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Perdidos no tempo: Jackson Martínez

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O atual momento do avançado colombiano que representou o FC Porto entre 2012 e 2015, realizando 136 jogos e marcado 92 golos, é uma das maiores surpresas no futebol. Um registo impressionante de um atleta a quem todos reconheciam potencial para se tornar um dos melhores e mais completos avançados do futebol mundial. Na memória dos portistas estarão sempre as melhores épocas de Jackson Martínez no futebol europeu, nas quais despertou o interesse de vários clubes europeus e rumou ao C Atlético de Madrid. Após uma época, o avançado abraçava um novo desafio na China, assinando pelo Guangzhou Evergrande FC, tornando-se um dos jogadores mais bem pagos do mundo.

Jackson Martínez atravessa uma fase complicada na carreira, com uma lesão grave nos joelhos que o afasta dos relvados desde 26 de outubro de 2016, depois de o avançado ter disputado 15 jogos pelo clube chinês, tendo marcado apenas por quatro vezes. Assim, contratado por 42 milhões de euros ao C Atlético de Madrid, o colombiano ainda não conseguiu justificar o investimento feito pela equipa de Fábio Cannavarro.

Jackson Martínez é, atualmente, uma das maiores desilusões do futebol mundial
Fonte: Guangzhou Evergrande FC

Apesar das recentes notícias sobre a sua rescisão com o clube da Liga Chinesa, Jackson Martínez continua a treinar no clube, numa altura em que se especulava o seu possível regresso à Europa para relançar a sua carreira profissional, procurando voltar à sua antiga forma. Contudo, o elevado salário do colombiano é, desde já, um entrave para grande parte das equipas europeias, uma vez que Jackson é um dos jogadores mais bem pagos na atualidade. Em ano de Mundial, e sendo praticamente certa a sua exclusão dos eleitos da Colômbia para o Mundial da Rússia, o antigo jogador do FC Porto procura agora alcançar a sua melhor forma para conseguir relançar a sua carreira.

Foto de Capa: Facebook de Jackson Martínez

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

WWE Fastlane: A estrada rumo à Wrestlemania continua

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Apesar das poucas surpresas, tal como se esperava, a mais recente edição do WWE Fastlane ajudou a definir mais combates para a Wrestlemania.

Com apenas uma mudança de campeão, AJ Styles contrariou as probabilidades e fechou o PPV com a revalidação do seu título de campeão da WWE.

Foto de Capa: WWE

Mais respeito pelo melhor português de sempre!

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Parece-me inegável afirmar que João Sousa atravessa um momento menos bom na sua carreira tenística, mas algo que eu não consigo compreender é a constante necessidade de alguns portugueses menosprezarem os feitos do vimaranense ao longo destes últimos anos somente para criticar e gracejar quando o tenista não consegue vencer os seus encontros.

Para os mais críticos, aproveito para dizer duas datas: 29 de Setembro de 2013 e 1 de Novembro de 2015, sabem o que têm em comum estes dois dias? Foram as datas nas quais o tenista português conseguiu vencer os dois torneios do ATP World Tour, em Kuala Lumpur (Malásia) e Valência (Espanha) algo impensável no panorama nacional se recuarmos uns anos no tempo.

Com isto não estou a desvalorizar as gerações anteriores, repletas de tenistas de qualidade como Rui Machado, Nuno Marques ou João Cunha e Silva, entre muitos outros. Mas claramente há uma era antes de João Sousa e depois de João Sousa, que pode ser verificada através de estatísticas, ora vejamos: antes do auge do João, o nosso país só tinha alcançado uma final de um torneio ATP (Frederico Gil no Estoril Open 2010, num jogo absolutamente épico e que podia ter dado o primeiro troféu de sempre, mas infelizmente o espanhol Albert Montañes levou a melhor), neste momento contamos com 11, duas das quais vencidas nas datas acima descritas.

