O tricampeão nacional já prepara a nova temporada 2018/2019, com os principais objetivos a conquista do tetracampeonato e a conquista da UEFA Futsal Cup. A principal competição de clubes da UEFA esta temporada irá estrear um novo formato e irá denominar-se Liga dos Campeões de Futsal da UEFA.
Esta preparação da nova época por parte do Sporting Clube de Portugal é sinónimo de despedida de vários atletas tricampeões nacionais, como Caio Japa, Diogo, Divanei, Marcão, Fortino e Djô. Além das saídas, os leões garantiram recentemente as continuidades de Deo e Gonçalo Portugal, que prolongaram os seus vínculos contratuais.
Com vista a mais uma época de sucesso, o Sporting Clube de Portugal já apresentou cinco reforços sonantes – o guarda-redes, Guitta; os fixos Leo Jaguará e Erick Mendonça; o ala Alex e o pivot, Rocha.
O nome soa familiar não é? Felipe Menezes chega ao Benfica em Agosto de 2009, com 20 anos, vindo de uma época fantástica no Goiás. O miúdo era visto como uma revelação e um projeto para o futuro do meio-campo do Benfica.
Felipe Menezes estreia-se com o Bate Borisov, para a Liga Europa, mas desilude. Aliás, na primeira época a representar o nosso clube fez 12 jogos, marcou um golo, e desiludiu todas as vezes. Mas Felipe Menezes, de tão bom jogador que foi catalogado, era daqueles futebolistas que nos faz prolongar a esperança de um dia entrar em campo e rebentar tudo. E por isso, entre desculpas da adaptação e da idade, a expectativa para a segunda época era grande. O desfecho foi pequeno. Totalizou 16 jogos, marcou um golo. E continuou a desiludir.
Felipe Menezes esteve perto de viver o sonho europeu, mas parece nunca ter acordado Fonte: Goiás Esporte Clube
Nunca mais se ouviu falar do menino Menezes, que sai do Benfica após empréstimos ao Botafogo, ao Sport Recife, Palmeiras, volta ao Goiás, Ponte Preta, Ceará, Ratchaburi da Tailandia, onde nem sequer jogou, e finalmente acaba no CRB da Segunda Divisão brasileira. Ora, em 8 anos marcou 23 golos. Nada a que não nos tenha habituado.
A promessa não passou disso mesmo, e até chegou a ser apelidado de “Sleep Menezes”. O que faz todo o sentido, uma vez que tudo o que o vimos fazer foi dormir enquanto todos pensávamos que estava acordado.
Sorte ou azar, nada admira que tenha acabado perdido no tempo, da mesma forma que andava perdido em campo.
Os ventos sopravam todos a favor de Francisco Geraldes, depois de um empréstimo bem sucedido no Moreirense, onde venceu a Taça da Liga e se afirmou como um valor emergente, seguiu-se o Rio Ave, onde o criativo encontrou o contexto perfeito para exponenciar o seu crescimento.
Miguel Cardoso implementou uma ideia de jogo arrojada e ofensiva, na qual Geraldes encaixou que nem uma luva e acabou por se tornar numa das figuras de proa da formação, que logrou um sensacional quinto lugar no campeonato. Chico Geraldes explanou todas as suas já reconhecidas qualidades, demonstrando ainda uma regularidade exibicional assinalável.
Desta forma, o criativo acabou a época em Vila do Conde com números impressionantes: somou 38 jogos (33 como titular), marcou quatro golos e fez onze assistências. Acima dos números, o que sobressaiu no jogar de Geraldes foi a sua forma de tratar a bola e a sua inteligência também sem ela.
A sua fantasia e criatividade aliadas a uma tomada de decisão acima da média tornaram o médio num dos principais motores do carrossel ofensivo, montado por Miguel Cardoso, que impressionou Portugal.
Geraldes tornou-se uma peça fulcral para Miguel Cardoso Fonte: Rio Ave Futebol Clube
Como consequência, Francisco Geraldes regressou à casa-mãe, que por sua vez estava mergulhada numa crise com a qual perdeu vários dos seus ativos mais importantes, escancarando ainda mais as portas do plantel principal para o jovem criativo.
Além disso, o jogador formado na Academia aproveitou os particulares realizados em solo helvético para se tornar num dos nomes em maior destaque já com a verde e branca vestida. Tudo indicava que Francisco Geraldes iria ter a sua verdadeira oportunidade e finalmente integraria a formação principal do Sporting CP para 2018/19. No entanto, o jovem médio acabou emprestado ao Eintracht Frankfurt e a surpresa foi geral.
