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GD Estoril-Praia 3-0 CD Tondela: Adeus, barriga de misérias!

Cabeçalho Futebol Nacional

Com algumas mexidas no onze inicial (com particular destaque para o reforço Ewandro), o Estoril Praia recebeu, em jogo a contar para vigésimo jornada, o Tondela, que manteve os mesmos protagonistas em relação ao último encontro. A equipa da linha vinha de uma derrota no Dom Afonso Henriques por 3-1. Por sua vez, a equipa tondelense vinha de uma derrota no estádio do Dragão pela margem mínima (1-0).

A equipa natural da Beira Alta foi a primeira a tentar o golo e logo ao segundo minuto da partida. Num canto batido do lado direito, apareceu o experiente Ricardo Costa, que, à entrada da pequena área, cabeceou ao lado. Valeu o susto para os adeptos presentes na Amoreira.

O Estoril não tardou a responder… e que resposta! Numa boa jogada ofensiva, a bola foi ao encontro de Pêpê. Este, sem cerimónia, rematou colocado e atirou a bola para o fundo das redes. Ficou a ideia de que Cláudio Ramos podia ter feito algo mais.

O jogo adormeceu (mérito para a equipa do Estoril que assim o quis fazer) e só voltou a haver uma oportunidade por volta do minuto vinte. Miguel Cardoso, médio tondelense, assiste, após um ressalto, Pedro Nuno. Este ultrapasse um defesa e, na cara de Renan Ribeiro, atira às malhas laterais… que desperdício!

O Estoril respondia sempre às investidas do Tondela e o minuto vinte e três foi uma prova disso mesmo. Numa rápida jogada no lado esquerdo, a bola vai até ao centro do ataque estorilista. Aí, Ewandro atirou violentamente ao poste. Tentava-se o golo no António Coimbra da Mota.

Vinte minutos depois, o Estoril aumentou a vantagem. Numa insistência do lado direito, a bola sobra para Luvas Evangelista. O médio brasileiro (quem mais poderia ser?) fez um golo de levantar o estádio: de pé direito, sem hipóteses para Cláudio Ramos, a bola ainda beijou a barra, mas acabou mesmo por entrar. Grande golo do Estoril e de Luvas Evangelista.

João Pinheiro apitou para o intervalo e o Estoril demonstrava sinal mais. Com a surpresa dois avançados móveis (André Claro e Ewandro), sem ter um alvo fixo na frente, Ivo Vieira desmembrou por completo a equipa de Pepa. Este fator foi fundamental para a boa primeira parte dos canarinhos.

Lucas Evangelista é, sem dúvida, o motor desta equipa. Foi fundamental para a vitória ao assistir e a marcar Fonte: GD Estoril-Praia
Lucas Evangelista é, sem dúvida, o motor desta equipa. Foi fundamental para a vitória ao assistir e a marcar
Fonte: GD Estoril-Praia

A segunda parte começou e o Tondela mostrou logo sinal de que queria marcar e vencer o jogo. Notou-se que as ordens de Pepa tiverem um ponto base: a velocidade. Os tondelenses estavam mais rápidos e executavam as suas jogadas ofensivas sem muita cerimónia. Contudo, e mesmo sem grandes lances de golo, a equipa do Estoril controlou sempre o jogo e foi sempre dono e senhor da partida e do seu rumo.

Sem momentos dignos de destaque, o terceiro golo estorilista chegou aos setenta minutos. A defesa do Tondela tentou sair a jogar (nem sempre bonito é bom) e cedeu à pressão da zona ofensiva do Estoril. Bruno Gomes, numa investida fulminante, apareceu na cara do guardião tondelense e, deixando o egoísmo de lado, assistiu Allano. O extremo brasileiro só teve de encostar e fez o terceiro golo da partida e do Estoril.

Ao minuto 82, o Tondela tentou o golo de honra. No lance muito confuso na área estorilista, já no chão, Renan Ribeiro brilhou e impediu o tento tondelense. Grande intervenção do guardião!

João Pinheiro acabou com o jogo e os adeptos estavam mais do que galvanizados. A equipa estorilista, bem à moda brasileira, deu “show de bola” e foi merecedora dos três pontos. A jogar assim, a manutenção está cada vez mais perto. Por outro lado, o Tondela desapontou e deixou muito a desejar. Ao contrário do que tem sido habitual nesta época, os tondelenses não praticaram um bom futebol, atacaram mal e defenderam ainda pior. É ainda de realçar o facto de não ter sido exibido nenhum cartão no decorrer da partida. Tanto a equipas de arbitragem como as outras duas equipas merecem uma menção honrosa neste capitulo do jogo.

