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SSC Napoli 1-0 Liverpool FC: Ninguém resiste para sempre

O estádio San Paolo recebeu um dos jogos grandes desta segunda jornada da Liga dos Campeões. Um jogo que colocou frente a frente Nápoles e Liverpool. Os italianos na primeira jornada não foram além de um empate na Sérvia diante do Estrela Vermelha, enquanto que os ingleses somaram três pontos, num triunfo suado e só garantido ao cair do pano frente ao Paris Saint Germain. Comparativamente com os 11 que alinharam no jogo passado, os treinadores procederam algumas alterações. Ancelotti, treinador do conjunto italiano, trocou Zielinski por Hamsík, fazendo cair Ruiz para o lado esquerdo do setor intermediário. Por outro lado, Klopp retirou Henderson e Sturridge, substituindo-os por Keyta e Firmino, respetivamente.

Assistiu-se a um primeiro tempo desprovido de grandes oportunidades, decorrente do facto de as equipas estarem “muito bem encaixadas uma na outra”, com linhas defensivas bastante compactas e tornando o jogo maioritariamente disputado a meio campo, não dando lugar assim a um elevado caudal ofensivo para nenhuma das partes. Contudo, dentro do registo de equilíbrio, que foi a primeira parte, é possível afirmar que a equipa napolitana foi quem mais se mostrou e procurou pela vantagem, colecionando duas oportunidades de golo e a supremacia no capítulo da posse de bola.

A primeira grande oportunidade, à passagem dos 11 minutos de jogo, surgiu por intermédio de Insigne, que com um remate forte, a arrasar o poste esquerdo da baliza de Alisson, deixou o cheiro a golo no San Paolo e materializou a excelente entrada do Nápoles na partida com esta bela chance. Nota também para a infeliz lesão de Naby Keita nesta primeira parte. Após extensos e “enfadonhos” minutos de um espetáculo com pouca história, o jogo torna a ganhar algum interesse e alento com um potente remate de autoria de Milik.

Chegava assim o término da primeira parte, que apesar de alguma superioridade, por parte do Nápoles, mostrava no marcador um resultado que se deve considerar justo.

Mantendo-se a mesma toada da primeira parte, dentro daquilo que era o equilíbrio da partida, foi de novo o Nápoles quem mais se mostrava e foi acumulando oportunidades:

50´ na conclusão de uma boa jogada de entendimento coletivo, Milik rematou rasteiro fora da área, mas viu mais uma vez Alisson negar-lhe o golo com uma defesa de belo efeito.

52´nova intervenção de Alisson, desta feita anulando o golo a Fabian Ruiz, ao rematar também fora da área, num lance que se tornara frequente dada a fragilidade que a linha defensiva dos red iam apresentando.

Ao final de 20 minutos de total controlo napolitano, o Liverpool deu finalmente um ar de sua graça. Mohamed Salah surge pela primeira vez em evidência e quase que marcava. Gesto técnico que lhe é bastante habitual, um remate em força sobre o poste direito da baliza de David Ospina.

Após este tentativa de inverter a tendência por parte da equipa de Klopp, tudo regressou ao normal com o Nápoles a assumir as despesas do jogo e a começar a “colocar mais carne no assador”. A linha defensiva subiu, foi feita uma pressão alta e a equipa do Liverpool ficou submetida aos últimos 30 metros do campo. As repercussões desta abordagem rapidamente se fizeram sentir. Primeiro com Callejon na cara do guarda-redes a perder para o adversário e depois, já dentro dos últimos 10 minutos da partida, Dries Mertens teve nos pés a melhor oportunidade da partida, mas não correspondeu de forma exímia ao cruzamento de Mário Rui e atirou à barra de Alisson. O Liverpool podia respirar de novo e continuava a resistir a este pressing dos italianos.

Fonte: UEFA

Está escrito que apenas os gatos têm sete vidas…E assim foi, o Liverpool não podia nem sequer merecia, sobreviver para sempre. Foi assim, à passagem do minuto 90, que Insigne coloca a sua equipa em vantagem. Uma jogada que é um hino ao futebol. Depois de segundos de paciência e posse, o Nápoles guardou a bola e depois lançou o ataque rapidíssimo, com a mudança do jogo para a extrema direita, cheia de combinações e passes, que colocam Callejon em excelente posição para oferecer o golo, ao internacional italiano, Lorenzo Insigne, que mergulha para empurrar a bola e fixar o 1-0 final.

Justiça no marcador. Vitória para os napolitanos, que assim viram recompensada a boa exibição e o claro domínio sobre os adversários, ganhando ainda enorme motivação para seguir em frente na prova.

Onzes iniciais

SSC Napoli: David Ospina, Mário Rui, Nikola Maksimovic, Kalidou Koulibaly, Raúl Albiol, Allan, Fabián Ruiz( Verdi´68), Marek Hamsík(Zielinski´81), José María Callejón, Lorenzo Insigne, Arkadiusz Milik(Mertens´68)

Liverpool FC: Alisson Becker, Virgil van Dijk, Joe Gómez, Andy Robertson, Alexander-Arnold, Gini Wijnaldum, James Milner(Fabinho´76), Naby Keita(Henderson´19), Roberto Firmino, Sadio Mané(Sturridge´89), Mohamed Salah

Tottenham HFC 2-4 FC Barcelona: D10S mio, Lionel!

Messi, Messi, Messi e mais Messi. O Barcelona foi a Wembley vencer o Tottenham por 4-2, num encontro que ficou marcado pela genialidade do camisola ‘10’ do Barça, que bisou, pensou, sentou, executou e cilindrou: uma autêntica lição de futebol pelo mago da Argentina.

