Todos os Sportinguistas estão habituados a sofrer,a vitórias morais e épocas de “quase”. É a mais pura das verdades e, para bem e para o mal, faz de nós quem nós somos. Porque não estamos habituados a facilidades, a erros de terceiros ou a decisões polémicas a nosso favor; tudo o que ganhamos tem outro sabor e honestamente gosto que assim seja. Há quem diga que não interessa como ganhar desde que se ganhe, eu prefiro pensar que se é para ganhar que seja com justiça. E acredito que a maioria dos Sportinguistas pensa assim.
Ontem tivemos mais uma vitória moral, uma exibição portentosa contra um dos maiores clubes da Bundesliga e que foi, durante grandes períodos de tempo, vulgarizado por um Sporting forte, personalizado e com garra. Resumindo, com o Sporting que todos nós desejamos.
O jogo do próximo domingo é para vencer, um jogo frente aos rivais deve ser sempre encarado como uma final, mas ainda assim creio que a partida da meia-final da Taça, marcada para a próxima quarta-feira será um jogo tão importante como o do estádio do Dragão.
Assim, resta à equipa lutar pelo acesso à Liga dos Campeões da próxima época -preferencialmente com uma entrada directa – e a Taça de Portugal, que é para mim o grande objectivo da época e o único troféu que Marco Silva tem obrigação de vencer. Tal como em 2012, a meia final será disputada frente ao Nacional da Madeira, e apesar de o jogo em solo madeirense ser sinónimo de dificuldades, o Sporting precisa de sair da Choupana com uma vitória clara.
Fito, Ricky e João Pereira garantiram a última presença no Jamor, com os três golos na vitória frente ao Nacional (3-1) Fonte: Facebook do Sporting
Um outro resultado que não seja a vitória na Final do Jamor fará com que a época seja, para todos os efeitos, tratada como uma época falhada, em que um clube candidato ao título ficou claramente aquém de todos os objectivos a que se propôs no início da temporada. O Sporting, Marco Silva e até Bruno de Carvalho precisam de acrescentar títulos ao bom trabalho que vêm realizando ao longo do passado recente.
Porque apesar de ser inequívoca a melhoria do clube verde e branco no que diz respeito ao futebol sénior – no futebol de formação já tenho uma ideia diferente – a verdade é que todos os clubes vivem de títulos, vivem de conquistas, e são esses triunfos que reacendem a vontade de festejar que existe dentro de nós, e que se encontra adormecida à demasiado tempo.
Concluindo, quero voltar a reunir-me com amigos à volta de um porco no espeto, beber e cantar em plena mata do Jamor, numa tarde quente de Primavera, e no final da noite deitar-me na cama, exausto mas feliz, sem sentir as pernas mas com o coração cheio de Sportinguismo e de Orgulho.
Fonte da Foto de Capa: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal
Após ter tido uma época 2013/14 atribulada na luta pela manutenção, o Belenenses está esta temporada empenhado na luta pelo acesso às competições europeias. A equipa orientada por Lito Vidigal está no sexto lugar, a três pontos do quinto, o Vitória de Guimarães. Contudo, o atual sexto lugar poderá significar logo o acesso à Liga Europa, caso os finalistas da Taça de Portugal consigam o apuramento europeu no campeonato.
A equipa orientada por Lito Vidigal mudou muito desde a primeira jornada até agora e os reforços têm sido extremamente importantes para a substancial melhoria das opções ao dispor do técnico. Se pensarmos que Nélson, Gonçalo Brandão, Pelé, Carlos Martins, Ricardo Dias e Rui Fonte não podiam ser opções no início da Liga, constatamos essa melhoria. Ainda para mais, estes últimos três apenas começaram a ser opções no mercado de inverno. Apesar disso, o início foi bom para o Belenenses, que amealhou 21 pontos no primeiro terço do campeonato (primeiras 11 jornadas). Neste período inicial, os “azuis” do Restelo apenas perderam dois jogos, na receção ao Vitória de Guimarães e na visita a Paços de Ferreira. Foi um grande arranque de Liga para Lito Vidigal. O técnico tinha definido os 30 pontos como uma meta necessária para a permanência, e esse número de pontos, que agora até já foi ultrapassado, estava bem ao alcance com dois terços de campeonato ainda por disputar.
Na Taça de Portugal, o Belenenses fez um bom percurso até aos quartos de final, onde foi humilhado em Braga por 7-1, no jogo que marcou a estreia de Carlos Martins pelo clube da Cruz de Cristo. Na Taça da Liga, o Belenenses foi eliminado no grupo do Vitória de Setúbal mas conseguiu ganhar ao Sporting. Aliás, em três jogos disputados esta época frente à equipa comandada por Marco Silva, os homens do Restelo não perderam nenhum, o que é um feito assinalável. Já com os outros grandes, o Belenenses perdeu a única partida disputada com o FC Porto e também com o Benfica, num jogo onde deixou, de forma polémica, Miguel Rosa e Deyverson, os dois melhores marcadores da equipa, de fora. Esperemos que, no jogo da segunda volta, Miguel Rosa e, neste caso, Rui Fonte, possam jogar.
