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10 clubes que estiveram abaixo das expectativas em 2017

Cabeçalho Futebol Internacional

Em 2017 um pouco por todas as principais ligas mundiais houve equipas que estiveram abaixo das expectativas e que acabaram, de certa forma, por desiludir os seus adeptos. Ou por terem deixado a fasquia demasiado alta na época 2015/2016 ou por darem continuidade a uma má fase da história do clube, estes são os conjuntos que foram menos felizes no ano transato.

Philippe Coutinho: A magia chegou ao Camp Nou

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Cabeçalho Liga Espanhola

Philippe Coutinho é, finalmente, do Barcelona. A contratação do meia brasileiro pelo clube espanhol já era especulada desde a janela de transferência de verão, no início da temporada europeia. Pra ter o jogador o Barcelona desembolsou aproximadamente 142 milhões de libras.A chegada de Coutinho em Barcelona é motivo de festa por parte dos torcedores “culés” que acreditam que o jogador acrescentará muito em qualidade técnica para o time. Já a diretoria barcelonista vê nessa contratação um alívio perante seus próprios torcedores. Desde a saída de Neymar, a torcida exigia, de sua direção, que o clube investisse em algum grande nome do futebol mundial.

Mesmo após a contratação do francês Ousmane Dembélé, que custou 105 milhões de euros mais 40 milhões de variáveis em bônus, todos acreditavam que ainda faltava uma contratação de impacto para o clube. Esse tipo de contratação é algo costumeiro nos grandes clubes europeus. Se um clube perde uma grande estrela a resposta que dão é contratar outra grande estrela do futebol mundial.
Considerando que Coutinho não poderá ser inscrito pelo Barcelona para a disputa da atual UEFA Champions League e que o clube folga na liderança da La Liga, creio que o jogador poderá usar o restante da temporada como forma de se adaptar ao clube e ao estilo de jogo do futebol espanhol. O brasileiro já tem uma experiência no futebol espanhol, o que deve facilitar a sua adaptação ao país e ao futebol local. Na temporada 2011-12 o jogador defendeu o Espanyol, também da Catalunha.

 

 Philippe Coutinho em ação com a camisa do Espanyol Fonte: Goal.com

Philippe Coutinho em ação com a camisa do Espanyol
Fonte: Goal.com

Coutinho reúne qualidades que o atual elenco do Barcelona carece ter. Jogador rápido e habilidoso, o meia pode atuar em várias faixas do campo e deve formar o trio ofensivo do time catalão junto com Messi e Suárez. Outra possibilidade é que o brasileiro atue mais recuado ao meio-campo e o forme com Iniesta e Rakitic. Coutinho pode adaptar-se a essa nova função e virar o “novo Iniesta” no Barcelona, pois da mesma maneira que consegue acelerar o jogo o meia também pode cadencia-lo quando for necessário. O brasileiro assinou contrato de cinco anos com o Barcelona, com uma cláusula de rescisão de 400 milhões de euros.
A magia entrou no Camp Nou e saiu de Anfield.

O ex-ídolo do Liverpool agora é taxado de “Judas” pelos ingleses. A condução do jogador nessa negociação talvez não tenha sido a melhor que poderia ter sido feita. Desde que surgiu o primeiro interesse do Barcelona o brasileiro “forçou a barra” para se transferir. Atitudes como essas costumam não ser perdoadas pelos torcedores. Para a seleção brasileira, a ida do atleta ao Barcelona significa ter um dos seus principais jogadores mais descansado para Mundial, uma vez que o calendário que o atleta terá no Barcelona é mais enxuto do que o calendário que teria no Liverpool. Já apresentado aos torcedores, agora o mundo espera para ver o “mágico” distribuindo a sua “magia” nos gramados espanhóis.

Foto de capa:

Nas Bolas Paradas Está o Ganho!

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fc porto cabeçalho

O FC Porto, esta época, tem sido imparável no que ao aproveitamento de lances de bola parada diz respeito. Até ao momento a equipa azul e branca conseguiu colocar por 79 vezes a bola no fundo das redes adversárias, tendo 23 delas sido conseguidas na sequência de lances de bola parada.

Este aproveitamento é digno de registo e é mais uma prova do magnífico trabalho realizado por Sérgio Conceição. É evidente que esta qualidade revelada pelo FC Porto é muito trabalhada e é uma das vertentes do jogo na qual se nota uma melhoria enorme relativamente às épocas anteriores. Quase 30% dos golos do FC Porto são obtidos na sequência de lances de bola parada. É caso para dizer que o “laboratório do Olival” está a funcionar às mil maravilhas.

