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Arsenal FC 1-1 Chelsea FC (4-1 g.p): Gunners competentes e persistentes vencem Supertaça

Cabeçalho Liga Inglesa

O pontapé de saída das competições oficiais de Inglaterra dava-se neste domingo, com a realização do jogo da Community Shield, a Supertaça inglesa. Frente a frente, o Arsenal de Wenger, vencedor da FA Cup, e o Chelsea de Conte, campeão inglês, tentavam arrebatar o primeiro troféu na nova época.

No que diz respeito aos onzes iniciais, os dois treinadores optaram por manter as formações idênticas às utilizadas na passada época, o “famoso” 3-4-3, apenas com Arsène Wenger a colocar de início um elemento de peso: Alexandre Lacazette, contratado este Verão ao Ol. Lyon, assumiu a responsabilidade de marcar golos a Courtois.

Perante um espetacular ambiente criado pelos adeptos presentes no Wembley, o jogo começou a um bom ritmo, com o Arsenal a entrar melhor na partida e a ter alguns ataques perigosos, mas sem surgir o primeiro golo, sendo que o Chelsea teve algumas dificuldades em entrar na discussão do jogo nos primeiros 20 minutos do encontro. Aos 23’, Lacazette podia ter feito o 1-0, mas o seu remate embateu no poste da baliza do Chelsea. No minuto 28, o Arsenal sofreu um duro revés: Mertesacker saiu lesionado e entrou Sead Kolasinac. O primeiro remate com algum perigo do Chelsea surgiu aos 34’, por intermédio de Pedro Rodríguez, mas Cech defendeu facilmente. A partida ia tendo poucas oportunidades dignas de registo, apesar de estar a ser jogada a um bom ritmo. O intervalo chegaria com um 0-0 no marcador, que justificava pela falta de inspiração dos elementos mais avançados das duas equipas em campo. Esperava-se por melhorias em ambos os lados nos segundos 45 minutos.

As duas equipas chegaram ao intervalo empatadas a zero, mas com o Arsenal melhor na 1.ª parte Fonte: The Telegraph
As duas equipas chegaram ao intervalo empatadas a zero, mas com o Arsenal melhor na 1.ª parte
Fonte: The Telegraph

A 2.ª parte começou sem alterações, mas o Chelsea entrou melhor e adiantou-se logo no marcador: aos 46’, após um canto e insistência do Chelsea, Victor Moses fez o 0-1 para os Blues. O golo certamente ajudaria o campeão inglês a estabilizar o seu jogo, depois duma má exibição na 1.ª parte. O Arsenal agora via-se obrigado a ter de ir atrás do prejuízo, apesar de ter dominado nos primeiros 45 minutos. Aos 58’, Elneny quase repôs a igualdade com um cruzamento venenoso, mas Courtois respondeu à altura.

O Chelsea nesta altura aproveitava os contra-ataques rápidos para afastar a bola da sua área e levar perigo à baliza de Cech. Aos 66’, Wenger fez entrar Walcott e Giroud para os lugares de Iwobi e Lacazette respetivamente, com o objetivo de chegar ao 1-1. No minuto 73, Morata estreou-se pelo Chelsea, ao entrar para o lugar Batshuayi. Xhaka, aos 75’, num remate fora de área, obrigou Courtois a aplicar-se para manter a vantagem da sua equipa. Para os último 10 minutos, o Chelsea ficou reduzido a 10 elementos: aos 80’, Pedro Rodríguez foi expulso, após entrada dura sobre Elneny. Na marcação do livre, o Arsenal fez o 1-1 – Kolasinac cabeceou para o fundo das redes de Courtois. Começava-se a antever que seria necessário ir ao desempate por grandes penalidades para encontrar o vencedor da Supertaça, o que se confirmaria: 1-1 foi o resultado final nos 90’.

No desempate por grandes penalidades, o principal fator de desequilíbrio é a competência, e nesse capítulo o Arsenal sobressaiu e conquistou a Supertaça, sendo que Cech defendeu dois penaltys. A persistência e competência foram as palavras-chave para explicar a vitória dos Gunners.

