Merckx, Anquetil, Hinault, Indurain e talvez Tadej Pogačar. Não se pode apagar Armstrong da memória de muitos, nem esquecer as quatro recentes vitórias de Froome. A era Coppi-Bartali ou Philippe Thys como embaixador belga. Por falar em romantismos, Laurent Fignon, Greg Lemond ou Alberto Contador.
Várias eras, várias dinastias e mudanças de geração que trouxeram novos campeões à tona. Se este esloveno de apenas 22 anos é o príncipe encantado de uma verdadeira geração de ouro do ciclismo? Completamente.
A Volta a França número 108 na História deu-nos uma resposta bem lúcida. Depois de três semanas de alta tensão e espetacularidade, a corrida gaulesa chegou aos campos elísios este domingo, consagrando o homem do momento: Tadej Pogačar, ciclista da UAE-Team Emirates, que renovou o título conseguido no ano passado e voltou a sagrar-se como vencedor do Tour de France (juntando as classificações da juventude e da montanha, novamente).
Jonas Vingegaard (Team Jumbo-Visma) e Richard Carapaz (Ineos-Grenadiers) completaram o pódio final da mais prestigiada competição de ciclismo no Mundo, que ficou marcada pela estonteante primeira semana em termos de espetáculo, as quatro vitórias de um Mark Cavendish renascido das cinzas – colocando-se a par de Eddy Merckx como os ciclistas mais vitoriosos no Tour -, e a incrível jornada de Wout van Aert, vencedor de uma etapa de montanha, de um contrarrelógio e de uma chegada ao sprint, em Paris.
A edição de 2021 doMoney in the Bank, tendo em conta todo o contexto, foi histórica. Dez anos depois daquele memorável evento em Chicago, no qual CM Punk derrotou John Cena pelo título da WWE, o Money in the Bank voltou a mostrar o porquê de ser tão especial.
No primeiro evento da WWE com público desde a saída do ThunderDome, os combates foram bastante interessantes e alguns com resultados surpreendentes, nomeadamente os de escadas.
No evento principal, que opôs Roman Reigns e Edge, tivemos um confronto dramático muito intenso até ao fim, seguido de um momento histórico e que deixou muita água na boca dos fãs…
Há pouco tempo, um treinador disse que Cristiano Ronaldo é uma multinacional. Conhecendo nós todos os negócios e ramos empresariais a que está associado o seu nome, facilmente percebemos o que quis dizer com isso.
Ao decidir contratar Cristiano Ronaldo, não estamos a assinar contrato apenas com um jogador de futebol, mas com uma organização empresarial complexa. E, assim sendo, tal deve ser tratado como uma decisão estratégica entre duas empresas, obrigando a que se faça um cuidadoso planeamento estratégico. No fundo, não seria a assinatura de um contrato de trabalho de um jogador de futebol com um clube, mas sim uma fusão entre duas organizações empresariais.
Uma das ferramentas mais comuns e simples usadas pelas empresas no seu planeamento é a Análise SWOT (Strengths/Weaknesses/Opportunities/Threats), que permite enquadrar a posição da organização no ambiente externo e interno, analisando os pontos fortes e fracos, assim como as oportunidades e ameaças ao seu negócio.
Ora, o Sporting tem, com certeza, este tipo de análise consolidada, podendo assim saber com maior propriedade onde está posicionado relativamente aos seus concorrentes e fornecedores, e quais as consequências de determinada decisão no meio envolvente interno e externo.
Fonte: Sporting Clube de Portugal
Ou seja, este tipo de matriz não serve apenas para fazer uma lista de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, mas confrontar essencialmente dados para gerar um planeamento estratégico e assim facilitar a tomada de decisão. Então, poderemos utilizar as forças que identificamos para minimizar os efeitos das ameaças ou diminuir o impacto das fraquezas, aproveitando as oportunidades encontradas.
Dito isto, CR7 tem agora 36 anos, e apesar de continuar a ser um dos melhores jogadores no activo não tem já a capacidade de pressão a que a nossa equipa obriga, o que faria com que o nosso modelo de jogo pudesse ter de mudar para se adaptar ao facto de termos um avançado apenas preocupado em atacar.
