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FC Porto x Galatasaray: Prossegue a caça aos milhões

Prossegue, esta semana, a caminhada até ao Estádio Wanda Metropolitano em Madrid. O mesmo será dizer que se jogará a 2ª jornada da fase de grupos da principal competição de clubes a nível mundial, a UEFA Champions League. O FC Porto está presente na fase de grupos pela 23ª vez, sendo um dos clubes, juntamente com os gigantes espanhóis FC Barcelona e Real Madrid CF, com maior numero de presenças deste que a UEFA adotou um novo formato em 1992. Os dragões estão inseridos no grupo D. Um grupo equilibrado e com gritantes semelhanças com o que teve que disputar há um ano atrás. Volta a encontrar o campeão turco, desta feita o Galatasaray, o vice-campeão germânico, depois do Leipzig mede agora forças com o Schalke 04 e, substituindo o campeão francês (na altura o Mónaco), aparece o campeão russo, o Lokomotiv de Manuel Fernandes e Éder.

A edição deste ano, tal como no ano transato, é especialmente importante para a formação portuguesa dadas as dificuldades financeiras do clube e a necessidade de gerar receitas. A este facto acresce que os prémios da prova se multiplicaram e só no jogo de amanhã estarão em jogo 2,7M€ (em caso de vitória).

Na segunda jornada do grupo, o FC Porto defronta, na fortaleza do Dragão, o campeão turco: Galatasaray. Quer isto dizer que Maicon e Fernando voltam a uma casa que chegou a ser sua e onde deixaram muitas saudades (principalmente no caso do médio).

É conhecida a preponderância que os jogos em casa têm nesta competição e, como tal, só a vitória interessa. Depois de um empate agridoce (a doçura de um empate fora não apaga a amargura de ter ficado a clara sensação de que o FC Porto era e é superior ao Schalke e que poderia e deveria ter saído da Alemanha com os três pontos na bagagem) é fundamental uma vitória no jogo desta quarta-feira para que os comandados de Sérgio Conceição possam assumir, desde já, a dianteira de um grupo (ultrapassando precisamente o Galatasaray que venceu o Lokomotiv na jornada inaugural) no qual, apesar do equilíbrio, são claros favoritos.

Num exercício de adivinhação e futurologia, e com base nas anteriores opções do treinador Fatih Terim (uma velha raposa do futebol turco), o Galatasaray deverá alinhar num esquema tático de 4x2x3x1. O onze inicial não andará muito distante disto: Fernando Muslera tem sido o dono da baliza; na defesa Mariano deverá alinhar pela direita, Aziz e Maicon, no eixo central e Nagatomo como lateral esquerdo; Fernando e Ryan Donk (suprimindo a ausência do castigado Ndiaye serão o duplo pivot; Depois deverão surgir Akbaba, Feghouli e Garry Rodrigues no apoio ao ponta de lança suíço Eren Derdiyok.

Nem Soares, nem Aboubakar poderão acompanhar Marega na frente de ataque frente ao Galatasaray
Fonte: Portal dos Dragões

Resta perceber se o treinador turco utilizará a fórmula do campeonato ou se irá optar por subtrair um dos criativos e substituí-lo por um médio de características mais defensivas para juntar ao duplo pivot. Em todo o caso, estará amanhã no Estádio do Dragão um Galatasaray repleto de jogadores de qualidade.

No FC Porto são poucas as dúvidas. Casillas, Maxi, Felipe, Militão, Alex Telles, Herrera, Otávio, Brahimi e Marega têm lugar cativo no onze. As duas dúvidas residem no acompanhante de Herrera no meio campo e no par de Marega na frente de ataque. Estando na plenitude das suas capacidades físicas Danilo torna-se candidato principal óbvio para o centro do terreno. No caso de Sérgio Conceição pretender poupar mais uma vez o internacional português, avançará, com toda a certeza, Sérgio Oliveira. Óliver parece, neste momento, carta quase fora do baralho para o treinador, por mais dececionante que possa ser para o adepto ver-se privado, semana após semana, de um jogador com a sua categoria. No ataque a dúvida é maior. Aboubakar está fora de combate para o que resta da temporada e Tiquinho Soares não está inscrito na prova. Assim, resta perceber se avançará Adrian ou André Pereira ou se a opção recairá sobre Corona, juntando Otávio aos homens do meio campo, aproximando a equipa do 1x4x3x3.

