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CF Os Belenenses x Sporting CP: Um duelo histórico para a história

Taça de Portugal: CF Os Belenenses x Sporting CP – Sexta-feira, 20:45, 15 de outubro de 2021, 20:45, 15 de outubro de 2021

ANTEVISÃO: UM DUELO HISTÓRICO PARA A HISTÓRIA

É festa da Taça! A Taça de Portugal tem momentos destes: quis o destino que, já na terceira eliminatória da Taça (a primeira que inclui clubes da Primeira Liga), dois clubes históricos e incontornáveis no panorama do futebol nacional se encontrassem.

Para além disso, é um confronto com contornos nunca antes vistos; não verifiquei, mas quase que meto as minhas mãos no fogo em como este é primeiro jogo entre CF Os Belenenses e Sporting CP em que uma das formações é campeã nacional e a outra está no quarto escalão do futebol português. Só por isto, este encontro já ficará na história.

Agora, indo por partes, não é preciso grande análise para verificar que o Belenenses é, claramente, o “underdog” neste duelo. Após um excelente início no Campeonato de Portugal (vitória caseira frente ao Sacavenense por 5-1), os azuis do Restelo militam agora na penúltima posição da sua série. Contudo, cada jogo é um jogo e Taça é Taça, por essas mesmas razões, há sempre a possibilidade e a ambição de se fazer um jogo memorável e ficar na história do clube. CF Os Belenenses

Em vésperas de mais um clássico do futebol português entre #Belenenses e @Sporting_CP, agora na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal celebramos o regresso ao Restelo de um rival eterno.

Reportagem na RTP: https://t.co/LmDxvRo53Y#OBelenensesJogaNoRestelo #ComACertezaDeVencer pic.twitter.com/NXIVOkZiOe

— Os Belenenses (@CFosBelenenses) October 13, 2021

Do lado leonino, a história é outra. Mais tarde, entrarão em campo como claros favoritos e terão a obrigação de vencer esta partida. Apesar do objetivo verde e branco ser sempre a vitória, há a forte possibilidade de Rúben Amorim rodar a equipa e começar com uma segunda linha de jogadores, ou seja, dar a titularidade a nomes como Ugarte, Tabata e João Virgínia. Coates e Luís Neto não jogarão, visto que o uruguaio jogou ontem pela seleção e que o português se lesionou no treino.

UM ENCONTRO HISTÓRICO QUE ACONTECE HOJE À NOITE NO ESTÁDIO DO RESTELO. TENS PALPITES PARA MAIS LOGO? ENTÃO APOSTA JÁ EM BWIN.PT

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Este será o 249º jogo entre a turma de Alvalade e a formação de Belém.
  2. Os leões começaram a temporada como campeões nacionais, enquanto os azuis do restelo subiram ao Campeonato de Portugal.
  3. Clé já leva três golos na Taça de Portugal.
  4. Rúben Amorim, atual treinador do Sporting CP, já foi jogador do Belenenses.
  5. A maior vitória dos pastéis no Restelo, frente ao Sporting, foi uma goleada de 9-0, em 1931/32. CF Os Belenenses
  6. foram marcados 792 golos em duelos entre ambos.
  7. Último confronto entre os dois para a Taça de Portugal foi em 2011/12 e acabou com uma vitória para os leões, por 2-0.
  8. Nos últimos 8 jogos entre azuis e verdes, o Belenenses só ganhou por uma ocasião.
  9. O Belenenses fez pelo menos um tento frente ao Sporting em 85% dos jogos que realizaram.
  10. Na última partida frente ao Belenenses no Restelo, o Sporting venceu por 3-4, em 2017/18. CF Os Belenenses

CF Os Belenenses

JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pote – É o regresso do goleador. Com a presença no 11 confirmada por Rúben Amorim na conferência de imprensa, Pote volta aos relvados, após uma longa paragem por lesão. Já todos sabemos que Pote é sinónimo de golos, por isso, a partida no Restelo poderá ser um bom teste para vermos se o goleador continua com o faro de golo apurado. Apesar de Pote, sempre que está em campo, ser um candidato ao golo, creio que o jogo de hoje sirva, sobretudo, para o avançado ganhar ritmo para os jogos mais “a doer”.

