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Fórmula 1 | Mas afinal o que é a Qualificação Sprint?

A Fórmula 1 vai estrear um novo formato de fim de semana para o Grande Prémio da Gra-Bretanha a partir da próxima sexta-feira.

Com o objetivo de adicionar um pouco mais de “corrida” a esta série competitiva, os sábados vão passar a contar com uma Qualificação Sprint. Se não sabem bem o que é ainda, eu vou tentar tratar de esclarecer nas próximas linhas.

A qualificação convencional, que nos habituamos a ver ao sábado, salta para sexta-feira, no lugar dos segundos treinos livres.

Esta qualificação define a grelha de partida para a Qualificação Sprint no sábado, onde o resultado desta mini-corrida de 100 quilómetros determinará a grelha inicial para a prova convencional de domingo.

Isto é a base do novo formato, agora vamos para as pequenas nuances existentes, que podem tornar esta nova prova muito interessante.

Para os tradicionais treinos livres, as equipas terão de os abordar de forma diferente. Agora, a primeira sessão de treinos, terá obrigatoriamente de servir para preparar a qualificação, que passa a ser a segunda sessão do fim de semana de corrida.

No entanto, este não pode ser o único foco das equipas, pois após a primeira sessão de treinos, os carros entram em parc fermé, ou seja, não podem alterar em grande escala os setups do carro durante o fim de semana, exeptuando detalhes determinados pela FIA.

A sessão seguinte é a qualificação normal, com o formato igual, mas algumas pequenas mudanças. Agora, as equipas do top 10 não são obrigadas a utilizar os pneus com que se qualificaram na Q2, passando a ter escolha livre para o início da corrida.

O sábado de manhã passa a pertencer ao segundo e último Treino Livre, onde não podendo realizar grandes alterações de setup devido à regra de parc fermé descrita anteriormente, as equipas poderão afinar os detalhes antes da Qualificação Sprint.

A novidade chega no sábado à tarde, com a Qualificação Sprint. Esta consiste numa prova de 100 quilómetros (que em Silverstone equivale a 17 voltas), com uma duração de cerca de 30 minutos.

A ordem de partida é decidida pela qualificação de sexta-feira, e a ordem de chegada no final da prova, decide a grelha de partida da corrida de domingo.

Os pilotos não são obrigados a parar, mas podem fazê-lo se sentirem que a estratégia funciona. O expectável é que as equipas apostem no pneu médio ou duro, sendo que estes poderão aguentar as 17 voltas sem problemas, ao contrário dos macios.

Com os duros, é mais provável que os pilotos testem os limites do carro durante mais tempo, que é o principal objetivo da implementação desta prova.

Para além de decidir a grelha de partida para domingo, há pontos a distribuir: três para o primeiro, dois para o segundo e um para o terceiro. Assim, procura-se motivar os pilotos a lutar pelas posições cimeiras, em particular num campeonato disputado como se espera que este seja.

Estes pontos dificilmente chegarão às equipas do pelotão, devido à grande diferença na gestão de pneus da Mercedes e Red Bull para as “outras”, no entanto, melhorar a posição para  domingo pode fazer toda a diferença.

Isto pode beneficiar em particular pilotos como Sérgio Pérez e Daniel Ricciardo que tem mostrado grandes dificuldades em qualificação, mas bom ritmo de corrida. Assim, podem corrigir no sprint os problemas da qualificação.

Para os puristas, esta é uma medida controversa, vai “contra aquilo que a Fórmula 1 representa” e são só modernices.

Se a Fórmula 1 ouvisse sempre essas vozes ainda tínhamos carros em forma de banheira, por isso o que eu digo é: vamos ver no que dá!

É trocar uma sessão de treinos por mais competição, isto só é interessante, em particular para quem vai ao circuito. Se vai apimentar as coisas para a corrida é uma incógnita, pode até ter o efeito inverso, mas, sem tentar nunca se vai saber.

Foto de Capa: Formula 1

Euro 2020 | O melhor 11 do torneio

O Euro 2020 chegou, embora com um ano de atraso, e culminou com a Itália a ser coroada, em Wembley, a nova campeã da Europa, sucedendo a Portugal que havia vencido em 2016.

