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Portugal 0-1 Polónia: A vingança serve-se fria

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cab futebol feminino

Depois da recente vitória por 1-0, Portugal voltou a defrontar, esta tarde, a selecção da Polónia em mais um jogo de preparação na longa caminhada até à fase de apuramento para o Campeonato da Europa de 2017.

Para esta partida, Francisco Neto fez algumas alterações relativamente ao jogo de terça-feira. A presença de Suzane Pires e Edite Fernandes na frente de ataque do onze inicial da formação lusa, bem como a entrada de Mónica Mendes para o eixo da defesa e de Rita Fontemanha para a lateral direita, mostraram que o seleccionador nacional continua a querer explorar as várias opções que tem ao seu dispor.

A primeira observação sobre este segundo confronto entre as duas selecções recai sobre a correcção dos erros cometidos no último jogo pela equipa das quinas. Se há dois dias atrás apresentou alguns problemas na ligação do seu jogo, sendo obrigada a apostar nos ataques rápidos, hoje demonstrou que tem qualidade para ter a bola no pé. A primazia atribuída à construção de situações ofensivas pelas jogadoras do meio campo revelou-se crucial para que Portugal conseguisse dominar a partida durante os 90 minutos.

Edite Fernandes atingiu as 127 internacionalizações pela selecção portuguesa, tornando-se, a par de Luís Figo, a 2.ª mais internacional de sempre
Fonte: Facebook das Selecções de Portugal

Contudo, a história do jogo de terça-feira voltou a repetir-se apesar de os papéis se inverterem. Um momento de desatenção por parte das jogadoras portuguesas deu origem a uma transição polaca e ao único golo da partida, marcado aos 70 minutos pela recém entrada Nikol Kaletka, que veio contrariar as ocorrências da partida. Portugal não baixou os braços e continuou à procura do merecido golo, criando várias situações de perigo que só não coloriram o marcador português devido à falta de critério no último passe em alguns momentos do jogo.  Após o apito final, fica o registo de uma boa exibição da selecção portuguesa e de um resultado enganador.

Finalizados os dois jogos frente à selecção da Polónia, é possível fazer um balanço geral da prestação portuguesa apontando algumas notas positivas e negativas acerca da formação orientada por Francisco Neto.

Notas positivas

  • Melhoria da construção de jogo: tal como já foi referido, a selecção portuguesa melhorou face ao jogo de terça-feira no que diz respeito à construção do seu jogo. Sem medo de ter a bola no pé, hoje demonstrou que possui jogadoras no centro do terreno com qualidade para transportar a bola e desenhar boas jogadas. Destaque para Vanessa Marques pelo seu trabalho, especialmente neste segundo jogo, na primeira fase de construção do jogo ofensivo português.
  • Desequilíbrio nas alas: se no futebol masculino Portugal já é conhecido por formar jogadores de desequilíbrio e tecnicamente evoluídos, o futebol feminino não foge à regra. Jéssica Silva e Ana Borges são as duas jogadoras que podem ter nos seus pés a qualidade técnica necessária para que a formação portuguesa consiga desequilibrar no 1×1 e criar situações de superioridade numérica.

Notas negativas

  • Necessidade de alternar entre o jogo interior e o jogo pelas alas: a equipa portuguesa precisa de trabalhar a alternância entre a utilização do interior do terreno e as alas, para que a sua forma de actuar não se torne previsível. A curto prazo, Francisco Neto deve trabalhar a ideia de que a escolha da melhor opção é bastante importante para que Portugal consiga chegar mais facilmente à baliza contrária.
  • Falta de critério no último terço do terreno: depois da correcção conseguida no que à construção de jogo diz respeito, as jogadoras portuguesas acabaram por pecar pela falta de critério relativamente ao último passe. As más decisões levaram a que as suas boas jogadas não culminassem com a finalização.

Onze de Portugal: Neide Simões, Rita Fontemanha, Sílvia Rebelo (Carole Costa, 82′), Mónica Mendes, Ana Borges, Vanessa Marques, Dolores Silva, Cláudia Neto (Amanda Costa, 75′), Jéssica Silva (Carolina Mendes, 69′), Suzane Pires (Solange Carvalhas, 62′), Edite (C) (Diana Silva, 62′).

Treinador: Francisco Neto

Onze da Polónia: Daria Antoncyk, Martyna Wianskowska, Silvana Chojnowski (Nikol Kaletka, 65′), Aleksandra Sikora (C), Natalia Chilvudzik, Evelyn Nicinski (Dominika Grabowska, 71′), Patrycja Barcerzak, Jolanta Siwinska, Agata Gusciora, Natalia Pakulska, Katarzyna Daleszczyk (Ewelina Kamczyk, 90′).

