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Nélson da Luz e Vá: As novas pérolas do futebol angolano?

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Cabeçalho Futebol Internacional

Nos últimos anos, tem-se vindo a assistir ao aparecimento de algumas mais-valias no futebol angolano, o que acaba por ser um indicador positivo para o contínuo desenvolvimento do desporto-rei no país. Dos casos mais antigos (Mantorras, Djalma Campos, Manucho Gonçalves) até aos mais atuais (Bastos Quissanga que joga na Lázio de Roma, Clinton Mata que representa o KRC Genk da Bélgica), têm surgido jogadores com uma qualidade excecional, que acabam por colocar os olheiros de clubes de topo mundial atentos ao Girabola. O exemplo mais recente foi o de Gelson Dala, que após ter brilhado no 1.º de Agosto, transferiu-se para o clube de Alvalade. Apesar de ter sido emprestado neste mercado de inverno ao Rio Ave, creio que o jovem angolano irá ter sucesso num futuro próximo pelos “Leões”.

Perante isto, atualmente a pergunta que os adeptos angolanos vão fazendo com alguma frequência é a seguinte: “Quem será o próximo craque a surgir?”. Na minha opinião, a questão pode ser facilmente respondida com dois nomes: Nélson da Luz e Vá. Os dois jovens já foram lançados na edição anterior do campeonato angolano, e ambos deram mostras de serem uma boa aposta para o futuro da Seleção.

O primeiro, Nélson da Luz, atua no campeão em título, 1.º de Agosto, e pretende seguir os passos de Gelson Dala e Ary Papel. Aos 18 anos, o extremo deu mostras suficientes no Girabola’17 de que poderá ser um “diamante” para lapidar: forte no um-para-um, boa capacidade de finalização e muita criatividade. Tendo já sido convocado para representar os Palancas Negras nas camadas jovens, o certo é que o jovem ainda tem aprimorar alguns aspetos táticos, mas se continuar a desenvolver um bom trabalho ao serviço do 1.º Agosto, creio que irá num futuro próximo rumar a outras paragens.

O jovem Vá, ex-Progresso do Sambizanga, irá representar o Leixões SC Fonte: Girabola Zap
O jovem Vá, ex-Progresso do Sambizanga, irá representar o Leixões SC
Fonte: Girabola Zap

O segundo, Vá, foi anunciado recentemente como reforço do Leixões, da Segunda Liga portuguesa. Pelo Progresso do Sambizanga, o atleta de 19 anos que atua na zona mais avançada do terreno como extremo marcou seis golos em 20 jogos no Girabola do ano passado. Com um ótimo remate e boa qualidade de passe, Vá, que acabou de representar a seleção de Angola no CHAN’18, também ainda necessita de melhorar o contributo defensivo para com a sua equipa, embora acredito que a experiência que irá ter ao disputar um campeonato tão disputado como é a Segunda Liga poderá ser importante para adquirir os conhecimentos necessários para se tornar num jogador de topo.

Em suma, só o tempo irá afirmar se Nélson da Luz e Vá serão as “novas pérolas” do futebol angolano, mas o certo é que o país tem muitos jovens futebolistas de enorme qualidade e que podem perfeitamente singrar ao mais alto nível, bastando apenas aos clubes dar boas condições e apostar na sua formação para que os olheiros dos clubes de topo mundial passem a estar mais atentos ao futebol em Angola.

Foto de Capa: Girabola Zap

Artigo revisto por: Jorge Neves

Só com convite

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Cabeçalho modalidadesO ciclismo tem várias particularidades que o diferenciam dos restantes desportos de equipa e uma delas é a não partição das equipas em divisões estanques como acontece no basquetebol ou no hóquei. A tradição até é a do total liberalismo, mas neste milénio a União Ciclista Internacional (UCI) conseguiu impor um sistema de escalões, hoje conhecido como World Tour.

Ora, o World Tour é o escalão mais alto do ciclismo profissional e a sua premissa é simples: nele estão as 18 melhores equipas do mundo que ganham convite automático para as melhores provas – as de escalão homónimo. Os restantes lugares vagos serão ocupados por equipas do segundo nível, Profissionais Continentais, enquanto as equipas Continentais não podem aceder a esse nível de competição. Para exemplificar, as equipas portuguesas, como a W52/FC Porto e o Sporting CP/Tavira, são continentais, a CCC Polkowice onde corre Amaro Antunes ou a Cofidis de Nacer Bouhanni são Profissionais Continentais e a Sky de Chris Froome e a UAE Team Emirates de Rui Costa são World Tour. Há ainda lugar a equipas amadoras cujo registo é apenas nas Federações nacionais e não na UCI, tendo Portugal várias destas equipas, como a Sicasal-Constantinos-Delta.

