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Canguru italiano

A época de Superbikes começou este fim-de-semana na Austrália, na pista de Phillip Island. Após os testes de inverno em Portugal, Jonathan Rea e a Kawasaki World Team começaram a defesa da sua coroa no outro lado do mundo.

A primeira corrida viu Tom Sykes a partir da pole position acompanhado de Eugene Laverty e Marco Melandri na terceira posição. Um início de corrida absolutamente brilhante de Rea, em que o campeão partiu da sexta posição, mas na primeira curva já se encontrava em segundo, logo atrás do seu companheiro de equipa.

Esperava-se um pódio com as duas Kawasakis oficiais, mas não foi o que aconteceu. Primeiro Rea, com problemas com o seu pneu traseiro viu o feroz italiano, Melandri passa-lo com facilidade (a mota de Melandri foi das mais rápidas em velocidade de ponta). De seguida foi a vez de Sykes cair nas garras de Melandri, este ultrapassou-o na reta da meta, a uma volta do fim e garantido a primeira vitória do ano. De notar que Melandri nesta pista australiana já ganhou em várias categorias, 125cc, 250cc e no Moto GP. A completar o pódio esteve Chaz Davies da Ducati. Nota para Xavi Fores- o piloto de 33 anos consegui um sublime quarto lugar.

O campeonato do mundo começou mais uma vez na Austrália, brindando-nos com corridas espetaculares
Fonte: Chaz Davies

 

A primeira Honda chegou em sétimo, Leon Camier, sendo que o seu colega de equipa, o americano Jake Gagne teve um fim-de-semana pouco conseguido, terminando em décimo segundo.

Na marca dos três diapasões, a Yamanha, Alex Lowes consegui terminar acima do seu colega de equipa, Michael Van der Mark. Os pilotos das Yamanha terminaram em sexto e nono respetivamente.

A Aprillia levou Eugene Laverty a um brilhante segundo lugar na qualificação, mas na primeira corrida a marca italiana continua a ficar muito aquém das expetativas, sendo que a sua única entrada, Laverty, chegou em oitavo. No retorno de Loris Baz ao mundial de Superbikes, o piloto da BMW terminou em décimo primeiro.

Marcus Smart não sabe lançar, yo!

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Os Black Company não o dizem na sua música “Nadar”, conhecida pela expressão “não sabe nadar, yo”, mas eu digo-o: Marcus Smart não sabe lançar, e deixemos o “yo” para os rappers.

“Com a 6ª escolha no Draft de 2014, os Boston Celtics escolhem… Marcus Smart, um jogador com lançamento duvidoso e moderadamente aceitável no resto”, também não foi o que disse Adam Silver (comissário da NBA e, consecutivamente, responsável por anunciar os selecionados na primeira ronda de todos os Drafts), mas eu, mais uma vez, digo-o: Marcus Smart não sabe lançar.

Numa análise pouco lúcida podemos afirmar que Marcus Smart é inofensivo e, permita-me acrescentar, não sabe lançar, mas o base dos Celtics ocupa uma posição muito especial: é a peça central no sonho do 18º título dos Boston Celtics, a equipa mais consagrada na história da NBA.

De facto, Kyrie Irving é a óbvia estrela da equipa. Sem a sua qualidade ofensiva e o recente esforço defensivo, os Celtics não estariam na luta pelo primeiro lugar da Conferência Este. Por outro lado, os Celtics têm na defesa coletiva, implementada pelo genial treinador Brad Stevens, a sua arma mais poderosa – estatisticamente são a melhor defesa de toda a liga – e é aí que entra Smart.

Gestões defeituosas, contratações em saco roto, um Ferrari desgastado e o tudo ou nada no Norte

Não é oito nem oitenta, tem sido mesmo depois dos noventa. Quando se analisa os jogos do Sporting, encontramos uma estranha sensação que esta equipa está presa por arames, parecida ao estado de Coentrão quando chegou a Alvalade.

