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GP de Espanha: duelo de titãs

Cabeçalho modalidadesUma batalha à antiga. Foi assim o GP da Catalunha, que consagrou Lewis Hamilton depois de uma luta intensa com Sebastian Vettel. A Fórmula 1 – a Mercedes e a Ferrari – voltou a mostrar que está viva e pronta para as curvas. Há muito tempo que não víamos uma corrida decidida, em alguns momentos, roda a roda.

Lewis Hamilton conquistou a pole-position e, logo aí, tivemos indícios de que esta seria uma etapa renhida. O inglês foi mais rápido do que Vettel mas com uma diferença de apenas alguns milésimos; Bottas colocou o outro Mercedes na terceira posição e Raikkonen fechou a segunda linha do grid.

Mas o arranque destruiu qualquer mínima vantagem que a Mercedes pudesse ter. Vettel investiu tudo nos primeiros metros e rapidamente se apoderou da liderança. Um bocadinho mais atrás, Raikkonen encostou Bottas aos limites da pista, eliminando todo o espaço que existia entre os dois. O Mercedes tocou no Ferrari e Raikkonen perdeu todo o controlo do monolugar. Danos colaterais? Verstappen estava a tentar fazer uma curva larga e chegar-se aos homens da frente quando o Ferrari descontrolado foi ter consigo. Verstappen e Raikkonen ficaram fora do GP, Bottas continuou (por tempo limitado, como vamos ver mais à frente).

Fonte: Mercedes-AMG Petronas Motorsport
Hamilton encurtou a distância para Vettel na classificação geral
Fonte: Mercedes-AMG Petronas Motorsport

Mas este GP de Espanha já era atípico desde o princípio. Desta vez, as indicações da Pirelli obrigavam à utilização dos compostos médios e macios, sendo que a diferença entre eles era de dois segundos. Os pneus médios não eram os mais indicados para este tipo de pista e as equipas teriam de saber usá-los durante o menor tempo possível.

Sete voltas depois do arranque, Vettel tinha mais de 2s de vantagem sobre Hamilton. A estratégia da Mercedes era fazer menos uma paragem do que a Ferrari e, quando Sebastian parou na volta 15, Lewis continuou em pista durante mais algum tempo.
Vettel regressou atrás dos Mercedes e deu espaço ao piloto inglês para, finalmente, mudar de pneus. E aqui, Valtteri Bottas foi importantíssimo. Teve um papel crucial na retenção do alemão, sendo absolutamente intransponível durante a paragem de Hamilton. Com uma bonita manobra, Vettel acabou por recuperar a liderança, mas havia um problema: Hamilton tinha pneus melhores, estava com um ímpeto incrível e tinha o caminho livre para ir atrás do Ferrari. E assim fez.

Hamilton aproveitou o safety-car, acionado para retirar o McLaren de Vandoorne de pista, para voltar a parar e trocar para macios. E, a partir daqui, dependia tudo da estratégia da Ferrari. Vettel ainda tinha de ir à box e, apesar dos mais de 20 segundos de vantagem, estava tudo por decidir.

Pedro Henriques novamente na final…agora com o Reus

Cabeçalho modalidadesA segunda meia final da tarde, marcou o encontro dos atuais segundos classificados de cada país, sendo que se o Benfica ainda pode ser campeão, o Reus nem por isso. Num jogo bastante diferente do Oliveirense-Barcelona, tudo decidiu-se nos penáltis onde Pedro Henriques voltou a brilhar e ao contrário do ano passado, tramou os encarnados.

O jogo teve um início bastante animado e aos cinquenta segundos, o Reus beneficiou de uma grande penalidade que Albert Casanovas não desperdiçou. A equipa, espanhola não podia ter um melhor começo do que este. Contudo, pouco depois, foi a vez de o Benfica ter um penalti a seu favor, mas João Rodrigues não conseguiu marcar.

A equipa portuguesa não sentiu o golo e foi à procura do empate e logo a seguir a ter falhado o penalti, Diogo Rafael disparou um míssil do meio campo, que só parou no fundo da baliza de Pedro Henriques.

Em pista, o ritmo apresentado era alto, o que levava o jogo a partir-se várias vezes, originando muitos lances de contra-ataque. Porém, nenhuma das equipas estava a conseguir aproveitar. Exemplo disso, foi um lance isolado onde Marc Torra não conseguiu bater Traball.