Uma edição diferente, disputada em onze cidades, ao contrário do formato habitual, fator que motivou mais desgaste devido às viagens, mas não foi sinónimo de falta de entrega e de qualidade por parte dos principais intervenientes.

Alguns nomes conhecidos, outros nem tanto, compõem assim um onze que foi escalado em 4-4-2, com dois médios e dois extremos, e que conta com jogadores de seis seleções diferentes.

Em jeito de despedida deste Europeu de futebol, elejo assim o melhor onze da competição.

João Mário no SL Benfica é uma perda necessária | Sporting CP

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Agora que João Mário é oficialmente jogador do SL Benfica, posso escrever aquilo que me apraz dizer sobre mais uma novela que se gerou no futebol português. O atleta formado no Sporting CP, depois de anos e anos nas camadas jovens do clube e das centenas de partidas que jogou pela equipa principal, decidiu mudar-se para o outro lado da Segunda Circular.

Primeiro, convém referir que João Mário, aparentemente, mostrou interesse em ficar em Alvalade, após a vinda por empréstimo da FC Internazionale Milano. Foi uma das peças-chave da equipa na grande temporada que fez e um dos míticos campeões nacionais. Por que razão iria ele querer tentar a felicidade noutro sítio se a encontrou numa casa que conhece tão bem? Bem, o dinheiro acabou por falar mais alto.

Segundo o comunicado oficial do Sporting CP, a direção leonina efetuou uma proposta de transferência ao clube italiano e propôs contrato ao internacional português. Porém, ambos os valores estavam abaixo daqueles que eram exigidos. Quando surgiu a proposta do SL Benfica, que oferecia dois milhões limpos por época ao jogador e sete milhões e meio ao Inter, a atenção de João Mário virou.

O único problema aqui era a cláusula anti-rival que o anterior contrato tinha, que obrigava à indemnização no valor de 30 milhões ao Sporting CP, caso o jogador voltasse a atuar noutro clube em Portugal. O facto de João Mário e Inter terem rescindido contrato, de modo a que a cláusula ficasse inválida, só me faz acreditar que, nesta fase, o atleta já não estava interessado em vir para o Sporting CP. Por mais que a direção leonina afirme que vai, provavelmente, recorrer à justiça, vejo o clube italiano como o vencedor do eventual processo.

Campeão na época passada, João Mário troca o leão pelas águias no defeso
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A direção do Sporting CP tem assistido aos pedidos de Amorim no que toca a contratações cirúrgicas. O caso mais “gritante” foi a transferência recorde de Paulinho e, mais recentemente, o regresso de Ricardo Esgaio a Alvalade. Porém, mesmo que Rúben Amorim tenha definido João Mário como prioritário para atacar a temporada 2021/2022, o atleta exigia o dobro do valor anual dos salários de João Palhinha, Matheus Nunes e Daniel Bragança juntos, algo que excede o teto salarial leonino. Penso que o Sporting esteve bem em não investir tanto dinheiro no atleta.

Em 2019, aquando da sua ida para o Lokomotiv de Moscovo, João Mário disse que não teve interesse em vir para o Sporting CP, pois o desafio não era aliciante para a sua carreira. Tentei esquecer esta frase quando há cerca de um ano singrou em Alvalade. Mas agora, tudo faz sentido. João Mário faz parte dos jogadores que só se interessa pelo clube que o viu crescer, quando mais nenhum assiste às suas satisfações.

Este problema da formação de caráter e (falta) de amor ao clube nos atletas formados em Alcochete tem sido um tema discutido entre os sportinguistas. Cai por terra a ideia de que é exclusivamente a falta de títulos e os anos sem lutar por eles que afugentam os melhores jogadores. João Mário foi campeão em Portugal, pela primeira vez, e mesmo assim decidiu que o salário era mais importante.

Desde o ataque a Alcochete que olho para os jogadores de outra forma. Pode ser uma maneira pouco romântica de ver o futebol, mas realista. Aquele dia confirmou-me que os interesses pessoais são mais importantes do que o respeito pelos adeptos, pela instituição, e, naquele caso em concreto, pelo próprio contrato que assinaram.

João Mário é uma perda necessária para o Sporting CP. Apesar de, desportivamente, nos vermos privados de um grande atleta, o investimento que o jogador exigia poderia tornar-se danoso para as finanças do clube.

