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De ilhéu para ilhéu

O Campeonato dos Açores de Ralis está quase a começar.

A grande atração deste ano é a entrada de um piloto extremamente experiente, o madeirense Bernardo Sousa. A dupla que pilotava o Citroen DS3 R5 da equipa Play/AutoAçoreana Racing Team, Ruben e Estêvão Rodrigues rescindiu a sua ligação, citando motivos pessoais e profissionais. Triste ficamos (fãs dos ralis), pois os irmãos Rodrigues estiveram a evoluir desde que entraram neste projeto e este ano adivinhava-se uma maior evolução, quiçá até lutar pelo campeonato. Não sendo possível, Bernardo Sousa é o piloto que se segue.

O madeirense de trinta anos, campeão nacional em 2010, volta aos ralis após uma ausência de cerca de dois anos. Bernardo é um grande conhecedor destes carros de novas categorias, tendo corrido com carros R5, Super 2000 e RRC, tanto nacionalmente como internacional. Conta com presenças no WRC e nas categorias inferiores do campeonato do mundo de ralis. Assim, Sousa foi a escolha da equipa Play/AutoAçoreana Racing Team para disputar o Campeonato dos Açores de Ralis. E será acompanhado por Valter Cardoso.

Bernardo Sousa venceu o rali dos Açores em 2014
Fonte: Bola na Rede

Já o Team Além Mar continua com a mesma formação, Luís Miguel Rego e o decacampeão Ricardo Moura, ambos em Ford Fiesta R5. Novidade para Luís Miguel Rego que teve a oportunidade de evoluir o motor do seu carro, passando a correr com a evolução EVO2.

Não é a primeira vez que o CAR atrai um nome sonante. Quando comecei a criar um gosto pelos ralis lembro-me muito bem de ver outro piloto que veio de fora da região e que competiu no Team Além Mar. Falo de Fernando Peres. O piloto do Porto foi campeão regional em 2005, 2006 e 2007. Foram as lutas com o já falecido Horácio Franco, com Gustavo Louro e até Ricardo Moura que trouxeram tanto brio a este campeonato regional. Agora ficamos à espera que Moura, Rego e Sousa continuem a dar muito espetáculo na luta pelo título regional de 2018.

O CAR tem a sua primeira prova no Azores Airline Rally, que se realiza de 22 a 24 de março, em São Miguel, nos Açores.

Foto de Capa: Play/AutoAçoreana Racing

“Deixei de ser do Sporting”

“Tens dezoito anos e nunca viste o Sporting ser campeão”. “Sabes qual é a diferença entre o teu clube e um livro? É que o livro tem um título!”. “Aproveita que ainda vais a tempo de mudar!”. Estão a ver aquelas piadas sem piada absolutamente nenhuma que nos dizem só por sermos do Sporting? Aquelas piadas realmente parvas e sem nexo nenhum? Não é isso que me faz “deixar de ser do Sporting”. De todo. Nem pouco mais ou menos.

A questão é que, quer queiramos quer não, o nosso clube gosta de nos ver sofrer. É verdade! Ainda há tempos, o míster (entenda-se, o JJ) disse: “O Sporting deveria ser um caso de estudo. Não ganha um campeonato há mais de dez anos e continua a encher estádios pelo país”. E, subscrevendo as palavras aqui do míster, deixo o desafio a algum sociólogo ou a algum estudante de Sociologia. Por muito que nos custe, é desilusão atrás de desilusão. Nem vou falar do passado, da final perdida em casa frente ao CSKA ou na outra final perdida frente à Académica. Só esta época, por exemplo, já deixei de ser do Sporting para aí uma boa meia dúzia de vezes.

Seja onde for, os adeptos leoninos estão sempre presentes
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Comecemos então a elencar. O ano não começou lá muito bem (que excelente maneira de começar a “época do título”!): o empate com o Steaua de Bucareste em casa (0-0) ainda me está preso na garganta. Vá lá, fomos à segunda mão e demos cinco. Menos mal!

Depois, foi no final do mês de setembro. No dia 23, o Sporting foi empatar a Moreira de Cónegos com o, na altura, último classificado. Estão a ver aqueles empates mesmo “à Sporting” que matam as esperanças pelo título? Começaram aí.

Dois meses passados, e mais uma desilusão. Estádio de Alvalade bem composto para ver um miserável empate a duas bolas frente ao Braga (diga-se, de sua verdade, os deuses estiveram connosco: jogámos mal, houve um golo mal anulado aos bracarenses e o tento da igualdade veio já aos noventa numa grande penalidade cobrada por Bruno Fernandes).

