder e saber vencer, respeitando sempre o adversário.

O técnico Nuno Dias está sempre atento aos talentos da formação leonina. Zicky é a sua “presa” mais recente
Fonte: Sporting CP

O jovem Zicky tem ainda um longo caminho pela frente. Nuno Dias, sempre atento à formação do Futsal leonino, abriu as portas do mundo do Leão a este pivot. E ele parece estar a corresponder da melhor forma: depois de ter marcado no jogo de estreia, memorizou a receita e voltou a marcar na goleada imposta ao Unidos Pinheirense por seis bolas a zero.

Para que o pivot canhoto singre na equipa principal terá que continuar a mostrar a humildade que o caracteriza e a aprender com os melhores da modalidade. Para já, Zicky tem dado mostras, dentro e fora da quadra, das suas qualidades como jogador e homem. Força, Zicky!

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

10 previsões para a NBA em 2019

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O ano novo está aí e na NBA haverá muita história para contar, desde o jogo All-Star ao campeão, passando pelo draft e uma free agency carregada de talento. A seguinte lista pretende prever alguns dos acontecimentos da nova temporada, uns mais prováveis que outros, de forma cronológica.

Como foi a última passagem de ano?

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Os objetivos de uma equipa como o Benfica repetem-se de ano para ano, de época para época. Todas as épocas contam com os mesmos objetivos ambiciosos de vencer o total das competições em que está inserido e de chegar o mais longe possível nas competições europeias. Porém, como é óbvio, nem todos os anos esses objetivos se concretizam.

Enquanto esperamos pelas 12 badaladas para mastigar as passas e ver o fogo de artifício, vamos fazer uma comparação do Benfica na altura da passagem de ano de 2017 e na passagem de ano de 2018.

No final de 2017, o Benfica estava em terceiro lugar, com 37 pontos. O líder era o FC Porto, que estava a três pontos dos encarnados. Os pontos foram fruto de 11 vitórias, quatro empates e uma derrota – no Bessa, por duas bolas a uma. Tinha já enfrentado o FC Porto no Dragão, onde empatou num jogo sem golos. Na Luz, venceu o Braga por 3-1 logo na abertura na jornada e preparava-se para enfrentar o Sporting CP em casa, logo na abertura do ano.

Nas taças, já tinha sido eliminado da Taça de Portugal, nos oitavos de final, contra o Rio Ave, num jogo com prolongamento. Na Taça da Liga, caiu na fase de grupos ao não conseguir ultrapassar o vencedor do grupo, Vitória FC, na última jornada. Nos jogos anteriores tinha empatado com Braga e Portimonense.

No que toca às competições europeias, o Benfica já se tinha despedido há bastante tempo da Europa ao fazer a pior época de sempre na Liga dos Campeões – zero pontos, seis derrotas, catorze golos sofridos e apenas um golo marcado.

Havia, portanto, um cenário de Benfica ferido. Um Benfica que apenas lutava pelo campeonato que ambicionava vencer e pelo pentacampeonato, de forma a limpar a época miserável até à passagem de ano. No entanto, isso não aconteceu.

Este fim de ano temos um Benfica em mais frentes, mas ainda com pouco brio.

Está em terceiro lugar, com 32 pontos – menos cinco pontos que no ano anterior. Está a quatro pontos do líder FC Porto, que se desloca hoje à Vila das Aves, podendo alargar a vantagem. Estes pontos foram o reflexo de dez vitórias, dois empates e três derrotas – duas consecutivas contra o Belenenses SAD e Moreirense FC, e uma a abrir o ano frente ao Portimonense SC. Já enfrentou o Sporting na Luz, com empate a uma bola; FC Porto, no reduto encarnado, vencendo por uma bola a zero; e o Braga, também na Luz, ao golear os minhotos por 6-2.

O maior desejo de ano novo, aquele que se repete, é o Benfica campeão e o Marquês assim em maio
Fonte: SL Benfica

Quanto às taças, os encarnados mantêm-se na Taça de Portugal, tendo ultrapassado a custo o CDC Montalegre nos oitavos de final. Irá enfrentar o Vitória SC, em Guimarães, nos quartos de final da prova. Na Taça da Liga, garantiu acesso, também a custo, à ‘final four’ da competição, ao empatar contra o CD Aves na última jornada. Tinha já vencido Rio Ave e Paços de Ferreira.