Como deu para ver nesta última frase, houve uma troca importante de nomes no ataque de Belém. O brasileiro Deyverson, que se notabilizou na primeira metade da época, foi jogar para o Colónia, da Bundesliga, e deixou um espaço livre na frente de ataque do Belenenses, preenchido com a vinda de Rui Fonte, emprestado pelo Benfica no último dia de mercado. O avançado português apontou 17 golos pelo Benfica B na II Liga e despertou a atenção dos clubes da Primeira Liga, acabando por ser emprestado ao Belenenses.
No campeonato, a equipa “azul” tem um comportamento semelhante no Restelo e fora de portas. Os 34 pontos conquistados até agora dividem-se em partes iguais: 17 alcançados em casa, outros 17 em terreno alheio. Relativamente ao plantel, penso que o do Belenenses tem bastante qualidade em alguns setores. Na baliza, estranho a titularidade de Ventura em detrimento de Matt Jones, mas a verdade é que o português tem estado bem e não se tem notado a ausência do inglês. Eu próprio critiquei esta mudança, mas a verdade é que Ventura tem estado a dar conta do recado e merece mérito por isso. O setor defensivo é o mais frágil da equipa do Restelo, principalmente na zona central. Nas laterais, Palmeira, Nélson e a alternativa Filipe Ferreira são jogadores de qualidade e que têm sido fiáveis ao longo da época. Já no centro, Gonçalo Brandão é o que tem estado melhor. João Meira alterna bons e maus jogos, e Tikito, chegado na última janela de transferências, entrou bem na equipa mas também já teve alguns momentos sofríveis, principalmente quando é necessária alguma qualidade técnica nas bolas rasteiras.
Nélson veio trazer muita qualidade e experiência à defensiva belenense Fonte: Facebook Oficial do Rio Ave Futebol Clube
No meio campo, Pelé, vice campeão do Mundo sub-20 em 2011, Fábio Sturgeon, Miguel Rosa, Tiago Silva ou Dálcio, recentemente promovido das camadas jovens, são jogadores de inegável qualidade e ainda com uma grande margem de progressão em alguns dos casos. Lito Vidigal tem algumas pérolas à sua disposição e tem-nas sabido potenciar bem, levando o clube ao lugar onde está atualmente. Não duvido de que estes jogadores chegarão a outros patamares no futuro, a clubes que lutem por objetivos diferentes dos do Belenenses. A juntar a esta juventude, existe a experiência de elementos como Bruno China ou Carlos Martins. Sempre se disse que, no futebol, a mescla de juventude e experiência é um trunfo muito importante para as equipas. Neste setor, há a lamentar, porém, a saída de Fredy em janeiro para Angola. O angolano era um elemento importante, com qualidade técnica acima da média, e um dos jogadores que estavam há mais tempo no clube.
No lugar de ponta de lança, Tiago Caeiro tem estado na sombra. Abel Camará ainda vai jogando algumas partidas nas alas, outras como o elemento mais adiantado no terreno. Contudo, estão sempre atrás na hierarquia. Deyverson, na primeira metade da época, e Rui Fonte, na segunda metade da época, têm apresentado qualidades. O brasileiro marcou oito golos na primeira metade da época, e o português, em três jogos disputados, assistiu Carlos Martins no único golo da vitória em Guimarães e marcou ele próprio o único golo “azul” no empate frente ao Sporting.
Conseguida a manutenção no escalão principal, o Belenenses pode agora aspirar a um regresso às competições europeias na próxima época. Terá mais 12 jogos de campeonato pela frente na procura de um regresso merecido à Europa. Nada que seja estranho a um clube da dimensão do Belenenses, um dos cinco que já foram campeões no nosso país.
Foto de capa: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal
João Sousa leva, esta temporada, dez encontros disputados ao cabo de dois meses, tendo um registo igual de vitórias e derrotas. Significa isto que a época começou de feição para o tenista português ou nem por isso? O ano passado, João Sousa concluiu o ano com um registo de 24 vitórias para 36 derrotas, tendo atingido duas finais e uma meia-final de eventos do circuito ATP, concluindo o ano no 54.º lugar do ranking mundial.
Pode-se assim, generalizando, afirmar que o ano de 2014 foi bom para João Sousa, depois de, em 2013, ter conquistado o seu primeiro evento do circuito ATP. Este ano, o tenista de Guimarães começou a temporada em Auckland onde saiu derrotado na ronda inaugural, mas que lhe permitiu partir para um Austrália Open onde venceu duas rondas pela primeira vez na sua carreira. Ainda assim, João Sousa não fez mais do que a sua obrigação face aos adversários que lhe foram aparecendo no desenrolar do torneio.
