Eduardo Filipe Quaresma Vieira Coimbra Simões, Eduardo Quaresma no mundo do futebol, representa atualmente o Clube Desportivo de Tondela por empréstimo do Sporting Clube de Portugal.
É internacional sub-21 e representa a seleção nacional desde os sub-15. É um jovem de tremendo potencial que ainda não foi capaz de assegurar um lugar na linha a três da formação de Rúben Amorim.
PRÉ-ÉPOCA 2021/22
Apesar de uma época com poucos minutos por parte do jovem central, os adeptos do clube acreditavam no salto qualitativo do “miúdo” e esperavam que fizesse parte do trio defensivo na nova época. A verdade é que a pré-temporada deixou bem claro que Edu Quaresma ainda não está preparado para pegar de “pedra e cal” na defesa leonina.
No primeiro jogo de pré-temporada frente ao Portimonense SC, o único que (até agora) os sportinguistas puderam assistir do jovem defesa, não lhe correu como certamente desejaria. O central sub-21 português jogou à direita na linha de três centrais (como aconteceu sempre que integrou a linha a três) e cometeu erros que os adeptos nunca o tinham visto cometer.
As sucessivas perdas de posse, os vários passes inconsequentes que realizou e a insegurança que deu ao eixo defensivo mancharam-lhe a prestação e levaram o clube a pensar num novo futuro para o jovem defesa central. O novo rumo do rapaz formado em Alcochete passa por Tondela.
Agora, ao serviço dos tondelenses, tem a oportunidade de jogar com regularidade, ao contrário do que ia acontecer no Sporting onde iria ter de lutar para estar na convocatória. Jogar com frequência vai permitir-lhe evoluir para que, no próximo ano, seja capaz de lutar por uma vaga na linha defensiva do clube do seu coração.
A NOVA CASA
Os primeiros minutos com a nova camisola dificilmente poderiam ter sido melhores. Fez uma exibição notável, uma daquelas que emocionou os adeptos sportinguistas e que os levou a criar grandes expectativas quanto ao miúdo de agora 19 anos.
Esteve muitíssimo bem nos diversos capítulos do jogo. Venceu seis dos oito duelos que disputou, revelando uma das suas melhores características, o um contra um. Falhou um só passe durante os 84 minutos em que esteve em campo e foi também intransponível durante todo esse tempo. Completou um corte, uma interceção e quatro desarmes. Mostrou-se imperial e foi um dos culpados por manter a baliza inviolada.
E é isto que se espera dele: que cresça para se poder assumir como um titular indiscutível da formação verde e branca.
O FUTURO EM ALVALADE
O clube de Alvalade espera que esta passagem do prodígio leonino por Tondela o catapulte diretamente para o onze titular, juntando-se ao compatriota Gonçalo Inácio que se estreou mais tarde pela equipa A, mas que se assumiu primeiro como peça fundamental da turma de Amorim.
É provável que o treinador dos verdes e brancos olhe para a próxima época e imagine ao lado do patrão Coates, Inácio à esquerda no lugar de Feddal, que no próximo ano faz 33 anos de idade, e Quaresma à direita, dando uso à receita que belos frutos tem dado, a de aliar experiência a irreverência.
E a verdade é que Amorim não deve ser o único, sem sombra de dúvidas, a pensar nesse cenário. O próprio Eduardo Quaresma deve estar claramente a pensar nessa hipótese. Acredito que esteja totalmente focado no novo passo que tomou na carreira e com os olhos postos no seu futuro no Sporting.
2ª jornada da Primeira Liga: domingo, 18h00, 15 de agosto de 2021
ANTEVISÃO: FC PORTO DESLOCA-SE A FAMALICÃO NUM REDUTO TIPICAMENTE DIFÍCIL PARA OS AZUIS E BRANCOS
O FC Famalicão e o FC Porto já preparam o 21.º encontro da história entre os dois clubes, jogo que irá ocorrer já este domingo no Estádio Municipal de Famalicão. Quis a sorte que famalicenses e tripeiros se reunissem à segunda jornada e a preparação de ambas as equipas já segue a todo o gás.
Do lado caseiro há um FC Famalicão que já conta com três jogos oficiais nesta época, mas com um arranque em falso no campeonato – a turma de Ivo Vieira venceu os dois primeiros jogos frente ao CD Feirense e ao GD Estoril Praia (ambos pela margem mínima), mas saíram derrotados na deslocação à Capital do Móvel, numa partida que terminara num 2-0 para a equipa do FC Paços de Ferreira.
O conjunto minhoto vai apontar todas as baterias para este encontro com o FC Porto uma vez que uma espiral de derrotas consecutivas pode por em causa o resto do campeonato.
Quanto aos azuis e brancos, rumarão ao segundo encontro oficial da época e procuram uma vitória que possa colar a equipa ao topo da tabela, uma vez que Sporting CP e SC Braga, dois candidatos ao título, defrontaram-se já este sábado.
Os pupilos de Sérgio Conceição arrecadaram três pontos frente ao Belenenses SAD após vencerem por 2-0, com Toni Martínez e Luis Díaz a carimbarem o marcador. João Mário, recém-adaptado à posição de lateral direito, deu nas vistas durante a partida, somando a primeira assistência da época no lance do segundo golo.
Ouro sobre Azul 💙⭐ O nosso equipamento para o jogo de hoje
O FC Famalicão não tem facilitado a vida nas últimas receções aos dragões – na época 2019/2020, ano em que a equipa famalicense tinha subido à Primeira Liga, o FC Porto saiu derrotado por 2-1, embora viesse a conquistar o campeonato semanas depois.
Em 2016, num jogo a contar para a Taça da Liga, o “Fama” atirou os dragões para fora da prova num jogo que terminara 1-0 – Rui Barros era o treinador interino do FC Porto e Daniel Ramos era o técnico do FC Famalicão.
Às 18h00 de domingo, Nuno Almeida irá apitar para o início da partida e as duas equipas poderão ir na máxima força, havendo ainda a dúvida sobre o estado de Marko Grujic. Toni Martínez regressa à sua antiga casa enquanto que Ivo Rodrigues recebe o clube onde cresceu e se formou como jogador.
10 DADOS RÁPIDOS
Em 21 partidas oficiais entre FC Famalicão e FC Porto os dragões saíram vencedores por 14 vezes.
Nesses 21 encontros o FC Porto marcou 48 golos;
Já o FC Famalicão conseguiu apenas 15 golos;
FC Famalicão e FC Porto defrontaram-se apenas cinco vezes desde o ano 2000;
Nas últimas três receções ao FC Porto, os famalicenses venceram por duas vezes e perderam apenas uma;
Do plantel atual da equipa portista, Mehdi Taremi é quem tem mais golos frente ao FC Famalicão, com dois golos marcados na época passada;
Sérgio Conceição defrontou quatro vezes o FC Famalicão como treinador, todas elas ao serviço do FC Porto – venceu três vezes e perdeu uma;
Ivo Vieira, frente ao FC Porto, tem um registo de doze jogos, tendo vencido dois (ao comando do CS Marítimo), empatado outros dois e perdido oito;
Os últimos quatro encontros entre ambos os clubes tiveram mais de dois golos;
Na última deslocação do FC Porto a Vila Nova de Famalicão o jogo acabou em goleada – 1-4 para os dragões.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
Ivo Rodrigues (FC Famalicão) – Pode ditar a “lei do ex” no Municipal de Famalicão. Ivo Rodrigues já fez o gosto ao pé nesta época em jogos oficiais e certamente que não ficará por aqui. O extremo de 26 anos regressou na época passada a Portugal para representar o FC Famalicão e ainda foi a tempo de, em pleno Estádio do Dragão, fazer um dos golos mais bonitos da sua carreira através de pontapé de livre. Terminou a última temporada com 14 jogos, 6 golos e duas assistências e é definitivamente um jogador a ter em atenção.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
João Mário (FC Porto) – Esta poderá ser a época de afirmação de João Mário no FC Porto. Na época transacta entrou com tudo no clássico com o SL Benfica e assistiu para golo, mostrando a Sérgio Conceição que podia ser uma opção para lateral direito. Desde então que preencheu o lugar e muito bem. Na pré-época exibiu-se em grande nível e no primeiro jogo a sério, contra o Belenenses SAD, confirmou o talento que tem vindo a mostrar. Um jovem jogador da formação portista que está a deixar todos de água na boca, incluindo o próprio treinador Sérgio Conceição.