Ficou a ideia, posteriormente confirmada por José Peseiro, de que Chico Geraldes sentiu que não ia ter os minutos de jogo que ambicionava e acabou por tomar a decisão de sair. Mas será que a estrutura leonina não podia ter feito mais para manter o criativo no plantel?
Aliciando Geraldes não só com uma preponderância maior na equipa mas também com uma melhoria merecida de contrato adequada ao patamar de desenvolvimento em que se encontra, desta forma, talvez Geraldes se sentisse mais reconhecido e importante no seio da equipa mas a estrutura de Alvalade voltou a desviar o olhar e mais uma vez optou-se pela saída como solução mais fácil. Cada vez mais, o talentoso médio tende a tornar-se uma espécie de génio incompreendido em Alvalade…
Já começaram os Mundiais Universitários deCiclismo 2018, que decorrem este ano em Braga, tendo o contrarrelógio dado o pontapé de saída para o certame.
Da parte da manhã, disputou-se o crono feminino, com duas series de dez ciclistas. Logo na primeira ronda, a checa Tereza Korvasova estabeleceu um tempo abaixo dos seis minutos que ninguém seria capaz de bater.
A polaca Marta Lach ficaria com a medalha de prata a pouco mais de 20 segundos da vencedora, enquanto Jaqueline Dietrich deu o bronze à Alemanha. A única participante nacional foi Soraia Silva, que fechou a prova no nono posto, a mais de dois minutos e meio da frente.
Já a vertente masculina foi disputada durante a tarde, com quase o dobro dos participantes. Também aqui sairia da primeira serie o grande vencedor, desta feita o australiano Liam Magennis.
Algumas seleções não tinham equipamento adequado ao contrarrelógio Fonte: José Baptista/Bola na Rede
Nos restantes lugares do podium, ficaram o polaco Piotr Konwa e o cipriota Andreas Miltiadis, último a partir para a estrada e que roubou a medalha ao australiano Cyrus Monk por somente quatro segundos.
Portugal teve quatro atletas em ação, sendo Pedro Lopes o melhor e o único a finalizar nos dez melhores, sendo sétimo.
Este primeiro dia ficou marcado também pelas grandes diferenças entre os tempos, fruto dos diferentes níveis competitivos a que cada atleta está habituado, mas também até da falta de equipamento adequado de algumas equipas.
Tyler Dominic Boyd nasceu, a 30 de dezembro de 1994, na cidade portuária de Tauranga (região de Bay of Plenty, Ilha Norte, Nova Zelândia).
Passou, no decorrer do seu processo de formação, por clubes como o Melville United AFC e o, já extinto, Waikato FC. Neste último conjunto, Boyd fez a sua primeira aparição com, ainda, 16 anos, em outubro de 2011, na ASB Premiership (competição semiprofissional que corresponde à principal divisão de futebol da Nova Zelândia) e, durante a temporada 2011/2012, disputou um total de 14 jogos, tendo feito quatro golos e, também, três assistências.
Como consequência desse desempenho, o jovem extremo (então com 17 anos) completou a sua mudança para o Wellington Phoenix FC, emblema que, apesar de neozelandês, pertence à Football Federation Australia e, por conseguinte, tem direito a atuar na A-League (competição reconhecida pela FIFA e que corresponde ao principal escalão do “desporto-rei” australiano).
Na formação da capital da Nova Zelândia, a promessa neozelandesa não teve a preponderância que desejava, mas, ainda assim, foi convocado com, apenas, 19 anos para a seleção A dos All Whites.
O Berço de uma carreira na Europa:
Consciente de que o seu desenvolvimento enquanto futebolista profissional implicaria uma mudança para a Europa, o extremo esquerdo optou por rumar a um destino inusual para os futebolistas Kiwis, Portugal, tendo assinado pelo Vitória SC.
Tyler Boyd, ao centro, promete vir a ser uma das surpresas do Campeonato Fonte: Vitória SC
Primeiramente integrado na equipa B dos Conquistadores, o jovem extremo esteve em bom plano na exigente Segunda Liga, apresentando uma grande regularidade exibicional, acrescida de golos (cinco na época 2015/2016 e oito na temporada seguinte).