“Sir” William Carvalho – Último Ano em Alvalade

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Devido à violenta comercialização do futebol, não é necessário ser um entendedor nato do desporto-rei para constatar que a abertura do mercado de transferências será sempre uma dor de cabeça para os clubes que pretendem manter as suas “jóias da coroa” por mais uma época desportiva, nos seus plantéis.

Aliás, é financeiramente viável uma direção considerar rejeitar as ofertas milionárias recebidas pelos seus atletas, muitas vezes acima dos reais valores do mercado? Ou, até mesmo, como é que um jogador rejeita um contrato de uma vida, com a triplicação dos seus honorários contratuais em campeonatos superiormente competitivos e notórios, de maior visibilidade?

Com estes desequilíbrios financeiros cada vez mais amplos provocados pelas injeções de capital estrangeiro-petrolífero, torna-se muito complicado o equilíbrio nas competições internas e até mesmo nas competições internacionais, na rivalidade por um vitorioso, acabando sempre por ganharem os mesmos endinheirados. Podemos muito bem concluir que vivemos numa época financeira absurda no futebol: os valores que se praticavam no início do milénio pelos clubes com maior poderio financeiro eram na aquisição de jogadores de classe mundial, principais favoritos ou detentores da Bola de Ouro, que arrastavam multidões pelas suas seleções para os ver jogar. Falo, claro, de lendas vivas da bola como Zidane, Figo, Ronaldo “o Fenómeno” ou Buffon. Hoje, esses valores servem apenas para encaixar titulares nas grandes equipas, pois os melhores não têm preço. A sobrevivência dos restantes clubes passa por deixar de olhar para o mercado e para os ativos financeiramente robustos, e pôr os olhos nas suas camadas jovens, lapidando os seus diamantes durante anos até chegarem à equipa sénior, para, quem sabe, realizar um negócio altamente rentável para sustentar o desenvolvimento do Clube.

Assim, é notória a particularidade que está mais que enraizada no Sporting Clube de Portugal: a filosofia direcionada ao desenvolvimento das camadas jovens com o objetivo de alimentar e colmatar as lacunas no plantel sénior com jogadores de qualidade, muitos deles, ou quase todos, internacionais nas seleções mais jovens. Exemplo ao qual William da Silva Carvalho não escapa. Confesso que não conhecia o William Carvalho até caducar o seu empréstimo de dois anos ao Cercle Brugge, clube belga que milita na Jupiler League, tendo posteriormente integrado o plantel em definitivo na época 2013/14 ao comando do treinador Leonardo Jardim, que fez dele senhor e patrão do meio-campo com 33 jogos logo na sua época de estreia, apontando quatro golos. William Carvalho tornou-se, desde essa altura, o meu jogador favorito do Sporting Clube de Portugal.

William Carvalho cedo conquistou as bancadas de Alvalade Fonte: Sporting CP
William Carvalho cedo conquistou as bancadas de Alvalade
Fonte: Sporting Clube de Portugal

William é um verdadeiro “seis” puro, responsável pela construção do jogo recuado e pela lateralização do jogo, arriscando por vezes o passe de rutura pelo meio para os companheiros mais adiantados no terreno, onde o seu posicionamento mais recuado permite sempre a circulação da bola com rigor e intencionalidade, tendo uma excelente visão de jogo. É um verdadeiro pilar face à sua envergadura física, e, aliado ao seu maior atributo, a força, é praticamente impossível o William perder a bola em desarme no 1 vs 1, situação que só acontece quando estão dois ou três jogadores na marcação apertada ao “Sir”, o que faz dele um porto seguro para passar e reter a bola.  Ainda assim, considero que existe uma característica que faz dele um jogador único: a sua calma.

Os 10 jogos memoráveis da Premier League neste século

Cabeçalho Liga Inglesa

Um top 10 de melhores jogos na Liga Inglesa poderia ser feito semana a semana, com a certeza que alguns bem dignos de nele marcar presença ficarem de fora. Um top 10 dos melhores jogos a partir do início deste século não me permite ser justo, porém elevam a célebres os que aqui são enunciados.