Foto de Capa: Arsenal FC

SC Covilhã 1-2 Sporting CP B: Jovens leoninos vencem num jogo dividido

Cabeçalho Futebol NacionalNuma manhã típica de Verão, arrancou hoje na Covilhã a Segunda Liga 2017/2018. Um jogo que opunha dois Sporting, o de Portugal, equipa B, e o da Covilhã, marcado por regressos de parte a parte. Ponde, capitão de equipa do Sporting “B” jogou por empréstimo na época passada no Sporting da Covilhã, e Bilel, jogador do Sporting da Covilhã, jogou no Sporting na época passada. As duas equipas encontraram um relvado muito fustigado pelas altas temperaturas que se têm vindo a sentir neste Verão, o que em nada contribuiu para o futebol praticado por ambas as equipas.

Uma primeira parte bastante dividida a meio campo, com um pequeno domínio para os serranos que demonstraram estar mais entrosados que o Sporting, trocando melhor a bola. Uma típica primeira parte de início de época, o que não proporcionou às pessoas que assistiam a este jogo muitas ocasiões de perigo, exceptuando duas ocasiões de perigo por parte de Seidi e Fatal que não concretizaram, deixando assim ir o jogo para intervalo com um nulo no marcador.

A segunda parte arrancou com mais do mesmo. Um jogo muito disputado a meio campo com o Sporting da Covilhã sempre mais perto da baliza do Sporting, tendo uma clara oportunidade de golo a abrir a segunda parte, novamente por Seidi, que não finalizou da melhor maneira. O golo do Sporting da Covilhã havia de chegar aos 60 minutos, pelos pés de Bilel, com um excelente remate à entrada da área que só acabou dentro da baliza. Estava assim aberto o activo no Complexo Desportivo da Covilhã e finalmente quebrava-se o gelo no jogo. A partir daqui esperava-se um jogo mais aberto do que havia sido até então. Após o golo, o Covilhã optou por fechar-se atrás no seu meio campo e dar a liberdade de construção e criatividade ao Sporting, e só então se viram alguns rasgos de qualidade da equipa leonina. A primeira resposta ao golo do Sporting da Covilhã surgiu aos 70 minutos, por Rafael Leão com um excelente lance individual pela direita, mas que não obteve a melhor resposta no desfecho.

Fonte: Jornal do Fundão
Fonte: Jornal do Fundão

O Sporting não desistia e seis minutos mais tarde outra vez Rafael Leão fazia um remate à baliza do Sporting da Covilhã para uma defesa incompleta do guarda-redes Igor Rodrigues, com Ponde ainda a tentar a emenda, mas a falhar o alvo. Outra oportunidade registou-se aos 80 minutos com Miguel Luís a cabecear na pequena área falhando um golo cantado. O Sporting da Covilhã ainda tentou no contra-ataque ampliar a vantagem, com um remate de Hudson aos 84 minutos para uma excelente defesa de Stojkovic, mas a partir daqui só deu Sporting e o Sporting da Covilhã começou a acusar o cansaço e várias falhas de concentração.

O golo do empate acabaria por surgir aos 87 minutos, após um livre marcado por Jovane, encontrando Pedro Delgado que respondeu da melhor maneira com um cabeceamento que só parou na baliza do Sporting da Covilhã. Estava assim restabelecida a igualdade na Covilhã, talvez o resultado mais justo para este encontro, mas o futebol nem sempre é justo, e por isso o Sporting ainda conseguiu os três pontos com um golo tardio de Miguel Luís, aos 92 minutos, a rematar à baliza após vários ressaltos e a selar a vitória para os leoninos. As substituições feitas por Luís Martins fizeram a diferença no jogo da equipa e foram cruciais para o desfecho final.

Quem tenta quebrar o penta?