Mas ao que se deve este impacto medonho que paira no ar? É como uma sensação gástrica de ter vontade de ir à casa de banho e não conseguir fazer nada. É, realmente, necessitar de um clister para derrubar este inchaço no estômago. O período de compensação tem sido o clister que tem vindo a colocar esta equipa na luta. Não aceito que o desgaste físico seja encarado como uma forma de justificar a fraca qualidade dos últimos jogos.

É em Manchester, nomeadamente no City, que podemos olhar minuciosamente para o trabalho realizado por Pep Guardiola. O seu plantel não é vasto, os jogadores são sobrecarregados com partidas atrás de partidas e a qualidade está lá, sempre presente.

Além dos aspetos físicos, é perceptível que existe um ótimo trabalho motivacional nos seus atletas. A forma psíquica como é encarada cada partida deveria servir de exemplo para todos. A primeira lição a retirar deste exemplo é a forma como é feita a gestão de um plantel. E que gestão tem feito, Jorge Jesus? Como a podemos avaliar? Podíamos equiparar o cabelo de Ruben Ribeiro como exemplo ruinoso desta gestão.

Mas pegarmos nos últimos dois jogos da equipa leonina é suficiente para percebermos que JJ tem esta dificuldade bem patente; já era assim enquanto treinador do SL Benfica. Depois de uma vitória convincente em Astana e com dois golos de vantagem, Jorge Jesus abdicou de preservar alguns atletas para a competição mais importante: o campeonato.

 

Mais um golo em fase de compensação, mais três pontos
Fonte: Sporting CP

Jogou com Bas Dost e, mesmo depois de estar a vencer o Astana por 3-1, não lhe passou pela cabeça substituir o único avançado letal que dispõe?! Bruno Fernandes, depois do terceiro golo, poderia ter ido descansar, enquanto outros jogadores, como por exemplo Battaglia, entram e saem do onze titular sem se entender o motivo.

Sem William, Coentrão, Mathieu, Bas Dost, Piccini e Ristovski, o treinador verde e branco foi obrigado a mudar, radicalmente, a equipa frente ao último classificado da Liga. As dificuldades estiveram bem presentes e se os reforços deveriam ter trazido mais qualidade e soluções ao treinador isso não aconteceu.

Wendel custou dez milhões aos cofres do Sporting e ainda não dispôs de uma oportunidade. Não se consegue perceber como é que um jogador, rotulado de craque, ainda não teve direito a realizar um minuto numa fase em que existe um avultado número de jogos consecutivos. Montero e Rúben Ribeiro não acrescentaram nada, rigorosamente nada, ao Sporting. Por sua vez, e como referido num artigo anterior, Rafael Leão é o jogador com mais capacidade para desequilibrar que qualquer outra contratação. É um jovem com uma enorme margem de progressão e com capacidade para se tornar no melhor reforço de inverno.

Enquanto o Ferrari demora a arrancar, surge o jogo crucial da época e para aspirações de todo o universo Sportinguista. Os leões deslocam-se a casa do líder para decidir se relançam ou ficam fora da luta pelo título. O FC Porto parte em vantagem, não só por jogar em casa, como também pela qualidade que tem vindo a demonstrar nos últimos jogos.

Se Bas Dost e Gelson Martins estão fora do clássico, Danilo, Aboubakar e, provavelmente, Alex Telles e Tiquinho Soares também estarão fora. Jogue quem jogar, o futuro decide-se a norte,  onde Jorge Jesus se ajoelhou uma vez e saiu glorioso em outras tantas situações.

Deste clássico, só a vitória interessa e se for preciso um clister, que seja usado como um magnífico proveito de trazer os três pontos dentro da bagagem. Para já, fica um palpite para o onze que vai assaltar o Dragão:

 

Fonte: Bola na Rede

 

Foto de Capa: Sporting Tático

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os 5 negócios mais lucrativos do FC Porto

Apresentamos-te os cinco negócios mais lucrativos do passado-recente do FC Porto. Concordas com todos? Vem daí para analisarmos transferências que renderam muitos milhões aos cofres azuis e brancos.