Fora isto, podemos acrescentar terceiras rondas em três dos quatro grand slams, Australian Open, Wimbledon e Us Open, quartos-de-final no Masters 1000 de Madrid, e tentos outros resultados de relevo, nos maiores torneios do mundo.

De referir também que os títulos foram em torneios da série 250, a categoria mais baixa do escalão ATP, mas por exemplo na Malásia o João derrotou o espanhol David Ferrer nos quartos-de-final, então número quatro do ranking e em Valência foi Roberto Bautista-Agut o último obstáculo rumo à segunda conquista.

João Sousa tem tido uma época difícil
Fonte: João Sousa

Por estas e por outras é que o legado do tenista natural de Guimarães é tão importante para fazer crescer este desporto num país dominado pelo futebol. Por isso é que eu fico tão chateado quando me deparo com criticas injustificadas ao jogador nacional, é certo que há coisas que devem ser melhoradas, e algumas criticas, desde que devidamente justificadas, até podem ajudar no desenvolvimento do nosso jogador, mas nunca as ofensas pessoais ou insultos baratos resolvem o problema.

Há certas partes do jogo de Sousa que devem ser melhoradas, como a sua frágil pancada de esquerda ou o fraco e atacável segundo serviço, e talvez uma mudança técnica fosse favorável para a melhoria do estilo de jogo, mas Frederico Marques esteve presente em todos os grandes momentos do seu pupilo, logo também é uma peça-chave no sucesso do vimaranense, por isso também ele merecia outro tipo de tratamento.

Para finalizar, o currículo de João Sousa, que também inclui o número 28 no ranking como melhor marca e o facto de ter sido cabeça-de-série em alguns torneios do grand slam exigem outro tratamento por parte dos adeptos. Criticar sim, mas com respeito pelo legado que o melhor jogador português de sempre irá deixar a partir do momento em que decidir abandonar a sua carreira desportiva. Gostaria imenso que daqui a uns anos já houvesse um tenista que ultrapassasse largamente os feitos do João, e há atletas com potencial para o atingir, mas nunca pode ser esquecido ou desvalorizado tudo o que ele deu ao ténis português.

Foto de Capa: Valência Open

Luta até ao fim

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Terminou a fase regular do campeonato nacional de andebol, que resultou no apuramento do Madeira SAD para o grupo A em vez do Belenenses, que fica assim no grupo B.

Na última jornada da fase regular, disputada este sábado, o Belenenses dependia apenas de si próprio para se manter nos seis primeiros lugares (que dariam acesso ao grupo A). Tarefa muito possível se o adversário não fosse o primeiro classificado e campeão em título, Sporting, que acabou por vencer o jogo por 43-31. Já o Madeira SAD cumpriu a tarefa de ter um resultado mais positivo do que o Belenenses, e bateu o ABC numa partida emocionante por 24-23.

Ficaram definidos os seis primeiros, e o grande destaque é o Avanca, que acabou em 5º lugar na fase regular. O clube de Aveiro conseguiu o seu melhor desempenho de sempre num campeonato nacional apesar dos diferentes formatos que a prova já teve.

O melhor ataque desta fase foi o do Sporting com um total de 895 golos marcados e a melhor defesa foi a do FC Porto com 594 golos sofridos, a única equipa com menos de 600 golos consentidos. O melhor marcador é o experiente jogador do Águas Santas, Pedro Cruz, com 232 golos em 26 jogos (média de 8,9 golos por jogo).

Na imagem, o jogador do Águas Santas e melhor marcador da prova, Pedro Cruz
Fonte: Águas Santas

As equipas transitam para a fase final com metade dos pontos que tinham na fase regular. Feitas as contas, no grupo A, o Sporting fica com 38 pontos, o Benfica e o Porto com 36, o ABC com 32, o Avanca com 30 e o Madeira SAD com 28. No grupo B, o Águas Santas e o Belenenses ficam com 27 pontos, o Boa Hora com 22, o Maia Ismai com 21, o Arsenal com 19, o Fafe com 18, e nos últimos lugares o São Bernardo e o Xico Andebol com 17 pontos.

