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Slimanicentrismo?

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No decorrer dos últimos meses, Islam Slimani tem mostrado a grande mais-valia que está a ser para o Sporting CP (a mim, inclusive, está-me a fazer esquecer um tal de André Carrillo). A capacidade de decisão do argelino é fundamental em muitos dos triunfos dos leões sendo agraciado por bastantes adeptos. Mas está o Sporting a tornar-se “Slimanicêntrico”?

Com a decisão do castigo próxima de se saber, é inevitável pensar se Slimani é mesmo o centro da equipa leonina. Começa-se a pensar se estará disponível para o encontro contra os rivais da segunda circular, ou se lhe “perdoam” esse jogo para ficar castigado nos próximos. Muitos depositam no avançado as esperanças de arrecadar um título que nos foge há muito, centrando assim atenções num jogador que nos tem dado muitas alegrias.

Quais são então as soluções de Jesus no que respeita a este caso?

Comecemos pelo mais novo, Matheus Pereira. Apesar da sua tenra idade, o jovem brasileiro já mostrou que tem estofo para pertencer à equipa principal dos leões. Com a sua velocidade e teimosia, é capaz de ajudar nos ataques, bem como conseguir descer ao meio campo para recuperar a bola. No entanto, a sua idade também é decisiva, visto que por vezes mostra alguma imaturidade na hora de decidir.

De seguida, temos três jogadores que não convencem muito (nesta listagem já não incluo nem o Gelson Martins nem o Bryan Ruiz, por considerar que são duas peças fundamentais   titulares vincados no onze dos leões): Carlos Mané, Hernán Barcos e Teo Gutiérrez.

Na minha opinião, apesar de descer alguns furos no que diz respeito a qualidade e a regularidade, creio que Carlos Mané deveria ser o escolhido para substituir Slimani no trio atacante do Sporting. Hernán Barcos mostrou que vem com uma falta de ritmo gigante e, com o campeonato tão apertado como está- afinal, só levamos três pontos de vantagem sobre o segundo classificado-, qualquer deslize poderá ser fatal para a conquista do título de campeão nacional.

É difícil, e para os jogos que agora temos, singrar, tendo em conta que o jogador chegou no mercado de inverno e sem ter tempo para se inteirar de todas as tácticas e formas de jogar dos seus companheiros. Se continuar a trabalhar bem nos treinos, poderá ser uma aposta ganha. No entanto, ainda não me convenceu em termos de merecer lugar no onze.

Slimani é o melhor marcador do Sporting, no entanto é necessário pensar que não ficará para sempre no clube Fonte: Sporting CP
Slimani é o melhor marcador do Sporting, no entanto é necessário pensar
que não ficará para sempre no clube
Fonte: Sporting CP

Por outro lado, Téo Gutiérrez desiludiu muito esta época. Deixou-se ultrapassar por alguns reforços e, neste momento, não consigo perceber a atitude de Jesus ao deixar que ele comece de início. É lento, demora na tomada de decisão e prejudica o Sporting no momento do ataque, passando o jogo inteiro muito apagado e, aparentemente, sem motivação para influenciar no resultado do jogo. Apesar de achar que teria muito para oferecer aos leões, acabo por ter que admitir que o melhor seria a sua venda, em vez de Montero.

Este último jogador, apesar de já não jogar por nós ( e com alguma surpresa pelo caminho), seria para mim o substituto ideal para o argelino. Sempre mostrou que tinha potencial a ser desenvolvido por Jorge Jesus, que infelizmente preferiu substituí-lo por outros que, na minha opinião, tinham menos a dar. Outra coisa importante sobre o Fredy é o gosto que mostrou sobre a sua passagem nos leões, na vontade sincera que mostrava cada vez que entrava em campo e a ligação que continua a demonstrar ao clube e ao desejo de ser campeão.

Já que se está a falar de jogadores que já não estão no clube, creio que Tanaka iria acabar também por cumprir o seu trabalho caso fosse chamado para a posição. Apesar de este ano não ter jogado muito, mostrou que tinha argumentos que podiam deixar os adversários em problemas, procurando sempre o golo com a mesma vontade de Slimani (e por vezes a refilar menos que este).

Com o japonês, fecho assim o top 3 de substitutos de Slimani: Fredy Montero, Tanaka ou Carlos Mané. Por fim, Barcos e Teo. Acabámos por deixar sair os que mais se assemelhavam ao argelino, ficando assim com alguns apuros para a ausência do mesmo.

Assim, apesar de a nossa força estar nas alas, é importante começar a treinar os jogadores para substituir Slimani, tanto caso aconteçam castigos, bem como para a sua possível saída, porque convenhamos, infelizmente não acredito que fique no Sporting durante muito mais tempo. Estamos a ser “slimanicêntricos”, é certo, porque este acabou por nos habituar a exibições muito boas, mas vamos a tempo de mudar e resolver de uma vez por todas os problemas do nosso ataque porque acabamos por ter um meio campo que demonstra classe e segurança e a defesa menos batida do campeonato.

É então preciso ser “Sportingcêntricos”.

Foto de Capa: Sporting CP

Porquê só agora, Pizzi?

