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Estrelas da Formação: Diogo Costa

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fc porto cabeçalhoA formação do FC Porto é, na minha opinião, a que possui mais talento em Portugal. Uma prova disso tem sido os resultados obtidos pela equipa B dos Dragões: Um título da Segunda Liga (2015/16), uma conquista internacional na época passada no prestigiado torneio Premier League International Cup com uma goleada na final por 5-0 diante os ingleses do Sunderland AFC. Esta época a equipa B do FC Porto comanda a Segunda Liga.

Diogo Costa é um dos maiores talentos da formação portista, com 18 anos (idade de Sub 19) é já titular da equipa B azul e branca. É o guarda-redes com maior potencial da sua geração, titular dos Sub-20 de Portugal e chamado com frequência aos trabalhos dos Sub 21 é uma prova do seu potencial.

É um guarda-redes muito sereno, tranquilo e muito frio na sua tomada de decisões, entre os postes é fortíssimo com uma agilidade e reflexos acima da média. Consistente nas suas saídas da baliza quer no futebol aéreo quer na velocidade com que encara os adversários. O seu jogo com os pés é razoável mas é o ponto onde tem de trabalhar mais e onde ainda pode melhorar muito.

Diogo Costa é o guarda-redes mais talentoso da sua geração Fonte: FC Porto
Diogo Costa é o guarda-redes mais talentoso da sua geração
Fonte: FC Porto

Diogo Costa conta já com 41 internacionalizações pelas seleções jovens de Portugal, onde já somou 3531 minutos de utilização. Foi campeão europeu de Sub-17, foi titular no Mundial de Sub-20 (com 17 anos) realizando exibições de grande nível.

Na presente época leva já 23 jogos realizados e tem sido um dos pilares da magnífica época da equipa B portista que comanda a Segunda Liga. A baliza dos azuis e brancos tem o futuro garantido com este jovem de imenso potencial e onde vejo muitas semelhanças com o “monstro” das balizas que foi Vítor Baía.

A comparação com Baía é sempre ingrata porque estamos a falar na minha opinião do melhor guarda-redes de sempre do nosso futebol, mas acredito, que o Diogo Costa pode atingir esse nível.

 

Foto de Capa: mundodosguardaredes.pt

artigo revisto por: Ana Ferreira

Taça de Portugal: A Taça das surpresas

Cabeçalho Futebol NacionalMais uma Taça de Portugal que está a chegar às suas fases finais, mais uma época de surpresas. Na próxima fase a ser disputada, os quartos-de-final, estarão presentes três equipas de escalões inferiores, sendo que duas delas disputam o terceiro escalão do futebol português. Caldas SC e SC Farense, juntam-se ao representante da segunda liga, o CD Cova da Piedade, como as grandes surpresas até ao momento na competição. E uma coisa é certa, as meias-finais terão um representante do terceiro escalão, uma vez que os dois representantes ainda em prova se defrontam na presente eliminatória.

Apelidada de “a festa da taça”, esta competição é propícia a surpresas, uma vez que até às meias-finais as eliminatórias se resolvem em apenas um jogo, facto que dá mais possibilidades de vitória aos clubes de menor nomeada. São portanto constantes as surpresas, e apesar do palmarés da competição ser claramente dominado pelos três grandes de Portugal, existem vários outros clubes que conseguiram conquistar a competição, e muitos outros que surpreendentemente lograram disputar finais da segunda competição mais importante do nosso calendário.