As restantes provas podem convidar as equipas que quiserem, desde que respeitando limites consoante os escalões destas, que vão do mais elevado .HC ao mais baixo .2, passando pelo intermédio .1. É justamente esse sistema de convites que causa maiores condicionamentos às equipas, porque estão sujeitas à arbitrariedade das organizações das provas e acabam por fazer parte da época com o calendário indefinido e sem saber se irão ou não fazer certas provas.

Esta época começou exatamente com questões sobre a decisão da organização do Tour de deixar de fora a Vital Concept de Bryan Coquard sem esta ainda ter corrido um único quilómetro para poder demonstrar a força da sua candidatura, mas críticas às escolhas dos organizadores não se resumem ao Tour nem somente à presente época. Um dos exemplos mais gritantes é o do Giro d’Italia, especialmente desde que deixou de haver qualquer equipa transalpina no escalão máximo. Uma vez que há 4 equipas Pro Continentais italianas, seria de esperar que ocupassem os 4 lugares disponíveis para equipas convidadas, mas não tem sido esse o caso. Esta época, a Nippo ficou de fora para dar lugar à Israel Cycling Academy o que,  até se pode compreender já que o Giro começará em Jerusalém, não faz sentido do ponto de vista desportivo, já que os italianos têm muito mais pergaminhos. Adicionalmente, a Nippo poderia também ter entrado no lugar da Bardiani, que em 2017 começou a prova com menos dois, devido a casos de doping conhecidos na véspera da corrida.

Apesar dos bons resultados desportivos, a Androni tem sido várias vezes preterida na atribuição de wildcards Fonte: Team Androni Giocattoli
Apesar dos bons resultados desportivos, a Androni tem sido várias vezes preterida na atribuição de wildcards
Fonte: Team Androni Giocattoli

Ainda assim, a seleção deste ano é muito mais aceitável que a do ano anterior em que à Nippo se juntou a Androni em ficar de fora, para dar lugar aos polacos da CCC e aos russos da Gazprom. Em resposta da Androni à incompreensível nega da organização foi dada na estrada, vencendo a Taça de Itália e ganhando automaticamente um dos convites. Ainda assim, não deixam de ser preteridos em provas da RCS, a entidade que organiza o Giro, e, por exemplo, este ano vão falhar o Tirreno-Adriatico.

E também nas clássicas há casos destes, a Wanty, que ganhou o ranking Europeu em 2017, vai ficar de fora do Paris-Roubaix, mesmo tendo em Yoann Offredo um bom outsider que o ano passado terminou em 14º. Também a Filippo Pozzato de nada lhe valeu o seu 8º na Ronde van Vlaanderen 2017, já que este ano a organização decidiu não convidar a Wilier Triestina onde corre.

Já em Portugal, a maioria das competições não tem equipas interessadas em número suficiente para chegar ao limite de participantes, pelo que apenas na Volta ao Algarve se colocam este tipo de questões. Também aqui a decisão não foi livre de polémica, especialmente por se ter deixado de fora a CCC equipa de Amaro Antunes, ciclista algarvio que em 2017 foi 5º da Geral e quebrou uma seca de muitos anos de vitórias de etapas de portugueses.

E, então, qual é a solução? Não há, pelo menos para já. O que temos de manter sempre em mente é que as organizações têm o direito de convidar quem querem, as prova são delas, são elas que as gerem e arranjam financiamento, por isso têm que ter autonomia para escolher. Ou seja, é preciso aceitar que há interesses económicos e nacionais que têm de ser respeitados. No entanto, é preciso não ignorar os resultados desportivos e deixar equipas de fora e com calendários remendados à última da hora apenas porque não são tão fortes no lobbying.

Para finalizar, uma sugestão de como se pode diminuir estas injustiças: a fixação de critérios desportivos. A UCI e as Federações Nacionais devem incentivar – mas nunca obrigar, já que a autonomia das organizações deverá sempre ser preservada – a que as entidades organizadoras estabeleçam critérios de base desportiva para alocar uma parte dos convites disponíveis, como a RCS faz no Giro com a atribuição de um wildcard à equipa vencedora da Taça de Itália e que permitiu à Androni dar a volta às negas.

