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O Passado Também Chuta: Karel Poborsky

Karel Poborsky, uma luz no meio da escuridão?

No dia 23 de Junho de 1996, Portugal e República Checa defrontaram-se nos quartos-de-final do Europeu de Futebol que se realizou em Inglaterra.

Num jogo bastante disputado e com incerteza de quem iria passar à fase seguinte, eis que ao minuto 53 um jovem checo de 24 anos desconhecido para a maioria dos portugueses, “tirou um coelho da cartola” e marcou o único golo da partida, carimbando a passagem da sua seleção às meias-finais da prova, onde viria a ser finalista vencida.

Falamos, claro está, de Karel Poborsky, jogador nascido na cidade de Jindrichuv Hradec. A boa prestação individual no Euro ’96 e o tal golo marcado a Portugal fizeram a sua cotação subir em flecha, o que despertou de imediato a atenção dos “tubarões” europeus.

Ironia ou não, o que é certo é que Poborksy não saiu mais de Inglaterra, pois o Manchester United FC não perdeu tempo e contratou o extremo direito. Nos Red Devils nunca se afirmou em definitivo, até porque tinha um tal de David Beckham como concorrente direto na sua posição.

Ainda fez a primeira época completa, mas na seguinte (1997/1998) saiu no mercado de Inverno e foi neste período que entrou o SL Benfica. Contratado pelo clube da Luz na altura pelo Presidente João Vale e Azevedo, a transferência do jogador checo iria dar muito que falar anos mais tarde pelos piores motivos devido aos valores envolvidos no negócio com o clube inglês.

A estreia de Karel Poborsky com a camisola do SL Benfica aconteceu no dia três de janeiro de 1998 e logo num clássico sempre escaldante frente ao FC Porto, no então Estádio das Antas.

O FC Porto venceu a partida mas o jogador checo deixou boas indicações, o que lhe valeu a titularidade para o que restava da temporada. Poborsky era um extremo direito de características muito ofensivas, com uma capacidade técnica acima da média, gostava de atuar junto à linha e a velocidade era o seu maior trunfo.

A boa segunda volta da turma encarnada no Campeonato Nacional, na altura orientada pelo treinador escocês Graeme Souness, em muito se deveu ao futebolista checo, embora o “menino bonito” da Luz continuasse a ser João Vieira Pinto.

Fez 23 jogos e apontou cinco golos, dois dos quais na goleada (1-4) frente ao Sporting CP no antigo Estádio José de Alvalade e na vitória caseira (3-0) diante do FC Porto já campeão. Mas a melhor época de Poborsky no SL Benfica foi, sem dúvida, a de 1998/1999, tendo feito o gosto ao pé por seis vezes e assistido os seus companheiros para golo em 11 ocasiões.

Novembro de 1998 foi mesmo o seu mês mágico, com o primeiro momento de magia a acontecer no dia 15 desse mês, no duelo com o SC Braga em jogo da 11.ª jornada do campeonato.

WWE | A nova vida de Brock Lesnar

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Durante vários anos, os fãs da WWE estavam cansados de ver o mesmo Brock Lesnar de sempre.

Aparecia algumas vezes por ano, ganhava um dos dois títulos mundial, costumava fazer parte do último combate dos eventos especiais, sempre com a mesma atitude e roupa, com o Paul Heyman a fazer as falas inteiras e depois era “despedido” num segmento com uma figura de poder.

Foi sempre assim que víamos o Brock Lesnar, até ao WWE Summerslam de 2021. Nesse evento, Brock Lesnar aparece sem algumas das “marcas” que o identificou nos últimos anos: sem Paul Heyman, com um corte de cabelo diferente, com barba e com uma roupa totalmente diferente.

 

Desde que voltou à WWE em 2011 e depois de ter quebrado a streak de The Undertaker na WrestleMania, parecia que não íamos ver um Brock Lesnar que quisesse falar e se divertir, como acontecia durante a primeira passagem de Lesnar na maior companhia de luta-livre de entretenimento.