Braga vence a segunda Taça de Portugal Fonte: radioregional.pt
Braga vence a segunda Taça de Portugal
Fonte: radioregional.pt

O SL Benfica, com 26 vitórias, e o FC Porto e o Sporting CP com 16 cada, são os dominadores, mas na lista de vencedores existem mais nove clubes presentes. Aos três grandes, segue-se o Boavista FC, que já conquistou a competição em cinco ocasiões. Neste caso, não podemos falar propriamente numa surpresa, uma vez que o clube axedrezado disputou durante bastante tempo os primeiros lugar da primeira liga com os três grandes, lutando pelo título do primeiro escalão que acabou por conquistar também por uma ocasião. De seguida nesta lista, aparece outro dos clubes com mais história no nosso futebol, o Vitória FC, com três títulos em dez finais disputadas. Os setubalenses são o clube com mais finais disputadas, à exceção dos três grandes. Com o mesmo número de conquistas, surge outro clube campeão nacional, o CF “Os Belenenses”. O “Belém” conquistou três das oito finais que disputou.

Desilusões de 2017 no Ciclismo

Cabeçalho modalidadesConsidero Nairo Quintana a grande desilusão do ciclismo no ano 2017. A minha opinião baseia-se na prestação do colombiano nas provas que tinha como objectivo vencer e que por incapacidade sua não as conseguiu vencer.

O colombiano até começou a época em grande forma. Na sua preparação para o Giro o ciclista da Movistar começou com vitórias na Volta a la Comunitat Valenciana com uma etapa e a classificação geral, vencendo depois em Itália o renomado Tirreno – Adriático com a vitória na chegada a mítica subida de  Terminillo a ser decisiva para a sua vitória na prova.

Por tudo isto, Quintana apresentava-se em grande forma e como grande favorito à conquista do Giro.

Com alguma concorrência de renome, como os casos de Nibali, Mollema, Zakarin , Pinot e Dumoulin, Quintana cedo começou a sentir dificuldades, na etapa a terminar no Etna, não foi o melhor colocado dos principais favoritos,  ficando na dúvida se o colombiano se estava a guardar para as maiores dificuldades que ainda estavam por vir.

Chegada a 9º etapa na subida ao Blockhaus, Quintana mostra toda a sua superioridade na alta montanha e tem uma vitória categórica perante toda a sua concorrência. Esta vitória tinha também outro significado, sabendo das suas dificuldades no contra relógio era crucial ganhar bastante tempo aos seus adversários, isto porque a próxima etapa trazia-nos um contra-relógio de 40km.

Mas mais uma vez Quintana mostrou o porquê de não ser um dos melhores voltistas em provas onde incluam contra-relógios extensos, pois perdeu para Tom Dumoulin quase 3 minutos, e isto numa prova de 3 semanas paga-se caro.

Quintana ainda tentou agarrar o primeiro lugar do Giro mas o mal estava feito, e a derrota no Giro foi como um murro no estômago para a Movistar e para os fãs do colombiano.

Vitória de Quintana na chegada à Terminillo Fonte: http://cyclingpro.net
Vitória de Quintana na chegada à Terminillo
Fonte: http://cyclingpro.net

No Tour se muitos pensavam que o colombiano podia mostrar outra imagem, enganaram-se. A prestação do homem da Movistar foi pior que aquilo que se esperava, poderemos dizer que fazer o Giro e Tour não é para todos e de facto pela performance de Quintana essa afirmação faz todo o sentido. O resto de 2017 de Quintana foi um autêntico vazio de provas e resultados, onde se destaca um 5º lugar na clássica Milan – Torino.

Se a minha crítica fosse baseada na prestação do colombiano apenas nos resultados poderia até estar a ser injusto mas a imagem que Quintana deu e continua a dar na sua carreira é de uma impotência e inoperância gritante em assumir a liderança de uma prova ter uma postura atacante, preferindo antes uma postura segura e retraída andando atrás da roda dos adversários, postura essa que faz com que deixe de ter muitos fãs,por outras palavras, falta postura de campeão a Quintana.

Esta é a minha análise da desilusão da época a nível internacional.

Voltou-se a fazer história na WWE

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Cabeçalho modalidadesA maior marca de Wrestling do Mundo voltou a fazer história e a anunciar algo inédito para quaisquer seguidores deste entretenimento: O primeiro Royal Rumble para a divisão feminina.