No que ao futebol jogado são duas equipas que, por via da sua superioridade nos seus campeonatos, têm maior número de semelhanças do que diferenças e que privilegiam a posse e o pressing. Estando o FC Porto a jogar em casa, espera-se e exige-se que tome conta do jogo, que imponha a sua ideia e obrigue o adversário a comportamentos (jogar em transições) aos quais está menos acostumado.

Em suma, o FC Porto joga a segunda de seis importantes batalhas que serão sempre disputadas em dois tabuleiros, o desportivo e o financeiro. Prossegue a caça aos pontos. Prossegue a caça aos milhões.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sem ataque para a Champions

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Com o início de mais uma jornada da Liga dos Campeões, a equipa azul e branca procura combater a onda de lesões que tem impedido Sérgio Conceição de ter à sua disponibilidade um maior leque de opções, sobretudo para a frente de ataque, onde nomes sonantes como Aboubakar e Tiquinho Soares são ausências certas na convocatória.

A atravessar um bom momento de forma, a equipa portista quer manter a série de bons resultados que tem alcançado ao longo das últimas épocas na Liga dos Campeões e nesta altura, é a melhor equipa portuguesa na Europa.

Desta forma, Sérgio Conceição deve colmatar as ausências dos dois avançados com mudanças no sistema tático com uma possível alteração para o 4x3x3, com Marega na frente e Danilo no apoio a Sérgio Oliveira e Herrera no meio campo.

Parecendo ser esta a solução que pode dar mais garantias, a inclusão de Adrián Lopez ou André Pereira na frente de ataque ao lado de Marega pode ser vista também como uma solução possível, contudo, mais incerta e improvável, pois nenhum dos avançados deu ainda provas de bom rendimento ao treinador portista.

Apesar de já estar recuperado, Soares não está inscrito na Champions
Fonte: FC Porto

A ausência dos dois avançados durante os próximos tempos, pode também significar uma nova chamada de Rui Pedro à equipa principal, o avançado que na última época esteve emprestado ao Boavista FC não vingou nos axadrezados e deixou cair por terra as expetativas criadas que deixavam no ar uma possível integração na equipa A esta época.

Face aos problemas que tem afetado a equipa da Invicta, Sérgio Conceição tem agora em mãos a difícil tarefa de recompor uma frente de ataque capaz de colmatar duas das principais ausências do plantel portista.

Foto de Capa: Portal dos Dragões

artigo revisto por: Ana Ferreira

Índia dominadora conquista Asia Cup 2018

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Confirmando o seu estatuto de grande favorita, a Índia dominou de fio a pavio a Asia Cup 2018 para defender o título de 2016 e triunfar pela sétima vez nesta competição. Este ano, a prova voltou a ser disputada em formato ODI, depois da estreia em T20 há dois anos, quando se deu início ao modelo rotativo (cada uma das vertentes será a usada de quatro em quatro anos).

Na primeira fase, a Índia ficou no Grupo A, onde derrotou Hong Kong e Paquistão para seguir para o Super Four no primeiro posto, sendo acompanhada pelos paquistaneses. Já no Grupo B, foi Afeganistão quem passou na frente, com o Bangladesh em segundo e o Sri Lanka a ficar pelo caminho.

Seguiu-se o Super Four para definir os dois finalistas e a Índia voltou a mostrar-se superior, garantindo a passagem ao jogo decisivo com vitórias sobre o Bangladesh e o Paquistão. Na última jornada, Bangladesh e Paquistão encontraram-se para decidir o outro finalista e os primeiros levaram a melhor. Já a índia decidiu poupar alguns dos seus jogadores e acabou por não ir além de um empate com o Afeganistão, naquele que foi o primeiro empate da história da competição.

