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Tottenham Hotspurs 1-2 Juventus FC: “Velha Senhora” dá lição aos “miúdos” de Pochettino

irreverência e juventude de Dele Alli, Harry Kane e Heung-Min Son contra a experiência de Chiellini, Barzagli e Buffon . Era uma equipa que procurava a sua primeira grande campanha na Liga dos Campeões contra um emblema que, desde 2015, já perdera por duas vezes na final da competição.

Mas quando o apito toca, o passado não interessa. E os jogadores do Tottenham procuraram, desde cedo, deixar bem claro que não iriam  mostrar qualquer respeito pelos “peixes graúdos” da Juventus: apesar de serem os italianos a precisar de marcar (após o 2-2 em Turim, na primeira mão), os 45 minutos iniciais passaram-se, na sua maioria, no meio campo dos nerobianchi, e foi lá que ocorreu a primeira grande hipótese do jogo, com Gianluigi Buffon a negar o golo ao coreano Heung-Min Son (uma das figuras do Tottenham), logo aos três minutos.

Aos 17 minutos, surge o caso da primeira parte e a sua segunda jogada mais importante: após entrar na área dos Spurs, Douglas Costa parece ser travado em falta por Jan Verthongen. Há contacto; é inegável. O 5º árbitro, que estava precisamente à frente do lance, não deu qualquer indicação e o jogo prosseguiu.

E prosseguiu da maneira que o Tottenham quis: mantinha a bola no meio campo da Juventus, à procura de uma brecha na defesa. Matuidi parecia absolutamente sobrecarregado, a ter de dividir a sua atenção entre Son e Moussa Dembélé (outro dos destaques da partida: um “dínamo” no centro do relvado).

Aos 39 minutos, a “Velha Senhora” acabou por ceder: após o passe de Harry Kane rasgar a defesa, Chiellini ainda consegue o corte, mas Trippier ganha o ressalto e põe no segundo poste, onde Son estava para finalizar.

1-0 era o resultado quando os jogadores se encaminharam para o balneário. A Juventus precisava de uma atitude mais agressiva e de dois golos. Precisava da inspiração de um dos “mágicos” lá da frente – Dybala, Higuaín ou Douglas Costa.

Na 2ª parte, nada parecia ter mudado: não houve substituições e o Tottenham continou a gerir a partida, aproximando-se da baliza de Buffon quando pôde, sem grande urgência. Os jogadores da Juventus apenas pareciam mais frustrados: aos 53 minutos, Benatia e Chiellini já tinham levado um amarelo cada.

Aos 60 minutos, surge a primeira alteração de Massimiliano Allegri: sai Matuidi, entra Kwadwo Asamoah. E o resultado foi quase imediato. A Juventus assumiu uma atitude mais atacante, Asamoah fez um cruzamento que levou a uma oportunidade para Dybala e, aos 64, Lichsteiner faz o centro a partir do flanco direito, Khedira cabeceia e isola Higuaín, que remata sem deixar a bola cair e faz o 1-1. O jogo estava relançado.

A formação italiana “cheirou sangue” e mostrou porque é que é considerada um dos “tubarões” da competição: aos 67 minutos, Higuain volta a prestar serviço, desta vez com um passe em profundidade que isolou Dybala (falha de Davinson Sánchez e Kevin Trippier) e o argentino deu o melhor seguimento à ação do seu compatriota: 2-1. Em quatro minutos, o Tottenham perdera o controlo da eliminatória.

E o clube inglês acusou este “choque”. Claramente os jogadores dos Spurs não esperavam, tendo em conta o que se passara na primeira metade do jogo, encontrar-se numa situação daquelas.

Novamente, tínhamos o Tottenham a atacar e a Juventus a defender. Mas agora eram os de Turim que pareciam mais confiantes. A experiência dos seus jogadores defensivos veio ao de cima, perante uma equipa jovem que agora se via desesperada à procura de um golo do qual nunca pensou precisar.

Já em cima dos 90 minutos, cabeceamento de Harry Kane após cruzamento de Ben Davies, Buffon não chega, a bola pate no poste, bate em cima da linha e fica a centímetros de entrar antes do corte.

