O FC Porto é notável no que toca a descobrir jogadores e transformá-los em autênticas pérolas que rendem bastantes milhões à casa. Éder Militão será, com toda a certeza, um caso de sucesso. Chegou aos azuis e brancos vindo do São Paulo FC do Brasil por apenas quatro milhões de euros e quando a equipa da cidade Invicta sofria de uma “crise” de centrais (Mbemba estava lesionado, Diogo Leite mostrava ser um pouco verde e Chidozie não rendia), Militão revelou ser um “Chefão” no centro da defesa.
Apesar da sua tenra idade, o central da canarinha já está a chamar as atenções dos tubarões da Europa. Sendo que é apenas um recém-chegado à seleção brasileira, Militão tem ganho cotação muito por causa das suas exibições sólidas na defesa. Segundo a imprensa, o FC Barcelona já esteve a observá-lo no jogo frente ao Schalke 04 a contar para a Liga dos Campeões. Mas a lista não se fica por aqui… Liverpool FC, Everton FC e o Real Madrid FC também constam na lista que a imprensa revelou.
Contudo, uma das suas maiores mais-valias é a polivalência de posições. Já jogou (e ainda joga) a defesa central, a lateral direito e a médio-defensivo. No Brasil, demonstrou sempre qualidade e fácil adaptação sempre que era necessário cobrir a ausência de alguém ou até mesmo quando rendia mais a lateral direito, posição em que jogava no São Paulo. O próprio Felipe afirmou que Militão conseguiu aprender tudo muito rápido e adaptar-se facilmente ao futebol europeu, um processo que para os brasileiros é, normalmente, difícil.
A dupla de centrais portista já foi convocada para a seleção canarinha Fonte: FC Porto
As suas exibições na Liga NOS no mês de setembro fizeram com que a Liga lhe atribuísse o prémio de melhor defesa do mês. Já na Liga dos Campeões, Militão ficou mal visto ao errar um passe que deu o golo ao Lokomotiv de Moscovo. No entanto, é com os erros que se aprende, e Militão tem aprendido de jogo para jogo e errado pouco, daí a poder ser considerado um “fora de série”.
A menos que sofra algum azar durante esta época, Militão tem tudo para se tornar num dos melhores jogadores da temporada 2018/2019 com apenas duas décadas de vida. Promete ser um elemento que dará muitas alegrias e muito dinheiro aos cofres do FC Porto.
O Camp Nou, foi palco do primeiro El Clásico sem Cristiano Ronaldo ou Messi, desde 2007. Só por isso era já uma edição especial de mais um confronto entre Barcelona FC e Real Madrid CF.
Julen Lopetegui chegava a Barcelona, com o trabalho em risco. Apesar da vitória para a Liga dos Campeões, a equipa estava longe de convencer. Um conjunto de jogadores encalhados, bloqueados mentalmente. O Real Madrid que chegava à Catalunha, era uma das equipas mais lentas, débeis e descoordenadas do campeonato espanhol.
Do outro lado, mesmo sem Messi, estava um Barcelona FC harmoniosamente ligado em uma melodia composta por Busquets-Rakitic-Arthur. Uma orquestrada que desde o início da época, está a ser melhorada continuamente por Ernesto Valverde. Uma orquestra, que graças ao seu treinador, é capaz de funcionar perfeitamente sem o seu Maestro, Leo Messi.
O Real Madrid de Lopetegui, se tal equipa alguma vez existiu, tinha uma oportunidade (pequena) de calar o mundo do futebol, mas falhou copiosamente.
Real Madrid | Quando não respeitas a tua própria filosofia
Em 4-3-3, com Nacho na lateral direita e Varane na companhia de Sergio Ramos, no centro da defesa, a postura inicial do Real Madrid, já deixava no ar a ameaça do descalabre.
Como já tive oportunidade de falar, em um artigo anterior, Lopetegui começou a época com uma filosofia clara de negar ao adversário a possibilidade de este construir desde trás. Uma das maiores qualidades de Benzema, o trabalho defensivo, vêm ao de cima quando a equipa pressiona dessa forma o que acaba por beneficiar também os restantes jogadores da equipa, particularmente Bale.
Com Benzema a pressionar a bola, os colegas mais próximos apenas se têm de focar em marcar as opções que o portador da bola têm, utilizando os limites do campo em seu beneficio.
Mas, Lopetegui não foi fiel às suas ideias…
O Real Madrid não pressionou o Barcelona. Baixaram as linhas e defenderam em passivo 4-5-1.