 

Rui Pereira 🔜 Clé 🔜⚽️🔥#tweetpastel pic.twitter.com/cLdmmvxqHQ

— Os Belenenses (@CFosBelenenses) September 27, 2021

CF Os Belenenses

XI’S PROVÁVEIS

CF Os Belenenses (5-3-2) – Gonçalo Ferreira; João Oliveira, Fábio Marinheiro, César Medina, Carimo Conté, André Frias; Mauro Antunes, Rui Pereira, Benny Ribolhos; Clé, Bruno Botas.  CF Os Belenenses

Treinador: Nuno Oliveira

“Estamos a tentar preparar com a maior naturalidade possível, como se fosse outro jogo qualquer. Um pouco mais ao pormenor, pois o adversário tem um pormenor mais elevado, mas a respeitar as nossas dinâmicas e sem alterar as coisas, para disputar o jogo com alegria e responsabilidade.” CF Os Belenenses 

Sporting CP (3-4-3) – João Virgínia; Feddal, Ricardo Esgaio, Matheus Reis; Gonçalo Esteves, Ugarte, Daniel Bragança, Rúben Vinagre; Pote, Tabata e Tiago Tomás.

Treinador: Rúben Amorim

“Depende mais de nós do que do adversário, sabendo que hoje em dia todas as equipas são bem orientadas. É um clube histórico, num bom estádio. Uma viagem curta, o que também ajuda. Nesse aspecto tivemos sorte. Temos tudo para fazer um bom jogo, mas temos de ganhar.”

CF Os Belenenses

PREVISÃO DO RESULTADO: CF OS BELENENSES 1-4 SPORTING CP

SU Sintrense x FC Porto: Frente a frente pela primeira vez na história

Taça de Portugal, 3.ª eliminatória: sexta-feira, 18:45h, 15 de outubro de 2021
ANTEVISÃO: FC Porto estreia-se esta época na festa da prova rainha

O FC Porto irá defrontar esta sexta-feira para a Taça de Portugal, o SU Sintrense. A deslocação será feita até Massamá e não até Sintra, uma vez que o clube não apresenta as condições necessárias para receber os Dragões na própria casa.

A EQUIPA DE SINTRA RECEBE OS DRAGÕES E UM GOLO DA EQUIPA DA CASA DOBRA O DINHEIRO QUE APOSTARES! O QUE ESTÁS À ESPERA? APOSTA COM A BWIN!

Para seguir em frente, os azuis e brancos vão ter de quebrar a invencibilidade da equipa de Sintra, enquanto o Sintrense terá de vencer uma equipa que ainda não perdeu em provas nacionais.

Sérgio Conceição não pode contar para este desafio com Taremi (castigado), Mbemba (lesionado), Corona, Luís Diaz e Uribe que não regressam a tempo dos compromissos com as seleções. Do lado da equipa da casa, as únicas baixas são Sócrates Pedro e Afonso Simão, ambos de fora por castigo.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O FC Porto só perdeu um dos 20 últimos jogos realizados na Taça de Portugal – precisamente o último, frente ao SC Braga (2-3);
  2. Fora de casa, o FC Porto ainda não perdeu esta temporada;
  3. O FC Porto só perdeu um dos 10 jogos realizados esta época;
  4. O Sintrense ainda não perdeu esta época, após cinco jogos;
  5. A última vez que o FC Porto foi eliminado por uma equipa de escalões secundários foi em 2006/07, quando foi derrotado pelo Atlético CP por 0-1;
  6. O FC Porto nunca foi eliminado por uma equipa do 4.º escalão na Taça de Portugal;
  7. O FC Porto é o 2.º dos três grandes do futebol português que o Sintrense defronta. Em 1971/72, foi derrotado pelo Sporting em Alvalade por 3-0;
  8. A última vez que o Sintrense defrontou uma equipa do 1.º escalão na Taça de Portugal foi em 1988/89, quando foi derrotado pelo Belenenses por 0-3;
  9. O Sintrense defrontou equipas do 1.º escalão por cinco vezes – foi sempre eliminado;
  10. Sintrense e FC Porto defrontam-se pela 1.ª vez na história;

JOGADORES A TER EM CONTA

Luís Mota (Sintrense) – O avançado português é um dos que pode causar mais perigo á defesa portista. Seja do lado esquerdo ou direito, é um jogador rápido com boa técnica e inclusive já marcou este ano nesta competição.