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É com agrado que vejo o Benfica de boa saúde, mas em todo o corpo saudável há uma suspeita de doença ou um sintoma que levante suspeitas. No caso dos encarnados é um problema extremo e que fica do lado direito: temos extremos para dar e vender. Salvio, Pizzi, Carcela e Gonçalo Guedes. Estes são os nomes dos jogadores que formam a asa direita do Benfica, uma asa claramente sobrelotada, uma vez que só tem um lugar e que ainda falta chegar Carrillo. E agora? Tanto pedimos Salvio que ele finalmente voltou (ainda longe de ser o nosso Salvio, como era de esperar), mas na pior altura. No momento da época em que se descobriu que o Pizzi nunca seria um 8 na sua vida e que o seu lugar era a extremo-direito. E que muito que me tem surpreendido!

Este não podia ter sido o momento mais inoportuno para Pizzi ter explodido. Gonçalo Guedes estava a crescer e a melhorar de jogo para jogo e agora ‘puf’, não sai do banco. Salvio regressou completamente tapado e Carcela não consegue ser sólido e influente o suficiente para tirar o lugar a Pizzi.

Rui Vitória terá, certamente, um bela dor de cabeça com a quantidade e qualidade dos extremos à sua disposição; Fonte: #SLBenfica
Rui Vitória terá uma bela dor de cabeça com a quantidade e qualidade dos extremos à sua disposição;
Fonte: #SLBenfica

Com toda a razão que vocês, meus caros leitores, poderão argumentar que quaisquer uns dos nomes acima enunciados poderão ser adaptados à asa esquerda. E podem, com toda a certeza, mas não seria, de longe, a mesma coisa. Salvio é um extremo colado à linha e bom no cruzamento, colocá-lo na esquerda seria um desperdício tremendo. Perder-se-ia qualidade de cruzamento e o seu remate a longa distância não é bom o suficiente para se lhe exigir um papel de extremo que joga a entrar na área e a rematar forte. Com Carcela sucede exactamente o contrário. Perder-se-ia o seu poder de explosão que lhe permite fintar dois ou três adversários e aparecercer solto à entrada da área para rematar. Com Gonçalo Guedes não consigo arranjar tão boa explicação. De todos talvez seja o que menos perde quando é colocado na outra extremidade do campo, mas ainda assim não é o mesmo.

Sendo assim, o que vamos fazer com tanto extremo? Irá algum destes ser aliciado pelos milhões da China? Será Gonçalo Guedes o primeiro a deixar a fornada de Rui Vitória para um grande da Europa? Não sei. Só sei que para o ano chega Carrillo e passamos a cinco extremos-direitos. Pior: cinco grandes extremos-direitos e só com lugar para um. Porquê Pizzi? Porquê só agora? Viraste as contas todas ao Rui Vitória, sentaste craques e jovens promessas. Porquê, Pizzi? Porquê só agora?

 

Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica

Sporting CP 2-0 Boavista FC: Vitória assegurada ainda na primeira parte

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O Sporting precisava de vencer para continuar na liderança isolada e foi o que fez ao ganhar por 2-0 ao Boavista. Na antevisão do jogo Erwin Sánchez disse que não queria vir jogar com o autocarro e os primeiros  20 minutos mostraram isto. A “pantera” mostrou as garras e esteve maioritariamente no meio campo leonino apesar de nunca ter criado real perigo para a baliza de Rui Patrício, sendo que alguns atrasos para Patrício criaram mais dificuldades do que os avançados axadrezados.

O ataque leonino só funcionava através de ataques rápidos, sendo Schelotto uma agradável surpresa nesta fase de jogo. O primeiro lance de real perigo aconteceu apenas aos 18 minutos por parte de Teo, que sozinho na área não conseguiu marcar, acabando por falhar um golo aparentemente fácil. Ewerton, pelos 30 minutos, apareceu por duas vezes isolado na área mas na primeira vez teve medo de rematar e na segunda mostrou o porquê de ter tido medo, ao fazer um péssimo remate que acabou por ir na direção da linha lateral.

O Sporting nesta altura já dominava o jogo e criava perigo de todas as formas em ataques sucessivos tendo conseguido finalmente abrir o marcador aos 37 minutos. Ewerton mostrou que é melhor com a cabeça que com os pés e cabeceou após canto de Bryan Ruíz. O ritmo do jogo acalmou com o golo mas o Sporting continuava a dominar e fez ainda o segundo golo pelo costa-riquenho na marcação de um livre, onde contou com um desvio da barreira axadrezada para bater um desamparado Mika.

Ewerton inaugurou o marcador no regresso dos leões à liderança Fonte: FPF
Ewerton inaugurou o marcador no regresso dos leões à liderança
Fonte: FPF

O ritmo na segunda parte baixou imenso graças ao controlo de bola dos leões, que nunca deixaram de procurar o 3-0 mas que tinham como prioridade não sofrer para não dar novo alento ao Boavista.

Foi mesmo a equipa da cidade do Porto a ter mais oportunidades de golo perigosas nesta segunda parte, logo no início Afonso Figueiredo mandou a bola ao poste e aos 59 minutos foi Iberri a testar a atenção de Rui Patrício. O Sporting reagiu primeiro por Slimani, que não conseguiu superar Mika após uma excelente desmarcação de Carlos Mané e depois foi João Mário a rematar com perigo ao lado da baliza dos axadrezados.

Aos 79, Anderson Carvalho proporciona mais uma excelente defesa a Rui Patrício, mas a defesa da noite acabou por ir mesmo para o guarda redes axadrezado; primeiro foi Slimani a rematar para defesa apertada e na recarga Mika teve excelentes reflexos para evitar com um remate à queima roupa o golo a Mané.

Vitória justa do Sporting, que assim continua na liderança isolada do campeonato, como pediam os adeptos numa tarja “Só mais 11”.