O último jogador que trocou Alvalade pela Luz foi André Carrillo. Assinou pelo SL Benfica em busca de um aumento na sua conta bancária, mas a carreira revelou-se diminuta na sua passagem pelos encarnados. Cada jogador terá as suas prioridades, e as ações de cada um fica para aqueles que as praticam. Aquela que poderia ter sido uma passagem de João Mário recordada com alegria por parte dos adeptos leoninos, ficou manchada por esta troca inesperada. Resta esperar que não tenha épocas melhores do que a última que vivemos…

A possível saída de Luís Maximiano | Sporting CP

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Luís Maximiano é uma das especulações provenientes do Sporting CP para a saída e, segundo os órgãos de comunicação social, existem vários pretendentes que querem contar com os serviços do atleta formado em Alcochete. Desde que o mercado de transferências abriu, ouvem-se poucos rumores de possíveis transferências tanto para entradas, como para saídas, nos lados de Alcochete.

O que tem sido ventilado é que a Udinese é a principal interessada em contratar Luís Maximiano, após a venda do seu guarda-redes titular, Musso, para a Atalanta, a troco de 20 milhões de Euros. Também já foi noticiado que o clube da cidade italiana de Udine apresentou uma proposta aos responsáveis do clube leonino, a rondar os cinco milhões.

A meu ver, um valor baixo tendo em conta não só a inflação do mercado de transferências nos dias de hoje, como também a qualidade do jogador, o seu potencial e tudo a aquilo que Max já fez ao serviço do clube como: conquistas e jogos disputados, chegando mesmo a ser titular da baliza durante um período de tempo, mais concretamente na temporada 2019/2020, após roubar a titularidade ao guarda-redes então titular na altura: Renan Ribeiro. O mesmo ainda está nas “fileiras” do clube só que, nesta temporada, o atleta brasileiro não disputou qualquer minuto ao serviço dos verdes e brancos.

Obviamente, que a entrada do guarda-redes António Adán levou a que Max ficasse “tapado” pelo mesmo já que o atleta espanhol traz mais segurança e experiência à equipa: prova disso foi o seu papel fulcral nesta época, sendo uma das figuras chave do Sporting CP para a conquista do título. Com a concorrência de Adán, Max ficou mais tempo no “banco” do que propriamente a jogar.

Luís Maximiano estreou-se no campeonato 2020/2021 frente ao CD Nacional
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Os motivos para a saída de Luís Maximiano podem ser vários: melhor salário e o querer experimentar uma liga mais competitiva como a italiana, por exemplo. Contudo, acredito que poderá ditar a saída de Luís Maximiano do Sporting CP seja mesmo o querer jogar mais minutos, já que nesta época, Adán parte novamente à frente do jovem guardião.

Caso Luís Maximiano saia do Sporting CP, o clube leonino já tem jogadores na agenda para poder substituir o jovem guarda-redes português na sombra do experiente Adán: Samuel Portugal, do Portimonense SC, e Luiz Júnior, do FC Famalicão, já foram especulados como alvos do Sporting CP se a transferência de Max se concretizar.

Com este cenário, mesmo que Luís Maximiano fique mais uma época na “sombra”, acredito que o mesmo continuará a representar o Sporting CP para a próxima temporada, porque é visto num futuro muito próximo como o guardião do clube devido à sua idade “ainda” bastante jovem para o “mundo do futebol” e por adquirir a paciência para poder cimentar o seu lugar no clube.

Não nos podemos esquecer que Adán já não vai para novo, mesmo que as carreiras dos guarda-redes possam ser “alargadas”: o guardião mais época, menos época, entrará em decadência e já não terá as mesmas condições para puder desempenhar as suas funções com a mesma qualidade. E, nesse momento, Luís Maximiano será o sucessor ideal do lugar do jogador espanhol.

Mesmo achando que dificilmente Luís Maximiano saia do clube, temos de observar duas perspetivas bastante distintas em que neste momento o jovem poderá estar a pensar. Num lado, temos a opção em que o mesmo iria “arriscar” menos, que era ficar no clube, onde é muito querido, sabendo que num futuro próximo iria ser titular, mas requeria muita paciência e perseverança; ou arriscaria e iria para uma liga mais competitiva, começar do zero, facto que requeria uma adaptação a uma nova realidade – muito provavelmente iria ser titular com uma maior facilidade – o que ajudaria ao crescimento mais rápido enquanto jogador.