E que melhor maneira de os catalães entrarem no seu jogo 300 na maior competição de clubes do planeta senão… com um golo: Messi, com um passe magnífico, encontrou Jordi Alba; o espanhol, com a saída prematura de Lloris dos postes, não hesitou em tocar para Coutinho, que não facilitou e inaugurou o marcador. Dois minutos jogados em Londres, os visitantes sorriam e Messi começava a espalhar a sua magia aos poucos.

Num encontro bastante equilibrado a meio-campo, com muitas disputas entre os homens de ambas as equipas, era mesmo o astro argentino que mais se ia destacando, mostrando sucessivamente o porquê de ser considerado de outro planeta.

E de outro planeta pareceu surgir o segundo do Barcelona na partida, aos 28 minutos: trabalho esforçado de Coutinho na linha de fundo e Rakitić, com um volley perfeito, a bombear as redes de Lloris. A jogada do golo, como não poderia deixar de ser, começou no pé esquerdo mais invejado do mundo, e que um dia será alvo de estudo, dada a sua anatomia fora do comum.

Até ao recolher obrigatório aos balneários, o Tottenham ainda chegou com perigo à baliza do Barcelona, pelo intermédio de Lamela, mas a defesa catalã não tremeu e respondeu de forma exemplar, não dando qualquer margem de manobra aos ingleses.

A relação de Coutinho e Messi dentro de campo dá cada vez mais frutos
Fonte: UEFA

No início do segundo tempo, Messi esteve muito próximo do golo por duas ocasiões, aos 47 e 52 minutos: em lances muito semelhantes, o avançado de 31 anos atirou rasteiro ao poste esquerdo da baliza dos Spurs.

Mas como já se sabe, o futebol é vivido à base do sentido de oportunidade, oportunidade essa que Harry Kane, segundos depois do sufoco de Lionel, não quis desperdiçar: movimento magistral do inglês sobre Nélson Semedo, e o remate a sair colocado, sem hipóteses para Ter Stegen.

Mas como já se sabe também, “não há duas sem três” e “à terceira é de vez”. E foi mesmo: cruzamento rasteiro de Jordi Alba, Suárez a deixar a bola passar e Messi, finalmente, a acrescentar o seu nome à lista dos marcadores. 56 minutos decorridos, 3-1 para o emblema blaugrana e os adeptos enlouqueciam.

Apesar do maior domínio do Barcelona, que ia pautando os momentos do  jogo à sua medida, o Tottenham conseguiu chegar ao segundo: Lamela, que já tinha ameaçado Ter Stegen, viu o seu remate enganar o guarda-redes alemão, após um desvio do brasileiro Arthur.

Os londrinos, que na primeira jornada perderam no reduto do Inter de Milão, precisavam urgentemente de chegar ao empate, que esteve muito próximo aos 84 minutos, quando Lenglet deu o “peito” às balas e desviou o tiro de Lucas.

Em cima dos 90, Messi acabaria por fechar a contagem, num encontro que ficará na história como um dos maiores recitais de sempre de D10S.

 Onzes Iniciais:

Tottenham HFC: Lloris, Trippier, Alderweireld, Sánchez, Davies; Winks, Wanyama (Dier 57’), Lucas, Lamela (Llorente 79’), Son (Sissoko 66’); Kane.

FC Barcelona: Ter Stegen, Semedo, Piqué, Lenglet, Alba; Busquets (Vermaelen 90+1’), Arthur (Vidal 87’), Rakitić; Coutinho (Rafinha 83’), Messi, Suárez.

FC Porto 1-0 Galatasaray SK: Marega coloca dragão no topo

O FC Porto venceu o Galatasaray por uma bola a zero, em jogo a contar para a segunda jornada do grupo D da Liga dos Campeões. Marega teve cabeça para dar a vitória aos azuis e brancos, que ultrapassaram assim os turcos na frente da tabela.

O Dragão vestiu-se de gala para receber o primeiro jogo europeu da época. O FC Porto recebeu os turcos depois de empatar a uma bola na primeira jornada, na deslocação a Gelsenkirchen, e em caso de vitória assumia a liderança do grupo. No onze inicial, duas novidades relativamente ao encontro de sexta-feira, frente ao CD Tondela: Danilo voltou à titularidade no meio campo, enquanto que na frente entrou Corona, depois da lesão de Aboubakar o ter afastado da competição. Assim, Sérgio Conceição fez a equipa alinhar num 4-3-3, com Herrera, Otávio e Danilo no meio campo e o ataque com Brahimi e Corona nas alas e Marega na frente. Quanto ao Galatasaray, dois regressos à invicta. Fernando e Maicon alinharam de início no onze de Fatih Terim e voltaram a pisar o relvado de uma casa que já conhecem bem.

E se os primeiros aplausos da noite foram para a entrada em campo dos azuis e brancos, os primeiros assobios foram mesmo para Maicon. Toda a polémica que envolveu a saída do central brasileiro não foi esquecida pelos adeptos, que fizeram questão de o demonstrar a cada toque na bola. Dentro das quatros linhas, pertenceu ao Galatasaray AS o primeiro remate do encontro, que acabou por sair fraco e à figura de Casillas. O FC Porto respondeu com um cabeceamento por cima de Marega, mas o primeiro momento de perigo foi mesmo para os turcos. Sinan Gumus apareceu na área para finalizar o cruzamento de Onyekuru e valeu Maxi Pereira para afastar a bola e evitar o golo.

A resposta do FC Porto chegou à passagem do minuto 25, com Muslera a negar o primeiro do jogo a Brahimi. Corona trabalhou na direita do ataque e cruzou para a área, onde apareceu o argelino que, com um remate à meia volta, teve nos pés a melhor ocasião da equipa até esse momento. A dois minutos dos 40’, nova investida turca e duas boas ocasiões para abrir o marcador. Primeiro valeu Casillas a fazer a mancha ao remate de Nagatomo e, logo de seguida, foi a vez de Onyekuru voltar a ameaçar, com um remate forte à malha lateral.

