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Incerteza quanto ao vencedor continuará até ao fim

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Cabeçalho Futebol Internacional

O fim-de-semana de 30 de setembro e 1 de outubro foi mais um fim-de-semana de Girabola. A 26.ª jornada jogou-se e, como já é habitual, foi bastante entretida e inquietante quanto aos vencedores de cada jogo. No que diz respeito à decisão do título, houve uma surpresa que levou à mudança de líder: a derrota do Petro de Luanda.

Ora, o Petro, que antes desta jornada estava no topo da classificação, perdeu fora por 2-0 frente ao Desportivo da Huíla. No Lubango, a equipa petrolífera foi prejudicada pelo mau estado do relvado do Estádio do Ferroviário e acabou por não conseguir vencer a partida. O conjunto caseiro com esta importante vitória, chegou aos 34 pontos e assegurou praticamente a sua permanência na principal divisão do futebol angolano.

Quem aproveitou da melhor forma o deslize do Petro de Luanda foi o 1.º Agosto. Os Militares receberam e bateram pela margem mínima (1-0) o Rec. do Libolo, equipa que já não tem hipóteses de ser campeã. O golo solitário de Dani Massunguna permitiu à equipa treinada por Dragan Jovic chegar aos 58 pontos e recuperar a liderança perdida na jornada anterior.

O 3.º lugar está também a ser fortemente disputado: o Kabuscorp e o Sagrada Esperança venceram os seus jogos (1-0 ao ASA e 2-0 ao 1.º de Maio de Benguela, respetivamente) e chegaram ambos aos 46 pontos, mas com a equipa do bairro do Palanca a ter a vantagem do confronto direto.

O 1.º de Agosto venceu por 1-0 o Rec. do Libolo e recuperou a liderança do campeonato angolano Fonte: 1.º de Agosto
O 1.º de Agosto venceu por 1-0 o Rec. do Libolo e recuperou a liderança do campeonato angolano
Fonte: 1.º de Agosto

Quanto à luta pela permanência, o Santa Rita de Cássia voltou a perder e está numa situação bastante delicada: tem obrigatoriamente de vencer os seus últimos 4 jogos e esperar que os seus rivais diretos (JGM do Huambo, ASA, Progresso da Lunda Sul e Académica do Lobito) não pontuem, para conseguir a sua permanência no Girabola, o que é uma missão muito difícil de se concretizar.

Em suma, o 1.º Agosto foi a equipa que terminou a sorrir no final da jornada, com a recuperação da liderança, embora não seja certo que vá acabar o Girabola no primeiro lugar, uma vez que só tem 2 pontos de vantagem para o seu rival Petro de Luanda e faltam 4 jornadas para terminar o campeonato. A única certeza existente é a de que tanto Petro e D’Agosto lutaram até ao final pelo título de campeão, fazendo assim com que a incerteza quanto ao vencedor da edição de 2017 do Girabola permaneça até ao fim!

Foto de Capa: Girabola Zap

O jogo que mais me marcou: SC Braga 1-1 FC Porto 2014/15

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fc porto cabeçalhoPode-se dizer que o jogo começou mal desde logo. Do lado do Braga, aos dois minutos de jogo, Aderlan lesionou-se numa dividida com Gonçalo Paciência. Do lado do Porto, aos 5’, Adrián precisa de assistência por uma lesão muscular.

Segue o jogo com 10 para 10 e, aos 8’ de jogo, saem as primeiras substituições: do lado do Braga, sai o lesionado Aderlan para entrada de André Pinto e, do lado do Porto, sai o também lesionado Adrián para entrada de Cristian Tello.

O nervosismo era visível, com o Porto a cometer muitos erros.

No primeiro quarto de hora, o Braga cria perigo duas vezes, obrigando à intervenção do guarda redes Helton.

Aos 23’, Ricardo Pereira cruza da direita e Gonçalo Paciência cai na área numa disputa com Sasso. Sai o cartão amarelo para Sasso e grande penalidade para o Porto, convertida por Evandro.

Pouco depois, Diego Reyes vê dois amarelos num intervalo de sete minutos. Primeiro numa falta sobre Alan e, depois, à entrada da área num derrube a Zé Luís.

Minutos depois, Sasso fez uma falta idêntica à que deu a Reyes o segundo amarelo, mas Cosme Machado não manteve o mesmo critério.

