Por várias falhas que se apontem a Rui Vitória, uma delas não é certamente a falta de aposta na formação. Para além, por exemplo, do defesa Rúben Dias, que tem sido bastante utilizado esta época, outro dos nomes que anda na boca dos Benfiquistas é Diogo Gonçalves.
O extremo, de 20 anos, já é filho da casa. Chegou ao Benfica com 12 anos, passou por quase todos os escalões da formação, afirmou-se na equipa B e este ano deu o salto para a equipa principal. E, diga-se, tem feito as delícias dos adeptos e do mister. Tanto que alinhou no onze inicial dos últimos dois jogos das ‘águias’. Cumpriu um sonho ao ser titular na Liga dos Campeões, frente ao Manchester United, e voltou a merecer a mesma confiança de Rui Vitória, na deslocação ao reduto do Desportivo das Aves, a contar para o campeonato.
E o miúdo porta-se bem! Não tem acusado a pressão e, pelo contrário, tem aproveitado cada oportunidade para se mostrar ao treinador. É muito trabalhador, mas, para além de mostrar empenho, oferece a harmonia desejada à equipa do Benfica. No último jogo, Diogo não só se fartou de fazer cruzamentos, sendo excelente a calcular os timings, como ainda pressionou e atacou sempre que tinha a bola no pé.
Diogo Gonçalves tem correspondido e consquistado os adeptos Fonte: SL Benfica
Neste momento, o extremo tem justificado cada aposta, uma vez que reúne as condições para fazer uma bela combinação ofensiva com a frente de ataque. Liga-se bem a Seferovic, dado que são os dois muito movimentados no terreno, e serve bem Jonas. Tem ainda destacado-se pelo seu remate fácil e pela boa técnica. É um jogador que assume duas particularidades que faltam a muitos outros: não tem medo de arriscar e sente a camisola.
Resta saber se Diogo Gonçalves vai conseguir manter a constância ao longo da época. É que sobre a sua posição pairam ainda nomes como Zivkovic, que tem grande qualidade de jogo individual e em equipa (e, incompreensivelmente, não está a ser aproveitado), e ainda Cervi. Rui Vitória pode ainda apostar na rotatividade e dar minutos aos três jogadores. Hipóteses não faltam. O camisola 84 tem muito trabalho pela frente e, certamente, muitas arestas por limar. Não nos esqueçamos de que tem 20 anos e chegou à Primeira Liga há pouquíssimos meses.
José Luís Mendes, natural da Covilhã, foi o treinador responsável por colocar o Fundão no mapa do principal escalão do Futsal português e junta, atualmente, o cargo de treinador adjunto das Seleções Nacionais A masculina e feminina com o de responsável técnico pelas Seleções Nacionais de sub-21 e sub-18 masculinas. O Bola na Redeconversou com o técnico sobre a sua carreira, o Fundão, a formação do Futsal em Portugal e do Futsal feminino.
Bola na Rede: Começando pela sua carreira, e sabemos que é formado em Educação Física, de onde surge a paixão pelo Futsal?
José Luís Mendes: O meu primeiro contacto com o Futsal surge pela Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI), no ano de 1993, ano em que fiz parte da equipa técnica liderada pelo João Paulo Matos, um amigo de longa data. Dois anos depois, assumo o comando técnico da AAUBI e, nesse mesmo ano, em 1995, sou convidado para integrar a equipa técnica da Seleção Nacional Universitária, comandada, então, pelo Orlando Duarte, treinador que dispensa apresentações. Esse convite foi formulado pelo Paulo Meireles e Pedro Dias (atual diretor da Federação Portuguesa de Futebol), dirigentes da Federação Académica do Desporto Universitário (FADU). A paixão pelo jogo deve-se essencialmente aos ensinamentos transmitidos pelo Orlando e às experiências que comecei a vivenciar nos mundiais Universitários.
BnR: O seu percurso como treinador é amplamente reconhecido pelo que fez na AD Fundão, mas o que fez anteriormente como treinador?
