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Darwin explodiu da Teoria à prática | SL Benfica

SL BENFICA símbolo com o logo bola na rede

Chegou a hora de Darwin?

Darwin Gabriel Núñez Ribeiro, uruguaio, 22 anos, internacional A pelos primeiros campeões do Mundo de seleções e o único Gabriel do plantel do SL Benfica com qualidade para representar as águias.

Depois de uma época aquém das expetativas – maioritariamente criadas pelo valor da sua aquisição (cerca de um quarto de cem milhões de euros) -, o jovem sul-americano parece começar a explodir.

É, pelo menos, o que indicia o seu início de temporada. Não obstante os 14 golos e 11 assistências registados pelo “9” dos encarnados, em 2020/21 (em 44 partidas), os oito jogos disputados pelo SL Benfica esta época refletem um Darwin mais pujante, mais mortífero, mais integrado, mais solto. Tudo mais. Não será, então, em risco muito grande prognosticar que também os seus números revelarão essa tendência, findada a época.

Para já, são seis os golos do uruguaio pelos de Lisboa. Curiosamente, não regista qualquer assistência, estando nesse vetor em claro contraste com a temporada transata. Mas, de onde vem este contraste? Que motivos têm tornado Núñez um jogador mais solto, mais matador, mais egoísta (no sentido “à ponta-de-lança” da palavra)?

Darwin brilhou na vitória do SL Benfica
Darwin brilhou na vitória do SL Benfica frente ao FC Barcelona
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

As respostas serão, estou certo, múltiplas e variadas. No entanto, talvez a mais correta de entre todas seja a nova posição no onze de Jorge Jesus que o ex-Almería tem ocupado.

Com a presença de Yaremchuk – uma presença sóbria, mas importantíssima -, Darwin tem desempenhado funções à esquerda, com liberdade para procurar espaços interiores sempre que se justificar (o golo inaugural ante o FC Barcelona exemplifica-o).

Esta nova posição importa ao jogo de Darwin um par de características que o têm ajudado bastante: permite-lhe partir de zonas mais afastadas da baliza adversária com ou sem bola, fazendo uso da sua enorme capacidade atlética e de explosão.

Assim, retira-lhe a responsabilidade de ser “o” homem da frente, “o” homem-alvo. Neste momento, marcar golos não é a função primordial de Darwin e isso tem sido fundamentalmente para que ele… Marque golos.

O avançado formado no Peñarol ganhou soltura física, mental e posicional, e tem causado estragos por isso mesmo. Não obstante, são mais os fatores decisivos para este arranque fulguroso do cinco vezes internacional uruguaio.

Desde logo, o melhor momento do futebolista é indissociável do melhor momento da equipa. Se a equipa está melhor – e indubitavelmente está -, o jogador terá mais facilidade em também ele estar melhor.

E está. Por estes dois motivos e por outros quantos. Pela presença de Yaremchuk, que tem feito um bom trabalho nas tabelas, na procura de dar apoios frontais, na procura de terrenos laterais.

Pela presença de Weigl e João Mário, que dão segurança à equipa e a cada uma das individualidades que a compõem. Pela presença de Grimaldo, que, ao atravessar uma boa fase, permite que Darwin não se sinta um corpo estranho na esquerda.

Se a coexistência destes fatores perdurar, assim como a vontade de trabalhar de Darwin, é mais do que plausível que o uruguaio tenha em 21/22 a sua época de explosão e afirmação e, quem sabe, a sua época de despedida do Sport Lisboa e Benfica.

Artigo revisto por Joana Mendes

Portugal x Luxemburgo | Armada lusa à reconquista do primeiro lugar

Portugal x luxemburgo notícias do Bola na Rede

Qualificação para o Mundial 2022, Jornada 6: terça-feira, 19h45, 12 de outubro de 2021

ANTEVISÃO: CONTINUAR O CAMINHO RUMO AO MUNDIAL

Portugal X Luxemburgo – medem forças em jogo a contar para a Qualificação para o Mundial de 2022, que se irá realizar no Catar. Num jogo em que o favoritismo está claramente do lado da equipa das quinas, a seleção luxemburguesa irá tentar contrariar a supremacia lusitana, que neste momento é segunda no grupo, atrás da Sérvia.

SERÁ QUE IREMOS TER UMA VITÓRIA LUSA NUM JOGO COM MENOS DE QUATRO GOLOS? UM RESULTADO DE 1-0 OU 2-0 DÁ UM ENORME LUCRO! APOSTA COM A BWIN!