Num jogo já com os ânimos aquecidos, Cosme Machado, aos 40’, considera que Evandro agrediu Pedro Santos e mostra-lhe o vermelho direto. Os jogadores do Porto muito revoltados e Campaña viu o amarelo.

Já depois do apito final da primeira parte, ainda com Cosme Machado no relvado, Antero Henrique protestou efusivamente e acabou por ser também expulso.

Uma primeira parte atribulada; o Porto joga com 9 e ganha com um golo de grande penalidade. A cada minuto aumentava a contestação ao árbitro.

Num lance idêntico ao que deu o golo do Porto, surge o empate. Falta de Martins Indi sobre Zé Luís dá grande penalidade convertida por Alan.

A 38’ do fim, o Porto sentiu na pele a desvantagem numérica que permitiu uma exibição memorável de Helton que negou o golo a Rafa aos 79’, a Éder aos 82’, a Rafa aos 87’, a Alan aos 89’ e a Éder aos 90+2’.
Apesar da desvantagem numérica, os dragões dispuseram de duas grandes oportunidades para fazerem o golo da vitória.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Não impressiona o resultado, não impressionam as estatísticas, mas impressionou a garra e a vontade de vencer.

Num jogo com uma arbitragem não tão justa, a equipa portista mostrou-se guerreira como poucas.

Desde muito cedo em desvantagem numérica, a lutar contra tudo e contra todos, esta equipa mostrou uma garra e vontade de conquistar dificilmente equiparadas. Uma das melhores exibições de Helton, que impediu a equipa portista de afundar.

É, na história recente, dos jogos que, apesar de todo o nervosismo, mais prazer me deu ver. Das últimas vezes que vi uma equipa realmente jogar “à Porto” e dar tudo por tudo até à última gota de suor.

Facilmente podia falar de uma das vitórias mais memoráveis, tantas as há, mas pareceu-me mais adequado relembrar uma das quedas que merecem ser dadas de cabeça erguida. Todos os jogadores em campo deram tudo aquilo que tinham para dar, não se refletiu no resultado, nem sequer nas estatísticas, mas refletiu-se em campo.

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Foto de Capa: FC Porto

Sinais do Futuro

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Ao procurar pistas do que poderá ser a época da NBA, não parece de todo pertinente referir o que é óbvio a olho nu, isto é, Golden State Warriors, Cleveland Cavaliers, Houston Rockets, OKC Thunder, Boston Celtics e San Antonio Spurs, todas estas equipas têm algo em comum: vão ser muito boas e são as principais candidatas a ganhar o anel. O que vão fazer ao longo desta pre-season não deve requerer particular atenção. Em segundo lugar, é impossível escrever sobre todas as equipas da NBA. Assim, a opção recaiu pelas que de alguma forma podem ser relevantes durante o ano, e as que têm dado melhores sinais.

Primeiramente, uma análise ao cenário a Este. Os Toronto Raptors detêm um cinco inicial coeso, mas a profundidade do seu roster deixa bastante a desejar. O que foi dito para a equipa do Canadá, pode ser repetido para os Wizards da capital norte-americana. A sua base é das mais competentes da conferência, mas as reservas não se apresentam como uma solução coesa. Será bastante difícil, para os dois conjuntos, fazer melhor que na temporada passada e alcançar desta vez as finais do Este. A situação dos Milwaukee Bucks é um pouco diferente. Equipa jovem com um futuro bastante promissor. Giannis Antetokounmpo é a estrela e o que tem à sua volta não pode nem por um lado ser considerado mau nem por outro pouco variado. A saúde do Jabari Parker e o continuar evolutivo do Malcolm Brogdon, do Tony Snell e do Thon Maker são fundamentais para esta equipa realizar uma temporada tranquila e inclusive garantir o fator casa para pelo menos a primeira ronda dos play-offs.