Uma decisão muito importante na vida de um jogador, mas só uma pessoa que pode decidir o futuro de Luís Maximiano: ele próprio.

Quem serão os centrais do FC Porto para 2021/2022?

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Depois da entrada de Fábio Cardoso para a equipa portista, o FC Porto continua a procurar um novo elemento para a posição de defesa central. Fala-se que Kim Min-Jae, o central sul-coreano que joga nos chineses do Beijing Guoan, está apenas preso por detalhes e poderá ser o próximo reforço dos azuis e brancos.

Caso se confirme, o plantel fica composto com seis soluções para uma única posição – Pepe, Mbemba, Fábio Cardoso, Diogo Leite, Iván Marcano e Kim Min-Jae. Este é um sinal claro de que um ou dois dos atletas que compõem este lote poderão abandonar o clube.

 Quem serão os novos centrais do FC Porto nesta época?

Ao que parece, Chancel Mbemba está na montra e a SAD portista procura um encaixe com o defesa central de 26 anos. O número 19 do plantel portista ganhou destaque nestas duas últimas épocas e conquistou a titularidade ao lado de Pepe, sendo que as boas exibições nas competições internas e na Liga dos Campeões valeram-lhe a atenção de vários clubes.

FC Porto
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Porém, a perda de Mbemba pode não ser fácil de resolver como parece. O congolês tem sido bastante sólido e regular no seu papel no FC Porto e é capaz de jogar ao mais alto nível, dando assim imensas garantias a Sérgio Conceição. Deste modo, Mbemba não é fácil de substituir e Diogo Leite, Fábio Cardoso e, possivelmente, Kim Min-Jae, podem ainda não oferecer a solidez que este oferece. Iván Marcano, no seu auge, seria capaz de o fazer, mas depois da longa paragem, a sua condição física e psicológica poderá não estar ao nível de que nos habituou.

Diogo Leite também está na calha para ser transferido. No mercado de verão da época passada quase se concretizou e, alegadamente, continua sem pertence ao lote dos intransferíveis. O jovem português mostrou-se em boa forma no Campeonato da Europa de Sub-21 e tem ainda o rótulo de jovem promessa, aumentando assim o seu valor de mercado.

Contudo, Sérgio Conceição, de época para época, tem-lhe oferecido cada vez mais oportunidades para se mostrar na equipa principal e, conjuntamente com o clube, poderá não querer abrir mão do jogador por ter a capacidade de ser potencializado. Porém, com a entrada de Fábio Cardoso e Kim Min-Jae e a recuperação de Iván Marcano, poderá ver-se sem espaço na equipa e cair para terceira ou quarta opção.

Iván Marcano é ainda um dossier por resolver. Com 34 anos e praticamente uma época sem competir, será difícil para o central espanhol voltar ao que era. Para além disso, assumindo que Pepe tem o rótulo de incontestável no centro da defesa, o FC Porto ficaria com uma dupla de centrais com uma média de idade de 36 anos, o que poderia não ser suficiente para acompanhar jogadores mais rápidos e mais ágeis.

É verdade que Pepe se mostra ainda a altíssimo nível, mas Marcano poderá já não conseguir disputar alguns lances dada a gravidade da sua lesão. Uma rotura de ligamentos cruzados, mesmo num jovem jogador, pode deitar a sua carreira por água abaixo.

Caso fique na equipa, o que se pode prever é que Marcano fique com estatuto de reserva, mas com a vantagem de poder passar experiência no balneário ou até mesmo jogando na equipa B – esta que nos últimos anos é sempre composta por um jogador mais velho para esse mesmo propósito.

Para já, sobra Fábio Cardoso, que poderá ser um elemento para lutar pela titularidade e, quiçá, conquistar o lugar no onze portista. Ainda que não tenha “andamento” em competições internacionais, Fábio Cardoso, no CD Santa Clara, revelou-se a um bom nível nas últimas épocas e certamente que figura no top 10 de melhores centrais do campeonato.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Presumivelmente, num cenário em que Mbemba deixe o FC Porto, disputará o onze inicial. Caso Kim Min-Jae chegue ao FC Porto, teremos uma luta acesa para aquela posição, sendo que Kim e Fábio poderão partir na frente de Diogo Leite e Marcano.

