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“A Caminhada: Passo 3” Carnide – C.V. Aveiro 1-3

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cab Voleibol

Segunda jornada da Segunda Fase da Zona Sul, Série Primeiros e… primeira derrota!

Curtas… como se de um soco no estômago se tratasse:

– Embate entre as duas equipas que realmente podem ganhar isto, e perdemos!

– Depois das lesões de uma distribuidora e central, que jogaram condicionadas, perder a nossa capitã desta forma abala qualquer equipa;

– Estamos a dois pontos do primeiro lugar e faltam oito finais, e a equipa que foi Campeã Regional continuamos a ser nós;

– No próximo jogo não há outro caminho que não seja a vitória!

Quanto ao jogo, importa dizer que o C.V. Aveiro entrou muito forte no serviço e, de uma forma transversal, foi sempre nesse capítulo que fez a diferença. Foi mais forte em termos competitivos e na experiência posta em campo (o 19-19 do segundo set foi decisivo para o desfecho final) e esteve também acima fisicamente. É uma equipa organizada e muito competitiva. Equilibrámos no segundo e terceiro set… No segundo, deveríamos ter fechado e, no terceiro, fomos superiores. Resultado final: 1-3 (16-25/21-25/25-21/11-25).

Há que limpar a cabeça, recuperar as lesionadas e dar a resposta que se exige já no próximo fim de semana.

O estado da Sara
O estado da Sara

No fim, falámos um bocadinho com Carolina Amaral, atacante da equipa:

O que achou do jogo?

CA – O jogo fica marcado pela lesão, ainda no aquecimento, da nossa capitã! Querendo ou não, uma lesão com a gravidade que foi afecta sempre a equipa. Acho que ficámos algo desorientadas/desconcentradas, principalmente no início do jogo. Acrescentando a isto tínhamos algumas jogadoras com lesões incomodativas e que não permitiram que estivéssemos ao melhor nível. Não querendo arranjar desculpas, certamente este conjunto de lesões deixou a equipa debilitada. À parte disso, foi um jogo de emoções em que acabámos por errar mais e, nesta altura do campeonato, em jogos entre equipas tão fortes, os erros pagam-se caro. Infelizmente não conseguimos ganhar

O que significa esta derrota para a moral do grupo e seus objectivos?

CA – Tal como todas as derrotas, naturalmente, afecta sempre! No entanto, nós somos uma equipa forte, que saberá dar a resposta adequada já no próximo fim-de-semana e continuar na luta pelos nossos objectivos, que passam, necessariamente, por sermos campeões.

Acha que esta derrota vai influenciar o jogo do próximo fim-de-semana?

CA – Creio que sim! Querendo ou não, a derrota pesa sempre. Fará certamente com que entremos no próximo jogo com a mentalidade de que jogamos uma “final”, que é ganhar ou ganhar. Foi contra esta mesma equipa (GCP) que jogámos aquando da nossa única derrota no Campeonato Regional. Foi duro, como será certamente no domingo, mas mostrámos a nossa união, ganhámos e partimos para a conquista do título Regional.

Considera que o Aveiro é o maior candidato depois deste fim-de-semana? Quais são os objectivos do grupo para o futuro?

CA – Sem dúvida que o Aveiro é um forte candidato mas, não tendo jogado ainda contra todas, parece-me prematuro fazer essa avaliação. O que posso dizer é que somos um grande grupo, que cometeu um deslize mas que ainda tem muito para jogar, e os nossos objectivos mantêm-se inalterados. Aliás, este grupo entra sempre para todos os jogos e competições para ganhar! Somos Campeões Regionais e lutaremos pelo título nacional!

Mourinho, Wenger e o Teatro Catalão

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Finalmente alguém conseguiu juntar José Mourinho e Arsène Wenger! O treinador português foi com o francês ao teatro em Londres. Tiveram apenas um pequeno desencontro de dez anos.

A 21 de fevereiro de 2006, em Stamford Bridge, o Chelsea perdia em casa frente ao Barcelona, num jogo em que Asier Del Horno viu o vermelho direto ainda durante a primeira parte por falta sobre um jovem Messi. A entrada é algo violenta, mas as voltas que o argentino deu enquanto estava no chão também ajudaram à decisão do árbitro. No final, Mourinho dizia: “A Catalunha é um país de cultura, vocês sabem perfeitamente o que é teatro e do bom. Fui ao teatro muitas vezes lá e há teatro de qualidade”. E, desde esse dia, sempre que defronta o Barça no Camp Nou, Mourinho ouve a bancada cantar: “Mourinho vete al teatro!”