Entretanto veio o mês de janeiro e, bem, todos vocês sabem o que acontece ao nosso clube a partir do primeiro mês do ano, não sabem? Para juntar à festa, 2018 começou com uma pequenina particularidade: dérbi na Luz – e que bela forma de começar o ano! Foi um dos nossos poucos dias de sorte. O Gelson marcou de cabeça e, a partir daí, levámos um completo banho de bola. Não foi um massacre como eles tanto papaguearam (massacre é, por exemplo, levar cinco na casa do colosso Basileia, mas pronto, isso são já outras águas). Houve bolas nos ferros na baliza do São Patrício. Houve jogadas que enterraram por completo o Battaglia e o William. O Acuña fez dos seus piores jogos e o Gelson morreu fisicamente. O Bas Dost não ganhou bolas no ar, enfim, correu tudo mal e bem ao mesmo tempo. Até podia ter sido o nosso dia da lotaria, só não o foi porque o Jonas quis fazer o querido favor de empatar o jogo já ao cair do pano.

SC Braga 3-0 Moreirense FC: Arsenalistas insistem no ataque ao pódio

À sexta-feira à noite começa o descanso da maior parte das pessoas e o tempo da semana dedicado ao divertimento. Para os bracarenses, significou esta semana tempo de ir ao Estádio Municipal apoiar os Guerreiros do Minho em mais uma batalha na tentativa de se aproximarem dos três primeiros lugares do Campeonato.

Desta vez o adversário era o Moreirense, um confronto que em teoria é um derby do Minho, na prática um jogo desequilibrado entre equipas com meios e objetivos bem diferentes. Para os da casa, só interessava vencer e manter o soberbo registo caseiro na Liga que ainda só os viu perder pontos com FC Porto e SL Benfica. Já ao conjunto de Moreira de Cónegos qualquer pontinho é saboroso na luta pela manutenção.

As equipas iniciais deixavam indiciar o jogo habitual do Braga, com a equipa a querer estar por cima da partida e apostar forte ofensivamente, mantendo o onze habitual das últimas jornadas tirando a saída do central goleador Raul Silva, castigado, entrando para o seu posto Rosic. No Moreirense, sabia-se que teria de passar bastante tempo à defesa e contavam com uma das revelações do campeonato, o guardião Jhonatan para tentar aguentar os arsenalistas. De regresso à titularidade estava Alfa Semedo, outro jovem que tem vindo a afirmar as suas qualidades esta temporada.

À entrada, foram os visitantes a aproximarem-se primeiro da baliza adversária logo na primeira jogada da partida. No entanto, rapidamente o Braga deu resposta e levou uma bola ao poste de Jhonatan. Aos 17 minutos, Wilson Eduardo isolou-se na cara do brasileiro e meteu a bola lá dentro. No entanto, o árbitro refreou os ânimos ao pedir a análise do VAR sobre possível fora-de-jogo e levou com um ininterrupto coro de assobios até a decisão final confirmar a mudança no marcador.

Daí para a frente, houve jogadas com algum perigo de parte a parte, mas somente já na compensação estiveram as equipas mesmo perto do golo. Primeiro, a defesa bracarense deixou um avançado verde e branco sozinho, mas este não acertou na bola. Retorqui o Braga com um cabeceamento de Esgaio à barra e na recarga Jhonatan evitou males maiores.

Ricardo Horta tirou as dúvidas a quem ainda as tinha
Fonte: SC Braga

Na segunda parte, o Braga assumiu o controlo do jogo e logo a abrir Wilson Eduardo esteve perto de aumentar a contagem. Não foi logo aí, mas com tanto domínio, era uma questão de tempo e foi aos 64 minutos que o mesmo Wilson respondeu da melhor forma como uma cabeçada a cruzamento de Paulinho. Na jogada seguinte, foi a vez de Ricardo Horta aparecer desmarcado na cara do guarda-redes e fazer o terceiro de primeira.

A partir daí, o Braga recuou um pouco e o Moreirense ainda conseguiu encontrar-se algumas vezes em posições interessantes na área, mas um par de boas intervenções de Matheus e uma boa conta de falta de discernimento na concretização acabaram por evitar mais mexidas no resultado.