Mas o Tottenham não ficou a centímetros de se apurar; ficou a minutos. Quatro minutos, para ser mais preciso. Os quatro minutos dentro dos quais a Juventus marcou os seus dois golos. Os italianos passam, assim, aos quartos de final da Liga dos Campeões e mantêm vivo o sonho de dar a Buffon o troféu que lhe escapa há anos. Os ingleses são eliminados com o consolo dado pelos elogios que o seu futebol merece receber e com uma quase certeza de que terão outra oportunidade, dado o potencial dos jogadores ao serviço de Pochettino.

André Almeida, o certinho mal-amado

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O lado direito da defesa do Benfica começou por ser uma das várias dores de cabeça deste plantel, no inicio da época. Quem diria que estaríamos aqui hoje, a falar sobre esta mesma posição e sobre este mesmo jogador.

André Almeida tem sofrido de uma desconfiança generalizada por parte de adeptos e especialistas. No entanto, o lateral português vai respondendo dentro de campo, e o apelido de jogador mediano, já começa a ser curto, para descrever o que o jogador tem feito esta época.

A nove jornadas do final do campeonato, o lateral português já igualou a época passada de Nelson Semedo, que hoje atua no Barcelona, e que rendeu 30 milhões de euros aos cofres encarnados. Tudo leva a crer que no final, a estatística seja superada.

Apesar das críticas, André Almeida é um jogador que “certinho”, que vai cumprindo as suas funções
Fonte: SL Benfica

Com sete assistências e dois golos, é difícil de assimilar que haja tanta dificuldade em reconhecer mérito, competência e acima de tudo qualidade a André Almeida. A juntar a isto, o português sente o clube como poucos, e mostra uma capacidade de luta e garra que embelezam todo o seu percurso. André Almeida é realmente dos jogadores mais completos deste plantel, mas a carga negativa que se gerou à sua volta parece pesar-lhe na hora de ser apreciado e reconhecido.

Se há altura para um ponto de viragem nesta história amarga para o jogador, este é sem dúvida o momento. Com exibições cada vez mais convincentes, o jogador pisca até o olho ao Mundial na Rússia. Falta saber se conseguirá manter o rendimento no que falta jogar nestas 9 jornadas, e se tem capacidade para deixar para trás a dura concorrência.

O tempo dirá se André Almeida virá a ter o reconhecimento que já merece. Mas para a posteridade, fica a soberba passagem de ponto fraco a indiscutível desta equipa. Um jogador que hoje em dia, é um notável lateral moderno, e que merece ser elevado a outro patamar.

Foto de Capa: SL Benfica

Os 5 heróis do FC Porto na era moderna

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No livro de memórias recheado de sucesso do FC Porto moram alguns dos nomes mais mediáticos do clube azul e branco. Se por um lado temos os flops e os vilões que não tiveram tanto sucesso de dragão ao peito, “manchando” as páginas douradas do clube, por outro temos os grandes heróis que levaram o clube à glória, seja através de uma campanha de sucesso ou até de um golo furtuito que tenha levado o clube à conquista de um título inesperado.

Numa altura em que caminhamos para a reta final do campeonato é importante relembrar os heróis do passado e considerar a hipótese de que algum jogador do plantel atual pode assumir esse estatuto nos restantes jogos, sentenciando de vez a conquista do campeonato.

Nesta lista, obviamente, não poderia faltar Kelvin. Mas, para além do herói de 2012/13, ainda temos quatro nomes emblemáticos. Esses quatro jogadores já foram campeões europeus e três deles ao serviço dos dragões. Consegues adivinhar quem são?

Sporting na rota do sonho europeu

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Esta quinta-feira, o Sporting Clube de Portugal irá disputar a nona jornada europeia desta temporada. Em Alvalade, os leões recebem o FC Viktoria Plzen, em jogo a contar para a primeira-mão dos oitavos-de-final da Liga Europa.

