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SL Benfica | Um presidente fantasma

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O SL Benfica tem atravessado os dias mais negros da sua história. A detenção de Luís Filipe Vieira foi fruto de um efeito bola de neve que acumulou uma série de problemas acontecidos nos últimos tempos, tanto do ponto de vista desportivo, como do ponto de vista negocial e administrativo.

Depois das polémicas e suspeitas em redor das eleições de 28 de outubro de 2020, da Comissão de Inquérito Parlamentar de dez de maio de 2021 e da ação judicial contra o presidente do SL Benfica interposta pelo advogado Jorge Mattamouros, os pedidos de demissão a Luís Filipe Vieira estavam mais acentuados do que nunca.

Dado o desenrolar do processo nos últimos dias, o advogado de Luís Filipe Vieira anunciou que o primeiro presidente em funções detido da história do emblema encarnado suspendeu o seu mandato sem ainda ser anunciada a sua medida de coação. Após reunião da Direção, na tarde da última sexta-feira, Rui Costa foi eleito, por unanimidade, como o 34º presidente da história do SL Benfica.

Foi esta a história que se fez transparecer cá para fora quando, na verdade, todo este processo em redor da presidência das águias é muito pouco claro. Isto porque a suspensão de mandato proclamado pelo advogado de Luís Filipe Vieira não está estipulada nos estatutos do clube – estatutos esses que definem que a sucessão imediata e interina de um vice apenas se poderá dar aquando da cessação de funções do presidente em vigor, situação que não se verifica atualmente, visto que suspensão não é a mesma coisa que demissão.

Moral da história: Luís Filipe Vieira ainda é presidente do SL Benfica e nada garante que não regresse a desempenhar funções. Mas esta situação vai muito além desta ilegítima “passagem de testemunho fantasma” que se sucedeu nesta semana.

Rui Costa foi administrador da SAD do SL Benfica durante vários anos. Como tal, não consigo acreditar que não tenha estado a par dos negócios pouco claros e transparentes que levaram à detenção de Luís Filipe Vieira, situação que também se aplica com os restantes elementos dos Órgãos Sociais e do Conselho Administrativo da SAD, que poderão estar coniventes com o presidente nestes esquemas.

Neste momento, há uma época para preparar e um Empréstimo Obrigacionista por fechar. Mas os sócios do SL Benfica também têm o direito de usar a palavra, sendo que ainda existe uma Assembleia Geral Extraordinária por marcar.

Depois disso e do fecho do mercado, caso haja uma cessação de funções de Luís Filipe Vieira, seja quem for o seu sucessor, estando na Direção atual ou não, este deve ser alvo do escrutínio dos sócios encarnados, tal como é exigível em qualquer estado democrático.

Muita coisa ainda pode acontecer e muita tinta ainda há de correr. Mas uma coisa é certa: esta novela em torno do SL Benfica e de Luís Filipe Vieira ainda está longe de estar acabada.

 

Artigo revisto por Andreia Custódio

Em política de contratações que é ganha, não se mexe | Sporting CP

Após a contratação de Rúben Amorim, o Sporting CP adotou uma postura diferente no mercado.

Se bem se recordam, o mercado de verão anterior à vinda de Amorim foi trágico, com vários empréstimos (em cima do joelho) de jogadores numa fase claramente descendente da carreira – como por exemplo Bolasie e Jesé Rodriguez. No pós-Amorim, vimos uma aposta muito mais clara e com melhores resultados. Assistimos a uma aposta no mercado interno e a uma maior exploração dos produtos da Academia do Sporting CP.

Analisando agora aquilo que estão a ser os reforços do leão, por enquanto temos: Rúben Vinagre, Ricardo Esgaio, José Marsá e Gonçalo Esteves. Apesar de serem apenas rumores, a imprensa fala no interesse leonino em assinar com Ettiene Catena (AS Roma), Issa Fatawu (Steadfast FC) e Vando Félix (Leixões SC). Pegando nos casos de Marsá e de Gonçalo Esteves: são dois jogadores que empolgam os adeptos leoninos pelo tremendo potencial que têm. Marsá é um defesa central que chegou este verão do FC Barcelona e Gonçalo Esteves é um lateral direito vindo do FC Porto.