O melhor tenista português defrontou Andy Murray e perdeu em três sets frente a um adversário que defrontou já por inúmeras vezes e que em todas elas saiu derrotado sem ter rubricado grandes exibições. As derrotas de Sousa frente a tenistas como Murray nada mais provam a de que o tenista português não está ainda ao nível de poder lutar por grande surpresas, embora racionalmente se tenha de afirmar que na vertente masculina elas são mais difíceis de aparecer do que na feminina. Ainda assim e como escrevi anteriormente, João Sousa e Frederico Marques têm de efectuar um trabalho a olhar para cima e não com a preocupação de manter aquilo que foi conquistado até ao momento.
João Sousa conquistou já uma meia-final quando a época vai na sua fase inicial e tem tudo para conquistar mais resultados de destaque agora que já está mais do que habituado à alta roda do circuito mundial de ténis. Para além disso, o tenista português é a grande aposta do Millenium para a promoção do novo Estoril Open, e todos esperam que João Sousa chegue ao torneio numa das melhores fases da sua temporada, tendo em conta que toda a campanha de lançamento do torneio tem sido feita à volta da imagem do tenista.
No ano passado, João Sousa tinha a responsabilidade de provar que era tenista para andar na alta roda do ténis mundial e cumpriu-a, mas este ano o peso é ainda maior sob os seus ombros. Num país parco em sucessos ao mais alto nível, João Sousa é, hoje em dia, o maior embaixador do ténis nacional e tudo se começa a construir à sua volta, seja a promoção do Estoril Open, seja o piso escolhido para Portugal disputar a Taça Davis frente a Marrocos, na próxima semana. Não digo que o ténis em Portugal esteja refém do sucesso de João Sousa, mas que o desenvolvimento da carreira do português terá certamente influência, isso é inegável.
Nota ainda final para a homenagem que será levada a cabo a Frederico Gil na próxima eliminatória da Taça Davis, disputada no Jamor. Inteiramente merecida.
O Sporting disse hoje adeus às competições europeias. Olhando para a exibição que os leões fizeram hoje em Alvalade, os adeptos podem afirmar que esta eliminação não faz jus àquilo que se passou ao longo dos 180 minutos. É certo que a quantidade de oportunidades falhadas nesta segunda mão deixam um amargo sabor de boca, pois fica a sensação de que o Sporting podia, no mínimo, ter levado o jogo para intervalo. Mas a falta de eficácia, aliada à má sorte que tem marcado os últimos jogos dos leões, não permitiu que a eliminatória acabasse em melhor porto.
As duas oportunidades que o Sporting criou na primeira mão – e que não foram transformadas em golo – começam por ser as primeiras situações que traçam o destino dos leões nesta competição. Um golo fora teria dado muito mais argumentos à formação de Marco Silva para discutir este segundo encontro.
Quanto ao jogo em si, o Sporting fez a exibição que era necessário fazer para poder continuar a sonhar. Só faltaram os golos. Uma atrás de outra, as oportunidades iam surgindo, fazendo sentir em Alvalade que o golo do desbloqueio podia estar para chegar. Mas não passou de um amargo aroma que não mais abandonou o palco do encontro até ao apito final, pois não chegou a transforar-se num número mais sorridente no marcador.
Tanaka bem tentou mas não conseguiu Fonte: UEFA
Fosse através de Tanaka, de Nani, de João Mário ou até mesmo de William Carvalho – que remate de pé esquerdo! E de longe! –, o Sporting não desistiu e mostrou as garras em todos os lances que disputava e em todos os ataques que criava.
Fosse por causa de Diego Benaglio – que exibição! –, do poste ou da falta de eficácia dos actores leoninos, o golo teimava em não aparecer. E não apareceu, apesar das inúmeras oportunidades de golo criadas.
Mas se há coisa de que os sportinguistas se podem orgulhar hoje é da entrega de todos os jogadores que intervieram no encontro, deixando em campo sangue – e Nani que o diga! – e suor, não baixando os braços em nenhum momento do encontro, nem mesmo nos minutos finais, quando a eliminatória já tinha fugido aos leões.
Custa-me ver o Sporting ser eliminado de uma competição onde poderia ter chegado mais longe. Mas seguindo a lógica “do mal, o menos”, o Sporting é eliminado deixando a sensação de que, com Benaglio em pior forma, o destino dos leões poderia ter sido mais risório.
Com o orgulho ferido, obviamente, saímos de cabeça erguida e cientes de que o nosso futuro nesta competição ficou comprometido cedo demais, e tal só é possível porque em campo mostramos aquilo que valemos e aquilo de que somos feitos. Apesar de tudo, obrigado, rapazes, por terem honrado essa camisola!
A Figura:
Benaglio – foi o homem do encontro e a ele se deve muita da sorte que o Sporting hoje não teve.
O Fora-de-Jogo:
(Falta de) eficácia leonina – a um nível destes, contra uma equipa desta qualidade e quando se exige pragmatismo acima de tudo, não se pode ser tão perdulário como o Sporting foi em dois ou três lances no encontro de hoje.
Problemas de índole contratual terão provocado acesa discussão entre Jefferson e Bruno de Carvalho. Não tomarei partido nesta questão enquanto não se souberem pormenores, mas não deixo de dizer o que me parece o óbvio nestes casos:
– Este caso, envolvendo um dos jogadores que, pelo que produz, é dos mais importantes do plantel, seria sempre mau, nesta altura em particular é péssimo.