O intervalo não chegou sem nova oportunidade para os visitantes e sem mais uma gigante intervenção de Casillas. Otávio perdeu a bola numa saída para o ataque e Sinan Gumus aproveitou para voltar a aparecer na cara do guarda-redes espanhol que, com o pé, voltou a impedir a desvantagem na partida.

Ao intervalo, valia ao FC Porto Iker Casillas, que por duas vezes negou o golo certo aos turcos
Fonte: FC Porto

E se os turcos saíram por cima para o descanso, os dragões entraram a vencer na segunda parte. À passagem do minuto 49 Alex Telles bateu um canto na esquerda e, de cabeça, Marega apareceu na área para o primeiro golo europeu no Dragão. Estava feito o 1-0. O Galatasaray AS procurou dar uma resposta, mas o perigo voltou a pertencer ao FC Porto. Após cruzamento de Brahimi novamente pela esquerda do ataque, o mexicano rematou de primeira para a defesa de Muslera, ao minuto 66.

Dez minutos depois Rodrigues apareceu em boa posição para reestabelecer a igualdade, mas apenas com Casillas pela frente atirou por cima. Gumus também podia ter feito o empate, mas cabeceou ao lado após livre do ex-portista Maicon. Com os turcos a tentarem o golo, Marega podia ter sentenciado a partida ao minuto 83. André Pereira isolou o maliano com um passe a rasgar a defesa, mas Muslera conseguiu evitar o segundo do encontro.

André Pereira podia também ter contribuído para uma vantagem mais dilatada, já em cima dos 90, mas o resultado acabou mesmo por não se alterar. Com esta vitória o FC Porto soma quatro pontos e ascende ao primeiro lugar do grupo, deixando para trás os turcos, com os três pontos conquistados frente ao Lokomotiv.

Onzes iniciais

FC Porto: Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Otávio (André Pereira, 79’), Danilo, Herrera (Sérgio Oliveira, 88’), Corona (Óliver, 69’), Brahimi e Marega

 

Galatasaray AS: Muslera, Nagatomo, Serdar Aziz, Maicon, Linnes, Belhanda (Feghouli, 73’), Donk (Inan, 68’), Fernando (Yunus Akgun, 84’), Rodrigues, Onyekuru e Sinan Gumus

Soa o alarme no Bessa

Vinda de uma temporada tranquila, a equipa de Jorge Simão está a demorar a acertar o passo, estando, ao fim de seis jornadas, em zona de descida de divisão com apenas quatro pontos. A pressão aumenta e, qualquer resultado que não seja a vitória na receção ao CD das Aves da próxima jornada, pode resultar em chicotada psicológica.

Na temporada passada, após seis jogos oficiais e apenas uma vitória, Miguel Leal era despedido e substituído por Jorge Simão. Apesar de ser um dos treinadores mais jovens da Primeira Liga Portuguesa, o técnico chegava com currículo e, inclusive, com qualificações europeias nos trabalhos anteriormente realizados. Com passagens pelo CF Belenenses, Atlético CP, FC Paços de Ferreira, GD de Chaves e, sobretudo, pelo SC Braga, Jorge Simão era visto como o homem ideal para tirar a equipa da apatia que vivia e para conseguir atingir o objetivo de terminar entre os primeiros 10 classificados. Após se estrear com uma sensacional vitória perante o SL Benfica, o Boavista FC de Jorge Simão conseguiu terminar em 8.º lugar, aumentando a expetativa para a nova temporada.

O Boavista FC tem como objetivo intrometer-se na luta pela Europa. A sua última participação foi na época 2002/2003
Fonte: Boavista FC

Foi um defeso muito movimentado no Bessa. A nível de saídas, o ex-campeão nacional perdeu o seu guarda-redes titular, Vágner, e mais duas peças basilares para o técnico de 42 anos: Renato Santos e Raphael Rossi. Três elementos indiscutíveis no xadrez de Jorge Simão na época anterior.

Quanto a entradas, destaque para o guarda-redes brasileiro Helton Leite, que tem sido dos melhores da equipa, para o defesa central Neris e para o ponta de lança Federico Falcone. A nível de reforços têm sido os que têm estado mais em destaque, sendo que no último jogo ante o Rio Ave FC, Nwankwo Obiora e Rafa Lopes entraram no 11 inicial e prometem ser jogadores importantes para o melhoramento da equipa. A grande vitória do Boavista FC neste defeso foi mesmo o elevado rol de renovações, que permitiu que a base do sucesso da época passada se mantivesse.

Apesar da manutenção da espinha dorsal da equipa, o Boavista FC atravessa um momento terrível. Após arrancar com uma vitória de 0-2 em Portimão, seguiu-se uma derrota caseira com o SL Benfica e um empate fora com o CD Feirense. A partir daqui foi o descalabro com três derrotas consecutivas. Goleados nos Açores pelo CD Santa Clara, derrotados em casa pelo GD de Chaves e batidos nos Arcos pelo Rio Ave FC.

Apenas uma vitória em sete jogos oficiais, põe o lugar de Jorge Simão em risco
Fonte: Liga Portugal

Mantendo o ADN da época transata, o Boavista FC continua a ser uma equipa que dá gosto ver, com elementos de uma qualidade enorme como Rochinha, Fábio Espinho, David Simão ou André Claro. Uma equipa de posse, com jogo interior e exterior e com soluções no plantel que permitem a Jorge Simão tornear e alterar o seu modelo de jogo consoante as necessidades da equipa em determinado jogo.

Portanto, o que se passa? O que se passa, é que o Boavista FC é um dos clubes com mais responsabilidade do país e que esta época pretendia fazer melhor que o 8.º lugar e tentar entrar na luta pela Europa. Os resultados não aparecendo, a pressão e ansiedade aumentam, ficando espelhado nas últimas exibições das ‘Panteras’ tais sintomas.

