Início Site Página 10944

O percurso até à glória de Giannis Antetokounmpo | NBA

0

50 anos depois, os Milwaukee Bucks sagraram-se campeões da NBA. Mal ecoou a buzina do Fiserv Forum para o final do jogo seis, as câmaras foram logo apontadas ao MVP das finais, Giannis Antetokounmpo.

As lágrimas derramadas pelo jogador grego não se resumiram ao melhor momento da carreira, mas também às dificuldades que sentiu até sentir a glória.

Recorrendo a uma analepse na vida de Giannis, aterramos nas raízes humildes da família na capital da Grécia, Atenas.

Sem facilidades financeiras e com uma fuga da Nigéria para terem melhores condições na bagagem, os Antetokounmpo tiveram de vender óculos e pequenos acessórios na rua para sobreviverem.

Além dos problemas para comprarem bens essenciais, o clã foi vítima de racismo e insultos no país que os acolheu. O basquetebol aparece, neste caso, como uma fuga ao que de mau se passava com o jogador e os quatro irmãos.

A carreira profissional começou no modesto Filathlitikos, da terceira divisão grega. Poucos meses depois, é conhecido que Giannis tinha um princípio de acordo com o CAI Zaragoza, mas o torneio FIBA sub-20, em 2013, mudou-lhe os planos.

Giannis Antetokounmpo acabou por ser escolhido com a 15.ª escolha no Draft de 2013. Sentado ao lado do irmão nas bancadas do Maddison Square Garden, poucos imaginavam o talento e o potencial do mais recente jogador dos Milwaukee Bucks.

A aposta não podia ter sido mais arriscada e tão certeira, ao mesmo tempo.

Desde o primeiro minuto em que pisou a madeira de um pavilhão da NBA, a carreira só melhorou. Primeiro, tratava-se de um atleta em construção, a precisar de treinos para competir com jogadores de outro calibre físico.

Contudo, com o passar dos anos, o extremo-poste passou a ser um dos grandes exemplos de ética de trabalho na melhor liga de basquetebol do mundo.

Na temporada de 2016/17, quatro anos depois da estreia, Giannis foi escolhido para o primeiro All Star Game.

As médias de 22.9 pontos, 8.8 ressaltos e 5.4 assistências também lhe valeram, no final da época, o prémio de Most Improved Player – jogador que mais evoluiu entre temporadas.

Sem nunca se deixar deslumbrar com o sucesso, Giannis também transformou a equipa de sempre, os Milwaukee Bucks. Apesar de não passarem por um deserto sem idas aos Playoffs, a equipa raramente passava da primeira ronda e já não venciam um título desde 1971.

No entanto, o peso nos ombros do grego era cada vez maior. Nos dois anos em que venceu o prémio de MVP, os Bucks ficaram aquém das expectativas e não conseguiam passar às finais da NBA.

Em vários períodos de free agency, crescia o burburinho de que Giannis poderia sair de Milwaukee e se juntar a uma superequipa, mas o jogador manteve-se fiel à cidade que o acolheu e assinou um contrato de longa data.

Esta temporada, com a chegada de Jrue Holiday e novas peças para acabar o puzzle, a imprensa e os adeptos tinham as expectativas um pouco mais baixas.

Nesse sentido, o planeamento correu melhor que o esperado e chegaram às finais da NBA, acabando por vencer os renovados Phoenix Suns, depois de estarem a perder por dois jogos a zero.

Quando se fala em vitória, todos os caminhos parecem perfeitos.

Giannis Antetokounmpo demonstrou o contrário e assume-se como um exemplo para muitos. Com o companheiro de sempre, Khris Middleton e a equipa que o escolheu, tornou muitos sonhos em realidade.

Aos 26 anos, o bilhete para o Hall Of Fame já está pré-reservado.

Existem três substitutos em casa | Sporting CP

0

Com a saída de João Mário para o SL Benfica, o Sporting viu-se obrigado a procurar novos substitutos para a posição oito. A expetativa dos adeptos leoninos de ter um reforço de peso para a nova época, onde irão ver o clube de novo na Champions League e poderão sempre acompanhar os jogos com xn--cdigodebnus-qebh.com, é grande e, como já é de conhecimento público, o médio do FC Famalicão, Ugarte, está na iminência de ser jogador dos leões, o leque de opções para os lugares de médio do Sporting acresce.

Obviamente, que a saída de João Mário obrigará a uma mudança de dinâmicas por parte do Sporting CP visto que o atual médio do Benfica é o típico jogador que não compromete, mas que também não arrisca e raramente comete erros. O Sporting CP não tem médios deste estilo no plantel, mesmo com a vinda de Ugarte.

