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CD Trofense 1-2 SL Benfica: Não faltou alma…nem Almeida

A CRÓNICA: (QUASE) HOUVE TAÇA, EM 120 MINUTOS DE ALMA, E ALMEIDA

O SL Benfica deslocou-se à Trofa e sofreu para vencer o CD Trofense por 1-2 num jogo marcado pela grande alma trofense e pela ineficácia da equipa da luz, que teve em André Almeida o grande decisor da partida.

Foi um SL Benfica intranquilo, porém mais forte que, finalmente, quebrou o enguiço perante o CD Trofense. À terceira foi mesmo de vez para o clube da luz, que venceu, pela primeira vez na história (uma derrota e um empate nos únicos confrontos em 2008/2009) o emblema da Trofa.

Dito isto, o desfecho foi positivo, mas o jogo principiou e acabou, surpreendentemente, tremido para a equipa da Luz. O CD Trofense — subido e destemido — entrou com tudo e várias vezes forçou o erro na defensiva encarnada. Desde cedo, seja no momento sem bola, ou na hora da bola parada, foi notório que a equipa da casa não vinha para ‘picar o ponto’. Pelo contrário.

O primeiro susto para Jorge Jesus surgiu logo ao minuto 12, com um facilitismo de Helton Leite que quase dava num golo de bandeja para Bruno Almeida.

De seguida, João Paulo Gomes cabeceou por duas vezes e deu o mote para o que se seguia — o golo anulado à equipa da Trofa. A jogada foi quase perfeita: Vasco Rocha encontrou Bruno Almeida entrelinhas, que perfurou e encontrou Elias — entrado ao minuto dois — naquele que seria o golo inaugural, no entanto, irregular.

Ainda assim, esta pressão alta do CD Trofense teve os seus malefícios, principalmente quando a bola chegava com tempo e espaço para os criativos encarnados.

Pizzi, Cebolinha e Taarabt foram os principais homens em destaque no primeiro tempo.

Cebolinha, após duas tentativas, conseguiu mesmo marcar. Pode-se dizer que à terceira foi de vez. Numa deambulação da esquerda para o meio, o internacional brasileiro atirou uma autêntica bala fora de área e inaugurou o marcador na Trofa. 0-1 ao minuto 22.

Depois do golo, uma tempestade de oportunidades para o SL Benfica, que via Rodrigo Moura realizar uma partida tremenda.

Ao intervalo, a vantagem mínima (0-1) permitia o CD Trofense sonhar, enquanto o SL Benfica apenas podia queixar-se de si próprio por não conseguir ampliar o marcador.

No início da segunda metade, a toada não se alterou. SL Benfica por cima, porém, com a sensação de que o CD Trofense a qualquer momento poderia ter o «o seu momento».

Aliás, a ineficácia e incapacidade de gerir ritmos, até podem não ser amigos, mas andaram de mãos dadas com o SL Benfica o jogo praticamente todo. O clube da luz não foi eficaz e, ao minuto 80, os homens da casa avivaram a partida com um golo de Pachu após assistência perfeita de Tiago André. Surpresa na Trofa!

Tudo empatado ao fim dos 90 min (1-1), o jogo seguiu para prolongamento.

O início do prolongamento não podia ter sido mais penalizador para a equipa da casa. Após assistência de Weigl, André Almeida – numa arrancada de assinalar – apareceu isolado e não vacilou perante Rodrigo Moura.

1-2 para o SL Benfica e normalidade restaurada. Um resultado que, até final, não iria sofrer quaisquer alterações.

Vitória para os encarnados num jogo de grande espírito e muita festa, como é costume na Taça de Portugal. Independentemente do desfecho final, a equipa da Trofa pode afirmar que se «agigantou» perante o clube encarnado e que «quase fez Taça».

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

André Almeida – Vasco Rocha merecia o destaque – exibição exímia e sentido posicional fantástico – mas, André Almeida foi quem acabou por marcar o golo decisivo do SL Benfica e foi quem trouxe a alma necessária num jogo exigente e de caracterísiticas muito específicas.

 

O FORA DE JOGO

Gil Dias
Gil Dias foi o primeiro encarnado a lesionar-se
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Lesões prematurasO minuto 2 já pressagiava, e acabou mesmo por se revelar um jogo marcado por três lesões, sendo que duas delas aconteceram de forma muito precoce no jogo. Uma para o CD Trofense – Barthélémy Diedhiou – e duas para os encarnados – Gil Dias e Lázaro. Um jogo que teve, de facto, um pouco de tudo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE

A equipa orientada por Rui Duarte alinhou no seu 3-4-3 habitual, com Tiago André e Lionn nas alas, sendo estes os principais responsáveis por dar largura ao jogo do CD Trofense. Depois, com dois médios defensivos de referência – Vasco Rocha e Índio – permitiu, a espaços, que Bruno Almeida tivesse mais liberdade para criar com bola. Dois guarda costas que ofereciam segurança no momento da perda e, igualmente, serenidade com bola.

Defensivamente, e no momento do jogo posicional ofensivo do SL Benfica, Rui Duarte impôs uma forte pressão sobre a primeira fase de construção da equipa encarnada. Ofensivamente, como esperado, os homens da casa procuraram ser pragmáticos e rápidos nas suas ações com Bruno Almeida a ser, em conjunto com Elias, o principal destaque da equipa da Trofa.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rodrigo Moura (7)

Lionn (5)

João Faria (6)

João Paulo Gomes (6)

Caio Marcelo (6)

Tiago André (6)

Matheus Índio (5)

Vasco Rocha (8)

Bruno Almeida (6)

Henrique Pachu (7)

Barthélémy Diedhiou (-)

 

SUBS UTILIZADOS

Elias Achouri (6)

Bruno Moreira (6)

Andrezinho (6)

Simão Martins (6)

Keffel (6)

Rodrigo Ferreira (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Caras novas e o mesmo sistema de sempre (3-4-3). Jorge Jesus apesar das muitas mudanças, não apresentou nenhuma surpresa tendo em conta o esperado.

Ora, com um trio de centrais diferente do habitual – Vertognhen, Morato e André Almeida -o SL Benfica tinha em Pizzi a referência na construção e criação de jogo, enquanto Cebolinha foi quase sempre o principal homem-alvo para ferir a linha do CD Trofense.