Foto de Capa: Le Tour de France

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Feitos com defeitos

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Estou seriamente a ponderar cancelar o meu serviço da Vodafone. Ridículo copiarem uma mensagem que é capa de um jornal desportivo. Para que a informação seja clara e transparente, porque a Supertaça Cândido de Oliveira também conta, o último título do Sporting foi a sua conquista a 08-08-2015. Conta feita, desde então, arrisco-me a dizer que os 903 dias anunciados estão errados.

 Os festejos depois de eliminar FC Porto na meia-final da Taça CTT Fonte: Sporting Clube de Portugal
Os festejos depois de eliminar o FC Porto na meia-final da Taça CTT
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Depois da ausência de futebol, praticado pelo Sporting na primeira parte, fiquei surpreendido com a conquista da Taça CTT. Com os nervos em flor e de tanto salivar de raiva, mais depressa colava cem selos em envelopes do que o Bryan Ruiz fazia uma finta a um jogador sadino. A mania de inventar quase tramou o treinador leonino. Como é possível arriscar numa frente sem qualquer tipo de explosão e velocidade? E porquê numa final? Será possível, com tantas partidas efectuadas, ainda não estar convencido de que Bruno Fernandes não pode jogar atrás? Será possível que Battaglia, de um momento para o outro, deixou de ter qualidade? A segunda parte justifica estas observações. Com Acuña, Battaglia e Bruno Fernandes mais à frente, o Sporting ganhou alma, ganhou intensidade e muita qualidade. “Ah, só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro” – sim é verdade, não tiro mérito a quem arrisca mas tiro, com certeza, uns quantos cabelos com tantas más opções que afugentam até os mais crentes.

Depois do empate para o campeonato, o presidente leonino reivindicou um discurso de quem trabalha muito e tem pouco êxito. “Um soco no estômago” que mais parecia um tiro de caçadeira capaz de depenar metade das galinhas deste planeta. Um discurso infeliz de quem salienta estar à frente de uma instituição como a do Sporting Clube de Portugal. Bruno de Carvalho não se pode esquecer de que representa os sócios e que da mesma maneira que foi eleito, pode ser destituído. Tem uma enorme avalanche de apoio – disso não há dúvida. O trabalho realizado até agora, tanto financeiramente como a nível competitivo também deve ser enaltecido. Mas, se os títulos faltarem, quantos seguidores se irão perder? Futsal, andebol e outras modalidades serão suficientes para debater a ausência de títulos nacionais no futebol sénior? Só os adeptos e sócios do Sporting poderão ter a última palavra. O que é facto é que o discurso foi lamentável e o Sporting precisa de mais respeito e seriedade.

"El Avioncito" regressou para erguer para uma taça Fonte: Sporting Clube de Portugal
“El Avioncito” regressou para erguer para uma taça
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O primeiro feito da temporada foi alcançado, bem à moda do engenheiro Fernando Santos. Apenas uma vitória em toda a competição foi suficiente para levantar o caneco. Mas é preciso não esquecer que ainda estão patentes muitos defeitos. Para uma equipa que já gastou mais do que orçamento inicial não é admissível que volte a cometer, sistematicamente, os mesmos erros. É preciso, e exige-se, mais qualidade neste Sporting – afinal a competição acabada de vencer nunca será relevante ao ponto de os adeptos perdoarem gorar a conquista do título.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Texto revisto por: Teresa Lopes

Corredores de Ataque

Cabeçalho Futebol Nacional

O futebol moderno evoluiu a todos os níveis e nem as características dos defesas laterais escaparam. Os simples defesas direito ou esquerdo adquiriram uma importância como nunca haviam tido nas manobras ofensivas das equipas. Sim, porque mais do que defender, os defesas laterais passaram a atacar muito mais do que anteriormente e a contribuir significativamente para a produção da sua equipa, quer com golos, quer com assistências.