Por fim, na Liga dos Campeões, houve uma melhoria – também pouco poderia piorar –, terminando em terceiro lugar com sete pontos, e sendo despromovido para a Liga Europa. Irá enfrentar o Galatasaray SK nos 16 avos de final da prova.

Temos um Benfica ainda em todas as competições e também inserido na Liga Europa. Desta forma, os encarnados podem tentar concretizar os pedidos de ano novo de vencer todas as competições caseiras e ambicionar uma vitória europeia. Contudo, as coisas não são assim tão fáceis, pois os encarnados estão com um futebol tão – ou mais – pobre do que aquele que praticavam há um ano.

O treinador é o mesmo, Rui Vitória, mas a contestação dos adeptos quanto à sua saída é maior do que no ano transato. O presidente também se mantém, mas os adeptos apelam ao despedimento do treinador – a resistência de Vieira neste ponto acaba mesmo por colocar a sua posição como presidente do clube em causa, pois muitos adeptos estão a perder a confiança e a paciência para com o atual presidente.

Em suma, o Benfica está melhor nas competições, mas parece que, mesmo estando nelas, é mais difícil vencê-las do que era no ano passado, devido à instabilidade exibicional dos encarnados. O treinador está na corda bamba e a perspetiva de um futuro longe de Rui Vitória ao leme do Benfica é mais pequena do que na última vez em que se ouviram as 12 badaladas.

Pede-se que o novo ano traga novo treinador, novo futebol, melhores exibições e uma maior perspetiva de futuro de sucesso.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Portimonense SC 2-0 SL Benfica: Centrais “goleadores”

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O Sport Lisboa e Benfica visitou a casa do Portimonense na primeira jornada de ambas as equipas no ano de 2018. O Benfica deslocava-se a Portimão para procurar mais uma vitória depois do 1-0 frente ao Marítimo, e a equipa do Portimonense procurava a terceira vitória consecutiva para a Liga NOS. A equipa de Portimão entrou em campo com um meio-campo bem preenchido, onde Jackson Martinez era a peça mais ofensiva e, no seu apoio, estavam Nakajima, Dener e Paulinho. Do lado encarnado nenhuma mudança foi feita, comparando com os últimos encontros.

A partida iniciou-se e muitas foram as dificuldades do coletivo de Rui Vitória em estabelecer-se na partida. A falta de organização e de sucesso nas linhas de passe mostravam um Benfica muito verde contra um Portimonense que trazia a lição bem estudada. Essa lição tinha como pontos importantes a participação do craque da equipa, Nakajima, na construção de lances de contra-ataque ou a procura de desequilíbrio perante os defesas encarnados. O primeiro golo da partida mostrou isso mesmo: uma jogada pelo lado esquerdo do ataque da equipa de Folha, com cruzamento do pé esquerdo de Wilson Manafa, e Rúben Dias, a tentar cortar, faz a bola entrar para o funda da baliza de Odisseas.

Após o golo sofrido, o Benfica continuou com imensas dificuldades em entrar no último terço do terreno e conseguiu apenas duas vezes: a primeira, após cruzamento de pé esquerdo de Zivkovic, Jardel subiu alto e cabeceou o esférico para as mãos de Ricardo Ferreira. O guarda-redes de 29 anos defendeu a dois tempos, mas defendeu. Poucos minutos depois, o Benfica voltou a criar perigo à baliza da equipa de Portimão, com Jonas a rematar de livre e a fazer a bola passar a uns dois palmos a barra da baliza do português.

O segundo golo do Portimonense aconteceu aos trinta e oito minutos, com mais um auto-golo encarnado. Desta vez foi Nakajima a procurar o espaço de Jackson Martinez, mas Jardel, na tentativa do corte, depois de Odisseas falhar a defesa, introduziu a bola para o interior da baliza e reagiu colocando as mãos à cabeça. O Benfica sofria assim o segundo golo, mais um auto-golo.

