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Arsenal FC 1-3 Manchester United FC: United mandou em Londres

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Cabeçalho Liga Inglesa

Um dos duelos mais aguardados da época da Premier League aconteceu hoje em Londres, entre Arsenal e Manchester United, entre Londres e Manchester, entre Àrsene Wenger e José Mourinho… Duas equipas do top four inglês e dois técnicos cuja relação nunca foi a melhor, marcada por vários conflitos e momentos de tensão ao longo dos anos, estiveram hoje frente a frente no Emirates Stadium, no jogo cabeça de cartaz da 14ª jornada da liga inglesa.

Mal a bola começou a rolar no relvado do Emirates logo se percebeu que este seria um jogo de grande intensidade e de grande entrega de cada uma das equipas ao jogo, tal era o ritmo que se verificou nos primeiros minutos, durante os quais o Manchester conseguiu construir uma vantagem de dois golos, ainda antes do quarto de hora!

O primeiro golo nasce de um péssimo passe de Koscielny na defensiva gunner. Valencia antecipou-se a Kolasinac, entregou a Pogba, que com muita calma devolveu ao equatoriano para este fazer o primeiro do encontro, enviando a bola pelo meio das pernas de Petrc Cech aos quatro minutos.

Apenas sete minutos depois, novo erro defensivo do Arsenal não perdoado pelos red devils. Lukaku passa a Martial, e este assiste Lingard, que isolado na área atira a contar à baliza do guardião checo. 2-0 e a equipa de Wenger estava em muito maus lençóis.

A reação gunner não demorou, através de Ramsey e Lacazette, colocando em sentido a equipa de Mourinho. O Arsenal ia ameaçando a vantagem do adversário, mas este continuava sem sofrer golos. Projetava-se um excelente jogo de futebol, tantas eram as oportunidades de golo que se iam verificando.

E a melhor para o Arsenal chegou ao minuto 32. Lacazette, na área, com tudo para fazer golo, mas rodeado de jogadores do United, remata contra de Gea, a bola ainda vai à barra, sobra para Granit Xhaka, mas este, com o pé esquerdo, remata ao lado, dissipando o perigo. Grande oportunidade para a equipa da casa, mostrando que a partida ainda não estava resolvida, de maneira nenhuma. O jogo continuava muito aberto – ora atacava o United, ora atacava o Arsenal, e os adeptos entusiasmavam-se cada vez mais.

Perto do intervalo, três grandes defesas de de Gea no mesmo lance. Primeiro Bellerín e depois Kolasinac, ambos de fora da área, remataram forte para duas boas ações do guarda-redes espanhol que, pouco depois, foi novamente chamado a intervir com mais uma excelente defesa a parar um desvio de Lukaku para a sua própria baliza. Excelente momento do guardião do United.

Após este lance, o ritmo baixou um pouco, compreensivamente. O Arsenal ia construindo mais perto da área, e o United apostava mais no contra-ataque, mas com ritmo mais baixo do que o que verificara até então. Apesar disso, o jogo continuava bastante interessante e emotivo, mas, infelizmente para todos os que assistiam a este confronto, o intervalo chegou. Era tempo para recarregar baterias e pensar a segunda parte. O Arsenal precisava urgentemente de um golo para voltar a lutar pelo resultado e era necessário tomar medidas para isso. Já na equipa de Mourinho, pouco havia a mudar. O resultado estava a seu favor, a equipa procurava o contra-ataque para ferir o adversário, e isso ia dando resultados. Esperava-nos uma grande segunda parte, à imagem da primeira.

Petr Cech nada pôde fazer para parar o remate de Lingard e evitar o segundo golo do United  Fonte: Premier League
Petr Cech nada pôde fazer para parar o remate de Lingard e evitar o segundo golo do United
Fonte: Premier League

O segundo tempo começou praticamente com o golo de que o Arsenal tanto precisava. Os gunners apanharam a defensiva do United de surpresa e, na cobrança de um livre lateral, conseguiram colocar Ramsey e Lacazette isoladíssimos à frente de de Gea. Houve tempo para tudo, Ramsey atrasou para o francês rematar e diminuir a vantagem do United. Muita distração dos defesas do Manchester, ao falhar redondamente na tentativa de apanhar o Arsenal na armadilha do fora-de-jogo. Os londrinos estavam de volta ao encontro.

Logo depois, nova oportunidade para o Man United, que enviou uma bola à barra da baliza de Cech, através de Lingard.