5.

Fonte: somosporto.com.pt

Pepe – Chegou em 2002 à Invicta por 2 milhões de euros e saiu, três anos depois, por 30 milhões de euros para o Real Madrid CF. Rendeu ao FC Porto 28 milhões de euros. Um dos melhores negócios da história azul e branca.

O que falta até ao Penta

Iniciamos este fim de semana a 24ª jornada do campeonato nacional de futebol da primeira liga e faltam cerca de 11 jogos para finalizar. Se por um lado, nos últimos anos e a esta altura do campeonato, ter cinco ou mais pontos de avanço do segundo classificado tenha ditado quase sempre o vencedor antecipado, por outro lado, esta época, temos outro fator que pode baralhar as contas: uma luta a três, entre Benfica, Porto e Sporting. Pelo que só podemos esperar um final de muita luta, muito nervosismo e muita polémica.

Admito que o jogo em atraso do Estoril com o Porto alterou um pouco a minha projeção para o que falta do campeonato, porque estar a onze jornadas do fim, ter dois pontos de diferença entre o primeiro e os segundos é muito diferente dos cinco pontos atuais. Não apostaria que o Porto iria ao Estoril desfazer uma desvantagem de 1-0 para 1-3 em 45 minutos, mas depois de ver a metade desse jogo, vi que bastaram 14 minutos para isso acontecer. Claro que para quem viu o jogo houve falhas evidentes do VAR e que de certo modo, conjugando com a atitude dos jogadores do Estoril, resultaram neste passeio dos jogadores do Porto ao sol do Estoril.

A jornada 23ª ficou também marcada pelo adiantar dos minutos no jogo entre o Tondela e Sporting, onde o Sr. Capela se equívocou em vários lances que contrariaram a verdade desportiva. Só estranhei desta vez o órgão de Comunicação do Sporting não ter vindo brincar nas suas redes sociais, dando o jogo por terminado passados vários minutos, era jogo para o ter feito.

Estes dois contratempos da arbitragem parecem simples equívocos mas decidem campeonatos e quando tudo indicava que o Benfica iria beneficiar dos resultados dos adversários, lá aparece um apito mágico que deixa tudo na mesma e os adversários em vantagem. Infelizmente, o futebol português é/está assim e muito há a fazer para o mudar, não me refiro só ao VAR, porque mesmo antes de ele existir, estas situações já existiam com alguma regularidade, só se encontrou um novo bode expiatório.

O caminho até ao “penta” ainda é longo
Fonte: SL Benfica

Mas falemos de futebol, se a memória não me atraiçoa, tenho de voltar a época de 2004/2005 com o Trappatoni ao comando da equipa encarnada, para me lembrar da última luta a três pelo título. Nessa época, recordo me que foi um milagre o Benfica ter sido campeão, pois os resultados foram obtidos por margens mínimas e com o Mantorras já sem condições físicas mas que marcava ainda o seu golinho aos 90 minutos.

O Porto entrou nessa época como Bicampeão nacional e com objetivo de chegar ao tri, e talvez tenha mesmo sido a equipa mais forte, mas acabou por ficar em segundo lugar, a três pontos do primeiro e um do terceiro classificado, o Sporting.

Mas deixando as memórias para trás, esta luta a três disputa-se com o FC Porto em vantagem. Cinco pontos á entrada do mês de março é, sem duvida, um avanço considerável e difícil de alcançar para os adversários. Ainda mais, quando a sua deslocação mais difícil para o que falta deste campeonato seja a deslocação ao Estádio da Luz, já que a ida à Madeira, apesar de ser culturalmente difícil para os dragões, não antevejo que vá ser complicada, pois o Marítimo que temos visto na segunda volta está muito longe do futebol a que nos habituou.