Sérgio Conceição é conhecido por ser um treinador que incute muita garra, muito espírito de sacrifício nas suas equipas, mas é muito mais do que isso e este dado estatístico é mais um bom exemplo da qualidade do trabalho realizado. Este FC Porto é forte em todos os momentos do jogo: processo defensivo, transição defensiva, processo ofensivo, transição ofensiva e nas bolas paradas. Conceição tem conseguido “tirar” dos jogadores o máximo de rentabilidade e potenciar ao máximo as suas qualidades e as bolas paradas são mais um exemplo disso.

Alex Telles já leva 11 assistências esta época  Fonte: FC Porto
Alex Telles já leva 11 assistências esta época
Fonte: FC Porto

Um dos grandes pilares deste sucesso é Alex Telles (11 assistências para golo), que é um exímio executante quer de cantos quer de livres laterais. Para além disso, a equipa coloca sempre muitos jogadores na área adversária e as movimentações realizadas pelos mesmos estão muito bem trabalhadas. Por último, a agressividade com que se ataca a bola e a qualidade no jogo aéreo de diversos jogadores tem sido preponderante. Marcano com quatro golos, Felipe com três golos e Danilo com quatro golos são exemplos de jogadores muito fortes no jogo aéreo e a quem Sérgio Conceição conseguiu potenciar ainda mais essas capacidades.

Não fui propriamente um entusiasta da opção Sérgio Conceição, mas volvidos alguns meses estou completamente rendido e a qualidade do seu trabalho tem sido uma agradável surpresa. Qualidade no treino, excelente análise dos adversários, boa gestão física dos jogadores, muito forte na comunicação, quer interna quer externa, e uma abordagem tática quase perfeita são competências que reconheço ao treinador do FC Porto e a toda a sua equipa técnica.

Foto de Capa: Porto Canal

artigo revisto por: Ana Ferreira

O dilema dos Golden Knights

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Cabeçalho modalidadesJá todas as equipas entraram na segunda metade das suas épocas e os Vegas Golden Knights mantém-se como a segunda melhor equipa da NHL, três pontos atrás dos Tampa Bay Lightning, uma posição improvável para se encontrar uma equipa de expansão. Nem o mais otimista dos recém-criados adeptos dos Golden Knights poderia prever este sucesso. Chegámos já a uma altura que deixou de valer a pena esperar que a bolha rebente, o mais certo é que ela não exista e que, contra todas as expectativas, a equipa de Las Vegas seja mesmo boa.

Primeiro Período: Um equilíbrio difícil de alcançar.

É preciso ter vivido estes três últimos meses em tempo real para acreditar que uma equipa de expansão, montada a partir dos restos dos outros, se pudesse tornar numa das melhores da liga. Uma pessoa que fosse transportada no tempo, diretamente do dia do draft de expansão até hoje, teria dificuldades em aceitar esta realidade. Nós temos o benefício do tempo que nos permitiu adaptar a esta ideia aos poucos, até chegarmos ao ponto de aceitação. Os Golden Knights vieram para ficar.

Se não há alguma sorte envolvida? É claro que há. Perder três guarda-redes por lesão teria feito tombar a mais sólida das equipas. Uma regressão está na calha, mas não será tão grande como se pensa. O regresso de Marc-Andre Fleury e os números de posse da equipa permitem afirmar, com confiança, que a presença nos playoffs está assegurada. O ritmo atual (126 pontos ao fim dos 82 jogos) é difícil de manter, mas toda a informação que temos mostra que será ainda mais difícil ficarem abaixo dos 100.

Jonathan Marchessault Fonte: SB Nation
Jonathan Marchessault
Fonte: SB Nation

O sucesso não é todo doce, tem também umas partes amargas que os Golden Knights terão que engolir nos próximos meses. Até aqui o plano era muito simples: serem competitivos, ao mesmo tempo que iam amealhando escolhas no draft e jogadores jovens. Um pé no futuro e outro no presente. Agora o sucesso estrondoso irá obrigar a escolher um dos lados. Qual será a postura de George McPhee no tradedealine? Vai vender ou vai comprar? Pode não fazer nada, mas mesmo essa ausência de decisão será, ela mesma, uma decisão, uma vez que será um voto de confiança no plantel atual e, por isso, uma aposta no presente.