– Não sei quais foram as razões invocadas por Jefferson, mas enveredar por actos de indisciplina é a forma mais rápida de perder a razão que lhe possa assistir. Por mais fortes que estas sejam e por mais profundos que sejam os antagonismos com os dirigentes, os jogadores não podem e não devem esquecer que o clube é muito mais do que eles todos, jogadores e dirigentes.
– Grande parte deste género de conflitos laborais previne-se antes de se extremarem posições. Uma boa gestão de expectativas, particularmente no caso dos jogadores com mais mercado, como é o caso de Jefferson, é crucial.
– São já demasiadas ocorrências como estas, o que leva à imediata necessidade de se apurar as suas causas. Em primeiro lugar apurar se existe um padrão: ou o Sporting tem um azar desgraçado e contrata quase sempre jogadores indisciplinados, ou algo está a falhar na relação entre entidade patronal e funcionários. Como comentário adicional, acresce dizer que a ideia que muitas vezes circula entre os adeptos de que os jogadores devem ser geridos com mão de ferro é uma ideia que fica bem no… século passado.
O sistema está vivo e não dorme
O castigo atribuído a Bruno de Carvalho, e particularmente a forma célere com que foi aplicado, é a última prova de vida do famoso sistema. Sistema que, ao contrário do que se pretende ultimamente, não é uma santa aliança, antes se assemelhando a uma hidra com várias cabeças. Olhe-se para as várias estatísticas – castigos, expulsões, celeridade e sentido das decisões, etc – para o confirmar, constatando-se, quase sempre, que o Sporting vem na cauda dos favorecidos. Ou o inverso.
Esta prova de vida é também:
– Uma declarada e vergonhosa afronta e uma falta de respeito para com uma das importantes instituições desportivas nacionais. Deve ser o primeiro caso de castigo sumário a um presidente sem instauração de um inquérito.
– É um forte contributo para a discussão interna sobre a virtude da estratégia que vem sendo seguida. Os resultados são os mesmos de sempre e são esses que é necessário mudar, sob pena de o clube ser permanentemente prejudicado.
– É uma prova de vida e de força. É pura especulação da minha parte mas não estranharia se o famoso sistema tivesse apanhado Bruno de Carvalho desprevenido à saída de uma curva. O incidente com o roupeiro do Gil Vicente, a ter existido, é no mínimo esquisito. Desde logo porque um presidente não discute com roupeiros sem alienar autoridade e prestigio. Quem sabe se o FCP não tem agora a oportunidade de retribuir a “hospitalidade” que lhe tem sido dispensada em Alvalade. É que nestas matérias eles não são aprendizes, mas sim profissionais encartados.
Gastar farelo e poupar na farinha
Este deveria ser o tema de hoje, o post estava já quase terminado. A ocorrência do caso Jefferson acabou por o deixar em repouso. Mas não posso deixar de manifestar a minha discordância e até perplexidade pela recente decisão sobre as viagens da equipa B.
Fundamentar esta decisão absurda de fazer viajar no próprio dia de jogo uma equipa de profissionais de futebolcom base em argumentos financeiros é de todo incompreensível quando se constata o elevado número de jogadores totalmente desnecessários que têm entrado e saído para aquele escalão.
O Sporting não precisa nem pode gastar dinheiro em Rabias (750.000), Sacko’s (1 milhão), Slavchev’s (2.5 milhões), etc, que dariam para pagar mais do que um orçamento anual, para depois por a equipa B a conhecer o país de autocarro em dias de jogos. Chama-se a isto gastar no farelo e poupar na farinha.
As consequências desta decisão são várias e não me ocorre nenhuma positiva. Desde logo as imediatas, como o desprestigio do clube que se diz e é grande, mas que usa meios que até os amadores já evitam.
Quanto é que isto custa na hora de disputar a aquisição de um jogadorcom um qualquer clube concorrente?
Quanto pesa isto na capacidade competitiva da equipa no relvado e que consequências tem na prestação dos jogadores, em confronto já desigual, porque os adversários jogam em casa?
Que influência tem na evolução dos jogadores, já não falando no que isto representa para eles?
A semana passada assisti ao primeiro nevão da minha vida, e, como maluco que sou, em vez de ficar em casa, graças ao encerramento da universidade, fui andar por aí e apercebi-me das dificuldades em andar no gelo com sapatos normais (principalmente para quem nunca se tinha visto nesta situação). Posto isto, associei estas dificuldades com as que os dois pilotos portugueses tiveram aquando das suas estreias no europeu de ralis (ERC) deste ano. Mas antes de tudo, quem são eles?