Como critério, a minha subjetividade neste capítulo consiste em golos (e/ou muitos lances de perigo), intensidade, bola cá/bola lá, excelente disposição tática, jogadores no pico de forma, determinação no sentido de arrecadar a vitória (incentivo: o contexto do jogo) e plateia ao rubro. Para mim, emoção é o que mais de belo tem este jogo. Toda a gente que gosta de futebol tem aquele(s) jogo(s) prediletos, que se emociona ao ver/rever. Para mim, esses são os melhores.

O vértice encarnado

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Em qualquer triângulo, um vértice une linhas. No Benfica esse vértice não une só duas linhas, mas um fio de jogo. Torna a subida no terreno de jogo um processo criterioso em que é privilegiada a posse. A da bola e do controlo do jogo.

Quando os encarnados estavam a atravessar um momento crítico, a nível de resultado, mas, sobretudo, de exibições, eis que aparece um croata que chegara a ser considerado o Modric quando estava no Rio Ave. O que é certo é que, proporcionalmente falando, e após ter vindo para o Benfica, o médio exerceu tal importância na manobra da equipa que a alcunha de Modric dos encarnados também não lhe assentaria nada mal. O verdadeiro nome é Krovinovic e o talento é muito.

Com o jovem, Rui Vitória mudou a tática. De um 4-4-2, com Pizzi a fazer a ligação defesa-ataque, passou para um 4-3-3, com Krovinovic a desempenhar essa função. A principal diferença está naquilo que o facto de ser o croata a fazer essa ligação proporcionou à construção do jogo ofensivo da equipa. E até mesmo no setor defensivo.

A entrada de Krovinovic na equipa, numa primeira fase, permitiu a Pizzi ter mais liberdade para se movimentar, seja no apoio às alas seja no miolo do terreno. Daí a pisar zonas mais avançadas no campo foi rápido. Pizzi tem sido um dos goleadores da equipa nas últimas partidas. Jonas tem o estatuto de goleador principal.

Numa outra perspetiva, que tem tanta ou mais importância que a liberdade de Pizzi no campo, o médio deu a consistência de que o meio campo benfiquista necessitava. Não a nível defensivo – ainda que ter mais um jogador a defender seja uma vantagem – mas principalmente, quando a equipa está em ataque. Com uma técnica acima do comum, tanto transporta o jogo pelo meio, sendo o próprio a progredir com a bola controlada, como aparece numa das alas como se de um extremo se tratasse. A visão de jogo do médio é também uma das suas maiores vantagens.

O jovem médio português aparece como a mais provável opção para substituir Krovinovic Fonte: SL Benfica
O jovem médio português aparece como a mais provável opção para substituir Krovinovic
Fonte: SL Benfica

Porém, aconteceu o que ninguém esperava. Krovinovic lesiona-se com gravidade e os restantes jogos da temporada, vê-los-á na bancada. Rui Vitória tem novo teste de fogo – o que fazer?

Uma vez que a equipa tem trabalhado num sistema tático com três jogadores no meio campo, e tem já rotinas adquiridas nos processos, alterar a disposição no campo não iria ser benéfico. Assim sendo, terá naturalmente de ou contratar um jogador com as características especificas para a posição, ou mais fácil ainda, com a inclusão do jovem médio João Carvalho.

Certamente não terá as características de Krovinovic, mas talvez acrescente outro tipo de qualidades a nível ofensivo. O jovem tem uma capacidade de remate de fora da área interessante e uma boa visão de jogo. Rui Vitória disse mesmo que o médio via o que mais ninguém via.

Resta esperar para saber se o técnico dos encarnados vê em João Carvalho a capacidade para ocupar o lugar deixado vago pelo menino da fita no cabelo – o Modric dos encarnados. Desta forma o triângulo do meio campo benfiquista apenas substituía um dos vértices por outro que, embora com uma margem de progressão a ter em atenção, ainda está em crescimento.