Olhando para a qualidade do plantel e da equipa técnica, dir-se-ia que é uma questão de tempo até a máquina engrenar, mas sabemos que no futebol, a paciência não é um fator que conte. A próxima jornada, é uma receção ao CD das Aves e um resultado que não a vitória, pode mesmo implicar alterações na liderança do grupo de trabalho.

É expectável que Jorge Simão não fuja muito das opções que tomou nos Arcos, na última jornada. Stephane Sparagna, expulso, dará lugar a Raphael Silva no centro da defesa, sendo que Neris, Carraça, Talocha e o guarda-redes Helton Leite permaneçam no 11 inicial. Nwankwo Obiora ‘roubou’ o lugar a Idris Mandiang, sendo esta a posição mais duvidosa. Tanto pode voltar a alinhar com Obiora ou fazer regressar Idris, como pode lançar Rafael Costa, um jogador mais criativo e com excelente qualidade de passe e visão de jogo. Rochinha, Fábio Espinho, David Simão são, à partida, intocáveis, havendo a dúvida se André Claro permanece no 11 ou se volta Mateus, para dar outra velocidade, profundidade e explosão ao ataque axadrezado. Rafa Lopes, que até marcou ao Rio Ave FC, deve manter-se na titularidade, relegando novamente para o banco Federico Falcone. Jogo de grandes nervos no Bessa…

Foto de Capa: Boavista FC

Força da Tática: Prometi nunca te trair Pep mas amo-te Julian

Na segunda jornada do Grupo F, o último classificado Manchester City deslocou-se até à Alemanha para defrontar o TSG Hoffenheim. Maior novidade que os citizens ocuparem a última posição do grupo, só mesmo o próprio adversário que iam enfrentar, já que era a primeira vez que o Rhein-Neckar-Arena ia receber um jogo da Liga dos Campeões (fase de grupos).

Ao comando do Hoffenheim está Julian Nagelsmann, que continua a adicionar capítulos aquela que já é uma das melhores histórias do futebol europeu nos últimos anos. Agora, qualquer história sobre futebol que não tenha a participação de Guardiola fica, no mínimo, incompleta.

Ontem, essa história, ficou mais completa, mas (muito) longe de estar finalizada.

A equipa inicial do TSG Hoffenheim em Portugal era o “choradinho”

Vogt, Kasim Adams, Hübner, Nordtveit, Bicakcic, Schulz e Steven Zuber. Sete jogadores, que têm em comum o facto de, para além de serem peças importantes, estarem fora deste jogo. Os primeiros cinco, que enumerei, são defesas centrais.

Enfim, uns ligeiros problemas para aquele que era o maior jogo, até à data, da história do clube.

Julian Nagelsmann, em resposta a esses pequeníssimos problemas, foi pela segunda vez (depois do último jogo para a Bundesliga) à equipa B resgatar Hoogma para o papel de Vogt. Alternado entre a posição de defesa central (no meio de Akpoguma e Posch) e de médio defensivo.

Com alguma surpresa, Kramaric e Bittencourt ficaram fora das opções iniciais, com Joelinton e Demirbay a ocuparem as suas posições.

Equipa inicial do TSG Hoffenheim: Baumann, Akpoguma, Hoogma, Posch, Kaderabek, Grillitsch, Brenet, Szalai, Demirbay, Belfodil e Joelinton.

Já o Manchester City FC, com um olho em Anfield, fez alinhar Ederson, Walker, Kompany, Laporte, Otamendi, Gundogan, Fernandinho, Silva, Sane, Aguero e Sterling. Bernardo começou o jogo no banco.

Ai Jesus, que a memória nos está falhar!

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Há poucas coisas que mexem mais com o meu sistema nervoso que a falta de memória ou a memória seletiva. Ontem, após o jogo com o AEK os benfiquistas parecem ter sofrido um colapso que, de facto, lhes afetou a memória. Como tal, esta carta é para todos aqueles que partilharam capas de jornais feitas nos momentos mais áureos da «era JJ».

Antes de mais, meus caros compatriotas (podemos tratarmo-nos assim?), não estou prestes a escrever uma tese a favor do Rui Vitória nem tão pouco contra Jorge Jesus, mas há que pôr os pontos nos i’s. Visto que estamos numa de recordações, comecemos pelo início.

Estamos no ano de 2009. Ninguém quer o Jorge Jesus no Benfica, pois todos se recordam das suas declarações enquanto treinador do Braga. Tudo certo, afinal, seria a reação normal de qualquer adepto. Pouco tempo depois, percebemos que se calhar até foi uma boa ideia de Luís Filipe Vieria e dá gosto ver aquele Benfica! Aliás, permitam-me dizer, que foi o melhor Benfica que vi na minha curta vida. Recordo a época 09/10 com carinho. Voltámos a ser campeões e, melhor, com Aimar, Saviola, Di Maria, Fábio Coentrão, Javi Garcia, Ramires, Cardozo. Morro de saudades desse ano. Mas depois lembro-me que andámos até ao fim a lutar pelo título com o SC Braga e fico com cara de enjoada.

Depois desse campeonato, lembram-se do que aconteceu? Ah, se calhar essa parte fugiu-vos da memória. Quando todos atacam o “medíocre” Rui Vitória, apagam da memória os três anos em que o Benfica foi HUMILHADO pelo rival FC Porto. Deixem-me avivar-vos a memória do Benfica «era JJ».

Novembro de 2010 diz-vos alguma coisa? David Luiz a defesa esquerdo, ajuda? Não vos julgo. Eu também apaguei esse jogo da minha memória, mas, meus queridos, ele aconteceu. O Sport Lisboa e Benfica, com Jorge Jesus no comando técnico, levou cinco batatas no Dragão. Mas o mau é o Rui Vitória, que tem um registo péssimo em jogos ditos de grandes. E Abril de 2011? Que época fatídica! Depois de levar cinco no Dragão, perdemos em casa e deixando o nosso rival festejar um campeonato na Luz (apagada). Mas calma, que 2010/11 ainda não acabou… Lembram-se de quem foi o nosso grande adversário nas meias finais da Liga Europa? Ah, o grande Braga! E quem é que ganhou? O Braga “do Jesus”, porque, como sempre, os clubes que vencem depois de ele de lá sair, só o fazem graças ao «cérebro».