Aos 11 minutos da segunda parte, David de Gea voltou a brilhar. Lacazette rematou dentro da área para uma grande defesa do espanhol e, na recarga, Alexis Sanchéz, praticamente em cima da baliza, atira para mais uma enorme defesa com os pés.

O Arsenal parecia estar melhor neste início de segunda parte, mas, aos 62 minutos, foi o Manchester United que voltou a marcar. Lingard saiu em contra-ataque com apensa um opositor, passou para o lado para Pogba, que correu, ultrapassou um defesa e assistiu Lingard para um golo fácil, o seu segundo golo da partida.

A pouco mais de 15 minutos para o final do encontro, Pogba viu cartão vermelho após uma falta duríssima sobre Bellerín, onde o francês calcou a perna do lateral. Contrariedade para José Mourinho a poucos minutos dos 90, que perde também o médio para o dérbi de Manchester da próxima semana, frente ao primeiro classificado City.

Até ao fim do jogo, foi o Arsenal a única equipa a tomar iniciativa. O United limitou-se a defender a sua baliza enquanto o adversário ia rodeando a área. A tática resultou, o Arsenal não marcou mais nenhum golo, e o resultado final foi mesmo o 1-3.

Nova derrota do Arsenal num jogo grande e mais uma vitória do Manchester United, que continua a correr atrás do City na classificação. O resultado é justo, embora de Gea tenha tido muito impacto neste. Está lá para isso, é um dos melhores da equipa de Mourinho e hoje foi o melhor em campo.

O mau início de jogo do Arsenal custou-lhes o resultado, mas há agora que olhar para a frente e para o que resta do campeonato. O espetáculo tem que continar.

 Foto de capa: SkySports

Moreirense FC 1-1 CS Marítimo: Empate com sabor a derrota mantém cônegos no fundo da tabela

Cabeçalho Futebol Nacional

Moreirense FC e CS Marítimo empataram esta tarde a uma bola, em jogo a contar para a 13ª jornada da primeira liga. Frente a frente duas equipas a precisarem de pontuar, embora para lutar por objectivos diferentes. De um lado um Moreirense FC aflito na zona de despromoção, a precisar de pontos para tentar subir na tabela e, do outro, os insulares na perseguição dos lugares europeus, querendo manter a pressão sobre o quarto classificado, SC Braga.

O Moreirense FC entrou no jogo com vontade de chegar ao golo e desde cedo se foi mantendo por cima no encontro. Do lado do CS Marítimo, e até à meia hora, apenas de realçar os cerca de 50 adeptos insulares, que nos primeiros minutos fizeram questão de se fazerem ouvir. A equipa da casa, classificada na zona de despromoção com apenas sete pontos em 12 jornadas disputadas, deu desde início sinais de querer agarrar a conquista dos três pontos e foi quem mais oportunidades criou.

Logo aos 8 minutos, na sequência de uma jogada iniciada por Tozé, Ângelo Neto cabeceou e obrigou Charles a aplicar-se e a evitar o desbloquear do marcador. Apenas quatro minutos depois, um lance de insistência dos cônegos quase deu o golo à equipa da casa. Primeiro Ângelo Neto, de cabeça, encontrou o guarda redes atento, depois Haberhoun rematou para nova defesa de Charles e, por fim, Peña atirou à trave. Adeptos e equipa técnica ainda reclamaram golo, mas a bola não terá mesmo ultrapassado a linha de baliza.

O Moreirense FC não desarmava na frente e, aos 20 minutos, conquistou um livre perigoso à entrada da área, por falta cometida sobre Penã. O pontapé foi cobrado por Tozé, que voltou a enviar o esférico à barra. O golo acabou por chegar cinco minutos depois, na sequência de uma grande penalidade, novamente com Peña a sofrer a falta e Tozé a ser chamado a assumir a marcação do castigo máximo. Desta vez a barra não esteve no caminho do golo e a equipa da casa chegou, com justiça, ao um a zero.