Para esta partida da Liga Europa, Jorge Jesus tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com excepção de Daniel Podence, devido a lesão. Assim, o Sporting deverá alinhar com o seu melhor onze. O onze leonino deverá então apresentar Rui Patrício na baliza, a defesa composta por Piccini, Coates, Mathieu e Fábio Coentrão. No meio-campo, deverão alinhar Rodrigo Battaglia e William Carvalho, com Gelson Martins à direita e à esquerda, jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Bas Dost e Bruno Fernandes.

Neste que é o nono jogo europeu do Sporting esta temporada, pela frente irá ter os checos do Viktoria Plzen. A equipa da República Checa realiza o décimo terceiro jogo nas competições europeias. Na qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões, os checos foram eliminados pelo Setaua de Bucareste, que por sua vez seria derrotado pelo Sporting. Na Liga Europa, o Plzen disputou o play-off frente ao AEK Larnaca. Na fase de grupos, o sorteio ditou que o Plzen iria disputar o grupo os israelitas do Hapoel Be´er Sheva, os suíços do FC Lugano e novamente, o Steaua de Bucareste. Na eliminatória seguinte, a equipa da República Checa deixou pelo caminho o Partizan Belgrado.

Bruno Fernandes pode ser figura decisiva a jogar nas costas do ponta de lança
Fonte: Sporting Clube de Portugal

No plantel liderado por Pavel Vrba e que tem como adjunto um velho conhecido dos sportinguistas, Pavel Horváth, tem em Jan Kopic e Patrik Hrosovsky, duas das suas melhores unidades. Esta temporada, o Viktoria Plzen segue na liderança do seu campeonato, sendo uma equipa letal a jogar no seu reduto.

Assim, o Sporting é um natural favorito para esta eliminatória, mas tem de o provar nos 180 minutos. Sendo o Plzen uma equipa forte a jogar no Doosan Arena, é importante vencer com uma margem confortável, sobretudo sem sofrer golos em Alvalade. A Liga Europa é um dos objetivos que o Sporting tem pela frente esta temporada, por isso para poder sonhar com a final de Lyon, tem de ser mais forte do que o Viktoria Plzen.

A qualidade apresentada pela equipa de Jorge Jesus, nas competições europeias, faz com que seja possível sonhar. Para já, o objetivo é a passagem aos “quartos” desta Liga Europa e para isso é importante vencer o jogo da primeira-mão.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Os emails não revelados: Jorge Simão critica os seus jogadores

Caros companheiros de balneário

Decidi escrever estas palavras, para que elas não caiam em “saco roto”. Porque, como se costuma dizer: “palavras leva-as o vento”. Assim sendo, pretendo que cada uma destas palavras fiquem bem frescas na vossa memória. Mais: pretendo que estas linhas estejam bem inscritas no nosso balneário para que não se esqueçam nunca do que vos pretendo transmitir.

Eu sei. Eu sei que estava a chover imenso no passado Sábado. Eu sei que os gajos entraram cheios de força e que nunca seria fácil ir ganhar lá porque era um jogo de capital importância para eles. Sei que cada jogo se torna a partir de agora uma batalha dura e complicada de ser dominada ao longo de 90 minutos.  Mas mesmo assim…  O que é que foi aquilo???

Passes e passinhos? Um ou outro lance bem conseguido. E depois? Toca de cometer erros. Onde é que estava a garra do Boavistão? Onde estava o futebol fluído e de qualidade que temos demonstrado em muitos momentos? E depois vejo as vossas caras de tranquilidade após o jogo ou no dia seguinte. Onde está a vossa revolta e o vosso desejo por alcançar sempre mais? Caramba! Isto irrita-me solenemente. Muito mesmo. Acho que vos vou dar treino físico durante mais de uma hora para poderem “reflectir” um bocadinho convosco mesmos.

O Boavista FC foi surpreendentemente goleado na visita à Feira no passado Sábado
Fonte: CD Feirense

Sabem o que eu acho? Acho que vos faltou acima de tudo concentração. Porque em circunstâncias normais teríamos vindo no mínimo com um empate. Era o mínimo que podia aceitar. Afinal andamos aqui, entre muros e em burburinhos a acreditar no sonho Europeu, no Boavista que paulatinamente se vai transformando no novo Boavistão para quê? Para levarmos três de um clube que não marca três golos a ninguém?

