A WWE apresenta, este domingo, a quarta edição do Fastlane, organizado pelo Smackdown Live. Em altura de preparação para a WrestleMania, é a última paragem antes do maior espetáculo na indústria de wrestling.
O Fastlane marcará o fim dos eventos exclusivos da marca azul, uma vez que, a partir da WrestleMania, todos os especiais passarão a ser coordenados por ambas as marcas, devido aos maus resultados obtidos em PPV´s anteriores.
As expetativas para o Fastlane não estão muito elevadas, pelo facto da WWE estar a investir na construção de um espetáculo maior, em abril. Por este motivo, espera-se um evento previsível, sem muitas novidades e surpresas.
Quanto a esta medida por parte da WWE, só o tempo dirá se é uma boa opção ou, pelo contrário, um tiro no escuro na programação da empresa. Independentemente do que aconteça, cá estaremos para toda a análise possível.
A NBA é reconhecida por ter as estrelas mais mediáticas do basquetebol mundial. A hegemonia dos Estados Unidos nas competições internacionais comprova que grande parte dos talentos da modalidade pertencem de facto à realidade norte-americana, e todos os grandes jogadores dos restantes continentes procuram a NBA como palco para mostrar as suas capacidades.
Mas quererá isso dizer que todos os melhores atletas estão concentrados na NBA?
Nós discordamos. A Euroliga, como principal competição europeia de basquetebol, e a segunda liga mais competitiva do mundo, oferece-nos um leque de jogadores capazes de surpreender e mostrar que existe luxo à volta dos cestos fora da NBA.
Muitos dos seus jogadores poderiam estar a jogar na liga norte-americana. Outros já tiveram o seu momento lá e por decisão escolheram a Euroliga como passo a seguir na sua carreira.
De uma maneira ou de outra, indiscutíveis são as capacidades dos melhores basquetebolistas da competição, que decidimos apresentar-vos em mais um TOP BNR.
(Agradecimento especial ao treinador do Odisseia Basket Diogo Maricato pela ajuda na seleção da lista e contextualização do artigo)
Na noite de sábado e numa partida decisiva para a passagem à fase seguinte da Liga Europeia, o Benfica, perante um pavilhão nº2 muito bem preenchido, levou de vencido o Forte dei Marmi, o vice-campeão italiano, por 6-4. Garantido, desta forma, a passagem aos quartos de final da liga dos campeões de hóquei em patins.
A necessitar de pontuar para passar, o Benfica entrou no jogo da melhor maneira e através de uma iniciativa individual, Nicolia abriu o ativo. Pouco depois, João Rodrigues aproveitou um ressalto para ficar isolado, mas não conseguiu aumentar a vantagem benfiquista.
Grande entrada do Benfica que, nos primeiros cinco minutos, teve várias oportunidades para fazer mexer as redes adversárias, sobretudo, por intermédio de João Rodrigues, mas acabou por chegar ao golo através de um lance de génio de “Carlitos”.
Jogados sete minutos, o Forte teve uma grande oportunidade de empatar a partida, mas Pedro Henriques negou o golo à formação italiana. Cerca de um minuto e meio depois, Davide Montaran um viu cartão azul por ter feito um enganchamento a Nicolia. Com oportunidade para chegar ao segundo golo na partida, o jogador argentino disparou de primeira, mas não conseguiu bater Ricardo Gnata.
Em situação de power play, as águias tiveram vários momentos de posse de bola. Porém, não foram capazes de aproveitar a superioridade numérica. Contudo, segundos depois do Forte voltar a ter quatro jogadores de campo, o 2-0 apareceu. Golo com assinatura de Miguel Rocha.
A perder por dois golos, o Forte necessitava de marcar para reentrar na partida e na disputa do apuramento para os quartos de final da Liga Europeia, mas o Benfica detinha o domínio da partida e apenas em situações de ataque, erros não forçados pelo Marmi, os italianos conseguiam incomodar Pedro Henriques, que ia defendendo tudo.
Com menos de sete minutos para pausa e através de uma situação de contra-ataque, resultante de um choque entre Nicolia e Tiago Rafael, Elia Cinquini fez o golo do Forte, reduzindo o marcador para 2-1.