Esta decisão de âmbito geral terá que ser acompanhada por muitas outras no âmbito individual. Quem fará parte do futuro dos Golden Knights? Uma das decisões está tomada. Jonathan Marchessault renovou o seu contrato por mais seis temporadas, com um salário médio anual de $5 milhões de dólares. Esta aposta no pequeno avançado de 27 anos é mais do que merecida. Marchessault tem provado que a época passada não foi fogo de vista e já leva 37 pontos em 35 jogos. Quem se seguirá? James Neal, David Perron, William Karlsson, Colin Miller e Shea Theodore, todos terminam contrato no fim desta época. McPhee não esperava que estas decisões viessem a ser tão difíceis. Por várias vezes ele falou da importância que o sucesso tem para os Golden Knights, para a cidade de Las Vegas e para a NHL. Esperemos que isso não funcione como uma pressão negativa, fazendo tombar o fiel da balança demasiado para o presente.

EHF Euro 2018 Croácia – Antevisão (Grupo D)

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Cabeçalho modalidadesO inicio da maior competição de Nações a nível Europeu está marcada para dia 12 de janeiro. Mas o que devemos esperar desta competição? Quem são os favoritos? A equipa surpresa? Os melhores jogadores? O jogador revelação? A resposta a tudo isso vai estar presente neste artigo. (Podes ler sobre os restantes grupos aqui: Grupo A; Grupo B; Grupo C).

Grupo D

Espanha

“Los Hispanos” querem conquistar o título que por pouco lhes escapou em 2016 Fonte: Handball
“Los Hispanos” querem conquistar o título que por pouco lhes escapou em 2016
Fonte: Handball

Desafio e oportunidade. Oportunidade de conquistar o Europeu depois de ter perdido a final na última edição para a Alemanha e um desafio depois da prestação dececionante no Mundial do ano passado. Apesar de terem já conquistado dois Campeonatos do Mundo, não consta nenhum Campeonato Europeu no seu palmarés. A equipa tem sido renovada pouco a pouco com jovens de grande qualidade.

Jogadores Chave:

Julen Aguinagalde: Há muito que é um pilar da sua seleção. É um pivot de grande qualidade, fazendo parte da maioria das equipas All-Star das competições em que participa. Marcou o livre de 7 metros decisivo para o Kielce na final da Liga dos Campeões em 2016.

Valero Rivera: Mais um ponta esquerdo de grande qualidade neste Europeu. A capacidade no contra-ataque e a eficácia nos sete metros são as suas principais armas. O seu pai era o treinador da seleção espanhola aquando da conquista do Mundial em 2013.

Van Dijk, um holandês que já brilha nos reds

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Cabeçalho Liga Inglesa

O mercado anda doido. Na época de 2016-17, o internacional francês Paul Pogba protagonizou a transferência mais cara de sempre da história do futebol. Com um valor de 105 milhões de euros o Manchester United contratou o medio centro-campista francês aos italianos da Juventus. Depois disso, e já na presente temporada, o brasileiro Neymar Jr. transferiu-se do FC Barcelona para os franceses do Paris-Saint Germain numa transferência orçada nos 222 milhões de euros, deixando a transferência de Pogba para segundo plano no ranking das transferências mais caras do Planeta.

Mas as transferências milionárias não param de acontecer no Mundo do Futebol. No que aos centrais diz respeito, a transferência do holandês Virgil Van Dijk do Southampton para o Liverpool no início deste mês de janeiro de 2018 foi a mais cara de sempre: o equivalente a 85 milhões de euros. Sim, ouviu bem! 85 milhões de euros por um defesa central. Nunca nenhum clube desembolsou tanto dinheiro por um jogador dessa posição. Muitos artigos analisam as qualidades do holandês e a mais-valia que este poderá trazer para a equipa dos Reds. Mas importa fazer desde já a questão: na balança entre o ter e o haver, que é como quem diz, entre o vir para Liverpool ou ficar na modesta cidade de Southampton, será que a transferência valeu mesmo a pena?