Os Charlotte Hornets podem ser uma equipa intrigante, sobretudo nesta conferência que peca pela falta de qualidade. Dwight Howard tem provavelmente a última oportunidade de mostrar que ainda é um dos melhores centers da liga, mas a chave estará na capacidade de Michael Carter-Williams ser um verdadeiro substituto para Kemba Walker e permitir um maior descanso ao PG dos Hornetts. É ainda muito cedo para dizer se a fantástica segunda parte de época dos Miami Heat terá continuidade este ano. Os primeiros sinais são positivos. Em Detroit, os Pistons precisam de subir o rendimento de jogadores como Reggie Jackson ou de Stanley Johnson se pretendem continuar a jogar depois do mês de abril. Quanto aos Philladelphia 76ers toda a cautela é pouca. Terminado o rebuild da equipa, a saúde dos seus principais ativos será o ponto-chave para conseguir uma época bem-sucedida e regressar aos play-offs. Nos primeiros sinais, a qualidade de passe de Bem Simmons mostra o quão especial este jovem pode ser na liga. Sobre os Orlando Magic, Indiana Pacers, New York Knicks, Brooklyn Nets, Atlanta Hawks e os Chicago Bulls há muito pouco a dizer, tirando a palavra tanking.

Atenções centradas agora na fortíssima conferência Oeste. Os Minnesota Timberwolves dão os primeiros sinais do que o futuro pode ser: muita qualidade, equipa coesa, muito fortes em termos defensivos e com variadas opções na hora de atacar o cesto. A segunda linha é igualmente vigorosa e tem nomes como Jamal Crawford, Shabazz Muhammad ou Gorgui Dieng. O mesmo se pode dizer dos Denver Nuggets. A chegada de Paul Millsap permite outro star-power na equipa do Colorado e olhando para as primeiras impressões, o futuro é brilhante. As duas jovens equipas prometem ser bastante competitivas numa conferência onde reinam as super equipas. Os LA Clippers são para já uma das equipas mais entusiasmantes para se assistir nesta pre season, muito á conta dos passes extraordinários do astro europeu Milos Teodosic.

Em Portland, o plantel revela uma grande profundidade e o tridente de Damien Lillard, CJ McCollum e Jusuf Nurkic deve garantir presença na post season, com bons sinais sobretudo por parte do poste bósnio. Os Utah Jazz perderam Gordan Hayward mas igualmente o base George Hill, garantindo via trade Ricky Rubio e a super visão do espanhol. Ainda assim, o pobre lançamento do jogador poderá ser uma situação a ser explorada em jogos mais apertados pelas equipas rivais, e a pré época não abona para já a favor do espanhol. Sobre os New Orleans Pelicans não há muito a dizer e o melhor é mesmo aguardar. A chegada de Rajon Rondo e Tony Allen tornam no papel a equipa melhor, mas será que na prática isso chega para marcar presença nos play-offs? Memphis Grizzlies, Dallas Mavericks, LA Lakers, Sacramento Kings e Phoenix Suns não possuem grandes possibilidades numa conferência tão competitiva.

Estes primeiros indicativos apenas confirmam tudo o que significa no geral a liga de basquetebol norte americana: aqui, espetáculo acontece.

WWE Hell in a Cell: Bem-vindos ao inferno!

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Cabeçalho modalidadesA edição deste ano do Hell in a Cell promete! Pela primeira vez desde o Draft não me posso queixar de nenhum dos combates que irão acontecer no próximo domingo. A fasquia está elevada e espero mesmo que assim se mantenha. Com probabilidade de entregar um bom evento, o Smackdown Live pode distanciar-se ainda mais do Raw, na luta evidente entre marcas.

O estranho despedimento de Ancelotti

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Cabeçalho Liga Alemã
Já foi na última quinta-feira o despedimento de Carlo Ancelotti do Bayern de Munique, mas ainda se fala, e muito, do divórcio do treinador italiano com o pentacampeão alemão.

Depois da conquista da Bundesliga na época transata, a primeira do técnico na formação alemã, e de duas supertaças domésticas, o líder transalpino saiu ao fim de seis jornadas no campeonato, 3 pontos atrás do primeiro lugar, e logo a seguir a uma contundente derrota por três golos sem resposta em Paris diante o PSG, numa partida fase de grupos da Liga dos Campeões.

Se a temporada passada correspondeu a um teste transitado no pós-Guardiola, por sua vez nesta, e vai revelando a imprensa desportiva estrangeira por estes dias, alguns jogadores do plantel estavam descontentes com a falta de “intensidade” dos treinos orientados pelo técnico.
Elogiado por muitos ex-jogadores que exaltam as suas capacidades humanas, alegadamente o que terá corrido mal não foi o relacionamento em si com os atletas mas sim os seus métodos de treino, o que soa estranho. Se um grupo de jogadores não se sentia bem com a forma de se treinarem porquê reclamar na segunda época? Na primeira a intensidade não era a mesma?