A segunda parte trouxe algum equilíbrio à partida, com o Moreirense a continuar a ser a formação que mais procurou o golo Fonte: Bola na Rede
A segunda parte trouxe algum equilíbrio à partida, com o Moreirense a continuar a ser a formação que mais procurou o golo
Fonte: Bola na Rede

Ainda antes da meia hora os insulares conseguiram entrar no meio campo cônego e chegar com perigo à baliza de Jhonatan. E, no seguimento desse processo ofensivo, adeptos e equipa do CS Marítimo reclamaram novo penalti, por mão na bola, mas o árbitro Tiago Silva nada assinalou. Mas se não foi de penalti, foi na sequência desse lance. Após cobrança do canto de que beneficiou, a equipa madeirense chegou ao empate com um pontapé de bicicleta de Drausio. Estava reposta a igualdade em Moreira de Cônegos naquele que foi o primeiro remate insular na partida. O apito para intervalo não chegou sem que a equipa da casa se voltasse a lançar no ataque e sem uma nova bola na barra. Novamente Ângelo Neto, aos 33 minutos, a cabecear ao ferro da baliza defendida por Charles.

A precisar de pontuar para manter a pressão sobre o SC Braga, depois de a semana passada ter empatado em casa e ter visto os arsenalistas isolarem-se na quarta posição, o CS Marítimo viu o Moreirense FC entrar novamente por cima para a segunda parte. Logo aos 48 minutos Alan Schons rematou forte, mas por cima. Embora sem criarem oportunidades de perigo iminente, os cônegos foram mantendo o domínio e evitando que os madeirenses importunassem Jhonatan. A exibição superior da equipa da casa apenas ficou em perigo à passagem dos 70 minutos, com Belkeroui a ver o segundo amarelo e ser expulso, deixando o Moreirense FC reduzido a dez unidades em campo. O SC Marítimo tentou aproveitar a superioridade no terreno e conseguiu mesmo crescer no jogo, mas não foi o suficiente para levar perigo à baliza defendida por Jhonatan. Aliás, foram mesmo os da casa que terminaram a partida por cima.

Classificado nos últimos lugares da tabela, o Moreirense FC garantiu a conquista de um ponto na recepção aos insulares, um resultado que acabou por saber a pouco para um equipa que foi superior durante os 90 minutos. O CS Marítimo cedeu assim o segundo empate consecutivo na liga, num jogo em que não foi capaz de criar lances ofensivos de perigo, e pode ver já amanhã o SC Braga isolar-se ainda mais no quarto lugar.

A lição do dragão só pecou pela falta de eficácia

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fc porto cabeçalhoJogo grande de dois grandes a encabeçar a jornada 13 do campeonato português. As balizas encarnadas e azuis e brancas permaneceram virgens durante todos os 90 minutos mas não faltou intensidade, drama e polémica, muita polémica! Ingredientes fundamentais para um clássico entre FC Porto e SL Benfica.

O SL Benfica chegou ao Dragão “dado como morto” e sem grandes surpresas no onze, apresentou-se ao jogo com um 4-3-3 que pouco a pouco tem-se sobreposto ao 4-4-2 que já vem desde o tempo de Jorge Jesus. O esquema com dois avançados tem proporcionado nos últimos anos várias conquistas e alegrias aos adeptos encarnados, mas mais recentemente é sinónimo de maus resultados, principalmente na Liga dos Campeões. No entanto, o 4-3-3 com que o SL Benfica subiu ao relvado mostrou-se competente e com Krovinovic a mostrar rasgos de génio e Bruno Varela a ter uma exibição inspirada permitiram às aguias sobreviver com um ponto no Dragão.

Por sua vez, o FC Porto apresentou-se igualmente com um 4-3-3 com Brahimi pela esquerda, Marega na direita e Aboubakar no centro. Este esquema tático era, no entanto, mais flexível do que o dos encarnados, já que o extremo maliano frequentemente “colava” na frente a Aboubakar algo que já não lhe é estranho e pudemos assistir em alguns momentos do jogo a nuances de 4-4-2

Os dragões estiveram por cima do jogo grande parte do encontro Fonte: FC Porto
Os dragões estiveram por cima do jogo grande parte do encontro
Fonte: FC Porto

Apesar de os dragões serem dados como favoritos e até potencialmente vencer facilmente os rivais face ao mau momento das águias, a verdade é que foram os homens de Rui Vitória a controlar as rédeas do encontro nos vinte minutos iniciais do encontro. O início de jogo tipicamente intenso que Sérgio Conceição tem habituado os adeptos portistas teimava em surgir e o SL Benfica surpreendeu (até talvez aos seus próprios adeptos) com um futebol fluído e irreverente, algo pouco visto nesta época. Em contrapartida, o FC Porto tremia com José Sá a mostrar-se desconfortável nas saídas aéreas e a únicas investidas de ataque eram protagonizadas por contra-ataques esporádicos e desapoiados de Marega.