Isto era para pontuar pessoal. Como vos disse no balneário, nos minutos antes de entrarmos em campo, este jogo era fulcral. Par demonstrarmos a nossa força e ficarmos numa posição “agradável” na luta pela Europa.

Porra pá! O que é que me falta para conseguir tirar, sobretudo nos jogos fora de portas, o melhor de cada um de vós?  Temos nove pontos fora. O Rio Ave FC tem 14. O GD Chaves 19 (!!!). Até o Moreirense FC (que luta por não descer) e o Guimarães que não joga nadinha, têm mais pontos fora de casa do que nós. Expliquem-me! Onde é que estou a errar? Tão fortes em casa e tão fracos fora?

Pois bem meus caríssimos: temos nove finais para jogar. Cinco delas em casa e somente quatro fora. Não há jogos fáceis, mas parece-me perfeitamente possível que consigamos fazer um brilharete em casa e fazer o pleno em casa. Temos equipas que lutam por não descer que se irão fechar e tentar a transição rápida, mas a isso já estamos habituados. E teremos o Chaves, mas também me parece que jogando como sabemos conseguiremos os três pontos.

O surpreendente Yusupha será uma das principais armas do Boavista FC no ataque à Europa
Fonte: Boavista FC

Fora de portas quatro jogos: FC Porto, Moreirense FC, Sporting CP e SC Braga, por esta ordem. Tremendo! Difícil sem dúvida. Ainda assim, não vejo porque não haveremos de conseguir alguns pontinhos. Sinceramente, parece-me possível pontuar até mesmo em Alvalade, Braga ou no Dragão.

Já vejo a festa no Bessa contra aquele clube que diz ser o 4.º grande. Mostrarmos quem o é afinal. E para isso vocês terão de ser grandes. Toca a correr rapazes. Correr e saber correr. Toca a jogar com qualidade, com humildade. Têm de dar tudo em campo. Ninguém vos pedirá muito mais que isso. Fizemos das nossas dificuldades forças e não vamos agora quebrar. Não vamos e eu não o deixarei. Este é o meu compromisso. E que cada um de vós tenha para com o restante grupo este mesmo compromisso. Para que juntos tenhamos um Estádio do Bessa completamente lotado e a festejar o regresso às noites europeias. Porque estes adeptos, este clube e este povo merecem esta alegria.

Todos juntos, sem excepção. Só assim conseguiremos atingir tudo aquilo a que nos propomos. Com o sonho bem vivo e acima de tudo com a força de tornar esse sonho uma realidade.

Um abraço a cada um de vós,

O vosso “mister” Jorge Simão

 

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Jogo Limpo: Analise à 25ª jornada da Primeira Liga

Mais uma jornada que se passou, aproximando-nos a passo largo para o final da edição 2017/2018 da Primeira Liga. Jornada marcada obviamente pelo clássico FC Porto – Sporting CP que pode ter tido uma palavra preponderante na classificação final do campeonato. Jornada marcada também por um número reduzido de casos de arbitragem o que é sempre positivo, até para o nosso futebol que ocupa demasiado tempo a falar de arbitragem, podendo assim haver mais tempo livre para tratar de outros assuntos. Falando do clássico especificamente, considero que Artur Soares Dias fez uma arbitragem razoável, num jogo com poucos casos, o que diz algo sobre a qualidade do jogo jogado e do árbitro, apesar de haverem alguns reparos que serão analisados mais para a frente.

Confirma-se também aquilo que eu já tinha dito na semana passada, em que os árbitros receberam (e bem) instruções para irem consultar, eles próprios, os lances passiveis do VAR. Esta jornada verificou-se também esta tendência que na minha opinião só veio ajudar o VAR a ser bem-sucedido no nosso campeonato.

