Apenas quatro dias depois das eleições para a presidência do SL Benfica, o candidato derrotado Francisco Benitez esteve no Bola na Rede TV na sua primeira grande entrevista pós-eleições. Benitez falou sobre a atualidade encarnada, bem como sobre todo o processo eleitoral. Um convidado de luxo e mais um grande programa no nosso Youtube e Twitch.
O antigo candidato às eleições do SL Benfica foi muito crítico para com Luís Filipe Vieira, afirmando que “quem ofende a honra do SL Benfica tem de ser expulso de sócio” e que “lavar a cabeça de um burro é um desperdício de sabão”.
Francisco Benitez garantiu que é “inexplicável que figuras como Pedro Guerra estejam ligadas ao clube” e afirmou que nos últimos vinte anos foram “lavadas muitas cabeças aos benfiquistas”.
Sobre as eleições, Benitez afirmou que não pediu o apoio a nenhuma glória do SL Benfica e lamentou não ter tido mais tempo para fazer campanha: “Não tenho dúvidas de que chegaria a mais benfiquistas se tivesse mais tempo de campanha”.
Sobre Rui Costa, Francisco Benitez lamentou que não tenha dado “um murro na mesa” nos últimos anos e que, a partir de agora, o que acontecer no futebol, será da inteira responsabilidade do novo presidente das águias.
Francisco Benitez disse ainda que nunca teria contratado Domingos Soares Oliveira para o SL Benfica e colocou em causa as ideias do investidor John Textor: “Não sabemos as suas intenções”.
Há que garantir o futuro no presente. Com um histórico de renovações francamente problemático, o FC Porto e os seus dirigentes devem – neste momento em que a formação está, finalmente, a florescer em campo e a satisfazer as vontades do treinador – atacar com força os jogadores já sinalizados.
O futuro é agora
Neste caso, o recém internacional Diogo Costa e o melhor jogador do Europeu-sub21 Fábio Vieira.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Este arrasto nas renovações dos contratos deixa a massa adepta preocupada. Os fantasmas do “custo zero” é algo que assusta qualquer portista, afinal, foram mais de seis “ícones” do clube que decidiram abandonar o Dragão sem gerar qualquer benefício financeiro para a economia do clube.
Como Pinto da Costa já veio a público afirmar que os jogadores são para renovar, esse processo poderá estar mais facilitado por esta altura, no entanto, sabemos como são apelativos os jovens craques para os tubarões europeus, principalmente quando são jogadores que ganham reconhecimento pelas suas prestações internacionais.
É imperativo que os dirigentes do clube façam uma jogada de antecipação e garantam a permanência de ambos os jogadores.
Um sinal de futuro vivo para fora e para dentro do clube!
🔵🚨 Diogo Costa 🇵🇹 e Fábio Vieira 🇵🇹 vão renovar contrato com o FC Porto, garantiu Pinto da Costa ✅ pic.twitter.com/QVosUr7pFI
A renovação destes jogadores e a sua consequente afirmação em campo é uma grande afirmação de poder para o futuro, afinal os antigos melhores negociadores do mundo ainda demonstram conseguir negociar com os ativos importantes do plantel e futuramente assegurar um bom retorno financeiro destes ativos.
Para dentro do clube fica a esperança. A esperança de que os jovens da formação não são descartados quando chegam à equipa principal, com paciência e vontade de vingar a oportunidade de vingar entre as grandes estrelas do clube pode aparecer.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
O guarda-redes ganhou a titularidade a Marchesín, e parece que vai lutar pela mesma o resto da época, brilhou na Liga dos Campeões, mostra qualidade e destreza para, futuramente, ser o melhor guarda-redes português da sua geração. A renovação é um voto de confiança nas qualidades do 99 portista.
Já Fábio Vieira é portador de um mágico pé esquerdo, ainda está à procura do seu lugar no onze inicial, parece haver alguma dúvida por parte do treinador em que posição pode o jovem render mais, se enquanto extremo ou médio-ala.
No entanto, a maneira como se move em campo e descobre espaços entre as defesas adversárias é daqueles que “não engana”, a qualidade está lá e será, sem qualquer interrogação, um titular indiscutível tanto no clube como na seleção.
Não digo que tenhamos andado durante os últimos 90 e tal jogos, ao comando de Fernando Santos, sempre a “patinar na maionese”. Sinceramente, acho que não.