Se há muitos anos a divisão feminina tinha um papel reduzido e pouco notório neste meio, a WWE conseguiu ao longo dos últimos tempos equilibrar a balança e dar o mesmo destaque aos lutadores e lutadores. Recentemente tivemos o primeiro Hell in a Cell entre Sasha Banks e Charlote, tivemos combates femininos como Main Events de PPV e quando se falava num possível Elemination Chamber Feminino, eis que a WWE surpreende e anuncia o primeiro Royal Rumble desta divisão.

Numa altura em que ainda não existem trinta mulheres nas duas principais marcas da WWE, espera-se que este combate tenha diversas surpresas nos nomes que vão, ao longo do combate, entrando para o ringue. Além de não existirem trinta lutadores, temos de tirar das contas as detentoras dos títulos que não vão estar presentes no combate não sabendo até ao momento se vão defender os seus títulos no PPV (algo que tem vindo a ser equacionado semana após semana). Sendo assim, e depois de já terem sido anunciado quinze nomes, espera-se ainda que os restantes quinze sejam nomes de lutadoras do NXT onde concretizam assim a passagem para o RAW e SmackDown e o regresso até de lutadoras que há muito tempo não entram em combates da WWE. Recentemente falou-se da possibilidade de Lita retornar no Royal Rumble visto que tem sido frequentemente uma comentadora dos PPV, Beth Phoenix também tem sido um nome bastante divulgado como possibilidade de regressar ao ringue da WWE. Recentemente Kurt Angle anunciou as regras básicas do primeiro Royal Rumble feminino e são estas iguais ao do Royal Rumble masculino: trinta participantes, vinte e nove são eliminadas ao serem atiradas por cima da terceira corda e a vencedora deste combate lutará por um dos títulos femininos na próxima Wrestlemania.

O meu palpite para a vencedora do Royal Rumble vai para Paige. A lutadora inglesa regressou recentemente ao ativo e imperou uma grande revolução na divisão feminina do RAW. Além de ser uma boa lutadora, não me surpreendia em nada que o Royal Rumble fosse o início do caminho para o titulo feminino. Sou também grande fã da sua personagem e a sua ausência e regresso (mais ou menos) inesperado foi uma bonita surpresa que deu até uma energia nova aos combates femininos.

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Perguntem-me agora qual o impacto que isto vai ter. Corrijo, qual o impacto destas mudanças já está a ter na WWE. Toda esta atenção reforçada para com a divisão feminina surge com o intuito de passar a mensagem de que a empresa americana preocupa-se com a igualdade de género. Esta preocupação há muito que devia ser tratada pelos responsáveis mas ficamos agora a perceber que os escritores da WWE estão a par das mudanças sociais existentes neste mundo. Esta atenção pode também levar a que a empresa perca alguns fãs que não sejam tão adeptos da divisão feminina como são da masculina, ou até mesmo perder alguma notoriedade nos países que ainda não assumiram a igualdade de género. Assim sendo, esta mudança é um “tiro no escuro” que ninguém pode prever os resultados que pode trazer.

Se olharmos para o que acontece dentro do ringue, podemos estar próximos de assistir a combates femininos que nunca tinham sido realizados ou até mesmo o surgimento de títulos, como os de tag team, que até ao momento só existem para os lutadores da empresa. O futuro é incerto e até imprevisível mas uma coisa é certa: até ao momento esta mudança está a deixar os seguidores da WWE surpreendidos com as novidades da divisão feminina.

E não se esqueçam, a Carmella deve estar próxima de fazer o Cash in e ter a inédita oportunidade de lutar por um titulo feminino. Algo que, também, mostrou a mudança de mentalidade dentro da WWE: um combate pelo Money in the Bank.

