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AC Milan 1-1 FC Internazionale Milano: Tudo igual no Giuseppe Meazza

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A CRÓNICA: ÇALHANOGLU APIMENTOU UM DÉRBI QUE JÁ SE PREVIA QUENTE

AC Milan e FC Internazionale Milano enfrentaram-se em partida da 12ª jornada da Liga Italiana. No primeiro dérbi da época, com os rossoneri a jogarem em casa, diante do seu público, o encontro começou a um ritmo relativamente baixo. Mas foram só mesmo os primeiros minutos…

Estavam apenas decorridos oito minutos de jogo quando Kessié, desatento, facilitou e cometeu grande penalidade sobre Çalhanoglu. Depois de dois minutos de espera, o médio turco avançou para a bola e não perdoou, batendo com firmeza para o meio da baliza. Festejou frente à antiga equipa e provocou a ira dos adeptos rossoneri!

Mas o Milan responderia de imediato. Leão deu o primeiro aviso com um remate fortíssimo de fora da área e o golo do empate surgiria cerca de dez minutos depois. Cruzamento de Tonali e foi De Vrij que poupou trabalho ao Milan, marcando na baliza errada. Tomori ainda festejou e enganou quem estava a ver, mas o golo foi mesmo do central holandês…

O encontro estava a ser jogado a um ritmo altíssimo e prova disso é que o Inter voltou a beneficiar de uma grande penalidade. Em jogada de contra-ataque, Darmian trocou as voltas a Ballo Touré, que foi obrigado a derrubar o ala italiano na área. Na cobrança, Lautaro, não tão confiante quanto Çalhanoglu, não conseguiu bater Tatarusanu. O avançado argentino não marcava há seis jogos consecutivos e prova disso mesmo foi a forma denunciada como bateu.

O ritmo continuou alto. A partir da meia hora, e muito embora o Milan até tivesse a iniciativa do jogo, o maior número de faltas baixou a intensidade da partida. Ainda assim, ambas as equipas podiam ter chegado ao descanso em vantagem: Leão ameaçou Handanovic, ao passo que Barella e Lautaro não conseguiram bater o guardião romeno.

Pelo filme da primeira parte, esperava-se uma segunda metade igualmente intensa, mas não foi bem assim… pelo menos ao início. O Inter começou mais perigoso, é certo, mas sem criar grande perigo, até que aos 55’ Çalhanoglu por muito pouco não desfez a igualdade. Lautaro podia ter desviado, mas quando se está num dia não, pouco há a fazer.

O jogo estava mais duro, mas as ocasiões de parte a parte continuaram, ainda que timidamente, a surgir. Zlatan Ibrahimovic por muito pouco não assinou o golo da noite ao minuto 69, com um remate em arco que saiu perto da baliza de Handanovic. Que golo seria!

O Inter também podia ter saído com a vitória, só que Arturo Vidal esbarrou duas vezes seguidas em Kalulu, naquela que foi a última grande chance da formação orientada por Inzaghi. É que até final do jogo só deu Milan, pois Zlatan, de livre, testou a atenção do guardião adversário e já em cima do minuto 90 foi Saelemaekers que fez abanar a baliza do Inter com um remate ao poste, que Kessié não conseguiu transformar em golo na recarga.

Com este empate, nada mudou para ambas as formações. O Milan segue no segundo lugar em igualdade pontual com o Napoli, não conseguindo aproveitar o deslize dos napolitanos frente ao Hellas Verona (1-1), ao passo que o Inter permanece na terceira posição, com 25 pontos, menos 7 que os líderes.

 

A FIGURA

Hakan Çanalhoglu – O médio ofensivo do Inter trocou os rossoneri pelo Internazionale neste verão, naquela que foi uma das transferências mais polémicas no defeso. Quis o destino que voltasse a faturar diante da sua antiga equipa… festejando efusivamente. Para além de ter sofrido a grande penalidade do golo que marcou, fica na retina um jogo esclarecido do médio turco. Merecia mais pelo que fez, mas Lautaro e Dzeko estiveram muito aquém do esperado…

 

O FORA DE JOGO

Stefan de Vrij – Uma noite para esquecer do central holandês, que atuou no meio da defesa, com Bastoni e Skriniar ao seu lado. É que para além de ter marcado na baliza errada, não conseguiu oferecer grande consistência defensiva à turma nerazzurri. É certo que o lance do golo é uma infelicidade, mas na segunda parte o AC Milan podia ter marcado por várias vezes, tal era a desatenção. Valeu o sempre atento Handanovic e em último recurso, o poste.

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

A formação orientada por Stefano Pioli apresentou-se num 4-2-3-1, com o meio-campo apoiado no jogo pensado de Tonali e na força física de Kessié, que logo ao início deitou tudo a perder. A equipa da casa mostrou algumas dificuldades em ter bola em alguns períodos da partida, apesar de conseguir criar algumas oportunidades, nomeadamente em bolas paradas. Krunic e Brahim Díaz foram autênticos ‘corpos estranhos’, ao passo que Rafael Leão e Zlatan Ibrahimovic, um em cada metade do jogo, foram os elementos mais perigosos. O técnico do AC Milan mexeu bem na equipa, colocando em campo Rebic, que deu algum poder de fogo ao ataque, assim como Bennacer, que deu outro fulgor ao meio-campo. Não chegou, ainda assim…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tatarusanu (8)

Calabria (7)

Kjaer (7)

Tomori (7)

Touré (6)

Tonali (7)

Kessié (7)

Brahim Díaz (6)

Krunic (6)

Rafael Leão (7)

Ibrahimovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Kalulu (7)

Rebic (7)

Saelemaekers (7)

Bennacer (7)

Bakayoko (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Já os nerazzurri iniciaram a partida no seu já tradicional 3-5-2, com dois alas a explorar a profundidade, no caso Darmian e Perisic. O jogo da equipa passaria muito pelas combinações entre o médio croata e Çalhanoglu, mas pouco mais do que isso. Os dois avançados Dzeko e Lautaro mostraram-se muito desinspirados e dificultaram a tarefa da equipa em conseguir ligar o jogo, demasiado partido. O cansaço notou-se na segunda metade, pelo que Vidal ainda deu alguma chegada à área, que estava a faltar, tal era a lentidão de processos de Barella e Brozovic, mas ficou-se por aí. As entradas de Correa e Dumfries pouco deram à equipa, numa fase em que já não conseguia criar perigo algum. Dimarco e Sanchez entraram demasiado tarde…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (7)

Bastoni (7)

De Vrij (6)

Skriniar (7)

Darmian (7)

Barella (7)

Brozovic (7)

Çalhanoglu (8)

Perisic (7)

Lautaro (6)

Dzeko (7)

SUBS UTILIZADOS

Vidal (7)

Correa (6)

Dumfries (6)

Sanchez (-)

Dimarco (-)

FC Paços de Ferreira 0-2 Sporting CP: Santa bola parada

A CRÓNICA: PARA QUANDO UM SPORTING CP AIRLINES?

O Sporting CP deslocou-se a Paços de Ferreira e venceu por 0-2, numa partida que sublinhou, mais uma vez, a importância da bola parada no jogo leonino.

Com este resultado os leões ascendem ao primeiro posto da tabela – a par de FC Porto -, enquanto os pacenses permanecem no 10º lugar da classificativa.

Os primeiros 45 minutos narraram uma autêntica batalha entre ambas as equipas.

O Sporting CP, com alguma naturalidade, assumiu cedo as rédeas da partida e também cedo podia ter chegado ao golo, sendo que no primeiro quarto de hora, André Ferreira foi obrigado a duas (boas) internvenções. Coates e Esgaio, após duas bolas paradas, foram os homens responsáveis pelas melhores oportunidades dos forasteiros no primeiro tempo.