Fonte: Eleven Sports
Para além deste posicionamento passivo do Real Madrid, Lopetegui decidiu também alterar outra das suas linhas de orientação, que definiu para a equipa. A construção desde trás, em passes curtos e combinações.
Reparem como Sergio Ramos têm Varane “disponível”, Marcelo aberto no corredor, ou seja, possibilidade de sair em passe e opta pela bola longa para Benzema.
Assim que a equipa recuperava a posse de bola, seja em que situação fosse, procurava Benzema. Não é preciso dizer que esta abordagem foi tremendamente ineficaz.
O efeito, para o Real Madrid, é semelhante ao de qualquer pessoa quando tenta lançar um ovo, com toda a força para o céu, segundos depois ele volta, e mesmo que miraculosamente o apanhemos uma ou duas vezes, mais cedo que tarde ele aterra na nossa testa.
Este golo, foi o culminar da traição de Lopetegui, da sua filosofia e das suas ideias. Aí já tinha perdido o jogo, mesmo antes de Coutinho fazer o primeiro golo.
Os movimentos de Coutinho e Rafinha para posições interiores, procurando receber nas costas de Modric e Kroos, a intensidade e agressividade de Alba (Especialmente, como vimos no golo) e Sergi Roberto, iam destruindo o 4-5-1 passivo de Lopetegui.
Real Madrid | Quando o teu barco está em chamas, és obrigado a lutar
O Intervalo chegou com 2-0 para o Barcelona. Lopetegui, tinha o seu barco em chamas. Ou deixava as chamas consumirem o que restava, ou abandonava o barco e lutava. Foi isso que o treinador espanhol fez ao intervalo.
Em uma manobra arriscada e surpreendente, até porque só assim ia conseguir alguma coisa, Lopetegui retirou Varane de campo e fez entrar Lucas Vazquez. Abdicou do 4-3-3, e montou a equipa em um 3-4-1-2. Lucas e Marcelo ocuparam a posição de alas laterais e Casemiro recuou para o centro da defesa.
De forma nunca antes vista no jogo, a equipa conseguia fazer alguma coisa com a bola nos pés, que não procurar Benzema com passes longos e ineficazes. O Real Madrid finalmente conseguia fazer mais do que cinco passes no meio campo Blaugrana. Conseguia, imagine-se, recuperar bolas em zonas próximas à baliza de Ter Stegen.
Modric chegou a enviar a bola ao poste, Benzema teve uma oportunidade de ouro … O Real Madrid criou situações de golo evidentes, e dominou o jogo por 20/25 minutos.
Como disse, os visitantes criaram 4/5 (Sem contar com o golo) situações, mas faltou o homem que não perdoa, o homem que marca golos só de encostar.
Barcelona | Valverde acabou com os “20 minutos de fama”
A velha máxima, “quem não marca sobre” acabou por vir ao de cima. A entrada de Nélson Semedo, para a lateral direita, e a consequente subida de Sergi Roberto, para a posição de Rafinha, arrefeceu as subidas de Marcelo. Minutos mais tarde, com a entrada de Dembélé, Valverde acabou com o jogo.
O Real criava, mas não chegava ao golo colocava mais e mais jogadores no processo ofensivo. Dembélé veio se colocar nas costas da linha média do Real Madrid, e recolher os passes que o meio campo do Barcelona (resistente à pressão) se endereçava.
A partir daí, era acelerar, e atacar uma defensa Blanca, frágil e desordenada, principalmente a nível mental.
Durante a primeira parte, Valverde teve um grande mérito na forma como encontrou um caminho alternativo, como não tinha Messi, para encontrar Jordi Alba. As dinâmicas “dentro-fora” foram demolidoras, e explorar as fraquezas inerente à estrutura passiva do Real.
Nota Final
Lopetegui não foi fiel às suas ideias, e à sua filosofia. Logo aí perdeu o jogo. Ao intervalo, quando tudo parecia perdido, foi corajoso e dominou o jogo por um período de tempo, onde caso tivesse Ronaldo, não tenho dúvidas que tinha, pelo menos, empatado o jogo.
Contudo, em defesa do treinador espanhol, o maior problema não se chama Lopetegui. Ele é o líder, logo grande parte da responsabilidade é dele, mas não é apenas dele.
Bale não ameaça nada nem ninguém, Isco, como tanto queria, têm a sua oportunidade de ser a estrela e foge da responsabilidade.
