Depois de Nuno Manta Santos, Abel Ferreira foi o eleito pelo Bola na Rede para arrecadar o galardão de “Personalidade do Ano BnR”. O agora 2.º vencedor do prémio anual do nosso site foi distinguido pelo notável trabalho ao serviço do Sporting Clube de Braga, clube que é cada vez mais uma dor de cabeça para os já considerados três grandes do futebol português – FC Porto, SL Benfica e Sporting CP.
A boa campanha do SC Braga na última temporada de 2017/2018, bem como o futebol praticado durante quase todos os jogos foram decisivos para a escolha do vencedor deste prémio. Também o discurso positivo evidenciado em todas as conferências de imprensa foi determinante para a conquista deste prémio.
Com ainda menos de três temporadas como treinador ao mais alto nível na Primeira Liga, Abel Ferreira já deixou uma marca positiva no futebol português. Ao treinador dos minhotos, o Bola na Rede deixa os mais sinceros parabéns pela conquista do prémio.
Hoje apresentamos Javairô Dilrosun. Para muitos, este nome não lhe irá dizer muito, mas, para quem segue o futebol internacional atentamente, nomeadamente as cinco principais Ligas Europeias, sabe na certa de quem estamos a falar. Isto porque estamos na presença de um prodígio que tem tudo para se tornar num dos extremos mais badalados das próximas épocas e para ser figura na renovada seleção Holandesa, assumindo, por exemplo, o legado de Arjen Robben.
Dilrosun, de apenas 20 anos, é extremo e uma das figuras e revelações do Hertha Berlim SC da Bundesliga. Internacional holandês em todos os escalões, faltando apenas a estreia na seleção principal, foi formado nas escolas do AFC Ajax até aos juvenis, mudando-se em 2014, a troco de 300 mil euros, para o Manchester City FC. Na sua primeira época de sénior, representou a equipa sub23 dos ´Citizens`, rumando este verão para o Hertha Berlim SC a custo zero.
Bastou apenas dois jogos, para Dilrosun passar do estatuto de jovem promessa para se ir apostando aos poucos, para o estatuto de titularíssimo. Na primeira jornada não foi convocado, na segunda jogou seis minutos, na terceira já era titular e não mais saiu do onze inicial.
Dilrosun e Duda têm carregado a equipa às ´costas`. Fonte: Hertha Berlim SC
Com dois golos marcados em sete jogos, Dilrosun tem cativado os adeptos do Hertha Berlim SC e da Bundesliga. A fazer lembrar Ousmane Dembélé do FC Barcelona, Dilrosun é muito rápido e com um drible em progressão estonteante. Canhoto, parte para cima, vezes sem fim, do lateral e ganha várias vezes nesses duelos. Constantes mudanças de velocidade, sempre com a bola colocada ao pé, fazem de Dilrosun uma autêntica seta apontada à baliza adversária. Procura receber no pé, mas também solicita muitas vezes o passe em profundidade, tendo também muita qualidade no capítulo da receção. A única coisa que Dilrosun tem de fazer para melhorar o seu futebol é, talvez, procurar um pouco mais o jogo interior, sobretudo quando tem outro tratado como Ondrej Duda a jogar na ´posição 10`.
Uma coisa é certa, a este ritmo, Dilrosun será titular na seleção holandesa brevemente e irá movimentar muito dinheiro. Fica a ganhar o Hertha Berlim SC que, não só está a receber o rendimento desportivo, como irá receber mais tarde o financeiro, isto tudo despoletado por uma contratação a custo zero…
Camisolas azuis e grená de um lado, camisolas brancas do outro. Catalães e madrilenos em confronto. O vencedor do prémio The Best, da FIFA, em campo. Mas este El Clasico parecia estranhamente vazio. E, caso tenha acompanhado a última década de futebol, certamente saberá porquê. Pela primeira vez desde 23 de dezembro de 2007, FC Barcelona e Real Madrid defrontavam-se sem que Lionel Messi nem Cristiano Ronalo estivessem em campo. Um dos maiores espetáculos da terra teria de continuar – como diz o chavão, the show must go on – sem as suas duas maiores estrelas. Felizmente, muitos outros artistas em campo fizeram deste mais um digno – e histórico – confronto.
E os grandes protagonistas da tarde foram os da Catalunha. Como se de malabaristas se tratassem, os jogadores do FC Barcelona começaram a primeira parte a trocar a bola com uma facilidade notável. Os blancos pareciam fazer parte da audiência, e pouco mais podiam fazer para além de ver o esférico a passar de pé em pé. Foi assim, aliás que os blaugrana chegaram ao 1-0: Ivan Rakitic, ainda antes da linha do meio campo, encontra Jordi Alba no flanco esquerdo. O espanhol recebe a bola, corre, entre pela área dentro e dá para Phillipe Coutinho, que encosta para uma baliza vazia. O leitor mais atento terá observado que, nesta descrição, nenhum jogador do Real Madrid foi referido. Isto porque Raphaël Varane, Nacho Fernandéz, Sergio Ramos e Casemiro foram novamente agentes passivos nesta jogada. Nada fizeram além de olhar para a bola, enquanto esta se aproximava da baliza de Thibaut Courtois, que pouco podia fazer. Estava feito o 1-0.