O Benfica, por seu lado, tem três deslocações que considero difíceis, sem falar no jogo com o Porto em casa, que são frente ao Vitória de Setúbal, ao Estoril e ao Sporting. São sempre adversários que causam muitas dificuldades e não se pode perder qualquer ponto para a manutenção na luta.

O Sporting é dos três, o que conjeturo maiores dificuldades pelo caminho, em breve jogará no Dragão, e tem as deslocações a Chaves, Braga, Portimão e o jogo em casa, com o Benfica. Estes são para mim, os seus principais obstáculos para o grande objetivo que lhes foge há quase 16 anos.

Contudo, o meu coração vermelho faz me acreditar que há Luz ao fundo do campeonato e na conquista do tão desejado Penta.

Foto de Capa: SL Benfica

 

Os 90 minutos vividos nas Caldas da Rainha

O dia mais importante do resto das nossas vidas

Quarta–feira, 28-02-2018, 19h45

Foi por entre uma chuva imperdoável para quem teve de se fazer à estrada a caminho da nova “Fan Zone” de Caldas da Rainha, que se viveram os minutos anteriores ao sopro inicial do sonho Caldense.

A noite já havia caído há muito. Os ponteiros do relógio demoravam a passar. Foram semanas de espera. Finalmente o primeiro dos dois grandes dias estava aí. E eu também aqui estou.

Misturo-me por entre cachecóis ao pescoço, por camisolas do clube da cidade envergadas com orgulho e até por pinturas faciais com as cores do Caldas SC.

Todas as idades me envolvem, procurando acomodar-se o melhor possível, para, em conjunto, partilharem estes 90 minutos de ânsia, de nervosismo, e acima de tudo, de alegria e orgulho. E também eu aqui me procuro acomodar por entre cada um destes “sonhadores”.

Mini-estádio em Caldas da Rainha
Fonte: Bola na Rede

Quarta–feira, 28-02-2018, 20h15

Início do jogo. Mesmo querendo manter a distância emotiva que me parece ser essencial, torna-se inspirador o brilho tão especial de muitos dos que fixam todos os seus sentidos no ecrã.

Gritou-se golo nos primeiros instantes do jogo. Afinal a bola não entrara, mas para quem estava mais longe do ecrã mágico até que havia dado a impressão que a bola se havia aninhado nas redes avenses. Os que se levantaram, de braços esticados, caiem sobre os seus assentos, convencidos que a bola não entrara, mas com um aumento substancial de fé após aquela entrada de rompante.

Aplaudiram-se aqueles primeiros minutos daquela humilde equipa do Campeonato Nacional de Seniores que mais parecia jogar no mesmo campeonato que o seu opositor.

Veio a primeira grande penalidade. O momento que realmente alterou o decurso daquela noite. Não daquele jogo jogado lá longe, mas daquele mini estádio a fazer lembrar as noites em que os Campeões da Europa nos “obrigavam” a ficar unidos em verdadeiras multidões, presos a um ecrã e a um espacinho às vezes curto e pouco cómodo mas ocupado por corações imensos.

A defesa de Luís Paulo fez esquecer alguns protestos e convergiu em definitivo quase todos os olhares para as Aves. Os que teimavam em ser desviados pelos paladares que se iam satisfazendo, foram assim absorvidos na mão do guarda redes caldense.

Mas veio a segunda grande penalidade. “O choque era inevitável! Somos muito pequenos! Não nos deixam ir mais longe!” Foram soltos desabafos de quem percebia que defender uma segunda penalidade talvez fosse demais para uma só noite. E de facto a bola entraria. Nem mesmo aquele grito de Caldas fora suficiente para fechar o espaço entre o corpo do número um do Caldas e a relva.

Intervalo. Nenhum desânimo e muita crença e orgulho. “Se ficar assim não vai ser fácil para eles cá na 2ª mão” já se vaticinava.

O segundo tempo foi vivido ainda com mais “alma”. Talvez porque a fome tinha dado lugar à satisfação, ou porque à medida que os minutos vão correndo vamos ficando cada vez mais presos à tela, à trama que nos vai consumindo.