O jogo encaminhava-se para o intervalo e apesar de não haver nenhuma equipa declaradamente por cima, o conjunto transalpino ia sendo o mais perigoso, colocando a defensiva benfiquista em dificuldades e obrigando Pedro Henriques a belas paradas. Todavia, com pouco mais de um minuto para jogar, Diogo Rafael arrancou pela esquerda e serviu Jordi Adroher que, ao segundo poste, apontou o 3-1.
Concluída a primeira parte, o Benfica vencia por 3-1 e vencia bem, pois, tinha sido a melhor equipa durante grande parte dos vinte e cinco minutos iniciais, com o Forte a conseguir equilibrar a contenda na parte final do primeiro tempo.
Nicolia apontou o primeiro golo da noite e chegou aos cinco nesta edição da Liga Europeia Fonte: SL Benfica
Retomado o encontro, o Benfica voltou a entrar bem e depois de várias ameaças, João Rodrigues, à meia volta, disse sim a uma assistência de Nicolia e fez o 4-1. Na resposta, o Forte reduziu para 4-2, por intermédio de Giacomo Maremmani.
Perto dos trinta minutos de jogo, Gaston de Oro viu um cartão azul por falta sobre Diogo Rafael. Nicolia foi o escolhido para a conversão do livre-direto e voltou a não conseguir marcar, ao enviar o esférico à barra.
A dispor da segunda situação de superioridade numérica no encontro, desta feita, o Benfica conseguiu marcar, por intermédio de Diogo Rafael que, assim, colocou o marcador em 5-2.
O tempo avançava e embora existissem algumas oportunidades para os dois lados, poucas eram perigosas. Contudo, num lance de contra-ataque, Gaston de Oro reduziu o score para 5-3. Pouco depois, o Forte dei Marmi beneficiou de uma grande penalidade, devido a uma falta de Miguel Rocha. Oro assumiu a marcação do lance e colocou a vantagem encarnada na margem mínima. Num instante, o jogo ficou relançado para os derradeiros dez minutos.
Já dentro dos últimos dez minutos, as águias poderiam ter chegado ao sexto, mas Adroher, completamente isolado, não conseguiu bater Gnata.
A faltarem seis minutos de dez para o fim e numa altura em que o jogo estava perigoso para os encarnados, uma recuperação de Nicolia na sua meia pista acabou por resultar no 6-4. Apontando pelo capitão encarnado, Valter Neves.
O golo animou a partida e quase de seguida, tanto o Forte poderia ter reduzido, Montaran enrolou o esférico por cima, como o Benfica fazia o sétimo. Neste caso, a bola chegou mesmo a entrar, mas o golo acabou por ser invalidado.
Até ao final, o Benfica ainda teve oportunidades para fazer mais alguns golos, mas Gnata parou as intenções encarnadas e o marcador não mais se voltou a alterar.
Vitória justa do Benfica, sobretudo pelo que fez na primeira parte, que desta maneira garante o apuramento para os quartos de final da Liga Europeia. Nessa fase, os encarnados vão defrontar o Porto que venceu o grupo B. No que diz respeito aos restantes jogos dos quartos de final, o Reus, atual campeão europeu, vai defrontar o Liceo, o Sporting, que venceu o grupo D, vai jogar contra a Oliveirense e o Barcelona, vencedor do grupo C, vai ter pela frente os italianos do Follonica.
Com uma semana marcada por dois jogos de elevado grau de dificuldade, o FC Porto continua obrigado a esticar o plantel como pode. As lesões e os castigos sucedem-se e, quando se pensa que se perdeu uma peça fundamental do onze, outra parece emergir com igual capacidade. Pelo meio, temos visto a “prata da casa” vir ao de cima, com jogadores da formação a carimbarem exibições de qualidade e a agarrarem as oportunidades deixadas em aberto.