O que venho aqui dizer é que, simplesmente, o selecionador engenheiro chegou ao 11 certo, no sítio certo. Amém.
A qualidade dos atuais “magriços” é, desde há muito tempo, inegável, e talvez por isso, enquanto adeptos, nos tenha custado ver tantas exibições aquém das expectativas.
Contudo, convenhamos que não é fácil juntar um plantel, muito menos com o pouco tempo que os selecionadores têm para isso.
E o que tem Fernando Santos?
Fernando Santos tem tudo. Patrício, a segurança do primeiro guarda-redes português a atingir as 100 internacionalizações.
À sua frente, uma muralha de luxo: a juventude das laterais!
Com uma boa degustação de vinho no eixo central, forma um equilíbrio de tal forma sóbrio que nos faz acreditar que, para eles, defender é estar proibido de aproveitar a adrenalina linda das montanhas russas.
Que temporização incrível, meus senhores!
Não fosse isto ótimo por si só, todos têm, à sua maneira, um papel preponderante na saída para o ataque.
Como já vem sendo hábito referir, está bem claro que, hoje em dia, um bom defesa não está em campo apenas para defender.
Os nossos patrões da retaguarda colocam a “redondinha” exatamente onde querem e as bolas longas a abrir linhas são precisamente o tipo de momento que mais desejamos ver em repetição.
Além disso, o poder de explosão e a visão que vemos nas alas são de comer e chorar por mais. A velocidade da objetividade no passe de Nuno Mendes, surreal.
(Também gosto muito de ti e dos teus pontapés “canhão”, meu Super Guerreiro!)
Dali para a frente, é outro “fartote”. Como bem sabemos, há de tudo. Coube a Fernando Santos confirmar que, definitivamente, são estes os 11 que jogam melhor juntos.
Palhinha é o pulmão, a raça. E volta e meia ainda saca um golo “malandreco” da cartola.
Bruno Fernandes é o cérebro all around com pés de veludo.
Bernardo Silva é o brincalhão com a técnica e corda todas. Sempre o foi. E o momento de forma incrível pelo qual está a passar não tem passado despercebido a ninguém.
João Moutinho aparenta conseguir comandar “em silêncio” e ostenta ser o único futebolista à face da terra capaz de cruzar em arco daquela maneira.
Pelo menos até aparecer Rúben Neves. Que bola foi aquela?!
André Silva é o que vai buscar par a qualquer lado e, além disso, sabe bem onde estar quando “as meninas” querem repetir a dança.
E para ainda apanhar as canas da festa, duas questões-chave.
Primeiro, as posições e as movimentações parecem definidas a 100%. Todos sabem onde estar, quando estar.
E todos estão disponíveis para relembrar o companheiro caso ele, por momentos, se esqueça.
A pressão alta, por ser tão inteligente no posicionamento e, consequentemente, forte na antecipação, pareceu não cansar nem um alentejano.
O terceiro homem estava sempre pronto para criar o “triângulo da morte”.
Além de tudo isto? Oh. O banco é de luxo, malta. E os “meninos” das seleções mais jovens, idem.
Não, não jogámos contra nenhuma seleção de luxo. Não posso, no entanto, deixar de ficar entusiasmada com o que vi. Porque não foram os cinco golos que me animaram verdadeiramente. Foi a exibição.
Otimista e sonhadora? Sou sim, obrigada. Vamos juntos, vamos todos, e venham muitas mais assim!
Os Dallas Mavericks são a equipa com menos títulos das três equipas do Texas que participam na NBA. Apesar disso, é a equipa do Texas com mais possibilidade de chegar ao título nesta nova época, ainda assim são poucas esperanças. E tudo isso graças a um tal Dirk Nowitzki, a principal estrela da história dos Mavs.
A História dos Mavericks não é a mais conhecida nem popular para os fãs da modalidade.
Os Dallas tiveram vários anos longe dos playoffs, mas isso compensou no Draft de 1998 quando a maior estrela de sempre dos Mavs entrou na equipa, apesar de ter sido escolhido primeiro pelos Milwaukee Bucks.
Os Mavericks tornaram-se numa das principais equipas do Oeste quando foram muitos anos consecutivos aos playoffs. Dirk levou a equipa pelas equipas e até se tornou no MVP da liga em 2007, um ano depois de ter perdido a final da NBA frente aos Miami Heat, mas acabou por ser eliminado na primeira ronda dos playoffs nessa época.