Já com Weigl, João Mário e Roman Yaremchuk dentro de campo, a equipa encarnada jogou de forma mais apoiada e sempre na procura da melhor decisão, ainda que a turma da casa tenha dificultado muito a tarefa de todos. Substituições que vieram com o intuito dos encarnados gerirem a partida de forma mais asseverativa e possante.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (5)

Gilberto (6)

André Almeida (8)

Vertonghen (6)

Morato (6)

Gil Dias (-)

Meité (4)

Pizzi (6)

Taarabt (5)

Everton Cebolinha (7)

Gonçalo Ramos (5)

 

SUBS UTILIZADOS

Julian Weigl (6)

João Mário (6)

Roman Yaremchuk (6)

Nemanja Radonjić (5)

Ferro (5)

Lázaro (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

CD TROFENSE

Bola na Rede: Boa noite mister, gostaria de lhe perguntar sobre a pressão alta que exerceu no SL Benfica, principalmente no primeiro quarto de hora. Sentiu que, ao não baixar tanto as linhas, que poderia forçar o erro no SL Benfica e consequentemente chegar ao golo?

Marco Vieira (Adjunto do CD Trofense): “Sim, a estratégia passava por aí, passava por pressionar alto a equipa do SL Benfica e condicionar muito, e conseguir roubar a bola nas alas para depois conseguir ferir o adversário nesse momento. Podia ter sido outra estratégia, mas acho que optamos pela mais correta, pelo menos agora no final do jogo poderia ter sido ainda melhor, mas podemos valorizar a grande exibição”.

SL BENFICA

Não foi possível realizar quaisquer perguntas ao mister Jorge Jesus

Foto de capa: Diogo Silva / Bola na Rede

Berço SC 1-2 Belenenses SAD: Ndour decidiu quando menos se esperava

A CRÓNICA: VIMARANENSES AGUENTARAM 120 MINUTOS, MAS ACABARAM POR SOFRER NO ÚLTIMO SUSPIRO

Na terceira eliminatória da “Prova Rainha” do futebol português, a primeira que inclui clubes do primeiro escalão, o Berço SC recebeu na sua “casa” o primodivisionário Belenenses SAD. O Berço chegou a esta fase depois de eliminar o GD Joane, da Pró Nacional da AF Braga, e o Limianos, equipa que à semelhança dos vimaranenses, milita no Campeonato de Portugal.

Num jogo que começou com um atraso de dez minutos, as oportunidades também teimavam em não aparecer. Na primeira meia hora, o Belenenses SAD foi tendo mais bola, algo que não está muito acostumado a ter nos jogos do campeonato português. Não se sentiu muito confortável nesse momento do jogo e o perigo relativo que foi criando surgiu através de lances de bola parada. O Berço foi tentando aproveitando as perdas de bola da equipa forasteira para sair em transições rápidas, mas sem qualquer sucesso.

Depois de várias paragens no jogo, com três substituições por lesão, duas no Belenenses e uma no Berço, surge o golo que inaugurou o marcador e logo com dois recém-entrados no lance. Chima entrou, lançou longo para a área para a cabeça de Abel Camará, Marçal defendeu para a frente, Safira rematou contra um defesa e, só à terceira, Afonso Sousa bateu o guarda-redes adversário, mudando o marcador para 0-1, à passagem do minuto 39.

A segunda parte iniciou-se de uma forma um pouco diferente daquilo que foi a primeira, com um Berço mais pressionante e intenso sem bola, tentando chegar ao empate. Empate esse que iria chegar já muito perto da meia hora de jogo da segunda parte. Livre a meio de meio-campo defensivo do Belenenses SAD, eximiamente cobrado por Davide, acabou na cabeça do capitão Mota, que desviou para o fundo das redes da baliza defendida por Luiz Felipe.

O jogo continuou muito dividido, com o Belenenses SAD a tentar reaver a sua liderança no marcador, mas com o Berço muito organizado e também a não se remeter apenas à defesa, criando perigo quando para isso tem espaço. Até ao final, nenhuma grande oportunidade e o jogo acabou com a igualdade, seguindo-se o prolongamento.

Numa primeira parte de prolongamento que foi uma réplica dos últimos 15 minutos da segunda parte, as oportunidades foram nulas e o resultado manteve-se igual, deixando pronuncio que os penaltis iriam ser a forma de se decidir esta partida.

Já em cima do minuto 120, eis que apareceu o golo que acabou com a partida. Jogada pela esquerda do ataque do Belenenses SAD, cruzamento rasteiro para a área, Abel Camará deixa a bola passar e Ndour remata para o fundo das redes, desbloqueando o empate para a equipa forasteira. Ainda antes do final do encontro, Joyce viu o cartão vermelho, deixando assim o Berço acabar o jogo com 10 unidades.

O Belenenses SAD passa assim esta eliminatória, confirmando o favoritismo que tinha à entrada para este jogo.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ndour – Decisivo. O jogo não lhe estava a correr de feição, mas resolveu o jogo em cima do minuto 120. O Belenenses SAD deve-lhe muito do que foi a passagem à próxima eliminatória.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafael CamachoEsteve muito apagado até ser substituído, aos 33 minutos. Não estava a ser eficaz no drible e não usou a sua velocidade para desequilibrar a defensiva adversária. Pedia-se mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – BERÇO SC

O Berço alinhou num 4-1-3-2, que muitas vezes se foi transformando num 4-4-2, principalmente em processo defensivo. Gonçalo e Joyce tomaram conta do eixo defensivo, enquanto Fernando e Jota foram os laterais. Agyemang foi o pivô do meio-campo, com Pedro Silva como segundo médio. Davide e Túlio ocuparam os corredores, enquanto Mota e João Victor foram os homens mais adiantados.

Numa primeira fase de construção a equipa tentou sair a jogar pelo central esquerdo, Joyce, que é o melhor tecnicamente, mas quase sempre foi obrigado a jogar longo, pela pressão alta do adversário. Teve um jogo quase sempre mais defensivo, aproveitando transições para criar perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marçal (5)

Jota (5)

Joyce (6)

Gonçalo (5)

Fernando (5)

Agyemang (6)

Túlio (6)

Mota (7)

João Victor (5)

Davide (7)

Pedro Silva (5)

SUBS UTILIZADOS

Miguel (5)

Dani (6)

João Morais (5)

Joel (6)

Sampaio (5)

Henrique (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD apresentou-se no habitual 3-4-3, que varia muito para um 3-5-2 e que, num processo defensivo, acaba por ser um 5-2-3. Tomás, Danny e Yohan foram o trio defensivo, enquanto Varela e Carraça tomaram conta dos corredores. César Sousa e Afonso Sousa foram os médios, com Pedro Nuno no corredor direito, muitas vezes a jogar por dentro, e Safira e Camacho no centro e corredor respetivamente.