Robben terá sido um responsáveis pela existência de um ambiente de mau-estar no balneário do Bayern para  com Carlo Ancelotti Fonte: ao.besoccer.com
Robben terá sido um responsáveis pela existência de um ambiente de mau-estar no balneário do Bayern para com Carlo Ancelotti
Fonte: ao.besoccer.com

Na partida com o Paris Saint-Germain, Ribéry, Hummels, Robben, três atletas com alto estatuto no clube, foram relegados para o banco de suplentes, eles que são agora apontados como partes ativas de confronto com o treinador. O central alemão e o extremo francês nem saíram do banco, enquanto o holandês entrou nos últimos 20 minutos, ele que terá sido um dos grandes responsáveis pela existência de um ambiente de mau-estar no balneário do Bayern de Munique em relação a Carlo Ancelotti.

Se a vertigem e a velocidade de jogo são as principais características apontadas ao estilo do futebol alemão, a intensidade deve ser um cartão de visitas de qualquer equipa para jogar na Bundesliga, isso é mais que certo.

Contudo, este despedimento continua envolto em controvérsia. O argumento supracitado não se vislumbra convincente. O treinador italiano já veio a público, mas, de forma sensata, remeteu-se ao silêncio e quer descansar. “10 meses”. “Não há mais equipas”, disse ele…esta época, entenda-se.

O novo treinador, ao que parece, já está escolhido. Veremos, pelos resultados, os indícios da origem deste problema. É que, no futebol, como na vida, com o tempo, a verdade vem sempre ao de cima.

Foto de Capa: Goal.com

 

Maurides e Willian: Panzers no combate da grande área!

Cabeçalho Futebol NacionalPanzer, tal como podemos encontrar em qualquer enciclopédia, é uma abreviação de “Panzerkampfwagen”, podendo esta palavra ser traduzida por “veículo blindado de combate”, ou, mais conhecida entre os demais, por tanque.

Olhando para o “combate” dentro das quatro linhas, poderíamos dividir os homens da frente de ataque de uma qualquer equipa, em 3 tipos de avançados:

– Os pequeninos, ou de média estatura: normalmente rápidos ou tecnicistas, que procuram espaços dentro da área, mas que são capazes de vir “mais atrás” procurar a bola, às vezes até longe da grande área, caindo outras vezes em zonas mais exteriores, nas alas, fazendo diagonais, jogando por vezes um pouco atrás do avançado (quando a equipa adopta o 4x4x2) ou permutando por vezes com os outros dois homens da frente (quando a equipa adopta mais o 4x3x3).
– Os altos, os chamados “homens de área”, também apelidados por alguém como “pinheiros”: têm na área adversária o seu habitat preferido, procurando ganhar espaços numa luta constante contra os defesas, sendo alvo de marcações apertadas.
Estes avançados, quando de qualidade suficiente, têm feito miséria no nosso futebol, ou bastará lembrar-nos de Mário Jardel, ou mais recentemente de Bas Dost ou de Mitroglou.
– Os de porte físico “assustador”. Autênticos armários, de um poder físico invejável, que fazem desse mesmo poder uma das suas principais armas no ataque à baliza adversária. Estes jogadores são por vezes apelidados de autênticos “tanques”, tal é a sua força física.

É sobre este último tipo de avançados que gostaria de prestar a minha atenção. Poderia falar de jogadores como Aboubakar ou Marega, dois exemplos de poder físico (impressionante mesmo o de Marega), mas estes são jogadores capazes de cair mais para uma ala, tentar inventar uma finta (mesmo que às vezes pareçam um pouco atabalhoadas), procurar espaços fora da grande área. Assim, vejo sobretudo dois jogadores do nosso futebol com a estampa física e a qualidade suficientes para serem verdadeiros “tanques de guerra”. Falo-vos de Maurides e de Willian Oliveira, jogadores do Belenenses e do Desportivo de Chaves, respectivamente.