XI’S PROVÁVEIS:
FC Famalicão (4-4-2): Luiz Júnior; Diogo Figueiras, Batubinsika, Riccieli, Rúben Lima; Lawrence Ofori, Gustavo Assunção, David Tavares, Iván Jaime; Bruno Rodrigues e Ivo Rodrigues.
Treinador: Ivo Vieira
“Pensar o jogo e fazer por acontecer o resultado. Vai ser difícil frente a um opositor forte, mas para irmos a jogo temos de acreditar que o resultado a nosso favor é possível. Nos 90 minutos temos de lutar e correr atrás do que queremos conquistar.”
FC Porto (4-4-2): Diogo Costa; João Mário, Pepe, Mbemba e Zaidu; Otávio, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe e Luis Díaz; Toni Martínez e Mehdi Taremi.
Treinador: Sérgio Conceição
“Espero uma equipa dentro daquilo que foi a imagem que deixou no final da época passada. O treinador é o mesmo, houve saídas e entradas, mas estrutura mantém-se. O Famalicão habituou-nos a ser um clube estável, tem um treinador que tem feito bons trabalhos e muito positivo na dinâmica que dá à equipa.”
A CRÓNICA: REFEIÇÃO DE GUERREIRO PARA OS LEÕES DE AMORIM
O primeiro jogo caseiro dos Guerreiros do Minho foi realizado numa agradável noite de sábado na cidade bracarense, onde a equipa mediu forças com o conjunto orientado por Rúben Amorim.
Uma primeira parte que fica marcada pela boa organização de ambas as equipas, a nível tático, contribuindo para um jogo equilibrado, no entanto, passivo. Assegurada a agressividade nas bancadas (aqui devo acrescentar as duras críticas à arbitragem por parte dos adeptos da casa), a formação orientada por Carlos Carvalhal começou a demonstrar aquilo que faz melhor, e em que é perigosa, sendo a equipa com uma entrada mais brilhante, conseguindo arrancar algumas oportunidades bastante perigosas para a baliza de Adán.
O ditado é velho: quem não marca, sofre. Assim, Esgaio ganha uma segunda bola mal batida e cruza com exatidão para a área da baliza de Matheus, que não consegue travar a bala rematada por Jovane Cabral. O atual campeão da Primeira Liga Portuguesa acabava de se colocar em vantagem no marcador.
Na segunda parte, esperava-se uma reação do SC Braga, mas foi o Sporting CP que voltou a mostrar serviço. Aos 50 minutos, Pedro Gonçalves encontrou um buraquinho na grande área e, de pé direito, fez o 2-0 para os leões.
A reação do SC Braga estendeu-se exclusivamente à procura de lances de bola parada. Mas a única fonte de esperança foi a expulsão de Matheus Reis. Logo depois de os leões ficarem reduzidos a 10 elementos, Adán voltou a ser posto à prova por duas ocasiões. Destaque para a grande defesa ao remate de pé esquerdo de Iuri Medeiros.
Aos 92 minutos, a reação acabou por tomar contornos significativos. Abel Ruíz deu uma réstia de esperança para os últimos minutos frenéticos, mas não foi suficiente.
Com este resultado, o Sporting CP assume o primeiro lugar em igualdade pontual com o SL Benfica. Já o SC Braga cai para o 6.º lugar, numa fase ainda muito embrionária da época.
A FIGURA
Carlos Silva / Bola na Rede
Jovane Cabral – O jovem brilhou com um golo e uma assistência frente ao SC Braga. O menino dos leões continua a dar cartas, época atrás de época, e promete mais uma época de qualidade sob o comando de Rúben Amorim, que apresentou um esquema brilhante na Pedreira.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Abordagem ao jogo de Carlos Carvalhal – Num jogo em que a equipa bracarense ia defrontar uma defesa sólida, composta por três centrais, notou-se que a permanência de Abel Ruíz enquanto homem mais sozinho e desapoiado na frente de ataque não foi a melhor opção. Só depois da entrada de Mário Gonzalez é que o avançado teve o verdadeiro apoio e conseguiu faturar, ajudando também a encostar o Sporting CP na linha defensiva.
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
A equipa de Carlos Carvalhal apresentou-se num 3-4-3, que algumas vezes variava para um 4-3-3. No 3-4-3, Al Musrati e Fransérgio assumiam a zona intermediária e Galeno assumia a ala esquerda, no apoio ao extremo Fábio Martins. Na ala direita, tinhamos Fabiano Souza no apoio ao outro extremo, Lucas Piazon. Os três centrais eram Tormena, Paulo Oliveira e Raúl Silva.
No 4-3-3, Tormena desdobrava-se para lateral esquerdo e a dupla de centrais ficava apenas com Paulo Oliveira e Raúl Silva, o que normalmente acontecia na saída a jogar do SC Braga aquando dos pontapés de baliza. Galeno tornava-se, assim, praticamente num extremo bem aberto. Destaque para Abel Ruíz, que teve pouco apoio ao longo de um encontro em que a equipa estava a enfrentar três centrais.
Só com algumas substituições, como a entrada de Mário González, é que os bracarenses encostaram definitivamente o Sporting CP na zona mais defensiva. A falta de eficácia, definição e pragmatismo também acabaram por condenar os Guerreiros do Minho neste encontro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus (5)
Al Musrati (6)
Galeno (6)
Fábio Martins (5)
Paulo Oliveira (5)
Piazon (5)
Alan Ruiz (7)
Silva (4)
Raul Silva (5)
Tormena (5)
SUBS UTILIZADOS
Mario Gonzalvez (7)
André Horta (6)
Iuri Medeiros (5)
Rui Fonte (-)
Roger (-)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Alinhando no habitual 3-4-3 de Rúben Amorim, a formação da capital apresentou uma defesa constituída por Feddal, Coates e Gonçalo Inácio. O meio campo ficou assegurado pelos suspeitos do costume, Ricardo Esgaio e Rúben Vinagre nas laterais, auxiliando Palhinha e Matheus Nunes no centro. Os três homens mais avançados no campo permaneceram Pedro Gonçalves, Paulinho e Jovane Cabral.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Adan (7)
Jovane C. (9)
Coates (6)
Ricardo Esgaio (8)
Feddal (5)
Gonçalo Inácio (6)
Matheus (5)
Palhinha (5)
Paulinho (4)
Pedro Gonçalves (6)
Rúben Vinagre (5)
SUBS UTILIZADOS
Nuno Santos (6)
Matheus Reis (-)
Tiago Tomás (-)
Porro (-)
Ugarte (-)
BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Braga
Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.
Sporting CP
BnR: Como disse, o golo não foi sucedido logo após a expulsão de Matheus Reis. Pergunto-lhe se acha que esta expulsão teve influência nas oportunidades que foram criadas pelo SC Braga e, posteriormente, no golo que surgiu?
Rúben Amorim:Acho que não, teve mais mérito o SC Braga. Foi por aquele lado, tivemos de trocar o Esgaio e aí o treinador não mexeu bem daquele lado e não fechou e não deu informação. Os jogadores dão tudo e deram tudo. Tentaram fazer aquilo que nós dissemos, e poderá ter alguma influência, porque nós tivemos de trocar algumas vezes aquele lado. Isso tudo também foi trabalhado pelo treinador do SC Braga e nós conseguimos aguentar o resultado, e temos mérito por isso.
Rescaldo de opinião de Ana Beatriz Martins e João Castro
A CRÓNICA: COM DIFICULDADES E MENOS JOGADORES, O VITÓRIA FC CONQUISTA OS TRÊS PONTOS NO INÍCIO DA LIGA 3
No Estádio do Bonfim, o duelo entre o Vitória FC e o Amora FC marcou o arranque das duas equipas na recém-criada Liga 3.