Dez anos mais tarde, a 23 de fevereiro de 2016, também em Londres, mas no Emirates, foi a vez de Wenger ir ao teatro. Nenhum jogador do Arsenal foi expulso e o penálti para o Barcelona é bem assinalado, mas as cambalhotas de Daniel Alves ou a simulação de Jordi Alba não deixaram de impressionar o técnico francês: “Sempre que caem, gritam. Nunca caem em silêncio e isso influencia o árbitro. Não há um que caia sem gritar”, disse na conferência de imprensa após o jogo.

Jordi Alba no chão, será falta ou simulação? Fonte: FC Barcelona
Jordi Alba no chão, será falta ou simulação?
Fonte: FC Barcelona

Mourinho e Wenger não costumam ter posições coincidentes. O ano passado aconteceu uma vez, mas foi uma coincidência de posição a nível físico, quando o treinador do Arsenal entrou na área técnica do Chelsea. Coincidiram momentaneamente no mesmo espaço, algo que Wenger resolveu rapidamente com um empurrão. Coincidirem em termos de opinião será ainda mais raro (mesmo que tenha sido com dez anos de diferença) e deveria levar a reflexão na Catalunha. O Barcelona é a equipa que, na última década, tem proporcionado melhores espetáculos de futebol em todo o mundo, mas há que saber distinguir o bom do mau teatro.

Deixo um exemplo, que espero que seja esclarecedor. O ano passado, na meia-final da Liga dos Campeões, vimos como Messi pegou na bola, passou por Boateng e bateu Neuer. Nessa jogada, Boateng caiu no chão sem que ninguém lhe tocasse. Isso, usando as palavras de Mourinho, é “teatro y del bueno”. Quando é Jordi Alba a cair sem que ninguém lhe toque, agarrando-se à cara, o sentimento é ligeiramente diferente. Alguém que lhe explique isso!

Foto de Capa: FC Barcelona

Sporting “State of Mind”

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Parece de mau gosto. Portugal e a Alemanha definitivamente não combinam, e, de forma geral, os alemães tornaram-se numa espécie de carrasco para aqueles que carregam a bandeira lusitana. Dirão os mais políticos que esse facto não se espelha só no futebol, mas isso são outras conversas.

Por motivos profissionais não tive oportunidade de ver a 2.ª mão do Sporting contra o Leverkusen, e fica sempre aquele desgosto para quem gosta de acompanhar todos os jogos da equipa. Deste modo, não posso ter grande opinião formada sobre o jogo e também não corro o risco de opinar com base em resumos, mas creio que o resultado não deixa dúvidas. Contudo, a primeira coisa que me foi dita sobre o jogo foi que Teo praticamente não se viu, e esse começa a ser um problema que muitos sportinguistas têm referido e em relação ao qual têm mostrado o seu descontentamento.

E não estou aqui a duvidar da qualidade de um jogador que é titular na frente de ataque da selecção colombiana, onde disputa o lugar com jogadores como Jackson Martinez, Carlos Bacca ou Ibarbo. Um jogador que é opção prioritária quando essa é a concorrência tem de ter essa referida qualidade. Não me posso basear neste jogo porque, volto a repetir, não o vi; mas, nos outros em que Teo tem participado, o melhor que ele tem conseguido é deixar imensas saudades de Fredy Montero, e arrisco-me a dizer que é por culpa própria.

Se o Sporting se quer assumir como uma equipa capaz de lutar em várias frentes do futebol europeu não se pode dar ao luxo de optar por jogadores com falta de entrega. A entrega e a garra em campo fazem 80% do jogador que é Slimani, motivo pelo qual nenhum sportinguista o quer ver longe de Alvalade. E é nesse campo que o Sporting começa a ficar mal servido, porque se toda a frente de ataque está reservada a duas opções, e se só uma dessas opções é que se destaca e é realmente relevante, então o Sporting torna-se naquilo que não pode ser: dependente de um jogador, dependente de Islam Slimani.

Eu compreendo Teo Gutiérrez, porque quando vou à praia também fico preguiçoso. Mas as praias colombianas devem criar uma moleza tal que ainda hoje está a tentar recuperar forças. Se, sempre que ele joga a titular, o Sporting parece que joga com menos um, então a opção tem de vir de outro lado. Mas o que mais me desalenta é ver os rasgos de vontade para que as coisas lhe saiam bem, ver uma garra quase transformada em agressividade quando disputa alguns lances, e, porém, parece ser tudo momentâneo, desaparecendo imediatamente de seguida.

Slimani e João Mário, dois dos jogadores que melhor representam a garra leonina.  Fonte: Sporting CP
Slimani e João Mário, dois dos jogadores que melhor representam a garra leonina
Fonte: Sporting CP

Parece-me que essa garra advém da frustração e não de um “state of mind”, uma auto-motivação, um estado de espírito em campo, demonstrado por quase todos os colegas, realçando os óbvios Adrien e Slimani, e outros como, na minha opinião, João Mário, Zeegelaar, Gelson Martins, Naldo e Schelotto.

