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Carta Aberta ao Sporting Clube de Portugal

Não sei como me sinto. A tristeza invadiu e trespassou o meu coração, a angústia nem sequer bateu à porta e a melancolia assume dimensões astronómicas. Tu, Sporting Clube de Portugal, que me acompanhas desde o berço, estás longínquo e situado numa dimensão que não é a dos teus fiéis súbditos. Nos tempos que urgem, as interrogações dominam o meu dia-a-dia. Talvez para que tentes perceber a agonia a que estou subjugado, pergunto o que é feito do rei da selva, cujo espírito selvagem deambula na busca incessante da presa num ritmo voraz e feroz, intimidando e causando náusea aos que a ti, por razões hierárquicas, deveriam surgir.

Colocando termo a metáforas, direciono-me para a questão que assola a armada verde e branca: A doença que te assombra terá cura ou a morte prevalecerá? Para bom funcionamento da minha sanidade mental e do meu bem-estar, creio que a esperança, aliada à ajuda preciosa das entidades divinas, te consiga proteger.

Entretanto e enquanto isso não acontece, deslocar-me-ei a todas as plataformas digitais e irei assistir, pela 700ª vez (claro que as contei!), a vídeos e memórias que deixaste à tua legião de apoiantes. Apesar dos 112 anos e da aparência não ser envelhecida, ambos sabemos que és assombrado pela amnésia. Posto isso, relembrar-te-ei dos teus gloriosos feitos, das tuas inúmeras conquistas e do respeito que nutriam por ti. Tudo o que me contaste aquando da tua lucidez.

Frase bem conhecida dos sportinguistas proferida por José de Alvalade
Fonte: Sporting CP

Irmão ancião, lembras-te dos Cinco Violinos e dos “estragos” que causaram aos nossos adversários de então? A quantidade de campeonatos e taças ganhos traduziu-se num número infindável materializados pelo quinteto que remava contra o mundo. Lembras-te também de Héctor Yazalde, o maior artilheiro do campeonato português? Verdadeiro homem de área, nove puro, com técnica distinta e instinto fatal no encontro com a redondinha.

Lembras-te quando ganhaste a Taça das Taças e da atitude que tiveste frente ao colosso Manchester United FC numa das reviravoltas mais famosas das competições europeias? A tua alma cercava Lisboa na íntegra e o teu coração renasceu das cinzas, estendendo-se ao longo do velhinho Alvalade.

Lembras-te quando, diante do eterno rival, protagonizaste uma das goleadas mais inesperadas da história do futebol nacional (7-1) mesmo quando já não restavam forças para batalhar, até ao fim, pelo campeonato que decorria? A alegria unificada numa voz única, o orgulho e a emoção de um estádio que transbordava de esperança, de onde a águia saíra mastigada pelos afiados caninos de Manuel Fernandes, Mário Jorge e Raphael Meade.

Lembras-te da sensação que era ver jogar o Balakov, o Figo e o Paulo Sousa no mesmo 11 inicial? A magia e o génio daquele búlgaro baixinho que tinha sempre a bola colada ao pé com golos de antologia, a força e o ímpeto de Luís Figo que reduzia qualquer defesa à mais ínfima partícula e a inteligência e classe de um trinco que tinha assente valores como a devoção e entrega ao jogo.

Lembras-te quando, mesmo contra a sina muçulmana, quebraste aquele que foi o jejum mais sofrido da nossa história e terminaste campeão nacional em 2000, data abençoada do meu nascimento? Portugal parou, Portugal saiu à rua e aclamou-te como o melhor do mundo, tecendo juras de amor eterno, rejubilando com a tua chegada à câmara de Lisboa.

Lembras-te, não descurando o onze brilhante, da relação protetora e de cariz paternal que o João Pinto tinha para com o “Super Mário” no último campeonato, ganho em 2002? A ânsia de serviço do “Grande Artista” produziu golos atrás de golos com o destinatário denominado Jardel, finalizados num abraço emocionante e sentido entre os dois.