Mesmo que Ugarte não se transfira para o clube de Alvalade, o que é bastante difícil de acontecer, porque o negócio está mesmo quase a chegar ao seu fim (só se atrasou porque o uruguaio testou positivo à COVID-19), acredito que existam jogadores substitutos, capazes de “fazer esquecer” o internacional português. Pode não ser o mesmo, mas trazem outras coisas ao jogo que João Mário não fazia.

Matheus Nunes, médio luso-brasileiro, se continuar em Alvalade, também é uma das opções para fazer dupla com Palhinha no onze e ser substituto de João Mário. Caso o Matheus não vá para o Everton, vejo-o como uma opção válida para Rúben Amorim.

O camisola oito, na época anterior, foi muitas vezes o fator decisivo para jogos complicados: exemplo disso foram os duelos contra o SL Benfica e SC Braga, em que o jovem jogador marcou os únicos golos do jogo. Podemos dizer que, se não fosse Matheus Nunes, dificilmente o Sporting CP teria sido campeão nacional.

Matheus Nunes, ao contrário dos outros médios no clube, é um jogador próximo a um box-to-box. É alguém que tem muita facilidade de galgar terreno com a bola, é bastante veloz o que o leva a correr para o ataque, como para a defesa em pouco tempo; consegue “aguentar a bola” mesmo com adversários à sua volta e por fim, o seu poderio físico é vantajoso nos vários duelos de bola, tanto aéreos, como no chão. Estas características distinguem-no muito dos seus concorrentes e é alternativa viável ao lugar de substituto de João Mário.

Na temporada passada, Matheus Nunes assumia a titularidade com João Palhinha
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Por sua vez, Daniel Bragança, jovem médio formado em Alcochete, terá a época 2021/2022 como a sua época de afirmação plena no Sporting CP e pode ser um substituto. Depois se ter mostrado em grande plano na época passada e já ter feito empréstimos interessantes no Farense e no Estoril, o internacional pelas camadas jovens portuguesas, poderá a vir a ser um dos principais beneficiados com a saída de João Mário para o clube da Luz.

Daniel Bragança, ao contrário de João Mário, tem como a sua grande qualidade futebolística, a criatividade. O número 68 dos leões, ao longo da época 2020/2021, foi muitas vezes o “abre-latas” da equipa em jogos bastantes difíceis, nos quais parecia faltar “algo” ao jogo, e esse “algo” grande parte das vezes foi Daniel Bragança a partir do banco.

De vez em quando, devido à sua criatividade e ao arriscar em demasia, cometeu alguns erros que não se deviam cometer ao longo da época, mas ainda é jovem e tem futuro brilhante pela frente: prova disso, foi o interesse de vários clubes estrangeiros no jogador, que dificilmente sairá esta temporada de Alvalade.

Com isto, acredito que Daniel Bragança parte na pole position para ocupar o lugar de substituto de João Mário: ainda assim, existem outras soluções de qualidade.

Além disto, existe ainda Tabata, que entrou – recentemente – para a disputa do lugar de João Mário. Devido à sua grande exibição frente ao Belenenses SAD, a meu ver a melhor ao serviço do Sporting CP, na posição oito. O jogador de 24 anos ganhou destaque em Portugal ao serviço do Portimonense, na posição de extremo. As suas grandes épocas no clube de Portimão levaram que o Sporting CP o contratasse.

Bruno Tabata tem sido, até à data, uma das surpresas da pré-temporada leonina
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A sua primeira época de leão ao peito foi tudo menos perfeita. As suas exibições não foram espetaculares – aliás, foram bastante inconsistentes – e a lesão que sofreu no final da época também não ajudou a que entrasse nas contas para as posições mais avançadas do terreno, que eram ocupadas por Pote e Nuno Santos, tendo ainda à sua frente Jovane e, muitas vezes, Tiago Tomás. Mas com a entrada da nova época, podemos salientar que Tabata ganhou uma nova vida nas contas do plantel, provavelmente, numa nova posição e como substituto de João Mário.

A meu ver perder João Mário foi uma péssima notícia para o Sporting, pois tinha características que o diferenciava dos demais. Porém, felizmente para os verdes e brancos, existem várias soluções de qualidade, que podem ocupar o lugar ao lado de Palhinha e ser substituto à altura de João Mário. São todos diferentes, uns dos outros, o que também é bom, pois dão técnico Rúben Amorim várias soluções para a época que vem aí,na qual o clube tem a responsabilidade de revalidar o título da época passada.