Aqui não falo da qualidade individual ou potencial dos jogadores, mas sim daqueles que em campo dão tudo, que correm até à exaustão. Certamente estarei a ser injusto para com outros jogadores a que não fiz referência mas que a merecem, como Jefferson ou Bryan Ruiz e muitos outros; no entanto, o meu ponto principal é esse mesmo.

O Sporting tem de ser uma equipa lutadora no seu todo, em que todos têm de dar o máximo, porque vestir e representar as cores do Sporting é um privilégio para o jogador e não o contrário. Como se diz, o que é demais enjoa, e se Teo Gutiérrez não começar a justificar os milhões que valeu – porque oportunidades não lhe faltaram – e se não tiver a capacidade pessoal de se auto-motivar, focar-se no jogo e nos objectivos, outra solução tem de ser encontrada, nem que seja resgatar o Betinho à equipa B dos leões.

Eu, cá, gosto muito daqueles jogadores mágicos, aqueles que fazem coisas que ninguém espera, mas prefiro aqueles jogadores que até relva comem se for preciso.

Outra solução poderá ser aquele por quem eu e possivelmente a maior parte dos adeptos aguardamos expectantes. Falo de Hernán Barcos. Tenho a impressão de que, quando entrar no ritmo competitivo, fisicamente preparado e rotinado com a equipa, vai dar que falar na liga portuguesa. Espero não me enganar.

Foto de Capa: Sporting CP

FC Porto 0-1 Borussia Dortmund: Não quisemos e não soubemos mais

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O Futebol Clube do Porto recebeu em casa o Borussia de Dortmund para jogar a 2.ª mão da eliminatória da Liga Europa e foi sem esforço ou luta que se deixou perder como se fosse algo natural.

A tarefa não se avizinhava nada fácil mas o público esperava algo mais do que este marasmo e aborrecimento a que assistiu. O 11 inicial de Peseiro já deixava antever um jogo bastante desnivelado e a confirmação chegou cedo. Casillas, Maxi, Layún, Marcano, Jose Ángel, Danilo, Rúben Neves, Evandro, Marega, Varela, e Aboubakar nunca conseguiram fazer um bom jogo colectivo e talvez nem estivessem preparados para tal. Tacticamente o Porto foi uma equipa disposta num 4-3-3 em que o meio-campo comunicou mal com o ataque e em que os alas estiveram sempre muito sozinhos. Esta “solidão” só veio expor a fraca capacidade técnica que Varela e Marega apresentam; não dá para muito mais do que isto contra uma equipa como o BVB.

Por estratégia ou não, o certo é que o Porto, que precisava de ganhar, foi uma equipa pragmática à espera do adversário. Os três da frente por vezes pressionavam, por vezes não. Assim também se demonstrava a falta de crer já que quando a equipa começava a pressionar em bloco logo que os alemães iam para o ataque os portistas ganhavam várias disputas de bola. O problema vinha depois: o que fazer com a bola ganha?

Dortmund foi um justo vencedor da eliminatória Fonte: BVB
Dortmund foi um justo vencedor da eliminatória
Fonte: BVB

O Borussia foi sempre mais perigoso, tendo tido várias jogadas de perigo, surgindo o golo aos 23’ num fora-de-jogo nítido que Mark Clattenburg não viu. Do Porto ficam na retina os últimos cinco minutos da primeira parte, em que soltou um pouco do medo que trazia, mas Burki esteve sempre à altura.

Na segunda parte viram-se os azuis e brancos com mais atrevimento, e prova disso foi o lance aos 55’, em que Aboubakar (muito longe do que era no início da época) ia marcando de calcanhar. Seguiram-se várias tentativas de penetração na área alemã, mas falta magia a este Porto. Danilo esteve muito bem mais uma vez, um verdadeiro comandante em campo, e Rúben Neves melhorou em relação ao primeiro jogo (não o suficiente), mas o que fazer quando o resto da equipa trata mal a bola?!

A partir dos 70 minutos os de Dortmund passaram a controlar a posse de bola e nem a entrada do enérgico Suk e do talentoso Brahimi (muito acima dos seus companheiros de ataque) conseguiu mudar a toada do jogo. Aos 87’ assinala-se ainda uma bola à trave de Brahimi, um oásis no deserto de ideias portista… Mas saímos da Liga Europa sem um golo marcado na eliminatória.

Não houve muita vontade; ninguém acreditava. José Peseiro mostrou isso mesmo no 11 inicial mas o sentimento já estava lá desde o dia do sorteio. Uma equipa com falta de talento, magia e rotinas; longe dos grandes palcos europeus está uma sombra de si. Não adianta mudar de treinador se não houver uma limpeza no plantel.