Foto de capa: PaulSpacey

O Oeste pegou fogo

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A fase regular da NBA entra em março no último quarto e a classificação final começa a ganhar forma. Ou melhor, isto seria o que eu escreveria noutro ano qualquer, mas não nesta temporada com uma Conferência Oeste completamente virada do avesso. Desde a luta a dois pelo primeiro lugar até à confusão dos outros seis lugares para a chegada aos playoffs, o último mês e meio de temporada regular tem tudo para ser explosivo.

Com uma média de 35 pontos e 13 ressaltos por jogo, Davis foi eleito o jogador do mês de fevereiro da Conferência Oeste
Fonte: New Orleans Pelicans

Na luta pela primeira posição, Houston Rockets e Golden State Warriors continuam colados. Os campeões continuam a ser os favoritos à vitória final, mas ninguém do lado do Pacífico assustava Steve Kerr nos anos passados como estes Rockets de Harden e Paul. Com uma excelente série de vitórias consecutivas e um basquetebol atraente, a equipa de Mike D’Antoni pretende assegurar a vantagem caseira para um eventual confronto nas finais de conferência.

Com os primeiros dois lugares entregues (falta saber a ordem), oito equipas deverão lutar nos próximos vinte jogos por seis posições. No caso dos Spurs seria chocante, enquanto que Wolves e Thunder demonstrariam uma tremenda incompetência ao falharem os playoffs, depois das mexidas no verão e de terem estado tão bem posicionados. Destaque para o trabalho dos Blazers, constantes candidatos ao sétimo/oitavo lugar e aos Pelicans, que depois de perderem Cousins recuperaram a confiança, às costas de um super Anthony Davis. Ambas as equipas estão, surpreendentemente em lugares que lhes dão vantagem caseira na primeira ronda.

Foto de Capa: Houston Rockets

John Higgins venceu pela quinta vez o Welsh Open

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Realizou-se esta semana o Welsh Open, disputado na Motorpoint Arena, em Cardiff. O torneio contou com a participação de 128 jogadores, dos quais acabou por ser John Higgins o grande vencedor.

As primeiras rondas do torneio revelaram-se traiçoeiras para alguns dos principais nomes do snooker mundial que, possivelmente afetados pela sobrecarga de jogos das últimas semanas, acabaram por ser eliminados precocemente por nomes menos cotados da modalidade.

Logo na primeira ronda, Shaun Murphy caiu com estrondo aos pés do experiente Gerard Greene, por uns expressivos 4-0.

A segunda ronda chegou e este fluxo de eliminações dos pesos pesados do snooker ainda aumentou. Ding Junhui, depois da final alcançada no Grand Prix na semana anterior, voltou a ser eliminado nas primeiras rondas de um torneio, ao ser batido por Liam Highfield, 68º do ranking mundial (4-1).

Pelo mesmo resultado, Judd Trump, terceiro da hierarquia mundial, foi eliminado por Noppon Saengkham. Enquanto o bi-campeão mundial e líder do ranking, Mark Selby, saiu da competição depois de uma derrota por 4-3 frente ao chinês Liang Wenbo.

Na terceira ronda, Mark Williams e Mark Allen foram os membros do Top-10 mundial a sair da competição, eliminados por Martin Gould e Gary Wilson, respetivamente. Depois de uns Oitavos-de-Final onde os teoricamente favoritos ainda presentes em prova se conseguiram superiorizar aos adversários, o torneio chegou aos Quartos-de-Final com um menu de jogos bastante interessante.

Desde logo pela existência de um confronto que já se tornou um clássico do snooker mundial: Ronnie O’Sullivan x John Higgins. Os dois jogadores de 42 anos têm, em conjunto, nove títulos mundiais e cada um deles contava, à entrada para este torneio, com quatro troféus do Welsh Open, podendo esta edição desempatar as contas entre os dois.

Este era o 66º confronto entre ambos, num historial em que o Rocket já tinha vencido por 34 vezes, Higgins contabilizava 28 vitórias, existindo ainda a registar três empates.

Os dois já se tinham defrontado por três vezes esta época, com duas vitórias para Ronnie O’Sullivan: 6-0 (Champion of Champions) e 6-2 (Masters de Xangai) e uma para John Higgins 5-0 (Scottish Open).