JLM: Em termos federados comecei, após ter terminado o curso, por treinar futebol na Associação Desportiva da Estação (ADE), onde estive durante cinco anos. Depois, já com o “bichinho” do Futsal, treinei a equipa de Futsal feminino do Unidos do Tortosendo; na altura estive lá duas épocas e, passados esses dois anos, fui para a Boidobra, também no Futsal feminino, onde estive quatro anos, sendo que no último ano recebi o convite da AD Fundão e comecei a treinar simultaneamente a AD Fundão Seniores Masculino, que estava na altura na terceira divisão. Treinava à quarta e à sexta na Boidobra e à segunda, terça e quinta treinava no Fundão; depois, no sábado, tinha jogo pelo Fundão e domingo tinha jogo pela Boidobra. Continuei ligado ao desporto universitário, onde treinava as equipas masculina e feminina da AAUBI. No ano seguinte, deixei a Boidobra para me dedicar inteiramente ao Fundão, onde estive durante oito épocas, duas na terceira divisão, duas na segunda divisão e quatro na primeira divisão. Paralelamente, acabei por deixar também as equipas universitárias.
BnR: Falando então agora do Fundão: teve uma grande ascensão no Futsal, no dia em que lhe foi feito o convite para treinador principal, havia já esse objetivo de chegar à primeira divisão ?
JLM: A ideia era tentar chegar o mais longe possível com claras possibilidades de alcançar a primeira divisão. Em termos desportivos, senti que era uma excelente oportunidade. Foi feita essa aposta, nomeadamente no segundo ano na segunda divisão, em que nós tivemos a possibilidade de trazer um jogador brasileiro emprestado pelo Benfica e conseguimos reunir, a nível regional, na minha opinião, os melhores jogadores, que nos pudessem ajudar na subida e foi isso que aconteceu, acabámos por fazer um excelente campeonato e conseguimos a subida à primeira divisão. Claro que isto sempre com o objetivo de conseguirmos a estabilidade e de sermos uma equipa de referência na primeira divisão. Os primeiros dois anos foram muito complicados, conseguimos a manutenção nos play-out com bastantes dificuldades. Nos dois anos subsequentes atingimos o play-off e penso que, a partir daí, o Fundão conseguiu estabilizar e acabou por tornar-se na equipa de referência na nossa zona e a nível Nacional.
José Luís Mendes continua muito a par do Futsal fundanense Fonte: José Luís Mendes
BnR: Pegando na primeira época do Fundão na primeira divisão, acabou por conseguir a manutenção, ficando em segundo lugar no play-out, o último lugar de manutenção…
JLM: Sim, no primeiro ano fizemos um excelente jogo com o Modicus em casa e garantimos a manutenção a faltar uma jornada para o fim. No segundo ano, foi muito mais difícil, acabámos por disputar o lugar de permanência com o Boavista, o Sassoeiros já tinha garantido a manutenção, na última jornada, vencemos o último jogo frente à UTAD fora e essa vitória deu-nos a manutenção.
BnR: Na época seguinte, o Fundão acaba por conseguir chegar aos play-offs e, na sua última época, a equipa chega novamente aos play-offs, perdendo frente ao SL Benfica. Como é que olha para esta mudança do play-out para os play-offs? Considera que houve um maior investimento?
JLM: Quando subimos à primeira divisão, houve uma necessidade de fazer uma reestruturação no plantel e tivemos que recorrer ao mercado brasileiro, porque na altura era mais fácil e menos dispendioso trazer jogador brasileiros do que ir buscar jogadores portugueses com qualidade, que preferiam estar nos grandes centros. Então, nós apostámos nos jogadores brasileiros que nos trouxeram qualidade, estabilidade e, por consequência, melhores resultados. Conseguimos ir aos play-offs na minha terceira e quarta época de primeira divisão, mas tivemos sempre ali até ao fim na luta entre os lugares de acesso aos play-offs e os lugares para os play-outs. Na terceira, contra a Fundação Jorge Antunes e na quarta, contra o Benfica, obrigando sempre os nossos adversários ao terceiro e derradeiro jogo. Com a Fundação ganhámos em casa o primeiro jogo, perdemos fora, no prolongamento, o segundo e, depois, perdemos novamente o terceiro. Contra o Benfica, perdemos o primeiro jogo em casa nos penaltise depois ganhámos o segundo jogo na Luz e perdemos novamente no terceiro jogo na Luz.
A época de 2010/11 foi uma das páginas mais bonitas do passado recente do FC Porto. Uma “geração de ouro” fez as delícias da massa adepta portista conquistando quase tudo o que havia para ganhar sob a batuta do mister André Villas-Boas. Dentro dessas conquistas destaco aquela que foi para mim a mais memorável, a Liga Europa. A campanha dos dragões até à final foi brilhante e culminou numa final portuguesa frente ao SC Braga naquele que foi o jogo que mais me marcou.