Em campo, entrou um Vitória FC mais nervoso, com dificuldades na saída de bola, e um Amora FC com mais garra e vontade, assumindo o controlo inicial. Nesta lógica, os visitantes foram os responsáveis pelas primeiras investidas no último terço adversário, sobretudo a partir das alas. Contudo, já o ditado dizia: quem não marca, sofre. E, aos 26 minutos de jogo, Daniel Carvalho, jogador do Vitória FC, foi derrubado na área e foi grande penalidade. Decisão nos pés do número 87, Zequinha, e este não vacilou. 1-0 para os da casa.
Na segunda parte, o Vitória FC dava sinais de mais uma entrada “fraquinha”, mas remediou-se rapidamente e o jogo tornou-se mais equilibrado. Aliás, o tempo foi seu amigo, porque, cada minuto que passava, o Vitória FC crescia no jogo e mostrava ser capaz de defender o resultado.
Juntou-se a polémica e a confusão à festa com a expulsão de membros do banco do Vitória FC. Minutos depois, Mano levou o segundo amarelo e deixa a equipa de Setúbal reduzida a dez jogadores. O público estava ao rubro e as emoções à flor da pele. O Estádio do Bomfim aquecia, e de que maneira!
Entretanto, o Amora FC fez alterações na equipa na esperança de alcançar o empate. A verdade é que foram soberanos na ponta final e estiveram muito perto, não fosse a grande exibição do guardião João Valido. Não obstante o claro domínio do Amora FC nos minutos finais, foi o Vitória FC que arrancou a Liga 3 com os três pontos.
— Vitória Futebol Clube – Oficial (@oficialvfc) March 3, 2021
João Valido – Podia ter sido outro nome, é verdade. No entanto, aponto o guardião sadino como a figura do jogo pelas suas defesas irrepreensíveis na ponta final do jogo. Com o Vitória FC a vencer pela margem mínima, João Valido salvou a equipa do empate e os seus esforços valeram os três pontos ao Vitória FC.
Flávio Silva – O número 9 do Amora FC. Embora a equipa visitante tenha tido vários momentos de perigo, Flávio Silva podia ter feito muito mais. Aos meus olhos, pouco contribuiu e certamente já teve melhores noites.
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA FC
A equipa orientada por António Pereira defrontou o Amora FC com um 4-2-3-1 numa partida a contar para a primeira jornada da Liga 3. Os primeiros minutos não foram os melhores para os vitorianos, que estavam com problemas em sair a jogar. Assim, tentavam a sua sorte através de contra-ataques rápidos, com Bruno Ventura a ter um papel importante na ligação entre setores. As bolas longas em desmarcação também foram uma aposta no primeiro tempo.
Na segunda parte, ainda tiveram algumas oportunidades de perigo através (sobretudo) de contra-ataques. Mas viram-se em dificuldades, especialmente quando ficaram reduzidos a dez jogadores.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
João Valido (8)
Mano (5)
François (6)
Bruno Luz (6)
Nuno Pinto (6)
Bruno Ventura (7)
Daniel Carvalho (7)
José Semedo (6)
Bruno Almeida (6)
Zequinha (8)
Frederic Mendy (6)
SUBS UTILIZADOS
Kamo Kamo (-)
ANÁLISE TÁTICA – AMORA FC
Para dar início à sua campanha na Liga 3, o Amora FC de Bruno Dias alinhou-se com um sistema tático de 5-1-3-1 para defrontar os vitorianos. Assim que pisaram o relvado, o seu objetivo era chegar ao golo rapidamente. É inegável que causaram perigo com algumas investidas perigosas, sobretudo através das alas, com direito a cruzamentos. No entanto, sentiram dificuldades no momento de finalização e viram o adversário inaugurar o marcador primeiro.
No segundo tempo, ficaram em vantagem numérica e dispuseram de várias ocasiões perigosíssimas que poderiam ter resultado no empate. A entrada de Gildo Rodrigues teve um forte impacto no ataque, mas não alcançaram o pretendido: o 1-1.
O início de jogo mostrou muitas cautelas por parte de ambas as equipas, com pouca velocidade e muito controlo de bola, não correndo nenhuma das equipas qualquer tipo de risco.
Assistimos ao primeiro remate por volta do minuto 5, da autoria de Rodrigo Martins, mas sem grande perigo. O jogo foi-se mantendo numa toada morna, até que, aos 22 minutos, Vargas apareceu completamente isolado, mas Miguel Santos teve uma intervenção soberba e evitou o primeiro golo do jogo.
A partir do minuto 30, o CD Feirense foi tomando conta do jogo e colocou por mais duas vezes as redes do CD Mafra em grande perigo: por volta dos 33 minutos, uma excelente cabeçada de João Paulo à qual Miguel Santos responde com a defesa da primeira parte; por volta dos 36 minutos, num livre de longe, Fábio Espinho dispara um míssil, que Miguel Santos defende para a frente e Samuel falha incrivelmente a recarga.
A primeira parte acabou com o CD Feirense a pressionar claramente o último reduto do CD Mafra, que não conseguia chegar com perigo à baliza dos “fogaceiros”.
O início de segunda parte trouxe mais forte o CD Mafra, com um futebol mais rápido e vertical, com Okitokandjo, à passagem do minuto 52, a cabecear com muito perigo, mas Igor respondeu com uma excelente defesa. O mesmo Okitokandjo disparou ao minuto 65, mas mais uma vez Igor respondeu com umA excelente defesa.
Ao minuto 73, Igor voltou a brilhar e defendeu um livre superiormente marcado por Bura, mantendo o CD Feirense no jogo.
Com um CD Mafra balanceado na frente, o CD Feirense, num ataque muito rápido pelo seu lado esquerdo, lançou a bola para a área, onde o menino colombiano Vargas apareceu a concretizar, dando expressão ao marcador.
A partir deste momento, o CD Mafra foi tentando responder e o CD Feirense aguentou estoicamente o resultado. Nos últimos minutos, destaque ainda para a expulsão de Kikas, que dificultou ainda mais a missão dos homens da casa.
No cômputo geral do jogo, o resultado poderia pender para qualquer um dos lados, mas foi o CD Feirense a equipa mais feliz.
A FIGURA
Uma sugestão: Estejam atentos a este jovem talento colombiano (19 anos) de nome Kerwin Vargas, que vai representar o Feirense! pic.twitter.com/VzUhVR7iaI
Kewin Vargas – O menino colombiano, que faz a sua primeira época de sénior (a época passada era júnior no CD Feirense), para além de ter dado muito trabalho na primeira parte à defesa do CD Mafra, acabou por ser decisivo ao marcar o único golo da partida.
Kikas – Depois de ter sido lançado pelo mister Ricardo Sousa para ajudar no ataque em busca do empate, perdeu a cabeça e, num lance com Diga, acabou expulso com um cartão vermelho direto, deixando a sua equipa reduzida a dez elementos.
ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA
Com Miguel Santos a fazer a sua estreia na baliza do CD Mafra (Renan lesionou-se na primeira jornada), a defesa deste 4-3-3 foi composta por Tomás Domingos à direita, Gui Ferreira à esquerda e os centrais Bura e Pedro Barcelos. Depois, um duplo pivô à frente da defesa, com Bruno Silva e Inácio Miguel, e ainda com Andrezinho à frente deste dois. Na frente, do lado direito, Abel Camará; à esquerda Rodrigo Martins e, no centro, Okitokandjo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Miguel Santos (8)
Tomás Domingos (6)
Bura (6)
Pedro Barcelos (6)
Bruno Silva (7)
Rodrigo Martins (6)
Okitikandjo (5)
Andrezinho (6)
Gui Ferreira (Cap) (6)
Camará (5)
Inácio Miguel (7)
SUBS UTILIZADOS
Pedro Pacheco (4)
Aparício (5)
Chano (5)
Pedro Lucas (4)
Kikas (0)
ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE
Na baliza jogou o Igor, depois uma defesa a três com Sidney a cair para a direita, Icaro no centro e Bruno a cair para o lado esquerdo. Depois, os corredores deste 3-5-2 foram entregues a Diga, pelo lado direito, e Zé Ricardo, pela esquerda. No centro, Samuel Teles, João Paulo e Latyr (este mais avançado), com Fábio Espinho e Vargas como os homens mais adiantados.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Igor (7)
Diga (7)
Ícaro Silva (7)
Fábio Espinho (6)
Vargas (8)
Zé Ricardo (7)
Samuel Teles (7)
João Paulo (5)
Latyr (6)
Sidney Lima (7)
Bruno (7)
SUBS UTILIZADOS
João Pinto (5)
Manu (5)
André Rodrigues (6)
Jorge Teixeira (6)
Tiago Dias (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Mafra
BnR: Míster, embora não se possa apontar nada ao nível de entrega e luta da sua equipa, à sua imagem, diga-se, a nível atacante a sua equipa hoje foi muito ineficaz para não dizer nula. Concorda?
