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Os leões já sabem o caminho a percorrer

A análise aos calendários das equipas é sempre algo subjectivo de se fazer. Todos fazem o mesmo numero de jogos e fazem exatamente os mesmos jogos.
Neste sentido, só faz sentido analisar o calendário das equipas mediante meras especulações.

É de realçar que focaremos esta análise única e exclusivamente nos jogos referentes ao campeonato, dado que esse é único calendário já conhecido.

Assim sendo, comecemos pelo mês que dá início à Liga NOS. Uma deslocação a Moreira de Cónegos logo a abrir, a receção ao Vitória Futebol Clube e, para acabar em beleza, uma deslocação ao Estádio da Luz. É quase impossível fazer previsões numa fase ainda tão prematura da temporada, mas a verdade é que o mês de agosto não se avizinha lá muito complicado. À exceção do jogo frente ao Benfica, os jogos frente a Moreirense e Vitória aparentam ser acessíveis.

Continuando, Alvalade receberá, no mês de setembro, o Feirense e o Marítimo. Pelo meio, os leões deslocam-se ao norte para defrontar o Braga. Este vai ser, em princípio, um mês de semelhante dificuldade comparativamente com o mês de agosto: apesar de haver uma deslocação à Luz no primeiro mês da época, há também uma difícil deslocação a Braga e tanto Feirense como Marítimo aparentam ser adversários mais difíceis do que Moreirense e Vitória; no entanto, os leões têm duas deslocações no mês de agosto e só saem de casa uma vez no mês de setembro.

O Sporting tem duas deslocações complicadas nos dois primeiros meses
Fonte: Sporting CP

Por sua vez, o mês de outubro inicia-se com um embate frente ao Portimonense de António Folha. Os homens de Peseiro viajarão até Portimão para defrontar os homens do antigo treinador do Porto B, que nesta pré-época venceram o Futebol Clube do Porto. Depois, só no final do mês é que o Sporting volta a entrar em campo e com uma receção ao Boavista.
Tal como o mês de outubro, Novembro terá também dois jogos para o campeonato: uma deslocação ao Açores para defrontar o Santa Clara e o jogo em casa frente ao Desportivo de Chaves.

O mês de dezembro será, à partida, um mês complicado para os leões. O Sporting recebe o Nacional, visita Guimarães e recebe o Belenenses e visita o Tondela.
A primeira volta termina no mês de Janeiro, recebendo o Belenenses, visitando o Tondela e recebendo o Futebol Clube de Porto na última jornada.

Em suma, o calendário até se avizinha “simpático” para os homens de Alvalade mas todas estas análises são subjetivas, mais que não seja porque a época ainda nem sequer começou.

Foto de Capa: Sporting CP

Como encaixará Shaqiri nos vice campeões europeus?

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O Liverpool ia renascendo com Brendan Rodgers. Aquela escorregadela de Gerrard diante do Chelsea arruinou não um campeonato, pois nunca saberíamos se a vitória diante dos “blues” seria suficiente para tal feito, mas deixa ficar eternamente uma sensação de como seria. O tal “se”, a conjunção mais usada no mundo do futebol. Do género, “ai, e tal, se tivesse sido penalty ganhávamos”.

Isto é, sem grande validade ou utilidade. Porém, o título deste artigo assenta nesse fator circunstancial que envolve, mas numa vertente de futuro, não se passado… Uma coisa é sonhar com o que pode acontecer, outra completamente diferente, é sonhar com o que poderia ter acontecido!

Mas dá sempre que pensar. Adeptos fervorosos como são os de Anfield, que devem ainda hoje olhar o céu e perguntar para a sua consciência: “Como seria se o Sérgio Ramos não “derrubasse” o Salah? Não que seja ilegítimo para eles pensar nisso, ou que o que Ramos parece ter feito seja bom, mas eu prefiro que esses mesmos adeptos reflitam, e cheguem à conclusão que desde a chegada de Klopp, o nível da equipa equipara-se a qualquer um dos rivais ingleses. Sem ele, talvez nem Salah fizesse parte do plantel. E muito menos chegariam a uma final europeia… Não sou dono e senhor disto tudo, mas é o que acho.

O estilo de jogo implementado pelo técnico ex-Mainz e Borussia Dortmund é aliado à chegada de excelentes executantes. Lembro-me bem de um passado recente em que o Liverpool não conseguia manter os seus melhores trunfos: Torres, Suarez, Raúl Meireles, Sterling, entre muitos outros. Posso estar enganado, mas acredito que Klopp tem a sua parte de influência no que se refere à coesão de uma equipa, ao grau de empenho dado por cada elemento da equipa.

Penso que Emre Can saiu, mas não saiu sem o clube ter quem garanta um jogador que desempenhe a um nível semelhante essa posição (Fabinho ou Naby Keita). Penso que é nesse sentido que o clube soube voltar ao topo da montanha e saber subsistir por lá. Não basta vender o que tem de melhor e usar a verba recebida em dois ou três “apostas”. O lugar é preenchido por um, não por três ao mesmo tempo!

A musculatura de Xherdan Shaqiri nos membros inferiores deixa os seus companheiros perplexos
Fonte: Liverpool FC

Na mesma linha que os brasileiros Alisson Becker e Fabinho, ou o guineense Keita, chega Shaqiri. Para mim, um prodígio. Um jogador muito imprevisível e extremamente desiquilibrador. Vi-o jogar pela primeira vez quando o Basileia jogou contra o Benfica. Por volta de 2011 ou 2012.