Treinador: Wojciech Basiuk

Tempo de mudança

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cabeçalho fc porto

Nova era no Dragão. 21 janeiro marca o primeiro dia do resto da temporada azul e branca. José Peseiro é o homem escolhido por Pinto da Costa para dar um rumo a uma equipa desnorteada. Depois de Julen Lopetegui, chega a vez de Peseiro comandar o FC Porto. Depois de Sporting e Sporting Braga, os dragões são mais uma experiência de fogo para o técnico.

Os últimos tempos da vida azul e branca têm sido tudo menos fáceis. Depois da eliminação na Liga dos Campeões, foi quase sempre a descer. A liderança inesperada no campeonato deu uma falsa ideia de recuperação. Imagem rapidamente ultrapassada após a derrota com estrondo em Alvalade. A partir daí, a confiança da equipa perdeu-se e, até hoje, os resultados têm sido quase sempre negativos. A liderança do campeonato está já a 5 pontos e o terceiro lugar na liga é um fardo para quem chega para uma equipa que mentalmente está de rastos.

José Peseiro não parte definitivamente do zero. Peseiro parte do -5, e por isso a tarefa parece tão complicada à partida. Admito que não fiquei muito surpreendido com a escolha do presidente. Falou-se de André Villas Boas, Leonardo Jardim, Marco Silva e Sérgio Conceição mas, por diferentes razões, todos estes nomes eram difíceis de serem conseguidos. A meio de uma temporada, dificilmente se consegue um grande nome do futebol europeu para se liderar um projeto como o do FC Porto. Surgiu, por isso, o nome de Peseiro. Devo admitir que José Peseiro mas faz lembrar aquele amigo que toda a gente tem mas que raramente é lembrado. Isto porque, ao olhar para a lista telefónica, todos sabem que ele sempre esteve e sempre estará lá e, por essa razão, passa tantas vezes despercebido. Confesso que, olhando para José Peseiro, nunca percebi o porquê deste ser tão esquecido pelos clubes e pela crítica em Portugal.

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José Peseiro assina por época e meia
Fonte: fcporto.pt

É certo que existe um Peseiro antes e depois da sua passagem pelo Sporting. Até àquela mítica época 2004/2005, o coruchense era quase um deus entre os seus pares. O excelente trabalho no Nacional da Madeira, conjugado com a passagem pelo Real Madrid de Carlos Queiroz, fez de Peseiro um alvo apetecível para os grandes portugueses. Uma imagem que foi ficando mais vincada numa época onde os três grandes perderam pontos atrás de pontos e que terminou com o golo de Luisão a Ricardo como ponto alto e decisivo do título benfiquista. Perdido o título nacional e a Taça Uefa, em pleno Estádio de Alvalade, num espaço de 4 dias, tudo desabou para Peseiro. Na altura, José Peseiro não teve o apoio que, nas mesmas circunstâncias, outros treinadores tão venerados em Portugal tiveram nas últimas temporadas.

A época leonina, que podia ter sido de sonho, terminou num pesadelo que Peseiro, meses mais tarde, não aguentou. Depois do Sporting, houve quase uma travessia no deserto para ele. Do nada, António Salvador, em 2012, foi buscá-lo para liderar o projeto do Sp. Braga. O 4.º lugar no campeonato, atrás do surpreendente Paços de Ferreira, terá sido decisivo para que a ligação terminasse no final da temporada. Isto apesar de Peseiro, no meio de tantos supostos génios que já passaram pela pedreira, ter sido o único a dar um título aos bracarenses.

A verdade é que, mesmo com a conquista da Taça da Liga, Peseiro continuou a ser o mesmo amigo de lista telefónica que raramente é convidado para as grandes festas. Depois de tantos anos de carreira, o título de perdedor continua vinculado a Peseiro. Terá, dirão alguns, no FC Porto a oportunidade de se livrar desse rótulo. Para mim, o mais importante é que, a partir deste dia, Peseiro seja sempre Peseiro. Com isto virá, tal como afirmou na apresentação, uma ideia de jogo diferente. Melhor ou pior, os jogos e os resultados o dirão. Mas, no meio de uma época e de uma equipa com tantas dúvidas e tão poucas certezas, uma coisa é certa: Peseiro ainda vai a tempo de salvar a época. Queiram os jogadores e toda a estrutura que isso aconteça. Só assim o FC Porto pode ser mais forte nas batalhas que ainda vêm aí. Com ou sem pés frios.

WRC 2016… Ou mais um passeio para Ogier

cab desportos motorizados

A temporada de 2016 ainda começa hoje com o Rally de Monte Carlo, tal como é hábito, mas apesar disto já quase se pode dizer que Sébastien Ogier será o Campeão do Mundo.