Coutinho e Suaréz festejam o 1-0 Fonte: FC Barcelona
O público aplaudia e o malabarismo continuava. Do lado dos blancos, os únicos artistas que se fizeram ver em palco foram Sergio Ramos e Marcelo. Dois defesas, mas apenas eles conseguiram levar a bola com perigo à baliza de Marc Andre Ter-Stegen. O FC Barcelona mantinha o controlo da partida e ditava o rumo do espetáculo.
Aos 30 minutos, surge um novo protagonista: pela primeira vez na história do Clasico, o árbitro consultou o Video Assistant Referee (VAR). Fê-lo para marcar uma falta de Raphaël Varane sobre Luís Suarez e assinalar penalti a favor dos catalães. Foi o próprio Suaréz a marcar o castigo máximo e fazer o 2-0. A narrativa era clara: domínio do FC Barcelona, com Julen Lopetegui a observar, de ombros baixos, à peça que se desenrolava à sua frente. Até ao intervalo, foram sempre os blaugrana que estiveram mais perto de fazer o terceiro, enquanto os blancos pareciam mais distantes que nunca de fazer o empate. Rafinha ainda quis dar um ar de sua graça, com um remate de fora da área, mas o espetáculo iria mesmo para o intervalo com o 2-0 no marcador.
Mas se há coisa que o público adora são reviravoltas. E o Real Madrid parecia estar a consumar uma nova fase na partida quando, aos 50 minutos, Marcelo faz o 2-1. Num golo que teve tanto de caricato como de inesperado, uma série de carambolas na grande área catalã, após cruzamento rasteiro de Isco, acaba por sobrar para o lateral esquerdo madrileno, que consegue ainda passar por Piqué e enganar Ter Stegen, reduzindo a desvantagem.
Seria este o ponto de viragem? Será que o malabarismo catalão seria travado pelo tiro certo madrileno? Não era de todo descabido pensar isto, quando, após o golo, os blancos têm um autêntico renascimento na partida. Luka Modric tentou mostrar porque é que é considerado pela FIFA o melhor jogador do mundo e começou a puxar os cordelinhos no meio campo do Real Madrid. Queria um espetáculo de marionetas, e durante algum tempo ainda se conseguiu mostrar. Gareth Bale ia deslumbrando com a sua velocidade e Isco ia ameaçando a baliza de Ter Stegen.
Mas os malabaristas blaugrana foram aguentando estas cargas, não perderam a compostura, mantiveram o equilíbrio que por vezes pareceu delicado, e, nos últimos vinte minutos, decidiram começaram a escrever uma tragédia de proporções Shakespearianas para o Real Madrid. Mas esta não seria manchada de vermelho-sangue, como as do famoso poeta britânico. Estava tingida de azul e grená e tinha como principal perpetuador um homem: Luis Suaréz.
Foi o artista com a camisola 9 que, aos 75 minutos, responderia na perfeição ao cruzamento de Sergi Roberto para fazer o 3-1 e colocar um ponto final na reviravolta que os madrilenos pretendiam escrever. Foi o homem que geralmente é visto como um dos vilões do futebol mundial que, aos 83 minutos, aproveitou um erro de Sergio Ramos – outro amado vilão – para se isolar em frente à baliza e picar a bola sobre Courtois e dar um ar trágico a este espetáculo. Não foi, porém, o uruguaio a consumar a chapa cinco e a humilhação madrilena. Essa tarefa coube a Arturo Vidal, que viu Ousmane Dembelé a subir sozinho pelo flanco esquerdo e, perante uma defensiva contrária já desorientada, se isolou na grande área para cabecear e fazer o 5-1, resultado final.
20 minutos de luta madrilena, 70 minutos de malabarismo catalão. Assim se resume um Clasico de muito boa memória para os adeptos do FC Barcelona e de vergonha duradoura para a afición do Real Madrid. Esta tragédia deixa-nos agora uma ponta solta por resolver: como fica Julen Lopetegui? Para já, fica em nono lugar da La Liga, enquanto os blaugrana se isolam na liderança. O técnico espanhol tem agora de protagonizar um verdadeiro conto de fadas se quer dar a volta a esta situação.
A seleção portuguesa deslocou-se a Klaipeda para defrontar a Lituânia, a contar para a 2ª jornada do Grupo 6 de qualificação para o Campeonato da Europa 2020. Portugal venceu o primeiro jogo e deixou bons indicadores para o futuro.