Independentemente do desenho tático da equipa e das suas pretensões de cada jogo e campeonato, nenhum treinador dispensa pelo menos um bom defesa lateral. Um que “suba” e “desça” o corredor lateral incansavelmente ao longo de todo o jogo e que, com maior ou menor técnica, consiga servir os extremos contrários e o avançado na área. Ainda que o meio campo seja ocupado por mais do que um bom estratega, com os tão desejados “bons pezinhos”, ou pelos médios de grande porte físico e que seguram o jogo, o apoio do defesa lateral é fundamental. Nem que seja para fazer circular a bola, abrir linhas de passe e refrescar o jogo.

Alex Telles é mais um dos sucessos nas laterais do Dragão Fonte. Facebook Oficial de Alex Telles
Alex Telles é mais um dos sucessos nas laterais do Dragão
Fonte: FC Porto

O mais comum é olhar para o plantel dos “grandes” e deles tirar as principais conclusões e exemplos. Assumindo apenas a classificação atual e, por isso, começando pelos dragões, a época de Alex Telles tem sido, até então, melhor que a anterior. Com o mesmo nome e da mesma posição, o FC Porto já contou com um Alex parecido e o seu futuro confirmou-se brilhante; o Sandro. Ainda que Ricardo Pereira tenha conseguido o seu lugar no onze, enquanto defesa ou médio, e agradado os adeptos azuis e brancos, é o brasileiro quem mais tem colhido não só o carinho dos aficionados, mas a confiança do seu treinador e colegas. O entrosamento com os seus companheiros de equipa é já inquestionável em qualquer discussão, mas é na sua qualidade individual que residem as razões desta distinção. É, sem dúvida, um dos melhores, senão o melhor, defesas laterais do nosso campeonato e para isso contribuem a forma destemida com que avança pela linha lateral e a qualidade com que serve os seus companheiros mais ofensivos. As assistências contabilizadas na época passada (8, só no campeonato) fizeram dele um dos mais presenteadores da Primeira Divisão. Assume ainda alguns dos pontapés de canto e livres laterais da sua equipa, de forma a tirar proveito precisamente dessa sua qualidade.

Estará a luta pelo título mais acesa que nunca?

Cabeçalho modalidadesFaltam cinco jornadas para o final da Liga Placard e o primeiro lugar ainda se encontra bastante disputado. Apesar do SL Benfica se encontrar na primeira posição com 32 pontos, o UD Oliveirense (30 pontos) e o FC Porto (29 pontos) procuram uma chance pelo lugar mais alto no pódio, antes dos play-offs. Após a exímia exibição do clube portista na época transata, o FC Porto, que ocupa o 3.º lugar, procura a reconquista do campeonato perdido, com cinco jogos aparentemente fáceis, quatro deles no Dragão Caixa.

O UD Oliveirense, que se demonstrou uma grande surpresa neste ano ao seguir isolado com o 2º lugar, ainda tem o desafio de enfrentar o Illiabum no penúltimo jogo, jogo este que promete ser bastante dividido.

Após um início de época que deixou bastante a desejar, os dragões conseguiram estabelecer um ritmo de jogo elevado, onde se apresentaram vitoriosos em diversas ocasiões, inclusive contra o clube benfiquista. Porém, o FC Porto colapsou mais uma vez contra a equipa de Oliveira de Azeméis, ao perder o jogo por uma margem de 15 pontos.

Pedro Bastos ao serviço do FC Porto Fonte: FC Porto
Pedro Bastos ao serviço do FC Porto
Fonte: FC Porto

Quanto ao clube benfiquista, este não apresenta qualquer adversário de extrema dificuldade, porém, é de realçar que no jogo frente ao CAB Madeira, o 9.º classificado da tabela, este apresentou vários sinais de cansaço e de inconsistência e que, apesar da vitória, as águias tornaram um jogo aparentemente fácil, num bicho de sete cabeças.

Sendo assim, é possível verificar que a luta pelo título de campeão nacional ainda está bastante acesa. Será o campeonato mais disputado dos últimos anos? Tudo se dirá no final. Com poucas jornadas para o final do campeonato, ainda está muito basquetebol por jogar.

A próxima rodada de jogos iniciar-se-á a 2 de fevereiro.

Foto de Capa:  SL Benfica

Análise ao último dia de mercado

Cabeçalho Futebol Internacional

Digamos que este foi um mês generoso no que toca a transferências futebolísticas. Este defeso foi bastante recheado em movimentações sonantes, deixadas, principalmente, para os últimos dias do mês, o que aumenta ainda mais a expectativa dos adeptos em ver o seu clube recrutar um jogador numa transferência de última-hora.