A Figura:

Danilo – O comandante do meio-campo defendeu, atacou, passou… Merece o Euro’2016!

O Fora-de-Jogo:

Marega – Simplesmente não tem qualidade suficiente para jogar no Porto.

Foto de Capa: FC Porto

Bayer 04 Leverkusen 3-1 Sporting CP: A simples e infalível eficácia alemã

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Antes do apito inicial deste jogo em solo alemão, as probabilidades estavam todas contra a equipa portuguesa: Sporting nunca tinha vencido na Alemanha, os seus dirigentes e equipa técnica pouco apostavam na Liga Europa, o Bayer já iniciava o jogo com a vantagem de um golo e o árbitro era francês.

Vou começar desde já pelo árbitro, até porque não o vou usar como desculpa para o resultado final. O senhor, apesar de francês, e porque sabemos como eles são avessos às equipas portuguesas ou mesmo à selecção, mostrou-se sempre com o intuito de querer deixar jogar, e não foi muito interventivo. Aliás, deixou jogar em duas situações que dariam expulsão em muitos campos. Primeiro, Wendell deveria ter sido expulso por agressão. E já na segunda parte Jefferson deveria ter também sido expulso por ter puxado o braço de Chicharito Hernandez quando este se ia isolar rumo à baliza de Patrício.

Relativamente ao jogo jogado pelas equipas, e olhando, desde logo, para a constituição da equipa do Sporting, podíamos perceber que Jorge Jesus ia apresentar uma equipa que, à partida, daria todas as garantias, estando todos os elementos em forma.

Apesar disso poderíamos também perceber que a dupla de centrais era composta pelo menos forte dos centrais do Sporting e que o outro bom central que vinha para o jogo sem ritmo competitivo ia ter como tarefa manter Chicharito debaixo de olho.

O meio campo era composto por excelentes médios, mas William está em franco sub-rendimento e Aquilani não dá a intensidade de Adrien, apesar de ser incontestável a sua qualidade técnica.

Ao começar a rolar a bola, percebeu-se que os alemães não vinham com ideias de pressionar como fizeram em Alvalade, e até davam algum espaço ao meio campo leonino, que com processos simples e rápidos facilmente conseguiria chegar à área germânica.

O problema é que a equipa do Sporting, apesar de até ter jogado bem, não tinha intensidade no meio campo, aquela intensidade que só Adrien consegue dar aos leões, e, como tal, os processos deixavam de se poder definir assim logo que a bola chegava aos pés de Mané.

Entendo que Jesus tivesse apostado em Mané para usar a rapidez para passar pelos “matulões” pesados do Bayer, mas para isso é preciso também ter técnica no domínio da bola e não só a técnica de correr com a bola. E como Mané foi trapalhão, especialmente em situações de franca vantagem em frente à baliza de Leno, não permitiu que a equipa leonina fosse para o intervalo já em vantagem.

Jesus errou no tipo de rapidez que quis colocar no jogo. Ou seja, colocar jogadores rápidos não é sinónimo de ter um processo de jogo rápido, e este jogo foi prova disso mesmo; o meio campo não trocava a bola com rapidez ou com boa definição no passe e quase sempre apostava em lançar a bola longa para os avançados. Isso apenas acontecia quando a bola chegava a João Mário, que infelizmente não chegava para tudo.

João Mário fez um jogo à imagem da sua época, onde a sua inteligência foi uma constante Fonte: Sporting CP
João Mário fez um jogo à imagem da sua época, onde a sua inteligência foi uma constante
Fonte: Sporting CP

Foi por não ter havido muito mais que João Mário que o Sporting não soube aproveitar a menor pressão imposta pelo Bayer no jogo, uma vez que ter Mané a jogar no meio e João Mário a cair para os corredores também não foi a melhor estratégia. Seria talvez mais produtivo o contrário, apesar de Mané também não ser grande “cruzador”.

Com Gelson ou Mateus no lugar de Mané e a jogarem na ala, colocando João Mário no meio a distribuir jogo, talvez tivessem sido feitos muitos mais estragos na rígida defesa alemã. Coloco estes nomes em cima da mesa para seguir o raciocínio de rotatividade do treinador leonino, ou eventualmente poderia escolher nomes como o de Bryan Ruiz.

Apesar de tudo, e olhando para as estatísticas do jogo, o Sporting foi mais forte em todos os aspectos menos no mais importante: a eficácia. E, até ao minuto 65, o Sporting era a melhor equipa no terreno de jogo; contudo, sem conseguir efeitos práticos. A partir daí, e com João Mário a ter que baixar o ritmo, não conseguimos incomodar verdadeiramente a baliza alemã.