Ricardo Sousa: Sim, concordo. Como diz, não posso apontar nada aos meus jogadores ao nível de entrega e sacrifício, mas faltou efetivamente nos últimos 20 metros decidirem bem, arriscarem como lhes peço. Aí, hoje, estivemos mal, não fizeram o que lhes peço. Eu controlo a equipa até esses últimos vinte metros, aí tem que aparecer a destreza, a desição do jogador, o arriscar, e hoje isso não aconteceu.
CD Feirense
BnR: Míster, o sistema de uma defesa a três é para manter? E foi esta a melhor resposta à derrota caseira da primeira jornada?
Rui Ferreira: Sim, o sistema será para manter, não porque está na moda, mas porque eu sou um defensor deste sistema, que em jogo me pode dar outras possibilidades ao nível de dinâmica da equipa. Efetivamente, na primeira jornada estivemos bem e perdemos em dois lances de bola parada. Eu hoje queria que a equipa mantivesse esse nível exibicional e felizmente conseguimos dar essa sequência com uma equipa de meninos, em que o golo da vitória surge por um menino que era júnior na época passada.
Rescaldo da opinião de Hugo Rodrigues e Carlos Gonçalves
A CRÓNICA: EXPULSÃO AO INÍCIO TORNOU FÁCIL A TAREFA ENCARNADA
O início de época do SL Benfica tem sido em alta e hoje assistiu-se a mais um episódio que faz os adeptos antever uma temporada mais positiva que a anterior: após eliminar o Spartak de Moscovo, os encarnados receberam no seu reduto o FC Arouca.
Os comandados de Jesus não tiveram qualquer dificuldade em despachar o conjunto visitante com uma vitória categórica por 2-0, com o destaque a ir para a exibição do último reforço das águias, Roman Yaremchuk, que esteve presente nos dois golos da sua equipa. Um jogo sem grande história que acabou por ter a bizarra expulsão de Victor Braga como o momento-chave para o triunfo encarnado.
Num final de tarde de bastante calor, o jogo começou muito mal para o FC Arouca: à passagem do minuto oito, o guardião Victor Braga viu o cartão vermelho direto por ter tocado com a mão esquerda na bola fora de área, o que obrigou o técnico visitante a mudar muito cedo a sua estratégia. O sacrificado foi Arsénio, para entrar o suplente Fernando Castro. No livre direto, Luca Waldschmidt atirou à barra e Everton Cebolinha na recarga cabeceou em cheio no poste.
#SLBFCA | 0-0 | ⏱ 14′ Luca takes the free kick and the ball hits the bar. Everton tries to score the rebound, Basso clears and the ball hits the post. 🥲 pic.twitter.com/DmGUJioVo4
A expulsão veio ainda reforçar uma tendência que já se previa antes do início do jogo: o SL Benfica a ter mais bola e completamente instalado no meio-campo contrário. Contudo, as desmarcações dos encarnados estavam a ser em vão, já que a defesa arouquense estava bem sintonizada e conseguia sempre colocar os homens mais avançados caseiros em posição irregular. Foi preciso esperar até aos 29’ para ver novamente um lance de perigo para as águias: num lance já típico seu, Cebolinha fletiu para o meio e disparou a rasar a trave da baliza adversária.
O marcador foi inaugurado aos 38 minutos por Waldschmidt. Pizzi recuperou a bola no meio-campo defensivo, deu para João Mário, que desmarcou Yaremchuk, com este a passar por um defesa e a assistir o número dez do SL Benfica para o seu segundo golo na Primeira Liga.
Cinco minutos depois, Yaremchuk fez mesmo o gosto ao pé depois de um belo cruzamento do lado direto tirado por Pizzi. A vantagem de dois golos a favor da equipa da casa justificava-se pela maior procura durante a maioria da primeira parte, muito por culpa da inferioridade numérica do FC Arouca.
O primeiro lance de perigo da segunda parte surgiu por intermédio de João Mário, aos 51 minutos, num potente remate fora de área que não passou muito longe da baliza de Fernando Castro. Antes do alcance do minuto 60, Jorge Jesus fez uma tripla substituição, colocando em campo Taarabt, Rafa Silva e Gonçalo Ramos. O FC Arouca timidamente ia tentando levar perigo à baliza de Vlachodimos, e fê-lo aos 65 minutos num remate ao lado de André Bukia.
Já com André Almeida em campo, foi-se assistindo a um autêntico show de golos falhados por parte do SL Benfica, com Waldschmidt a ser o maior protagonista de lances em que a vantagem se podia ter alargado, só que estava a faltar assertividade na hora de colocar a bola no fundo das redes.
Até ao apito final do árbitro, o conjunto caseiro bem tentou chegar ao terceiro golo, mas esse objetivo acabou por não se concretizar para grande tristeza dos adeptos presentes nas bancadas da Luz. O jogo fechou com 2-0 no marcador e a confirmação de que o SL Benfica está a ter um início fulgurante de época, o que pode ser um sinal de que a má temporada 2020/21 já vai bem longe no horizonte. Yaremchuk fez toda a diferença numa partida controlada a belo prazer pelas águias.
A FIGURA
Yaremchuk estreou-se a marcar pelo SL Benfica na Primeira Liga. Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Roman Yaremchuk – Que bela estreia no onze inicial para o último dos reforços do SL Benfica para esta temporada! Bastante interventivo na frente de ataque, o avançado ucraniano teve em alta nos minutos em que esteve em campo, sendo que participou de forma direta nos dois golos das águias, primeiro com uma assistência e, depois, com um golo. Uma exibição que deixa antever uma possível preponderância no ataque encarnado durante a época.
O FORA DE JOGO
Victor Braga deixou o FC Arouca reduzido a dez unidades frente ao SL Benfica. Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Victor Braga – O guarda-redes prejudicou bastante os seus colegas com um lance de completa desatenção que ditou a sua expulsão. Costuma-se dizer que erros destes ao mais alto nível se pagam caro, e o certo é que o FC Arouca saiu muitíssimo penalizado com a mudança repentina na estratégia ocorrida ainda antes dos primeiros 10 minutos de jogo.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
A senda de três triunfos consecutivos no início de temporada trouxe um SL Benfica confiante para mais um duelo da Primeira Liga. Depois de eliminar o Spartak na eliminatória da Liga dos Campeões, Jorge Jesus fez bastantes mexidas – sete no total – no seu onze inicial: o sistema utilizado foi o 4-4-2, com os grandes destaques a serem as duplas de meio-campo (Meité e João Mário) e ataque (Roman Yaremchuk e Luca Waldschmidt).
O SL Benfica entrou bem no jogo, com vontade de assumir as despesas de jogo, e isso ficou evidenciado com a expulsão de Victor Braga numa fase prematura da partida. A jogar mais com um, os comandados de Jorge Jesus intensificaram ainda mais a pressão sobre o adversário, embora o momento de desmarcação estivesse a sair mal, muito por culpa da boa sincronização da linha defensiva do FC Arouca.
Teve de se esperar até aos últimos 15 minutos do primeiro tempo para ver o SL Benfica a chegar à vantagem, que se aceitava perfeitamente. O grande destaque dos primeiros 45 minutos foi a excelente dinâmica entre João Mário, Yaremchuk e Luca Waldschimdt.