Em caso de vitória, Portugal passa a liderar o grupo. Já o Luxemburgo, é terceiro no grupo, com seis pontos, e ainda tem possibilidades matemáticas para passar o grupo, embora seja muito difícil esse cenário acontecer.  Portugal x Luxemburgo

Portugal, que vem de uma vitória expressiva por três bolas a zero frente ao Catar, terá, no Estádio do Algarve, mais uma das últimas três finais para o alcance do grande objetivo, que é o apuramento para a mais prestigiada competição de seleções do planeta.  Portugal x Luxemburgo

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Em 18 encontros entre as duas seleções, Portugal venceu por 16 vezes.
  2. A única vez em que a vitória sorriu à seleção luxemburguesa foi em 1961, quando venceu os “magriços” por 4-2.
  3. Portugal venceu os últimos 11 encontros disputados entre as duas seleções.
  4. A seleção luxemburguesa tem 3 jogadores a jogar no segundo escalão do futebol português: Erik Veiga, Marvin Martins e Vincent Thill.
  5. O Luxemburgo nunca se apurou para um Mundial.
  6. Nos 9 jogos em que defrontou o Luxemburgo, Cristiano Ronaldo tem mais golos do que toda a seleção adversária (6 contra 2).
  7. O capitão luso marcou nas últimas cinco partidas contra o Luxemburgo.
  8. Portugal venceu os últimos 4 jogos que disputou, depois de uma serie de três jogos sem vencer no Euro2020.  Portugal x Luxemburgo
  9. A maior vitória de Portugal foi por 6-0 e aconteceu duas vezes, em 1961 e em 2006.
  10. Na primeira volta, Portugal venceu por 3-1 no Luxemburgo, com golos de Cristiano Ronaldo, Diogo Jota e João Palhinha.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo – Já não há muito a dizer. Qualquer jogo que tenha em campo Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro vale a pena. Começam a faltar recordes para bater, tendo “apenas” de se limitar a aumentar aqueles que já bateu. No último encontro passou a ser o jogador europeu com mais jogos pela seleção e apontou mais um golo. Continua com fome de golos e quer ajudar Portugal a garantir o apuramento o mais rápido possível.  Portugal x Luxemburgo

 

Sebastien Thill – Esteve nas bocas do mundo nas últimas semanas por causa de um golo e de uma tatuagem, e agora defronta Portugal. Marcou, já em cima do minuto 90, o golo (e que golo!) que deu a vitória ao Sheriff no Santiago Bernabéu. Aos 27 anos, está na melhor fase da carreira. Juntamente com os seus irmãos Olivier e Vincent, é uma das armas mais perigosas da seleção luxemburguesa.

 

XI´S PROVÁVEIS

Portugal: Rui Patrício, Pepe, Ruben Dias, João Cancelo, Nuno Mendes, Palhinha, Bruno Fernandes, João Mário, Cristiano Ronaldo, Gonçalo Guedes, Bernardo Silva.

Treinador: Fernando Santos

“Se estivermos bem equilibrados nas ações ofensivas, teremos vantagem num encontro mais aberto. Haverá mais espaço, menos aglomeração. Em muitos momentos do jogo, vamos empurrar o Luxemburgo.”

 

Luxemburgo: Moris, Jans, Chanot, Mica Pinto, Carlson, Borges, S.Thill, O.Thill, Barreiro, Sinani, Deville

Treinador: Luc Holtz

“É o jogo mais difícil deste grupo, mas vamos tentar confirmar a boa prestação que tivemos com a Sérvia. Temos consciência do que conseguimos fazer, mas também sabemos a qualidade que eles têm”   Portugal x Luxemburgo

PREVISÃO DE RESULTADO: PORTUGAL 3-0 LUXEMBURGO

 Portugal x LuxemburgoArtigo revisto por Joana Mendes

Portugal x Luxemburgo

São Marino x Andorra | As 5 maiores goleadas sofridas por cada seleção

Em dia de jogos de grandes decisões, as atenções desviam-se para o lado menos mediático desta qualificação para o Mundial. Frente a frente estarão São Marino e Andorra, num duelo de nações habituadas… A não vencer. São Marino não conseguiu mesmo somar qualquer ponto em jogos oficiais, tendo amanhã uma das maiores oportunidades para o concretizar.