No fundo, e para resumir este jogo, poderei dizer que o Bayer entrou no jogo para o controlar, sem grande pressão, e o Sporting não foi capaz de jogar rápido como tem feito no campeonato português; com processos simples e rápidos mas sem ter muito transporte de bola. Contudo, a verdade é que não existem dois “Adriens” no plantel, o que é pena.

Só para terminar, uma palavra para Teo, que não podia fazer muito mais contra centrais fortes, com quem tinha de disputar lances aéreos de bola lançados pela defesa leonina. Lutou, e é o que se pede.

Quero só deixar referência ao facto de achar que o Sporting ganha mais do que perde com esta derrota na Liga Europa. O Sporting é uma excelente equipa, mesmo melhor que este Bayer, mas teria poucas probabilidades de ganhar esta competição. E agora aumentou as probabilidades de poder lutar até ao fim pelo campeonato nacional.

 

A Figura:

João Mário – O médio leonino não sabe jogar mal e foi o jogador mais esclarecido do Sporting em Leverkusen. Hoje sem a parceira de Adrien, o jovem assumiu a batuta e tentou remar contra o dique alemão, sem sucesso.

O Fora-de-Jogo:

Lentidão Leonina – Ter jogadores velozes nem sempre é sinónimo de rapidez de processos. Mané nunca foi lesto ou esclarecido e acabou por desperdiçar algumas oportunidades que poderiam ter dado outro tipo de esperança ao Sporting.

Foto de Capa: Sporting CP

‘Podcast’ – BnR Modalidades, Ep.1

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O Bola na Rede volta a inovar e lança agora o BnR Modalidades!

Neste primeiro episódio do nosso podcast de modalidades analisamos a Volta ao Algarve’16, o regresso de Sporting CP e FC Porto ao ciclismo e a última temporada de Alberto Contador e Fabian Cancellara.

A moderação é do Rodrigo Fernandes e os comentários são do Nuno Raimundo e do João Nuno.

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Portugal reencontra velho conhecido no play-off

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cab futsal

Depois de uma prestação francamente desapontante no campeonato da Europa de futsal em Belgrado, o sorteio para o play-off de acesso ao Campeonato do Mundo da Colômbia ditou um reencontro com a equipa Sérvia nesta eliminatória, a disputar dia 22 de Março em solo sérvio e a 2.ª e decisiva partida a ser jogada no dia 12 de Abril em Portugal. Vai ser um encontro de extrema dificuldade para os lusitanos, especialmente na Arena de Belgrado, pois ainda estão bem presentes nas nossas memórias as dificuldades impostas no jogo referente à fase de grupos, na qual os sérvios lograram vencer por 3-1.

É sabido que o ambiente fervoroso vindo das bancadas ajuda bastante, mas no caso da derrota portuguesa no Euro 2016 perante a equipa balcânica tal também se deveu a alguma sobranceria na hora de abordar o jogo por parte do selecionador Jorge Braz. Ele pensou que os rasgos individuais de Ricardinho seriam suficientes para garantir a vitória, cometendo aqui um erro capital que ditou o 2.º lugar no agrupamento e por conseguinte o encontro com a equipa espanhola nos quartos-de-final.

Face ao argumento que apresentei aqui em cima, a estratégia para a eliminatória terá obrigatoriamente de ser diferente, apesar de todos conhecermos o enorme diferencial de qualidade entre o melhor do mundo e os outros elementos. Nos próximos dois jogos já contaremos com Cardinal, pois ele no Euro esteve suspenso até ao jogo com a Espanha, e esperemos que esteja na plenitude das suas capacidades, pois é mesmo necessário que esteja se queremos levar de vencido este obstáculo final no caminho para o Mundial, a disputar nos meses de Setembro e Outubro deste ano.

Cardinal terá de mostrar toda a sua influência na manobra ofensiva da seleção
Cardinal terá de mostrar toda a sua influência na manobra ofensiva da seleção
Fonte: UEFA

Basicamente, aquilo que eu quero dizer é que o jogo em equipa e a valorização do coletivo em vez do individual são peças-chave para alcançar o sucesso, sendo importante também de vez em quando deixar o mágico soltar o seu génio, mas não tão frequentemente como aquilo que vimos no Europeu. Uma seleção do nível da de Portugal não pode ficar dependente de apenas um só jogador; caso ele não esteja numa tarde/noite inspirada tem de haver um plano B, e foi claramente aquilo que falhou na equipa das quinas, tendo de mudar para o duplo encontro com a Sérvia, sob pena de sofrermos um enorme dissabor. A chave desta eliminatória reside em fazer um bom resultado em Belgrado, e temos equipa mais que suficiente para contornar este adversário, desde que o treinador mude a forma de abordar este play-off.

