O primeiro e emblemático Grand Slam da temporada de 2022, que decorrerá entre 17 e 30 de janeiro, ainda não começou, mas tem gerado, nas últimas semanas, uma enorme polémica que finalmente teve um ponto final. Quem não tiver a vacinação completa não poderá entrar na Austrália para competir no Grand Slam que marca o início da nova temporada. Margem zero por parte do país australiano para quem não tenha a vacinação completa.
Durante as últimas semanas, este tópico havia sido debatido pelo governo australiano que apresentava algumas declarações contraditórias dos seus representantes. Tínhamos por um lado o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, que afirmava ser estritamente obrigatório o cumprimento de uma quarentena de duas semanas para que os atletas pudessem competir no prova australiana.
Afirmações que envelheceram cedo e que não batiam certo com as declarações proferidas pelo ministro para a imigração, Alex Hawke, que afirmava ser obrigatório ter a vacinação completa para que os atletas pudessem competir no Open da Austrália.
Apesar das declarações contraditórias dos representantes do governo australiano, existia um ponto em que estavam completamente de acordo: seja um vencedor de um Grand Slam, um primeiro-ministro, um empresário, um estudante, ou quem quer que seja, as regras seriam iguais para todos.
Todo este clima de incerteza gerado em torno do Austrália Open deveu-se, em grande parte, à pandemia, uma vez que o estado de Vitória tem sido um dos estados mais afetado pelo vírus e Melbourne caminha para o sétimo confinamento.
O regresso de um dos melhores snipers da NBA está cada vez mais próximo! Depois de mais de dois anos desde o último jogo oficial (13 de junho de 2019), Klay Thompson está quase a dar uma tremenda felicidade aos fãs da modalidade, especialmente aos do Golden State Warriors.
Klay Thompson é considerado um dos melhores atiradores do jogo – o apelido ajuda-o imenso, sendo que há uma submetralhadora com o mesmo nome – uma das peças fundamentais na dinastia dos Warriors, conhecido pelo seu catch and shoot faz parte de uma das melhores duplas da NBA: os Splash Brothers, com Stephen Curry.
Apesar de ter um estatuto elevado na maior liga de basquetebol do mundo, ficou de fora do top 75 jogadores da história da NBA e para muitos fãs e jogadores foi muito injusta a ausência de Klay.
Draymond Green chimes in, saying Klay Thompson should be top-50 all-time.
Thompson só jogou por um clube na NBA (Golden State Warriors) e já colecionou vários troféus durante a sua carreira.
Foi três vezes campeão da NBA, cinco vezes All-Star, duas vezes membro da terceira equipa da época, uma vez membro da segunda equipa defensiva da época, membro da primeira equipa de rookies de 2012 e campeão do lançamento de três pontos, em 2016.
Há um grande motivo para Thompson ser um dos melhores lançadores da NBA: detêm o recorde de mais triplos num só jogo. No dia 29 de outubro de 2018, lançou 24 vezes atrás da linha de três pontos e acertou 14 triplos – uma eficácia de 58% e terminou o jogo com 52 pontos.
O mais impressionante? Jogou apenas 26 minutos e nem jogou o último quarto contra os Chicago Bulls. O verdadeiro atirador dos Warriors.
Outro jogo importante para Klay Thompson foi contra os Indiana Pacers, no dia 6 de dezembro de 2016, onde fez 60 pontos em apenas 29 minutos em campo. Foi o jogo com mais pontos na carreira de Klay na NBA.
Neste dia, há 5 anos atrás, Klay Thompson fazia 60 pontos em apenas 29 minutos em quadra, ficando com a bola na mão por apenas 90 segundos 🤯🤯🤯
Agora, não é somente na época regular que Klay Thompson mostra o seu instinto matador dentro do campo. Os maiores fãs da equipa e da NBA sabem quem é o “Game 6 Klay”. Foi um dos maiores impulsionadores por dar a volta em séries contra os Houston Rockets, Cleveland Cavaliers e Oklahoma City Thunder ao longo da carreira.
O “Game 6 Klay” é muito falado, mas há um problema: o último jogo do basquetebolista foi no sexto jogo da final 2018/19, contra os Toronto Raptors.
Nos últimos minutos do terceiro quarto, Klay tentou afundar, mas foi impedido por Danny Green e teve uma queda muito má. Apesar disso, ainda fez um lançamento, mas fizeram falta para que saísse do jogo. Um grande esforço por parte de Thompson.
Depois de uma época sem jogar devido à lesão grave que teve, Klay Thompson ia voltar na época 2020/21, mas voltou a ter uma lesão grave e ficou mais uma época de fora. Agora, duas épocas e meia depois, Thompson voltou a estar com a equipa em jogos de treino e estamos cada vez mais próximos de um dos regressos mais esperados dos últimos anos.
Os Golden State Warriors tiveram as últimas duas épocas sem Klay Thompson e sem ir aos playoffs. Neste momento, os Warriors ocupam o primeiro lugar da Conferência Oeste e detêm o melhor recorde da liga: 21 vitórias em 25 jogos.
Além disso, Stephen Curry é o principal favorito para vencer o troféu de MVP da época regular. Após dois anos muito infelizes para a franquia, parece que voltaram aos tempos áureos e o regresso de Klay Thompson vai ser muito positivo para os Warriors.