Na segunda parte, assistiu-se a uma repetição do filme observado nos primeiros 45 minutos: equipa encarnada com maior controlo de jogo e à procura de deixar o FC Arouca ainda mais numa posição frágil, só que faltava maior acerto no momento de visar a baliza à guarda de Fernando Castro.
O SL Benfica ia pressionando, mas sem grande acutilância, o que permitiu a Jorge Jesus fazer uma rotação mais efetiva da sua equipa a pensar no jogo da próxima semana, contra o PSV.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Odysseas Vlachodimos (5)
Gilberto (6)
Nicolás Otamendi (6)
Morato (6)
Gil Dias (6)
Soualiho Meité (6)
João Mário (6)
Pizzi (6)
Everton Cebolinha (6)
Luca Waldschmidt (7)
Roman Yaremchuk (8)
SUBS UTILIZADOS
Adel Taarabt (5)
Rafa Silva (6)
Gonçalo Ramos (5)
André Almeida (5)
Carlos Vinícius (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA
Após ter começado o campeonato com uma derrota em casa, o FC Arouca veio à Luz à procura de conquistar os seus primeiros pontos, mas a tarefa não seria nada fácil de ser alcançada. Depois da derrota sofrida em casa na jornada anterior, o treinador Armando Evangelista fez apenas duas mudanças no seu onze: no setor mais recuado, o central João Basso e o lateral Quaresma jogaram de início nos lugares de Baptiste Aloé e Joel Ferreira respetivamente.
O jogo praticamente começou com a expulsão do guardião Victor Braga, o que levou à mudança repentina na estratégia para o resto do jogo. Se já com 11 seria uma árdua tarefa pontuar na Luz, com menos um isso acabaria por ser uma completa miragem, uma vez que os homens de Armando Evangelista se limitaram somente a tentar suster as intenções encarnadas de marcar.
A missão estava a ser parcialmente bem-sucedida, mas o golo de Waldschmidt aos 38’ deitou tudo por terra. Já perto do intervalo, o FC Arouca pôs em sentido a defesa encarnada com dois lances seguidos – remate de Eugeni Valderrama, para defesa apertada de Vlachodimos, e lance de André Silva na sequência de um canto, onde Gilberto fez um corte importante -, mas não conseguiu reduzir a diferença no marcador.
O segundo tempo foi ainda mais penoso para o FC Arouca, que esteve apenas remitido ao seu meio-campo defensivo e só por uma vez conseguiu ir até à baliza de Vlachodimos. A expulsão de facto estragou qualquer vontade dos visitantes em tirar pontos ao SL Benfica, deixando assim a equipa recém-promovida sem qualquer ponto conquistado ao fim de duas jornadas já jogadas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Victor Braga (2)
Thales Oleques (4)
João Basso (5)
Sema Velázquez (6)
Mateus Quaresma (4)
Pedro Moreira (4)
Leandro Silva (5)
André Bukia (5)
Eugeni Valderrama (5)
Arsénio Nunes (-)
André Silva (4)
SUBS UTILIZADOS
Fernando Castro (5)
Pité (4)
Adílio Santos (5)
Brunão (4)
Or Dasa (4)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
Não foi possível colocar questão ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.
FC Arouca
BnR: Na antevisão ao jogo, disse que um dos objetivos na visita à Luz era o FC Arouca conseguir conquistar o respeito dos adversários. Antes de sofrer o primeiro golo, a sua equipa conseguiu fechar bem os caminhos da baliza. Sente que esse objetivo foi alcançado? E o que retira de positivo deste jogo?
Armando Evangelista: “Parece-me que uma equipa que chegou agora à Primeira Liga e que há um ano estava a jogar o Campeonato de Portugal e que conta com um grande número de atletas que jogaram nessa divisão (eram seis) e faz aquilo que fez, acaba por deixar uma imagem positiva. Até porque a nossa postura não foi de perder tempo, quebrar o ritmo de jogo e recorrer sistematicamente à falta. Foi sim uma postura de uma equipa que quer jogar o jogo pelo jogo, que quer divertir-se na disputa do jogo e gosta de jogar, por isso, perante o domínio que não deixa dúvidas, nem a justiça do resultado se discute, parece-me que, em relação a esse objetivo, fomos bem sucedidos. Por isso, por este conjunto de situações, tenho apenas de dizer que fico orgulhoso da equipa, embora não satisfeito com o resultado final”.
A CRÓNICA: ARRANQUE A TODO O GÁS NA SEGUNDA PARTE VALE PRIMEIRO TRIUNFO NA SEGUNDA LIGA PARA O CASA PIA AC
Casa Pia AC e FC Porto B defrontaram-se esta tarde no Estádio Pina Manique, a contar para a segunda jornada da Segunda Liga Portuguesa. Nenhuma das formações tinha conseguido vencer na primeira ronda (os gansos tinham perdido fora frente ao Académico de Viseu FC por 2-1, ao passo que os dragões empataram, 2-2, em casa, perante o CD Trofense), por isso, ambas queriam alcançar hoje a primeira vitória.
O jogo foi jogado debaixo de um intenso calor (temperaturas a rondar os 33 graus), o que, em teoria, poderia prejudicar o espetáculo. Apesar disso, desde o instante inicial notou-se compromisso e empenho por parte das duas equipas, o que levou a um jogo maioritariamente dividido durante a primeira metade. Ambas as equipas, Casa Pia AC e FC Porto B, procuravam impor o seu jogo, nenhuma baixou muito o bloco e o jogo teve vários duelos no meio-campo.
Com o jogo algo condicionado no centro do terreno, foi com naturalidade que as equipas procuraram os corredores laterais (e as bolas paradas) para tentar criar perigo. Kelechi deu o primeiro aviso depois de um canto, mas o primeiro momento de maior perigo surgiu em transição, com Lucas Soares a finalizar um contra-ataque bem gizado pela equipa da casa (apesar de tudo, defesa tranquila para Ricardo Silva).
Danny Loader podia ter tido a melhor ocasião dos dragões depois de um cruzamento rasteiro de João Mendes, mas Ricardo Batista desviou a bola antes que o avançado inglês pudesse encostar para a baliza. Na resposta, João Vieira teve tudo para rematar, mas Ndiaye impediu um possível golo com um corte fundamental. O intervalo chegava sem golos, mas com muita energia por parte das duas equipas, apesar do calor.
Se a primeira parte não trouxe golos, a segunda abriu praticamente com o golo do Casa Pia AC. Jogada elaborada pelo corredor esquerdo, Godwin a entregar em Vitó, que cruzou rasteiro para uma zona onde apareceu Lucas Soares, sem marcação, a finalizar sem hipótese para Ricardo Silva. Apesar da contrariedade, o FC Porto B respondeu bem, novamente na exploração dos corredores laterais.
Primeiro, Gonçalo Borges fugiu bem da marcação, mas o cruzamento saiu contra um adversário, e depois foi João Peglow a trabalhar bem na esquerda e a rematar com perigo, mas para fora. António Folha não esperou mais e, aos 60 minutos, fez entrar Silvestre Varela e Samba Koné, para as saídas de Peglow e Rodrigo Valente. O impacto de Varela fez-se logo sentir, com um cruzamento para a cabeça de Danny Loader, mas o remate saiu por cima.
Filipe Martins, talvez sentindo a equipa a recuar demasiado, respondeu com a saída de Lucas Soares e Banjaqui para a entrada de Jota e Zach. A aposta revelou-se rapidamente certeira. Aos 73 minutos, o Casa Pia AC recuperou uma bola em zonas altas que encontrou Godwin, o avançado trabalhou bem, rematou para defesa apertada de Ricardo Silva e o ressalto levou a bola a ir ter com Jota, que fez o 2-0.
Depois disso, o jogo não teve muito mais história. Os azuis e brancos sentiram o golpe que foi o 2-0 e o Casa Pia AC, tirando mais uma ocasião de Godwin, não precisou de fazer mais do que gerir o resultado até ao final.
A FIGURA
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
SaviourGodwin – É provavelmente o maior desequilibrador deste plantel no que toca à exploração do duelo individual. Godwin serviu Vitó para a assistência do médio para o primeiro golo e obrigou Ricardo Silva a uma primeira defesa no lance que viria a dar o 2-0. Não esteve muito constante durante o jogo, mas foi decisivo quando apareceu.