Ora, num ano em que muita gente não dava nada pelos Mavericks, em 2011, os Mavericks surpreenderam muita gente quando eliminaram os Portland Blazers, LA Lakers com Kobe Bryant e os OKC Thunder com Russell Westbrook e Kevin Durant para chegar novamente à final de NBA.
Na final derrotaram os Miami Heat, na desforra da final de 2006. Dirk, Jason Kidd e companhia ganharam, finalmente, o anel depois de vários anos à procura do título. Depois disso, foram anos muito complicados para os Mavericks e para Dirk. A estrela da Alemanha não era o mesmo jogador e a equipa também. Os Dallas voltaram a ser felizes no Draft de 2018, quando receberam Luka Doncic, da Eslovênia, numa troca com os Atlanta Hawks, que receberam o Trae Young. Mark Cuban sabia muito bem que a troca ia ser muito feliz para a equipa.
Luka Doncic acabaria por se tornar no Rookie of The Year e também foi um dos seis mais votados para melhor jogador da época 2020/21. Desde o primeiro ano o esloveno está imparável e tem sido uma das principais figuras da liga. A melhor das três épocas foi a segunda: 28.8 pontos por jogo, 9.4 ressaltos por jogo e 8.8 assistências por jogo, em 61 jogos da época regular. Astro! Ainda vai ser a capa do NBA 2K23.
Only 4 players have put up a 30 point 20 assist triple-double in NBA history:
▫️ Oscar Robertson in December 1961 (32-15-20)
▫️ Magic Johnson in Novermber 1988 (32-11-20)
▫️ Russell Westbrook in March 2021 (35-14-21)
▫️ Luka Doncic in May 2021 (31-12-20) pic.twitter.com/fgxKTnlnmI
Além de Doncic há que realçar talentos como Kristaps Porzingis. O gigante da Letónia está a ter uma carreira complicada devido às lesões que têm tido ao longo da carreira. Apesar disso, Porzingis é um dos basquetebolistas mais bem pagos na NBA. O gigante teve uma média de 20.1 pontos por jogo e 8.9 ressaltos por jogo, em apenas 43 jogos da época regular e não jogou em qualquer jogo nos playoffs da última época. Foi muito pouco para um jogador do calibre de Porzingis.
Apesar de não ser muito falado, Tim Hardaway é um dos basquetebolistas mais importantes dos Mavericks. Chegou a Dallas, em 2019, numa troca com os New York Knicks e tem sido fundamental, como um dos principais lançadores da equipa: 16,6 pontos por jogo em 70 jogos da época regular.
Outro jogador que tem sido bastante participativo na equipa é Dorian Finney-Smith. O basquetebolista norte-americano foi titular nos 60 jogos que disputou na época regular e teve uma média de 9.8 pontos por jogo, 5.4 ressaltos por jogo e 0.9 roubos de bola por jogo.
As principais figuras dos Mavericks dos últimos anos têm sido europeus e isso vê-se pelos dois dos principais basquetebolistas da história, Dirk e Doncic.
A nova época está quase a começar e espera-se algumas dificuldades para os Dallas Mavericks: não conseguiram nenhum grande jogador novo e perderam o treinador que os levou ao único título da NBA, Rick Carlisle. O novo treinador vai ser Jason Kidd, uma das principais estrelas da história do clube, que vai ser a terceira experiência como treinador principal, depois de ter treinado os Brooklyn Nets e os Milwaukee Bucks e de ter sido adjunto nos Los Angeles Lakers.
Doncic vai ter uma época complicada, mas espera-se que seja o ano em que, finalmente, entra no top 3 de candidatos para MVP da época. O esloveno e Jason Kidd devem estar preparados para combater as 29 equipas.
Um grego, um norueguês, um irlandês, um checo e um islandês entram em campo. Em semana de compromissos internacionais das seleções sub-21, em que decorre a qualificação para o Europeu de 2023 do escalão, é superlativo manter debaixo de olho aquelas que vão ser as futuras estrelas. São muitos os jogadores que vão prometendo nas suas respetivas nações, e para poupares algum tempo, estes são cinco jogadores que merecem que vás dar uma espreitadela.
