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Força da Tática | FC Porto arrasa as costas da defesa encarnada

A ANÁLISE TÁTICA DA VITÓRIA DOS DRAGÕES SOBRE O BENFICA POR 3-0

O FC Porto recebeu e bateu o SL Benfica por 3-0 e apurou-se para os quartos de final da Taça de Portugal.

No 14.º embate entre ambos relativo à Taça de Portugal disputado a Norte, o Porto somou a sua oitava vitória. Registam-se ainda três empates e três vitórias encarnadas numa história que começou em 1939.

Com Sérgio Conceição e Jorge Jesus suspensos, este foi o jogo dos adjuntos. Vítor Bruno levou a melhor e são já sete vitórias em outros tantos jogos quando é chamado a orientar a equipa a partir do banco.

Nas equipas iniciais, a maior novidade passou pela mutação do habitual 3x4x3 encarnado com a introdução de Adel Taarabt na zona central, para tentar criar superioridade face ao habitual meio-campo a dois do FC Porto.

Porém, esta novidade não parece ter apanhado Sérgio Conceição e a sua equipa de surpresa, visto que em organização defensiva, o FC Porto colocou dois jogadores à frente da defesa para ocupar o espaço entrelinhas.

Com uma estrutura de 4x2x3x1, os dragões não permitiram qualquer jogo interior, restando à turma da Luz procurar Rafa e Darwin em movimentos nas costas da defesa. Foram muitas vezes solicitados, mas de forma algo ansiosa e com precipitação para chegar a zonas de finalização.

Precipitação esta que se deveu ao FC Porto ter marcado dois golos nos primeiros seis minutos, e a partir daí, o paradigma do jogo ter mudado radicalmente.

Os dragões ganharam confiança, foram agressivos e exploraram muito bem as costas da defesa encarnada, chegando dessa forma ao terceiro golo.

FC Porto SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Esta foi de resto a chave do encontro, sobretudo pela repetição do duelo Luis Diaz x André Almeida, sempre a pender para o colombiano. Parecem ter voltado os problemas de controlo da profundidade da equipa de Jesus, após a lesão de Lucas Veríssimo.

Ao cair do pano, Evanilson -havia bisado- foi expulso e no regresso das cabines, Jesus mudou para 4x4x2, o seu sistema habitual até à presente temporada.

Na segunda parte o FC Porto recuou o bloco, defendeu perto da baliza e permitiu muito poucas oportunidades à equipa encarnada.

Com pouca profundidade para explorar, a equipa da Luz, que teve mais bola, não encontrou soluções para romper o bloco portista e quase todos os ataques acabaram em cruzamento para a área, sem grande sucesso.

Por uma ou outra vez, o FC Porto conseguiu sair e criar situações de igualdade numérica em transição, ficando mais perto de chegar ao 4-0 que o Benfica de reduzir para 3-1.

 

NOTAS FINAIS

  • Grande leitura de jogo de Sérgio Conceição que anulou o espaço entrelinhas que Jesus tentou aproveitar com a inclusão de Taarabt no 11 inicial. O 3x5x2 do Benfica esbarrou na competência defensiva dos dragões, e também na sua agressividade. Taremi, tal como Paulinho fez no Benfica- Sporting, perseguiu Weigl diretamente, numa marcação HxH impiedosa.
  • Muita ineficácia encarnada no momento ofensivo. Tentaram-se apenas duas formas de ferir os azuis e brancos: na primeira parte através de bolas na profundidade, solicitando sobretudo Rafa, na segunda parte, com cruzamentos para a área. Nenhuma das duas teve sucesso nem colocou a defensiva adversária em perigo.
  • Enorme as exibições de Luis Diaz e Vitinha. O primeiro fez um jogo ao seu estilo, com muita irreverência e capacidade no duelo individual, sendo o responsável pelos melhores momentos do FC Porto na partida. Já o internacional sub-21 português marcou um belo golo, somou várias boas ações (tremenda capacidade de decisão) e mostrou ainda que também pode acrescentar no processo defensivo.
Golos, picardias, polémica e FC Porto nos quartos de final. Para a semana há mais.

Carta do Futebol ao Pai Natal

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Querido Pai Natal,

Sim, eu sei que não ouviste muitas reclamações, caso tenhas passado por Arroios ou pelos Restauradores durante os últimos meses.

Foi um ano difícil, claro que sim, porém 2020 vacinou-nos de tal forma que todos percebemos que 2021 seria um ano para reorganizar as ideias e voltar à ação.

Como tantos outros igualmente sortudos, nasci e cresci com uma bola de futebol no pé, uma na cabeça e outra no coração (e uma nas mãos, para o Championship Manager…).

Mais tarde, cheguei a namorar o ténis de mesa, naquilo que foi uma relação bastante intensa, mas acho que compreendes se te disser que o meu cérebro desliga quando vejo uma bola de futebol.

Realmente, quando vejo uma bola de futebol é como se no meu corpo apenas o coração funcionasse. É basicamente como entrar numa máquina do tempo e voltar, sempre, a ter 10 anos de idade.

 

Como se o amor não bastasse, começar a escrever sobre futebol foi como receber uma máscara de oxigénio do céu e ouvir um anjinho ao fundo, a dizer “mete o raio da tua máscara primeiro, antes de ajudares os outros, pá!”

É por isso que, da minha parte, não podem haver queixas. Após alguns anos afastada do futebol, sem grande explicação, apercebi-me finalmente que vi, aprendi e vivi muito, consegui fazer pessoas felizes como planeei, mas a mim faltava-me ainda qualquer coisa.

