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Liga dos Campeões | A análise e previsão dos 8 grupos

Chegada a primeira metade de setembro e lá vamos nós pegar na bola mágica para tentar adivinhar a classificação final de cada grupo na Liga dos Campeões. Eu próprio gosto, e acho até uma altura da temporada fantástica. Depois do mercado e de tentar adivinhar cada grupo, no sorteio, nada melhor do que prever quem passa, quem não, quem vai para a Liga Europa, quem desilude e quem surpreende.

Temos oito belos grupos, com 32 equipas que, certamente, nos vão entreter. Num balanço geral temos uma edição equilibrada, com os habituais desequilíbrios aqui ou ali, como no grupo A, mas também com lotes muito incertos, como o grupo G. Esta temporada, a liga milionária tem um sabor especial, com três formações lusas, que podem aspirar uma passagem, apesar de terem ossos duros de roer.

5 jovens talentos para ver com atenção na fase de grupos da Champions

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TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Esta terça-feira começa mais uma edição da Liga dos Campeões e o Bola na Rede apresenta-vos cinco jogadores que prometem destacar-se nesta edição da competição mais prestigiada de clubes da UEFA.

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De entre muitos jovens que vão iniciar a campanha na Liga dos Campeões, há alguns que, pelo percurso mais recente e pelo potencial exibido, podem fazer um autêntico furor ao longo da prova.

De Itália até à Suécia, passando por países como a Bélgica, não faltam jogadores capazes de aproveitar a montra milionária para ficarem também mais perto de dar o pulo para a elite dos melhores jogadores mundiais nas respectivas posições.

FC Dínamo Kiev x SL Benfica | Entrar com o pé direito na Champions

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Primeira Jornada do Grupo E da Liga dos Campeões: terça-feira, 20h00, 14 de setembro de 2021

ANTEVISÃO: O INÍCIO DE UM NOVO VOO EUROPEU

O SL Benfica defronta hoje o FC Dínamo Kiev, no jogo que marca o pontapé de saída da fase de grupos da Liga dos Campeões. Num grupo nada fácil, todos os pontos contam. Sendo assim, os encarnados vão à Ucrânia tentar trazer os primeiros três, para começarem com o pé direito esta caminhada pela maior competição europeia.

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As águias estão a passar por uma excelente fase, como se tem visto, quer dentro, quer fora das quatro linhas. Quanto ao adversário, o panorama é muito semelhante. Duas equipas fortes que apenas pensam na vitória. Resta agora saber quem sai vitorioso neste primeiro duelo, disputado no Estádio Olímpico de Kiev.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Ambas as equipas vêm de vitórias nos respetivos campeonatos. Os ucranianos venceram por 2-0 o FC Metalist 1925 Kharkiv, ao passo que os encarnados venceram o CD Santa Clara por 5-0.
  2. As duas equipas ocupam a primeira posição na tabela classificativa das ligas, sem nenhuma derrota.
  3. Até ao momento, para o campeonato, o FC Dínamo Kiev disputou um total de sete jogos, tendo vencido seis e empatado um. O SL Benfica realizou cinco partidas, tendo saído vencedor em todas elas.
  4. Nos sete jogos, os ucranianos marcaram 22 golos e sofreram apenas dois. Já as águias, nas cinco partidas marcaram 13 golos e sofreram também dois golos.
  5. Atualmente, analisando a prestação das duas equipas nos campeonatos, observamos que os ucranianos apresentam uma média de remates por jogo superior à das águias: 20,57 contra 13,8.
  6. Posto isto, a equipa de Jorge Jesus precisará de ter especial atenção a Buyalskyi e a Tsygankov, que já levam cinco golos cada um, até ao momento. Quanto ao FC Dínamo Kiev, os olhares vão ter de se colocar em Yaremchuk, Darwin e Rafa, que contam com dois golos cada um. Sem esquecer Lucas Veríssimo, que apesar de ser defesa também já faturou duas vezes.
  7. Esta vai ser a quinta vez que as duas equipas se vão defrontar, sendo que os outros quatro duelos também foram todos a contar para a Liga dos Campeões.
  8. Desses quatro confrontos, os encarnados foram superiores, tendo vencido três e perdido apenas um.
  9. No que diz respeito a golos marcados, a hegemonia das águias impõe-se: oito golos marcados e apenas um sofrido.