Com um calendário de 14 provas – a China entra no calendário – em vez das 13 dos últimos anos o WRC fica mais longo, o que não agrada às equipas, neste que é um ano de fim de geração, uma vez que as regras se alteram no ano que vem a nível de carros. Esta situação levou, por exemplo, a um afastamento da Citroën a nível oficial, apesar de a marca francesa estar no WRC através da PH Sport numa situação em tudo idêntica à de 2006 mas na altura com a Kronos.

Mas vamos começar pelos campeões. A Volkswagen de 2016 é em tudo igual à de 2015, onde dominou a temporada. Ogier, Latvala e Mikkelsen continuam ao volante do Polo WRC e parece que vão discutir entre si os três primeiros lugares do Mundial, provavelmente por esta ordem. A marca alemã venceu 34 das 39 provas em que entrou e quer melhorar ainda mais a sua taxa de eficácia.

A Hyundai é a única equipa que se pode intrometer neste domínio da Volkswagen. A marca coreana vai para a estrada com um novo carro que parece ser melhor que o que até agora tem estado presente nas provas. O facto de ser um carro totalmente novo pode trazer problemas iniciais, mas parece ser um carro muito melhor que o I20 anterior. Os pilotos vão ser os mesmos do ano passado, ou seja, Neuville, Sordo e Paddon. Kevin Abbring, que no ano passado fez algumas provas, este ano vai estar a focar-se no desenvolvimento do I20 R5 e do WRC de 2017, podendo no entanto fazer algumas provas num calendário ainda em aberto.

O Fiesta apresenta uma decoração nova para 2016 Fonte: M-Sport
O Fiesta apresenta uma decoração nova para 2016
Fonte: M-Sport

A M-Sport, representante da Ford no WRC, é a força mais fraca entre os construtores presentes em 2016. A equipa inglesa vai ter ao volante do Fiesta WRC Ostberg – depois da experiência falhada na Citroën – e Eric Camilli, um piloto francês com apenas uma temporada do WRC mas aos volantes de um Fiesta R5. Uma aposta de muito risco de Malcon Wilson que tem tudo para dar errado, mas temos de esperar para ver.

Por fim a Citroën como já disse no início do artigo não vai estar a nível oficial em 2016, mas a PH Sport, equipa que vai representar a marca francesa, é quase uma equipa oficial, mantendo a base dos últimos anos. Kris Meeke será o chefe da equipa, acompanhado por Sébastien Lefebvre, a nova esperança francesa na modalidade, e Craig Breen, que passa assim da Peugeot para a marca irmã. Para já ainda não se sabe ao certo o plano da equipa, mas é provável que a equipa só faça o calendário europeu da modalidade.

Quanto a Monte Carlo a vitória será como não podia deixar de ser para Ogier a não ser que algo de extraordinário aconteça. Será a quarta vitória do francês na prova e o primeiro passo para o seu quarto título mundial.

Foto de capa: Facebook Oficial de Sébastien Ogier

Carnaxide rumo à Europa Shield pelo terceiro ano consecutivo

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cab corfebol

É já esta quinta-feira de madrugada que o Clube Carnaxide Cultura e Desporto (CCCD) parte para Castrop Rauxel, na Alemanha, para participar na Europa Shield. Esta competição é destinada às equipas vice-campeãs dos Campeonatos Nacionais de Corfebol da Europa e é considerada por muitos o torneio mais competitivo do Corfebol Mundial.

Esta competitividade deve-se sobretudo ao facto de ser um torneio onde não participam os clubes dos campeonatos de topo (Holanda e Bélgica) nem os clubes dos campeonatos menos competitivos (Turquia, Rússia, França), o que faz que todos os jogos entre as oito equipas participantes sejam muito equilibrados e com uma enorme incerteza sobre o resultado.

Pela terceira vez consecutiva e quarta em cinco anos, o CCCD será o representante nacional na competição. Os resultados do clube de Carnaxide nas últimas participações levam a que haja alguma expectativa quanto ao possível desfecho da competição que termina este domingo:

Corfebol

Tendo conquistado a primeira medalha internacional para o clube no ano transato, e tendo em conta a consecutiva melhoria de resultados nos últimos anos, facilmente poderíamos afirmar que o CCCD entraria na Europa Shield de 2016 com o objetivo de vencer. No entanto, este ano a equipa que estava junta há quatro anos sofreu algumas alterações, com as saídas de alguns jogadores muito importantes, como Bruno Amaral, Francisca Moncada e Maria João Banha. Os regressos de Marta Neves e Ricardo Guedes, afastado o ano passado por lesão, bem como o reforço do antigo internacional Tiago Gonçalves, vieram colmatar uma parte destas saídas, mas a verdade é que é uma equipa bastante diferente que vai regressar este ano aos pavilhões alemães.