Lembras-te quando, no inferno de Alkmaar, o Miguel Garcia se elevou perante o temporal e marcou o golo decisivo que nos transportou para a final perdida injustamente no nosso reduto? Nesse momento, a propulsão de sangue atingiu modos atípicos causando suores, choros alegres, perplexidade e um sentimento de pertença infindável. Lembras-te do Beto e dos seus festejos quando o golo surgia? O quase rasgar da camisola, a referência ao símbolo e o grito de revolta que eclodia do seu corpo e da sua alma como é exemplo o célebre 4-1 diante do Newcastle na Taça UEFA de 2005.

Lembras-te do Liedson, o nosso 31? Provavelmente, um dos atletas mais acarinhados do clube, meritoriamente, pelo serviço prestado durante quase uma década, alimentando constantemente o clube com golos decisivos, contra a presa habitual, o SL Benfica. Por fim, quero só saber se te lembras quando, em Alvalade e posteriormente em Manchester (foi um presságio?), fizemos emergir um leão adormecido que rugiu aos ouvidos da equipa do City? Era o nosso momento. Desde o golo do Xandão até à defesa magistral e quase impossível do Patrício nos descontos que senti que aquela eliminatória só poderia ser nossa.

O presente mostra-se vago e enegrecido pelo facto de o que previamente foi supracitado não coincidir nem se moldar à tua realidade. É imperativo que a preparação do futuro comece de imediato e que a exaltação do passado seja relembrada as vezes que forem necessárias. Não estamos a honrar, de todo, as palavras do nosso fundador.

Volta, Sporting Clube de Portugal, tenho saudades tuas!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

As 10 maiores revelações Sub-23 em Portugal

O aparecimento de um novo escalão de formação no futebol português foi uma janela de oportunidade para muitos jovens jogadores que se viam num beco sem saída após terminarem a sua formação. Assim, podem continuar a ter competição e a mostrar que ainda podem vir a ter uma carreira bem sucedida. Irei então mostrar aqueles que, na minha opinião, são os 10 jogadores que fazem jus ao nome da competição.

Os Knicks confiam no seu estatuto e esse estatuto não lhes tem valido de nada

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Quando muita gente ainda se concentrava no pedido de troca de Anthony Davis, eis que Porzingis fazia o mesmo e voltava a virar a NBA de pernas para o ar. Os Knicks trocaram o letão, de forma bastante rápida até, confiando na sua capacidade para ir buscar Kevin Durant e Kyrie Irving em julho. Mas essa capacidade existe mesmo?

Às sete da tarde, saíam notícias da intenção de Kristaps Porzingis de querer ser trocado dos Knicks. Às oito, já estava feito o negócio com os Mavericks. A ordem cronológica deixa muito a desejar, porque tudo isto dá a ideia de os Knicks já terem o negócio pronto e de quererem deitar as culpas em Porzingis. Mas não é isso que é importante agora, embora voltemos a este ponto daqui a pouco.

Os Knicks trocaram o melhor jogador que já escolheram no draft neste século por jogadores em final de contrato, escolhas no draft e o jogador que deviam ter escolhido no draft em 2017. Tudo isto para terem a flexibilidade de atraírem Durant e Irving no verão. Embora trocar Porzingis faça pouco sentido, este já estava há muito tempo em rota de colisão com os Knicks e, por isso, a troca faz sentido tendo em conta o futuro. O que não faz sentido é a constante mudança nos planos da turma de Nova York e a sensação de acharem que têm direito a tudo sem fazerem nada por isso.

Porzingis e o seu novo treinador, Rick Carlisle, no primeiro treino em Dallas
Fonte: Dallas Mavericks

Os Knicks não contratam um grande free agent desde 2010, quando foram buscar Amar’e Stoudemire. E, mesmo aí, foi num verão em que não conseguiram garantir LeBron e Wade. Depois, estragaram a temporada de Stoudemire ao irem buscar Carmelo Anthony numa troca. Aliás, os Knicks têm um largo historial de estragar carreiras a jogadores e treinadores nos últimos anos e Porzingis foi só mais um que não quis ver o mesmo a acontecer-lhe.