O primeiro a entrar em competição foi Renato Pita, e pode-se dizer que este piloto é um caso estranho no automobilismo português. Sem nunca ter ganho nada em Portugal, conseguiu chegar ao ERC, e 2015 é já o seu terceiro ano nesta competição, sempre com o Peugeot 208 R2. Mas ter um carro de sucesso – que vence várias provas na sua categoria – não parece ser suficiente para os resultados aparecerem. Apesar disto, os patrocínios continuam a aparecer e a permitir esta aventura. É também estranho que um piloto português não faça a prova do seu país nesta competição, o SATA Rallye Açores; algo que ainda fica mais estranho quando Pita vai fazer igualmente o nacional de ralis e volta a excluir esta prova. O outro piloto português nesta competição é Diogo Gago, que este ano é piloto oficial da Peugeot, e que conduz o mesmo carro que Pita, pelo que ambos correm no ERC3 – sendo que Gago corre ainda no JERC. É importante ainda referir que, para já, Portugal só tem estes dois pilotos na competição, mas é de esperar que pelo menos Bruno Magalhães entre no ERC, também ao volante de um Peugeot 208 mas desta feita na versão R5.
Diogo Gago na Letónia Fonte: Facebook oficial de Diogo Gago
Decorridas as duas primeiras provas do campeonato, cada piloto português que está inscrito já fez uma prova. Pita fez o Jannerrally, na Áustria, e Gago o Rally Liepaja, na Letónia. Estas duas provas foram cheias de neve e gelo, condições em que os pilotos portugueses não são dos melhores pela falta destas circunstâncias em Portugal, sendo que ambos fizeram a sua estreia em provas com neve. Mesmo tendo só feito a pé, posso confirmar que são circunstâncias realmente difíceis para quem não tem experiência.
Na prova austríaca, Renato Pita foi considerado um dos destaques da prova, tendo terminado em 36º (16º no ERC e 4º no ERC3). Na Letónia, Gago foi 37º (28º no ERC, 10º ERC2 e 7º JERC), tendo também sido destacada a sua bravura, neste caso mais por ter aguentado o seu carro depois de um violento despiste do que pelo resultado em si, que ficou muito condicionado depois do embate que já referi.
Posto isto, é fácil perceber que, com uma prova cada, Pita está melhor classificado que Gago. No entanto, ainda estamos no início da competição e, como tal, é difícil tirar qualquer dúvida sobre as mais valias de cada um dos pilotos para este ano. Contudo, de 2 a 4 de abril vamos ter o primeiro frente a frente entre os dois no Circuit of Ireland Rally, momento para o qual eu já ando a contar o tempo. Como é óbvio, aproveito para desejar boa sorte aos dois para esta temporada e que consigam os resultados que procuram, para bem dos ralis em Portugal.
Foto de capa: Facebook Renato Pita Motorsport & Eventos
“I’m Larry Sanders. I’m a person, i’m a father, i’m an artist, i’m a writer, i’m a painter, i’m a musician, and sometimes I play basketball.” Em entrevista ao The Players Tribune, o ex-poste dos Bucks explica porque decidiu abandonar a NBA:
E depois de ouvir as suas palavras, quem o pode censurar? Já antes destas declarações, achávamos que ele estava mais do que no seu direito de desistir e que podia/devia fazer com a sua vida o que muito bem entendesse. Depois de ouvirmos e lermos as suas palavras, ainda mais acreditamos nisso.
É claro que quando saíram as notícias do seu desejo de deixar de jogar basquetebol e, mais tarde, as notícias do seu “buyout”, choveram mensagens de indignação e ódio por toda a internet. No Facebook, no Twitter, nas caixas de comentários da ESPN e de outros sites americanos, centenas (milhares?) de fãs condenaram imediatamente o jovem jogador (ou ex-jogador?) e interrogaram-se como era possível ele não querer jogar mais, como era possível desperdiçar todo aquele potencial e a oportunidade de jogar na NBA. Que era um gajo sem nada na cabeça, que era um drogado, como era possível andar deprimido com um ordenado de 11 milhões de dólares por ano e, talvez o argumento mais recorrente, como era possível não ser feliz e não querer ganhar a vida a jogar basquetebol?
Primeiro: é possível ter dinheiro e ser infeliz. Tal como é possível ter dinheiro e ter problemas do foro psicológico, como a depressão ou ansiedade. Como diz o velho ditado (e os ditados não existem por acaso), dinheiro não traz felicidade.
Segundo: é possível não querer ser jogador profissional. Pode ser uma ideia difícil de conceber para muitas pessoas e esse pode ser um emprego de sonho para 99,9% dos fãs (e das pessoas de estatura normal), mas o facto é que não é um emprego de sonho para muitos destes jovens anormalmente grandes. Muitos deles acabaram a jogar basquetebol mais devido à sua altura do que ao amor que tinham pela modalidade. Muitos deles não sonhavam ser jogadores e não escolheram fazer disso vida. Apenas eram grandes, tinham jeito e foi essa carreira que os escolheu. Larry Sanders não é um caso único. Shawn Bradley, por exemplo, também admitiu que jogar basquetebol foi uma inevitabilidade e que não era a paixão da sua vida. Tal como ele, Sanders não escolheu nascer com aquele corpo e crescer até aos 2,11m.