 

Foto de Capa: Youtube

Krovinovic: Um exemplo a seguir

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Desde que começou a entrar em campo pelos encarnados que a certeza de que Krovinovic é um dos melhores jogadores do atual plantel aumentava proporcionalmente ao número de minutos jogados pelo croata. O dérbi lisboeta entre Benfica e Sporting, no Estádio da Luz, veio a confirmar ainda mais isso, sendo o camisola 20, para muitos, o melhor em campo.

Num jogo onde toda a equipa encarnada se destacou pela positiva, acabando por ser mesmo, e sem qualquer dúvida, a melhor equipa em campo ao encostar o Sporting às cordas durante todo o combate, Krovinovic não fez um jogo fora de si próprio. O que aconteceu foi que manteve a sua qualidade, o seu imenso jogo, mas desta vez teve o restante da equipa a jogar com ele e a responder aos seus lances. Isto fez com que o croata ganhasse ainda mais destaque, pois as suas investidas não eram perdidas como acontecia em jogos anteriores em que a equipa à sua volta não conseguia acompanhar a alta cilindrada do jovem.

Foi a observar os diversos jogos em que Krovinovic jogou com aquela intensidade que se viu no dérbi, que notei que parecia não haver mais ninguém a jogar com a mesma força, com a mesma vontade do que ele. Um jogador vindo de Zagreb, Croácia, a chegar no Verão de Vila do Conde, transferido do Rio Ave, parecia ter mais garra do que jogadores que estão no Benfica há várias épocas, como Sálvio, Jardel, Fejsa e até mesmo Pizzi. O ‘pequeno Modric’ encarnado tem-se vindo a destacar mais do que o internacional português no meio campo, algo que se tornou evidente com a substituição de Pizzi aos 55 minutos do dérbi, enquanto que o croata realizou os 90 minutos em alta voltagem.

O croata tem sido peça chave no 4-3-3 do Benfica esta época  Fonte: SL Benfica
O croata tem sido peça chave no 4-3-3 do Benfica esta época
Fonte: SL Benfica

Sendo assim, após esta fácil observação da atitude dos jogadores, fiquei impressionado com o que aconteceu na passada jornada. Vi onze Krovinovic a jogar, onze jogadores com a garra que há muito não se via no Benfica. De alguma forma, a energia do camisola 20 contagiou todos os pupilos de Rui Vitória, e até o próprio treinador. Ciente disto, e tendo em conta que esta foi a melhor exibição dos encarnados esta temporada, fica evidente de que o que faltava a este Benfica, era esta vontade de jogar.

Foram 16 jornadas à espera que se desse o clique e se voltasse a jogar “à Benfica”, e, pelos vistos, o que faltava era vontade. A pura vontade de jogar futebol, a garra de querer chegar mais além, a ambição de honrar a camisola. Algo que apenas um jovem de 22 anos até então, havia conseguido fazer.

Finalizando, resta esperar que os encarnados continuem a tomar como exemplo a atitude de Krovinovic e continuem a honrar o manto sagrado, continuem a querer jogar futebol e a “comer relva” todos os fins de semana. Tendo em conta que o Benfica só está a competir na Primeira Liga, apenas é necessária a mesma atitude por mais 18 jogos. Isso, e se calhar um pouco de sorte, algo que também tem faltado às aguias para poderem voar mais alto que todos.

Se há algo a reter, é que nunca podem deixar o Benfica de parte da luta. Estamos cá para ganhar. Principalmente por que a onda encarnada, quando começa, é muito difícil de parar. Voltarão a ouvir o nosso grito! Saudações Benfiquistas!

Foto de Capa: SL Benfica

Portimonense SC: “Mais fama do que outra coisa”?

Cabeçalho Futebol NacionalO Portimonense tem sido uma das equipas da nossa liga que mais atenção e interesse tem despertado entre os adeptos e a imprensa desportiva, mas será que todo este foco colocado na equipa algarvia será justificado pelos resultados e exibições que tem tido? Eu diria que não, este foco poderá até ser “incomodativo” para uma equipa pouco habituada a ser tão falada na agenda mediática.