Já não se avistava nenhuma cadeira vazia. À frente crianças sentadas no chão. Nas laterais da plateia dezenas de pessoas em pé.  O “estádio” estava repleto e só faltava o grito que se pretendia por uma vez que fosse. O grito que se ouviria até na Vila das Aves. O grito de quem sabe que hoje é “um dos dias”. Daqueles dias que provavelmente irão ficar por muitos anos na memória de quem os viveu. Daqueles dias que eventualmente não se repetirão para muitos dos que hoje aqui estão.  Mas esse grito não surgiu.

Mas a cada minuto que passava, a cada defesa, a cada corte daquele capitão de uma garra imensa, a cada corrida desenfreada daquele miúdo de cabelo estranho, a cada bola parada para a equipa do Caldas SC, lá se voltava a ouvir palmas e gritos de “Caldas, Caldas, Caldas.”

Campeonatos Mundiais Indoor (Birmingham 2018): Dia 1 – Antevisão

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Arrancam hoje os Campeonatos Mundiais de Pista Coberta em Birmingham. Quatro dias recheados de eventos a não perder, cheios de emoção e de grandes nomes do atletismo a nível mundial. E o Bola na Rede, em colaboração com o Planeta do Atletismo, está por cá para cobrir tudo, desde a prestação dos atletas portugueses até à antevisão e análise de cada uma das finais do evento. Pelo meio, esperamos poder apresentar algumas surpresas capazes de satisfazer o nosso público!

Nas fases iniciais da calendarização para estes campeonatos, chegou a ser ponderado adoptar-se o modelo antigo de 3 dias de competição, mas Birmingham acabou por repetir a experiência de Portland em 2016 e acabou por se decidir por um primeiro dia mais soft. Soft, salvo seja! Serão apenas 3 eventos, mas 3 finais de luxo com grandes nomes a nível mundial. E com uma vantagem: quem acompanha pela televisão, terá tempo de poder acompanhar concursos de saltos – nomeadamente Altura – praticamente na sua totalidade, o que é coisa rara!

Portugal nas pernas de Ivo: Procura-se Medalha!

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Depois dos títulos mundiais de Rui Costa na Estrada (2013) e de Tiago Ferreira no BTT (2016), a seleção nacional procura agora o sucesso na pista, enfrentando os Mundiais de Pista de Apeldoorn, Países Baixos, com uma comitiva de três atletas nos quais se incluem um claro favorito às medalhas em Ivo Oliveira.

Participando na prova de Perseguição Individual, um contrarrelógio de 4 quilómetros à volta da pista, o ciclista de apenas 21 anos foi já sexto no Mundial da época transata em Hong Kong e Campeão do Mundo de juniores em 2014. Esta temporada foi o vencedor da Geral da Taça do Mundo da disciplina e não há como escapar à pressão de ter que alcançar uma medalha para corresponder às expectativas. Entre os seus adversários, o campeão em título Filippe Ganna da Itália e o britânico Charlie Tanfield são os que mais dores de cabeça lhe deverão dar.

Também presente estará o seu irmão gémeo, Rui Oliveira, que competirá nas vertentes de Scratch e Omnium. A primeira trata-se de uma corrida ao estilo tradicional, com 15 quilómetros à volta da pista em que ganha o primeiro a cruzar a meta na última volta, já o a outra modalidade é um conjunto de várias corridas em sucessão, nomeadamente, Scratch, eliminação, tempo e pontos. No seu caso, não se esperam medalhas, mas tem condições para fazer uma posição entre os 10 primeiros em ambas as disciplinas, com especial atenção para o Scratch, onde foi já 8º nos Mundiais de 2016.