Possivelmente, teremos um lote de centrais composto por Pepe, Fábio Cardoso, Kim Min-Jae, Diogo Leite e Iván Marcano a ter um papel de “joker” e a rodar entre a equipa B e o plantel principal em jogos das Taças ou com adversários mais acessíveis no campeonato.

Foi notório que uma das debilidades na época passada para Sérgio Conceição passou por não ter um banco de suplentes que lhe desse garantias, mas para esta posição não deverão existir problemas, pois contará com um conjunto de 4/5 jogadores de grande nível.

O simulador onde Nathan Aké é melhor que Franco Baresi | eSports

Se há jogo cuja receção da sua comunidade tem sido atribulada nos últimos anos é o jogo FIFA da Electronic Arts. De streamers do jogo a competidores em torneios oficiais há sempre críticas e desejos de melhorias que nunca se verificam.

Desde o FIFA 19 que a comunidade do FUT (FIFA Ultimate Team) acusa alguns mecanismos do jogo terem demasiado poder. No entanto, é importante lembrar que, acima de tudo, este jogo é uma simulação de futebol e é algo que os programadores do jogo parecem esquecer-se. Ano após ano, jogo após jogo.

No FIFA 19, os jogadores abusavam da habilidade elástico em cadeia e do cruzamento El Tornado, duas habilidades que apenas cartas com cinco estrelas de habilidades técnicas eram capazes de fazer.

No ano seguinte, como tentativa de contrariar este tipo de situações, a EA optou por fazer um jogo focado na defesa. Um jogo onde qualquer habilidade técnica que fosse experimentada acabava nos pés do defesa. Todas as fintas menos uma: o drag back, uma habilidade tão simples que só era necessário ter duas estrelas de habilidade técnica para fazer. Esta finta era pura e simplesmente puxar a bola atrás e depois mudar para outra direção, o avatar podia fazer o movimento para cima do defesa, que mesmo assim ficava com a bola.

Outra situação que foi muito criticada nesta edição do jogo foram os auto-blocks. Nove em cada dez remates que não fossem completamente isolados na cara do guarda-redes eram intercetados pelo defesa de forma automática, ou seja, o jogador não precisava de controlar o avatar que mesmo assim o defesa fazia-se ao lance e conseguia impedir a bola de chegar à baliza.

No fundo, todos os jogos de FIFA 20 pareciam ser jogados num relvado curto e apertado. O que ficou bem notado quando Fnatic Tekkz após perder a final de uma FUT Champions Cup afirmou com todas as palavras que, neste jogo, não interessava quem era o melhor jogador de FIFA e que havia uma dependência de sorte neste jogo.

Por fim, temos o FIFA 21. As primeiras semanas de jogo foram muito bem recebidas. Parecia um jogo mais equilibrado com foco repartido tanto na defesa como no ataque, a IA defensiva era forte, mas não completamente impossível de bater. Os defesas eram capazes de desarmar os atacantes se a finta fosse feita com o timing certo, contudo, se o atacante executasse no momento certo o defesa era bem batido.

Não só havia equilíbrio entre defesa e o ataque, parecia um FIFA onde as qualidades da pessoa que pegava no comando fazia a diferença, e não era a sorte ou a vontade do jogo que definiam o vencedor do jogo.

Mal chegou a primeira atualização, os irrealismos chegaram e o fator sorte voltou a ser diferenciador. Num primeiro momento, foram os step overs. Jogos onde um jogador pegava na bola, e se marcasse primeiro, ficava os restantes minutos a fazer step overs de uma ponta do campo a outra sem perder a bola. A aceleração no seguimento da finta era tanta que não havia hipótese do defesa apanhar.

Ainda esta habilidade não tinha sido corrigida, já outra começava a ser explorada. The Bridge, um movimento técnico introduzido nesta edição do jogo bastante simples. O avatar dava um toque mais forte na bola e acelerava, tal como nos step overs, o aumento de velocidade era tanto que não havia forma dos defesas impedirem.

Os programadores, em vez de equilibrarem esta habilidade, tornaram-na completamente inconsequente, não só o step over tirava velocidade ao avatar, como o arranque a seguir à finta era lento demais para passar o defesa. Justiça seja feita, a correção no The Bridge foi bem feita, quando feita na altura certa batia o defesa, mas, caso contrário, e se o defesa estivesse bem posicionado ele recuperava a bola.