O clássico da última jornada, frente ao Sporting CP, ficou marcado por uma situação pouco vista pelos lados do Dragão nos últimos anos. Entre o lote de titulares contavam-se três jogadores oriundos da formação azul e branca: Sérgio Oliveira, Diogo Dalot e Gonçalo Paciência. Apesar de os espaços na equipa terem surgido em momentos diferentes para cada um deles, foi frente aos leões que alinharam juntos pela primeira vez no onze inicial, deixando em campo a certeza de que o futuro do principal escalão tem vindo a ser bem trabalhado desde trás e que também dentro de portas se encontram soluções de qualidade para serem trabalhadas, neste caso, por Sérgio Conceição.
A lesão de Danilo, ainda em Janeiro e por alturas da meia-final da Taça da Liga, fazia prever uma dor de cabeça para o técnico azul e branco. Até então um dos indiscutíveis, teria de ficar de fora várias semanas e era preciso fazer com que a equipa não se ressentisse e continuasse no caminho das vitórias. Para isso, saltou da “lista de espera” Sérgio Oliveira. O médio, que já tinha vindo a mostrar serviço nos jogos em que era lançado por Sérgio Conceição, agarrou a titularidade, encaixando na perfeição com Herrera no 4x4x2 projectado pelo treinador. Com a ausência de Alex Telles, após lesão na segunda parte do Estoril, assumiu também as bolas paradas e tem sido um dos mais influentes em campo.
O trio oriundo da formação azul e branca alinhou junto, pela primeira vez, frente ao Sporting CP Fonte: FC Porto
Para Gonçalo Paciência e Diogo Dalot a oportunidade chegou mais tarde. O avançado fez a sua estreia a titular precisamente frente ao Sporting CP, e foi dele que saiu o passe para o golo da vitória, marcado por Brahimi. Esteve em destaque na meia época ao serviço do Vitória FC, dando sobretudo nas vistas na final four da Taça da Liga, e conseguiu o regresso “a casa” para a segunda volta do campeonato. No entanto, com Marega em grande forma e Soares a aproveitar bem a ausência de Aboubakar, foi somando apenas alguns minutos, mas é o próprio a admitir que está em crescimento, que se encontra mais maduro e que ainda vai ajudar muito a equipa. Já Diogo Dalot viu a porta abrir-se com a lesão de Alex Telles. Realizou os primeiros minutos no Dragão, na goleada frente ao Rio Ave FC, como suplente utilizado, mas na jornada seguinte saltou para o onze inicial, no qual se manteve para o “clássico”. Com apenas 18 anos de idade é considerado um lateral promissor, com uma boa leitura de jogo, capaz de subir no terreno com qualidade e sem comprometer nas suas tarefas defensivas. O seu bom desempenho tem sido alvo de atenção na Europa, sendo já falado o interesse do FC Bayern de Munique em contratar os seus serviços.
Se o início da época fazia prever complicações para Sérgio Conceição, com o acumular do desgaste dos jogadores, os castigos e as lesões, a verdade é que a capacidade de gestão dos recursos disponíveis parece estar não só a ter bons resultados no imediato, mas também a abrir portas para opções futuras. Numa altura em que os problemas financeiros fizeram conter as despesas, é importante perceber que a formação tem sido capaz de fazer crescer atletas com qualidade, jovens talentos aptos para evoluirem e trabalharem de igual para igual com o restante plantel do escalão principal.
O SL Benfica continua a perseguir o sonho do penta. Por enquanto, é só um sonho. A equipa de Vitória começou frenética diante de um Desportivo das Aves que não arredou pé da sua zona de conforto.
Os primeiros 20 minutos foram repartidos no que concerne à posse de bola: jogo aberto, rápido e focado nas balizas.
O Benfica, desfalcado, apresentou o menino João Carvalho para suprimir a lacuna deixada por Pizzi. O jovem português fez uma partida muito pouco conseguida. Arrisco-me a afirmar que foi a pior de João Carvalho ao serviço do Benfica: faltou entrosamento com os companheiros de equipa e perdeu a bola inúmeras vezes no miolo.
O jogo não teve muita história. Foi só Benfica, Benfica, Benfica. Trocas de bola entre Fesja (que esteve imperial) e os extremos encarnados, que muitas vezes fizeram o papel de médios alas para se envolveram na criação de ataque organizado pelo meio.