SÃO DUAS SELEÇÕES MODESTAS E QUE HOJE MEDEM FORÇAS À PROCURA DO SUCESSO. EM QUAL DELAS É QUE APOSTAS? SEGUE JÁ PARA A BWIN E FAZ A TUA ESCOLHA!

Na primeira volta, em Andorra, os caseiros venceram por 2-0, com dois golos de Marc Vales. A qualificação é já impossível para ambas as equipas, que lutam pela honra dos seus respetivos países. Os visitantes partem como claros favoritos, mas a garra e vontade da La Serenissima, como é conhecida a seleção São marinhense poderá marcar a diferença.

Não arrisco em previsões, mas certamente acompanharei este jogo com especial atenção, na esperança de encontrar um encontro equilibrado, ainda que nem sempre bem jogado. Estas não são só duas equipas que não estão habituadas a ganhar, são duas equipas que estão habituadas a perder… E por números bem expressivos e muito pouco simpáticos. Eis as cinco maiores goleadas de cada uma destas seleções.

Assim vai o Ténis australiano

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Assim vai o ténis da atualidade, modalidades do bola na rede

Assim vai o ténis

Local de nascimento de algumas das principais lendas do Ténis, Austrália viu desabrochar nomes como os de Margaret Court Smith, detentora do maior número de títulos do Grand Slam, 24, e Rod Laver, aquele que ainda hoje ostenta um dos maiores pecúlios de torneios do Grand Slam na vertente masculina.

Este país, sede do primeiro grande torneio da temporada tenística, vai-se debatendo internamente com algumas dificuldades na renovação da sua constelação de estrelas no desporto da bola amarela.

No meu artigo semanal, refletirei sobre esse momento, referindo quem num futuro imediato poderá capitanear o país, bem como indicarei factos que tenham contribuído para a falta de resultados patenteada pela nação nos tempos mais recentes.    Assim vai o ténis

BARTY: UM “OÁSIS” NO DESERTO EM QUE ESTÁ MERGULHADO O TÉNIS DO PAÍS DOS ANTÍPODAS

A ex-menina prodígio do Ténis por estas paragens, que em tempos idos deu nas vistas ao arrecadar o Grand Slam local na variante de pares ao lado da agora veteraníssima e antiga número um do país, Samantha Stosur. Assim vai o ténis

Agora com 25 anos, Ashleigh Barty, alguém que teve de se ausentar por um período de cerca de quatro temporadas desta modalidade, ao que parece por saturação competitiva, aproveitou essa mesma paragem para se dedicar com maior afinco ao Críquete, um dos desportos mais populares por estas bandas. Vai sendo por estes dias e sem grande contestação a líder do ranking feminino, sendo apenas acossada pela também jovem Arina Sabalenka, atleta bielorussa. Barty constrói grande parte do seu sucesso nas provas WTA 1000, as de maior importância logo depois dos quatro grandes.

Outras tenistas, ainda bastante jovens, tentam  cumprir em pleno a sua consolidação entre a elite da modalidade, sendo que ainda nenhuma destas confirmou a sua valia com resultados concretos. Apenas a sérvia de nascimento, Ajla Tomljanovic, de 28 anos, que já no decurso da atual temporada pisou pela primeira vez uma segunda semana numa prova de Grand Slam, em Wimbledon, cedendo precisamente para Barty nos quartos de final na catedral do Ténis britânico. A antiga namorada de Nick Kyrgios tem revelado capacidade para acompanhar Barty na obtenção de resultados de qualidade, ainda que os mesmos não possam ser, de forma alguma, comparáveis.    Assim vai o ténis

Contudo, a vencedora de duas provas do Grand Slam e crónica candidata a ver este número nos próximos anos subir em flecha, parece ser a exceção numa tendência de perda de relevância do Ténis feminino australiano.

De referir que a jogadora, de origens balcânicas, na mais recente atualização da tabela individual feminina ocupa o posto 47, contabilizando cerca de 3200 pontos amealhados. Pecúlio bem inferior ao registado pela sua colega de seleção, visto que Barty leva já mais de 9000 pontos, algo que realça bem a diferença de valor entre as duas melhores atletas desta nação no Ténis ao mais alto nível. A ex-finalista de Roland Garos, Samantha Stosur, já bem entrada nos 30, poderia ser ainda um nome bastante válido para estas contas, até porque vemos ainda atletas bem mais veteranas, como a campeoníssima Serena Williams, na discussão por torneios de nomeada. No entanto, a tenista, natural de Sidney, tem vindo a registar imensos problemas de origem física, algo que a conduziu, de há duas temporadas a esta parte, a uma diminuição do número de competições disputadas, nunca mais assinalando prestações de relevo, caindo inclusive para fora das 200 primeiras da hierarquia individual feminina.    Assim vai o ténis