Maurides, aquando na sua ida para o Figueirense, no início da época 16/17, época em que regressaria ao futebol português, para representar o CF "Os Belenenses" Fonte: gaucha.clicrbs.com.br
Maurides, aqui no Figueirense, no início da época 16/17, época em que regressaria a Portugal para representar o CF “Os Belenenses”
Fonte: gaucha.clicrbs.com.br

Maurides Roque Júnior, 23 anos, 1.89 m e 86 kg, actua no Belenenses desde Janeiro de 2016. Willian Alves de Oliveira, 25 anos, 1.82 m e 84 kg, representa o Desportivo de Chaves desde a época 2016/2017.

Maurides é daqueles pontas de lança que chamam a nossa atenção: alto, forte, parecendo lento, mas muitas vezes com uma facilidade e rapidez de execução surpreendentes. Posiciona-se sobretudo na área, vivendo em constantes batalhas com os centrais adversários. Uma promessa do Internacional de Porto Alegre, vai ainda muito a tempo de construir uma bela carreira no futebol Europeu, onde vingou Maicon – esse mesmo, o defesa central que actuou no Futebol Clube do Porto é irmão deste jovem ponta de lança. Se observarmos mais atentamente, facilmente concluímos que a estampa física é semelhante. O “ligeiro” mau feitio talvez tenhamos de esperar para ver se também é genético.

Nos últimos jogos do Belenenses, Tiago Caeiro tem feito dupla com Maurides, e esse parece-me ser o melhor esquema para um jogador como Maurides: um colega ao lado que como ele lute por um mínimo espaço, numa zona do terreno onde até o centímetro quadrado é vendido a peso de ouro.

Maurides é um tanque que me faz sempre imaginar que se ele fosse para cima dos adversários com a bola controlada, provavelmente, estes seriam atropelados tal como um panzer atropela com facilidade carros ou outros veículos de menos estatura e peso.

Saturados de Vitória

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Antes de começar de referir que apesar do título dar ideia que isto é um grupo de amigos de Montemor-o-Novo no Facebook, não é. Na realidade podia ser se esse tal grupo de amigos quisesse dar um real enxerto de porrada no actual treinador do Benfica.

Tão o que é que passou-se, usando um trava-línguas das redes sociais? Tão sucede que o Benfica do Rui Vitória está na real (inserir palavrão adequado). Isto está a ficar insustentável. E não, não me venham com a cena de: “Isto nos últimos dois anos também fui assim e depois fomos campeões”

Isso é verdade mas nos últimos dois anos não estávamos tão mal. Contudo, o que é que aconteceu para nos últimos dois anos termos sido campeões? Ora em Braga o Rui Vitória descobriu o Renato Sanches e daí para a frente ganhamos o campeonato. Mais tarde me Alvalade houve um percalço com o Júlio César e o Ederson foi para a baliza.

E pronto, assim se ganham dois campeonatos. Acontece que ao que parece o Vieira perguntou ao Vitória se este plantel que perdeu Ederson, o Lindelof e o Nélson Semedo chegava para chegar ao penta. O Ruizinho disse que sim que dava e que estava tudo numa boa. Epá não dá! Já se percebeu, a começar pelo 5-1 contra o Young Boys na pré-época, que não dá!

Tornou-se insustentável esta situação. Perder 5-0 com o Basileia? O 1-2 com o CSKA? Este empate com o Marítimo? Continuar a insistir no mesmo esquema e na mesma forma de jogar? A palhaçada de haver favoritos como o Salvio e andar a usar o Luisão já com 36 anos? O Jardel jogar?

Há cada vez menos sorrisos no SL Benfica... Fonte: SL Benfica
Há cada vez menos sorrisos no SL Benfica…
Fonte: SL Benfica

Isto são apenas algumas das perguntas que se podem colocar. O Benfica está mal e isto não passa só pelo Rui Vitória. Isto começa pela “estrutura”! Aquele bicho que supostamente existe e que ninguém sabe ao certo quem ou quantos é que são. O Rui Costa e o Nuno Gomes são casos claros que as coisas estão mal ao ponto de começar o colapso.

O fragmento mais grave e visível deste colapso é Vitória. Ele é que vai, e em parte deve, sair do clube. Bem sei que desde do Fernando Santos que o presidente não dá uma chicotada psicológica na equipa e isso foi em 2007 (Só de pensar que a seguir veio o Quique…). Porém, ele tem de sair, mas o que vier tem de apresentar uma de duas alternativas.