Grande craque. Desde então, foi para o Bayern (pouco espaço), andou emprestado em Milão, no Inter, e depois foi regalado para o 2.º escalão, ao serviço do Stoke… No Stoke… Um jogador destes no Stoke só pode ser brincadeira. E ainda mais estranho, é o facto de que num mercado tão quantificado a nível de transferências entre clubes, o suiço nascido no Kosovo “apenas” ter sido negociado por 15 milhões de euros… Definitivamente, não percebo nada disto já.

É um baixinho cheio de força e genica, e parece-me que não vai desiludir. A sua estreia promete… Uma exibição bem convincente, e uma bicicleta como brinde… Fácil. Porém, com Salah e Sadio Mané, à priori, em cada ala do ataque, resta saber se Klopp o vai “enfiar” lá no meio, ou se o vai lançar mais recuado, ligeiramente atrás do trio atacante, à imagem do que aconteceu com Philippe Coutinho.

O renascimento deste magnífico emblema não deve tardar, qualquer adepto “red” tem de estar bem ansioso pela época que se inicia em breve. Shaqiri é reconhecido pelo seu talento, já fez golos incríveis. Contudo, fica a sensação que ainda não explodiu verdadeiramente. E “já” conta 26 anos! Foi com Jurgen Klopp que Salah soltou o génio que Mourinho não vislumbrou; terá Klopp agora a fórmula para ativar Shaqiri?

Foto de Capa: Liverpool FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Estrelas da Formação: João Filipe (“Jota”)

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Do Caixa Futebol Campus têm saído jogadores do mais variado calibre: potentes, cerebrais, maestros, tecnicistas, seguros defensivamente, virtuosos… No caso de João Filipe (ou “Jota”, como é mais conhecido), podemos dizer que este se situa na categoria dos jogadores virtuosos, tal é o entusiasmo que provoca a quem o está a ver jogar.

Nascido em 1999, Jota é um verdadeiro exemplo para qualquer menino que sonha um dia vir a vestir a camisola do Sport Lisboa e Benfica e actuar nos grandes palcos. A envergar o manto sagrado desde os seus sete anos de idade, Jota tem crescido no Seixal, subindo a pulso e apresentando sempre uma humildade e qualidade que o caracterizam.

Porém, nem tudo foram rosas no percurso do jovem extremo: em 2015, começou um calvário de lesões que só tiveram fim no início do ano de 2017. Apesar de se ter sagrado Campeão Europeu de Sub-17, Jota esteve bastante tempo dessa temporada lesionado, tendo feito somente 17 jogos em 2015/2016, agravando a lesão na final frente à espanha. Iria acabar por ser operado a uma pubalgia em agosto e dar início a uma longa recuperação que só terminaria em janeiro de 2017.

Muito se temeu pela evolução deste jovem talento, ele que já nessa altura vinha fazendo as maravilhas dos adeptos que assistiam aos jogos da formação, perfumando as suas exibições com uma classe, técnica e inteligência ao nível dos melhores. Após a lesão, Jota retomou o seu caminho e voltou a encarrilar rumo a uma carreira esperançosa e de topo.

Jota é um extremo desconcertante, rápido, tecnicista e com uma leitura de jogo bastante acima da média
Fonte: SL Benfica

Nestas últimas duas temporadas, Jota tem feito a maior parte dos jogos na equipa B, patamar onde pode enfrentar jogadores mais experientes e ganhar outras noções do jogo. A sua evolução tem sido francamente positiva e, quer no SL Benfica, quer na Seleção, o jovem extremo é um jogador bastante influente. Esta influência levou João Tralhão a selecioná-lo, na temporada passada, para “descer” aos Juniores e ajudar este escalão; primeiro, na competição da UEFA Youth League e, depois, na campanha que levaria os Sub-19 do SL Benfica a sagrarem-se Campeões Nacionais.

Jota possui características bastante interessantes e tem, forçosamente, de ser um dos jovens da Equipa B considerados para dar o salto para a equipa principal, visto que seria uma adição bastante interessante ao nosso ataque. Trata-se de um extremo desconcertante, rápido, tecnicista e com uma leitura de jogo bastante acima da média. O facto de ser ambidextro faz com que seja efetivo e crie desequilíbrios muito facilmente em qualquer uma das alas.

Com este campeonato europeu de Sub-19 realizado, em que repartiu a liderança de melhor marcador com Francisco Trincão e se sagrou o melhor jogador do torneio, Jota poderá ter dado um passo muito importante rumo a um futuro brilhante. Segundo algumas notícias que têm vindo a ser veiculadas pela comunicação social, as portas da equipa principal parecem estar abertas para este jovem talento. Com a mesma naturalidade com que pega na bola e facilmente a aproxima da baliza, Jota irá, certamente, fintar os obstáculos e marcar este golo.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Tudo a perder e pouco a ganhar?

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Ponto prévio: é ingrata a missão de (re)escrever os motivos pelos quais o FC Porto tem mesmo de vencer a Supertaça Cândido de Oliveira. Mas é mesmo assim, agora que se reergueu, nada pode abalar a consolidação que se perspetiva. E quão mau seria começar a nova época sem impor a lei do mais forte, vencendo o CD Aves.

Não é um exagero, agarrar o troféu em disputa no Municipal de Aveiro tem quase tanta importância como o campeonato conquistado em maio último, desde logo porque nos volta a lembrar de uma rotina já um pouco esquecida.

Assim, e apesar de se falar mais disso, caso o FC Porto acabe por perder (como sublinhou Iker Casillas), o certo é que urge sentir-se no reino do dragão a simplicidade da conquista regular de títulos. Até mesmo da Supertaça, onde o FC Porto é rei e senhor,  já com 20 réplicas no museu, mais do que todos os outros já vencedores todos juntos.