Numa noite de chuva forte, nada de novo, mais uma vitória para o Braga que continua numa serie muito positiva de resultados e continua a morder os calcanhares ao Sporting. Já o Moreirense, fica vulnerável a ultrapassagens no fim-de-semana e, dependendo dos resultados de Estoril e Paços de Ferreira, arrisca-se a terminar a jornada abaixo da linha da despromoção.

Uma questão de mentalidade

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Chegou, viu e…transformou. Quase tudo mudou. Veio, não para aprender, mas sim para ensinar. Esse propósito assentou na necessidade de incutir mentalidade vencedora numa equipa que não sabia o que isso era. Este FC Porto de Sérgio Conceição recuperou muito do ADN perdido ao longo dos anos, essencialmente pela transformação que o treinador foi operando na cabeça dos seus jogadores.

“O FC Porto dos últimos anos não era capaz de virar um jogo destes da forma como virou, em tão pouco tempo”, foi mais ou menos o que se viu ou leu após o jogo com o Portimonense SC, jogado no Dragão, referente à 4ª eliminatória da Taça de Portugal, quando os portistas perdiam 1-2 aos 90 minutos e remontaram para 3-2 durante o período de compensação.

Já antes, após a derrota caseira com o JK Besiktas Istanbul (1-3), Sérgio prometera uma reação, logo no jogo seguinte, ao nível do que a história do clube exigia. O que se seguiu, na Liga dos Campeões, foi um contundente 3-0 na casa do atual campeão francês e semifinalista da última edição da prova, o AS Mónaco de Leonardo Jardim. Antes disso, o jogo que se seguira ao duelo com os turcos era uma deslocação perigosa e difícil a Vila do Conde, onde o Rio Ave FC ocupava, à 6ª jornada, os lugares cimeiros da tabela e já havia roubado dois pontos ao SL Benfica. Não obstante, os portistas venceram 1-2, revelando já aí uma força anímica essencial para quem luta por títulos e não se deixa abater por percalços no caminho. Já dizia Oliver Goldsmith que “A nossa maior glória não reside no facto de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.” Um cliché sempre bonito de se aplicar nestas ocasiões.

Sérgio Conceição é o rosto mais visível da transformação do FC Porto
Fonte: FC Porto

A época dos azuis e brancos é recheada de demonstrações de caráter e força mental que poderiam aqui ser enumeradas para sustentar a minha tese. Ainda assim, deixo apenas o exemplo mais recente: a terrível noite de 14 de fevereiro, na qual o Liverpool FC impôs a mais pesada derrota de sempre ao FC Porto, em casa, nas competições europeias. Não é demais explicar o momento importante e quase decisivo que os portistas atravessavam por essa altura e que continuam a atravessar. O jogo com os ingleses antecedia a receção a um sempre complicado Rio Ave FC, uma saída ao Algarve, a receção importantíssima ao Sporting CP e, pelo meio, a segunda parte com o GD Estoril Praia, para a qual o FC Porto partia em desvantagem e na qual os rivais depositavam grandes esperanças. Muito se especulou sobre as repercussões que essa humilhação teria no comportamento da equipa. Pois bem, mais uma vez a resposta foi firme e forte, ao nível de um verdadeiro campeão. 5-0 ao Rio Ave FC, 1-5 ao Portimonense SC, 1-3 ao GD Estoril Praia e 2-1 ao Sporting CP, afastando praticamente o rival da luta pelo título.

Este tem sido o grande mérito da “Era Conceição”, o de entrar na cabeça dos jogadores e, de uma época para a outra, torna-los capazes de se comportarem como verdadeiros campeões e não duvidarem até das suas próprias sombras. Incutir neles o espírito de revolta pelas injustiças de que o clube fora alvo é mais um trunfo do treinador que reconquistou a confiança dos adeptos, tornando-os autênticos décimos segundos jogadores. Revêem-se naquele conjunto de jogadores que, semana após semana, são demonstração inequívoca dos valores que devem ser a base de uma equipa “à Porto”. Na sua apresentação, Sérgio Conceição garantiu que “em maio os portistas vão estar felizes”. Maio ainda não chegou e felicidade é coisa que (já) abunda para os lados da Invicta.

Foto de Capa: FC Porto

Os 5 melhores golos de Bas Dost pelo Sporting

Bas Dost é um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos do Sporting Clube de Portugal.

Chegado em agosto de 2016 para suprir a vaga deixada em aberto por Islam Slimani, Dost foi a contratação mais cara de sempre da história do clube, por uma verba a rondar os dez milhões de euros. Contudo, o ex-Wolfsburgo não deixou que nascesse sequer alguma desconfiança em torno do seu valor, com muitos golos marcados. Neste momento, já leva 63 golos apontados em 75 partidas disputadas.