O Belenenses, convidado a ter a iniciativa do jogo, foi tendo mais bola e jogou muito tempo em ataque posicional, na tentativa de desmontar a defesa adversária. Nã falta de sucesso nesse momento do jogo, criou mais perigo através de bolas paradas, momento através do qual se conseguiu colocar em vantagem no marcador.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Filipe (5)

Tomás Ribeiro (5)

Yohan (5)

Danny Henriques (6)

Nilton Varela (5)

Carraça (6)

Camacho (3)

Cesar (6)

Pedro Nuno (6)

Afonso Sousa (7)

Safira (5)

SUBS UTILIZADOS

Camará (5)

Chima (6)

Sithole (5)

Ndour (8)

Mota (5)

Cafu (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Berço SC

BnR: “É certo que as vitórias morais valem o que valem, mas sai daqui satisfeito com o comportamento da sua equipa, apesar da eliminação?”

Ricardo Martins: “Foi uma vitória dos nossos processos e da qualidade desta equipa. Não conseguimos a passagem à próxima eliminatória, mas estamos muito orgulhosos do trabalho que fizemos. Estamos em evolução constante e é nestes jogos que os nossos jogadores e equipa evolui.”

 

Belenenses SAD

BnR: “Decidiu não abdicar da linha de 3 centrais, mesmo quando perdeu o Tomás Ribeiro. A estratégia passava por dar mais profundidade nos corredores, visto que o Berço estava a dar mais espaço na linha e fechava muito a zona central?”

Petit: “Identificamos que o Berço defendia muito em losango e fechava muito a zona interior e tentamos explorar o espaço que deixavam nos corredores laterais, com o Nilton e o Carraça mais projetados para atacar. Tivemos algumas dificuldades, principalmente na circulação de bola pelos centrais, que foi muito lenta, e não conseguimos criar o perigo que pretendíamos.”

Leicester City FC 4-2 Manchester United FC: “Reds” foram a Leicester aprender como se joga

A CRÓNICA: JOGO DE CLASSE DOS “FOXES”

As duas equipas entraram em campo sabendo que o seu momento de forma teria obrigatoriamente de melhorar, pois os seus últimos resultados não vinham sendo positivos. Era o Leicester City FC quem começava melhor a partida, sendo mais pragmático e a surgir mais perto da área, quase sempre através de jogadas criadas por Ihenacho. No entanto eis que Greenwood foi buscar inspiração e força, marcando um golaço através de um remate fortíssimo de fora de área que nem Schmeichel voando lá chegava.

O Leicester procurava responder e quase sempre através da ala direita e é daí que nasce a igualdade com um golo delicioso de Tielmans, num momento em que Maguire “adormece” e perde a bola originando um golo de classe que abriu de novo o resultado.

A segunda parte começou da mesma forma que a primeira acabou, com um Leicester mais ativo e com um jogo mais construído que o Manchester United, que ia falhando a nível defensivo e parecia sempre incerto.

O Leicester City FC quase que marcava novamente através de Tielmans, sendo apenas impedido por De Gea e uma excelente defes. No entanto o golo acabaria por aparecer logo a seguir através de Soyuncu numa recarga de um lance de canto.

O Manchester United FC não queria entregar a derrota e Lindelof com um passe incrível coloca a bola em Rashford que faz o golo. A questão é que se ainda se celebrava o golo e eis que o Leicester não desistiu e marca ainda dois golos vindos de bola parada, um para Vardy e outro para Daka.

Ainda não foi desta vez que o Manchester United FC jogou de acordo com os seus valores individuais, parecendo sempre perdido em campo e sem direção. Algo que o Leicester City FC mostrou como se faz e aproveitou para retomar a melhor forma de maneira eximia e com uma exibição de luxo.

 

A FIGURA

Youri Tielmans – Poderia ser Ihenacho devido ao trabalho que sempre deu à defesa adversária, no entanto foi Tielmans quem marcou o golo e continuou sempre a ser responsável pelas chegadas à área por parte do Leicester City FC, quer fosse através de remates quer através de passes. Foi uma dor de cabeça no meio campo e foi mais uma exibição de classe coroada por um golo elegante e que deve ser visto e revisto.

 

O FORA DE JOGO

Harry Maguire – Um jogo para esquecer. Ihenacho fez o que quis dele e pareceu sempre ausente. Foi responsável direto por um dos golos e ainda é ele quem coloca em jogo Soyuncu durante o golo. Maguire sentiu a falta de Varane e pecou imenso com erros infantis e que valeram os golos do Leicester.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

Rodgers apostou num 3-5-2 com Vardy e Ihenacho na frente acompanhados por Maddison nas costas. O Leicester City FC optou por entrar com três defesas centrais, adaptando Amartey, de forma a defender com mais homens a ofensiva perigosa do Manchester United FC e resultou bem essa escolha, pois permitiu bloquear as bolas bombeadas impedindo que o Manchester United FC tivesse espaço nas costas da defesa.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Schmeichel (7)

Soyuncu (7)

Evans (6)

Amartey (6)

Ricardo Pereira (6)

Castagne (6)

Soumaré (6)

Tielmans (8)

Maddison (6)

Ihenacho (8)

Vardy (7)

SUBS UTILIZADOS

Ayoze Pérez (7)

Daka (7)

Vestegaard (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

A equipa de Manchester optou por não fazer alterações a nível tático, deixando o seu habitual 4-2-3-1 em que Ronaldo ia variando com Greenwood nos espaços centrais e extremos.

Matic e Sancho foram as duas novidades relativamente ao último jogo frente ao Everton FC.