Este domingo, os portugueses voltaram a ganhar mais dois pontos na caminhada até ao Europeu 2020. A seleção não entrou bem no jogo e começou a perder, mas rapidamente mostrou quem tem mais qualidade. O treinador, Paulo Pereira, fez alinhar algumas caras novas, o que se refletiu na fraca finalização da equipa e em alguma desconcentração inicial. Aos 10 minutos, os portugueses tinham falhado cinco remates da linha dos seis metros. Uma exclusão aos seis minutos para a equipa da Lituânia virou o jogo e colocou a seleção pela primeira vez na frente no jogo (3-4). A partida ia ficando marcada pela falta de eficácia da seleção, que conseguia criar oportunidades e mostrava boa dinâmica ofensiva.
É importante frisar que a Lituânia não pôde contar com uma das suas mais mortíferas armas, Jonas Truchanovicius, jogador do Montpellier, de França.
A entrada de Gilberto Duarte no jogo e o génio de Alfredo Quintana iam superiorizando Portugal num jogo em que a principal ameaça lituana era, claramente, Malasinskas. Ao intervalo o resultado era de 10-12.
Alfredo Quintana mostrou, como é habitual, que é um guarda redes de classe mundial Fonte: FPA
Se na primeira parte pareceu que Portugal ia controlar o jogo, na segunda as coisas foram bem diferentes. O problema da finalização agravou-se e a Lituânia mostrou-se decidida em estragar a festa portuguesa. A vantagem de dois golos foi rapidamente anulada e os nórdicos até conseguiram estar a vencer por quatro golos (19-15). A 15 minutos do fim, Paulo Pereira colocou dois pivots em campo e mudou a defesa, instruindo os seus jogadores a defenderem homem a homem. Decisões certeiras do treinador português que conseguiu uma enorme reação da equipa.
Os últimos 10 minutos foram jogados a um ritmo alucinante com Portugal a correr atrás do resultado, passando para a frente apenas a 60 segundos do fim, e ainda com Alfredo Quintana a defender o último ataque da equipa lituana. Gilberto Duarte foi o melhor marcador da seleção com sete golos apontados.
Portugal soma agora quatro pontos e segue no 2º lugar do grupo 6. Apenas passam à fase final do Europeu os dois primeiros classificados e a seleção já venceu os dois principais concorrentes, Roménia e Lituânia, visto que a França tem o 1º lugar quase assegurado.
Elina Svitolina venceu, este domingo, Sloane Stephens por 3-6, 6-2, 6-2 e sagrou-se campeã do WTA Finals, evento que reúne as oito melhores tenistas do ranking WTA, que se realizou em Singapura.
O torneio contou com uma ausência de peso. A n.º 1 do mundo, Simona Halep, que a contas com uma lesão, viu-se obrigada a desistir do evento. Com a sua desistência, quem aproveitou para entrar diretamente no torneio foi Kiki Bertens, atual n.º 9 do ranking mundial, que participou pela primeira vez na carreira num Finals.
Esta competição é disputada em formato de grupos, ficando quatro tenistas em cada um dos grupos (Grupo Vermelho e o Grupo Branco), jogando entre si, seguindo depois a primeira e segunda classificada de cada grupo para as meias-finais, onde defrontam a primeira e segunda classificada do outro grupo.
No Grupo Vermelho, ficaram Angelique Kerber, Naomi Osaka, Sloane Stephens e Kiki Bertens, tendo Stephens e Bertens ficado em primeiro e segundo lugar, respetivamente, seguindo por isso para as meias-finais.
No que diz respeito ao Grupo Branco constituído por Caroline Wozniacki, Petra Kvitova, Elina Svitolina e Karolina Pliskova, revelou-se um grupo tão equilibrado que todas as tenistas chegaram à última jornada com hipóteses de seguirem para as meias-finais. Svitolina e Pliskova acabaram por ser as mais fortes com o primeiro e segundo lugar do grupo, respetivamente, e carimbaram o passaporte para a fase seguinte.
As oito tenistas presentes em Singapura Fonte: WTA
Na meia-final, Svitolina (vencedora do Grupo Branco) e Bertens (segunda do Grupo Vermelho) defrontaram-se noutro encontro bastante equilibrado, com a ucraniana a impor-se à holandesa com os parciais de 7-5, 6-7, 6-4, carimbado a passagem à primeira final da carreira num WTA Finals.
Na outra meia-final, defrontaram-se Stephens (vencedora do Grupo Vermelho) e Pliskova (segunda classificada do Grupo Branco), num encontro pautado pelo equilíbrio, com a norte-americana a impor-se em três sets por 0-6, 6-4, 6-1, seguindo também para a primeira final da carreira num WTA Finals.
Na final do evento, que se realiza em Singapura pelo último ano (a partir de 2019 passará a realizar-se em Shenzhen, China), Svitolina salvou a época, tendo sido bastante irregular, contudo a excelente prestação neste último torneio, vencendo todos os encontros que disputou e o facto de levar para casa o maior título da carreira, bem como a subida à quarta posição do ranking WTA, deixam boas perspetivas para o próximo ano.