Então, porque haveriam KD e Kyrie de querer ir para os Knicks e porque estão os Knicks tão certos de isso vir a acontecer? Será porque estão em Nova York? Os Nets também estão e têm-se mostrado muito mais competentes no seu trabalho nos últimos anos. Porquê os Knicks? Uma equipa que não ganha um campeonato desde 1973 e que não é relevante em termos de resultados há 20 anos, acumulando más decisões e tratando os jogadores como mercadoria, da qual nem sabem tratar em condições? Porque vão colocar uma grande equipa à volta deles? Sim, porque Durant e Irving com Luke Kornet e Lance Thomas chega e sobra para derrotar as equipas do Oeste….

A menos que os Knicks tenham a certeza absoluta de que dois grandes nomes vão assinar no verão (e certezas na NBA raramente existem), este foi mais um negócio que prova que o problema na Big Apple está na direção e não nos jogadores/treinadores. Provavelmente, quem lá trabalha é demasiado orgulhoso para o perceber. Para bem dos Knicks, é bom que o espaço salarial conseguido para julho consiga trazer os nomes que pretendem. Se isso não acontecer, trocar Porzingis, basicamente, por um jogador que já devia ser um knick há ano e meio, não vai cair nada bem junto dos seus ultra-exigentes adeptos.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: New York Knicks

Girabola’19: O que trouxe a primeira volta do campeonato?

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Numa altura em que a primeira volta do Girabola’19 já se jogou, é a altura de se fazer uma análise aos principais acontecimentos ocorridos nas 15 jornadas do campeonato angolano.

À primeira vista, é possível observar que a edição deste ano tem sido marcada pelo equilíbrio e incerteza, não só nos jogos, mas também na classificação, visto que entre os primeiros lugares da tabela classificativa não existem grandes diferenças pontuais.

Três dos quatro crónicos candidatos ao título – 1.º de Agosto, Petro de Luanda e Kabuscorp – ocupam neste momento os postos cimeiros (mesmo com alguns jogos em atraso), o que acaba por não ser uma novidade, uma vez que estes clubes apostam forte para alcançar o título, época após época.

Talvez o maior espanto seja o Recreativo do Libolo que se encontra longe dos restantes candidatos: está no décimo lugar, com apenas 17 pontos conquistados, fruto de apenas quatro vitórias e cinco empates.

Devido aos maus resultados, a direção do Calulo decidiu terminar o vínculo contratual com o técnico Sérgio Boris, e com a chegada de um novo treinador, os adeptos da turma libolense esperam agora que a sua equipa melhore as exibições e comece a subir lugares na tabela.

A maior surpresa da primeira volta tem o nome de Desportivo da Huíla. A equipa daquela província angolana tem como principal objetivo alcançar os 30 pontos e, consequentemente, a manutenção, mas, a julgar pelas boas exibições durante as 15 rondas já disputadas, esse mesmo objetivo está perto de ser alcançado, visto que tem 28 pontos conquistados.

Atualmente na vice-liderança (embora o terceiro classificado, Petro, tenha três jogos em atraso), os comandados de Mário Soares até poderão almejar alcançar um feito histórico como a conquista do título inédito, se conseguirem manter o bom nível exibicional na segunda metade da época.

O Desportivo da Huíla tem sido a “Equipa Sensação” do Girabola’19, até ao momento
Fonte: Girabola ZAP

No que diz respeito à última parte da tabela, a luta pela permanência promete ser intensa até ao fim. Com uma diferença pontual pouco significativa, existem atualmente cinco equipas que terão de lutar bastante entre si para garantir a manutenção no principal campeonato do futebol angolano, sendo elas o Kuando Kubango, Saurimo FC, Sporting de Cabinda, ASA e Académica do Lobito.

Qualquer uma das equipas pode terminar a época a festejar a permanência, como ser relegada para a segunda divisão, sendo que tudo dependerá de quem estiver mais capaz e melhor preparado para a batalha de garantir o número máximo de pontos possível para fugir à cauda da classificação.

Em jeito de conclusão desta análise, o Girabola’19 tem sido recheado de excelentes jogos, o que é bastante positivo para a evolução do Futebol angolano, que, caso o campeonato se mantenha competitivo até ao seu final, irá com certeza ser interessante de se acompanhar. Cá estaremos à espera que se inicie a segunda volta!