É um avançado letal no jogo aéreo, com um toque de cabeça absolutamente fenomenal. Tem uma excelente movimentação dentro da área, ótima impulsão e os seus 28 anos de idade transmitem-lhe uma experiência que lhe tem valido muitos golos nas competições internas. Melhorou bastante o seu jogo de pés (como já tinha acontecido com Slimani) e é um dos elementos que mais festeja os golos e mais sente a camisola, o que contribui para ser bastante aclamado pelos adeptos.

A sua importância vê-se bem nos lances de ataque que passam pelos seus pés ou pela sua cabeça, e pela influência que tem em todos os lances disputados nas grandes áreas. Tanto ofensiva como defensivamente. Vamos aos cinco melhores golos do holandês com a verde e branca vestida.

SSC Nápoles: Futebol bonito não é suficiente

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Com a derrota do passado fim-de-semana, frente à Roma, o Nápoles deu um passo atrás na corrida ao título da Serie A. Com um ponto de vantagem em relação à Juventus, mas também com um jogo a mais, os napolitanos arriscam-se, neste momento, a perder o primeiro lugar do campeonato.

Embora possa parecer exagerado dar o Nápoles como vencido na Serie A, a verdade é que a equipa do Sul de Itália tem uma missão muito complicada pela frente. Se até agora estavam obrigados a vencer todos os jogos, para manter a distância para a Juve, neste momento os Partenopei confrontam-se, também, com a possibilidade de ter que vencer a Juventus em Turim, se quiserem ser campeões.

A regularidade dos Bianconeri no campeonato, com várias vitórias consecutivas, torna difícil que percam mais pontos que o Nápoles, até os dois clubes se defrontarem a 22 de Abril. Por isso, só mantendo-se constante, e ganhando todos os jogos até ao final do campeonato, é que o conjunto de Sarri pode ser o vencedor da Serie A.

O futebol ofensivo da equipa, apesar de exuberante e de proporcionar um grande nível de entretenimento para os espetadores, não é tão organizado e fiável como o da Juve, sendo muito dependente da inspiração dos seus jogadores da frente. Quando as coisas saem bem, o Nápoles é, provavelmente, a equipa com o melhor futebol da Europa. Mas, nos jogos mais difíceis, é notório que, para além de não ter uma forma alternativa de jogar, não tem a experiência e a mentalidade vencedora do rival de Turim.

Antes do jogo decisivo com a Juventus, o Nápoles ainda tem dois encontros importantes, com o Inter e o Milan. A equipa de Spaletti, que caiu vários lugares na tabela após uma série de maus resultados, quer, pelo menos, chegar aos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões. Já o Milan, tem recuperado e tido bons resultados ultimamente, sob o comando de Gattuso, e é um adversário perigoso. Ambos os jogos disputam-se no San Siro, o que os torna em desafios ainda mais complicados para os napolitanos.

O Nápoles é conhecido pelo seu futebol ofensivo de grande qualidade
Fonte: SSC Nápoles

Embora o Nápoles tenha um calendário mais fácil que a Juve no que resta do campeonato, e já não esteja nas competições europeias, é o conjunto de Turim que parte como grande favorito para a conquista dum notável heptacampeonato. É neste aspeto que é preciso dar algum mérito ao conjunto de Allegri. Com um plantel talvez menos forte que nos últimos anos, e com muitos titulares já veteranos, como Buffon, ou Chiellini, a Juventus continua a ser dominadora na Serie A, e motivada para ganhar, quando há muito que a maioria dos seus jogadores venceram tudo o que havia para vencer a nível interno.

Tendo conquistado os seis últimos campeonatos, e sendo a equipa mais titulada de Itália, a Juventus não tem tido o reconhecimento merecido. O seu futebol pragmático, que assenta numa grande solidez defensiva, e na espera por erros do adversário para criar situações de golo, não é entusiasmante para os críticos, e, por outro lado, a maioria dos espetadores de futebol vê no Nápoles, um clube do Sul, menos poderoso, e também mais próximo dos seus adeptos, um vencedor mais justo da Serie A.

Mas, se conquistarem este título, os Bianconeri serão os campeões indicados: têm sido a equipa mais regular, aquela que, mesmo sem deslumbrar, consegue ultrapassar adversários complicados, e garantir os três pontos em situações que, a maioria das vezes, as outras equipas italianas acabam por falhar.