DannyLoader – O avançado foi o elemento menos do ataque do FC Porto e teve duas boas ocasiões para inaugurar o marcador, às quais não conseguiu corresponder. Não tendo marcado e não tendo conseguido estar muito em jogo, o FC Porto B ressentiu-se.
ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC
A equipa de Filipe Martins apresentou-se num 4-3-3, que era um 4-4-2 a defender (Banjaqui juntava-se a João Vieira na primeira pressão). A equipa foi criando perigo na primeira parte através da exploração dos corredores laterais, com destaque para Godwin, talvez o maior desequilibrador desta equipa no duelo individual. Pouco antes do 2-0, a equipa passou a defender com uma linha de cinco defesas, com o golo de Jota a dar um maior conforto ao Casa Pia AC.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Batista (5)
Rodrigo Galo (5)
Vasco Fernandes (6)
Kelechi (6)
Leonardo Lelo (5)
Ângelo Neto (5)
Banjaqui (6)
Vitó (6)
Lucas Soares (7)
Saviour Godwin (7)
João Vieira (5)
SUBS UTILIZADOS
Jota (7)
Zach (6)
Lucas Silva (5)
Zolotic (5)
Camilo (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B
António Folha também dispôs a sua equipa para esta partida num 4-3-3 e também se notou a predisposição para criar mais perigo através dos corredores laterais, mais do lado esquerdo, com João Mendes a dar mais profundidade ao corredor do que Tomás Esteves (que ataca preferencialmente por dentro) no lado direito. Silvestre Varela ainda entrou para agitar um pouco as águas, mas o segundo golo que o FC Porto B sofreu deixou a equipa sem grande reação.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Silva (6)
Tomás Esteves (5)
João Marcelo (5)
Zé Pedro (5)
João Mendes (6)
Mor Ndiaye (5)
Bernardo Folha (4)
Rodrigo Valente (4)
Gonçalo Borges (6)
João Peglow (6)
Danny Loader (4)
SUBS UTILIZADOS
Silvestre Varela (6)
Samba Koné (5)
Vasco Sousa (6)
Soto (6)
Léo Borges (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Casa Pia AC
BnR: Pergunto-lhe se a ideia ao intervalo passava por começar forte na segunda parte para tentar marcar e depois jogar com a vantagem, e pergunto-lhe também o que pretendeu com a dupla alteração que efetuou quando entraram o Zach e o Jota, que até marcou?
FilipeMartins: Ajustámos algumas coisas ao intervalo, algumas coisas a nível posicional. Em relação ao Jota, o nosso plano inicial até era tirar o Zidane [Banjaqui], passar o Godwin para dentro e fechar um bocadinho mais os corredores com o Jota, um elemento fresco, mas entretanto, houve ali uma série de acontecimentos. O Galo vem de uma lesão, teve ali algumas cãibras físicas, o Neto também teve uma quebra devido a uma pancada, e nós tínhamos o Zach a aquecer, que é um jogador que pode jogar tanto a lateral-direito, como a central, e achámos por bem, até porque não tínhamos ninguém com as mesmas características em relação ao que Zidane estava a fazer e não queríamos mexer no meio-campo, nem dar o sinal de que queríamos defender o resultado. Mas acabou por ser positivo o que fizemos e com a substituição do Zach, jogámos até ao fim da segunda parte com cinco defesas, porque o Galo continuou em jogo, como também estávamos preparados para passar o Zach para a direita da defesa e tínhamos o Rogério no banco. O jogo tornou-se um pouco confuso com as substituições, tínhamos um plano A, um plano B, mas naquele momento não tínhamos um plano C e tivemos de improvisar um pouco, até porque o Zolotic, se estivesse a aquecer, provavelmente seria substituição direta pelo Neto.
FC Porto B
Não foi possível colocar perguntas ao treinador do FC Porto B, António Folha
A CRÓNICA: VIZELENSES FORAM FELIZES JÁ PERTO DO CENTÉSIMO MINUTO
O FC Vizela recebeu este sábado, em casa emprestada, o CD Tondela, numa partida a contar para a segunda jornada da Liga Portuguesa. Equipas que entraram nesta jornada com resultados distintos, visto que o FC Vizela se estreou nesta edição com uma derrota pesada por três bolas a zero frente ao campeão Sporting CP, enquanto o CD Tondela vem de uma goleada também por três golos frente à equipa revelação da temporada passada, o CD Santa Clara.
Um duelo entre duas equipas que se propõem a jogar um futebol atrativo, o jogo mostrou-se mais disputado a meio-campo nos primeiros minutos de jogo. O CD Tondela tentou tomar as rédeas do jogo, mas foi o FC Vizela que criou as primeiras oportunidades de golo. Ao minuto 6, Guzzo combina muito bem com Cassiano e fica sozinho na cara de Pedro Trigueira, mas rematou fraco, à figura do guarda-redes. À passagem do minuto 12, novamente Cassiano, a receber de costas para a baliza e a oferecer a Nuno Moreira, que atirou à baliza, mas a bola passou a rasar o poste.
Numa fase em que era o FC Vizela quem tomava conta do jogo, é o CD Tondela que chega ao golo. 36 de jogo, jogada rápida nas imediações da área vizelense, Murillo faz um passe a desmarcar Daniel dos Anjos, que é agarrado por Bruno Wilson. O árbitro não tem dúvidas e aponta para a marca dos 11 metros. João Pedro, batedor habitual, foi chamado à conversão e não vacilou, inaugurando assim o marcador para a equipa beirã.
A segunda parte iniciou-se com o FC Vizela determinado em fazer o golo do empate, algo que apenas demorou seis minutos a acontecer. Canto batido do lado direito do ataque da equipa minhota, Trigueira sai a soco para afastar a bola, que acaba nos pés de Kiko Bondoso, que só tem de empurrar para dentro da baliza, com esta escancarada.
O FC Vizela continuava com mais bola, mas o CD Tondela esteve mais perto de desbloquear o jogo. Salvador Agra, através de um livre direto ainda muito longe da baliza, fez tremer a baliza defendida por Charles, ao fazer embater a bola no poste direito da baliza dos vizelenses.
Já nos dez minutos finais, chegou a derradeira oportunidade da segunda parte. Livre lateral para a equipa da casa cobrado em direção ao segundo poste, Trigueira aborda mal o lance e Kiki desvia para a baliza, mas a bola é cortada decisivamente pela equipa tondelense em cima da linha de golo.
Quando tudo parecia decidido, eis que apareceu Schettine. Passe longo nas costas da defensiva tondelense a encontrar Schettine, solto de marcação, que pica a bola por cima do guarda-redes e a carimba a primeira vitória do FC Vizela nesta edição da primeira liga, em cima do minuto 98.
O Vizela consegue, assim, a sua primeira vitória, passadoS 36 anos da última temporada na Primeira Liga.
Guilherme Schettine – Vestiu a capa e fez de herói ao minuto 90+8, praticamente na única ação que teve com bola. Não há muito mais a dizer a não ser que foi absolutamente decisivo para o desfecho da partida.
O FORA DE JOGO
Pedro Trigueira (32) has joined Tondela from Vitoria de Setubal, signing a two-year deal 📝.
This will be his 9th club in Portugal, he’s also represented the national team at U20 & U21 levels. pic.twitter.com/qTFCIiqnRL
Pedro Trigueira – Comprometeu no lance do primeiro golo, com uma saída em falso, e podia ter comprometido por mais duas vezes em lances idênticos. Não mediu bem a profundidade no lance do segundo golo. Não foi, nem de perto nem de longe, uma tarde feliz para o guarda-redes beirão.
ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA
O FC Vizela apresentou-se na formação habitual, um 4-3-3 com um médio mais defensivo no meio-campo. Kiki de novo adaptado como central, mas desta vez subiu Marcos Paulo para o centro do terreno, entrando o central Bruno Wilson no 11 inicial.