Ele quer fazer outras coisas da vida? Ainda bem para ele. Quer pintar? Quer escrever? Óptimo. Precisamos tanto de artistas como de jogadores de basquetebol. Como sociedade, gostamos de afirmar e acreditar que devemos perseguir os nossos sonhos e fazer o que gostamos. Para 99% de nós isso seria ser jogador profissional na NBA. Para Larry Sanders não é. E não há nada de errado nisso. Boa sorte nos teus projectos futuros, Larry. Sejam eles quais forem.
Bastaram 10 golpes, desferidos em 1 minuto e 40 segundos, para que Mir mostrasse a tudo e a todos o porquê de ser um dos grandes pesos pesados da história da UFC, o porquê de ser uma referência no desporto eo porquê de ter sido ridículo sequer duvidarem dele.
“UFC Fight Night: Bigfoot vs Mir”, em Porto Alegre, no Brasil, foi, de facto, uma noite de surpresas, onde todos (!) aqueles considerados underdogs venceram. A primeira luta do cartaz principal, entre Sean Strickland e Santiago Ponzinibbio, prometia… Mas para o lado do primeiro. Strickland, agora com um recorde de 15 vitórias e 1 derrota, estava, na altura, invicto. Entrou como grande favorito e uma das maiores promessas da categoria de peso Meio-Médio, estatuto a que não conseguiu corresponder dentro do octógono. Ponzinibbio dominou a luta com a sua agressividade no ataque, encurtando os espaços para que Strickland não pudesse usar a sua vantagem de envergadura. Este último mostrou ter um queixo duro, resistindo a dois fortíssimos pontapés e variadas sequências de Ponzinibbio, mas pouco mais. A luta foi bastante unidireccional e estava claro, passadas as 3 rondas, de que o vencedor seria Santiago Ponzinibbio (21- 2) como aconteceu, via decisão unânime.
A segunda luta da noite (madrugada, em Portugal) teve como protagonistas Iuri Alcantara e Frankie Saenz, na categoria de Bantamweight. O recorde de lutas de Iuri Alcantara sozinho impunha respeito, com 31 vitórias para apenas 5 derrotas e 1 sem resultado, versus as 9 vitórias e 2 derrotas de Saenz. O combate que sucedeu foi totalmente contra a maré. O pedigree de Alcantara nunca se mostrou, nem mesmo quando a luta ia para o chão, onde este poderia usar o seu Jiu-Jitsu, num combate com ritmo baixo e do qual Saenz nunca perdeu o controlo. O bom uso de wrestling e, no geral, melhor abilidade de striking valeram a Saenz a vitória no final das 3 rondas, por unanimidade.
O regresso de Rustam Khabilov, após a derrota contra Benson Henderson a Junho de 2014, era um dos momentos mais esperados da noite. O russo, número 14 do ranking de peso Leve, é uma das maiores promessas da UFC e esperava, certamente, confirmá-lo contra Adriano Martins. Após uma primeira ronda muito táctica, de estudo mútuo, com destaque apenas para uma entrada nas pernas por parte de Adriano, seria de esperar que a luta aumentasse de ritmo, algo que nunca aconteceu. Khabilov até esteve por cima na segunda ronda, mas nem remotamente mostrou a mesma qualidade de outros tempos, em que chegou mesmo a ser apontado como possível candidato ao título. Adriano Martins conseguiu inúmeras quedas face a Khabilov, algo que muito provavelmente lhe valeu a vitória por decisão (2 rondas para 1), numa luta insonsa e que quebrou o andamento do evento.
Uma das maiores surpresas da noite veio em forma de Sam Alvey, que, aos 3 minutos e 34 segundos da primeira ronda, desferiu um K.O limpo, com uma sequência de esquerda-direita, ao vencedor do primeiro The Ultimate Fighter Brasil, Cezar Ferreira, quando ainda não tinha feito nada significativo na batalha. Uma noite feliz para o americano.
A derrota de Rustam Khabilov (na foto) afasta-o do estatuto de promessa e de um combate pelo título que em tempos esteve perto Fonte: Getty Images
Com este desfecho a noite estava novamente ao rubro, à medida que se entrava na penúltima luta do evento. Edson Barboza e Michael Johnson teriam, certamente, a melhor luta da noite, não tivesse Frank Mir surpreendido. Ambos entraram agressivos, trocando socos e pontapés fortes. Johnson fez um trabalho incrível a encurtar os espaços, constantemente correndo para cima Edson, impedindo-o de usar o seu Muay Thai. O ritmo imposto por Johnson era frenético, sufocante. Barboza ocasionalmente tirava um pontapé da cartola, geralmente respondido por strikes absolutamente furiosos do americano, que dominou, contra as expectativas, do início ao fim. Venceu por decisão unânime e estendeu a sua sequência de vitórias para 4, aproveitando no final para desafiar Benson Henderson para um combate que, se se suceder, promete ser melhor do que este.