Foto de Capa: UEFA

Cinco Estrelas Emergentes na Bundesliga

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[tps_title]Jonathan Tah[/tps_title]

Tah
Fonte: Bayer 04 Leverkusen

Jonathan Tah é uma verdadeira força da natureza que aterrou no Bayer Leverkusen no início da temporada, pela módica quantia de 6 milhões de euros. A sua altura assusta, a força faz tremer qualquer ponta-de-lança de elite e a maturidade com que olha para o jogo desde tenra de idade – foi o jogador mais novo de sempre a jogar pelo Hamburgo – impressiona . Muito semelhante a Jerome Boateng, o central alemão distingue-se pela junção da sua africanidade – é oriundo da Costa do Marfim – com a frieza da escola alemã. O Sporting já sentiu a sua presença na eliminatória da Liga Europa e a selecção germânica também estará pronta para receber outro central para uma posição que até tem outro talento a prosperar por Dortmund: Matthias Ginter.

Ir a Leverkusen repetir “sonhos” antigos

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… Se o jogo acabasse assim, o Sporting estaria eliminado!

Era a segunda mão da terceira pré eliminatória da Liga dos Campeões de 2009/2010 e o treinador ainda era Paulo Bento.

O Sporting empata na primeira mão em Alvalade contra o Twente da Holanda, a zero.

E a partida em Grolsch Veste, casa dos holandeses, começa mal… Logo ao segundo minuto o Twente inaugurou o marcador e o Sporting estava eliminado! O Sporting jogava mal e a partida parecia condenada… Nada corria bem.

Aos 94 minutos o árbitro assinalou um canto a favorecer os leões. Em desespero, Rui Patrício sobe à área adversária e após o centro acerta com o ombro na bola, que se dirige para a baliza. O defesa do Twente, Peter Wisgerhof, corta a bola para dentro da baliza e… GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLO!

Apesar de ter sido atribuído auto-golo ao defesa, a verdade é que o guarda-redes leonino foi determinante no golo!

São já várias os heróis leoninos que originaram reviravoltas inesquecíveis ou vitórias memoráveis. Amanhã, o Sporting prepara-se para tentar escrever mais uma página de sonho na sua história Fonte: Sporting CP
São já vários os heróis leoninos que originaram reviravoltas inesquecíveis ou vitórias memoráveis. Amanhã, o Sporting prepara-se para tentar escrever mais uma página de sonho na sua história
Fonte: Sporting CP

Foi este empate a uma bola que permitiu ao Sporting seguir em frente pelo golo marcado fora (resultado nas duas mãos: 1-1).

Podia também contar a história de Miguel Garcia em Alkmaar ou Xandão em Manchester, mas decidi contar a história do (sempre) nosso S. Patrício.

O Sporting Clube de Portugal vai à Alemanha com o registo de (até agora) nenhuma vitória naquele país, mas este ano já mostrámos que somos ossos duros de roer. Já nos tinham eliminado da Liga Europa e conseguimos mostrar a nossa fibra. Jesus não gosta de perder nem a feijões e com certeza não vai desvalorizar este jogo importante!

“Nós acreditamos em vocês” e o jogo contra o Bayer 04 Leverkusen poderá ser apenas mais um daqueles que ficam para a história… Está tudo nas vossas mãos, ou, neste caso, pés!

Foto de Capa: Sporting CP

Volta ao Algarve 2016: Thomas vence na geral, Kittel arrasa nos sprints

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Cabec¦ºalho ciclismo

Terminou mais uma prova daquela que poderá ser considerada a corrida com mais prestígio internacional, em Portugal. Geraint Thomas, ciclista britânico da Sky, pelo segundo ano consecutivo, venceu a prova algarvia, sendo que o alemão Marcel Kittel foi o “rei dos sprints” e venceu as duas etapas dedicadas a essa “categoria”. O espanhol Alberto Contador, no seu último ano como ciclista, conseguiu, além da vitória na última etapa de montanha, chegar ao pódio desta Volta ao Algarve, devido, igualmente, à tal vitória na subida ao Malhão.

Previa-se que a primeira etapa, com uma típica chegada ao sprint, em Albufeira, fosse tranquila e sem grandes incidentes. Ainda assim, na parte final, duas quedas acabaram por intranquilizar o pelotão, mas não impediram o favorito Marcel Kittel de vencer mais uma etapa, juntando às quatro que já tinha e à conquista da classificação geral no Dubai, mantendo este início muito forte da sua parte e perspetivando realmente uma grande época. Nem a concorrência de Andre Greipel, o ciclista mais regular em 2015, “cortou” as ambições de Kittel. Jasper Stuyven, homem da Trek, fechou o pódio nesta etapa.