Está decidido: Porto e Guimarães vão acolher a final four da Liga das Nações, caso Portugal se apure. Já se sabia, desde o dia 9 de março, que quem vencesse o Grupo 3 da liga A organizaria essa fase final, isto porque as candidaturas que a UEFA recebeu foram de, precisamente, Portugal, Itália e Polónia, as três seleções do grupo 3. Assim, caso Portugal não perca com a Itália a 17 de novembro ou vença a Polónia três dias mais tarde, receberá em sua casa a fase final do mais recente torneio de seleções.
Os requisitos da UEFA eram dois estádios com capacidade mínima de 30 000 espectadores e que não distassem mais de 150 km um do outro, sendo que, no caso português, as hipóteses se resumiriam à Segunda Circular (Luz e Alvalade) ou a uma opção mais a Norte, com Dragão, Bessa, Guimarães e Braga em equação.
A Federação Portuguesa de Futebol veio confirmar que a escolha recaiu em Porto e Guimarães, numa opção que apoia a descentralização, mas também ajudada pelo fluxo intenso do Aeroporto Humberto Delgado, face ao menos movimentado Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Portugal pode juntar mais um troféu ao seu historial Fonte: FPF
Esta fase final jogar-se-á entre os dias 5 e 9 de junho e será constituída por duas meias-finais, a 5 e a 6, o jogo de disputa do terceiro lugar e a grande final, ambos a 9. Este evento será uma enorme promoção para o país, não só por receber grandes jogos (neste momento classificar-se-iam Portugal, França, Bélgica e Espanha) e por receber bastantes adeptos, mas também por trazer um bocadinho do espírito do Euro 2004, de apoiar a nossa seleção num grande torneio em nossa casa. Quantos pensariam que, depois do Euro 2004 e do tão badalado “tempo das vacas gordas”, voltaríamos a receber uma grande competição em solo luso? E desta vez sai-nos bem mais em conta, já que não necessitamos de construir infraestruturas e não teremos de suportar os custos de organização, já que estes ficarão a cargo da UEFA.
A FPF ainda encherá os cofres, dependendo da prestação da nossa seleção. Caso se apure, receberá 4,5 milhões de euros, aos quais acrescentará: 2,5 milhões se terminar em quarto lugar, 3,5 milhões se ficar a terceira posição, 4,5 milhões se for o finalista vencido e 6 milhões se for o primeiro vencedor da Liga das Nações.
A primeira edição da Liga das Nações está a ser muito bem-sucedida, proporcionando grandes e equilibrados jogos e dando a oportunidade de serem lançados jovens nas seleções principais num contexto competitivo diferente. Oxalá Portugal se apure e que, em junho, tenhamos o país unido a apoiar a seleção de todos nós.
O Benfica atravessa uma crise de centrais como há muito não se testemunhava. Uma temporada já marcada pelo adeus a Luisão e pelos numerosos cartões vermelhos em partidas de elevado grau de exigência, fizeram disparar os alarmes de Rui Vitória na preparação de diversos jogos. Resta-nos perceber o porquê e encontrar as melhores soluções para a questão.
O Benfica arrancou a temporada com técnico a dizer, e passo a citar: “a dupla de centrais será Jardel e Ruben Dias”. Algo que fez descansar os adeptos pois no banco estariam Conte e Luisão. Uma promessa argentina e com provas dadas nesse futebol e um experiente jogador que já não tendo a qualidade que procuramos, acaba por cumprir as tarefas pedidas. A verdade é que, com Luisão a nem ser convocado, acabou por arrumar as botas dias antes da crise de vermelhos ser uma realidade nas partidas do Benfica. Tanto que, a última opção para jogar, Lema, acabou por jogar os.. não foram 90 minutos pois também foi expulso da partida frente ao FC Porto. Um conjunto de situação que mostraram a fragilidade do sector defensivo e a prova de que essas posições não estavam assim tão sólidas.