Estou mesmo muito grata, Pai Natal. Foi um ano incrível. Contudo, é exatamente por esta razão que te escrevo. Por mim, e por todos os tantos outros cujo batimento cardíaco acelera com o futebol, resolvi enviar uma pequena lista com alguns desejos para o próximo ano. Ora aí vai ela:

  • Mais camisolas e meias quentinhas, porque quando fiz a mala claramente pensei que a Noruega, no inverno, era parecida ao Brasil;
  • Que se deixem de invenções malucas, tipo o cartão do adepto;
  • Que o Belenenses volte a ser o Belenenses;
  • Por falar nisso, que macacadas ridículas como as que aconteceram no jogo do Belenenses SAD contra o SL Benfica não voltem a acontecer;
  • Um amplificador para o baixo, para poder animar as senhorinhas de 80 anos que vivem no meu piso;
  • Que se comecem a despachar com as decisões do VAR, antes que comecemos a ter anúncios infindáveis “à la” Superbowl ou, numa perspetiva mais animadora, antes de começarmos a ver a Beyoncé a entrar no relvado para dar um concerto;
  • Que o vírus pare de dificultar a vida aos treinadores, mas que se mantenha o maior número de substituições;
  • Aquela caixinha básica de Ferrero Rocher que me trazes todos os anos;
  • Que Portugal se qualifique para o Mundial, pelo amor de Deus!
  • Que os jogadores e treinadores portugueses continuem a conquistar o estrangeiro (e eu continue a suspirar com os passes do Cancelo…)
  • Que as equipas portuguesas continuem a fazer um bom trabalho nas competições europeias;
  • Que o Darwin, o Pote e o Luis Díaz continuem a faturar desenfreadamente;
  • Que o Bola na Rede também continue a marcar muitos golos!
  • Se não for pedir muito, um gatinho para me fazer companhia e confirmar que me adaptei perfeitamente ao prédio;
  • Que a final da Liga dos Campeões esteja ao nível da de maio e me faça saltar no sofá que nem louca, outra vez;
  • Uma caixinha de pastéis de nata (sabes bem como são os emigrantes!);
  • Que, por favor, o vírus vá embora e os estádios possam finalmente voltar a estar cheios!

 

Foram muitos anos sem te escrever, mas espero não me ter esticado…

Obrigada, Pai Natal, e faz boas viagens. Beijinho grande!

Um pedido ao Pai Natal das Modalidades de 2021

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Mundo das Modalidades BnR, 24 de dezembro de 2021

Querido, Pai Natal das Modalidades,

Olá, Pai Natal das Modalidades. Aqui estamos nós, a escrever-te. Chegou a altura em que te escrevemos, ou seja, isto significa que foi mais um ano que passou. Mais um ano em que tivemos que viver em contexto pandémico. Mais um ano complicado para TODOS.

Assim, sendo mais um ano «disto», Querido, Pai Natal, queremos, em primeiro lugar, salientar e louvar as pessoas que trabalham diariamente na linha da frente da pandemia da COVID-19. Médicos, enfermeiros, autoridades. Sem eles, tudo estaria pior, é um facto. Por isso, um muito obrigado, não só a eles, mas sim a TODOS, pois TODOS somos importantes para a contenção desta pandemia.

Após esta pequena introdução, começamos, então, a olhar para os nossos pedidos (sim, gostamos de divagar, desculpa, Pai Natal).

Mas bem, no ano passado, escrevemos-te a pedir para que o ano de 2021 fosse melhor que o ano de 2020. Se foi? Penso que podemos dizer que sim. Pelo menos, conseguimos com que alguns eventos no que toca às nossas modalidades fossem recheados pelo amor e pela paixão do público com a maior das seguranças, coisa que em 2020 tinha sido escassa.

Para além da situação do público, também conseguimos com que muitos dos eventos que tinham sido adiados ou cancelados em 2020, fossem realizados em 2021. Nas modalidades, temos o exemplo dos Jogos Olímpicos e Jogos Paralímpicos de Tóquio de 2020, que acabaram por dar oportunidade a milhares de atletas de mostrar o seu trabalho diário e de lutar por medalhas.

Falando em medalhas, nós, Pai Natal, tivemos a melhor prestação de sempre. Quatro medalhas nos Jogos Olímpicos, e a maior participação no que toca a atletas. É motivo de orgulho, certo? Mas não esquecer também que, nos Jogos Paralímpicos, os nossos portugueses também trouxeram para casa duas medalhas. Sim, Pai Natal, continuamos bem representados por esse mundo aí fora.

Pedro Pablo Pichardo trouxe-nos a medalha de ouro no Triplo Salto nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Fonte: Olympics

Voltando ao nosso raciocínio anterior, 2021 foi mais um ano em que albergamos grandes eventos. Olha só, na MotoGP do nosso Miguel Oliveira, tivemos direito a dois Grandes Prémios no Autódromo Internacional do Algarve! A Fórmula 1 também passou por Portimão, sendo o segundo ano consecutivo que recebemos a categoria rainha do automobilismo. Andamos nas bocas do mundo, Querido, Pai Natal, e é por boas razões!

Andamos nas bocas do mundo…e conquistamos o mundo! 3 de Outubro de 2021, “o dia do Futsal português”! Um feito inédito que se traduz num misto de emoções: Ricardinho despede-se da seleção em lágrimas, e Portugal conquista o mundo no Futsal pela primeira vez na história, que jogo fantástico! Obrigado, Querido, Pai Natal, mas em 2022 começa o Europeu de Futsal…era muito pedir mais umas alegrias para Portugal?

Fonte: UEFA
Varela foi o herói da final

E depois, o Basquetebol! Sim, é o que estás a pensar, Querido, Pai Natal…Tivemos pela primeira vez na história um português na NBA! Ainda parece surreal, mas aconteceu mesmo! Neemias Queta entrou na história do desporto luso em 2021 tendo sido selecionado como a 39.ª pick no draft.

Como tal, Querido, Pai Natal, é complicado pedir melhor para o basquetebol português em 2022…Ou, será que não (?)…Apesar do que já foi feito, queremos mais e melhor (e Neemias também). Por isso, porque não dar mais uns minutinhos dentro de campo para o nosso Quetão?