Fontes: Record, ABola, OJogo

Meus queridos amigos, companheiros de bola e perfeitos desconhecidos, desçam à Terra. Pensem antes de falarem de boca cheia. A memória não vos pode falhar assim. Chega a ser vergonhoso.

A época acaba e Vítor Pereira assume o comando técnico do FC Porto. E o Benfica perde o campeonato. Os lenços brancos continuam a aparecer na Luz, não se percebe como Jorge Jesus ainda não foi despedido! Sim, porque foi isso que aconteceu. Depois do vergonhoso ano de 2010/11, já ninguém podia ver o senhor à frente e este ainda se dá ao luxo de perder outro campeonato, conquistando apenas a “taça da cerveja”.

E agora, querem avançar para o ano do tri do nosso rival ou ficamos por aqui? Falo do minutos 92? Do Kelvin? Não vale a pena. Mas há uma coisa nessa época que vale a pena recordar. Eu sei que quando pensamos na Taça de Portugal, só nos lembramos de um arraso emocional, de um Cardozo a sentir o clube contra Jorge Jesus e dele a afirmar, e com razão, “a culpa é tua!”. Mas eu vou ajudar-vos a ir mais além. Perdemos essa taça com o medíocre Vitória Sport Clube, treinado pelo medíocre Rui Vitória. Surpresa, surpresa!

E o que acontece depois? Todos querem o Jesus na rua. Ele não presta. Teve três anos a sobreviver de Taças da Liga e a proporcionar vergonhas frente ao rival do norte. Nenhum outro treinador teria as oportunidades que ele teve!

A “mão pesada” de José Peseiro

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Corria o minuto 72 e o SC Braga vencia o Sporting CP por um a zero, Nani apercebeu-se que ia ser substituído e, tal como as imagens comprovam, o internacional português não reagiu bem à decisão de José Peseiro. O capitão leonino barafustou, proferiu algumas palavras “entre dentes” pouco percetíveis, mas o seu desagrado, esse era bem notório. Confesso que na altura não me pareceu algo com demasiada importância, Nani via a sua equipa a perder num jogo importante frente a um rival e com o avistar do seu número na placa do quarto árbitro, a impotência e a frustração misturaram-se com o calor do jogo e o experiente jogador não conseguiu esconder o seu desagrado.

Mesmo assim e sendo fiéis ao que as câmaras captaram, o comportamento de Nani não foi algo de exagerado, um desagrado desmedido e exacerbado ou direcionado diretamente a alguém, nada disso, de todo. No entanto, Nani enverga a braçadeira de capitão e com a responsabilidade acrescida inerente esperar-se-ia outro controlo emocional por parte do experiente extremo. Nani deve primar pelo exemplo, para o bom e para o mau, e desta vez Peseiro não teve dúvidas na atitude a tomar. Como? Fazendo de Nani um exemplo, mas já lá vamos.

Após o jogo, ao que parece, o talentoso extremo retratou-se de forma privada perante o grupo e equipa técnica e, na minha opinião, José Peseiro e o plantel poderiam ter resolvido aí a questão, seja com uma repreensão ou com um castigo, pois parece-me que uma situação nestes moldes deve ser algo a gerir internamente, é algo que diz respeito ao grupo de trabalho e até para não dar azo a “folclore mediático” ou espaço ao “linchamento” público do jogador. Porém, o técnico coruchense optou por outra via para tratar o caso e viveu-se uma espécie de deja vu em Alvalade em matérias de comunicação, onde ao longo dos últimos anos, os conceitos de comunicação externa e interna têm sido constantemente mal empregues e pouco assertivos, trazendo sempre mais instabilidade do que ganhos.

Posto isto, na conferência de imprensa de antevisão à receção ao Marítimo SC, Peseiro não teve “papas na língua” e criticou de forma veemente a conduta do capitão leonino. Este para mim foi o erro garrafal do treinador da turma de Alvalade em todo o processo. Errou, principalmente, no canal que utilizou para passar a mensagem mas também no timing, fazendo uma reprimenda pública completamente evitável, reavivando um assunto que parecia morto e que deveria ter sido tratado “dentro de portas”. Assim, os holofotes viraram-se todos para a equipa e para o jogador em concreto, ofereceu-se terreno fértil para brotarem especulações e criou-se um alvoroço absolutamente desnecessário depois de uma derrota difícil de digerir.

Legenda: Nani foi castigado e não integrou as escolhas de Peseiro para a receção ao Marítimo SC
Fonte: Sporting CP

Para além deste “puxão de orelhas” em praça pública, quando saiu a convocatória leonina para esse jogo, o nome de Nani não estava na lista, tinha sido afastado da partida como castigo pela sua saída a contragosto em Braga. Do meu ponto de vista, riscar Nani do jogo não só me pareceu manifestamente exagerado como arriscado, tendo em conta a importância de dar uma resposta depois do desaire no Minho. Porém, quando em relação a sanções e castigos é difícil tomar uma posição totalmente vincada, pois para conduzir estas situações é preciso estar dentro do balneário, ter sempre em conta toda a estrutura que está por detrás de uma equipa de futebol e o respetivo código de conduta do clube que guia todo o trabalho.

Desta feita, José Peseiro deixou transparecer ainda a ideia de querer manter a coerência na sua forma de liderar o plantel: com “mão pesada” e elevando sempre valores como a equipa e a união. Esta forma de atuar ficou bem patente desde o início da temporada com os casos de Matheus Pereira e Chico Geraldes e parece que essa vai mesmo ser a linha a seguir, porque nem o capitão leonino saiu incólume.