Conferencia de imprensa

Confrontado com a pergunta do BnR sobre se Sanchez estaria satisfeito com os jogadores apesar da derrota, o treinador axadrezado mostrou-se satisfeito com a entrega dos jogadores apesar do resultado, mas deixou o recado que alguns jogadores ainda não terem dado o que se pede. Quanto a Jorge Jesus não foi possível fazer perguntas.

A Figura:

Bryan Ruiz – Está nos dois golos do Sporting, assistindo para o golo inaugural de Ewerton e marcando o segundo, na transformação – algo fortuita – de um livre directo. Destaque também para Schelotto que fez um muito bom jogo.

O Fora de Jogo:

Téo Gutiérrez – O colombiano nada acrescentou ao jogo, deslocando das zonas de ação, quase dando a entender que se escondia de disputar os lances e com muita displicência à mistura. Continua uma sombra do jogador que já mostrou ser com a camisola verde e branca apesar dos elogios de JJ.

Foto de Capa: Bola na Rede

Top 10: Os ‘flops’ da Liga Portuguesa

[tps_title]10.º Salva Chamorro[/tps_title]

Chamorro
Fonte: CD Tondela

Fazendo jus à verdade, deve-se afirmar que o nome deste Avançado entra nas órbitas do conhecimento futebolístico apenas com o golo inesperado que ditou o empate do Tondela frente ao Sporting. No entanto um pormenor se levanta: este foi o único golo que Chamorro marcou durante a sua passagem por Portugal. Apesar de ser um avançado com um percurso interessante, acabou por se despedir de Tondela para voltar à sua terra e assinar pelo Barcelona…B.

SC Braga 3-3 Vitória SC: Um grande jogo com a mancha comum da jornada

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O dérbi do Minho não defraudou as expetativas, traduzindo-se num jogo espetacular, com um empate a três golos no final. O resultado ajusta-se ao que ambas as equipas fizeram em campo, num duelo que pôs frente a frente dois dos melhores treinadores do nosso campeonato: Paulo Fonseca e Sérgio Conceição. É por jogos como este que eu sou um espetador assíduo dos confrontos estas duas equipas.

Enquanto Paulo Fonseca fez algumas mudanças em relação à equipa-tipo do Braga, deixando jogadores como Luiz Carlos, Rafa ou Alan no banco, Conceição montou um Vitória à sua imagem, aguerrido e com Otávio a pegar na batuta e a fabricar o jogo ofensivo da equipa. Contudo, o início foi negro para os vimaranenses.

Aos 20 minutos, a equipa da casa já vencia por 2-0, tendo marcado nos dois primeiros ataques perigosos que fez à baliza de Miguel Silva. Em ambos os golos, dois cruzamentos milimétricos de Josué para o segundo poste, onde apareceram soltos de marcação Pedro Santos, no primeiro, e Rui Fonte no segundo, a rematarem sem hipóteses para o desamparado guardião da equipa visitante. Destaque para a qualidade das assistências de Josué e para todo o setor defensivo dos Conquistadores, que tremeu como varas verdes nos lances dos golos, algo que o Sporting terá de explorar no duelo da próxima semana. Porém, como já referi acima, o Braga marcou nos dois primeiros ataques que desenhou com qualidade. O jogo estava equilibrado, e Sérgio Conceição, com a garra que o caracteriza, berrou para a equipa e conseguiu que os seus atletas chegassem ao empate ainda na primeira metade. Em ambos os tentos, emergiu o talento e o génio de Otávio. Se no primeiro golo driblou quatro adversários, antes de cruzar atrasado para o golo de Licá, no segundo teve a frieza de pôr gelo num contra-ataque da sua equipa, ficou olhos nos olhos com Pedro Santos, foi à linha e cruzou para uma cabeçada letal de Henrique Dourado. Pouco depois chegou, infelizmente, o intervalo que terminou com 45 minutos dos melhores que já vimos em Portugal esta época. Otávio e Josué puxaram da bandeja e Özil deve ter ficado orgulhoso destes dois jogadores, caso tenha visto este jogo a partir de Londres.

Otávio esteve em todos os golos do Vitória nesta partida. Fonte: Vitória Sport Clube
Otávio esteve em todos os golos do Vitória nesta partida.
Fonte: Vitória Sport Clube

A segunda metade começou com duas grandes defesas de Miguel Silva e Marafona, antes do Braga chegar ao 3-2, quando estavam decorridos 56 minutos. Após um mau alívio do jovem guarda redes vitoriano, Hassan aproveitou um ressalto na pequena área para recolocar a sua equipa na frente do marcador. No minuto seguinte, porém, veio a mancha da arbitragem neste jogo. Numa jornada marcada por mergulhos premiados, tivemos mais um no Minho. Otávio estava a ultrapassar André Pinto, quando se deve ter lembrado do mergulho de Jonas e fez o mesmo. Atirou-se para o relvado e viu o árbitro assinalar penálti, com a agravante de ter mostrado o cartão vermelho, injustamente, ao central e capitão dos arsenalistas. Foi a segunda arbitragem com influência no resultado de Fábio Veríssimo em Braga durante esta temporada, depois do encontro da Taça de Portugal em que os bracarenses eliminaram o Sporting.

Otávio concretizou a grande penalidade e esperava-se que o Vitória carregasse em cima do Braga, em busca do quarto golo, mas nunca foi suficientemente capaz de criar uma jogada com cabeça, tronco e membros que alvejasse a baliza de Marafona legalmente. E digo “legalmente” porque Bouba Saré fez hoje um “hat-trick” de golos anulados, todos bem anulados por fora de jogo do médio defensivo nestes lances.