Foi nesta altura que apareceu a pior coisa possível desta edição do FIFA: os passes a desmarcar longos.

De forma resumida, como toda a criatividade ofensiva saiu do jogo, os jogadores começaram a jogar como no FIFA 20: muito recuados atrás, e a jogar no contra-ataque. No entanto, ao contrário do ano anterior, neste ano assim que se pegava a bola na defesa, bastava deixar o dedo no passe em profundidade que o atacante começava a desmarcar nas costas.

E o passe não precisava de ser apontado pelo jogador que o esférico ia lá parar, e apesar de todas as melhorias feitas a IA dos defesas do jogo, nestas situações eles faziam algo muito estranho. Caso se jogasse com dois centrais, os dois abriam, o que dava uma auto-estrada gigante para o avançado correr, o que facilitava o golo aparecer.

A solução que a comunidade FUT encontrou para impedir isto de continuar foi jogar com cinco defesas, sendo que por haver um terceiro central esta linha de passe tornava-se menos clara, mas não desaparecia por completo.

Atenção! Estes passes de 50 a 60 metros rasteiros não eram feitos pelos avatares de Pirlo, Beckham, De Bruyne ou qualquer outro jogador conhecido na vida real pela sua capacidade de passe. Esta questão dos passes leva-me ao maior irrealismo, e o meu maior problema com o jogo. A importância de determinados atributos em relação aos outros e como isso transforma literais lendas do desporto, completamente injogáveis nesta simulação de futebol.

Com jogadores como Varane e Joe Gomez a fazer passes de 60 metros a rasgar a defesa, apesar dos seus atributos de passe serem fracos, uma pessoa poderá pensar que se tentar fazer o mesmo com um jogador que tenha atributos de passe altos. Esse mesmo passe vai ser ainda melhor, mas isso não se verifica, quase que acontece o oposto.

Jogar com Andrea Pirlo, David Beckham e, acima de tudo, Paul Scholes no meio-campo é muito difícil. O mesmo pode ser dito de jogar com Jorginho ou Toni Kroos, com estes dois é virtualmente impossível.

Foto de capa: FIFA 21

Os 5 melhores jogadores do Euro 2020

Chega ao fim mais um Campeonato da Europa. Dentro dele, as emoções, surpresas, deceções e alegrias são escritas até o momento em que o juiz apita o final de partida em Wembley. Os capítulos escritos pelo total de 625 jogadores oficialmente inscritos, destacam-se como protagonistas dentro das inúmeras histórias que o futebol proporciona.

Passada a excitação e animação de um torneio repleto de histórias, está na hora de elencar os atores principais desta peça, que deram, além do prover seu corpo e alma, o talento e habilidade acima da média que encantou o público.

Lembramos que de forma alguma esta tarefa será algo simples. Pense bem! Enumerar somente cinco jogadores dentre um torneio com tantos capítulos por si só não é nada que se faz rapidamente. Por isso, o nosso critério não vai depender simplesmente daquele jogador que levou mais prémios de “man of the match“. Mas sim aquele que mesmo com o seu papel silencioso, conseguiu sobressair-se ao projetar um desempenho “futebolisticamente”, taticamente e emocionalmente apreciativo. Afinal não basta “apenas” marcar mais golos, tem de no momento reverso, reconquistar a confiança da sua equipa, decidir jogos, e mais importante predominar-se em relação aos demais competidores.

Posto isso, enumero um olhar que procura fugir da previsibilidade, sem prestar serviço àqueles jogadores que subiram a régua do jogo bonito, elencando os cinco melhores jogadores que encantaram os nossos olhos durante o Euro 2020.

George Russell: Um piloto pronto a vencer

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No presente artigo daremos a conhecer melhor o piloto de Fórmula 1 George Russell, revisitando o seu percurso até chegar ao maior campeonato de monolugares do mundo. Realçaremos, ainda, qual a nossa opinião sobre o futuro do piloto britânico, bem como quais as suas reais hipóteses de se tornar um piloto de topo, à semelhança dos compatriotas Lewis Hamilton e Lando Norris.