Foto de Capa: 1.º de Agosto

Força da Tática: Dois “anões” entram num Camp …

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O FC Barcelona, no passado Sábado, recebeu o Valência CF no primeiro jogo de um louco mês de Fevereiro. Nas próximas semanas, Ernesto Valverde vai ter pela frente Real Madrid CF (Para a Taça do Rey e La Liga), O Lyon (fora), Real Valladolid, Sevilla FC (fora) e Athletic Club (fora). Infelizmente, para a equipa Blaugrana, o começo não foi o esperado.

Nas asas de Rodrigo e nos pés de Parejo, Los Che rubricaram uma excelente exibição em Camp Nou, tiraram o máximo proveito das ausências de Busquets (castigado) e Jordi Alba (opção/poupança), conseguindo um empate a dois golos.

Quando Parejo fez o 0-2, aos 30 minutos da primeira parte, Camp Nou sentiu o impacto da desvantagem e ponderou a possibilidade da derrota, mas a parceria Messi & Alba revelou ser uma arma demasiado forte para o Valência.

Equipas Iniciais

Como já referi, Ernesto Valverde apresentou um onze inicial com algumas novidades. Com Lenglet e Alba no banco dos suplentes, Vermaelen e Sergi Roberto ocuparam as posições de central e lateral esquerdo, respetivamente, já para o lugar de Sergio Busquets entrou Carles Aleñá, fazendo o lugar de médio interior direito, com Rakitic a baixar para médio mais recuado. Tudo isto dentro do habitual 4-3-3:

Ter Stegen – Semedo, Pique, Vermaelen, Sergi – Vidal, Rakitić, Aleñá – Messi, Suarez, Coutinho.

Marcelino também realizou algumas alterações ao, também ele, habitual 4-4-2. Toni Lato, Gameiro e Daniel Wass foram as novidades na equipa Che, em detrimento de Gayá, Mina e Soler. Coquelin parece ter ganho definitivamente o lugar no onze inicial, ao lado de Parejo, relegando para o banco dos suplentes Kondogbia. Assim alinhou o Valência:

Neto – Piccini, Garay, Paulista, Lato – Wass, Coquelin, Parejo, Cheryshev – Rodrigo, Gameiro.

1ª Parte | Rodrigo e Risco

Desde o primeiro minuto foi evidente que o Barcelona ia ter pela frente um adversário organizado, compacto e coeso. Dentro do 4-4-2 de sempre, Wass e Cheryshev – médios ala – fechavam bem dentro, cedendo o mínimo espaço possível entre eles e o respetivo médio centro – Coquelin/Parejo. Para além desta preocupação com o espaço intralinhas, o Valência também procurava reduzir o espaço entrelinhas, em particular entre a linha média e a defensiva. Resumindo, era preciso desorganizar e quebrar o coeso bloco Che:

Fonte: BeIN Sports

Naturalmente que para desorganizar uma estrutura assim, é necessário assumir alguns riscos, sendo estes riscos maiores ou menores consoante a articulação e harmonia dessa mesma estrutura. Assim, Valverde não teve medo de assumir uma postura agressiva e de algum risco logo desde o apito inicial.

Fonte: BeIN Sports

Como vemos em cima, Semedo e S. Roberto (a amarelo) assumiam posições bastante agressivas na fase ofensiva, conferindo largura à equipa e ajudando na progressão pelos corredores. O espaço ilustrado a azul, entre o lateral esquerdo e o central do Valência, é criado pelo referido posicionamento de Nélson Semedo e posteriormente aproveitado por Aleñá, que atacava estes espaços recorrentemente. Assim, também os médios interiores Aleñá e Vidal (a vermelho) se posicionavam em zonas altas do campo, ora realizado movimentos de infiltração na linha defensiva ora mantendo-se no lado cego da linha média para a fixar e dar mais tempo-espaço a Messi e Coutinho, que desciam até ao exterior do bloco para tentar conectar aquele “passe-chave”.

Tudo isto, tinha o seu trade-off.

Com Messi, Suarez, Coutinho, Sergi Roberto, Nélson Semedo, Vidal e Aleñá, o Barcelona tinha constantemente sete jogadores à frente da linha da bola, ou seja, apenas três como opções imediatas para controlar os contra-ataques/transições ofensivas do Valência.