LEI DO MERCADO, AS ÚLTIMAS DOS RUMORES E MOVIMENTAÇÕES!
As últimas transferências e rumores de quem entra e de quem sai estão todas num só sítio: na Lei do Mercado.
Todas as semanas, o nosso comentador e especialista em análise do mercado de transferências, Luís Pinto Coelho, deixa-te com os principais rumores e confirmações das movimentações a nível nacional e internacional.
Nova semana de movimentações, rumores e transferências na “Lei do Mercado”. Nesta semana falamos sobre Federico Chiesa, Haaland e ainda uma possibilidade sobre o destino de Darwin, avançado do SL Benfica.
A CRÓNICA: ÁGUIAS NUNCA ESTIVERAM ATRÁS DO RESULTADO
O SL Benfica venceu, em casa no Pavilhão da Luz, o jogo frente ao Sporting CP, pela margem mínima. O jogo começou equilibrado com as equipas bastante compactadas uma na outra. As oportunidades não foram muitas no primeiro tempo e as poucas que aconteceram foram bem resolvidas pelos dois guarda redes.
A balança começou a pender para a equipa da casa com a inferioridade numérica leonina devido ao cartão azul admoestado a Romero a quatro minutos do intervalo. Ordoñez não conseguiu bater Girão no livre direto, mas Gonçalo Pinto, no minuto a seguir, fez o 1-0.
O argentino falhou de bola parada, mas redimiu-se num grande remate na passada. Girão foi apanhado de surpresa e o Sporting ficou em pouco tempo com dois golos de desvantagem. O intervalo acabou por chegar sem que os visitantes conseguissem reduzir o dano.
No segundo tempo, o Sporting entrou como acabou a primeira metade: a criar oportunidades para encurtar distâncias. Os leões acabaram mesmo por marcar por Romero, aos três minutos da etapa complementar.
O jogo acabou por ficar mais tenso e levou a que as duas equipas ficassem com um elemento a menos com os cartões azuis exibidos a Ordoñez e Gonçalo Nunes. Pouco depois, os visitantes chegaram à décima falta e Nicolía não desperdiçou o livre direto para voltar a alargar a distância no marcador.
O Sporting passou pelo melhor período do jogo com vários lances perigosos e a colocar os encarnados em sentido. Os leões voltaram a marcar. Romero reduziu a 12 minutos do fim e o jogo voltou a ficar dividido com ocasiões para ambos os lados. Os benfiquistas tiveram uma oportunidade soberana, numa grande penalidade, que Diogo Rafael não conseguiu converter.
Já a dois minutos do fim, os encarnados cometeram a décima falta e Romero chegou ao empate no respetivo livre direto. Contudo, quase nem deu tempo para os verdes e brancos celebrarem porque Ordoñez atirou para o fundo da baliza leonina, após assistência de Diogo Rafael, fixando o resultado em 4-3.
A FIGURA
Fonte: Pedro Reis / Bola na Rede
Lucas Ordoñez – Foi decisivo com os dois golos que marcou. O primeiro permitiu ir para o intervalo e marcou ainda o golo decisivo que deu a vitória ao SL Benfica.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Gonzalo Romero – No momento em que a partida ainda se mantinha equilibrada, o argentino rasteirou Nicolía e deixou a equipa a jogar com menos um jogador. Os encarnados aproveitaram e chegaram à vantagem. Apesar dos dois golos marcados, o momento anterior foi mais decisivo no jogo. No final da partida, o hoquista ainda foi expulso.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Os encarnados entraram a tentar criar desequilíbrios através de jogadas coletivas. No entanto, as equipas estavam encaixadas até à exclusão de Romero. A equipa tentou gerir a vantagem e, quando o resultado ficava pela margem mínima, os encarnados voltaram a tentar aproximar-se da baliza contrária.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pedro Henriques (7)
Edu Lamas (6)
Ordoñez (7)
Poka (6)
Gonçalo Pinto (7)
SUBS UTILIZADOS
Rodrigo Vieira (-)
Diogo Rafael (6)
Pol Manrubia (6)
Carlos Nicolía (7)
Zé Miranda (6)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Os leões entraram compactos para não deixar o Benfica criar oportunidades, mas também não as conseguiu construir. A perder por 2-0 e por 3-1, os visitantes assumiram o jogo e apontaram a mira à baliza de Pedro Henriques.
A CRÓNICA: DE PENÁLTI EM PENÁLTI, NÃO CHEGOU PARA O PRIMEIRO LUGAR
O SC Braga queria entrar no jogo para vingar a derrota por 2-1 na Sérvia e assegurar um lugar na próxima fase da Liga Europa. Entrou bem no jogo, foi intenso como deveria ser para alcançar os pontos necessários para se manter em prova. Os adeptos presentes no Estádio Municipal de Braga pareciam gostar da exibição do conjunto arsenalista.
Com o Estrela Vermelha a jogar para o mesmo objetivo, a construção de jogo era feita de forma rápida nas transições pelas alas, enquanto os comandados de Carlos Carvalhal dominavam em posse de bola e no ataque organizado.