Espera-se uma luta intensa, quer pelo título, quer pela manutenção. O Sporting é favorito a revalidar o título de campeão nacional mas Benfica, Porto (agora apenas a dois pontos do líder) e ABC (a quatro pontos) ainda têm muito a dizer nesta reta final.

Faltam dez jornadas para se saber quem é o campeão nacional, com todas as equipas a defrontarem-se em casa e fora. No grupo B faltam 14 jornadas porque o grupo é constituído por oito equipas. Ainda não se conhece a calendarização, que será revelada na terça feira, após sorteio.

Foto de Capa: Sporting CP

5 goleadores portugueses no estrangeiro

 Portugal é um pequeno país da Europa, e do Mundo, e que se encontra na periferia deste continente, mas quando se trata de futebol somos enormes, diria até, gigantes. Temos um passado futebolístico muito rico, marcado pelas conquistas coletivas, mas também pelos grandes jogadores portugueses que marcaram fora do território nacional.

Mas aquilo que mais caracteriza o futebol são os golos e Portugal sempre teve craques que souberam corresponder nesse capitulo e que fizeram os adeptos levantarem-se das bancadas e celebrar os seus golos. Hoje mostramos-te os cinco maiores goleadores portugueses no estrangeiro. Já tens uma ideia de quem possa estar neste top?

CF “Os Belenenses” 0-0 CD Tondela: Empate gelado, tabela congelada

Dia com alerta vermelho para os lados do Restelo, mas mesmo assim com futebol num domingo à tarde. CF “Os Belenenses e CD Tondela disputaram a 26ª jornada da Primeira Liga. Uma partida que opôs duas equipas com o mesmo número de pontos na tabela classificativa (ambas com 28), com ambições de chegar ao nono lugar do campeonato.

Nesta partida ambos os técnicos portugueses decidiram não alterar muito os onze iniciais, em relação ao último jogo do campeonato. Do lado azul e branco destacaram-se as ausências de Bakic devido a problemas físicos e de Nuno Tomás por castigo. Do lado tondelense Pepa só realizou uma alteração: entrada de Claude Gonçalves para o lugar de Hélder Tavares. Esta foi uma partida que colocou frente a frente equipas que pretendiam manter o bom momento de forma.

A primeira parte não poderia ter sido mais gelada: um jogo triste, sem grandes oportunidades e com exibições um pouco distintas, embora sem grande sucesso. A equipa de Silas foi aquela que mais tentou chegar ao golo mas sempre com falta de eficácia, principalmente por parte do seu avançado Maurides. A equipa do Tondela mostrou-se apática na primeira parte.

Ao minuto seis surgiu o primeiro sinal de perigo por parte de Maurides que falhou à boca da baliza. Doze minutos depois voltou a estar em evidência pela negativa, desperdiçando mais uma grande oportunidade. A resposta do Tondela surgiu aos 25 minutos com Miguel Cardoso quase a fazer o golo numa jogada algo confusa. Na jogada seguinte a equipa visitante voltou a criar perigo na área do Belenenses, depois de Tyler Boyd rematar forte para uma defesa incompleta do guardião do Restelo. À passagem da meia-hora de jogo Maurides voltou a desperdiçar duas oportunidades: primeiro a rematar fraco à entrada da área e depois ao lado do poste direito da baliza de Cláudio Ramos.

Fonte: Bola na Rede

A segunda parte foi igualmente fraca e desinspirada, apesar do maior equilíbrio. Oportunidades claras de golo foram escassas, apenas nos últimos 20 minutos de jogo as equipas deram o tudo por tudo. Primeiro o Belenenses, através de um remate forte de André Sousa ainda fora da grande área. O Tondela respondeu ao minuto 77 com um remate de Tomané, após um ressalto, a quem André Moreira negou o golo com uma excelente defesa.