O encontro acabou por ser bem menos equilibrado do que se esperava, com Higgins a vencer por 5-1 e a assumir-se assim como principal candidato à vitória final do torneio. Noutro duelo quente, o jovem Yan Bingtao defrontava Barry Hawkins, tendo sido o britânico a vencer o encontro também por 5-1.

Ainda assim, destaque para mais uma boa performance do jovem chinês que, aos 18 anos, já é uma habitual presença nas fases mais avançadas dos torneios em que participa.

Nos restantes jogos, o inglês Gary Wilson bateu por 5-2 o chinês Yu DeLu, enquanto o tailandês Noppon Saengkham venceu Ian Burns por 5-3. Saengkham viria a ser derrotado por Barry Hawkins nas Meias-de-Final (6-4), mas conseguiu assim, aos 25 anos, carimbar uma participação bastante interessante numa prova pontuável para o ranking.

O mesmo se pode dizer de Gary Wilson que, apesar de também ele não ter sido capaz de fazer frente ao favorito John Higgins nas Meias-de-Final (6-2), teve um percurso muito consistente ao longo da prova.

Na final, mais um jogo escaldante. Entre John Higgins e Barry Hawkins, o equilíbrio no historial de confrontos dificilmente poderia ser maior. Nos 15 encontros disputados antes desta final, o escocês somava oito vitórias e o inglês sete.

Barry Hawkins e John Higgins abrilhantaram a final da competição
Fonte: World Snooker

Muitas expetativas para o encontro, que acabou por não desiludir. Ao intervalo da final o jogo estava empatado a quatro. Na segunda metade, dois frames de vantagem para Higgins (6-4), rapidamente recuperados por Hawkins (6-6). Higgins voltou a colocar-se em vantagem (7-6) e, mais uma vez, Hawkins empatou o encontro (7-7). No 15º frame, a emoção estava ao rubro e foi uma falha de Hawkins quando jogava à bola rosa que abriu as portas do encontro a Higgins. O escocês não desperdiçou, colocou-se na frente e viria mesmo a ganhar o frame seguinte e a encerrar o encontro com um 9-7.

Liverpool FC 0-0 FC Porto: Controlo de danos

Depois da pesada derrota da 1.ª mão, o FC Porto deslocou-se a Anfield Road, para defrontar o Liverpool FC, de orgulho ferido e com um grande dilema na cabeça de Sérgio Conceição e de todos os portistas. Salvar o bom nome do clube na prova apostando todas, ou grande parte delas, as fichas neste jogo, ou salvaguardar recursos para as batalhas internas.

A prioridade (a meu ver bem) foi dada ao Campeonato Nacional e o FC Porto entrou em campo com uma equipa composta, na sua grande maioria, por segundas linhas, sendo a inclusão de Bruno Costa no onze o apogeu desta ideia. Com Casillas na baliza, Felipe no centro da defesa e as laterais entregues a Maxi e Dalot, a única alteração no setor em comparação com o Clássico frente ao Sporting CP foi a troca de Ivan Marcano por Diego Reyes. A linha de quatro médios foi composta por Óliver e André André ao centro e, Corona e Waris encarregues da ala direita e esquerda respetivamente. O centro do ataque foi entregue a Aboubakar (para acelerar o processo de reabilitação total do camaronês) e, nas suas costas, jogou o já mencionado Bruno Costa.

Era, portanto, com uma equipa sem rotinas que Sérgio Conceição iniciava esta partida, na provável esperança de que Jurgen Klopp, tendo em vista o confronto contra o Manchester United no próximo fim de semana, optasse, igualmente, por fazer descansar as suas pedras basilares.

Ora, o treinador alemão havia prometido uma equipa na máxima força e cumpriu, de certa forma, o prometido. Apesar da ausência da estrela da companhia, Mohamed Salah, o Liverpool fez alinhar uma equipa maioritariamente composta por jogadores habitualmente titulares.

Onze dos Reds: Karius; Joe Gomez, Matip, Lovren e Moreno; Milner, Henderson e Emre Can; Lallana, Sadio Mane e Firmino.