A exemplo do jogo anterior, as oportunidades sucediam-se, mas os guarda-redes continuavam a ser melhores do que os avançados.

Pedro Henriques foi decisivo Fonte: CERS Rink-Hockey
Pedro Henriques foi decisivo
Fonte: CERS Rink-Hockey

Num lance de contra-ataque de dois para um, aos dez minutos de jogo, Nicolia, após uma recuperação de bola na meia pista encarnada, serviu João Rodrigues que consumou a reviravolta no marcador. Um minuto depois, Diogo Rafael viu um cartão azul por falta sobre Marc Torra. Raul Marin foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas Traball travou as intenções do espanhol.

Logo nos primeiros instantes de superioridade numérica, Raul Marin redimiu-se do livre-direto e com uma seticada em zona frontal empatou o jogo.

Apesar da nova igualdade, o equilíbrio mantinha-se e o jogo continuava bom, mas os golos deixaram de aparecer.

Perto do final da primeira parte, transição rápida do Réus e Torra assistiu Casanovas para o 3-2. Miguel Rocha deixou-se antecipar por Albert Casanovas e isso originou mais um golo catalão.

Concluído o primeiro tempo, o Reus saía na frente de forma justa, mas tudo estava em aberto para a segunda metade.

Reforços que nada renderam

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Ninguém no mundo futebolístico e especialmente no mundo Sportinguista negará que a época desportiva do clube leonino foi um fracasso total. Completamente afastado do título com catorze pontos de atraso em relação ao rival Benfica, com menos dezasseis pontos em relação à mesma jornada face à época transata e com mais quatro derrotas e dois empates.

Enquanto na época transata os leões apresentavam um saldo positivo de 70 golos marcados contra 21 sofridos, este ano, apresentando na mesma um saldo positivo, o cenário é bem mais precário pois contam com 64 golos marcados – menos seis – e com bem mais golos sofridos – 35 golos fazendo uma diferença de catorze face ao ano transato. Viria a acabar com 86 pontos, com 79 golos marcados e com 21 sofridos. Simulando que na última jornada o clube leonino repete o mesmo resultado que na época transata (4-0 ao Braga) terminaria com 70 pontos, com 68 golos marcados e 35 sofridos fazendo um goal average positivo de 33 golos contra um positivo de 58 golos. Se em relação ao ataque as diferenças dos números não são muito significativas, ficam bem demonstradas as dificuldades e a instabilidade vividas no sector defensivo por parte dos leões este ano, sendo que, tal como fiz referência, a simulação foi feita contando que não é sofrido mais nenhum golo.

Teo foi muito importante em 2015/16 Fonte: Sporting CP
Teo foi muito importante em 2015/16
Fonte: Sporting CP

Face à qualidade apresentada na época transata, as expectativas para este ano só poderiam ser altíssimas e o titulo era o que todos os adeptos do Sporting tanto sonhavam e tanto acreditavam ser possível. Igualmente eliminado da Taça da Liga logo na fase de grupos, sendo eliminado na Taça de Portugal nos quartos-de-final, sendo eliminado também na Liga dos Campeões e não garantindo um lugar na Liga Europa, as expectativas tornaram-se rapidamente em desilusão e em desconfiança. Ninguém fica indiferente a isto, ninguém nega que a época foi um desastre.

Existem muitas coisas a melhorar e esta época foi retrato disso mesmo. Depois de uma época de excelente nível, isto só veio demonstrar que ainda são cometidos muitos erros na gestão da época desportiva do Sporting. O clube fez, segundo as informações fornecidas pelo site transfermakt, um total de 39 milhões em contratações, sendo Bas Dost a mais cara, custando 10 milhões, e realizou cerca de 80 milhões em vendas com João Mário a ser o mais valioso saindo por 40 milhões. Se as vendas que o Sporting realizou de João Mário e Slimani foram, sem dúvida, excelentes vendas e algo inédito em Alvalade, pecaram por ser tardias e não serem depois garantidas soluções à altura. O Sporting colmatou a saida de Slimani com Bas Dost: apesar de características diferentes, o holandês é garantia de golos e colmatou João Mário com a aposta no jovem Gelson Martins que também apresenta características diferentes. Se temos jogadores com características diferentes, o sistema de jogo sendo o mesmo nem sempre irá resultar ou ter os mesmos frutos. Foi perdida a raça de Slimani, foi perdida a inteligência de João Mário e o apoio que também prestava em espaços interiores, foi perdida não totalmente a classe mas a forma de Bryan Ruiz que também teve muita influência no estilo de jogo leonino, e foi perdida também a capacidade e a qualidade que Teo Gutiérrez garantia ao estilo de jogo que Jorge Jesus pretendia.