Klopp, Flick, Tuchel | Irmãos Grimm pedem para voltar e escrever este conto de fadas

Por muito engraçado que possa soar, para ver filmes antigamente existiam apenas duas soluções: repetir vezes sem conta os clássicos de Van Damme, Steven Seagal e Chuck Norris que passavam na televisão, ou ter a audácia de fazer uma viagem de cinco minutos até ao clube de vídeo e convencer a mãe a alugar mais do que uma cassete.

Jürgen Klopp dificilmente terá esquecido o que foram os clubes de vídeo, não tivesse esse sido um dos vários part-time que foi colecionando ao longo da sua juventude. Durante a semana, tal era a tranquilidade, aproveitava para estudar ao som de Kraftwerk, com o cuidado de baixar o som da aparelhagem sempre que tinha companhia.

Reza a lenda que, certo dia, ele próprio achou que estava prestes a entrar num filme. Ao levantar a cabeça, e olhando por cima dos óculos à Harry Potter, viu dois jovens frente a frente, com as mãos na mesma cassete e a intensidade corporal própria de quem está prestes a entrar em conflito. Afastou a nuvem Tarantino que começou a pairar na sua cabeça e decidiu contar eins, zwei, drei antes de intervir.

Felizmente, Flick e Tuchel chegaram rapidamente a acordo de cavalheiros e dirigiram-se juntos ao balcão, não só para pagar como também deitar por terra as lições do dia do funcionário. Ao verem que estudava Ciências do Desporto, interpelaram-no incansavelmente e nem o pequeno de dois anos ao lado de Tuchel os interrompeu. Klopp terminou a conversa com uma frase que nunca mais saiu da cabeça de nenhum deles: “talvez os meus pés sejam de quarta divisão, mas a cabeça seja de primeira.”


Os alemães sempre foram conhecidos pela sua força e disciplina e, por mais de 50 anos, o seu futebol foi simplesmente sinónimo de futebol de combate: a única instrução do outro lado da linha era a de vencer os duelos e pouco mais do que isso. Tática? Qual tática?

O desaire no Euro 2000 é normalmente chamado à conversa, uma vez que foi a partir daí que absolutamente todas as entidades alemães envolvidas na modalidade se juntaram para fazer o que era preciso: proceder a uma reviravolta total que assentava numa tremenda necessidade de adaptação ao futebol moderno; no que toca aos técnicos, é a partir do Mundial de 2006, com Jürgen Klinsmann, e o adjunto Joachim Löw, que se torna claro que começa a surgir uma nova geração de treinadores alemães descontraídos, atentos aos jogadores e focados em construir para o futuro.

No que toca ao percurso, digamos que quem quer treinar na Liga Alemã tem de completar o programa de treinadores mais difícil e sofisticado do mundo, para que lhe seja atribuído o título de Fußball-Lehrer (professor de futebol). A UEFA exige determinados parâmetros básicos que são obrigatórios para todos, mas cada país é responsável por decidir o nível de instrução necessário para alcançar cada licença.

Para treinar na Liga Alemã, e na segunda e terceira divisões, é necessária uma licença Pro. A UEFA estabeleceu um mínimo de 240 horas para completar a mesma, em Inglaterra, por exemplo, o mínimo necessário são 256, enquanto que na Alemanha são precisas 815 horas para lá chegar. O programa dura dez meses e é lecionado na prestigiada Hennes-Weisweiler-Akademie, em Colónia.

O próprio processo de seriação é altamente rigoroso e os candidatos são cautelosamente observados, não só para determinar quem tem mais possibilidades de ser bem-sucedido, mas também para perceber quem poderá fazer parte da melhor equipa. A Academia acredita que a melhor turma envolve uma mistura de treinadores amadores e semiprofissionais, treinadores das camadas jovens que estudaram Ciências do Desporto a um nível universitário e antigos jogadores da Liga Alemã. Os estudantes estão lá tanto para aprender como para ensinar.

Depois de tudo isto, todos têm de completar um certo número de cursos a cada três anos para que a licença seja renovada e, desta forma, o sistema alemão assegura que todos os treinadores estão a par dos últimos desenvolvimentos.

OGC Nice | O projeto para regressar ao topo

Após o Lille OSC ter quebrado a hegemonia do Paris Saint-Germain FC, surge para esta nova temporada um projeto renovado, que promete intrometer-se no topo do futebol francês. Falo de um emblema histórico, sediado na Riviera francesa, ao qual a falta de títulos tem retirado o brilho de outrora. O OGC Nice, fundado em 1904, tem no seu palmarés quatro títulos de campeão francês, sagrando-se pela última vez em 1958/59, e três taças de França, não vencendo mais nenhum troféu desde a temporada 1996/97.