A segunda etapa trouxe a primeira dificuldade montanhosa da prova. A terminar em Fóia, o final de etapa foi realmente muito bem disputado e Luis Leon Sanchez “tirou” uma vitória quase certa ao bicampeão desta prova Geraint Thomas, que ficou em segundo. A completar o pódio, uma das grandes surpresas desta prova (terminou esta volta no 5.º lugar, à frente de homens como Gallopin, Zakarin, Pantano ou Aru): Primoz Roglic, ciclista da Lotto NL-Jumbo, que, curiosamente, passou de ser um saltador de esqui para o ciclismo. Nesta Volta ao Algarve, mostrou ser um ciclista de qualidade, consistente na montanha, mas com algumas arestas por limar no contrarrelógio. De qualquer das formas, é alguém para ir acompanhando; vamos ver o que o futuro lhe traz.

Kittel consegue a sua primeira de duas vitórias ao sprint nesta Volta ao Algarve  Fonte: Volta ao Algarve
Kittel consegue a sua primeira de duas vitórias ao sprint nesta Volta ao Algarve
Fonte: Volta ao Algarve

Ciclistas como Izaguirre (“medalha de prata” no final desta Volta ao Algarve), o português Tiago Machado – que também fez uma boa prova, apesar de que eu esperava um pouco dele – ou Thibaut Pinot seguiram-se ao esloveno. Mas, talvez a maior surpresa e o grande destaque português desta prova, Amaro Antunes também fez uma grande classificação e terminou em 7.º na etapa. Mais para a frente, destacarei melhor a maior sensação da Volta ao Algarve deste ano.

Infelizmente, durante o contrarrelógio da terceira etapa, Leon Sanchez, que partia com a camisola amarela devido à vitória no dia anterior, numa parte do percurso, cortou demasiado na curva, passou por uma zona de gravilha e caiu. Acabou mesmo por abandonar, para mal do espetáculo desta prova, até porque o espanhol estava a ter um muito bom início de temporada e, se tudo tivesse corrido bem neste dia, provavelmente teria sido um dos candidatos a vencer esta prova, visto que também é um ciclista que demonstra qualidade no CR e que, na última etapa, acredito que voltasse a fazer mais uma boa “exibição” na montanha.

Passando para os resultados nessa etapa, como previsto, Fabian Cancellara e Tony Martin tiveram uma grande disputa pelo primeiro lugar, com o alemão a fazer melhor tempo intermédio, mas vemos o suíço, no final, a recuperar bem o tempo perdido e a bater finalmente Tony Martin, algo que pouco tem acontecido nos últimos anos. O ciclista da Trek, no seu último ano em competição, parece focado em fazer um grande ano e as clássicas estão quase aí para vermos o “Spartacus” a tentar terminar da melhor forma uma excelente carreira. Geraint Thomas, como era expetável, foi o melhor dos restantes elementos do pelotão. Há que destacar a prova da Movistar, que teve quatro ciclistas entre os sete primeiros do contrarrelógio (Izaguirre, Castroviejo, Dowsett e o português Nelson Oliveira, que fez mais uma boa prova).

Cancellara venceu mais um contrarrelógio na sua já longa e excelente carreira, que terminará esta época Fonte: Volta ao Algarve
Cancellara venceu mais um contrarrelógio na sua já longa e excelente carreira, que terminará esta época
Fonte: Volta ao Algarve

Na quarta etapa, mais uma chegada ao sprint, mais uma vitória para Marcel Kittel. Desta vez, devido a problemas para Greipel, sem a concorrência do seu maior adversário. Ainda assim, boa réplica de Wouter Wippert, sprinter da Cannondale, e do “substituto” de Greipel para o final desta etapa, Jens Debusschere. Boa etapa também para Samuel Caldeira, ciclista da W52-FC Porto, que ficou em 9.º lugar.

Chegada a última e decisiva quinta etapa, Tony Martin partia com a camisola amarela e previa-se uma grande luta entre os candidatos a vencer, sendo que se esperava que o próprio alemão pudesse intrometer-se nessa mesma luta, visto que, apesar de ser um excelente contrarrelogista, também sabe “trepar” e já fez grandes etapas assim. Apesar disso, não foi o dia do alemão e acabou por perder mais de 18 minutos para o vencedor da etapa. Vencedor esse que foi o espanhol Alberto Contador, vencedor de múltiplas Grandes Voltas e ciclista que também se irá retirar nesta época, para infelicidade de muitos adeptos do ciclismo.

Alguns dos favoritos para esta etapa deixaram escapar um dos seus grandes adversários, neste caso, Contador, sendo que o espanhol da Tinkoff aproveitou isso e não desperdiçou a hipótese de vencer esta etapa e, dependendo do tempo de Geraint Thomas, até podia mesmo ter vencido a geral individual. Mas o ciclista britânico vinha a controlar bem os acontecimentos e não deixou escapar a segunda vitória seguida na Volta ao Algarve, com 5.º lugar na etapa a 28 segundos de Contador. O pódio foi para três dos melhores ciclistas da atualidade, principalmente em Grandes Voltas: o já referido Alberto Contador, o segundo lugar para Fabio Aru, ciclista que irá “inverter os papéis” com Nibali e enfrentar a dura concorrência do Tour, e o terceiro lugar para o francês Thibaut Pinot.