Ricardo Barreiros de Ouro!

Cabeçalho modalidadesNo primeiro jogo da final-four, Barcelona, atual tetracampeão espanhol, e a Oliveirense, líder do campeonato português e vice-campeã europeia, mediram forças num encontro que se esperava muito equilibrado. Algo que se veio a constatar e ao contrário do habitual, a sorte esteve do lado português, pois na segunda parte do prolongamento, Ricardo Barreiros decidiu a meia-final com um golo de ouro.

Início de jogo rápido, com a Oliveirense a dizer presente ao tentar atacar a baliza catalã desde cedo, obrigando Sergi Fernandez a intervenções de alto nível.

Após uma entrada mais forte da equipa nacional, o Barcelona começou a equilibrar o jogo, mas sem grandes oportunidades de perigo, mas sempre que era necessário, Puigbi não falhava. Contudo, as melhores oportunidades continuavam a pertencer à Oliveirense, embora não as conseguisse materializar.

O jogo estava rápido e intenso. Logo, o tempo passava de forma bastante veloz, algo estranho para quem acompanha esta modalidade, mas o marcador continuava a zeros. A cerca de sete minutos para o final, Nuno Araújo fez falta para grande penalidade sobre Lucas Ordoñez. Xavier Barroso foi o escolhido para a marcação do penalti, mas o guarda-redes da Oliveirense travou as intenções espanholas. Na recarga, Barroso atirou ao lado.

Até ao final da primeira parte, o equilíbrio manteve-se e o 0-0 também, sendo que a falta da festa do golo, muito se deveu à qualidade apresentada por entre os postes das duas balizas. Xavier Pubgi e Sergi Fernandez defenderam tudo.

Retomado o encontro, era o Barcelona que tinha mais tempo de posse de bola, mas a Oliveirense defendia bem e não dava grandes espaços à equipa da “casa”. A intensidade, em comparação com os primeiros vinte e cinco minutos, era menor. Com o passar dos minutos, tal como o Barcelona havia feito anteriormente, a Oliveirense equilibrou as contas, tendo criado algumas chances de golo, mas sem malograr concretiza-las.

Fonte: União Desportiva Oliveirense/ Simoldes- Hóquei em Patins
Ricardo Barreiros foi o homem do jogo, ao fazer o único golo do encontro
Fonte: União Desportiva Oliveirense/ Simoldes- Hóquei em Patins

A meio da segunda parte, a partida voltou a animar-se e a ter um ritmo mais elevado, mas os mesmos protagonistas continuavam em grande e a igualdade não se desfazia. No entanto, foi algo momentâneo, pois as ambos os conjuntos não queriam errar e isso fez com que a intensidade voltasse a baixar.

Iniciada a última eternidade do período regulamente, ou seja, os cinco minutos finais, tudo continuava na mesma. Assim como os elementos diferenciadores. Os guarda-redes, claro. Terminado o tempo regulamentar, tudo continuava na mesma e o jogo seguiu para prolongamento.

Nos primeiros cinco minutos de período complementar, o Barcelona foi o conjunto mais perigoso, tendo obrigado Pugbi a boas intervenções. Do lado da Oliveirense, destaque apenas para um lance, já dentro do último minuto, onde João Souto acabou por enrolar o esférico por cima.

A segunda parte complementar teve um início bastante rápido, mas ao contrário do habitual, através de uma iniciativa individual de Ricardo Barreiros, o golo de ouro acabou por cair para o lado português. Deste modo, a Oliveirense repete a presença na final. Triunfo justo para a Oliveirense, apenas porque marcou o golo, visto que, a partida poderia ter sido vencida por qualquer uma das equipas, a quem oportunidades não faltou. Todavia, uma enorme exibição dos dois guarda-redes, onde Sergi Fernandez sai ligeiramente por baixo devido ao golo sofrido (onde nada podia fazer), impediram um resultado mais volumoso.