Logo quando soubemos que o Bola na Rede iria fazer oito anos, o bolo teria de ser soprado à boa maneira que o futebol oferece pelo nosso país fora. Um jogo no Jamor entre Belenenses SAD e SL Benfica estava aí à porta e as velas tinham de ser sopradas de alguma forma. Tivemos uma receção calorosa de uma comunidade de adeptos afetos aos «encarnados», que se opôs ao frio e parece ter chegado para ficar, com boa disposição e respostas bem dadas.
Os adeptos do Benfica aguardavam pelo porco no Jamor há algum tempo Fonte: Francisco Correia/Bola na Rede
De facto, estava muito vento naquela tarde em que roulottes, cerveja – bebidas não alcoólicas para os mais pequenos ou quem não gosta – comida, toques de bola pelo jardim do Jamor e carros a fazer de mesa para merendas não faltaram. No entanto, havia alguns problemas no “aquecimento” daquele convívio específico à porta do Jamor. Havia o porco para assar já dentro do forno industrial, que vinha uma carrinha enorme, os barris prontos para fazer a cerveja sair, mas a energia estava a faltar. “Epa, dois geradores foram à vida, mas lá resolvemos”, ouvia-se entre o grupo, já vestido a rigor para a noite de jogo do Benfica.
“Se não fosse o MegaBar…” – a roulotte essencial e o ponto de encontro para este largo grupo de adeptos, antes (e depois) dos jogos no Estádio da Luz – não havia os recursos necessário para meter o calor no forno, assar o porco e fazer e a cerveja sair. A viatura que transportava o forno com o porco subiu um pouco mais no parque do Jamor e a máquina de cerveja foi carregada por alguns adeptos. Os esforços foram imensos e qualquer um queria ajudar.
Finalmente nas condições ideais para a prática (da festa) do futebol, entre um copo aqui, uma sandes de porco ali, outra conversa bem disposta a extrapolar das redes sociais, surgiu a altura certa para falar que éramos aspirantes a jornalistas deste site – que, felizmente, disseram logo que conheciam – e, sem complexos, as nossas perguntas e o jogo de palavras foi melhorando à medida que os «manda-chuvas» da comunidade – e abençoados organizadores desta “porcada”. O encontro para conversar com adeptos estava combinado bem antes desta tarde chegar, mas a garantia, entre risos, era: “venham cedo que isto com uns copos em cima depois fica difícil!”.
O melhor camisola ‘8’ do SL Benfica nos últimos oito anos? Desde 2010, Ramires ainda esteve na Luz até ao verão desse ano, mas foi o nome consensual dos benfiquistas. Há ainda esperança no papel que Gabriel poderá ter num futuro próximo no jogo dos «encarnados», elogios a André Horta que «podia ter ficado mais tempo», Bruno César e Sulejmani.
O pior número ‘8’? Não havia dúvidas. Foi Douglas, mas há quem tenha defendido que havia qualidade no brasileiro ex-FC Barcelona para jogar em terrenos mais adiantados.
O melhor camisola ‘8’ do mundo? Muitas cabeças coçaram, mas muitos ficaram por Iniesta. “Oito anos já é muito tempo!”
Fonte: Francisco Correia/Bola na Rede
Agora… com as ideias que Jorge Jesus trouxe ao Benfica, cujas ainda se discutem até aos dias de hoje entre os adeptos «encarnados», o que é um ‘oito’? Elogios a Renato Sanches e a Enzo Pérez não faltaram pois foram jogadores que «ligavam o jogo da defesa para o ataque» (ou o ‘box-to-box’), «capaz de encarar o jogo de forma ofensiva, levar o jogo para a frente» e que, no caso do agora jogador do Bayern Munique, ajudou a decidir o campeonato de 2015/16.
Hoje, «se o Fejsa recupera a bola, tem de levantar a cabeça e passar para um desses jogadores» que agora é Gedson Fernandes (muito elogiado e até tomado em melhor conta que Renato) e esperam que futuramente também seja Krovinovic, ainda a recuperar de lesão. Pizzi é um oito? Ninguém sabe, “não é nada”. Os copos de cerveja já eram muitos, compreendia-se. Nós também nos fomos juntando à festa e ao convívio pois o trabalho em campo era mais tarde. Tochas, cânticos e alegria iam aquecendo o ambiente, até porque o frio era muito, e muitos dos adeptos iam ficando mais juntos perto da travessa que ia sendo enchida com fatias de pão e porco, onde também estava lá perto o forno a assar a carne.
Em oito anos de Bola na Rede, os considerados três grandes do futebol nacional marcaram a agenda mediática diariamente no nosso site. Entre 2010 e 2018, Benfica (09/10, 13/14, 14/15, 15/16 e 17/16) e FC Porto (10/11, 11/12, 12/13 e 17/18) foram os campeões nacionais de futebol cinco e quatro vezes respetivamente. Esperamos estas e muitas outras alegrias para estes e outros adeptos, mais histórias e jogadores para contar, sempre com a missão de dar oportunidades a todos para brilhar no mundo desportivo.