O nosso melhor do mundo tem ainda um ordenado estratosférico. Vir para o Sporting obrigaria a um corte dos seus rendimentos salariais diretamente ligados à sua profissão (porque tem muitos outros) na ordem dos setenta a noventa por cento. Se isso não acontecer, mesmo que a sua vinda exponencie de uma forma inimaginável a venda de merchandising, e ajude a encontrar melhores patrocinadores, poderia levar o clube, a curto-médio prazo, a uma situação financeira ainda mais difícil do que aquela em que já está (ainda não esquecemos que muito se fala da herança pesada).
Ter Cristiano Ronaldo a jogar pelo Sporting originaria com certeza uma motivação extra para os restantes jogadores da equipa, e poderia ao mesmo tempo amedrontar os nossos adversários. Esta última questão poderia até nem ser uma vantagem para o Sporting, conhecendo a forma fechada como joga a maioria das equipas em Portugal contra os mais poderosos, e a dificuldade que o Sporting tem em ultrapassar equipas ultra-defensivas. Ainda assim teríamos o melhor do mundo para nos ajudar.
Conseguimos perceber que há vantagens e desvantagens em ter o maior do mundo a jogar pela nossa equipa, mas seriam essas vantagens grandes ao ponto de nos permitirem ficar muito mais fortes que os nossos principais adversários? Será que o upgrade em termos de merchandising e marketing internacional compensaria uma possível desestruturação estratégica da forma de jogar da equipa?
Contratar Ronaldo seria uma decisão estratégica com muitos pontos fortes, mas também alguns fracos. Com certeza que proporcionaria oportunidades, mas também originaria algumas ameaças à sustentabilidade do clube. Tudo isto seria necessário analisar e ponderar para podermos decidir o melhor para o Sporting. Mas, quando se fala em contratar o melhor do mundo, os olhos dos sportinguistas brilham, sem pensar em números ou matrizes.
Este seu regresso poderia ainda ser encarado como uma futura parceria empresária. Não sei se o Cristiano precisaria disso ou estaria interessado nisso, mas a verdade é que para o Sporting seria muito importante ter um investidor que ama o clube. O nome da academia já mudou. Será um sinal?
Uma coisa é certa: seja ou não uma boa medida estratégica para o clube, com certeza traria uma grande alegria e orgulho à maioria dos sportinguistas. Eu incluído. E digo maioria porque o sucesso sempre provocou inveja, e por cá continua a haver quem não aguente ver CR7 ganhar.
O coração diz-me que o regresso de Cristiano Ronaldo ao Sporting seria o melhor que nos poderia acontecer. Já a razão deixa-me algumas dúvidas, principalmente porque iria alterar a estrutura de uma equipa que está entrosada, bem identificada com o esquema táctico e, quer queiramos ou não, iria mexer com o íntimo dos jogadores.
Mas imaginem lá o que seria os miúdos chegados da formação para treinar com a equipa principal darem de caras com Cristiano Ronaldo?
Quanto à análise que me propus fazer aqui, não consegui chegar a nenhuma conclusão, até porque nas coisas do coração é difícil quantificar. Portanto, cada um que analise e chegue à sua própria conclusão.
Eu acredito que ele venha, mas não agora. E sei que vem porque a D. Dolores já o garantiu. Isso para mim, e percebendo a relação dela com o filho, basta-me.
NOTA: sim, eu sei que não foi exactamente uma análise SWOT, o que eu fiz, mas serviu essencialmente para tentarmos perceber se objectivamente será uma boa medida para o clube. Será que ajudou?
Hoje foi dia de sorteios em Nyon, na Suíça, com a definição dos encontros das 3.ª pré-eliminatórias da Champions League, Liga Europa e Conference League. Especial destaque para a prova rainha do velho continente, num sorteio onde o SL Benfica ficou a saber qual o adversário que lhe calhará para essa mesma pré-eliminatória, a disputar nos dias três/quatro e dez de agosto.