Aos 84 minutos, Tiago Caeiro, que substituiu Maurides, cabeceou ao poste na melhor oportunidade da partida. No minuto seguinte Joca, com o guarda-redes fora da baliza, viu o seu remate ser interceptado em cima da linha de golo pela defesa azul e branca.

O jogo terminou com o nulo no marcador. As equipas dividiram os pontos numa partida pouco emocionante. Um jogo gelado… a condizer com as previsões do IPMA, que deixa tudo igual na tabela classificativa.

Estrelas da formação: Gedson Fernandes

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Estrelas da formação é a nova rubrica dos textos da Bola na Rede e esta semana fiquei eu encarregue de falar um pouco de um dos atletas da formação do SL Benfica. O jogador em questão é um dos destaques da equipa B do Benfica, mas tem também atuado nas camadas mais jovens do Seixal, trata-se de Gedson Fernandes, o camisola 83 dos encarnados.

Gedson tem apenas 19 anos de idade e os últimos anos de formação no clube da Luz, contudo, há também registos seus no Frielas de Loures, Lisboa. No Benfica assinou o seu primeiro contrato em 2009 na altura para representar a equipa sub-11. A sua estreia na equipa B estava guardada para Fevereiro do ano passado quando enfrentou o Aves. Nesse ano, cumpriu nove partidas na equipa B. Este ano, fixou-se na equipa B, mas ajudou também os juniores nas partidas da competição Youth League. Este ano o seu trabalho focou-se mais em mostrar a Rui Vitória a sua qualidade. Cumpriu mais de vinte partidas e marcou dois golos.

Gedson é mais uma pérola das camadas jovens encarnadas
Fonte: SL Benfica

Além números, Gedson trata-se de um jogar de explosão, de transporte de bola das zonas recuadas do meio campo para áreas mais ofensivas. Pode jogar na zona do centro do meio-campo mas também descaído para a ala direita. Uma zona não estranha ao jovem jogador, mas as suas características de médio puro levam-no a ter tendência a levar a bola para zonas interiores. Dentro da posição de 8, podemos vê-lo mais como um 10 do que como um 6 pois defensivamente o próprio deixa ainda muito a pecar.

Este “ponto negativo” acontece porque o triângulo do meio-campo benfiquista tem Chrien, um médio já com características defensivas. Gedson é rápido, tanto num lance como na reação ao mesmo, procura a velocidade imediata. Na hora de assistir, “ainda” tem dias: muitas vezes procura assistir aos colegas, mas também gosta de mostrar trabalho individual.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Falsos ídolos podem destruir

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Desde miúdos, e mesmo já crescidos, ouvimos ser-nos perguntado quais são os nossos ídolos, e quase sempre sai o nome de um jogador de futebol. E quando não sai, a pergunta seguinte é “e no futebol?”. É um reflexo da sociedade em que vivemos, obcecado com futebol, sendo o único escape que encontramos para o stress do dia a dia (no nosso caso, não passa de mais um provocador de stress que influencia relações pessoais, familiares e profissionais.). Vendo bem, não será bem um escape, mas onde reflectimos as nossas frustrações, e onde tentamos encontrar vitórias, e superioridade sobre outros, que não conseguimos na nossa vida pessoal e profissional.

Mas voltando à questão inicial, sempre gostei de futebol, e sempre gostei mais de uns jogadores do que outros, essencialmente pela forma de jogar, mas também pela personalidade que pensamos terem. Ora, como não lidamos diariamente com esses jogadores, pessoalmente e intimamente, só conhecemos o que eles tentam projectar para o exterior, conseguindo ou não, conforme o seu jeito para comunicar. Ou seja, nem sempre o que pensamos de um jogador reflecte exactamente o seu verdadeiro eu. E percebendo nós como são egoístas os futebolistas, não poderemos esperar que estes sejam um modelo de modéstia e valores, apesar de esperarmos que o sejam para as gerações mais novas.