Depois de uma campanha na Segunda Liga algo “estranha”, uma vantagem enorme conquistada na primeira volta permitiu ao Portimonense relaxar na segunda o que trouxe imensos resultados negativos fruto desse relaxamento ,  ainda assim o Portimonense conseguiu conquistar o campeonato da Segunda Liga e sagrar-se campeão, o plantel da equipa algarvia era já totalmente deslocado da realidade em que coabitava, a qualidade era claramente qualidade de equipa de primeira liga e o investimento diga-se que também. O Portimonense depois de se ter tornado numa SAD, presidida por Rodiney Sampaio , passou a ter outro tipo de abordagem ao mercado e a conseguir outro tipo de jogadores que até então não conseguia, foi definitivamente uma mudança no tipo de investimento do clube algarvio, claramente para subir de divisão e depois conseguir atingir outros patamares.

Chegados à Primeira Liga, a equipa do Portimonense desde logo que chamou à atenção pelo facto de o treinador Vítor Oliveira ter optado, desta vez, por manter-se no cargo após a subida de divisão. A equipa de Portimão conseguiu segurar um dos seus melhores jogadores no plantel, falo claro de Paulinho, e ainda acrescentou ás suas fileiras jogadores como Nakajima, internacional olímpico do Japão e o experiente Rúben Fernandes.

As expectativas, pelo menos no meu caso, eram por isso elevadas, o Portimonense era claramente uma equipa que vinha quebrar o paradigma da típica equipa que sobe de divisão e que tem sempre muita dificuldade em adaptar-se à Primeira Liga, a equipa algarvia tem qualidade, tem talento, tem experiência… Tudo fatores que apontam para um plantel “perfeito” para a realidade de uma equipa que subiu.

As exibições individuais de Nakajima têm “desviado” o foco sob os maus resultados do Portimonense Fonte: Ana Borralho
As exibições individuais de Nakajima têm “desviado” o foco sob os maus resultados do Portimonense
Fonte: Ana Borralho

A verdade é que devo confessar-me algo desiludido com a consistência exibicional demonstrada por este Portimonense, sem dúvida que grandes valores individuais se estão a sobressair, o jogador japonês Nakajima logo à cabeça, mas olhando para o coletivo e para os resultados práticos o Portimonense tem deixado algo a desejar na sua qualidade de jogo. A equipa até começou bem com uma vitória em casa frente ao Boavista, mas depois seguiram-se quatro derrotas seguidas frente ao Braga, Rio Ave, Benfica e Marítimo, a equipa voltou a “respirar” quando venceu em casa o Feirense por 2-1 , mas rapidamente voltaria à sua característica inconsistência revelada nesta época ao conceder um empate em casa frente ao outro recém-promovido, Desportivo das Aves.

O eterno Rei Eusébio

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Faz esta sexta-feira quatro anos que partiu fisicamente aquele que para muitos foi o melhor futebolista do mundo e, para mim, o melhor de sempre no Benfica. O tempo passa a correr, é clichê mas é uma verdade, no entanto, Eusébio da Silva Ferreira será mantido vivo por séculos e séculos por quem gosta realmente de futebol. Um feito apenas possível para lendas que da própria história da modalidade fazem parte.

Já não viu o seu clube do coração ser tetracampeão e que alegria lhe teria dado, por sua vez, protagonizou muitas vezes e vivenciou a conquista de pelo menos onze campeonatos nacionais de águia ao peito.