O Manchester United FC pareceu sempre meio perdida enquanto equipa, vivendo apenas dos seus valores individuais. O meio campo tão solto permitiu que os dois avançados do Leicester City FC tivessem muitas vezes sozinhos frente aos defesas dos “Reds”.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

De Gea (7)

Wan-Bissaka (5)

Lindelof (6)

Maguire (3)

Shaw (5)

Pogba (4)

Matic (5)

Bruno Fernandes (5)

Greenwood (7)

Sancho (4)

Cristiano Ronaldo (5)

SUBS UTILIZADOS

Rashford (7)

McTominay (5)

Lingard (5)

Semana 5: MVP Lamar lidera reviravolta incrível | NFL

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Esta semana estamos de regresso com mais um artigo. Numa primeira parte irei fazer uma análise de alguns dos melhores momentos dos jogos desta semana. Irei também revelar alguns rankings dos principais jogadores em destaque, assim como das equipas que estão em melhor forma.

Numa segunda parte, estará uma previsão sobre a próxima semana da época. Vou fazer um destaque dos principais jogos que devem acompanhar, assim como das histórias e figuras em cada partida. Ao longo do ano, tentarei apostar no vencedor de cada jogo, mantendo o registo do recorde para vermos como irei lidar com a imprevisibilidade desta liga que tanto nos atrai.

Recorde de previsões: 54–26 (Recorde Semana 5: 11–5).

Foto de Capa: Baltimore Ravens

Leicester City FC x Manchester United FC | Red Devils procuram aumentar recorde de invencibilidade forasteira

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Liga Inglesa, Jornada 8: sábado, 15h00, 16 de outubro de 2021

ANTEVISÃO: PASSADO RECENTE DARÁ ALENTO A RAPOSAS TRAIÇOEIRAS?

O jogo de cartaz da oitava jornada da Liga Inglesa vai opor Leicester City FC e Manchester United FC no King Power Stadium…e promete ser escaldante!

DEPOIS DOS GOLOS POR PORTUGAL, TEREMOS NOVAMENTE GOLO DE CRISTIANO RONALDO NA LIGA INGLESA? UMA VITÓRIA DOS RED DEVILS COM GOLOS DE CR7 DÃO UM BOM RETORNO! APOSTA COM A BWIN!

Os Red Devils perderam gás nos últimos duelos, caíram para o quarto posto e não querem perder o pelotão da frente. Já os Foxes enfrentam um arranque de época algo negativo – seguem no 13º lugar – e tentarão fazer da sua casa uma fortaleza, com o objetivo de travar um dos adversários mais temíveis do campeonato.

Atendendo aos momentos distintos das duas equipas na classificação, os três pontos em disputam assumem uma importância ainda mais elevada e podem efetivamente cair para qualquer lado. O passado recente mostra-nos que o Leicester sorriu nos últimos confrontos diretos, perante um Manchester United cada vez mais obrigado a evitar deslizes como os que teve recentemente, face à qualidade dos seus intervenientes.

Em caso de triunfo do emblema de Old Trafford, o recorde de jogos sem perder no campeonato na condição de visitante passa para as três dezenas. O que terá o Leicester a dizer a este respeito?

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Leicester já não vence um jogo da Liga Inglesa desde agosto (altura em que triunfou no reduto do Norwich City FC por 2-1), tendo somado duas derrotas e, mais recentemente, dois empates a duas bolas.
  2. Já o Manchester United não vence para o campeonato há sensivelmente um mês, quando foi vencer ao terreno do West Ham FC por 2-1. Desde aí, somou uma derrota e um empate, ambos em Old Trafford.
  3. Brendan Rodgers e Ole Gunnar Solskjaer defrontaram-se por seis ocasiões. O atual técnico do Leicester triunfou em metade desses jogos, cedeu um empate e permitiu que o treinador norueguês somasse duas vitórias.
  4. Num histórico de 133 confrontos, os Foxes ganharam 35 duelos contra as 68 vitórias dos Red Devils. Os outros 30 jogos terminaram em empate.
  5. Na condição de visitado, o Leicester acaba por apresentar um histórico mais favorável ao somar 28 triunfos, 16 empates e 22 derrotas.
  6. As duas equipas já se defrontaram por duas ocasiões em 2021 (em jogos referentes à temporada passada) e os Foxes venceram em ambas, isto depois de terem estado mais de seis anos sem conseguir derrubar os Red Devils.
  7. O Manchester United já não vence no King Power Stadium desde julho de 2020 (última jornada da época 2019/20), mas está há 14 jogos a marcar consecutivamente nas deslocações ao reduto do Leicester – a última vez que não marcou foi em 1997/98, com um nulo no marcador.
  8. Este está a ser o pior arranque das últimas quatro temporadas para os Foxes (ao fim de sete jogos somam oito pontos, ao passo que nas épocas anteriores oscilavam entre os 12 e os 15 pontos). Já os Red Devils vivem um cenário exatamente oposto, levando já 14 pontos em sete jornadas (nas últimas temporadas chegaram a esta altura entre nove a dez pontos).
  9. Enquanto jogador, Ole Gunnar Solskjaer participou em oito jogos entre as duas equipas e destacou-se ao apontar cinco golos pela formação de Old Trafford.
  10. Olhando para os plantéis atuais, Jamie Vardy e Marcus Rashford destacam-se entre os marcadores do histórico de confrontos diretos, com cinco golos cada – o primeiro ao fim de 15 jogos, o segundo com 12 partidas.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Jamie Vardy (Leicester City FC) – Não faltam nomes em ascensão no plantel do Leicester, mas o grande destaque vai para o goleador Jamie Vardy, que partilha a liderança da tabela de marcadores do campeonato inglês com Mohamed Salah, ambos com seis golos. Trata-se de algo que ganha ainda mais preponderância se tivermos em conta que isso representa dois terços dos golos do Leicester até ao momento (9).

 

Cristiano Ronaldo (Manchester United FC) – Chegou, jogou, marcou e, claro, não teve dificuldades em afirmar-se. O avançado português já leva cinco golos em seis jogos e, mesmo quando não protagoniza exibições brilhantes, aparece sempre no sítio certo para ferir os adversários. O craque de 36 anos só defrontou o Leicester por uma ocasião (em 2004), mas não marcou. Será que vai acrescentar mais um clube à sua extensa lista de “vítimas”?