Pedro Barbosa foi acusado de forçar o despedimento de Inácio
Fonte: sporting.filtro.pt

Ainda há poucos dias, um ex-jogador e treinador deu uma entrevista onde descrevia esse mesmo cenário. E vindo de alguém que conhece tão bem os bastidores do nosso futebol, por várias vertentes e de todas a barricadas, só me leva a acreditar nisso mesmo. Dizia ele que determinado jogador, que eu sempre considerei, como capitão que foi pelo nosso clube, apesar de deixar a desejar no que tocava a entrega, que a determinado momento tudo fez para que o treinador fosse despedido, em conluio com os dirigentes de então por não haver acordo em termos de contratações. Sabendo nós que, muitas vezes, os jogadores, não estando satisfeitos com o treinador, seja por razões válidas ou não, conseguem mesmo despedir um treinador, não acho descabido acreditar nesta versão. Temos vários exemplos a comprová-lo.

Assim, em vez de ir pela via mais fácil, um presidente, o que deve fazer é entrar no balneário e comunicar ao grupo, que o treinador será aquele, e quem não gostar não joga ou é encostado. Se querem ganhar, terá que ser com esse treinador. E Jorge jesus já passou por uma situação dessas no seu anterior clube, tendo sido segurado pelo presidente. O que se passou depois, todos sabem apesar de ter sido mau para nós (ainda está a ser, apesar de sabermos que não foi apenas pelo treinador).

Não pode ser apenas o treinador a conseguir segurar um balneário, porque ninguém consegue agradar a todos, e os jogadores todos querem jogar para serem vendidos por milhões. Tem que haver apoio da estrutura, e passar para o grupo, de forma a que não passe sequer pelas suas cabeças a possibilidade de poderem boicotar trabalho de quem os comanda.

Doping à Inglesa – De que vale a Ética?

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O Parlamento Britânico, através da sua Comissão de Digital, Cultura, Media e Desporto, liderada pelo conservador Damian Collins, publicou o relatório “Combater o Doping no Desporto”, a conclusão de uma investigação de anos – até com uma eleição legislativa pelo meio – que lança várias dúvidas sobre a posição da Team Sky e da British Cycling (a Federação de Ciclismo do Reino Unido) quanto ao recurso a práticas proibidas e pouco éticas.

Comecemos por sumariar os vários temas relacionados com o ciclismo e sobre os quais os deputados levantam questões. Em primeiro lugar, é dedicado uma grande extensão do documento ao recurso aos Therapeutic Use Exemptions (TUEs) para saber se estes são adequados ou se há um abuso destes com intenções de melhorar o desempenho desportivo. Em seguida, analisa-se o caso do “jiffy bag”, a embalagem levada para Bradley Wiggins no último dia do Critérium du Dauphiné 2011 e as dúvidas sobre o que continha e, finalmente, o uso exagerado do medicamento legal Tramadol pelos atletas da Team Sky e do British Cycling. Ao longo de todos estas situações, um tema recorrente é a falha em manter registos médicos apropriados.

Ora, o que é um TUE? Tratam-se de isenções para uso terapêutico, ou seja, o atleta é autorizado a recorrer a uma substância proibida após provar que necessita desta para tratar uma condição médica. Neste caso, a investigação surgiu devido ao revelar pelos hackers Fancy Bear em setembro de 2016 de que Bradley Wiggins tinha tido direito a TUEs nas vésperas dos Tour de France 2011 e 2012 e do Giro d’Italia 2013, provas em que pretendia disputar a Classificação Geral, para recurso a Triamcinolone para tratar a sua asma.