Os encarnados entraram como cabeças de série, o que lhes permitiu escapar a Shakhtar Donetsk, AS Monaco e uma outra equipa, que sairá do embate entre Celtic FC e FC Midtjylland. Quer isto dizer que os adversários nesta 3.ª pré-eliminatória podiam ser o FKSpartak Moscovo – comandado por Rui Vitória -, KRC Genk e as equipas que vencerem os encontros entre PSV-Galatasaray e Rapid Viena-Sparta Praga.
E foram mesmo os primeiros desta lista a calhar aos comandados de Jorge Jesus. O FK Spartak Moscovo, que tem como técnico principal Rui Vitória, foi o adversário escolhido para a terceira pré-eliminatória da UEFA Champions League.
O SL Benfica jogará primeiro na Rússia, no dia três ou quatro de agosto, sendo a segunda mão disputada no Estádio da Luz, a dez de agosto. Como todos recordamos, foi, nesta mesma fase da competição, que as águias foram eliminadas pelo PAOK na temporada passada, com um belo tento do ex-jogador dos encarnados Andrija Zivkovic a relegar os comandados de Jesus para a Liga Europa.
Ironia – ou azar – do destino, um ano volvido e no caminho do emblema da Luz volta a estar um velho conhecido. Desta feita não se trata de um jogador, mas sim do treinador Rui Vitória. O ribatejano, ao serviço do SL Benfica, conquistou cinco títulos: uma Supertaça Cândido Oliveira, dois títulos da Primeira Liga e uma Taça de Portugal.
Contudo, a sua saída da Luz foi algo conturbada, tendo sido afastado após uma má série de resultados na época 2018/2019 – para o seu lugar entrou Bruno Lage, que conduziu as águias para um 37º título de campeão nacional (quase) impossível.
Seguiu-se-lhe uma passagem pelo Al Nasr da Arábia Saudita, onde conquistou uma Supertaça e um título de campeão nacional, sendo que, agora, se encontra ao comando técnico dos russos do FK Spartak Moscovo, cargo que assumiu esta temporada.
E o português já dá frutos ao serviço do vice-campeão russo. Sagrou-se, no domingo passado, vencedor do Parimatch Premier Cup, ao derrotar o Khimki por 5-1 na terceira e última jornada deste torneio de preparação.
🦅Benfica defronta o 🇷🇺Spartak Moskva de 🇵🇹Rui Vitória.
⏪Nos últimos 5 jogos de 🇵🇹Jorge Jesus frente a Rui Vitória, o técnico do 🦅Benfica não venceu (3E, 2D) pic.twitter.com/h9Bx2NQpd7
A equipa comandada por Rui Vitória concluiu a prova com três triunfos, todos eles com goleadas, depois de ter vencido Rubin Kazan e Sochi por 4-0. No total dos três jogos, 13-1 foi a diferença de golos favorável ao FK Spartak Moscovo, que passa assim a ter o melhor registo em três edições desta competição.
Além do bom momento que atravessa, de relembrar que nos últimos cinco jogos que realizou contra Jorge Jesus, Rui Vitória não sofreu qualquer derrota – somou três empates e duas vitórias. Dados que lançam a incerteza entre os adeptos benfiquistas, que ainda se encontram traumatizados com o desastre na Grécia da temporada passada.
Os dados estão lançados, resta ao SL Benfica encarar os próximos jogos de preparação contra Lille OSC e Olympique de Marseille com seriedade, de modo a estar ao melhor nível no início de agosto, altura em que joga, pelo segundo ano consecutivo, o acesso aos milhões da UEFA Champions League.
O SL Benfica continua à procura de um número “6” que possa concorrer com Julian Weigl pela titularidade, e esse jogador pode ser Willian Arão. Depois de ter assegurado o “8” que Jesus pretendia – João Mário – e das negociações por Al Musrati se terem hipotecado nos valores pedidos pelos bracarenses, o nome de brasileiro volta a ser apontado à Luz. Florentino, à espreita mas ainda sem total confiança do técnico, também não parece, para já, solução real no planeamento do treinador.
É neste contexto que surge o nome de Willian Arão, paulista nascido em março de 1992. Noticiado pelo O Jogo, o interesse no internacional brasileiro (uma ocasião, em 2017) vem da época passada, relacionada com o regresso de Jorge Jesus a Lisboa: foi com o jogador brasileiro a estancar o meio-campo que o CR Flamengo alcançou a conquista da Libertadores em 2019, além do Brasileirão, um ano de inevitáveis sucessos que culminaram na chegada à final do Mundial de Clubes, frente ao Liverpool FC (derrota por 1-0).