Do ponto de vista do The Black Cats, um clube que atualmente joga no segundo escalão do campeonato inglês, receber do pé para a mão um valor tão elevado, foi como ganhar o euromilhões. Numa palavra: irrecusável. Do ponto de vista dos Reds, o holandês já rende (e de que maneira) nesta equipa comandada pelo alemão Jurgen Klopp: marcou o golo das vitória no último jogo do Liverpool frente aos rivais do Everton, garantindo a passagem da sua equipa para a próxima fase da Taça de Inglaterra. O jogador está em êxtase perante tal facto: “«Que noite. Foi merecido e foi espectacular estar aqui. O golo é muito especial para mim e para a minha família. Jogar em Anfield pelo Liverpool é o sonho de qualquer jogador. Marcar fez com que a minha estreia fosse ainda mais especial»” (Declarações do jogador, recuperadas pelo jornal A Bola, site www.abola.pt).

Além disso, a exibição do holandês permitiu perceber o grau de amadurecimento do jogador: em pleno Anfield Road, com os cascóis vermelhos dos Reds a preencherem (e de que maneira!) as bancadas do mítico estádio do Liverpool, Virgil Van Dijk atuou como se já jogasse nesta equipa há anos. Jogou sem nervosismo, sempre muito célere e agressivo no ataque aos avançados do Everton. Além disso, foi também exímio na manobra ofensiva da equipa, sendo ele a primeira roldana da engrenagem ofensiva do Liverpool.

Não admira que, com uma exibição destas e com o golo decisivo marcado, o holandês esteja no paraíso. A imprensa internacional anda doida com isso: não poupa elogios à mais recente contratação do Liverpool, tendo por base a excelente exibição do holandês e o golo marcado que apurou os Reds para a próxima fase da Taça de Inglaterra. Recai, por isso, sobre o jogador a pressão para as exibições de gala. Os fervorosos adeptos dos Reds não tolerariam se assim não fosse. Mas recai também, ainda que de forma menos percetível, a pressão sobre Klopp, pois foi o alemão que mostrou interesse na contratação do jogador. Klopp terá que se assegurar que a contratação de Van Djik ao Southampton não foi um flop. Ainda para mais “Klopp” e “flop” são palavras que rimam lindamente. Vaticinarão, essas palavras, para os lados de Liverpool, mais alguma coisa além da sua natural aproximação sonora?

Em resumo, para que tudo fique bem pelos lados de Anfield Road, o melhor será mesmo que Van Dijk continue na senda exibicional que protagonizou na sua estreia em Liverpool. Será bom para ele, para os adeptos, para Klopp e, claro, para o Liverpool.

Foto de capa: Liverpool FC

‘Águia’ de olhos num só alvo

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sl benfica cabeçalho 1Não há Europa, nem há taças. Ainda antes do final do ano civil, o Benfica foi eliminado de todas as competições em que estava inserido. Resta agora apenas o campeonato nacional. Mas será que a equipa treinada por Rui Vitória oferece as garantias necessárias para a conquista do tão desejado ‘penta’? Depois do empate a um golo no dérbi lisboeta, que opôs Benfica e Sporting, na Luz, as contas ficaram na mesma e as ‘águias’ continuam a lutar pelo topo da classificação, a três pontos do eterno rival da 2.ª Circular e a cinco do FC Porto.

O futebol pouco inteligente do Benfica desta época fazia todas as previsões apontarem para uma derrota frente aos ‘leões’. Mas a verdade é que o banho de bola que o Benfica deu em casa devolveu as esperanças goradas aos ‘Benfiquistas’. Esta segunda volta do campeonato pode ter uma reviravolta. Porque, no fundo, isto é futebol. E o futebol é feito disto.

Estando atrás dos dois grandes adversários, o Benfica depende especialmente dos seus próprios resultados para não deixar escapar o único e tão desejado título da temporada. E há que fazer melhorias. Muitas melhorias. É que, parecendo que não, já estamos na segunda ronda do campeonato e não há nenhuma melhoria no plantel: não há dispensas de jogadores sobejantes (Luisão alguma vez irá pendurar as botas ou vai jogar até já nem ter força para segurar a braçadeira de capitão?), não há acertos na equipa técnica, não há nada.

Haverá sequer a consciência de que é necessário haver mexidas no atual plantel neste mercado de inverno? Hermes, Ola John, Gabigol, Douglas, e Pedro Pereira são para dispensar; Chrien e Willoch beneficiariam provavelmente com um empréstimo, porque, se é para apostar a longo prazo, a equipa B não dá o rendimento pretendido; Samaris (ainda que vá safando quando Fejsa não pode), Filipe Augusto e Lisandro são para vender enquanto é tempo; depois há os jovens Kalaica, Keaton Parks e João Carvalho, que têm, de facto, qualidade e merecem uma aposta consistente.