Recordo-me com relativa clareza de estar na sala de casa sentado no sofá acompanhado pelos meus pais e pelo meu irmão mais velho com a devida antecedência para assistir à final portuguesa. O ambiente para aquele jogo era diferente, não só no estádio como também em minha casa. Afinal, não é todos os dias que se defrontam numa final europeia a equipa da minha terra frente à equipa do meu coração. As picardias com o meu irmão mais velho começaram ainda antes do apito inicial, isto porque na altura ele estudava na Universidade do Minho em Braga e converteu-se a adepto arsenalista deixando por terra a sua pele dragão. Um mau adepto portanto.
Esta final portuguesa era sem dúvida um acontecimento inédito. O SC Braga estava pela primeira vez da história numa final europeia, o FC Porto tinha a oportunidade de vencer pela segunda vez da história a competição e, claro, nunca duas equipas portuguesas se tinham defrontado numa final europeia.
Frente a frente estavam dois dos plantéis mais talentosos dos últimos tempos das respetivas equipas, lideradas por Domingos Paciência e André Villas-Boas, que na altura estavam no pico das suas capacidades enquanto treinadores.
O jogo começa e desde início é bem visível uma atmosfera arrepiante que envolvia o jogo das duas equipas do Norte. Podia ser um jogo do campeonato, da Taça da Liga ou de Portugal, mas não, era a final da Liga Europa. O SC Braga não era o favorito, mas depois de ter eliminado Liverpool e Benfica tinha de ser respeitado e numa final nunca há favoritos. Os guerreiros do Minho agigantaram-se frente aos dragões e o equilíbrio entre as duas equipas foi constante ao longo do encontro. As qualidades individuais de João Moutinho, Varela e Hulk vinham ao de cima com o brasileiro a assumir-se como principal arma desequilibradora da defesa bracarense. Apesar de o SC Braga ter entrado mal no jogo, a verdade é que o FC Porto acomodou-se à passividade dos arsenalistas com o jogo a ter um ritmo demasiado calmo e de construção lenta.
Falcao celebra o primeiro e único golo da final da Liga Europa Fonte: globoesporte
O primeiro e único golo do encontro foi marcado pelo suspeito do costume, Radamel Falcao, não fosse ele o melhor marcador da competição. Em cima do intervalo, Falcao recebe o cruzamento perfeito de Freddy Guarín e o compatriota desfere um cabeceamento mortal para marcar o golo que mais tarde viria a valer a conquista do troféu.
Os minhotos procuraram o empate e foi pelos pés de Mossoró que isso esteve prestes a acontecer angustiando todos os adeptos portistas. Felizmente, o brasileiro viria a falhar na cara do golo com Helton a protagonizar uma excelente defesa.
No fim festejou-se no estádio, festejou-se em minha casa. O FC Porto venceu a partida, o FC Porto era o vencedor da Liga Europa. Mas mais do que isso, naquela noite venceu o futebol português. Três equipas na meia-final da Liga Europa é motivo de orgulho mesmo para o adepto mais fanático. Orgulho no FC Porto, orgulho em ser português.
O futebol em si é uma arte. E o saber faz parte. Saber jogar e saber comandar. Estas duas vertentes podem coexistir no mesmo indivíduo, mas o habitual é que aquele que trata bem a bola e pensa bem o jogo seja um e o que monta a equipa e desenha a estratégia seja outro. Mas haverão, certamente, exceções. Deliciosas e saudosas exceções.
O treinador português é hoje muito cobiçado e elogiado pela Europa fora. Apesar de, por vezes, não ser valorizado e admirado dentro de portas, mais tarde todos lhes reconhecerão o seu engenho e talento. Ainda assim, algo parece estar a mudar nas mentalidades dos nossos clubes; dos 18 clubes competidores da Primeira Liga, 17 contam com treinadores portugueses. A exceção, para já, é o CD Aves que recorreu ao angolano Lito Vidigal para render Ricardo Soares. Mas então qual o sucesso do treinador português? Poderá ser o seu passado enquanto jogador?