O FC Porto tem pela frente o CD Aves e a última vez que venceu o troféu foi em 2013
Fonte: FC Porto

O favoritismo é largamente superior para os portistas, mas convém não subestimar quem não há muito tempo conseguiu a primeira grande conquista da sua história: a Taça de Portugal. E daí para cá pouco mudou no adversário, exceção feita à saída para Guimarães do carrasco do Sporting CP nessa fatídica tarde no Jamor, o jovem Alexandre Guedes.

Sérgio Conceição também já definiu que o objetivo para este ano é, naturalmente,  revalidar o título no campeonato e fazer melhor nas outras competições internas, se possível vencendo-as. Ora aí está a primeira oportunidade para começar a época enviando uma resposta firme e convincente à demais concorrência.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

“Fator Jesus” durou uma época em Alvalade

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Os números impedem-nos, por vezes, de divagar sem rei nem roque, ao sabor das convicções mais ou menos enraizadas de cada um. A sua frieza, temos que o admitir, é como o algodão: não engana.

Quando analisamos “à lupa” a diferença entre o número de golos marcados e sofridos da equipa do Sporting CP nas duas épocas antes da entrada de Jorge Jesus (2013-14 e 2014-15) e nas duas épocas sob o seu comando (2015-16 e 2016-17), o que concluímos?

Na época 2013-14, a equipa de Alvalade ficou em segundo lugar com 67 pontos, ficando o Benfica em primeiro com 74. O número de golos marcados e sofridos da equipa de Leonardo Jardim (o técnico dos leões nessa altura) foram 54 contra 20 sofridos. O registo da equipa melhora consideravelmente na época seguinte, já com Marco Silva no comando.

Apesar da posição no campeonato ter sido um terceiro lugar, a equipa melhorou no rácio golos sofridos / golos marcados: 67 golos marcados no campeonato nacional contra 29 sofridos. Ou seja, a equipa aumentou em 13 os golos marcados relativamente à época transata mas, é facto, aumentou também o número de golos sofridos, que foram mais nove.

A defesa do tetracampeonato, conquistado em 2016/2017, arrancou com um teste exigente, fora de casa, perante um adversário que tem ganho bastante destaque nos últimos anos. Frente ao renovado SC Braga, orientado por Abel Ferreira e com muitas novidades, o SL Benfica deu conta do recado, com uma excelente exibição de Jonas, que marcou e assistiu, e os apontamentos finais de Salvio e Seferovic, que também fizeram o gosto ao pé.
Infelizmente, esta temporada não correu de feição para o conjunto de Rui Vitória, que não conseguiu revalidar o título, mas a vitória no primeiro jogo frente a um dos quatro grandes do futebol português marcou o bom arranque numa das temporadas mais desafiantes dos últimos anos.

Peseiro tem mostrado garra ao comando do Leão. Mas como será a eficácia da equipa esta temporada?
Fonte: Sporting CP

Com a chegada de Jorge Jesus a Alvalade (época 2015/16) a equipa do Sporting bate, de facto, um recorde relativamente ao que tinha registado até então: chega, nessa época, aos 79 golos marcados contra 21 sofridos, ou seja, marca mais 12 golos do que a época anterior e diminui o número de golos sofridos em oito. É obra! Que JJ revolucionou a forma de jogar do Sporting, disso não existem dúvidas. Mas estes números dão-nos alguma lucidez sobre a eficácia do seu futebol.

No entanto, tudo isto foi sol de pouca dura: em 2016-17, a equipa perde 11 golos marcados relativamente à época anterior, ainda que tenha diminuído o número de golos sofridos para menos dois em relação a 2015-16; a época 2017-18 conhece ainda um declive maior, diminuindo o número de golos marcados para cinco e concedendo mais 12 golos sofridos. É caso para dizer que o impacto do “fator Jesus” durou só uma época em Alvalade.

Recaem, por isso, grandes expectativas sobre a equipa do Sporting agora liderada por José Peseiro. E, por muito que se escreva, fale ou opine, o que faz uma boa época numa equipa é sempre o resultado entre marcar o maior número de golos possíveis na baliza contrária e impedir que a equipa os sofra na sua. A ver vamos como é que o Sporting 2018-19 se vai comportar neste domínio.

Foto de Capa: Sporting CP

Os emails não revelados: Júlio Mendes exige quarto lugar e arrasa SC Braga

Caro mister

Espero que te encontres bem. Tem sido um prazer trabalhar contigo nas últimas semanas e a cada dia que passa fico com uma maior certeza que fiz a escolha certa para o meu Vitória SC ao escolher-te para conduzir este Ferrari preto e branco.

Ao ouvir os sócios, fico sem dúvidas que este ano as expectativas estão no seu pico. Na verdade, acho que eu e a restante direcção (modéstia à parte), temos estado a fazer um trabalho fantástico nesta pré-época.

Este ano temos de voltar ao que fomos recentemente. Este clube tem de se aproximar dos grandes em vez de aumentar o fosso como aconteceu na época transacta, por motivos que me são de certa forma alheios, e os quais não vale a pena estar aqui a referir para o jantar não me cair mal.

Que grande plantel que temos! Agora que o mesmo está quase fechado (não me esqueci ainda daquela possibilidade de que me falaste e que realmente seria um reforço estrondoso para o nosso clube), é hora de começar a pôr a máquina a carburar. Temos um plantel fantástico, com verdadeiros jogadores à Vitória, cheios de qualidade, com múltiplas opções e que não duvido que farão uma época sensacional. Contigo ao leme, esta nau será capaz de ultrapassar até o maior dos mares revoltos e de aniquilar os Adamastores sempre prontos a tentar empurrar-nos para baixo como acontece ano após ano.