Fábio Vieira SU Sintrense FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Fábio Vieira (FC Porto) – Internacional sub-21 por Portugal nestes dois últimos jogos, Fábio Vieira fez o gosto ao pé nas duas partidas, marcando o golo da vitória no último encontro. É um criador de jogo exímio, sabe abrir espaços, desmarcar os colegas e tem um bom remate colocado de fora d’área. Está num momento de forma muito bom, se jogar a titular, será sem dúvida o jogador mais perigoso e imprevisível dos Dragões. 

XI’S PROVÁVEIS

Sintrense (5-3-2): Diogo Garrido, Ricardo Caeiro, António Alves, Gabriel Castro, Vasco Teixeira, Martim Fonseca, Flávio Cristóvão, Danilson Tavares, David Teles, Luís Mota, Edu Marinho

Treinador: Hugo Falcão

“Temos uma ideia daquilo que eles podem apresentar, não só por algumas ausências, mas por aquilo que é o registo na Taça de Portugal do FC Porto. É uma equipa que não facilita, por isso vem a Massamá e de certeza que vai escolher a melhor equipa dentro daquilo que é possível. Toda a gente está motivada, mas gestão motivacional deles no pós-jogo também é importante.

FC Porto (4-3-3): Marchesin, Nanú, Fábio Cardoso, Iván Marcano, Manafá, Gruijc, Bruno Costa, Fábio Vieira, Pêpe, Francisco Conceição, Evanilson.

Treinador: Sérgio Conceição

“É a festa da Taça, uma competição à qual que eu e o clube damos muito valor, é a segunda mais importante ao nível interno e temos aspirações de ir à final e ganhá-la. Penso que vamos ter um jogo em que a responsabilidade é toda nossa, contra uma equipa que ainda não perdeu. Estudámos o adversário da mesma forma que fazemos com as equipas do nosso campeonato e da Liga dos Campeões, vamos lá para ganhar o jogo”

PREVISÃO DE RESULTADO: SU SINTRENSE 0-5 FC PORTO

Liga dos Campeões | 5 campanhas surpreendentes

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Com a terceira jornada da Liga dos Campeões aí à porta, há um nome que salta à vista entre as tabelas dos diferentes grupos. O FC Sheriff, da Moldávia, lidera o grupo D com seis pontos. Duas vitórias em dois jogos na época de estreia, incluindo um triunfo no Santiago Bernabéu, que já entrou para a história como um dos mais surpreendentes de sempre.

Desde 1992, a “Champions” já viu a sua parte de resultados inesperados. No entanto, foram poucos os clubes mais modestos, ou menos habituados a estas andanças, que conseguiram suster o ímpeto e enveredar por uma caminhada sensacional.

Como curiosidade ou inspiração para os moldavos, aqui ficam cinco dessas equipas que foram mais longe do que qualquer expetativa.

SL Benfica | História foi feita em Portugal

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E Pluribus Unum, a velha máxima democrática do SL Benfica.

Não é segredo para ninguém, e perdoem-me os adeptos de outros clubes, mas o SL Benfica é dos maiores clubes da história. É o clube com mais adeptos em Portugal, sendo caso para dizer que esta equipa não é apenas do país mais pequeno da Península Ibérica, mas sim do mundo.

Um bom exemplo disso é a quantidade de sócios que o clube tem. Em 2014, era o clube com mais sócios – 270 mil, seguindo-se o FC Bayern de Munique, com 238 mil. Passado um tempo, com as atualizações das quotas, os encarnados desceram para o segundo lugar do ranking, tendo, em 2020, cerca de 230 mil sócios. Atualmente, quem lidera são os alemães, que têm cerca de 293 mil.

No entanto, não importa muito ter um elevado número de sócios se estes não estiverem ligados ao clube ativamente. Nesse caso, o SL Benfica também se diferencia. Podia falar do apoio que os adeptos dão aos jogadores em todos os estádios, mas esse exemplo é conhecido por todos.

SL Benfica
Os sócios do SL Benfica disseram “presente” nas eleições de sábado
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Não é por acaso que, onde quer que as águias vão jogar, há sempre benfiquistas. Já para não falar que o Estádio da Luz é um dos mais temíveis da Europa e do mundo.

A mais recente prova da dedicação dos sócios ao clube foram as eleições da semana passada. Fez-se história! O número de votos atingiu um recorde alcançado por poucos – 40 115, apenas superado pelo FC Barcelona.

Muito disto também se deve ao facto de estas eleições terem despertado um interesse “extra”, com a renúncia ao cargo de presidente, por parte de Luís Filipe Vieira. O resultado da votação elegeu Rui Costa como o atual presidente do clube.