Esta mão cheia de craques tem várias coisas em comum, foram precoces a chegar a este escalão, têm idade compreendidas entre 16 e 18 anos, e são jogadores que calcam zonas avançadas do terreno. Nesta lista encontramos quem já tenha conquistado o espaço entre os “grandes” dos respetivos clubes, e outros que já vão deixando a marca de que poderão ser opção num futuro próximo.
Às vezes o banco é o caminho. O SL Benfica que o diga…
Nem sempre foi possível substituir no futebol. A primeira regra, surgida em 1958, cingia-se ao caso do guarda-redes se lesionar. Só assim se explica que Mário Coluna, ícone do SL Benfica, tenha terminado a final de 1963 contra o AC Milão, depois da agressividade de Pivatelli torná-lo figura de corpo presente.
Apenas sete anos depois, no primeiro Mundial do México, chegariam as substituições. O modelo atual, de cinco em três paragens, substituiu em 2020 o mais aceite de três com três interrupções, dominante desde 1994.
Desde aí que se criou uma nova vertente na abordagem tática às partidas, com o novo efeito dos elementos suplentes sobre o plano de jogo, surgindo uma nova espécie de fator determinante no resultado final: os “supersubs”, termo inglês à falta de melhor português, ou aqueles jogadores com tendência para decidir partidas entrando no decorrer das mesmas.
A massa adepta do SL Benfica tem alguns “suplentes” favoritos Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Milla, Bierhoff, Solskjaer, Pizarro, Chicharito em contexto internacional; Carlos Bueno ou Ernesto Farías em Portugal, assegurando pontos importantes para Sporting CP e FC Porto, respetivamente, a sair do banco.
No SL Benfica houve alguns: houve quem ficasse marcado exclusivamente por essas circunstâncias numa ocasião especial, como César Brito nas Antas, e houve quem se assumisse como super-suplente pela força estatística – muitos deles apesar de não serem imediatamente identificados como tal – como Sokota (6 golos em 20 jogos como suplente utilizado) ou Haris Seferovic (11 golos em 44).
Decidimos, então, eleger cinco que se inserem nesse rótulo de super-suplente, ou seja, que nunca se afirmaram totalmente como titulares e o seu potencial foi assim melhor explanado.
Só uma das escolhas, a última, se deveu à força dos números – foi durante muito tempo titular, mas rendeu tanto como opção alternativa que teve de ser incluído. Uma questão de justiça.
O tema “Paulinho” é um tema que tem sido acompanhado (quase desde que o avançado chegou a Alvalade até aos dias de hoje) de perto pelo universo sportinguista. Para além disso, é um tema que divide opiniões; muitos adeptos leoninos defendem que é um jogador extremamente importante para o xadrez de Amorim e, outros tantos adeptos, dizem que não vale o dinheiro que foi investido, porque não faz aquilo que normalmente se pede a um ponta-de-lança, ou seja, golos.
Indo por partes, o avançado português chegou a Alvalade proveniente do SC Braga, a troco de 16 milhões de euros. Quando chegou, com ele trouxe a esperança de resolver um problema que, com Amorim, há desde sempre, o problema do ponta-de-lança. Para jogar no centro do último terço, Amorim tinha Sporar, Jovane e Tiago Tomás, no entanto, nenhum tinha as características ideais para aquela que era a ideia de jogo de Rúben Amorim e, por essa mesma razão, o técnico português foi “recrutar” o seu ex-jogador ao Minho.
Como chegou nas últimas horas do mercado de janeiro, a massa adepta leonina e a comunicação social foram benevolentes com o jogador e consideraram que os poucos golos marcados poderiam estar relacionados com a falta de rotinas com a equipa leonina. Contudo, um par de golos no final da época passada (frente ao Rio Ave FC e frente ao Boavista FC, no histórico jogo do título) pareceu amenizar a questão e fez com que ficasse a sensação de que o avançado já estava entrosado o suficiente e que, na próxima temporada (ou seja, esta, 2021/22), Paulinho iria marcar muitos golos.
⏸ INTERVALO | O Leão vai ganhando em casa por uma bola a zero! 💚 O golo foi apontado por Paulinho. 💪
— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) May 11, 2021
Agora, já em 2021/22, Paulinho tem dois golos em onze jogos. Um golo na Primeira Liga e outro na Liga dos Campeões. Para um avançado, é pouco.