Do lado pacense, que meia hora fantástica! Jorge Simão tinha a lição estudada. Seja no momento sem bola, ou com ela, os jogadores demonstraram um entendimento exímio daquilo que tinham que trabalhar.

De sublinhar o trabalho do meio campo pacense, que definiu com rigor os timings, seja para pressionar alto, ou então para recuar e encurtar espaço ao ataque leonino.

Pedro Gonçalves e Sarabia – homens de referência na criação de jogo leonino – foram muito bem tapados, ao passo que ambos tiveram muitas dificuldades em receber entrelinhas e para, consequentemente, virar-se de frente para o jogo. Tudo a zeros ao intervalo.

Segunda parte, e que reação por parte dos leões. Já se sabe que as bolas paradas – na era de Rúben Amorim – valem ouro, e assim surgiu o primeiro do jogo. Sarabia no canto, Coates de cabeça assiste Inácio, e o central luso encostou para o primeiro da partida. 0-1 para o Sporting CP ao minuto 47!

Na resposta, os castores procuraram ter mais bola e maior presença no último terço. Contudo, e já com Pedro Gonçalves mais ‘ligado à corrente’, o Sporting CP voltou a marcar, através do «suspeito do costume»: Pote. 0-2 para os leões.

Até final, o FC Paços Ferreira fez várias aproximações à baliza de Adán, ainda que nenhuma tenha alarmado a forte defensiva leonina, ao passo que, deste modo, o marcador não sofreu quaisquer alterações.

A FIGURA

Sebastián Coates João Palhinha Léo Andrade
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Coates – Comprometido defensivamente – ganhou seis dos sete duelos que disputou – acabou por, mais uma vez, ser também decisivo do ponto de vista ofensivo. Desta feita, assistiu Gonçalo Inácio para o golo que desbloqueou a partida.

 

O FORA DE JOGO

Sarabia
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sarabia – Dos jogos mais apagados do internacional espanhol até ao momento. Muitas más decisões no último terço, e alguma incapacidade para encarar a defensiva pacense. Paulinho foi outro elemento leonino que se destacou pela negativa, e pela inoperância ofensiva.

 

ANÁLISE TÁTICA – PAÇOS DE FERREIRA

A equipa orientada por Jorge Simão alinhou no seu habitual 4-3-3, que acabou por se transformar num 4-1-4-1 em organização defensiva, com João Pedro como referência na pressão ao portador da bola pacense.

Compactos na defesa – um meio campo que raramente concedia espaço aos médios do Sporting CP para ligar jogo – a equipa do FC Paços de Ferreira caracterizou-se, também, pela capacidade de, em jogo posicional ofensivo, conseguir ligar setores, com Eustáquio e Nuno Santos preponderantes nesta fase do jogo, e com os alas – bem abertos – sempre predispostos a receber e encarar o 1×1.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Ferreira (7)

Jorge Silva (5)

Flávio Ramos (6)

Maracás (6)

Antunes (6)

Luiz Carlos (6)

Eustáquio (7)

Nuno Santos (6)

Juan Delgado (6)

Lucas Silva (5)

João Pedro (6)

SUBS UTILIZADOS

Hélder Ferreira (6)

Uilton (5)

Denilson Jr. (5)

Ibrahim (5)

Fernando Fonseca (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se num 3-4-3 com duas alterações em relação ao jogo da Champions League. Esgaio e Nuno Santos assumiram as alas, e Matheus Reis regressou à posição já conhecida no modelo de Rúben Amorim (terceiro central na esquerda).

Ora, com algumas dificuldades a ligar o jogo pela zona central do terreno, a equipa leonina procurou atrair os meio-campistas do FC Paços de Ferreira, para depois girar e explorar o jogo exterior. Algo notório na primeira parte, sendo que as principais oportunidades ou foram criadas por Nuno Santos, ou concretizadas por Ricardo Esgaio.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (7)

Esgaio (6)

Coates (8)

Gonçalo Inácio (7)

Matheus Reis (5)

Nuno Santos (6)

Matheus Nunes (6)

Palhinha (6)

Sarabia (4)

Pedro Gonçalves (7)

Paulinho (3)

SUBS UTILIZADOS

Daniel Bragança (6)

Tabata (5)

Jovane (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Paços de Ferreira

BnR: Boa noite mister, sentiu que um dos principais pontos positivos que retira do jogo passou pela capacidade da equipa, principalmente no primeiro tempo, de conseguir estancar a zona central do terreno, e de encurtar o espaço aos principais criadores do Sporting CP?

Jorge Simão: “Sem dúvida, havia dois pontos fundamentais na minha ideia de preparação para este jogo. Passava principalmente por ser bastante pressioanante em dois momentos: no pontapé de baliza do Sporting CP e na organização ofensiva deles, naquela construção a três, e fazer uma pressão alta com os nossos extremos a saltar nos centrais de fora para dentro para condicionar o jogo por dentro. Na primeira parte conseguimos fazer com algum sucesso, na segunda parte aconteceu mais isto quando estivemos a perder por 0-2.”

Sporting CP

Não foi possível realizar qualquer questão a Rúben Amorim

Foto de capa: Liga Portugal

CD Santa Clara 0-3 FC Porto: O Super FC Porto

A CRÓNICA: Homem golo? O Porto tem.

O Estádio de S. Miguel abriu portas neste domingo de sol, para mais um espetáculo de futebol, entre CD Santa Clara e FC Porto.

Um jogo difícil para a equipa da casa que se encontra em último lugar na tabela classificativa, e irá defrontar o primeiro classificado. Apesar da motivação extra depois do sucesso dos Açorianos na última partida entre as duas equipas, para a Taça da Liga, tudo está em aberto para o jogo de hoje.

Começava a primeira parte e o FC Porto entrava já a tentar marcar posição nos momentos iniciais da partida. Esse destaque obrigava a equipa da casa a recuar. A primeira tentativa de golo  da parte da equipa do Norte, viria através de Luis Díaz que, depois de passe de Taremi, fica num 1×1 com Ricardo Ferreira, aproveita a oportunidade, remata mas a bola acabaria por sair ao lado e árbitro marcaria o fora de jogo.

Apesar das poucas oportunidades de chegar à baliza de Diogo Costa, Lincoln, aos 17 minutos tenta a sua sorte mas a bola acabaria por ir direta para as mãos do guardião azul e branco.

O Porto acabaria por se destacar nesta primeira parte, por conseguir chegar mais facilmente à baliza dos bravos mas sem grande finalização. Estes ainda tentam sair a jogar mas há sempre alguém que intercede.

Depois de várias tentativas, seria aos 41 minutos que o Porto seria Feliz. Numa receção de costas de Lincoln, Sérgio Oliveira aproveita para roubar a bola, aponta e atira para as redes de Ricardo que ainda vai ao chão para defender mas é impossível. Estava então inaugurado o marcador. A equipa da casa ainda tenta reagir antes do intervalo mas não seria suficiente.

A segunda parte acabava de começar e já o FC Porto mostrava-se revitalizado do intervalo. Num lance que começa a meio campo, Otávio passa para Luis Diaz que, de cabeça, faz o segundo golo da partida.

Mais tarde, aos 52 minutos, Pepe tenta a sua sorte mas o atento Ricardo Ferreira faz uma defessa irrepreensível desviando a bola para longe da baliza.

Após o segundo golo, a intensidade de jogo acalmava. Apesar disso, os dragões continuavam superiores na partida, com maior posse e a conseguir sair com maior facilidade. Essa superioridade viria a se destacar quando Taremi recebe a bola e atira para Luis Diaz que bisa de forma fácil, fazendo o 3-0.