Ou é rapaz para terminar a época e levar o Benfica ao top 2 e se for campeão tem condições para ficar mais tempo. Ou então tem de ser alguém só para fazer esta época e melhorar o registo do Benfica este ano e fazer a cama para um sucessor na temporada que vem voltar a trazer o Benfica aos dias de glória.

Quem quer que venha tem de trazer sangue novo à equipa e melhorar as coisas. Chega de favoritos, chega de arrastar quem já não consegue jogar, chega desta forma monótona de jogar que já é previsível para os adversários. Quando estamos a ganhar jogamos assim, a empatar igual a perder a mesma coisa.

E se é para sair é agora! Nesta pausa de duas semanas das selecções onde há tempo para vir um tipo novo para se ambientar e ter algum tempo para ver o que pode mudar de imediato.

O apelo é simples: Fartos deste Benfica e por consequência fartos de Rui Vitória. O Benfica tem de ser nosso dos adeptos e não da estrutura e dos senhores com as calculadoras.

Foto de Capa: SL Benfica

Neymar não é Ibra

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Cabeçalho Liga Francesa

Após um grande início de época, e, sobretudo, depois das suas duas últimas exibições, frente ao Bayern, na Liga dos Campeões, e com o Bordéus, a contar para a Ligue 1, Neymar afirmou-se definitivamente no PSG, o seu novo clube. Com a sua qualidade futebolística, mais o mediatismo que o rodeia, é normal que surjam afirmações um pouco exacerbadas. Uma delas é que o clube de Paris está dependente do craque brasileiro.

Embora Neymar seja, quando está inspirado, o jogador que mais se aproxima do nível de Messi e Ronaldo, tal opinião é injusta, e até um pouco insultuosa, se se tiver em conta a riqueza do plantel do Paris Saint-Germain. Jogadores de classe mundial como Di María, Lucas Moura, Javier Pastore e Julian Draxler, ou ainda o talentoso Ben Arfa, são todos jogadores com carreiras assinaláveis, mas que se vêem neste momento reduzidos a figuras de segundo plano, ou, pior ainda, a suplentes.

O futebol é um desporto coletivo, e apesar do PSG seguir o modelo do Real Madrid, e ser mais um conjunto de individualidades do que propriamente um grupo unido e coeso, não faz sentido elevar um jogador a um estatuto que ainda não é o seu. Neymar, cujo talento e qualidade dentro de campo são indiscutíveis, não tem, pelo menos ainda, as qualidades necessárias para ser considerado como estando acima do grupo: não é um líder, alguém que consiga motivar os colegas quando as coisas não estão fáceis; não é um jogador com uma personalidade carismática, que leve outros colegas a seguir o seu exemplo e que se assuma como a figura mais emblemática dum clube; e, acima de tudo, talvez pelo seu estilo de jogo, não consegue dar primazia à equipa em relação ao individual, o que, obviamente, não lhe traz unanimidade no balneário.

Há ainda outro factor que pesa: o PSG já teve, antes de Neymar, um jogador com todas essas características: Ibrahimovic. O sueco conseguiu, em quatro anos a atuar no Parque dos Príncipes, tornar-se no melhor marcador da história do clube. Mas fez mais que isso: quando chegou à capital francesa, em 2012, com 30 anos, Zlatan era um jogador experiente, tendo ganho títulos em praticamente todos os clubes por onde tinha passado. No entanto, em Paris, o avançado cresceu como jogador, atingindo o auge da carreira, e tornando-se verdadeiramente na figura hiperbólica que é atualmente. Durante os 4 anos em que atuou em França, é possível dizer que o PSG dependeu de si.

Com a sua personalidade, carisma, originalidade, popularidade fora de campo, e facilidade em impôr-se na equipa, para além da combinação de aparente egocentrismo, quando filmado pelos media, com afabilidade e empatia com os restantes companheiros em momentos longe das câmaras, Ibra não demorou a tornar-se num ícone, a figura central da transformação do Paris Saint-Germain de bom clube em França, para grande clube a nível europeu.