Findado o duelo entre Barboza e Johnson, estava na altura de se ver os cabeças do Evento Principal, António “Bigfoot” Silva e Frank Mir, lutarem pela sua sobrevivência. Ambos atravessavam uma série de combates sem ganhar: Mir, apesar de ter lutado contra grandes nomes dos pesos Pesados, não ganhava desde 2012, tendo uma série de 4 derrotas; Silva não vencia desde 2013, com um empate vs Mark Hunt pelo meio. Ambos já tinham passado o auge das suas carreiras, ambos queriam mostrar que ainda tinham valor. A realidade é que, se alguém era suposto perder, esse alguém era Frank Mir. Está no desporto desde 2001, tendo uma carreira longa, que esteve perto de acabar após um acidente de mota, o qual o deixou de fora do octógono desde 2004 a 2006, tendo de entregar o título de campeão no processo. Todos pensaram que Mir perderia contra um António Silva que, enquanto número 8 do ranking, ainda tinha muito mais para dar. Perderia e abandonaria o desporto, certamente.
Mir, com um gancho e diversas cotoveladas, facilmente quebrou “Bigfoot“, que não teve tempo para corresponder ao nome Fonte: Getty Images
Precisamente o contrário aconteceu. Mir quebrou “Bigfoot” com um gancho de esquerda, finalizando o trabalho com múltiplas cotoveladas na face. Em 100 segundos Mir renasceu das cinzas, como já o havia feito anteriormente na sua carreira, e inverteu os papéis – questões levantam-se acerca do futuro de Silva na UFC.
Apenas Mir saberá se sairá numa nota alta ou se procurará mais sucesso no octógono. Uma coisa, no entanto, é certa: cimentou o seu legado enquanto lutador de forma esplêndida e veemente e mostrou que ninguém tem o direito de lhe declarar o fim senão ele próprio. Sê bem-vindo de volta.
Resultados do cartaz principal:
Frank Mir derrotou António “Bigfoot” Silva via knockout na primeira ronda (1:40) Michael Johnson derrotou Edson Barboza via decisão unânime (29-28, 30-27, 30-27) Sam Alvey derrotou Cezar Ferreira via knockout na primeira ronda (3:34) Adriano Martins derrotou Rustam Khabilov via decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28) Frankie Saenz derrotou Iuri Alcantara via decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28) Santiago Ponzinibbio derrotou Sean Strickland via decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27)
Antoine Griezmann – um nome que cada vez mais ecoa nas palavras dos cultos do “desporto rei”. Aos 23 anos, este jovem francês assume-se como um dos pilares fundamentais do Atlético Madrid e um jogador do qual o seu treinador, “El Cholo” Diego Simeone, não prescinde. Também na seleção gaulesa tem cimentado o seu papel. Internacional sub-19, sub-20 e sub-21, chegou à seleção AA francesa em 2014, contando já com 14 internacionalizações e uma participação em Mundiais (2014). A evolução que tem demonstrado é bem visível através do percurso que vem a desenvolver na sua carreira.
Em 2005, assinou com os espanhóis da Real Sociedad um contrato de formação. Passou pelos vários escalões do clube, até que na época 2009/2010 recebeu, pelas mãos do técnico uruguaio Martín Lasarte, a primeira chamada para integrar a pré-época da equipa principal (que disputava a Segunda Divisão Espanhola), que aproveitou para demonstrar a sua habilidade e veia goleadora, convencendo a equipa técnica a deixá-lo permanecer no escalão principal do emblema de San Sebastián. Nessa mesma temporada conquistou um lugar no “onze” dos bascos, que conseguiram a promoção para o principal campeonato espanhol.
Após cinco temporadas, nas quais aprimorou, principalmente, a sua habilidade com bola e os atributos técnicos, Griezmann despertou a cobiça dos gigantes europeus do futebol. Quem aproveitou para antecipar-se aos demais foi o Atlético de Madrid que, em julho de 2014, desembolsou a quantia de 30 milhões de euros, referente à cláusula de rescisão, para os cofres da Real Sociedad, adquirindo, assim, o passe do promissor futebolista de nacionalidade francesa.
Porém, quando chegou à capital espanhola para jogar pelo emblema campeão em título, não teve prontamente vida fácil. Embora atuasse preferencialmente como extremo esquerdo em San Sebastián, no “Atleti” encontrou uma realidade e sistema tático completamente diferentes. A equipa encontrava-se já estruturada, mantendo a mesma base da época anterior, o que fez com que o jogador tivesse que adaptar-se a outro estilo de jogo e, até mesmo, a uma nova posição, pois tem realizado a maior parte da época como segundo avançado, seja fazendo dupla atacante com Mario Mandzukic ou com “El Niño” Fernando Torres.
Griezmann é o melhor marcador dos colchoneros na liga, com 14 golos Fonte: Facebook de Antoine Griezmann
O francês passou por um período inicial de adaptação, no qual foi vítima de regulares substituições, de certo modo antecipadas em termos de tempo de jogo, e teve que mudar a sua mentalidade, pois, ao contrário do que acontecia em San Sebastián, no novo clube não é a “estrela” da companhia, até porque o próprio Diego Simeone afirma que na sua equipa não há “estrelas”. Prova disso é que a primeira vez que Griezmann concretizou todos os 90 minutos de uma partida pelo Atlético foi apenas no último jogo da equipa em 2014, frente ao Athletic Bilbao, no qual fez um hat-trick.