A fraca disciplina tática do Aves pouco importava quando era o guardião Adriano Facchini a travar as investidas de Jonas, de Rafa, de Jardel… A formação de Rui Vitória decidiu mudar o paradigma e, ao invés, da troca intensa de bola que pecava pela previsibilidade, encorajou os seus jogadores a procurarem o confronto individual e os remates de longe. Fez-se luz na luz: Jonas, mais uma vez Jonas, servido por Cervi ao minuto 71 inaugurou o marcador – aumentou para 31 o número de tentos na liga NOS.
Um só golo não fez descansar os adeptos e os homens em campo: Fesja tenta o golo através de uma bomba fora de área e depois de o incansável Adriano defender, o central Rúben Dias fuzila a baliza do Desportivo das Aves e fecha o jogo com o 2-0.
O SL Benfica soma assim uma vitória que, não sendo tirada a ferros, não foi nada fácil. O Desportivos das Aves bateu-se bem no Estádio da Luz – a formação de José Mota defendo bem e soube ser aguerrida, apesar do mau sentido tático e das falhas posicionais nas alas e no centro do terreno.
Não é possível deixar passar a análise deste jogo sem referir algo que sucedeu logo após o mesmo. O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, veio a público, através da conferência de imprensa no final do jogo, defender a marca Benfica.
O líder máximo dos encarnados fez questão de afirmar: “O Benfica é o único clube que tem futuro”; “O Benfica é o clube mais invejado em Portugal” – de forma a justificar as motivações daqueles que estão contra o Benfica, dos que serão “punidos fortemente”. Foram as declarações de que todos estavam à espera. Fica a mensagem: “Unam-se à volta do Benfica”.
O Rio Ave bateu o Feirense em casa por 2-1. A equipa de Santa Maria da Feira até marcou a abrir, por Luís Machado, mas o conjunto da casa deu a volta no segundo tempo, com as entradas de Geraldes e Gelson Dala a fazerem a diferença.
A atravessar um mau período, com apenas uma vitória nos últimos seis encontros, a equipa de Vila do Conde recebeu o Feirense com várias alterações no onze, com destaque para a ausência de Francisco Geraldes e a titularidade de Gabrielzinho.
Já a equipa de Nuno Manta, apenas dois pontos acima da linha de água, apresentou uma formação inicial muito próxima do habitual, com a exceção do guarda-redes, Michal Miskiewicz, no lugar do lesionado Caio Secco.
A partida começou lenta, com o Rio Ave, como esperado, a tentar assumir o jogo, mas sem encontrar espaços na defesa fogaceira.
A equipa de Nuno Manta, bem organizada, ia afastando o perigo da sua área e conseguiu chegar ao golo logo na sua primeira oportunidade, por Luís Machado. Na sequência de um cruzamento pela direita, Nélson Monte alivia mal, de cabeça, e deixa a bola à mercê do camisola 7 do Feirense, que aparece nas costas de Lionn para finalizar à boca da baliza.
A formação caseira tentou reagir ao golo sofrido, apostando sobretudo no jogo interior dos seus extremos e nas subidas dos laterais, mas definia quase sempre mal no último terço, não conseguindo criar perigo junto da baliza adversária.
O jovem Gabrielzinho, a jogar sobre a esquerda, era a personificação da exibição vilacondense. Demasiado desligado da equipa, ia complicando quase sempre em demasia e acumulava perdas de bola, prejudicando a manobra ofensiva do conjunto de Miguel Cardoso.
Perante este cenário, só aos 40 minutos a equipa da casa conseguiu criar um lance digno de destaque, com Barreto a rematar de muito longe e a bola a passar ligeiramente por cima da baliza do Feirense.
O jogo aqueceu nos minutos finais do primeiro tempo e o Rio Ave ficou de novo perto de golo na sequência de um canto, mas Tarantini, por duas vezes, não conseguiu desviar com sucesso.
Na resposta, foi o Feirense que ficou perto do golo, com Crivellaro a desviar ao lado o cruzamento de Luís Machado.
Ainda antes do apito para o intervalo, Guedes apareceu bem nas costas da defesa adversária e cabeceou forte e colocado, mas Miskiewicz respondeu com uma defesa de grande nível e segurou o 1-0 até ao descanso.