A restante primeira parte não foi diferente do jogo até ao segundo golo. Continuou a ver-se os jogadores do Benfica sempre atrás da linha da bola e a não conseguirem subir no terreno. Apenas Jonas era o jogador que podia receber a bola em terrenos mais superiores, mas nunca tinha colegas de equipa próximos para o auxiliar.

No meio de tanto desespero nas bancadas, Zivkovic tem sido um dos jogadores com mais apoio vindo dos adeptos. O jogador esperou e agarrou finalmente a titularidade
Fonte: SL BenficaSL Benf

A segunda parte trouxe mudanças no onze da equipa de Rui Vitória. Franco Cervi e Gedson Fernandes sentaram-se no banco de suplentes para dar o lugar a Seferovic e Salvio. Duas mudanças que trouxeram um Benfica diferente para a segunda parte. Um Benfica com mais velocidade, com mais ocasiões no meio-campo da equipa de Portimão. Um Benfica que procurava, com rapidez, reduzir a desvantagem no marcador. A entrada de Seferovic deu mais liberdade a Jonas para aparecer em zonas mais recuadas do terreno deixando o suíço sozinho para finalizar.

Contudo, depois de um amarelo aos 63 minutos, Jonas acabaria expulso da partida por falta sobre o guarda-redes do Portimonense. Num lance no ar, tentando disputar a bola, o pé do avançado brasileiro bateu na face de Ricardo Ferreira, deixando-o a sangrar da cara. Um lance que foi revisto pelo vídeo-árbitro, contribuindo para a decisão final de expulsar o camisola 10 do Benfica.

A ordem de expulsão foi decisiva para a restante segunda parte, com a equipa de Portimão a respirar de alívio pela saída do jogador que mais estava a contribuir para a construção de jogo da parte encarnada. O cartão vermelho tirou o apoio a Seferovic e o Benfica deixou de conseguir jogar pelo meio do terreno, passando a jogar pelas alas, onde se encontravam Zivkovic e Salvio. Uma forçada mudança de estratégia que em nada contribuiu para a aproximação da equipa benfiquista da baliza contrária.

A partir da expulsão, o técnico da equipa da casa, António Folha, iniciou uma série de três substituições para contrariar os possíveis momentos de ataque do Benfica, dando energia ao meio-campo, oferecendo descanso a Jackson Martinez e uma grande salva de palmas ao talento do oriente, Nakajima, jogador que poderá estar de saída do coletivo algarvio.

Na reta final da partida, entrou João Felix e saiu André Almeida. Uma substituição que não foi surpresa, tentando Rui Vitória dar mais unidades para a posição de médio/avançado, nunca chegando a ter o resultado pretendido. O Benfica, além de se ressentir por estar a jogar com menos um, mostrou o cansaço habitual com o aproximar dos noventa minutos.

O Benfica começou o ano com o pé esquerdo, perdendo três importantes pontos num terreno tradicionalmente difícil. A equipa do Portimonense venceu com mérito, jogando com muita inteligência, tapando a dinâmica do corredor do Benfica e aproveitando os contra-ataques com a melhor das eficácias.

E vão 16 vitórias consecutivas!

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Sérgio Conceição tem feito um extraordinário trabalho ao comando dos azuis e brancos e a prova disso foi o recorde que recentemente atingiu ao conquistar a 16ª vitória consecutiva.

Ao bater o Belenenses por 2-1, ultrapassou o registo de Artur Jorge, um treinador marcante na história do FC Porto que, na época de 1984/85, tinha o registo de 15 vitórias consecutivas em todas as competições. O próximo objetivo é bater o recorde que está na posse de Jorge Jesus que, na época 2010/11, conduziu o SL Benfica a 18 vitórias consecutivas.

É de salientar que, cinco destas 16 vitórias, foram conseguidas no panorama europeu, algo que fez com que o FC Porto fosse a equipa com mais pontos conquistados nesta fase de grupos da Liga dos Campeões. Sérgio Conceição já demonstrou toda a sua competência mas estes registos são mais um comprovativo da qualidade do seu trabalho.