Luisão arrumou as botas na pior altura do campeonato. Estávamos a dias de entrar numa das maiores crises do sector defensivo encarnado. Fonte: SL Benfica
A verdade é que todos estes problemas se juntam a falta de qualidade defensiva que se tem visto nas últimas partidas. A muita rotação de jogadores, e consequente falta de ritmo coletivo, e a falta de entrega, tem tido consequências nos momentos onde não podemos perder pontos. A par disto, fica ainda a dúvida sobre se Corchia veio para disputar o lugar do lado direito da defesa ou turismo em Lisboa. A esta dúvida podemos acrescentar se Lisandro Lopez poderia ser um bom “reforço” visto ser alguém já com provas dadas, mas emprestado ao Génova. Um conjunto de questões que os adeptos gostavam de ver resolvidas o quanto antes, isto é, na abertura do mercado de Inverno. Além disso, deixem que vos diga que há um jogador que recentemente fez declarações de saudade do clube da Luz: David Luiz. Agora, com esta informação, pensem o que quiserem…
A crise resolve-se com o aumento do rendimento, com a não tão frequência de faltas (Ruben Dias, homem, tu podias ser um defesa de luxo se não fosses tão bruto nas disputas de bola), com uma aposta de nível no mercado e muito treino no Seixal. E se neste parágrafo toque no caso de Rúben Dias deixem-me aprofundar: o Rúben é o futuro da seleção nacional. É o jogador que sairá dentro de alguns meses do Benfica a troco de milhões de euros. Mas existem dois pormenores do seu jogo que só alimentam a crise. Um deles são as saídas de bola que podiam ser bem melhor concretizadas. Mas mais importante que isso é o jogo bruto e faltoso que continua, sistematicamente, a praticar dentro dos relvados.
Resta a Luis Filipe Vieira tratar deste assunto com a estrutura e com o mercado de transferência e a Rui Vitória nos seus ensinamentos dentro do Seixal.
Max Verstappen é o vencedor do Grande Prémio do México, mas as manchetes estarão viradas para Lewis Hamilton que consegue o seu quinto título mundial de Fórmula 1 – o terceiro piloto a consegui-lo a seguir a Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher.
Após uma volta fantástica para conseguir a pole position, Daniel Ricciardo não conseguiu segurar a posição, perdendo imediatamente no início da corrida para o seu colega de equipa e Lewis Hamilton. O holandês da Red Bull agarrou o primeiro lugar e nunca mais o largou, tendo uma corrida solitária à frente de todos os outros pilotos. Hamilton ainda tentou aproximar-se de Max, mas a dificuldade do seu Mercedes em lidar com o desgaste dos pneus fez com que este perdesse o 2º lugar para Ricciardo e pouco depois o 3º para Vettel.
O alemão da Ferrari começou a atacar a posição do piloto australiano da Red Bull e finalmente conseguiu, mas não através de uma grande ultrapassagem. O carro de Ricciardo começou a largar fumo pela traseira, o seu motor voltou a deixá-lo ficar mal, o que aumenta para 8 o número de vezes que este teve de abandonar uma corrida em 2018.
O resto da corrida assemelhou-se a uma volta de formação com uma velocidade um pouco maior, tendo em conta que todos os pilotos estavam a tentar controlar a degradação dos pneus, que estava num nível muito elevado no México.
Após 71 voltas na frente, Max Verstappen acabou por vencer o Grande Prémio do México pelo segundo ano consecutivo, com mais uma corrida madura da parte do holandês, que deu a volta à sua época de forma fantástica, conseguindo um resultado fantástico atrás de um resultado fantástico, mas, infelizmente, o dia não é dele, é de Lewis Hamilton. O britânico veio para esta corrida a precisar apenas de terminar na sétima posição para ser campeão, e o seu quarto lugar chegou e sobrou para garantir o seu quinto título mundial a duas corridas do final da época, tornando-o o 2º melhor piloto de todos os tempos a par de Juan Manuel Fangio, pelo menos a nível estatístico. É um feito fenomenal da parte do britânico. Após uma primeira metade de época muito renhida, este agarrou as rédeas do seu Mercedes e dominou a segunda metade da época. No que toca ao Sebastian Vettel, pode ser que seja para o ano, isto se o Charles Leclerc não tiver nada a dizer sobre o assunto.
Piloto do dia – Stoffel Vandoorne
Fonte: McLaren
Nem só dos vitoriosos se faz um Grande Prémio, e os pilotos que geralmente ficam mais para trás na grelha de partida também merecem ser mencionados, e quem hoje merece é Stoffel Vandoorne. O belga da Mclaren teve uma época saída de um pesadelo, começou bem, com resultados muito próximos de Fernando Alonso, mas desde o Grande Prémio do Azerbaijão que não era capaz de pontuar, até hoje. Após começar na 17ª posição, uma excelente capacidade de conservação dos pneus e uma condução muito madura, colocaram o piloto da Mclaren na 8ª posição, um prémio de compensação para um piloto que no próximo ano não vai fazer parte da Fórmula 1.
Fez-se história na WWE com o primeiro evento exclusivamente feminino! O cartaz era interessante e, apesar das baixas expetativas em relação a alguns combates, o Evolution foi um excelente evento, com os bons momentos a superiorizarem claramente o que correu mal.