Índia e Afeganistão protagonizaram o primeiro empate da história da competição
Fonte: Asia Cricket Council

No jogo que decidiu o grande campeão, Liton Das somou uns fantásticos 121 pontos para ajudar o Bangladesh a ter uma margem importante que dificultou a vida aos indianos. Não deu para surpreender, mas quase, com a Índia a acabar por vencer por 3 wickets, mas na última bola, num final verdadeiramente emocionante.

O vice-capitão indiano, Shikhar Dhawan, que alcançou umas impressionantes 342 runs, foi considerado o jogador do torneio.

Foto de Capa: Asia Cricket Council

CD Aves 3-0 Portimonense SC: Aves ‘voa’ rumo à primeira vitória na Liga

À sexta jornada, o Clube Desportivo das Aves conquistou a primeira vitória na Primeira Liga, com um contundente 3-0 frente ao Portimonense SC. O capitão dos avenses, Vítor Gomes, foi a grande figura, marcando os três golos da partida, numa noite em que tudo correu de feição à turma da casa.

O Desportivo das Aves, após a derrota por 2-0 contra o Benfica, tinha uma oportunidade de ouro para conquistar a primeira vitória na Primeira Liga diante dos algarvios. Diante dos seus adeptos, os avenses mantiveram o mesmo onze que saiu derrotado no Estádio da Luz, com a exceção de Rúben Oliveira, que assumiu a titularidade em detrimento de Braga. O Portimonense, por sua vez, também só fez uma alteração (Lucas entrou para o lugar de Jadson) após a vitória por 3-2 na semana transata diante do Vitória SC.

A equipa da casa foi a primeira a dar sinais de perigo. Mama Baldé, com um remate forte à passagem do minuto 4, testou os reflexos de Leo. Os avenses acabaram mesmo por inaugurar o marcador aos oito minutos de jogo. Defendi, na sequência de um canto, cabeceou ao poste e o capitão Vítor Gomes estava no sítio certo para inaugurar o marcador.

Os homens de José Mota encontravam-se mais confortáveis no jogo, perante um Portimonense que não conseguia ter bola. A turma da Vila das Aves apostava mais no lado direito do seu ataque, através das combinações entre Rodrigo e Mama Baldé, explorando os buracos defensivos do adversário.

À passagem da meia hora, o conjunto de Portimão conseguiu acertar a sua linha defensiva, permitindo uma maior confiança na construção de jogo. E quando a construção lenta não resultava, Nakajima encontrava espaços que mais nenhum dos homens em campo conseguia encontrar. O Desportivo das Aves perdia, aos poucos, o controlo da partida e nem o intento de Bruno Gomes, aos 41 minutos, ofuscava o rendimento dos algarvios nos instantes finais da primeira parte.

Vítor Gomes fez um jogo memorável, apontando os três golos dos Avenses
Fonte: Liga Portugal

Com o céu já pintado de preto, a segunda parte começou e a ‘estrelinha da sorte’ guiou o coletivo avense rumo ao segundo golo. Com apenas seis minutos de jogo na etapa complementar, Vítor Gomes voltou a fazer gosto ao pé, contando ainda com um desvio que enganou o guardião Leo.

António Folha reagiu de imediato, lançando Lucas e a arma (pouco) secreta Jackson Martínez. O ex-Porto procurava, principalmente, as combinações com Nakajima e Tabata, mas o seio da defesa avense estava fechado a sete chaves. José Mota respondeu às decisões do seu homólogo e, apesar da vantagem de dois golos, lançou Amilton e Derley, duas setas apontadas à baliza do Portimonense.