Apesar de tudo, as transferências que movimentaram maiores maquias de dinheiro ocorreram no início do mês e ambas envolveram o Liverpool. Os Reds libertaram Coutinho para o Barcelona por 120 milhões de euros, uma quantia irrecusável, inflacionada ao nível do mercado atual. No entanto, também abriram os cordões à bolsa e desembolsaram uns inéditos 85 milhões de euros por um defesa: Van Dijk deixou o Southampton e instalou-se de pedra e cal na defesa de Anfield. A Premier Legue foi, mais uma vez, a agitadora deste mercado e também os emblemas de Manchester se movimentaram, tendo Alexis Sanchez trocado o Emirates por Old Trafford e, já mais perto do Deadline Day, Laporte deixado o País Basco para trabalhar com o catalão Pep Guardiola, no City.

O último dia de mercado foi, mais uma vez, muito agitado e teve de tudo: desde transferências recorde a transferências falhadas, empréstimos a renovações, ninguém quis ficar para trás. Comecemos pela “bomba” deste último dia: uma mega operação que envolveu Borussia de Dortmund, Chelsea e Arsenal. Os Gunners há muito que tentavam aliciar Aubameyang e lá conseguiram levar as negociações a bom porto, recrutando o gabonês por um valor recorde na história do clube. Mas para isso teve a ajuda… de um rival! Isto porque venderam Giroud ao Chelsea por cerca de 20 Milhões, o que fez com que os comandados de Antonio Conte libertassem Batshuayi por empréstimo para… o Dortmund! Confuso? Sim, à primeira vista pode parecer…

A grande operação do último dia do mercado Fonte: goal.com
A grande operação do último dia do mercado
Fonte: goal.com

Aliás, o Arsenal atacou em peso este final de mercado e, apesar de ter perdido Alexis para um rival, conseguiu voltar a juntar a dupla Mkhitaryan-Aubameyang que muitos estragos fez na Bundesliga e ainda renovar com Ozil, que podia assinar por qualquer cube neste defeso. Outro rival londrino do Arsenal, o Tottenham, aproveitou este último dia para oficializar a contratação de Lucas Moura, vindo do PSG. Ainda na Premier League, Slimani trocou os Foxes pelo Newcastle e Carlos Carvalhal viu chegar dois reforços de peso para descongestionar o trânsito no fundo da tabela: Andre Ayew e Andy King.

Nota ainda para três jovens promissores espanhóis que mudaram de ares em busca de mais minutos: Deulofeu não se conseguiu impor no Barcelona e rumou ao Watford, enquanto que Bartra e Sandro Ramirez regressaram ao país natal, para os rivais de Sevilha (Bétis e Sevilha, respetivamente). Natural, também, são as transferências falhadas e este defeso não foi exceção, tendo o Leipzig desistido de contratar o jovem português Umaro Embaló, por falta de entendimento com o empresário do jogador.

Depois de muitos reajustes, algumas equipas ficam com elencos muitos mais fortes, enquanto outras ficam menos guarnecidas de opções. No final, o importante é o bom futebol, que é o que todos nós queremos ver nesta segunda metade da época.

Foto de Capa: B24

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Sporting CP 1-0 Vitória SC: Triunfo difícil vale a liderança do campeonato

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O Sporting CP venceu esta quarta-feira o Vitória SC por 1-0, em jogo a contar para a vigésima jornada da Primeira Liga. Após a conquista da Taça da Liga – a primeira da sua história – e motivados pelos empates de SL Benfica e FC Porto, os “Leões” sabiam que uma vitória era sinónimo de liderança isolada. Para isso, Jorge Jesus efetuou três alterações no onze inicial: reforçou o meio-campo com o músculo de Rodrigo Battaglia, retirando Bryan Ruiz e puxando Bruno Fernandes para a ala; potenciou a outra lateral com o regresso de Marcos Acuña, que substituiu Fredy Montero; e preferiu jogar pelo seguro, trocando Piccini, com queixas, por Ristovski.

Do lado vitoriano, Pedro Martins apenas mexeu duas peças na sua formação inicial: no ataque saiu Heldon – emprestado pelo Sporting – e entrou para o seu lugar Fábio Sturgeon, enquanto na zona defensiva Victor García foi substituído por Rafael Miranda.