Até ao fim, S.Conceição introduziu Hurtado e Victor Andrade em campo, com a expetativa de mexer com o jogo, mas nenhum destes elementos teve a lucidez necessária para ter influência no desenrolar da partida.

Foi um grande jogo em Braga, que deixa em aberto dois grandes confrontos a envolver estas equipas nas próximas semanas: o Vitória de Guimarães recebe o Sporting na próxima segunda feira, enquanto o Sporting de Braga recebe o FC Porto dentro de duas semanas, na mesma data do Sporting-Benfica. Temos campeonato!

A Figura:

Otávio – Jogaço do jovem médio brasileiro, emprestado pelo FC Porto ao Vit. Guimarães. Duas assistências após jogadas fenomenais na primeira parte, e frieza no penálti que redundou no 3-3. O único aspeto negativo da sua exibição foi o mergulho que enganou o árbitro no lance da grande penalidade.

O Fora de Jogo:

Equipa de arbitragem – O jogo estava a correr bem até ao minuto 57, em que Otávio mergulhou e ganhou um penálti. Se Fábio Veríssimo esteve mal ao assinalar, pior ainda esteve o seu assistente que estava a poucos metros do lance, sem ninguém a tapar a sua visão, e não conseguiu ver um lance tão descarado. Devido ao erro, surgiu um golo e uma expulsão.

FC Porto 3-2 Moreirense FC: Tremendo!

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Que jogo de loucos se jogou hoje no Estádio do Dragão! O FC Porto regressa às vitórias em casa ao vencer por três bolas a duas um atrevido Moreirense. Um encontro que fica marcado pela má entrada dos dragões no jogo, mas o mais importante a referir é que finalmente o Porto joga à Porto ao acreditar até ao fim que a vitória estava ao seu alcance. Destaque para a estreia de Chidozie a titular no Dragão, para o regresso de Marcano e para as ausências de Bruno Martins Indi e Aboubakar. Do lado do Moreirense o grande foco passou pela ausência do goleador Rafael Martins.

O FC Porto entrou em campo com: Casillas, Maxi, Chidozie, Marcano, Layun, Danilo, André, Herrera, Corona, Brahimi e Suk. Já a equipa de Miguel Leal inicia a partida com: Stefanovic, Sagna, Micael, Danielson, Evaldo, Palhinha, Vitor Gomes, Iuri Medeiros, Fábio Espinho, Boateng e Petrolina.

A equipa portista inicia o jogo de forma muito apática, com as habituais desnecessárias perdas de bola em zona atacante, que acabaram por se traduzir em dois golos madrugadores. O primeiro com Evaldo a trabalhar muito bem, ao subir no terreno com autoridade, e a largar um passe para Boateng que permite uma boa defesa a Casillas, mas na recarga o habitual “carrasco” dos grandes, Iuri Medeiros, faz um golo típico da sua forma de finalizar. Se o rumo dos acontecimentos não estava de forma alguma a favor do FC Porto, pior ainda ficou quando o mesmo Medeiros executou um excelente passe a rasgar a defensiva portista, que apanhada em contra-pé deixou Fábio Espinho isolado na cara de Casillas e este traduziu de forma subtil a grande jogada da equipa visitante em golo. Em menos de meia hora de jogo o Moreirense bateu várias marcas interessantes. O FC Porto não sofria dois golos na primeira parte em casa desde Março de 2010; pela primeira vez na história o Moreirense saía em vantagem no Estádio do Dragão e, para completar, o Moreirense já não marcava no Dragão desde 2003.

Suk justificava a aposta  Fonte: FC Porto
Suk justificou a aposta
Fonte: FC Porto

Este abalo impressionante acabou por despertar a equipa portista. Miguel Layun reduz a desvantagem ao apontar uma grande penalidade, que Maxi tinha sofrido. Mas, como tem sido habitual esta época, inúmeras oportunidades foram desperdiçadas, sendo as mais flagrantes o cabeceamento à trave do inconformado Suk e o falhanço de André André perante uma grande intervenção do ex-portista Stefanovic.

O segundo tempo começa como o primeiro, os verdes axadrezados mas perigosos, com Iuri Medeiros e Petrolina a obrigarem Casillas a duas excelentes intervenções. A partir da entrada de Marega só FC Porto. O reforço de inverno trouxe outro andamento ao ataque portista, que não estava a conseguir produzir as ocasiões que pretendia. Os portistas pressionavam cada vez mais até que, a partir de um canto de Layún, Suk volta a devolver a igualdade num lance idêntico ao da primeira parte mas desta vez mais sobre o primeiro poste. Nem cinco minutos passavam e já o FC Porto se punha em vantagem no marcador numa grande jogada coletiva, Layún centra ao segundo poste, onde aparece o “mal-amado” Herrera a fazer um estupendo passe, que chega à cabeça de Evandro, que tinha entrado ao intervalo para o lugar de Corona, e remata com o jogo. Até ao final do encontro não houve qualquer sinal de grandes ocasiões; cada vez com mais ascendente na partida, o único lance de destaque vai para um livre de Brahimi.

Vitória muito sofrida dos dragões! O FC Porto esteve a perder por 0-2 mas operou uma grande reviravolta ao vencer por 3-2. É o quarto jogo consecutivo para a Liga a sofrer golos para os azuis e brancos e esta é a terceira reviravolta da era de José Peseiro. O FC Porto vai tremendo, mas, por outro lado, proporcionou aos seus adeptos um tremendo jogo de futebol.

