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Club Atlético de Madrid 0-0 FC Porto: Empate teimoso em partida que nunca aqueceu

A CRÓNICA: MADRILENOS E PORTISTAS MAIS PREOCUPADOS EM NÃO SOFRER GOLOS

FC Porto e Clube Atlético de Madrid, liderados pelos “homens teimosos” Sérgio Conceição e Diego Simeone, defrontaram-se esta quarta-feira, na primeira grande noite de Liga dos Campeões para ambos clubes nesta época de 2021/2022.

Antigos colegas na SS Lazio, perspectivava-se um duelo entre duas equipas rijas, compactas e difíceis de bater. Com ambas equipas confortáveis sem a bola, foram os da casa, no Wanda Metropolitano que ainda tem aquele cheiro a novo, a assumir a posse de bola nos primeiros minutos.

Com duas oportunidades dentro dos primeiros 10′, para Suárez e Taremi, o caudal ofensivo dos colchoneros foi-se diluindo, e o conforto portista instalando-se.

Sem grandes oportunidades, ambas equipas mostravam seguir a sua filosofia de jogo – não sofrer é mais importante do que marcar muitos. Diogo Costa e Oblak foram meros espectadores após as iniciais aproximações à baliza, e o marcador permaneceu intocável ao intervalo.

Sem grandes alterações na forma de jogar de qualquer uma das equipas, a segunda parte da partida seguiu na mesma linha da primeira. Pouco jogo interior, muita procura pelos flancos, e, principalmente, um jogo sempre muito afastado das balizas.

Otávio atingiu o poste com um cruzamento que saiu “demasiado” próximo da linha final, com uma das melhores oportunidades do jogo – algo também que mostra a qualidade da partida.

Muitos passes errados, poucas definições de lances de forma certeira, e mesmo as oportunidades surgiam de ofertas de bola do adversário. Foi assim que a bola entrou pela primeira vez na baliza, com Taremi a aproveitar um mau atraso de Lodi para Oblak. Contudo, um ligeiro toque com a mão na bola acabou mesmo por invalidar o golo do avançado iraniano.

As mexidas de cada treinador não surtiram propriamente o efeito desejado, com pouca inspiração individual por parte dos protagonistas.

A partida acabou mesmo num empate sem golos. Ambas equipas estiveram mais preocupadas em não sofrer golos, e nenhuma foi capaz de mostrar qualidade e criatividade para importunar realmente o adversário.

A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Diogo Costa – não era fácil a decisão de destacar algum jogador desta partida, mas Diogo Costa merece todo o mérito por mais uma exibição absolutamente sólida, a mostrar uma confiança brutal para um jogador a fazer apenas o seu segundo jogo na Liga dos Campeões. Hoje não foi chamado a defesas tão espetaculares como no jogo passado frente ao Sporting CP, mas nem por isso deixou de cumprir sempre que foi chamado, sempre com uma tranquilidade inspiradora para os jogadores e equipa técnica do FC Porto.

O FORA DE JOGO

Ataque de ambas equipas – já era esperado um jogo com poucos golos numa partida entre equipas de Simeone e Conceição. Mas este 0-0 no Wanda Metropolitano mostrou muito pouca qualidade ofensiva, quer coletivo como individual. Ainda assim, marca mais negativa para o do Club Atlético de Madrid, apenas devido às expectativas existentes daquilo que um ataque formado por Félix, Suárez e depois Griezmann e Correa seriam capazes.

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Diego Simeone, tal como tem sido habitual, apresentou uma equipa que conseguia apresentar-se em dois sistemas ligeiramente distintos, com algumas trocas posicionais de certos jogadores. Um 3-5-2 de início, com Llorente como ala-direito, Ferreira-Carrasco na esquerda, e Hermoso como central pela esquerda. Koke, Kondogbia e Lemar formavam um trio no meio-campo, com o ex-Mónaco claramente mais adiantado, próximo de Félix e Suárez, com os outros dois a fazerem as vezes como médio mais recuado e interior direito.

Lemar tentava explorar as costas dos médios portistas, mas, apesar de o ter conseguido uma ou outra vez nos primeiros minutos, a marcação cerrada de Grujic acabou por tirá-lo do jogo. Na frente, tanto Félix como Suárez variavam entre a descida no terreno para procurar oferecer apoios frontais e na rotura na profundidade.

Á medida que o jogo avançava, o treinador argentino procurou tornar o Club Atlético de Madrid mais ofensivo, inicialmente com a passagem para o 4-4-2 apenas com a troca entre Lemar e De Paul, e depois retirando um dos centrais para introduzir jogadores mais criativos.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (6)

Giménez (6)

Felipe (5)

Hermoso (5)

Marcos Llorente (6)

Kondogbia (6)

Koke (6)

Lemar (5)

Carrasco (6)

João Félix (5)

Luis Suárez (5) 

SUBS UTILIZADOS

De Paul (6)

Renan Lodi (6)

Griezmann (5)

Correa (5)

Herrera (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Fiel aos seus princípios, mesmo contra adversários superiores no plano teórico, Sérgio Conceição manteve o seu 4-4-2 habitual. As dinâmicas com bola eram praticamente as mesmas dos jogos internos – Otávio, extremo do lado direito, joga praticamente como médio, oferecendo todo o espaço do flanco ao lateral, neste caso Jesús Corona; já do outro lado, Luis Díaz posicionava-se mais aberto e alto no campo, procurando mais os duelos diretos com o ala adversário. Toni e Taremi ocupavam diversas áreas na frente, sempre a oferecer mobilidade e apoios aos médios do FC Porto.