Na final de amanhã, a Oliveirense defrontará o vencedor da segunda meia-final entre Benfica e Reus. Sendo que, no caso do Benfica passar, haverá uma reedição da final da Liga Europeia do ano passado. Por outro lado, se for o Reus a passar, haverá uma final inédita.

Foto de capa: União Desportiva Oliveirense/Simoldes-Hóquei em Patins

Atenção, Roma: O Gladiador espanhol está a caminho

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Cabeçalho modalidadesArranca amanhã o quadro principal do último grande teste antes do Grand Slam francês Roland Garros, o Masters 1000 Internazionali BNL D’Italia, que se disputa todos os anos no Foro Italico, em Roma. Como sempre, o torneio masculino conta com os principais nomes do circuito – do top-20, apenas Roger Federer, Jo-Wilfried Tsonga e Gael Monfils não estarão em prova – e tem como principal destaque o inevitável Rafael Nadal, campeão do torneio italiano por sete ocasiões, não esquecendo o atual líder do ranking mundial e campeão em título Andy Murray, ou o sérvio Novak Djokovic.

Na primeira metade do quadro, o primeiro cabeça-de-série, Murray, deverá ter, nos oitavos-de-final, o primeiro grande teste, com o jovem alemão Alexander Zverev a ser o principal candidato a disputar essa partida com o escocês. Quem sair vencedor desse possível embate deve esperar encontrar na fase seguinte Milos Raonic ou Tomas Berdych, sendo que nenhum dos dois tem estado particularmente bem nesta época de terra batida. Quem se apurar, proveniente deste primeiro quarto do quadro para a meia-final, terá provavelmente pela frente um de quatro jogadores temíveis: Stan Wawrinka, que apesar de não ter entrado bem nesta temporada de terra batida é um jogador que pode sempre ter uma palavra a dizer, o espanhol Albert Ramos-Viñolas que se tem vindo a exibir de forma bastante interessante (apesar do desaire precoce no torneio madrileno frente a Diego Schwartzman) ao longo da temporada disputada sob a sua superfície de eleição – o pó de tijolo – e pode surpreender ao chegar longe nesta prova, tal como David Goffin que nos Masters 1000 de Monte Carlo e Madrid apenas foi vencido por Rafa Nadal. Por fim, também Marin Cilic – que venceu a prova disputada há uma semana em Istanbul- tem fortes possibilidades de alcançar a meia-final em Roma.

1ª Meia-Final esperada: Alexander Zverev vs David Goffin

SL Benfica é Tetra – O despertar do belo e bondoso gigante

sl benfica cabeçalho 1Vou contar-vos uma história, já muito antiga, que até parece brincadeira ou lenda, mas que desde bem cedo descobri ser mesmo coisa da vida real. Em criança, insistiam comigo ter vivido no meu país um gigante muito belo e bondoso que cobria com a sua sombra todo o território e ainda mais algum. Era respeitado e temido; e jamais alguém o conseguira vencer. Apontavam-me um local, e diziam-me: – Foi por ali que ele passou. Mas olhando atentamente, eu já nada conseguia ver.

Explicaram-me que cuidar de um gigante era muito difícil: era preciso vesti-lo, alimentá-lo e acarinhá-lo; o que todos faziam sem queixume, pois, na verdade, o gigante era – desde há muito – o orgulho do país e do povo, que o adorava, pela sua beleza e bondade, e saía sempre à rua em multidão e em festa para cantar e dançar os seus grandes feitos. Porém, basta um punhado de homens maus para tudo cair por terra; e o gigante foi maltratado. Por fim, já muito triste e cansado, derrotado no físico e na moral, decidiu partir para outro lugar.

Ouvindo esta história, e enquanto crescia, alimentei o sonho de, um dia, poder ver com os meus próprios olhos o belo e bondoso gigante. Passei a assomar à janela todas as manhãs, onde fitava o horizonte e gritava por ele, na esperança de o fazer regressar. Mas o tempo foi passando e, por vezes, a própria crença enfraquecia. Percebi então, anos mais tarde, que afinal eu era somente mais um, por entre os muitos milhões espalhados pelo mundo, que todos os dias, pontualmente pela manhã, gritavam duma janela pelo regresso do belo e bondoso gigante. O povo pediu e com base num amor comum, irreprimível e inabalável, construiu um novo caminho para o futuro, feito de raça, querer e ambição.