Em situação defensiva, Marcos Paulo formou um triângulo invertido, para evitar a saída de bola do CD Tondela pelos médios mais defensivos, Tiago Dantas ou João Pedro, que desciam para pegar no jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Charles (5)
Koffi (6)
Bruno Wilson (4)
Kiki (5)
Ofori (5)
Marcos Paulo (6)
Guzzo (5)
Samu (6)
Kiko Bondoso (7)
Cassiano (6)
Nuno Moreira (7)
SUBS UTILIZADOS
Claudemir (6)
Cann (5)
Zohi (5)
Schettine (9)
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
O CD Tondela apresentou-se num 4-2-3-1, formação já utilizada na última partida, com Rafael Barbosa à frente de João Pedro e Tiago Dantas no meio-campo.
A equipa tondelense privilegiou, quando possível, a saída a três homens na primeira fase de construção, baixando Tiago Dantas ou João Pedro para o meio dos centrais, criando superioridade naquela zona do terreno.
Em processo defensivo, a equipa posicionou-se em 4-4-2, subindo o médio mais ofensivo para fazer uma linha de dois homens com o avançado.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Trigueira (3)
Bebeto (5)
Jota (5)
Quaresma (6)
Khacef (5)
Dantas (5)
João Pedro (7)
Rafael Barbosa (6)
Salvador (6)
Jhon Murillo (5)
Daniel dos Anjos (6)
SUBS UTILIZADOS
Pedro Augusto (5)
Undabarrena (4)
Dadashov (3)
Arcanjo (3)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC VIZELA
BnR: Primeiro jogo em casa com adeptos e, mesmo em casa emprestada, o público aderiu em massa. Que importância teve a massa associativa para a chegada ao golo agora nesta parte final do jogo e o que sentiu em tê-los de volta?
Álvaro Pacheco: Fiquei muito feliz com esta vitória e com o regresso do público. Como já disse, e hoje volta-se a confirmar, eles foram uma parte importante do sucesso que tivemos nos últimos dois anos. Empurraram-nos para a frente, é só ver a reação deles quando sofremos o golo, sempre a apoiar a equipa. Vizela é assim e luta até ao fim.
CD TONDELA
BnR: Os jogadores do meio-campo foram todos trocados no decorrer do jogo, sendo substituídos ou trocados para posições mais exteriores do campo durante o jogo, e a qualidade do jogo baixou manifestamente com essas mesmas trocas. O que quis trazer de novo ao jogo mudando os homens do meio e o que não resultou?
Paco Ayestarán: Não concordo com a qualidade do jogo ter baixado, criamos duas ou três ocasiões depois das trocas e, para mim, isso é qualidade, criar oportunidades. O FC Vizela criou muito através de bolas paradas e não defendemos bem o último lance do jogo. Mas o futebol é assim, ganhamos todos e perdemos todos.
A CORRIDA: PRÉ-FINAL EM BERLIM REDUZ LISTA DE CANDIDATOS DE 18 PARA “APENAS” 14
Tempo de decisões na Fórmula E e Di Grassi em destaque. À entrada para o último fim de semana da sétima temporada da modalidade, um total de 18 pilotos tinham ainda possibilidades matemáticas de assegurar o título de campeão, uma situação possivelmente inédita nos últimos anos do desporto motorizado.
“Pole” para Jean-Éric Vergne e segundo lugar para o português António Félix da Costa, numa sessão de qualificação absolutamente perfeita para a DS Techeetah.
Boa partida para os dois carros dourados, com Mitch Evans (Jaguar) a ganhar um lugar a Sébastien Buemi (Nissan) e o candidato ao título Sam Bird (Jaguar) a ganhar duas posições, apesar de um meio peão durante a primeira volta.
RACE START 🟢⚡️
The moment we went green for Round 14, our penultimate race of the season!
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) August 14, 2021
À passagem dos sete minutos de corrida, e com as posições relativamente estáveis, André Lotterer (Porsche) é o primeiro a activar o “Attack Mode”, com o seu colega de equipa Pascal Wehrlein a seguir o exemplo duas voltas depois.
Nesta altura, os dois Nissans de Buemi e Oliver Rowland, a rodar em formação, activam também os seus aumentos de potência e Wehrlein tenta uma manobra oportunista sobre Rowland que resulta num pneu furado para o piloto alemão da Porsche.
Ainda na mesma volta, Bird abandona com problemas no seu monolugar à saída da última curva (possivelmente causados pelo toque sofrido na primeira volta) e o incidente resulta num período de Safety Car.
Com a corrida neutralizada, o top 3 era então composto por Vergne, Félix da Costa e Lucas Di Grassi (Audi), e os dois DS Techeetah viam-se na liderança provisória do campeonato, o português à frente do francês por um ponto apenas.
Reinício de corrida com 28 minutos restantes e Rowland, ainda com o seu “Attack Mode” activado, de imediato a tentar ganhar mais uma posição desta feita a Jake Dennis (BMW), mas sem sucesso.
O piloto em evidência, neste momento, era mesmo René Rast (Audi), que com o uso do “Attack Mode” subia de 10º para 3º no espaço de três voltas.
Entretanto, mudança na frente com Félix da Costa a passar para a dianteira por troca com Vergne, que parecia ter problemas neste momento.
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) August 14, 2021
A liderança lusa duraria pouco tempo, no entanto, com os dois Audi a ultrapassarem os dois DS Techeetah que entravam num período de “queda livre”.
Da liderança Audi passávamos para a liderança Venturi, quando Edoardo Mortara e Norman Nato aproveitam a descida do Audi de Di Grassi à zona de “Attack Mode” para se colocarem nas primeiras duas posições do E-Prix.
Corrida absolutamente frenética neste momento, não atenuada pela descida às boxes por parte de Nyck de Vries (Mercedes), o líder do campeonato à partida, que caía para penúltimo.
Com menos de um terço da corrida por disputar, os DS Techeetah eram agora 6º e 7º, atrás dos pilotos “em ataque” Dennis e Evans, os dois Venturi de Nato e Mortara, e do líder Di Grassi, que também em modo de ataque havia ultrapassado os dois Venturi de forma autoritária para se colocar na primeira posição.
Até final, luta muito animada pelo último lugar do pódio, com Evans a liderar um grupo composto também por Nato, Dennis e Vergne.
Seguia-se o grupo de Félix da Costa, Maxi Günther (BMW) e Rast, que, resultado da batalha à sua frente, conseguiriam aproximar-se à entrada das últimas duas voltas para formar um grupo de sete pilotos.
Na frente, Mortara tentava tudo para roubar a vitória a Di Grassi na última volta, mas o brasileiro defendia de forma brilhante para assegurar o lugar cimeiro do pódio no “sprint” para a linha da meta.
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) August 14, 2021
Após uma corrida entusiasmante que deixa água na boca para a “finalíssima” de domingo, contas feitas: de Vries continua líder com 95 pontos, mas sob intensa pressão de nada menos que seis outros pilotos, todos a menos de 10 pontos do holandês.
Nos construtores, situação semelhante, com 14 pontos apenas a separar os líderes Jaguar e a BMW no 6º lugar. Tudo em aberto, por isso, para o último E-Prix da época, que será disputado amanhã no mesmo local, pelas 14:30 de Portugal continental.
Ao primeiro esforço de análise, pode ser difícil estabelecer uma relação entre Andrea Bocelli e a Académica OAF. A verdade é que ela existe. O Estádio Cidade de Coimbra recebeu, a 25 e 26 de junho de 2021, dois concertos do tenor italiano que colocaram fim ao tempo de vida útil do relvado da infraestrutura.
A renovação do piso não foi feita a horas do jogo entre a Académica OAF e o Varzim SC, da segunda jornada da Liga 2. Os estudantes seguiram viagem para Taveiro, onde receberam os varzinistas no estádio homónimo do treinador do FC Porto, o Estádio Sérgio Conceição.
Na bancada, as cadeiras ficaram vazias. A Académica OAF cumpriu uma sanção de um jogo à porta fechada que remete para incidentes ocorridos em 2019 num jogo de pré-época frente ao SL Benfica, em que, inclusivamente, um adepto encarnado fraturou uma vértebra.