À medida que o jogo se aproximava do fim, os azuis e brancos continuavam a tentar pressionar e a acertar no alvo mas o apito final veio e a partida terminou.

Foi uma exibição muito à quem para a equipa açoriana que havia derrotado o Porto semanas antes. Por outro lado, o Porto deu uma excelente resposta depois desse mesmo jogo e mostrou que o primeiro lugar na tabela é o lugar para eles.

A FIGURA

Luis Diaz FC Porto CD Santa Clara
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz Foi um autêntico dínamo na frente de ataque dos dragões. Imprimiu velocidade, bisou na partida. Desconcertante, irreverente e cada vez mais letal no momento da decisão, o colombiano assoma como figura maior deste campeonato.

O FORA DE JOGO

CD Santa Clara FC Porto Allano
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Allano – O ala brasileiro teve um dia para esquecer. Pouco interventivo no ataque, acabaria por ser expulso numa altura prematura da partida, agravando uma tarefa que ja se antevia difícil para a equipa açoriano.

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O Santa Clara alinhou-se com o esquema tático de 4-2-1-3. Fiel ao seu esquema de jogo, Nuno Campos mexeu em algumas pedras da equipa. Na baliza, por lesão, Marco foi arredado das opções, sendo substituído por Ricardo Fernandes.

À frente deste, uma linha defensiva composta por quatro homens. Sagna, a substituir Rafael Ramos, jogou na lateral direita. No lado esquerdo, Mansur continua a ser dono e senhor daquela posição. No eixo central, João Afonso e Cristian Gonzalez mantiveram-se no onze.

No miolo do terreno, o técnico operou outra substituição. Nené jogou como homem mais recuado daquela zona nevrálgica do terreno, em substituição de Anderson Carvalho. Morita, internacional nipónico, acompanhou o açoriano no centro, deambulando entre posições mais recuadas e adiantadas.

Lincoln, o organizador de jogo, fixou-se mais à frente, juntando-se aos homens da frente no momento do pressing defensivo. Na frente, Ricardinho manteve a titularidade e procurou dar critério com bola. Allano, no lado direito do ataque, foi encarregue de trazer mais verticalidade ao jogo. O homem mais adiantado foi Rui Costa, substituindo Jean Patric no onze.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Ricardo Fernandes (4)

Mansur (6)

Tassano (5)

João Afonso (4)

Pierre Sagna (4)

Lincoln (4)

Nené (2)

Morita (4)

Ricardinho (6)

Rui Costa (5)

Allano (2)

SUBS UTILIZADOS

Jean Patric (4)

Rafael Ramos (3)

Julio Romão (3)

Luis Phellype (3)

Anderson Carvalho (3) 

ANÁLISE TÁTICA – FC Porto

O Porto alinhou-se no esquema tático 4-4-2. Também Sérgio manteve a sua aposta no seu esquema de jogo. Nos flancos defensivos, Zaidu pela esquerda e João Mario na direita imprimiram velocidade e verticalidade ao jogo. Pepe é Mbemba ocuparam as posições mais centrais da defensiva azul e branca.

Sérgio Oliveira e Grujic, homem que já havia estado em destaque em Milão, ocuparam o miolo do terreno. Otávio, jogou como falso ala, ocupando posições interiores, conferindo supremacia no coração do jogo: o meio campo. Do outro lado, Luiz Diaz, irreverente e a procurar trazer maior profundidade ao jogo dos dragões que na frente voltaram a alinhar Evanilson e Taremi

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

João Mário (5)

Pepe (5)

Mbemba (4)

Zaidu (4)

Otávio (5)

Marko Grujic (5)

Sérgio Oliveira (6)

Luis Diaz (7)

Evanilson (6)

Mehdi Taremi (5)

SUBS UTILIZADOS

Vitinha (4)

Francisco Conceição (3)

Bruno Costa (2)

Fábio Vieira (2)

Pêpê (3)

BnR na CONFERÊNCIA

CD SANTA CLARA

BnR: O golo a abrir a segunda parte, deitou por terra a estratégia que trazia após o descanso?

Nuno Campos: Quando vamos para intervalo temos uma ideia para a nossa equipa, que vamos dar a volta. É natural que a equipa vai abaixo e é decisivo para o jogo.

FC Porto

BnR: Na primeira parte, viu-se um Santa Clara a jogar em bloco medio-alto. Ainda assim o Porto explorou pouco a profundidade e os espaços concedidos pelos açorianos. A que é que se deveu?

Sérgio Conceição: Fomos explorando. Era uma das nossas possibilidades, saber usar bem a largura. Sabíamos que com este adversário ia ser necessário ver  e analisar isso. Acabamos por não explorar de forma previsível e penso que conseguimos um resultado.

SL Benfica B 1-3 CD Mafra: Líder contestado

A CRÓNICA: SALOIOS COM VITÓRIA REQUINTADA

O tempo há muito se encarregou de tornar obsoleta a ideia de que para se ser líder são precisos anos de vivências passados entre os sucessos das grandes conquistas e o amargo sabor das duras derrotas. O que não se perdeu foi a ideia de que até os melhores líderes são questionados. Benfica B

A contestação foi levada a cabo pelo CD Mafra que venceu, no Futebol Campus, o SL Benfica B, líder da Segunda Liga. Os encarnados somaram a segunda derrota no campeonato, a primeira em casa, mas permanecem no primeiro lugar.

A espera pelo golo não se chegou a transformar em impaciência. O Mafra entrou agressivo e o primeiro golpe que aplicou no adversário foi um bruto pontapé que abriu uma ferida nas águias. À meia volta, na ressaca de um canto, foi Bura, constantemente ameaçador nas bolas paradas, quem, logo aos nove minutos, deixou a defesa do Benfica B a girar à procura de uma bola que já só encontrou no fundo das redes.

Os encarnados imediatamente fizeram pong ao ping que tinham recebido. A entrada da área foi o local idóneo para Filipe Cruz bater em jeito um livre direto que respondia ao golo sofrido três minutos antes.

Cada vez que o Mafra rodava o jogo rapidamente para o lado esquerdo – Pedro Pacheco esteve exemplar nesse aspeto –, Rodrigo Martins não dava opção de doce e só fazia travessuras, obrigando Svilar a limpar a casa. O Benfica B ia explorando a velocidade de Umaro Embaló para chegar ao ataque.

O Mafra continuou mais seguro de si na segunda parte. Os mafrenses resolveram com eficácia os desafios defensivos e continuaram a contar com um Rodrigo Martins a dar vida ao ataque. A vantagem chegou na conversação de uma grande penalidade apontada por Gui Ferreira.

Se começou ao pontapé, acabou com o selo de Vitor Gabriel. Os extremos tocaram-se quando Rodrigo Martins desenvolveu um belo lance para assistir o brasileiro para o 3-1 final.

 

A FIGURA

Rodrigo Martins – Se faltar energia na casa de alguém a culpa é dele que a roubou toda para si. A velocidade e irreverência que impôs mereciam que a sua exibição tivesse terminado coroada com um golo que acabou por não surgir.

 

O FORA DE JOGO

Cher Ndour Não conseguiu brilhar na ligação de jogo interior tanto como a equipa precisava. Acabou rendido por Ronaldo Camará.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B

O Benfica B teve alguma dificuldade na ativação dos médios para executar a ligação. Contra esta lógica, os melhores momentos de ataque posicional benfiquista, embora esporádicos, aconteceram quando libertaram o lateral Rafael Rodrigues à esquerda.