 

XI’S PROVÁVEIS

Leicester City FC: Kasper Schmeichel; Ryan Bertrand, Jannik Vestergaard, Çaglar Söyüncü, Timothy Castagne; Harvey Barnes, Youri Tielemans, Hamza Choudhury, Marc Albrighton; James Maddison, Jamie Vardy

Treinador: Brendan Rodgers:

“Eles são rápidos e dinâmicos e podem ser um problema. A pausa internacional foi uma grande oportunidade para refletir. Procuramos reiniciar, melhorar e voltar aos fundamentos do jogo. Queremos jogar um futebol dinâmico que nos permita vencer jogos”

 

Manchester United FC: David De Gea; Luke Shaw, Harry Maguire, Victor Lindelöf, Aaron Wan-Bissaka; Scott McTominay, Paul Pogba; Jadon Sancho, Bruno Fernandes, Mason Greenwood; Cristiano Ronnaldo

Treinador: Ole Gunnar Solskjaer:

“Cada vez que vamos ao terreno do Leicester, sabemos que vai ser difícil. Tenho o maior respeito em todas as vezes que jogamos contra eles. Estamos ansiosos por esta jornada e vamos a jogo com os melhores para jogar com as melhores equipas”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Leicester City FC 1-2 Manchester United FC

 

Foto de Capa: Premier League

CD Trofense x SL Benfica | O historial contra um histórico

Taça de Portugal, 3ª Eliminatória: sábado, 20h15, 16 de outubro de 2021

 

ANTEVISÃO: À TERCEIRA SERÁ DE VEZ?

O sorteio da 3ª eliminatória da prova-rainha ditou que o atual líder da Primeira Liga, o histórico SL Benfica, tivesse um confronto contra um dos seus piores historiais.

O Clube Desportivo Trofense tem o estatuto de ser um dos poucos clubes no mundo que, tendo partidas oficiais frente às águias, nunca foi derrotado pelos 37 vezes campeões nacionais.

TEREMOS MAIS DE QUATRO GOLOS MARCADOS NA PARTIDA NA TROFA? AS ODDS PARA O JOGO ESTÃO BASTANTE APETECÍVEIS! CONFIRMA E APOSTA COM A BWIN!

Os encarnados de Lisboa vão assim à Trofa em busca de somar um triunfo ante a equipa local pela primeira vez, de forma a manter vivo o sonho de reconquistar a Taça de Portugal e com o intuito de rebater a derrota caseira registada frente ao Portimonense SC. Por seu turno, os homens do Norte vão procurar fazer jus ao historial e manter a invencibilidade do clube nos confrontos com as águias.

Conseguindo-o, os pupilos de Rui Duarte farão Taça e limparão a imagem deixada na mais recente partida (derrota por 3-0 na receção ao CD Nacional). Num embate entre o historial e um histórico, quem levará a melhor?

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O CD Trofense venceu uma das duas partidas frente ao SL Benfica (2-0, em casa), tendo-se registado um empate a dois no outro encontro.
  2. Nos dois confrontos com as águias, os da Trofa marcaram sempre dois golos.
  3. Na eliminatória anterior, o CD Trofense foi a casa do Pevidém SC vencer no prolongamento (3-1). SL Benfica estreia-se nesta edição da prova.
  4. O CD Trofense soma apenas duas vitórias em nove partidas (22,22% de vitórias) esta temporada. SL Benfica contrasta, com 11 triunfos em 14 encontros (78,6%).
  5. CD Trofense tem o dobro dos golos sofridos pelas águias, esta época – doze contra seis.
  6. Os trofenses apontaram oito golos em 21/22; as águias… 28.
  7. A equipa da Segunda Liga marca mais golos nos primeiros 15 minutos da segunda parte (21/22, Segunda Liga). Os primodivisionários têm como períodos mais produtivos o último quarto de hora do primeiro tempo e os segundos 15 minutos da segunda metade (cinco tentos em cada) – registos na Liga 21/22.
  8. Esta temporada, as segundas partes têm sido mais prolíficas do que as primeiras para as águias: 16 dos 28 golos surgiram no segundo tempo.
  9. Ambos os conjuntos têm média superior a 2,5 cartões por jogo (2,78 para o CD Trofense; 2,57 para o SL Benfica).

10. CD Trofense soma uma vitória em cinco partidas caseiras (21/22) e apenas dois golos marcados. SL Benfica soma cinco vitórias e dois empates em sete embates fora da Luz e apenas dois golos sofridos.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Bruno Almeida (CD Trofense) – O médio criativo da turma da casa já apontou dois golos esta temporada (melhor registo da equipa, equipa essa que não tem um registo ofensivo invejável), além de ter somado uma assistência, e é um dos principais motores do CD Trofense. Aos 25 anos e com quatro anos de casa, o “10” dos da Trofa vai requerer por certo vigilância especial dos homens de Jesus.

 

Gonçalo Ramos reclama por mais oportunidades na equipa principal do SL Benfica.
Gonçalo Ramos deverá ser titular do SL Benfica hoje.
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Gonçalo Ramos (SL Benfica) O jovem avançado formado nas águias não tem tido os seus momentos de oportunidade no contexto de clube, mas na paragem para seleções brilhou ao serviço dos Sub-21, voltando a demonstrar que o instinto matador ainda o assiste (foram quatro golos frente ao Liechtenstein). Se a oportunidade lhe for dada nesta partida de Taça, Ramos pode fazer muitos estragos na defesa trofense.

 

XI´S PROVÁVEIS

CD Trofense: Rogério Santos; Ange Mutsinzi, João Faria, Simão Martins, Tiago André; Daniel Liberal, Vasco Rocha, Matheus Índio, Elias Achouri, Bruno Almeida; Bruno Moreira.

Treinador: Rui Duarte

“Esta é uma equipa com identidade e caráter, os jogadores têm sido incríveis. Desde que este projeto começou não fomos favoritos na maioria dos jogos, mas conseguimos objetivos incríveis. Este ano tem-se mantido a mesma toada: nunca somos favoritos, mas temos sido guerreiros, com um futebol interessante e identidade”.

 

SL Benfica: Helton Leite; André Almeida, Morato, Vertonghen, Gil Dias; Meité, Taarabt, Pizzi, Everton; Ramos, Pinho.