Foto de Capa: SL Benfica

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Resultados bastante positivos, dos quais destaco em primeiro lugar a briosa vitória (mais uma!) alcançada pelo Ténis de Mesa na Table Tennis Champions League, passando depois para a conquista da Taça da Liga pelo Futebol masculino, assim como a vitória do Voleibol masculino arrancada a ferros no reduto de um dos candidatos ao título, a AJ Fonte do Bastardo. Muito mais há para contar, por isso deixo-o com o resumo da semana de cada modalidade do Sporting Clube de Portugal:

Andebol | A formação campeã nacional venceu o CD São Bernardo, actual lanterna vermelha do Campeonato Nacional, por 36-15. Foi uma partida sem história, com a turma de Hugo Canela a deixar bem patente a diferença de valia entre os dois conjuntos. Carlos Ruesga, Michal Kopco e Cláudio Pedroso foram os artilheiros em destaque com sete, seis e cinco golos apontados, respectivamente. Os Leões totalizam agora 51 pontos, estando no segundo lugar da tabela classificativa, mas com menos uma partida disputada. O próximo jogo será frente ao Boa Hora FC no Pavilhão Fernando Tavares, estando o encontro marcado para as dezasseis horas de Sábado, três de Fevereiro.

Atletismo | As Leoas em primeiro, e os Leões em segundo, ambos se apuraram para o Campeonato de Pista Coberta a disputar no fim-de-semana de dezassete e dezoito de Fevereiro. Para já, o palco será Mira, com ambas as equipas de Corta-Mato a disputarem a Taça dos Clubes Campeões Europeus no dia quatro de Fevereiro.

Basquetebol em Cadeira de Rodas | O Sporting CP venceu a APD Lisboa por 33-44 e segue em frente na Taça de Portugal.

Carambola | O Sporting CP venceu os Dragões de Lisboa por 1-3, aproximando-se assim da liderança. Na próxima jornada, os verde e brancos defrontam o CB Amadora.

Futebol masculino | Talhados para os penáltis, assim se poderia descrever o desempenho dos Leões na final-four da Taça da Liga. Dois jogos, dois empates desfeitos nas grandes penalidades: o clássico da meia-final terminou sem golos e nas grandes penalidades Rui Patrício e Iker Casillas foram os protagonistas ao defenderem dois penáltis cada, sendo que na primeira ronda da “morte súbita” Brahimi acertou no poste e Bryan Ruiz selou a passagem dos Leões à final, final essa que foi uma reedição do derradeiro jogo da primeira edição da prova (2007/2008) e que também foi decidida nas grandes penalidades (recorde-se que o jogo terminou com um nulo e o Vitória FC acabou por levar a melhor nos pontapés da marca dos onze metros), mas agora a favor da turma de Alvalade que marcou as cinco “tentativas”, enquanto, pelos sadinos, Tomás Podstawski atirou à barra, ficando assim definido um vencedor inédito da edição 2017/2018 da prova: o Sporting Clube de Portugal. Seguem-se dois jogos para o Campeonato: recepção ao Vitória SC na quarta feira e visita ao Estoril no Domingo.

Futebol masculino vence pela primeira vez a Taça da Liga Fonte: Sporting Clube de Portugal
Futebol masculino vence pela primeira vez a Taça da Liga
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Futebol feminino | As Leoas bateram o FC Parada, formação que milita no Campeonato da II Divisão (denominado Campeonato de Promoção Feminino) por expressivos 18-1, seguindo para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. No dia quatro de Fevereiro regressa a Liga Allianz, e logo com jogo grande: Sporting CP vs SC Braga no Estádio José Alvalade, com o pontapé de saída marcado para as 14h30.

Os emails não revelados: José Couceiro critica Jorge Jesus

Cabeçalho Futebol Nacional

Caro Jorge.

É com agrado que te escrevo estas breves linhas, prometendo-te que não me irei alongar muito.

Quero primeiro que nada dar-te os parabéns pala vitória de sábado passado. Depois quero só fazer uma ou outra ressalva que senti necessidade de te transmitir após ter ouvido, atentamente, as tuas palavras após o jogo.

Ainda te lembras do que é treinar clubes com o poderio económico do Vitória FC? Ainda te lembras do que é bater o pé a clubes grandes quando se tem um clube igualmente grande nas mãos, mas não tão grande quer em número de adeptos quer em orçamento?

Sei que quando vencemos as palavras saem mais facilmente. Que uma ou outra coisa pode ser dita sem ser demasiado pensada. Venceste, logo tu é que és o maior neste momento. O mundo da bola é assim. E se tu sabes encarnar algum papel, esse é o de vencedor. O fato foi feito à tua medida, porque quando o vestes ele fica melhor em ti que em qualquer outro. Ou pelo menos tu queres acreditar que sim. Mas se calhar ganhar ao Vitória “desta forma” não foi digno do maior dos vencedores que te julgas ser.