Voltando mais uma vez ao Jamor, a derrota ainda não era conhecida, mesmo após o desaire complicado de digerir frente ao Ajax, na mesma semana, para a Liga dos Campeões. No entanto, a descrença na estrutura do clube e na forma de jogar irregular da equipa gerava alguma desconfiança, misturada com alguma desilusão prolongada perante o que tem andado a acontecer pelos lados da Luz.
Os adeptos do Benfica fizeram a festa à porta do Jamor desde bem cedo Fonte: Francisco Correia/Bola na Rede
A união que se viu antes do jogo, no convívio do Jamor, foi para as bancadas (para aqueles que não fugiram à chuva durante o jogo), quer a cantar pelo Benfica a perder ao intervalo por 2-0, quer para contestar o trabalho de Rui Vitória. Para o bem ou para o mal, não há festa como esta, a do futebol, e tudo começou no porco que deixou os adeptos num oito.
Cuida-te, Peseiro, os sportinguistas estão atentos. Admitimos muita coisa mas nunca a falta de garra, de dedicação, de devoção e de glória da equipa leonina. Este foi, é e continuará a ser o lema que orienta o nosso clube centenário. Por isso, cuida-te, Peseiro, os sportinguistas estão atentos.
Porque razão te falo assim? Bem, antes de mais porque os últimos jogos do Leão têm mostrado uma enorme apatia dos teus (nossos) jogadores. Não vou falar do último jogo contra o Arsenal pois aí fizeram o possível diante de um colosso europeu. Mas escuta, Peseiro, vamos a casos concretos: achas normal a nossa exibição contra o Loures para a Taça de Portugal?! Respondes-me que ganhámos, é certo, eu sei que sim. Mas caramba! Justifica-me lá a razão dos teus companheiros da equipa técnica – Nuno Presume e Tiago Fernandes – ficarem pasmados nos seus relógios de pulso quando a modesta (mas eficaz) equipa do Campeonato de Portugal marcou o seu golo. Achas normal ficarmos com medo do empate?! Pois eu, que sou adepto e sócio do Sporting, não acho.
Considero inclusivamente que essa imagem dos dois técnicos a olharem para o relógio juntamente com o teu olhar atónito para o campo mostram o desinvestimento da equipa técnica e são o reflexo da atitude dos jogadores em campo. Por outro lado, como nos podemos esquecer da exibição em Portimão para o campeonato?! Uma derrota contra essa grande equipa portuguesa e europeia chamada Portimonense (com o devido respeito pelo clube algarvio). A forma pouco aguerrida com que a maior parte dos jogadores leoninos esteve em campo traduziu-se em quatro golos sofridos, com apenas uma réplica de dois tentos na baliza contrária. Que bonito!
José Peseiro tem sido capaz de sanar alguns fogos no reino do Leão, mas as recentes exibições do Sporting têm deixado adeptos e sócios descontentes Fonte: Sporting CP
É então que, escutando estas minhas palavras, te deves estar a interrogar: Mas não fiz nada de bom, caramba, à frente do Leão?! Perguntas-me isto e com razão. Sim, fizeste. Principalmente no plano disciplinar tens sabido gerir bem certos egos que vão crescendo no plantel. Falo apenas de dois casos que resolveste de forma que me pareceu muito madura e eficaz, deixando-nos convictos de que o Peseiro cuja disciplina era coisa branda já lá vai. Estes foram os dois fogos que tiveste que apagar pois ameaçaram generalizar-se no balneário do clube de Alvalade:
– Caso Matheus Pereira – logo no primeiro jogo do campeonato frente ao Moreirense, o brasileiro decidiu fazer “birrinha” nas redes sociais, passando a mensagem de que não compreendia a razão de não ter sido convocado para o jogo, sendo forçado (coitadinho!) a ver o jogo da bancada. Pois bem, queres saber a melhor? Nem eu sei o que te passou pela cabeça. Matheus Pereira é um excelente jogador. Mas eu posso dizer isso, os comentadores também. Os jogadores também podem, é certo, mas nunca numa rede social logo após o sucedido. Essa atitude leva a um aproveitamento mediático que é capaz de incendiar um balneário. Agiste de forma imediata face a esse fogo e colocaste o jogador no seu sítio. Com isso, a tua imagem saiu reforçada pelo restante plantel. Muito bem.
– Caso Wendel – avançou-se com a eventual saída de Wendel do Sporting uma vez que o brasileiro queria jogar mais vezes. “O jogador tem-se manifestado infeliz por não jogar em Alvalade e os responsáveis leoninos correm o risco de ver desvalorizar um investimento superior a oito milhões de euros”, lia-se. Durante os dias seguintes, o jogador, ao que parece, chegou atrasado aos treinos aparentando desmotivação e, mais uma vez, demonstraste ser um treinador com pulso, colocando tudo em pratos limpos em relação a este caso: enquanto continuar nesse registo de indisciplina, não será uma peça importante no xadrez leonino. Ainda assim, com empresários e familiares a rondarem o atleta, sequiosos de engolir mais uns milhões com a sua eventual transferência, tu foste capaz de dizer que o Wendel é um jogador carregado de potencial. Porque os jogadores não se podem considerar especiais nem insubstituíveis, dar de barato a sua titularidade ou a presença nas convocatórias. Aqui, no Sporting, têm que trabalhar muito para o merecer.