Após estar totalmente adaptado à realidade encontrada em Madrid, o “camisola 7” conseguiu finalmente exibir todo o seu potencial e afirmou-se em definitivo nos colchoneros. Griezmann é, hoje, um avançado à medida de Simeone. Alia à sua qualidade técnica de drible, mobilidade, velocidade rompante e veia goleadora, um tremendo trabalho defensivo de pressão, importunando os defesas e médios da equipa adversária pelos 90 minutos dos jogos, fazendo até lembrar, em certa medida, o ex-avançado do Atlético Madrid, Diego Costa.
Antoine Griezmann é, assim, peça fundamental do xadrez de Simeone no “Atleti” e está transformado num extraordinário avançado moderno, sendo o melhor marcador da equipa, contando com 14 golos em 24 jogos na La Liga. Com várias partidas por disputar até ao término da temporada, só podemos esperar ainda mais deste jogador, que tem vindo a deslumbrar todos os adeptos de futebol com o seu puro talento.
Numa fase em que parece complicado para o FC Porto segurar Óliver Torres para além do actual empréstimo de uma temporada, é inegável que existem vários candidatos a agarrar o lugar do jovem espanhol na próxima temporada, estando uns no próprio plantel azul-e-branco (Evandro) e outros emprestados como Josué, Carlos Eduardo e, talvez, o mais promissor de todos, o internacional sub-21 português Tozé.
De facto, mesmo num irregular Estoril, que caiu a pique com a troca de Marco Silva por José Couceiro, Tozé tem conseguido mostrar-se uma clara mais-valia no conjunto canarinho, justificando, a cada exibição, um rápido regresso à casa-mãe, que é como quem diz: uma oportunidade consistente junto do grupo orientado por Julen Lopetegui.
Um produto do Olival
António José Pinheiro Carvalho “Tozé” nasceu a 14 de Janeiro de 1993, em Esposende, e começou a sua carreira no modesto Forjães, ainda que tenha chegado muito cedo ao FC Porto, onde culminou o seu percurso de formação, sendo integrado na equipa B na temporada 2012/13.
Nessa temporada de estreia no futebol sénior, somou 35 jogos e sete golos, tendo merecido ainda a possibilidade de se estrear na equipa principal, pela mão de Vítor Pereira, actuando 24 minutos num FC Porto-Olhanense que terminou empatado a uma bola.
Época de sonho na equipa B e cedência ao Estoril
Se a primeira temporada já tinha sido bem positiva, podemos afirmar que 2013/14 assumiu-se como a época de afirmação absoluta de Tozé no FC Porto B, ou não tivesse o internacional sub-21 português marcado 21 golos em 40 jogos que pincelaram uma série de exibições de grande classe do verdadeiro desequilibrador azul-e-branco.
Ora, conscientes de que Tozé já merecia patamares superiores à Segunda Liga, mas sem encontrarem espaço para ele no plantel principal azul-e-branco, os responsáveis do FC Porto optaram por cedê-lo ao Estoril, clube onde o médio-ofensivo se tem assumido como o cérebro de todo o jogo atacante dos canarinhos, somando actualmente 27 jogos e quatro golos.
Tozé está a fazer uma grande temporada no Estoril Fonte: Estoril Praia – Futebol SAD
“Dez” ou falso ala-esquerdo
Existem duas posições possíveis para aproveitar Tozé na sua plenitude de jogo: falso ala-esquerdo, posição onde jogou inúmeras vezes no FC Porto B; e “dez”, função que lhe tem sido confiada desde o início da temporada por José Couceiro no Estoril.
Ainda assim, independentemente da posição que lhe é destinada, o certo é que o estilo de jogo do jovem de 22 anos acaba por ser muito semelhante, uma vez que este se sente verdadeiramente bem em zonas interiores, onde tem mais espaço para pensar o jogo e criar desequilíbrios. Ou seja, mesmo quando actua mais encostado ao flanco canhoto, são constantes as diagonais na procura da zona central.
Raça compensa fraca dimensão física
Os principais pontos fortes de Tozé passam pela sua superior visão de jogo, inteligência na ocupação de espaços e boa qualidade de drible e de passe, sendo também de realçar a sua capacidade finalizadora, seja ao nível da curta ou meia distância.
Por outro lado, com apenas 170 cm e 67 quilos, parece faltar-lhe às vezes alguma dimensão física para certo tipo de confrontos, algo que o internacional sub-21 português procura compensar com raça e um enorme espírito de luta.
Inegável, neste momento, é que esta época no Estoril tem provado que Tozé tem todas as condições para ser uma opção muito a ter em conta pelo FC Porto já em 2015/16. Algo que, aliás, ganhará ainda mais razão de ser se Óliver Torres regressar mesmo ao Atlético de Madrid no Verão.