Esta situação poderia ter acontecido mais vezes caso o jogo interior fosse uma ameaça, dado que, por vezes, é necessário atrair atenções para as zonas onde não se quer jogar para libertar aquelas que podem ser mais úteis.

Em ataque rápido, Umaro Embaló, atuando como extremo pela direita, recorreu à velocidade para ser a principal arma ofensiva. Tiago Gouveia, do outro lado, não se conseguiu impor num jogo que até era propício às suas características.

Com o decorrer do encontro, Nélson Veríssimo pediu a Rafael Brito, médio mais recuado, que se colocasse entre os centrais, Tomás Araújo e Pedro Álvaro, a defender, adaptando o 4-3-3 que utilizou como base. Martim Neto foi tendo protagonismo quando recuou no terreno para orquestrar a construção. No espaço entre linhas quem mais vezes brilhou foi Henrique Araújo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Svilar (6)

Filipe Cruz (4)

Tomás Araújo (6)

Pedro Álvaro (6)

Rafael Rodrigues (5)

Rafael Brito (5)

Martim Neto (5)

Cher Ndour (4)

Umaro Embaló (6)

Tiago Gouveia (5)

Henrique Araújo (5)

SUBS UTILIZADOS

Ronaldo Camará (5)

Luís Lopes (5)

Henrique Pereira (5)

João Neto (-)

Fabinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

O Mafra apresentou dois médios no centro do terreno, Andrezinho e Aparício, de características ofensivas. Para compensar a inferioridade numérica e de músculo em zona nuclear, Ricardo Sousa tratou de fazer recuar o ponta de lança Stevy Okitokandjo para condicionar o médio defensivo do Benfica B.

Por seu turno, os extremos, Vitor Gabriel e Rodrigo Martins, pressionavam os centrais, enquanto que os laterias, Bruno Silva e Gui Ferreira, encaixavam nos laterais contrários. Com este enquadramento, os três centrais, Pedro Pacheco, Bura e Pedro Barcelos, que assinalaram uma bela exibição, duelaram de um para um com os atacantes encarnados.

Com Bruno Silva, um esquerdino a jogar sobre a esquerda no sistema de 3-4-3, a tendência do lateral foi procurar zonas interiores, deixando a largura para Vitor Gabriel.

Com mais elaboração pela direita, mas com mais objetividade sobre a esquerda, foi pelo flanco canhoto que o Mafra mais vezes aplicou desenvoltura aos ataques por intermédio de um vertical Rodrigo Martins.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Miguel Santos (6)

Bruno Silva (6)

Pedro Pacheco (7)

Bura (7)

Pedro Barcelos (7)

Gui Ferreira (6)

Andrezinho (6)

Pedro Aparício (6)

Vitor Gabriel (8)

Rodrigo Martins (8)

Stevy Okitokandjo (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Lucas (6)

Inácio Miguel (5)

Rodrigo Gui (-)

Lucas Marques (-)

Wenderson (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

SL BENFICA B

Bola na Rede: Até que ponto as dificuldades que estes jovens jogadores sofreram hoje, sendo mesmo obrigados a fugir à matriz de jogo da equipa, vão contribuir para o seu crescimento?

Nélson Veríssimo: Certamente que irão contribuir até para o crescimento da própria equipa. Todos os jogos são desafios diferentes, cada equipa com quem jogamos tem uma ideia de jogo diferente, portanto, tudo contribui para o processo de crescimento individual e coletivo. O jogo de hoje não foge a esse processo.

Da mesma forma, nos jogos em que ganhámos, houve situações em que as equipas adversárias nos colocaram em dificuldades e que também serviram para analisar. Foi um resultado que esteve longe do que pensávamos obter, há que reconhecer isso.

O adversário, em grande parte do jogo, foi melhor do que nós. Com humildade para reconhecer isso, vamos conseguir projetar o futuro de uma forma mais consistente.

CD MAFRA

Bola na Rede: O que pretendia com o recuo dos pontas de lança Okitokandjo, na primeira parte, e de Pedro Lucas, na segunda, para marcarem o médio mais recuado do Benfica, o Rafael Brito, sendo que, mesmo a atacar, muitas vezes estavam mais recuados do que os extremos? Ouvi-o muitas vezes a pedir ao Vitor Gabriel que não deixasse jogar por fora. Acreditava ser aí que o Benfica B poderia causar mais dificuldades?

Ricardo Sousa: O Benfica joga com os extremos muito abertos. Não queríamos que o Benfica aproveitasse a qualidade que tem nos extremos. Tínhamos que planear a semana de treinos para fazer uma pressão alta.

Na pressão alta, sentimos que era melhor bloquear os dois centrais com os dois extremos e meter o Okitokandjo numa posição basicamente 10 para não deixar o Rafael Brito sair a jogar. É importante não deixar as equipas saírem a jogar por fora. Os nossos centrais teriam que bascular muito mais se o jogo fosse mais exterior. Foi uma tática que resultou.

Permitiu-nos, além de fazer uma boa exibição, fazer um bom resultado, sem o Benfica nos ter criado nenhuma situação de perigo em termos de jogo jogado. Nos últimos oito jogos não sofremos um golo de bola corrida.

FC Barcelona | Passado, presente e futuro interligados num misto de desgraça e brilho

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O ano era 2011. Mais uma vez, o FC Barcelona de Pep Guardiola tinha arrasado e dominado a Europa, ao vencerem cinco em seis troféus possíveis. Eram os senhores do mundo.

Viviam tempos dourados e tudo corria às mil maravilhas. O que aconteceu? Da glória, só ficou a poeira, as estrelas saíram e, ao tormento, juntou-se a corrupção e a incompetência. Dez anos depois, o sonho é agora um pesadelo real.

 

O estado atual do FC Barcelona é uma anedota. Entre a situação financeira do clube (chegou a 1,35 mil milhões de dívida) e o futebol coletivo que apresentam, não sei qual está pior.

Más performances são o novo “normal” e ganhar é quase um milagre. Falta garra, entusiasmo e, mais importante que tudo, falta esperança. O tempo passa e o barco catalão vai-se afundando gradualmente.

As sementes de um FC Barcelona incolor e enfraquecido foram cultivadas, sobretudo, por Josep Maria Bartomeu, a raiz de todos os males e um dos piores presidentes da história do futebol.

No seu quintal, não escondia cadáveres. Escondia (sim) seis anos de incompetência, hipocrisia e corrupção que acabariam por ser revelados com o recente escândalo “Barçagate”. Cavou a sua própria sepultura e levou consigo o Barcelona atrás. É o que dá quando o dinheiro fala mais alto.

 

Por outras palavras, o FC Barcelona atual é um reflexo do mandato de Bartomeu: catastrófico. E é aqui que o plano entra em ação, estilo Casa de Papel. Como diriam a maioria dos professores, os jovens são o futuro. Bem, aqui a história não é diferente, muito pelo contrário até.

As escolinhas de La Masia continuam a ser uma fábrica de talentos puros: Ansu Fati, Álex Collado, Riqui Puig, Gavi, Nico González, Eric García, Óscar Mingueza e Alejandro Baldé. Calma e respira, que vêm mais. Faltam os “forasteiros” que passaram a ser família: Frenkie De Jong, Ousmane Dembélé, Pedri, Ronald Araujo, Francisco Trincão, Yusuf Demir e Dest. Com tanta estrela, quase parece uma constelação.

 

Uma coisa é certa: o futuro do FC Barcelona está em boas mãos. No entanto, não basta ter jovens estrelas. Uma gestão de sucesso é de igual importância. Somando a limpeza administrativa, o regresso de Joan Laporta  e a abundância de talentos, o resultado pode ser majestoso. Conseguirão finalmente despertar o gigante adormecido? Eventualmente, é possível.