A qualidade das exibições foi muito acima do esperado, com o destaque maior no Last Women Standing entre Becky Lynch e Charlotte Flair, que roubaram o show como combate da noite e, possivelmente, um dos combates do ano.
Quanto aos resultados, temos nova campeã do NXT e a vencedora do Mae Young Classic definida, em mais um combate de grande qualidade. Trish Stratus e Lita voltaram à competição, numa noite em que prevaleceu a nostalgia, emoção e orgulho na evolução feminina que se vive hoje em dia na WWE.
Depois do grande prémio do Japão ter coroado Marc Márquez como pentacampeão, o mundial de Motociclismo viajou até ao circuito de Philip Island, na Austrália para a penúltima prova da gira asiática. Mas, desta vez, os reis da festa não foram os mesmos dos últimos grandes prémios.
Marc Márquez (Honda), Andrea Dovizioso (Ducati), Valentino Rossi (Yamaha) e Maverick Viñales (Yamaha) mostraram-se bastante competitivos ao longo do fim-de-semana e estavam aptos a lutar pela vitória.
A prova começou com um grande arranque de Jack Miller, perseguido por Marc Márquez que conseguiu recuperar várias posições e passar para a liderança da prova. Durante as primeiras voltas, a distância entre os primeiros classificados era mínima, apenas um segundo e meio separava Márquez e Viñales que ocupava a oitava posição.
O piloto espanhol da Honda parecia querer distanciar-se e tentar vencer no circuito de Philip Island como pentacampeão da classe rainha, mas sofreu um toque de Johann Zarco no final da reta da meta. Márquez conseguiu evitar a queda, mas a sua Honda ficou bastante danificada e o Márquez teve de abandonar a prova à sétima volta.
Se até este grande prémio a luta pela vitória era entre Márquez e Dovizioso, a prova australiana começava a ter novos protagonistas. Maverick Viñales começava a dar cartas na liderança da corrida, enquanto Rossi, Iannone, Dovizioso e Álvaro Bautista lutavam por um lugar no pódio.
Dovi e Bautista lutaram pelo pódio em Philip Island Fonte: MotoGP
A duas voltas do final, a diferença entre o piloto espanhol da Yamanha e o italiano Iannone era de cinco décimas e tudo parecia feito à medida para que Viñales terminasse com a seca de vitórias da Yamanha, que alcançava uma vitória desde o grande prémio da Holanda em 2016.
O piloto espanhol não tremeu, apesar do desgaste dos pneus e alcançou o lugar mais alto do pódio, seguido de Andrea Ianonne e Andrea Dovizioso.
Na categoria de Moto2, Francesco Bagnaia e Miguel Oliveira saíram de Phillip Island ainda a lutar pelo título mundial.
Oliveira ainda sonha com o título de campeão mundial Fonte: RedBull KTM Ajo
Após uma corrida onde ambos os pilotos partiram mais atrás na grelha de partida, o líder do campeonato terminou a prova no 12º lugar e ainda conseguiu arrecadar quatro pontos.
Já o português Miguel Oliveira concluiu a prova em 11º e conseguiu reduzir a diferença para Bagnaia nas contas do título. Graças a isso, o português chegará a Sepang, na Malásia, com uma desvantagem de 36 pontos para o italiano, que terá de ser reduzida se Oliveira quiser lutar pelo título de campeão no grande prémio Valência.
Naquele que era o encontro cabeça de cartaz da terceira jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, O Benfica foi até Oliveira de Azeméis vencer a União por 3-1. Resultado extremamente importante para os encarnados que, assim, voltaram a saber o que era ganhar no Salvador Machado. Algo que já não acontecia desde 2014/2015.
A partida teve um começo equilibrado, com ambas as equipas a não conseguirem aproveitar o seu tempo de ataque. A única exceção à regra ocorreu por volta dos quatro minutos, quando Jordi Adroher, à meia volta, obrigou Puigbi a realizar uma enorme intervenção.
O jogo estava bastante encaixado, sendo que tanto a Oliveirense como o Benfica optaram por posses, na sua maioria, mas longas com o objetivo de atacar, somente, no momento certo.
Perto da marca dos dez minutos, os encarnados dispuseram de uma situação de contra-ataque de dois para um, mas Adroher, isolado após um passe de Diogo Rafael, não conseguiu marcar. Pouco depois, Jordi Bargalló ganhou espaço para stickar, mas Pedro Henriques negou o golo ao espanhol. Volvidos alguns momentos, Marc Torra, através de um lance aéreo, viu o golo ser lhe negado pela luva esquerda do guardião das águias. Passados dois minutos, nova situação de contra-ataque para o Benfica, com os mesmos intervenientes e o mesmo desfecho, com Puigbi a levar a melhor diante de Adroher. No lance seguinte, foi a vez de Pedro Henriques tirar o “pão da boca” a Ricardo Barreiros.