Treinador: Jorge Jesus

“É uma competição onde os mais pequenos pensam, e bem, que podem chegar a uma final. Sabemos isso, vamos tentar não ser surpreendidos. Trabalhámos com muito detalhe para este jogo, sabendo que o estádio, segundo sei, vai estar esgotado. Vai ter um cenário bonito. Vai ser um jogo emotivo contra um adversário de II Liga e que sonha que pode eliminar o Benfica, o que é legítimo. A Taça é um dos nossos grandes objetivos da época”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: CD TROFENSE 1-2 SL BENFICA

CF Os Belenenses 0-4 Sporting CP: Leões arrancam na segunda parte

A CRÓNICA: INEFICÁCIA DA FORMAÇÃO DE ALVALADE MANTEVE A PARTIDO EM ABERTO DURANTE LONGOS MINUTOS

Ditou a sorte que CF Os Belenenses e Sporting CP, duas instituições emblemáticas do futebol português, se defrontassem numa partida destinada a ser histórica ainda antes do apito inicial.

Com os holofotes do “desporto rei” novamente apontados ao icónico Estádio do Restelo, os campeões da 1ª Divisão distrital da AF Lisboa receberam os campeões nacionais da última temporada.

Ainda os adeptos se preparavam para entrar no estádio e os leões já festejavam o primeiro golo da partida. Ao aproveitarem uma desatenção da defensiva azul, Rúben Vinagre atacou a profundidade e cruzou rasteiro para o segundo poste onde Tiago Tomás apareceu para inaugurar o marcador.

O Belenenses acusou, ainda que de forma ligeira, o tento sofrido, e baixou a sua primeira linha de pressão, não obstante de manter a sua linha defensiva subida no campo. O Sporting, com o domínio da posse, ia-se aproximando da baliza adversária e colecionava lances de golo, principalmente por intermédio de Pedro “Pote” Gonçalves, que, no entanto, permitiu a defesa do guardião Marcelo Valverde.

Ao intervalo o marcador assinalava 1-0, e o segundo tempo começou com o emblema da casa a cheirar o golo. O Sporting cresceu e conseguiu marcar por três ocasiões nos últimos 45 minutos, primeiro por Tiago Tomás na sequência de um canto, e depois com um par de grandes penalidades, ambas obtidas fruto da velocidade dos atletas verdes-e-brancos.

Os comandados de Rúben Amorim levam o triunfo para Alvalade e seguem em frente na competição, mas podem ter perdido, novamente, Pedro Porro, que teve de sair de maca após falta dura de André Frias.

 

A FIGURA
Belenenses 0-4 Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Tiago Tomás – O jovem avançado leonino marcou logo a abrir o encontro, mas só conseguiu distanciar-se já no segundo tempo, aproveitando ao máximo a sua velocidade para castigar a defensiva belenense.

 

O FORA DE JOGO
Belenenses 0-4 Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jovane Cabral – Apesar do golo marcado, Jovane Cabral mostrou-se, a espaços, apagado e inconstante. As constantes descidas para combinar com os seus colegas permitiam lances de perigo, mas as faltas de consistência no momento da decisão acabaram por ser marcantes.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF OS BELENENSES

A formação do Restelo apostou num 3-4-3 que se desdobrava num 5-3-2 no momento defensivo. Com Rui Pereira no vértice inferior do triângulo do meio-campo, o médio libertava David Brazão e Mauro Antunes para fazer a ligação com o ataque e transportar ao esférico para a frente.

De forma interessante, e, talvez, diferente do que se podia esperar, o Belenenses defendeu subido com a sua linha defensiva a atuar alto no terreno. Os resultados foram agridoces visto daí ter surgido o primeiro golo leonino, mas os comandados de Nuno Oliveira apresentaram-se descomplexados e a tentar disputar a partida.

Clé e Rúben Araújo tentaram mostrar-se disponíveis no ataque, descendo em campo para tentar facilitar a ligação com a zona intermédia da equipa. No segundo tempo o cansaço foi visível e determinante para o resultado final, com a defesa da casa a ser incapaz de controlar a velocidade adversária.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marcelo Valverde (8)

César Medina (6)

Fábio Marinheiro (6)

André Serra (6)

João Oliveira (7)

Mauro Antunes (7)

Rui Pereira (6)

José Pedro (6)

Ruben Araújo (6)

Brazão (7)

Clé (6)

 

SUBS UTILIZADOS 

Flavinho (6)

Bruno Botas (6)

André Frias (4)

Miguel Oliveira (6)

Herlander (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Com o fim da janela das seleções nacionais e o regresso dos seus atletas internacionais, Rúben Amorim apostou numa equipa muito diferente da habitual, com várias estreias e um regresso há muito esperado pelos adeptos “leoninos”: Pedro Gonçalves.

O Sporting apresentou-se no seu característico 3-4-3, mas com dinâmicas distintas. Gonçalo Esteves e Rúben Vinagre, sempre irrequietos, mostraram-se peças difíceis de parar dada a sua velocidade e capacidade técnica. Com a defesa adversária a tentar pressionar alto, os dois jovens destacaram-se pela forma como atacaram a profundidade, dando origem ao golo e a inúmeros lances de perigo.

Ofensivamente, o regresso de Pote ficou patente na facilidade com que o português encontrou e aproveitou o espaço entre linhas para combinar com os seus colegas e confundir as dinâmicas do Belenenses.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Virgínia (6)

Feddal (6)

Ricardo Esgaio (6)

Gonçalo Inácio (6)

Gonçalo Esteves (8)

Ugarte (7)

Daniel Bragança (7)

Rúben Vinagre (7)

Pote (7)

Jovane (6)

Tiago Tomás (8)

SUBS UTILIZADOS 

Pedro Porro (5)

Matheus Reis (6)

Matheus Nunes (6)

João Goulart (5)

Nuno Santos (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Os Belenenses

Não foram colocadas questões ao técnico CF Os Belenenses, Nuno Oliveira.

Sporting CP

BnR: O Belenenses apresentou-se com uma linha defensiva muito subida e isso acabou por ter um efeito direto no resultado. Esperava que o Belenenses se apresentasse assim e isso alterou a estratégia?

Rúben Amorim: O espaço realmente estava nas costas, o Belenenses jogou subido e o que nós temos de fazer é entender o jogo. Se o Belenenses outra equipa está a jogar baixo, nós jogamos de uma forma, mas se estiver subido temos de jogar de outra maneira. Isto faz parte do crescimento dos jogadores e mesmo os jovens entenderam isso, fizemos vários cruzamentos, tivemos oportunidades, o mérito vai para os jogadores que entenderam o que fazer.