O Nápoles, apesar de ser o clube que qualquer adepto de futebol quer que conquiste o Scudetto, é um pouco inconstante, com um modelo de jogo nada próprio para quem quer vencer uma competição de longa duração, como um campeonato.

A qualidade individual das suas principais referências, como Hamsik, Insigne, ou Mertens, e o espetáculo futebolístico que a equipa apresenta, sobretudo em casa, são pontos fortes a favor dos Partenopei. Mas parece faltar algo a este conjunto, que, por melhor que jogue, não consegue afastar a ideia de ser algo inferior à Juve.

Talvez seja esse o fator que explica o grande entusiasmo à volta deste clube: com melhor futebol, mas com menos organização e método, o Nápoles é um coletivo de artistas disposto a arriscar tudo quando entra em campo, em nome duma demonstração de qualidade.

Resta à equipa de Sarri vencer todos os encontros até visitar Turim em Abril. Aí, caso o Nápoles consiga sair com os três pontos, e se mantenha em primeiro até ao final, podemos estar perante um dos maiores feitos de sempre dum clube no seu campeonato.

Foto de Capa: SSC Nápoles

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Estrelas da Formação: Bruno Costa

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A escolha da “estrela da formação” desta semana não foi, de todo, difícil. Na verdade, Sérgio Conceição escolheu por nós. Afinal, depois da titularidade frente ao Liverpool FC, não podíamos falar de mais ninguém.

Bruno Xavier Almeida Costa, natural de Oliveira de Azeméis, chegou à Invicta em 2009, onde fez toda a sua formação, dos infantis aos juniores e onde, sob liderança de António Folha, brilhou nos «bês».

É médio, mas também rotulado de avançado. Inteligente e criativo, com um entendimento do jogo que lhe permite ser útil em qualquer espaço. Na época passada, destacou-se na Youth League aos apontar golos ao FC Barcelona e Leicester City FC. Mais recentemente, na Premier League International Cup, marcou em Liverpool FC o golo do empate (mais tarde transformado em vitória por Santiago Irala) e, uma semana depois, estreou-se como titular na equipa principal frente ao…Liverpool FC.

Entre sub-15, sub-16, sub-17, sub-19 e sub-20 conta 23 presenças pela equipa das Quinas. Longe dos relvados, estuda Engenharia Informática em regime noturno.

Fonte: FC Porto

Com a recente necessidade de se reforçar primeiro em casa e só depois fora apareceram oportunidades para os mais jovens se afirmarem na equipa principal (esta época já foram utilizados, na equipa principal, seis jogadores que iniciaram a época na equipa B) e Bruno Costa soube aproveitar a sua oportunidade. Num jogo difícil o jovem, embora com alguns momentos menos felizes, fez uma partida maioritariamente positiva, conseguindo mostrar que tem mais para dar e que se pode mesmo tornar numa mais-valia para a equipa principal dos dragões.

Foto de Capa: FC Porto

Os 10 grandes goleadores da Liga Portuguesa no século XXI

A nossa liga, para além do enorme talento individual que possui e exporta para as principais ligas europeias, pode também ser conhecida pelos excelentes finalizadores que possui. Prova disso é o número de botas de ouro que a nossa liga já conquistou e não fosse o quociente, neste momento, de 1.5, tenho a certeza de que mais conquistaríamos.

É elevado o número de grandes goleadores que tive de deixar de fora, tais como Hulk (melhor marcador da Primeira Liga em 2010/2011), Simão Saborosa (melhor marcador da Primeira Liga em 2002/2003), Lisandro López (melhor marcador da Primeira Liga em 2007/2009) e Falcao. Todos eles mereciam também fazer parte deste top pela grande eficácia que revelaram neste século em Portugal, mas optei por jogadores goleadores em outros clubes que não apenas nos três grandes, por a dificuldade para marcar muitos golos fora destes clubes ser acrescida.

Indian Wells 2018: Quem pode parar Federer?

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O primeiro Masters 1000 da temporada começou esta quinta-feira, em Indian Wells, e a questão do momento é quem poderá fazer oposição a Roger Federer, que procura o seu sexto título no deserto californiano. O suíço ainda não perdeu este ano, com títulos no Open da Austrália e em Roterdão (onde ascendeu à primeira posição do ranking), e o seu eterno rival Rafael Nadal não vai estar presente devido a lesão.