E já agora, Querido, Pai Natal, podes restaurar alguma normalidade na Liga Portuguesa de Basquetebol? Já chega de faltas de comparências, de comunicados, multas, e de casos desnecessários que não beneficiam em nada o nosso basquetebol…

Por fim, Querido, Pai Natal, apenas mais um pedido: Que as nossas queridas modalidades e os respetivos atletas continuem, paulatinamente, a crescer a olhos vistos, com o desejo que 2022 seja mais um ano de vários marcos históricos memoráveis e que nos encham de orgulho. Pode ser? Ah, e que em breve esta pandemia fique resolvida e possamos voltar ao «normal»!

Com votos de saúde e de um Feliz Natal,

A equipa da Secção das Modalidades do Bola na Rede.

Foto de Capa: João Barbosa / Bola na Rede

Artigo redigido por Angelina Barreiro e Diogo Silva

FC Porto 3-0 SL Benfica: Vitinha e Luis Díaz arrasam águias numa primeira parte pesada

A CRÓNICA: PRIMEIRA RONDA DO COMBATE PASSADA COM DISTINÇÃO

Foram 685 jogos desde o último Clássico com público no Estádio do Dragão. Desde 2 de fevereiro de 2020 que não víamos FC Porto e SL Benfica a batalhar na cidade Invicta com adeptos na bancada. E que sede de jogo grande tinham estes adeptos portistas da casa e os benfiquistas que fizeram a viagem desde a capital.

Estádio esgotado (com a prestes a ser extinta zona de cartão de adepto a única exceção), partida a eliminar, e tudo para ser um grande jogo.

E, para matar as saudades dos adeptos que por isto tanto esperaram, a equipa do FC Porto começou exatamente com a mesma, se não mais, vontade dos 45530 que se sentavam (se bem que não creio que tenha havido assim tantos adeptos que se conseguiam manter pregados à cadeira) no Dragão.

Com toda a gente ainda a tentar ambientar-se ao Clássico, os azuis e brancos aproveitaram uma, porventura, menor atenção do adversário para chegar logo à liderança. 30 segundos de jogo, e Evanilson já estava a rematar para o fundo das redes no seguimento de um lançamento lateral para a área com várias carambolas pelo caminho.

Mas um não chegava à motivadíssima equipa da casa, e seis minutos depois foi a vez do jovem Vitinha fazer o gosto ao pé apenas pela segunda vez com a camisola principal do FC Porto ao peito. Helton Leite soca a bola depois de um canto, mas esta cai direitinha nos pés do jovem médio, que sem o guarda-redes na baliza, remata de forma perfeita de forma a evitar qualquer corte. Sete minutos. Dois a zero.

Com o domínio praticamente absoluto da partida, uma superioridade há muito não vista em Clássicos, o FC Porto ainda conseguir chegar ao terceiro numa jogada que vinha claramente estudada.

Luis Díaz faz diagonal da esquerda para a direita, confundindo as marcações quase homem-homem do SL Benfica, e fica apenas com Vertonghen a acompanhar a arrancada. Faz uma simulação já dentro da área e deixa o belga nas covas, colocando depois de forma altruísta em Evanilson que aparecia em velocidade pelo meio. Bis do brasileiro, e o 3-0.

Mas por tudo de bom que o avançado fez na partida, já ao cair do pano da primeira parte, Evanilson, já com um amarelo por rematar a bola para longe, mete o braço no pescoço de João Mário, e Fábio Veríssimo mostra-lhe a segunda cartolina amarela. Deixou assim os dragões a ter que defender com 10 durante os segundos 45′.

Um SL Benfica balanceado para a frente, mas a exagerar nos cruzamentos demasiado constantes, permitiu ao FC Porto conseguir controlar, até certo ponto, as investidas atacantes dos visitantes.

Otamendi tem um golo anulado, mas até foram os azuis e brancos a ter duas claras oportunidades de golo. Taremi cabeceou ao lado depois de nova jogada fenomenal de Luis Díaz, e Zaidu rematou para boa defesa de Helton Leite depois de longa arrancada a partir de trás.

Mas os golos ficaram reservados para a grande primeira parte que o FC Porto realizou. Luis Díaz e Vitinha deram um show brutal, naquela que foi uma das melhores exibições coletivas de um FC Porto orientado por Sérgio Conceição.

A FIGURA

FC Porto SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vitinha – um jogador absolutamente fenomenal. É, a par de Luis Díaz, o melhor jogador da temporada do FC Porto. Tem um toque de bola como poucos, compreensão dos espaços irrepreensível, condução, finalização, mas também entrega defensiva. Uma exibição absolutamente completa do médio, que se refletiu na receção que teve no banco aquando da sua substituição: os colegas foram a seu encontro, e pegaram nele num gigante obrigado.

O FORA DE JOGO

FC Porto SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Defesa do SL Benfica – os visitantes até podiam ter três centrais, mas não foi isso que ajudou a equipa. Controlo de profundidade muito deficiente, marcações homem a homem facilmente desmascaradas pela movimentação dos jogadores da frente do FC Porto.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa de Sérgio Conceição, orientada no banco por Vítor Bruno, manteve-se ao seu fiel 4-4-2, com praticamente os mesmos intervenientes dos últimos meses. Aliás, a única mudança em relação à partida anterior foi mesmo na baliza, com a habitual rotação da Taça de Portugal.

Uma equipa altamente pressionante, a não deixar o adversário jogar. Díaz subia um pouco mais que Otávio para fazer frente à construção a três do SL Benfica. Uribe era o homem mais de equilíbrios, enquanto que Vitinha tinha mais liberdade.