Falámos do passado glorioso, do lamentável presente e especulámos sobre o futuro. Não é fácil pôr por palavras o quão bons foram e o quão maus são. Em tempos, Barcelona foi a capital do futebol. Puro como a água, feroz como um leão. Eram os reis da selva. Contudo, isso é coisa do passado e assistir à sua queda é (no mínimo) triste. Uma pena.

Ainda assim, acredito num comeback histórico, maior que a remontada frente ao Paris Saint-Germain FC (2017). Acredito na eventual escalada de um Evereste de adversidades e numa vista imperial adiante. Acredito no regresso da magia, dos gritos loucos de felicidade e do velho sabor da vitória. A cambalhota à miséria e o grande final feliz. Porque não? Sempre ouvi dizer que depois da tempestade, vem a bonança. Eu acredito.

FC Barcelona

GP Algarve: O susto do Falcão

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A CORRIDA: QUARTARARO CAI E DUCATI CELEBRA TÍTULO

O tão esperado Grande Prémio do Algarve por todos nós portugueses e amantes da categoria rainha de motovelocidade finalmente chegou.

Foi um fim de semana difícil para o Falcão da Charneca, ao passo que todas as atenções continuaram voltadas para o que é o primeiro piloto português de sempre no Moto GP.

Esteve uma autêntica moldura humana a apoiá-lo no Autódromo Internacional do Algarve para além de toda a turma 88 estar a torcer pelo seu sucesso à distância.

As vinte cinco voltas na montanha-russa iniciaram-se de forma atribulada com os homens da Ducati a assumirem a liderança e com a exibição de bandeiras amarelas na curva número quatro.

No segundo setor com queda de Danilo Petrucci e com o início estilo foguete do piloto luso da KTM a conquistar sete posições logo na segunda volta da corrida.

Joan Mir veio com o objetivo claro de vencer a corrida no Algarve e manteve-se em perseguição de Pecco Bagnaia, que arrancara novamente de pole position neste GP.

Miguel Oliveira foi aumentando o seu ritmo de forma consecutiva e conseguiu mais uma posição. Foi necessário exibir novamente as bandeiras amarelas devido a uma queda do piloto espanhol e irmão do Pol, Aleix Espargaró, na curva um do setor um.

Fabio Quartararo cometeu um erro na curva treze que fez com que perdesse as posições que tinha ganho e voltasse à sua posição do grid.

Embora o título de campeão estivesse entregue esta corrida ainda era importante para decidir a luta para decidir o campeão de construtores, envolvendo novamente os mesmos protagonistas, Ducati Lenovo Team e Yamaha Factory Racing, separadas por pouco mais de de dez pontos.

Quartararo perdeu a frente a meio da curva cinco, no segundo setor sendo este o seu primeiro abandono da temporada, no GP a seguir ao que foi coroado campeão mundial.

O momento mais preocupante da corrida no Algarve ocorreu com a queda no setor quatro envolvendo o Miguel Oliveira que foi derrubado pela moto de Iker Lecuona na curva treze a duas voltas do final que fez com que fossem mostradas bandeiras vermelhas, tendo o piloto português ido para o posto médico para ser observado e o incidente investigado pela organização.

Johann Zarco venceu o título de melhor piloto individual e a Ducati foi então campeã de construtores, graças à queda de Quartararo.

O vencedor deste GP do Algarve foi Francesco Bagnaia, seguido do ex campeão mundial Joan Mir e encerrando o pódio esteve o australiano Jack Miller.

Foto de capa: Moto GP

CF “Os Belenenses” 2-1 Clube Operário Desportivo: Pastel de Belém servido ao “cair do pano”

A CRÓNICA: “AZUIS DO RESTELO” VENCEM NA ESTREIA DO NOVO TREINADOR

Manhã fria, mas solarenga no Restelo. Centenas de adeptos dos azuis a marcarem a partida da sexta jornada do Grupo E do Campeonato de Portugal opôs o CF “os Belenenses” e o Clube Operário Desportivo, na estreia de Hugo Martins no banco da equipa da casa.

O jogo começou com os primeiros 15 minutos de posse de bola por parte do CF “os Belenenses”. A equipa da casa aproximou-se da baliza adversária por duas ocasiões, através de lances de bola parada, mas sem criar grande perigo. Belenenses

Até que aos 24 minutos de jogo, e em contraste com o rumo do jogo, o Clube Operário Desportivo chegou ao primeiro da partida. Cruzamento da ala esquerda em direção à grande área, e Edgar Teixeira rematou ao primeiro toque, executando um chapéu a Marcelo Valverde.

Até ao final do primeiro tempo, as duas equipas repartiram mais o jogo. A equipa visitante ganhou força com o tento apontado, e ganhou mais preponderância com bola e no jogo ofensivo.

A segunda parte começou com o golo do empate da equipa da casa. Quando o cronómetro marcou o minuto 49, Clé cruzou rasteiro para o avançado Ruben Araújo se desmarcar dos centrais adversários e fazer o gosto ao pé bem perto da pequena área.

Primeiros 15 minutos de pressão intensa do CF “os Belenenses”. A equipa da casa entrou mais forte no segundo tempo, e, com o golo apontado logo no início, a equipa foi criando lances de potencial perigo que acabaram por ser desperdiçados.

Ao minuto 76, grande oportunidade para a equipa da casa. João Oliveira cruzou em direção ao segundo poste e Clé a atirar às malhas da linha lateral. No minuto seguinte, foi a formação visitante a criar perigo, com um remate a passar rente ao poste.

Até que, quando já passavam três minutos do tempo regulamentar, o CF “os Belenenses” chegou ao golo da vitória. Cruzamento do flanco esquerdo para Bruno Botas, ponta-de-lança recém-lançado por Hugo Martins, finalizar de pé esquerdo.

Final de jogo no estádio do Restelo: a formação caseira conseguiu dar a volta ao marcador. Os adeptos do clube da Cruz de Cristo vão para casa com um sorriso no rosto, depois de terem criado um espetacular ambiente que valoriza o Campeonato de Portugal.

 

A FIGURA

Bruno Botas (CF “Os Belenenses”) – Entrou para decidir o encontro. O avançado de 34 anos marcou o golo da vitória aos 93 minutos da partida, numa altura em que a formação do Restelo estava totalmente virada para o ataque. Botas e Rúben Araújo lado a lado, como Herlander e Clé nas linhas. Foi o final da manhã perfeito para os azuis do Restelo, tão bom como um pastel de Belém.

 

O FORA DE JOGO

Falta de jogo ofensivo do Clube Operário Desportivo – A equipa visitante foi praticamente inofensiva do ponto de vista ofensivo. Tirando o golo, o Operário criou pouquíssimas oportunidades de golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF OS BELENENSES

O Belenenses apresentou-se num 4-3-3, com Marcelo Valverde na baliza. Na defesa com João Oliveira, Fábio Marinheiro, André Serra e Zé Pedro. O meio-campo foi ocupado por três homens – Mauro Antunes, Kikas e Flavinho Silva. Na frente de ataque estiveram Clé e Ricardo Viegas bem abertos nas alas com Rúben Araújo como homem mais avançado. Tanto a atacar como a defender a formação da casa manteve-se no mesmo esquema tático.