Ambos eram titulares habituais pelos escalões de formação que passaram nas suas anteriores equipas e já representaram as camadas jovens das suas seleções nacionais. Vêm para ganhar rotação na equipa B do Sporting CP ou nos Sub-23 e podem muito bem começar a ser uma opção para equipa principal, num futuro a curto/médio prazo. Este processo, muito provavelmente, deverá ser repetido com Catena, Fatawu e Vando Félix, caso se venham a confirmar as suas transferências para os leões.

Passando para os dossiês de Vinagre e Esgaio: são jogadores com um perfil semelhante e em circunstâncias também elas idênticas. Dois jogadores que passaram pela formação do clube e que já conhecem a academia e já tem noção do peso do emblema que carregam ao peito. Para além disso, são também dois jogadores que se apresentaram a um grande nível na temporada passada e que jogaram em clubes do campeonato português; ou seja, já estão familiarizados com a Liga e com os adversários. Ambos regressam ao Sporting CP para serem alternativas de qualidade aos supostos habituais titulares nas laterais, Nuno Mendes e Porro.

Para além disto, é importante notar que, no mercado passado, chegaram ao Sporting CP outros três jogadores com o perfil também bastante semelhante. Falo de Antonio Adán, Vitorino Antunes e Zouhair Feddal. Todos eles a jogar na LaLiga e todos eles com mais de 30 anos de idade. Com o decorrer da época, vimos que foram jogadores absolutamente preponderantes na caminhada sportinguista rumo ao título – sobretudo Adán e Feddal.

Mais do que toda a qualidade que acrescentaram ao jogo leonino, transmitiram sabedoria e tranquilidade, características de que uma equipa tão jovem como a que era a do Sporting CP precisava com muita urgência. Posto isto, este ano fala-se num possível ingresso de Daniel Wass nos leões – um jogador que também ele estava numa equipa de meio da tabela no campeonato espanhol, com uma idade superior a 30 anos e com muita experiência. Para além disso, Wass oferece uma polivalência bastante importante, pois pode jogar em diversas posições (qualquer posição no lado direito e no médio centro).

Toda esta forma de estar no mercado é semelhante àquela que já vimos no verão passado, com muitas contratações de jogadores que surpreenderam e deram provas no futebol português (temos o caso de Pote e de Nuno Santos), com uma aposta em jogadores muito jovens e com uma ou outra contratação de um jogador bem mais experiente. Há que confiar nesta ideologia do treinador do Sporting CP e em quem gere as contratações do clube, porque, se já vimos todo este processo a ter frutos e se estamos a assistir a uma repetição do mesmo, só temos de ficar com esperança de que o desfecho seja o mesmo: o campeonato nacional.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Argentina 1-0 Brasil: Fim de jejum de 30 anos sem conquistas e um novo Maracanazo

Argentina 1-0 Brasil, Argentina campeã da copa américa

A CRÓNICA: MESSI REENCONTRA PALCO DO MUNDIAL DE 2014, MAS DESTA VEZ LEVA A TAÇA PARA CASA E CONQUISTA PELA PRIMEIRA VEZ UM TÍTULO PELO SEU PAÍS

A tão esperada final do torneio continental mais antigo do mundo finalmente chegou. Após uma primeira fase desmotivante, Brasil e Argentina chegaram ao estádio do Maracanã prontos para duelar no maior palco do futebol brasileiro.

O jejum era argentino – mais especificamente, desde 1993 que os portenhos não levantavam a taça da Copa América. Esta ânsia por uma conquista estava escrita no rosto dos jogadores argentinos. Isto foi transportado diretamente para dentro do relvado. Como consequência do ímpeto argentino, logo aos dois minutos, Fred fez uma falta forte e recebeu logo um cartão de boas-vindas através do primeiro cartão amarelo da partida. Este ímpeto guerreiro, de forma avassaladora, com marcação alta, ajudou a Argentina a pressionar, nos primeiros cinco minutos, a defesa brasileira.

O jogo continuou aguerrido, com muitos erros de passes e com marcação forte no meio-campo até os 21 minutos, quando De Paul, num lançamento primoroso, acha Di María, nas costas do lateral esquerdo brasileiro Renan Lodi, que até tentou dominar a bola, mas só raspou no seu pé e sobrou livre para Di María ficar cara a cara com guarda-redes brasileiros. O ponteiro argentino, que até o momento estava sumido na partida, não desperdiçou e jogou, com leveza e elegância, a bola por cima de Ederson, encobrindo o guarda-redes. A Argentina abriu o resultado em pleno Maracanã.