Com bola, a equipa procurava num primeiro momento Vitinha, o médio mais esclarecido no momento atacante, procurando sempre ligar com Luis Díaz. O colombiano era o ponto de foco do ataque portista. Para saltar à pressão do meio-campo, o FC Porto procurava bastante a profundidade com Díaz e Evanilson, com Taremi a manter-se mais entrelinhas para atrair um dos centrais do adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (7)

João Mário (7)

Chancel Mbemba (8)

Fábio Cardoso (8)

Zaidu (7)

Uribe (8)

Vitinha (9)

Otávio (6)

Luis Díaz (9)

Taremi (7)

Evanilson (7)

SUBS UTILIZADOS

Sérgio Oliveira (5)

Wendell (-)

Toni Martínez (-)

João Marcelo (-)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Já o SL Benfica, ao contrário do adversário, mudou ligeiramente o esquema tático no confronto. Passou de um 3-4-3 para um 3-5-2, com Taarabt a render Yaremchuk. Jorge Jesus e João de Deus procuravam reforçar o meio-campo, deixando Rafa e Darwin na frente para as saídas rápidas.

Mas, com bola, pelo menos na primeira parte, às águias não conseguiam sair devido à pressão do adversário, e apostavam em demasia na bola longa para os homens da frente. Esse tipo de jogadas acabou por nunca ter sucesso, com o SL Benfica a passar os primeiros 45′ completamente subjugados ao FC Porto.

Na segunda parte, com um homem a mais, os benfiquistas mudaram para um 4-4-2 atacante. Contudo, os cruzamentos que a equipa bombardeava para a área portista encontrava na maioria um central dos dragões. A falta de oportunidades foi clara, mesmo em superioridade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (3)

André Almeida (4)

Otamendi (5)

Vertonghen (5)

Gilberto (5)

Julian Weigl (5)

João Mário (4)

Taarabt (4)

Grimaldo (6)

Rafa (5)

Darwin Núñez (5)

SUBS UTILIZADOS

Everton (6)

Yaremchuk (5)

Seferovic (5)

Pizzi (5)

Lazaro (4)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Nenhum elemento da equipa técnica do FC Porto compareceu à conferência de imprensa.

SL Benfica

BnR: Mesmo quando estava em situação de superioridade numérica, o SL Benfica apostou, pareceu-me, demasiado no cruzamento que acabava quase sempre em alívio da defesa. Acha que a sua equipa devia ter procurado outras formas para atacar a baliza do adversário, ou isso também foi algo a que foi obrigado pelo FC Porto?

João de Deus: No jogo vais à procura de onde há espaço para fazer dano ao adversário. E se estavamos a encontrar espaço pelos corredores, e principalmente na esquerda. Não é só demérito nosso, também foi algo que o FC Porto esteve muito bem. O que lhe posso dizer é mesmo isso, tu vais à procura de onde há espaço.

FC Vizela 1-0 SC Braga: Mágico Nuno tirou um coelho da cartola

A CRÓNICA: NUNO MOREIRA FEZ UM GOLO À FIFA, ABEL RUIZ E HORTA JOGARAM UFC

Naquele que é o último jogo antes do Natal de ambas as equipas, o FC Vizela recebeu o SC Braga, numa partida a contar para os oitavos de final da prova rainha do futebol português – a Taça de Portugal!

Como normalmente acontece em competições internas extracampeonato, ambos os treinadores promoveram alguma rotação nos seus onzes, em relação aos habituais titulares. Álvaro Pacheco mudou seis peças em relação ao jogo frente ao FC Porto, enquanto Carvalhal mudou quatro homens no Braga, em relação ao onze na receção ao Belenenses SAD.

O jogo começou, desde cedo, muito animado e logo à passagem do minuto oito estava inaugurado o marcador. Nuno Moreira recebe a bola à esquerda, ainda muito longe da baliza, encarou Tormena, ajeitou para dentro e lançou um míssil do meio da rua, fazendo os adeptos vizelenses saltarem dos seus lugares. Um golo do outro mundo do extremo português, o seu primeiro na temporada.

A equipa do Braga reagiu e esteve perto de chegar ao empate por duas vezes. Primeiro André Horta, que depois de uma combinação no corredor central atirou à baliza adversária e de seguida Diogo Leite, na sequência de um canto ao primeiro poste desviado por Lucas Mineiro, ameaçaram a baliza vizelense. O desfecho? Duas enormes defesas de Pedro Silva, mantendo a sua baliza a zeros e a sua equipa na frente.

Ao minuto 26, foi o Vizela quem esteve à beira de aumentar a vantagem. Nuno Moreira (mesmo tendo sido carregado em falta) isola Cassiano e o avançado brasileiro, já depois de ter passado por Matheus viu o seu golo negado por um corte “in extremis” de Tormena. O jogo parou e o VAR avisou Nuno Almeida que a carga sobre Nuno Moreira poderia ser merecedora de expulsão. O árbitro da AF Algarve foi ao monitor e decidiu anular a decisão anterior (cartão amarelo) e mostrou a cartolina vermelha a Abel Ruiz, autor da falta fora de tempo.

Até ao intervalo, o Vizela teve mais bola e as oportunidades não existiram.

A segunda parte iniciou-se bem mais calma que a primeira e tivemos de esperar 20 minutos para vermos a primeira oportunidade digna desse nome. Excelente combinação entre os manos Horta, do lado do Braga, batendo o meio-campo vizelense, bola para Moura à esquerda que cruza atrasado para André Horta e este dominou e atirou por cima da baliza da casa.

O Braga ia tentando chegar ao golo do empate, mas foram os da casa que estiveram mais perto de aumentar a vantagem. Recuperação de bola a meio-campo, com o Braga desorganizado, boa jogada do Vizela que termina com um cruzamento açucarado de Kiko Bondoso, mas Cassiano chega atrasado, já em carrinho e não consegue o golo.

Já em cima do minuto noventa, André Horta viu também o cartão vermelho, depois de uma entrada muito perigosa sobre Kiko Bondoso, deixando assim a equipa do Braga reduzida a 9 unidades para os últimos minutos de jogo. Apito final, 1-0 para o Vizela, que está na primeira vez na sua história nos quartos de final da Taça de Portugal.