É difícil encontrar a resposta a esta pergunta, senão mesmo impossível. Pode estar na capacidade de liderança ou astúcia e inteligência proveniente do gene lusitano. Certo é que pouco terá que ver com o passado enquanto jogador, senão este sucesso não era exclusivo dos portugueses e qualquer Bola de Ouro se tornaria num treinador invencível. Prova disso são os casos de Rui Vitória, Daniel Ramos, Miguel Cardoso, Nuno Manta, Luís Castro, Manuel Machado ou Lito Vidigal. Todos estes são treinadores no nosso campeonato. Nenhum deles se destacou a níveis estratosféricos enquanto atleta, mas desempenharam e têm vindo a cumprir com distinção as suas funções enquanto líderes de equipa. Rui Vitória, por exemplo, representou, enquanto jogador, clubes como o Alverca, Vilafranquense, Seixal FC ou SC Farense.
Nuno Manta Santos conseguiu um excelente oitavo lugar com o Feirense na época passada Fonte: CD Feirense
Sem mediatismo algum, assumiu o cargo de treinador de equipas menores e, passado algum tempo, subiu o CD Fátima à Segunda Liga, passou pelo FC Paços de Ferreira e conduziu o Vitória SC ao quinto lugar da Primeira Liga. Chegado ao SL Benfica, prolongou o sucesso do seu antecessor e depressa conquistou os adeptos. Por outro lado, Miguel Cardoso e Nuno Manta, sem que se encontrem registos alguns de terem jogado futebol a nível sénior, causam toda esta sensação e espanto ao trilharem caminhos firmes para os seus clubes. Se o trabalho de Nuno Manta no CD Feirense foi uma tarefa heróica (pegou no Feirense nos últimos lugares e não só garantiu a manutenção, como um confortável 8º lugar), o de Miguel Cardoso no Rio Ave FC é motivo de artigos, opiniões e múltiplos elogios.
O CD Aves recebeu esta noite o Vitória SC, em jogo a contar para a décima jornada da Primeira Liga. Num jogo em que a eficácia foi a nota dominante, com as poucas oportunidades de golo a serem bem aproveitadas, a vitória acabou por sorrir aos minhotos, que conseguiram a conquista de três pontos importantes para subir alguns lugares na tabela.
À partida para o encontro, as duas equipas precisavam de uma vitória para quebrar o mau momento pelo qual passavam. De um lado um Desportivo das Aves nos últimos lugares e do outro um Vitória SC longe das exibições e resultados que permitem alcançar os lugares europeus. E foram mesmo os minhotos que entraram melhor. Logo aos três minutos de jogo, Raphinha abriu o marcador, desmarcando-se nas costas de Nildo, após passe de Héldon. O Vitória SC estava por cima do jogo, fazendo pressão alta que tentava bloquear o jogo entre-linhas do CD Aves. No entanto, a equipa da casa não se deixou intimidar e tentava chegar à baliza defendida por Miguel Silva, sendo recompensada à passagem do quarto de hora. Victor Garcia cortou, com a mão, um centro de Paulo Machado, com o árbitro Luís Ferreira a assinalar grande penalidade. Na conversão, Salvador Agra não falhou e fez o 1-1. O golo serviu de incentivo aos avenses, que conseguiram inverter a tendência inicial da partida e passaram a estar por cima, criando mais oportunidades. Aos 36 minutos, Paulo Machado pôs Miguel Silva à prova e, no minuto seguinte, Nildo repetiu a façanha. Ainda assim, a um minuto do intervalo, foi mesmo o Vitória SC que conseguiu chegar novamente ao golo, por intermédio de Héldon, que aproveitou uma bola perdida na área avense.
Fonte: Vitória SC
A segunda parte chegou com um bom ambiente nas bancadas, numa casa bem composta em Vila das Aves e onde o fair play entre os adeptos e mascotes dos respectivos clubes foram um dos pontos altos desta noite de futebol. Os dez primeiros minutos revelaram um jogo dividido, com ambas as equipas a não conseguirem criar situações de perigo junto da baliza adversária. Aos 59 minutos, foi o Vitória SC que conseguiu inverter essa tendência e entrar na área dos avenses, com Raphinha a rematar para defesa de Quim. Três minutos depois, foi novamente Raphinha a colocar o guarda redes à prova, obrigando-o a uma grande defesa. Na recarga, Héldon atirou para fora. Com os minhotos a conseguirem anular as iniciativas do CD Aves, a tendência era pausar o jogo quando dispunham da posse de bola. E, aos 70 minutos, o golo acabou mesmo por surgir novamente, desta vez por intermédio de Rafael Martins, que aparece ao segundo poste a desviar para o 1-3, na sequência de um livre de Hurtado. Até ao apito final, o CD Aves ainda conseguiu criar três lances perigosos para a baliza de Miguel Silva, todos por Arango. O avançado emprestado pelo SL Benfica entrou aos 73 minutos de jogo, conseguindo trazer mais dinâmica ao ataque avense.