Os adeptos portistas estiveram em grande no apoio à equipa
Fonte: FC Porto

Quanto ao jogo propriamente dito, foi disputado, no primeiro tempo, em ritmo de treino. Só mesmo a bola enviada ao poste por Sadio Mane à passagem da maia hora escapou à monotonia de um jogo que estava resolvido e desequilibrado desde o seu começo. O Liverpool foi dono e senhor da bola e o FC Porto limitou-se a esperar o passar do tempo. Apesar de duas oportunidades do senegalês Mane (uma já referida e um remate aos 18 minutos à boca da baliza enviado para cima da trave. Dos azuis e brancos não se viu mais do que algumas bolas jogadas em busca da profundidade de Waris e Aboubakar que, tanto por incompetência dos avançados ou por uma boa leitura de Karius, acabaram por se tornar, invariavelmente, inofensivas.

A segunda parte trouxe mais oportunidades e vida ao jogo, talvez mais por via do desgaste físico das equipas do que por via da aceleração de processos. O Liverpool entrou com intenção de marcar mas a primeira oportunidade esteve nos pés de Waris com pouco mais do que 5 minutos jogados na etapa complementar. As intenções dos ingleses foram sol de pouca dura e cedo o jogo voltou ao seu ritmo lento e monótono. Entre oportunidades ou meias oportunidades o resultado podia ter mexido. Destacar uma flagrante de Óliver a pouco mais de 10 minutos do apito final e de Danny Ings uns minutos depois que proporcionou uma bela intervenção a Casillas. Nos bancos as substituições foram utilzadas para gerir o esforço dos atletas, sendo que Sérgio optou por lançar Sérgio Oliveira, Ricardo Pereira e Gonçalo Paciência e subtrair ao jogo André André, Waris e Aboubakar.

Foi, em traços gerais, um jogo desinteressante de acompanhar e que serviu para controlo de danos e para limpar um pouco a imagem deixada pelo FC Porto no jogo do Dragão. Fora das quatro linhas os adeptos portistas venceram de goleada. Enorme apoio teve o FC Porto esta noite e tem, agora, um título nacional para ganhar e dedicar a este Mar Azul.

A Liga dos Campeões termina aqui para os azuis e brancos e há que realçar um percurso que, embora com alguns jogos menos conseguidos, não deixou de ser meritório e que teve o condão de voltar a provar que uma hipotética conquista europeia de uma qualquer equipa portuguesa apenas poderá suceder por via da Liga Europa.

Paris Saint-Germain 1-2 Real Madrid CF: 222 milhões não foram a jogo… e o Real seguiu em frente

Os anfitriões, em 4-3-3, jogavam sem o principal jogador, mas contavam com um golo no Bernabéu. Kurzawa ficou de fora, jogando Berchiche, Thiago Motta fez companhia a Verratti no controlo do meio campo; O Real jogou em 4-4-2, com um meio campo diferente (sem Modric e Kroos), mas com uma boa margem obtida em Madrid.

A primeira parte resume-se num ritmo de jogo pautado, com tentativas de aceleração parte a parte. O PSG teve mais bola, pois o Real Madrid deixava jogar, podia-se dizer que os bicampeões europeus jogavam com o resultado obtido na primeira mão. Neste prisma, Ramos corresponde a um cruzamento da direita e permite a Areola a primeira defesa mais apertada até então. O Real, na expetativa, ia trocando bem a bola, mas sem asfixiar o adversário com velocidade ou passes mais incisivos, enquanto o PSG tinha em Di María (mais virtuoso na ausência de Neymar Jr) o homem mais criativo.

Verratti, pautava esse jogo parisiense, e rompia autenticamente esse ritmo com passes a rasgar, encontrando quase sempre Mbappé, que se encarregava de ou colocar a bola na zona de Cavani, ou atirar à baliza, dependia de si essa decisão. O organizador do jogo dos da casa, Verratti, viu um amarelo após lance disputado com Casemiro. O que o suscitou, foi o italiano ter-se dirigido ao brasileiro a pedir satisfações, ao que o árbitro, prontamente, respondeu com amarelo: escusado, da parte de Verratti; exagerado, no meu parecer, da parte de Felix Brych.