José Couceiro, parece ter ganho a confiança dos adeptos, após estes terem pedido a sua demissão  Fonte: Vitória FC
José Couceiro, parece ter ganho a confiança dos adeptos, após estes terem pedido a sua demissão
Fonte: Vitória FC

Se calhar o estádio estava todo verdinho, como tu disseste, mas esse verdinho também era dos nossos maravilhosos adeptos.

Se calhar levaram um banho de futebol na primeira parte que nunca pensaste ser possível.

Se calhar essa de termos entrado melhor no jogo porque tivemos um dia a mais é uma grande tanga. Influenciou a agressividade e frescura? Querem lá ver que vocês na primeira parte andaram a poupar-se para na segunda darem o máximo. Andaram a gerir o esforço? Mesmo que isso tivesse significado que poderiam, por mais de uma vez, ter sofrido o 2-0?

Se calhar vocês, tal como toda a imprensa, acreditaram que já estava mais que ganho. Por vezes é incrível a forma como nós, clubes pequenos, somos desvalorizados. É preciso fazer algo histórico para ter a atenção mediática. Ou então, e esses são os preferidos da comunicação social, acontecer algo de nefasto para que nos “caiam em cima”.

Se calhar era o vosso dia de sorte. Ou talvez o dia de azar do Tomás Podstawski. Ou talvez eu que tenha sido muito burro em pôr o rapaz a marcar a grande penalidade depois de ele ter feito aquela “defesa” que era de todo evitável. Que me perdoem todos os Setubalenses. Perdoa-me, Tomás!

Podstawski foi sem dúvida o homem da final de Braga: provocou a grande penalidade que deu o empate ao Sporting CP e ainda foi o único a falhar no desempate das grandes penalidades Fonte: Vitória FC

Se calhar conquistar Taças da Liga, ao serviço dos grandes, é um bocadinho mais fácil que conquistar uma ao serviço do Moreirense, do Setúbal e até mesmo do Braga, quando esta Taça está toda alinhada para que os grandes cheguem à final, quando têm dois jogos em casa na fase de grupo, que é tão somente a fase em que vocês entram nesta mesma competição.

O futebol não é justo e isso já o sei há muito tempo. Se fosse justo essa Taça seria nossa e teríamos dado essa enorme alegria a este clube que muito tem sofrido nos últimos tempos. Este clube histórico, estes sócios e adeptos mereciam isso e muito mais. Se fosse justo o Vasco teria feito o segundo golo, ou o Gonçalo, ou a bola que foi a barra teria entrado caprichosamente, e o Trigueira teria apanhado a grande penalidade do Bruno Fernandes. Mas não!

Isto tudo para te dizer que sim, é verdade: vocês ganharam e não importa como, porque o que fica é o vencedor. Portanto, no final de contas, o que tenho a fazer é dar-vos os parabéns. Parabéns para ti e para esse enorme clube.

Com isto tudo termino, enviando-te um abraço e votos de felicidades pessoais e desportivas e que nunca esqueças que esse clube, por onde também eu já andei, é e será sempre maior que qualquer pessoa ou que qualquer grupo de pessoas que possam estar a “comandá-lo”.

Um abraço

José Couceiro

Foto de Capa: Vitória FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Vamos fazer o que ainda não foi feito!

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Cabeçalho modalidadesJá estamos em contagem decrescente para o início do Campeonato da Europa de Futsal, onde a nossa seleção parte (novamente) com o desejo de poder ser, pela primeira vez, campeã continental. O sonho já vem de edições anteriores, onde a equipa das quinas teve uma série de boas prestações que quase culminaram na vitória final, tendo como referência a única final atingida até ao momento, em 2010. Para tentar cumprir este sonho, expansível a todos os portugueses amantes do desporto em geral e de futsal particularmente, os nossos atletas terão pela frente as formações nacionais da Ucrânia e da Roménia no grupo C, num agrupamento com três seleções onde passam as duas primeiras para as rondas a eliminar, mais concretamente os quartos-de-final.

O nosso grupo irá cruzar com o grupo D, composto pela temida equipa espanhola, pelo Azerbaijão e pela estreante França. Neste caso é, portanto, vital terminar na liderança do agrupamento, para tentar evitar “nuestros hermanos”, equipa que, em condições normais, será primeiro classificado.