O passado recente do OGC Nice tem sido marcado pelo antagonismo das suas prestações, realizando épocas de qualidade no seguimento de um mau campeonato, sendo que o contrário também se registou. Desde o começo do presente século, a melhor classificação do OGC Nice ocorreu na temporada 2016/17, terminado no terceiro posto, ao comando de Lucien Favre.

Analisando estes últimos 20 anos, o emblema francês conseguiu por duas ocasiões terminar o campeonato na quarta posição. A primeira foi em 2012/13, apesar de no ano desportivo seguinte ficar apenas um lugar acima da linha de água, e a segunda vez ocorreu em 2015/2016. Na última temporada, terminaram no nono lugar da tabela classificativa.

O novo projeto do OGC Nice aparenta ter um futuro risonho, com bases sólidas, que poderá conquistar o futebol gaulês nos próximos anos. Um dos grandes pilares são os patrocinadores, como a Allianz, que dá nome ao estádio do emblema francês, e a INEOS, que adquiriu o clube em 2019. A multinacional de produtos químicos, com sede em Inglaterra, comprou o OGC Nice por cerca de 100 milhões de euros, ampliando o seu campo de ação no mundo desportivo.

Anteriormente, a INEOS já havia adquirido outro clube de futebol, o Lausanne FC, na Suíça, mas é no ciclismo e na Formula 1 que esta empresa se destaca com maior protagonismo. Também em 2019, esta multinacional alcançou um acordo para a aquisição da antiga Team Sky, no ciclismo; já nos desportos motorizados, concretizou uma parceria com a Mercedes, campeã em título pelo sétimo ano consecutivo, no campeonato de pilotos e de construtores.

Numa primeira análise a este projeto futebolístico, e centrando o foco no plantel, observa-se uma equipa jovem, com muita qualidade, e que poderá estabelecer bases sólidas para o sucesso no futuro. A média de idades entre os jogadores ronda os 23 anos, sendo que, até ao momento, apenas dois futebolistas já estão na casa dos 30 anos. Dante, com 37, e Morgan Schneiderlin, que tem 31 primaveras, são dois atletas experientes, que inclusivamente venceram provas europeias, e podem ser fundamentais no balneário, canalizando o seu conhecimento para ajudar no crescimento da juventude.

Para a nova temporada, foram contratados reforços com grande potencial de crescimento, como Melvin Bard, proveniente do Olympique Lyonnais, o defesa Jean-Clair Todibo contratado ao FC Barcelona por 8,5 milhões de euros, o extremo Justin Kluivert, emprestado pela AS Roma, e ainda o prodígio holandês Calvin Stengs, que chega do AZ Alkmaar por uma quantia a rondar os 15 milhões de euros. Destaque para o facto de que Stengs, com apenas 22 anos, ser o reforço mais velho dos quatro atletas previamente mencionados.

A escolha do técnico principal para a época que se avizinha também deverá refletir-se nos resultados e pode mesmo ser um fator determinante. Após se ter sagrado campeão francês na época transata, ao serviço do Lille OSC, Christophe Galtier foi o escolhido para liderar o OGC Nice. O palmarés do treinador de 54 anos é curto, acrescentado apenas uma Taça da Liga francesa, conquistada ao serviço do AS Saint-Étienne, ao campeonato francês vencida na temporada passada.

É justo considerar que a grande conquista de Galtier foi consagrar o projeto do Lille OSC, destronando o Paris Saint-Germain FC com um plantel jovem, a rondar os 25 anos relativamente a média de idades. Foram quatro anos ao serviço do Lille OSC, sendo que no primeiro ficou na 17ª posição do campeonato, mas posteriormente os resultados melhoraram significativamente, e inclusivamente em 2018/19 alcançou a segunda posição na tabela classificativa. Esta campanha foi essencial no regresso do Lille OSC ao topo do futebol gaulês, alcançando a presença na Liga dos Campeões e assegurando uma maior segurança financeira para o clube.

O projeto do OGC Nice aparenta ser bem equacionado e tem uma grande potencialidade de singrar. Na minha opinião, apesar da grande qualidade individual do plantel, este é constituído por jogadores bastante jovens, o que pode significar sucesso futuro, mas deixa algumas reservas relativamente ao presente. Outro fator a ter em conta é a dificuldade em vencer o Paris Saint-Germain FC, como o Lille OSC demonstrou ter capacidade para o fazer. Há que ter em conta a constante contratação de novos reforços sonantes para o emblema parisiense, com um investimento com o qual é difícil de competir no universo do futebol francês. Ainda assim, este projeto do OGC Nice tem bases sólidas para suceder.