 

A FIGURA

Nuno Moreira – Marcavam apenas oito minutos no cronómetro quando aconteceu o momento do jogo. Nuno Moreira colocou a bola onde mora a coruja, candidatando-se ao melhor golo da competição. Na segunda parte tentou repetir o feito, mas a bola passou um pouco ao lado. Aproveitou muito bem a oportunidade com um grande golo.

 

O FORA DE JOGO

Jan Vertonghen Abel Ruiz
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Abel Ruiz – Com uma entrada imprudente e fora de tempo, colocou o Braga a jogar com dez logo ao minuto 26. Até lá, não tinha estado muito em jogo. Fica apenas marcado pela negativa.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O Vizela, fiel aos seus princípios, manteve o 4-3-3, que em processo defensivo é um 4-1-4-1. Kiki voltou ao onze, depois de ter sido relegado para o banco nos últimos jogos. Os médios foram Marcos Paulo, Samu e Mendez, que substituiu Zag, mas os princípios mantiveram-se os mesmos. Equilibrados, contam sempre mais os posicionamentos e os comportamentos a nível coletivo do que individual, havendo rotação de quem é o médio mais de contenção da equipa.

Cassiano muito mais em apoio e Nuno Moreira mais à profundidade. Kiko pediu entrelinhas, mas não foi muito solicitado. Com as alterações a equipa foi perdendo qualidade, mas foi tendo bola e não permitiu muito perigo ao adversário

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Silva (8)

Bruno Wilson (6)

Aidara (6)

Kiki (6)

Igor Julião (6)

Samu (7)

Marcos Paulo (7)

Kiko (7)

Mendez (6)

Nuno Moreira (9)

Cassiano (7)

SUBS UTILIZADOS

Koffi (5)

Zag (5)

Cann (5)

Zohi (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga atuou no seu habitual 5-2-3, que vai variando para um 4-2-3-1. Diogo Leite, homem mais à esquerda da linha de 3 centrais, aparece por vezes como lateral, partindo o ala Francisco Moura para zonas mais ofensivas e André Horta para mais junto do avançado.

A partir da expulsão a equipa bracarense foi mais disciplinada e manteve-se mais com a linha de 3 centrais até ao intervalo. Para o recomeço do jogo, Carvalhal lançou Bruno Rodrigues, Musrati e Mário Gonzalez, passando de forma quase permanente para uma defesa a 4, com Musrati e André Horta a tomare conta do miolo, Moura e Horta entrelinhas e Mário González mais como referência ofensiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Yan Couto (7)

Tormena (6)

Diogo Leite (5)

Raul (4)

Moura (6)

Horta (5)

Mineiro (5)

Piazon (5)

Abel Ruiz (2)

Ricardo Horta (7)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Rodrigues (5)

Musrati (6)

Mario González (6)

Rogér (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Vizela

BnR: O Vizela trocou seis homens em relação ao jogo com o Porto e a ideia de jogo continuou bem vincada e os jogadores deram uma boa resposta. Como se trabalha estes jogadores que não jogam tanto e não têm tanto ritmo de jogo para eles chegarem aqui e darem uma resposta tão boa?

Álvaro Pacheco: É o treino, os jogadores vão se identificando com a ideia individual e coletiva que temos. O segredo é mesmo esse, todos treinarem e todos quererem ser melhores mediante sempre daquilo que é a nossa ideia de jogo. Eles querem muito e treinam para estes momentos chegarem e, felizmente eles agarraram a oportunidade.

 

SC Braga

BnR: Hoje vimos um lado esquerdo do Braga um pouco descoordenado, com Diogo Leite e Francisco Moura a não atinarem nas combinações. Na segunda parte o Leite passou a ter uma função diferente, funcionando mais como um lateral. O que procurou tirar dessa alteração e o que é que não correu bem?

Carlos Carvalhal: Até atacamos mais pelo lado esquerdo, mas pelo lado direito fomos muito mais perigosos. Temos tido muitas mutações no lado esquerdo da defesa, ainda há pouco tempo o nosso lado esquerdo era o Sequeira e o Galeno, é normal a química não ser a melhor, mas a tendência é para melhorar. Na segunda parte, com a saída do Diogo e o Moura a passar para trás melhoramos mas não chegou. Temos muita juventude e eles estão a crescer.

Balanço da primeira volta do Campeonato | Futsal

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Terminada a primeira volta do Campeonato Nacional de Futsal, chegou a altura de fazermos o balanço das primeiras 13 jornadas da contenda e conhecermos as oito equipas que avançam para a final-eight da Taça da Liga.

Numa análise global à tabela classificativa, realça-se que, sem grandes surpresas, Sporting CP e SL Benfica ocupam as duas primeiras posições. Os dois rivais de Lisboa continuam a dominar a modalidade e estão uns degraus acima do restante “pelotão”. A grande novidade desta edição é o facto de as duas equipas já terem conhecido o sabor da derrota em três ocasiões – uma derrota para o Sporting e duas para o Benfica – aquando da entrada na segunda volta do Campeonato, algo que não acontecia desde a temporada 2014/15.

Waltinho celebra o quarto golo da sua equipa, diante do rival SL Benfica
Fonte: Sporting CP

Um dos fatores que explica esse hipotético decréscimo exibicional nas primeiras partidas desta temporada, prende-se com o Campeonato do Mundo. Tanto os “leões” como as “águias” começaram a preparar a época sem os internacionais que representaram as suas seleções na Lituânia.

A completar o pódio, encontra-se a AD Fundão, a grande surpresa desta primeira volta. Recorde-se que, a equipa da Beira Baixa, liderou o Campeonato até à 9.ª Jornada e venceu Sporting e SC Braga em sua casa. Sob a batuta de Mário Freitas, Thalles e restante plantel, a equipa de Nuno Couto soma 25 pontos.