SU Sintrense 0-5 FC Porto: Dragões sem tempo para fantasias

A CRÓNICA: NA ESTRADA DE SINTRA, MAS SEM MISTÉRIO

A fantasia não tem regras nem barreiras. Nesse mundo podem haver reis, princesas e, neste caso, dragões. É com base nisso que, na pequenez da idade, sonhamos com coisas que, às tantas, deixamos de conceber que tenhamos condições de algum dia vir a experienciar.

 

Uma delas seria jogar contra o FC Porto para a Taça de Portugal. A varinha de condão que define o que andamos a fazer por este mundo rompeu os limites do imaginável e brindou os jogadores do SU Sintrense com essa benesse.

A equipa da série E do Campeonato de Portugal tem uma média de idades de 23 anos. Depois de eliminarem o SCD Glória do Ribatejo e o CA Macedo de Cavaleiros, os meninos bem que tiveram direito à hora do conto para se darem a conhecer.

Não se pode dizer que os jogadores do Sintrense tenham entrado a dormir. O remate de fora de área de Sérgio Oliveira, essa sim, uma arma bastante conhecida, é que foi o mote para fazê-los acordar do cenário quimérico que estavam a viver.

O 2-0 não tardou a aparecer no Complexo Desportivo do Real Sport Clube, casa emprestada dos visitados para este jogo, mas vestido maioritariamente de azul e branco. Sérgio Oliveira até foi generoso e ofereceu o remate a Francisco Conceição. Recompensado pela boa ação, a recarga sobrou para si.

Sem conseguir visar a baliza do Porto, António Alves, central do Sintrense, rematou no sentido da sua. Acredito que tenha ficado feliz por ter errado o alvo. A mesma sorte não teve quando Evanilson, assistido por Sérgio Oliveira, soprou com chamas a terceira bafejada do dragão.

Sem deixar arrefecer o lume, o avançado brasileiro do futebol aproveitou uma carambola monumental dentro da área para fazer o quarto. O sonho que virara pesadelo para o Sintrense e que deu a primeira derrota da época à equipa teve o crivo final de Toni Martínez que se encarregou de somar outro golo ao marcador final.

O resultado acabou por não ser um mistério de tão grande suspense como o romance que Eça de Queirós e Ramalho Ortigão escreveram sobre a estrada de Sintra. Mesmo assim, cheirou à festa que só a Taça de Portugal nos consegue dar.

A FIGURA
SU Sintrense FC Porto Sérgio Oliveira
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Sérgio Oliveira – voltou a fazer o gosto ao pé e por duas vezes. A isso somou ainda a assistência para Evanilson. Noite em grande para o médio que tem contado pouco para Sérgio Conceição, mas que obrigou os holofotes a apontar para a sua exibição.

O FORA DE JOGO
SU Sintrense FC Porto
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Tahar El Khalej a quem não conhece, recomendo que vejam este jogador a disputar o Campeonato de Portugal. É um central imponente e impetuoso ao nível dos duelos. Com bola, é bastante competente na execução de passes verticais e de passes longos. Este jogo, em concreto, não lhe correu bem. A velocidade dos avançados do Porto trocou-lhe várias vezes os apoios, tornando volátil o setor defensivo. A construir, sentiu a pressão.

ANÁLISE TÁTICA – SU SINTRENSE

Seria de esperar que, contra uma equipa como o Porto, o Sintrense passasse mais tempo recolhido no seu reduto do que propriamente a balancear-se para o ataque. Fê-lo recorrendo a um 3-5-2, onde os laterais recuavam para formarem uma linha de cinco a defender.

Ainda assim, os homens dos corredores, Martim Fonseca, pela direita, e Filipe Cascão, pela esquerda, tinham ordens para saltar em cima dos adversários diretos. Nesse sentido, os centrais das pontas compensavam essa ação dos seus companheiros.

Sem uma clara referência ofensiva, os dois jogadores móveis destacados para alinhar na frente, Luís Mota e Hélio Varela, tiveram liberdade para caírem sobre os corredores. No processo defensivo, em que estiveram durante a maior parte do tempo, ajudavam na defesa do espaço exterior.

David Teles, a jogar diante dos outros dois centrocampistas, Flávio Cristóvão e Danilson Tavares, assumiu o papel de criativo. Foi também o camisola dez o homem mais adiantado na pressão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Garrido (4)

Martim Fonseca (4)

Gabriel Castro (4)

Tahar El Khalej (4)

António Alves (5)

Filipe Cascão (5)

Flávio Cristóvão (4)

Danilson Tavares (5)

David Teles (6)

Luís Mota (5)

Hélio Varela (5)

SUBS UTILIZADOS

Vasco Teixeira (4)

Gonçalo Pinto (4)

Edu Marinho (4)

Luís Canina (4)

Daniel Pinto (4)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição operou sete alterações no onze portista. Marchesín regressou à baliza, Pepê foi pela primeira vez titular no Porto, Manafá foi a opção para a lateral direita, Fábio Cardoso para o centro da defesa e Bruno Costa, Sérgio Oliveira e Otávio revolucionaram o meio-campo.

Foi precisamente no miolo, onde o Porto adicionou um médio, passando do tradicional 4-4-2 para um 4-2-3-1, que os dragões imprimiram maior dinâmica. Otávio e Francisco Conceição permutaram bastante entre o centro e a direita. A alternância entre Sérgio Oliveira e Bruno Costa no momento de construção também se verificou várias vezes.

Em determinados momentos do ataque continuado, os laterais azuis ocuparam a zona interior. Deste modo, avolumou-se a presença azul no espaço entre linhas, deixando em apuros o duplo-pivot contrário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Agustín Marchesín (5)

Manafá (5)

Fábio Cardoso (5)

Iván Marcano (6)

Wendell (6)

Bruno Costa (6)

Sérgio Oliveira (7)

Otávio (6)

Francisco Conceição (6)

Pepê (5)

Evanilson (7)

SUBS UTILIZADOS

Vitinha (5)

Zaidu (4)

Fábio Vieira (5)

Toni Martínez (6)

Marko Grujic (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SU SINTRENSE

Bola na Rede: No planeamento de um jogo deste calibre, pensa-se mais nos ajustes que é necessário fazer face ao adversário ou aposta-se na manutenção, e até divulgação, das ideias que o Sintrense já traz do seu campeonato?