A contratação de Ibrahimovic marcou o início de uma nova era no PSG Fonte: PSG
A contratação de Ibrahimovic marcou o início de uma nova era no PSG
Fonte: PSG

Em defesa de Neymar, há que dizer que é um jovem, e que não é fácil impôr-se como figura principal num balneário cheio de jogadores estabelecidos e egos gigantes. Que é difícil estar rodeado por executivos e marcas que exploram a sua imagem comercial ao máximo, ao mesmo tempo que vive debaixo dos holofotes e olhares intrusivos da imprensa. Afinal, Neymar é um desportista da era digital, em que tudo é partilhado e sabido ao instante, e que, como melhor futebolista da nova geração, tem muita responsabilidade sobre si. Mas a arrogância que o brasileiro demonstrou na chegada a Paris, mais recentemente exemplificada pelas polémicas com Cavani, é mais um condicionante na sua tentativa de afirmação como figura máxima duma equipa.

Ser um grande jogador é muito mais do que mostrar habilidade dentro das quatro linhas. É sobretudo na interação com os colegas, no assumir a responsabilidade em momentos de pressão, ou na capacidade de tomar a melhor decisão em prol da equipa, que Neymar poderá conquistar a admiração do restante plantel, e, aí, fazer com que a equipa dependa de si. Até lá, é exagero pensar que um clube com tantas alternativas de luxo no banco possa deixar de ganhar jogos, na eventual falta do avançado.

Mesmo que o Paris Saint-Germain seja um clube novo-rico, onde não há propriamente uma ligação dos jogadores com os valores e o passado do clube, Neymar não pode continuar a olhar para o seu umbigo, e servir-se do conjunto francês na busca de metas pessoais. Talvez quando entender isso, possa marcar definitivamente o seu nome na história do futebol. Por enquanto, mesmo já tendo rumado a Inglaterra, o rei de Paris é outro.

Foto de Capa: PSG

artigo revisto por: Ana Ferreira

O Passado Também Chuta: CF “Os Belenenses”: A Velha Guarda do Futebol Português

o passado tambem chuta

Foi há 98 anos que foi fundado o Clube de futebol “Os Belenenses”, num humilde banco de jardim, em Belém, corria o ano de 1919. A ideia da criação deste ilustre clube passava pela alternativa aos famigerados Benfica e Sporting da altura. O Belenenses pretendia ser a nova alternativa desportiva da capital.

Artur José Pereira, jogador do Sporting CP, decide criar um clube que levasse o nome da sua terra mais longe. A ideia deixou outros jogadores curiosos sobre o assunto e começou a influenciar alguns jogadores provenientes do SL Benfica, a embarcar nessa aventura que perdurou até aos dias de hoje e que faz da equipa d’Os Belenenses, uma das mais históricas do futebol português.

Durante o mês de Agosto, Artur Pereira juntou-se a seu irmão Francisco Pereira e procurou  dar os primeiros passos para a formação do Belenenses. Foi então que em 23 de Setembro de 1919 o clube ficou oficialmente fundado com jogadores jovens do bairro de Belém. A partir daí a equipa do Restelo começaria a escrever uma história sem precedentes no futebol português, por sinal, uma das mais ricas.

A 8 de Novembro do mesmo ano realizou-se o primeiro jogo oficial dos azuis do restelo contra os vizinhos do Vitória de Setúbal, o qual perderam, por 1-0, na taça “Associação”. Mas nem a derrota os fez parar. A força da equipa de Belém já se começava a fazer notas e as gentes de Lisboa, mais concretamente da zona de Belém, começavam a associar-se aquele novo clube que surgia.

O primeiro grande clássico do clube foi em 21 de Janeiro de 1920 contra o Benfica, rival de Lisboa. A equipa de Belém estreou-se da melhor forma em clássicos, logo com uma vitória por 2-1 perante um Benfica, que na altura era uma das mais temíveis equipa do panorama do futebol nacional, fazendo jus ao seu lema: “(…) Nada temos que temer, Belenenses para a frente (…)”. Já aí se podia olhar para o Belenenses como um clube com uma mensagem diferente dos outros rivais de Lisboa. O Belenenses tentava colocar-se entre os dois grandes de Lisboa, apostava numa postura diferente, num espírito também ele diferente, algo que cativou muitos adeptos  na época.