Duas equipas históricas da Liga Portuguesa, num encontro tradicionalmente difícil para os “Três Grandes” e que começou com essa imagem: os primeiros trinta minutos da partida mostraram um duelo tático muito interessante, com o jogo muito aberto. O Vitória pressionava muito alto, com as linhas subidas, e criava dificuldades ao Sporting para sair para o ataque com bola controlada. Assim, as primeiras oportunidades foram partilhadas – a equipa vimaranense colecionava as mais perigosas, com um remate de João Aurélio defendido por Rui Patrício ao minuto treze e com um contra-ataque mortífero de Raphinha sete minutos depois; já o Sporting materializava o seu fluxo atacante pela presença infrutífera no meio-campo adversário, com a sua melhor chance a surgir apenas de um remate de Rúben Ribeiro para as bancadas.

No últimos dez minutos da primeira parte, ficou latente a falta de opções atacantes dos “Leões”. O seu jogo limitava-se às tentativas de cruzamento para Bas Dost – muito sozinho na área – sempre sem resultado. O Vitória aproveitava e em contra-ataque voltou a assustar, com remate de longe de Raphinha. A equipa da casa ainda respondeu com remates de Coentrão e William – os mais perigosos do primeiro tempo – mas ficava uma ideia assente: não havia ideias, criatividade, e Bas Dost, sozinho na área, não bastava para um Sporting desinspirado ganhar frente a um Vitória inteligente e organizado.

O Vitória mostrou-se bem organizado na primeira parte, o que complicou a tarefa do Sporting Fonte: Bola Na Rede
O Vitória mostrou-se bem organizado na primeira parte, o que complicou a tarefa do Sporting
Fonte: Bola Na Rede

Para a segunda parte, Jorge Jesus, ciente de que era necessário fazer mais e melhor para conquistar os três pontos, fez entrar Montero para o lugar de Rúben Ribeiro no início dos segundos 45 minutos, de modo a ter mais presença na área vimaranense. Mas mal começou a segunda parte, o técnico teve de mexer novamente, e colocou Doumbia, tirando do campo o lesionado Bas Dost. O Sporting começou a pressionar a defesa adversária, e Acuña, aos 48 minutos, esteve perto de fazer o primeiro do encontro, embora o seu remate tenha sido inofensivo.

A equipa da casa ia dando mostras de querer chegar rapidamente ao golo: Doumbia, ao minuto 58, no frente-a-frente com Douglas, permitiu a defesa ao guardião adversário. Na última substituição do Sporting, Bruno César foi lançado em jogo, para atuar na ala direita e passando assim Bruno Fernandes a jogar no meio, atrás da dupla Montero-Doumbia. Aos 72 minutos, e após boa jogada coletiva, o remate de Bruno César embateu no poste da baliza de Douglas, para desespero dos adeptos sportinguistas. Acuña voltou a tentar a sua sorte ao minuto 82, num remate espontâneo e de primeira que obrigou Douglas a voar.

Foi o prenúncio para o que viria a surgir: no minuto seguinte e na sequência de um canto, Mathieu fez o primeiro golo do jogo e sossegou os adeptos. Para tentar voltar à situação de empate, Pedro Martins esgotou as suas substituições e colocou Rafael Martins no lugar de Rafael Miranda. Os últimos minutos iam ser frenéticos, com o Vitória a carregar à procura do empate e o Sporting a querer manter a bola longe da sua área, missão que foi bem-sucedida até ao apito do árbitro para o final do encontro.

Num jogo bastante difícil, o Sporting venceu pela margem mínima o Vitória de Guimarães, e assim salta para a liderança isolada da Primeira Liga.

Tottenham Hotspur 2-0 Manchester United FC: Domínio avassalador dos ‘Spurs’

Cabeçalho Liga Inglesa

Naquele que foi o jogo grande da jornada 25, assistimos a um confronto histórico do futebol inglês, com o Tottenham Hotspur FC de Pochettino a receber, no Estádio de Wembley, o Manchester United. Ambos os treinadores não procederam a grandes alterações nos XI’s iniciais em comparação com a última jornada da Premier League com excepção ao caso de Alexis Sanchez visto que foi a estreia do chileno, para o campeonato, com a camisola dos red devils.

A partida não podia ter começado da melhor forma para a equipa da casa, aos 11 segundos de jogo já estava na frente do marcador, após passe em profundidade, a bola sobra para Eriksen que dentro da área remata tranquilamente e lança a sua equipa para a vantagem no resultado. A resposta dos visitantes surgiu imediatamente na jogada seguinte com Lingard em zona de golo, a rematar rasteiro para o meio da baliza, contudo, Hugo Lloris adivinhou suas intenções e fez uma bela defesa.