Sem ocasiões flagrantes parte a parte, a primeira parte do encontro mostrou-se bastante equilibrada e consistente por parte de ambas as formações. Faltavam os golos que animassem as bancadas e também as próprias equipas. Esperava-se mais na segunda parte.
E bem dito, bem feito. Aos 51 minutos, foi assinalada uma grande penalidade favorável ao SC Braga, depois de uma abordagem imprudente de um jogador da equipa sérvia ao lance, dando um soco na bola, parecendo um autêntico guarda-redes. Sem piedade, Galeno converteu e inaugurou o marcador que lançava os guerreiros para o primeiro lugar momentâneo da tabela classificativa do grupo.
Parecia estar tudo a correr como planeado pela equipa minhota e por Carlos Carvalhal. A formação ia vencendo e ocupava o primeiro lugar onde assumiam a qualificação direta para a próxima eliminatória da Liga Europa.
Até que o caldo entornou aos 68 minutos. Ou o Leite, neste caso. O jovem central português abordou mal o lance e o árbitro voltou a apontar para a marca dos onze metros, desta vez, de forma favorável à equipa do Estrela Vermelha. Katai foi chamado a converter, bateu para um lado e Matheus atirou-se para o lado oposto. O plano minhoto começava a correr mal.
Ambas as equipas ainda reclamaram uma grande penalidade cada por falta dos adversários, mas o árbitro mandou seguir em ambos os lances. Com o nervosismo à flor da pele, o Estrela Vermelha começou a jogar no erro do SC Braga, a par de uma grande agressividade na abordagem aos lances.
Os arsenalistas tentaram de tudo. Os últimos minutos foram totalmente dominados pelo SC Braga, mas não chegou. O empate permaneceu até final e os comandados de Carlos Carvalhal arrecadaram o segundo lugar do grupo e disputam, assim, os playoffs de acesso aos oitavos de final da Liga Europa.
A FIGURA
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede
Yan Couto (SC Braga) – O jovem da equipa do SC Braga cada vez mais demonstra o potencial iminente que tem para evoluir e este jogo foi mais uma prova disso mesmo. Foi fundamental para a construção ofensiva da equipa de Carlos Carvalhal.
Diogo Leite (SC Braga) – O jovem central português bem tentou cumprir o objetivo, mas pecou em bastantes situações que poderiam ser críticas. Para além de ter cometido a grande penalidade que serviu para o golo do empate no marcador, Diogo Leite apresentou algum nervosismo e pressão.
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
Carlos Carvalhal montou um 3-4-2-1, com maior destaque para o retorno de Al Musrati ao meio-campo.
A defesa foi composta por três centrais, estando Raúl Silva a ocupar a zona central, com Diogo Leite e Paul Oliveira a compor o restante setor. Nas alas mantiveram-se Yan Couto e Galeno a dar profundidade e verticalidade no terreno de jogo.
Para além de Al Musrati, André Horta também ocupou o miolo, com Ricardo Horta e Iuri Medeiros a fazer ligação com Vitinha na frente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus (6)
Diogo Leite (5)
Raúl Silva (5)
Paulo Oliveira (6)
Wenderson Galeno (7)
André Horta (6)
Al Musrati (6)
Yan Couto (7)
Ricardo Horta (7)
Iuri Medeiros (6)
Vitinha (6)
SUBS UTILIZADOS
Francisco Moura (6)
Abel Ruiz (6)
Lucas Mineiro (6)
Lucas Piazon (5)
Mario Gonzalez (5)
ANÁLISE TÁTICA – ESTRELA VERMELHA
Dejan Stankovic alinhou a equipa num 3-4-2-1 muito semelhante à composição do SC Braga.
Erakovic e Pankov fizeram companhia a Dragovic no setor defensivo, com Milan Rodic e Marko Gobeljic nas alas.
No meio-campo, Kanga e Srnic construíam jogo para Ivanic e Katai, sendo que maior parte da construção de jogo apareceu pelas alas, de forma a servir Zivkvovic.
O FC Porto está fora da Liga dos Campeões. Depois de um sorteio madrasto, de um desempenho, em certos aspetos, muito meritório e de cinco pontos conquistados, a vigência dos dragões na prova milionária termina sem glória.
A Liga Europa emerge como um mal menor e o facto de a final da segunda prova da UEFA se disputar, este ano, em Sevilha, encerra em si qualquer coisa de poético.
Foi na capital da Andaluzia que, há quase 19 anos, José Mourinho se deu a conhecer ao mundo, levando o FC Porto à vitória na extinta Taça UEFA (competição que mais tarde deu lugar à Liga Europa).
Portanto, antes de entrar no tema desanimador que aqui me traz esta semana, começo por deixar uma palavra de otimismo e responsabilidade para todos os jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos portistas.
Se a Liga dos Campeões é uma prova desenhada à medida dos clubes mais ricos do Velho Continente e que, na ótica dos principais clubes portugueses, serve, essencialmente, para encher os cofres (seja através dos prémios de presença ou da valorização dos principais ativos) e reforçar a sua reputação e prestígio, a Liga Europa abre outras perspetivas de sucesso.