O barulho ensurdecedor de um Estádio do Dragão completamente lotado fez acordar a turma de Sérgio Conceição e depois dos primeiros vinte minutos da primeira parte assistimos a um encontro completamente diferente e desnivelado em que uma equipa só atacava e outra só defendia, uma dominava e outra tentava aguentar-se como podia, uma tentava ganhar e a outra lutava por um ponto. O FC Porto colou as águias às cordas!

Gil Vicente FC 1-2 UD Oliveirense: Persistência deu frutos

Cabeçalho Futebol Nacional

Manhã gélida em Barcelos testemunhou a quarta derrota caseira dos gilistas, ao passo que os homens de Oliveira de Azeméis vão já numa série positiva de três jogos sem derrotas, com duas vitórias e um empate.

Jorge Casquilha admitiu, na conferência de imprensa, que a equipa se sente mais desconfortável a jogar em casa e, no fundo, o percurso gilista na Segunda Liga vai mostrando isso mesmo. Esta é já a quarta derrota do Gil perante o seu público (Ac. Viseu, Santa Clara, Famalicão e Oliveirense), já a equipa de Pedro Miguel parece ter dado um verdadeiro soco na crise com a grande vitória (4-1) em Guimarães, para a Taça da Liga. Desde então, os oliveirenses não mais perderam, registando um empate sem golos na receção ao Covilhã e uma saborosa e importante vitória fora de portas diante do Gil.

Com uma primeira parte pautada pelo equilíbrio, haveria de ser um momento de génio, protagonizado por Sérgio Ribeiro, a fazer a diferença para os visitantes. Corria o minuto 42 quando o jovem extremo aproveitou uma bola perdida à entrada da área gilista para, com um belo remate ao ângulo, inaugurar o marcador. Já no segundo tempo, o ímpeto barcelense possibilitou a igualdade ainda numa fase bem adiantada, numa jogada bem desenhada por Camara que deixou James bem posicionada para, com um remate muito bem enquadrado, deixar o guarda redes Coelho pregado ao relvado.

O empate parecia servir para a equipa da casa, mas os visitantes, sempre mais organizados e audazes, partiram para cima do adversário e foi já com a introdução de algumas peças importantes que conseguiram chegar ao golo da vitória, com um misto de sorte e aselhice. Brayan Riascos conduzia um contra ataque aos 87 minutos, numa situação de dois para um e quando tentava servir o colega através de um cruzamento, acabou por acertar mal na bola e beneficiar do mau posicionamento de Rui Sacramento, que tentara adivinhar as intenções do avançado da Oliveirense.

A bola acabou por entrar caprichosamente na baliza do Gil e, com pouco tempo para jogar, o resultado final estava fixado.

Sporting à conquista da UEFA Futsal Cup

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Cabeçalho modalidades
Na passada semana, o Pavilhão João Rocha recebeu pela primeira vez uma das fases da UEFA Futsal Cup. O grupo B da ronda de elite era composto pelo Sporting, pelos croatas do Nacional Zagreb, pelos belgas do FP Halle-Gooik e pelos russos do MFK Dina Moskva.

Com três exibições de gala, os leões de Nuno Dias, somaram três vitórias. No primeiro jogo, o Sporting derrotou o FP Halle-Gooik, por 3-2, com golos de Marcão, Caio Japa e Divanei. Na segunda jornada, o Pavilhão João Rocha, assistiu a uma vitória diante do Nacional Zagreb por 3-1, tendo marcado para a equipa leonina, Pedro Cary, Pany Varela e Rodolfo Fortino. Tendo vencido os primeiros dois jogos, o Sporting já havia carimbado a passagem à “final-four” e no terceiro jogo, goleou o MFK Dina Moskva, por 4-0 com golos de Dieguinho, Divanei, Diego Cavinato e Alex Merlim.

Esta tem sido uma época brilhante para os pupilos de Nuno Dias. O Sporting soma 22 vitórias em 22 jogos oficiais esta temporada, tendo 106 golos marcados e apenas 29 golos sofridos. Numa temporada em que os leões já somaram dois títulos, a Taça de Honra e a Supertaça. Além destes títulos, a equipa verde e branca lidera a fase regular da Liga Sport Zone, carimbou a passagem à “final-four” da UEFA Futsal Cup e tem ainda mais dois títulos para conquistar, a Taça da Liga e a Taça de Portugal. Estes resultados vêm comprovar a qualidade deste que é um dos melhores planteis de sempre do futsal leonino e ainda, a competência de um dos melhores treinadores do mundo, Nuno Dias.