Numa primeira parte em que a toada do jogo foi sempre “ataque e resposta”, a verdade é que o Totthenham foi sempre superior, materializando de melhor forma que o adversário, a posse de bola em jogadas de perigo, o que acabou por resultar no segundo golo, à meia hora de jogo, desta feita por maior demérito do adversário do que mérito próprio pois o internacional inglês Phil Jones, num lance infeliz faz um autogolo ao não estar posicionado corretamente perante um cruzamento de Kieran Trippier. O United, reage novamente de forma muito positiva ao golo, com Martial numa jogada individual a rematar para uma defesa apertada de Lloris mas sem conseguir reduzir a desvantagem e quem sabe relançar o jogo. Antes das equipas recolherem aos balneários, Harry Kane surge na cara de De Gea e tendo nos pés a possibilidade de sentenciar a partida, remata fraco para uma defesa tranquila do espanhol.

Harry Kane inaugurou o marcador Fonte: Tottenham Hotspur
Christian Eriksen inaugurou o marcador
Fonte: Tottenham Hotspur

Acabava assim a primeira parte e os comandados de Pochetino com competência, consistência e alguma felicidade siam em vantagem, num primeiro tempo que pareceu ter sido ganho pela superioridade no meio-campo, quer defensivamente ao controlar as saídas do United, assim como ofensivamente na transição defesa-ataque.

Na segunda parte foi notória a redução do ritmo de jogo, mantendo sempre a tendência de um Tottenham mais forte, controlador, sempre consciente das suas ações e que esteve sempre mais próximo de marcar mais um golo do que consentir algum. Um dado que ilustra bem aquilo que foi este grande jogo é o facto de entre o minuto 45 e 75, os spurs terem cinco oportunidades claras de golo, destacando-se o remate de Heung Min Son para uma defesa espetacular do guardião do Manchester United, De Gea. Em oposição, os reds devils apenas conseguiram chegar com perigo junto da baliza adversária por uma vez, por intermédio de um remate de Lukaku.

Resumindo aquilo que foi este jogo e justificando o título deste artigo pode dizer-se que,  “controlo” é a palavra chave que define a vitória do Tottenham porque tornou o Manchester United incapaz de impor o seu jogo, quase que numa sensação de impotência pois o controlo do setor intermediário por parte dos spurs foi impressionante, defensivamente irrepreensíveis e com grande critério na saída para o ataque conseguiram criar várias jogadas de perigo. Uma vitória que não merece qualquer tipo de contestação, é inteiramente justa e poderia ter tomado outros números se não tivesse havido tanta oportunidade desperdiçada pela equipa da casa.

São 3 pontos importantíssimos para o Tottenham que diminui distâncias para a equipa do Chelsea na luta por um lugar na Liga dos Campeões, por outro lado, esta derrota para o Manchester United pode ter sido o “knockout” no combate frente ao City visando a conquista da Premier League.

 Foto de capa: Tottenham Hotspur

Nos rivais também há talento

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O futebol vive num clima de guerrilhas, num ambiente pesado, onde cada um se preocupa mais em diminuir o rival que enaltecer o seu clube. Para mim, nada disto faz sentido. Todos os clubes são necessários para que haja competitividade e futebol espetáculo e, por muito que custe admitir a muitos, no rival também há qualidade e é disso que vamos hoje aqui falar.

Resolvi começar com o FC Porto, por uma simples razão: Sérgio Conceição. Há vários anos que não se via um treinador “à Porto” à frente da equipa, o espírito e a raça azul e branca parecia ter desaparecido e o futebol também não fascinava ninguém. Sérgio Conceição veio mudar isso.

Custa aos rivais admitir, mas a verdade é que o FC Porto é a equipa que, neste momento, pratica o melhor e mais bonito futebol na Liga. O facto de Conceição ter conseguido fazer isso, trazendo de volta Marega e Aboubakar, por exemplo, e de sentir o clube como ninguém, foi o clique necessário para o Porto voltar a ser Porto. Não há maior elogio que este.