Ivo Oliveira é a grande esperança nacional para chegar às medalhas
Fonte: Ivo Oliveira

Para concluir a delegação portuguesa, viaja também para Apeldoorn João Matias, o vencedor da Taça de Portugal de Pista 2018, que participará na Corrida por Pontos, prova em que os primeiros a passar em certas voltas predefinidas alcançam pontuam e no final ganha quem tiver mais pontos. O ciclista que representa a equipa da Vito – Feirense – Balckjack não tem tantas credenciais como os seus colegas de seleção e, por isso, tem também menos responsabilidades, não havendo grande pressão para um resultado em concreto. Ainda assim, pede-se-lhe que melhore o 19º do ano passado, confirmando a sua evolução.

Do lado feminino, Portugal volta a não ter qualquer representante, mas o cenário não é preocupante, já que Maria Martins e Soraia Silva, duas ciclistas ainda muito jovens a correr desde este ano na equipa espanhola da Sopela, garantem ao nosso país boas perspetivas para o futuro.

Os portugueses competem nos dias 1 (Scratch), 2 (Perseguição Individual e Corrida por Pontos) e 3 (Omnium) de março no mais importante certame anual de ciclismo e pista e a comunidade ciclística nacional espera ansiosamente que no final se possa fazer um balanço positivo e festejar a primeira medalha lusa nesta competição.

Foto de capa: UVP – FPC

Os emails não revelados: Fernando Santos garante André Gomes entre os 23

Olá meu querido André

Escrevo-te estas simples e humildes linhas, na esperança de te encontrar bem de saúde e numa paz interior fundamental para a vivência de cada um de nós neste difícil, mas abençoado mundo.

Eventualmente estranharás e estarás a perguntar-te o porquê de este chato te estar a escrever. Sem me querer alongar demasiado, até porque sei que os meus meninos gostam é de mais acção e menos conversa, transmito-te somente o meu carinho e amizade neste momento que, apesar de longe, sinto como sendo também meu.

Sei que tens tido algumas semanas difíceis André. Sei que arranjaram um novo saco de pancada aí pela Catalunha, e que infelizmente tu foste o escolhido. Convínhamos que ser português em terras de nuestros hermanos nunca é fácil e é propicio a esse género de situações.

É com tristeza que me deparo com essas notícias. No entanto também sei que não és homem de desistir e que acabarás por dar a volta por cima.

André Gomes tem sido alvo de duras críticas pelas suas más exibições com a camisola do Barça
Fonte: As

Procuro nunca me meter na vida privada dos meus jogadores como tu tão bem sabes. Não sei se fizeste bem em permanecer aí, mas entendo que depois de se chegar a um clube dessa dimensão, será sempre complicado sair para onde quer que seja. Entendo as tuas dificuldades, entendo o quão irracional pode ser o adepto de futebol, mas também entendo o fantástico atleta e ser humano que és.

André: tens todo o meu apoio. Mais: tens toda a minha admiração e respeito. Subiste a pulso enquanto jogador, quando muitos não viam em ti aquilo que és e te tornaste. Sei que para teres chegado onde chegaste tiveste de trabalhar forte. De te dedicar. Pois é tão somente isso que te peço, não por alguma razão em especial, mas somente por ti próprio. Nada de desânimos. Força, coragem e trabalho acompanhados por um sorriso. Esta é a fórmula para atingir o que procuras.

É sobretudo nos momentos mais difíceis que os grandes campeões se mostram. E Tu és um campeão. Nunca te esqueças disso. És um Campeão da Europa! E como grande campeão que és nada mais espero que a tua superação, e o retorno dessa mesma ida aos limites. Mereces tudo isso e muito mais. E não tenho dúvidas que alcançarás tudo aquilo a que te propões.

A titularidade do camisola 15 no onze dos campeões europeus não tem sido um tema unânime
Fonte: Tribuna

Quanto ao resto não tens de te preocupar. Se estás receoso pela eventualidade de não seres convocado para o Mundial, se essa dúvida te assalta, e se isso te afecta de alguma forma, então não temas. Porque tu és um dos nossos! Tu fazes parte deste grupo fantástico, e as minhas certezas em relação a ti não são questionáveis. Sei o que és enquanto membro deste grupo. Sei o teu papel, sei o que vales enquanto jogador, o quão importante podes ser e sei que este grupo é teu, tal como tu és deste grupo.