10. A partida vai ser arbitrada por um velho conhecido das águias, o inglês Anthony Taylor. Taylor arbitrou o  jogo da segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, entre o SL Benfica e o FK Spartak Moscovo.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Viktor Tsygankov (FC Dínamo Kiev) – O extremo direito, que também pode atuar como avançado, é uma das principais figuras do FC Dínamo Kiev. Na época passada, em 20 jogos, apontou 12 golos e fez oito assistências. Esta época vai pelo mesmo caminho.

Em apenas sete jogos, já marcou cinco golos, ocupando o lugar de melhor marcador da equipa até ao momento, juntamente com Buyalskyi. No último jogo, frente ao FC Metalist 1925 Kharkiv, o ucraniano marcou o primeiro golo da partida. A sua boa capacidade de drible e finalização podem causar graves problemas aos encarnados.

 

Rafa tem sido o principal agitador do SL Benfica
Rafa tem sido o principal agitador do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafa Silva (SL Benfica) – O que dizer de Rafa? O extremo português é uma autêntica dor de cabeça para os adversários que o apanham pela frente. Forte nos dribles e movimentos, muito criativo e com uma velocidade fora do normal.

Estas talvez sejam as melhores características de Rafa, que, até ao momento, nos quatro jogos do campeonato em que foi aposta de Jorge Jesus, já marcou dois golos.

O último foi frente ao CD Santa Clara, tendo chegado assim ao 50.º golo de águia ao peito. E que belo golo. A defesa do FC Dínamo Kiev que se prepare, porque Rafa está de pé quente e pode ser um grande problema para os ucranianos.

 

XI’S PROVÁVEIS

FC Dínamo Kiev: Boyko, Kedziora, Zabarnyi, Syrota, Mykolenko, Tsygankov, Sydorchuk, Andriyevskyi, Carlos de Peña, Lednev, Shkurin.

Treinador: Mircea Lucescu

“Estou à espera de um jogo difícil, contra um adversário forte. O SL Benfica atravessa um bom momento, lidera o campeonato português e tem um grande treinador, que trabalha ao mais alto nível há 20/25 anos. Vamos defrontar uma equipa experiente, quase todos os jogadores do SL Benfica sabem o que é jogar entre os melhores, como Vertonghen, Otamendi, João Mário ou Seferovic. Os nossos jovens estão entusiasmados e querem mostrar-se. Se a temporada passada foi a primeira, depois de uma pausa de cinco anos na Champions, agora queremos mais”.

 

SL Benfica: Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Diogo Gonçalves, João Mário, Weigl, Grimaldo, Pizzi, Rafa, Yaremchuk.

Treinador: Jorge Jesus

“Vamos jogar com um dos rivais que tem uma equipa forte, como são as quatro equipas deste grupo. Olho para o FC Dínamo Kiev como olho para o FC Barcelona ou para o FC Bayern Munique. Têm cinco jogadores titulares na seleção da Ucrânia, que há pouco empatou com a França. Mas isso é um sinal de valorização do adversário, mais nada, porque o SL Benfica tem condições para lutar com todos os adversários do grupo por vitórias. Sem receios de nada, sabendo que os nossos rivais são fortes”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: FC DÍNAMO KIEV 1-2 SL BENFICA

Artigo revisto por Joana Mendes

US Open 2021: O inesquecível primeiro Grand Slam de Daniil Medvedev

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O último Grand Slam do ano terminou. Após duas semanas longas, com vários jogos a serem resolvidos apenas no quinto set, ficou decidido ontem, após o jogo entre os finalistas Novak Djokovic e Daniil Medvedev.

As grandes surpresas da prova foram Botic van de Zandschulp, Félix Auger-Aliassime e Carlos Alcaraz. O holandês e o espanhol chegaram aos quartos de final e o canadiano chegou às meias finais da prova. Todos os tenistas realizaram provas fenomenais, que mais tarde vão recordar na carreira. Por outro lado, as desilusões foram Stefanos Tsitsipas, Pablo Carreno-Busta, Casper Ruud e Andrey Rublev; esperava-se muito mais dos quatro tenistas.

NOVAK DJOKOVIC: O PRIMEIRO SET É DO ADVERSÁRIO

O melhor tenista sérvio era o que tinha mais a perder com a edição deste ano do US Open, pois precisava de vencer o último Grand Slam do ano para completar o calendário de Grand Slam, algo que seria inédito na nova era do Ténis. Ao contrário dos outros Grand Slams, o percurso até à final do US Open foi muito diferente dos restantes: Djokovic só venceu duas vezes o primeiro set de todas as partidas.