DE MINAUR: O LÍDER DE UMA ARMADA ÓRFÃ DO SEU ANUNCIADO COMANDANTE

Se no panorama feminino, e não obstante a queda da Austrália, Barty ainda consegue disfarçar tais lacunas, já no que aos homens diz respeito a situação assume contornos de ainda maior preocupação, visto que o seu melhor praticante em termos de ranking é Alex de Minaur, que há quatro temporadas começou a chamar a atenção do Ténis mundial ao conquistar o seu primeiro troféu Challenger Tour em solo nacional, mais em concreto nos courts do clube de Ténis da Póvoa de Varzim. Atualmente, o atleta, radicado em Espanha, milita no 27.º posto  da classificação ATP.    Assim vai o ténis

Para melhor se compreender esta questão, Alex de Minaur é membro único da sua pátria natal entre os 50 primeiros, sendo que apenas mais cinco praticantes ocupam postos dentro do top 100 mundial. De entre estes, destacam-se John Millman, que caiu bastante nos meses mais recentes ao ver desaparecerem os pontos alusivos ao seu triunfo em Nur-sultan ATP no Cazaquistão, título que não se revelou capaz de revalidar. Jordan Thompson, que tarda em afirmar-se em provas fora do seu território. Alexei Popyrin, que, após o primeiro título ATP, averbado na temporada passada, ainda não rubricou exibições consistentes que o possam levar a almejar um posto entre os 40 primeiros, algo que vejo ser possível, dado o valor do tenista em causa.  Assim vai o ténis

Contudo, e por essa razão, relegados para o final temos dois casos opostos: James Duckworth e Nick Kyrgios.

O primeiro é, na minha opinião, uma das agradáveis surpresas da época até ao momento, tendo ascendido das profundezas do top 100 Mundial até bem ao top 60. E tendo, pela primeira vez, chegado à fase derradeira de um torneio pontuável para o ATP Tour, bem como tem revelado uma consistência assinalável, cedendo raras vezes nas fases inaugurais das provas onde compete.    Assim vai o ténis

Assim vai o ténis

No polo oposto encontramos aquele que, caso a parte mental acompanhasse o seu nível tenístico, teria um lugar cativo entre os nomes grados da modalidade. Falamos do irreverente, polémico e indisciplinado Nick Kyrgios, que, depois de na sua juventude ter batido nomes como Rafael Nadal, Novak Djokovic e Roger Federer, já mais conseguiu confirmar a fama granjeada. Sendo que, para grande tristeza dos aficionados da modalidade, tem sido frequentemente destaque por motivos que deveriam fazê-lo repensar sobre a sua maneira de ser e estar na alta roda deste fantástico desporto, fatores que levam o atleta a ocupar presentemente a 97.ª posição na tabela individual masculina.

Veremos se o país organizador de vários torneios de montra em ambas as variantes conseguirá voltar aos bons velhos tempos, aglutinando caras novas que restaurem o atual estado da modalidade, injetando alguma da popularidade perdida para outros desportos neste belo país que viu Leyton Hewitt, retirado em 2016, ser, em 2005  o seu último número um do lado masculino.    Assim vai o ténis

Foto de Capa: Tennis Australia

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Assim vai o ténis

Assim vai o ténis

Assim vai o ténis

Sporting CP | Reflexão sobre o que o sócio quer para o clube

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Sócios do Sporting CP chumbam contas e orçamento

Há uns dias atrás, os sócios leoninos foram chamados a votar democraticamente alguns pontos sobre o futuro do clube. Uns foram aprovados, e outros o contrário, como é normal acontecer quando submetemos qualquer tomada de decisão a sufrágio. E, apesar de nos custar aceitar algumas decisões validadas pela maioria, temos de as aceitar.

Ora, Frederico Varandas não gostou que os sócios tivessem reprovado o orçamento, e sugeriu que os mesmos reflitam sobre o que querem para o futuro do clube. Esta afirmação deu-me a entender que o nosso dirigente máximo ache que os Sportinguistas tomaram essa decisão sem refletir devidamente, considerando, assim, que foi extemporânea. Será, então, que achou o mesmo de outras posições tomadas pelos mesmos sócios? Ou por lhes terem sido favoráveis já não precisão de reflexão mais aprimorada?

O problema deste e de quase todos os dirigentes é acharem que os sócios são como qualquer rebanho que segue o caminho que lhes é indicado, sem pensarem e questionarem, e por, ocasionalmente, estarmos a ter resultados positivos no futebol (porque em outras modalidades nunca deixámos de os ter) já aprovaríamos toda e qualquer proposta que nos colocassem na frente.

O que este dirigente não se recorda é que, como escreveu há uns dias um notável associado, se os sportinguistas se regessem e revelassem empatia apenas pelos resultados desportivos do futebol, já há muito que não haveria clube para ser dirigido.

Portanto, o que eu queria mesmo era que fossem os dirigentes a reflectir sobre o que realmente querem para o bem do clube, e só do clube.

Gostaria de ter um Sporting em que os dirigentes não se servissem dos erros ou falhas dos outros para se valorizarem, e o fizessem apenas através das suas boas decisões. As heranças trazem sempre aspectos positivos e negativos, e lembrar apenas estes últimos sem reconhecer o que os primeiros lhes permitiram alcançar é apenas intelectualmente desonesto, ou querer fazer dos sócios intelectualmente fracos.

Ambicionava um clube que não se sirva de um título no futebol para capitalizar o seu futuro no seu posto, mas aproveitar para alavancar as capacidades financeiras e desportivas que possibilitem muitos mais títulos no futuro próximo.

Aqui os sócios, depois de reflectirem, gostariam mesmo muito de não ter um clube em que as oposições se façam nos corredores de Alvalade a preparar golpes de estado, e se fizessem antes nos locais devidos, debatendo ideias, dando opiniões e soluções. Que quem dirige, aceitasse que não serão apenas as suas ideias as mais válidas, e tivessem em conta as sugestões exteriores, conseguindo ter, assim, uma visão mais abrangente no momento das tomadas de decisão.

Mas eu queria também que não fossemos um clube de constante contestação, em que vemos conspiração em tudo o que é decidido por quem podemos não considerar a “nossa” direcção”. Estarmos constantemente a criticar tudo, apenas porque não gostamos de alguém, retira-nos a credibilidade para dar opiniões que consideremos efectivamente importantes nos momentos que possam decidir o futuro do Sporting. A oposição deve ser feita nos momentos certos, e lugares devidos, se houver motivos para isso.

Quando no clube se faz barulho constantemente, passa a ser apenas isso mesmo. Barulho. Ruído a que mais ninguém dá atenção, e deixam de considerar importante. Portanto, quem achar que deve contestar, faça-o de forma objectiva e consciente de que será ouvido e considerado relevante.

O que eu queria mesmo era um clube que ganhe todos os jogos em todas as modalidades, que seja efectivamente como os maiores da europa e do mundo. E, para isso, sejam dirigentes ou sócios, devem votar e decidir apenas com o intuito de fazer o melhor para o Sporting e não para os próprios bolsos, currículos ou interesses. (Até porque, segundo se diz, dirigir o Sporting não dá assim tanto dinheiro. Ganha mais o médico do clube. Por isso é que ainda não entendi, até hoje, a decisão de determinados médicos. Espero que tenha sido só e apenas por amor ao clube. Não vejo outro motivo.)

Tenho a certeza de que depois de todos os sócios reflectirem, vão querer apenas uma coisa, independentemente de votarem sim ou não. Vão querer o Sporting sempre mais forte. O MAIS FORTE. E o presidente já o devia saber, porque é o que ele, como sócio, com certeza também quererá.

Artigo revisto por Joana Mendes

Chegou o momento de afirmação de Vitinha | FC Porto

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“Põe o Vitinha a jogar!”

De facto, é verdade: nós, enquanto adeptos, não vemos os treinos da nossa equipa, tampouco temos acesso a vídeos, ou qualquer outro tipo de recurso, que nos demonstre o desempenho da equipa e de determinado jogador em específico.

Por conseguinte, o que nos resta ser, é o famoso “treinador de bancada” – sim, aquele adepto que critica o estilo de jogo e as opções do treinador, julgando saber mais do que o próprio que está com a equipa todos os dias.

Mas cá entre nós, todos somos treinadores de bancada, só que alguns o são a um nível extremo, outros a um nível mais sereno.

É normal, cada um tem a sua forma de ver o futebol e, com isso, damos preferência a determinados jogadores em detrimento de outros. Lá no fundo, ser treinador de bancada é bom e, por vezes, alguns deles têm razão no que dizem.

Vitinha FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

“O Vitinha tem de jogar!”, arrisco dizer que é a frase mais ouvida por Sérgio Conceição desde o início da época 2021/22. Nas redes sociais, nos cafés e nas ruas da cidade do Porto, Vitinha é dos assuntos mais falados quando não entra a titular, ou não é opção, num determinado jogo.

Só que, ao que parece, nós, treinadores de bancada, desta vez tínhamos razão. Não quero com isto dizer que Sérgio Conceição não sabia da qualidade de Vitinha, pelo contrário, mas o médio formado no olival tardava em figurar nos titulares da equipa azul e branca.

Vitinha FC Porto Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Numa primeira instância, alegávamos que o treinador não contava com ele por conta de o jogador poder vir a ser vendido até ao fecho do mercado de verão. Contudo, tal via não se sucedeu e, ainda assim, Vitinha continuava a não ser uma aposta vincada na equipa.

Criavam-se outras teorias também, como o facto de o jogador não ter intensidade suficiente para o estilo de jogo a que o FC Porto está habituado, ou até mesmo não tinha qualidade para estar no plantel.

Basta vermos os últimos três jogos a contar para o campeonato para esclarecermos essas dúvidas, que se quer deveriam de existir. Vitinha é muito acima da média – é dos melhores jogadores sub-21 do mundo. Sérgio Conceição sempre soube o que tinha em mãos.

Creio que o que faltava a Vitinha era jogar mais e ter mais objetividade no seu jogo, e, a cada jogo que passa, nota-se que tem evoluído bastante, está cada vez mais entrosado com as dinâmicas da equipa.

Acredito, e quero mesmo acreditar, que Vitinha caminha a passos largos para a afirmação total no onze do FC Porto. Dá outra qualidade à equipa: forte no transporte de bola, no passe e no drible, Vitor Ferreira oferece critério com bola ao jogo dos dragões, algo que tem sido pouco valorizado no jogo de Sérgio Conceição nos últimos anos.

Numa grande equipa, os grandes craques devem jogar e Vitinha, claramente, entra neste lote restrito.

Força da Tática: Pressão alta para a vitória francesa

A vitória esteve na tática

Na segunda final da história da Liga das Nações, a França bateu a Espanha por 2-1 e sucedeu a Portugal como vencedor da mais caçula prova da UEFA.

No estádio que é partilhado por AC Milan e Inter Milão estiveram em confronto dois estilos totalmente diferentes. No final sorriu o pragmatismo, a verticalidade, a força, a velocidade e também o imenso talento individual.

Nota de destaque, ainda assim, para dois espanhóis. Primeiro Luis Enrique, que tem apresentado alguns resultados interessantes com um conjunto de jogadores que não será tão afamado como os de 2008, 2010 e 2012, e depois para o capitão Busquets. Tremenda classe do «6» espanhol, que, com bola, continua a ser dos melhores do mundo no meio-campo, seja através do passe, da gestão da posse, ou da forma engenhosa como ludibria os adversários com a orientação do seu corpo.

Quanto ao jogo dentro das quatro linhas, quando falamos de tática, a França entrou no seu sistema de 3x4x1x2 com Griezmann no apoio a Mbappé e Benzema e com dois alas totalmente distintos. Theo Hernández deu muito mais profundidade pela esquerda que o seu homólogo Pavard (fruto das características individuais de cada um) e isso materializou-se num posicionamento extremamente raro de Ferrán Torres em ação defensiva. Nesse momento, o 4x3x3 espanhol desdobrava-se numa espécie de 4x4x2 assimétrico, com o extremo do City a acompanhar Theo para onde ele fosse.

Ofensivamente a Espanha procurava ter os extremos em largura máxima, com Oyarzabal a deambular pelo corredor central à procura doe espaço entrelinhas.

O jogo foi muito morno até final da primeira parte e as equipas procuraram encaixar-se uma na outra sem oportunidades para nenhuma e com a Espanha a controlar a posse.

Na etapa complementar as duas equipas aumentaram o ritmo, pressionaram mais alto e as oportunidades e os golos apareceram.

Espanha França
A Espanha fixava 3×3 nos defesas gauleses e ainda subia Gavi e Rodri para pressionar Pogba e Tchouameni. A solução passou por bater longo

E foi aqui mesmo que esteve a chave do encontro: na forma como os gauleses saíram da pressão alta espanhola com muita qualidade. A tática da França a resultar muito bem. Muito subida no terreno, a turma de Luis Enrique partiu a equipa em dois blocos, deixando muito espaço entre médios e defesas, e sobretudo nas costas dos últimos.

Aproveitou a França, através da velocidade de Mbappé, da criatividade de Pogba, mas sobretudo da inteligente ocupação de espaços de Griezmann, que conseguiu receber com muita qualidade entrelinhas, aumentando ainda mais o fosso entre os dois blocos espanhóis.

No vídeo seguem algumas explicações da tática para o sucesso dos ataques rápidos que levaram a Liga das Nações para território de campeões mundiais.

Olheiro BnR | Cher Ndour, o diamante italiano

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Um talento por lapidar, de seu nome Cher Ndour…

Cher Ndour nasceu no dia 27 de Julho de 2004 em Brescia, na região da Lombardia. Filho de mãe italiana e pai senegalês, começaria a jogar no clube da sua cidade aos oito anos, sendo que aos 11 anos mudar-se-ia para a cidade vizinha de Bérgamo, para ingressar na Atalanta.

Aí começaria a despertar o interesse de vários tubarões europeus e estrear-se-ia pela seleção de sub-16 italiana. No verão de 2020, com vários clubes de topo interessados, Cher Ndour rumaria ao SL Benfica. Tendo ainda idade de juvenil, Cher seria aposta regular na equipa de sub-23, realizando 19 jogos pela equipa orientada por Luís Castro e marcando um golo.

Na reta final da temporada, Cher Ndour faria história pelo clube encarnado. Em jogo contra a UD Oliveirense, o médio italiano estrear-se-ia pela formação secundária dos encarnados, sendo aos 16 anos e 312 dias o jogador mais jovem de sempre a jogar na Segunda Liga.

Já nesta temporada, em jogo a contar para a sexta jornada da Segunda Liga no reduto do SC Farense, Ndour tornar-se-ia no jogador mais jovem de sempre a marcar pela equipa B encarnada, batendo o recorde detido por João Félix.

Cher Ndour é um jogador que atua preferencialmente como médio-centro, podendo também jogar a número dez, sendo que apresenta uma disponibilidade física acima da média para a sua idade (1,90m e 83Kg).

Além disso, também dispõe de uma boa qualidade técnica e de passe, apresentando capacidade de chegada à área, sendo uma arma importante tanto nos lances de bola parada, como na meia-distância.

Por outro lado, é um jogador que tem vários aspetos a crescer no momento defensivo, nomeadamente a definir os timings de pressão na transição defensiva. Também precisa de aprimorar a sua tomada de decisão, na qual mostra ser um jogador inconsistente, capaz do melhor e do pior.

Nesta temporada, Ndour tem sido presença regular na equipa B, jogando ainda por duas vezes nos sub-23 e competido pelos juniores na Youth League. Aos 17 anos, Cher Ndour é um dos projetos de jogador mais interessantes no Seixal.

O caminho a percorrer ainda é longo, mas bem trabalhado e crescendo de forma contínua e sustentada, podemos ter em Ndour um médio completo, capaz de brilhar ao mais alto nível pelo Glorioso.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Pogacar sagra-se rei da Lombardia e faz história | Ciclismo

Pogacar sagra-se rei, notícia de ciclismo no Bola na rede

Pogacar sagra-se rei

O esloveno Tadej Pogacar venceu no último sábado, o Giro da Lombardia, último monumento do ano no calendário velocipédico, com distinção. Esta foi a sua 30.ª vitória da carreira, o seu 13.º triunfo de 2021, contando com classificações gerais.

A “clássica das folhas caídas” é uma prova que qualquer ciclista ambiciona vencer, mas que nem todos têm pernas para fazer as diferenças necessárias. A extensão da prova também promove a dureza, sendo que este ano foram 239 quilómetros a percorrer entre Como e Bergamo. Pogacar sagra-se rei

Uma clássica cheia de história, com a sua primeira edição em 1905. O italiano Fausto Coppi é o recordista da prova com cinco vitórias alcançadas.

A edição deste ano tinha mais uma vez um leque de luxo para atacar os primeiros lugares.

Os olhos estavam postos nas últimas dezenas de quilómetros, foi na última longa subida do dia que Vincenzo Nibali decidiu atacar, a 38 quilómetros do final. Remco Evenepoel, Steven Kruijswijk e Vlasov eram alguns nomes que cediam no pelotão. A Team DSM e a Ineos Grenadiers puxavam no grupo. Pogacar sagra-se rei

Na altura decisiva da corrida, na ascensão ao Passo di Ganda, Pogacar saía atrás de Nibali, e ficava, pouco tempo depois, isolado na frente. A vantagem do esloveno alargava, apesar de algumas equipas terem mais do que um elemento no grupo perseguidor.

Apenas um “ressuscitado” Fausto Masnada, que tinha descolado do segundo grupo, acabou por chegar a Pogacar, após uma descida brilhante. Chegou para ficar na roda, porque não quis colaborar com Pogacar, que acabaria por fazer todo o trabalho. Pogacar sagra-se rei

Atrás vinham Alaphilippe, David Gaudu, Roglic, Adam Yates, Michael Woods, Jonas Vingegaard, Valverde e Romain Bardet. Não houve colaboração no grupo de “vedetas”, e deram espaço para os dois da frente lutarem entre si pela vitória.

Masnada ainda tentou surpreender Pogacar a três quilómetros do fim, mas foi mesmo no sprint final, nas últimas centenas de metros, que o esloveno viria a superiorizar-se ao italiano. Tornou-se no primeiro corredor, após Fausto Coppi e Eddy Merckx, a ganhar dois monumentos e o Tour no mesmo ano.

“Estou sem palavras, é uma loucura estar aqui a celebrar este sucesso no final de uma temporada como esta”, disse o ciclista da Emirates. Pogacar sagra-se rei

“A corrida foi muito dura, mesmo antes de eu ter feito o meu ataque. Quando ataquei, tinha a certeza de que alguém viria comigo.

Na descida, o Masnada juntou-se a mim, eu sabia que ele iria ganhar tempo na parte técnica da descida de Passo di Ganda, pois ele conhece muito bem estas estradas, e eu sabia que ele não queria colaborar comigo quando me alcançasse. Mas eu ainda tinha as pernas e a explosão para vencê-lo no sprint final”, referiu Pogacar. Pogacar sagra-se rei

Um ano que o corredor de 23 anos da Emirates não irá esquecer certamente. Começou o ano a conquistar o UAE Tour, prova de extrema importância para os patrocinadores, e venceu a etapa com chegada a Jebel Hafeet.

Depois levou a geral do Tirreno Adriático e uma etapa, voltou a vencer na Volta ao País Basco, venceu a Liège-Bastogne-Liège, geral e etapa no Tour da Eslovénia, duas etapas em linha, contrarrelógio e geral do Tour e por fim a Lombardia. Pogacar sagra-se rei

Quanto à prestação portuguesa na clássica italiana, João Almeida terminou no 40.º posto, a 6m56s, enquanto Nelson Oliveira foi o melhor português, no 16.º lugar, a 2m25s, terminando num grupo de elite, com Nibali, Quintana, Vingegaard e Higuita.

João Almeida fecha o calendário de clássicas, não da maneira que desejaria, após ter estado muito bem três dias antes, na Milano-Torino, onde terminou no 3.º lugar, apenas atrás de Roglic e de Adam Yates. O caldense fecha mais uma grande temporada, com 2022 a ser ano de mudança, pois irá rumar à UAE Team Emirates. Pogacar sagra-se rei

Foto de capa: II Lombardia

Pogacar sagra-se rei

Lei do Mercado #1: Pineda, Onana, Alexis ou Navas

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OS PODCASTS ESTÃO DE REGRESSO AO BOLA NA REDE E A LEI DO MERCADO

É A NOSSA PRIMEIRA NOVIDADE!

Os podcasts estão de regresso ao Bola na Rede e nós apresentamos-te a primeira novidade! As últimas transferências e rumores de quem entra e de quem sai estão todas num só sítio: na Lei do Mercado.

Todas as semanas o nosso comentador e especialista em análise do mercado de transferências, Luís Pinto Coelho, deixa-te com os principais rumores e confirmações das movimentações a nível nacional e internacional.

Nesta primeira semana, o Luís Pinto Coelho conversa com o nosso moderador João Filipe Brandão sobre as últimas atualizações, com especial destaque para alguns nomes como os de Orbelín Pineda, André Onana, Julián Álvarez, Alexis Sánchez e Keylor Navas.

Fica com a primeira edição deste podcast, que está disponível no Spotify, bem como em todas as plataformas habituais.

1.º PROGRAMA – LEI DO MERCADO

Artigo revisto por Andreia Custódio