As reações a todo o processo não tardaram em surgir e não poderiam ser mais ambíguas. Quando o nome de José Peseiro foi anunciado nos altifalantes de Alvalade, os assobios fizeram-se sentir como forma de protesto pela forma como o técnico tratou o “caso Nani” (nome pomposo dado pela comunicação social). Contudo, durante o decorrer do encontro, a curva sul não hesitou em demonstrar o seu apoio ao técnico com uma tarja onde se podia ler “Muito bem, míster”, demonstrando como o conceito “zero ídolos” ganhou ainda mais força em Alvalade depois das rescisões que assolaram o clube no verão e agora, qualquer dose, ainda que mínima, de vedetismo é prontamente reprovada pelos adeptos organizados do Sporting CP. Falando de reações, a de Nani ao longo de todo o processo pareceu a correta, o capitão da equipa verde e branca não se escondeu, publicou diversas mensagens de apoio à equipa nas suas redes sociais, como tem sido seu apanágio e ainda deu “um saltinho” ao pavilhão João Rocha para ver a equipa de andebol leonina antes de se encaminhar para os camarotes do Estádio José de Alvalade XXI.

Ainda assim e para concluir, penso que todo este imbróglio teve uma visibilidade e uma repercussão desmedida, muito graças às palavras de José Peseiro, dispensáveis na minha opinião e muito provavelmente, sem elas esta questão nem teria relevância e teria passado de forma bem mais ligeira pela ordem do dia.

Mas tudo está bem quando acaba bem, não é? O Sporting CP, mesmo sem Nani, recebeu e venceu a equipa insular, aproveitou o deslize do SL Benfica e voltou a colar-se ao topo da tabela (o que ajuda a “limpar para debaixo do tapete” todo o imbróglio), Nani descansou para o jogo de Liga Europa a meio da semana e José Peseiro sai reforçado. Ao que tudo indica, a situação ficará enterrada no passado, Nani manterá a braçadeira e a mensagem do treinador continua a passar: o grupo está acima de tudo, a união é chave e não serão tolerados quaisquer desvios desse caminho.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

AEK 2-3 SL Benfica: Foi preciso sofrer e muito!

Depois das derrotas frente a Ajax e FC Bayern Munique na jornada inaugural da Liga dos Campeões, AEK e SL Benfica encontraram-se no Estádio Olímpico, em Atenas, para a segunda parelha de jogos da liga milionária.

Do lado grego, verificaram-se duas alterações, com a entrada de Chygrynskiy e Bakasetas para o lugar de Lambropoulos e Cosic. Do outro lado, as lesões de Jardel e Gabriel obrigaram a mexidas no onze, que contou com a inclusão de Conti, Gedson e Salvio, que rendeu Cervi.

Na primeira parte, verificou-se uma toada atacante dos encarnados durante os primeiros 30 minutos, que foram disputados a uma intensidade muito elevada. A primeira oportunidade surgiu aos cinco minutos, com o cabeceamento de Conti para defesa de Barkas. No instante seguinte, aos seis minutos, Seferovic aproveitou o remate de Gedson e a defesa com os pés do guardião grego para, na recarga, enfiar a bola com precisão nas redes adversárias e apontar o primeiro da partida.

Com a vantagem do seu lado, foi a vez de Fejsa, aos 10 minutos, cabecear para uma defesa impecável de Barkas.

Fruto da qualidade irrepreensível em campo, os encarnados apontaram o segundo tento, que nasceu de um cruzamento largo de Pizzi na direita para a cabeça de Grimaldo, que se desmarcou ao segundo poste para fazer o 0-2 e alcançar o primeiro tento numa competição europeia.

A partir daí, foi tempo para alguma gestão dos encarnados, que mantiveram a posse e o domínio de bola, com o objetivo de entrar na defesa contrária e obrigar o AEK a ceder à pressão.

No entanto, a direção foi outra, porque os gregos conseguiram, aos poucos, causar perigo à equipa adversária. Com subidas frequentes pelas laterais, Bakakis, Mantalos, Hult e Bakasetas foram particularmente insistentes e os dois últimos protagonizaram as oportunidades mais flagrantes dos gregos no primeiro tempo.

Perante uma pressão alta, os encarnados facilitaram um pouco e permitiram aos gregos apoderar-se do ritmo atacante da partida.

Antes do fim do primeiro tempo, Rúben Dias, que já tinha um cartão amarelo, cometeu uma entrada dura sobre Ponce e recebeu ordem de expulsão, deixando o SL Benfica refém de um elemento importante no centro da defesa.

Com a vitória em Atenas, o SL Benfica soma os primeiros três pontos no Grupo E da Liga dos Campeões
Fonte: SL Benfica

Aos 53 minutos, aproveitando-se da fragilidade encarnada, o AEK chegou ao primeiro golo, com uma assistência na área de Hult para o remate eficaz de Klonaridis, que bateu Vlachodimos.

Numa altura difícil para os encarnados, o AEK não descansou e alcançou o empate aos 63’, de novo por Klonaridis, que finalizou de forma perfeita o excelente cruzamento de Oikonomou.

Os 10 minutos seguintes foram dominados pelo AEK, que procurou desempatar e chegar ao tão desejado 3-2. Klonaridis (73’) voltou a ser incansável e protagonizou mais um grande lance, que só não passou por Vlachodimos, que negou o golo.

E como quem não marca sofre, Alfa Semedo, que entrou aos 62’, progrediu com a bola no meio campo e, tal como Éder na final do Euro 2016, chutou cruzado com toda a confiança e bateu Barkas, aos 74’. O golo terminou com o desespero encarnado, que era de todo escusado se a exibição fosse mais consistente e alguns erros, como a expulsão de Rúben Dias, fossem evitados.