Na época transata, o internacional neozelandês, dispôs da primeira oportunidade para demonstrar a sua valia e potencial no principal escalão do futebol luso, na sequência de um empréstimo ao CD Tondela. Sob orientação de Pepa, o futebolista natural de Tauranga revelou-se um elemento bastante importante na manobra ofensiva dos Auriverdes, contribuindo com cinco golos e quatro assistências, nas 27 partidas (apenas, 14 como titular) realizadas.
Nos tempos que correm há um jovem da formação que tem enchido as medidas dos adeptos e, acredito eu, do treinador Sérgio Conceição. Hoje falamos sobre aquele que é, talvez, o jogador da cantera portista melhor posicionado para assumir um lugar na equipa principal a curto/médio prazo. Falo de Diogo Leite.
As recentes exibições em contexto de pré-temporada (é importante referi-lo) têm sido bastante satisfatórias e, assim que haja paciência de treinadores, dirigentes e adeptos e que corrija algumas lacunas que naturalmente ainda tem no seu jogo, Diogo pode vir a ser um dos esteios da defesa azul e branca num futuro próximo.
Este jovem de 19 anos (feitos em Janeiro último) conta com um já largo percurso pelos vários escalões da seleção nacional. No entanto, não deixa de ser curioso que seja precisamente no momento em que abdica (fica a dúvida se por decisão pessoal ou por indicação do clube) de estar presente no Euro sub-19 (Portugal acabou por se sagrar campeão) que Diogo Leite entra na discussão por um lugar no plantel principal e, até, no 11 inicial do FC Porto. Tem utilizado, nas últimas épocas, o palco dos sub-19 e da equipa B para se afirmar como um jogador de enorme potencial e margem de progressão.
Não sendo alto (para a posição que ocupa) também não é baixo (188cm) e tem como pé preferencial o canhoto (uma raridade nos dias que correm), sentindo-se bem, portanto, a jogar como defesa central esquerdo. Impressiona, principalmente, pela sobriedade, calma e elegância com que executa todas as suas ações em campo. Tem uma leitura de jogo bastante acima da média, o que lhe confere uma capacidade invulgar de jogar na antecipação. Praticamente intransponível pelo chão, está sempre no sítio certo. Impecável a dobrar o lateral e o central que joga ao seu lado. É, portanto, um central muito completo. Pode melhorar na saída de bola onde ainda erra alguns passes, mais por causa de alguma ansiedade do que por falta de competência.
Diogo Leite acaba de renovar contrato com o FC Porto até 2023 Fonte: FC Porto
Feito o raio-x, é importante salientar que embora tenha demonstrado qualidades nas diferentes áreas do jogo abordadas é muito cedo, dada a sua tenra idade, para perceber ao certo onde poderá chegar e se terá a capacidade de confirmar todos estes créditos nos mais altos níveis de competição. No entanto, fica a ideia de que com o apoio certo, a cabeça no lugar e, acima de tudo, com oportunidades, pode vir a ser um caso sério no nosso futebol e mais um talento made in FC Porto, lançado com sucesso na equipa principal.
Em suma, com a saída de Marcano (também ele canhoto) para os italianos da Roma e a lesão de Mbemba, Diogo Leite pode vir a ser a solução ideal para o lado esquerdo do centro da defesa portista, dada a sua qualidade e potencial e os constrangimentos financeiros que reduzem a margem de manobra do clube no mercado nos dias que correm. Excelente notícia e ato de gestão por parte da SAD ao renovar o contrato (confirmado esta segunda-feira) deste jovem jogador.
Nota: Importa referir que Diogo Queiroz (central presente no Euro sub-19) também apresenta enorme margem de crescimento e que, a breve prazo, poderá juntar-se a Diogo Leite, formando uma dupla de centrais 100% made in Olival.
Enquanto a F1 vai de férias, o Campeonato do Mundo de Ralis está de volta. Este fim-de-semana correu-se o espetacular rali da Finlândia. Apelidado por muitos como Grande Prémio em Terra, o rali nórdico é dos mais rápidos do calendário do WRC.
Thierry Neuville, Hyundai i20 WRC Coupé, é quem lidera o campeonato. O belga é seguido pelo campeão mundial, Sebastien Ogier, Ford Fiesta WRC.
Na quinta-feira, Ott Tanak foi quem começou melhor. O estónio levou o Toyota Yaris WRC à liderança do rali, mas apenas com 0.7s de avanço sobre Neuville. A completar o pódio estava Ogier. O vencedor do ano passado, o finlandês Esapekka Lappi, seguia em quinto. Empatados na sexta posição estavam os dois pilotos do Citroen C3 WRC. Mads Ostberg e Craig Breen fizeram exatamente o mesmo tempo. De notar que no shakedown os Citroen mostraram estar muito rápidos com a nova geometria da suspensão dianteira.