Milwaukee Bucks 105-98 Phoenix Suns: 50 anos depois, o aclamado campeonato

0

A CRÓNICA: GIANNIS “IMPROVÁVEL” ANTETOKOUNMPO E BUCKS (FINALMENTE) CAMPEÕES DA NBA

Dois estados parados para perceber se era este o jogo que marcava o ponto final na época. Era o sexto jogo de uma série que os Milwaukee Bucks estavam a levar de vencida por 3-2, frente a uns Phoenix Suns sem qualquer vontade de desistir. O início de um verdadeiro “tudo ou nada” estava aqui.

De facto, o início do primeiro período mostrou-se algo incaracterístico, sendo apenas um autêntico festival de lançamentos falhados, passes errados e erros atrás de erros parte a parte.

Apesar de não estar a fazer um jogo positivo, a equipa de Milwaukee mostrou-se sempre superior e assim conseguiu uma vantagem de 13 pontos no final dos primeiros 12 minutos, indo a vencer para o segundo quarto por 29-16.

No segundo período, os papéis inverteram-se e os Phoenix Suns começaram a entrar em jogo. Da desvantagem de dois dígitos passaram para a frente do marcador, com um parcial de 21-5 nos oito primeiros minutos do quarto.

Algumas infantilidades e uma baixíssima percentagem de acerto nos lançamentos por parte da equipa da casa ditaram, por sua parte, a forma como o resultado se apresentava até então. Os Suns apenas fizeram o que lhes competia: correr atrás do resultado e dar a volta.

À entrada para o intervalo, depois de uma grande exibição da equipa visitante, a equipa de Phoenix vencia por 42-47, com Chris Paul a aparecer e Cam Payne bastante inspirado.

Estava ditado a ser um jogo decidido nos detalhes. Com Devin Booker algo ausente até ao intervalo e Giannis Antetokounmpo a ser um pouco daquilo a que já nos habituou, este encontro não parecia fugir muito para qualquer lado.

E, por falar em Giannis, o “greek freak” estava de mão a arder durante o terceiro período, com uma percentagem altíssima de caerto nos lances livres e a voar pela quadra fora. Apesar disso, a vantagem desvaneceu-se e o encontro foi empatado a 77 pontos para o último período regulamentar do encontro.

Subiam os nervos e a ansiedade em todos os envolvidos. Ou ficavam tudo resolvido e o tão apregoado “Bucks in Six” acalmado pela equipa da casa ficava consagrado, ou os Phoenix Suns levavam tudo para ser resolvido no sétimo jogo. Tudo se decidia agora, no quarto período.

Ambas as equipas lutaram até final, com a incerteza a pairar até aos últimos segundos, mas, com uma exibição para a história de Giannis, os Milwaukee Bucks foram consagrados campeões da NBA. Chegaram ao sexto jogo da série e venceram os Phoenix Suns por 105-98.

 

A FIGURA

Giannis Antetokounmpo – A clara e muito aparente omnipresença de Giannis Antetokounmpo em toda e qualquer parte e em todo e qualquer momento não pode passar despercebida. Carregou a equipa depois de viverem uma primeira parte atípica e um segundo período algo desmotivador. 50 pontos, 14 ressaltos e mais um jogo brilhante que ficará para a história.

O FORA DE JOGO

Começo do encontro – Os dois primeiros períodos do encontro demonstraram ser bastante fracos em termos de jogo, mas os minutos iniciais da partida ficaram mesmo muito àquem do desejado. Com erros parte a parte, os lançamentos não tinham qualquer acerto e “não se saía da cepa torta”.

 

ANÁLISE TÁTICA – MILWAUKEE BUCKS

Com um estilo de jogo bastante ofensivo e impulsivo, os Milwaukee Bucks privilegiavam os ataques rápidos, com a bola a chegar o mais depressa possível ao cesto do adversário, mas com um processo defensivo mais ponderado e com grande pressão ao portador da bola.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES 

Jrue Holiday (8)

Kris Middleton (6)

PJ Tucker (6)

Giannis Antetokounmpo (10)

Brook Lopez (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Bobby Portis (6)

Connaughton (5)

Jeff Teague (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PHOENIX SUNS

Ao contrário do estilo de jogo utilizado pelo adversário, os Phoenix Suns apostavam num processo ofensivo mais ponderado e estratégico. Apesar da rapidez no ataque estar envolvida, as trocas de bola entre jogadores possibilitavam um tipo de movimentação bastante diferente dos Milwaukee Bucks.