O primeiro jogo no Restelo, Belenenses- Benfica, deixou o  estádio completamente cheio Fonte: CF Os Beleneneses
O primeiro jogo no Restelo, Belenenses- Benfica, deixou o estádio completamente cheio
Fonte: CF Os Beleneneses

A sua estreia a nível internacional realizou-se a 10 de Junho do ano seguinte. Foi no dia de Portugal, que o clube Português mostrou a “ilustre gente lusitana”, ao ganhar ao Sevilha de Espanha por 2-0.

Aos poucos os azuis do restelo iam crescendo e na cidade de Lisboa crescia, cada vez mais, a sua popularidade. Apesar disso havia um título que os adeptos desejavam e que teimava em escapar aos do Restelo: o campeonato nacional.O Belenenses já somava no seu palmarés duas competições do anterior campeonato de Portugal mas os azuis do restelo queriam mais. Algo que viria a acontecer,  na época de 1945/46.Todo o trabalho árduo do clube viria a ser recompensado ao sagrar-se campeão nacional do Futebol Português. Foi o primeiro clube não grande, na I divisão a conquistar o titulo de campeão nacional. Ao Belenenses só iria juntar-se, posteriormente, o Boavista. O Belenenses, da altura, tinha uma dimensão diferente. Era um clube que conseguia chamar até si a atenção muitos adeptos. O Belenenses propunha-se a acabar com a excessiva bipolarização do futebol na capital e no país.

Fim do WhatCulture Wrestling?

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Cabeçalho modalidades

Numa era em que os famosos e controversos “Internet Fans” dominam o panorama mundial do wrestling, o WhatCulture Wrestling, um dos sites da modalidade com mais seguidores globalmente, chocou tudo e todos com a rescisão de contrato com cinco das suas mais irreverentes personagens do canal. Será que o site, assim como o canal de YouTube, vai sofrer com este golpe inesperado?

No passado dia 19 de setembro, através de uma publicação no seu site (whatculture.com), o grupo sediado em Newcastle publicou uma nota sobre a saída de Adam Blampied, Adam Pacitti, Ross Tweddell, Sam Driver e Jack King, cinco dos mais importantes membros do canal do YouTube do WhatCulture. Os cincos apresentadores elevaram o seu canal do YouTube para mais de um milhão de subscritores , criando também a sua própria promoção de wrestling (WCPW) e um serviço premium pago (WhatCulture Wrestling Extra).

Adam Blampied foi uma das principais caras do WhatCulture Wrestling durante os últimos dois anos Fonte: Pro Wrestling Wiki
Adam Blampied foi uma das principais caras do WhatCulture Wrestling durante os últimos dois anos
Fonte: Pro Wrestling Wiki

A notícia chocou toda a comunidade online de wrestling que, desde cedo, fez por mostrar o seu desânimo com o desaparecimento de figuras muito reconhecidas e respeitadas por todo o mundo. Os primeiros vídeos publicados no YouTube após o anúncio tiveram um número anormalmente alto de dislikes e os comentários refletiam o estado de espírito dos fãs do segundo maior canal de wrestling (apenas atrás do canal oficial da WWE). Após este acontecimento, o que será feito do WhatCulture Wrestling?

Inicialmente, quem ficou a ganhar foram os restantes canais de wrestling no YouTube. O WrestletalkTV, que utiliza um esquema informativo bastante semelhante ao WhatCulture, ganhou mais subscritores e visualizações nos dias após o anúncio da saída dos cinco ex-membros do canal. Em sentido inverso, o WhatCulture Wrestling perdeu quase 15 mil subscritores em apenas quatro dias e, segundo a tendência, o canal irá continuar nesta senda negativa. A sua promoção de wrestling, WCPW, irá mudar de nome para Defiant Wrestling em dezembro, fruto da ausência de figuras influentes nos episódios, como Jack The Jobber, King Ross e os Adam’s.

Caso o canal inglês não consiga encontrar novas caras que sejam aceites pela sua audiência num futuro próximo, o WhatCulture Wrestling pode, no pior dos cenários, desaparecer. Contudo, com a presença de Simon Miller, um dos rostos mais conhecidos pelo público, ainda existe alguma esperança para os fãs do canal. Quanto aos cincos membros que saíram do WcW, crê-se que estão a trabalhar num novo projeto. Contudo, ainda não existem qualquer tipo de pormenores relativamente ao mesmo.

Foto de Capa: WhatCulture