Depois de algumas polémicas envolvendo a equipa açoriana, o Santa Clara recebeu, venceu e convenceu diante do Sporting B, ao vencer por 4-0. A equipa de Carlos Pinto mostrou desde início para o que vinha e a goleada justifica-se, num jogo em que pouco ou nada se viu dos jovens leoninos.
A partida começou com o Santa Clara a pressionar muito alta e aproveitar algumas dificuldades na construção de jogo por parte do Sporting B. A equipa insular ia acumulando boas ocasiões de golo e aos 20 minutos de jogo chegaria mesmo ao golo. Na sequência de um canto, a bola sobra para Thiago Santana, que ao segundo poste só teve de encostar para o primeiro da partida. Cerca de dez minutos depois do primeiro golo, lance de alguma polémica na partida.
No espaço de três minutos, Fernando Andrade é expulso ao ver dois cartões amarelos por protestos, uma decisão que causou alguma estranheza e que se revelou injustificável. Ainda assim, o Santa Clara não acusou a expulsão e aos 35 minutos, na sequência de nova bola parada, João Reis faz o segundo da partida, acabando por estabelecer o resultado que iria acompanhar as duas equipas para os balneários.
Na segunda parte o Santa Clara baixou o ritmo de jogo e acabou por dar maior liberdade para o Sporting B poder construir jogo. Uma prenda claramente envenenada, visto que o Santa Clara aproveitava assim para usar os espaços nas costas da defensiva leonina. O Sporting B tentava atacar mas sem grande sucesso. A entrada de Kennedy Có ainda mexeu com a partida, ainda assim a equipa de Luís Martins nunca conseguiu materializar a posse de bola nesta segunda parte.
O Santa Clara aproveitou esta inoperância da equipa leonina e ao minuto 73 foi Minhoca, a sacar de um coelho da cartola e a fazer o terceiro da partida. Minutos depois, na sequência de uma grande penalidade, Clemente faz o quarto da partida e o golo 50 ao serviço da equipa micaelense.
A partir do quarto golo no jogo, pouco mais se passou em campo. O Santa Clara volta à liderança, de forma justa, com um futebol ofensivo, de posse e de muita qualidade perante um Sporting B que demonstrou demasiada apatia.
Na semana passada o FC Porto apresentou o seu relatório e contas consolidado, relativo ao primeiro semestre de 2017/18. Como se previa, os resultados não são “famosos”: um resultado líquido negativo em cerca de 24 milhões de euros.
Este momento de dificuldades financeiras que o clube atravessa tem efeitos na gestão desportiva e isso foi bem notório nesta época. Certamente, também o será nos anos que se avizinham.
Em consequência disto o trabalho de Sérgio Conceição na planificação da próxima época não será uma tarefa fácil. O setor defensivo é o que mais mudanças irá sofrer: Casillas está em fim de contrato e, a não ser que baixe significativamente o seu salário, muito dificilmente permanecerá no Dragão. Maxi, também em fim de contrato, não vai renovar.
O mesmo acontece com Marcano e Diego Reyes, que não renovaram os seus contratos e, consequentemente, irão abandonar o clube. Depois existem dois processos de renovação que começam a ser preocupantes: Diogo Dalot e Ricardo Pereira terminam os seus contratos em 2019 e, ou renovam até ao final da época, ou então podemos ter casos semelhantes a Marcano e Reyes, que vão sair sem qualquer contrapartida financeira. Se a estrutura pressentir que dificilmente consegue renovar com ambos, então a melhor solução será uma venda já no próximo defeso.
Juntando a tudo isto existe a necessidade de vender, e dois dos jogadores com mais mercado são Alex Telles e Felipe, o que significaria uma reconstrução praticamente total do setor defensivo.
Danilo dificilmente vai-se manter no FC Porto Fonte: FC Porto
No setor do meio campo o caso mais preocupante é Danilo. Jogador com muito mercado e com a presença no Mundial praticamente certa, dificilmente continuará de dragão ao peito. Herrera e Sérgio Oliveira são jogadores “apetecíveis”, mas acredito que possam continuar.