Com o resultado fechado, o apito final ditou a vitória benfiquista, após muito sofrer durante todo o jogo. Os primeiros 30 minutos foram dignos de uma qualidade excecional. A partir daí, e com a expulsão de Rúben Dias, a direção alterou-se e o AEK tomou conta da partida durante largos minutos. Com a partida empatada, valeu um golpe de génio para garantir a primeira vitória do SL Benfica na Liga dos Campeões.

Na próxima jornada, dia 23, o SL Benfica desloca-se a Amesterdão para defrontar o Ajax, enquanto o AEK recebe o FC Bayern Munique.

Onzes iniciais:

AEK: Barkas; Bakakis, Oikonomou (Cosic, 68’), Chygrynskiy e Hult; Galanopoulos, André Simões (Rodrigo Galo, 79’), Bakasetas, Klonaridis e Mantalos; Ponce (Giakoumakis, 60’)

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Conti e Grimaldo; Fejsa, Pizzi (Alfa Semedo, 62’) e Gedson; Salvio (Lema, 45’), Rafa (Cervi, 84’) e Seferovic

Subir, Vencer e Descer

Excetuando os casos mais evidentes, como o dos três grandes, do SC Braga e até o dos Vitórias, o principal escalão do futebol português é composto por competidores a prazo. Quero com isto dizer que mais tarde ou mais cedo, estes darão lugar a outros clubes ansiosos por se afirmarem no panorama nacional e assim sucessivamente.

É benéfico, dizem uns, pois permite uma constante renovação das partes intervenientes no futebol nacional. É prejudicial, dizem outros, pois leva muitas vezes ao fim de certos clubes, uma vez que aqueles que se mantêm sempre, sem exceção, são os mesmos. No entanto, também só assim se consegue colher frutos europeus e alimentar o coeficiente das provas europeias, que por estes dias não é famoso…

Um dos casos mais recentes e ilustrativos do meu ponto de partida é o do FC Paços de Ferreira. A última série de presenças na Primeira Liga iniciou em 2005/06 e terminou na época passada, descendo de divisão. Pelo meio, somaram-se boas classificações e tentativas de acesso à Liga Europa, mas nada comparado à campanha de 2012/13 e consequentes provas europeias. O treinador era Paulo Fonseca e o clube da capital do móvel terminou a época em terceiro lugar e o respetivo passaporte para o playoff da Liga dos Campeões.

Longe de FC Porto (78 pontos) e SL Benfica (77 pontos), os castores foram mesmo os primeiros do resto do campeonato, à frente de clubes como SC Braga ou Sporting CP. Os históricos 54 pontos resultaram das 14 vitórias, 12 empates e apenas quatro derrotas, frente aos dois primeiros classificados. Além disso, o FC Paços de Ferreira impôs-se por duas vezes aos leões (1-0 e 0-1) e aos arsenalistas (2-0 e 2-3). Marcaram 42 golos, sofreram 29 e deixavam as expectativas bastante elevadas para o que poderiam fazer na época seguinte, a nível europeu.

O sorteio não foi amigável e os pacenses viriam a defrontar os russos do FK Zenit; as derrotas por 1-4 no estádio do Dragão (casa emprestada) e 4-2 no estádio Petrovsky atiraram o clube português para a Liga Europa. Ainda assim, o clube não deixava de viver dias felizes e a visibilidade e oportunidade de participar na segunda prova da UEFA agradava a atletas, sócios e dirigentes.

Bebé alinhou no empate caseiro frente ao CS Pandurii (1-1)
Fonte: FC Paços de Ferreira

“Competições europeias” e “sorte” não são palavras que se apliquem ao FC Paços de Ferreira. Mais uma vez com um sorteio duro, os auri-verdes foram colocados no grupo E, juntamente com os italianos da ACF Fiorentina, os ucranianos do FC Dnipro e os romenos do CS Pandurii. Fosse pela qualidade do adversário ou pelas viagens longas, a tarefa que não se afigurava fácil, confirmou-se praticamente impossível. Apesar do excelente empate caseiro frente aos italianos (0-0), pouco havia a fazer; mais dois empates frente aos romenos (0-0 e 1-1) foram insuficientes para mover a equipa do terceiro lugar, com três pontos, apenas um golo marcado e oito sofridos.

A fatura europeia, tal como se temia, acabou por se pagar bem cara. A falta de resultados, não tanto europeus, mas nacionais, levaram a uma grande instabilidade no comando técnico, por onde passaram Costinha, Jorge Costa e Henrique Calisto. O clube acabou a época a disputar o playoff de permanência na Primeira Liga frente ao CD Aves, clube que os havia eliminado da Taça de Portugal. Desta vez os castores levaram a melhor e adiaram o sabor amargo da despromoção na mesma época em que o clube alcançava o degrau mais elevado da sua história. Esse sabor chegaria, no entanto, quatro temporadas mais tarde.

Mas nem só com o FC Paços de Ferreira se conta esta história de felicidade com prazo de validade. Também o GD Estoril Praia e o FC Arouca viveram um pedaço de história semelhante. Os estorilistas levavam cinco anos na Primeira Liga quando na época passada confirmaram a descida de escalão. Pelo meio, em 2013/14 e 2014/15, disputaram a fase de grupos da Liga Europa, mas nunca foram além desta fase. No entanto, um quarto e quinto lugares e duas participações europeias deram outro destaque que o GD Estoril Praia nunca teve sobre si.

Por sua vez, o FC Arouca desceu na época 2016/17, depois de um inédito quinto posto na temporada anterior e consequente apuramento para a terceira pré-eliminatória da Liga Europa. Apesar de não ter ultrapassado o playoff (caiu aos pés dos gregos do PAE Olympiacos SFP, depois de eliminar o Heracles Almelo da Holanda), este registo consta como o mais glorioso do clube arouquense que em apenas quatro anos foi promovido à Primeira Liga, competiu internacionalmente e voltou ao escalão secundário.