Posto isto, o FC Porto pode e deve assumir-se como candidato à vitória final da prova e o jogo decisivo de Sevilha, mais do que uma ambição, deve ser um dos objetivos principais da temporada.
Foquemo-nos, então, na prestação azul e branca na principal montra europeia. Muitas são as razões que ajudarão a explicar o relativo insucesso alcançado na competição.
É certo que algumas arbitragens foram, no mínimo, tendenciosas, que a sorte pouco ou nada quis com os comandados de Sérgio Conceição e que o grupo, que incluía Liverpool FC, Club Atlético de Madrid e AC Milan, trouxe dificuldades e desafios aos quais o futebol português não está habituado.
O FC Porto sofreu, particularmente, nas partidas contra o Liverpool FC. Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
No entanto, na ressaca da eliminação portista, não posso deixar de considerar que foram mais as culpas próprias a precipitar o afastamento precoce da equipa, do que fatores externos ou alheios.
O FC Porto enfrentou quase todos os jogos com a lição bem estudada. Ao nível do jogo jogado, com a exceção da debacle da receção ao Liverpool FC, os dragões foram sempre capazes de se equiparar e, muitas vezes, suplantar aos seus oponentes.
Quase sempre assente no tradicional 1x4x4x2 de Conceição, a equipa foi camuflando as dificuldades na construção por via de uma pressão, a espaços, asfixiante, rigor na ocupação dos espaços, disciplina defensiva, agressividade nos duelos, elevada percentagem de conquista das segundas bolas e movimentos de contra-ataque felinos.
🎙Sérgio Conceição: “Estivemos até aos 90 minutos a disputar o acesso aos oitavos de final no grupo com mais títulos na Champions. O futebol é um recomeçar constante. Estaremos sempre à altura do clube que representamos”#FCPorto#FCPAM#UCLpic.twitter.com/d777xrMsQI
Como é que se explica, então, que uma equipa tão competente em quase todos os jogos e os seus diferentes momentos do jogo, acabe afastada da prova por um Club Atlético de Madrid que, apesar das suas estrelas, apresentou, ao longo de toda a fase de grupos, um futebol não mais do que pobre e desorganizado?
Finalização.
Esta será, certamente, a resposta que a grande maioria dos adeptos terá na ponta da língua para responder à fatídica questão colocada acima. Não estando inteiramente errado, é uma resposta que conta, apenas, parte da história.
Sim, o FC Porto foi perdulário em todos os jogos e criou oportunidades mais do que suficientes para, por exemplo, vencer o jogo em Milão ou não ter acabado o jogo da decisão com os colchoneros exposto ao contra-ataque espanhol que elevou o placard para números que têm tanto de ingrato como de injusto.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
No entanto, considero que a falta de eficácia, mais do que a doença, foi um sintoma. Um sintoma da falta de experiência, de estofo e discernimento. Em competições da dimensão da Liga dos Campeões, a frieza e a estabilidade emocional são decisivas e marcam, regularmente, a linha que separa a o sucesso do insucesso.
Para o mal e para o bem, a equipa do FC Porto é o reflexo do seu treinador. Intensa, organizada e competitiva. Mas, por vezes, nervosa e exposta ao descontrolo emocional. Em frente à baliza, na cara do golo, as pernas tremeram sempre.
Foram apenas 3 golos em 6 jogos e só Luis Díaz (hoje em dia, um jogador, claramente, à parte no plantel portista) escapou ao peso dos jogos e à pressão que os restantes jogadores da equipa, com Taremi em infeliz evidência neste capítulo, sentiram nos momentos da decisão.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Num sintético exercício de memória, o FC Porto vence pela margem mínima, no Estádio do Dragão, o AC Milan, num jogo que deveria ter terminado com um resultado histórico, digno de museu, empata em Milão uma partida que teria que estar resolvida ao intervalo, perde frente a um Liverpool desfalcado porque não foi capaz de ferir antes de ser engolido e, para terminar, não foi capaz de vencer nenhum encontro frente ao seu rival mais direto, o Atlético de Madrid, porque a pólvora estava mesmo seca.
Como se não bastasse, uma equipa que, para além de disputar os jogos frente aos rivais, jogava contra os seus próprios fantasmas, no jogo da decisão e, talvez, no seu momento mais decisivo, sucumbiu à pressão e deixou-se levar por estados de alma que contrariaram a responsabilidade e frieza que se exigiam.
O ex libris da incapacidade emocional que a equipa do FC Porto foi demonstrando ao longo de toda a competição deu-se a partir do minuto 67 do último jogo. A perder pela margem mínima e sabendo que o empate bastava para seguir em frente, a equipa encontra-se perante uma favorável situação de superioridade numérica.
O que se passou a seguir, foi de um amadorismo atroz. Otávio descontrolou-se, Pepe não foi capaz de ser farol e Wendell, a precisar de mostrar serviço como de pão para a boca, reage a uma provocação (uma das armas constantemente utilizadas pelos pupilos de Simeone) e acaba com as aspirações da equipa.
Já se sabia que, depois da expulsão de Yannick Carrasco, a cartolina vermelha para jogadores do FC Porto subiria à primeira oportunidade. A expulsão é exagerada, é um facto, mas a desorientação que a equipa demonstrou, provam que, por culpa própria, não merecia chegar à fase seguinte.