O futsal do Sporting carimbou com classe o apuramento para a fase decisiva da UEFA Futsal Cup Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futsal
O futsal do Sporting carimbou com classe o apuramento para a fase decisiva da UEFA Futsal Cup
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Apurados para a “final-four” da UEFA Futsal Cup estão o Sporting Clube de Portugal, os espanhóis Barcelona e Inter Movistar e os húngaros do Gyori Eto. O Sporting, enquanto vice-campeão europeu, tem a ambição de vencer pela primeira vez a UEFA Futsal Cup. Tendo em conta a qualidade do futsal apresentado esta época, os leões têm condições para conseguir a tão desejada conquista.

Uma época que tem sido formidável, com um apoio fantástico dos sportinguistas, em todos os pavilhões, mas sobretudo no Pavilhão João Rocha. Com esta equipa técnica e com este plantel, é possível o Sporting Clube de Portugal vencer não só a UFEA Futsal Cup, mas sim fazer o pleno e conquistar os seis títulos em seis competições disputadas.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Futsal

A evolução de Sterling no Manchester City

Cabeçalho Liga Inglesa

Após uma primeira época sem grandes motivos de felicidade, Pep Guardiola parece dar mostras de querer gravar o seu nome na lista de treinadores com sucesso em Inglaterra. O Manchester City está atualmente no topo da Liga inglesa, fruto de 13 vitórias em 14 jogos realizados, o que comprova que os Citiziens estão determinados em conquistar o título de campeão. O bom momento coletivo evidenciado é explicado pela enorme qualidade individual do plantel, onde saltam à vista nomes como Kevin De Bruyne, David Silva, Kun Aguero, entre outros. De todos, há um nome que parece estar a destacar-se um pouco mais dos restantes: Raheem Sterling.

O extremo inglês de 22 anos tem vindo a fazer excelentes exibições pelo City, não só pelo o que joga, mas também pelo o que faz jogar. A cumprir a sua terceira época no Eithad Stadium, Sterling já marcou neste primeiro terço da época mais golos do que em todas as épocas anteriores (leva já 13 apontados em todas as competições contra os dez e onze feitos em 2016/2017 e 2015/2016, respetivamente), sendo que o principal responsável pelas boas performances do jovem nascido na Jamaica é Pep Guardiola. Aliás, o número 7 dos Citiziens deve estar agradecido pelo técnico espanhol estar a exigir bastante dele nos treinos: prova disso mesmo, foi um vídeo que circulou nas redes sociais há umas semanas, antes do embate frente ao Feyenoord, em que é visível Guardiola a pedir a Sterling para aprender um movimento de receção de bola e desmarcação, que acabaria por ser fundamental nesse encontro – Sterling apontou o golo da vitória. O facto do treinador espanhol estar a trabalhar individualmente aspetos técnico-táticos é positivo para o atleta, dado que poderá permitir uma contínua evolução e assim o seu rendimento será sempre em crescendo.

Sterling tem sido um elemento importante no Manchester City Fonte: Manchester Evening News
Sterling tem sido um elemento importante no Manchester City
Fonte: Manchester Evening News

O outro ponto que pode explicar a boa evolução de Sterling no Manchester City nos últimos tempos deve-se à forte concorrência interna para a posição que desempenha dentro de campo, em que poderão atuar outros jogadores como Leroy Sané e Bernardo Silva. Ciente disso, o jogador inglês sabe que para poder gozar do “estatuto” de titular, terá sempre de fazer mais e melhor tanto nos treinos e jogos, para continuar a merecer a confiança do treinador – e até ao momento, é percetível que Sterling tem feito de tudo para se manter no 11 inicial, com muitos golos marcados e assistências para os seus colegas de equipa.

Creio que, em jeito de conclusão, se Sterling conseguir manter a sua boa forma ao longo da época, não só será um elemento importante na caminhada do City para conquistar a Liga, mas também será fundamental na seleção inglesa no Mundial da Rússia, caso continue a evidenciar toda a sua técnica e capacidade para marcar golos.