Aos 23 minutos, a matemática veio ao de cima:

Fonte: BEin Sports  via GIPHY

Notem como o Barcelona é incapaz de colocar qualquer tipo de pressão na bola, especialmente Rakitic, permitindo a Rodrigo avançar com bola, temporizar e soltar no momento certo para Gameiro. Um golo brutal, perfeito reconhecido da zona para a recuperação, clínico primeiro passe pós-recuperação e transição rápida e vertical, com a distância ótima entre os jogadores.

Camp Nou teve o privilégio de presenciar o melhor de Marcelino, não só no momento de transição ofensiva, como também no de organização ofensiva. Assim que a equipa tinha a bola, Wass e Cheryshev abriam nos corredores e posicionavam-se praticamente à mesma altura que Rodrigo e Gameiro.

Com este posicionamento, os médios ala podiam realizar vários movimentos de rotação com os dois avançados. Um dos mais recorrentes, era quando Wass baixava, alegadamente para receber um passe de Piccini ou Coquelin, arrastando consigo Sergi Roberto, o que abria espaço para Rodrigo (de dentro para fora) atacar a profundidade e receber dentro do último terço Blaugrana.

Vemos como o posicionamento dos médios ala (a amarelo) era largo e fixava os defesas laterais, deixando os dois centrais no 1vs1 com os dois avançados do Valência.

Fonte: BeIN Sports

2ª Parte | Rodrigo não matou e Messi não perdoou

Ao intervalo, apesar de Messi ter reduzido antes do final do primeiro tempo, Valverde sentia a necessidade de ajustar. Em desvantagem, lançou para o relvado o … lateral esquerdo.

Um segundo para refletir sobre isto.

Nélson Semedo deu o seu lugar a Jordi Alba, na esperança que os absurdos movimentos sem bola do internacional espanhol e a sua ligação a Messi, ajudasse a quebrar o coeso e organizado bloco Che.

Fonte: BEin Sports Via: Giphy

Uma nova ameaça para a equipa do Valência, que não deixou de agredir o Barcelona no contra-ataque, com Rodrigo a ter no pé por mais que uma vez o 1-3.

Após o empate de Messi, o Barcelona assumiu uma postura mais equilibrada, que lhe tirou também capacidade para desorganizar o Valência e chegar a uma possível vitória.

Resultado justo, com uma grande exibição do Valência.

Foto de Capa: FC Barcelona

Plano B

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Ponto assente: Marega vai ficar arredado dos relvados durante os próximos dois meses. Neste período o FC Porto joga em todas as frentes e, muito provavelmente, decidirá o sucesso ou insucesso da época. Serão jogados os oitavos de final da Liga dos Campeões, a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal e várias jornadas decisivas do Campeonato, entre as quais a receção ao SL Benfica no princípio do mês de Março. Portanto, o mesmo será dizer que Sérgio Conceição não vai contar com o maliano para as decisões.

Diz-se muitas vezes que a ideia de jogo de uma equipa vai muito para além de um ou outro jogador e que a ausência de um jogador não pode justificar uma alteração de estratégia. Ora, quando essa mesma estratégia está montada à volta de apenas um elemento torna-se crítico quando ele não está. Marega é esse jogador.

Bem ou mal, Sérgio Conceição montou uma ideia de jogo totalmente dependente da pujança física do camisola 11 portista. Seja na procura incessante da profundidade ou a prender e castigar os defesas para permitir movimentos de penetração dos médios e dos extremos, Marega está sempre lá como pedra basilar.

Se assim é, custa perceber como um treinador sujeita um jogador tão importante a tamanho esforço físico. É que Marega foi jogando os minutos todos de todos os jogos e nem mesmo nos jogos resolvidos cedo Sérgio Conceição lhe deu descanso. Seja essa a razão ou não, o que é facto é que o jogador estourou e tudo vai mudar.

Digo tudo porque não há igual no plantel. Nada se poderá manter porque a estratégia que estava montada com base em Marega vai deixar de o ser e, como tal, terá que ser forçosamente diferente, ou pelo menos, uma adaptação da atual.