Nos últimos 10 minutos de jogo, o treinador meteu todas as fichas no jogo, passando a ter dois homens alvo na frente de ataque – Rúben Araújo e Bruno Botas. Clé à direita e Herlander à esquerda, numa espécie de 4-2-4.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marcelo Valverde (6)

João Oliveira (7)

Fábio Marinheiro (6)

André Serra (5)

Zé Pedro (7)

Mauro Antunes(7)

Kikas (6)

Flavinho Silva (6)

Clé (7)

Rúben Araújo (7)

Ricardo Viegas (6)

SUBS UTILIZADOS

André Frias (6)

Miguel Oliveira (6)

Bruno Botas (8)

Herlander (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUBE OPERÁRIO DESPORTIVO

Ao apito inicial, a equipa visitante estava alinhada num 5-4-1, começando por dar a iniciativa aos da casa. Edgar Teixeira, Ricardo Carvalho, Pedro Tavares, Igor Cartaxo e Samuel Velho formaram a linha defensiva. No meio-campo do Operário estavam Gonçalo Pereira, Gonçalo Reyes, Dani Sousa e Neto. Joazimar Stehb encontrava-se sozinho na frente.

A verdade é que marcaram primeiro e ganharam alento, o que resultou numa alteração a nível tático. Esta modificação também se deveu ao facto de, até ao golo, a bola ter sido monopolizada pelo Belenenses. Neto juntou-se a Stehb e passaram para um 5-3-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Flávio Brandão (6)

Ricardo Carvalho (6)

Pedro Tavares (6)

Igor Cartaxo (6)

Edgar Teixeira (6)

Samuel Velho (7)

Gonçalo Pereira (6)

Dani Sousa (5)

Gonçalo Reyes (6)

Neto (6)

Joazimar Stehb (6)

SUBS UTILIZADOS

Marcelo Castro (6)

Chileno (6)

Patrício Coelho (6)

Paulo Bessa (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF “Os Belenenses”

BnR: Bruno Botas foi o jogador que decidiu a partida. É essa a função dele na equipa ou foi uma opção tática?

Hugo Martins: “Todos os jogadores são importantes. Ele acabou por ser o jogador que nos deu a vitória, mas todos eles vão ter um papel importante.”

BnR: Sente mais pressão por treinar um clube como o Belenenses ou encara este desafio como outro qualquer?

Hugo Martins: “Cada clube tem a sua especificidade. O CF “Os Belenenses” é o maior clube que já treinei na minha carreira. Em relação à pressão, ela começa em mim. Aquilo que eu digo aos meus jogadores é que temos muita sorte por termos o 12º jogador presente, que faz falta a qualquer clube.”

BnR: Está pronto para dar a primeira vitória fora ao Belenenses?

Hugo Martins: “Há um trabalho que temos de fazer a nível tático e mental. Temos de procurar e encontrar estratégias para ganhar fora, sobretudo quando jogarmos em campos mais pequenos.”

 

Clube Operário Desportivo

BnR: Tendo em conta o fraco jogo ofensivo do Operário, o que é que faltou à equipa para fazer mais?

Filipe Mesquita: “O jogo teve duas partes distintas. A estratégia passava por enervar o adversário que vinha de maus resultados e conseguimos o que tínhamos delineado. Dois erros individuais comprometeram o resultado. Na segunda parte não fomos homens suficientes para segurar o jogo. Faltou-nos agressividade. Queria que fôssemos meninos com bola e homens sem ela. Infelizmente, na segunda parte fomos só meninos.

 

Rescaldo da opinião de Miguel Amaral Rodrigues e Miguel Gato.

CD Santa Clara x FC Porto: Agora, o foco é outro!

Primeira Liga, 11.ª jornada: domingo, 17h, 7 de novembro de 2021
ANTEVISÃO: Continuar na senda de vitórias

E a jornada n.º 11 está aí, com o FC Porto a viajar até aos Açores para defrontar o CD Santa Clara. Numa partida que vai opor o primeiro classificado contra o último da liga portuguesa.

O LÍDER DO CAMPEONATO VIAJA ATÉ AOS AÇORES E ESPERA TRAZER TRÊS PONTOS! CONSEGUIRÃO OS DRAGÕES VINGAR A DERROTA PARA A TAÇA DA LIGA? APOSTA COM A BWIN!

Além disso, esta não vai ser a primeira vez que ambas as formações se encontram esta temporada, dado que a contar para a Taça da Liga, os açorianos levaram a melhor sobre os dragões.

Mas passado não passa disso mesmo, de passado e agora os comandados por Sérgio Conceição tem uma posição a defender e não haverá melhor defesa do que a vitória na Ilha de São Miguel. A verdade é que os portistas estão a atravessar um bom momento da época e procuram a 6º vitória consecutiva para o campeonato.

No outro lado da barricada, o CD Santa Clara, sob a orientação de Nuno Campos, tenta reverter a delicada situação em que se encontra na tabela classificativa, procurando somar pontos indispensáveis que o permitem fugir dos lugares de perigo. Para isso, os açorianos vão receber os azuis e brancos, tentando replicar o resultado de há duas semanas.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Esta vai ser a segunda vez que ambas as equipas se encontram na presente temporada;
  2. Fábio Cardoso regressa pela primeira vez à sua casa dos últimos anos, Açores;
  3. O CD Santa Clara, atualmente, já vai no seu 2.º treinador, tendo começado a época com Daniel Ramos;
  4. Nuno Campos já passou pelo Dragão, na altura, como adjunto de Nuno Espírito Santo;
  5. Os açorianos são a primeira equipa que o técnico Nuno Campos orienta enquanto treinador principal;
  6. O FC Porto procura a 6.ª vitória consecutiva no campeonato e manter a sua invencibilidade na liga;
  7. O CD Santa Clara é, até ao momento, a única equipa que conseguiu derrotar os dragões em competições internas;
  8. Hélder Postiga é o jogador com mais golos em desafios que envolvem as duas equipas;
  9. O resultado mais desnivelado entre as duas formações foi de 5-0 a favor dos portistas;
  10. O árbitro da partida vai ser Rui Costa;

JOGADORES A TER EM CONTA

Santa Clara CD FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Hidemasa Morita (CD Santa Clara): O jogador japonês tem encantado os adeptos insulares e no geral do futebol português, desde que aterrou na Ilha de São Miguel. Dono de uma excelente capacidade técnica, o nipónico destaca-se essencialmente pela sua qualidade de passe e visão de jogo, com que faz que seja o cérebro da equipa de Nuno Campos.

Desta forma, é claramente um dos jogadores mais deste conjunto do CD Santa Clara e de quem se espera que possa provocar lances de perigo na área contrária, servindo os seus colegas através dos seus deliciosos pés.

Luis Diaz FC Porto CD Santa Clara
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz (FC Porto): O internacional colombiano tem estado num nível superlativo esta temporada, estando mesmo como se diz em bom português, “a partir a loiça toda”. Fortíssimo num 1 vs 1, com um poder e uma velocidade invejável, Luis Díaz, nos seus melhores momentos, é capaz de fazer de “gato sapato” qualquer opositor.

Deste modo, atualmente, o “cafetero” é o pesadelo para qualquer defesa, sendo o jogador mais do FC Porto. Além disso, tem somado golos e assistências aos seus números e não há dúvidas nenhumas que o melhor jogador da Liga mora no Dragão.

XI PROVAVÉIS

CD Santa Clara: Ricardo Fernandes, Sagna, João Afonso, Chindris, Tassano, Anderson Carvalho, Morita, Lincoln, Jean Patrick, Rui Costa e Luiz Phillype

Treinador: Nuno Campos

“Sabemos da dificuldade do jogo, como também sabíamos anteriormente. Também, factualmente, só há duas equipas que este ano conseguiram ganhar ao FC Porto. Uma foi o Liverpool e a outra foi o Santa Clara”

FC Porto: Diogo Costa, João Mário, Pepe, Mbemba, Wendell, Grujic, Sérgio Oliveira, Vitinha, Luis Díaz, Taremi e Evanilson

Treinador: Sérgio Conceição

“A deslocação ao Santa Clara é sempre difícil. De qualquer das maneiras, é uma equipa que se organiza defensivamente com qualidade até porque o espaço que ocupam é mais baixo do que o habitual noutros jogos. Fica mais fácil defender. Tivemos algumas ocasiões, algumas delas bem claras, para fazer golos. Cabe-nos a nós fazer mais do que aquilo que fizemos nesse jogo.”