Ainda que não se saiba como vai ser daqui para frente, uma vez que, como diz o ditado “o futuro é incerto”, a escolha foi totalmente responsabilidade dos sócios.

É caso para dizer que o SL Benfica está vivo e bem vivo. Em pleno sábado, os sócios não ficaram em casa e foram às urnas. Uns para demonstrarem o apoio a Rui Costa, outros para manifestarem o desagrado em relação ao ex-jogador.

A verdade é que este pequeno exemplo foi uma grande prova da entrega dos adeptos ao clube que amam. Entrega esta que, tal como já referi, não se demonstra apenas dentro do estádio, mas também fora dele. Isto está ao alcance de poucos e logo num dos países mais pequenos da Europa.

FC Porto 23-30 Telekom Veszprem: um passo em falso na caminhada europeia

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A CRÓNICA: FALTOU À PRIMEIRA PARTE O FC PORTO DA SEGUNDA METADE

Voltou a jogar-se a prova rainha no Dragão Arena. O FC Porto recebeu o Telekom Veszprem no seu pavilhão, com a ânsia de somar mais uma vitória na fase de grupos da Liga dos Campeões.

A jogar em pleno contra-ataque e no erro, enquanto os dragões apostavam num jogo mais pausado e ponderado, foram os húngaros do Telekom Veszprem a entrar melhor no jogo, com total eficácia no remate nos primeiros minutos. Petar Nenadic começou por ser o homem mais forte no ataque da equipa visitante, totalmente fatal no embate frente a Diogo Rêma, guardião do FC Porto.

A concentração começou a diminuir de um lado e a pressão a aumentar do outro, com o Telekom Veszprem a começar a desperdiçar oportunidades e o FC Porto a aproveitar para diminuir a margem. À chegada ao intervalo, os húngaros venciam por 16-10.

O ambiente estava a ferver no Dragão Arena com os adeptos portistas a querer levar a equipa para a frente.

Com o guarda-redes Nikola Mitrevski a fazer várias intervenções, os comandados de Magnus Andersson sonhavam com a reviravolta.

Conseguindo diminuir a vantagem do Veszprem para apenas três golos, começaram a disputar-se os últimos minutos de pressão total sobre ambas as equipas. Com três admoestados com dois minutos de exclusão num espaço de dez minutos, o jogo começou a ficar partido.

Rui Silva fez de tudo para conseguir dar golos à equipa, mas um Telekom Veszprem poderoso como bem se conhece, com garra e um Petar Nenadic inspirado no remate e Rodrigo Corrales imparável nos postes, o resultado foi-se construindo favoravelmente aos húngaros.

No final, o Telekom Veszprem levou de vencida o FC Porto por 23-30 e os dragões acabaram por dar um passo em falso na caminhada europeia da Liga dos Campeões.

 

A FIGURA

Rodrigo Corrales (Telekom Veszprem) – O guarda-redes do Telekom Veszprem foi, sem dúvida, um dos vencedores da noite e o fator fulcral para a vitória dos húngaros. Numa noite inspirada, as defesa e intervenções do guardião foram fundamentais para a manutenção do resultado.

Nota para a exibição de Rui Silva. O jogador dos dragões foi o exponencial máximo daquilo que poderia vir a ser uma eventual felicidade para os dragões, em caso de vitória.

 

O FORA DE JOGO

Início de jogo do FC Porto – Faltou à primeira parte o FC Porto que atuou na segunda. O início de jogo dos portistas foi penalizador para a construção do restante resultado.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Magnus Andersson levou a jogo as suas melhores armas e apostou num sistema 3×3 em certos, mas os erros individuais em momentos de um para um levaram a que o resultado se começasse a dilatar (não referindo a exibição de Rodrigo Corrales).

 

7 INCIIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Rêma (6)

António Areia (6)

Pedro Valdés (6)

Djibril Mbengue (6)

Rui Silva (8)

Leonel Fernandes (6)

Victor Iturriza (5)

 

SUBS UTILIZADOS

Nikola Mitrevski (7)

Daymaro Salina (6)

Pedro Cruz (6)

Ivan Sliskovic (6)

Fábio Magalhães (7)

Sebastien Frandsen (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – TELEKOM VESZPREM

O Telekom Veszprem mostrou, mais uma vez, o porquê de ser uma das equipas mais poderosas na Europa. Fortíssimos no remate e com um guarda redes imparável, apostando no sistema 3×3.