Maliano vai ficar afastado cerca de dois meses, por lesão
Fonte: FC Porto

Embora o cenário por mim criado possa parecer apocalíptico, estou longe de acreditar que o é. Ainda que lhe reconheça a importância, não lhe reconheço o talento. Como tal, vejo a sua lesão como uma oportunidade de mudança e uma oportunidade para que se jogue um futebol mais vistoso, mais técnico, mais perfumado.

Olhando para o banco e para o que se vai conhecendo de Sérgio Conceição, parece-me que Danilo, Otávio e Fernando Andrade (opções bem distintas) estão na primeira linha de sucessão.

Se tivesse que apostar o meu dinheiro diria que Fernando Andrade será lançado no onze inicial já em Moreira de Cónegos. Permitirá manter o estilo, não acho que permita manter a forma. Não sendo um sobredotado, tem mais capacidade para ter bola no pé e permite continuar a usufruir de um avançado rápido que permita movimentos de rotura. Ainda assim, julgo que o seu handicap físico face ao maliano tornará o jogo do Porto não mais do que uma imitação barata do que se tem visto. E sabemos que as imitações raramente são tão boas como o original.

Depois temos Otávio. Um jogador de quem gosto bastante mas que acaba de vir de lesão. Com o brasileiro, o FC Porto poderia fazer alinhar um trio dinâmico (Otávio, Brahimi e Corona) nas costas de Soares que poderia fazer mossa. No entanto, a falta de minutos do brasileiro e a liberdade que seria retirada a Óliver e Herrera jogam contra esta opção.

Por fim, aquela que seria a minha opção. Na minha opinião, um passo atrás para dar dois à frente. Danilo e o regresso ao 4x3x3 europeu. Aliás, nos jogos frente à AS Roma dificilmente não será esta a opção do treinador do FC Porto. A entrada do internacional português permitiria libertar os outros dois médios e até os extremos e a maior capacidade que estes poderão vir a ter de chegada à área acabaria com a falácia de que o FC Porto perderia poder de fogo. A equipa ganhava organização e, acima de tudo, acabaria por ganhar capacidade de posse e controlo e Óliver poderia assumir a batuta do meio campo a tempo inteiro.

Em suma, muitas serão as dores de cabeça de Sérgio Conceição mas é este, timoneiro da equipa e obreiro de quase tudo o que de bom se tem visto no FC Porto nos últimos anos, quem tem que encontrar um plano B ou uma segunda versão do plano A, que permita que o FC Porto se continue a apresentar a um bom nível e não sucumba à lesão de Marega e à cada vez mais ensurdecedora pressão que os meios de comunicação de Lisboa vão fazendo para carregar o SL Benfica até ao título de campeão nacional. Uma coisa é certa, o Mar Azul estará a seu lado.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Olheiro BnR – Cristián Borja

O Sporting Clube de Portugal recorreu ao mercado de Inverno para fazer alguns ajustes no plantel. Os leões acabaram por contratar, o lateral-esquerdo colombiano, Cristián Borja, proveniente do clube mexicano, Toluca FC. O jovem de 25 anos custou cerca de três milhões de euros, rubricando um contrato válido até 2024 e ficando com uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões de euros.

Borja fez a sua formação no clube colombiano, Cortuluá, ao qual esteve ligado durante várias temporadas. No Cortuluá estreou-se no futebol sénior em 2015, somando posteriormente 51 jogos e 2 golos com a camisola do clube.

As boas exibições ao serviço do clube de Tuluá, valeram-lhe o salto para o Independiente Santa Fé, onde cumpriu duas temporadas e nas quais disputou 34 jogos. Depois, regressou ao seu clube de formação, em 2017, antes de se transferir para a Liga Mexicana. O jovem proveniente da Colômbia esteve, na última temporada e meia, ao serviço do Toluca FC, onde se tornou titular indiscutível e fez um golo em 41 partidas disputadas.

Borja chega do Toluca FC, com um contrato válido até 2024 e com uma cláusula de rescisão de 45 M€
Fonte: Sporting CP

O agora leão já é internacional pela sua seleção, pela qual fez dois jogos: um diante da Costa Rica e outro frente à Venezuela. Além de vestir a camisola da seleção “A”, Borja foi também internacional colombiano nos escalões jovens do seu país.