Sérgio Conceição tem feito “magia” ao comando do FC Porto
Fonte: FC Porto

Apesar do nível exibicional desta época ainda não ter atingido a qualidade da época passada, a consistência da equipa, a capacidade de virar resultados, a rotação que é feita sem que a equipa perca qualidade, são alguns dos fatores que demonstram que, neste momento Sérgio Conceição, é o melhor treinador do nosso Campeonato e está, na minha opinião, no top três dos melhores treinadores Portugueses.

Tudo isto é feito em tempo de “vacas magras”, o dinheiro não abunda e o regresso de jogadores emprestados foi uma das soluções encontradas, com o treinador portista a potenciar jogadores que hoje valem milhões quando antes valiam “tostões”. Hoje em dia o FC Porto com a venda de três ou quatro jogadores consegue facilmente fazer 150 milhões de euros.

Conquistar títulos, ajudar o clube a recuperar as suas finanças, melhorar o ranking europeu do clube (neste momento ocupa o nono lugar), melhorar a media de assistências no dragão. Tudo isto apenas num ano e meio de trabalho no comando dos azuis e brancos. Prevejo que os sucessos continuem em 2019!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

CD Santa Clara 1-2 CD Tondela: Uma (Pité)da de eficácia deu a vitória

O Estádio de São Miguel foi palco do primeiro jogo do ano da Primeira Liga, um encontro que opôs a formação da casa, o CD Santa Clara (oitavo classificado) ao CD Tondela (14.º classificado), equipas que se encontravam separadas por oito pontos.

O jogo iniciou com o Tondela a aventurar-se mais no ataque e, consequentemente, a obrigar o guarda-redes Serginho a aliviar para zona perigosa um remate do avançado Tomané. Por seu turno, o Santa Clara, com pouca fluidez no seu jogo, denotou algumas dificuldades ao nível da construção, com o seu trio de médios a falhar vários passes. Por conseguinte, as oportunidades de golo foram escassas para equipa da casa.

O nulo no marcador ao intervalo era um espelho do mau futebol praticado por parte de ambas as formações, ao cabo dos primeiros 45 minutos.

Após o reatar da partida, a equipa visitante voltou a surgir mais agressiva. No minuto seguinte ao início do segundo tempo, Murillo obrigou o guardião Serginho a aplicar-se.

Pese embora a maior agressividade da equipa de Pepa, voltou a assistir-se a um futebol pobre, sem criatividade de parte a parte.

Assim, o desfecho da partida acabou por estar ligado a uma substituição efetuada pela equipa visitante aos 72 minutos, quando Pepa rendeu Murillo por Pité.

César, emprestado pelo SL Benfica, acabou por ser expulso
Fonte: Liga Portugal

Ora, cinco minutos após ter entrado, o médio, camisola “10” dos forasteiros, inaugurou o marcador, depois de concluir da melhor forma um contra-ataque que derivou de um erro de um jogador do Santa Clara.

No minuto seguinte, o central César foi expulso na equipa da casa. Porém, a formação orientada por João Henriques ripostou e chegou à igualdade, por intermédio de Fernando Andrade, que, a cumprir o seu último jogo com a camisola dos Açorianos, empatou a partida aos 80 minutos, aquando da conversão de uma grande penalidade.

No entanto, o jogo estava destinado a ter um herói e, logo no minuto seguinte, Pité veio a estabelecer o resultado final, com um bom remate de pé esquerdo.

Onzes Iniciais:

CD Santa Clara: Serginho; Fábio Cardoso; César Martins; Kaio Fernando (58 minutos, Pacheco); Bruno Lamas; Chrien (82 minutos, Accioly); Mamadu; Anderson Carvalho (85 minutos, Ukra); Zé Manuel; Patrick; Fernando Andrade;

CD Tondela: Cláudio Ramos; Jaquité; Jhon Murillo (72 minutos, Pité); Delgado (92 minutos, João Mendes); Sergio Peña (64 minutos, Chicho Arango); Fahd Moufi; Tomané; Ricardo Costa; Joãozinho; Bruno Monteiro; Ricardo Alves;

 

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