No primeiro jogo, Djokovic defrontou o jovem Holger Rune, da Dinamarca, e o primeiro set até foi para o sérvio, mas acabaria por perder o segundo set para o dinarmaquês – onde o sérvio fez cinco duplas-faltas. Os outros sets pertenceram ao número um mundial, mas notou-se a qualidade de Rune. A realçar que Djokovic fez 17 aces durante a partida.

No segundo jogo, o adversário era Tallon Griekspoor, dos Países Baixos, que tinha surpreendido o alemão Jan-Lennard Struff na primeira ronda. O neerlandês foi o único tenista que não ganhou qualquer set contra Djokovic no torneio – é um facto incrível, tendo em conta que Djokovic é o atual número 1 do mundo. O jogo durou apenas 1h40m.

Na ronda seguinte, o sérvio apanhou um adversário com muita experiência, Kei Nishikori, que começou com a série de cinco jogos consecutivos em que Djokovic perdia o primeiro set do jogo. Apesar de o japonês ter começado melhor, Djokovic levaria a melhor nos outros três sets, numa batalha que durou cerca de três horas e 30 minutos.

Nos oitavos de final, Djokovic marcou encontro contra um jogador da casa, Jenson Brooksby. O norte-americano levou a melhor sobre o sérvio no primeiro set e com um grande resultado (6-1). Porém, para descontentamento do tenista e do país, não conseguiu vencer mais nenhum set e a vitória foi para o número 1 mundial. A realçar que Brooksby eliminou tenistas como Taylor Fritz e Aslan Karatsev, jogadores cujo ranking é mais elevado que o do norte-americano.

Nos quartos de final, houve a reedição da final de Wimbledon 2021: Djokovic defrontou Matteo Berrettini e terminou com o mesmo resultado, 3-1. Apesar de ter perdido, o tenista italiano venceu o primeiro set e o encontro durou três horas e 30 minutos. Mais uma vez, fez uma boa prova.

Nas meias finais, Djokovic procurava vingar-se de Alexander Zverev, jogador que o eliminou nas meias finais dos Jogos Olímpicos 2020. O tenista alemão venceu tanto o primeiro set, que estava amaldiçoado para o sérvio, como o quarto set, e o jogo seria decidido no quinto e último set. A realçar que o terceiro set, que Djokovic venceu, ficou decidido após 53 pancadas.

No último set, Zverev começou mal e foi quebrado nas primeiras duas vezes em que serviu e, a partir daí, a vitória não fugiu das mãos de Djokovic. Novak Djokovic alcançou a quarta final em quatro Grand Slams em 2021.

Tailândia 1-4 Portugal: Resultado melhor que a exibição!

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A CRÓNICA: CORRIGIU-SE A TEMPO, MAS NÃO SE LIVROU DO SUSTO

O jogo de hoje marcou a estreia de Portugal e Tailândia no Campeonato do Mundo de Futsal disputado na Lituânia. Apesar de algum natural nervosismo inicial, a formação lusa conseguiu entrar melhor e praticamente remeter a equipa tailandesa ao seu meio-campo, tirando pequenas exceções.

Ora, foi precisamente numa dessas situações que surgiu o primeiro golo da partida. Bola parada, onde os tailandeses são especialistas e o remate exterior extremamente bem colocado, não deu hipóteses de defesa a Bebé. Mas esse tipo de jogadas também é um dos principais pontos fortes de Portugal e tal ficou provado com o golo do empate no último minuto da primeira parte, com uma jogada ensaiada a culminar na finalização competente de Bruno Coelho.

Apesar do maior domínio territorial dos jogadores lusos, as ocasiões de real perigo junto da baliza adversária não abundaram, sendo que só se conseguiu criar maior perigo com uma referência ofensiva mais fixa no ataque, papel que Zicky cumpre de forma brilhante.

Não obstante, Jorge Braz optou por adaptar Erick Mendonça a essa posição e rapidamente colheu os frutos, com o jogador de 26 anos do Sporting CP a marcar um golo magnífico num belo movimento típico de pivot, a rodar e a “fuzilar” o guardião adversário.

O terceiro golo foi uma finalização espetacular para qualquer jogador, mas normal para o “verdadeiro” pivot, Zicky Té. Impressionante a tranquilidade e a evolução deste jogador neste último ano. O quarto golo foi obtido após uma jogada individual de grande qualidade de Pany Varela, a tirar um jogador da frente e a finalizar de forma superior, perante um impotente guardião tailandês.

Nos últimos minutos, com o conforto de uma vantagem de três golos, a Tailândia arriscou tudo com a entrada do guarda-redes avançado, mas não conseguiu furar a defesa portuguesa, defendendo o 5×4 de forma imaculada, num aspeto onde a equipa Asiática costuma ser bastante efetiva.

Com este triunfo inaugural, Portugal assume a liderança do grupo, com três pontos, juntamente com Marrocos, autor de um triunfo confortável por 6-0 sobre as Ilhas Salomão, nosso próximo adversário. Foi uma vitória justa e clara, apesar do resultado final não espelhar as grandes dificuldades que Portugal sentiu, sobretudo na primeira metade.

 

A FIGURA

Fonte: André Sanano/FPF

Erick Mendonça – Marcou um golo decisivo neste primeiro encontro, mas não foi só esse fator que me levou a fazer esta escolha. Mostrou toda a sua polivalência e importância na equipa das quinas ao entrar numa posição que não a sua original e conseguiu desequilibrar o jogo a favor de Portugal.

O FORA DE JOGO

Ausência de Edu Sousa – A pandemia voltou a fazer das suas e impediu o jovem guardião português de fazer a sua estreia em Campeonatos do Mundo, tendo sido substituído na convocatória por André Sousa. Bebé fez um trabalho assinalável na baliza mas a ausência de Edu é uma perda importante para o grupo.

 

ANÁLISE TÁTICA – TAILÂNDIA 

O plano de jogo da seleção Tailandesa era bastante claro: tentar defender bem, com qualidade e procurar explorar um lance de bola parada para tentar aí ferir a nossa seleção. Na primeira parte, o plano quase correu na perfeição, não fosse o golo de Bruno Coelho no último minuto. Na segunda, a maior qualidade dos nossos jogadores fez a diferença.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Katawut Hankampa (7)

Jirawat Sornwichian (6)

Kritsada WongkaeoONGKAEO (5)

Suphawut Thueanklang (5)

Apiwat Chaemcharoen (5)

SUBS UTILIZADOS

Kanison Phoopun (5)

Worasak Srirangpirot (5)

Ronnachai Jungwongsuk (5)

Jetsada Chudech (5)

Warut Wangsama-Aeo (5)

Muhammad Osamanmusa (5)

Chaivat Jamgrajang (5)

Nawin Rattanawongswas (5)

Peerapat Kaewwilai (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Jorge Braz oscilou no início do encontro entre o 4×0 e o 3×1, ou seja, jogo com e sem pivot fixo na frente, e ficou claro que a nuance tática do 4×0 não estava a resultar. O nosso timoneiro também percebeu isso em tempo útil e a mudança no início do segundo tempo -permitiu uma vitória mais tranquila.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bebé (8)

Bruno Coelho (7)

Erick (9)

João Matos (8)

Ricardinho (7)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Paçó (7)

Afonso Jesus (7)

Fábio Cecílio (7)

Zicky (7)

Pany Varela (8)

André Coelho (7)

Miguel Ângelo (7)

FC Porto no Clássico | Pontos fortes e fracos no empate frente ao Sporting CP

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FC Porto e Sporting CP mediram forças e saíram do jogo grande o primeiro Clássico da temporada –, da 5.ª jornada da Primeira Liga, a quatro pontos do primeiro classificado.

Um encontro marcado pelas paragens constantes, pelos 12 amarelos mostrados durante a partida e pelas poucas oportunidades de perigo para cada um dos lados.

Uma vez mais, o marcador ditou um empate, tendo sido este o terceiro seguido entre ambos os emblemas, em jogos a contar para o campeonato.

Comecemos pelo início:

O FC Porto foi a jogo com Luis Díaz, Uribe e Corona no onze inicial – os colombianos juntaram-se ao plantel apenas na sexta-feira à noite, depois do jogo pela seleção, enquanto que Corona, apesar de ter regressado mais cedo do que Uribe e Díaz, também jogou pelo México na passada quinta-feira.

Receava-se que a condição física destes três atletas pudesse não estar ao melhor nível, mas o número sete mostrou que tinha muito para dar.

Os dragões pisaram o relvado com um sistema diferente daquele que Sérgio Conceição utiliza regularmente – desta feita, o 4-2-3-1 foi o esquema tático eleito pelo técnico portista.

Taremi era homem só na frente de ataque e Otávio ocupava o papel de médio ofensivo, com Uribe e Bruno Costa como médios mais recuados.

Contudo, ainda na primeira metade do encontro, desfez-se este meio campo com a saída de Bruno Costa e a entrada de Sérgio Oliveira.

FC Porto Clássico
Luis Díaz está a fazer um excelente arranque de temporada, com três golos e uma assistência em cinco jogos. Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Marcano também entrou mal no jogo, permitindo que Porro fizesse o cruzamento para Nuno Santos no golo do Sporting CP. Inclusivamente, continuou a cometer erros defensivos, o que levou também à sua substituição por Wilson Manafá.

Sem dúvida que estes dois elementos, Bruno Costa e Marcano, estiveram uns furos abaixo do esperado.

Também a permeabilidade e a desatenção no setor defensivo, principalmente com Mbemba a cometer alguns erros que podiam ter custado caro ao FC Porto, marcaram a primeira parte do jogo.

Diogo Costa foi quem salvou a baliza portista e, diga-se de passagem, mostrou-se em alto nível, com saídas sólidas e um bom posicionamento entre os postes.

Sem dúvida que, a par de Luis Díaz, que tirou um coelho da cartola num lance de génio, foram os melhores jogadores em campo.

Faltou mais intensidade à equipa portista, que se mostrou pouco conectada dentro de campo e com pouca capacidade de transpor a linha defensiva do Sporting CP.

A nível de mexidas na equipa, Sérgio Conceição pecou por apenas lançar Pepê e Grujic aos 90+2, uma vez que o sérvio podia ter dado mais equilíbrio defensivo aos dragões.

Por fim, destaque negativo para os minutos finais de Toni Martínez, que levaram à sua expulsão, reflexo de uma clara dificuldade em controlar o seu temperamento.

Artigo revisto por Andreia Custódio

5 jogadores que regressaram a clubes ondes foram protagonistas

O mercado de transferências deste verão foi, indubitavelmente, um dos mais agitados e inesperados de sempre, arrisco-me a dizer. As transferências de Lionel Messi e de Sergio Ramos até à capital francesa ou o regresso de Cristiano Ronaldo, 12 anos depois, a Old Trafford refletem a espetacularidade do defeso, que vivenciou autênticas novelas de negociações.

Por outro lado, foi, igualmente, fértil em regressos de jogadores a uma casa onde já haviam sido felizes no passado, como são os casos do já mencionado capitão da seleção nacional a terras de Sua Majestade, de Antoine Griezmann, que viu confirmado o seu regresso ao Club Atlético Madrid, ou o caso de Gianluigi Buffon que retornou ao mítico Ennio Tardini para defender novamente as balizas do Parma Calcio 1913.

Tal como estes exemplos, também outros jogadores tiveram mais que uma passagem no mesmo clube. O provérbio diz que “bom filho à casa torna”, porém, também se ouve que “não se deve voltar ao sitío onde se foi feliz”. Vários são os casos de jogadores que registaram duas excelentes passagens no mesmo emblema.

Porém, há também outros exemplos de futebolistas que tiveram um segundo período no clube aquém das expectativas. Há ainda jogadores que voltaram somente para um regresso simbólico, já numa fase descendente da carreira. Assim, no presente artigo proponho-me a traçar uma lista de cinco jogadores que voltaram a uma casa onde já tinham triunfado anteriormente.

O caso OGC Nice x Olympique Marseille: uma situação que não é inédita

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O encontro entre o OGC Nice e o Olympique Marseille, a contar para a terceira da jornada da Liga Francesa, fez correr muita tinta um pouco por toda a Europa, mas não pelas melhores razões.

A formação da casa até se encontrava a vencer quando, à passagem do minuto 75, um incidente a envolver uma garrafa de água, entre Dimitri Payet – jogador do Marseille – e os adeptos do Nice, despoletou o caos total, com os apoiantes dos caseiros a invadirem o campo e a misturarem-se com os elementos de campo, numa situação que correu mal e que podia ter acabado pior.

A partida em Nice acabou mesmo por ser interrompida e a Federação Francesa de Futebol teve mão pesada na imposição de consequências e castigos após o sucedido, ordenando que o jogo fosse repetido à porta fechada, somando mais três a esse castigo, para além de ter subtraído dois pontos à equipa de Côte d’Azur. Foram também impostos uma série de castigos individuais a jogadores e staff envolvidos de ambas as equipas.

A verdade é, que apesar de incomum, a situação entre Nice e Marseille não é inédita, sendo mais uma a acrescentar a uma lista de incidentes para todos os gostos. Posto isto, neste artigo, darei a conhecer alguns dos casos mais sonantes que, também eles, não tiveram um final feliz.

O que esperar dos 3 grandes? | UEFA Champions League

A UEFA Champions League volta a contar com três equipas portuguesas e, apesar de um sorteio não muito favorável, os três grandes sonham com uma passagem à fase a eliminar e aos muitos milhões que essa façanha traz.

A PRIMEIRA JORNADA DA CHAMPIONS É NESTA TERÇA-FEIRA E HÁ MUITOS JOGOS! FAZ JÁ AS TUAS APOSTAS NA BETANO!

O SL Benfica sofreu mas conseguiu juntar-se a Sporting CP e FC Porto e, quatro anos volvidos, o futebol português volta a estar representado da melhor forma na maior competição de clubes do mundo.

Na Champions de 2017/2018, que seria a última temporada de Jorge Jesus pelos lados de Alvalade, o saldo da participação lusa foi mau: SL Benfica com zero pontos e um golo marcado, Sporting CP relegado para a Liga Europa e FC Porto eliminado nos oitavos perante o Liverpool FC (5-0).

Esta será a sétima vez que Portugal tem três equipas na competição, sendo que por seis vezes (2006/07, 2007/08, 2014/15, 2016/17, 2017/18 e 2021/2) os três grandes compuseram o trio e, por uma vez, foi o SC Braga que se juntou ao FC Porto e ao SL Benfica (2012/13).

Como curiosidade, podemos referir o seguinte facto: das sete vezes em que três clubes portugueses estiveram na fase de grupos da Champions, o FC Porto passou sempre essa fase da competição.

Assim, vamos analisar os grupos das equipas nacionais e o que podemos esperar dos mesmos.

Vitória SC 0-0 Belenenses SAD: Entreajuda vitoriana garante um ponto

A CRÓNICA: A EQUIPA DA CASA ACABOU COM NOVE HOMENS, MAS CONSEGUIU MANTER O EMPATE A ZEROS

Em jogo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga Portuguesa, o Vitória SC recebeu o Belenenses SAD que, à entrada para este jogo, era o último classificado do campeonato. O Vitória, que em quatro jogos levava apenas cinco ponto, perseguia uma vitória que seria crucial para uma subida da equipa na tabela classificativa.

O jogo iniciou-se e, ainda sem grande movimento, deu-se a primeira contrariedade para a equipa da casa. Contra-ataque do Belenenses, conduzido por Rafael Camacho, que colocou a bola nas costas da defesa vitoriana e Alfa Semedo carregou em falta Safira. Hélder Malheiro considerou que a falta foi merecedora de expulsão e o Vitória ficou reduzido a dez unidades.

A primeira oportunidade de golo chegou, à passagem do minuto 17, para a equipa vitoriana. Edwards com um cruzamento-remate, Luiz Felipe defende para a frente e Estupiñan cabeceia a bola contra a barra, ainda desviada por Tomás Ribeiro.

Tivemos de esperar até ao último minuto da primeira parte para assistirmos a uma oportunidade de golo digna desse mesmo nome. Camacho, na jogada individual, puxou para o seu pé esquerdo e ainda de fora da área atirou à baliza defendida por Trmal que, atento, defendeu para canto.

Uma segunda parte que fica marcada por mais uma expulsão na formação orientada por Pepa e duas defesas extraordinárias de Trmal, que não hesitava na baliza da equipa vitoriana. Ainda de forma mais notável, é uma segunda parte que deixa o Dom Afonso Henriques em completo silêncio hesitante, após a queda inanimada do médio português, Rochinha, no terreno após um choque de cabeças na área da equipa do médio.

Ambas as equipas tentaram de forma persistente alcançar o golo e estrear o marcador em Guimarães, no entanto, com apenas duas grandes bolas de Ndour e Abel Camará por parte da equipa orientada por Petit. De forma completamente escandalosa, Sacko desperdiçou uma bola na cara do guarda-redes e rematou à direita da baliza.

Uma partida que terminou com zero golos, apesar das inúmeras tentativas de alterar tal cenário e marca uma grande perda de oportunidade de ambas as equipas se posicionarem em lugares mais ambiciosos neste início de época na Primeira Liga Portuguesa.

 

A FIGURA
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Matouš Trmal – Seguro e sempre atento. Foi a figura da equipa do Vitória, não só pelo que defendeu mas muito pelo que permitiu aos colegas jogar, pela segurança que deu a jogar, tanto dentro como fora dos postes. Muito bem no jogo de pés.

O FORA DE JOGO

Alfa Semedo – Condenou mais uma vez o grupo com decisões inoportunas, após a expulsão por acumulação de cartões amarelos no jogo frente ao Estoril. O regresso do médio ao onze inicial durou um total de dez minutos no relvado. O vermelho direto apresentado por Hélder Malheiro deixou a equipa do Vitória reticente em campo, podendo ser esperada uma exibição melhor com os onze jogadores em campo.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa orientada por Pepa aposta num 4-3-3, tal como é habitual do técnico português. No entanto, com a ausência de André Almeida, Tomas Handel e Rochinha no onze inicial utilizado no jogo frente ao rival direto, SC Braga. Tiago Silva estreia-se a titular, ao lado de Alfa Semedo e do capitão vitoriano, André André, que formam um trio na zona do meio campo dos conquistadores.

Na zona avançada da casa, Marcus Edwards regressa à titularidade com Quaresma no lado oposto e Estupinan na zona central. A defesa permanece inalterada face aos últimos jogos, tal como a titularidade de Trmal, face ao regresso de Bruno Varela ao banco de suplentes.

A formação da cidade de Guimarães viu-se forçada a subir Sacko no terreno, colocando Tiago Silva no eixo central e André André ao lado, sem recuar de forma explícita no terreno, após a expulsão de Alfa Semedo aos dez minutos de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trmal (8)

Mumin (7)

Borevkovic (3)

Rafa (5)

Sacko (5)

Alfa (0)

André André (6)

Tiago Silva (5)

Quaresma (5)

Estupinan (4)

Edwards (6)

SUBS UTILIZADOS

André Almeida (6)

Jorge Fernandes (5)

Rochinha (-)

Janvier (5)

Bruno Duarte (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses apresentou-se na sua estrutura habitual de três centrais, num 3-4-3, variando para um 5-2-3 no processo defensivo. Chima e Carraça ficaram encarregues dos corredores, dando mais liberdade aos extremos Chico e Camacho para jogar por dentro. Safira quase nunca em apoio (procurou mais as costas da defesa).

Na primeira fase de construção tentaram sair a jogar curto, com Tomás Ribeiro a ser o preferido para ter bola e ligar, quando possível, com os médios, por norma César foi o que recuou mais para receber. Quando não conseguiam esse passe interior, a bola entrava nos alas, que depois tentavam ligar por dentro com os extremos que apareciam numa zona interior.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Felipe (5)

Danny (6)

Tomás Ribeiro (7)

Tavares (6)

Carraça (6)

Chima (5)

Afonso Sousa (5)

César Sousa (5)

Chico (5)

Camacho (6)

Safira (5)

SUBS UTILIZADOS

Ndour (5)

Pedro Nuno (5)

Yaya (4)

Camará (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BnR: O Vitória entrou bem no jogo, mas muito cedo ficou condicionado pela expulsão do Alfa e mais tarde a do Borevkovic. Apesar disso a equipa não abdicou da sua ideia de jogo e atacou sempre, até se expondo muitas das vezes no ataque e os jogadores que entraram também entraram bem no jogo.  Sei que as vitórias morais não existem, mas sai satisfeito com grupo pela entrega e união que demonstraram?

Pepa: Não existem vitórias morais que fiquem na história e isto fica na história. Fico muito orgulhoso do que acontece ali dentro, homens que se entregam. nós não abdicamos no jogo. em relação à sua pergunta, não abdicando das nossas jogadas, houve ali oportunidades por parte do Belenenses, não conseguimos colocar tanta pressão. Com muito apoio, uma entrega tremenda, com os olhos na bola e a dar a vida uns pelos outros.

Belenenses SAD

BnR: Ainda não foi desta que o Belenenses conseguiu vencer neste campeonato, num jogo que até jogou muito tempo com mais dois homens. O que faltou à sua equipa para levar os 3 pontos neste jogo?

Nuno Pereira: Faltou eficácia. Tivemos oportunidades, faltou a eficácia.