No setor atacante existem vários jogadores com muito mercado. Brahimi é um desses casos, embora a SAD do FC Porto detenha apenas 50% do seu passe, o que torna o negócio pouco apetecível. Marega e Aboubakar são os “possíveis negócios” mais interessantes: a SAD detém 100% dos seus passes e o mercado inglês e francês tem os dois jogadores referenciados. Corona pode ser uma das soluções para fazer um bom encaixe financeiro – a época não tem sido positiva, não é um indiscutível e a presença no Mundial pode ajudar na sua valorização.
Em suma, não será um defeso fácil para a “estrutura” portista. Vai ser um autêntico jogo de xadrez em que cada movimentação tem que ser muito bem refletida. A formação do clube pode ajudar na solução de alguns problemas, sendo que um scouting muito rigoroso é também uma das soluções. Convém relembrar que três dos jogadores chegados no mercado de inverno são por empréstimo (Osório, Paulinho e Waris), o que significa que acionar as opções de compra é outra decisão que terá que ser tomada.
Mas a garantia mais importante que os sócios e os adeptos do FC Porto querem ter é a da continuidade de Sérgio Conceição. Correm rumores de vários clubes italianos interessados nos serviços do técnico portista, mas acredito que a sua continuidade vai ser assegurada. Um último apontamento para a estratégia seguida pela SAD do FC Porto esta época. Na minha opinião é a mais correta e, se for continuada, levará rapidamente o clube para melhores condições financeiras.
Era um jogo que dispensava apresentações, o maior clássico do futebol inglês que mexe sempre com as emoções dos adeptos e dos amantes do desporto rei.
De um lado José Mourinho, experiente e pragmático. Do outro, o exuberante Jurgen Klopp, ambas as equipas um espelho dos seus treinadores. Mas onde mais interessa dentro de das quatro linhas jogaram estrelas como Sanchez, Lukaku, e De Gea contra o famoso ataque Mané, Firmino e a estrela egípcia Mohamed Salah.
Os dois pontos de desvantagem do parte do Liverpool em relação ao segundo classificado Manchester United obrigavam os Reds a lutarem obrigatoriamente pelos três pontos. Do lado do United apesar da baixa de peso da última hora com a lesão de Pogba, a equipa acabaria por entrar de uma forma compacta como já vem sendo habitual.
O jogo começou bastante dividido e disputado, essencialmente a meio campo, até que surge o menino Marcus Rashford servido por Romelu Lukaku, fez o que quis do defesa do Liverpool Alexander Arnold, marcando o primeiro golo da partida aos 14 minutos.
Após o golo a partida ganhou outro ritmo com o Liverpool à procura do empate, no entanto, a equipa de Mourinho foi conseguindo manter o controlo do jogo com a dupla McTominay e Matic a fecharem por completo todo o processo ofensivo da equipa do Liverpool.
Com a bola a não chegar aos homens da frente devido à falta de criatividade do meio campo, o Liverpool poucas oportunidades teve para causar perigo.
Em mais um lance ganho no jogo aéreo a Lovren, Lukaku começou aí a jogada que deu origem ao segundo golo, mais uma vez de Marcus Rashford, que após um ressalto dentro área com classe remata para a baliza de Karius, aumentando a vantagem do United na para 2-0.
A qualidade defensiva e o rigor tático do meio campo do United resumiram um pouco o que foi a primeira parte, domínio do jogo por parte da equipa da casa, principalmente nos momentos em que não tiveram bola. Ao nível ofensivo a sociedade Mata/Sanchez no apoio constante à ala esquerda onde esteve Rashford causou sempre grandes dificuldades à defensiva do Liverpool, que nunca conseguiu dar conta das constantes movimentações e triangulações por parte dos avançados dos Red Devils.
Liverpool entrou forte e mais dominante com vontade de disputar a partida. Com mais agressividade, mas ainda com alguma falta de criatividade na construção.
Por volta da hora de jogo entra Adam Lallana, e minutos depois, Eric Bailly faz autogolo num lance caricato. É o momento de viragem da partida, com o 2-1 o Liverpool acredita que é possível e vai atrás do empate.