Cabeçalho Futebol NacionalEstá prestes a iniciar-se a nova época desportiva em Portugal. Já no próximo fim-de-semana terão inicio os campeonatos profissionais, numa jornada que se prolongará por vários dias, até meio da semana seguinte. Finda uma pré-temporada que não correu propriamente de feição ao Benfica, os lisboetas partirão de qualquer forma como favoritos na reconquista do título de campeão nacional. Apesar da venda de algumas das figuras mais importantes da equipa nas épocas precedentes (Ederson, Nélson Semedo e Lindelof), os encarnados mantêm a base da equipa e o treinador, pelo que partirão com a “vantagem” concedida pela estabilidade, e pelo título que ostentam. Antes do campeonato, a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira trouxe para os benfiquistas uma injeção importante de moral para o ataque à Primeira Liga.

Mais a norte, o FC Porto manteve também a base da equipa que na época anterior lutou até ao fim pelo título de campeão, apesar de duas transferências sonantes, que foram as saídas de André Silva e Rúben Neves. A esta base acrescentou qualidade de jogadores regressados, com principal destaque para Ricardo Pereira e Aboubakar, que conquistaram conquistar um lugar no onze inicial. A mudança de treinador parece ter feito a qualidade e intensidade de jogo da equipa ter subido vários patamares, onde os bons resultados e exibições conseguidos na pré-temporada têm entusiasmado os adeptos portistas e reforçado a sua esperança na recuperação do título de campeão.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Voltando a Lisboa, o Sporting não conseguiu ainda encontrar uma constância exibicional nesta pré-época, intercalando exibições de muita qualidade com outras que ficaram bastantes furos abaixo do esperado, bem como muitos golos sofridos. Até ao momento, a equipa de Jorge Jesus conseguiu também manter a sua base dos jogadores mais importantes, reforçando a qualidade do plantel com nomes como Bruno Fernandes, Acuña, Doumbia, ou os defesas Coentrão, Mathieu e Piccini. Como ponto positivo tem o facto da manutenção dessa base de jogadores importantes e do treinador, mas no entanto o setor defensivo é praticamente novo e poderá demorar algum tempo até atingir o nível que lhe é exigido. O número de jogadores novos no plantel será também um fator que poderá “atrasar” a equipa no atingir do patamar que os adeptos desejam. No entanto, com a qualidade do plantel, estes poderão esperar um Sporting novamente mais forte na luta pelo título.

“Diz-me com quem jogas e eu dir-te-tei como jogarás”

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sporting cp cabeçalho 1Em ano de all-in desportivo e de uma aposta forte na equipa de futebol do clube leonino, o sentimento em Alvalade é de esperança e expetativa. Os nomes de Fábio Coentrão, Bruno Fernandes, Mathieu e companhia reforçaram essas mesmas expetativas, mas também trouxeram dúvidas. Obviamente a questão dos laterais – além da dúvida quanto à forma física de Coentrão e do reforço francês no decorrer da temporada – é neste momento um problema, pelo menos em termos de alternativas, e é do conhecimento público a importância que essa posição têm na defesa de Jorge Jesus, principalmente pela profundidade que o treinador português quer que forneçam à equipa, até pela compensação que podem dar com o jogo interior dos alas (outro aspeto muito prezado por Jesus).

No entanto, acaba por ser uma questão que tem que ser – e acredito que será – resolvida unicamente com a contratação de reforços, e não vai ser o nome (a não ser que se chame Daniel Alves) em questão que irá trazer mudanças (significativas) para o estilo de jogo da equipa leonina. Mas a zona “pensante” da equipa, onde estão as chaves do jogo, é no meio-campo, que é também o aspeto onde acredito que hajam mais dúvidas neste momento. Num esquema montado nos últimos três, quatro anos por William Carvalho como âncora e Adrien Silva como o box-to-box, o Sporting soube viver e crescer em torno do estilo de ambos, sem que ninguém ousasse sequer ameaçar a titularidade de algum deles.

No entanto, a chegada de Bruno Fernandes veio ameaçar recriar o ADN do meio-campo da equipa verde-e-branca. Se a loucura do mercado não passar pela zona da Segunda Circular e se tanto Adrien como William se mantiverem, é com uma enorme curiosidade que aguardo pelo esquema tático que Jesus irá apresentar nos próximos dias, com o campeonato e o play-off da Champions à porta.