Já sem bola, os dragões apresentaram-se num bloco médio, sem pressionar em demasia a primeira linha de construção colchonera, mas sim mais preocupado em bloquear as linhas de passe para os três médios. Grujic foi também o encarregado de estar mais atentos aos movimentos entrelinhas tanto de Lemar inicialmente como de De Paul. Uribe saía mais à pressão de Koke e Kondogbia, os jogadores mais encarregues pela primeira ligação entre defesa e ataque.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Diogo Costa (7)

Tecatito Corona (5)

Pepe (6)

Chancel Mbemba (6)

Zaidu Sanusi (4)

Marko Grujic (6)

Matheus Uribe (6)

Otávio (5)

Luis Díaz (6)

Toni Martínez (5)

Mehdi Taremi (5)

SUBS UTILIZADOS

Wendell (6)

 Marcano (6)

Vitinha (6)

Sérgio Oliveira (5)

Pepê (-)

Segunda Liga Portuguesa | 5 candidatos a Melhor Jogador

A Segunda Liga Portuguesa está cada vez mais atrativa, disso não restam grandes dúvidas. Basta acompanhar alguns jogos e é notória a diferença em relação a outros anos. Cada vez existem mais jogadores a saltar diretamente da Segunda para a Primeira Liga, o que diz muito da qualidade deste campeonato.

A lista de cinco jogadores é curta, uma vez que podiam entrar aqui muitos mais jogadores de características muito interessantes, que acabaram por ficar de fora. Nomes como o de Batxi, Costinha, Saviour Godwin, Andrezinho, Gonçalo Borges, Leonardo Lelo, entre outros, podem não constar nesta lista, mas certamente devem também ser mantidos debaixo de olho.

Club Atlético de Madrid x FC Porto | Em busca de objetivos milionários

Liga dos Campeões, 1.ª Jornada, Fase de Grupos: quarta-feira, 20h00, 15 de setembro de 2021
ANTEVISÃO: A LUTA PELOS OITAVOS-DE-FINAL: O INÍCIO

O FC Porto dá o pontapé de saída na edição 2021/22 da Liga dos Campeões, no “grupo da morte”. A primeira equipa no caminho dos portugueses é o Club Atlético de Madrid, que continua na corrida para conquistar a sua primeira “orelhuda”.

REGRESSO DA CHAMPIONS COM UM JOGO GRANDE DO FUTEBOL EUROPEU: CONSEGUIRÁ O FC PORTO “BATER O PÉ” AO CAMPEÃO ESPANHOL EM MADRID? APOSTA COM A BET.PT!

O favoritismo está do lado espanhol, que, além contar com um elenco milionário e de luxo, juntou ainda, no último dia de transferências, o antro francês, Antoine Griezmann para fazer companhia a Luis Suárez (crucial para a conquista da Liga Espanhola na época transata).

Quanto ao FC Porto, teve um defeso mais tímido, tendo um elenco praticamente igual ao da época 2020/21.

Este é, sem qualquer dúvida, o grupo mais complicado que os azuis e brancos já enfrentaram na liga milionária: AC Millan, Atlético Madrid e Liverpool FC prometem dar muitas dores de cabeça a Sérgio Conceição e aos seus pupilos.

Os azuis e brancos são os menos favoritos para passar à próxima fase da competição e equiparar o brilharete conseguido no passado recente do clube.

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Nos oito jogos em que as equipas se enfrentaram, o FC Porto conta com apenas duas vitórias (ambas na campanha de 2009), contra três vitórias do Club Atlético de Madrid;
  2. O FC Porto ganhou apenas uma vez em solo espanhol;
  3. Os duelos entre as equipas só não tiveram golos em duas ocasiões (1963 e 2009);
  4. Apesar de menos vitórias, o FC Porto conta com nove golos marcados contra o Atlético, sendo que os espanhóis contam com “apenas” oito;
  5. É a primeira vez que Sérgio Conceição e Diego Simeone se defrontam enquanto treinadores;
  6. A última vez que os dois clubes se encontraram foi em 2013, precisamente na fase de grupos;
  7. Em caso de vitória o FC Porto pode somar a 116.ª vitória na competição;
  8. Com o pontapé de saída, o FC Porto festeja a 25.ª aparição na Liga dos Campeões, igualado com o Bayern de Munique, apenas dois clubes contam com mais presenças: Real Madrid e Barcelona.
  9. O melhor marcador do duelo é Radamel Falcao (juntamente com Lisandro López e Rivés), que, curiosamente, foi transferido para o Atlético Madrid.
  10. Pepe é o jogador com mais minutos na Liga dos Campeões do grupo, um total de 8990 minutos na competição.
JOGADORES A TER EM CONTA

Luis Suárez (Atlético Madrid) – É o jogador mais perigoso em campo, o uruguaio é um matador na área, juntamento com a técnica faz dele o avançado letal, faz apoios aos médios e defende o bloco quando a equipa está recuada.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Pepe (FC Porto) – Aos 38 anos é o jogador que vai enfrentar os avançados da equipa contrária, defende o espaço e faz recuperações extraordinárias que valem muitos pontos. Além dos atributos futebolísticos, junta a experiência que permite manter a calma num grupo que promete dar muita ansiedade ao conjunto.