 Foto de Capa: Goal.com

O terceiro mundo no futebol nacional

Cabeçalho Futebol NacionalNa semana passada o futebol português foi abalado por mais um caso de salários em atraso, desta vez o Sport Clube Freamunde. Os jogadores deste clube nortenho apenas receberam três de onze meses deste ano (!), o que já levou em alguns casos que jogadores tenham ordens de despejo por parte dos senhorios por muitos meses sem pagamento de renda. Esta é uma triste face do nosso futebol, uma face que nos últimos anos têm acompanhado e muito o futebol português, os jogadores, felizmente, por intervenção do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, que celebra cinco anos desde a sua criação este ano, têm tido cada vez mais uma voz ativa e têm sido cada vez mais protegidos e ajudados nas situações mais urgentes.

Já se perdeu a conta de vezes que nós últimos anos temos tomado conta de problemas em clubes, desde jogadores que vêm com promessas e sonhos, acabando a viver na rua, até a situações como esta no Freamunde, em que devido aos problemas financeiros dos clubes, o plantel acaba por não receber os seus salários. Estes problemas têm sido cada vez mais recorrentes nas equipas do Campeonato Nacional de Seniores, muito por culpa do mau planeamento de época que estas equipas fazem, acho que estará na altura da Federação pensar em organizar formações para os dirigentes desportivos dos clubes mais pequenos do nosso futebol.

José Fonte, hoje um dos mais consagrados jogadores portugueses, já sentiu na pele o drama dos salários em atraso   Fonte: DailyStar
José Fonte, hoje um dos mais consagrados jogadores portugueses, já sentiu na pele o drama dos salários em atraso
Fonte: DailyStar

Os clubes mais profissionais do nosso futebol, na Primeira e Segunda Liga, não tem sido “órfãos” deste tipo de problemas. Recuando na nossa memoria facilmente recordamos o caso do Vitória de Setúbal, que desde há alguns anos tem sido constantemente ligado a casos de salários em atraso e de épocas muito turbulentas, José Fonte assina pelo Benfica em 2005/2006 depois de rescindir com justa causa, por salários em atraso, o seu contrato com a equipa de Setúbal, em 2009 o plantel sadino recusou-se mesmo a treinar perante os salários em atraso.

Todos ralham…

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sporting cp cabeçalho 1A guerra da informação no futebol está ao rubro. Está como nunca esteve, e promete não ficar por aqui.

Nesta, como em todas as guerras, existem baixas “civis”, decisões difíceis de tomar, mas necessárias, pessoas sem escrúpulos a usar toda e qualquer estratégia para ganhar vantagem sobre o adversário: negociações, espionagem, e muito, mas muito jogo sujo. Muitas destas vertentes, se não todas, já se verificaram e continuarão a observar neste “bate-boca” que enche diariamente as várias emissões e publicações jornalísticas. E não podem, por isto, culpar apenas uma pessoa, uma classe, ou apenas uma instituição. Todos têm culpa e, no entanto, essa irá morrer solteira. Ninguém vai assumir que a certa altura também errou, e contribuiu para este ruído que destrói a imagem do futebol em Portugal.

Já vimos directores de comunicação contra directores de comunicação, esses contra dirigentes, jornalistas contra dirigentes e até o oposto: órgãos de comunicação a tomarem partido sem se preocuparem minimamente com uma tal de “isenção” que deveria fazer parte da sua ética deontológica. A comunicação de um clube não deveria ter como principal função defender a sua instituição de ataques exteriores e enviar ataque reactivos. Deveria sim servir de meio de informação e promoção para os adeptos e sócios, e “vender” a melhor imagem institucional para que potenciais sócios, adeptos e patrocinadores se sintam atraídos.

Por exemplo, este departamento, no meu clube, se não estivesse tão concentrado nas guerras em que se tem mantido, poderia ter mais tempo para, em conjunto com as equipas de marketing, encontrar uma boa opção para levar mais famílias, não apenas ao futebol, mas a participar nos tais “dias de Sporting”, sendo que, neste momento, para eu levar a minha família (apenas o meu agregado) a participar a um desses eventos teria que gastar uns bons cem euros (isto com apenas um jogo de futebol e um de futsal; e isto a preços de sócio). Bem sei que a alguns não custa dá-los, e a mim também não, mas como tenho outras responsabilidades, e bocas para alimentar, já penso duas vezes. (Não digo que não mantenha essas guerras, que muitas vezes lhe são trazidas à porta por outros, mas que não se dedique em exclusivo a isso).