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Bruno Fernandes traz virtuosismo e uma capacidade de passe que mais ninguém tem no plantel. Adrien, por outro lado, traz segurança e uma capacidade física que lhe permite jogar como único médio à frente do pivot. Já equacionei a possibilidade de Bruno Fernandes descair para uma das alas, mas não só o jogo lhe ia pedir coisas que o próprio não saberia dar (não por falta de qualidade, mas por estar vocacionado para outras tarefas), como também duvido que Acuña não fosse titular na ala-esquerda. A presença de três médios (William, Adrien e Bruno) seria uma possível solução, mas não imagino Jesus a prescindir do segundo avançado, ou seja, de um jogador que lhe possa fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque (e com mais capacidade ofensiva que qualquer um dos médios, como Alan ou Podence).

É, portanto, nesta mescla de possíveis cenários que me interrogo sobre a versão Sporting 2017/2018, pois qualquer mudança neste aspeto é mexer no sistema nervoso da equipa. “Diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és”, referiu uma vez um escritor alemão, numa célebre expressão. “Diz-me com quem jogas e eu dir-te-ei como jogarás” enquadrar-se-á mais nas questões que Jesus enfrenta para esta época.

Revisto por Vítor Miguel Gonçalves

Foto de Capa: Sporting CP

João Sousa atinge a sua nona final mas perde para Kohlschreiber

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Cabeçalho modalidadesDepois de uma série de meses muito complicados, em que mal conseguiu ganhar encontros, João Sousa finalmente regressou ao seu melhor nível e voltou a uma final ATP 6 meses depois de ter perdido em Auckland contra Jack Sock na segunda semana da temporada.

Foi um caminho árduo para João Sousa, que precisou de 3 sets para vencer Youzhny, Lorenzi e Melzer, tendo aliás perdido o primeiro set em todos estes encontros. Nas meias-finais, Sousa precisou de dois tiebreaks para vencer Ofner. Talvez por causa do desgaste acumulado, Sousa não se apresentou ao seu melhor nível na final e perdeu de forma relativamente fácil para Philipp Kohlschreiber, num duelo que deverá vir a ser repetido em Portugal em Setembro na Taça Davis. Sousa tem agora um recorde de 2-7 em finais ATP (todas em ATP250), 0-4 em terra batida, e subirá ao lugar 51 do ranking ATP na próxima segunda-feira.

Kohlschreiber foi mais feliz em Kitzbühel Fonte: GEPA Pictures
Kohlschreiber foi mais feliz em Kitzbühel
Fonte: GEPA Pictures

O português não estará em Montreal na próxima semana, tendo preferido descansar e estar pronto para atacar Cincinnati, Winston Salem e claro o US Open. Apesar da sua excelente semana na Áustria, Sousa é #52 na corrida para Londres, o que quer dizer que terá de ter um bom final de ano para pelo menos manter o seu ranking numa posição que lhe permita continuar a entrar em quadros principais de torneios ATP consistentemente em 2018.

 

Revisto por: Vítor Miguel Gonçalves
Foto de Capa: GEPA Pictures

SL Benfica 3-1 Vitória SC: Este ano há, de facto, mais!

Cabeçalho Futebol NacionalPara disputar o jogo de acesso ao primeiro troféu da época 17/18, encontraram-se no Estádio Municipal de Aveiro, o Sport Lisboa e Benfica e o Vitória Sport Clube, para uma final que já se esperava difícil à semelhança do que aconteceu no final da Taça de Portugal. Nesse dia o Benfica saiu vencedor e hoje a história repetiu-se.

O Benfica que jogou aqui a sua quarta Supertaça dos últimos quatro anos, aparece para esta edição com algumas ausências de jogadores nucleares na temporada passada – Ederson, Lindelof e Nélson Semedo – encontrando-se ainda a procurar soluções internas para essas posições. E ao que parece, a saga das lesões continua e Rui Vitória não pôde contar com Júlio César, Mitroglou, Zivkovic, Carrillo e André Horta. Quanto ao Vitória, apresentou-se também com algumas diferenças, comparativamente ao plantel da época anterior, com a saída de Hernani, Marega, Bruno Gaspar e Soares.