Certo dia, igual a qualquer outro dia, algo de diferente ouviu-se da minha janela. O gigante regressava a casa, aproximando-se pé ante pé, fazendo toda a terra tremer à sua volta. Pelo caminho, o povo vestiu-o, alimentou-o e acarinhou-o, da forma como qualquer gigante necessita. O gigante voltou a ser respeitado e temido, voltou a ser o orgulho do país, mais pequeno do que ele próprio, transbordante de alegria. Hoje, o seu povo, espalhado pelos quatro cantos do mundo, festeja o seu regresso e a sua glória. O belo e bondoso gigante chama-se Sport Lisboa e Benfica e não tem rival; ou rivais. E a sua sombra vermelha e branca cobre todo o território e mais algum.

Na guerra entre o amor e o ódio ganha o Benfica Fonte: SL Benfica
Na guerra entre o amor e o ódio ganha o Benfica
Fonte: SL Benfica

Sobre o tetracampeoanto

Perdoe-me, caro leitor, este devaneio criativo, mas o dedinhos a bater no teclado são hoje comandados pelo coração; pois a mente, essa, não suporta tanta emoção. O Benfica sagrou-se tetracampeão, confirmando – se é que ainda era necessário – deter, de forma total e completa, a hegemonia no futebol português. O caminho até aqui foi tortuoso, com muitos obstáculos, alguns até internos – quem poderia crer nesta conquista após a onda de lesões que afectou este plantel –, no entanto, o trabalho efectuado, do topo à base, revelou-se competente, pode mesmo até dizer-se suficiente. Termo curioso, mas significativo quanto à realidade, ao referirmo-nos a uma jornada tão inolvidável.

Nem tudo foi perfeito, é verdade, porém, o decorrer da época veio confirmar (e destacar) a maior capacidade do Benfica, tanto a nível individual, como colectivo, em relação aos seus adversários. O futebol praticado pode nem ter sido o melhor, mas, nesta prova, mais nenhuma outra equipa poderia (ou justificaria) ter terminado no 1.º lugar – o Benfica conquista o seu 36.º título de campeão nacional, somando, para já, o dobro dos títulos conseguidos pelo seu principal rival, um dado significativo sobre a verdadeira dimensão desportiva e social do Benfica no nosso país.

Chegará o momento para avaliar aquilo que correu bem ou mal; para destacar os melhores e também os piores. Mas hoje, o dia está reservado para festejar, em união, pois no Benfica é sempre assim: os obreiros da nossa gloriosa história vêm de uma imensa família – onde se incluem dirigentes, treinadores, jogadores e adeptos –, constituída por milhões. O povo voltará a sair às ruas, enchendo o Marquês de Pombal, mas muitas outras praças e avenidas nos quatro cantos do mundo – é hora de festejar a vida e a obra do maior clube português; um dos maiores do mundo.

Foto de Capa: SL Benfica

Quem ganha uma, ganha duas, Sr. Engenheiro?

Cabeçalho Futebol Nacional«Os jogadores vão viajar para a Rússia com um objetivo em mente, que é ganhar a Taça das Confederações», quem o garante é Fernando Santos em entrevista à FIFA sobre aquela que será a primeira participação de Portugal nesta competição. Mas será só chegar, ver e vencer?

O primeiro jogo será dia 18 de Junho frente ao México, vencedores da Gold Cup em 2015 e conjunto contra o qual nunca perdemos, em três partidas vencemos duas e empatámos uma, num amigável em 1969. Segue-se a anfitriã Rússia dia 21 contra quem, em seis partidas, conquistámos três vitórias, um empate e duas derrotas. Finalmente, dia 24 enfrentamos pela primeira vez na nossa história a seleção da Nova Zelândia, vencedora da Taça Oceania em 2016.