Antes deste rali, o líder do campeonato, Neuville, parecia muito concentrado em manter os 27 pontos de vantagem sobre Ogier. Sabemos que os Hyundai não parecem ser muito competitivos em terras finlandesas, mas o belga ainda complicou mais a sua tarefa. Um erro numa especial viu Neuville cair para décimo, apesar do seu rival ser apenas sétimo.
Thierry Neuville e a Hyundai não estiveram muito na terra rápida da Finlândia Fonte: FIA
Para quem pensou que o Toyota de Tanak ia fugir com a liderança estava muito enganado. E, por muito espanto meu, quem levou a luta ao estónio da equipa nipónica foi o norueguês Ostberg, em Citroen C3 WRC. Ostberg lutou taco a taco com Tanak, chegando até a liderar o rali, mas alguns pequenos erros viram essa liderança esfumar-se rapidamente. Tenho que assumir, estou muito contente da marca francesa começar a ter um carro mais competitivo. Volta, Kris Meeke?
Mais atrás a luta era entre Teemu Suninem, o terceiro piloto da M-Sport Ford, e Jari-Mati Latvala. O jovem piloto da equipa britânica estava muito bem, mas acabou por perder a terceira posição para Latvala e mais tarde acabaria por descer para quinto com troca com Hayden Paddon da Hyundai.
Sábado foi um dia extraordinário para o Toyota Gazzo Racing. A equipa liderada por Tommi Makkinen ganhou todas as especiais do dia. Claramente nota-se que o Yaris WRC foi “fabricado” nas estradas finlandesas. Para além disso, na manhã, Ott Tanak ganhou todas as especiais, conseguindo uma vantagem de cerca de 24s sobre o seu rival mais próximo, sendo que Ostberg seguia em segundo, também com uma vantagem muito confortável, cerca de 20s sobre o terceiro classificado, Latvala.
Mais atrás seguiam os três pilotos da M-Sport Ford. Apesar de uma nova aerodinâmica traseira no Ford Fiesta WRC, os dois pilotos principais, Ogier e Elfyn Evans, não se sentiam confortáveis com o carro. Suninem era o único que não beneficiava deste novo pacote, mas era o que estava na frente dos pilotos da M-Sport Ford.
A M-Sport Ford apresentou uma nova aerodinâmica traseira, mas os seus pilotos parecem não ter ficado muito à vontade com o novo pacote Fonte: M-Sport
Rui Jordão foi um dos maiores goleadores do futebol português, quer na seleção, quer no Sporting Clube de Portugal. Esteve ao serviço dos leões durante nove épocas, período em que constituiu com Manuel Fernandes uma dupla temível para os adversários.
Jordão nasceu em Angola e rumou a Portugal, para jogar futebol no Benfica onde permaneceu durante seis épocas. Na temporada seguinte, 1976/1977, viveu a sua primeira aventura no estrangeiro, fez ao serviço do Saragoça, 33 jogos e marcou catorze golos. Vestiu de verde e branco entre os anos 1979 e 1987, sendo uma figura determinante no futebol leonino. Pelo meio, esteve ainda por empréstimo ao serviço do Jacksonville Tea Men, equipa dos EUA. Viria a terminar a sua carreira no Vitória de Setúbal, em duas épocas disputou 61 jogos e marcou doze golos, retirando-se aos 36 anos.
Jordão, conhecido por “Gazela de Benguela”, entrou pela primeira vez pela “Porta 10A” na época 77/78. Em Alvalade, Jordão fez sorrir os sportinguistas, durante nove anos de leão ao peito, onde realizou 282 partidas e marcou 184 golos. Neste longo período, ficou na história do futebol leonino e conquistou dois campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal e uma Supertaça. O goleador leonino venceu ainda, em termos individuais, o título de melhor marcador do campeonato português, com 31 golos, na época 1979/1980, sendo campeão nacional sob a liderança de Fernando Mendes. Na temporada 1981/1982, viria a conquistar mais um título nacional, com uma tripla de ataque letal, com António Oliveira e Manuel Fernandes, orientados pelo inglês Malcolm Allison.