Atenção que a equipa “azeri” (coloquei a nacionalidade entre aspas devido à naturalização apressada de vários jogadores brasileiros, que compõem praticamente metade dos jogadores selecionados) também é uma equipa competitiva e capaz de criar muitas dificuldades aos adversários, conforme se comprovou no Mundial 2016, em que Portugal e Azerbaijão se encontraram nos quartos-de-final da competição, terminando com um equilibrado 3-2 a nosso favor. A França é a incógnita, pois cumpre a sua estreia em Europeus, logo só será possível aferir a sua qualidade quando a bola começar a rolar.

São estes os 14 jogadores escolhidos por Jorge Braz para jogar a fase final do Euro 2018 Fonte: FPF
São estes os 14 jogadores escolhidos por Jorge Braz para jogar a fase final do Euro 2018
Fonte: FPF

O Euro irá começar na capital eslovena Ljubljana, mais concretamente na Arena Stozice, com um jogo bastante interessante: um duelo entre o organizador desta fase final e a Sérvia, marcado para as 17h portuguesas. Nós só começamos a participação no dia seguinte perante a Roménia, estando o segundo e último encontro português agendado para o dia 4 de Fevereiro às 17 horas. Quanto aos restantes grupos, o A promete bons jogos, uma vez que, para além da Eslovénia e da Sérvia inclui a Itália, e o B apresenta outro dos fortes candidatos à vitória final, a equipa da Rússia, uma das equipas mais fortes entre a segunda linha de candidatos, isto é, o Cazaquistão, que também apresenta alguns jogadores naturalizados. Para finalizar temos a equipa da Polónia, outra das grandes incógnitas pois já está afastada dos grandes palcos desde 2001, ano da primeira (e única) presença em Campeonatos da Europa.

Vamos então desfrutar da competição e ver se é desta que conseguimos “matar o borrego” e trazer o galardão para casa. Esta geração e todas as anteriores merecem esta conquista, por isso façam o vosso melhor e não entendam este meu pedido como uma exigência, o objetivo mínimo de acordo com o selecionador Jorge Braz é entrar numa posição medalhável, mas sem nunca parar de sonhar com o troféu de campeão nas mãos!

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Mkhitaryan: O jogador certo para o Arsenal

Cabeçalho Liga Inglesa

Contratado pelo Manchester United no verão de 2016, aos alemães do Borussia Dortmund, Mkhitaryan nunca se adaptou totalmente em Old Trafford. O médio-ofensivo arménio foi, provavelmente, contratado por Mourinho com a intenção de dar mais criatividade ao ataque da equipa. Apesar do seu perfil futebolístico contrastar em muito com o tipo de jogadores que o treinador português prefere, Mkhitaryan é também um médio que marca muitos golos, e que chega com facilidade a zonas de finalização. Neste aspeto, tem algumas semelhanças com o ex-jogador de Mourinho Frank Lampard, e essa sua característica terá sido chave para a sua chegada a Manchester.

No entanto, Mkhitaryan nunca conseguiu encontrar maneira de exprimir o seu futebol sob os rigorosos esquemas táticos de Mourinho. A sua falta de empenho em tarefas defensivas, mais a sua inflexibilidade em adaptar o seu estilo de jogo aos pedidos do treinador, fizeram com que o ex-Dortmund deixasse de contar como opção válida para o ataque do Manchester United.

Ao chegar ao seu novo clube, o Arsenal, Mkhitaryan deu um passo importante na carreira. Não só entrou numa equipa onde o seu estilo de futebol é muito bem visto, como também chega numa altura em que os gunners precisam de reforços de qualidade. Juntando tudo isto à necessidade do arménio em ter mais minutos de jogo, e relançar de certa forma a sua carreira, é possível ver que o médio pode ser uma peça-chave num regresso do Arsenal ao topo do futebol inglês.

Sem um título da Premier League desde 2004, os gunners perderam um pouco a imagem de clube grande que tinham no início do século XXI. O técnico Arsène Wenger, que orienta a equipa há mais de 20 anos, tem sido muito criticado, e a ideia que o treinador francês está ultrapassado e o clube precisa de alguém novo tem ganho força junto dos adeptos londrinos.