Admirado por todos pela sua capacidade de segurar a bola no pé, passar por quantos jogadores fossem e levá-la à baliza adversária sozinho se assim tivesse que ser, o Pantera Negra muito contribuiu para a construção da grandeza que caracteriza o Benfica ainda nos dias de hoje. Mas penso que a idolatria que se lhe tem, extravasa o campo profissional, e tem a ver também com a sua forma de estar, muito humilde, simples e apaixonada pelo que fazia.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Seja novo ou velho, vermelho ou às riscas, não há quem não o conheça e se sinta orgulhoso deste enorme futebolista que também nos representou na Seleção Nacional e foi o primeiro português a ganhar uma Bola de Ruro.

Envaidece ser do Benfica, muito também por se saber que deste clube fez parte o maior talento português alguma vez visto e que jogou com um amor à camisola que já não se sente nos nossos dias. Um Rei nunca morre, é eterno na nossa memória!

Foto de Capa: SL Benfica

Treinadores que mais vezes orientaram o FC Porto: Jesualdo Ferreira

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fc porto cabeçalhoFoi há mais de setenta anos que a região transmontana, mais precisamente a cidade de Mirandela, viu nascer um dos mais bem sucedidos e carismáticos técnicos do futebol nacional. Manuel Jesualdo Ferreira, atualmente com 71, leva já mais de três décadas no ativo, deixando marcas positivas em todos os locais por onde passou. A lista é infindável e merece-nos todo o respeito: Benfica (camadas jovens, adjunto e equipa sénior), Rio Maior, Torrense, Académica, Atlético, Silves, Angola, Estrela da Amadora, Seleções sub-20 e sub-21 de Portugal, Bordéus, FAR Rabat, Alverca, Braga, FC Porto, Sportig, Zamalek, Málaga, Panathinaikos e, finalmente, Al-Sadd, onde se encontra atualmente e, entre outros, lidera um plantel com conta com a experiência e magia do médio ex-Barcelona Xavi. O espenhol que, de resto, admitiu que, ainda hoje, com 37 anos, continua a aprender todos os dias com o Prof. Jesualdo.

Com passagens pelos três afamados grandes de Portugal, e não obstante a costela encarnada que sempre se lhe reconheceu, acabou por ser nos quatro anos que se sentou no banco do Dragão que Jesualdo recolheu os maiores louros na sua já longa carreira.

Jesualdo conduziu o FC Porto ao Tetra em 2009 Fonte: Blogue Paixão pelo Porto
Jesualdo conduziu o FC Porto ao Tetra em 2009
Fonte: Blogue Paixão pelo Porto

Contratado no início da época 06/07 para substituir o polémico Co Adriaanse, o professor soube dar o melhor seguimento ao bom trabalho do antecessor (que havia reconquistado o título na época anterior) e partiu para a conquista de um tricampeonato pessoal, que automaticamente configurou os dragões como tetracampeões pela segunda vez. O caso dera-se em 2009, com a vitória por 1-0, diante do Nacional, golo de Bruno Alves. Haveria de sair um ano depois, após falhar a conquista do penta e perder o campeonato para o Benfica, numa temporada marcada pelo famoso caso do túnel da Luz.

Com quase 700 jogos oficiais ao longo da carreira, Jesual coleciona cerca de 300 vitórias, carregando no currículo o peso de nove títulos, seis deles ao serviço do FC Porto: três Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e uma Supertaça; os restantes foram conseguidos ao comando do Zamalek (dois campeonatos) e do Al-Saad (uma Taça do Catar).

Foto de Capa: UEFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Carlos Carvalhal no Swansea: Sucesso à vista?

Cabeçalho Liga Inglesa

Os últimos dias de 2017 trouxeram uma boa notícia para o Futebol português: Carlos Carvalhal foi confirmado como novo treinador do Swansea City. O treinador de 52 anos natural de Braga tornou-se no terceiro técnico nacional a treinar uma equipa na Premier League na atual edição, a par de José Mourinho (Manchester United) e Marco Silva (Watford).