Moral da história: o futebol que se joga com os pés é comandado pela cabeça. E foi aí, pela cabeça (não se confunda inteligência com jogo aéreo), que o FC Porto soçobrou.
A definição de loucura passa por fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes. Que os erros que se cometeram se corrijam e que sirvam de tónico e incentivo para dias melhores.
Importa sarar as feridas, recuperar os índices anímicos e, acima de tudo, ser humilde na análise ao que correu mal. E acabo como comecei, venha daí a Liga Europa.
A prestação da comitiva portuguesa ao longo da primeira edição da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista não podia ter terminado de melhor forma. Diretamente de Viana do Castelo para rivalizar com a região da Bairrada, o melhor Leitão do último fim-de-semana serviu-se em Londres, no Lee Valley Velo Park e com um triunfo espetacular na prova de eliminação.
No seguimento do arranque positivo nas provas que tiveram lugar em Espanha e na Lituânia, Iuri Leitão garantiu o quarto posto da classificação geral, numa competição que coroou Gavin Hoover como grande vencedor. O jovem de 23 anos – de partida para a Caja-Rural em 2022-, triunfou sobre Aaron Gate, que se revelou incapaz de responder ao ataque final do português na “negra”.
Senhoras e Senhores Iuri Leitão! Parabéns Campeão! Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista, Eliminação. pic.twitter.com/fYRHrhERc8
Por linhas tortas – escapou milagrosamente a uma queda na última volta – escreveu-se esta história, mas na prova de Scratch: Iúri Leitão arrancou cedo, tentando distanciar-se do pelotão, porém, sem sucesso. No final, o oitavo lugar conseguido nesta especialidade em nada comprometeu a confiança do ciclista português para a prova de eliminação, tendo em vista não só a vitória, assim como a subida de posições na tabela classificativa.
O bom posicionamento e a capacidade de explosão revelaram-se fundamentais para arquitetar uma conquista cheia de estilo, pulmão e pernas. O sucedido abrilhantou um excelente ano para Iúri Leitão, culminando simultaneamente com a conquista de três medalhas entre Mundiais e Europeus.
O ciclismo português esteve em destaque na estreia da Liga dos Campeões de ciclismo de pista também pelo excelente resultado de outro talento luso. Maria Martins exibiu-se a grande nível, terminando numa honrosa segunda posição no scratch feminino (terceiro posto na geral). Katie Archibald, a correr em casa, venceu a classificação geral confortavelmente.
A jovem portuguesa não pára de colecionar aparições em grande plano apesar dos seus 22 anos. A sua apetência para a explosividade marca uma ciclista que retrata o futuro da modalidade, em termos femininos.
Tata Martins, como é conhecida, junta esta bela prestação a um leque de sucessos importantes nesta época, como a conquista do título nacional de estrada, o diploma olímpico e um triunfo nos mundiais (categoria Omnium em sub23).
Recorde-se que o evento em Terras de Sua Majestade teve forçosamente de ser o último devido aos constrangimentos causados pela situação pandémica em Israel. Para além do local que iria receber a última etapa desta competição, a segunda jornada, em França, acabou também por não se realizar por motivos idênticos.
De cinco passaram a três pistas. A competição, produto da cooperação entre a UCI, Eurosport e Discovery, moldou-se através de quatro denominações principais e dois grupos de ciclistas distintos: Scratch, Eliminação, Keirin e Sprint; atletas de resistência e velocidade.
A soma de pontos em cada especialidade constituiu-se como o método pontual para classificar o rendimento dos participantes. A iniciativa pretende dinamizar e fortalecer a qualidade do espetáculo com esta reformulação de conceitos.
Liga Europa, jornada 6 da Fase de Grupos: quinta-feira, 20h00, 10 de dezembro de 2021
ANTEVISÃO: PENSAR (SÓ) EM VENCER
Os “Gverreiros do Minho” adiaram, para a última jornada, o apuramento para a próxima fase da Liga Europa. Para não recorrer à calculadora, vencer garante o passaporte em primeiro lugar. Em caso de empate ou derrota, o SC Braga necessita que o FC Midtjylland perca pontos para ir pelo menos ao play-off de qualificação.
Com duas derrotas e três vitórias no Grupo F da Liga Europa, os bracarenses entram na derradeira partida para vingar o desaire por 2-1 sofrido na Sérvia, na jornada inaugural. O Estrela Vermelha, líder do grupo com mais um ponto que o SC Braga, vai tentar assegurar pelo menos o empate.
Será um jogo que vai precisar muito da força ofensiva da turma de Carlos Carvalhal, já que, do outro lado, vai estar uma equipa fechada, a defender o ponto que vale bilhete, e um conjunto que sofreu apenas três golos (defesa menos batida do grupo).
Em contrapartida, o SC Braga é o melhor ataque do lote das quatro equipas, que em muito tem contado com Galeno (cinco golos em cinco partidas). Com obrigação de vencer, os “Gverreiros do Minho”, a jogar em casa, devem confirmar o favoritismo e garantir o acesso à próxima fase.
10 DADOS RÁPIDOS
Na Liga Europa, o SC Braga tem uma média de 3,8 golos por jogo.