Em resumo, se no plano disciplinar tens estado irrepreensível, já no plano tático e anímico do grupo tens deixado muito a desejar. Escuta, Peseiro, que quem te avisa teu amigo é. Sei que apagaste estes pequenos fogos que ameaçavam levantar-se na selva do Leão. Mas não te esqueças que, por vezes, enquanto combates uma frente do fogo, mais chamas podem gerar-se ao redor e na tua retaguarda. Ou fazes os rapazes que vestem a Listada verde e branca andarem da perna ou não chegas ao Natal em Alvalade. E quem te avisa, teu amigo é. Por isso cuida-te, Peseiro!
É um exemplo para muitos, um herói para outros e, no final das contas, é o guardião das redes do CD Tondela. E que bem cumpre este papel! Cláudio Ramos chegou ao clube por empréstimo do Vitória SC e neste momento é peça-chave na equipa de Pepa.
Foi preponderante na subida do clube tondelense à primeira divisão e continuou a marcar a diferença no primeiro escalão. Desde 2015/2016 que a luta do Tondela pela manutenção tem sido sempre bastante difícil, mas a presença impetuosa do guarda-redes de 26 anos na baliza tem ajudado a cumprir este objetivo época após época.
Cláudio Ramos é a prova viva de que um jogador não precisa de representar um dos grandes para fazer parte das contas de Fernando Santos. Quantos e quantos jogadores não desejariam estar no seu lugar neste momento? Depois das excelentes exibições que tem prestado ao serviço do Tondela, o guarda-redes já merecia este voto de confiança.
Cláudio Ramos foi decisivo na passagem do Tondela para a próxima fase da Taça de Portugal, defendendo duas grandes penalidades Fonte: CD Tondela
Esta oportunidade é excelente para o jogador, mas também o é para tantos outros que anseiam o seu momento a representar a seleção do seu país e provavelmente vêem o caminho muito mais dificultado por não terem tanta visibilidade como aquela que teriam se estivessem a jogar num clube de maior dimensão. Isto é triste, mas é a realidade e, no fundo, esta chegada de Cláudio Ramos à Seleção das Quinas vem desmistificar um pouco isso.
Já na semana passada, o guarda-redes esteve outra vez em evidência no jogo do Estoril-Tondela a contar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Fez uma excelente exibição durante os 120 minutos de jogo, aliás, como já nos habituou e foi determinante na decisão final resolvida através de pontapés na marca dos 11 metros. Cláudio Ramos defendeu duas grandes penalidades e ajudou a sua equipa a carimbar a passagem para a próxima fase da Prova Rainha.
Depois da sua primeira convocatória na selecção e da sua primeira internacionalização, Cláudio Ramos está, sem dúvida, a passar por um dos melhores momentos da sua carreira. A mim, parece-me que o guardião tem estrutura para evoluir e, quem sabe, voar para outros destinos assim como o faz tão bem quando voa para defender a baliza do CD Tondela. Resta-nos saber onde será que aterra.
Katsouranis é convidado especial dos oito anos de Bola na Rede. Foi também ele o camisola 8 do SL Benfica entre 2006 e 2009, tendo realizado 122 jogos e marcado 15 golos. Era médio-defensivo, mas conseguia também desempenhar as funções de defesa central ou médio centro. Chegou a ser capitão de equipa do SL Benfica e está também ligado ao maior feito da história do futebol grego conseguido em terras lusitanas: a conquista do Campeonato da Europa de 2004. Pelas águias conquistou apenas uma Taça da Liga, mas deixou uma marca na equipa e saudades entre os adeptos da equipa portuguesa. Passados vários anos, Katsouranis abre o jogo ao Bola na Rede e conta tudo. Desde os tempos passados no SL Benfica à atualidade do futebol nacional e internacional. Uma entrevista só para ti!
Bola na Rede: Katsouranis, antes de mais, obrigado pela entrevista. Gostava de começar por te perguntar se as saudades de Portugal já apertam?
Kostas Katsouranis: Sim, tenho mesmo muitas saudades de Portugal.
BnR: Qual é que foi o teu momento mais marcante em Portugal?
KK: Os três anos que passei no Benfica foram fantásticos. Digo mesmo que foi uma experiência inesquecível para mim.
BnR: Quem é que eram os teus companheiros no SL Benfica? Os melhores amigos, digamos assim…
KK: Tive uma excelente relação com todos os meus colegas de equipa. Destaco o David Luíz, o Ricardo Rocha e o Nuno Assis.