Contigo teremos uma defesa de betão, com opções que terás de tomar e que não serão fáceis devido à qualidade de todos eles. (Não me quero meter no teu trabalho, mas aquele Florent vai ser um luxo naquele flanco esquerdo, já para não falar de quatro centrais de uma qualidade imensa).

Contigo teremos um meio campo de técnica, posse, criatividade e poderio. Quem se podia dar ao luxo de ter o André André, o miúdo do SL Benfica e o João Teixeira a juntarem-se à qualidade de alguns que já cá estavam?

Júlio Mendes acredita que André André será um dos esteios do ‘novo’ Vitória SC
Fonte: Vitória SC

Contigo teremos um ataque mortífero, com o furacão Boyd a ‘queimar’ tudo o que lhe atravessará à frente, com o holandês que ninguém quis a mostrar que a qualidade ali presente é enorme, com um menino a mostrar que o verdadeiro Guedes é vimaranense, e com os restantes a fazerem deste ataque um ataque que, acredito, ficará na história do Vitória.

Portanto, Luís, já sabes: este ano o quarto lugar é nosso. Menos que isso seria uma enorme decepção. Vamos mostrar de que somos feitos. Vamos mostrar que o nosso castelo é uma fortaleza indestrutível. Vamos mostrar quem é o rei do Minho.

Por falar nisso… Ouvis-te o Salvador no outro dia? É pá… ele julga-se o maior só porque tem muitos milhões para gastar. Isto dá-me uma imensa vontade de rir. Pudesse ele algum dia entender o que é este clube e ia perceber o quanto é pequeno o clube que ele comanda há não sei quantos anos.

Queria ele ser campeão? Realmente ele só vende falsas promessas aos seus adeptos. O SC Braga campeão? Um clube em que nem 10 mil vão ao estádio regularmente? Um estádio que me provoca náuseas sempre que tenho de dar de caras com ele em jornais ou na TV? Isolado do mundo talvez para que não se perceba que aquele é um clube essencialmente Municipal e que voltará à sua mediania mais cedo do que se espera?

Queriam eles meter 15 mil este ano? Nós não precisamos de pedir. Tivéssemos nós tido a sorte de estes anos terem sido regulares em termos de exibições e isso se reflectisse na tabela classificativa, e não teríamos 10 ou 15 mil: teríamos era o estádio praticamente sempre cheio. E ainda se querem comparar a nós. Deixa-os falar..

Bom. Já me alonguei em demasia. Desculpa o desabafo. Agora a sério, Luís: não duvido que  contigo o nosso futebol será tão somente o melhor dos últimos anos. Que será um futebol de posse mas objectivo, de qualidade e criatividade. E que daqui por 10 meses estaremos a festejar algo que realmente deixará orgulhosos os nossos adeptos, a nossa equipa técnica comandada por ti, a direcção da qual sou Presidente e cada um dos jogadores. Viva o Vitória!!!

Saudações vimaranense

Júlio Mendes

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

O Passado Também Chuta: Sonhos Perdidos

Escrevo palavrinhas sobre passados gloriosos. Nunca escrevi sonhos rotos; sonhos truncados; batalhas perdidas. Desilusões de carreira. Faço memória através da festa de despedida de Mário Coluna. Foi uma festa agradável como todas as festas. Reconhecia-se a carreira de um jogador que arribou ao Benfica na década dos anos 50 do século passado como avançado-centro e que brilhou internacionalmente como motor da equipa e acabou como quarto-defesa.

A seleção internacional que chegou a Portugal para ajudar nos aplausos de despedida era liderada pelo treinador Ladislao Kubala. Selecionou muitos craques. Entre todas as figuras internacionais estava o mago Luís Suares a jogar a defesa-direito, pelas necessidades do guião. Luís Suares também, desde a posição de defesa-direito e com muitos anos já de carreira, me maravilhou.

No elenco selecionado vinham muitos jogadores espanhóis. Mais de meia equipa eram jogadores que Kubala conhecia como selecionador espanhol. Um desses jogadores chamava-se Rodilla, era jovem e fazia furor na Liga espanhola, ao serviço do Celta de Vigo. Ladislao Kubala situara-o na condição de internacional e, como promessa que apontava alto, convocara-o para uma seleção internacional repleta de craques, que despediria um bicampeão europeu.

Rodilla fala da Festa a Mário Coluna como um ponto alto, muito alto. Estavam os melhores de Europa… diz com nostalgia e orgulho. Pertencia às camadas inferiores do Celta de Vigo. Jogara no grupo filial Gran Peña. Depois foi rodar para o Langreo em Asturias e voltou então ao seu clube do coração. Rodilla adaptou-se então a uma nova posição. Passou de ponta de lança para extremo-interior direito e de marcar golos passou a oferecê-los com magia e bonomia.

Regressou a casa e começou a galgar. É notório o seu valor e com ele disfrutam os adeptos, e aproveita-se o Celta de Vigo e a Seleção. Mas, o infortúnio da lesão bateu-lhe à porta. O quadríceps entrou na senda dos problemas e as necessidades do guião apontavam que Rodilla dever-se-ia infiltrar aos sábados para jogador os domingos. Mau negócio; mau resultado e muito mal correspondido pelo Presidente do Celta de Vigo. Rodilla permanece na História do Celta porque pertenceu ao primeiro Celta europeu. Não existe outro jogador saído do Celta que jogara numa seleção de Europa. Além disso, tinha muita qualidade.

Rodilla com a camisola do Celta de Vigo
Fonte: yojugueenelcelta.com

Relata que talvez fora mal aconselhado. A operação correu mal e não se recuperou; perdeu velocidade, mobilidade, agilidade. E chega o momento em que literalmente o Presidente António Vasquez lhe disse numa reunião – quando tinha a possibilidade de ir para o Saragoça -: não sais, nem jogas… O jogador nunca soube as razões da atitude presidencial. Esteve um ano sem jogar. A época 74/75 fechou a porta. Foi então para o Valhadolid também metido numa história pouco satisfatória e começou então o deambular pela decadência.