O Estrela Vermelha entra para o jogo com uma média de 1,6 golos por jogo.
Na Europa, os Gverreiros do Minho marcam em média 2,2 golos por jogo e sofrem 1,6 tentos.
No grupo F, os sérvios marcaram em média 1 golo por jogo e sofreram 0,6 golos.
O SC Braga, na Liga Europa, venceu as duas partidas que realizou em casa.
O Estrela Vermelha venceu um jogo e empatou outro fora de portas na fase de grupos da Liga Europa.
Em todas as competições, o conjunto de Carlos Carvalhal, em casa, venceu 12 jogos, empatou cinco vezes e perdeu outras cinco.
Os sérvios, a jogar fora de casa, em todas as competições, tem dez vitórias, 2 igualdades e três desaires.
Quarto jogo entre os dois emblemas, uma vitória para cada e duas igualdades.
Nas quatro partidas entre o SC Braga e o Estrela Vermelha houve em média 1,75 golos por jogo.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Galeno (SC Braga) – Quase garantiu o empate na última jornada com um grande golo. Galeno tem estado em bom plano na Liga Europa e é o melhor marcador dos bracarenses na prova (cinco golos em cinco jogos). Um “abre-latas” que pode tirar um coelho da cartola no momento em que a equipa precisa.
Vai precisar de melhorar o seu controlo emocional neste jogo, com grande importância e que pode ter os ânimos à flor da pele. Por outro lado, um desequilibrador nato que poderá encontrar espaços e fendas no muro sérvio. Apesar de estar em dúvida, acredito que figure no 11.
Mirko Ivanic (FK Estrela Vermelha) – Um jogador com aptidão para o golo. O médio ofensivo (com número 4) leva 12 tentos em 30 jogos, esta temporada. O montenegrino tem uma boa meia distância e poderá fazer uso para chegar perto da baliza do SC Braga.
É um jogador essencial na manobra ofensiva da formação da Sérvia e vai ser importante saber anulá-lo.
XI’S PROVÁVEIS
SC Braga: Matheus, Paulo Oliveira, Raúl Silva, Diogo Leite, Galeno, André Horta, Mineiro, Lucas Piazón, Ricardo Horta, Vitinha e Iuri Medeiros
Treinador: Carlos Carvalhal
“Estamos confiantes, no ponto certo, não de exuberância. É uma confiança nas nossas capacidades e fazendo o que sabemos fazer vamos conseguir o primeiro lugar no grupo”
Estrela Vermelha: Borjan, Rodic, Dragovic, Pankov, Gobeljic, Sanogo, Kanga, Ivanic, Pavkov, El Fardou Ben e Katai
Treinador: Dejan Stankovic
“Temos as nossas forças para fazer um bom resultado, esperamos muita pressão do rival, mas teremos de responder com boa organização para fazer o nosso melhor”
PREVISÃO DE RESULTADO: SC BRAGA 3-1 FK ESTRELA VERMELHA
Em noite decisiva de Liga dos Campeões, o SL Benfica recebeu e venceu o FK Dínamo de Kiev por 2-0 sempre com os ouvidos e olhos postos no que se passava em Munique.
Na primeira parte, vimos os encarnados a entrar muito fortes e pressionantes. O árbitro apitou para o início do encontro e logo surgiu a primeira oportunidade de golo. Yaremchuck a atirou para grande defesa de Bushchan e, na recarga, Rafa chutou para a bancada.
A resposta acabou por surgir aos sete minutos. Grande oportunidade para o FK Dínamo de Kiev, que aproveitou algumas fragilidades na defensiva encarnada. Buyalskyy, só com Vlachodimos pela frente, ofereceu o golo a Tsygankov que atirou por cima da barra. Era o jogo dos desperdícios.
Com o Dinamo a crescer, a Luz pedia uma reação da equipa de Jorge Jesus. Aos 10 minutos, na sequência de um contra-ataque, Pizzi apareceu à porta da grande área a finalizar para nova intervenção de Bushchan.
Depois de vários avisos, o primeiro golo acabou por surgir. Aos 16 minutos, o mecanismo de recuperação de bola funcionou nos pés de João Mário 1-0 e Yaremchuck concluiu a jogada ofensiva encarnada da melhor forma.
O 2-0 surgiu poucos minutos depois. Gilberto, depois de mais uma manobra de pressão ofensiva encarnada que forçou o erro adversário, apareceu na cara do guardião adversário para aumentar a contagem. Com a consequente vantagem do FC Bayern de Munique frente ao FC Barcelona, cada vez mais se acreditava na passagem na Luz.
A segunda parte acabou por ser negativa para os encarnados, sem que isso significasse alterações no resultado. O FK Dynamo de Kiev começou a crescer e os encarnados começavam a recuar.
Aos 63 minutos, destaque para Tymchick que criou um calafrio na área encarnada. Já se começavam a ouvir assobios no estádio. Aos 74 minutos, Vlachodimos foi obrigado a intervir após cabeceamento de Tymchick e os fantasmas do dérbi pareciam estar a aparecer.