São precisas melhorias no atual plantel, se o Benfica quer vencer o ‘penta’       Fonte: SL Benfica
São precisas melhorias no atual plantel, se o Benfica quer vencer o ‘penta’
Fonte: SL Benfica

Ora, analisemos. Primeiro, Gabigol não faz nada no Benfica. Foi mais um empréstimo tonto, um daqueles empréstimos à Benfica. É para despachar. Segundo, Douglas é mau. Não tem competência para suprimir as ausências de André Almeida e o camisola 34 não dá para tudo. Há que repor o stock da direita. Terceiro, Filipe Augusto foi uma nódoa de contratação, quando há tantos miúdos com qualidade para o lugar dele (Keaton, por exemplo)… Quarto, João Carvalho é bom! O miúdo merece ter minutos e não ser o Bernardo Silva da era Rui Vitória.

Depois, há também os casos de Pizzi e de Diogo Gonçalves. O médio ainda nem recuperou o cansaço acumulado nas pernas da época passada e este ano também não para. Sem sentar no banco para recuperar das limitações físicas óbvias, Pizzi não vai conseguir segurar as pontas soltas entre os dois lados do campo. E onde anda Diogo Gonçalves? Foi uma das grandes apostas na primeira volta do campeonato (foi até titular na Champions), mas os regressos de Cervi e, escassas vezes, de Zivkovic e de Rafa fizeram o extremo de 20 anos apagar-se. A melhor opção seria mesmo um empréstimo a uma equipa da Primeira Liga, para que não quebrasse o bom rendimento que tem.

Posto isto, o Benfica precisa de mudanças. E terá claramente de aplicá-las, se não quiser ficar para trás e em maio quiser ver o indestronável Luisão a levantar o ‘caneco’. Não pode haver passividade nem apatia na hora de decidir. O Benfica não é um clube qualquer. O Benfica vive de títulos. Mas é preciso lutar.

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting rumo ao Jamor

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sporting cp cabeçalho 2

Esta quarta-feira, o Sporting Clube de Portugal defronta o surpreendente Cova da Piedade, nos quartos-de-final da Taça de Portugal, no Estádio do Bonfim.

Para esta partida, Jorge Jesus tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com excepção de Jonathan Silva, Mathieu e Cristiano Piccini, devido a problemas físicos. Assim, o Sporting deverá alinhar com Rui Patrício na baliza, a defesa composta por Ristovski, Coates, André Pinto e Fábio Coentrão. No meio-campo, deverão alinhar Bruno Fernandes e William Carvalho, com Gelson Martins à direita e à esquerda jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Bas Dost e Daniel Podence.

O Cova da Piedade, liderado por Bruno Ribeiro, foi uma das surpresas dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, tendo eliminado o Marítimo, na Madeira. Pelo caminho, a equipa de Almada deixou ainda o Minas Argozelo, o Anadia e o Sp. Ideal. Na Ledman LigaPro, o Cova da Piedade ocupa o décimo terceiro lugar, somando 24 pontos.
É no estádio do Bonfim que os adeptos querem ver carimbado o acesso às meias finais da Taça Fonte: Sporting Clube de Portugal
É no estádio do Bonfim que os adeptos querem ver carimbado o acesso às meias finais da Taça
Fonte: Sporting Clube de Portugal
Por sua vez, os leões, para chegar aos quartos-de-final da Taça de Portugal, deixaram pelo caminho o Oleiros, o Famalicão e o Vilaverdense. Sendo este um dos objetivos do Sporting, estar na final no Estádio do Jamor e conquistar a Taça de Portugal.
Este é um encontro em que o Sporting é naturalmente favorito, mas tem de o provar dentro das quatro linhas. Será uma partida em que o Cova da Piedade irá jogar com o bloco recuado, explorando as transições rápidas, para tentar surpreender o Sporting. Por isso, para vencer esta partida, os leões têm de pressionar alto, ter a iniciativa de jogo, procurando desmontar o bloco defensivo do Cova da Piedade.
O Sporting entra no Estádio do Bonfim, com um objetivo claro: vencer e carimbar o passaporte para a meia-final da Taça de Portugal.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Invictus

fc porto cabeçalhoFinda que está a primeira volta da Primeira Liga, importa fazer um primeiro balanço. É certo que resta ainda muito campeonato por disputar e que tudo está longe de estar decidido, no entanto, algumas conclusões e considerações podem ser feitas acerca do percurso do FC Porto de Sérgio Conceição nos primeiros 17 jogos de principal prova do nosso futebol.