Nessa época, Willian foi uma das figuras da equipa com 49 jogos realizados, nos quais apontou dois golos e sete assistências. O jogador volta ao radar da Luz, com o empresário (e pai) Flávio Arão a reagir de forma acessível aos rumores: “Não vejo qualquer empecilho se for bom para ele, bom para todas as partes”.
Arão, sem Jesus, continuou a consolidar a sua importância no onze do Mengão, ainda que noutras vertentes – se Doménec Torrent, o técnico espanhol que substituiu o português, tivesse continuado a apostar nele para trinco, Rogério Ceni fez questão de o recuar uns metros no relvado e lançá-lo como central, ao lado de Rodrigo Caio ou Gustavo Henrique.
Foi nessa posição que cumpriu a última fase do ex-guarda-redes ao comando do clube (foi despedido em junho, substituído por Renato Gaúcho), cimentando rotinas numa posição que lhe é estranha mas que, no entender do técnico, lhe permitiria aproveitar a sua saída de bola da melhor forma. Se a equipa melhorou, pelos índices expostos adiante, é também verdade que a ausência de um verdadeiro tampão a meio-campo (onde jogavam Gerson-Diego, principalmente) se revelou como um desequilíbrio a longo prazo.
Desde que Willian Arão virou zagueiro, o @Flamengo de Ceni:
➤ Melhorou seu aproveitamento de 49% para 79%
➤ Não sofreu gol em 50% dos jogos (23% antes)
➤ Diminuiu em 36% os gols sofridos
➤ Aumentou em 62% as interceptações
➤ Aumentou em 37% os desarmes
Conseguiu entusiasmar na nova posição e alavancar o rendimento do conjunto, o que só provocou ainda mais as comparações com a sua fase Jesus e a inevitável constatação: por muito que desse conta do recado, o seu rendimento anterior, como primeiro volante, era inigualável. Natural, então, que se tenham originado, aqui e ali, rumores de um possível reencontro entre jogador e técnico.
Arão começou como centrocampista puro, cumprindo etapas formativas no Juventude, Portuguesa e Grêmio Barueri antes de chegar a um gigante do seu estado, o São Paulo. Da mesma geração de Lucas Moura e Casemiro, chamou à atenção numa Copa de Futebol Júnior.
Recentemente, a Liga Portugal sorteou e apresentou o novo calendário para a próxima temporada. Desta forma, o Sporting CP ficou a saber quando enfrenta os seus adversários, nesta época em que os leões tentam revalidar o título e, consequentemente, conquistar o bicampeonato.
Na primeira jornada do calendário, os leões apadrinham o retorno ao principal escalão do futebol português do FC Vizela; em Alvalade e com uma equipa acabada de subir, diria que é mais que obrigatório começar com uma vitória.
Depois, segue-se o primeiro jogo grande do campeonato. O dia 14 de agosto marca o regresso a uma casa que se tornou decisiva na caminhada rumo ao título da época passada. A armada de Rúben Amorim defronta Carlos Carvalhal e companhia no primeiro grande teste aos campeões nacionais. Apesar de ainda ser bastante cedo no campeonato, será um bom duelo para começar a delinear as expectativas que podemos ter esta época. Seria de extrema importância levar de vencida esta partida, nem que tivéssemos de voltar a sofrer tanto como sofremos a época passada em Braga.
De seguida, o calendário assinala dois jogos, com o Belenenses SAD e com o FC Famalicão, que, apesar de serem duas equipas normalmente sólidas e difíceis de vencer, temos que conseguir os três pontos em ambos os jogos. Na jornada seguinte, temos o primeiro clássico, no Estádio de Alvalade, com o FC Porto, um adversário que dispensa apresentações e escusado será dizer que é um teste muito difícil; espero que, na altura, já seja permitido publico nos estádios, pois, com campeões nacionais nas bancadas, a tarefa de bater o FC Porto será mais fácil.