BnR: Foste campeão europeu pela Grécia em Portugal. Consideras que este foi o melhor momento da tua carreira enquanto jogador?
KK: O Euro 2004… O momento em que ganhámos a competição, foi, sem qualquer dúvida, o melhor momento da minha carreira como jogador.
Katsouranis é uma referência do futebol grego Fonte: Federação Grécia
BnR: Depois disso foste treinado por Fernando Santos, que foi também selecionador de Portugal e o responsável pela conquista portuguesa no Euro 2016. Ainda tens algum tipo de contacto com ele?
KK: Sim, nós continuamos a falar. O Fernando Santos foi o treinador que marcou a minha carreira. Respeito-o muito. Adoro-o, na verdade. Desejo-lhe tudo de bom!
BnR: Dizias que guardas boas memórias do nosso país. Ainda vens a Portugal durante os períodos de férias?
KK: Por acaso, até ao dia de hoje, não consegui ir. Mas tenho esse objetivo: voltar a Portugal – em férias – faz parte dos meus planos.
BnR: E o que é feito de Katsouranis? Continuas como dirigente do Panachaiki?
KK: Sim, sou o diretor técnico do Panachaiki FC, que está localizado em Patras, que é a minha terra natal. Foi a equipa onde comecei a jogar futebol. Atualmente estamos na categoria B do futebol profissional grego, ou seja, estamos na segunda divisão. Eu e os meus colegas temos feito um trabalho muito sério e de recuperação do clube, dando a máxima prioridade às academias do clube e aos jovens jogadores com talento que aparecem pelo clube.
BnR: O Benfica está no mesmo grupo que o AEK de Atenas e haverá jogo no Estádio da Luz entre as duas equipas. Estás a pensar em vir a Portugal para ver o jogo?
KK: Quando o Benfica veio a Atenas – 3 de outubro de 2018 – eu fiz questão de ir visitar a comitiva ao hotel. Desejei-lhes muitas felicidades para o jogo. Claro que nesse jogo acabei por ir ao estádio. Quanto ao Estádio da Luz… Ainda não sei.
BnR: Ainda costumas ver os jogos do SL Benfica?
KK: Sim, eu tento não falhar nenhum jogo do Benfica, até porque sou um grande fã do [Andreas] Samaris.
BnR: Samaris está no plantel do SL Benfica, mas tem perdido espaço nas opções de Rui Vitória. Qual é que é a tua opinião acerca do médio grego?
KK: O Samaris é um jogador fantástico. Sinceramente, não consigo encontrar uma explicação válida para que não tenha sido incluído na lista de inscritos para a Liga dos Campeões…
BnR: É cada vez mais provável que Samaris deixe o SL Benfica no final da época e até já se fala num alegado interesse do FC Porto e do Sporting CP no jogador. Achas que a ida para um rival seria uma boa mudança na sua carreira?
KK: Eu sei que o Samaris ama o Benfica e que quer ficar. Mas o mais importante é que ele seja profissional e sei que ele vai fazer o que entender que é melhor para a sua carreira.
Katsouranis foi referência no plantel encarnado Fonte: SL Benfica
BnR: E quanto a Odysseas Vlachodimos? Já tiveste oportunidade de o ver em ação? Que opinião tens sobre ele?
KK: Claro que sim, eu conheço bem Vlachodimos. Já o vi jogar e ele é muito competente. Estou perfeitamente convencido de que vai ser importante no Benfica.
BnR: Achas que pode vir a ser importante para a seleção grega?
KK: Sim, tenho a certeza de que vai ser uma boa solução para a Grécia.
BnR: Jogaste com o Luisão no SL Benfica. Ele retirou-se nesta temporada e gostava de saber a tua opinião sobre ele, uma vez que jogaste lado a lado com ele [entre 2006 e 2009].
KK: O Luisão é uma pessoa magnífica e era um jogador excecional. Fomos colegas e só tenho a dizer que aprendi imenso com ele.
BnR: Quais é que são as maiores diferenças entre esse Benfica dos teus tempos e o Benfica atual? Acreditas que a equipa deste ano tem capacidade para vencer o título?
KK: O Benfica agora é muito mais organizado. Não tem nada a ver com a equipa na qual joguei. Todos os jogadores mudaram e já não resta ninguém dos meus tempos. O plantel atual tem muitos jovens jogadores e eu estou convencido de que o Benfica pode ganhar o título nesta época. Mas, para isso, é preciso continuar a trabalhar como tem trabalhado até ao momento.
BnR: E, em relação à equipa deste ano, quais é que são os jogadores que mais aprecias na formação orientada por Rui Vitória?
KK: Tirando, claro, Samaris e Vlachodimos, acho que vou dizer Pizzi e Salvio.
BnR: És capaz de dizer qual foi o melhor jogador com quem já partilhaste o balneário?
KK: Tive o prazer de jogar com jogadores muito bons, portanto seria injusto para todos que mencionasse apenas alguns. Felizmente, consegui jogar com grandes jogadores!