O ambiente do estádio estava pintado de vermelho e nota também para a numerosa e fervorosa claque do Vitória, sempre presente na hora de dar apoio à sua equipa. O onze em campo mostrou claramente que Rui Vitória queria vencer, apostando na mais recente dupla ofensiva dos encarnados, Jonas e Seferovic, na frente.

Começaram o jogo a dominar, a conseguir permanecer no meio campo adversário e não deixando o Vitória sair em contra-ataque. O golo surgiu facilmente aos 6 minutos, num remate de ressaca do maestro brasileiro. Que saudades já tínhamos nós, Jonas!

Aos 8 minutos o Vitória chegou à baliza encarnada e Varela fez a primeira aparição da noite, defendendo. O segundo golo surgiu aos 10 minutos, com recuperação de Pizzi que faz o passe para Seferovic e este, à bom ponta de lança que é, rematou para golo e leva os adeptos ao rubro.

Os vimaranenses tentavam recuperar mas sem perigo e acusando alguma pressão pela desvantagem de dois golos já tão cedo na partida. Aos 27min, Franco Cervi quase fez o terceiro no marcador mas rematou à figura de Miguel Silva. E logo de seguida, foi André Almeida que tentou um remate colocado à baliza para uma grande defesa do guardião de Guimarães.

O Vitória revelava dificuldades na contenção ao poderio ofensivo do Benfica mas de repente conseguiu agarrar o jogo e causar perigo por Hélder principalmente, que aos 36 minutos quase marcava numa distracção da defesa encarnada, mas Varela defendeu. Pouco depois, um falhanço de levar as mãos à cabeça de Salvio, que não chega à bola por pouco.

O mesmo Hélder de que falávamos há pouco, aos 42 minutos não desistiu do lance e bem, controlando a bola dentro das quatro linhas para terminar em golo de Raphinha, que acabou por reduzir a vantagem encarnada muito perto do intervalo.

A segunda parte começou sem alterações nos onzes. As equipas mostravam-se mais equilibradas e a um ritmo baixo, embora o Benfica sempre em superioridade e desperdiçando oportunidades.

Aos 57 minutos Luisão tirou mal a bola da grande área do Benfica e por milagre não se deu o empate, valeu a atrapalhação de Hurtado. Mas o Vitória recuperou aí e aumentou a carga ofensiva sobre Benfica. Salvio saiu para entrada de Filipe Augusto, aos 63 minutos, que obrigou Pizzi a ir para o corredor direito, numa clara intenção do treinador encarnado de organizar o centro da sua equipa.

Pedro Martins também mexeu no seu plantel e chamaou Sturgeon para o lugar Helder Ferreira, um dos melhores em campo da equipa do Norte. Grimaldo magoou-se e obrigou Rui Vitória a realizar umaa substituição, garantida por Eliseu, a cerca de 15 minutos dos 90.

Foi uma noite que ficou marcada por várias intervenções de qualidade de Bruno Varela, como um livre perigoso do Vitória fez o guarda-redes subir às alturas. Nesta fase, Rui Vitória apostou tudo em jogar com dois pontas de lança, fazendo entrar Raul por Jonas.

O mexicano entrou marcar aos 82 minutos, mal tinha ainda tocado na bola, através de um excelente passe de Pizzi que leu muito bem a movimentação do jogador. Estava feito o 3-1!

A partir dali foi só segurar o jogo e terminar a primeira partida da temporada com o Benfica a conquistar mais um título e a ser o detentor da sétima Supertaça Cândido de Oliveira, arrancando assim a época com os tetracampeões a entrar com o pé direito e a declarar que este ano há mais e estão na luta pelo Penta!

Foto de Capa: SL Benfica

Portugal é campeão europeu de Sub-17!