A Figura:

Miguel Layún – Todos os melhores lances do Futebol Clube do Porto passam pelos seus pés. Acaba por fazer um golo e uma assistência neste jogo de loucos e também demonstrou uma disponibilidade física impressionante, já que tem jogado todos os jogos e por vezes em muitas posições diferentes. Acabou o jogo a correr mais que todos os outros e sai herói neste encontro, onde demonstrou todo o seu grande profissionalismo.

O Fora-de-Jogo:

Brahimi – Uma completa desilusão. O jogador argelino continua a acentuar a sua série de más exibições com a camisola portista esta temporada. Tem muitas dificuldades no que toca à perceção de jogo e a sua qualidade de passe deixa muito a desejar. O seu individualismo excessivo prejudica, e de que maneira, toda a manobra ofensiva do FC Porto, e hoje não foi exceção. Perde muitas bolas no setor ofensivo, e tem sérias limitações em recuperá-las.

 Foto de Capa: FC Porto

CF “Os Belenenses” 0-2 FC Arouca: Arouca europeu?

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Um Restelo bem composto para ver o assalto às posições da Europa no jogo contra o FC Arouca viu um jogo competitivo e emotivo.

A primeira parte teve um Belém com mais bola, mas um Arouca a saber melhor como chegar à baliza adversária. As principais oportunidades foram todas para os canarinhos, apesar de não existir nenhum remate de grande perigo.

O grande destaque desta primeira parte é mesmo a expulsão de Jubal. O defesa central brasileiro do Arouca viu dois amarelos em 15 minutos, naquela que foi apenas a primeira expulsão do jogo.

A partir daí o Belenenses passou a ter ainda mais tempo de posse de bola, mas continuou a ser pouco esclarecido, apostando muito nos cruzamentos quando tinha apenas um homem e mais baixo que os defesas da equipa de Aveiro.

Na saída para o intervalo deu-se alguma confusão entre a equipa de arbitragem e membros da equipa técnica dos arouqueses. Primeiro foi Lito Vidigal e depois o Presidente Carlos Pinho, numa conversa muito quente. A expulsão de Jubal foi considerada injusta.

Com mais um homem, o Belenenses entrou determinado e carregou, mas esbarrou na defesa sólida do Arouca, um dos pontos fortes desta equipa. Apesar de ter bola, a equipa do Restelo criava poucas oportunidades, e as poucas que criava eram remates ou cabeceamentos fáceis para Bracali. E, no Futebol, quem não marca… é uma velha máxima do Futebol, mas aplica-se neste jogo.

Um passe a cruzar a defesa de Mateus (o famoso Mateus do caso que manteve o Belenenses na primeira) para Walter, herói da vitória frente ao FC Porto, e o paraguaio tira Rafael Amorim com classe e mete para o fundo das redes. Um balde de água fria no Restelo, e a equipa da casa a ressentir-se do golo.

Lito fez uma conferência de imprensa muito focada no Belenenses

Lito fez uma conferência de imprensa muito focada no Belenenses
Fonte: Bola na Rede

Confortável com o resultado, a equipa arouquense começou a defender o resultado, recorrendo ao anti-jogo. Foram várias as situações em que os jogadores ficavam caídos no chão, principalmente Bracali, que usou e abusou do anti-jogo, ficando quase sempre no chão. Aconteceu o caso insólito de Bracali estar no chão, o árbitro não parou o jogo e o guarda-redes recuperou milagrosamente e continuou em jogo. Foram várias situações assim que foram cortando o ritmo de jogo.

No meio da polémica, o Arouca faz o segundo e mata o jogo. Um lance também polémico. Rafael Amorim é expulso por fazer falta quando o jogador do Arouca seguia isolado para a baliza. No entanto, fica a dúvida sobre se há falta ou se o jogador corta primeiro a bola. Lucas Lima marcou um belo golo de livre e sentenciou a partida. De cabeça perdida, o Belenenses bem tentou o golo que os fizesse entrar na partida, mas sem sorte. Lucas Lima evitou por duas vezes na linha o golo. Já com tanto anti-jogo e assobios, o jogo acabou. Vitória de um Arouca eficaz e que abusou do anti-jogo.

Lito Vidigal pode não reconhecer, mas este Arouca começa a assumir uma imagem de candidato à Europa. Pela primeira vez conseguem três vitórias consecutivas. A vila de Arouca é uma vila feliz e é incrível a evolução deste clube.

Na conferência de imprensa, Lito Vidigal mandou imensas indirectas a Rui Pedro Soares e, em resposta ao Bola na Rede, afirmou que o Arouca ainda tem muito para crescer no campeonato, apesar do bom momento por que passa.

Já Llorente, adjunto de Velasquez, lamentou a derrota mas, em resposta ao Bola na Rede, afirmou ter ficado satisfeito com a produção da equipa, apesar de não terem marcado.

 

Figura:

Lucas Lima – O defesa esquerdo do Arouca salvou por duas vezes a equipa de sofrer um golo certo e marcou, matando o jogo.

Fora de jogo:

Bracali – Usou e abusou do anti-jogo na parte final, tendo um episódio caricato, como já foi referido. É incrível como não viu nenhum cartão.