Uma dupla que continua a ser sinónimo de golos Fonte: FC Porto
Uma dupla que continua a ser sinónimo de golos
Fonte: FC Porto

Tudo o resto vem por acréscimo. O rendimento dos jogadores, a ambição de vencer e a vontade de mostrar a todos que o FC Porto está de volta vem, sem dúvida, da figura que está no banco, que é, para mim, a figura principal do clube neste momento.

Quanto ao Sporting, por muito que custe admitir, Jorge Jesus veio marcar o ponto de viragem dos leões. Apesar de todos os defeitos, como a teimosia, as palavras irrefletidas e aquela mania de que só ele é que sabe, JJ é um grande treinador e foi ele que pôs o Sporting de volta na corrida pelo título de campeão nacional.

Além disso, se há algo que Jesus sabe é fazer de meninos homens e pô-los a jogar futebol. Não poderia deixar de falar de Bas Dost e Bruno Fernandes. Nota-se, perfeitamente, a subida de rendimento de Dost, a diferença em abordar o jogo. Para além de matador, consegue agora criar jogo. Quanto a Bruno Fernandes, só quem tiver duas palas nos olhos pode negar a sua qualidade. É, para mim, a maior promessa do Sporting.

Honestamente, penso que os leões só pecam pela “língua”. Sempre ouvi dizer que “pela a boca, morre o peixe” e penso que esse seja o maior defeito do Sporting, porque, de resto, fora polémicas e bocas, têm todo um potencial para vencer muito mais do que têm vencido.

Portugal 4-1 Roménia Estreia vitoriosa no Europeu

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Cabeçalho modalidades

Portugal teve uma entrada excelente em campo, entrando muito pressionante e autenticamente a sufocar a equipa da Roménia. Esta foi obrigada a baixar o bloco, em parte por própria vontade do selecionador romeno, mas sobretudo por mérito nosso. A boa entrada valeu um golo aos 4 minutos, num bom cabeceamento de Pedro Cary a corresponder a um passe açucarado de Ricardinho. Depois desta fase de maior brilhantismo, onde, para além do golo, tivemos um conjunto de boas oportunidades para poder ampliar o marcador, entrámos numa fase mais morna da partida, período onde a Roménia mostrou as “garras” e criou algum perigo junto da baliza de Bebé.

Este período mais sôfrego durou até à entrada em campo do pivot Tunha, presente neste Europeu devido à lesão de Cardinal, mas que provou na quadra o porquê de estar neste campeonato europeu. Tunha entrou muito bem e criou perigo em várias alturas. Para coroar esta boa fase, marcámos o segundo devido ao golaço de Fábio Cecílio após assistência do melhor do mundo. Foi uma belíssima execução técnica, um remate sem deixar cair a bola no chão que nos transportou para o intervalo com uma vantagem de dois golos sem resposta.

A segunda parte não foi tão bem jogada como a primeira. A nossa seleção a apostar em conservar a vantagem sem forçar muito o andamento, só que uma vantagem de dois golos no futsal não é nada, e a equipa do leste europeu começou a acreditar que era possível levar algo de positivo deste encontro.

A entrada de Tunha foi determinante, pois foi nesta fase que Portugal mais cresceu no jogo Fonte: FPF
A entrada de Tunha foi determinante, pois foi nesta fase que Portugal mais cresceu no jogo
Fonte: FPF

A sete minutos do fim, e a jogar com o guarda-redes avançado, a Roménia marcou um golo que relançou as contas da partida, através de Stoica que estava a jogar como guardião avançado. Os comandados de Jorge Braz não acusaram este tento do adversário, só que esta partida precisava da intervenção de um génio. E ele felizmente deu sinal ao fazer um golo sublime, uma autêntica obra de arte do mestre Ricardinho, mais concretamente um remate de letra que trocou as voltas ao guarda-redes romeno.

Pouco depois, Bruno Coelho fechou as contas da partida ao marcar o 4-1, num rápido contra-ataque após perda de bola dos jogadores da Roménia. Mais uma vez, assistido por Ricardinho. Com esta vitória, que parece bem mais tranquila do que o que realmente foi, o apuramento para a fase seguinte está muito bem encaminhado, faltando o jogo contra a Ucrânia para definir quem fica na liderança. Esse jogo que disputa-se no próximo domingo.

Para já, Roménia e Ucrânia encontram-se na sexta-feira para mais um compromisso do grupo C, estando os romenos obrigados a pontuar para ainda poderem acalentar esperanças de seguir em frente.