Rodilla comenta que se sente um bocado impedido de confirmar o seu voo de altitude. Não merecia o acompanhamento que teve durante a lesão e muito menos o tratamento presidencial que recebeu. Exige-se muita fidelidade; amor à camisola aos atletas; os jovens que nos fazem disfrutar, no entanto, muitas vezes, são tratados de forma muito inadequada. Goram-lhes os sonhos, as possibilidades e no mundo do futebol – já naquele tempo – arrebatam-lhes muito dinheiro. Os sócios ou adeptos nestas circunstâncias deveriam colocar-se incondicionalmente ao lado do jogador. São os jogadores que dão felicidade ao amante do futebol.

Foto de Capa: yojugueenelcelta.com

artigo revisto por: Ana Ferreira

Rio Ave FC 4-4 Jagiellonia Bialystok SSA: Parceria Dala-Galeno insuficiente para tantos erros defensivos

Uma semana depois do jogo na Polónia, Rio Ave FC e Jagiellonia Bialystok SSA voltaram a encontrar-se para decidir a passagem à 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa. Para a segunda mão no estádio dos Arcos apenas o treinador português procedeu a alterações; Nadjack entrou para o lugar de Borevkovic e Bruno Moreira rendeu Diego Lopes. Do lado dos polacos, não houve qualquer mexida.

Se a partida de Bialystok começou da pior forma para os vilacondenses, o jogo desta noite não lhe ficou atrás; como consequência de uma entrada enérgica e pressionante dos polacos, logo aos seis minutos, Cillian Sheridan desvia a bola de Makaridze após cruzamento da direita e aumenta a vantagem na eliminatória. A história repetia-se e, cada vez mais longe do apuramento, cabia ao Rio Ave FC assumir a partida e justificar a superioridade teórica que lhe era atribuída.

Desde então e até ao intervalo assistiu-se ao domínio vilacondense, com raras e geralmente inofensivas aproximações polacas à baliza de Makaridze. Mais uma vez, era Wenderson Galeno quem puxava pela equipa de Vila do Conde e a agarrava à eliminatória. A parceria com Gelson Dala funcionou com interessante sucesso e antes da meia hora de jogo (27′), após um excelente passe do angolano a rasgar a linha defensiva do adversário, Galeno só teve de colocar a bola no poste mais distante e recolocar o Rio Ave FC na partida.

O ascendente da equipa portuguesa materializou-se na vantagem merecida quando no tempo de compensação da primeira parte, aos 45’+2′, e após uma jogada de insistência, Galeno recupera a bola, sofre falta e cobra exemplarmente o livre à entrada da área. A bola entrou forte e colocada pelo lado do guarda redes e dava, pela primeira vez, vantagem ao Rio Ave FC na partida.

Com apenas 12 minutos em campo, Martin Pospísil apontou o 3-3
Fonte: Jagiellonia Bialystok SSA

Os apontamentos evidentes da primeira parte davam conta de uma elevada eficácia polaca e do seu contrário na equipa portuguesa.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro, com o Rio Ave FC a assumir o jogo e a remeter o Jagiellonia Bialystok SSA para a sua metade do terreno de jogo. No entanto, e à semelhança do que já tinha acontecido, eram os polacos a chegar primeiro ao golo. Após uma jogada em que os jogadores da casa ficam a pedir fora de jogo, a bola é bombeada para a área e entre a falha da defensiva vilacondense e a hesitação de Makaridze, Romanczuk encostou para novo empate.

Apesar de tudo, sentia-se que o Rio Ave FC seria capaz de marcar dois golos e não sofrer mais nenhum. Juntando a falha do segundo golo ao da primeira mão, era inconcebível que a equipa cometesse mais erros graves.

E com esse sentimento de que a eliminatória ainda não estava perdida, os visitados chegam novamente à vantagem na partida. Após um remate defendido na sequência de um canto, Gelson Dala, emprestado pelo Sporting CP, efetua a recarga de cabeça e confirma o facto de haver tanta esperança e confiança no apuramento.

No entanto, esta foi uma noite para esquecer. A partir daqui o domínio acentuado deu lugar a um jogo mais dividido. Os polacos, que já aproveitavam para desperdiçar alguns segundos nas reposições de bola, conseguiam cada vez mais aproximações perigosas à área contrária e o Rio Ave FC desperdiçava a posse da bola em posições indesejáveis.

Não foi de estranhar, por isso, que em apenas oito minutos o marcador sofresse uma reviravolta completa. Aos 71′, e com pouco mais de 10 minutos em campo, Popísil, dentro da área, sem qualquer marcação, remata com a parte de fora do pé e bate novamente o guarda redes georgiano. Oito minutos depois, através de um canto na direita do ataque, o capitão Romanczuk cabeceia para a baliza e alcança, assim, o bis na partida.

Jogando apenas com o coração, e com a razão afastada há longos momentos, os da casa acabam por empatar a partida. Numa recuperação à entrada da sua área aos 84 minutos, Galeno teve ainda forças para disparar pelo lado esquerdo e servir Damien Furtado, ao centro, que rematou cruzado e selou o resultado final.

A equipa portuguesa só se pode queixar de si própria, tendo sido capaz do melhor e do pior na mesma partida, como erros sucessivos e recuperações personalizadas. O resultado pode parecer pesado tendo em conta que se trata de uma eliminatória europeia, assemelhando-se mesmo a uma partida de hóquei em patins.