Estas estatísticas logicamente que abrem espaço ao debate. Alguns defendem que Paulinho nunca deveria ter sido comprado, outros que devia ter sido comprado, mas por menos dinheiro, a maioria afirma que o avançado tem qualidade, contudo tem de passar alguns jogos no banco e, por fim, também há quem diga que ele é peça chave no onze leonino e que de lá não deve sair. Várias opiniões, todas elas percetíveis e com argumentos válidos.
Infelizmente, não tenho um poder de síntese tão apurado para conseguir dar a minha opinião sobre este assunto em três ou quatro palavras, por isso, dedico os próximos parágrafos à mesma.
Paulinho é muito importante para Amorim, sempre se percebeu isso. A importância, no entanto, tem lógica. No sistema do técnico português e na ideia de jogo do mesmo, é certo que o mais importante para o mais avançado centro não é marcar golos, é mais necessário desempenhar funções como baixar no terreno, estar confortável com a bola no pé, ligar o meio-campo ao ataque, arrastar marcações e abrir espaços e, funções como estas, Paulinho fá-las exemplarmente.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Isto foi o lado positivo e, se fosse só isto, estava o Sporting muito bem. Contudo, tendo em conta que os leões são uma equipa que cria tantas ocasiões, inevitavelmente alguma terão de ser finalizadas por Paulinho e, neste momento e nesse capítulo, Paulinho não está bem, de facto. Algumas estatísticas destapam também estas fragilidades do avançado leonino.
Com um índice de expected goals na Liga Portuguesa a rondar o 3.7 e com apenas um golo no campeonato, Paulinho é o avançado que mais desperdiça, sendo que neste momento, o “normal” (tendo em contas as oportunidades que já teve) seria já ter quatro golos marcados. Para além disso, é também o avançado que mais remata (tem 22 remates no campeonato) e que menos marca. É, sem dúvida, um momento do jogo que Paulinho tem de evoluir. Apesar de não ser propriamente fraco a finalizar, neste momento acredito que atravessa uma grande falta de confiança que, como é lógico, não ajuda em nada. Tendo todos estes argumentos em conta, num momento normal, o melhor para Paulinho seria descansar um/dois jogos, “limpar” a cabeça, ganhar confiança e voltar em força.
No entanto, o Sporting CP não tem outro avançado para substituir imediatamente Paulinho e dar as mesmas garantias que o ex-SC Braga, daí também me parecer que é uma das razões para Paulinho ainda não ter descansado. Isto leva-nos a outra questão, que é a do Sporting não ter conseguido garantir um avançado que desse garantias no mercado de verão. Por isso, é esperar que esta crise de confiança de Paulinho passe, que o mesmo comece a marcar, que vá rodando também com Tiago Tomás e que, no mercado de inverno, chegue um avançado que dê garantias para entrar (ou ser titular) a qualquer momento.
Um cinco inicial constituído por Kyrie Irving, Bradley Beal, Michael Porter Jr, Jonathan Isaac e Andrew Wiggins animava qualquer pavilhão da NBA. No entanto, os jogadores mencionados estiveram nas bocas do mundo devido a algo em comum, numa temática exterior ao mundo do basquetebol.
Sem receio das consequências,todos recusaram ser vacinados contra a Covid-19.
No primeiro dia da nova época, o Media Day, foram vários os basquetebolistas que verbalizaram pouca confiança nas vacinas.
Muitos referiram que se trata de uma “decisão individual” e, em alguns casos, invocaram motivos religiosos, todos prontamente rejeitados. Além disso, mostraram estudos que os próprios alegam ter feito na internet.
Contudo, existem entraves para os jogadores não-vacinados em diversos locais. Em Nova Iorque e São Francisco, por exemplo, todos os cidadãos acima dos 12 anos precisam de certificado de vacinação para aceder aos pavilhões.
As únicas exceções resultam de ideais religiosos ou problemas de saúde devidamente certificados pelas autoridades de saúde competentes.
Golden State’s Andrew Wiggins has been vaccinated and will be available for all games this season.
Entretanto, Andrew Wiggins já tomou a primeira dose rumo à imunização contra o vírus. O jogador canadiano dos Golden State Warriors assumiu que foi obrigado. Contudo, não tinha outra forma de jogar na NBA e, por isso, cedeu às evidências do franchise de S.Francisco.
Caso continuasse sem a intenção de se inocular, podia perder 300 mil dólares por jogo falhado, multiplicando por cerca de 45 vezes, os bolsos não veriam uma boa porção do salário.