Cristián Borja destaca-se pelo seu excelente pé esquerdo, com o qual cruza com qualidade e ainda lhe alia velocidade e capacidade no um-contra-um. O “cafetero” é um jogador que poderá lutar claramente pela titularidade na equipa de Marcel Keizer e poderá inclusive tornar-se indiscutível caso Marcos Acuña seja transferido, no mercado de Inverno. Assim, possa trabalhar e adaptar-se à sua nova realidade no futebol europeu e ser útil ao Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Selección Colombiana

artigo revisto por: Ana Ferreira

Vrsaljko lesionado, Cédric contratado

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O Inter voltou a reforçar a lateral direita. Contando com Vrsaljko mas, lesionado o resto da temporada, o clube sentiu-se “forçado” a encontrar um jogador de perícia equivalente para colmatar essa baixa.

Cédric Soares assinou dezenas de boas exibições ao longo dos três anos e meio no Southampton, foi jogador importante na conquista do EURO 2016 por Portugal, e portanto mereceu o “salto”, salto esse apenas ofuscado pelo “baixo poderio desportivo” do Inter de Milão atualmente, pelo menos em relação a alguns anos atrás.

Cédric não é um jogador explosivo ou de rasgar. Considero-o, tipicamente, um jogador “certinho”, joga seguro e só arrisca quando tem espaço para tal. Não tem as incursões ofensivas de Cancelo (que “leva tudo à frente”), mas tem um espírito combativo e procura as divididas com o adversário. É um lateral acima da média.

No Inter, poderá encontrar as adaptações ao sistema tático que teve de se sujeitar no clube anterior. Pelos “saints”, o lateral muitas vezes jogava numa posição mais avançada, a de ala, devido ao uso do sistema de três centrais em certas partidas. Isto é, o Inter sabe que pode contar com ele nesse caso também.

Lembro-me de ver Cédric jogar na Académica, ou no Sporting. Jogador “baixinho”, com bom toque de bola e alguma velocidade, mas não tanta. Era e é “raçudo” a defender.

Em Inglaterra, qualquer jogador se torna melhor, na minha opinião: o facto de se jogar, com grau de dificuldade elevado, na larga maioria dos jogos, eleva a responsabilidade de qualquer jogador, fazendo-o estar no limite constantemente.

Na cidade da moda, Cédric reencontra um velho conhecido
Fonte: FC Internazionale Milão

Em Itália, as suas habilidades defensivas serão postas à prova. O futebol inglês, pelo seu dinamismo e fluência, mesmo sendo muito diferente do italiano, priviligia muito as transições. Em Inglaterra joga-se mais avançado no terreno do que em Itália, no que toca a equipas de menor dimensão.

Então, não sendo o típico lateral “mota”, Cédric combina dentro de si qualidades que juntas se tornam uma ameaça à equipa adversária: troca bem a bola em progressão ofensiva, cruza bem, tem meia distância e está no auge da carreira.

Numa transferência com razão de ser devido à ausência de Vrsaljko, o português vem, à imagem do internacional croata, sob a situação de empréstimo (com opção de compra cifrada nos 11 milhões).

Não se sabe se será definitiva a aquisição, pelo menos neste momento leva-me a crer que servirá para preencher a vaga do lesionado. Mesmo assim, Cédric é um grande jogador e acredito que o salto está dado, e se não for no Inter, seguirá num outro clube superior ao Southampton.

Foto de Capa: FC Internazionale Milão

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

O vôo da Águia, take 2

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“Treino a treino, jogo a jogo”. Esta tem sido uma das frases de Bruno Lage mais ouvidas nas conferências de antevisão, flash-interviews e conferências pós-jogo. É um facto que o treinador setubalense dá bastante ênfase ao presente e, sem fazer grandes projecções, gosta de ir trilhando o caminho da sua equipa de desafio em desafio. E bem, diga-se. Não há jogos iguais – nem adversários iguais –, mesmo que o jogo seguinte seja precisamente contra o mesmo oponente que se acabou de enfrentar. E basta recuarmos à dupla jornada de Guimarães para ter a prova disso.