Numa perspetiva mais “resultadista” podemos afirmar sem pejo que a primeira volta do FC Porto roçou a perfeição. Se tivermos em conta os 45 pontos conquistados (liderança isolada com 2 pontos de vantagem sobre o Sporting CP) em 51 possíveis e que 4 dos 6 pontos perdidos foram nos empates (com sabor a derrota diga-se) nos confrontos diretos com os rivais na luta pelo título, seria difícil pedir mais a uma equipa que não viu chegar qualquer reforço no mercado de Verão e que foi construída com o recurso a matéria prima que se encontrava espalhada um pouco por toda a Europa e que o FC Porto teve o condão de recuperar. Jogadores como Ricardo Pereira (Nice), Aboubakar (Besiktas), Diego Reyes (Espanhol) ou Marega (Vitória SC) estavam emprestados e são, hoje, figuras de proa do clube. Resta, portanto, o empate na Vila das Aves como resultado mais dececionante da temporada. O saldo fica-se, então, pelas 14 vitórias (das quais destacaria as deslocações aos sempre difíceis terrenos de SC Braga e Rio Ave) e os, já abordados, três empates.

Dragões têm tido razões de queixa das arbitragens Fonte: FC Porto
Dragões têm tido razões de queixa das arbitragens
Fonte: FC Porto

Recorrendo ao saldo de golos marcados (melhor ataque com 45 golos apontados) e sofridos (melhor defesa com nove golos concedidos), é possível perceber que o FC Porto tem sido a mais forte e mais acutilante equipa da Primeira Liga. As exibições têm sido autoritárias, como o comprova a superioridade evidenciada nos jogos frente a Sporting, em Alvalade, e Benfica, no Estádio do Dragão (pese embora os empates obtidos nessas partidas). Na minha opinião, este FC Porto tem vivido, essencialmente, de três grandes virtudes: a procura da profundidade (Aboubakar e, principalmente, Marega têm espalhado o pânico nas defesas contrárias), a bola parada ofensiva e, acima de tudo, a reação à perda de bola. A agressividade no pressing e uma rápida e inteligente ocupação dos espaços após a perda da posse de bola têm sido fundamentais para o sucesso do Porto e têm servido para maquilhar algumas dificuldades no ataque posicional e na construção de jogo a partir da defesa. As deficiências na construção de um meio campo composto por Danilo e Herrera (Óliver dá outro perfume neste capítulo do jogo) têm sido compensadas com altas percentagens no ganho de duelos físicos e de segundas bolas, o que permite ao FC Porto queimar linhas, recuperando a bola em zonas mais adiantadas do campo. Aqui, importa reconhecer o infinito mérito do treinador e elogiar a disponibilidade física e mental dos jogadores para colocarem em prática tão exigente plano de jogo.

Tour de Ski: O regresso de Cologna e o bi de Weng

Cabeçalho modalidadesO Tour de ski é uma prova de cross-country por etapas criado em 2006 e inspirado no Tour de France. A edição desta época contava com três etapas na Suíça, duas na Alemanha e duas em Itália. À partida, o russo Sergey Ustiugov era o grande favorito no lado masculino, depois de vencer de forma autoritária em 2017, liderando desde o primeiro dia e vencendo cinco das sete etapas disputadas. Já do lado feminino, também a vencedora do ano anterior, Heidi Weng, era a maior candidata. Com a jovem Stina Nilsson, terceira em 2017 e dominadora das primeiras provas da Taça do Mundo de cross country desta época, a não participar por estar focada apenas na preparação para as Olímpiadas, cabia a Parmakoski, Ostberg e Diggins dar luta a Weng.

A primeira etapa consistiu de um sprint de 1,5 Km e viu Laurien van der Graaff vencer nas senhoras, com a Diggins a ser quinta e ganhar alguns segundos às adversárias. Já nos homens, Ustiugov parecia lançado para mais uma prova dominadora e voltou a vencer logo no primeiro dia como havia feito no ano transato e com esquiadores com possibilidades de estar na luta pela Geral como Cologna, Sundby e Magnificat a perder já por volta de um minuto.