O Caso Wiggins parece resolvido, mas existem dossiês muito mais complicados na NBA. Devido ao estatuto mediático, Kyrie Irving é o jogador que levanta mais polémica sobre o assunto.
O base dos Brooklyn Nets não pode treinar com a equipa, visto que o franchise não aceita jogadores em part-time.
Nets GM Sean Marks statement on Brooklyn’s decision to sit Kyrie Irving until he fulfills NYC vaccination rules: pic.twitter.com/4LBIQXt7al
“É importante que a equipa continue a construir a química necessária e também nos queremos manter fiéis aos nossos valores de união e sacrifício”, referiu Sean Marks, o GM da equipa de Brooklyn.
Parece cada vez mais distante a possibilidade de vermos Kyrie Irving a jogar durante a próxima temporada.
Ao contrário do que assistimos no início da época passada, parece que os jogos vão começar sem muitos atrasos ou problemas.
A pior fase do pesadelo parece ter passado e dia 19 de outubro vai começar a fase regular da NBA. Que venha a primeira bola ao ar, que as saudades de ver o espetáculo são muitas.
A CRÓNICA: CRISTIANO DE OURO, PALHINHA DE FERRO, PORTUGAL INVENCÍVEL
Esta era a primeira de três finais da seleção portuguesa no caminho rumo ao Campeonato do Mundo de 2022. Só a vitória interessava também ao Luxemburgo e por isso esperava-se um duelo intenso com bons momentos e muita competitividade.
E se é verdade que esta seleção do Luxemburgo tem vindo a tornar-se cada vez mais competente e, por isso, temível, também é um facto que esta foi uma partida onde isso não foi evidente devido aos três golos muito madrugadores de Portugal.
Nos primeiros 15 minutos, já havia duas grandes penalidades assinaladas, ambas convertidas pelo melhor marcador de sempre a nível de seleções, Cristiano Ronaldo.
O jogo ficou por si só muito descaracterizado e a esperançosa seleção luxemburguesa parecia pouco confiante para os restantes 75 minutos. Mais ainda ficou passados cinco minutos, quando Bruno Fernandes decidiu colocar o seu nome na lista dos marcadores e fez, assim, o três a zero que representariam os primeiros 45 minutos.
Para a segunda parte, o técnico Luc Holtz promoveu algumas alterações, mas nem por isso a equipa conseguiu melhorar a nível ofensivo. Portugal continuou a dominar e a tendência seria a vantagem aumentar, algo que aconteceu mesmo aos 69 minutos, por intermédio de João Palhinha. Segundo golo do recém internacional português ao serviço da seleção, segundo contra a seleção do Luxemburgo.
Já tudo esperava o fim da partida, que não poderia chegar sem o hat-trick do costume. E ele chegou mesmo. Rúben Neves colocou uma bola longa na área e Cristiano Ronaldo, de cabeça, marcou o seu terceiro, ditando o 5-0 final.
Mais três pontos para Portugal, que precisa de ganhar à Irlanda e empatar com a Sérvia para se qualificar diretamente para o Campeonato do Mundo. O Luxemburgo ficou pelo caminho e espera por uma nova oportunidade para se qualificar para uma grande competição.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Cristiano Ronaldo – Pode não ter sido o dono da melhor exibição, face à presença de João Palhinha que fez um enorme jogo, mas Cristiano Ronaldo brindou os adeptos portugueses com mais um hat-trick e por isso tem de ser a figura do jogo. Hoje, ao contrário de outros dias, conseguiu aliar aos golos uma exibição capaz, e por isso este é um prémio que só podia ser dele. Mais três golos para o melhor marcador de sempre por seleções, numa partida toda ela bem conseguida pela seleção das Quinas.
— Royale Union Saint-Gilloise (@UnionStGilloise) August 9, 2021
Anthony Moris – O guarda-redes do Luxemburgo não teve uma noite nada fácil, como era expectável na antevisão da partida. Não só sofreu quatro golos, como teve alguma culpa em três deles. Cometeu uma grande penalidade, teve mãos de algodão no terceiro golo e teve uma saída em falso no quarto golo, de João Palhinha. Uma noite para esquecer para o guardião do Royale Union SC.
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
Fernando Santos optou, como é habitual, pelo 4-3-3 com um meio campo constituído por três homens, um claramente mais defensivo (João Palhinha), um mais de transição (João Moutinho) e um terceiro focado essencialmente para o ataque e que aparece em zonas de finalização (Bruno Fernandes).