Para já no campeonato interno não se têm notado diferenças, bem pelo contrário, visto que o CCCD segue no primeiro lugar empatado pontualmente com o NCB mas com vantagem no confronto direto, após terem vencido os penta-campeões por 18-14 na primeira volta do campeonato.

A equipa do Carnaxide que vai tentar vencer a Europa Shield
A equipa do Carnaxide que vai tentar vencer a Europa Shield

Relativamente a adversários a oposição é, como sempre, fortíssima, sendo os vencedores do ano passado, o BEC Korfball Club e o KC Barcelona, reforçados com o regresso de Berta Aloma após duas temporadas a jogar na Holanda, os principais favoritos à vitória final.

Na história da competição o clube com maior número de títulos (três) é o TJ Znojmo da Républica Checa, clube que está também presente na competição, tendo no entanto conquistado o último título já no distante ano de 2006.

Europa Shield : Ranking Top 5 da História
Europa Shield : Ranking Top 5 da História

Para esta competição o principal objetivo do CCCD será passar a fase de grupos e ter acesso às meias-finais pelo terceiro ano consecutivo, o que já será, por si só, inédito na história da competição. Repetir o resultado do ano passado e trazer a medalha para Portugal seria um feito incrível.

Mas numa competição tão equilibrada e competitiva, onde até os jogos são de apenas 34 minutos, tudo pode acontecer. A concentração colectiva, principalmente no início e final dos jogos, será fundamental, porque há muito pouca margem para recuperação. Demasiada ansiedade e incapacidade mental de dar rapidamente a volta a qualquer adversidade não podem existir. Mas isso é algo que a treinadora Carla Antunes está muito habituada a gerir. É algo que o CCCD está habituado a ultrapassar. E até pode ser que domingo seja dia do sonho, seja dia de… CarnaShield! Boa sorte!

Imagens: Clube de Carnaxide Cultura e Desportos

Australian Open 2016: João Sousa soma e segue

cab ténis

João Sousa teve pela frente na segunda ronda do primeiro grand slam da temporada o colombiano Santiago Giraldo. O confronto direto era bastante desfavorável: Giraldo 3 – 0 Sousa. Contudo, e tal como havia acontecido na ronda anterior, Sousa apresentou um nível altíssimo e sem grandes dificuldades levou de vencida Santiago Giraldo. O português está, desta forma, pelo segundo ano consecutivo na terceira ronda do Australian Open.

Sousa, que curiosamente voltou a ter de esperar alguns minutos antes de entrar em court, pareceu sempre mais forte que o seu adversário. No primeiro set, e apesar da baixa percentagem de primeiros serviços (56%), o português estava a vencer 87% dos pontos em que colocava a primeira bola e vencia ainda 43% dos pontos em que respondia ao serviço. A juntar a isto, Giraldo ia cometendo erros em catadupa (17 apenas na primeira partida). Naturalmente, e mesmo com uma baixíssima percentagem de conversão de break points (11%), Sousa acabaria naturalmente por vencer o primeiro set por 6-3.

Na segunda partida, onde seria normal, tal como veio a acontecer, que o colombiano esboçasse uma reação, João Sousa demonstrou um enorme controlo emocional. O português, que foi breakado logo no início do segundo set, soube manter-se calmo e procurar novas soluções – o amorti e o slice, por exemplo – quando as coisas não estavam a correr tão bem. Este “novo” João Sousa, que está exclusivamente concentrado no jogo e que não passa a vida a falar sozinho, é na minha ótica a grande melhoria para a temporada de 2016.

Campo cheio para ver João Sousa em ação Fonte: Australian Open
Campo cheio para ver João Sousa em ação
Fonte: Australian Open

De resto, nota para uma normal quebra de concentração de Sousa na terceira partida. Giraldo, que começou a apostar no tudo ou nada, acabaria por vencer o terceiro set por 6-3. Todavia, João Sousa soube recompor-se e numa clara demonstração de força aplicou um contundente 6-1 ao colombiano.

Gostaria ainda de destacar, tal como tive oportunidade de o referir anteriormente, o nível do serviço do português: realizou oito azes e ganhou 81% dos pontos em que colocou a primeira bola e 56% no segundo serviço. A resposta, outro dos capítulos em que tinha notado melhorias significativas, voltou a estar bem: 42% de pontos ganhos quando respondia ao serviço.