O Vitória SC garantiu assim a conquista de três pontos importantes para a luta pelos lugares europeus, frente a um CD Aves que não tem conseguido encontrar o caminho das vitórias. A equipa recém-promovida ao principal escalão do futebol português apenas venceu por uma vez esta época, não conseguindo deixar os lugares do fundo da tabela.
O inevitável era o expectável. Após os desaires da Ferrari em Singapura, Malásia e Japão, as contas do título ficaram muito mais acessíveis para Hamilton. No sábado, Sebastian Vettel fez uma volta canhão e conquistou a sua 50ª Pole Position da carreira. Do seu lado, partira Verstappen e atrás os dois Mercedes, com Hamilton no 3º posto. O inglês da Mercedes sabia que precisava apenas de ser 5º independentemente do lugar de Vettel, para se sagrar campeão mundial de F1 pela 4ª vez.
A partida do GP do México foi uma das mais “concorridas” da presente temporada. A longa recta da meta que antecede a primeira curva do circuito, que detém mais de 890 metros, colocou Vettel, Verstappen e Hamilton lado a lado, sendo a curva para a direita, o alemão entrava primeiro mas o holandês recorreu ao exterior dos limites da pista para ultrapassar Vettel, pois seguia-se uma curva de imediato para a esquerda, e foi aí que o Ferrari ficou com a asa dianteira danificada. Na segunda curva e a assistir a este despique de alta tensão, Hamilton aproveitara para se aproximar e tentar ultrapassar o alemão, mas de forma inevitável a asa dianteira de Vettel danificou a roda traseira direita de Hamilton. Um início bastante atribulado e interessante. Contudo, foi Verstappen a sair ileso e isolado na frente intacto, ao contrário de Hamilton e Vettel que tiveram que recorrer à box.
Os incidentes do trio maravilha chegaram a ser investigados pela FIA, mas não sortiram efeito com os comissários a não autuarem. Verdadeiramente, se os comissários partissem para penalizações, muito provavelmente iriam actuar Verstappen por alegadamente ter utilizado a parte de fora da pista para ultrapassar Vettel, o sangue na guelra do holandês pode dar para um dia ser campeão mundial, mas não é a levar tudo à frente que o vai conseguir.
Hamilton conquistou o seu 4º título mundial de F1 Fonte: Sky Sports
Sebastian Vettel e Lewis Hamilton saiam da box nas penúltimas e última posição, respectivamente. Verstappen na liderança desapareceu do mapa, Bottas que herdou o 2º lugar foi incapaz e não tinha monolugar para acompanhar o Red Bull. Rapidamente o interesse da corrida passava por ver o que Vettel e Hamilton iam fazer. O alemão que tinha um carro capaz de ganhar a corrida, fartou-se de ganhar posições, ao contrário de Hamilton que dizia via rádio ao seu engenheiro que tinha problemas com a potência e posteriormente com os pneus.
Com o safety car virtual provocado pelo Toro Rosso de Hartley, os pilotos recorreram à mudança de pneus, mas pouco ou em nada a corrida se alterou.
Em mais uma tarde nublada de Domingo, entravam em disputa mais três pontos na Segunda Liga. O CD Santa Clara vinha de duas vitórias moralizadoras em casa perante CF “Os Belenenses” e Vitória SC B, enquanto que o FC Penafiel vinha igualmente de uma vitória categórica perante o Sporting CP B.
Os primeiros minutos do jogo, mostraram um jogo muito equilibrado. Santa Clara e Penafiel anulavam-se mutuamente, num jogo muito disputado a meio-campo. Ainda assim, era a equipa da casa que tinha mais posse de bola e que fazia por chegar ao primeiro golo do jogo. E foi exatamente o que aconteceu ao minuto 29. Num lance de bola parada, Pedro Pacheco fazia de cabeça aquele que era o primeiro golo na partida. Até final da primeira parte, o Penafiel equilibrou mais a partida e começou a ter mais bola, empurrando o Santa Clara para a sua pequena área. A primeira parte terminou com a vantagem da equipa da casa, sem grandes ocasiões de parte a parte. Nota ainda para a expulsão de Carlos Pinto a meio do primeiro tempo por protestos em relação à equipa da arbitragem, uma decisão que acabou por “aquecer” a partida até final dos 90 minutos.