A cerca de sete minutos para a pausa, Bargalló conseguiu passar por entre dois jogadores do Benfica e com apenas o guarda-redes encarnado pela frente, acabou por enrolar a bola ao poste direito. Segundos depois, Nicolia recuperou o esférico em zona extremamente favorável e serviu Lucas Ordoñez, mas o EX-Barcelona não conseguiu concretizar. Com menos de quatro minutos para se jogar, Ordoñez voltou a ser protagonista, mas não conseguiu bater Puigbi que, com o capacete, travou uma fortíssima stickada do argentino.
Num encontro tão equilibrado, apenas um toque de magia poderia abrir o marcador e foi isso mesmo que aconteceu. Quando já faltavam menos de dois minutos para o intervalo, Jorge Silva, no interior da área benfiquista, disse sim a um passe de Ricardo Barreiros e fez o 1-0.
Concluída a primeira metade, a Oliveirense vencia o Benfica por 1-0. Resultado justo, em virtude da maior eficácia demonstrada pelo conjunto de Oliveira de Azeméis. De modo geral, os vinte e cinco minutos iniciais foram bastante agradáveis, com vários bons momentos de hóquei em patins onde, na sua maioria, os guarda-redes levaram a melhor.
Apesar de não estar completamente cheio, o pavilhão Doutor Salvador Machado esteve muito bem composto Fonte: SL Benfica – Modalidades
Na segunda parte, o jogo manteve a componente cerebral, tendo sido o Benfica a ser a primeira equipa a conseguir criar perigo. Todavia, Valter Neves, em boa posição, enrolou a bola ao lado da baliza caseira. Minutos depois, num lance idêntico, Bargalló ficou muito perto de avolumar a diferença. Passado pouco tempo, Adroher arrancou para uma iniciativa individual e apenas não marcou porque Puigbi não permitiu.
Com o passar dos minutos, o encontro foi aumentando de intensidade e dinâmica, mas apenas a Oliveirense estava a conseguir dispor de claras chances de golo. Contudo, a margem mínima mantinha-se, sobretudo, devido a Pedro Henriques.
Em cima da marca dos 35 minutos do encontro, Nicolia beneficiou de um “brinde”, resultante de um corte de Diogo Rafael mas, isolado perante Puigbi, não conseguiu finalizar. Pouco depois, foi Emanuel Garcia a ter ficado perto de marcar, mas o desvio saiu ao lado. Passados alguns instantes, Pedro Henriques voltou a brilhar, desta feita, devido a uma grande stickada de Xavi Barroso.
Por cima da partida, a Oliveirense testava a resistência do guarda-redes benfiquista, enquanto que a equipa vermelha e branca apenas através de iniciativas individuais conseguiu criar perigo.
A perder, o Benfica tentava acelerar o jogo e fazer o tento do empate. No entanto, Puigbi estava num dia sim e ia conseguindo manter a sua baliza fechada a sete chaves. Todavia, a cerca de seis minutos do fim, enorme erro defensivo de Bargalló e Diogo Rafael, apenas com o guarda-redes da casa pela frente, não falhou e fez o 1-1.
O golo aumentou, ainda mais, a intensidade da partida e as oportunidades de golo surgiram, durante alguns momentos, quase em catadupa, nas duas balizas. Porém, o marcador não mexeu.
Já dentro do último minuto do encontro, Diogo Rafael recuperou a bola na defensiva da Oliveirense e, ao ver Nicolia em excelente posição, serviu o argentino que apontou o 2-1.
A jogar em casa contra um concorrente direto na luta pelo título, a Oliveirense arriscou tudo e tirou o guarda-redes para colocar um quinto jogador de campo. Esta situação acabou por ser aproveitada pelo Benfica. Diogo Rafael, quem mais, recuperou o esférico e com a baliza totalmente deserta, não perdeu a oportunidade e fixou o resultado final em 3-1.
Terminado o jogo, o Benfica derrotou, fora, a Oliveirense por 3-1. No entanto, a partida foi bastante equilibrada e intensa, sendo que, no segundo tempo, a equipa da casa até foi superior. Contudo, o conjunto benfiquista conseguiu, muito devido a Pedro Henriques, manter a desvantagem de um golo. Na derradeira parte da partida, foi competente na reação à perda de bola, especialmente Diogo Rafael, tendo aproveitado, com sucesso, as oportunidades que teve para mudar o rumo dos acontecimentos.