A nível defensivo, a defesa homem a homem, com grande pressão sobre Giannis Antetokounmpo era um dos fatores fulcrais par tentar parar a ofensiva dos “deers”.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES 

Chris Paul (7)

Devin Booker (7)

Mikal Bridges (6)

Jae Crowder (8)

DeAndre Ayton (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Kaminsky (6)

Cam Payne (7)

Cameron Johnson (6)

Craig (-)

Foto de capa: NBA

João Mário | A peça que faltava ao miolo encarnado?

0

A polémica foi muita, choveram comentários de ódio nas redes sociais, abriram-se processos jurídicos, fez correr muita tinta, mas João Mário assinou mesmo com o Sport Lisboa e Benfica. As esperanças no jogador que foi campeão europeu são mais que muitas e clique aqui para saber como melhorar a experiência ao acompanhar a equipa encarnada.

Emprestado ao Sporting CP na temporada transata, o ex-Inter de Milão não entrava nas contas de Simone Inzaghi, chegando à Luz a custo zero após ter rescindido o contrato que o ligava ao clube italiano, com o intuito de poder assinar livremente pelos encarnados, conseguindo, assim, contornar a cláusula anti-rivais existente aquando do contrato de venda do médio ao Inter por parte dos leões.

João Mário chega para colmatar uma das lacunas da equipa de Jorge Jesus, que já havia sido treinador do internacional português nos tempos de Alvalade. O médio de 28 anos já não é uma promessa, nem tem um potencial descomunal, mas está familiarizado com o futebol português, pelo que dispensa tempo de adaptação.

Foi com Jorge Jesus que João Mário ganhou e volta, agora, a ser comandado pelo técnico da Amadora. O português pode atuar como ala e tem as caraterísticas para isso mesmo naquilo que é um esquema tático mais conservador de Jorge Jesus, ou seja, num 4x4x2, João Mário pode ser o ala ideal para JJ. Com uma capacidade de resistência acima do comum, é capaz de ajudar não só nas manobras ofensivas da equipa, como também de se destacar no plano defensivo.

João Mário tem uma excelente leitura de jogo com a bola nos pés
João Mário tem uma excelente leitura de jogo com a bola nos pés
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ainda que possa alinhar descaído numa extremidade do terreno de jogo, o camisola 20 encarnado pode ainda pisar terrenos mais centrais, jogando à frente de Weigl, na posição “8”. Taarabt, Gabriel, Chiquinho e Pizzi são os nomes existentes no plantel para essa posição, mas acredito que, até ao final do período da janela de transferências, haverão saídas do clube.

João Mário não é um desequilibrador nato, porém traz ao jogo o equilíbrio que um bom médio tem de ser capaz de oferecer. É eficiente a pautar o jogo ao seu ritmo e encaminha bem a bola, dando bom seguimento às jogadas.

O problema que aponto na contratação de João Mário é o facto de se assemelhar em demasia a Pizzi, à exceção das estatísticas, onde o número 21 das águias leva clara superioridade. Tanto Pizzi como João Mário privilegiam o jogo de posse e construção mais lenta, sempre com bola controlada, ao invés de darem preferência ao jogo mais vertical, como faz Taarabt, por exemplo.

O que se pedia ao Sport Lisboa e Benfica era que contratasse um médio forte na transição defesa-ataque, rápido, com qualidade de passe e que fosse capaz de fazer um último passe letal. Pedia-se um Taarabt com mais qualidade (e pulmão) e chegou um Pizzi com mais qualidade, contudo, com menos golo.

Pessoalmente, sou fã do jogo de João Mário, mas não tenho ainda bem a certeza se era disto que o Sport Lisboa e Benfica necessitava, e se compensará a nível de rendimento desportivo.

Artigo revisto por Joana Mendes

Olheiro BnR | Gonçalo Esteves

0

O jovem lateral-direito, Gonçalo Esteves, de apenas 17 anos, é um dos reforços do Sporting CP, para a nova época 2021/2022. O número 87 leonino rubricou um contrato válido até 2021, depois de se ter desvinculado do FC Porto.

O internacional sub-16 mereceu a confiança de Ruben Amorim, tendo sido chamado a trabalhar com a equipa principal. Nesta pré-época, o ala direito tem tido minutos de jogo, nomeadamente diante do Belenenses SAD e do Portimonense SC, partidas nas quais alinhou os 90 minutos. Com um enorme potencial, Gonçalo Esteves irá certamente ter minutos de jogo ao longo da época e, através do codigo-bonus.net/codigo-promocional-sportingbet poderás conhecer melhor como apostar e treinares conhecimentos com os atuais plantéis do campeonato.