O conceito do TUE exige que este seja requerido pelo atleta indicando o porquê de fazer esse pedido e provando que este é necessário. Depois, será feita uma análise por médicos ligados à Agência Mundial Anti-Dopagem (WADA) ou ao órgão de governo da modalidade (neste caso a UCI, União Ciclista Internacional) que defere ou indefere o pedido. Na altura dos TUEs de Bradley Wiggins havia uma espécie de fast-track da sua atribuição, que permitia que apenas um médico analisasse o caso e decidisse. Em 2014, passou a ser sempre obrigatório que passasse por um painel de três médicos que teriam de aprovar unanimemente o TUE para este ser atribuído.

Este abuso dos TUEs não se limita ao ciclismo e foi levado à consideração da WADA por Richard McLaren, o autor do Relatório desta agência sobre o esquema de doping estatal russo e que percebeu nesse contexto que esse regime precisa der melhorado, pois ainda pode ser abusado. No caso concreto do ciclismo, um dos pontos curiosos era que no período em Wiggins usufruiu deste sistema, quase todos os pedidos apresentados por ciclistas eram tratados apenas por um médico e sempre o mesmo, o Dr. Mario Zorzoli.

O Presidente da UCI à altura, Pat McQuaid, diz ter falado com este médico e que ele lhe confidenciou que, por exemplo, na altura das Clássicas havia ciclistas que pretendiam ter bons resultados que tomavam corticosteroides em TUEs que não eram legítimos. McQuaid tem também sido um grande crítico público da Sky e do British Cycling, no entanto, há duas considerações que não podem ser ignoradas.

Lendas do “universo” leonino: Hilário

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Hilário Conceição, uma verdadeira lenda viva do Sporting Clube de Portugal, o atleta com mais jogos com a camisola verde e branca e uma carreira repleta de títulos e vitórias.

O lateral-esquerdo, oriundo de Moçambique, deu os seus primeiros passos no futebol, ao serviço do Atlético e do Sporting de Lourenço Marques. No dia 3 de Agosto de 1958 chegou a Lisboa, para vestir de leão ao peito. No Sporting Clube de Portugal fez toda a sua carreira, contam-se 15 épocas, 453 jogos e 1 golo marcado.

Hilário é uma das figuras mais marcantes da história do futebol leonino, com a camisola verde e branca conquistou 3 campeonatos nacionais, 3 Taças de Portugal e a mítica Taça das Taças, na época 1963/1964. Recorde-se que na caminhada para erguer a Taça das Taças, os leões conseguiram a maior goleada de sempre nas competições europeias, por 16-1 frente ao APOEL. Na mesma competição, o Sporting viria a eliminar o Manchester United de George Best, Bobby Charlton e Denis Law, depois de perder por 4-1 em Old Tradford, vencendo em Alvalade por 5-0.

O senhor Hilário fez parte também de uma das páginas douradas do futebol português, tendo feito parte dos “Magriços” que representaram Portugal no Mundial de 1966. No Reino Unido, os atletas portugueses conquistaram a medalha de Bronze no campeonato do mundo. No Mundial 66, o leão Hilário jogou todas as partidas e foi aliás considerado o melhor defesa-esquerdo da competição. Hilário realizou ao longo da sua carreira, 40 jogos ao serviço da seleção.

Hilário é uma lenda do Sporting CP
Fonte: Sporting CP

O capitão Hilário terminou a sua carreira no Sporting Clube de Portugal, com mais um título. Decorria a temporada 1972/1973, quando no Estádio do Jamor os leões venceram o Vitória de Setúbal por 3-2, conquistando a Taça de Portugal. Na história de Hilário ficam as grandes exibições, o seu excelente pé esquerdo, a sua velocidade e a sua entrega em campo.

Depois de terminar a sua carreira, Hilário continuou ligado ao futebol, prosseguindo a sua carreira de treinador. Na sua carreira como técnico, mais uma vez, esteve ao serviço do clube do seu coração por várias ocasiões e desempenhando vários cargos.

Uma vida ao serviço do Sporting Clube de Portugal e do desporto português, uma das lendas! Um verdadeiro leão!

Foto de Capa: Sporting CP