Assim, o Benfica conseguiu obter uma importantíssima vitória, que o faz alcançar a melhor contabilidade pontual em jogos fora diante dos principais rivais dos últimos anos. A Oliveirense, por seu lado, perde uma enorme oportunidade para marcar uma posição, ainda para mais no seu reduto.
UD Oliveirense: 88-Xavier Puigbi (GR), 6-Xavi Barroso, 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló e 15-Jorge Silva
Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 77-Ricardo Barreiros (CAP.) e 84-Emanuel Garcia
SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael e 7-Jordi Adroher
O Sporting CP venceu hoje o Boavista FC por 3-0, em jogo a contar para a oitava jornada da Primeira Liga. A partida afigurava-se importante para os “leões”, depois do empate do SC Braga e da derrota do SL Benfica, pelo que José Peseiro apostou de início em Diaby, para dar explosão ofensiva aos da casa. De destacar também a manutenção da titularidade de Renan, na baliza; e os regressos de Mathieu ao onze titular e de Bas Dost ao banco de suplentes. Já Jorge Simão, do lado boavisteiro, fez estrear Edu Machado nesta edição do campeonato.
E que início de jogo! Ainda não estavam completados três minutos de jogo e Battaglia disparou do meio da rua para uma grande defesa de Helton Leite. O guarda-redes brasileiro nem teve tempo de recuperar o fôlego antes de defender novo remate na sequência da jogada, desta vez por Acuña. A resposta dos axadrezados não foi menos perigosa: que obra de arte ia fazendo Mateus, mas o remate em jeito a partir da esquina da área só parou no poste da baliza de Renan.
O Sporting foi gerindo a partida e tendo mais presença ofensiva do que nas últimas partidas, ainda que a pontaria não estivesse afinada. Seba Coates subiu e cabeceou aos 16 minutos, mas a bola saiu ao lado. Depois foi Nani, num ensaio mais perigoso, a cabecear para defesa atenta de Helton.
Mas se o tal ensaio do internacional português não correu bem, Nani soube aprender com os erros e não falhou na oportunidade seguinte. Cruzamento de Montero após bom trabalho individual e Nani a voar para o golo. O cabeceamento ainda foi defendido por Helton, mas tinha selo de golo e só parou lá dentro. 1-0 para o Sporting.
Até ao final da primeira parte, o Sporting conseguiu gerir bem a vantagem, que se adequava bem ao que se estava a passar dentro das quatro linhas.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Já no segundo tempo, os ânimos aqueceram um bocado, mas num bom sentido. O Boavista tentou dar o ar da sua graça através de Fábio Espinho, que rematou bem junto ao poste. O Sporting não se fez de rogado e carregou no acelerador.
À passagem da hora de jogo, os leões ampliaram a vantagem pelos pés de Bruno Fernandes (e que pés!): Diaby cruzou para a entrada da área, onde o internacional português apareceu para armar um portentoso remate que só parou no fundo das redes.
Os adeptos leoninos ainda não tinham recuperado a voz do segundo golo quando levantaram os cachecóis e festejaram o terceiro: Bruno Gaspar cruzou para a entrada da área, à semelhança do segundo golo, Bruno Fernandes remata contra um defesa e a bola sobra para Nani, que bisou na partida.
Pensava-se que o ponto alto da partida era este grande ímpeto ofensivo do Sporting, que não aparentava assim tanto desgaste quanto se pensava, mas na verdade foi o regresso de Bas Dost. Quando o holandês se aproximou da linha de meio-campo, já se ouvia o típico canto dedicado ao ponta-de-lança, porém, quando este entrou, os 27 mil adeptos gritaram em uníssono o nome de Bas Dost, com o mesmo a agradecer o carinho demonstrado.
A partir deste momento, poucas jogadas ofensivas se viram por parte do Boavista, que tentava responder aos dois golos repentinos mas sem sucesso. Por sua vez, o Sporting conseguia aproximar-se facilmente da área de Helton, com os jogadores boavisteiros a fazerem das tripas coração para não sofrer o quarto tento.
A partida acabou por terminar com uma vitória confortável do Sporting, após a derrota na Europa, contrariando assim o estigma dos maus jogos na caminhada europeia.
Com o cenário perfeito pela frente, o FC Porto procurava aproveitar o deslize dos rivais da Luz e igualar pontualmente o SC Braga, líder à condição, que também escorregou nesta jornada. Os dragões procuravam prolongar o bom momento alcançado na Rússia, enquanto os fogaceiros, depois da vitória na Taça de Portugal, procuravam pelo menos o ponto.