Jorge Jesus foi forçado a mexer: Yaremchuck saiu lesionado e a equipa acabou por ficar totalmente empurrada para trás. Contudo, não houve alterações no resultado e festejou-se na Luz a passagem aos Oitavos-de-Final da Liga dos Campeões.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Roman Yaremchuck – Uma entrada no onze que não se esperava, mas que acabou por se revelar decisiva. O avançado ucraniano foi uma dor de cabeça para a defesa do FK Dínamo de Kiev e cumpriu à risca aquilo que era pretendido. Desbloqueou o resultado e a boa exibição apenas foi travada pela lesão. Menção honrosa para João Mário que encheu o meio-campo encarnado.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Viktor Tsygankov – Noite apagada para o homem golo dos ucranianos. Tsygankov apanhou um Grimaldo em tarefas mais defensivas e poucas vezes conseguiu criar o desequilíbrio. A única vez que esteve perto de marcar, falhou de forma clamorosa.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
A equipa de Jorge Jesus apresentou-se num 3-4-3, muitas vezes desdobrado num 3-5-2 com Pizzi a encostar-se a Yaremchuck. A equipa mostrou-se muito pressionante e a aproveitar os erros do adversário para criar dificuldades nas transições. O trio de centrais encarnados apresentava ainda algumas dificuldades principalmente quando o FK Dínamo de Kiev forçava a chegada à área e João Mário passava a sentir um maior fôlego no meio-campo pela entrada de Pizzi.
Gilberto assumia-se como lateral mais ofensivo que Grimaldo (a cobrir o maior goleador do Dínamo de Kiev, Tsygankov). Apesar dos dois golos marcados, ainda se notou alguma instabilidade nos encarnados, que não conseguiram gerir com bola a vantagem de 2-0. As substituições operadas por Jorge Jesus vieram no sentido de tentar corrigir essa lacuna.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Vlachodimos (8)
Grimaldo (6)
Otamendi (6)
Vertonghen (5)
André Almeida (4)
Gilberto (8)
Weigl (6)
João Mário (8)
Rafa (4)
Pizzi (7)
Yaremchuck (8)
SUBS UTILIZADOS
Everton Cebolinha (5)
Lázaro (5)
Taarabt (5)
Paulo Bernardo (-)
Darwin Nuñez (-)
ANÁLISE TÁTICA – FK DÍNAMO DE KIEV
A equipa de Mircea Lucescu apresentou-se num 4-1-4-1 com o ponta de lança Garmash a assumir-se como um pivot a jogar de costas para a baliza com o objetivo de mobilizar a restante linha ofensiva dos ucranianos. O maior goleador Tsygankov acabou por passar ao lado do jogo, sendo que, apesar de tudo, houve momentos em que a equipa conseguiu explorar as debilidades encarnadas, mas sem que isso se materializasse em golos.
Ao longo dos 90 minutos não se viu uma equipa em retranca defensiva, mas sim a tentar os passes de rutura em posse de bola. Nos minutos finais, conseguiram encostar o SL Benfica à grande área, mas o resultado manteve-se inalterado.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bushchan (6)
Tymchyk (5)
Zabarnyi (4)
Syrota (4)
Mykolenko (4)
Sydorchuk (5)
Tsygankov (4)
Shaparenko (6)
Buyalskyy (4)
Verbič (4)
Garmash (6)
SUBS UTILIZADOS
Carlos de Peña (4)
Eric Ramírez (-)
Andriyevskyi(-)
Karavaev (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
Bola na Rede: O SL Benfica mostrou-se muito pressionante hoje. Foi uma estratégia face algumas debilidades do Dínamo e a entrada de Pizzi e a exibição de João Mário ajudaram nisso?
Jorge Jesus: Foi mais a ideia da equipa. O SL Benfica é uma equipa que não joga sem pressão. Quando está a defender, dentro do meio-campo adversário, defende a correr para a frente. Só defende para trás quando é obrigado. Na minha primeira passagem cá, o SL Benfica já jogava assim. Na segunda parte, mudámos a estratégia porque já estávamos fatigados. Esperar um momento para poder pressionar na entrada do meio-campo do adversário. Com as substituições, pude comunicar a eles para pressionarem mais o portador da bola e começamos a ser mais agressivos.
Liga dos Campeões, 6.ª Jornada, Fase de Grupos: quarta-feira, 20h00, 8 de dezembro de 2021
A ANTEVISÃO: DE OLHOS POSTOS NA VITÓRIA PARA CARIMBAR A PASSAGEM À PRÓXIMA FASE
O SL Benfica recebe o FK Dínamo Kiev na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Depois do empate a zeros com o FC Barcelona, as águias adiaram para este jogo a possibilidade de passagem à próxima fase da competição. Pela frente vão encontrar os ucranianos que já nada podem fazer, no que diz respeito às competições europeias. No entanto, vão tentar ser um entrave para os encarnados, até porque não se querem despedir da competição com mais uma derrota ou empate.
Até ao momento, o único ponto que o FK Dínamo Kiev conseguiu na competição foi frente ao SL Benfica, na primeira jornada. Face a isto e à fase menos boa que a equipa portuguesa está a passar, espera-se um jogo equilibrado. Apesar disso, só a vitória importa às águias. Importa e de que maneira, até porque vencer não chega.