Reportagem de André Conde e Rodrigo Fernandes
Foto de Capa: Bola na Rede

Nada de inovador ou invulgar

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Há adeptos confusos desde o último clássico – que o FC Porto venceu com mérito e o provável auxílio do bruxo de Fafe – e que desde esse dia vivem entre a euforia e a depressão. Este resultado provocou uma instantânea inversão de sensações, materializada numa ininterrupta travessia de optimismos e pessimismos, de um e para o outro lado, capaz de atulhar por completo a Segunda Circular. Em gíria futebolística dir-se-ia que naquela noite chuvosa de sexta-feira “a bola não quis entrar” (à segunda, terceira e quarta vez); Iker Casillas foi o homem do jogo e o Benfica cometeu erros que o adversário, fazendo o que lhe competia, não desaproveitou. Numa partida equilibrada e bem disputada venceu a equipa mais competente, na defesa e no ataque. Nada de inovador, ou sequer invulgar, para a história do futebol.

A partir daquele ponto concluiu-se, imediatamente, sobre o que foi, é e será, daqui para diante, este campeonato. Caro leitor, tenho a informá-lo do seu erro de avaliação. Não se precipite, pois, como os dias seguintes vieram a confirmar, ninguém de encarnado vestido está deprimido ou pensa em desistir, por simpatia ou solidariedade, de lutar até ao fim. Ainda nada está decidido e aquela partida de Carnaval (atrasada) dos Deuses do futebol – festejada a azul e a verde como se Kelvin tivesse voltado a marcar – vale para todos: não há vitórias antecipadas, seja no Inferno, no Céu ou no Purgatório. Nada de inovador, ou sequer invulgar, para a história do futebol.

As vitórias justas e seguras pós-FC Porto confirmaram a qualidade deste grupo; Fonte: #SLBenfica
As vitórias justas e seguras pós-FC Porto confirmaram a qualidade deste grupo
Fonte: #SLBenfica

Dentro de casa
Estou habituado às reacções pela derrota. O coração benfiquista solta-se facilmente, e pior que o ter junto à boca é vê-lo aos saltos, incontrolável, cheio de emoção e nenhuma razão, batendo a mil por uma questão de vida ou de morte. Rui Vitória cometeu erros – é mau; Jonas falhou golos – é mau; Júlio César não defendeu – é mau. Esta atracção fatalista pelo abismo está gasta pelo uso e, sinceramente, encaro-a com a mesma naturalidade com que encaro a vitória seguinte, quatro dias depois, contra o Zenit, num jogo de Champions, a caminho do top oito europeu. Rui Vitória acertou – é bom. Jonas marcou – é bom. Júlio César defendeu – é bom. Nada de inovador, ou sequer invulgar, para a história do futebol.

Importa-me, sim, verificar que o Benfica detém hoje um grupo de jogadores que demonstra, a cada lance disputado, uma vontade inquebrável de vencer: o jogo e o campeonato. Esta equipa, trabalhadora e humilde, um misto de juventude e experiência, joga “à Benfica” – seja na derrota frente ao FC Porto ou nas vitórias diante do Zenit ou do Paços de Ferreira – e, por isso, merece todo o nosso respeito e apoio. Se a lógica estatística cumprir o seu papel, o triunfo na Capital do Móvel marcará o início de um ciclo que nos fará consolidar, no próximo mês, a liderança da prova. Não se preocupem, os adversários: podemos levar os três pontos, mas garantir-vos-emos lotação esgotada. Nada de inovador, ou sequer invulgar, para a história do futebol. 

Fora de casa
A vitória do FC Porto no Estádio da Luz teve o condão de fazer ressuscitar os mortos e de suspender, temporariamente, a candidatura do Benfica ao tricampeonato. Os rivais adoram quando a águia tropeça e o ruído pela comemoração é proporcional ao tempo de espera – eu compreendo (a sério!).

Pinto da Costa voltou à fina ironia e, pouco depois, o FC Porto jogou em Dortmund com um quarteto defensivo engraçado (do ponto de vista cómico e não bonitinho), chegando aliviado ao apito final, com uma desvantagem de apenas dois golos. O FC Porto continua a praticar o seu futebol, com as suas virtudes e os seus defeitos, e nem a meritória vitória na Luz permitirá alterar esse facto. Nada de inovador, ou sequer invulgar, para a história do futebol.

Depois da festa, o Sporting perdeu em casa com o Bayer Leverkusen. O “cérebro” – como certamente hão-de se recordar o termo não é meu –, que no Benfica fazia as mesmas rotações e, ainda assim, chegava às finais da Liga Europa, recordou que sabe vencer em casa dos farmacêuticos. Sabe Jorge Jesus, sei eu e sabe Cardozo (é preciso dizer porquê?). De resto, confiro apenas que o Sporting continua a praticar o seu futebol, com as suas virtudes e os seus defeitos, e nem a meritória vitória do FC Porto na Luz permitirá alterar esse facto. Nada de inovador, ou sequer invulgar, para a história do futebol.

 Foto de Capa: SL Benfica

Um novo amanhecer para Giuseppe Rossi

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“Se estiver a 50%, Rossi é uma contratação de luxo.” – Foi desta forma simples e directa que Juan Carlos Garrido, antigo treinador de Giuseppe Rossi no Villarreal CF, descreveu o regresso do internacional italiano à Liga BBVA. No passado dia 22 de Janeiro, a ACF Fiorentina de Paulo Sousa e o Levante UD acordavam a cedência de Rossi a título de empréstimo até ao final da temporada e davam também inicio à segunda aventura de Il Bambino no futebol espanhol.