Os primeiros minutos deixaram ver um FC Porto perfeitamente à vontade em casa; dominador, pressionante e muito rápido na variação do centro de jogo. Foi sem surpresas que aos oito minutos as redes dos visitantes balançaram pela primeira vez; depois de uma bola recusada num canto, Danilo recebeu e atirou certeiro para o golo. No entanto, o lance foi corretamente anulado um minuto depois por fora de jogo do internacional português.
Os 20 minutos iniciais foram marcados pelas recuperações de posse de Danilo e pela construção característica e vincada de Óliver Torres. Os médios português e espanhol dos azuis e brancos encheram o meio campo e o olho dos adeptos. Aos 22 minutos Felipe chega ao golo. Num lance de bola parada bem estudado e melhor aplicado, o central brasileiro saltou quase sem oposição e de cabeça atirou a contar. Apesar da sinalética de fora de jogo do árbitro auxiliar, três minutos depois, e após consulta do VAR, Rui Oliveira validou o golo dos dragões.
À passagem da meia hora, e pelos pés de Edson Farias, o CD Feirense esteve perto do golo. O médio brasileiro recuperou a posse e ainda fora da área rematou para defesa espetacular de Iker Casillas. Quatro minutos depois, Edinho voltou a testar a coordenação da defesa portista ao atirar ao lado, depois de aguentar a pressão adversária.
Aos 42 minutos, Danilo utilizou o passe longo para chamar Corona ao jogo. O mexicano trabalhou muito bem sobre Vitor Bruno, tirando-o do lance, e serviu Tiquinho Soares, que falhou a emenda de cabeça. Nas suas costas, oportuno, Brahimi disparou de primeira, à barra. Ainda antes do apito para o intervalo, Tiquinho isolou Marega, mas o maliano permitiu uma bela intervenção de Caio Secco, que evitou um mal maior para o seu conjunto.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
A entrada na segunda parte voltou a confirmar um FC Porto inconformado com a vantagem obtida até então. Aos 54 minutos de jogo, Corona solicita Tiquinho Soares na área e o brasileiro até marcou, mas o lance foi bem anulado por fora de jogo. Aos 60 minutos, novo lance duvidoso; na sequência de um canto curto, Sturgeon emenda de calcanhar o cruzamento e fez um belo golo, embora anulado por fora de jogo pelo árbitro auxiliar e confirmado pelo VAR.
À procura de segurar mais o meio campo e sair com certeza para o ataque, sem descompensar em demasia o setor mais recuado, Herrera foi chamado a jogo e foi já com o mexicano em campo que Tiquinho falhou escandalosamente o 2-0 aos 68’. Brahimi mastigou o lance na direita e combinou por duas vezes com o brasileiro, deixando-o na cara de Caio Secco; na definição, atirou a rasar o poste direito.
O jogo adormeceu e o CD Feirense foi conseguindo mais aproximações à área adversária, no entanto sem conseguir assustar os da casa. Foi já aos 80’ que os campeões nacionais sacudiram a monotonia e voltaram a pôr ordem no jogo. Óliver recuperou a posse ainda no meio campo fogaceiro, conduziu o lance pela direita e entregou a Brahimi. O argelino tocou de calcanhar para Tiquinho e o brasileiro serviu Marega para o golo. À primeira Caio ainda defendeu, mas nada conseguiu fazer para parar a recarga.
O perigo voltou à baliza do CD Feirense cinco minutos depois; Tiquinho cruzou atrasado para a emenda de calcanhar de Brahimi. Desta vez, e de forma espetacular, Caio negou o golo. No primeiro minuto de compensação, Herrera desmarcou o recém-entrado Adrian López que rematou ao lado. Antes do final da partida, aos 90’+4’, destaque ainda para a intervenção dupla de Casillas; João Silva viu o guardião espanhol negar-lhe o golo por duas vezes no mesmo lance.
Onzes iniciais:
FC Porto: Casillas; Alex Telles, Militão, Felipe e Maxi; Danilo, Óliver Torres, Brahimi (Adrian López, 86’) e Corona (Herrera, 63’); Tiquinho Soares e Marega (André Pereira, 81’).
CD Feirense: Caio Secco; Vitor Bruno, Bruno Nascimento, Briseño e Tiago Mesquita; Luis Machado, Alphonse (João Tavares, 80’), Tiago Silva e Edson Farias (Brian Gómez, 88’); Edinho e Fábio Sturgeon (João Silva, 80’).