Cada jogo é um jogo e a frase de que “o jogo tem vida própria” parece uma frase da moda, mas acaba por ser uma grande verdade. Ninguém pode olhar para um jogo e dizer que por se escolher este ou aquele jogador, este ou aquele sistema táctico, o encontro vai decorrer desta ou daquela forma. É impossível. Podemos fazer conjecturas, mas certezas não temos. É aqui que entra o treino, a preparação para o jogo e o encontrar de soluções para os diversos cenários que possam ocorrer ao longo dos 90 minutos.

No jogo do passado Domingo que opôs o Sport Lisboa e Benfica ao Sporting Clube de Portugal, a turma de Lage mostrou uma superioridade tal que se imaginou a dada altura que o resultado final do encontro poderia muito bem vingar o histórico 7-1. Foi uma autêntica demonstração de força, numa partida em que a Águia conseguiu ser exemplar em todos os momentos do jogo.

Notou-se uma preparação extrema e uma atenção exímia ao detalhe, que fez com que o SL Benfica conseguisse neutralizar alguns dos pontos fortes do Sporting CP. Juntando a isso a potencialização de determinados factores como o momento de transição defensiva, a procura do jogo entre-linhas, o aproveitamento do espaço concedido nas costas da defensiva leonina e o momento de transição ofensiva, fez com que os “encarnados” nunca parecessem em dificuldades ao longo de todo o jogo.

Seferovic e João Félix prometem causar ainda mais estragos no dérbi de Quarta-feira para 1.ª Mão das Meias-finais da Taça de Portugal
Fonte: SL Benfica

O que poderemos então esperar para Quarta-feira? Eu acredito que será um SL Benfica muito à imagem daquele que vimos no jogo a contar para a Liga NOS, a procurar manter as suas linhas compactas e num bloco médio-alto, com uma reacção à perda muito forte para depois iniciar o momento de transição.

O jogo interior e entre linhas deverá continuar a ser privilegiado, juntamente com as constantes movimentações dos médios-ala para o espaço central, de forma a abrir os corredores para os laterais. Deverá também haver especial atenção ao comportamento da linha defensiva do Sporting CP, pois se voltarem a apresentar-se no dérbi com as linhas subidas então há que saber aproveitar a profundidade nas costas dos dois centrais.

Apesar de tudo e sem querer fazer futurologia, desta vez acredito que o Sporting CP se irá apresentar mais baixo no terreno e a tentar aproveitar algum erro ofensivo do SL Benfica, para depois explorar o momento de transição ofensiva. Não sendo ainda um jogo de tudo ou nada, terão a 2.ª Mão das Meias-finais no seu estádio e de nada lhes vale já estar praticamente fora da competição antes de poderem aproveitar o “factor casa”. Por esta razão, seria importante que o SL Benfica voltasse a entrar em campo com uma grande intensidade no seu modelo, uma vez que tal será importante para desposicionar as linhas baixas e juntas do adversário.

É fundamental que o SL Benfica saiba manter a organização que tem vindo a apresentar desde que Bruno Lage assumiu o comando técnico e que tão bons resultados tem trazido e, acima de tudo, que em tanto melhorou o nível exibicional da Águia. Para o jogo de Quarta-feira arrisco num 3-0 para os da casa, com dois golos de João Félix e um de Seferovic. E para o 11 inicial apostaria em Mile Svilar; André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Álex Grimaldo; Florentino Luís, Gabriel, Pizzi e Rafa Silva; João Félix e Haris Seferovic. Rumo ao Jamor.

Foto de Capa: SL Benfica

O Triplo feminino vai ferver e Mamona está pronta

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Depois de um ano muito marcado pela sua lesão e problemas físicos que condicionaram toda a sua temporada de 2018, Patrícia Mamona começou 2019 a todo o gás. Em 3 semanas e 3 provas, a atleta portuguesa alcançou um recorde pessoal no Salto em Comprimento na primeira, conseguiu marca de qualificação para os Europeus Indoor no Triplo na segunda prova e na terceira igualou o seu recorde nacional do Triplo em pista coberta. Num ano em que a disciplina promete bastante, a atleta portuguesa parece preparada para atacar os desafios que se adivinham.