Guiseppe Rossi foi figura de proa no Villarreal CF de Juan Carlos Garrido da temporada 2010-11 que o FC Porto eliminou nas meias-finais da Liga Europa. Ao lado de jogadores como Nilmar, Santi Cazorla e Borja Valero, o internacional italiano catapultou a formação da Comunidade Valenciana para uma temporada de alto nível e, fruto disso, viu o seu nome associado, na época seguinte, a alguns dos grandes colossos do futebol europeu, com especial relevo para o FC Barcelona, que terá estado muito perto de acordar a sua contratação com o Villarreal CF. No entanto, sem que nada o fizesse prever, apenas uma temporada depois, o Submarino Amarillo passou por momentos complicados que culminaram numa amarga descida de categoria, momentos esses que coincidiram com o início do calvário de lesões de Guiseppe Rossi, que nessa fatídica temporada sofreu a sua primeira lesão nos ligamentos do joelho.

O Giuseppe Rossi dos tempos do Villarreal CF tinha a Europa a seus pés Fonte: El Mundo
O Giuseppe Rossi dos tempos do Villarreal CF tinha a Europa a seus pés
Fonte: El Mundo

Com o Villarreal CF condenado a passar um ano nas agruras da Liga Adelante, em Janeiro de 2013, Rossi muda-se para a ACF Fiorentina, que deposita no versátil avançado italiano uma enorme confiança apesar de estar perfeitamente ciente de todos os problemas que lhe estavam associados. Para o talentoso avançado nascido em Teaneck, New Jersey, o ingresso no emblema de Florença foi um novo despertar, um regressar do mundo dos mortos após meses a fio fora dos relvados, e, às ordens de Vincenzo Montella, Rossi viveu seis meses de sonho. A janela de esperança que se abriu na carreira de Il Bambino não tardou muito em voltar a fechar-se e em Janeiro de 2014, num jogo contra o AS Livorno Calcio, uma nova lesão no joelho de extrema gravidade voltou a afastar Rossi dos relvados. De lesão em lesão até à chegada de Paulo Sousa ao emblema de Florença, o versátil avançado italiano foi perdendo o seu espaço nos Viola e não são de todo estranhas as reservas do técnico português no que respeita à sua utilização de forma continuada numa liga exigente como é o caso da Serie A.

Foi por esse motivo e pela necessidade de reencontrar a alegria de volta a jogar que Guiseppe Rossi regressou a Espanha, a uma liga que bem conhece e a um país que lhe reconhece talento e onde ainda mantém o estatuto de estrela. O agente do jogador italiano, Andrea Pastorello, descreveu esta mudança para o Levante UD como uma necessidade, e não um adeus, mas sim um até logo, ao clube Viola, no qual Rossi não conseguiria até ao final da temporada jogar com regularidade. Andrea Pastorello evidenciou ainda a tenacidade da equipa da Comunidade Valenciana, que segundo ele foi a que maior interesse demonstrou no craque italiano.

Rossi foi recebido em clima de festa no Estadi Ciutat de València e a sua apresentação foi digna de uma verdadeira estrela. O avançado italiano não ficou indiferente a todo este entusiasmo, nem mesmo ao abraço e às palavras enternecedoras que recebeu de José Besalduch, o famoso “El Gasolina”, que com 85 anos é porventura o adepto mais famoso do Levante UD, e, numa entrevista recente ao programa Al Primer Toque da rádio Onda Cero, Rossi descreveu o seu ingresso nos Granotes como algo “muito bonito” e manifestou toda a sua felicidade por estar de regresso ao futebol espanhol.

O abraço sentido de José Besalduch a Rossi na dia de apresentação do internacional italiano Fonte: biobiochile.cl
O abraço sentido de José Besalduch a Rossi na dia de apresentação do internacional italiano
Fonte: biobiochile.cl

O talento de Rossi dispensa apresentações e não será por demais dizer que não fossem as sucessivas lesões e estaríamos, eventualmente, na presença de um dos melhores futebolistas europeus da última década. O internacional italiano chega ao Levante UD numa altura em que a formação da Comunidade Valenciana atravessa um momento particularmente preocupante na Liga BBVA. Os pupilos de Rubi, o jovem técnico catalão que assumiu o comando da equipa no final de Outubro de 2014 após a saída de Lucas Alcaraz, ocupam, à data deste artigo, o 19.º lugar da tabela classificativa, com apenas 20 pontos obtidos em 25 jogos disputados.

Apesar da situação delicada em que se encontram é importante realçar que, para além de praticarem um futebol extremamente apelativo, o Levante UD venceu dois dos seus últimos cinco jogos para a Liga BBVA, período esse que coincide com a chegada de Rossi aos Granotes. O versátil avançado italiano teve a sua estreia contra a UD Las Palmas a 25 de Janeiro, apenas três dias depois de ter chegado ao Estadi Ciutat de València, e apesar de ter jogado apenas cerca de 20 minutos dispôs de uma boa oportunidade para marcar, mas não foi capaz de desfeitear o guarda-redes da equipa insular, Javi Varas. No entanto, não tardaria muito em chegar o primeiro golo de Rossi com a camisola de Levante UD e na semana seguinte, na visita ao sempre asfixiante Ramón Sánchez Pizjuán, o internacional italiano não foi de modas, e marcou o único tento da sua equipa na derrota por 3-1 diante do Sevilla FC.

Il Bambino ganhou-lhe o gosto e na passada sexta-feira voltou a ser figura de destaque no regresso às vitórias do Levante UD. Rossi apontou o segundo golo da sua equipa da marca de penálti e ajudou a cimentar o caminho para uma moralizadora vitória por 3-0 diante do Getafe CF antes da visita ao El Madrigal para defrontar o Villarreal CF, um jogo que certamente terá uma carga emocional muito grande para o dianteiro dos Granotes.