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

O plantel liderado por Ruben Amorim, tendo como premissa o seu esquema de 3X4X3, tem seis alas à sua disposição, por isso várias alternativas com talento, qualidade e rendimento. Para a ala-esquerda, os leões contam com Nuno Mendes, Antunes e um dos mais recentes reforços, Ruben Vinagre, que chegou por empréstimo dos ingleses do Wolverhampton. Na ala-direita, o clube de Alvalade viu João Pereira terminar a sua carreira enquanto campeão nacional, com a permanência do internacional espanhol, Pedro Porro, chegaram dois reforços – Ricardo Esgaio e Gonçalo Esteves.

Gonçalo Esteves é um lateral-direito, veloz, tecnicamente evoluído, forte no processo ofensivo, define bem no último terço, quer a finalizar, quer no último passe – que é fundamental no modelo 3X4X3 dos leões –, sendo também um jovem com enorme margem de progressão, podendo evoluir no processo defensivo e no seu comportamento sem bola, tornando-se taticamente mais disciplinado.

O número 87 dos leões deverá ter as suas oportunidades, numa temporada em que o Sporting Clube de Portugal irá disputar cinco competições – Campeonato, Liga dos Campeões, Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça –, o que deverá levar o treinador leonino a ter maior rotatividade no plantel, na época que irá agora iniciar. Provavelmente, com a lesão de Pedro Porro, neste arranque de temporada – Esgaio e Esteves serão as opções de Ruben Amorim, para a ala-direita. No entanto, Gonçalo Esteves poderá, além de continuar a trabalhar com a equipa principal, ser opção quer para a equipa “B”, quer para a equipa sub-23, o que lhe permitirá entrar em competição e jogar com regularidade, para continuar o seu processo de evolução.

O jovem Gonçalo Esteves poderá vir a ser uma das revelações da época, no campeonato português. Assim, que continue a trabalhar diariamente para que lhe sejam concedidas oportunidades de vestir a camisola da equipa principal, em jogos oficiais. Sendo certo que, para já, se trata de um jogador jovem com potencial e com enorme margem de progressão e evolução.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Olheiro BnR: Jenson Brooksby (Ténis)

Esta semana e depois do enorme torneio de Newport rubricado por Jenson Brooksby, será alvo de destaque neste artigo no qual o passaremos a conhecer melhor. Abordaremos o seu surgimento na mais alta roda do Ténis mundial, bem como realçaremos a sua ascensão meteórica nos rankings. Seguidamente referiremos o brilhante torneio realizado pelo jovem norte americano na relva do mítico evento disputado no “templo” da modalidade.

O NOME MAIS CINTILANTE DA NOVA VAGA DE TENISTAS POR TERRAS DO “TIO SAM”

Nascido há 20 anos na cidade norte americana de Sacramento, e apontado como a nova coqueluche do ténis por estas bandas, Jenson Brooksby, parece ter tudo para vingar a breve trecho. Ex-estrela do exigente circuito universitário norte americano no qual já vingaram jogadores lusos como Nuno Borges, Duarte Vale e, mais recentemente, o madeirense Daniel Rodrigues. Jenson, assim batizado em honra do ex-campeão do mundo de F1, Jenson Button, revela já um nível de ténis bem superior à sua idade.

Brooksby começou a ter contacto com o desporto somente pelos oito anos, idade que se considera tardia para iniciação de um praticante de topo, contudo desde jovem foi sempre um dos mais talentosos e bem sucedidos da sua geração. Tornando-se vencedor do Orange Bowl, um dos eventos de maior prestígio e relevância nas categorias mais jovens, conseguindo tal feito no escalão de Sub14, ao qual juntou a liderança da classificação mundial dessa mesma faixa etária.

Com a subida de escalão para os Sub16, manteve-se entre a elite, sempre com fantásticos desempenhos nos maiores torneios, pisando por inúmeras vezes os lugares cimeiros das mais importantes classificações, arrecadando ainda mais um punhado de títulos bem importantes e que auguravam grande futuro ao atleta norte-americano.

Contudo, a sua grande explosão, que resultou na obtenção de uma bolsa por parte da Federação norte-americana de ténis, dar-se-ia quando Jenson, então com 17 anos, atinge as ½ final no US Open no escalão júnior, no qual seria finalista na catedral do pó de tijolo, Roland Garros.