No outro grupo encontram-se os maiores obstáculos ao objetivo do nosso engenheiro, falo da Alemanha e do Chile. Os vencedores do Campeonato do Mundo em 2014 e da Copa América em 2015 são, juntamente com Portugal, as seleções favoritas à conquista da Taça das Confederações. Este grupo conta ainda com o surpreendente vencedor da última CAN, os Camarões e com a Austrália, que chega à Rússia graças à conquista da Taça Asiática em 2015.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Outro fator que pode ser importante para as contas finais é o Europeu de sub-21, que se realizará ao mesmo tempo que a Taça das Confederações. Isto levanta várias dúvidas em relação à convocatória, uma vez que a vitória é um objetivo em ambas as competições e Fernando Santos tem utilizado vários jogadores que serão elegíveis para ajudar Rui Jorge – André Silva, João Cancelo, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes ou Gelson Martins são alguns dos exemplos.

Depois de conhecidos os adversários e analisados os fatores a ter em conta não me parece nenhum disparate por parte do engenheiro ter como objetivo a vitória da competição que contará com Artur Soares Dias como vídeo-árbitro. Chile e Alemanha são adversários à altura, mas Portugal já demonstrou que é capaz de tudo. O Brasil venceu as últimas três edições, mas não estará presente na Rússia, sendo que a única seleção que pode repetir a vitória é o México que venceu em 1999. Depois do Europeu, quem ganha uma, ganhas duas, Sr. Engenheiro?

Foto de capa: Facebook de Seleções de Portugal

CD Feirense 2-1 Sporting CP: A falta de eficácia paga-se caro

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Depois da derrota frente aos azuis do Restelo, que levantou ondas nas hostes leoninas acerca do futuro do treinador, o Sporting deslocou-se a Santa Maria da Feira para jogar com o Feirense, uma das “equipas sensação” da liga portuguesa sob a batuta do atual treinador Nuno Manta Santos. Apesar de ambas as equipas já terem a sua situação resolvida – o Sporting não tem aspirações a um lugar mais acima na tabela e o Feirense já garantiu a permanência na primeira liga – na entrada para o jogo, não foi por isso que as equipas se “encolheram” e não lutaram pelo resultado.

Na equipa do Sporting, Rúben Semedo voltou à titularidade em detrimento de Paulo Oliveira e Jefferson substituiu Zeegelaar, enquanto Gelson Martins e Daniel Podence regressaram depois de cumprido o jogo de castigo por acumulação de amarelos. Numa convocatória marcada pela “estreia” do prodígio Gelson Dala que iniciou o jogo no banco, todo o restante onze titular se manteve, sendo que Podence foi o segundo avançado de serviço, enquanto Gelson e Bruno César ficaram encarregues das alas.

O jogo começou por ser muito amorfo devido sobretudo ao facto das equipas estarem a batalhar a meio-campo com o Feirense a pressionar alto o Sporting na tentativa de deter a sua posse de bola, algo que obrigou muitas vezes Rui Patrício a “despachar” a bola para Bas Dost. Sem perigo evidente, o Sporting tentava chegar à baliza contrária com Podence a cruzar para a cabeça de Bas Dost para defesa fácil de Vaná. A resposta do Feirense surgiu logo depois com Etebo a rematar dentro da pequena área mas a encontrar Rui Patrício pelo caminho. Com a chegada aos vinte minutos de jogo, chegou também o golo do Sporting. Após lançamento lateral do brasileiro Jefferson, Coates desviou ao primeiro poste, Bas Dost ao segundo e a bola sobrou para o “menino” Gelson que não se fez rogado e rematou entre o poste e o guarda-redes. Pouco depois, Schelotto colocou à prova o guarda-redes do Feirense mas Vaná deu conta do recado. Tal como aconteceu durante grande parte do jogo, o Feirense respondia de seguida ao perigo criado pelo Sporting. Também de bola parada, Tiago Silva bateu um livre que só parou no fundo das redes do internacional português. Estava feita a igualdade e, depois disso, Rui Patrício ainda teve que se aplicar a remate de Etebo mas o jogo chegaria empatado ao intervalo.