Jordão fez parte de uma mais brilhantes campanhas de Portugal em Europeus Fonte: Federação Portuguesa de Futebol
A “Gazela de Benguela” notabilizou-se ainda ao serviço da seleção portuguesa, tendo sido internacional por 43 ocasiões e marcando quinze golos. Com a camisola das quinas, viveu o Euro’84, onde Portugal chegou à meia-final caindo aos pés da seleção anfitriã e vencedora, a França. Nesse jogo disputado em Marselha, Jordão foi determinante marcando os dois golos de Portugal, caindo com golo de ouro no prolongamento.
Para sempre na memória dos sportinguistas e dos adeptos portugueses, ficarão sempre os golos, os dribles, a qualidade técnica, o faro de golo, o oportunismo dentro das áreas adversárias. Além das suas qualidades perdurará sempre a memória dos títulos para os quais, deu um contributo determinante para essas conquistas. Um craque, uma lenda com 546 jogos oficiais e 304 golos!
Hoje falamos de dois jogadores que ainda passam os valores que o clube procura transmitir, a chamada “mística” que poucos sentem. São eles Bruno Alves e Felipe, dois líderes dentro e fora do campo.
Bruno Alves, que representou os azuis e brancos e saiu para o Zenit em 2009, foi um dos capitães mais carismáticos que passou pelo clube. Caraterizado pela sua agressividade perante os adversários e muito forte com bola no ar, o central desde cedo se impôs no clube da invicta e na seleção nacional.
Campeão nacional pelos dragões por diversas vezes, Bruno Alves ganhou o carinho dos adeptos que certamente via com bons olhos o seu regresso a Portugal e ao dragão.
Felipe foi campeão pelos dragões na época passada Fonte: FC Porto
A iniciar a terceira época de dragão ao peito, Felipe chegou ao clube e agarrou o lugar ao lado de Marcano, devolvendo a segurança defensiva por muito vezes sentida pela equipa.
Tal como Bruno Alves, Felipe também se destaca pela sua agressividade perante os adversários e mostrou desde cedo ser um líder dentro de campo, tendo já envergado a braçadeira por mais do que uma vez na época transata.
A iniciar mais uma época e com a saída de Marcano, o brasileiro parece ser a única aposta de créditos firmados no centro da defesa portista. Numa altura que o FC Porto procura reforços para a defesa, seria interessante ver uma dupla de centrais com o carisma e a mística demonstrados pelos dois jogadores de dragão ao peito.
Os últimos dias têm sido profícuos quanto a notícias relacionadas com a hipotética saída de Jonas do Benfica. Os rumores apontam para uma alegada insatisfação salarial do brasileiro, que quererá terminar a carreira com um vínculo desafogado. A parca utilização na pré-temporada, porém, alimenta outro tipo de ideia.
Alimenta a ideia de que é o Benfica que se quer despachar de Jonas. O avançado, ao que parece, não consegue livrar-se dos problemas físicos e os seus 34 anos são um sinal de que o final de carreira está próximo. As aquisições de Ferreyra e Castillo, que se tornaram instantaneamente em dois dos jogadores mais bem pagos do plantel, também são sinónimo de que a posição mais adiantada tem garantias, seja para jogar em 4x4x2 ou 4x3x3.
A questão é que Jonas não pode, de forma alguma, sair do Benfica. É o melhor jogador do campeonato português, um daqueles que sozinho aproxima qualquer equipa dos títulos. E não é só pelo caráter decisivo dos golos que marca, é também pelo que joga e faz jogar. Com Jonas todos os que estão à volta são melhores jogadores. Com Jonas, as soluções para chegar ao golo aumentam. Ele sabe, como ninguém, baixar, tabelar, progredir, fintar e, além disto tudo, marcar golos em catadupa.
Com Jonas, todos à sua volta tornam-se melhores jogadores Fonte: SL Benfica
É, com todas as letras, um craque. Um craque vale sempre a pena manter, nem que as condições físicas – que duvido que estejam assim tão más – não sejam as melhores. E um craque, ainda por cima inserido numa equipa cujo treinador é Rui Vitória, que tem dificuldades imensas em colocar a equipa competente em organização ofensiva, não se pode dispensar.
Por isso, exige-se aos responsáveis do Benfica que larguem as notícias n’A Bola (é quase o único diário desportivo que, estranhamente, faz eco a uma suposta insatisfação de Jonas) e que deixe que um dos melhores jogadores de sempre do clube permaneça. Se isso não acontecer é mais um dos muitos tiros no pé que esta direção tem dado ao longo dos últimos dois anos.