O segundo cabeça-de-série é Marin Cilic, finalista do Open da Austrália. O croata não tem tido muito sucesso na sua carreira em Indian Wells, com apenas uma presença nos quartos-de-final, sendo um jogador notoriamente inconstante.

Quiçá a maior ameaça para Federer na metade inferior do quadro será Juan Martin del Potro, recentemente campeão em Acapulco e único jogador a vencer Federer em torneios do Grand Slam desde o início de 2017. O argentino verá aqui uma boa chance para continuar a subir no ranking e conquistar o seu primeiro título desta categoria.

Federer é o favorito em Indian Wells
Fonte: Facebook Oficial Roger Federer

Dimitrov e Zverev ganharam títulos desta categoria em 2017, apesar de ainda não terem conseguido fazer o impacto que desejam em Grand Slams. Estarão à procura de continuar nessa senda, assim como Thiem, que ainda está à procura dum primeiro título Masters 1000.

Dito isto, a grande história do torneio é o regresso de Novak Djokovic ao activo. O sérvio foi operado após a sua derrota contra Chung, em Melbourne, e volta esta semana à competição, sendo difícil prever quão longe poderá ir dado não sabermos o seu estado físico. Não tem um sorteio fácil, com Kei Nishikori (também a tentar voltar ao mais alto nível depois de lesão) na segunda ronda e Del Potro nos oitavos-de-final. Mas claro que, dado os seus pergaminhos, e se estiver completamente recuperado, Djokovic pode até ser o principal candidato a parar Federer.

Foto de Capa: Indian Wells 2018

A história dos pelicanos e da gaivota que os ensinou a voar

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De dois dos melhores postes do mundo tanto mulheres como homens comuns esperarão um fio elétrico, já o adepto de basquete ansiará por jogos mais físicos, que os transportem para os anos de Shaq, Hakeem Olajuwon, Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, ou mesmo Bill Russell, (para os mais leigos: poste, para além de ser aquela coisa com que chocam na rua quando andam desatentos, é uma das posições do basquetebol. É ocupada, habitualmente, pelos jogadores mais altos e fortes, visto que se responsabilizam pela zona mais próxima do cesto).

Contudo, os New Orleans Pelicans, como disfuncional franchise que são, decidiram tomar partido de Vlade Divac, o disfuncional GM dos Sacramento Kings, e trocaram umas sandes mistas por uma superestrela. Assim, os Pelicans juntaram um dos melhores postes da liga – DeMarcus Cousins – a um dos melhores postes da liga – Anthony Davis.

Davis foi o primeiro da sua turma de Draft a ser selecionado, calhou ser pela sua ainda atual equipa. Só conta com 5 anos de NBA, e a cada ano que passa melhora, tanto no jogo ofensivo – melhorou o seu quase inexistente lançamento triplo – como no defensivo – é um dos que ganha mais ressaltos e que bloqueia mais lançamentos. Alia o seu imponente físico a uma boa mobilidade e empenho. Foi, e continuará a ser, um processo de evolução extraordinário.

Mas nem tudo tem sido áureo: apenas conseguiu aceder aos playoffs em 2015, sendo eliminado na primeira ronda pelos Warriors e sem conseguir qualquer vitória. Apesar da boa prestação de Davis e da equipa, ultrapassar a equipa que se sagraria campeã não estava ao alcance de ninguém.

Da loucura dos Sacramento Kings veio Cousins, numa jogada imprevisível e, acima de tudo, inexplicável. Cada equipa parecia seguir o seu rumo, mas ambos eram desaconselháveis. Cousins estava farto dos Kings. Não falavam a mesma linguagem, portanto, uma mudança era obrigatória, só que nunca para uma equipa onde o seu “lugar” já estava ocupado.

Em homenagem ao seu colega de equipa, Anthony Davis usou a camisola de Cousins no jogo All-Star deste ano, que este falhou devido à lesão
Fonte: Twitter Oficial DeMarcus Cousins

Os Pelicans decidiram que era hora para desafiar a lógica do sistema de jogo implementado na NBA. Queriam-se (e querem-se) jogadores versáteis e móveis defensivamente, que consigam defender várias posições, e no ataque todos têm de saber lançar para se criar um espaçamento e, consequentemente, abrir brechas na defesa, obrigando os opositores a cobrir a linha de três pontos. Os Pelicans apostaram no contrário: atafulhar o garrafão, obrigar os defensores a ajudar no interior e, por vezes, colocar a bola no jogador que ficou livre para o triplo, mas para isto é preciso ter bons lançadores de triplos!