A sua entrada em cena como profissional ocorre no ano de 2018, chamando logo a atenção pelos desempenhos conseguidos no ITF World Tour, terceira divisão da modalidade a nível global, chegando logo nessa mesma temporada a um encontro decisivo sob piso rápido em solo pátrio.

A temporada seguinte seria um “travão” nas pretensões de Jenson: primeiramente afetado pela paragem do desporto da bola amarela por conta da pandemia, posteriormente seria uma lesão no tornozelo esquerdo, fatores condicionadores de uma temporada na qual praticamente não registou qualquer entrada em court a nível oficial.

UM 2021 PARA RECORDAR

O praticante a residir atualmente na Flórida, onde é um dos integrantes da academia de Nick Bollettieri, uma das mais renomadas mundialmente, vive o seu momento de maior fulgor e evolução no Ténis ao mais alto nível, após as incríveis, somente, oito derrotas registadas no seu ano de estreia como profissional, leva à data um registo ainda melhor que esse anteriormente conseguido: 36 sucessos para apenas sete desaires. De destacar as três finais e dois títulos na categoria Chalanger já arrecadados, para além de mais um torneio ITF.

Após três provas do Grand Slam, mas sempre sem ir além da 1º ronda, tendo sido responsável em 2017, no US Open, pela eliminação do checo Tomás Berdych no seu último encontro de carreira, não seria de prever que no primeiro evento regular do ATP Tour, no qual participava, tivesse capacidade de afrontar praticantes bem mais experientes, rotinados e, por conseguinte, bem mais habituados a palcos desta magnitude.

A acrescer a tudo isto tínhamos a sua primeira atuação sobre relva e logo no tradicional evento realizado em Newport, zona na qual se situa o memorial do ténis. Contudo, não só ultrapassaria a fase de qualificação para entrar no quadro principal, QP, como conseguiria quatro escalpes, de entre os quais destaco o australiano Jordan Thompson, um dos poucos, talvez a par do espanhol Feliciano López, únicos verdadeiros especialistas de superfícies relvadas. Mas a maturidade, a serenidade, a enorme força mental e a capacidade invulgar de leitura de jogo em alguém tão novo, impressionaram e foram chaves para o sucesso ante o jogador dos antípodas.

Mesmo não se sagrando vencedor do certame, capitulando por 7-6 e 6-4 frente ao sul africano Kevin Anderson, que reentrou no top 100, nunca se deixou afetar pela pressão do resultado, sendo que só a melhor versão do duas vezes finalista de Majors conseguiu vergar a estoica resistência oferecida pelo caseiro, que iniciou a presente época fora dos Top300 e que, com este estrondoso resultado, passou a ocupar a 126ª posição da classificação individual masculina, instalando aos fãs que assistiram in loco ao evento uma verdadeira Brooksby mania!

Com uma mente e um ténis digno dos maiores campeões, Jenson é, sem dúvida, um nome a não perder de vista, e de quem, salvo algum infortúnio, iremos ouvir falar, e muito, nos próximos anos, sendo que já o apontam como um digno herdeiro do grande Andy Roddick.

Foto de Capa: Tennis Hall of Fame

Artigo revisto por Joana Mendes

Liga Inglesa | O “top 4” em 2021/22

Neste artigo proponho-me a analisar uma das ligas mais emocionantes e competitivas do mundo, mais concretamente aqueles primeiros quatro lugares da tabela classificativa que tantos ambicionam, mas poucos têm o privilégio de conquistar. Face ao que as equipas vão demonstrando nesta pré-temporada e ao trabalho que tem sido levado a cabo em anos recentes, quem acham que vai terminar no “top 4” da Liga Inglesa em 2021/22? O meu prognóstico é este!

Os 3 treinadores que mais irão valorizar em Portugal nesta época

Portugal está mais que reconhecido pela qualidade do seu futebol e dos seus intervenientes, desde jogadores a treinadores, muito devido ao sucesso que vários portugueses têm tido por esse mundo fora.

Mas a verdade é que, antes de saírem para o estrangeiro, é no nosso país que se mostram, servindo então o nosso campeonato como rampa de lançamento para melhores condições e oportunidades. Assim, com a nova temporada mesmo aí à porta e com as equipas portuguesas já a trabalharem e a preparem-se para a época que aí vem, também os treinadores têm uma tarefa árdua pela frente, em busca do sucesso a nível interno.

Posto isto, e olhando mais para os bancos do que para o relvado, neste artigo irei destacar os três treinadores do nosso campeonato que devem ser mantidos debaixo de olho ao longo da temporada, não só pelos clubes que representam, mas pela qualidade do trabalho que têm demonstrado nos últimos anos.