A AD Fundão venceu, em sua casa, o Campeão Europeu Sporting CP
Fonte: FPF

Relativamente aos oito primeiros e à participação na próxima Taça da Liga, o lote de equipas é fechado com: CRC Quinta dos Lombos, FC Azeméis, Eléctrico FC, SC Braga e CR Candoso.

E é precisamente em Guimarães que milita mais uma equipa surpresa desta Liga. Se as restantes sete equipas repetem a participação nos oito primeiros lugares, o Candoso é a grande novidade e vai disputar, pela primeira vez na sua história, a Taça da Liga de Futsal. Este feito é ainda mais surpreendente se recuarmos até à última edição da Liga, quando o Candoso esteve a lutar pela manutenção até à última jornada e terminou em igualdade pontual com o ADCR Caxinas, a primeira equipa abaixo da “linha de água”.

Voltando ao presente, a grande novidade desta edição do Campeonato Nacional de Futsal prende-se com o facto de descerem quatro equipas, devido à redução implementada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Ora, se olharmos à tabela, estas quatro posições são ocupadas por: Portimonense SC, AD Modicus, SCU Torreense e GCR Nun’Álvares. Se as duas últimas estão em estreia absoluta no escalão máximo do Futsal nacional, o mesmo não se pode dizer das formações de Portimão e de Sandim. Surpreendentemente – ou não – Portimonense e Modicus estão em posição de descida, depois de terem terminado a última temporada nos Quartos de Final.

Fora da zona de descida e da zona de play-off, estão Viseu 2001 ADSC e CR Leões de Porto Salvo, duas equipas que atingiram esta fase na última temporada e que, ainda assim, estão na luta e em posição para lograr novo feito. Recorde-se que a formação chegou às meias-finais, caindo diante do campeão Sporting.

Em jeito de conclusão e apesar do nosso Campeonato estar concentrado e segregado a apenas duas equipas, a competitividade tem aumentado e as restantes começam a revelar progressos competitivos, quer ao nível da organização, quer da preparação. E nisso, o Futsal sai a ganhar… e todos nós.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo redigido por Tiago Alexandre

5 grandes voos da Águia no Dragão | SL Benfica

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Em dia de clássico, recorda estes 5 grandes voos encarnados no reduto portista!

Os sete golos do amasso aos insulares maritimistas dão folga mental para encarar o duplo-confronto com o rival com outros preparos, menos obsessivos mas não desleixados.

A história dos confrontos a Norte do Mondego, na Constituição, nas Antas ou no Dragão, não dão benesse aos benfiquistas: são 17 vitórias em… 114 jogos, com um registo de golos acima do paupérrimo e abaixo do medíocre – 120 marcados contra 220 sofridos.

É, pela força dos números, o campo mais traumático para o SL Benfica – e desengane-se quem pensa que é fenómeno recente e que se originou com o salto competitivo que os portistas deram desde a entrada de Pinto de Costa.

O primeiro jogo (oficial, a contar para uma das principais e sobreviventes competições nacionais) entre ambos na cidade do Porto deu-se a 26 de Junho de 1932, no Campo do Ameal (já que era maior e mais moderno que o da Constituição).


Eram as meias-finais do Campeonato de Portugal – ainda não era Taça de – e o FC Porto, que já houvera vencido a primeira-mão na capital, esmagou os encarnados por 3-0.

O choque deve ter sido tão grande que o SL Benfica tentou lá triunfar durante… dez anos. E só em 1942-43 conseguiu pela primeira vez vencer no território dos dragões , como veremos de seguida.

Na década de 40 mais duas vitórias: 45/56 por 0-2 e 49/50, num 1-0 que significou passo acertado na luta pelo título contra o Sporting dos Violinos. Mas vejamos: na década seguinte, quantas vitórias? Zero.

O SL Benfica só venceria novamente em… 1963 (como também esmiuçaremos a seguir) – depois dos primeiros dez anos a seco, agora 13. E nem a equipaça gloriosa que chegou a cinco finais europeias mudou o legado das deslocações periclitantes a Norte – só mais uma vitória nos anos 60, já no virar da esquina dos 70 (um 1-2 puxadinho a ferros).

5 grandes voos SL Benfica FC Porto
Darwin será uma grande ameaça às redes azuis e brancas
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

É nos setes que o SL Benfica arrebata importante e triunfal série vitoriosa a Norte (e a única da sua história), com seis vitórias nas Antas em dez anos – e com sequências inolvidáveis (que claro está, aprofundaremos no terceiro jogo da lista) e superioridades que prometiam a partir daí um equilibrio mais a condizer com o estatuto dos dois clubes.

Errado. Pinto da Costa e Pedroto saíram vitoriosos das politiquices contra Américo de Sá do Verão Quente e como dupla exigiram para o FC Porto metade do gigantesco domínio que os encarnados tinham a nível nacional.

Portanto, na década dos oitos, o SL Benfica só lá ganhou uma vez, em 1982-83 que já era 1983-84 (sim, é o quarto jogo enunciado) e teria que esperar oito anos para lá ir silenciar a plateia (o quinto).

De 1991 a 2005 vão quantos anos? Os que forem são quanto durou a próxima seca encarnada – terminada com o bis de Nuno Gomes na luta holandesa dos bancos (Koeman levou a melhor com vitória nas duas voltas a Co Adriaanse).

E a próxima seca durou quanto? Seis anos, até 2011, quando Jesus foi vencer a primeira mão da Taça de Portugal. Na última década o SL Benfica inverteu a tendência de uma vitória a cada dez anos e venceu, além dessa da Taça, mais três vezes.

Em 2013-14 (nos penáltis), 2014-15 e 2018-19, na gloriosa, saborosa, talentosa e imaculada aula tática de Bruno Lage a Sérgio Conceição.

Nos últimos cinco jogos a Norte? O SL Benfica só perdeu um. Não há, portanto, especiais más memórias recentes – também não as há boas, a última já foi há dois anos e muito mudou desde aí.