XI’S PROVÁVEIS

Atlético Madrid: Oblak, Hermoso, Felipe, Savic, Carrasco, Correa, Koke, Trippier, João Felix, Suárez, Griezmann.

Treinador: Diego Simeone

“Não espero outra coisa daquilo que vi no campeonato dele e na Europa. Pressão, agressividade, muita velocidade no jogo, com posicionamentos bem claros de como encontrar superioridade numérica onde pode causar danos”

FC Porto: Diogo Costa, Manafá, Mbemba, Pepe, João Mário, Grujic, Uribe, Luis Díaz, Otávio, Taremi, Toni Martínez.

Treinador: Sérgio Conceição

“A forma como reagem à perda de bola é muito boa. São extremamente perigosos no ataque. A nível de organização, em bloco médio-baixo, são mais pacientes.”

Liga dos Campeões | 5 jogadores que mereciam jogar a prova em 2021/22

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Tudo passa, nada acaba. Esta é uma das frases que mais me tem visitado sem sequer bater à porta, e que faz todo o sentido quando relembro o quanto vibrei com a final do passado mês de maio.

Se formos a ver bem as coisas, a nossa existência resume-se em tatuagens de todos os momentos que vivemos, que nos acompanham para sempre, e vocês, tal como eu, têm espaço infinito na pele para que artistas como Mason Mount deixem a sua marca.

A Liga dos Campeões está finalmente de volta e, com ela, sonhamos voltar a ser impressionados por aqueles que tanto nos querem surpreender. De fora ficam todos os outros que, tão ou mais capazes, têm exatamente a mesma ambição.

É daí que surge esta lista de jogadores das cinco principais ligas europeias que irão mostrar o que valem na Liga Europa, mas que deveriam, na minha opinião, estar a competir na “Liga dos Sonhos”.

CS:GO: O MVP da ESL Pro League S14 | eSports

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Terminado mais um torneio (ESL Pro League S14) ao mais alto nível, os NAVI levaram a melhor sobre a organização francesa de Mathieu “ZywOo” Herbaut e companhia, os Vitality.

A melhor equipa do mundo, de acordo com o ranking prestigiado do site HLTV.org, venceu numa série à melhor de cinco mapas, Dust II, Inferno, Nuke, Overpass e Mirage. A série, acirrada, terminou com a equipa da região CIS a vencer por 3-2.

Mais equilíbrio só no mapa Mirage no qual o combate ficou 16-14. Este mapa decidiu quem levava o primeiro prémio do torneio, um valor de 195 mil dólares.

Todavia, os NAVI estavam muito próximos de também conquistarem o Intel Grand Slam S3, um prémio de um milhão de dólares que remunera a equipa a conquistar quatro torneios de topo em dez consecutivos.

Em casos específicos, teria de vencer seis torneios, mas não foi este o caso. Os NAVI, vencendo a competição da ESL, venceriam o Intel Grand Slam e, consequentemente, o milhão de dólares junto.

Quanto aos Vitality, tinham outra motivação. Caso impedissem a conquista dos NAVI, além do primeiro prémio do torneio, ainda ganhariam um prémio da Intel no valor de 100 mil dólares.

Casos hipotéticos à parte, a equipa Natus Vincere venceu, encontrando os maiores obstáculos nas meias-finais e na final.

O melhor jogador do torneio ESL foi, sem qualquer dúvida, o melhor jogador do mundo e, um dos melhores, da história.

O seu nome é Oleksandr “s1mple” Kostyliev, quem mais poderia ser? Foi o MVP pela terceira vez consecutiva, após ter sido o jogador mais valioso no StarLadder CIS RMR e no IEM Cologne em 2021.

O ucraniano liderou várias categorias de estatísticas no torneio.

Foi líder nas kills por ronda (0.88), teve a maior percentagem de KAST (% de rondas nas quais o jogador matou um adversário, assistiu o colega ou deu trade ao mesmo) de 77.8%, foi o jogador com mais kills a abrir a ronda, um total de 94.

Esteve ainda no top 5 de jogadores com maior diferença no K/D (matou mais 135 adversários do que foi morto), no quesito de dano dado por ronda (87.3), etc…

Num total de 20 mapas, apenas ficou negativo (em K/D) em 3 mapas.

Esteve no topo em muitas categorias, tendo sido, desta forma, o jogador mais completo e consistente do torneio, além de ter aparecido quando a equipa mais precisou, principalmente nas meias-finais contra os Heroic, além de nos ter proporcionado uma série de jogadas de grande nível.

FC Dínamo Kiev 0-0 SL Benfica: Águias dormentes na Europa

A CRÓNICA: BOA EXIBIÇÃO, ZERO EFICÁCIA E TERROR NOS DESCONTOS

O SL Benfica entrou mandão, ao contrário da maioria das previsões. O FC Dínamo Kiev, a jogar diante do seu público e em desacordo com a filosofia de Lucescu, remeteu-se a papel de contenção, oferecendo a bola aos encarnados e apostando em lançamentos rápidos que dependiam sobretudo da capacidade física de Shrukin.