Carvalhal chegou a Terras de Sua Majestade em 2015, para assumir o comando do Sheffield Wednesday, que se encontrava a disputar o Championship (segunda divisão inglesa). O português teve uma boa passagem pelos “Owls”, sendo que conseguiu levar a equipa aos quartos-de-final da Taça da Liga e teve pertíssimo de a fazer subir à principal divisão do Futebol inglês, mas acabou por ter insucesso no Play-Off de promoção – perdeu na final com o Hull City em 2016 e foi eliminado na meia-final pelo Huddersfield Town no ano seguinte.

Carlos Carvalhal conseguiu colocar a equipa de Sheffield a praticar um futebol interessante, e até ficou nos registos do clube como o treinador com maior percentagem de vitórias em 150 anos de existência. Contudo, a época atual não foi tão bem-sucedida como as anteriores, a nível de resultados (7 jogos sem ganhar), e acabou por abandonar a equipa antes do Natal.

Poucos dias depois do despedimento, o treinador foi convidado a assumir o Swansea, que se encontra nos últimos lugares da classificação. Sem muito tempo para pôr a equipa ao seu gosto, Carvalhal teve uma boa estreia pelos “Swans”: bateu fora o Watford do português Marco Silva por 1-2, nos últimos minutos do encontro. Um bom início numa tarefa que não se adivinha fácil, embora o primeiro encontro caseiro não tenha corrido tão bem: o Swansea perdeu por 0-2 frente ao Tottenham, mas até deu uma boa réplica frente a um dos candidatos a terminar nos lugares cimeiros da Premier League.

Carlos Carvalhal pretende retirar o Swansea dos lugares de descida Fonte: Premier Punditry
Carlos Carvalhal pretende retirar o Swansea dos lugares de descida
Fonte: Premier Punditry

Após essa partida, o treinador português gostou da atitude demonstrada pelos seus atletas frente a um adversário de elevado potencial, embora tenha reconhecido que necessita de um ou dois reforços para conseguir tirar o clube da posição delicada em que se encontra. O certo é que a maior debilidade desta equipa e onde é mais urgente reforçar é a defesa, que parece não estar ao mesmo nível do ataque, em que brilham atletas como Wilfried Bony e Jordan Ayew.

Creio que se o Swansea conseguir contratar esses dois atletas para a zona mais recuada do terreno, Carlos Carvalhal irá conseguir salvar o clube da despromoção, até porque foi possível ver nestes dois jogos que a equipa que conta com o português Renato Sanches deu sinais de querer melhorar as suas exibições coletivas, com vista a atingir bons resultados e os pontos necessários para abandonar os lugares de descida. Veremos se a passagem de Carvalhal pelo Swansea irá ser bem-sucedida.

Foto de Capa: Swansea City AFC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Incapacidade no Mercado: uma bênção disfarçada?

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fc porto cabeçalhoCom a instabilidade financeira sentida no Porto nos últimos tempos era (e é) previsível um FC Porto cuidadoso e não muito ativo na janela de transferências de Janeiro.

Com um plantel quantitativamente curto para todas as competições em que o clube (ainda) está inserido, seria quase essencial a garantia de nenhuma saída e a compra de alternativas para o meio campo e um extremo.

Com isto em conta, o FC Porto manifestou interesse em dois jogadores: Rúben Ribeiro e Wendel, ambos alegadamente perdidos para o Sporting CP.

Rúben Ribeiro:

O ainda jogador do Rio Ave, de 30 anos de idade, tem um histórico pouco estável. Num período de dez anos passou pelo Leixões, Penafiel, Beira-Mar, Paços de Ferreira, Gil Vicente e Rio Ave. O médio ofensivo rebelde mas criativo tem do seu lado uma capacidade técnica muito acima da média.

Fonte: Rio Ave FC
Fonte: Rio Ave FC

Alegadamente, por motivos financeiros, o Porto perdeu para o Sporting a corrida por este jogador. Uma perda que não deve doer muito, a confirmar-se os números atualmente falados, é demasiado dinheiro para o Porto dar por um jogador desta idade.