Com a presença de Jackson na frente de ataque, a turma algarvia ganhou uma nova dinâmica, oferecendo a confiança que o Portimonense tanto pretendia. O Aves soube aproveitar a falta de homens de Portimão no setor mais recuado e, contra a corrente do jogo, voltou a dilatar a sua vantagem no marcador. Vítor Gomes (sim, ele outra vez) respondeu na perfeição ao cruzamento de Derley e completou o seu hat-trick na partida.

Já sem aspirações, o Portimonense era uma equipa perdida , que jogava mais com o coração do que com a razão. Razão aquela que raramente se deslumbrou, perante um Desportivo das Aves que justificava a liderança no marcador.

O Desportivo das Aves conquista, assim, a primeira vitória na Primeira Liga, igualando o Portimonense na tabela classificativa. Apesar da vitória, a turma do concelho de Santo Tirso continua na zona de despromoção, contando com a companhia do conjunto de António Folha.

Qual será a melhor ponta para se fazer uma lança afiada?

Jonas regressou aos relvados e deparou-se com outros três companheiros a lutarem pelo “sítio” dele. O ponta de lança brasileiro tinha-se lesionado antes do começo da corrente época, durante a pré-temporada, e apenas conta com cerca de 40 minutos de jogo até agora. Um ponta de lança que chegou ao Benfica a custo zero, depois de ter sido dispensado do Valencia, e tornou-se num dos melhores marcadores da liga portuguesa nos últimos anos. Um jogador que garante uma presença abrupta na ofensiva encarnada, vem buscar a bola, devolve, circula, dribla, passa, e sobretudo remata para fazer o golo. E é nisso que Jonas é especialmente bom: fazer golos. Chegou já com 30 anos de idade, e desde a sua entrada fez cerca de 120 golos em partidas oficiais. Na época passada, com 34 anos de idade, Jonas foi o melhor marcador da Liga NOS com 34 golos, ficando à frente de Bas Dost e Marega que estão no auge da carreira futebolística em termos de idades. E nestas últimas temporadas foi sempre batendo recordes atrás de recordes apesar de ainda se ter lesionado gravemente na época de 2016/17, quando a sua carreira ficou em sério risco de acabar prematuramente. E isto devia dar-lhe passagem automática para o lugar no 11 titular?

A qualidade de Jonas é inegável, mas o Benfica reforçou-se neste mercado com dois pontas de lança, Nicolás Castillo e Facundo Ferreyra, e ainda conta com Haris Seferovic desde a época passada. E a pergunta levanta-se: qual merece o lugar disputado no 11 titular do Benfica?

Para já tem sido Seferovic a aposta de Rui Vitória. Tem marcado muitos golos? Nem por isso. Um ponta de lança que se queira afirmar na frente tem de marcar golos, e Seferovic não tem tido muita sorte. As exibições não têm sido muito más, pelo contrário, nos últimos jogos tem-se visto um Seferovic que nem se cheirou na época passada. Todas as estatísticas traem o avançado suíço, mas o que se vê durante a partida é muita vontade de marcar, mas muito azar à mistura.

Haris Seferovic tem sido a aposta e até tem vontade de marcar, mas a sorte não está do seu lado
Fonte: SL Benfica

E os reforços?

Nicolás Castillo é o mais jovem dos quatro avançados em questão, mas já passou por alguns clubes. A sua melhor época em termos de golos marcados foi no ano passado, ao serviço do Club Universidad Nacional, equipa da primeira divisão mexicana. Nas duas épocas que lá esteve marcou 26 golos no total (oito na primeira época, em que fez 13 jogos, e 18 na seguinte, em que fez 32 jogos). Com apenas 25 anos de idade já está no seu sexto país diferente a atuar como jogador de futebol, sem nunca se ter realmente destacado num clube de renome mundial. De algum destaque estão apenas as duas épocas que esteve no Club Brugge, da Bélgica, em que ganhou uma certa titularidade na segunda temporada, isto entre 2013 e 2014. Fez os primeiros jogos oficiais ao serviço do Benfica contra o Fenerbahce da Turquia, e acabou por se lesionar na segunda mão (de notar que entrou como titular nesta partida). Depois da lesão esteve seis minutos dentro de campo, a contar para a liga portuguesa, frente ao Rio Ave.