Não é qualquer equipa que não alcança o apuramento depois de sofrer apenas um golo fora e conseguir marcar quatro em casa. Compreende-se, no entanto, que a fase inicial da época é propícia a maiores desatenções defensivas, à falta de rotinas e ao baixo nível de entrosamento.

Onzes iniciais:

Rio Ave FC: Makaridze; Nadjack, Nélson Monte, Buatu, Matheus; Tarantini (Nikola Jambor, 69′), Leandrinho (Ricardo Schutte, 89′) e Gelson Dala; Galeno, Gabrielzinho (Damien Furtado, 80′) e Bruno Moreira.

Jagiellonia Bialstok SSA: Keleman; Burliga, Runje, Mitrovic e Guilherme Sitya; Romanczuk, Kwiecien (Swiderski, 75′), Frankowski e Novikovas (Rafal Grzyb, 86′); Machaj (Pospisil, 60′) e Sheridan.

Soluções para o plantel leonino: As lacunas

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Quando estamos sensivelmente a uma semana do inicio dos jogos oficiais para o conjunto leonino, com a equipa a deslocar-se ao campo do Moreirense FC para começar o campeonato nacional, vejo o plantel com algumas lacunas e a apresentar então um plantel que considero ainda não estar fechado.

Apesar de até considerar que o plantel deste ano apresenta melhores soluções comparando com o ano passado, principalmente a nível ofensivo, creio que o clube não está em condições de cometer os mesmos erros do passado por mais um ano – aliás, cometer os erros do passado todos os anos.

A pré-época tem sido um fracasso, Sousa Cintra tanto criticou Sinisa Mihajlovic que pretendia mudar a pré-época e gastar cerca de 300 mil euros para organizar a pré-época da sua forma, que o feitiço se virou contra o feiticeiro, com jogos a serem cancelados ou os adversários a terem de ser mudados à ultima da hora. Mas isso não poderá fazer com que os leões comecem já derrotados e sem a ambição de conquistar o tão desejado e esperado título de campeão nacional.

Começando pela baliza, após a saída de Rui Patrício por justa causa e mais tarde assinar pelo Wolves, Viviano foi o escolhido para substituir o antigo número 1 leonino. Apesar do erro mais recente no jogo contra o Marselha no jogo de apresentação aos sócios, Viviano mostrou o seu valor ao longo da pré-época estando até em destaque e mostrando ser uma boa solução para fazer esquecer Patrício.

As últimas noticias dão conta de um descontentamento em torno do guarda-redes italiano, o que poderá justificar a suposta entrada do guarda-redes Renan, vindo por empréstimo do Estoril Praia – caso o Sporting pretenda assinar em titulo definitivo deverá pagar cerca de 1M€ por 80% do passe. Creio que neste momento a SAD leonina está a tentar fechar um dossiê que não é prioritário.

Para mim é uma contratação que não faz muito sentido pois Renan não é melhor que Viviano e para soluções de rotação temos Salin e Luís Maximiano – este deverá ir rodando também nos sub-23 – que têm qualidade mais que suficiente para corresponder quando forem chamados a jogo.

Na defesa neste momento o plantel conta com: Bruno Gaspar e Ristovski para o lado direito, após a venda de Piccini para o Valência. Piccini era um defesa com características monstruosas no processo defensivo, mas penso que neste ano em que o Sporting não terá Liga dos Campeões, ter dois laterais com características mais ofensivas não será um problema e servirá também para o nível de competitividade que o campeonato português oferece, não ficando o Sporting a sentir tanta falta de ter um jogador mais defensivo neste aspecto.

No eixo central conta com: Marcelo, Coates, Mathieu e André Pinto. Domingos Duarte ao que tudo indica deverá ser emprestado e Demiral deverá ficar pelos sub-23. Aqui creio que foi importante manter as duas espinhas dorsais do ano passado e acrescentar Marcelo que é um upgrade e do que tem mostrado, têm estado bem e demonstra também ser importante na primeira fase de construção. No lado esquerdo, Lumor e Jefferson foram os escolhidos até ao momento.

Não creio que nenhum neste momento tenha capacidade para ser titular no Sporting, apesar de reconhecer algum potencial a Lumor, ainda tem de melhorar. Neste momento e caso não chegue nenhuma contratação a minha aposta para esta posição seria Marcos Acuña. Aqui está encontrada a primeira lacuna do plantel de José Peseiro.

Passando para o meio-campo, o Sporting perdeu uma das peças fundamentais que é William Carvalho. Importantíssimo na recuperação de bola mas sobretudo no processo de construção – ainda que os modelos e ideias de jogo sejam diferentes, sobretudo depois a nível de posicionamento/disposição táctica, algo que vejo ser mais semelhante ao futebol de Jorge Jesus e José Peseiro é que o trinco, chamado número “6”, baixa para construir no meio dos centrais.

Neste momento o Sporting conta com Petrovic, Misic e Battaglia para essa função. Não creio que nenhum dos três tenha capacidade para ser titular e sobretudo neste tipo de características e ideia de jogo. Petrovic sempre foi curto para o plantel leonino, Misic é um hibrido entre um 6 e um 8, ainda com alguma dificuldade para perceber onde poderá encaixar o médio croata e Battaglia é um jogador de transição e não de construção. Penso que se o regresso de Battaglia foi para a posição 6, o Sporting terá aqui um downgrade pois vejo Battaglia com algumas dificuldades ao nível do passe.

A segunda lacuna do plantel está aqui descoberta, faltando um jogador de qualidade para a posição deixada por William. Na posição 8 e 10, creio que não estamos assim tão mal servidos. Poderemos considerar Acuña também para a posição 8 – uma adaptação ao estilo de Enzo Perez no Benfica – o próprio Nani para a posição 10 e até Bruno César que sempre que jogou nesta posição, fez os seus melhores jogos ao serviço dos leões.