Mourinho leu bem a partida e viu um United cada vez mais apertado e fez entrar o soldado Fellaini para fechar o meio-campo. Apesar disso, a entrada de Lallana e o recuo de Mané para zonas centrais continuaram a confundir o meio-campo dos Red Devils, que foi sendo encostado às cordas.
Aos 80 minutos Klopp arriscou tudo, retirando os dois laterais para dar o lugar a Wijnaldum e Solanke. O jogo partiu e as oportunidades foram surgindo para ambas as equipas. Com uns minutos finais alucinantes, como já é habito nos jogos da Premier League, o United com alguma sorte à mistura acabou por conseguir segurar a vantagem, vencendo a partida por 2-1.
A vitória foi construída na primeira parte com o selo do jovem internacional inglês Marcus Rashford, que deu justiça a um jogo totalmente controlado pelo Manchester United até à hora de jogo, altura em que Klopp introduziu na equipa uma injeção de criatividade vinda dos pés de Lallana, coincidindo com o autogolo de Bailly.
A partir daí foi um jogo impróprio para cardíacos, com oportunidades tanto para o Liverpool empatar como para o United matar o jogo.
De destacar o rigor tático de McTominay ao longo dos 90 minutos e a insistência de Sadio Mané, que foi o mais inconformado e o que mais tentou dar algo mais ao ataque do Liverpool.
Do dia 1 ao 4 deste mês realizaram-se os Mundiais de Pista Coberta e só se estiveram muito desatentos não repararam que estivemos por Birmingham a acompanhar tudinho ao vivo! Com este artigo, iremos, em definitivo, encerrar as nossas publicações no que se refere aos mesmos, procurando fazer uma análise geral de tudo o que aconteceu, mais ou menos positivo.
Resultados
Pode-se dizer que tivemos uns Campeonatos com bastante sucesso neste aspecto. Foram batidos 5 recordes dos campeonatos e 1 recorde mundial. Mas as grandes marcas começaram logo no segundo dia (e o segundo mais forte dos campeonatos). Murielle Ahouré (CIV) tornou-se a nova campeã mundial da velocidade (60 metros), correndo em 6.97, naquela que é a melhor marca dos últimos 8 anos. Antes disso, já tínhamos tido um fantástico concurso de Salto em Comprimento, em que os três primeiros ficaram separados por 3 escassos centímetros (8.46 – 8.44 – 8.42), com a vitória a sorrir ao jovem cubano de 19 anos, Miguel Echevarria, batendo o actual campeão mundial ao ar livre. Para se ter uma ideia da qualidade, o Salto que deu a medalha de Bronze daria para vencer os últimos 8 campeonatos mundiais indoor!
No terceiro dia, o dia de mais emoções, começámos com a queda durante a manhã do recorde dos campeonatos no Lançamento do Peso (Tom Walsh, ao lançar 22.31 metros) e tivemos direito a mais um recorde dos campeonatos (Sandi Morris saltou 5.95 com a Vara) antes de passarmos à velocidade. Aí duas estrelas norte-americanas brilharam. Kendra Harrison (USA) conquistou, finalmente, o seu primeiro grande título global e com estrondo nos 60 metros barreiras: recorde dos campeonatos em 7.70 (igualando o recorde norte-americano) e tornando-se a primeira mulher da história a correr por três vezes abaixo dos 7.80 nos mesmos campeonatos (aliás, nunca ninguém o tinha feito duas vezes sequer). Christian Coleman também viria a bater um aguardado recorde dos campeonatos, ao correr em 6.37 segundos, deixando cair mais um recorde de Maurice Greene.
Fonte: IAAF
Nessa mesma noite, tivemos ainda Courtney Okolo a correr a 4ª melhor marca de sempre norte-americana nos 400 metros (50.55), vimos um Heptatlo terminar com a diferença de…apenas 5 pontos (!) e vimos Genzebe Dibaba fazer uma dobradinha (1500/3000) pela primeira vez na sua carreira, a suceder a uma fantástica prova inaugural de 3.000 metros logo na primeira noite.