Hugo Falcão: Não conseguimos fazer o que fazemos no nosso campeonato. O Porto foi muito competente. Quando se cometem erros, ou ajustas, ou arriscas-te a sofrer mais golos. Hoje fomos mais simples e diretos. Temos que perceber as diferenças que existem, mas vamos evoluir nesse sentido.

FC PORTO

O Bola na Rede foi impedido de colocar pergunta ao treinador do FC Porto.

Francisco Benitez (Parte 2)| «Cheguei aqui porque os benfiquistas quiseram, vou ficar até me quererem»

A última de duas partes, relativa à participação de Francisco Benitez no BnR TV.

Esta é a segunda parte relativa à entrevista de Francisco Benitez no Bola na Rede TV, canal escolhido para a sua primeira aparição pública de relevo após o ato eleitoral.

Rui Manuel César Costa. O homem, o jogador, o presidente. O homem que “não deu um murro na mesa nos últimos 13 anos”, o jogador brilhante, o presidente… enfim, prognósticos de adjetivos só no final do mandato.

Apesar das divergências, Benitez refere que “o sucesso de Rui Costa” é a sua alegria e que acredita (por confissão do próprio Maestro) que o futebol dos encarnados será da inteira responsabilidade do presidente eleito.

Outra coisa não seria de esperar de um homem que vive futebol desde tenra idade. O que mais há a esperar… isso só esperando, digo eu e diz Benitez.

Não será, contudo, necessário aguardar muito para tomarmos conhecimento de algumas decisões de relevo, como a saída ou permanência de Domingos Soares de Oliveira (que o candidato derrotado diz ter sido uma contratação sem sentido, tratando-se de alguém que gere os dinheiros do SL Benfica, sem ser do SL Benfica) e de Miguel Moreira.

Decisões que vão ter um impacto no futuro do clube (chegámos ao futuro, rapazes). Um futuro que, para ser risonho para as águias no panorama nacional e europeu, tem que contar com um SL Benfica a liderar, a inovar, a incentivar e a vincar as suas posições junto de todas as entidades de direito (e até mesmo, diria, de torto). O clube da Luz “não pode ir a reboque de ninguém”, atira Benitez.

Mas… no inovar… cabem as pretensões de John Textor? Benitez não se mostrou dogmaticamente contra elas, mas avisa que estas não são inteiramente conhecidas e que, se avançarem, devem estar na posse de Rui Costa e devem ser apresentadas aos benfiquistas. Se os sócios anuírem… quiçá o futuro do Sport Lisboa e Benfica seja diferente do previsto.

Diferente ou igual, o futuro dos encarnados vai continuar a contar com a presença de Francisco Benitez, palavra do próprio. “Cheguei aqui porque os benfiquistas quiseram, vou ficar até me quererem. (…) Estou cá para servir o SL Benfica”.

Com o repto de “Viva o SL Benfica” terminou uma agradável e elucidativa conversa com o homem que liderou o grupo que fez frente a Rui Costa nas transatas eleições, sem sucesso nas urnas, mas, acredito, com pequenos e importantes sucessos na vida política do clube.

CS:GO | Quem são os favoritos a vencer o Major?

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Major

Apesar da BLAST Premier: Showdown Fall, que está de momento a decorrer, é impossível não se pensar no Major em Estocolmo, que começa no dia 26 deste mês. Os Majors são os torneios mais prestigiados do CS:GO, nos quais só jogam mesmo os melhores dos melhores. Patrocinados pela Valve, não decorreram durante a pandemia, dado que só são jogados em LAN.

Como a situação está a estabilizar e já foi realizado este ano um grande torneio offline (o IEM Cologne, durante os dias 8 e 18 de julho), o torneio organizado pela PGL (e patrocinado pela Valve), será definitivamente realizado e terá um prizepool de 2 milhões de dólares.

COMO ESTÁ ESTRUTURADO O MAJOR?

São 24 equipas e estas estão divididas em três categorias: os Legends, os Challengers e os Contenders(1). O torneio será realizado no formato suíço, ou seja, a primeira eliminatória apenas contará com 16 equipas, oito da categoria Challengers e oito dos Contenders. Assim, os Legends passam diretamente para a fase seguinte. As equipas das outras duas categorias disputam primeiramente entre si e os vencedores defrontarão os Legends. Os jogos de eliminação ou qualificação serão disputados à melhor de três mapas, nestas duas primeiras fases e todos os outros jogos apenas serão realizados apenas num mapa.

Os vencedores da segunda fase seguem então para o The New Champions Stage, onde só sobrarão oito equipas. Estas disputarão o último bracket do torneio e todos os jogos serão disputados à melhor de três mapas até terminar o torneio.

EQUIPAS POR CADA CATEGORIA

Legends: Ninjas in Pyjamas, Team Vitality, G2 Esports, FURIA Esports, Team Liquid, Evil Geniuses, Natus Vincere, Gambit Esports;
Challengers: Astralis, ENCE, BIG, Movistar Riders, Heroic, MOUZ, paiN Gaming, Team Spirit;
Contenders: Copenhagen Flames, FaZe Clan, GODSENT, Virtus.pro, Entropiq, Sharks Esports, TYLOO, Renegades.
Major. quem será a equipa favorita a ganhar o CS:GO?
Fonte: ESL

A equipa favorita a ganhar o Major, são os Natus Vincere. Têm um dos melhores, se não o melhor, jogador do mundo e da história do jogo e têm vencido a maioria dos últimos grandes torneios. S1mple continua na luta por um Major, dado que ainda não ganhou nenhum, apesar de já ter chegado a duas finais. Uma com os Liquid em 2016 e a outra final já com os NAVI em 2018. Já é considerado uma lenda do jogo, apesar de ainda ter 24 anos. Um Major selaria, de facto, o seu estatuto como um dos maiores entre toda a comunidade de CS:GO.

Os NAVI estão, neste momento, no primeiro classificado do ranking HLTV.org, o ranking de equipas prestigiado entre a comunidade e, nos últimos cinco torneios, apenas não venceram o último, o IEM Fall da zona CIS. Partem, assim, como favoritos para o torneio mais esperado dos últimos dois anos, que terá tudo para ser um dos eventos de eSports mais assistido e comentado dos últimos tempos.

Foto de Capa: MLG