Perante o cenário acima descrito, o Real Madrid cada vez mais se encolhia no seu meio campo, causalidade provocada pelo crescimento atacante do PSG. Kovacic, aos 32 minutos, varre Di Maria no flanco direito, cortando de vez o argentino, que conduzia a bola com velocidade. Bem mostrado. Seis minutos após este lance, o Real Madrid contraria a disposição da partida, e leva a bola até à área adversária: contando com uma interceção falhada por parte de Dani Alves, pelo lado esquerdo do ataque madrileno, Benzema recebe essa bola e no um contra um, permite a Areola uma defesa de recurso! Bola para canto.

Três minutos após o perigo de Madrid, é o Paris que desenha a melhor jogada até então: em plena área do Real, Verratti para Di María, que tenta assistir Cavani, que se encontrava já para além da zona da grande penalidade, mas Navas chega primeiro. O jogo foi prontamente interrompido por fora de jogo de Cavani, mas tal não foi indicador suficiente para conter a ira de Zidane, que captado pela realização, mostrava claramente o seu desagrado com a sua defensiva. Ira que se deve ter repetido dois minutos após, lance em que Mbappé recebe um passe que rasga todas as linhas do Real, e à entrada da área, descaído para a direita, remata e vê a sua tentativa ser parada para canto, por Navas.

A segunda parte, foi muito mais interessante. Tal se explica devido a diversos fatores: deu-se um jogo muito menos fechado, muito por culpa do golo de Cristiano Ronaldo (que já tinha ficado muito perto do golo, logo no minuto antes), logo no início da segunda parte: tudo começou com o roubo de bola de Asensio a Dani Alves, que deu a Lucas Vasquez, que logo cruzou a bola para os egundo poste, em que aparece Ronaldo! Um cabeceamento bem ao seu estilo: eleva-se como só ele pode, forte e de cima para baixo: sem hipóteses de defesa para Areola… Zidane e os madridistas ficavam mais descansados. O PSG via-se assim obrigado a ser mais esclarecido na busca do golo.

O ritmo de jogo pautado até então dera lugar a um jogo bem partido, muito aberto e rápido! Uma das equipas quase certa na próxima fase, outra sem, literalmente, nada a perder. As 59’, Pastore entra para o lugar de Thiago Motta, de forma a haver mais homens vestidos de azul na zona mais avançada do terreno. Contudo, sete minutos depois esta substituição, o jogador que permitia a saída do elemento mais central foi expulso: Brych não perdoou novamente as palavras de Verratti, agora dirigidas a si, pedindo falta para o seu conjunto. Alguma polémica, mas manteve-se o critério, algo cisudo, do árbitro… Não queria conversa Felix Brych.

Com dez elementos, o PSG chega, atabalhoadamente, ao empate: Pastore cabeceia à baliza em mergulho, mas vê a bola bater num defensor adversário, e logo de seguida bate na perna de Cavani! Navas nada pôde fazer para evitar que a bola entrasse.

O Real, com mais um elemento, definia agora o ritmo de jogo, se bem que deixava o PSG tentar sair a jogar. Mas é o Real quem teve um ataque prometedor, nos pés de Benzema, que mais uma vez neste jogo deixou a entender que não tem qualidade para continuar no campeão espanhol em título: com Ronaldo à sua direita isolado, perde o “timing” de passe, e tenta um golo de bandeira… em que a bola fica mais perto da bandeira de canto do que propriamente da baliza… Deixou muito a desejar Benzema neste jogo.

Substituição parte a parte, no minuto seguinte, em que Di María dá o lugar a Draxler; e Benzema a Bale. O jogo já tinha dado tudo o que tinha a dar, em termos objetivos. Mas a sentença foi dada por Casemiro, que aos 80 minutos, a meias com o compatriota Marquinhos, devolve a vantagem aos “blancos”, resultado que se manteve até ao apito do árbitro.

Foto de capa: UEFA