Já Facundo Ferreyra tem sido uma aposta um pouco mais regular. Já conta com relativamente bastantes minutos de jogo na liga, e até na Liga dos Campeões. Em praticamente todos os jogos que atuou de águia ao peito foi titular, mas até agora apenas marcou um golo, frente ao Boavista. Ferreyra chegou do atual maior clube da Ucrânia, onde marcou alguns golos nas últimas temporadas, mas num campeonato muito menos exigente que o português.

Com estes quatro atacantes a disputar apenas um lugar, terá Rui Vitória de fazer alterações táticas para dar mais minutos a todos? A meu ver isso não pode ser possível no atual sistema de jogo. O meio campo tem necessariamente de ter três jogadores, sendo que um está mais perto do ponta de lança e dos extremos (lugar que, para mim, seria dominado por Filip Krovinovic caso não estivesse lesionado). Dois pontas de lança iam tirar um médio do esquema, e para mim isso não pode acontecer muito menos agora que Gabriel chegou ao Benfica. Então qual será a melhor solução? Rotação constante? Jonas gosta de ficar confortável na frente, e acredito que ainda tem qualidade para segurar a posição, basta agora um período de reintegração pós-lesão. Seferovic precisa de marcar mais para tentar disputar o lugar, já os reforços também têm de mostrar mais do que exibiram até agora.

Foto de Capa: SL Benfica

O Mandato de Frederico Varandas

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O novo presidente do Sporting Clube de Portugal, Frederico Varandas, está na liderança do clube de Alvalade há  três semanas, nas quais avançou com algumas decisões no sentido de “arrumar” a casa. Hoje irei abordar essas decisões, umas mais consensuais, outras mais polémicas.

A primeira contratação da “era” Frederico Varandas, Nathalie Persson, reforçou o plantel feminino dos leões. A internacional sueca sub-23 assinou um contrato até 2019 com opção de prolongar para mais dois anos. Uma jogadora com uma boa margem de progressão e que se espera que seja uma mais-valia para as leoas.

Depois de celebrar o seu 39º aniversário, agora como presidente do Sporting Clube de Portugal, o líder leonino em declarações à Comunicação Social referiu estar a resolver ele próprio alguns dossiers do futebol profissional, nomeadamente os casos de Rui Patrício e Gelson Martins, dois dos jogadores que rescindiram no final da temporada passada. Esta é uma decisão que gera alguma discordância, em que alguns adeptos consideram que se devia ir até às últimas instâncias com os processos das rescisões. Na minha opinião o mais importante é o nosso clube não sair prejudicado, se o acordo com estes dois ex-leões for benéfico para o clube, considero uma boa medida.

Frederico Varandas pegou em alguns dossiers sensíveis do clube
Fonte: Candidatura de Frederico Varandas

E como mais importante do que comprar novos jogadores (até porque o mercado de transferências encerrou no final de Agosto) é manter os jogadores preponderantes e os jovens promissores de leão ao peito, Frederico Varandas já prolongou o vínculo com Thierry Correia e tem ainda em cima da mesa os casos de Acuña, Miguel Luís e Elves Balde. Neste aspeto, parece ser consensual a importância de chegar a acordo com os jogadores em questão e “fechar” estes dossiers.

As decisões do novo líder verde e branco vão para além dos jogadores e das jogadoras. Na passada semana ficaram também consumadas as rescisões com Augusto Inácio e Nuno Saraiva, dois dirigentes da “era” Bruno de Carvalho e que deram tudo pelo clube. Ao que tudo indica, com o desfecho pretendido por Frederico Varandas, tendo apenas justificado a rescisão com Nuno Saraiva como extinção do posto de trabalho.

Em três semanas são muitas as decisões, no entanto, acredito que muitas mais virão nos próximos dias.

 

Força Sporting Clube de Portugal!