Em Braga, na passada temporada, Matheus Nunes vestiu a capa de herói e selou a vitória por 0-1 Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
No pós-clássico, enfrentamos o GD Estoril Praia, o CS Marítimo e o FC Arouca. Com o máximo de respeito pelos adversários, são três jogos em que – obrigatoriamente – temos de conquistar três vitórias; uma equipa como o Sporting CP, que quer ser campeã nacional, não pode perder pontos em jogos destes. De seguida, seguem-se quatro jogos em que os leões, apesar de serem os claros favoritos, têm uma tarefa complicada, pois são frente a adversários tipicamente complicados: Moreirense FC, Vitória SC, FC Paços de Ferreira.
O primeiro jogo de dezembro (dia 5) é no Estádio da Luz, casa do Sport Lisboa e Benfica. Outro jogo de extrema dificuldade e, por ser numa fase adiantada da primeira volta, pode já delinear um pouco daquilo que será o futuro do campeonato (relembro que, por exemplo, o SL Benfica ficou fora da corrida pelo título quando defrontou o Sporting CP na penúltima jornada da primeira volta do campeonato passado). Para além disso, este ano há a questão João Mário, que trará mais emoção e acrescentará um contorno interessante à história deste clássico. Importante para demonstrar que quem cá está é mais importante do que quem, por decisão própria, quis sair.
Do dérbi até ao fim da primeira volta do calendário, ainda faltam jogos frente ao Boavista FC, Gil Vicente FC, Portimonense SC, CD Santa Clara. São sempre jogos difíceis, sobretudo contra os açorianos, que têm objetivos diferentes dos outros três.
Findada a primeira volta do campeonato, é hora de repeti-la, alterando apenas a condição de visitado para visitante e vice-versa.
Os Campeões arrancam a época em Alvalade, frente ao F.C. Vizela ⚽
— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) July 8, 2021
Partindo para aquelas que são algumas das considerações finais daquilo que é o calendário do Sporting CP, tendo em conta todas as restrições que este sorteio tem, foi um calendário diria que expectável e até um pouco semelhante ao de anos transatos. Uma última nota para um facto que me parece importante e que, a meu ver, é benéfico para os leões.
Apanhamos o SC Braga e o FC Porto logo no início do campeonato, duas grandes equipas, por isso, podemos tirar partido do facto de que a espinha dorsal do Sporting CP não ter mudado muito, comparativamente ao ano passado, e de que ambos os adversários podem ter mais mudanças e demorar mais a encontrarem rotinas; assim sendo, podemos explorar algumas fragilidades que ainda não estejam tão trabalhadas e, consequentemente, vencer ambos os jogos do calendário.
A CORRIDA: UM AZAR DO «TOURO», UM AZAR DO «CAVALO»
Após a estreia do formato de sprint qualifying, foi a vez da corrida do GP da Grã-Bretanha ditar mais uma vitória de Lewis Hamilton (Mercedes), onde o piloto britânico, mesmo depois de ter sofrido uma penalização de 10 segundos, consegue, nas últimas três voltas, fazer deslizar o líder Charles Leclerc (Ferrari) para o segundo lugar do pódio.
Mas, vamos por partes. O arranque de corrida começa com o pole-sitter, Max Verstappen (Red Bull) e Lewis Hamilton a protagonizarem uma das lutas mais intensas, se não a mais intensa, do Campeonato até agora. Na defesa do lugar, Max Verstappen é tocado no traseiro direito pelo piloto britânico que acaba por empurrar o piloto holandês para as barreiras em Copse, num momento que até chegou a ser assustador para quem o viu e, assim, deixa o holandês fora da corrida logo na primeira volta.
Bandeira vermelha, e novo arranque seguia-se com Charles Leclerc (Ferrari) na liderança, onde passou a corrida a lutar com problemas no motor, mas a liderança não parecia estar ameaçada, até porque Lewis Hamilton tinha que cumprir com 10 segundos de penalização, até ao momento em que, realmente o foi, e acabou por acontecer mesmo pelo piloto britânico da Mercedes. Do outro lado da box, também Valtteri Bottas (Mercedes) acaba por encerrar o último lugar do pódio, com uma corrida equilibrada por parte do piloto finlandês.