Na segunda parte, a história não se alterou muito, com Sporting e Feirense a quererem chegar às respetivas balizas adversárias. Apesar do Sporting continuar a controlar razoavelmente o jogo, foi o Feirense quem foi aproveitando melhor as suas oportunidades, tanto que Rui Patrício foi obrigado a aplicar-se outra vez pouco depois do ínicio do segundo tempo. Bryan Ruiz foi lançado em jogo para o lugar de Podence perto da hora de jogo mas não foi pelos pés do costa-riquenho que se viu alguma inspiração. Pouco depois, Ruben Semedo faz falta sobre o irrequieto Etebo dentro da área e, sem hesitar, o árbitro assinala penálti. Cara a cara com Rui Patrício, Tiago Silva não falhou e bisou no encontro. Já em desvantagem, o Sporting dispôs da melhor oportunidade da partida para voltar a colocar o marcador empatado mas a trave e o poste negaram o segundo golo a Gelson Martins e na recarga Adrien Silva não conseguiu furar a muralha chamada Vaná. Na esperança de dar alguma velocidade e criatividade ao ataque, Jorge Jesus colocou Matheus Pereira em campo. No entanto, nem o jovem brasileiro conseguiu acrescentar algo mais que pudesse fazer com que a equipa conseguisse virar o resultado a seu favor. Perto dos noventa minutos, ainda houve tempo para Coates rematar de cabeça à baliza do Feirense, mas, mais uma vez, Vaná foi enorme e segurou a vantagem para os homens de Santa Maria da Feira.

Depois de uma série de onze vitórias que havia acabado no jogo passado, o Sporting volta a somar a segunda derrota consecutiva. Os verde e brancos dispuseram das oportunidades para empatar (e até ganhar) o jogo mas é imperativo que se perceba que é preciso mais do que competência para defrontar equipas como o Feirense que se transcendem em espírito colectivo e tático. Mais uma vez, o Sporting pode culpar-se a si próprio por esta derrota depois de voltar a estar refém da falta de eficácia que, tantas vezes, deu dores de cabeça durante a época corrente. Assim, o Feirense ganha pela primeira vez a um dos três «grandes», algo que nunca tinha feito na sua história.

Sporting CP 28-27 FC Porto: Porto perde mas é quase campeão

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Cabeçalho modalidadesSporting CP e FC Porto, um deles seria campeão, era o anunciado ainda antes da época começar, mas na temporada passada tal aconteceu também e os finalistas foram… ABC e Benfica.

Este ano o campeonato voltou a não ter playoff mas o jogo de hoje foi uma autêntica final para o Sporting, uma vitória do Porto dava o título, uma vitória do Sporting podia por os leões à frente da classificação a duas jornadas do fim.

O jogo começou muito tático, com o Porto a ser o primeiro a marcar, mas o Sporting a ter maior primazia no jogo.  A jogar com oito devido ao muito apoio o Sporting esteve sempre na frente depois de fazer o 3-2 e chegou aos quatro golos de vantagem, mas a dois minutos do intervalo o jogo estava empatado a 14.

A defesa do Porto nesta primeira parte foi muito mais agressiva que a do Sporting, no bom e no mau sentido da palavra, enquanto do lado leonino foi Cudic a fazer a diferença a nível defensivo, como prova a defesa no livre de 7 metros que manteve a liderança do Sporting no descanso. Ao intervalo a diferença de um golo a favor do Sporting (15-14) demonstra o equilíbrio que foi o jogo nesta primeira parte, apesar de uma vantagem de mais um golo não ser totalmente descabida.

Ao intervalo o líder dos Super Dragões, Fernando Madureira, entregou uma coroa de flores em homenagem a Marco Ficini, assassinado, através de atropelamento por um membro dos No Name Boys.

Num jogo muito equilibrado, o FC Porto conseguiu manter a liderança do campeonato Fonte: Sporting Clube de Portugal - Andebol
Num jogo muito equilibrado, o FC Porto conseguiu manter a liderança do campeonato
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol

O Sporting entrou da melhor forma na segunda parte e aumentou a sua vantagem para os três golos necessários para passar para a liderança do campeonato e com vantagem no confronto direto. Com 13 minutos da segunda parte, o Sporting liderava o jogo por seis golos, uma grande vantagem, mas já muitas vezes desperdiçada contra este adversário nos outros jogos do campeonato.

Hugo Laurentino entrou a meio da segunda parte na tentativa de parar o ataque verde e branco, mas não conseguiu evitar mais dois golos em dois minutos e o treinador do Porto, Ricardo Costa, foi forçado a pedir um tempo técnico a faltar pouco mais de 12 minutos para o fim do jogo e quando o resultado estava em 23-16 para o Sporting.