Haverá estofo para duas vitórias numa semana? Seria a primeiríssima vez e um recorde institucional.

Bota de Ouro | Os 5 principais candidatos em 2021/22

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Com a temporada 2021/2022 em bom andamento e praticamente a meio caminho, já podemos começar a especular sobre os possíveis vencedores dos prémios individuais da presente época, face às prestações que temos vindo a assistir nas várias ligas europeias até ao momento.

Um desses prémios é a tão aclamada Bota de Ouro, que premeia o melhor marcador das ligas europeias e é, sem dúvida, um dos mais ambicionados e prestigiados troféus a nível individual.

Posto isto, nesta lista iremos analisar os jogadores que mais capacidade têm demonstrado de conquistar o respetivo galardão, consoante as prestações até ao momento. Será alguém capaz de destronar Robert Lewandowski, o atual detentor da distinção, ou será que o prémio voltará a uma casa que bem conhece?

 

*De notar que, para este prémio, apenas contam os golos marcados nos respetivos campeonatos, excluindo-se assim outras provas da UEFA.

FC Porto x SL Benfica: Primeiro Assalto

ANTEVISÃO: SEM TIMONEIROS, AVANÇAM OS FIÉIS ESCUDEIROS

Este primeiro assalto, no Estádio do Dragão, entre FC Porto e SL Benfica tem características muito distintas do que ocorrerá na próxima semana.

É O PRIMEIRO ROUND DE UM CLÁSSICO QUE PROMETE MUITO! SEM GRANDES OPÇÕES: GANHAR OU FICAR DE FORA DA TAÇA! QUEM VAI VENCER O ENCONTRO? APOSTA JÁ NA BWIN!

Primeiro porque, sendo uma eliminatória de Taça, terá sempre que existir um vencedor e um vencido e depois porque se irá dar a particularidade de que nem águias nem dragões poderão contar com os seus treinadores principais no banco de suplentes.

Portanto, antes de entrar no jogo propriamente dito, deixo uma nota opinativa sobre este caso. É inaceitável que o Conselho de Disciplina da FPF passe meses a fio sem se pronunciar e que apenas agora anuncie o castigo dos dois treinadores.

Estamos a falar de declarações que transitam da época passada e a decisão tardia, numa altura em que as equipas se vão defrontar uma à outra, só pode ser resultado de incompetência ou má fé.

Quanto à partida de logo à noite, e apesar da ausência dos dois timoneiros, estão reunidas todas as condições para um grande jogo de futebol. As equipas chegam a esta altura da época praticamente na máxima força (Lucas Veríssimo e Pepe são as exceções) e vão defrontar-se na sequência de boas séries de vitórias e exibições convincentes.

A juntar a isto, a impossibilidade de empate confere ao jogo uma dose extra de imprevisibilidade e aumenta o entusiasmo em redor da partida.

Apesar de a ausência de Sérgio Conceição e Jorge Jesus dos bancos de suplentes não ser, de todo, uma boa notícia, não deixará de ser um fator de interesse perceber como é que Vítor Bruno e João de Deus vão lidar com a pressão de um jogo deste calibre e analisar qual dos dois fiéis escudeiros será mais capaz de transmitir as ideias dos treinadores para dentro do relvado.

À priori, não são esperadas grandes novidades nas equipas. No FC Porto, Marchesín deve assumir o lugar de Diogo Costa, mas, de resto, o FC Porto deverá avançar com os jogadores que entraram em campo na vitória sobre o Vizela no fim-de-semana.

No SL Benfica, o mais provável será a repetição integral do onze que goleou o Marítimo, com Vlachodimos a escapar à rotação na baliza.

Os dados estão lançados, as estrelas estão (quase) todas disponíveis. Venha daí o grande jogo.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. No total de confrontos ente FC Porto e SL Benfica, contam-se 97 vitórias portistas, 88 vitórias benfiquistas e, ainda, 62 empates;
  2. Nos jogos disputados entre ambas as equipas, marcaram-se, até ao momento, 742 golos. O FCP marcou 358 e o SLB apontou 384;
  3. Este será o 37.º jogo entre FC Porto e SL Benfica a contar para a Taça de Portugal;
  4. Histórico na prova rainha claramente favorável às águias: 21 vitórias contra 11 dos portistas;
  5. No entanto, em confrontos disputados na casa azul e branca, o FC Porto leva vantagem (7 vitórias contra 3);
  6. O último jogo entre ambas as equipas, disputado no Estádio do Dragão, resultou num empate a uma bola (1-1). Grimaldo e Marega foram os autores dos golos;
  7. O último encontro entre ambas as equipas a contar para a Taça de Portugal foi na final da prova em 2020, com a vitória a sorrir aos dragões (2-1);
  8. É o 7.º jogo de Vítor Bruno à frente da equipa do FC Porto, depois de ter vencido os 6 anteriores;
  9. João de Deus conta com 3 triunfos no papel de treinador principal do Benfica;
  10. Jorge Jesus foi treinador de Sérgio Conceição na época de 95/96, quando este último esteve emprestado pelo FC Porto ao Felgueiras;
  11. No duelo particular entre Jesus e Conceição, o treinador das águias leva ligeira vantagem. 7 vitórias contra 5. Aconteceram, ainda, 6 empates;

JOGADORES A TER EM CONTA

Luis Díaz FC Porto SL Benfica Primeiro Assalto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz (FC Porto) – É incontornável apontar Luís Díaz como o jogador a ter em conta do lado do FC Porto. Tem sido o abono de família dos dragões e o único com níveis de eficácia de remate acima da média. É, muito provavelmente, o jogador em melhor forma em Portugal e corre a alta velocidade pelo prémio de melhor jogador da época.