 

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Editorial BnR #1: ADESL & Bola na Rede

O Desporto Académico em Portugal tem crescido em termos de participantes e mediatismo, gerando cada vez mais interesse junto do público e também para a Comunicação Social.

A Associação Desportiva do Ensino Superior de Lisboa é um dos melhores exemplos do que tem sido feito de bom no desporto académico, procurando crescer nos mais variáveis níveis de envolvência da sua atividade. A Comunicação tem, sim, um dos maiores desafios da ADESL, tendo a instituição vindo a evoluir de forma a chegar ao maior número de pessoas e de fornecer conteúdos de qualidade.

É desta forma, e após a parceria de sucesso efetuada na época transata para as Fases Finais dos Campeonatos Universitários de Lisboa em várias modalidades, que o + surgiu como um parceiro de futuro que permite à ADESL cumprir os seus objetivos, criando sinergias de forma a que haja um crescimento comum que permita, em último caso, o merecido destaque e reconhecimento aos atletas participantes.

Este é um dos passos mais importantes na História do BnR e foi um convite que nos deixou tremendamente orgulhosos. Será – indubitavelmente – um enorme desafio, mas sentimos que é uma oportunidade para unir duas vertentes do que é a vida académica: o trabalho e o desporto. Dentro desta parceria, e como media partner de todas as competições desportivas da ADESL, o Bola na Rede irá trazer, em exclusivo, todos os conteúdos desportivos, com especial foco para o Campeonato de Futebol, mas nunca descurando as restantes modalidades competitivas académicas.

Teremos relatos com transmissão em direto, rescaldos de jogos jornada a jornada, rumo às fases finais, e reportagens. Tudo da autoria dos colaboradores do Bola na Rede. Os valores continuarão a ser os mesmos. Para além do futebol e outras modalidades a nível nacional, estamos em conjunto a proporcionar uma outra experiência ao vivo, mas única e exclusiva. De estudantes com aspirações na comunicação social e estudantes com maior apetência para mostrar dotes em campo para todos os nossos leitores. Aqui não existem equipas derrotadas. Fiquem atentos.

À ADESL agradecemos o desafio e a confiança em nós depositada, sendo que iremos ter como missão principal a melhor abordagem possível a todos os atletas e modalidades que fazem parte do plano desportivo anual. Boa sorte a todos para esta época desportiva e viva o Desporto!

Olheiro BnR – Carlos Vinícius

Há um ano, se alguém falasse no nome Carlos Vinícius Alves Morais, um jovem avançado brasileiro de 22 anos que acabara de chegar a Portugal proveniente do Grêmio Esportivo Anápolis, para ingressar no Real Sport Clube, formação da cidade de Queluz (concelho de Sintra) que, na temporada anterior (2016/2017), havia assegurado uma histórica promoção à Segunda Liga, poder-se-ia estar a fazer referência a apenas mais um dos muitos futebolistas e, em particular, avançados brasileiros que desembarcam no nosso país, oriundos das divisões secundárias daquele país e que passam, sem distinção, por terras lusas.

No entanto, o emprego do condicional do verbo ‘poder’ elucida que, após uma época de sucesso no Real SC (38 jogos; 20 golos; cinco assistências) que motivou, inclusive, a sua venda para o SSC Napoli, a troco de quatro milhões de euros, em janeiro, a desconfiança em torno da sua valia se começou a esfumar.

Rio Ave FC – Uma (apelativa) montra para italiano ver

A forte concorrência a que estaria exposto caso permanecesse nos Partenopei, devido à presença do incontornável Dries Mertens e do internacional polaco, Arkadiusz Milik, aliada à falta de experiência do futebolista em competições de maior prestígio, levou a que os responsáveis do clube napolitano definissem que o mais acertado a fim de Carlos Vinícius prosseguir a sua evolução ao mais alto nível, seria a sua saída a título de empréstimo.