O DESPONTAR DE UMA PROMESSA

Com 23 anos cumpridos em fevereiro último, o britânico George Russell, atualmente aos comandos de um Williams, é um dos mais promissores, a par do seu compatriota Lando Norris, integrante da equipa McLaren, pilotos que já militam no pelotão da F1. Contudo, os excelentes desempenhos recentes, ainda que sem pontos, muito por culpa da enorme falta de competitividade da sua “máquina”, não são fruto do acaso, fazendo com que o mesmo seja apontado como um futuro integrante da equipa Mercedes.

Desde muito jovem, o britânico, que se iniciou nos karts, começou a evidenciar um talento bastante assinalável, sendo que foi um dos mais vitoriosos de sempre nesta categoria automobilística.

O desportista que conduz o carro 63 no Mundial de F1, destacou-se, entre outras competições, nos campeonatos de Fórmula 3 Series e Fórmula 2, ambos os escalões competindo ao serviço da equipa ART Grand Prix, sagrando-se campeão nestas categorias, frequentemente “trampolins” e portas de acesso a voos mais altos. Isso mesmo começaria a ganhar forma quando corria a temporada de 2017, ainda Russell estava no campeonato de Fórmula 3 Series, ao tomar parte do programa de jovens do construtor alemão, claro está a Mercedes, formação ao serviço da qual, por alguns meses, dividiu o papel de piloto de testes com o germânico Pascal Wehrlein.

Algum tempo depois e simultaneamente com a sua participação no campeonato de Fórmula 2, onde as coisas lhe iam correndo de feição, passou a colaborar com a já extinta Force India, atual estrutura Aston Martin, ao ser um dos seus pilotos de testes, cargo que foi desempenhando até chegar o grande dia!

João Mário | O “8” já chegou!

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Acaba finalmente a novela João Mário, com os benfiquistas a saírem por cima dos rivais leoninos na disputa pelo jogador que foi campeão nacional 2020-21, e com papel preponderante no sistema de Rúben Amorim.

A famosa cláusula “2.7” do contrato que ligava João Mário ao Inter de Milão – a tal anti-rival – foi contornada com uma rescisão de contrato, método que Steven Zhang, o jovem proprietário do Inter, interpôs como de mais abonatório às partes interessadas: ficou, assim, o jogador livre de assinar pelas águias e a dívida italiana ao empresário do jogador, Federico Pastorello (quatro milhões de euros pelos negócios de Lukaku e Candreva).

Seria também assumida pelo SL Benfica o custo de intermediação, como a totalidade do mesmo salário que auferia em Milão – 3,5 milhões de euros anuais, qualquer coisa como 5,5 milhões brutos. Contas feitas, 7,5 milhões que saem já dos cofres da Luz e aproximadamente 20 milhões de euros em salários, estes divididos pelos cinco anos de contrato.

Entre Inter e Sporting CP, a comunicação não foi fluída e a interação não foi completamente amigável. Na origem da discórdia está a intransigência leonina em fazer cumprir a cláusula anti-rival imposta aquando da venda de João Mário aos italianos em 2016, que obrigaria o clube italiano a compensar o Sporting CP em 30 milhões, caso o jogador fosse transferido para um dos rivais portugueses.

Foi até à última que Frederico Varandas alertou Zhang para essa condição, o que obrigou ao proprietário chinês do Inter a render-se à tentação de outros caminhos, de mais fácil resolução e que desbloqueassem o processo junto do SL Benfica: aos dois interessava a célere conclusão do negócio, que se arrastava já há semanas.

À pergunta do Inter sobre se era pretendido igualar a oferta dos encarnados (7,5 milhões de euros), o Sporting CP respondeu sempre negativamente, ficando-se pelos cinco milhões: inflexibilidade que levou a que os italianos optassem pela via negocial concretizada ontem.

Rescindindo com o jogador, evitam-se futuras complicações, ainda que o clube leonino não desista e já tenha vindo a público com um comunicado que denuncia a utilização de “um expediente para que o Inter e o jogador João Mário se procurassem eximir ao que contrataram com a Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD em 2016“, acrescentando ainda que “todas as partes sabiam as obrigações que assumiram” nesse mesmo ano e a que, volvidos outros cinco, “pretendem furtar-se“.