Rossi a festejar o seu segundo golo na Liga BBVA que aconteceu na passada 6ªfeira perante o Getafe CF Fonte: Liga BBVA
Rossi a festejar o seu segundo golo na Liga BBVA, que aconteceu na passada sexta-feira perante o Getafe CF
Fonte: Liga BBVA

Enzo Bearzot, o homem do cachimbo, que conduziu a Itália à conquista do Mundial de Futebol de 1982 em Espanha, viu em Rossi uma estrela em potência aquando da sua estreia com a selecção italiana em 2008 e deu-lhe o apelido de “Pepito”. “Pepito” porque jogava em Espanha e porque o fazia lembrar-se do “seu” Paolo “Pablito” Rossi, que havia deixado meio mundo de boca aberta nesse longínquo ano de 1982. Enzo Bearzot, esse verdadeiro pensador do futebol, não se enganou muito em relação ao “novo” Rossi, que não fossem as gravíssimas lesões de que tem sido vítima nos últimos anos e estaríamos certamente na presença de um dos melhores jogadores do mundo da actualidade.

Foto de Capa: Levante UD

A arte superior da guerra, segundo Bryan Ruiz

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Depois da derrota sofrida frente ao Bayer Leverkusen, vem aí o jogo mais importante da semana: receção ao Boavista. Este é aquele jogo que, espero eu, terá mais de 40 mil adeptos nas bancadas e onde o Sporting não pode falhar e tem de dar mais um passo muito importante rumo ao sonho.

Frente aos axadrezados, os “leões” vão defrontar uma equipa que já roubou pontos na primeira volta (“roubou” é mesmo o termo certo, tendo em conta as incidências desse encontro), e que está a jogar melhor agora, orientada pelo boliviano Erwin Sanchez. Ainda assim, o maior adversário do Sporting é a sua própria sombra.

O grupo tem tido algumas exibições mais tremidas nos jogos em casa; são exemplos disso as recentes receções a Tondela, Académica e Rio Ave. Aqui, acho que Jorge Jesus devia incutir alguns “pozinhos” importantes nas palestras antes dos próximos jogos.

O Sporting tem de entrar sempre no máximo das suas capacidades, sem dar meias horas ou primeiras partes de avanço. Se os “verde e brancos” estiverem a ganhar nos primeiros 20, 30 minutos, as exibições e as partidas serão sempre mais simples, tal como se viu na Choupana.

Assim, parece-me que Teo não pode ser titular nesta segunda-feira, porque é um jogador demasiado amorfo, que joga num ritmo muito lento, com uma excessiva calma, que obviamente irrita os adeptos que têm vontade de saltar para dentro do campo. Se fosse JJ, apostaria num trio composto por Gelson Martins, Bryan Ruiz e João Mário atrás do avançado Slimani, com o meio campo guardado por Adrien e Aquilani, devido ao castigo de William Carvalho. Assim, o Sporting poderá ter uma entrada de rompante, com ataques constantes até chegar a uma vantagem de um, dois golos.

Tal como já se viu nesta jornada, com o mergulho premiado de Jonas, a caminhada para o título terá muitos obstáculos no caminho; alguns normais, outros que apenas são “normais” para quem é beneficiado por eles. O que não pode acontecer é que o próprio Sporting crie mais complicações no seu próprio trajeto, com exibições menos bem conseguidas ou com menos atenção a todos os detalhes. Os jogadores terão de encarar os 12 jogos que faltam no campeonato como os mais importantes das suas vidas, porque só assim estarão no mesmo estado de espírito dos adeptos.

Cuidado com os amarelos, Adrien e Slimani! Fonte: Sporting CP
Cuidado com os amarelos, Adrien e Slimani!
Fonte: Sporting CP

Um problema na gestão da equipa para os próximos jogos será a folha disciplinar de Adrien Silva e Slimani. Ambos têm quatro amarelos, quando se aproximam dois jogos decisivos: deslocação a Guimarães e receção ao Benfica.

No meu ponto de vista, não seria positivo que eles “limpassem” os castigos na Cidade Berço, dada a guerra que será esse encontro, por ser num terreno complicado, frente a uma equipa muito bem orientada e em vésperas de jogo com o Benfica, ou seja, num encontro em que, com toda a certeza, teremos “artista” a apitar.

Queria ainda dedicar umas linhas a um dos ases de Jorge Jesus: Bryan Ruiz. Já vi mais de uma dezena de jogos deste craque ao vivo, mas é algo bastante difícil de descrever com toda a minúcia. O costarriquenho está, talvez, no top 5 dos jogadores mais dotados tecnicamente e mais inteligentes que já vi jogar no clube. É incrível ver a forma como lê o jogo, como passa por dois ou três adversários com uma classe brutal.

Já tinha ficado agradado em meia dúzia de jogos em que o Twente, quando ele lá jogava, defrontou o Sporting e o Benfica. Era um dos jogadores mais influentes dos holandeses nessa altura. Depois foi para Inglaterra, eclipsou-se um bocadinho e volta agora em grande esplendor, em excelente hora, para ajudar nesta luta do Sporting Clube de Portugal. A todos os que contribuíram para esta contratação, mas principalmente a Bryan Ruiz, muito obrigado! É uma honra ver atuar um jogador destes em Alvalade com a camisola verde e branca.

Foto de Capa: Sporting CP