Contador teve a merecida vitória no alto do Malhão Fonte: bttlobo.com
Contador teve a merecida vitória no alto do Malhão
Fonte: bttlobo.com

Mas a maior surpresa do dia estava reservada para o quarto classificado da etapa: Manuel Amaro Antunes, português da LA Alumínios-Antarte. Foi quarto classificado na etapa, à frente do vencedor desta Volta ao Algarve e com o mesmo tempo de Aru e Pinot. Excelente etapa e Volta ao Algarve para um ciclista que está a demonstrar que pode ir para “outros voos”… Foi realmente a grande sensação da prova (talvez a par de Primoz Roglic ou com o esloveno um pouco atrás do português no que a esse aspeto diz respeito) e o melhor representante do pelotão português, terminando no 10.º lugar da classificação geral. Com uma prestação notável, poderá até mesmo, quem sabe, ter assegurado um contrato numa equipa Pro-Continental ou World Tour, em 2017.

O top’15 desta Volta ao Algarve contou com quatro portugueses: o já referido Amaro Antunes, em 10.º, Tiago Machado, em 11.º, Nelson Oliveira, 13.º, e Ricardo Vilela, com o 15.º lugar. Nem o Tiago Machado nem o Nelson Oliveira conseguiram ter uma posição no top’10 (dos portugueses, eram aqueles que se previa que pudessem fazer um melhor resultado), mas, mesmo assim, fizeram uma boa prova. Curiosamente, foi o próprio Amaro o único português a conseguir terminar nos dez melhores, o que diz muito da grande prova que realizou, e deixou realmente boas expetativas para o futuro.

Em relação às participações do Sporting-Tavira e da W52-FC Porto, é de destacar o facto de a equipa do Sporting ter sido a melhor equipa portuguesa em prova, sendo que Rinaldo Nocentini, como se previa, foi mesmo o melhor da equipa, terminando a prova no 29.º lugar. De la Fuente também se foi mostrando, não só na primeira etapa, ao sprint, mas também em tentativas de fugas. A equipa do Porto mostrou-se pouco (ainda assim, conseguiu um bom resultado numa das etapas ao sprint, com Samuel Caldeira, tal como foi referenciado) e acabou a Volta ao Algarve como a segunda pior equipa em termos de tempo. Rui Vinhas foi o melhor classificado da equipa, na 31.ª posição.

O pódio desta Volta ao Algarve: Thomas, Izaguirre e Contador  Fonte: Volta ao Algarve
O pódio desta Volta ao Algarve: Thomas, Izaguirre e Contador
Fonte: Volta ao Algarve

Tivemos, assim, uma Volta ao Algarve em grande nível, com alguns dos melhores ciclistas da atualidade, com a participação de dois dos melhores ciclistas, provavelmente, de sempre, e ambos irão retirar-se da modalidade neste ano, sendo que as participações das equipas portuguesas ficaram um pouco aquém, apesar de termos tido um português de uma equipa portuguesa como a maior sensação ou a maior surpresa da prova, e de termos expetativas mais elevadas para o futuro de um ciclista que já tinha mostrado qualidade, mas não a este nível. Sem dúvida, foi realmente uma decisão infeliz, a da não transmissão desta prova, por imensas razões, algumas delas já explanadas, outras que se percebem por tudo o que fui escrevendo ao longo deste artigo.

Queria só terminar por acrescentar que o primeiro BnR Modalidades, o podcast para as modalidades do Bola na Rede, irá sair brevemente; desde já é de destacar que o ciclismo foi a primeira modalidade a ter a sua presença neste programa e a Volta ao Algarve, como é normal, foi um dos temas dominantes, mas também abordámos mais alguns assuntos (poucos, ainda assim, devido ao tempo disponível). E, apesar de ter sido a primeira vez, existe, para mim, um sentimento mais confortável e seguro com a escrita e não tanto a falar para a rádio, portanto, existem algumas brechas, que, com a experiência, espero eu, possam ficar melhores e tenham cada vez mais e melhor qualidade, para que todos vocês, os nossos leitores, mais propriamente, neste caso, os de ciclismo, possam ter melhores programas ao longo dos mais variados podcasts que irão ser feitos. Desde já, se ainda não ouviram, ouçam realmente o primeiro podcast do Bola na Rede dedicado às Modalidades.

Foto de Capa: bttlobo.com