Fonte: O Milhafre
Na segunda parte, Armando Evangelista fez entrar Gleison e retirou Ludovic, um dos jogadores que andou desaparecido no primeiro tempo. Com a substituição, o Penafiel ganhou um novo futebol. A equipa forasteira conseguia ser mais vertical, mais rápida e mais pragmática na partida e conseguia criar grandes dificuldades ao Santa Clara. Ao minuto 52′ esta boa entrada do Penafiel iria ser recompensada. Em mais um lance de bola parada, João Paulo conseguia empatar a partida, com Serginho a ficar colado ao relvado.
A equipa visitante não tirou o pé do acelerador e minutos depois chegou a novo golo. Num lance muito confuso, a defensiva do Santa Clara não conseguiu ajustar o posicionamento e sofre mais um golo, desta feita por Fábio Abreu.
A partir do segundo golo do Penafiel, o jogo mudou de figura. A partida passou a ter um ritmo mais lento, com muitas paragens pelo meio e com o árbitro a apitar muitas vezes e a mostrar muitos cartões amarelos exagerados, por vezes. O Santa Clara tentava pegar no jogo, mas faltava dinâmica e faltava alguém que assumisse a primeira fase de construção. O Penafiel percebeu estas dificuldades e tentou quebrar o ritmo de jogo, com sucesso.
Até final dos 90 minutos, nota para duas defesas de alto nível de Ivo, guarda-redes do Penafiel, a negar primeiro o golo a Pineda e depois a Osama Rashid.
No final da partida, o resultado é desajustado. A vitória do Penafiel é exagerada tendo em conta a primeira parte do jogo. Mas mais do que isso, valeu a eficácia e a frieza que esta equipa do Penafiel demonstrou ao longo dos 90 minutos.
E vão cinco, cinco títulos mundiais para Sebastien Ogier. O francês mostrou que é o piloto mais eficaz do campeonato, ao longo da temporada, mas também que sabe fazer escolhas. De recordar que Ogier, antes de escolher o Fiesta WRC, testou, também, o Toyota Yaris WRC. Um título mais do que justo, de quem foi o mais regular ao longo de toda a temporada.
Em janeiro, no artigo de antevisão, escrevi que Ogier ia ser campeão, mas também que Juho Hanninen ia ser o melhor homem da Toyota, e foi o pior.
A vitória de Ogier quebrou várias marcas da M-Sport/Ford. No artigo supracitado escrevi isto:
Devolver a glória à Ford e à M-Sport pode não ser fácil: a última vitória num rali foi em 2012, quando Latvala foi o melhor no Rali da Grã-Bretanha, o último título de pilotos foi em 1981, por Ary Vatanen – como equipa de fábrica -, e os títulos de construtores de 2006 e 2007, com o Focus WRC, já como M-Sport.
Logo no primeiro rali quebrou esta marca de 2012, vencendo o Rali de Monte Carlo; este fim de semana, no País de Gales, quebrou a marca de 1981, ao ser campeão do mundo, e o título de construtores também foi conquistado, com a ajuda de Ott Tanak, que, neste momento, é segundo no campeonato.
Evans dominou em Gales Fonte: WRC
Mas voltemos ao País de Gales: Elfyn Evans venceu com autoridade a sua prova caseira do WRC, a sua primeira vitória na categoria e uma vitória mais que justa do piloto da Dmack, e que faz com que o Ford Fiesta fosse o único carro no qual os três pilotos oficiais venceram pelo menos um rali esta temporada, uma amostra da qualidade do Fiesta.
A completar o pódio ficou Thierry Neuville e Ogier. O piloto belga não começou bem o rali, mas, durante os últimos dois dias, foi o melhor ‘que não Evans’, merecendo o segundo posto, depois de uma boa luta com Ogier, que estava mais preocupado em garantir o título já este fim de semana do que em vencer o rali. O piloto belga está a lutar pelo segundo lugar com Tanak, estando a apenas um ponto do estoniano, quando falta apenas o Rali da Austrália para terminar mais uma temporada.