Os McLaren de Lando Norris e Daniel Ricciardo garantem o quarto e quinto lugar, numa corrida em que, novamente, a equipa papaia nos mostra a consistência da qual é conhecida devido à constante credibilidade dos seus resultados.
Carlos Sainz (Ferrari) foi claramente prejudicado pela paragem na box, quando o pneu do flanco esquerdo decidiu demorar a ajustar-se no monolugar do piloto espanhol, porém, a corrida do piloto foi consistente, e soube ajustar-se a essa circunstância, tirando o melhor partido possível das voltas que restavam.
Destaque para os homens da Alpine, que conseguiram colocar-se ambos nos pontos. Uma corrida muito firme de Fernando Alonso, ficando em sétimo lugar, e Esteban Ocon a beneficiar do furo de Pierre Gasly (AlphaTauri), sendo uma das razões para que o piloto francês se tenha colocado no nono lugar da grelha final.
Para finalizar o top 10, temos Lance Stroll (Aston Martin), que conquista o oitavo lugar numa corrida passiva, e Yuki Tsunoda (AlphaTauri) finaliza com um ponto, levando o AT02 para o último lugar pontuável.
Do outro lado da box da Red Bull, Sergio Pérez acaba por ter uma das corridas mais difíceis que já vimos do piloto mexicano, colocando-se em 16.º lugar, mas tirou partido da última paragem e faz a volta mais rápida.
— Red Bull Racing Honda (@redbullracing) July 18, 2021
Em suma, Silverstone mostrou-nos, mais uma vez, um «drama», em que, desta vez, Lewis Hamilton não venceu com apenas três pneus como em 2020, mas, conseguiu recuperar de uma penalização para chegar à vitória, e consequentemente, aproximar-se de Max Verstappen na luta pelo Campeonato de Pilotos. Nisto, não há volta a dar. Porém, é só mais um azar do «Touro Vermelho» e também de um «Cavalo Rampante», pois Charles Leclerc esteve pertíssimo de dar «a alegria» aos tifosi pela primeira vez esta época.
Deste modo, deveremos estar atentos à 11.ª ronda do Campeonato, o Grande Prémio da Hungria, onde a luta entre os Red Bull e a Mercedes – entre Max Verstappen e Lewis Hamilton – com certeza, promete.
Nas últimas semanas têm-se dado bastantes movimentações nas equipas de formação azul e branca. Aliás, o mercado da equipa B e dos sub-19 está relativamente mais “quente” que o da equipa principal. Gonçalo Esteves protagonizou uma saída polémica e deixou o plantel sub-19 do FC Porto para assinar pelo Sporting CP e Rúben Candal, para o Leixões, foi também uma das saídas da equipa júnior que motivou mais contestação.
Por outro lado, e olhando para a equipa B, o FC Porto procurou colmatar as lacunas sentidas na época passada e melhorar a qualidade geral da equipa.
No plantel sub-19, até ao momento, Gonçalo Esteves, Rúben Candal, Francisco Ribeiro, Luís Estefano e Tiago Gonçalves são os nomes oficialmente de saída da formação do FC Porto. Kinglord Safo regressa ao FC Vizela, tendo em conta que estava no FC Porto apenas a título de empréstimo. Pedro Vieira, que terminara contrato, rumou para a Polónia para assinar pelo RKS Raków.
Na equipa B portista, o veterano Gonçalo Brandão e o jovem de 22 anos Diogo Bessa terminaram contrato. O período de empréstimo de Kelvin Boateng terminara, mas não voltará ao CD Aves, tendo rumado à Sérvia para assinar pelo Spartak Trnava. Rafa Pereira assinou pelo Vitória SC e Johan Gómez rescindiu com os dragões para assinar pelo FSV Zwickau.
Quanto a reforços, ainda não se deu qualquer transferência para o plantel sub-19, mas para a equipa B, chegaram oficialmente o ponta de lança Sebastian Soto, o avançado João Peglow, o lateral esquerdo João Mendes e o defesa central Romain Correia (ambos do Vitória SC) e o extremo Giorgi Abuashvili. Uma autêntica revolução para a equipa liderada por António Folha que terá em mãos uma tarefa difícil de conseguir integrar todos estes novos nomes.