Um exemplo disso, foi quando Brock Lesnar fez uma festa de cinco de mayo, quando estava numa rivalidade com Eddie Guerrero, em 2004, no SmackDown.

O Lesnar dos últimos meses mostrou ser um indivíduo que consegue entreter o público sem o Suplex City e com um microfone na mão.

O segmento com Sami Zayn, neste mês, mostrou que Lesnar consegue ser engraçado e assustador ao mesmo tempo, uma combinação muito rara, que só um wrestler como Brock Lesnar consegue fazê-lo.

Além disso, está a mostrar que não necessitava de um manager para falar por ele, apesar de todos já saberem que Paul Heyman é um dos melhores de sempre.

 

 

A “Besta” voltou à WWE com dois objetivos: reconquistar o Universal Championship e, consequentemente, acabar com o longo reinado de domínio de Roman Reigns.

Além disso, Lesnar também teve uns pequenos confrontos com Paul Heyman, o suposto antigo manager, mas parece que estão de volta, após Reigns ter despedido e atacado Heyman.

 

 

Apesar de estar a salientar o carisma que Lesnar tem no microfone, é preciso reforçar que a mudança de Lesnar nas roupas e no corte de cabelo foram fundamentais para a sua nova versão.

A roupa fez com que Lesnar parecesse mais uma pessoa “normal” e o novo cabelo faz relembrar um samurais. Ora, também muitas pessoas afirmaram que Lesnar parecia ser um agricultor, o que também tem alguma verdade, pois ele tem uma quinta, no Canadá.

Muito possivelmente, Brock Lesnar não vai conquistar o título universal no evento Day 1, e até poderá não aparecer durante algum tempo, mas a melhoria de Lesnar nos últimos meses fez com que o público cantasse pelo nome da personagem em vários espetáculos semanais.

Muita gente espera que o combate de Lesnar na WrestleMania seja contra Bobby Lashley , se isso acontecer, vai ser um duelo muito interessante e um dos principais combates do maior evento do ano da WWE.

Foto de capa: WWE

«A melhor coisa que me aconteceu na vida foi Mourinho ter-se lembrado de mim» -Entrevista BnR com Ricardo Formosinho

Professor Neca entrevista À BnR

 

 

De Setúbal para o Mundo, Ricardo Formosinho conta histórias e vive cada momento com a intensidade de quem abraça um desafio pela primeira vez. Do ponto alto de trabalhar com José Mourinho ao novo desafio de deixar de lado o rótulo de “treinador-adjunto”, o técnico pormenoriza o convite feito pelo “special one” para integrar a sua equipa técnica e revive momentos de carreira que hoje deixam saudade. Ricardo Formosinho em exclusivo ao Bola na Rede.

«Ponho a conquista e a passagem pelo Sudão ao nível
das mais importantes da carreira».

Bola na Rede: Olá, Ricardo, boa tarde. Temos de começar pelo seu mais recente sucesso. Viveu momentos intensos agora no Sudão, passou inclusivamente por um golpe de estado, e acabou campeão com o Al-Hilal. Antes de mais, como surge o convite e como viveu toda esta experiência?

Ricardo Formosinho: Olá, Mário. Muito obrigado pelo convite, antes de mais. Fui para o Sudão na segunda tentativa de me levarem. Tinha – e tenho – uma aproximação muito grande com o Turki El Sheikh, que é muito amigo de José Mourinho. O Turki, um homem da Arábia Saudita, pediu-nos para ir lá porque ele tinha lá negócios e queria que a figura dele se fizesse notar por via do futebol. Isso só aconteceria se ele apostasse em alguém que lhe desse garantias, e isto num clube que é o maior clube do Sudão e um dos grandes clubes de África. No entanto, estava há sensivelmente quatro anos arredado de ganhar qualquer coisa. Era o eterno segundo, na Taça ia à final mas não ganhava, ia à fase de grupos da Champions, mas era eliminado… Na primeira vez em que me contactaram, não me estava a ver a mim e à minha família no Sudão. Depois voltaram à carga… Bom, e tu não podes dizer duas vezes que não a um homem como o Turki, porque se o fazes fechas aquele mercado. Aceitei, e ele aceitou as minhas imposições.

BnR: Quais foram elas?

RF: O staff teria de ser organizado e montado por mim e, claro, teria de ser português. Não queria ninguém estrangeiro, nem tão pouco local. Só staff português e ter autonomia sobre tudo o que se passava à minha volta. Assim foi. O certo é que chegámos aos dois últimos jogos da primeira volta, ganhámos um e perdemos outro, que era contra o vencedor dos últimos anos. O Silvino Louro fez um excelente trabalho, também. Fomos campeões com onze pontos de avanço do segundo classificado, fomos o melhor ataque, a melhor defesa, e apurámos a equipa para a fase de grupos da Champions. Fomos passando, eliminatória a eliminatória, e a equipa ficou na final da Taça, que ainda não se jogou. Penso que era complicado fazer melhor do que isto…

BnR: E em pouco tempo…

RF: A imagem dos portugueses ficou para o Sudão como a imagem do Manuel José está para o Egito. Muitas pessoas questionavam como é que o Manuel José foi para Egito. A mim também muita gente disse isso, inclusivamente, a minha família. Mas fui em boa hora para o Sudão, posso dizer isso. Só para te responder à pergunta, fomos jogar a eliminatória ao Egito e dá-se o golpe de estado. Então, nós, os portugueses, conversámos e decidimos que íamos voltar para Portugal. Nem sequer regressámos ao Sudão, partimos logo do Egito. Entretanto, voltámos, mas as coisas não melhoraram nada e decidimos todos rescindir o contrato…

BnR: Foi um processo pacífico?

RF: Foi. Eles entenderam e compreenderam o meu motivo maior. Os objetivos estavam cumpridos, não havia mais nada a fazer. Com a insegurança que eu senti e que a minha família também sentiu, não havia mais nada a fazer a não ser não voltar lá. Eles fizeram tudo para que eu voltasse, tenho de lhes tirar o chapéu, mas estava mesmo decidido a não voltar. Agora, segundo sei, parece que as coisas voltaram a aquecer e acho que tomei a melhor decisão.

BnR: Que importância tem a conquista do título na sua já longa carreira? É um dos mais importantes da sua carreira?

RF: Sim, é. Quando saí do Tottenham, vim por decisão própria. Conversei com o José Mourinho e ele concordou com os meus motivos. Depois de eu ter saído de Inglaterra e ter deixado de trabalhar para o Mourinho, tinha receio de ser visto como um adjunto. Havia que sair e agarrar de novo um projeto em que pudesse ser eu. Só havia um caminho. Daí vem a grande importância de ganhar este título. Ou ganhava e a minha vida profissional continuava, ou não ganhava e terminava aqui. Por isso, ponho esta conquista e esta passagem pelo Sudão ao nível das mais importantes da carreira.

BnR: Neste momento, não considera voltar a ser adjunto?

RF: Costumo dizer isto em tom de brincadeira, mas é verdade. Quem é adjunto do José Mourinho não pode ser adjunto de mais ninguém.

BnR: Quais as principais particularidades de um campeonato como o Sudão? Que dificuldades sentiu?

RF: Para muita gente, ser campeão no Sudão não tem grande valor, mas não é verdade. É muito difícil ser campeão naquele contexto. Onde encontrei as maiores dificuldades foi na mentalidade. Ali ganhas dois jogos, empatas outro, perdes mais dois e não se passa nada. A grande luta é fazer com que eles entendam que ganhar tem de ser um hábito, não pode ser um sentimento de ocasião. E foi esse hábito que nós deixámos lá: o hábito de ganhar.

BnR: E quais foram as boas surpresas que encontrou no país?

RF: Tanta coisa, mas há lá jogadores que têm mesmo muita qualidade técnica. Não têm bons hábitos, mas a capacidade técnica é mesmo muito boa. A questão monetária é importante para a evolução, até porque eles não ganham muito. Se não ganham muito, sentem que o futuro não está garantido, e isso condiciona a evolução e não permite que estejam focados.

BnR: Pode ser aqui um mercado e um campeonato interessante e a ser explorado?

RF: Sim, é. Tanto que três elementos do meu staff já voltaram para lá, porque reconhecem que há talento e potencial para explorar. Nós reconhecemos potencial e eles, por lá, olham para nós com maior respeito. Quando saí até me perguntaram: “E conhece mais portugueses para virem para cá?”.

BnR: Sente, portanto, que aprendeu bastante com esta experiência?

RF: Muito, mesmo. Mesmo no aspeto humano: sou um católico e aprendi a agradecer mais vezes a Deus a sorte que tenho tido na vida. Aquilo que via em alguns sítios à minha volta era muito triste…

“Boxing Day” | Jogos adiados e Rúben Dias a apontar para o jogo 50 na Liga Inglesa

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Eram para ser nove, são, para já, seis. A covid-19 não deu tréguas para o Boxing Day e, infelizmente, é o assunto do dia na Liga inglesa. Liverpool FC x Leeds United FC, Wolverhampton Wanderers FC x Watford FC e Burnley FC x Everton FC foram adiados.

APESAR DOS CONTRATEMPOS COM A COVID-19, O BOXING DAY VAI MESMO DECORRER. FAZ AS TUAS APOSTAS NA BWIN.PT!

Com os surtos nos plantéis e o calendário cada vez mais apertado, foram muitos os treinadores a defender o adiamento de toda a jornada e a criticar o excesso de competições no futebol inglês. Ainda assim, a Liga inglesa parece apostada em avançar com a jornada.

Tentemos, por isso, focar as atenções para os jogos que vão acontecer neste Boxing Day, a data mais tradicional do futebol europeu. Com muitos portugueses de fora, a atenção recaí sobre o trio do Manchester City FC, com destaque para o jogo 50 de Rubén Dias no campeonato inglês.

Lei do Mercado #9 – Os Negócios que podem ser Milagres de Natal

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Lei do mercado, PODCAST do bola na rede

LEI DO MERCADO, AS ÚLTIMAS DOS RUMORES E MOVIMENTAÇÕES!

As últimas transferências e rumores de quem entra e de quem sai estão todas num só sítio: na Lei do Mercado.

Todas as semanas, o nosso comentador e especialista em análise do mercado de transferências, Luís Pinto Coelho, deixa-te com os principais rumores e confirmações das movimentações a nível nacional e internacional.

Nesta semana, a “Lei do Mercado” adapta-se ao Natal e traz-te os negócios e as transferências que podem surgir após esta quadra festiva. São muitos os nomes falados, desde Felipe, Hector Herrera, Jovic, Aouar, Arthur Melo ou Rony Lopes. Curioso? É ouvir o programa!

Fica com a nona edição deste podcast, que está disponível no Spotify, bem como em todas as plataformas habituais.

Para veres todos os podcasts do Bola na Rede, clicar aqui.

9.º PROGRAMA – LEI DO MERCADO

Não saias da frente, Guedes!

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Tribuna VIP do bola na rede sobre a eliminatória da Champions League

Na segunda-feira tive oportunidade de fazer a narração de um grande jogo, o dérbi de Valencia, para a Eleven, que teve Gonçalo Guedes em destaque.

Um encontro entre dois rivais da mesma cidade é sempre especial, ainda para mais quando o Levante precisa tanto de todos os pontos em disputa (ainda não venceu nesta LaLiga e já é o recordista de jornadas sem ganhar na prova: 26, contando com o final da época passada) e o Valencia continua a dar sinais de poder voltar a ser competitivo na luta por um lugar nas competições europeias da próxima época.

A LA LIGA DESPEDE-SE DE 2021 COM UM JOGO ENTRE ESPANYOL E VALENCIA! EM QUEM APOSTAS? SEGUE JÁ PARA A BWIN.PT!

Os da casa estiveram a vencer, mas os visitantes fizeram uma extraordinária remontada. E isso aconteceu muito por culpa de um português que está a fazer uma temporada sensacional e que, acredito eu, não tem a devida atenção por parte dos analistas. Portugueses incluídos.

Gonçalo Guedes, que tenho o privilégio de acompanhar há muitos anos, bisou em casa do rival da cidade e ainda somou a isso uma assistência, confirmando o fantástico momento que atravessa. São já seis golos, apenas menos dois da melhor marca (8) desde que chegou ao futebol profissional (Benfica B, Benfica, PSG e Valencia).

Há alguns anos afirmei algo que na altura criou discussão, das boas, daquelas de quem gosta de futebol e não apenas do seu clube. Disse que, na minha opinião, Gonçalo Guedes era o jogador português que via como “substituto” natural de Cristiano Ronaldo como principal referência, nomeadamente ofensiva, do futebol português.

A afirmação no Benfica depois de dar espetáculo na equipa B dos encarnados veio dar maiores possibilidades de acontecer o que previa. Seguiu-se a saída, talvez prematura (como tantas outras no nosso futebol, onde os euros falam mais alto que tudo o resto), para o PSG. Financeiramente vantajosa, com certeza, desportivamente nem tanto.

Valencia foi o próximo passo. Acertado. Primeiro por empréstimo, encantou a afición do Mestalla e ganhou a alcunha de Ducati de Valencia. Exibições fantásticas fizeram dele o jogador mais caro da história do clube, que investiu 40 milhões de euros na sua contratação.

Já houve altos e baixos, mas a chegada de Bordalás ao comando técnico do clube parece ter dado uma nova energia ao craque português Mais vezes utilizado no corredor central, onde na minha opinião é muito mais perigoso, mesmo quando joga à esquerda tem liberdade para pisar terrenos interiores. Bordalás entendeu Guedes. E Guedes talvez tenha entendido que pode, mesmo, ser a tal figura que apostei que poderia ser. É por isso que escrevo “Não saias da frente, Guedes!”. Este é, definitivamente, o caminho certo.

O PASSADO DE GONÇALO GUEDES

Um último dado, como curiosidade, que partilho convosco. Quando Gonçalo Guedes se estreou pela equipa principal do Benfica, aos 17 anos, na Covilhã, em Abril de 2014, num jogo da Taça de Portugal, a vida profissional levou-me até Santo Estevão, concelho de Benavente, para fazer uma reportagem junto da família do jovem que tinha acabado de cumprir um sonho.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Os pais, naturalmente orgulhosos, receberam-nos, a mim e ao colega que estava comigo, de forma simpática e Rogério, o pai babado, fez-nos subir ao escritório, onde vimos recordações da ainda curta carreira de Gonçalo, sempre vestido de vermelho. Até que vem uma fotografia do primeiro torneio que jogou pelo clube que o formou. E deparo-me com um campo pelado, com caras conhecidas. Percebi naquele instante que esse primeiro torneio tinha sido organizado por mim, com o Vasco Antão, então meu colega de coordenação do futebol juvenil do CRD Arrudense, o simpático clube de Arruda dos Vinhos.

Hoje, quase vinte anos depois desse torneio, escrevo sobre Gonçalo Guedes no Bola na Rede depois de vibrar com uma exibição de luxo no dérbi de Valencia, que narrei para a Eleven.

Despeço-me com votos de um Feliz Natal e um excelente 2022 para todos. Sejam felizes e cuidem-se!

Querido Pai Natal, estou preocupado… | SL Benfica

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Querido Pai Natal,

Antes de mais, devo dizer-lhe que não quero receber presentes nenhuns. Para mim, ter os meus familiares ao meu lado bem de saúde será suficiente neste Natal, com ou sem zaragatoa metida no nariz.

Para além do mais, você já deve ter muito que fazer por estes dias, com testes e certificados pelo meio.

No entanto, apesar de me considerar uma pessoa feliz e de bem com a vida, há uma coisa que me falta para me sentir plenamente realizado.

Sei que o senhor já tem tido muitas cartas para ler ultimamente com milhares de pedidos de presentes, mas mesmo sem querer nada material, não posso deixar de lhe escrever para desabafar sobre o meu SL Benfica. Aquele que parece estar cada vez mais distante do SL Benfica que sempre sonhei.

Porque o Natal também é uma época de sonhos, de recordações e de desejos. E eu desejo (com muita pouca esperança que tal aconteça) que no próximo Natal lhe possa escrever novamente sobre o SL Benfica, mas com mais recordações agradáveis.

Este foi um ano absolutamente inédito na história deste grandioso clube. Com o maior investimento alguma vez feito na história do clube, o Benfica terminou a última época de mãos a abanar.

Querido Pai Natal SL Benfica Jorge Jesus
A continuação de Jesus na Luz é o principal tema do universo encarnado
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

E como uma desgraça nunca vem só, ainda vimos pela primeira vez um presidente em funções a ser detido. Nunca na minha vida vi o nome do SL Benfica tão mal visto como este ano. E sinceramente, eu não creio que me tenha portado tão mal ao ponto de ver o clube do meu coração a arrastar-se na lama,

E depois destes últimos dias, vejo que esta vai ser uma época de mais do mesmo: no campeonato estamos em maus lençóis e a tendência é para piorar, a Taça acabou de ir de vela e nem mesmo a boa campanha europeia até ao momento me anima para o que resta da temporada.

E por incrível que pareça, existe algo ainda pior que tudo isto. É que me parece cada vez mais que quem está atualmente a comandar os destinos do maior clube do mundo não demonstra grande vontade e ambição para mudar o rumo dos acontecimentos.

Em vez de ver um SL Benfica a arrasar, vejo um Glorioso arrasado. Em vez de ver o Benfica a fazer das fraquezas forças, vejo um clube onde tudo e mais alguma coisa serve de desculpa para o insucesso.

Vejo um Benfica doente e apático, onde não há ambição, não há mística, não há exigência. Vejo um clube onde as derrotas passaram a ser vistas como uma coisa natural, vejo um clube onde cada jogador não sente qualquer pingo de benfiquismo e que encara derrota como se fosse outro dia de trabalho qualquer.

Enfim, vejo um Benfica onde a esperança é efémera, e onde um bom e convincente resultado não é suficiente para me deixar mais entusiasmado quanto ao futuro deste clube.

Eu cresci a ver e a ouvir história do quão Glorioso era este clube em décadas passadas e em cada ano passa, o meu desejo por ver esse Benfica com os meus próprios olhos aumenta cada vez mais.

Por tudo isto que tem acontecido com o meu Benfica, escrevo-lhe esta carta com o desejo (mas pouca esperança repito) de que no próximo ano, seja possível ver um Benfica um pouco mais perto daquele que idealizo, sabendo que isso depende muito mais do um gasto grupo de pessoas do que de si.

Os meus cumprimentos e boa sorte para o seu trabalho.

3 prendas que Sérgio Conceição merece para o Natal | FC Porto

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O treinador (e a equipa) deram uma grande alegria antecipada de Natal aos adeptos, mas há também algumas prendas que Sérgio Conceição poderia receber, ainda que no seu caso com algum atraso, para a quadra natalícia.

O mês de janeiro é um período agitado em termos de entradas e saídas para os clubes. O FC Porto, que se tem revelado um clube pouco ativo no mercado no que diz respeito às últimas épocas, desta vez necessita de estar “bem presente” no que toca a saídas e entradas.

Melhorar ou até mesmo segurar o plantel, mas também há questões internas ao plantel que podiam dar um maior descanso ao líder da equipa técnica portista.

Como estamos em época natalícia, enumeramos três prendas que o atual treinador dos azuis e brancos, Sérgio Conceição, deveria receber.

5 ex-águias que ainda tinham lugar na Luz | SL Benfica

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Teremos o regresso de alguma destas 5 ex-águias à Luz?

Falar sobre este tema é sempre interessante, mas ao mesmo tempo muito difícil. Isto deve-se ao facto de o SL Benfica ter tido imensos jogadores de qualidade na última década.

Aliás, nestes últimos dez anos passaram pelos encarnados alguns dos melhores jogadores de sempre e com um leque tão vasto de opções fica mesmo difícil escolher apenas alguns.

Muitos dos atletas permitiram que as águias voltassem a ter uma enorme representação na Europa, mais concretamente nas épocas de 2012/13 e 2013/14, quando chegaram à final da Liga Europa e na época de 2015/16, depois de terem chegado aos quartos-de-final da Liga dos Campeões.

Eliminações à parte, a verdade é que nessas temporadas o SL Benfica parecia ser o colosso que já tinha sido no passado. Depois dessas exibições muitos dos jogadores foram vendidos, uns a preço justo, outros nem tanto.

Hoje em dia, muitos deles jogam nas melhores ligas de futebol e até são candidatos a entrar no melhor onze do ano. Neste artigo dedico-me a escolher 5 ex-águias que, a meu ver, ainda teriam lugar na equipa dos encarnados.

Taremi: Os golos não são tudo | FC Porto

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Muito se tem falado do avançado iraniano, Mehdi Taremi e particularmente sobre a sua seca de golos, que tem preocupado as hostes portistas. Algo que a equipa técnica azul e branca tem tentado desvalorizar, dado que o atacante dá muito mais ao jogo do FC Porto do que a sua capacidade de finalização.

Apesar da sua falta de sorte ou até de alguma incompetência, o problema que assola Taremi parece ser muito mais psicológico e isso evidencia-se em algumas opções que toma em algumas partidas, sendo que a mais flagrante é aquela em Liverpool, em que o iraniano em vez de chutar à baliza tenta servir um seu colega, perdendo com isso uma oportunidade de finalização.

van Dijk Taremi
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

E, em termos de concretização, Taremi tem sido isto, pelo que o regresso aos golos parece crucial para voltar a ter os índices de confiança que já demonstrou ter com a camisola azul e branca.

Também, é verdade que não o podemos comparar a avançados ao nível de Jackson ou Falcão, que em meia oportunidade conseguiam fazer um golo. Algo, que atualmente, o FC Porto não parece ter e que prejudicou, por exemplo, os dragões na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Mehdi Taremi: Ponta-de-lança ou um segundo avançado?

Pois, o avançado pérsico não é esse tipo de atacante que consegue manter o sangue-frio. Mas, não é mentira que Taremi não é só golos, é muito mais do que isso.

Deste modo, é possível identificar o jogador como aquele homem que faz a ligação do meio-campo ao ataque, aquele que consegue abrir linhas para a entrada de outros homens, consegue meter colegas seus na cara do golo e dá uma contribuição crucial no momento defensivo.

Por isso, a sua inclusão semana após semana no onze portista não é admiração nenhuma e até sou apoiante da sua titularidade, porque, excetuando os golos, cumpre a sua função na perfeição.

Agora, se Taremi é aquele avançado letal? Não, não é. Se alguma vez será? Duvido. Contudo, o persa deve ser apoiado a todos os nós, de modo a encontrar-se dos golos, porque o FC Porto precisa de Taremi e o Taremi precisa do FC Porto.