PREVISÃO DE RESULTADO: CD SANTA CLARA 0-2 FC PORTO

FC Paços de Ferreira x Sporting CP: Jorge Simão acredita ter encontrado a “luz” para contrariar os leões

Primeira Liga: Domingo, 19:00, 7 de novembro de 2021

ANTEVISÃO: JORGE SIMÃO ILUMINADO E PRONTO PARA PÔR FIM À INVENCIBILIDADE LEONINA

O FC Paços de Ferreira entra para a 11ª jornada do campeonato no 10º lugar com 11 pontos. Não ganha há oito jogos para o campeonato, tendo a última vitória para a Liga Portugal sido frente ao Portimonense SC fora de casa. É também verdade que nos últimos sete jogos só perdeu um. E essa derrota foi com o FC Porto no estádio do dragão.

COMO TREINADOR, RÚBEN AMORIM NUNCA PERDEU COM O PAÇOS DE FERREIRA. QUAL É O TEU PALPITE PARA HOJE? APOSTA COM A BWIN

No estádio capital do móvel, o Paços de Ferreira não ganha desde a primeira jornada numa vitória por duas bolas a zero contra o FC Famalicão. Temos de olhar até meados de agosto para ver os pacenses triunfar no seu reduto.

Quanto ao Sporting CP, os leões estão em 2º lugar com os mesmos pontos do 1º. Vencem há sete jogos e ganhando este domingo podem igualar a maior série de vitórias na era Amorim. Para o campeonato são cinco jogos a triunfar. O último jogo para a Liga Portugal que não ganhou foi frente ao Porto no início de setembro.

Os comandados de Amorim vêm de uma goleada na Liga dos Campeões frente ao atual campeão turco. Olham agora para o campeonato com o objetivo de se manter colados aos azuis e brancos no topo da tabela classificativa.

De um lado uma equipa que está a fazer o seu caminho e que defronta agora uma das duas equipas invencíveis no campeonato. Sem responsabilidade, o Paços vê-se numa excelente situação para voltar a vencer em casa para a Liga Portugal três meses depois.

Do outro, um Sporting a atravessar o melhor momento da época. O clube de Alvalade está a um ponto de seguir para a Final Four da Taça da Liga. Tem a Taça de Portugal em mira e está ainda na disputa por um lugar na fase seguinte da Liga dos Campeões.

Vencendo o encontro com o Paços, fica na situação mais confortável possível num momento em que o seu percurso vai ser interrompido pelos compromissos internacionais.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Rúben Amorim, como treinador, nunca perdeu contra o FC Paços de Ferreira. Ao serviço do Braga SC venceu o único jogo que disputou. Ao comando dos leões, em quatro jogos leva quatro vitórias;
  2. Das 22 vezes que o Sporting CP visitou a capital do móvel para o campeonato venceu 12. Os da casa ganharam apenas cinco;
  3. No total de confrontos (49) o Sporting CP soma 88 golos marcados. O CF Paços de Ferreira leva 38 tiros certeiros;
  4. A vitória mais expressiva dos leões no reduto pacense foi um 0-6 na época de 2001/2002, ano em que o clube de Alvalade foi campeão;
  5. O maior triunfo do Paços em casa frente ao Sporting foi um 4-0 na temporada 2002/2003;
  6. O resultado mais comum em casa do Paços entre estas duas equipas, a contar para a primeira liga, e que se repetiu por quatro vezes, é o 1-2 a favor dos leões;
  7. O jogador dos leões com mais golos apontados ao Paços de Ferreira é Liedson com 8 tiros certeiros em 15 jogos;
  8. Do lado dos minhotos, Mauro foi quem mais vezes fez as redes leoninas balançar (3 golos em 3 jogos);
  9. Dos jogadores que compõem os plantéis das equipas atualmente, João Palhinha é o jogador com mais golos apontados aos pacenses (2);
  10. Do lado do Paços, só Marco Baixinho fez o gosto ao pé frente aos de Alvalade (1 golo apontado em 9 encontros).

 

JOGADORES A TER EM CONTA
Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves (Sporting CP) – É o melhor marcador do Sporting CP no campeonato, mesmo tendo estado afastado dos relvados durante quase um mês. Desde que regressou de lesão, o melhor marcador da anterior edição da liga portuguesa levou seis jogos para voltar a fazer o gosto ao pé.

Foi diante do Besiktas em casa para a Liga dos Campeões que o internacional português voltou aos golos e logo com um bis. A seca de golos acabou e a próxima vítima pode ser já o Paços.

 

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Nuno Santos (FC Paços de Ferreira) – O jovem português de 22 anos é o melhor marcador da equipa no campeonato. Leva três golos. Até ao momento a formação da capital do móvel defrontou um dos três grandes, o FC Porto. Perdeu com os dragões fora de casa por 1-2, tendo sido Nuno Santos a fazer o tento do Paços.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP (3-4-3): Adán; Inácio, Coates, Feddal; Ricardo Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes, Matheus Reis; Pedro Gonçalves, Paulinho e Sarabia.

Treinador: Rúben Amorim

“O Paços de Ferreira vai ser uma equipa agressiva, que de certeza preparou muito bem o jogo e que conhece melhor o Sporting do que o Besiktas. Têm um treinador experiente e têm o Vitorino lá, que deve ter ajudado bastante. Estamos preparados para um jogo muito mais físico e difícil”

CF Paços de Ferreira (4-3-3): André Ferreira; Vitorino Antunes, Maracás, Marco Baixinho, Jorge Silva; Nuno Santos, Luiz Carlos, Stephen Eustáquio; Lucas Silva, Denilson, Hélder Ferreira.

Treinador: Jorge Simão

“Cheguei a um ponto onde se fez luz e decidimos. São pequenas nuances estratégicas e táticas, porque na minha cabeça amanhã, pelo menos no plano teórico, vamos fazer um jogo fantástico”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SPORTING CP 2-0 FC PAÇOS DE FERREIRA

 

SL Benfica x SC Braga | Lufada de ar fresco ou queda completa?

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Primeira Liga, 11ª Jornada: domingo, 21h15, 7 de novembro de 2021

ANTEVISÃO: LUFADA DE AR FRESCO PARA JESUS?

A 27 de Novembro de 2018, o SL Benfica vergava em Munique por 5-1 depois de mais uma demonstração de talento interpretada por Arjen Robben. Cambaleava-se dentro e fora de portas, com futuro incerto e Rui Vitória no fio da navalha. Lufada de ar fresco

JOGO GRANDE DA JORNADA NA LUZ E UMA PARTIDA QUE PODE PROLONGAR A CRISE ENCARNADA! IREMOS TER AMBAS EQUIPAS A MARCAR NO JOGO ENTRE SL BENFICA E SC BRAGA? APOSTA COM A BWIN!

Duas vitórias e dois empates nas primeiras nove jornadas ditavam sombra da guilhotina sobre o pescoço suado do técnico português, que fazia de tudo para aguentar o lugar e levar avante as suas intenções de recuperar o título nacional depois de perdido ingloriamente o “Penta”.