Cabeçalho modalidadesPortugal é Campeão Europeu! Após um jogo extremamente tático, foi necessário recorrer ao prolongamento para se decidir o novo campeão de sub-17. Aí, foi a Espanha a ter a primeira grande oportunidade de acabar com a final, mas quase no fim dos primeiros cinco minutos José Gonçalves, o melhor marcador luso na competição, marcou e garantiu o “caneco” para Portugal.

Como seria de se esperar, o encontro teve um inicio equilibrado, com as duas melhores oportunidades, uma para cada lado, a surgirem a partir de iniciativas individuais.

Com o passar dos minutos, a Espanha começou a ser a seleção mais próxima de inaugurar o marcador. Portugal não conseguia ter tanta posse de bola como nos jogos anteriores e procurava as saídas rápidas para surpreender a defensiva espanhola. Porém, o equilíbrio era uma nota constante.

Depois de jogada mais de metade dos primeiros vinte minutos, passou a ser Portugal a estar um pouco melhor. Já conseguia ter a bola durante mais tempo, mas também a circula-la de forma saudável.  As oportunidades de golo eram poucas, mas perigosas, obrigando os dois guardiões a intervenções complicadas.

Depois da derrota no ano passado, Portugal voltou a conquistar o Europeu de Sub-17 Fonte: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini
Depois da derrota no ano passado, Portugal voltou a conquistar o Europeu de Sub-17
Fonte: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini

Até ao intervalo tudo se manteve muito equilibrado e o jogo foi empatado a zeros para as cabines. Portugal tentava manter o estilo apresentado nas partidas contra a França e Itália, enquanto Espanha vivia mais de iniciativas individuais de Sergi García ou Roc Pujadas.

A segunda parte manteve o equilíbrio, assim como, a rapidez com oportunidades para as duas seleções. Porém, o resultado continuava em 0-0.

Os minutos passavam e tudo continuava na mesma. Os guarda-redes estavam muito bem e a igualdade no marcador não se desfazia.

No jogo mais equilibrado e tático do europeu de sub-17, os últimos dez minutos tinham início com tudo por definir e sem grandes perspetivas de quando e como se poderia resolver. As chances existiam, mas as portas das balizas estavam fechadas a sete chaves, os livres-diretos estavam longe, apenas sete faltas no total…Só mesmo um momento de magia parecia ser a solução.

A um minuto e trinta e quatro do final, num lance resultante de uma perda de bola a meio campo, Diogo Abreu fez falta para grande penalidade ao cortar o esférico com o patim. Tiago Freitas entrou para defender a grande penalidade e com uma enorme defesa com a caneleira esquerda parou a stickada de Sergi García. Portugal continuava vivo e o jogo seguiu para o prolongamento.

Logo ao inicio a Espanha esteve perto do golo, mas Edo defendeu uma stickada rasteira com a luva direita. Contudo, a cerca de um minuto do final dos primeiro cinco adicionais, João Pereira lançou a bola rasteira e José Gonçalves, em cima da baliza, desviou a bola para o fundo das redes espanholas e garantiu a vitória de Portugal no Europeu.

Num jogo extremamente equilibrado, que poderia cair para qualquer um dos lados, Portugal levou a melhor e “vingou” a vitória de Espanha no ano passado em Mieres. Para além da vitória na competição, José Gonçalves conquistou o trofeu de melhor marcador a meias com o transalpino Marc Ardit.

A Itália, seleção da casa, obteve o 3º lugar no europeu ao vencer a França por 5-3 Fonte: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini fotografa
A Itália, seleção da casa, obteve o 3º lugar no europeu ao vencer a França por 5-3
Fonte: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini fotografa

A classificação final do Campeonato Europeu de Sub-17 é a seguinte:

1º Portugal

2º Espanha

3º Itália

4º França

5º Alemanha

6º Suíça

7º Andorra

8º Inglaterra

9º Áustria

10º Israel

Foto de Capa: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini

A Final do Prestígio

 

Teremos um jogo de futebol que disputa uma taça: a Supertaça Cândido de Oliveira. É o primeiro título em jogo e um jogo que não sendo marcante para a época que começa, pode revolucionar as hormonas e acelerar a autoconfiança das equipas. No entanto, esta taça honra um nome do futebol. Honra o primeiro capitão da seleção portuguesa. Honra um jogador e um treinador ganhador e honra o fundador do Casa Pia Futebol Clube. Mais que isso, honra um lutador antifascista que sentiu nas carnes o campo de concentração do Tarrafal. Honra – e nunca estará demais esta repetição –  um dos fundadores do jornal A Bola.