Num jogo disputado em circunstâncias excecionais, um grupo de adeptos do Varzim SC reuniu‑se no cimo de um monte adjacente ao estádio com uma vista que nem a melhor tribuna presidencial é capaz de dar. Foi de lá que os aficionados poveiros viram a Académica OAF criar a primeira situação de perigo. Fatai, que na temporada passada estava na Póvoa de Varzim, atirou em jeito para uma boa intervenção de Ricardo.
Logo de seguida, João Pedro solicitou Fatai na profundidade e este assistiu João Carlos. O brasileiro tentou finalizar, mas não acertou em mais nada do que na massa de ar diante de si.
Já com adeptos da Académica OAF também presentes nas imediações do estádio, a ligação entre Fatai e João Carlos voltou a ser acionada. Desta vez, o ponta de lança conseguiu acertar na bola, mas não em condições de atirar a contar.
No tempo de compensação da primeira parte, Tavinho introduziu a bola na baliza da Académica OAF. O árbitro assistente assinalou um fora de jogo que levou a muitos protestos na ida para os balneários.
Os golos estavam reservados para a segunda metade. João Carlos, na terceira grande ocasião que teve, rematou de pé esquerdo ao poste, que, por sua vez, se encarregou de levar a bola ao fundo das redes.
Quem não precisou da ajuda do ferro foi Heliardo. Três minutos passados após a inauguração do marcador, o avançado do Varzim SC restabeleceu o empate com um remate de belo efeito. A situação foi gerada por um erro de Ricardo Dias na primeira fase de construção.
Mesmo ao cair do pano, George Ofosu fez um passe de trivela para Agdon, que teve tudo para completar a cambalhota no marcador. Só com Mika pela frente, o extremo do Varzim SC rematou contra a cara do guarda-redes da Académica OAF que, após o final do jogo, teve que ser transportado para o hospital de ambulância.
Com a maioria das emoções concentradas na casa dos 60 minutos o empate a um viria a persistir até ao fim. O Varzim SC somou o segundo empate consecutivo. Por sua vez, a Académica OAF somou o primeiro ponto no campeonato. Para os alvi-negros, segue-se o dérbi do mar contra o Rio Ave FC. Na próxima jornada, os estudantes deslocam-se ao terreno do Leixões SC.
A FIGURA
Sodiq Fatai é reforço da Académica.
O extremo esquerdo de 25 anos chega a Coimbra depois de ter terminado contrato com o Varzim. pic.twitter.com/DjfpKj5i8w
Fatai – A verticalidade que o caracteriza ajudou-o na criação de várias jogadas de perigo. Assistiu com qualidade os colegas, principalmente João Carlos, e ele próprio teve hipótese de marcar. Tudo somado, foi o mais diferenciador.
O FORA DE JOGO
⚽👏A Direcção da Associação Académica de Coimbra/OAF vem por este meio informar os sócios, adeptos e demais interessados que chegou a acordo com a Belenenses SAD e com o médio Ricardo Dias para a renovação do contrato de empréstimo do jogador. #briosapic.twitter.com/6d59vYxSP3
Ricardo Dias – Comprometeu do lance que deu o golo do Varzim SC. Taticamente, não colou tanto a equipa como é costume.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF
Em comparação ao jogo anterior diante do Rio Ave FC, a Académica OAF promoveu a entrada de Mimito e de Fatai para os lugares de Reko e Hugo Seco. Mesmo assim, a Briosa apresentou o 4-2-3-1 como base do seu jogo, mesmo que a movimentação dos jogadores tenha tornado o sistema bastante moldável.
No processo ofensivo, mesmo tendo como ponto de partida o espaço ao lado de Ricardo Dias, Mimito procurou espaços mais adiantados no terreno, perto de Jonathan Toro, numa configuração perto do 4-3-3. O hondurenho, na posição ‘dez’, foi quem mais argumentos mostrou para jogar entre linhas. Os extremos da Académica OAF, Fatai e Traquina, procuraram aproveitar a profundidade. João Carlos, o ponta de lança, pediu muitas bolas longas para servir de apoio frontal e combinar com os colegas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mika (6)
João Pedro (7)
Michael Douglas (6)
Zé Castro (6)
João Lucas (6)
Ricardo Dias (5)
Mimito (6)
Jonathan Toro (7)
João Traquina (6)
Fatai (7)
João Carlos (7)
SUBS UTILIZADOS
Reko (5)
Hugo Seco (5)
Michel Lima (-)
Costinha (-)
ANÁLISE TÁTICA – VARZIM SC
O Varzim SC também optou pelo 4-2-3-1. Rafael Assis segurou a equipa defensivamente no miolo, fugindo mais às tarefas de construção. O médio defensivo acabou por sair lesionado, aos 22 minutos, sendo rendido por André Leão, que esteve mais predisposto a ter a bola no pé. Luís Silva deu critério com bola, lateralizando muitas vezes a posição para iniciar a construção de jogo da equipa. Nuno Valente, uns metros à frente da dupla de médios mais recuados, conferiu criatividade e definição.
A equipa de António Barbosa teve algumas carências na ligação de jogo pelo corredor central, procurando os flancos como arma preferencial. A defender, procuraram ter uma reação forte à perda da bola. Quando deram espaço aos jogadores da Académica OAF para pensarem o jogo, principalmente na primeira parte, sofreram com passes nas costas da linha defensiva, que apanharam os jogadores mais recuados desprevenidos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Nunes (6)
Luís Pinheiro (6)
André Micael (6)
Cássio (7)
João Reis (6)
Rafael Assis (5)
Luís Silva (7)
Nuno Valente (5)
Murilo (6)
Tavinho (6)
Heliardo (7)
SUBS UTILIZADOS
André Leão (6)
Zé Tiago (5)
Agdon (5)
George Ofosu (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Académica OAF
BnR: A equipa voltou a sofrer um golo devido a um erro na primeira fase de construção. Numa altura em que a Académica OAF está a integrar muitos jogadores novos, ainda custa à equipa entender o custo-benefício que pode ter nas ações na primeira fase de construção?
Rui Borges: “Aceitava isso se me dissesse que eram jogadores que tinham chegado agora. São decisões. Fora é tudo muito fácil, decidimos rápido e bem, vemos onde é que está o espaço. Ali, a decisão não correu tão bem. Não é por isso que vamos apontar o dedo. O erro faz parte e tem-nos saído caro. As vezes em que erramos, temos sofrido golo nestes dois jogos. Não vai ser sempre assim. Não podemos falhar mesmo, nem uma vez. Temos que estar concentrados. Estou orgulhoso em relação ao que eles [jogadores] fizeram, tanto individualmente, como coletivamente, porque me deixa otimista. Fizemos uma primeira parte muito boa, um início de segunda parte também boa, perto do que podemos ser, daquilo que somos e do que vamos ser com toda a certeza”.
Varzim SC
Bola na Rede: Vi-o descontente com o facto de o André Leão e o Luís Silva estarem a lateralizar a posição em simultâneo para iniciarem a construção da equipa, deixando a zona central vazia. Faltou jogo interior ao Varzim SC para criar ainda mais situações de perigo?
António Barbosa: “Na preparação do jogo, queríamos explorar duas situações. Uma era a construção a par, ou seja, um médio no corredor central e outro no corredor lateral. A outra era uma saída a quatro com os laterais mais baixos. A situação que fala aconteceu em alguns momentos em que não estávamos afinados. Tem a ver com a falta de comunicação relativamente ao que são os nossos comportamentos. A isso temos que ter atenção: comunicar, antecipar situações, ler o posicionamento e os comportamentos que o colega de equipa está a ter. Independentemente disso, são dois jogadores de excelência econseguiram ajustar. Inclusivamente, criámos perigo na baliza adversária. Numa situação em que baixaram os dois de cada lado, o Zé Tiago recuou e pudemos depois criar uma situação no corredor. A inteligência e capacidade de ler o jogo deles é superior à do treinador que está focado na dimensão estratégica. Eles conseguiram explorar espaços que eles descobriram e eu não descobri”.
Rescaldo com opinião de Miguel Simões e Francisco Martins