Luís Filipe Vieira falava em luzes para justificar a indecisão quanto ao despedimento do treinador e aguentava-o praticamente um mês. Já depois de eliminados da Liga dos Campeões, Rui Vitória recebia, aflitíssimo, o SC Braga de Abel Ferreira, que vinha entusiasmando o Portugal desportivo com inovações táticas que Carvalhal faz questão de manter em 2021.

Engalanava-se a Luz para assistir a momento marcante da época, para o bem ou para o mal – mas certamente que apesar da imprevisibilidade do momento, o 6-2 final com que o SL Benfica brindou a plateia não cabia nos sonhos nem do mais otimista. Foi sol de pouca dura, já que quatro dias depois as águias viajavam até Portimão e perdiam por 2-0 – adeus, Rui Vitória, que não havia mais voltas para dar.

Três anos se passaram e as circunstâncias assemelham-se, por travessura de um destino que fez questão de reconciliar Jorge Jesus e o SL Benfica, numa piada de mau gosto e pirraça elementar. Lufada de ar fresco

Jesus vê-se na pele do colega de profissão de quem tanto desdenhou e prepara-se para tentar contrariar a força de uma Lei de Murphy implacável: quando tudo pode correr mal, certamente assim será. Lufada de ar fresco

Este jogo pode ser a lufada de ar fresco que Jesus precisa
O jogo de hoje pode decidir o futuro de Jesus no SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jesus vê-se encurralado pelas duas vitórias nos últimos sete jogos, sarapintados pelo duplo safanão que o FC Bayern Munique fez questão de dar (o 9-2 agregado torna-se na pior eliminatória europeia de sempre da história encarnada) e vê no Sporting Clube de Braga de Carlos Carvalhal uma possível tábua de salvação ou, no mínimo, degrau para repousar.

A contestação entre a massa adepta apoia-se nos maus resultados, culminar do futebol pobre que só a espaços soube disfarçar neste ano e meio. Os rumores de que Otamendi, líder de balneário, encabeça motim que expõe as fragilidades da liderança do técnico – os episódios de Gilberto e Lucas Veríssimo serão indício disso mesmo – aumentam a pressão, entretanto aproveitada do outro lado do Atlântico. Lufada de ar fresco

Renato Gaúcho já perdeu o élan que o fez ganhar jogos em catadupa ao comando do Flamengo e as exibições têm piorado a olhos vistos. Há, portanto, a perspetiva de novo regresso para Jorge Jesus, culminando na vontade recíproca de afastar os fantasmas e ser feliz de novo.

Carvalhal, alheio a tudo isto, tenta preparar da melhor forma o embate na Luz, onde ganhou no ano passado. Com apenas três dias de descanso, garante que os bracarenses estão “num contexto difícil”.

“Jogámos há 72 horas e tivemos este jogo, que não dá para recuperar um jogador totalmente, não sou eu que digo, são os livros. É uma linha vermelha que pode levar a haver lesões. Temos de saber fazer a gestão, e a equipa foi inteligente na forma como geriu o jogo. Estamos num contexto diferenciado, o nosso adversário, o Benfica, tem mais dois dias de recuperação, mas vamos a jogo como fomos sempre. Desde que regressei a Portugal não fui a nenhum jogo que não tenha justificado uma atitude para vencer o jogo”.

Com 19 pontos, os arsenalistas podem ficar a três dos encarnados, que contam 25 na tabela.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Quatro vitórias e um empate nos últimos cinco jogos do SC Braga – os bracarenses não perdem desde 16 de setembro, quando visitaram Belgrado a contar para a Liga Europa (2-1 frente ao Estrela Vermelha).
  2. Em 74 jogos no Estádio da Luz, os arsenalistas perderam 57 vezes, ganhando apenas em quatro ocasiões – três delas na última década, sempre com Jesus ao leme do SL Benfica. A outra vitória foi na época 1954-55.
  3. Galeno tem sido um dos nomes em destaque na equipa: com o golo frente ao Ludogorets, acumula 18 participações em golo nos últimos jogos 19 jogos na competição. Em consumo interno, leva dois golos e três assistências nos últimos dez jogos.
  4. Ricardo Horta, o craque e capitão, atingiu hattrick de assistências frente aos búlgaros, contabilizando seis golos e igual número de passes para golo nos 15 jogos realizados na presente temporada.
  5. Registo pouco feliz de Carvalhal frente aos encarnados: cinco vitórias nos 20 jogos realizados, três delas em 2020-21 (Primeira Liga, meia-final da Taça da Liga e final da Taça de Portugal).
  6. Contra Jesus, o técnico de 55 anos mantém a estatística tremidaas três vitórias da temporada transata são as únicas em 12 jogos no frente a frente.
  7. Jorge Jesus, ao serviço do SL Benfica, não obtém registo muito mais substancial frente aos bracarenses – 10 vitórias em 21 jogos. A melhor série de jogos sem perder foi entre novembro de 2011 (1-1) e março de 2014 (0-1 na Pedreira): sete jogos, quatro vitórias e três empates.
  8. Pizzi é o melhor marcador das águias contra o seu clube de formação: 11 golos em 19 jogos. Haris Seferovic é o segundo do ranking, com quatro em 10 jogos.
  9. Com as goleadas sofridas frente ao FC Bayern, o SL Benfica conta 20 golos sofridos em 20 jogos oficiais.

10. O árbitro da partida será Artur Soares Dias. Lufada de ar fresco

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Julian Weigl lufada de ar fresco
Weigl tem sido dos elementos mais consistentes por parte do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Julian Weigl (SL Benfica) – Preterido de forma questionável contra o FC Bayern, o alemão surge revigorado e totalmente apto fisicamente para o confronto deste domingo. Por ele passará muito do sucesso encarnado: tanto no aproveitamento defensivo resultante da forma como lidará com as movimentações de Ricardo Horta ou Iuri Medeiros, como na gestão da posse e da relação com João Mário, embrião da criatividade encarnada.

 

Ricardo Horta (SC Braga) – Novamente preterido de forma injusta por Fernando Santos, Ricardo continuará a ser preponderante nas aspirações do conjunto e a demonstrar ser um dos melhores homens de último terço da realidade portuguesa.

Em mais uma temporada em cheio (ver dados), tentará reescrever a sua estatística contra o SL Benfica, melhorando o registo: em 14 jogos cumpridos, marcou apenas por uma vez e assistiu três. Melhorar significativamente neste aspeto será o segredo para o sucesso bracarense. Lufada de ar fresco

 

XI´S PROVÁVEIS

SL Benfica: Odysseas; Diogo Gonçalves, Veríssimo, Otamendi, Vertonghen e Grimaldo; Weigl e João Mário; Rafa, Darwin e Yaremchuk.

Treinador: Jorge Jesus

“O SC Braga é um adversário difícil, mas já estamos habituados e os últimos jogos foram todos contra equipas fortes. Vai ser um jogo espetacular, com golos, porque são duas equipas criativas e que procuram o golo”.

 

SC Braga: Matheus; Fabiano, Paulo Oliveira, Diogo Leite, Sequeira e Galeno; Castro e Al Musrati; Ricardo Horta, Medeiros e Vitinha.

Treinador: Carlos Carvalhal

“O Benfica vai encontrar um SC Braga ambicioso e que vai fazer aquilo que tem feito desde que chegamos a este clube, ou seja, abordar o jogo, tentar desconstruir o adversário e tentar vencer, sabendo que adversário tem muito mais pontos fortes, mas pequenos pormenores que podem fazer a diferença e vamos tentar explorar isso mesmo”.

Lufada de ar fresco

PREVISÃO DO RESULTADO: SL BENFICA 1-2 SC BRAGA