Jogarão dois históricos do futebol português; dois clubes, ainda que tenham diferentes dimensões, com carisma e charme: o Benfica e o Vitória de Guimarães. Aveiro será a sede desta festa futebolística. Os favoritos numa final ou a jogo único não existem; só existem palpites e desejos. Gritam por aí que as finais são para ganhar… falso! As finais são para desfrutar; não é em vão que os melhores e piores treinadores, perante um jogo destas características, após as táticas e estratégias, dizem aos seus jogadores: “desfrutem…”

Rui Vitória sabe o que é vencer o Benfica em finais Fonte: SL Benfica
Rui Vitória sabe o que é vencer o Benfica em finais
Fonte: SL Benfica

O Vitória de Guimarães sabe o que é vencer a Supertaça Cândido de Oliveira. Sabe o que é ganhar a Taça de Portugal e sabe o que é derrotar o gigante Benfica a jogo único. É um clube que albergou sempre grandes talentos. Teve jogadores com grandeza desde o tempo do Mendes e teve treinadores como o venerado José Maria Pedroto. E na parte de planeamento e comportamento das estruturas assemelha-se bastante ao Benfica do presente. Não força a cilindrada do seu motor e teve no seu banco o atual treinador do Benfica Rui Vitória que para além do seu talento, tem o saber e a atuação cristalina como demonstram, presentemente, estes dois históricos do Futebol português. Pedro Martins não é menos que qualquer outro e demonstra-o sem atiçar fogos de artifícios levando, mais uma vez, o Vitória de Guimarães a posições cimeiras e a finais que qualquer dos outros clubes grandes, Porto e Sporting, ambicionariam, desejariam e necessitariam. O Vitória é sinónimo de saber e conhecer-se a si próprio.

Teoricamente o Benfica tem o favoritismo, a pressão e a obrigação de ganhar. Mas, este dizer é teoria e opinião da chamada Comunicação Social e também desejo dos simpatizantes. No entanto, nesta vida que nos tocou viver, todos temos desejos e opiniões. O Rui Vitória sabe bem porque já experimentou a sensação de vencer um grande orientado, naquela altura, por um treinador considerado grande e fundamentalmente muito caro para um futebol como o português. Apesar de jovem, ninguém pode considerar o Rui Vitória um treinador com pouca experiência. Vencer o Benfica no Jamor treinado pelo milionário Jorge Jesus só se consegue se se tem um compêndio onde esteja o saber, o arrojo, a astúcia e a experiência necessária para permanecer lúcido nos momentos em que as emoções cegam.

Chega o momento do pontapé de saída de uma nova época. Resta desejar que o jogo tenha beleza e esteja à altura da figura histórica do Cândido de Oliveira. Espera-se que os espectadores, na sua totalidade, apreciem e festejem um belo espetáculo e que os tristes e vergonhosos procedimentos de algumas claques durante a época passada não se repitam. O futebol gera paixões, no entanto, é um jogo e como tal devemos apreciar e desfrutar ganhe ou perca a nossa equipa favorita.

Foto de Capa: Vitória SC

O (possível) emagrecimento do Dragão

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fc porto cabeçalhoNo dia 30 de Julho, o FC Porto apresentou o seu plantel aos seus sócios e adeptos. Foram vinte e nove jjogadores que se vestiram a rigor e que se fizeram mostrar à massa associativa. O número é ainda extenso e, até o final do mercado de transferências, o plantel deverá sofrer alterações. Falo principalmente de saídas de jogadores já que, face ao contexto económico atual e à política de transferências adotada por este FC Porto, este é o cenário mais provável. Vamos então, num esforço conjunto, avaliar os possíveis cenários para cada posição no plantel azul e branco.