A segunda tirada trazia o primeiro grande teste com uma prova individual em estilo clássico de 15 e 10 Km, respetivamente, para homens e mulheres. Foi a vez do veterano suíço Dario Cologna, triplo vencedor da prova em 2009, 2011 e 2012, marcar uma posição e aproveitar o dia menos bom de Ustiugov, que não foi atém de décimo na etapa, para se colocar a apenas 1,6 segundos da liderança. No sexo oposto, as norueguesas Ostberg e Weng fizeram primeira e segunda e tomaram de assalto os mesmos lugares da geral, deixando Diggins como terceira.

A última jornada na Suíça reservava uma prova de perseguição em estilo livre com as mesmas distâncias do dia anterior. Partindo praticamente ao mesmo tempo, Ustiugov e Cologna ainda esquiaram algum tempo em conjunto, mas o suíço desferiu o seu ataque na segunda das quatro voltas ao circuito e chegou à liderança, com o russo a minimizar perdas e a ficar a 22 segundos na Classificação Geral, com quase todos os restantes perseguidores já na casa do minuto de distância, salvo Bolshunov a 55 segundos. Por outro lado, Weng recuperou na neve alguns segundos para Ostberg, mas perdeu-os nas bonificações. Se entre as três primeiras não houve grandes alterações, Parmakoski foi a maior beneficiada do dia, saltando de oitava para quarta.

De seguida, os esquiadores viajaram para a Alemanha, preparados para dois dias de competição em Oberstdorf, mas tiveram direito a apenas um, já que a quarta etapa, de sprint, foi cancelada devido às condições climatéricas extremas. No dia seguinte, um evento de partida em massa, também de 15 e 10 Km, acabou ao sprint e com quedas. Ustiugov caiu três vezes durante a etapa, a última delas na reta da meta e não só perdeu bastante tempo com se lesionou. A vitória do dia foi para Iversen, com Cologna a aumentar a sua liderança ao ser quarto e com Sundby e Harvey a ultrapassarem Bolshunov na luta pelo podium. Quem também foi ao chão foi Heidi Weng, a poucos metros do fim quando disputava taco a taco a etapa com Ostberg. Assim, a líder acabou por ficar ainda mais líder, mas Weng rapidamente se recompôs e minimizou as perdas.

Heidi Weng poupou-se para fazer a diferença nos últimos dos dias Fonte: FIS
Heidi Weng poupou-se para fazer a diferença nos últimos dos dias
Fonte: FIS

A decisão dos vencedores ficava então para Itália, em Val di Fiemme com uma etapa de partida em massa e a tradicional escalada ao Monte Cermis em perseguição, com o primeiro a chegar ao topo a levar de vencido o Tour de Ski. No lado masculino, a etapa seis viu um grupo de quatro disputar a vitória na etapa que sorriu ao cazaque Poltoranin. Bologna foi quarto e defendeu-se, partindo para o último dia com uma confortável vantagem, especialmente porque Ustiugov acusou as lesões, perdeu bastante tempo e já nem partiria para a última etapa. Como previsto, Dario Cologna confirmou o seu regresso aos grandes triunfos. Sunday seria o mais rápido do dia para finalizar em segundo da Geral, relegando Harvey para terceiro. Confirmando a decepção dos russos, Bolshunov ainda cairia para sexto.

Já no lado feminino, a penúltima etapa podia ser decisiva e assim foi. Com Weng de longe a mais forte a subir do pelotão, Ostberg precisava de ganhar tempo ou, pelo menos, manter a vantagem para equilibrar a balança para o último dia. No entanto, foi Weng quem se lançou ao ataque para vencer a etapa e recuperar quase toda a desvantagem para Ostberg. Na subida final, partindo apenas 2 segundos depois, Weng rapidamente alcançou e ultrapassou a compatriota e, tal como na edição anterior, lançou-se para uma vitória larga na etapa e na Geral. Ostberg teve de se contentar com o segundo lugar, enquanto Diggins foi terceira e tornou-se na primeira atleta dos EUA a subir terminar o Tour de Ski no podium.

Chegou assim ao fim mais uma edição desta prova diferente do habitual no cross-country, com o renascimento de Dario Cologna, que volta a ganhar a prova vários anos depois e torna o primeiro esquiador a vencer a prova por quatro vezes, como nota principal. Para o próximo ano, com Ustiugov de novo na melhor forma, já se perspetiva uma intensa batalha. Também impressionante foi a gestão de Heidi Weng de dia para dia, sabendo aproveitar os seus pontos fortes para marcar a diferença.

Foto de Capa: FIS