Com a contratação do tal 6 que referi anteriormente, Battaglia encaixa na posição 8 tal como Misic, ficando estes como alternativas a Wendel, que para mim será o dono do meio-campo juntamente com Bruno Fernandes. Palhinha, Gauld e Mattheus Oliveira foram riscados e Francisco Geraldes – que para mim era o ano de afirmação dele no clube leonino – foi emprestado ao Frankfurt.

Será que Bas Dost irá ter a mesma perfomance desportiva nas ideias de jogo de José Peseiro?
Fonte: Sporting CP

Nos avançados, o plantel leonino conta este ano com algo que faltou no ano passado que é uma maior capacidade de decisão, maior mobilidade, mais ideias, mais fluidez e sobretudo melhores alternativas. Basta ver que se Gelson no ano transato tivesse de fora, por vezes até era Misic a jogar na ala.

Este ano existe Raphinha, Matheus Pereira, Jovane Cabral, Nani, Carlos Mané e o próprio Acuña – que apesar de ser um jogador mais distante da ideia de jogo que Peseiro quer, com avançados interiores e como referi com maior mobilidade e fluidez de jogo, poderá encaixar aqui se necessário. A última lacuna que este plantel leonino apresenta é nos avançados centro.

Neste momento existe Doumbia e Castaignos – que para mim são uma incógnita, difícil de perceber se vão ser opções ou sendo opções aquilo que podem render e ainda temos Fredy Montero e Bas Dost. Sempre defendi que Bas Dost se poderá dar um pouco mal neste tipo de jogo e nesta maior fluidez ofensiva, pois no último jogo de apresentação aos sócios vi muitas vezes Fredy Montero actuar praticamente como um falso 9, um avançado mais móvel e não tão fixo como Bas Dost gosta de fazer, sendo que isso poderá condicionar a restante movimentação ofensiva, pois Montero ao sair das zonas de acção habituais do ponta de lança, cria espaços para os médios centros aparecem e os tais avançados interiores também irem para zonas mais centrais ou de finalização.

Neste momento e como referi anteriormente, esta é a terceira lacuna do plantel leonino, que necessita aqui de um reforço. Em suma, a SAD leonina tem três dossiês importantes para resolver: um defesa esquerdo, um médio defensivo e um avançado. É claro que existe um leque muito vasto de opções, quer seja por transferência ou por empréstimo, mas em seguida, irei apresentar alguns nomes que considero serem as peças chave e ter as características ideais para o puzzle leonino ficar completo e assim colmatar as lacunas evidenciadas.

Defesa – esquerdo:

Douglas Santos em acção pelo Hamburgo num jogo frente ao Wolfsburgo
Fonte: Hamburger SV

Douglas Santos (Hamburger SV)O defesa esquerdo brasileiro assinou pelo Hamburgo em 2016 com os alemães a pagarem ao Atlético Mineiro 6,50M€ pelo passe do jogador. Com duas épocas na bundesliga, o jogador somou no total 47 jogos, marcando um golo. É um jogador ainda jovem, com apenas 24 anos e que após o Hamburgo ter descido de divisão, procura sair para outro clube pois não quer disputar a 2ª divisão alemã com receio que o próprio fique desvalorizado.

Neste momento está avaliado em 5M€ mas devido também ao clube ter descido de divisão e a própria vontade do jogador, poderia ser um factor que facilitasse o negócio. Bom tecnicamente, rápido, com um bom remate e também bastante competente no processo defensivo e no seu posicionamento, bastante bom fisicamente, raçudo e um jogador intenso é sem duvida um upgrade aos actuais defesas leoninos. Algumas sugestões alternativas: Benouit Tremoulinas (Livre), Fábio Coentrão (Real Madrid), Zeca (Internacional).

Médio defensivo:

Lucas Romero apresenta aos fãs do Cruzeiro um dos seus equipamentos
Fonte: Cruzeiro EC

Lucas Romero (Cruzeiro EC)Médio argentino de 24 anos deu nas vistas no Vélez da Argentina e foi contratado pelo Cruzeiro em 2016 por cerca de 3M€. Lucas Romero actua principalmente na posição de 6 mas também pode fazer de 8 ou até de lateral direito. É um jogador versátil, que está neste momento avaliado em 2,5M€. Apesar disto, o Cruzeiro apenas está disposto a vender neste momento por 7M€ e por 50% do passe sendo que o restante ainda pertence ao Vélez.

Apesar dos contornos do negocio neste momento poderem não ser os ideais, a médio-longo prazo, o jogador poderia vir a render alguns milhões aos cofres leoninos e acrescentar o que falta na posição 6.  Um jogador bastante referenciado por vários clubes europeus, está pronto para dar o salto. Um jogador forte a defender, bastante agressivo – no bom sentido da palavra, bastante intenso, com boa visão de jogo e capacidade de passe, seria o ideal para a posição de 6 que é onde também se sente melhor a jogar.

Um misto entre recuperador de bolas e o tal construtor de jogo recuado que Peseiro pretende, seria sem dúvida um excelente reforço. Algumas sugestões alternativas:  Renato Tapia (Feyenoord), Ekdal (Hamburgo), Jefferson Lerma (Levante), Sander Berge (Genk).