Guarda-redes-líbero, ou se preferirem o termo inglês, swepper-keeper. É possível que muitos fãs de futebol não conheçam este termo, mas a verdade é que é um termo mais antigo do que muitos possam imaginar. A utilização do guarda-redes-líbero era uma prática comum nos anos 50, principalmente em países como a Hungria e a Jugoslávia. Nesse tempo, a táctica privilegiada era o 3-2-2-3, mais conhecido por WM.
O húngaro Gyula Grosics, guarda-redes dos “Mágicos Magiares”, foi o grande pioneiro da função de guarda-redes-líbero, mostrando que sabia sair a jogar com a bola no pé dando apoio aos defesas, permitindo assim que a equipa pudesse construir jogo a partir de trás. Com o passar dos anos, apareceram mais alguns guarda-redes-líbero, como o holandês Jan Jongbloed ou o colombiano René Higuita, mas a evolução táctica que o futebol tomou, com a afirmação do 4-4-2 e do 4-3-3, fez com que esta “estripe” de guarda-redes não tivesse a continuidade desejada.
Gyula Grosics revolucionou a posição de guarda-redes no futebol mundial Fonte: futebolmagazine.com
No entanto, creio que o futebol teve uma evolução significativa nesta década. Para ser mais preciso, essa evolução começou aquando do aparecimento do Barcelona de Pep Guardiola, que privilegiava um futebol de posse e de pressão alta, que permitia à sua equipa dominar o jogo e estar mais perto da vitória.
Entre esta sua ideia de jogo que revolucionou o futebol mundial, o técnico catalão exigia que o guarda-redes fosse mais um jogador de campo. Com isto, Victor Valdés herdou o papel que outrora pertencia aos guarda-redes dos “Mágicos Magiares” e da “Laranja Mecânica”. Estava assim dado o regresso dos guarda-redes-líbero.
Com isto, foram aparecendo mais guarda-redes-líbero, tais como Manuel Neuer ou Marc-André ter Stegen. E nos dias de hoje, os guarda-redes são cada vez menos avaliados apenas pelo seu desempenho entre os postes, porque a visão de Guardiola fez com que muitos treinadores ganhassem importância na forma como os guarda-redes controlassem a bola com os pés e soubessem iniciar a construção de jogo da sua equipa.
Ela é dinamarquesa, tem 27 anos de idade, já foi número um do ranking mundial mas nunca conquistou qualquer torneio do Grand Slam. É uma das figuras mais conhecidas do circuito WTA. Destaca-se pela consistência do seu jogo e, consequentemente, dos seus resultados, mas tende a não conseguir superiorizar-se às adversárias nos momentos decisivos. Assim se poderia descrever Caroline Wozniacki, a tenista natural de Odense que, em Singapura e frente às melhores, atingiu a glória.
À partida para a WTA Finals era difícil fazer previsões, tal tem vindo a ser o equilíbrio reinante no circuito feminino. Simona Halep, número um mundial, e Garbiñe Muguruza pareciam partir com alguma vantagem sobre as demais, mas as certezas relativamente ao que poderia vir a suceder eram poucas. Pliskova e o seu serviço poderiam fazer mossa em piso rápido, Caroline Garcia encontrava-se num tremendo momento de forma, Svitolina, Wozniacki e Venus Williams haviam sido três das mais consistentes tenistas ao longo da temporada. Portanto, tudo poderia acontecer.
Simona Halep conseguiu terminar a temporada no topo do ranking mundial Fonte: WTA
E foi logo na fase de grupos que surgiram as surpresas. Jelena Ostapenko nunca pareceu verdadeiramente preparada (por enquanto!) para estas andanças e acabaria por não conseguir avançar para a meia-final. Svitolina nunca demonstrou a consistência evidenciada ao longo da temporada, teve altos e baixos nos encontros disputados, e acabaria também eliminada na fase de grupos. As grandes surpresas acabariam por ser Simona Halep e Garbiñe Muguruza, respetivamente números um e dois do ranking WTA, que se apresentaram sempre muito abaixo do que seria expectável e acabariam, também elas, por não conseguir avançar para a meia-final. Valeu a Simona Halep os resultados das suas mais diretas adversárias, que lhe permitiram terminar a temporada no topo do ranking mundial.