E, até por esta surpresa narrativa, o SL Benfica nunca se aproximou de forma letal da baliza de Boyko, apesar de controlar todas as operações: a equipa pareceu sempre desconfiada da apatia ucraniana, como que duvidando da sua própria responsabilidade naquele constrangimento adversário.

O SL Benfica chegou aos 76% de posse a meio da primeira parte, fez dançar o bloco compacto, mas nunca conseguiu discernir os melhores espaços para ferir as redes do FC Dínamo Kiev.

O primeiro remate à baliza só surgiu aos 40 minutos, depois de Yaremchuk recuperar o esférico em zona adiantada e desferir um potente remate (à figura) – e essa, além da oportunidade aos 54’, foram as únicas intervenções suas dignas de registo. Talvez por isso a realização televisiva tenha fixado tantas vezes a figura de Haris Seferovic, relaxado mas atento no banco de suplentes…

O FC Dínamo Kiev, por muito que tentasse sair no contra-golpe, só na bola parada incomodou Odysseas Vlachodimos, obrigando-o a estirada fotogénica num livre irrepreensivelmente marcado por Shaparenko, um dos craques que hoje andou mais preocupado em defender do que explanar o seu futebol.

Não se esperava postura tão defensiva aos da casa, não sendo, por isso, reveladas as qualidades que compõem a base da seleção de Leste. Essa tendência mais se confirmou quando, aos 60 minutos, Jorge Jesus quis intervir na partida e imprimir velocidade no plano de jogo encarnado.

Darwin entrou por Yaremchuk (a realização tinha-se enganado no alvo, mas acertado nas intenções do treinador), Lázaro por Gilberto e Radonjic por um apagadíssimo Everton -, ação à qual respondeu Mircea Lucescu com inesperada solução: tirar Shrukin por Garmash, médio de origem que obrigou o maestro Buyalskyy a ocupar a posição ‘9’.

Acentuava-se, então, sobremaneira, a cautela do titulado técnico romeno, poucas vezes tão comedido nas suas abordagens – muitas raras vezes o vimos, ao longo da carreira, à procura de segurar um ponto como hoje.

O SL Benfica, com as substituições, perdeu boa parte do caudal ofensivo – a equipa ressentiu-se com a ausência das anteriores referências, desencontrou-se e passou a apostar unicamente nas iniciativas individuais de Rafa ou de Nemanja Radonjic, com o ataque da equipa a preencher de uma assustadora inconsequência que hipotecou a vitória – apesar do controlo que se manteve até… Aos 90 minutos.

A partir daí, viveu-se um autêntico filme de terror na área encarnada: o FC Dínamo Kiev, inexplicavelmente, acordou ao levantar da placa pelo quarto árbitro e iniciou convicto assalto à baliza de Vlachodimos, que foi obrigado a três defesas (!) em quatro minutos e que ainda sofreu um golo, anulado por fora-de-jogo.

O pânico destes instantes finais não faz jus à boa exibição dos encarnados, que apresentaram Futebol mais do que suficiente para levar os três pontos de Kiev. A equipa merecia mais.

Uma nota também para o peso das três equipas portuguesas na prova que também se fez sentir no canal de transmissão oficial da Liga dos Campeões. A ELEVEN registou a maior audiência de sempre com a primeira jornada da Champions 2021/2022. Uma audiência média de mais 150 mil espectadores, sendo que o jogo do SL Benfica contra o Dynamo Kyiv foi a partida mais vista de sempre na ELEVEN, atingindo uma audiência média de mais de 175 mil espectadores e um pico acima de 300 mil espetadores em todas as plataformas.

 

A FIGURA

Vlachodimos tem estado em bom plano no início de temporada do SL Benfica
Vlachodimos teve mais uma excelente exibição ao serviço do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Odysseas Vlachodimos – Caricatamente, acaba por ser o grego o melhor em campo – não que tenha tido muito trabalho, mas pela intensidade do mesmo: picou o ponto aos 8’ e cumpriu com nota dez os longos quatro minutos depois dos 90, sendo, por isso, crucial para o (insonso) ponto conquistado pelo SL Benfica na Ucrânia.

 

O FORA DE JOGO

Everton esteve apagado do jogo do SL Benfica
Everton esteve apagado do jogo do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Everton Cebolinha – Continua a não mostrar as competências que lhe são reconhecidas. Se o enorme talento em termos técnicos lhe emprega uma aura de craque indesmentível, perpetua-se uma espiral negativa quanto ao seu parco rendimento.

A influência nula no jogo ofensivo da equipa remete-o cada vez mais para a categoria de flop – ainda que não seja demasiado tarde para provar que os 20 milhões gastos na sua contratação não foram mal empregues.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC DÍNAMO KIEV

Completamente irreconhecível na postura, o FC Dínamo Kiev apresentou-se no habitual 4-2-3-1, com duas linhas de quatro no momento defensivo – Buyalskyy aproximava-se de Shrukin na “pressão” feita aos centrais encarnados.

Aos 60’, o mesmo Buyalskyy foi obrigado a cumprir a posição mais adiantada, ao entrar Garmash. Aos 75’, Karavaev rendeu Tsyngakov – e Lucescu acabou por admitir aí a sua preocupação com as investidas de Grimaldo, que se vinha associando com Radonjic e Darwin Núnez, que invariavelmente cai naquele corredor.

A equipa nunca se soltou, nunca apostou no ataque continuado nem teve intenções de passar muito tempo com a bola em sua posse – bloco baixo, dependência dos apoios frontais de Shrukin para iniciar contra-ataques e pouco destaque dado aos homens das extremas – só Mykolenko, o lateral–esquerdo, teve intervenções assinaláveis vindo de trás.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Boyko (6)

Kedziora (5)

Zabarnyi (7)

Syrota (7)

Mykolenko (7)

Sydorchuk (5)

Shaparenko (6)

Buyalskyy (6)

Tsyngakov (5)

De Pena (5)

Shkurin (5)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Garmash (-)

Karavaev (-)

Verbic (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Excelente jogo benfiquista na gestão da posse de bola. O 3-4-2-1 vai-se cimentando como sistema predileto e garantia de estabilidade, principalmente no setor defensivo: exibição fantástica do trio defensivo.

Rafa muito interventivo e muito solicitado, na ligação entre setores, encontrando grande complemento em Yaremchuk, sempre disponível fisicamente apesar de muito bem guardado por Zabarnyi. Weigl e João Mário deram conta de Shaparenko, e cumpriram nova grande exibição enquanto parelha.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas (8)

Gilberto (6)

Otamendi (7)

Vertonghen (7)

Morato (7)

Grimaldo (7)

Weigl (8)

João Mário (6)

Everton (5)

Rafa (8)

Yaremchuk (5)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Darwin (-)

Lázaro (-)

Radonjic (-)

Taarabt (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Barcelona 0-3 FC Bayern München: Foram três, mas poderiam ter sido mais…

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A CRÓNICA: DOMÍNIO ALEMÃO IMPETUOSO

396 dias depois do memorável duelo que terminou com um 2-8 no marcador, FC Barcelona e FC Bayern München voltaram a defrontar-se em jogo a contar para a Liga dos Campeões e os alemães voltaram a levar a melhor, sem dar qualquer hipótese à equipa espanhola.

Barcelona até entrou pressionante e com vontade de “vingar” essa goleada, mas foi sol de pouca dura. O Bayern rapidamente identificou as “lacunas” dos primeiros 10 minutos de jogo e a partir daí começou a dar show em Camp Nou. Goretza e Sané foram os primeiros a testar as luvas de Marc ter Stegen, ao que se seguiram novas jogadas de rutura a fazer soar os alarmes na grande área espanhola.

À passagem do minuto 34’, Thomas Müller tentou a sua sorte de fora da área e beneficiou de um desvio em Eric García (claramente traiçoeiro para a defesa de ter Stegen) para dar cor ao marcador. Até ao intervalo, a reação do Barcelona foi muito tímida e nem a qualidade das duas jogadas coletivas na resposta foi suficiente para incomodar Neuer.

No regresso dos balneários, Sergio Busquets tentou assustar com um remate de fora da área, mas o jogo acabaria por seguir a mesma toada da primeira parte, com a evidente superioridade dos alemães. Primeiro foi Sané que esteve perto de finalizar com sucesso uma grande jogada coletiva. Logo a seguir, aos 56 minutos, Musiala atirou ao poste e, na recarga, Lewandoswki tratou de marcar o golo que já há muito se adivinhava.

O Barcelona ainda tentou avançar no terreno para reduzir a desvantagem, mas a reação foi, mais uma vez, tímida. Apenas o recém-entrado Coutinho visou a baliza de Neuer ao atirar por cima. Do outro lado, o desequilíbrio do costume. Também o recém-entrado Sabitzer esteve perto de ampliar a vantagem, mas o terceiro golo ficou reservado para o bis de Lewandoswki. Novamente num lance de recarga (desta vez com Gnabry a mandar ao poste), o avançado polaco mostrou a razão de ser um dos melhores na sua posição. No sítio certo, à hora certa.

Com este resultado, a equipa de Munique avança para a liderança isolada do grupo E, dado que o SL Benfica empatou na Ucrânia e não conquistou mais do que um ponto. Já o Barcelona volta a perder uma oportunidade para fazer frente a uma das melhores equipas da competição, com a particularidade não ter feito um único remate à baliza.

 

A FIGURA

Robert Lewandowski – Dois remates, dois golos. Não foi propriamente uma exibição brilhante do ponta de lança polaco, mas foi suficiente para demonstrar a competência e eficácia necessárias na hora de atirar à baliza. Curiosamente, os dois golos que marcou no segundo tempo nasceram de recargas após as bolas travadas pelo poste direito e isso mostra a capacidade de estar no sítio certo à hora certa. Algo a que Lewandoswki já há muito tempo se habituou, dado o faro de golo que possui.

O FORA DE JOGO

Ronald Koeman – Na antevisão ao encontro, o técnico neerlandês confiava que tinha a estratégia certa para travar o Barcelona. Porém, na realidade, saiu tudo ao lado. O esquema de três centrais prejudicou (e muito!) as habituais movimentações de rutura de jogadores como Pedri e Frenkie de Jong, anulando por completo boa parte da imprevisibilidade que dali poderia sair. Além disso, as lacunas defensivas não foram corrigidas com a linha de cinco jogadores e as próprias substituições em nada mudaram a toada do encontro. A situação em Camp Nou não é fácil e Koeman começa a perder mão na gestão do plantel…

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Sem competir há mais de duas semanas, Ronald Koeman preparou-se para este duelo com uma estratégia diferente da habitual e foram vários os motivos a provocar as quatro mudanças em relação ao “onze” que tinha sido apresentado diante do Getafe CF. Eric García rendeu Clément Lenglet no eixo da linha defensiva, que passou a ser de três centrais e possibilitou também o regresso de Gerard Piqué após lesão. Além dessas trocas, Pedri regressou de férias e assumiu a sua posição no meio-campo, assim como o reforço Luuk de Jong, colmatando as ausências de Griezmann (saiu para o Atlético de Madrid) e do lesionado Braithwaite.

Alinhados num 3-5-2, os espanhóis entraram mais agressivos e pressionantes, com os alas Jordi Alba e Sergi Roberto a subir no terreno assim que a fluidez do jogo o propiciava, mas também a baixarem para ajudar os três centrais nos largos períodos sem bola. Face a esse poderio germânico, a estratégia passou, muitas vezes, por esperar pelas aproximações do adversário e tentar sair rapidamente em contra-ataque. Contudo, os erros no último passe eram letais para inviabilizar ocasiões de perigo.

A segunda parte não trouxe qualquer melhoria ao fio de jogo do Barcelona, da mesma forma que o segundo golo sofrido nos primeiros minutos não trouxe qualquer surpresa ao encontro. As substituições de Koeman à passagem da hora de jogo (com alguma aposta na juventude) favoreceram o regresso ao modelo tático de 4-3-3, mas essa tentativa de equilíbrio já veio tarde e não foi suficiente para assustar verdadeiramente Neuer.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marc-André ter Stegen (6)

Eric García (4)

Gerard Piqué (6)

Ronald Araújo (7)

Jordi Alba (5)

Pedri (6)

Sergio Busquets (6)

Frenkie de Jong (6)

Sergi Roberto (5)

Luuk de Jong (6)

Memphis Depay (5)

SUBS UTILIZADOS

Gavi (5)

Yusuf Demir (5)

Oscar Mingueza (5)

Philippe Coutinho (6)

Alejandro Balde (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

Já Julian Nagelsmann optou por alterar apenas duas peças em relação à goleada imposta no reduto do RB Leipzig no passado sábado: Niklas Süle regressou à titularidade para ocupar o lugar de Lucas Hernández no eixo da defesa e Jamal Musiala rendeu o extremo Sèrge Gnabry, que saiu “tocado” no último duelo e começou do banco de suplentes.

A jogar no já habitual 4-2-3-1, os bávaros sentiram algumas dificuldades no período inicial para estancar as incursões dos espanhóis, mas rapidamente acordaram a tempo de equilibrar os duelos. Para isso, bastou subir as linhas e pressionar mais alto, de tal modo que as recuperações originaram sempre tentativas de remate à baliza contrária.

A vantagem mínima no marcador em nada mudou a estratégia dos alemães, que continuaram persistentemente à procura de marcar mais golos, sempre com uma proposta de jogo tentadora a “partir” completamente o adversário.  As mexidas de Nagelsmann na equipa permitiram refrescar as principais setas ofensivas à baliza adversária e isso resultou em pleno, principalmente tendo em conta as duas jogadas consecutivas que antecederam o terceiro e último golo do jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (7)

Alphonso Davies (6)

Niklas Süle (7)

Dayot Upamecano (8)

Benjamin Pavard (7)

Joshua Kimmich (6)

Leon Goretzka (8)

Jamal Musiala (7)

Thomas Müller (7)

Leroy Sané (7)

Robert Lewandowski (8)

SUBS UTILIZADOS

Lucas Hernández (7)

Kingsley Coman (6)

Sèrge Gnabry (6)

Marcel Sabitzer (-)

Josip Stanisic (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Depois de Alvalade, antes do Wanda Metropolitano | FC Porto

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Fechadas as primeiras cinco rondas do campeonato português, o FC Porto inicia a campanha versão 2021/2022 da Liga dos Campeões com uma deslocação a casa do campeão espanhol, Atlético de Madrid.

Dito desta forma, parece uma odisseia o desafio que Sérgio Conceição tem pela frente, mas acredito que o FC Porto consiga dividir o jogo e até estar por cima do mesmo em alguns momentos.

O estado anímico (e físico) dos dragões pode, contudo, não ser o melhor e, por isso, estou tentado a apostar que haja surpresas entre os titulares em Madrid.

Muito se foi falando, na semana que antecedeu o Sporting CP x FC Porto, da influência da presença nas seleções de vários jogadores portistas, com três nomes “à cabeça”: Uribe, Corona e Luís Díaz.

Apesar de terem os três feito os 90 minutos, não acredito que joguem os três de início no Wanda Metropolitano. Digo isto, até porque acredito que Sérgio Conceição esteja a considerar alterar o sistema tático da equipa para um 4-3-3.

A ideia, creio eu, pode passar por “replicar” o que de bom aconteceu no embate frente ao Chelsea da época passada, com Grujic, Uribe e Sérgio Oliveira a formar um trio de médios robusto e com critério na saída, ainda que sem demasiado risco.

Marko Grujic ainda não foi opção de início esta temporada, mas pode vir a estrear-se já contra o Atlético de Madrid.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Se esta previsão se confirmar, pelo menos duas alterações serão feitas por Conceição. Acredito que os sacrificados sejam Corona e Bruno Costa.

O primeiro porque, apesar da inegável qualidade, ainda não está em boa forma quer mental, quer física.

O segundo porque, tendo ficado focado no FC Porto, Sérgio Oliveira tem tudo para reconquistar a titularidade (nada melhor do que um jogo destes para o médio mostrar toda a sua influência).

Depois de ter sido Bruno Costa o titular neste início de temporada, Sérgio Oliveira deve voltar ao onze inicial escolhido por Sérgio Conceição.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Penso que, com um meio-campo mais forte e povoado, o FC Porto estará mais perto de fazer um bom jogo. Luís Díaz e Uribe manter-se-iam no onze.

Nos outros setores, alterações são mais improváveis, ainda que não me surpreendesse, muito sinceramente, a entrada direta de Wendell na equipa por troca com Marcano.

O lateral esquerdo brasileiro tem quilómetros de jogos deste nível e, perante um adversário tão intenso, pode ser arriscado jogar com o espanhol.

Ainda a lamber as feridas, não de um mau resultado, mas de uma exibição que podia ter sido melhor, o Dragão prepara uma Champions de exigência máxima com escala na capital espanhola.

Só Sérgio Conceição saberá o que está a pensar para desfeitear as pretensões de Simeone, mas a um dia do jogo, estou certo de que certezas o treinador portista não terá.

Artigo revisto por Joana Mendes

Sporting CP x AFC Ajax | Leões à conquista da Glória Europeia!

Liga dos Campeões, Jornada 1: Sporting CP x AFC Ajax – Quarta-feira, 20h, 15 de setembro

ANTEVISÃO: O PRIMEIRO TESTE ESTA ÉPOCA NA LIGA MILIONÁRIA

O Sporting Clube de Portugal recebe, na próxima quarta-feira, o Ajax FC, em jogo a contar para 1ª jornada do grupo C da Liga dos Campeões. Para este embate europeu, Ruben Amorim não poderá contar com Seba Coates devido a castigo e ainda, por lesão, Pedro Gonçalves.

DEPOIS DE DOIS EMPATES CONSECUTIVOS PARA A LIGA, O SPORTING REGRESSA AOS PALCOS EUROPEUS EM BUSCA DE VITÓRIA? JOGO PARA MUITOS GOLOS? APOSTA COM A BET.PT!

O Ajax FC liderado por Erik ten Hag, tem também alguns jogadores ausentes devido a lesão, entre os quais se destacam Onana e Klaassen. O Ajax soma duas vitórias consecutivas, antes deste encontro a contar para a Liga dos Campeões.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Sporting CP encontra-se invicto nesta temporada 2021/2022, com quatro vitórias e dois empates;
  2. O Ajax FC soma três vitórias, um empate e uma derrota;
  3. Este será o terceiro encontro, entre os leões e o Ajax, com histórico positivo para a equipa portuguesa, duas vitórias na Taça UEFA na época 88/89;
  4. O Sporting CP conquistou a Supertaça, vencendo o SC Braga por 2-1;
  5. O Ajax FC saiu derrotado na Supertaça, diante do PSV por 0-4;
  6. Zakaria Labyad que representa o Ajax FC, vestiu de leão ao peito, somando 41 jogos e seis golos marcados.
  7. Pedro Gonçalves, o melhor marcador do Sporting neste arranque de temporada, com 4 golos, estará ausente devido a lesão.
  8. O campeão dos Países Baixos, contabiliza 14 golos marcados e cinco golos sofridos.
  9. O Sporting CP 11 golos apontados e quatro sofridos.
  10. A formação de Alvalade soma sete jogos sem perder.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Estivemos perto da vitória diante um adversário difícil 🏟️ Incríveis adeptos 💚estou muito feliz pela estreia. Vamos leões! 💪🦁#eusousporting #sportingcp #scp #ps17 pic.twitter.com/4k65DIbtmZ

— Pablo Sarabia Garcia (@Pablosarabia92) September 11, 2021

Pablo Sarabia (Sporting CP) – O mais recente reforço leonino, poderá ser uma das grande surpresas, no onze de Ruben Amorim. Após a sua passagem pelo Paris Saint-Germain será uma das principais referências, no ataque dos leões, estreando-se a titular pelo Sporting CP.

 

Dusan Tadic, avançado de 32 anos, prolonga a ligação com o Ajax até Junho de 2024. pic.twitter.com/kj88x0rbWP

— Diário de Transferências (@DTransferencias) July 16, 2021

Dusan Tadic (AFC Ajax) – O capitão do Ajax FC é a sua principal figura e um dos sobreviventes do plantel, que atingiu a semi-final da Liga dos Campeões. O número 10 do Ajax é fundamental no processo ofensivo da sua equipa, com dois golos e uma assistência, nos primeiros cinco jogos desta época. O internacional sérvio é assim, a principal arma do Ajax FC.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP: Adán; Gonçalo Inácio, Neto, Feddal; Porro, Matheus Nunes, Palhinha, Ruben Vinagre; Nuno Santos, Pablo Sarabia, Paulinho.

Treinador: Rúben Amorim

“São clubes com a mesma filosofia. O Ajax aposta na juventude e é conhecido por criar grandes jogadores, assim como o Sporting. Mas estão em momentos diferentes. Basta olhar para o momento do Ajax. Há pouco tempo estiveram nas meias-finais da Liga dos Campeões. Equipas parecidas em juventude e experiência. O Ajax é mais experiente mas temos outras coisas. Não damos nada como perdido, somos irreverentes. Gostamos de jogar, conhecemo-nos e vamos encarar os jogos da mesma forma.”

Ajax: Maarten Stekelenburg; Noussair Mazraoui, Jurrien Timber, Tagliafico, Devyne Rensch; Ryan Gravenberch, Edson Álvarez; Dusan Tadic, Steven Berghuis, Antony e Haller

Treinador: Erik ten Hag

“Já mostrámos há dois anos que também podemos vencer o Benfica. Mas não devemos viver no passado, mas sim no agora. Não devemos pensar nessa vitória, mas também não devemos estar preocupados com o registo negativo que as equipas holandesas apresentam frente a portuguesas.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SPORTING CP 2-1 AJAX FC

 

Os “coxos” do Sporting que todos queriam ver a representar as seleções

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SPORTING, UMA EQUIPA DE ATLETAS SELECIONÁVEIS 

Desde o incidente em Alcochete que o Sporting não tinha tantos atletas selecionáveis para as respectivas selecções nacionais, e principalmente para a equipa de todos nós. E há ainda os que se podem dar ao luxo de recursar a sua chamada a uma seleção que tem constantemente os jogadores mais talentosos para poder esperar pela prometida chamada à seleção portuguesa.

Esta valorização deve-se, para além do talento inato dos jogadores, ao excelente trabalho que a equipa técnica tem com os jovens, e o facto de tudo isso os ter tornado campeões nacionais. Mas, apesar de tudo isso, vi em Portugal algo que nunca esperava ver. Ou seja, vi adeptos e sócios de outro/outros clubes fazerem muita força para que os jogadores do Sporting fossem convocados e utilizados.

Aliás, a ideia deles parecia ser “Se os nossos foram convocados, porque é que os do Sporting não são? São muito melhores que os nossos” (eles foram convocados como todos sabem). Se não foi isso, parecia. É que foi tanta a tristeza demonstrada por alguns nas televisões, que penso ter visto uma lágrima no canto do olho de um.

A verdade é que, apesar de todo esse pesar, também eu tive pena que os nossos jogadores não tivessem podido representar as respectivas selecções, principalmente pelo motivo que não lhes permitiu fazê-lo, tendo o mesmo obrigado a que o Sporting se visse privado da sua qualidade num jogo contra um dos principais rivais, e porque provavelmente também não poderão participar num jogo importantíssimo de Champions. É mau para o Sporting, é mau para os jogadores, e de certeza que deixou muito tristes aqueles senhores que fizeram tanta força para que os nossos atletas estivessem de perfeita saúde para jogarem todos estes encontros.

Pedro Gonçalves foi dispensado da Seleção Nacional devido a lesão.

Trincão foi chamado para o seu lugar. pic.twitter.com/0NpPtlYKnv

— B24 (@B24PT) August 31, 2021

Eles devem ter ficando a pensar que, no jogo do fim de semana passada, sem esses mesmos jogadores que eles tanto gostam de ver jogar, e lhes reconhecem tanto valor que os acham mais capazes de representar uma seleção nacional “coxos” do que os seus de boa saúde, o Sporting consegui dar tão boa conta de si, como seria se os nossos craques tivessem jogado?

Afinal, talvez tenham ficado aliviados por não terem razão quando diziam que o “dói-dói” era pequenino, e se fossem jogadores de barba rija iam a jogo nem que fosse com um pé partido. Não disseram isto com estas palavras? Foi quase.

Devem ter ficado também aliviados por tantos quilómetros a pé e a voar não tenham feito assim tanta diferença ao rendimento dos seus jogadores. Pelo menos um deles pareceu bem fresquinho, para muita pena nossa. Tenho a certeza de que devem ter pensado “Antes quilómetros grandes que dói-dóis pequenos.”

Mas deixando de lado a ironia, tive pena principalmente de Gonçalo Inácio e Matheus Nunes. Pelo Gonçalo, por ter perdido a oportunidade de ter a sua primeira internacionalização, apesar de eu achar que muitas mais virão. E pelo Matheus, por não concretizar o sonho de representar a seleção mais titulada do mundo, ainda que isso representasse a perda de um talento que pode vir a ajudar Portugal. Mas de Portugal é só uma promessa, do Brasil era uma certeza. E em ambos os casos aplica-se o velho ditado “antes um pássaro na mão do que dois a voar”, até porque há um outro ditado muito usado no Futebol português que diz que “no Futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira”. Nunca vi uma verdade tão grande. (Quanto aos outros, tenho pena pela lesão.)

Artigo revisto por Joana Mendes