Na próxima ronda Sousa terá pela frente Andy Murray. O português, que já defrontou o escocês por seis vezes – duas delas no Australian Open (2013 e 2015) – conseguiu roubar um set a Murray na última vez em que se defrontaram (Rolland Garros 2015). A verdade é que será muito difícil Sousa vencer Andy Murray. No entanto, acredito que o português possa voltar a “roubar” uma partida a Murray. Sonhar ainda não paga imposto e no ténis não há impossíveis.

Imagem de capa: João Sousa

FC Famalicão 1-0 FC Porto: À deriva

cabeçalho fc porto

Segunda jornada da Taça da Liga, o Porto deslocou-se a Famalicão para cumprir mais um jogo numa prova em que estava quase eliminado. Do quase passou-se para o certo e com a 3.ª derrota em 2016 o Porto diz adeus à Taça da Liga.

Rui Barros apostou numa equipa com jogadores menos utilizados e também com reforços da B. Os Dragões alinharam com Helton, José Ángel, Lichnovsky, Maicon, Victor García, Sérgio Oliveira, Rúben Neves, Imbula, André Silva, Varela e o estreante Suk. É de notar a ausência de Tello, que deve estar de saída, e também a solução para o lado esquerdo, André Silva. O avançado centro foi utilizado descaído para a esquerda, ficando Suk com o centro, jogando a equipa numa espécie de 4-1-3-2.

Os azuis e brancos foram mais dominadores na primeira parte, ficando a distribuição de jogo a cargo de Rúben Neves (porque deixou de ser solução para Rui Barros?!). Os grandes desiquilibradores ofensivos foram os laterais V. García e José Angél, que conseguiriam manter os Dragões com bastante tónica ofensiva na primeira parte. O Porto esbarrou sempre com um Famalicão fechado, recuado, e que deixou pouco espaço no miolo, e, claro, os portuenses pouco perigo conseguiram criar. Não foi uma má primeira parte portista, até porque se trata de um onze pouco habituado a jogar em conjunto, mas o Porto nunca deu a ideia de estar perto do golo, e isso dá muita confiança ao adversário – é fácil parar o Porto! Aos minutos 27 e 42 os Dragões podiam ter marcado por André Silva e pouco mais há a dizer do primeiro tempo. Nota para Suk, que esteve bastante móvel no ataque.

Os jogadores do FC Famalicão é que fizeram a festa Fonte: FC Porto
Os jogadores do FC Famalicão é que fizeram a festa
Fonte: FC Porto

No segundo tempo houve mais do mesmo em relação ao Porto, estando o Famalicão mais atrevido no ataque. E basta isto; basta o adversário ameaçar um pouco que a moral portista começa a desmoronar e o jogo colectivo a desaparecer. Aos 59’ a pouca moral que havia desapareceu: Helton comprometeu e o Famalicão abriu o marcador. De seguida sai Rúben Neves (59’), que era dos melhores e é dos poucos que sabe ler o jogo em todos os momentos, e entra Corona; Imbula foi a segunda substituição aos 66’ por Francisco Ramos (capitão da equipa B). Este Porto parece um navio enorme, gigante, a meter água por todos os lados, e quem entra no jogo traz um balde e tenta salvá-lo. Até ao fim houve mais umas tentativas de ataque (o Porto nunca criou muito perigo), ficando a nota para o cabeceamento de Suk à barra (86’). Mais uma derrota, a terceira em 2016.

Que triste é ver o nosso clube assim! A Taça da Liga não é uma competição ao nível das restantes mas cada vez que o Futebol Clube do Porto entra em campo exige-se brio, profissionalismo e esforço para a vitória.

Muito há a dizer sobre a mudança de treinador e até de jogadores mas fico só com algumas notas. Espero que os jogadores da Equipa B não reforcem este Porto até ao final da época. Os atletas não merecem ser arrastados para este marasmo quando praticam um grande futebol na 2.ª Liga e esta depressão não os deve afectar por forma a entrarem cabisbaixos na próxima. Rúben Neves tem de ser aproveitado e utilizado. A displicência de certos jogadores mostra que os jogadores não acreditam em si nem no sucesso da equipa. O navio está à deriva, e nós só queríamos que alguém tivesse força e navegasse à bolina!

Muito há a mudar e a dizer; fica para as próximas semanas!

A Figura:

Victor García – Esteve bem, apoiou o ataque e não comprometeu na defesa.

O Fora-de-Jogo:

Silvestre Varela – Esteve em campo? Pouco se viu, não faz a diferença.