Plantel atual:

Fonte: Bola na Rede

Há que continuar a quebrar o enguiço

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sl benfica cabeçalho 1

Este sábado dá-se o início oficial da temporada 2017/2018. Às 20h e 45min no Estádio Municipal de Aveiro, disputa-se a primeira competição da época: a Supertaça Cândido de Oliveira, que será disputada entre o Sport Lisboa e Benfica e o Vitória Sport Clube.

A partir deste sábado será a doer e como tal, a equipa orientada por Rui Vitória irá à procura de iniciar a nova época com chave d’ouro, com a conquista de mais um troféu para o Museu Cosme Damião. No caso de mais uma conquista para os encarnados, o Benfica conquistará o seu 12.º título nos últimos quatro anos e Rui Vitória tornar-se-á no primeiro treinador da história do clube a conquistar duas Supertaças.

E por falar em história, se por um lado o Benfica domina de forma clara o historial do campeonato, da Taça de Portugal e da Taça da Liga, por outro, a Supertaça é o calcanhar de aquiles do clube: em 18 participações, apenas seis vitórias, duas das quais nas últimas três temporadas.

Todos nós nos devemos lembrar como foram as últimas 3 edições: há um ano uma vitória justa mas sofrida contra o SC Braga, há três temporada, uma vitória nas grandes penalidades contra o Rio Ave FC num jogo que poderíamos muito bem ter ganho no tempo regulamentar. E isto, sem esquecer a supertaça perdida para o Sporting, num jogo em que as condições “peculiares” em que se realizou o jogo fizeram a diferença.

O Benfica conquistou a sua primeira Supertaça em 1980/1981 Fonte: Memória Gloriosa
O Benfica conquistou a sua primeira Supertaça em 1980/1981
Fonte: Memória Gloriosa

No entanto, o mais importante que há aqui a realçar é que o Sport Lisboa e Benfica precisa de marcar uma posição nesta competição, embora todos nós saibamos que é uma competição que se resolve apenas num jogo e que não dará quaisquer garantias quanto ao que resta da temporada. Se por um lado, a conquista de um troféu motivará a equipa, por outro, não é essa mesma conquista que irá definir o sucesso de uma época.

A principal questão na cabeça dos adeptos encarnados quanto ao jogo deste sábado, é como a nossa defesa se irá comportar. Todos esperam reforços que deem garantias imediatas no nosso sector mais recuado, mas também há que lembrar que, depois de termos perdido três titulares na defesa, a sucessão não se faz de um momento para o outro. Seja quem foram os jogadores, é preciso tempo, entrosamento, e muito trabalho para se reconstruir a defesa e se criarem novas rotinas.

Já quanto ao Vitória de Guimarães, irá disputar a sua quarta Supertaça da sua história, a primeira contra o Benfica. A sua primeira e única conquista na competição foi na temporada de 1988/1989, graças a uma vitória na primeira mão por 2-0 sobre o FC Porto. ´Perdeu nas duas restantes participações, também conta o FC Porto (2-1 em 2011/2012 e 3-0 em 2013/2014), com Rui Vitória ao leme.

Quanto ao jogo em si, quem acompanha futebol sabe que regra geral, os jogos da Supertaça não costumam ser muito bem jogados, visto que numa fase inicial da época, ambas as equipas ainda têm pouca intensidade, e ainda estão a acertar o passo e a aquecer os motores. Será no entanto, necessária muita concentração por parte da equipa encarnada para levar de vencido um adversário, que apesar de também ter perdido três titulares, será certamente um osso bem duro de roer.

O Sport Lisboa e Benfica procurará neste sábado levar mais uma Supertaça para o seu museu e com isso, dar continuidade à sua hegemonia no futebol português. Mas para isso, terá um adversário com a mesma ambição e que prometerá complicar a vida da equipa encarnada ao máximo.

Foto de Capa: SL Benfica