 

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rodrigo Corrales (8)

Peter Nenadic (8)

Adrian Sipos (6)

Fathy Omar (7)

Rasmus Lauge Schmidt (7)

Blaz Blagotinsek (6)

Manuel Strlek (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Gasper Marguc (6)

Andreas Nilsson (6)

Jorge Maqueda Peno (6)

Kentin Mahe (6)

Patrik Ligetvári (6)

Zoran Ilic (6)

 

Foto de capa: Federação Europeia de Andebol

Nanú: Uma opção esquecida | FC Porto

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Nanú vive tempos complicados na Invicta, na presente época ainda não somou qualquer minuto e são raras as vezes que se senta no banco de suplentes. Tem sido um espectador assíduo do FC Porto na bancada.

Mesmo assim, sem jogar, continua a merecer a total confiança do seu selecionador nacional e é chamado para todos os compromissos da Guiné-Bissau, nos últimos cinco jogos somou sempre os 90 minutos. Muito provavelmente é o que lhe vale para manter a forma física e a motivação.

Nanú soma mais minutos na seleção do que no clube

O ala guineense tem como principal característica a velocidade, o que lhe permite ser um bom desequilibrador. Sabe impor o físico e é bom na abertura de espaços, sendo uma mais-valia no desempenho de qualquer papel na ala direita, seja a defesa ou extremo.

Seria um jogador ideal para um esquema tático de três centrais, onde as laterais são ocupadas por alas completos e preparados para ocupar todo o corredor.

Posto isto, Sérgio Conceição não parece ser grande fã das suas qualidades, e para a sua posição preferiu adaptar dois extremos (João Mário e Corona) do que dar-lhe uma oportunidade.

Até concordo que, atualmente, Nanú não tire o lugar a João Mário, mas uma vez que o mister também não aposta em Tomás Esteves e relegou W. Manafá para suplente do lado esquerdo, Nanú parece ser uma melhor alternativa que a adaptação de Corona.

Tecatito é um tecnicista, um desequilibrador nato, e um jogador desse calibre encostado cá atrás com missões defensivas, é a morte do artista.

O internacional guineense é um jogador perigoso, uma arma secreta que pode ser utilizada a partir do banco. Testemunhamos alguns jogos onde os Dragões tiveram dificuldades em perfurar as defesas contrárias, e nessas ocasiões uma flecha do lado direito poderia ter sido a solução.

Nanú FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Contudo, se até janeiro o jogador continuar numa escassez de oportunidades, o ideal seria mesmo o empréstimo, isto porque, tem qualidade mais que suficiente para jogar a titular na maior parte dos clubes da Primeira Liga Portuguesa.

Seba Coates | O Senhor 250

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Seba Coates

O capitão Sebastián Coates atingiu na última jornada do campeonato, que ditou a vitória dos leões por 2-1 diante do FC Arouca, a marca dos 250 jogos pelo Sporting Clube de Portugal. Coates tornou-se assim, o 29º jogador na história do clube com mais jogos de leão ao peito, sendo “magriço” Hilário com 475 jogos, aquele que lidera o número de partidas disputadas.

O internacional uruguaio, Coates fez a sua formação no Club Nacional de Football, tendo feito a sua estreia na equipa principal aos 18 anos e onde conquistou três campeonatos e disputou 93 jogos, nos quais apontou oito golos. Rumou ao futebol europeu em 2011/2012, para representar o Liverpool FC, somando 24 jogos, dois golos e mais um troféu – a Taça da Liga. Posteriormente prosseguiu a sua carreira nos ingleses do Sunderland AFC, até 2015/2016 temporada em que foi cedido a título de empréstimo ao Sporting, no mercado de inverno. Seba Coates

Seba Coates a cortar um lance de perigo da área do Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Sebastián Coates cumpre a sexta temporada ao serviço do Sporting Clube de Portugal, somando 250 jogos, 23 golos e seis títulos – um campeonato, uma Taça de Portugal, três Taças da Liga e uma Supertaça. O número 4 dos leões já conta com 42 internacionalizações, tendo vencido a Copa América em 2011.  Seba Coates

Coates é um dos indiscutíveis no habitual “onze” de Ruben Amorim, pela sua liderança, pela sua garra, entrega. Tendo sido um dos jogadores que mais se evidenciou deste a chegada do técnico em Alvalade, no seu sistema 3-4-3, rubricando exibições de gala. Além da sua importância tem termos desportivos, Coates é fundamental na integração e crescimento de jovens, sobretudo no setor defensivo, como é o caso de Gonçalo Inácio.  Seba Coates

As boas exibições de Coates ajudaram o Sporting a sagrar-se campeão na última temporada, sendo a equipa com menos golos sofridos da prova, apenas 20 golos sofridos, tornando-se uma das melhores defesas do futebol europeu. Na presente época, os leões continuam a ser uma das defesas menos batidas da Liga, a par do Portimonense SC, com apenas quatro golos sofridos em oito jornadas.