Bruno de Carvalho tem de continuar a colocar sempre o Sporting em primeiro lugar Fonte: Facebook oficial de Bruno de Carvalho
Bruno de Carvalho tem de continuar a colocar sempre o Sporting em primeiro lugar
Fonte: Facebook oficial de Bruno de Carvalho

Um presidente deve defender sempre o seu clube, e deve servir o mesmo sempre, mas não deve servir-se dele para se autopromover. Bem sei que outros o fazem, mas não gosto quando o meu presidente o faz, e o mais flagrante foi usar os meios de comunicação e as instalações do clube para comunicar uma parte da sua vida pessoal. Continuo e continuarei a apoiar Bruno de Carvalho pelo excelente trabalho que tem feito pelo nosso clube, que até há pouco tempo se encontrava moribundo desportiva e financeiramente, no entanto apoio-o apenas porque ele está a ajudar o meu clube. Assim que vir que se está a tornar mais um que se está a servir do clube, terá que ter o tratamento que outros ex-presidentes estão a ter neste momento. Terá o meu apoio enquanto servir o clube como o fez até agora.

Um jornalista deve ser isento, e tratar todos os agentes de igual forma. Pelo que, ao pronunciar-se individualmente sobre um presidente de um clube, o deverá fazer também relativamente aos outros que podem até estar implicados em coisas bem mais graves. Se não se pronunciar, então ou está a dar tratamento preferencial, ou está a levar para o campo pessoal, e aí já não é um jornalista ou um profissional, mas apenas alguém parcial que usa canais oficiais, e em posição privilegiada e supostamente isenta, para fazer passar o seu ponto de vista inquinado pelo “ódio” pessoal. Porque, como alguém disse há uns dias, um jornalista não se pode basear em “achismos”, e uma opinião sobre outra pessoa não passa disso mesmo, e aí já não está a ser jornalista, e não se pode proteger atrás do seu profissionalismo e isenção.

SSC Napoli 0-1 Juventus FC: Pipita Higuaín resolve no regresso a casa

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Cabeçalho Liga ItalianaNa antecâmara da última jornada da Liga dos Campeões, onde ainda não garantiram o apuramento para os oitavos-de-final (o Nápoles até não depende só de si), Nápoles e Juventus protagonizaram um bom jogo de futebol no San Paolo, correspondendo às expetativas de um clássico.

Com Higuaín recuperado de uma fratura na mão, mas sem poder contar com Mandzukic e Lichtsteiner (titulares no último jogo), Massimiliano Allegri optou por uma defesa a quatro, colocando de início Asamoah e De Sciglio, relegando Alex Sandro para o banco de suplentes.

Já a equipa da casa entrou em campo com duas alterações em relação ao último jogo, registando-se as entradas de Albiol e Mário Rui para os lugares de Chiriches e Maggio, respetivamente.

O jogo começou agitado, com ambas as equipas a demonstrarem vontade de vencer o jogo. A primeira oportunidade foi para os visitantes, com Higuaín a tentar colocar a bola por cima de Reina, que fez muito bem a mancha. Falhou à primeira, não falhou à segunda. À passagem do minuto 13, num contra-ataque muito bem conduzido por Dybala, que soltou a bola no momento certo, o avançado argentino, à saída de Reina, colocou a bola pelo seu lado esquerdo, junto ao poste, fazendo o único golo da partida.

Juventus marcou cedo e soube defender, garantindo três importantes pontos Fonte: Juventus FC
Juventus marcou cedo e soube defender, garantindo três importantes pontos
Fonte: Juventus FC

A resposta da turma Napolitana foi célere, com um remate perigoso, do meio da rua, de Hamsik. Poucos minutos volvidos, Insigne com um remate colocado obrigou Buffon a defender para canto e, na cobrança do mesmo, outra vez Insigne com um cabeceamento muito perigoso que proporcionou uma boa defesa ao guardião visitante.

Na segunda parte, a toada manteve-se, com a predominância da posse de bola dos comandados de Maurizio Sarri e aposta da Juventus na defesa muito recuada e nas saídas em contra-ataque, através da velocidade de Douglas Costa ou da técnica de Dybala.

Apesar de tudo, a melhor oportunidade do segundo tempo foi mesmo da Vecchia Signora, com um remate fortíssimo em vólei de Matuidi, ao qual Reina defendeu instintivamente.