Mkhitaryan nunca se afirmou em absoluto no Manchester United Fonte: Manchester United FC
Mkhitaryan nunca se afirmou em absoluto no Manchester United
Fonte: Manchester United FC

Se Mkhitaryan conseguir afirmar-se rapidamente no Arsenal, e o clube subir na classificação do campeonato, a tensão à volta do Emirates pode diminuir um pouco. E, mesmo que Wenger continue como treinador, os adeptos podem esquecer a sua insatisfação.

Por outro lado, a chegada dum jogador do seu nível, que vem motivado para mostrar toda a sua qualidade, serve como exemplo ao restante plantel do Arsenal, cujas exibições mostram muitas vezes uma equipa pouco aguerrida, ou interessada em ganhar. Assim, de certa forma, o arménio pode ser o jogador que transforma uma equipa, algo que não é inédito nos londrinos.

Nos primeiros anos ao serviço do Arsenal, Wenger contratou vários jogadores franceses, como Henry ou Vieira, que não só ajudaram a equipa a ganhar títulos, como foram tão influentes que mudaram a identidade do clube. Tal como Mkhitaryan, a maioria destes futebolistas chegaram ao clube com algo a provar, depois de passagens discretas por outras equipas europeias.

A situação é, portanto, a ideal para o médio-ofensivo ex-Manchester United voltar a brilhar.

Visto pelos adeptos em geral como um jogador inferior a Alexis Sánchez, mas reunindo também o consenso de ser um futebolista com um estilo à Arsenal, o arménio é das melhores contratações feitas pelos gunners nos últimos anos.

Há anos com um orçamento para transferências curto, e esforçando-se para gastar menos dinheiro que outros clubes grandes ingleses, o Arsenal tem tido, nas últimas temporadas, plantéis com lacunas evidentes. No entanto, a perda de Sánchez para um clube rival, como o Manchester United, parece ter tornado mais evidente que nunca a necessidade do clube londrino em gastar mais em reforços, sob pena de perder de vez o estatuto de candidato ao título em Inglaterra,

Ao contratar Mkhitaryan, e possivelmente Aubameyang, outro jogador que tem sido falado como reforço, o Arsenal aproxima-se mais da qualidade de outras equipas rivais, e deixa de insistir em tentar ganhar troféus sem recorrer a grandes transferências.

Se mantiver esta abertura para ir buscar grandes jogadores, e todos os reforços tiverem o perfil de Mkhitaryan, o Arsenal está no caminho certo para voltar a somar títulos.

Foto de Capa: Arsenal FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Dupla vitória nos Açores deixa Sporting CP destacado na liderança do campeonato

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Cabeçalho modalidadesDepois de no fim-de-semana passado o Benfica ter sido derrotado em sua casa pelo Castêlo da Maia, deixou a liderança ao alcance dos seus eternos rivais, que não parecem ter vontade de ceder o primeiro posto nesta fase regular.

Sem surpresas, o Benfica venceu por 3-1 o seu jogo desta jornada, superiorizando-se à Associação Académica de Espinho, em jogo disputado no Pavilhão da Luz.

O Sporting, galvanizado pela sua classificação neste campeonato, deslocou-se aos Açores para uma jornada dupla com a Fonte do Bastardo e com o Clube K. No Sábado, naquele que era o jogo grande desta jornada, os leões venceram na negra a Fonte do Bastardo num dos jogos, teoricamente, mais difíceis deste campeonato. Com menores dificuldades, bateram no Domingo o Clube K, por expressivos 3-0 e assumiram a liderança do campeonato, agora com três pontos de vantagem perante o campeão nacional, Benfica.

Benfica volta às vitórias, mas fica mais longe da liderança Fonte: SL Benfica - Modalidades
Benfica volta às vitórias, mas fica mais longe da liderança
Fonte: SL Benfica – Modalidades

O Esmoriz foi a outra equipa a deslocar-se aos Açores para uma jornada dupla frente ao Clube K e à Fonte do Bastardo, não voltando satisfeita ao continente, uma vez que trouxe na bagagem duas derrotas. No Sábado, num jogo muito equilibrado, a vitória acabou por sorrir ao Clube K, que acabou por vencer o encontro na negra. Já no Domingo, a Fonte do Bastardo bateu o Esmoriz por 3-1.

Apesar da derrota de Sábado frente ao Sporting, esta vitória frente ao Esmoriz, colocou a formação da Fonte do Bastardo de novo na quarta posição do campeonato, ultrapassando o Castêlo da Maia, que não jogou nesta jornada.