A preponderância de Coates não se limita ao processo defensivo e à sua liderança, enquanto capitão, mas também no processo ofensivo, sobretudo nas bolas paradas ofensivas. Na época transacta, o internacional uruguaio contribuiu com sete golos, ajudando a equipa a conseguir vitórias. Nalguns jogos, os golos apontados por Coates, valeram os três pontos ao Sporting Clube de Portugal.

Coates tem contrato válido até 2023 com o Sporting, tendo um valor de mercado fixado nos 14 M€ e por isso é natural que possa renovar e prolongar o seu vínculo. Para que possa continuar a ajudar o Sporting Clube de Portugal, com cortes, golos e boas exibições, com Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória e continuar a somar títulos de leão ao peito.

Seba Coates

Afinal, Hamilton tinha ou não tinha razão? | Fórmula 1

Afinal Hamilton, artigo da bola na rede sobre o piloto

Afinal Hamilton

Afinal Hamilton tinha ou não tinha razão? | Fórmula 1

Concluído o Grande Prémio da Turquia de Fórmula 1, surgiram naturalmente vários pontos de discussão, mas houve um em particular que centrou maior atenção. Lewis Hamilton e a Mercedes viram-se envolvidos num dilema relacionado com a paragem nas boxes. Hamilton não queria parar, a Mercedes chamou-o à box e o campeão mundial terminou a corrida no quinto lugar. E num Grande Prémio em que a estratégia e as paragens para trocar de pneus provocaram tantas dores de cabeça a toda a gente, qual seria, afinal, a melhor estratégia?

A corrida em Istambul teve a particularidade de começar com pista húmida e de nunca ter secado o suficiente para arriscar pneus de pista seca (que o diga Sebastian Vettel, que arriscou durante muito pouco tempo, até perceber que não resultava). A maior parte dos pilotos parou pela volta 36 (Lando Norris, o primeiro a parar do top-10, parou na volta 34). Não era obrigatório parar porque, em condições de pista molhada, os pilotos não são obrigados a usar dois compostos diferentes de pneus. Esteban Ocon fez toda a corrida com os mesmos pneus. E depois houve os casos de Charles Leclerc e Lewis Hamilton.

O piloto da Ferrari parou na volta 47, numa altura em que se percebeu que os pneus já não davam mais. O monegasco tinha sido ultrapassado por Bottas e ia ser engolido por mais gente se não parasse. Mas Leclerc não está a lutar pelo Mundial e não tinha assim tanto a perder. A decisão da Mercedes para Hamilton, sendo justo com eles, era mais difícil. Mas vamos por partes.  Afinal Hamilton

Caso Hamilton levasse a sua ideia para a frente e não parasse, o que aconteceria? Dependeria sempre da forma como o britânico lidasse com a degradação dos pneus. Se conseguisse gerir a situação relativamente bem, seria taco a taco com Sergio Pérez, que estava com os pneus em bom estado e seria informado pela Red Bull que teria de aumentar o ritmo e ultrapassar Hamilton em pista. Portanto, Hamilton acabaria em terceiro ou quarto, dependendo do resultado dessa luta. Afinal Hamilton

Mas este é um cenário provavelmente otimista, tendo em conta o tempo que Ocon (o único piloto que não parou) estava a perder no fim da corrida.

Outro cenário seria se os pneus de Hamilton caíssem bem mais, como caíram os de Leclerc e os de Ocon (o francês perdeu cinco segundos para Antonio Giovinazzi na última volta). Nesse caso, Pérez deveria ficar com o terceiro lugar e a luta do piloto da Mercedes seria pelo quarto lugar com Charles Leclerc, sendo ainda mais difícil defender a posição devido ao estado dos pneus.

Por isso, tendo em conta a degradação que se verificava em vários carros, o cenário mais provável era Hamilton terminar em quinto na mesma se fizesse as 58 voltas sem ir à box. Ou o pior cenário possível, que era o rebentamento do pneu e aí verificava-se um abandono ou um resultado fora do top-10.