Imediatamente após o golo, a equipa argentina sentiu-se mais à vontade em campo, controlando o meio-campo, através de passes e marcação forte, não dando oportunidades para os selecionados brasileiros.

E realmente a noite não estava das melhores para a equipa verde e amarela. Aos 41 minutos, Everton Cebolinha até tentou a sua característica jogada individual; no entanto, após achar espaço para o chute, a bola foi desviada e o guarda-redes Martínez defendeu com facilidade.

Foi deste modo que acabou o primeiro tempo – com poucas oportunidades em ambos os lados, num jogo muito disputado no meio-campo. O Brasil necessitava de uma resposta, o seu meio-campo não funcionava, Fred parecia perdido no campo e Cebolinha e Richarlison estavam pouco participativos.

Logo após o intervalo, o técnico brasileiro mexeu na sua equipa, adicionando Firmino no lugar de Fred. E as alterações na formação surtiram efeito, quando Richarlison foi posto como ponteiro do lado direito do ataque brasileiro e a seleção criou as suas melhores oportunidades. Logo no minuto 52, num lance de falta de atenção da defesa argentina, Lucas Paquetá lançou Richarlison entre os defensores do lado esquerdo argentino, que, ao tentarem rebater a bola para longe do golo, acabaram por bater em Richarlison e entrar direto para as redes. Mas o entusiasmo brasileiro conteve-se rapidamente. O lance foi anulado por uma posição irregular do número sete brasileiro.

Em seguida, aos 54 minutos, Neymar carrega a bola e dá um belo passe a Richarlison, livre de marcação no lado direito de ataque brasileiro, e remata com força no canto esquerdo do golo, obrigado Martínez a realizar uma bela defesa.

Depois destas claras oportunidades de golo, a equipa da casa pouco fez para ameaçar a meta do guarda-redes argentino. Contando mais com a própria vontade do que propriamente uma organização tática, o Brasil manteve-se no ataque e só conseguiu acertar o golo adversário aos 86 minutos, após um livre de Neymar em direção à área, que sobrou para Gabriel Barbosa rematar na direção do guarda-redes argentino.

A partida já tomava contorções épicas. Através de toda a história por detrás desta final, como a sonhada conquista de Messi em pleno Maracanã, seria um roteiro digno de filme e isto tudo foi devidamente posto à prova quando o craque argentino, num contra-ataque iniciado por Messi – que inverteu o jogo para a direita, achando De Paul, que, numa jogada genial, devolveu a Messi, em frente ao golo brasileiro. Mas o destino quis que o craque argentino escorregasse na pequena área e perdesse o controlo da bola, perdendo a oportunidade de selar o destino de uma vez por todas; quis a história que a nação argentina sofresse por mais alguns minutos.

Isto, afinal, pouca influência teve no resultado. Quando o juiz apitou o fim da partida já era tarde para qualquer tentativa brasileira. O jejum havia sido encerrado, o tango final de Messi teve lugar no maior palco do futebol sul-americano, e o currículo do astro argentino pode ser atualizado com mais uma inédita glória – desta vez, para a sua nação albi-celeste.

A FIGURA

Di Maria – Foi o elemento mais desequilibrador da Argentina. Mesmo com um começo não promissor, o ex-encarnado sempre cresce em decisões. Quando ficou frente a frente com um dos melhores guarda-redes da atualidade, não desperdiçou e consolidou o seu nome na história do futebol argentino. Criou oportunidades, sempre ofereceu perigo ao golo brasileiro e, de forma tática, formou um ataque veloz com a parceria de Messi.

O FORA DE JOGO

Renan Lodi – O defensor veio para cobrir a ausência de Alex Sandro, que estava lesionado. Mesmo com uma característica mais voltada ao ataque, Renan não conseguiu criar oportunidades de golo e a sua falha de marcação foi capital para o lance do golo argentino.