Estarão os atletas preparados para todo o estrelato que alcançam meritoriamente? Serão os clubes devidamente apoiados pelos órgãos máximos em Portugal? Estará tudo isto relacionado ou serão questões isoladas? Seja como for, no limite, dá que pensar.

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Pela positiva destaca-se claramente o triunfo do Andebol no Dragão, enquanto no pólo negativo surge o empate do Futsal feminino e a derrota do Pool masculino. Nota ainda para os resultados dos últimos encontros de preparação do Hóquei em Patins e do Voleibol feminino e masculino.

Andebol | Semana com resultados distintos: importante triunfo ante o FC Porto, no Dragão Caixa, por 28-31 (13-14 ao intervalo) para o Campeonato Nacional e derrota na recepção aos dinamarqueses do Bjerringbro-Silkeborg por 32-35 (14-19 ao intervalo) para a EHF Champions League. Continua o ritmo de dois jogos por semana, com os Leões a receberem o SL Benfica na quarta-feira, 3 de Outubro, pelas 20 horas no Pavilhão João Rocha e a deslocarem-se ao reduto dos turcos do Besiktas Mogaz HT no Sábado, 6 de Outubro, pelas 14 horas.

Futebol masculino | Os Leões bateram o CS Marítimo por 2-0 na sexta jornada do Campeonato Nacional, com golos de Bruno Fernandes e Fredy Montero. Segue-se semana de duplo confronto: 4 de Outubro, Quinta-Feira, em Poltava (Ucrânia), diante do Vorskla, e Domingo, 7 de Outubro, no reduto do Portimonense.

Futsal feminino | Empate a duas bolas na visita ao CRC Quinta dos Lombos, jogo da jornada inaugural do Campeonato Nacional. As Leoas estiveram por duas ocasiões em desvantagem, fruto dos golos de Cristiana Gonçalves e Joana Meira, mas conseguiram reagir com os tentos de Jéssica e Cátia Morgado. No dia 6 de Outubro, Sábado, pelas 16 horas as Leoas recebem a AR Venda da Luísa no Pavilhão João Rocha.

Futsal masculino | Os Tricampeões Nacionais venceram a AD Módicus Sandim por 4-1 na terceira jornada da Fase Regular do Campeonato Nacional, com golos de Cavinato, Alex, Leo e Dieguinho, sendo que pela formação nortenha marcou Willian Pereira. Segue-se o início da participação leonina na UEFA Futsal Champions League, com a turma às ordens de Nuno Dias a defrontar o Lidselmash Lida (3 de Outubro), o Kairat Almaty (4 de Outubro) e o FC Feniks (6 de Outubro), em Glogovac, no Kosovo, local que acolhe este grupo quatro da Ronda Principal da prova.

Futsal masculino vence antes da UEFA Futsal Champions League!
Fonte: Sporting CP

Hóquei em Patins | Os Campeões Nacionais terminaram a pré-temporada com 3 triunfos e a consequente conquista da Elite Cup. Nos quartos-de-final a turma leonina operou uma sensacional reviravolta ante o HC Turquel: ao intervalo os Leões perdiam por 5-0, mas o resultado final foi um 7-8! Nas meias-finais a turma orientada por Paulo Freitas venceu a AD Valongo por 4-2 (1-1 ao intervalo). A final colocou a formação de Alvalade diante da UD Oliveirense, terminando o encontro num 5-4, com várias alternâncias de marcador. Segue-se o arranque oficial, com o Sporting CP a defrontar o FC Porto na decisão da Supertaça António Livramento, jogo marcado para as 15 horas de Domingo, 7 de Outubro, no Pavilhão Municipal da Mealhada.

Pólo Aquático | Os Leões venceram o SSCM Paredes por 10-11, em encontro particular. Ricardo Mendes (3), Edoardo Colella (2), Rafael Mendes, Ivo Barbosa, Bernardo Belo, Mário Bergano (2) e João Ramos foram os autores dos tentos leoninos.

Pool masculino | Os Leões perderam 1-3 com a AA Coimbra na decisão da Supertaça.

Ténis de Mesa masculino | Os Tricampeões Nacionais entraram a perder na Table Tennis Champions League por 3-0 diante dos Campeões Europeus, o Borussia Dusseldorf. A formação leonina irá agora disputar a Supertaça José Manuel Amaro diante da ADC Ponta do Pargo no dia 7 de Outubro, Domingo, pelas 15 horas no Pavilhão Municipal da Nespereira, em Cinfães.

Voleibol feminino | As Leoas venceram o VIII Torneio Internacional de Voleibol de Lisboa com triunfos sobre o SL Benfica por 3-2 (25-23; 25-11; 20-25; 20-25; 15-10) e sobre o CV Lisboa por 3-0 (25-15; 25-14; 25-13). Segue-se a primeira jornada do Campeonato Nacional da II Divisão com as Leoas a receberem o GDC Gueifães no Pavilhão João Rocha no dia 6 de Outubro, Sábado, pelas 18h30 no Pavilhão João Rocha.

Voleibol masculino | Os Campeões Nacionais ficaram no segundo lugar do XVII Torneio das Vindimas após vencerem a AJ Fonte do Bastardo por 3-0 (25-20; 25-20; 25-21) nas meias-finais e perderem com o SL Benfica por 2-3 (19-25; 25-23; 25-18; 19-25; 13-15) na final. Segue-se o arranque das provas oficiais, com os Leões a defrontarem o SL Benfica na Supertaça pelas 19 horas de Sexta-Feira, 5 de Outubro, no Pavilhão Municipal da Póvoa de Varzim e o SC Espinho na primeira jornada do Campeonato Nacional pelas 15 horas de Domingo, 7 de Outubro, na Nave Desportiva de Espinho.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira