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CD Feirense 1-1 CD Tondela: Azar de Cris penaliza fogaceiros

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Cabeçalho Futebol NacionalE eis que, finalmente, a Liga NOS voltou a Santa Maria da Feira, com o encontro entre o CD Feirense e o CD Tondela da primeira jornada do campeonato, que ontem se iniciou.

Embalado pela Viagem Medieval que se realiza por estas semanas em Terra de Santa Maria, o emblema local criou uma promoção que permitia aos adeptos que haviam comprado pulseira para o evento medieval adquirir ingresso para este jogo a um preço bem mais reduzido do que o habitual, razão pela qual se previa uma boa afluência por parte dos adeptos de ambos clubes ao Marcolino de Castro.

Às 19 horas estava tudo preparado para o início da partida. As bancadas estavam ainda um pouco despidas, apesar da promoção promovida pelo clube, mas, fora isso, estavam reunidas todas as condições para mais um excelente jogo do campeonato português.

O Feirense em busca de uma vitória que lhe desse lanço para mais uma época gloriosa, depois de no ano passado ter ficado muito perto dos lugares que dão acesso às competições europeias, e o Tondela à procura de pontos para, mais uma vez, fugir à despromoção,

Início da partida, início do campeonato para Feirense e CD Tondela! Jogo bastante bem disputado nos minutos iniciais, com agressividade de parte a parte e com lances de futebol rápido também por parte de ambas as equipas.

O primeiro lance de verdadeiro perigo foi criado pelo Feirense, com Etebo a atirar contra o corpo do guardião Cláudio Ramos numa situação em que apareceu isolado em frente à baliza, embora de ângulo um pouco apertado. Primeira demonstração de força da equipa da Feira, que a partir daí continuou a ser a equipa mais perigosa em campo, o que animava e bem os adeptos da equipa caseira, sempre ativos no apoio à equipa, contrariamente à torcida tondelense, que apenas aos 10 minutos do jogo conseguiu reunir um número mais aceitável de elementos na sua bancada.

E, coincidência ou não, foi a partir daí que o Tondela se mostrou mais ao jogo. Aos 12 minutos criou um lance perigoso por intermédio de Hélder Tavares, que a poucos metros da baliza, após cruzamento, cabeceou fraco para os brações de Caio Seco.

E que belo jogo que estava a ser este, tanto dentro como fora das quatro linhas! Futebol rápido e agressivo, com bons pormenores dos jogadores das duas equipas.

O jogo vivia agora um momento de superioridade do CD Tondela. Em menos de cinco minutos a equipa de Viseu pôde marcar por três vezes, tendo chegado a colocar a bola dentro da baliza adversária, num lance de Ricardo Costa, mas que foi anulado por Bruno Paixão, e em duas situações por intermédio de Pedro Nuno, que, na primeira, permitiu a Caio Seco fazer uma bela defesa apenas com o extremo à sua frente, e na segunda, enviou ao poste, na cobrança de um livre, embora o guarda-redes feirense tenha tocado na bola antes de esta esbarrar no ferro.

O Tondela tanto foi crescendo no jogo que, aos 28 minutos chegou ao primeiro golo. Num lance de ataque, Murilo cruza da esquerda, mas um corte de Cris desvia a bola diretamente para a sua própria baliza, traindo Caio Seco e abrindo o marcador no Marcolino de Castro. Momento de infelicidade para Cris.

Fonte: Bola na Rde
Fonte: Bola na Rde

Após o golo da equipa visitante, o Feirense, como era esperado, tomou mais a iniciativa do jogo, mas sem criar oportunidades flagrantes de golo, à exceção de um remate de Babanco defendido com dificuldade por Cláudio Ramos. Era a equipa da casa a ter que correr atrás do resultado e isso ia-se refletindo, para além de dentro do campo, também nos bancos. Nuno Manta Soares ia estando muito mais ativo e a enviar mensagens para os seus jogadores chegarem ao golo, contrastando com Pepa, que foi-se mantendo “escondido” durante o primeiro tempo. Primeiro tempo esse que chegou ao fim com a vantagem do conjunto tondelense.

A primeira parte iniciou-se da mesma forma como a segunda terminou. O Feirense por cima, e conseguiu, ao minuto 51, chegar ao golo do empate. Num lance dentro da área do Tondela, Hugo Seco encontrou espaço para atirar a contar com o pé esquerdo. O Marcolino de Castro explodiu com o golo da sua equipa e o jogo ganhava agora um novo ânimo.

Nos minutos seguintes ao golo do Feirense viu-se um novo ligeiro domínio do Tondela no jogo, mas tal não se traduziu em golos e o jogo terminou empatado a uma bola.

Foi mais um bom jogo da Liga NOS, embora não se possa comparar o nível da segunda parte da primeira. O resultado justifica-se e ambas as equipas deram bons sinais para o futuro das suas caminhadas na competição. Destaque para ambas as claques presentes no jogo, que apoiaram do início ao fim do jogo e ajudaram a fazer deste jogo um espetáculo, como deve ser sempre.

Portimonense SC 2–1 Boavista FC: Melhor regresso era impossível

Cabeçalho Futebol NacionalO regresso do Portimonense à 1ª Liga Portuguesa foi marcado para uma tarde de verdadeiro calor e de verão em Portimão. O Boavista foi quem apadrinhou este regresso ao principal escalão do futebol, pelo qual se fez deslocar em força e em massa em terras algarvias, como era bastante visível nas imediações do estádio. Num estádio bem composto mas não cheio, a atmosfera era de uma autêntica festa e começava com um abraço do antigo jogador do Boavista Fary ao treinador do Portimonense Vítor Oliveira.

Os Algarvios entraram bem no encontro, a tentar ter posse de bola e comandar os acontecimentos através de transições curtas e seguras, ao invés dos ‘Panteras Negras’ que optavam pelas bolas longas e altas, o chamado jogo nas costas dos defesas.

O jogo estava encaixado bem como as tácticas, e os ‘axadrezados’ num lance de Rochinha pelo meio da defesa Algarvia abriu o marcador no Portimão Estádio, decorria o minuto 21.
Uma primeira parte muito bem disputada, apesar do esforço dos jogadores do Portimonense neste arranque, é notório as falhas em momentos fulcrais que podem facilmente desequilibrar ou por outro lado decidir um encontro. Prevaleceu a experiência da equipa Boavisteira, que por várias ocasiões podiam ter ampliado a vantagem. Realce para uma paragem ao minuto 35 para refrescar, devido ao intenso calor.

Na segunda parte do encontro, a equipa da casa entrou determinada a mudar o rumo dos acontecimentos, o que viria a ser consumado, por parte da defesa do Portimonense Rúben Fernandes, ao minuto 53’ através da marcação de um canto e após vários ressaltos. O estádio explodia de alegria e o jogo encontrava-se como início, empatado, e as hostes algarvias podiam aspirar uma vitória.

Fonte: Bola na Rede
Confrontos entre as duas claques após o golo da igualdade
Fonte: Bola na Rede

Destaque para a falta de segurança que desde início se manifestou. Tanto a claque do Boavista como a do Portimonense encontravam-se na mesma bancada, e após o golo do empate, elementos da claque ‘axadrezada’ rebentaram com a fraca vedação que os separa dos elementos da claque da casa, e houve mesmo agressões físicas e feias que só denigrem o futebol português. O fraco policiamento não impediu os confrontos, e logo a seguir, chegam ao estádio duas carrinhas de corpo de intervenção. A segurança tem que ser reforçada urgentemente, pois trata-se de jogos do principal escalão do futebol em Portugal.

O jogo encontrava-se quente e de muito contacto físico, mas era a equipa da casa que estava por cima, quando ao minuto 85, aquele que talvez seja considerado o homem do jogo, Bruno Tabata marcou o golo da vitória do Portimonense, e de seguida, novamente o Portimão Estádio a ir a baixo, num clima de verdadeira euforia.

Até final do jogo, o Portimonense ainda conseguiu criar mais oportunidades de golo, numa atitude irrepreensível e de sacrifício por parte dos jogadores. O Boavista nunca mais conseguiu alcançar qualquer tipo de real oportunidade de golo, apesar de nunca se ter conformado.

Portimonense regressa à 1ª liga com uma boa vitória, cheia de garra e de sacrifício e deixa indícios de uma época bastante prometedora.

FC Porto versão 2017/2018

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Cabeçalho modalidades

Depois de vários anos com o domínio completo do Andebol em Portugal, os azuis e brancos não vencem qualquer título há dois anos. Apesar de estarem sempre próximos das conquistas, nos momentos decisivos a equipa tem falhado. A época que se segue terá como principal objetivo, certamente, voltar às conquistas.

Os maus resultados das últimas épocas levaram Ricardo Costa a deixar o comando da equipa. Para o seu lugar foi contratado o dinamarquês Lars Walther. O antigo lateral-direito iniciou em 2001 a carreira de treinador nos dinamarqueses do Virum e no seu percurso já passou pelos campeonatos alemão, esloveno, italiano, polaco, romeno e suíço. O treinador soma três títulos de campeão nacional (Wisla Plock, em 2011, na Polónia; Baia Mare, em 2015, na Roménia; e Kadetten, em 2016, na Suíça) e duas Taças (Baia Mare, em 2015; e Kadetten, em 2016).

Em 2011, no ano em que levou ao título o Wisla Plock (clube em que jogam agora o ex-Dragão Gilberto Duarte) foi considerado o melhor treinador na Polónia. De relembrar também que já jogou em Portugal pelo Sporting CP e pelo Marítimo. O treinador foi apresentado dia 20 de julho e definiu os objetivos da época: “O objetivo é levar a equipa para um nível superior. Pelo que vi, penso que a equipa precisa de minimizar os erros que cometia ao longo do jogo, precisa de ser mais estável. Quero que os jogadores percebam como e porquê jogam um determinado tipo de andebol. Quero que todos percebam o que vão fazer, quando têm que o fazer e porquê. Queremos formar uma equipa, porque individualmente nunca vamos ganhar nada.”

Depois de 13 anos a servir os azuis e brancos, Ricardo Moreira termina uma vitoriosa carreira Fonte: FC Porto
Depois de 13 anos a servir os azuis e brancos, Ricardo Moreira termina uma vitoriosa carreira
Fonte: FC Porto

Em relação a transferências, pouco ou nada se tem visto. O ex-capitão Ricardo Moreira terminou a carreira depois de 13 anos ligado ao clube nortenho. Nos azuis e brancos – que representa desde 1997, após os primeiros anos de formação no CPN, de Ermesinde –, Moreira foi por sete vezes campeão nacional (entre 2008/09 e 2014/15), sendo um dos três atletas que estiveram presentes em todas as temporadas do hepta (os outros são Hugo Laurentino e Gilberto Duarte).

Para além disso tem no palmarés duas Taças de Portugal (2005/06 e 2006/07), três Supertaças (2001/02, 2009/10 e 2014/15) e duas Taças da Liga (2004/05 e 2007/08). O pivot Alexis Borges foi emprestado ao FC Barcelona com opção de compra. É provável que o lateral-direito Gustavo Rodrigues abandone a equipa.

Apesar destas saídas o plantel azul e branco vai continuar forte e com condições para lutar por títulos. A contratação de um treinador estrangeiro de qualidade e com a experiência de Lars Walther será também um fator decisivo.

Foto de Capa: FC Porto

Liverpool: O tão aguardado regresso da glória

Cabeçalho Liga Inglesa

 

Este ano é esperada uma grande campanha do Liverpool. O que não é para menos. Ao comando de um treinador muito capaz de criar equipas “modestas”, mas fortíssimas e incansáveis em campo (caso do seu inesquecível Dortmund de 2011, 2012 e 2013). Assiste-se a uma era em que o Liverpool é irreconhecível, atendendo ao que diz a sua história.

Obteve um excelente desempenho nesta pré temporada: participou em dois torneios bastante bem cotados, como é o caso da Premier League Asia Trophy e da Audi Cup. A primeira, disputada com Crystal Palace, WBA e Leicester City, venceu, ao se ter apurado com uma sólida vitória por 2-0 sobre os eagles (Crystal Palace), e na final ter dado a volta ao marcador, depois de Slimani ter colocado os foxes vantagem.

Na Audi Cup, apurou-se com uma surpreendente goleada (3-0) sobre o clube organizador, nada mais nada menos do que o Bayern de Munique. Na final, perdeu no desempate por grandes penalidades contra o Atlético de Madrid. No somatório final, balanço bem positivo, e água na boca dos adeptos.

 

Mané pode surpreender ao serviço dos reds Fonte: Liverpool FC
Mané pode surpreender ao serviço dos reds
Fonte: Liverpool FC

Para celebrar o seu 125º aniversário, o Liverpool disputou um encontro muito especial: o Hertha de Berlim também celebra 125 anos, e então as duas equipas realizaram esse confronto simbólico e festivo para ambas as partes, partida que ocorreu no Olympiastadion. O Liverpool levou a melhor e venceu por 3-0.

O último teste antes das competições oficiais foi diante do Atlético de Bilbau. Ao intervalo, constava 1-1 no placard. Coutinho adiantara os reds de penalty, mas Williams pouco depois devolvia o impasse no marcador. Klopp, ao intervalo, dos 11 que lançou no jogo, apenas deixou Mignolet em campo! O jogo estava empatado, e com a inclusão de muita “miudagem” em campo, melhor resposta o técnico alemão não poderia receber. O jogo acabou com o Liverpool vitorioso, por 3 bolas a uma, com destaque para o galês Woodburn, e para Solanke, de 17 e 19 anos, respetivamente! Para além de serem os autores dos tentos que selaram a vitória, demonstraram que já têm nível para fazer parte da campanha dos de Anfield já em 2017/18.

O primeiro jogo oficial está marcado para 12 de Agosto, diante do Watford, que é orientado por Marco Silva. Neste pré temporada, os jogadores demonstraram uma energia absolutamente incrível, assumiram-se como uma equipa recheada de gente trabalhadora, muito prestável cada jogador com o outro, mesmo de setores diferentes. Um entrosamento muito alto, o que não é tão normal no início de época. Muitas soluções à disposição de Klopp, como se pôde ver na partida frente ao Bilbau. Mas isso não diz tudo. Uma época é longa, e fadiga acumulada, jogos de elevada pressão mental e física requerem uma equipa completamente solidificada. Neste caso concreto do Liverpool, na minha opinião, está bem encaminhado para consistir num sério candidato à disputa, pelo menos, dos primeiros três lugares da tabela classificativa. Numa liga que, em primeira instância, a consistência é uma meta fundamental para chegar ao sucesso, seja no 1º, 2º, 3º ou no 4º posto!

Este Liverpool é entusiasmante, e não é caso para menos. Com talento, irreverência, bom toque de bola, boas combinações, grandes golos, num 4x3x3 compacto, em que os extremos recuam e sobem, recuam e sobem, a equipa gira em torno da bola, uma equipa incansável, muito bem organizada e, sobretudo, muito bem orientada. Todos os créditos para Klopp, que está a encaminhar muitíssimo bem este gigante adormecido.

 

Jurgen Klopp espera festejar no final da época Fonte: Premier League
Jurgen Klopp espera festejar no final da época
Fonte: Premier League

Mas, o alemão irá ter dificuldade em apresentar em campo Mané, Coutinho, Salah, e Firmino em simultâneo. A não ser que jogue com Coutinho mais no miolo e não no extremo. Mané e Salah reforçaram bastante esta equipa, pois são duas grandes armas na criação de oportunidades de golo. O mesmo se diz de Coutinho, mas talvez pela sua melhor contemporização e qualidade de passe, seja o indicado, entre os 4, a recuar no terreno. Não sei se será o melhor, mas Klopp terá de saber. A não ser que seja transferido, já que o Barça busca alternativa a Neymar Jr.

Neste momento, o boletim clínico contém nomes como Lallana, Henderson (c), Sturridge e o já referenciado Philipe Coutinho. Todos eles com estatuto de titular. Perante esta eventualidade de haver um registo avultado de lesionados,  a equipa ficaria melhor balançada com a aquisição de um central, um defesa esquerdo e um ponta de lança.

Uma equipa recheada de qualidade, com um bom guarda redes, Mignolet, dois centrais competentes, Sakho e Lovren, um defesa esquerdo bastante ofensivo, Alberno Moreno, um médio defensivo de classe mundial, Emre Can, já para não falar de Wijnaldum e Henderson. Na frente, já sabem…

Zverev Vence o Citi Open e Keys Triunfa no Bank of the West Classic

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Os tenistas encontram-se em fase de preparação para o US Open e, para tal, esta semana começaram a chegar a território norte-americano para disputar torneios de algum relevo em piso rápido. Na vertente masculina destaca-se o Citi Open, torneio ATP 500 disputado em Washington, do qual saiu vitorioso o quinto cabeça de série, Alexander Zverev.

Zverev foi o vencedor do torneio Fonte: Facebook Oficial do Citi Open
Zverev foi o vencedor do torneio
Fonte: Facebook Oficial do Citi Open

Num torneio que contou com alguns nomes “de peso”, como são os casos de Dominic Thiem, Kei Nishikori, Milos Raonic ou Grigor Dimitrov, bem como Nick Kyrgios ou Juan Martín del Potro, foi o jovem alemão quem levou a melhor sobre toda a concorrência acabando por se impor com alguma facilidade na final, frente ao gigante Kevin Anderson, por um duplo 6-4 em pouco mais de uma hora (não tendo enfrentado qualquer break point). Alexander Zverev conquistou assim o seu quarto título na presente temporada e, num torneio no qual venceu Jordan Thompson, Tennys Sandgren, Daniil Medvedev e Kei Nishikori até chegar à final, deixou boas indicações para o US Open. Recorde-se que, em 2017, apenas Roger Federer conquistou mais títulos do que Alexander Zverev, prodígio alemão que promete dar que falar, brevemente, na luta pelos lugares cimeiros do ranking ATP.

O melhor onze de sempre do FC Porto: Costinha

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fc porto cabeçalho

Francisco José Rodrigues da Costa, mais conhecido no mundo do futebol simplesmente por Costinha, retirou-se do futebol profissional na época 2009/10, durante a qual se encontrava a representar a Atalanta BC. No seu percurso enquanto futebolista esteve durante quatro temporadas ao serviço do FC Porto, clube pelo qual realizou um total de 165 jogos oficiais.

Contratado pelos azuis e brancos ao AS Monaco FC na temporada 2000/01, sem que até aí tivesse disputado qualquer jogo na principal divisão do futebol português, Costinha chegou ao FC Porto no auge da sua carreira e representou os dragões num dos períodos mais dourados no clube. Ainda que Costinha não tivesse, no momento ofensivo, argumentos ao nível daqueles que apresentava no momento defensivo, muito devido ao período no qual representou o clube, bem pode ser considerado como o melhor trinco da história do FC Porto (embora seja claro que, nesta “luta” particular, António André teria sempre uma palavra a dizer).

No meio campo do FC Porto que conquistou a Taça UEFA e a Liga dos Campeões Costinha era, sem quaisquer dúvidas, o elemento com menor qualidade técnica. Ainda assim, e pese embora não se tratasse claramente de um médio defensivo “moderno”, Costinha era um elemento-chave enquanto garante de equilíbrio na equipa treinada por José Mourinho. Funcionando quase como “homem-âncora”, ainda que não tão marcadamente quanto Nobby Stiles na seleção inglesa de 1966, Costinha era um jogador fixo à frente dos defesas centrais, que “limpava” (quase) todas as situações no jogo aéreo permitindo aos elementos da linha mais defensiva serem responsáveis unicamente pelo ataque à segunda bola, entenda-se, aos ressaltos. Assim, a função de Costinha passava, acima de tudo, por impedir que o adversário conseguisse ganhar e segurar a primeira bola; enquanto isso, a restante equipa estendia-se no relvado adotando posicionamentos que fossem facilitadores da transição ofensiva ou do início do processo de organização ofensiva.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Ainda que não fosse um portento sob o ponto de vista técnico, Costinha era um futebolista muito culto taticamente e, no momento ofensivo, capaz de decidir frequentemente bem. Contudo, foi nas suas funções defensivas que este mais se destacou, tanto ao serviço do FC Porto como da seleção portuguesa de futebol, pela qual cumpriu um total de 53 jogos tendo estado presente em momentos importantes, tais como a final do Euro 2004, que Portugal acabou por perder em pleno Estádio da Luz frente à Grécia.

Foram muitos os momentos de glória que Costinha viveu de dragão ao peito. O futebolista lisboeta conquistou duas ligas portuguesas, uma taça de Portugal, três supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental ao serviço do FC Porto, isto antes de se transferir para o FC Dinamo Moskva. Com apenas 1,81m de altura, Costinha era imperial do jogo aéreo e são incontáveis as primeiras bolas ganhas de cabeça bem como os golos apontados em lances de bola parada. Porém, o momento que certamente fica na cabeça dos adeptos do FC Porto é aquele em que na temporada 2003/04, no “teatro dos sonhos” de Old Trafford, aos 90 minutos de jogo, Costinha coloca a bola no fundo das redes à guarda de Tim Howard, conduzindo o FC Porto até aos quartos de final da Liga dos Campeões que acabaria por vencer, em Gelsenkirchen, precisamente frente ao AS Monaco FC (anterior clube do “ministro”).


MANCHESTER UNITED VS FCPORTO – COSTINH por tripeiro60

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Ainda há tempo para os retoques finais

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O Benfica conquistou mais uma Supertaça. Apesar de ter ganho o jogo é notório a existência de dúvidas face a capacidade de alguns jogadores se assumirem como titulares e cumprirem com as exigências das suas posições.

O campeonato está prestes a começar e ainda não há um 11 titular definido, pelo menos nos setores mais recuados da equipa. Ainda assim, tudo indica que não vai fugir muito daquele que foi escolhido para a Supertaça.

Do meio campo para a frente, a situação adivinha-se tranquila para Rui Vitória. Nestas zonas do terreno não há falta de soluções, pelo contrário. Prevê-se que os jogadores escolhidos sejam aqueles que iniciaram o jogo da Supertaça. Fejsa e Pizzi no “miolo” do terreno – Fejsa recupera avançados. Porém, poderá haver uma grande rotatividade dos extremos e pontas de lança, tendo em conta o momento de forma de cada dos jogadores. É que no banco estão jogadores como Rafa, Zivkovic, Carrillo – e mesmo Willock ou Diogo Gonçalves – para as alas, e Jiménez e Mitroglou para a frente de ataque, que oferecem características diferentes ao jogo.

Rui Vitória ainda tem trabalho pela frente Fonte: SL Benfica
Rui Vitória ainda tem algumas arestas a limar
Fonte: SL Benfica

Se de médios e avançados o Benfica respira saúde, nas linhas mais recuadas nem tanto.

Na baliza, e por ser uma das posições em que é necessário maior segurança, Júlio César vai ser o natural sucessor de Ederson neste inicio de campeonato, mas o brasileiro lesiona-se com regularidade, o que me leva a crer que a curto prazo deixe de ser a primeira opção para defender as redes encarnadas. Contudo, e apesar de no jogo da Supertaça não ter cometido erros de maior gravidade, Bruno Varela também não é, ainda, o jogador com as características exigidas para agarrar o lugar. Antevejo a forte necessidade de ir ao mercado à procura de uma solução viável. Cillessen, do Barcelona, seria uma boa aposta.

No quarteto defensivo as laterais vão ser entregues a Grimaldo e a André Almeida, ficando Luisão e Jardel com a missão de defender a zona central. No entanto, o brasileiro não é a melhor solução para fazer companhia ao capitão encarnado, uma vez que fica uma dupla central pouco veloz para defender situações de contra-ataques rápidos ou casos em que lhes sejam colocadas bolas nas costas. Daí a necessidade de ter dois laterais fortes a defender. Acredito, seriamente, que André Almeida é a solução para a vaga deixada em aberto por Nelson Semedo. Sem a mesma capacidade ofensiva do agora lateral do Barcelona, André Almeida é um jogador taticamente consistente e que pode permitir menos desgaste aos extremos em tarefas defensivas, ainda que também não lhes ofereça o mesmo apoio em momentos de ataque.

O mercado acaba em Setembro e até lá há ainda tempo para encontrar soluções capazes de dar resposta às necessidades de um clube como o Benfica, tanto a nível das competições nacional como europeias.

CD Aves 0–2 Sporting CP: Leão “voa” na Vila das Aves

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No seu regresso à elite do futebol português, o Desportivo das Aves defrontou o vice-campeão nacional, o Sporting CP. De cara lavada, o clube de Alvalade apresentou cinco reforços no “onze” inicial (Mathieu, Coentrão, Piccini, Acuña e Bruno Fernandes). Por outro lado, o clube da Vila das Aves apenas jogou com um jogador que já estava na equipa na época transata, o avançado Guedes.

Desde o apito inicial, o Sporting procurou ser dono e senhor do encontro, com índices de posse de bola elevados e linhas bastante adiantadas no terreno. O conjunto da casa deixava o Sporting circular a bola nas imediações da sua área, contando com Falcão e Washington para tentarem recuperar bolas e saírem em contra-ataques rápidos. Apesar dos intentos avenses, foram os lisboetas que inauguraram o marcador. Após uma perda de bola na sequência de um canto, a equipa do Aves foi apanhada desprevenida e, através de um passe longo de Acuña, Gelson apareceu na cara de Adriano e fez o primeiro golo da Liga NOS 2017/2018.

O Desportivo das Aves tentou reagir, principalmente através de lances de bola parada, mas sem sucesso. Os verde e brancos mostravam-se seguros e não procuravam efusivamente o segundo golo, optando por uma estratégia mais cautelosa.

Os leões agarraram a liderança no marcador no primeiro tempo e conquistaram uma vitória tranquilo diante do recém-promovido Desportivo das Aves. Fonte: Liga Portugal
Os leões agarraram a liderança no marcador no primeiro tempo e conquistaram uma vitória tranquilo diante do recém-promovido Desportivo das Aves.
Fonte: Liga Portugal

No segundo tempo, o cenário manteve-se: os avenses procuravam a igualdade, mas os “leões” mostravam-se coesos defensivamente. A equipa de Jorge Jesus explorava as debilidades naturais do Aves, que construiu uma equipa completamente nova e que não tem processos estabilizados. Apesar do Sporting mais controlador, o meio-campo leonino não se mostrava dinâmico e criativo, levando à substituição de Bruno Fernandes em detrimento de Podence. A equipa de Ricardo Soares jogava mais com o coração do que com a cabeça e caía constantemente nas armadilhas defensivas do Sporting, quer em fora-de-jogo, quer em situações de inferioridade numérica.

A tranquilidade do Sporting era evidente, mas Gelson fez questão de terminar com as dúvidas no encontro à passagem do minuto 75. Após um erro defensivo do Aves, Gelson Martins foi oportuno e bisou na partida. Até ao apito final, o ritmo de jogo baixou e o Sporting confirmou a vitória na primeira jornada do campeonato.

FC Famalicão 2-0 FC Arouca: Só deu Famalicão no Municipal

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Cabeçalho Futebol NacionalO Futebol Clube Famalicão recebeu o Arouca na primeira jornada da Segunda Liga pelas 16 horas. A equipa da casa entrou melhor e logo nos instantes iniciais Wilian cruzou da direita e João Faria cabeceou para as mãos de Rafael Bracalli. O Famalicão dominava e chegou com naturalidade ao 1-0. Há um cruzamento de Wilian, Thuíque não chega para a emenda, e a bola ressalta para Dani, que após deixar um adversário para trás com uma simulação dispara forte e coloca a bola na baliza arouquense. 1-0, resultado que refletia o domínio famalicense nesta partida. Poucos minutos depois, o Arouca mexe, com Jorge Costa a tirar Sancidino e a colocar Bertaccini. O Famalicão carregava em busca do segundo e João Mendes num remate cruzado da esquerda quase fazia o golo, valendo a grande estirada do guardião brasileiro do Arouca. Novamente Mendes, da direita, com passe para o interior da área, onde surgiu Deni Hocko a rematar rasteiro à figura de Bracalli. Pouco depois chegava o Intervalo com 1-0 para a equipa da casa, mas no reatamento o paradigma não se alterou.

Fonte: Facebook FC Famalicão
Fonte: Facebook FC Famalicão

Na segunda parte, o Arouca mexe mais uma vez, saindo Nuno Coelho lesionado e entrando Nuno Valente. Logo de seguida o ataque arouquense deu um ar da sua graça com o remate por cima de Palocevic, jogador mais do conjunto do distrito de Aveiro. O Famalicão respondeu e chegou ao 2-0, através de um cruzamento largo de Mendes, da direita, a encontrar a cabeça de Wilian ao segundo poste, com o extremo brasileiro a fazer o golo, cabeceando a bola para o poste mais distante da baliza de Bracalli. Pouco depois, Dito colocou Zé Lucas e tirou Mendes. De seguida, o Arouca responde com o remate de Bertaccini por cima da baliza de Leonardo. Dito tirou Wilian, que fez uma boa exibição coroada com o golo e colocou o jovem Fernandinho. Logo de seguida, na sequência de um canto da direita, cabeçada de João Faria com o defesa arouquense a tirar em cima da linha de golo. Os dois treinadores ainda haveriam de esgotar as alterações, sendo que do lado do Arouca sairia Palocevic por troca com Bruno Lopes e do lado famalicense saía Feliz e entrava Diogo Cunha.

Resultado final de 2-0, vitória do Famalicão na primeira jornada da Segunda Liga, com domínio durante todo o jogo perante um Arouca amorfo.

Foto de capa: Liga Portugal

CD Nacional 1-1 FC Penafiel: Salvou-se o ponto

Cabeçalho Futebol NacionalNo encontro que viu o regresso do CD Nacional à Segunda Liga, os madeirenses não foram além de um empate caseiro frente ao FC Penafiel. A equipa insular, agora orientada por Costinha, sofreu a bem sofrer para amealhar o ponto, numa tarde de muito sol e calor, o que também não ajudou à qualidade do jogo.

Os minutos iniciais trouxeram um futebol frenético, com rápidas jogadas de ataque para ambos os lados, que espicaçaram os adeptos. A boa toada, contudo, esgotou-se à passagem dos cinco minutos, tornando-se então o jogo menos atrativo, salvo os pontuais rasgos ofensivos, mais frequentes do lado insular, mas mais perigosos do lado penafidelense. Um jogo muito mais físico do que aquele a que estavam habituados os alvinegros.

Depois da meia-hora, o Penafiel consentia o domínio ao Nacional, perdendo quase por completo a influência atacante. As aspirações dos madeirenses, no entanto, esbarravam quase sempre na defensiva duriense, ajudada sobremaneira pelos dois médios mais recuados, Rafa Sousa e Romeu Ribeiro. Sem conseguir finalizar e com algumas dificuldades no último passe, foram as bolas paradas que permitiram ao Nacional as suas melhores aproximações.

Fonte: Bola na Rede
Fortes inaugurou o marcador para os homens de Penafiel
Fonte: Bola na Rede

Depois do intervalo, as duas formações regressaram ligeiramente mais audazes, sobretudo os rubro-negros. E aos 57 minutos, foi mesmo o Penafiel a chegar à vantagem, quando Fortes aproveitou a descompassada defesa nacionalista e, sozinho, frente a Daniel Guimarães atirou ao fundo das redes. Com a equipa forasteira mais interessada em segurar o resultado, a partida tornava-se cada vez mais feia e desinteressante. Nervosa, a turma insular revelava ainda muita dificuldade para articular o seu jogo no terreno do adversário.

Apesar da má organização, o Nacional continuava a tentar e o golo acabou mesmo por chegar, quando aos 86 minutos, o recém-entrado Vanilson atirou de cabeça, sem defesa para Ivo. Com um pouco de sorte, os alvinegros empatavam, com esforço a contenda, apesar da pobre aptidão para atacar. Uma equipa com pouco ritmo e sem capacidade para ligar os setores, Jota foi o inconformado rasgo de lucidez no meio-campo, excecionalmente bom no último passe.