Coloquemos agora o cenário em que Hamilton parava da primeira vez que a equipa o instruiu a fazê-lo, mais ou menos na mesma altura em que pararam Pérez, Verstappen e Bottas. Seria sempre difícil, até porque Pérez estava à frente e era difícil para Hamilton ultrapassá-lo. Afinal Hamilto 

A Turquia também teve outro fator: normalmente, quando se pára para trocar de pneus, o carro responde de imediato e a velocidade é bastante superior. Nesta corrida, não foi assim. No caso de Hamilton, fez uma volta rápida, sobreaqueceu os pneus e só nas últimas voltas é que aumentou o ritmo, quando já era ameaçado por Gasly e Norris atrás.

Portanto, a conclusão a que eu chego é que aqueles que pararam mais cedo foram aqueles que mais beneficiaram com isso. Havia cerca de três/quatro voltas em que o graining dos pneus impedia o carro de andar rápido, mas, uma vez ultrapassada essa fase, era possível recuperar a corrida. Viu-se isso na ultrapassagem de Bottas a um Leclerc que ainda estava na fase em que não conseguia andar rápido, e mesmo na própria altura em que o monegasco foi ultrapassado por Sergio Pérez.

Ao parar apenas na volta 50, Hamilton deu apenas oito voltas aos seus pneus para recuperarem de modo a que ele tentasse um resultado melhor, o que era manifestamente insuficiente.

Se Hamilton parasse na altura em que a Mercedes disse para ele o fazer, deveria estar a lutar com (pelo menos) Pérez (não se sabendo se a Ferrari ia reagir à paragem do britânico ou não). Teria a tal fase do graining nos pneus, mas teria mais tempo para que os mesmos chegassem ao seu ponto ótimo, podendo aproximar-se do Red Bull (e eventualmente do Ferrari) em pista e lutar pelo terceiro lugar.

Concluindo, nada disto é fácil de decidir por parte das equipas e é bastante mais fácil concluir o que era melhor depois do evento ter acontecido. Mas, tendo em conta o número de voltas que os pneus demoravam a chegar ao seu melhor rendimento, quem parou mais tarde saiu claramente a perder. Hamilton perdeu a liderança do campeonato, e, sendo verdade que seis pontos são perfeitamente recuperáveis, acertar a estratégia torna-se cada vez mais decisivo.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Afinal Hamilton

Francisco Benitez (Parte I)| «Foram 20 anos a lavar as cabeças dos benfiquistas»

A primeira de duas partes, relativa à participação de Francisco Benitez no BnR TV.

Meros dias após o conhecimento da pesada derrota nas eleições encarnadas, Francisco Benitez anuiu participar no Bola na Rede TV, escolhendo assim este canal para a sua primeira aparição pública de relevo após o ato eleitoral.

A conversa estendeu-se pelo comprimento temporal de uma partida de futebol sem prolongamento, mas a agradabilidade e noticiabilidade foram de uma constância tal que o tempo pareceu minguar.

Ainda assim, houve tempo para tocar todos os pontos de relevo do passado, do presente e do futuro do Sport Lisboa e Benfica. Neste artigo de duas partes (estejam atentos à publicação da segunda metade), analisamos as declarações de Francisco Benitez.

Comecemos pelo princípio, que não tenho megalómanas pretensões de escritor requintado que só constrói narrativas com analepses. Viajemos, então, ao passado, com Francisco Benitez como guia.

“O SL Benfica foi criado por 24 homens”. O candidato derrotado e líder do Movimento Servir o Benfica lembrou a génese do clube de forma a fazer incidir uma luz mais clara sobre as atrocidades antidemocráticas do líder deposto Luís Filipe Vieira.

Foram recordados na conversa os atropelos aos pergaminhos da centenária instituição que é o SL Benfica, os tiques autocráticos do ex-líder e o derrube de pilares fundamentais dos encarnados.

Renovando o olhar sobre os estatutos do clube que já havia lançado em campanha, Benitez reiterou – e bem – que neles não há separação de poderes, o que considera – e bem – periclitante para qualquer sistema democrático. Igualmente nocivo para a democracia no seio do clube é a necessidade de reunião de 10 mil assinaturas para levar algo a discussão.