BnR: Katsouranis, nestes oito anos de Bola na Rede, foi um gosto entrevistar um antigo camisola “8” do SL Benfica. Em nome do BnR, desejamos-te sorte para a tua carreira.
Luka Jovic, ponta-de-lança sérvio de 20 anos, chegou ao Sport Lisboa e Benfica em 2015, depois de cumprir todas as etapas de formação ao serviço do Fudbalski Klub Crvena Zvezda (Estrela Vermelha). Devido ao facto de, na altura, ter no plantel principal concorrentes de peso como Jonas, Kostas Mitroglou ou Raul Jiménez, o jovem sérvio teve de “baixar” à Equipa B e mostrar aí o que valia. As suas dificuldades de adaptação foram notórias e desde cedo se viu um Jovic algo desmotivado e mostrando muito pouca vontade durante os jogos que realizava. O seu potencial era já na altura tremendo, mas o jogador simplesmente não conseguia evidenciar no terreno aquilo que se esperava dele. Ao todo, realizou pela equipa secundária do SL Benfica 17 jogos (apontando quatro golos) e pela equipa principal quatro jogos (não tendo aqui feito qualquer golo).
As dificuldades na sua vinda para Lisboa foram explicadas pelo próprio que, numa entrevista a um site sérvio, confessou que nem sempre agiu da forma mais correcta: “Não tive um comportamento profissional. Sentia saudades do meu país e cometi erros graves”. Chegou, inclusive, a ser visto numa saída à noite após uma semana de treinos na equipa principal em que tudo lhe correu bem e onde conseguiu treinar entre os titulares e destacar-se: “A certa altura, o Mitroglou estava em má forma e o Jiménez lesionado. Tinha feito golos na equipa B e fiz a melhor semana de treinos na equipa principal. Marquei golos e a dois dias do jogo, o treinador colocou-me a treinar entre os titulares. O Mitroglou estava nervoso, ouvi-o dizer palavrões em grego. No final do treino, o Rui Costa disse que tinha de manter aquele nível. Contudo, decidi ir até à Baixa de Lisboa e só vim embora depois da meia-noite. Os responsáveis do Benfica viram-me e, claro, não fui convocado”.
A partir daqui, Jovic perdeu todo o espaço que já tinha conseguido conquistar, tendo sido emprestado na temporada seguinte (2017/2018) ao Eintracht Frankfurt Fußball A.G., num contrato com a duração de duas temporadas. Ora, é precisamente aqui onde se encontra o jovem ponta-de-lança e o seu percurso na Bundesliga tem sido altamente ascendente. Inclusivamente, na última jornada do campeonato alemão conseguiu apontar cinco golos! Com este feito, Jovic conseguiu já igualar o número de golos apontado na primeira temporada ao serviço do Entracht Frankfurt (nove) e promete não ficar por aqui.
Luka Jovic tem sabido aproveitar as oportunidades para se desenvolver como jogador, num campeonato exigente como a Bundesliga Fonte: Eintracht Frankfurt Fußball A.G.
Esta nova vida de Luka Jovic faz-nos pensar até onde poderá ele ir. O seu potencial e as suas capacidades nunca estiveram em causa; trata-se de um ponta-de-lança técnico, inteligente nas suas movimentações, com boa capacidade física e frio no momento de finalizar. Trabalha bastante para a equipa, não sendo muito de se fixar na área à espera que a bola lhe chegue. Gosta de marcar golos artísticos e isso demonstra que não tem medo algum de arriscar.
O director-desportivo do Eintracht Frankfurt já abordou o futuro de Jovic no clube alemão e referiu-se à cláusula de compra do sérvio, deixando no ar a possibilidade (mais do que óbvia) de avançarem para a sua contratação em definitivo. Fala-se que, em princípio, será uma operação a rondar os 12 milhões de Euros. Ora, tendo em conta o potencial do jogador e a sua capacidade actual, estou em crer que será um negócio ruinoso para o SL Benfica. Mais uma vez, a Estrutura não conseguiu identificar o jogador em questão e fixou um valor de compra futura quase aleatório, como se não acreditasse que este se pudesse encontrar e evoluir para um patamar de qualidade.
Pessoalmente, não fiquei muito agradado das vezes que vi Jovic exibir-se com a camisola do SL Benfica. E, tal como eu, os próprios corpos técnico e directivo também não terão ficado agradados. Mas daí a desacreditar o potencial de um jogador de qualidade vai uma grande distância. É verdade que Jovic não teve o melhor dos comportamentos e o próprio tem essa consciência, mas até que ponto não seria também a obrigação do Clube pegar no jogador e conduzi-lo para melhores caminhos? Fazê-lo sentir-se em casa e traçar-lhe várias metas que o levassem a aumentar a sua confiança? O que é facto é que, tal como aconteceu com Bryan Cristante, o SL Benfica não soube aproveitar o potencial e qualidade de um dos jovens mais promissores no panorama europeu. Agora será tarde demais.