Bem-vindo, João Peglow! 🔵⚪
⚽ Extremo 👉 19 anos
🎙 “Não se pode recusar este clube. O FC Porto é gigantesco”
🇧🇷 Internacional jovem pelo Brasil
ℹ️ Vai integrar o plantel da equipa B#FCPorto#FCPortoBpic.twitter.com/hG9RYQ6Ab9
Por um lado, percebe-se que a equipa B precisava de dar um salto qualitativo face à escassez de resultados da época passada e nomes como João Peglow, jovem promessa brasileira, e Abuashvili, um extremo promissor da Geórgia, são dois jogadores que poderão marcar a diferença. O plantel precisava de sangue novo para que não se repetisse o mesmo cenário da época passada, em que os dragões da B lutaram para não descerem de visão.
Na época passada, o FC Porto B teve que contar com jogadores da equipa principal para ajudar na manutenção. Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Apontando baterias para o caso de Gonçalo Esteves, que foi até agora o mais mediático, percebe-se que o jogador tenha sentido que pudesse ter mais oportunidades para vingar noutro clube, mas por outro lado, não se sabe as exigências que este fez para ficar no FC Porto. Numa história, existem sempre dois lados e nesta história só a direção portista e o jogador saberão do porquê desta saída para um rival.
A saída de um jogador para um rival, mesmo que da formação, nunca cai bem nos adeptos e quem poderá pagar por isso será Tomás Esteves, o seu irmão. Isto porque, caso Gonçalo tenha realizado a mudança devido à falta de confiança que foi dada ao irmão Tomás, pode ter repercussões internas para o defesa direito de apenas 19 anos.
O FC Porto procura assim mudar o rumo da formação e melhorar a qualidade geral tanto da equipa B como dos sub-19. Grande parte da geração campeão da UEFA Youth League compõe o plantel principal ou já saiu para outras andanças e depois dessa última conquista, em 2019, ainda não houve nenhum nome que mostrasse merecer a equipa A. Será que alguma das recém-aquisições vai ser a próxima jovem promessa portista?
Agora que o Euro 2020 e a Copa América terminaram, a Bola de Ouro tem sido um dos principais temas de conversa dentro da comunidade de futebol. Depois de no ano passado ter sido cancelada devido à pandemia, quem será coroado este ano o melhor jogador do mundo?
É neste sentido que deixo aqui uma lista de cinco possíveis nomes que poderão constar na corrida ao prémio individual mais prestigiado do desporto-rei. Por se tratar de uma distinção individual, acho injusto basear-nos em títulos coletivos como principais argumentos. Sim, deve ter algum peso e ajudar numa decisão, mas nunca deverá ser o fator primário para definir o melhor jogador do mundo.
Existe muita qualidade em Portugal, apesar de muitos não a quererem ver, e basta olhar para a quantidade de jogadores e treinadores que o nosso país forma e vende para jogarem no estrangeiro. No entanto e apesar de se olhar muito para fora no momento de comprar jogadores, os clubes portugueses cada vez mais têm voltado a sua visão de mercado para a nossa liga, mesmo sabendo que a compra dos passes já não seja tão barata quanto foi em tempos.
O talento não está apenas nos chamados três “grandes”, sendo que este está espalhado por todas as equipas do país e muitos dos jogadores estão já capazes de dar o “salto” para clubes com maiores ambições ou com maior visibilidade. A porta não se pode fechar apenas porque vêm do mercado interno, pois cada vez mais os clubes portugueses tem capacidade para desenvolver melhor os jogadores e fazerem-nos crescer.
O mercado de transferências em Portugal já abriu no início do mês e desde então já existiram algumas trocas de jogadores a nível nacional, algumas envolvendo os “grandes” o que mostra que não há medo de arriscar. Os cinco jogadores apresentados nesta lista podem não estar a ser associados, em nível de rumores de mercado, a nenhum clube português, mas com certeza já mostraram que podem ser úteis a qualquer equipa da Primeira Liga Portuguesa e que estão mais que prontos para dar o “salto” para maiores ambições.