Um passado recente para esquecer… ou para recordar. Remanesce, todavia, a questão: se assim eram as coisas, como é que o reinado de Vieira alcançou a marca histórica de 17 anos? Eu tenho as minhas teorias. Francisco Benitez também as tem. Algumas coincidem. Como por exemplo? Ainda bem que perguntam.

Havia (quiçá, ainda há!) “toda uma máquina montada que transformava os deslizes em positividades”, máquina essa que incluía os canais de comunicação do clube, fazendo com que estes, ao invés de “aproximarem os sócios do clube”, os apartassem ainda mais do mesmo.

Para manter a máquina oleada, era utilizado, entre outros, o óleo do cabelo de alguns “comentaristas” autoproclamados benfiquistas, mas que nunca aparentaram quererem mais do que… Guerra.

Nos meandros da lavagem dos cestos da vindima de quase duas décadas, surgiram então duas das frases mais fortes de todo o colóquio estabelecido e transmitido via Youtube e Twitch: “foram 20 anos a lavar cabeças aos benfiquistas” e “lavar a cabeça a um burro é um desperdício de sabão”. Importa referir que esta última advém de um provérbio alentejano, mas a referência é percetível.

Ainda sobre Vieira, Benitez aproveitou para lembrar uma premissa, creio, básica: “quem ofende a honra do SL Benfica tem que ser expulso de sócio. Alguém que roube o clube (…) não deixa outra hipótese”. Entretanto, os mais impacientes indagam: “já chegámos ao presente”? Quase, rapazes, já se avista a costa. Neste caso, o Costa…

Continua amanhã…

Olheiro BnR | Arthur Cabral

O nome Arthur Cabral pode ser desconhecido para a maioria dos adeptos mais desatentos, mas a verdade é que o possante avançado brasileiro tem deslumbrado neste início de época por terras helvéticas, apresentando-se em grande plano.

O seu registo absolutamente fulgurante de 20 golos e duas assistências em somente 17 jogos, ao serviço do FC Basel, são um belo retrato do momento de forma que atravessa o atleta canarinho de 23 anos, que já chamou a atenção de Tite, merecendo uma surpreendente chamada à seleção brasileira para os jogos de qualificação para o Mundial, substituindo o jovem avançado do Club Atlético de Madrid, Matheus Cunha, afastado por lesão.

Formado no Ceará SC e com uma breve passagem pelo SE Palmeiras, Arthur Cabral está no emblema suíço desde 2019/20, altura em que chegou emprestado do “Verdão”. Para ficar em definitivo no Basileia, o avançado teria que atingir a meta de 12 golos na temporada de estreia.

O paraibano de Campina Grande não só alcançou como ultrapassou confortavelmente o objetivo estipulado na cláusula contratual entre Palmeiras e Basel, com 18 tiros certeiros. De forma natural, agarrou a titularidade na primeira aventura pelo “Velho Continente” e tem vindo a confirmar semana após semana todas as expectativas criadas quando despontou ainda em tenra idade no Ceará.

Fisicamente imponente e dotado de vários recursos técnicos, sem descurar um faro apurado para o golo, é uma das principais ameaças do ataque da formação de Patrick Rahmen (que lidera atualmente o campeonato helvético), destacando-se pela versatilidade que apresenta em todas as suas ações dentro das quatro linhas.

Funcionando muitas vezes como “pivô”, Arthur Cabral afigura-se como um verdadeiro perigo para as defensivas contrárias, conseguindo segurar a bola e servindo os seus colegas com critério. Mas não é só no jogo posicional que se destaca.

Atendendo às suas capacidades físicas assinaláveis, fruto do seu 1,86m e de uma passada larga, o atleta canarinho demonstra facilidade em progredir metros com a bola controlada e os seus letais movimentos de fora para dentro, e a respetiva chegada à zona de finalização, são uma das suas imagens de marca, conseguindo encontrar sempre o melhor caminho para as redes adversárias – qualidades que fazem do dianteiro do Basileia uma das coqueluches deste início de temporada e, certamente, um alvo apetecível para a reabertura do mercado de transferências.

Assim, como podemos comprovar, a estadia de Arthur Cabral no emblema da cidade do noroeste suíço tem sido, indubitavelmente, um conto de fadas e desde a sua chegada o avançado já assinalou 58 golos em 92 jogos, deixando os adeptos com água na boca.

Resta-nos aguardar e assistir ao atirador furtivo que promete fazer mais vítimas durante a temporada…

 

Arthur