Foto de Capa: FC Famalicão

Olheiro BnR – Julian Weigl

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olheiro bnr

Quando chegou a Dortmund, no verão de 2015, Julian Weigl certamente não pensava que meio ano depois teria o reconhecimento de que está a ser alvo após a primeira metade desta época. O jovem médio alemão assumiu desde o início um lugar no onze inicial do conjunto de Thomas Tuchel e tem sido preponderante para a boa campanha que a equipa está a realizar.

Weigl chegou aos Die Borussen proveniente do segundo escalão do futebol alemão, mais precisamente do histórico 1860 Munique, no qual deixou a sua marca ao ser o jogador mais novo, apenas com 18 anos, a erguer a braçadeira de capitão na história do clube. Apesar de a equipa de Munique ter realizado uma temporada 2014/15 de baixo nível, as exibições de Weigl despertaram o interesse do Borussia Dortmund, que pagou 2,5 milhões de euros para contratar o centrocampista.

Chegar, ver e vencer. Foi este o lema de Weigl, que desde o início convenceu o técnico Thomas Tuchel a apostar em si para a equipa titular, e certo é que o jovem médio tem sido o titular na posição anteriormente desempenhada por Sven Bender, jogador que já detinha algum peso no conjunto da Vestfália.

Julian Weigl tem sido peça fulcral no meio-campo do Dortmund Fonte: Facebook Oficial de Julian Weigl
Julian Weigl tem sido peça fulcral no meio-campo do Dortmund
Fonte: Facebook Oficial de Julian Weigl

Atuando na posição mais recuada do meio-campo do Dortmund, Julian Weigl tem na qualidade técnica, passe, visão de jogo e sentido de posicionamento alguns dos seus principais trunfos. O jovem médio alemão apresenta-se como o distribuidor de jogo da equipa, oferecendo sempre uma linha de passe aos seus colegas, sem se esconder do jogo. Os dados do médio falam por si, no que diz respeito à sua preponderância no capítulo do passe: é o terceiro jogador com melhor média (mais de 90%) no que concerne a passes concretizados esta temporada na Bundesliga.

Porém, não apenas no capítulo defensivo Weigl tem tido notabilidade nesta época de afirmação. A sua elevada estatura é fulcral no processo defensivo do Dortmund, principalmente em bolas bombeadas pela equipa adversária para o seu meio-campo, mas também de forma a intercetar de forma célere o ataque oponente. No entanto, terá ainda de melhorar ao nível de índices físicos, nos quais ainda demonstra alguma debilidade, pois esse é um fator fundamental para um bom desempenho na posição em que joga.

A rápida ascensão de Julian Weigl no futebol alemão já despertou a cobiça de alguns tubarões do futebol europeu, e até Pep Guardiola deixou palavras bastante positivas em relação ao desempenho do jovem médio, que já soma 29 partidas nesta temporada pelo Borussia Dortmund. Se mantiver o nível exibicional ao longo da segunda metade da época, irá certamente continuar a ser um jogador chave para o Borussia Dortmund.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Julian Weigl

Não quero saber de Marisas Matias, nem APAFs, nem nada!

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sporting cabeçalho generíco

Desde que Bruno de Carvalho se instalou no clube já tudo nos aconteceu e, quando se viu que existia alguma força neste presidente quando “retirou” Jesus da Luz, aí o caldo ficou entornado!

Desde o início desta época que os ataques têm sido constantes e todos os coelhos têm saído da toca à procura de afectar o Sporting Clube de Portugal… E à procura de o afectar de todas as formas possíveis e imagináveis!

Só este ano (e não vou mais atrás) todos decidiram enfrentar a turma de Alvalade! Foram equipas de ciclismo que dão o dito por não dito, são clubes de futebol que não querem um treinador, mas também não o querem deixar escolher para onde vai. São clubes que decidem que só negoceiam jogadores com determinados clubes e que com o Sporting nem ponderam negociar!

São figuras que pretensamente aspiram a cargos políticos, como Secretarias de Estado da Juventude e Desporto e Presidência da República que ridicularizam o clube verde-e-branco.

São sites da Internet que publicam exclusivamente “fugas” dos negócios Sporting, são jornalistas que manipulam problemas e discussões entre treinadores com perguntas que, quando mal-intencionadas, levam a respostas polémicas.

São as respostas do Conselho de Disciplina que não têm problemas em ser céleres com uns e com outros nem tanto…

São “situações estranhas no mundo do futebol” que parecem não ter qualquer resposta há mais de 100 dias e que em contrário são sempre rápidas.

São pedidos de esclarecimento públicos de CMVMs a tudo o que os leões fazem enquanto outros trocam treinadores e jogadores e fazem “negócios” de milhões com números diferentes, mas que ninguém comenta… Obrigam o nosso presidente a separar valores de um total de negócio só para serem públicas todas as parcelas do negócio (atenção, eu acredito que pela transparência tudo deve ser público… Mas deveria ser assim PARA TODOS!)