Depois de uma experiência falhada em Itália, onde nunca se conseguiu assumir, tendo sido emprestado consecutivamente a West Ham United FC, Lokomotiv de Moscovo e Sporting CP, João Mário era visto como excedentário para o plantel nerazurro.

A ausência do Euro 2020 terá certamente pesado na decisão controversa do jogador – a vontade de continuar em Portugal obrigou-o a ambicionar voltar a trabalhar com Jorge Jesus, o técnico que o projetou em termos internacionais e que lhe permitiu a carreira acima da média em 2015-16, que lhe justificou a titularidade naquele Euro, de onde saiu com a medalha de campeão.

Trocando Sporting CP por SL Benfica, João Mário tenta repetir esse capítulo da sua história, até porque em 2022 há Mundial do Catar, certamente ao qual o jogador, já com 29 anos, não aceita ficar de fora.

Todo este processo foi concluído ontem, permitindo ao jogador aterrar em Tires ao final da tarde. Hoje já trabalhou às ordens de Jorge Jesus no Seixal, depois de uma breve apresentação nas redes sociais, onde surgiu Rui Costa como representante presidencial, continuando o ex-jogador a assumir as vezes de dirigente máximo dos encarnados.

Artigo revisto por Joana Mendes

Carta aberta a Luís Filipe Vieira

Caro Luís Filipe Vieira,

Começo por dizer que se realmente tem, ou alguma vez teve, algum carinho que seja pelo Sport Lisboa e Benfica, afaste-se de vez de tudo o que ligue o seu nome a esta instituição.

Segundo os estatutos do clube, um presidente não pode ser suspenso, o que leva a crer que ainda tem mais um truque na manga. Demita-se, Luís Filipe Vieira, afaste-se de vez e deixe que recuperem o clube e limpem toda a escumalha que por lá anda.

Suspender e demitir são coisas diferentes, e não vejo o porquê de suspender apenas as funções, quando o que deveria fazer era demitir-se, com efeitos imediatos. Esta suspensão faz subentender que ainda almeja regressar ao SL Benfica e voltar a ser o líder dos encarnados. Algo que não pode voltar a acontecer.

Usar uma instituição com tanta história como o SL Benfica para proveito próprio tem tanto de nojento como de ilegal. Faça um favor a todos os sócios e apoiantes deste clube e resigne ao cargo de forma definitiva.

Deixo ainda uma palavra a Rui Costa: como sucessor interino, respeita o clube que dizes amar e coloca-te à feição do escrutínio dos sócios em eleições livres e transparentes. Ainda que tenha dificuldades em acreditar que nada sabias dos esquemas do Vieira, se queres continuar no clube, tens de te sujeitar ao voto daqueles que realmente são apaixonados pelo Sport Lisboa e Benfica. Só assim poderás ser o nosso presidente de forma legítima e sem que ninguém possa questionar a forma como chegaste ao cargo.

Voltando a si, Vieira, o seu nome está sujo e cheio de polémicas, é tempo de te afastares de vez do clube.

É a pouca transparência das eleições de 28 de outubro de 2020, é a polémica da Comissão de Inquérito Parlamentar de maio de 2021, é a ação judicial de Jorge Mattamouros, são as suspeitas de desvio de dinheiro do clube, é muita polémica envolta de um único nome. Resumindo, é vergonhosa a detenção de um presidente ainda em funções e tudo isto só mancha o bom nome do SL Benfica.

Após uma temporada em que os resultados desportivos foram, no mínimo, muito maus, inclusive nas modalidades, o que o clube precisa neste momento é de uma reestruturação a todos os níveis. O escândalo já rebentou e não há forma de passares pelos pingos da chuva como fizeste tantas outras vezes.

São os negócios duvidosos, os escândalos e as polémicas que fazem com que não seja exequível pensar sequer num regresso ao leme do Sport Lisboa e Benfica. Admito que houve um tempo em que o SL Benfica fosse uma prioridade na tua vida, mas, atualmente, parece utilizar o SL Benfica apenas para proveito próprio nos seus negócios, no mínimo, obscuros.

Largue o poder, demita-se e deixe o Sport Lisboa e Benfica reerguer-se como já o fez outrora. Chega de pessoas agarradas ao poder a quererem aproveitar-se desta instituição. É tempo de unir os adeptos e seguir em frente, com outro presidente.

Artigo reviso por Joana Mendes