Depois do tempo técnico, o Porto entrou com tudo e reduziu para 23-19 em menos de três minutos, sendo a vez de Hugo Canela ser obrigado a pedir um minuto. Os pesadelos das recuperações portistas estão bem vivas na cabeça dos sportinguistas e notou-se a maior apreensão entre os adeptos, em oposição à maior festa dos adeptos nortenhos. A defesa portista subiu e causou muitas dificuldades ao Sporting, e a cinco minutos do fim a vantagem era apenas de três golos, a vantagem mínima que dava a liderança ao Sporting.

A praticamente dois minutos do fim, Rui Silva reduz para dois a vantagem do Sporting, mas no lance seguinte Carlos Ruesga devolve os três golos de vantagem. Num jogo do gato e do rato os dois clubes marcam no seu ataque seguinte e a 4 segundos do fim o Sporting vence por três, mas a 2 segundos a diferença volta aos dois golos. O Sporting acaba o jogo a atacar com sete, na ânsia de atingir o golo que precisava, mas um mau passe mete a bola fora e a faltar cinco segundos o Porto tinha a bola. Rui Silva num potente remate marca e apesar da derrota fica a um passo mais próximo do título. Muitas críticas por parte do Sporting que considera que o golo foi depois do tempo. Cudic terminou o jogo a chorar, o guarda redes do Sporting foi quem menos mereceu este resultado, e pareceu muito mal batido no lance do último golo. É caso para dizer, contratem um psicólogo para o Sporting, perder sucessivamente vantagens de sete golos tem de ser problema psicológico e não de jogo.

As Vitórias e Derrotas de NES

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Vitórias:

• Recuperação da mística
Quando vi que NES seria o novo treinador do FCP, o primeiro aspeto que achei que iria melhorar era a mística. Os resultados são claramente positivos. Desde a postura de responsabilidade que os jogadores passam em campo à maneira como falam nas entrevistas rápidas, fica muito claro que este plantel sabe o que é o FC Porto, respeita a grandeza do clube e conhece os valores do mesmo.
• Respeito do Balneário
Nuno Espírito Santo controla o seu balneário e tem o respeito dos jogadores, pelo menos da esmagadora maioria deles. Ficou visível no caso Brahimi, é visível na maneira como os jogadores falam dele e é visível na maneira como Depoitre fala. Quero dizer com isto que a abordagem de NES para com os jogadores é de respeito mutuo e dialogo. Isso é muito bom. Mesmo os jogadores que podia falar mal dele abertamente não o fazem (Herrera, Layún, Depoitre e João Carlos Teixeira).
• Dragão como fortaleza
Foi um dos seus bastiões durante toda a época e a verdade é que conseguiu transformar o Dragão num terreno muito difícil para os adversários. No campeonato o FCP não sofreu uma única derrota na sua fortaleza e empatou 3 vezes apenas. Mais impressionante é o facto de só ter sofrido 8 golos e marcado 40.
• Solidez defensiva
No que à liga NOS diz respeito, o FCP sofreu 15 golos apenas. Em todas as competições o FCP sofreu 27 golos em 47 jogos, uma média de cerca de 0,5 golos sofridos por jogo.

nes
Nuno Espírito Santo desde início que seguiu os valores portistas.
Fonte: Facebook Oficial de Nuno Espírito Santo

• Luta até ao fim
Apesar dos resultados dececionantes neste fim de época, a verdade é que o FCP se manteve na luta até ao fim e NES conseguiu ainda recuperar a equipa daquela série infernal de empates a meio da época. Mesmo que o FCP perca o campeonato para o SLB, a verdade é que NES vendeu a derrota caro e, se compararmos os 2 planteis, o SLB tem um plantel com muito mais qualidade e profundidade.
• Bom percurso na Liga dos Campeões
O FCP fez um bom percurso na liga dos campeões e a verdade é que NES tem muita responsabilidade nisso. Exemplos disso foram a fase de qualificação em que conseguiu preparar a equipa para bater um rival temível como a AS Roma numa fase tão precoce e a forma como o FCP fez soar a Juventus nos oitavos de final da competição.
• A afirmação de Casillas
NES foi o treinador da afirmação do espanhol e, apesar de Iker provavelmente ter mais a ver com isto que ninguém, ficarão sempre marcadas na memória dos portistas as brilhantes defesas do espanhol na época 16/17.

Foto de Capa: FC Porto