Rafa Silva SL Benfica FC Porto Primeiro Assalto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafa (SL Benfica) – Só não é absolutamente incontestável que Luís Díaz é, neste momento, o melhor jogador do nosso futebol porque Rafa, internacional português, tem-nos brindado, este ano, com a sua melhor versão de sempre. À velocidade e técnica está a ser capaz de juntar um invulgar acerto no momento da decisão.

XI’S PROVÁVEIS

FC Porto (4x4x2): Marchesín, João Mário, Fábio Cardoso, Mbemba, Zaidu; Uribe, Vitinha, Otávio, Luis Díaz; Taremi e Evanilson.

Treinador: Vítor Bruno

Nenhum elemento da equipa técnica do FC Porto compareceu à conferência de imprensa de antevisão da partida.

RAFC (4x3x3): Vlachodimos; André Almeida, Otamendi, Vertonghen; Gilberto, Weigl, João Mário, Grimaldo; Rafa, Darwin e Yaremchuk.

Treinador: João de Deus

“Nós estamos preparados para tudo o que possa acontecer amanhã. Jesus vai ao mais pequeno detalhe e faz com que os jogadores estejam mais confortáveis para dar respostas ao que é preciso. Aquilo que tentaremos fazer, de forma quase indireta, é colocar em prática o que fomos trabalhando ao longo da semana.”

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-1 SL BENFICA

Sporting CP | Se Isto é um Pedido

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Carta ao Pai Natal – Sporting CP

 

Pai Natal
Edifício Rena Verde Feliz, nº1
0002-021, Lapónia

Vizela, 24 de dezembro de 2021

Querido amigo (ficcional),

Desculpa a autenticidade voraz, antes de qualquer avanço ou ultrapassagem no diálogo. Pai Natal, o senhor, mais do que qualquer outra alma guarnecida pela imaginação, sabe que o autor desta carta deixou os pedidos bem lá atrás e já não os utiliza faz muito tempo.

Senhor Pai Natal, se alguém lhe disse o que estou prestes a grafar, prima a tecla um e ignore a mensagem: a sua generosidade não tem limites, a conceptualização da dádiva está representada pela sua pessoa.

Nunca ouvi ninguém dizer, ou escrever, que o ia presentear numa determinada circunstância como forma de agradecimento pelos Natais “safados” das paranoias familiares ou extraconjugais.

Mas o assunto desta carta assume outra dimensão. E convém realizar o teletransporte para esse cosmos clubístico porque me faltam as analogias e companhia.

Em nome da entidade – Bola na Rede – foi solicitada a redação e o estabelecer do contacto com a pessoa que alista os milhões de pedidos, por ano, e os concebe de modo quase miraculoso.

Não me venham dizer que as crianças preenchem, na totalidade, o conjunto descrito porque os adolescentes, fruto da sua vileza e inconstância permanente, manufaturam birras como quem devora Ferrero Rocher.

Incumbiram-me de falar do Sporting CP. Foi isso que vim aqui fazer, embora não estivesse 100% consciente de estar a contribuir para o bem-estar do clube. São duas épocas natalícias consecutivas em quase todas as frentes de competição.

Os adeptos parecem, finalmente, remar para o mesmo lado. Os ventos têm favorecido. Os onze iniciais, citando o treinador, respiram solidariedade e solidez. Os Backstages oferecem uma representação daquele que é o espírito vivido diariamente. Ainda me estou a habituar a tudo isto…

Pelas razões enumeradas anteriormente, não considero justo pedir reforços este Natal. A polivalência do plantel do Sporting CP é um fator surpreendentemente positivo. Com isto, não quero dizer que a invencibilidade esteja ao nosso alcance ou que será fácil alcançar tal patamar.

Mas com o Matheus Nunes – posição oito – a cumprir na correria que o flanco direito exige, ganhamos alguma vantagem. Ou com a tranquilidade do Matheus Reis a desempenhar o eixo central no setor defensivo.

Sei no que estás a pensar… e era precisamente essa a segunda parte desta longa mensagem: estás a sussurrar aos teus braços direitos que mingua, no Sporting CP, um verdadeiro ponta de lança – daqueles que significam golo, um nove puro – e um estratega ofensivo, um antigo António Oliveira, uma batuta, um dez impoluto. É verdade! Nisso estamos plenamente de acordo…

Consta-se, pelas internets e tal, que o Messi está descontente no PSG. Sejamos francos, o Ronaldo é peça a mais num Manchester completamente “desFergunsoncisado”. O Kevin De Bruyne disse a uma pessoa próxima que estava cansado de ganhar campeonatos no Manchester City.

O Lewandowski, se não estou equivocado, também mostrou cansaço no momento de regressar ao Bayern e vencer, de novo, todas as competições. O Rúben Dias disse que queria voltar ao SL Benfica, mas o jornalista percebeu mal: o central afirmou ter a pretensão de defrontar, mais vezes numa época, as águias.

O Pedri é capaz de perder-se no FC Barcelona, com ou sem Xavi no comando – opinião unânime oriunda do café Latitude. O Sané ficou encantado, aquando da estadia em Lisboa para a Champions League, com uma moradia nas costas da casa do Paulinho.

O Trent Alexander- Arnold descobriu o Whatsapp do Pedro Porro e conversam até às tantas da madrugada. O Benzema adora campeonatos com pouca competitividade e diz que só lhe falta experimentar o português.

Quanto ao Salah, prometeu vir para jogar apenas na Liga dos Campeões e ajudar a derrubar Pep Guardiola.

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Pai Natal, isto não é um pedido, nem tão pouco uma ordem. É uma daquelas conversas de filme a relembrar a Máfia. Espero que, ao leres esta mensagem, tenhas em mente a expressão do Don Corleone ou do Tony Soprano.

Assim me despeço de ti, de 2021 e de uma série de pensamentos que tenho tido. Se não trouxeres nada para o meu Sporting CP, não lhe faltes com saúde e estabilidade.

Com os melhores cumprimentos,

 

 

 

P.S: Inseri a assinatura pessoal para não considerares uma brincadeira!