Por conseguinte, um regresso a Portugal e o ingresso no primodivisionário Rio Ave FC, um clube que, por norma, tem procedido à valorização de diversos futebolistas ao longo das últimas temporadas – vejam-se, a título de exemplo, os casos mais recentes de Pelé Gomes (AS Monaco), João Novais (SC Braga) ou Krovinović (SL Benfica) foi entendido como a melhor solução com vista a satisfazer as pretensões de ambas as partes: jogador e clube.

Vinícius & Galeno

A dupla mais rentável da história do Grêmio Esportivo Anápolis pretende continuar a render junta, agora em Vila do Conde
Fonte: Promosport

O passado mercado de verão revelou-se particularmente proveitoso para o Rio Ave FC, em especial no que concerne à chegada de reforços. Desembarcaram em Vila do Conde, futebolistas de inegável qualidade, como o internacional A português Fábio Coentrão, o avançado Bruno Moreira ou o médio brasileiro João Schmidt. A estes juntaram-se alguns jovens promissores, destinados a afirmar-se no futebol português ao mais alto nível e, nesse prisma, enquadram-se os ingressos dos avançados Carlos Vinícius (23 anos) e Wenderson Galeno (emprestado pelo FC Porto; 20 anos).

Ora, em torno dessa dupla, reside uma curiosidade: o facto de ambos os jogadores terem chegado a Portugal provenientes do Grêmio Esportivo Anápolis, na condição de vendas mais caras da história do emblema do estado de Goiás. Recorde-se que Galeno foi adquirido, em julho de 2017, pelo FC Porto por um milhão e quinhentos mil euros, constituindo a maior transação efetuada por aquele clube. Já a venda de Carlos Vinícius é descrita, pelo sítio oficial do Azulão Anapolino, como a ‘segunda transação mais elevada’, ainda que não sejam conhecidos mais detalhes da sua transferência para o Real SC.

Para já, uma boa caminhada

A nível desportivo, o rendimento de ambos está a ser positivo. No caso de Galeno, tem vindo a superar as melhores previsões, com o extremo a revelar-se um dos futebolistas mais influentes no ataque vila-condense.

Já Carlos Vinícius (totalizou, até agora, 294 minutos de utilização em todas as competições), tem ganho destaque os últimos encontros referentes à Primeira Liga – apontou os dois golos que permitiram garantir o triunfo ante o Boavista FC, na última jornada da prova. No total, em quatro jogos disputados, repartidos por duas competições (Liga e Taça da Liga), o avançado de 23 anos fez outros tantos golos e efetuou uma assistência, sendo, presentemente, o melhor marcador da formação orientada por José Gomes no principal escalão do futebol português.

Em suma, é caso para se dizer que, se dúvidas houvessem em relação ao potencial deste interessante avançado, o (atual) desenrolar dos acontecimentos deixa antever que, mais tarde ou mais cedo, as mesmas acabarão por se dissipar. Se, efetivamente, o registo goleador de Vinícius perdurar, o Rio Ave FC e o futebol português só terão a ganhar.

Foto de Capa: Liga Portugal

CU Sportiva 80-69 AD Vagos: CUS começam época em grande

Dois troféus em disputa e duas conquistas (Taça Hugo Santos e agora a Supertaça) para o Clube União Sportiva, que se apresenta em excelente forma no início de mais uma temporada. O clube açoriano, atual campeão nacional, bateu o Vagos na Supertaça por 80-69, mostrando que vão ter de contar com eles para a temporada, sendo, neste momento, o principal candidato ao título.

O União Sportiva mostrou-se melhor no jogo todo, se tirarmos os dois primeiros minutos, e pareceu mais forte do que na temporada passada, o que mostra ao que a equipa vem. Um plantel praticamente novo, onde a ausência de Kankou Coulibaly, poste vindo da Quinta dos Lombos, foi o principal destaque, mas que mesmo assim não se fez sentir.

O Vagos marcou sete pontos nos primeiros dois minutos de jogo, mas depois, até ao final dos primeiros dez minutos apenas conseguiu marcar mais dois pontos, terminando o primeiro quarto 16-9.