O preocupante no jogo de Portimão foi a falta de chama e vontade da equipa, que não parecia motivada para esta competição. Fonte: Portimonense SC
Preocupante no jogo de Portimão foi a falta de chama e vontade da equipa, que não parecia motivada para esta competição
Fonte: Portimonense SC

São os árbitros que atacam um presidente pelas suas declarações quando por iguais ou piores (ou até mesmo agressões) não têm a mesma união e coesão de classe profissional.

Mas o que eu quero mesmo é que as diferentes equipas do Sporting Clube de Portugal ganhem todos os seus jogos e se possível sempre com classe. Se eu tolero que algumas equipas de algumas modalidades por serem mais fracas que os adversários percam os jogos? Tolero, mas quero sempre que os leões ganhem.

O que eu não tolero, ou não gosto, ou não suporto é que, neste caso, a equipa de futebol do Sporting desvalorize competições e vá jogar ou desmotivada ou sem ambição… E isso é o que tem acontecido na Liga Europa e agora na Taça da Liga… Mesmo que sejam “segundas opções”, a força, a garra, a vontade e o querer têm de estar lá… E isso eu ontem não vi em Portimão.

Não quero saber de Marisas Matias, nem APAFs, nem CMVMs…

Para ti, Jorge Jesus, só tenho um pedido: vê todas as equipas adversárias como se fossem a tua ex-equipa, e motiva-os como fazes para esses jogos, quer coloques a equipa A, a B ou a C em campo.

O resto? Do resto não quero saber porque se “O Sporting vai jogar eu vou ficar louco da cabeça”!

Foto de Capa: Sporting CP

Reforços no momento certo para repetir o triplete

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cab la liga espanha

A reabertura da janela de transferências em pleno Inverno permite a muitos clubes colmatarem eventuais lacunas que a sua equipa tem vindo a apresentar ao longo da primeira metade da época. Após reconhecer o que é necessário ser melhorado, identifica-se os jogadores que podem vir a ser a solução. No caso do FC Barcelona, os jogadores (Arda Turan e Aleix Vidal) já estavam identificados e até contratados desde o Verão, mas só a partir de janeiro é que puderam dar o seu contributo à equipa, fruto do castigo de inscrever jogadores, imposto pela FIFA aos blaugrana, que terminou nesta janela de transferências.

Assim sendo, ambos os atletas treinaram e integraram plenamente o plantel da equipa desde o início da temporada, mas apenas desde este mês são opção válida para os compromissos oficiais dos atuais campeões do mundo de clubes. O fim da suspensão aplicada pela FIFA vem em boa hora para as hostes catalãs, pois pode afirmar-se que o conjunto de Luis Enrique é algo curto no que concerne a alternativas viáveis aos jogadores que naturalmente figuram nas principais escolhas do técnico asturiano.

O médio turco Arda Turan, 28 anos, oferece uma vasta gama de soluções a Luis Enrique, fruto da sua versatilidade dentro das quatro linhas. Tanto pode atuar no meio-campo, principalmente na posição de médio interior (na qual tem atuado nas primeiras partidas de azul grená ao peito), como no setor mais ofensivo, dando à turma catalã a oportunidade de fazer descansar uma das estrelas do seu galardoado tridente ofensivo (Messi, Suárez e Neymar) e mantendo, ainda assim, a qualidade no ataque.

A capacidade técnica e de passe de Arda, aliadas à inteligência tática que denota, fazem com que encaixe perfeitamente no estilo de jogo do Barça, não só em termos ofensivos, mas também defensivos, fruto da sua precisão na pressão alta aquando da perda de bola (treinada com mestria por Diego Simeone no Atlético de Madrid). O médio turco apresenta-se, assim, como alternativa mais eficiente que Munir El-Haddadi ou Sandro Ramírez para a frente ofensiva.

Aleix Vidal “discutirá” a titularidade na lateral direita com Dani Alves  Fonte: FC Barcelona
Aleix Vidal “discutirá” a titularidade na lateral direita com Dani Alves
Fonte: FC Barcelona

No que diz respeito a Aleix Vidal, o lateral espanhol de 26 anos traz consigo concorrência direta a Dani Alves para a titularidade no corredor direito da defesa blaugrana. Até então, não existia no plantel catalão uma alternativa viável ao defesa brasileiro, que tinha vindo a ceder, por vezes, o seu lugar a Sergi Roberto, jovem médio de origem que, embora tenha realizado boas exibições, não oferece o mesmo tipo de garantias na lateral direita do que um jogador com experiência nessa posição. Aleix Vidal tem capacidade para explorar todo o corredor em alta rotação, bem ao estilo do que Dani Alves tem feito no Barcelona, mantendo ainda assim a consistência defensiva.

O Barcelona parte, então, para a segunda metade da época com dois reforços de peso, que, sem dúvida, podem ter papel fulcral em mais um ano repleto de conquistas para os blaugrana, tendo em conta que estes esperam manter ou até superar o seu registo no ano civil de 2015, no qual venceram cinco (Liga Espanhola, Liga dos Campeões, Taça do Rei, Supertaça Europeia e Campeonato do Mundo de Clubes) das seis competições oficiais em que participaram.

Foto de Capa: FC Barcelona

Um Dakar à Patrão!

cab desportos motorizados

Antes de a prova a que chamam Dakar começar tínhamos todos a esperança de que 2016 fosse o ano da vitória de um português, mas como vem sendo hábito ainda não foi desta.

Paulo Gonçalves foi quem esteve mais próximo de dar esta alegria aos portugueses, liderando a prova por quatro etapas, mas teve uma prova muito azarada a início e a partir da oitava etapa, onde lhe aconteceu de tudo um pouco, tendo desistido no decorrer da 11.ª etapa, quando era oitavo depois de uma penalização. Ruben Faria desistiu na sexta etapa com um pulso partido, numa altura em que era sétimo. Ficaram assim de fora duas das melhores esperanças lusas.

Quem conseguiu chegar ao fim foi Hélder Rodrigues, que ficou em quinto lugar. Um excelente resultado, tendo em conta a prova que fez, mas do qual fica um sabor amargo por parecer que faltou alguma coisa que o aproximasse da liderança. Hélder Rodrigues foi o melhor homem da Yamaha.

Mas o grande destaque tem de ir para Mário Patrão, que ficou em 13.º da geral e venceu a classe Maratona. Ou seja, o piloto de Seia fez os nove mil quilómetros da prova sem alterar nada a nível mecânico. Esta categoria destina-se a quem não tem uma moto de fábrica. O piloto de Seia conseguiu assim o seu melhor resultado na prova sul americana. Ainda entre os lusos, Pedro Bianchi Prata terminou em 69.º numa prova onde não foi feliz mas em que cumpriu o seu principal objetivo, que era o de chegar ao final.

Nos carros Carlos Sousa também não foi feliz, desistindo na quinta etapa após saída de estrada quando estava em 54.º. O piloto de Lisboa estava a recuperar várias posições depois de problemas no motor na segunda etapa. Já Filipe Palmeiro conseguiu levar o chileno Boris Garafulic até ao final, chegando em 23.º. Nos camiões José Martins não teve melhor sorte que Gonçalves, Faria e Sousa e também desistiu. O único piloto português nesta categoria desistiu também na quinta etapa quando seguia em 48.º.

Peterhansel venceu mais uma edição da prova Fonte: Dakar Rally
Peterhansel venceu mais uma edição da prova
Fonte: Dakar Rally

Abandonando agora os portugueses e indo aos vencedores das diversas categorias, o grande destaque vai para Toby Price, o primeiro piloto não latino a vencer nas motos. O piloto da KTM fez uma grande prova e teve uma vitória justa. A marca austríaca vence esta categoria desde 2001. A completar o pódio ficou Svitko e Quintanilla.

Nos carros a Peugeot conseguiu apagar a péssima imagem deixada no ano passado e Loeb foi mesmo uma grande surpresa e dominou a primeira parte da prova, mas terminou apenas em nono depois de alguns acidentes. Apesar disto foi da marca do leão o vencedor da prova: nada mais que o campioníssimo Stéphane Peterhansel, que assim chegou à sua 13.ª vitória. O vencedor de 2015 ficou em segundo, Nasser Al-Attiyah foi sempre regular; a fechar o pódio ficou Giniel de Villiers, o homem da Toyota, vencedor de 2009. Tem sido dos pilotos mais regulares ao longo dos anos. Queria ainda destacar Mikko Hirvonen, que na sua estreia terminou em quarto, um resultado muito bom e uma das poucas vezes em que conseguiu bater Loeb.

Nas restantes categorias Gerard de Rooy voltou a vencer nos camiões depois de 2012, sendo o único não russo a conseguir vencer na América do Sul. Marcos Patronelli venceu nos Quads, a sua terceira vitória nesta categoria.

Em 2017 a prova volta. Resta saber se continua a ser esta coisa na América do Sul ou se volta a África; mas a voltar a África pelos vistos será a começar em Angola e a acabar na África do Sul. A prova está cada vez mais um negócio, perdendo o seu espírito inicial.

Foto de capa: Mário Patrão