É preciso que o FC Bayern Munchen vença os culés. Assim sendo, é caso para dizer que os encarnados não dependem apenas de si próprios. Contudo, são obrigados a vencer na Luz, quer para ganhar pontos, quer para compensar a derrota pesada que sofreram frente ao rival Sporting CP.
10 DADOS RÁPIDOS
Este é o sexto encontro oficial entre o SL Benfica e o FK Dínamo Kiev.
Nos outros cinco jogos, registaram-se três vitórias para os encarnados, um empate e uma derrota.
No que diz respeito a golos, as águias são notavelmente superiores: oito golos marcados e apenas um sofrido.
Em 1991/92, num jogo a contar para a Taça dos Campeões Europeus, o SL Benfica conseguiu a maior vitória em casa frente aos ucranianos, tendo vencido por 5-0.
O último jogo entre as duas equipas terminou com um empate (0-0), mas os ucranianos chegaram a assustar as águias. Aos 93 minutos de jogo marcaram um golo, que foi anulado pelo VAR, por fora de jogo de Denys Garmash.
Até ao momento, nesta fase de grupos da Liga dos Campeões, o SL Benfica encontra-se em terceiro lugar, com cinco pontos. O FK Dínamo Kiev ocupa o último lugar do grupo E, com apenas um ponto.
Analisando a diferença de golos, podemos ver que as duas equipas registam o mesmo número de golos sofridos (nove), no entanto, os encarnados têm cinco golos marcados contra apenas um dos ucranianos.
Este encontro entre águias e brancos e azuis vai ser arbitrado pelo alemão Deniz Aytekin. Esta é a terceira vez que o juiz vai arbitrar os encarnados, sendo que nos outros dois jogos a equipa portuguesa registou uma derrota e uma vitória.
A equipa liderada por Mircea Lucescu vai ter de ter especial atenção a Darwin, que até ao momento é o melhor marcador dos encarnados na competição (três golos).
Para este jogo, Jorge Jesus não pode contar com Radonjic, Lucas Veríssimo e Rodrigo Pinho que estão lesionados. Do lado dos ucranianos, o treinador não pode contar com Artem Besedin, Denys Popov, Supryaga e Kargbo Jr, que estão lesionados, nem com Kedziora que está infetado com COVID-19.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Nicolas Otamendi (SL Benfica) – Quem viu o jogo frente ao FC Barcelona sabe o porquê de ter escolhido Otamendi. O central argentino foi considerado o melhor jogador em campo, repetindo assim o feito que já tinha conseguido frente ao FK Dínamo Kiev, na primeira jornada. É caso para dizer que Otamendi é um autêntico muro. Apesar de estar em risco de suspensão para este jogo, deixou tudo em campo frente aos culés.
Para além de ter feito cortes magníficos, dignos dos melhores centrais do mundo, também desempenhou o papel de capitão como poucos. É por estas e por outras razões já conhecidas dos adeptos que se pode afirmar que Otamendi vai ser uma enorme dor de cabeça para os ucranianos.
Viktor Tsygankov (FK Dínamo Kiev) – O extremo direito ucraniano é uma das principais figuras de destaque do plantel. Até ao momento, em 23 jogos, marcou 11 golos e fez cinco assistências, sendo então o melhor marcador do FK Dínamo Kiev, na presente temporada. Tsygankov está de pé quente, uma vez que, já marca há duas jornadas consecutivas, no campeonato. Com um remate forte e uma capacidade muito boa de chegar às zonas de finalização, é certo que vai ser um autêntico problema para os jogadores do SL Benfica.
XI’S PROVÁVEIS
SL Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Otamendi, Vertonghen, Lazaro, João Mário, Weigl, Grimaldo, Rafa, Darwin, Yaremchuk.
Treinador: Jorge Jesus
“Estamos na Champions e nesta fase quase todas as equipas têm um alto nível. Este FK Dínamo Kiev é uma equipa que tem feito grandes jogos neste grupo e amanhã tenho a certeza de que nos vai colocar dificuldades, mas só pensamos em jogar para ganhar. Estamos dependentes de outros para chegar aos oitavos de final, mas para muita gente era impossível estarmos aqui a lutar pela passagem num grupo com FC Bayern Munique e FC Barcelona. Estamos a discutir o lugar com uma equipa que nos últimos 18 anos nunca falhou a passagem aos oitavos de final”.
FK Dínamo Kiev: Bushchan, Karavaev, Zabarnyi, Syrota, Mykolenko, Tsygankov, Sydorchuk, Shaparenko, C. de Pena, Buyalskyi, Shkurin.
Treinador: Mircea Lucescu
“Acho que o SL Benfica vai jogar no máximo, querem marcar cedo para serem mais dominantes. Precisam desta vitória, sobretudo depois do jogo com o Sporting CP. Champions é diferente do campeonato, tudo pode ser acontecer. Cada jogo tem a sua história, o jogo de amanhã nada tem que ver com isto. O SL Benfica tem de ganhar, vão ser mais dominantes e pressionar desde o início. Temos de ter outra estratégia para termos a nossa dinâmica”.
PREVISÃO DE RESULTADO: SL BENFICA 2-0 FK DINAMO KIEV