O segundo quarto começou com a equipa açoriana por cima e a chegar ao 23-9, a equipa da zona de Aveiro ainda recuperou para os 23-15, mas o Sportiva quis mostrar ao que vinha e marcou cinco pontos seguidos, cortando com o ascendente que o Vagos queria manter. Até ao intervalo o jogo manteve-se à volta dos 13 pontos de diferença, que foi a margem com que se chegou ao descanso, com 37-24 para as açorianas. Com a grande diferença a ser a quantidade de ressaltos ofensivos que conseguiu açoriana conseguiu, juntando-se os turnovers 24 em 20 minutos para o Vagos.

Catarina Mateus foi a melhor jogadora jovem da temporada passada e a MVP desta Supertaça
Fonte: FPB

A segunda parte foi muito mais equilibrada, com o Vagos até a levar a melhor no total dos 20 minutos finais por dois pontos. O terceiro quarto foi equilibrado, mas o Sportiva foi paulatinamente aumentando a sua vantagem até aos 48-32, a maior diferença no marcador neste quarto. A partir daí o Vagos recuperou um pouco e este quarto ficou 21-21, ou seja, 58-45, com os mesmos 13 pontos à maior para as açorianas.

Nos últimos dez minutos o equilíbrio voltou a ser a nota dominante, mas as açorianas entraram melhor e voltaram a ter 21 pontos de diferença com 70-49 e depois 73-52. Com o jogo na mão a equipa açoriana relaxou um pouco, o que fez com que o Vagos se aproxima-se no marcador, mas não o suficiente para tirar a terceira Supertaça do seu historial.

Vitória justa do Clube União Sportiva, mas um Vagos a mostrar que também está forte e que esta será mais uma temporada muito boa do campeonato feminino do Basquetebol.

 

Cinco iniciais:

Clube União Sportiva: Joana Soeiro, Josephine Filipe, Raphaella Monteiro, Sara Djassi e Catarina Mateus

Associação Despotiva de Vagos: Chelse Waters, Joana Canastra, Susana Carvalheira, Tainá Paixão e Inês Pinto

A Redenção de Valverde

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À sétima foi de vez. Depois de seis medalhas em Campeonatos do Mundo, finalmente, Alejandro Valverde subiu ao lugar mais alto do podium, vestiu a camisola arco-íris e tornou-se definitivamente o melhor ciclista da sua geração.

Desde a primeira prata em 2003 – numa dobradinha espanhola com Astarloa -, passaram quinze anos e o então jovem em afirmação no mundo do ciclismo assumiu-se como uma das figuras de proa da história da modalidade.

Com uma vitória na Vuelta e podiuns no Tour e no Giro mostrou-se em três semanas, mas foi nas clássicas acidentadas e nas provas por etapas mais curtas que construiu o seu brilhante palmarés com mais de 100 vitórias.

O período mais negro foi no virar da década, com a suspensão por dois anos graças ao seu envolvimento na Operacion Puerto, onde foi um dos poucos desportistas sancionados entre as dezenas que recorriam aos serviços do Dr. Fuentes. Mas, Bala regressou ainda melhor e a idade parecia não o afetar, vencendo sempre mais e com mais classe.

Em 2017, caiu no crono inaugural do Tour e foi forçado a acabar prematuramente a época. Na sua idade, uma lesão daquelas poderia significar o fim da carreira, mas não para Valverde, que se limitou a festejar o regresso à competição com mais umas quantas vitórias.

E este domingo, em Innsbruck na Áustria, ao fim de mais de quatro mil metros de desnível positivo, bateu ao sprint os três que não ficaram irremediavelmente derrotados pela subida a Höll, tornou-se o segundo mais velho campeão do mundo da história e alcançou a sua sétima medalha em Mundiais, a primeira de ouro.

E, no final de contas, sabe tão bem viver num mundo em que Alejandro Valverde é campeão do mundo.

Foto de Capa:  Innsbruck-Tirol 2018 / BettiniPhoto