Espera-te assim com certeza um lugar na longínqua Rússia. O avião tem um lugar com o teu nome. Teremos um czar no nosso meio campo a espalhar qualidade e personalidade, equilibrando a nossa equipa. É isso que espero e sei que é isso que acontecerá.

Termino assim desejando rever-te rapidamente, com um abraço apertado que tenho sempre disponível para cada um de vós, desejando assim que tenhas a força espiritual para levar de vencida esta tempestade que acabará por passar e que dará lugar a um sol radioso que te iluminará em cada dia desta fugaz, mas maravilhosa vida.

Até breve, se Deus quiser, André.

Fernando Santos

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

 

Foto de Capa: Tribuna

Arsenal FC 0-3 Manchester City FC: Outra vez chapa 3!

Arsenal e Manchester City defrontaram-se pela segunda vez esta semana, após os citizens terem levado a melhor,no passado Domingo em Wembley , tendo então erguido aquele que foi o seu primeiro troféu da época, a Taça da Liga.

O jogo desta noite esteve até em risco dadas as condições meteorológicas sentidas em Londres, tempestades e tornados têm atormentado a capital britânica, contudo, com linhas de campo azuis e bola especifica para a ocorrência de neve, houve mesmo jogo.

Foi na primeira parte que se assistiu às principais “cenas” deste confronto entre gunners e citizens. A equipa da casa entrou claramente melhor na partida, com mais bola, poderio ofensivo e até algumas oportunidades, mas quando na outra metade do campo está uma das melhores equipas do mundo com jogadores de renome internacional que de um momento para o outro conseguem fazer golo, tudo se torna mais difícil. E assim foi, numa jogada individual de Leroy Sané, após fintar quatro adversários, fez a bola chegar ao português Bernardo Silva que num remate colocadíssimo, bateu Peter Chech e inaugurou o marcador no Emirates Stadium.

Começava ali a única tempestade sentida esta noite em Londres, “ordenada” por Pep Guardiola e com o nome de Manchester City, durou 30 minutos e resolveu um jogo de futebol! Até final do primeiro tempo, o isolado líder do campeonato inglês dominou por completo o jogo, nunca deixando o adversário criar perigo e conseguiu sentenciar a partida com mais dois golos.

Primeiramente, aos 27 minutos, através de uma brilhante triangulação entre Sané, Aguero e David Silva, o espanhol surge dentro da área na cara do guarda-redes e não perdoou. O ponto final no encontro aconteceu aos 32 minutos, numa transição ofensiva bastante rápida a culminar com uma antecipação de Sané a Bellerin e a encostar sem dificuldade para dentro da baliza, levando os adeptos do Arsenal ao desespero e Arsène Wenger de rastos como ilustrararam as imagens captadas.

O jogo estava portanto resolvido, permanecia somente a dúvida se se assistira a uma humilhação ou se o Arsenal conseguiria pelo menos o tento de honra,  nenhuma das opções se verificou porque Pep Guardiola é conhecido por ser um estratega, tendo conseguido montar a sua equipa de forma a não ceder qualquer tipo de espaços ao adversário e sabendo que do outro lado já se jogava no espirito de “perdido por 1 perdido por 100”, fez do contra-ataque uma arma temível.

A verdade é que acabou por não haver muitos momentos de destaque, à excepção do penalty defendido por Ederson, que já com a camisola do Benfica havia levado a melhor sobre Aubameyang no capitulo das grandes penalidades, e ainda aos 77 minutos quando Cech com uma grande defesa impede Kun Aguero de entrar para a lista dos marcadores.

A simplicidade de movimentos e eficácia de um setor ofensivo de excelência lançaram a equipa de Manchester para um triunfo que além de valer 3 pontos, pareceu evidenciar que o título da Premier League já não escapa.