Os azzurri muito tentaram chegar ao golo, com as sucessivas variações de jogo e um futebol atrativo, porém pouco eficaz. Mérito da Juventus que não teve vergonha de adotar uma estratégia mais defensiva e conseguiu relançar-se na procura do hepta, vencendo na casa da que vem sendo a melhor equipa italiana esta época. A introdução de mais uma unidade no meio-campo foi chave, na medida em que conseguiu estancar o maior municiador de jogo napolitano, Jorginho.

O Nápoles até fez por merecer o empate, mas a frieza da Juventus fez a diferença. Relançado o campeonato, o que nós desejamos é que continue sempre assim tão competitivo!

Foto de Capa: Juventus FC

FC Porto 0-0 SL Benfica: Dragões voltam a dividir liderança

fc porto cabeçalho

FC Porto e SL Benfica empataram esta noite a zero no Estádio do Dragão, no segundo clássico da época. Com as bancadas repletas e os adeptos a combaterem o frio aquecendo a voz, o jogo ficou marcado pelo domínio azul e branco, com o marcador a não desbloquear e a ditar que liderança da tabela voltasse a ficar dividida entre Dragões e Leões, que a partilham com 33 pontos.

Com Marega de volta ao onze inicial do FC Porto e o SL Benfica a manter a mesma equipa que goleou o Vitória de Setúbal, a partida arrancou com superioridade encarnada.  Após o pontapé de saída, os visitantes viajaram para o meio-campo portista e por lá ficaram, beneficiando de dois cantos logo nos minutos iniciais e obrigando José Sá a aplicar-se, após cabeceamento de Jonas.

Os dragões sentiram algumas dificuldades em assentar o jogo e conquistar posse de bola, vendo o adversário recuperar facilmente o esférico e beneficiar de vários ressaltos, tendo começado a crescer na partida já a meio da primeira metade. Com o estádio cheio e com vontade de levar a equipa para a frente, foi Danilo o primeiro a tentar o golo, já perto dos 25 minutos. O FC Porto conseguiu aumentar a pressão sobre o adversário e teve, pelos pés de Herrera, nova oportunidade pouco depois da meia hora. Bruno Varela na baliza disse presente! Em noite de clássico e com ambiente de clássico nas bancadas, a primeira parte terminou com o dragão a reclamar grande penalidade. Luisão cai na área e jogadores e adeptos pediram o castigo máximo, por mão na bola do central brasileiro. Jorge Sousa nada assinalou e foi com o nulo que chegou o intervalo.

Danilo foi um dos melhores em campo e podia, ainda na primeira parte, ter chegado ao golo Fonte: FC Porto
Danilo foi um dos melhores em campo e podia, ainda na primeira parte, ter chegado ao golo
Fonte: FC Porto

A segunda parte recomeçou com os mesmos onzes em campo e como uma continuação do que havia sido o final da primeira: o FC Porto por cima. Brahimi é o primeiro a testar a atenção de Bruno Varela, à passagem dos 50 minutos, mas foi perto dos 60 que o Dragão reclamou novo lance mal ajuizado pelo árbitro da partida. Herrera vê um golo anulado por posição irregular de Aboubakar, sendo que o avançado camaronês se encontrava em jogo, com um jogador do SL Benfica, perto da bandeirola de canto, a colocá-lo em posição legal.

A colocar no jogo sentido único e a dispor de todas as oportunidades de golo, não permitindo que o adversário criasse perigo no seu meio campo, os azuis e brancos viam as tentativas saírem ao lado ou esbarrarem em Bruno Varela. Os encarnados, viram o seu jogo complicar com a expulsão de Zivkovic, que viu o segundo amarelo mas, ainda assim, tentaram chegar à baliza de José Sá, embora sem conseguirem criar situações de perigo iminente para a formação às ordens de Sérgio Conceição. E foram mesmo os dragões que tiveram a derradeira oportunidade de fazer o golo, com Marega a desperdiçar e a falhar de cabeça, sozinho na área encarnada, já em tempo de compensação. O avançado teve na sua posse os três pontos do clássico, mas não foi capaz de concretizar.

Num jogo que acabou por ter um domínio claro do FC Porto durante grande parte dos 90 minutos e em que o trio de arbitragem acabou por ter interferência no resultado, foi com a divisão de pontos que ambas as equipas deixaram o relvado. Na frente, FC Porto e Sporting voltam a partilhar a liderança, com 33 pontos, e o SL Benfica mantém a terceira posição, com 30.