Na frente jogou Bernardo Silva, sempre pela direita, enquanto que Ronaldo e André Silva iam permutando entre o meio e a lateral esquerda, confundido a defesa adversária. Na linha mais recuada, os três do costume, Pepe e Ruben Dias no centro, e Cancelo pela direita, aos quais se juntou Nuno Mendes, que entrou para o lugar do habitual titular, Raphael Guerreiro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Rui Patrício (7)
João Cancelo (6)
Pepe (7)
Rúben Dias (7)
Nuno Mendes (7)
João Palhinha (9)
João Moutinho (7)
Bruno Fernandes (7)
Bernardo Silva (8)
André Silva (6)
Cristiano Ronaldo (9)
SUBS UTILIZADOS
João Mário (6)
Rúben Neves (8)
Rafael Leão (6)
Matheus Nunes (-)
Gonçalo Guedes (-)
ANÁLISE TÁTICA – LUXEMBURGO
Sabendo que ia passar grande parte do tempo a defender, mas que, por outro lado, uma derrota representaria o afastamento do Mundial de 2022, o técnico Luc Holtz optou por um 4-4-2 que permitisse à equipa ser equilibrada em todos os momentos do jogo. Na linha mais recuada apareceram Carlson e Chanot no centro, com Jans pela direita e Michael Pinto pela esquerda. O meio campo foi ocupado por Martins Pereira e Leandro Barreiro, dois atletas que conhecem bem a lusofonia, acompanhados de Siani e Olivier Thill, o primeiro pela direita e o segundo mais pela esquerda.
Na frente jogaram Sebastien Thill, que está a ter uma época de sonho no FK Sheriff Tiraspol e a estrela Gerson Rodrigues, nascido em solo português e também muito conhecedor da seleção orientada por Fernando Santos. A estratégia passaria sempre por aguentar o empate o máximo de tempo possível e em saídas rápidas conseguir ferir a equipa das Quinas, algo que teve de ser alterado devido à madrugadora alteração do marcador.
Assim, o Luxemburgo acabou por ter mais bola do que se esperava, evidenciando muitas dificuldades na altura de assumir a partida.
O campeonato parou, mais uma vez, para ceder o relvado aos encontros agendados pelas seleções. Durante, sensivelmente, um mês, o FC Porto esteve a 4 pontos do SL Benfica, que parecia embalado para ganhar os 34 jogos em tantas outras jornadas.
Porém, o “grande” Portimonense SC conseguiu ir ao Estádio da Luz fazer o que ainda ninguém tinha feito, que era derrotar os encarnados. Com este resultado, o FC Porto voltou a reaproximar-se da liderança, estando apenas a um ponto.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Nada estava perdido antes, como nada está ganho agora. Mas, realmente, é engraçado como a vida parece um ciclo repetitivo e como o futebol português parece reencarnar tão bem essa realidade.
Ainda antes de o presidente Pinto da Costa proferir as declarações desta semana, já tinha eu decidido escrever sobre este tema, mas tenho que confessar que o nosso líder deu uma ajuda na sua redação. Pois, quem já faz futurologia passado um mês de campeonato, é caso para dizer que “não aprenderam nada”.
É verdade, parece mesmo isso, pois nos últimos anos fomos assistido a reviravoltas de 4 ou 7 pontos, mas a fanfarrice parece nunca acabar.
Também admito que esta reaproximação não podia ter aparecido numa melhor altura, pois a derrota contra o Liverpool FC ainda se encontra atravessada na garganta, mas um jogo é apenas isso… Um jogo.
A aproximação do FC Porto
Agora, está na hora de analisar, corrigir e continuar com o que está a ser bem feito e nunca desviar do nosso objetivo, a vitória final, o título de campeões.
Podem dizer o que quiserem, podem menosprezar o que vocês quiserem, mas apesar de maiores ou menores dificuldades, ser FC Porto é isto, é nunca desistir e ganhar forças nas nossas fraquezas. Poderemos apontar mais ou menos críticas, mas no fim todos queremos o mesmo, ganhar e é essa palavra que eu quero ver repetida nos próximos tempos.
Porque tudo está bem menos quando se ganha. Apesar de que a vitória também não deve servir para camuflar o que não está tão bem feito e ultimamente os nossos dirigentes têm-se escondido excessivamente em cima delas.