Avançado:

Martinez tem sido destaque na MLS ajudando o Atlanta United a estar em 1.º lugar na sua conferência
Fonte: Atlanta FC

Josef Martinez (Atlanta United) – Um avançado que sempre me encheu as medidas e que tem todas as características de que o clube leonino precisa num avançado. Apesar de aos 25 anos estar a jogar na MLS, tem todas as condições para jogar noutros palcos. Após uma passagem pelo Torino, chegou a Atlanta United, redimiu-se e explodiu e é sem duvida um dos avançados mais excitantes a nível internacional.  Josef Martínez está a reescrever a história da MLS e sua própria história.

Em apenas duas temporadas, praticamente todos os recordes de golos marcados estão a ser quebrados pelo venezuelano, encontrando em Atlanta o refugio para uma experiência falhada na Europa. Jogador rápido, bom tecnicamente, bastante ágil, com veia goleadora, é sem duvida um dos nomes de que mais gostava de ver no Sporting e encaixaria que nem uma luva neste modelo de jogo leonino.

Está avaliado em 6,50M€ e está pronto para uma nova aventura em solos europeus. Algumas sugestões alternativas: Islam Slimani (Leicester), Arthur (Ceará), Lucas Perez (Arsenal), Enes Unal (Villarreal), Raniel (Cruzeiro), Paulinho (SC Braga).

NOTA: Valores de mercado com base no Transfermarkt.

Foto de Capa: Sporting CP

Será que a pré-época valeu apena?

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Terminada a pré-época do Benfica, ainda que bem mais cedo do que é costume, o plantel encarnado está de regresso a Portugal. Agora que chegou o mês de agosto as exigências irão ser máximas, faltando apenas o jogo com o Lyon a contar para a Eusébio Cup, para depois iniciar e verdadeira época competitiva 2018/2019

O Benfica iniciou a pré-temporada de 2018/2019 no dia 28 de junho, com o regresso aos trabalhos a iniciarem-se no estádio da luz e no Centro de Estágios do Seixal. Muitas foram as caras novas que ganharam a atenção da imprensa portuguesa e dos adeptos encarnados.

Apesar de muitos dos atletas do plantel ainda se encontrarem de férias devido as competições das seleções, o plantel começou logo desde cedo a trabalhar nas instalações do clube. Seguiram-se os inúmeros e já habituais exames médicos e os treinos de preparação geral.

As sessões de treino foram variando entre o relvado do Estádio da Luz e o Centro de Estágio do Seixal. Mais para uma questão de os mais novos ambientarem-se ao “clima” do dia à dia, no ninho da águia.

Destaque para o treino de porta aberta, no estádio da luz, onde estiveram presentes mais de dez mil sócios, adeptos e simpatizantes, a apoiar e motivar todo o plantel encarnado. Foi muito importante para os jogadores e para o staff técnico, sentirem de perto o fervor dos adeptos, que tanto anseiam pelo começo da temporada.

No dia 9 de julho, a comitiva encarnada seguiu para Tróia, para o primeiro estágio da pré-época. A participação no torneio do Sado serviu de primeiro teste ás capacidades dos jogadores.

Em jogos de início de época o mais importante não é de todo o resultado, e foram vários os dados positivos que os mais recentes e os mais jovens deram perante o olhar atento de Rui Vitória. Uma vitoria frente ao Napredak e um empate contra ao V. Setúbal valeram a conquista do troféu do Sado.

Depois do estágio em Tróia, o Benfica prosseguiu com a fase de preparação, mas desta vez viajando para terras de sua majestade, onde ficaram alojados no St. Georges Park. Não foi a primeira nem a segunda vez que o clube escolheu as instalações inglesas para se preparar nas pré-épocas. Por lá realizaram-se alguns jogos de treino que valeram para o treinador tirar o máximo de dúvidas acerca de quem ficava ou não no plantel.

O embate frente á Juventus foi o teste maior desta pré-epoca
Fonte: SL Benfica

O plantel foi ficando cada vez mais curto, reduzido sucessivamente pelas mãos do staff técnico. Dos trinta jogadores que iniciaram a pré-época, muitos foram aqueles que seguiram caminhos diferentes, ou por empréstimo ou a título definitivo.

Antes de seguir viajem para os EUA, o Benfica ainda se deslocou a Zurique para o confronto amigável contra o Sevilha, onde ganhou por 1-0. Com um adversário já de alto nível, serviu para o Benfica pôr-se a prova perante outros contextos e dificuldades.

Logo no dia a seguir ao jogo contra os espanhóis, a comitiva encarnada seguiu viagem para participar no torneio internacional de clubes. Este estágio em terras de tio Sam á teve um cariz preparatório para o início da competição, que está quase a começar e que não se adivinha nada fácil. Foram já poucas as mexidas e experiências que Rui Vitória fez nos embates contra o Dortmund e a Juventus.

Apesar de os resultados dos dois jogos terem terminado ambos em empate, foram muitos  os dados positivos que se notaram em campo. Os novos reforços mostraram que têm lugar no plantel e os mais jovens a darem cartas e a lutarem por uma vaga junto dos mais velhos.

Ao contrário dos últimos anos, esta pré-época parece ser aquela que mais dores de cabeça trouxe a Rui Vitória. Sempre pelo lado positivo. As contratações foram de peso, cruciais para colmatar as lacunas do passado e ainda acrescentar qualidade e quantidade ao plantel.

Muito se falou ao início de que todas estas viagens, de estágio em estágio, poderiam ser prejudiciais para os jogadores, visto que as competições este ano começam mais cedo. Com a 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões à porta, o tempo de descanso foi tema de discussão.

Mas no geral tudo correu dentro da normalidade. E os sinais positivos que a equipa mostrou ao longo destes trinta e um dias foram suficientes para trazer esperanças aos adeptos encarnados.

A verdade é que tudo muda quando o resultado começa a contar. Agora resta esperar se a pré-época correspondeu ás exigências que o plantel encarnado irá se debater.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto