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Estoril-Praia SAD 0-0 Vitória SC: Empate a zero na Amoreira

A CRÓNICA: UM VITÓRIA AINDA À PROCURA DA VITÓRIA

A abertura da segunda jornada da Primeira Liga Portuguesa marcou o regresso do Estádio António Coimbra da Mota aos grandes jogos do futebol português. De um lado, a equipa do GD Estoril Praia que arrecadou os três pontos na primeira jornada. No lado contrário, uma equipa do SC Vitória à procura dos primeiros pontos no campeonato, depois de ver fugir a vitória nos últimos minutos, na primeira jornada.

E foi precisamente a equipa vitoriana a assumir as rédeas do encontro, com Alfa Semedo logo nos primeiros cinco minutos a ameaçar a baliza de Dani Figueira.

As oportunidades eram escassas, mas através da posse de bola, a equipa do SC Vitória ia se impondo na partida, a conservar muito bem a mesma e a reagir bem à perda. Os minutos iam passando, e eis que surge novamente Alfa Semedo, num cabeceamento após um livre da direita, com a bola a passar ao lado da baliza.

O SC Vitória ia crescendo no jogo e as oportunidades eram cada vez mais, quando ao minuto 25, com um remate de fora de área, André Almeida acertou no poste da baliza.

Aproximava-se o intervalo e a equipa de Pepa era uma equipa confortável e confiante no jogo. Mesmo antes do intervalo, mais uma vez por intermédio de Alfa Semedo, a equipa criava perigo junto da baliza do GD Estoril Praia.

A segunda parte começava com ambos os técnicos a não promoverem qualquer alteração nas equipas.

Nos primeiros minutos da segunda parte, destaque para a grande entrada da equipa do GD Estoril Praia, a pressionar muito bem a equipa do SC Vitória, e a demonstrar-se com vontade de mudar o rumo do encontro.

Da vontade à prática, demorou pouco a haver resultados, quando ao minuto 47, Bruno Lourenço é derrubado dentro da área do SC Vitória. André Clóvis foi o escolhido para marcar o penálti que, depois de bater a bola para o lado contrário ao guarda-redes Trmal, acaba por falhar o alvo.

Mesmo com o desperdício da grande penalidade, a equipa estorilista ia crescendo no encontro e aproximando-se cada vez mais da baliza do SC Vitória.

Ao minuto 55, surge o momento do jogo. Falta a meio campo de Alfa Semedo que resulta no segundo amarelo para o médio do SC Vitória. Reduzida a dez jogadores, a equipa vitoriana promoveu algumas alterações na equipa, com as entradas de Rochinha e Janvier e as saídas de Marcus Edwards e André André.

O GD Estoril Praia era quem mais beneficiava da situação e rapidamente reforçou o controlo na partida. A chegar muitas vezes ao último terço, a equipa acabava por ser mostrar algo precipitada na abordagem à baliza, com muitos passes e cruzamentos falhados.

O golo tardava em parecer e Bruno Pinheiro ia promovendo algumas alterações, fazendo entrar Geraldes e Chiquinho, ao minuto 66.

Numa reta final de jogo onde só dava GD Estoril Praia, a equipa canarinha mostrava-se ineficaz de frente para a baliza, e o remate ao lado de Meshino, aos 86 minutos, foi o último lance de real perigo para a baliza do SC Vitória.

No final, fica o registo de um jogo equilibrado, com o SC Vitória melhor na primeira parte e o GD Estoril Praia a assumir protagonismo na segunda parte. Um resultado que dá o primeiro ponto ao SC Vitória, no campeonato. E que consolida o bom arranque da equipa do GD Estoril Praia que já soma quatro pontos.

 

A FIGURA

Bernardo Vital – O jovem central da equipa estorilista foi sempre o rosto da segurança defensiva da equipa, atuando inicialmente ao lado de Lucas Áfrico e posteriormente ao lado de Ferraresi, Vital foi sempre uma peça fundamental no momento defensivo, revelando também muita qualidade com bola nos pés.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Marcus Edwards – O avançado da equipa do SC Vitória, apesar da boa primeira parte da equipa, nunca conseguiu expor ao máximo toda a sua qualidade técnica, nem criar aqueles desequilíbrios a que já nos tem habituado. Acabou por ser substituído nos primeiros minutos da primeira parte.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL PRAIA

Os comandados de Bruno Pinheiro apresentaram-se num 4-3-3. Com destaque para Crespo a surgir do lado esquerdo do ataque, em troca com Chiquinho que tinha sido titular no último jogo.

Numa primeira parte em que a equipa do GD Estoril Praia teve muitas dificuldades em ter a bola e ligar com os elementos da frente, a equipa recorreu muito à largura dos seus laterias Joãozinho e Soria que, apareceram muitas vezes no último terço para tirar cruzamentos, a maior parte sem grande sucesso.

Na segunda parte, a equipa apareceu a pressionar muito a saída de bola da equipa do SC Vitória, conseguindo recuperar a posse algumas vez no meio campo ofensivo. No capítulo ofensivo, a equipa, com as entradas de Geraldes e Chiquinho, conseguiu chegar mais e melhor ao último terço e cresceu bastante no controlo do jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Figueira (7)

Carles Soria (6)

Vital (8)

Lucas Áfrico (7)

André Clóvis (6)

André Franco (6)

Miguel Crespo (6)

Bruno Lourenço (6)

Gamboa(6)

Joãozinho (6)

Rosier (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Geraldes (6)

Chiquinho (7)

Ferraresi (6)

Meshino (6)

Ruiz (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa de Pepa apresentou-se num 4-3-3, com destaque para Ricardo Quaresma a explorar a largura do lado direito e com Edwards a procurar mais caminhos interiores. Nota também para Alfa Semedo que, até à expulsão, foi muito importante no equilíbrio defensivo da equipa, como referência também nas transições ofensivas, a aparecer muitas vezes em situação de finalização.

Defensivamente a equipa apresentou sempre um bloco muito alto, a condicionar ao máximo a construção da equipa do GD Estoril Praia.

Na segunda parte, e com a expulsão de Alfa Semedo, a equipa baixou mais linhas e já não teve a mesma capacidade em ter bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trmal (8)

Borevkovic (6)

Rafa Soares (6)

Quaresma (6)

Marcus Edwards (5)

André André (6)

Falaye Sacko (6)

Alfa Semedo (6)

Jorge Fernandes (6)

André Almeida (6)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Lameiras (6)

Rochinha (7)

Herculano (6)

Tiago Silva (6)

Janvier (6)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD Estoril Praia

BnR: Boa noite, míster. Depois de na semana passada o Chiquinho ter sido titular, hoje acaba por aparecer no banco. Sendo um jogador jovem e com uma grande qualidade técnica, pergunto-lhe se acha que poderá tirar mais partido das qualidades do Chiquinho com ele a vir do banco, ou se o poderemos ver mais vezes a titular?

Bruno Pinheiro: O Chiquinho é um jogador com umas capacidades fantásticas, mas precisa ainda de algumas afinações e, por vezes, elas têm de sair do treinador,  e hoje o banco foi necessário para aprender. Mas é um jogador de muito talento.

 

Vitória SC

BnR: Boa noite, míster. O Marcus Edwards acaba por não ter um grande jogo hoje, com muitas dificuldades em parecer no jogo. Pergunto-lhe: o que está a faltar ao Marcus para ter a preponderância de outros jogos?

Pepa: Creio que os jogadores têm momentos melhores e outros menos conseguidos, eu não gosto de individualizar. O Rochinha entrou bem e há jogos assim. Mas creio que não foi por aí, estivemos bem, mas a ansiedade pelo golo acabou por dificultar as coisas.

 

Rescaldo de opinião de Gonçalo Correia Tomás

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Borussia VfL Monchegladbach 1-1 FC Bayern Munchen: Sommer, o grandioso salvador

A CRÓNICA: UM EXCITANTE INÍCIO DE CAMPEONATO

Hoje regressou a Liga Alemã, uma liga que já nos habituou a esperar um futebol de muita qualidade. Borussia VfL Monchengladbach e FC Bayern Munchen abriram a nova época por terras germânicas.

O início de jogo foi bastante agradável para o espetáculo. Rapidez, energia e muitos remates. Aliás, depois de algumas ameaças vindas do lado esquerdo, o Borussia VfL Monchegladbach surpreendeu o campeão em título e adiantou-se no marcador com um golo saído dos pés de Alassane Plea. Adormecido o todo-poderoso FC Bayern Munchen?

Era hora de mostrar a força bávara e reagir. Como é natural, responderam rapidamente com oportunidades perigosíssimas, incluindo duas bolas falhadas na cara do golo por Lewandowski. Estranho ser ele, não? O empate só não tinha chegado ainda graças a um homem: Yann Sommer. Esteve fenomenal! O problema é que não é fácil parar Lewandowski por muito tempo. Como dizem, “à terceira é de vez” e o polaco empatou a partida com um remate delicioso, às portas do intervalo (42´).

No segundo tempo, o guardião suíço reforçou o estatuto de homem do jogo com mais intervenções espetaculares. Numa batalha de Sommer contra o mundo, o guarda-redes não perdeu.

O futebol de sentido único passou a dois sentidos, com o Borussia VfL Monchegladbach a despertar e a ameaçar seriamente o 2-1. Depois de uma defesa esforçada de Manuel Neuer, seguiram-se diversos momentos na área bávara. Confusão, falhas e quedas. Muito azar para os da casa.

A partida terminou empatada a uma bola, mas a Liga Alemã começou da melhor forma, com um grande jogo de futebol!

 

A FIGURA

Yan Sommer – Já disse na crónica e volto a dizer: o homem do jogo. Sem dúvida alguma. Ainda com cheiro de Campeonato da Europa, regressou numa forma irrepreensível, manteve a baliza do Borussia VfL Monchengladbach inviolada durante a maior parte do jogo e impediu a vitória do FC Bayern Munchen. Palmas para Sommer, bem merece todo o reconhecimento e créditos nesta noite.

 

O FORA DE JOGO

Thomas Muller – Não foi das melhores noites para o experiente alemão. Zero dribles, zero passes-chave, zero remates e zero cruzamentos com sucesso. Esteve desaparecido em grande parte do jogo e pouco contribuiu no ataque bávaro. Acontece aos melhores e Thomas Muller é certamente dos melhores.

 

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA VfL MONCHENGLADBACH

Alinhados em 4-2-3-1, os comandados de Adi Hutter entraram muitíssimo bem. Em virtude da sua agressividade e pressão alta, foram muito perigosos e acabaram por chegar ao golo. Porém, depois disso, o Borussia VfL Monchengladbach foi encostado às cordas pelo FC Bayern Munchen. A linha defensiva desceu e estavam cada vez mais perto de Sommer. Na segunda parte, foram um pouco mais atrevidos, com mais momentos de perigo. Muitas das vezes, esperavam o erro do adversário e arquitetavam contra-ataques rápidos com poucos toques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sommer (9)

Scally (7)

Elevedi (7)

Ginter (7)

Lainer (6)

Neuhaus (7)

Kramer (6)

Wolf (6)

Stindl (7)

Herrmann (7)

Plea (7)

SUBS UTILIZADOS

Bennetts (6)

Hofmann (6)

Thuram (7)

Bénes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Para abrir a Liga Alemã, Julian Naggelsman organizou a equipa em 4-2-3-1, no qual se deparou com algumas dificuldades nos momentos iniciais (inclusive no golo sofrido). No entanto, acabou por se estabilizar e controlar o jogo, protagonizando inúmeras situações de perigo. No meio campo, Joshua Kimmich assumiu-se como o pêndulo da equipa, enquanto que Leon Goretzka desfrutou de uma maior liberdade posicional e foi importante na condução de bola. É fundamental ainda falar nos laterais, Davies e Stanisic, que foram projetados nas alas, sendo determinantes no processo ofensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (7)

Davies (7)

Sule (7)

Upamencano (6)

Stanisic (6)

Goretzka (7)

Kimmich (8)

Gnabry (5)

Muller (4)

Sané (6)

Lewandowski (8)

SUBS UTILIZADOS

Sarr (6)

Coman (6)

Musiala (6)

Choupo-Moting (6)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

João Mário: O novo dono do flanco direito! | FC Porto

João Mário, inicialmente um extremo com algumas limitações, chegou a parecer que nunca estaria perto de assumir um papel de destaque no FC Porto. A sua rapidez e técnica chocaram com a timidez que o distingue, era assim que era visto em campo – tímido, sem nunca chamar muito à atenção.

Mas João Mário, atualmente um lateral, tem sido um dos jogadores mais empolgantes de ver dentro das quatro linhas. Domina a ala e oferece aos dragões uma qualidade na definição do último passe que não era vista há algum tempo na lateral direita.

Esta adaptação acaba por trazer mais soluções a um plantel totalmente carenciado de laterais que consigam chegar com perigo à área adversária, o último com essa capacidade foi Alex Telles, que foi crucial para os campeonatos da era Conceição. É ao treinador que devemos agradecer por esta adaptação, ele que, sem medo, arriscou no jovem para assumir a posição e consequentemente teve grande sucesso.

João Mário
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O talento está lá, em relação à temporada transata é um claro upgrade na posição. Manafá, apesar de ser competente para a posição, não consegue ser um perigo no ataque, ou oferecer garantias defensivas. Este segundo aspeto é aquele que, aos 21 anos, João Mário ainda não oferece.

Mas não nos podemos esquecer que, durante toda a sua carreira nas camadas inferiores do FC Porto, jogou sempre a extremo atacante, sem nunca ter de se preocupar com trabalhos defensivos. Contudo, pode aprender e conseguir oferecer garantias no ataque e na defesa.

Resta agora perceber se consegue ser regular nas aparições no onze inicial. Para já, o lugar é seu, mas já percebemos que, se não render, o treinador não tem qualquer problema em colocá-lo no banco de suplentes, algo que neste momento pode afetar a sua evolução. Se limar as arestas no momento defensivo, tem tudo para ser um dos melhores a atuar em solo português.

É um jogador que ainda está a formar a sua personalidade em campo, que ainda vai errar, mas que pode ser o nosso lateral titular durante muito tempo. Segue a escola de lateriais direitos de qualidade que Portugal produziu nos últimos anos.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Borussia VfL Monchengladbach x FC Bayern München: Possibilidade de “surpresa” já no arranque?

Bundesliga, Jornada 1: sexta-feira, 19h30, 13 de agosto de 2021
ANTEVISÃO: QUE BELA MANEIRA DE ABRIR A LIGA ALEMÃ!

Está aí à porta o pontapé de saída da edição 2021/22 da Bundesliga, que será dado por Borussia VfL Monchengladbach e FC Bayern Munchen, eneacampeão alemão.

O conjunto de Monchengladbach não foi além do oitavo lugar na época transata e ficou às portas da Europa. A estrutura do plantel pouco se alterou, mas a contratação do técnico Adi Hütter tem gerado uma enorme expectativa para a presente época, principalmente depois do trabalho que fez ao serviço do Eintracht Frankfurt. O teste inicial, diante do campeão em título, não poderia ser mais exigente…

O ETERNO CAMPEÃO DA BUNDESLIGA VAI A UM TERRENO TIPICAMENTE COMPLICADO AO LONGO DA TEMPORADA. PASSARÃO OS BÁVAROS NO TESTE DE MONCHENGLADBACH? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Já a formação de Munique apresenta-se para a nova temporada com uma cara nova na liderança da equipa: Julian Nagelsmann destacou-se no RB Leipzig e prepara-se agora para assumir o maior desafio da carreira, com apenas 34 anos. Por força das várias ausências, a pré-época não correu de feição aos bávaros, mas o poderio da equipa fala por si e pode voltar a dar alegrias aos seus adeptos. Inicia-se, por isso, a luta pelo decacampeonato.

Esta não é a primeira vez que os dois clubes se vão defrontar na jornada inaugural do campeonato. Aliás, uma mão não chega para contar. Será a sexta ocasião, com a particularidade de as cinco anteriores terem acontecido no século XXI. Haverá “surpresa” já no arranque?

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Borussia VfL Monchengladbach vem de quatro triunfos consecutivos: três em amigáveis de pré-época e a mais recente vitória por 1-0 diante do FC Kaiserlautern, a contar para a Taça da Alemanha.
  2. Com muitas ausências, o FC Bayern Munchen não ganhou nenhum jogo de pré-epoca (um empate e três derrotas), tendo sofrido sempre entre dois a três golos.
  3. Curiosamente, estas equipas defrontaram-se no Allianz Arena há sensivelmente duas semanas, num jogo em que o Borussia VfL Monchengladbach se superiorizou e venceu por 2-0.
  4. No que diz respeito ao histórico de confrontos, desde 2017, os dois clubes têm intercalado os triunfos entre si, sendo que o último duelo oficial registou uma goleada dos bávaros por 6-0.
  5. O FC Bayern Munchen perdeu nas duas últimas deslocações ao Borussia-Park (2-1 em 2019/20 e 3-2 em 2020/21). Antes disso, tinha conseguido uma goleada por 5-1.
  6. Borussia VfL Monchengladbach e FC Bayern Munchen já se defrontaram na abertura do campeonato por cinco ocasiões, com o registo de dois triunfos para cada lado e um empate.
  7. Desses cinco jogos, o Borussia VfL Monchengladbach apenas disputou um na condição de visitado (o primeiro de todos, em 2001/02) e venceu por 1-0.
  8. Adi Hütter e Julian Nagelsmann já se defrontaram por sete ocasiões na carreira, todas em solo alemão. O austríaco venceu por quatro ocasiões, empatou duas e perdeu apenas uma vez.
  9. A soma dos golos apontados pelos cinco melhores marcadores do Borussia VfL Monchengladbach na temporada passada (40) é inferior ao número obtido apenas por Robert Lewandoski (41 golos).
  10. As equipas registam 133 jogos entre si, com 55 triunfos da equipa de Munique contra 26 da formação de Monchengladbach e ainda 32 empates. Na condição de visitado, o Borussia VfL Monchengladbach soma 14 vitórias, 20 empates e 22 derrotas.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Florian Neuhaus (Borussia VfL Monchengladbach) – Um dos médios mais completos a atuar no principal escalão alemão. O alemão, de 24 anos, tem sido um dos grandes destaques da formação de Monchengladbach nas últimas épocas, destacando-se tanto na missão ofensiva (visão de jogo plena, passes teleguiados para isolar colegas e potente remate de fora da área), como no comprometimento defensivo (bom posicionamento, timing de corte aprimorado e excelente capacidade de interceção de jogadas).

Na última época, apontou oito golos em 45 jogos, sendo um jogador que acaba por se assumir, muitas vezes, como o “cérebro” do jogo praticado pelo Borussia VfL Monchengladbach. Os rumores de interesse do Liverpool FC falam por si…

Robert Lewandowski (FC Bayern Munchen) – O grande destaque do FC Bayern Munchen não podia ser outro. Robert Lewandoski evidencia-se pela sua veia goleadora, é certo, mas, para tal, também é preciso muito trabalho. Nem todos os golos são apenas de “encostar” ou a partir da marca de grande penalidade.

As movimentações que faz dentro de campo (tanto nos processos de construção e transição, como na grande área) revelam ser letais para deixar a defesa contrária em apuros. A juntar a isto, o ponta de lança, de 32 anos, é também um dos mais eficazes de sempre. Não é por acaso que, com a camisola do FC Bayern Munchen, o internacional polaco está há seis épocas consecutivas a marcar sempre entre 40 e 55 golos por época.

 

XI’S PROVÁVEIS

Borussia VfL Monchengladbach: Yann Sommer; Matthias Ginter, Nico Elvedi, Stefan Lainer; Lars Stindl, Florian Neuhaus, Christoph Kramer, Joseph Scallv; Hannes Wolf, Patrick Herrmann e Lars Stindl.

Treinador: Adi Hütter

“Temos que encontrar o equilíbrio certo entre um bom trabalho defensivo e ações corajosas. Temos que mostrar uma grande disposição para correr e ser ativos. O FC Bayern Munchen ainda está em fase de descoberta. Nem tudo correrá bem com eles, assim como connosco. Ainda assim, espero um jogo espetacular com um resultado positivo para nós”.

FC Bayern Munchen: Manuel Neuer: Josip Stanisic, Dayot Upamecano, Tanguy Nianzou, Benjamin Pavard; Leon Goretzka, Joshua Kimmich, Sèrge Gnabry; Leroy Sané, Thomas Müller e Robert Lewandoski.

Treinador: Julian Nagelsmann

“O Borussia VfL Monchengladbach tem uma equipa muito boa e ambiciosa. É um adversário exigente no início. Todas as equipas estão ainda mais motivadas contra o FC Bayern Munchen. Todos querem que não ganhemos o décimo título consecutivo”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Borussia VfL Monchengladbach 2-2 FC Bayern Munchen

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Otávio: o substituto que não sai do onze | FC Porto

É engraçado fazer-se de uma antítese o título de um artigo. Faço-o, porque da mesma maneira que, em teoria, um substituto não pode fazer parte do onze titular de uma equipa de futebol, também fica difícil de acreditar que um treinador possa dar protagonismo a um mesmo jogador quer a equipa precise de defender, quer a equipa precise de atacar.

Há um jogador técnica e taticamente muito forte que, em condições normais “calça fácil” no onze do FC Porto: Otávio. Mostrou-o na época passada de forma mais efetiva e já começou a mostrá-lo nesta pré-época.

O protagonismo de Otávio, contudo, não se esgota nas suas principais características: jogador de desequilíbrio e de último passe (sem ser extremo, nem médio ofensivo). Se há casos em que um jogador sem posição definida se vê prejudicado (Rúben Amorim ou César Peixoto são bons exemplos do passado), parece-me que Otávio e Sérgio Conceição só têm a ganhar com essa versatilidade tática da futura opção de Fernando Santos (confesso que não resisti a fazer esta projeção).

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Passo a explicar a minha teoria:

É certo que o FC Porto vai arrancar a maioria dos seus jogos com uma linha de 4 na defesa mas, daí para a frente, os já quatro anos de trabalho do timoneiro portista colocam dúvidas aos adversários. Depois de uma difícil vitória na Madeira na época passada, Sérgio Conceição disse que “um treinador tem de entender o que o jogo está a pedir”. Concordo e digo mais: esteja o jogo do FC Porto como estiver, pede sempre Otávio.

Partindo do princípio de que o 4-4-2 será o sistema em que o FC Porto vai jogar mais tempo ao longo da época, com Taremi e Toni Martinez na frente, Grujic e Uribe no duplo-pivot do meio campo, Luís Díaz a partir da esquerda e Otávio a partir da direita (Corona está destinado a sair), pensem no seguinte:

O que faz sentido se o FC Porto precisar de atacar? Eu diria recuar Otávio para o lado de Uribe, e trocar Grujic por um avançado.

O que faz sentido se o FC Porto precisar de defender? Eu diria recuar Otávio para junto de Uribe e Grujic e trocar um ponta-de-lança por um extremo.

Posta esta reflexão… Creio que fica claro que Otávio, tendo mais ou menos influência indireta no jogo (com golos ou assistências), terá sempre influência direta no jogo (alterando, com o seu posicionamento, a forma de jogar da equipa). Não me enganei. Creio que a segunda hipótese é mais importante e que essa é que é a real influência de um jogador.

Isto para dizer que creio que, sem nunca ser substituído, Otávio estará constantemente a substituir durante os jogos do FC Porto: substituir um avançado que saia se for preciso posse de bola ou substituir um médio defensivo que sai porque é preciso criatividade, transporte e último passe mais cedo.

Creio que Otávio seja o substituto que não sai do onze.

Artigo por: José Machado

A importância dos alas no sistema de jogo do Sporting CP

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No futebol, como em quase todos os desportos coletivos, existem funções a desempenhar em campo mais importantes que outras. A importância dada a cada função no jogo ou a cada dinâmica de equipa é dependente da ideologia do treinador. No caso do Sporting CP versão “Rúben Amorim” os alas são um dos pontos mais importantes para que o esquema dos verdes e brancos funcione.

No 3-4-3 apresentado pelo Sporting CP todas as semanas em campo o ala, tanto do lado esquerdo como do lado direito, são fulcrais, tanto para o processo defensivo, como para a construção ofensiva. Pois, os dois jogadores que estiverem naquelas posições são obrigados a terem uma grande disponibilidade física e muita resistência, devido ao desgaste que são expostos durante o jogo.

Tanto Porro como o Nuno Mendes foram duas das principais figuras da época passada. Algo bastante interessante de realçar é a forma como ambos jogam. Esta é bastante idêntica. São os dois: velozes; tanto atacam bem como defendem; sabem cruzar e possuem muita técnica com bola.

Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na rede

Sendo assim, no sistema de jogo de Amorim, os alas têm um perfil muito bem definido para poderem desempenhar as suas funções. O próprio técnico leonino admitiu, na conferência de imprensa após o jogo contra o FC Vizela, que as contratações de Ricardo Esgaio, ao SC Braga, e de Rúben Vinagre, ao Wolverhampton Wanderers FC, eram importantíssimas.

Acrescentou ainda, o exemplo de que para algumas pessoas era mais urgente contratar para outras posições e não para as laterais, pois o Sporting CP já tinha Porro e Nuno Mendes. Contudo, defende que era necessário dois substitutos de qualidade para a época que vinha e que tivessem um conjunto de características especificas para aquela posição. Algo que o Sporting, no ano passado, não tinha. Nem com João Pereira, nem com Antunes, pois, ambos são bastante diferentes de Nuno Mendes e de Porro.

Os 5 clubes “renascidos” após momentos conturbados

Da glória à turbulência financeira. Dos grandes palcos à tentativa de sobrevivência. Esta é uma realidade cada vez mais presente no futebol português, e dos clubes, e que reflete o emergente negócio em que está transformado o Desporto-Rei.

O processo de intensa profissionalização de que a modalidade foi sendo alvo, ao longo das últimas décadas, introduziu mudanças significativas nos clubes – as suas estruturas organizativas passaram a ser semelhantes às de uma grande empresa de outra indústria.

A cruel necessidade do mercado de manter/aumentar os seus lucros a todo o custo tornaram-se o combustível de um futebol transformado numa incubadora financeira e a insuflar uma bolha prestes a explodir em muitos clubes.

Numa conjuntura marcadamente voltada para o negócio e na qual as entidades clubísticas se afiguram como verdadeiros heliportos…. onde aterram e saem jogadores a uma velocidade vertiginosa… as dificuldades estruturais surgem e, por vezes, conjugar uma boa gestão com bons desempenhos dentro das quatro linhas torna-se uma missão impossível, razão que leva muitos clubes ao abismo.

Porém, conseguir renascer das próprias cinzas, qual fénix, e voltar às competições profissionais é uma tarefa de louvar e que várias equipas têm conseguido alcançar. Assim, no presente proponho-me a destacar cinco clubes que conseguiram reerguer-se após momentos conturbados, tentando voltar aos grandes palcos…de onde caíram. Decidi não colocar o CF Estrela da Amadora, que teria lugar cativo nesta lista, dado que já foi dedicado um artigo relativo à formação da Reboleira.

Os Charlotte «Ball’s» | NBA

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LaMelo Ball, na última temporada, cimentou-se de forma evidente como o jogador geracional que havia prometido ser nos tempos de Chino Hills, SPIRE Academy e Ilawarra Hawks. Contudo, e mais importante ainda, afirmou-se como a ‘cara’ do franchise dos Charlotte Hornets.

Isto é, não só pelo que fez dentro de campo, com médias muito positivas de 15.9 pontos, 5.9 ressaltos, 6.1 assistências e ainda 1.6 roubos de bola por jogo (que culminou com o prémio de Rookie of The Year), mas também pelo que fez (e faz) fora de campo.

A sua personalidade e estado de celebridade confere, desde logo, uma boa dose de mediatismo em torno da franquia, e consequentemente maior receita para o clube norte americano.

Agora, há um irmão que também parece que irá embarcar no franchise do Este e…não, não é Lonzo Ball. Trata-se sim de LiAngelo Ball.

Para os mais distraídos, LiAngelo Ball trata-se do filho «do meio» de LaVar Ball e irmão de LaMelo (Charlotte Hornets) e Lonzo Ball (Chicago Bulls).

O extremo norte americano foi sempre conotado como o menos talentoso dos três, não obstante o sucesso em Chino Hills, onde se tornou um dos melhores atiradores da sua geração.

Ainda assim, o rótulo de «limitado», «lento», «pesado», «pouco atlético» tem perseguido o jovem atleta durante a sua carreira, ao passo que, tal rótulo foi ainda mais reforçado quando não ouviu o seu nome a ser chamado no Draft 2018.

Depois disso seguiu-se uma experiência muito pouco enriquecedora do ponto de vista tático/mental na JBA, e por fim um ano sabático a recuperar de uma lesão no tornozelo. Pelo meio, uma «quase experiência» na G-League pelos OKC Blue.

Em 2020, LiAngelo voltaria à ribalta do basquetebol norte americano, ou pelo menos recuperaria algum mediatismo que se parecia desvanecer com o passar do tempo. No entanto, passou apenas e só disso, de uma mera recuperação de protagonismo no círculo ‘basquetebolístico’.

Ora, Ball conseguiu uma “espécie de oportunidade” em Detroit, onde realizou alguns treinos de pré-temporada pela equipa dos Pistons, mas não obteve qualquer minuto de jogo durante essa mesma pré-temporada. Pois bem, depois dessa ‘mini-experiência’ falhada nos Pistons, LiAngelo fez aquilo que não devia: não assinou com nenhuma equipa profissional, e voltou a adiar a sua retoma à competição.

LiAngelo sublinhava – naquele período – cerca de dois anos sem competir num jogo profissional, o que para qualquer organização/instituição, ou até mesmo para um scout, não oferecia propriamente um bom sinal para adquirir os direitos do jovem norte americano. É um risco, que as organizações não estão dispostas a correr, pelo menos até o verão de 2021.

Dito isto, nem tudo é assim tão linear, sendo que cada jogador tem os seus métodos próprios para atingir os seus objetivos, e a verdade é que LiAngelo conseguiu atingir pelo menos um deles: um lugar numa equipa da Summer League.

Foto de capa: NBA

Pichichis & Taconazos #10: A pelota volta a rolar!

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O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à La Liga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.

Não há como escrever a primeira crónica sem mencionar alguém que já não joga na La Liga. Foi um choque, para todos, e não como esconder: o campeonato fica mais fraco sem Messi e fica, neste momento, a faltar uma grande figura. Pelo menos a um dos principais clubes. Antes havia Messi, veio Ronaldo e foram sempre surgindo outros do patamar imediatamente abaixo aos dois “extraterrestres”.

Fala-se de Mbappé, falou-se de Haaland, há João Félix mas, pelo menos para já, é curto. Griezmann é bom, Hazard foi excecional, Fati, Isak ou Koundé têm tudo para vir a sê-lo, mas talvez Benzema seja, nesta altura, o maior craque da La Liga. E isso, porque mais que admiremos o avançado francês, é curto.

Apesar de tudo, continuo a pensar que estamos perante um campeonato fortíssimo, com muita qualidade individual e coletiva. A ausência, pelo menos até ver, de “extraterrestres” dentro das quatro linhas pode levar a um ainda maior equilíbrio na classificação. Têm a palavra equipas como o Sevilla FC, o Villarreal CF ou a Real Sociedad.

O campeão Atlético de Madrid, o Real Madrid CF e o FC Barcelona voltam a ser os principais candidatos, mas há perguntas para serem respondidas.

Conseguirá Simeone voltar a construir uma equipa como aquela que conseguiu a vantagem suficiente para se sagrar campeã ou teremos um Atlético mais irregular como aconteceu na reta final da época passada? Conseguirá Ancelotti construir um coletivo forte juntando as peças de um Real sem reforços de peso e com uma última época muito abaixo do normal? E conseguirá Koeman fazer com que o Barça “esqueça” a partida do melhor jogador da história do clube, que tantas vezes decidiu jogos quando as coisas não corriam da melhor forma? As respostas começam a ser dadas a partir de sexta-feira.

E é precisamente na sexta-feira que Bordalás vai reencontrar o “seu” Getafe CF, agora como treinador do Valencia CF. Foram cinco épocas, uma subida, um apuramento europeu e um trabalho notável, mesmo que a última época não tenha corrido tão bem. Ao primeiro jogo, já há uma estória para contar. E são essas estórias que fazem com que continue a viver a La Liga com o mesmo entusiasmo. Vamos a isto!

Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN

Chelsea FC 1-1 Villarreal CF (6-5 GP): Em duelo entre caval(h)eiros, Shakespeare deixa Cervantes a ver moinhos

A CRÓNICA: “SUBMARINO AMARELO” CONSEGUE ENCOSTAR “BLUES” ÀS CORDAS, MAS HISTÓRIA NOS PENÁLTIS CONTRA INGLESES NÃO SE REPETE

Na primeira final de uma grande competição em Belfast, penso que seja justo dizer que esta partida foi marcada por cinco fases diferentes. O início seria marcado pelo rigor tático de ambas as partes, algo que seria de esperar por parte dos treinadores, e duraria até praticamente à meia hora de jogo.

Nesta primeira fase, tivemos a possibilidade de ver um jogo de xadrez extremamente interessante, em que caberia ao Chelsea FC ter paciência frente aos homens de Umai Emrey que se mostravam fiéis a uma linha muito baixa no terreno. O Villarreal CF, sem conseguir esticar o seu jogo, foi aguentando com eficácia as incursões dos “blues”, que teriam boas oportunidades aos cinco, oito e 24 minutos.

Primeiro, uma ameaça através de canto, depois, uma recuperação de bola à Kanté que, rápido a reagir, faz um remate perigoso à entrada da área e, numa terceira instância, e já com o Chelsea a ser capaz de encontrar mais espaços, um livre milimétrico de Ziyech para o segundo poste encontraria Odoi que não conseguiu dar a continuidade esperada à jogada.

A qualidade de passe de Kovacic seria um dos pontos fortes da primeira parte e a segunda fase do jogo começaria ao minuto 27, quando o Villarreal começa a tremer e sofre o primeiro golo, como já se esperava em detrimento do decorrer dos acontecimentos até então. Marco Alonso, demonstrando excelência a ler o jogo, faz um passe perfeito para o espaço vazio no flanco esquerdo e Havertz, sem demoras, oferece um meio golo a Ziyech que chega rapidamente à área e, sozinho, não perdoa.

Aquilo que considerei como a segunda fase duraria até ao final da primeira parte. Ainda que os espanhóis tenham sido capazes de criar perigo, com destaque para Pau Torres que continua a destacar-se como um dos centrais mais desequilibradores da atualidade através da variedade de passes com que consegue lançar os seus avançados, Edouard Mendy demonstrar-se-ia pragmático como de costume e os “blues” terminariam o primeiro tempo com 61% de posse de bola. Importante referir que, ainda assim, o Villarreal iria para o balneário com claras intenções de reagir e tentar chegar à igualdade, uma vez que, no fechar da cortina e através de canto, só por azar Alberto Moreno veria o golo ser negado com estrondo na trave.

Numa terceira fase da partida, o “Submarino Amarelo” subiria as suas linhas e assumiria o controlo de praticamente todos os 45 minutos da segunda parte, sendo capaz de criar inúmeras iniciativas para chegar à baliza contrária. A pressão mais alta iria permitir dar mais espaço a Gerard Moreno e encostar o Chelsea às cordas. Destaco o minuto 52, num erro inesperado de Mendy, que escorrega na marcação dum pontapé de baliza em que a bola acaba por chegar a Gerard Moreno, mas o guarda-redes francês compensa e bem ao enviar a bola ao poste com a ponta dos dedos.

O golo acabaria por chegar com total mérito, aos 73 minutos, num golpe de azar por parte da defesa do Chelsea que, numa saída em falso, perde a bola na própria área e vê Boulaye Dia fazer um passe de calcanhar que deixaria qualquer defesa desarmada e Gerard Moreno, com espaço para fazer o que quiser, faz o que mais gosta e coloca a bola dentro da baliza.

Numa quarta fase, já em prolongamento, os ingleses iriam demonstrar mais vontade de vencer a partida, sem que isso lhes permitisse voltar a mexer no marcador. As estrelas seriam os dois responsáveis pelas redes das respetivas balizas que, aliás, não obstante o erro de Mendy, se apresentaram a grande nível.

Por fim, aquilo que nunca se pode prever: os penáltis. Thomas Tuchel surpreenderia tudo e todos, ou não, ao substituir o guardião francês por aquele que se considera um dos maiores investimentos falhados em guarda-redes: Kepa Arrizabalaga. Contudo, seria o espanhol a decidir mais um jogo impróprio para cardíacos e entregar mais uma taça aos “blues”, ao defender o último penálti face ao Raul Albiol. O Chelsea ganha, assim, a segunda Supertaça Europeia em cinco tentativas.

 

A FIGURA

Thomas Tuchel – Ainda que seja justo destacar Ziyech pelo golo e boa forma em que se encontra, e Kovacic e Alonso pelas excelentes exibições, não poderia deixar de evidenciar o treinador alemão. Os elogios começam a ser poucos para descrever tudo o que Tuchel tem conseguido fazer desde que assumiu as rédeas de uma equipa que, segundo outros, não tinha ponta por onde se lhe pegasse. A jogada de mestre ao trocar os guarda-redes foi apenas mais uma prova de que Tuchel sabe exatamente como mexer todas as peças do seu tabuleiro de xadrez.

O FORA DE JOGO

Raúl Albiol O capitão espanhol, apesar da grande influência que tem na equipa, não teve uma exibição particularmente feliz. É certo que no que toca a penáltis quase tudo é uma questão de sorte, mas a verdade é que ter falhado o último penálti acabou por ditar a derrota da sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Os ingleses continuam a apostar num sistema de continuidade que ronda o 4-3-3. Estávamos acostumados a ver um 4-3-2-1, mas o técnico alemão tem vindo nesta pré-época a apostar num 4-3-1-2.

Atrás, os “blues alinharam com o fiel Edouard Mendy, Kurt Zouma, Trevoh Chalobah, Antonio Rüdier, Marcos Alonso e Callum Hudson-Odoi. No meio-campo, a dupla Kanté e Kovacic controlaram muito bem as operações e, na frente, Ziyech assumiu a posição de número dez atrás dos compatriotas Havertz e Werner neste sistema que Tuchel tem vindo a utilizar nos últimos jogos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (7)

Kurt Zouma (6)

Trevoh Chalobah (7)

Antonio Rüdiger (6)

Marcos Alonso (7)

Callum Hudson-Odoi (6)

N’Golo Kanté (7)

Mateo Kovacic (7)

Hakim Ziyech (8)

Kai Havertz (7)

Timo Werner (6)

SUBS UTILIZADOS

Christian Pulisic (6)

Mason Mount (6)

Jorginho (6)

Andreas Christensen (6)

Cesar Azpilicueta (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VILLARREAL CF

O Villarreal começou por se apresentar em com Sergio Asenjo na baliza e Juan Foyth, Alfonso Pedraza, Pau Torres e Raúl Albiol responsáveis pela defesa, num sistema de 4-4-2. À frente, Etienne Capoue, Manu Trigueros, Alberto Moreno e Yeremi Pino tentavam fazer a bola chegar a Boulaye Dia e Gerard Moreno.

A nível tático, foi particularmente interessante observar os movimentos dos espanhóis na primeira meia hora de jogo, período em que jogaram com as linhas de tal forma juntas que chegavam a defender com uma linha de cinco ou seis homens, com um deles sempre pronto a avançar para a bola dependendo das investidas do adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sergio Asenjo (8)

Juan Foyth (8)

Alfonso Pedraza (6)

Raúl Albiol (6)

Pau Torres (6)

Etienne Capoue (6)

Manu Trigueros (6)

Alberto Moreno (6)

Yeremi Pino (7)

Boulaye Dia (7)

Gerard Moreno (7)

SUBS UTILIZADOS

Pervis Estupiñán (6)

Mario Gaspar (6)

Moi Gomez (6)

Manu Morlanes (6)

Dani Raba (6)