A completar os lugares de acesso ao play-off de campeão está o Sporting de Espinho, que voltou a vencer tranquilamente, ao bater o Leixões por 3-0.

Nos restantes jogos, Vitória de Guimarães e VC Viana conseguiram importantes vitórias na fuga ao play-off de despromoção, ao baterem o Sporting de Espinho (3-2) e o São Mamede (3-1), respectivamente.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Voleibol

CF Os Belenenses 1-1 SL Benfica: Afinal são todos do mesmo campeonato

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Silas, ex jogador profissional, veio substituir Domingos Paciência no comando técnico da equipa do Restelo. A equipa do Belenenses partia para este jogo com 20 pontos e em 12.º lugar. Nos últimos dez jogos, empatou sete e perdeu três – o último triunfo da equipa foi a 28 de outubro de 2017 quando venceu o Moreirense em casa por 3-0. Já o Benfica vinha de uma fase positiva, a equipa nos últimos cinco jogos ganhou quatro jogos e empatou um frente ao rival Sporting. Era o primeiro teste a uma equipa sem Krovinovic, um dos jogadores que ganhou maior destaque neste Benfica, e que na última partida sofreu uma lesão que o coloca durante alguns meses fora da competição. João Carvalho perspetivava-se como seu substituto e assim foi. Já o Belenenses alterou quatro jogadores face á última equipa a atuar para o campeonato.

O início do jogo mostrou um Benfica a querer pressionar alto, com João Carvalho a aparecer mais perto de Jonas. No entanto foi uma primeira parte em que o principal destaque foi a capacidade da equipa do Belenenses de jogar igual para igual com a equipa de Rui Vitória como demonstrou a boa triangulação do ataque do Belenenses perto do minuto 35´ que resultou num cabeceamento ainda um pouco por cima da baliza de Bruno Varela. No minuto seguinte, os encarnados responderam com João Carvalho a lançar Cervi em velocidade, no entanto um ressalto evitou o pior para a equipa do restelo. Até ao intervalo a história do jogo não se alterou. O Benfica ainda dispôs de uma boa oportunidade num livre perto da baliza de Filipe Mendes, mas Grimaldo rematou por cima.

A 2.ª parte começou e nenhum dos técnicos fez substituições. O Benfica começou melhor e em dois minutos colocou à prova a defesa da casa. Minuto 48´e boa oportunidade para a equipa do Belenenses. Canto cobrado e de cabeça o central Sasso remata não muito longe da trave encarnada. O Benfica sente a falta de Krovinovic para jogar entre linhas e ligar o jogo em zonas interiores. Pizzi continua uns furos abaixo daquela que é a sua melhor forma e João Carvalho não oferece ao jogo o mesmo que o croata. João Carvalho é substituído ao minuto 61´ por Zivkovic debaixo de um aplauso. O jovem jogador português mostrou bons detalhes.

O Benfica aproximava-se da área contrária, mas sempre sem conseguir criar real perigo. Até que a 20 minutos do fim do jogo, e numa arrancada de Cervi, os encarnados ganham uma grande penalidade que Jonas não conseguiu concretizar. Filipe Mendes adivinhou o lado para onde o brasileiro colocou a bola e, muito seguro, defendeu-a. Cervi perde uma oportunidade incrível ao minuto 77´. Isolado para o guardião do belenenses, o argentino remata muito por cima.

Os minutos finais trouxeram um Benfica a tentar chegar ao golo que resolvesse o jogo, mas sem efeito. Aos 85´minutos e já com Jimenez em campo, Rui Vitória colocou Seferovic para tentar ganhar força na área, porém, é a equipa da casa que consegue chegar ao golo. Corria o minuto 86´ quando o recém-entrado Nathan coloca a equipa do Belenenses em vantagem no marcador, num remate rasteiro de fora da área.

A equipa encarnada tentava chegar pelo menos ao empate, e conseguiu.  No último lance da partida, Jonas consegue chegar ao empate num livre eximiamente cobrado já passavam sete minutos do tempo regulamentar. Até ao final do encontro o resultado não se alterou e a equipa da cruz de cristo arrecadou um ponto importante para aqueles que são os seus objetivos na temporada. Já o Benfica dificulta as contas para o único objetivo que ainda resta da temporada, o de ser campeão.