ANÁLISE TÁTICA – BRASIL

A detentora do título de 2019 da Copa América começou a partida com algumas novidades. A formação consistiu num 4-3-3, com as principais mudanças no inicial realizadas a partir dos meio-campo e ataque. Roberto Firmino, como centroavante fixo, foi sacado da equipa inicial para dar lugar a Lucas Paquetá. Com as propostas de começar a partida com maior movimentação e de ajudar na criação, o médio central aparece no lado direito do meio-campo como auxílio a Neymar, para fornecer o ataque flutuante dos ponteiros Everton Cebolinha e Richarlison.

Com a necessidade do resultado, Tite teve de retirar Fred e colocar novamente Firmino como fixo, atraindo a marcação argentina e gerando mais espaços. Além disso, foram invertidos os lados dos ponteiros. Desta maneira, Everton estava de volta à sua posição de origem e Neymar continuava a flutuar, principalmente, pelo meio do ataque brasileiro. A grande mudança durante a partida foi a grande inserção de atacantes que transformou o Brasil num 3-4-3, com Emerson e Danilo como ponteiros, Gabriel e Firmino como fixos no ataque e Neymar sempre procurando o jogo, flutuando como o homem do ataque que chega de trás dos fixos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (5)

Danilo (4)

Marquinhos (5)

Thiago Silva (4)

Renan Lodi (2)

Casemiro (6)

Fred (4)

Lucas Paquetá (5)

Neymar (7)

Everton Cebolinha (3)

Richarlison (7)

SUBS UTILIZADOS

Firmino (6)

Gabriel Barbosa (6)

Emerson (6)

Vini Jr (5)

ANÁLISE TÁTICA – ARGENTINA

Também a Argentina decidiu alterar a sua formação para esta final. Com as entradas de Montiel como lateral direito e de Di Maria como médio lateral, a Argentina passou do seu usual 3-5-2 para um ofensivo e 4-4-2 – com detalhe para a utilização ofensiva de Acuña. Com a entrada de Di Maria, a Argentina utilizou a jogada de lançamento longo para o ponteiro direito, aproveitando-se da fragilidade da defesa brasileira naquele setor. Durante o segundo tempo, o técnico Scaloni percebeu a falha defensiva de Acuña e retirou o médio central Lo Celso por Tagliafico, para intensificar a marcação do lado esquerdo defensivo argentino. Ademais, as alterações foram prontamente para renovar o preparo físico e não interferiram no esquema tático imposto desde o primeiro momento.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Emiliano Martínez (8)

Montiel (7)

Romero (7)

Otamendi (7)

Acuña (5)

De Paul (9)

Paredes (7)

Di Maria (9)

Lo Celso (6)

Messi (7)

Lautaro Martínez (6)

SUBS UTILIZADOS

Tagliafico (6)

Pezzela (5)

Palacios (6)

Nicolas González (5)

Guildo Rodriguez (5)

Artigo da autoria de Kayalu da Silva

Artigo revisto por Andreia Custódio

Tribuna VIP: Valores do Futebol

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.
Tudo o que permitimos que aconteça no futebol, permitimos na sociedade. Muitos querem separar as duas coisas, mas o futebol é um exemplo barómetro para o que nos rodeia. E, por isso, é importante falar dos valores do futebol e mantê-los vivos, tal como aconteceu neste EURO 2020.

Por muito que se fale em Champions League, campeonatos nacionais ou Taças, os Europeus e Mundiais são as provas que saltam mais depressa à nossa vista quando lemos os livros de história do futebol. Pelé, Maradona, Cruyff, Beckenbauer, entre outros, tornaram-se lendas pelo que fizeram nestas provas. São momentos únicos que me levam para outra dimensão emocional. A forma como festejei os golos da Suíça frente à França ou como vibrei com o Espanha x Croácia são um excelente exemplo. Não vibro só com a nossa seleção e desfruto ao máximo todos os jogos.

Contudo, este Euro 2020 marcou-me bastante dentro e fora de campo. O regresso dos adeptos foi algo significativo e acredito que fez a diferença no estado de espírito dos jogadores. A situação dramática que todos vivemos com Christian Eriksen ficará para sempre na história desta competição. Mas o facto mais relevante deste Euro 2020 foram as lutas sociais contra o racismo e pela igualdade.

Alguns adeptos e jogadores foram um exemplo – como foram os casos da Bélgica e da Inglaterra, que continuam a relembrar-nos de que todas as vidas contam; ou o caso dos muitos alemães que não tiveram medo de mostrar a sua posição frente à equipa que representou a Hungria de Viktor Orbán. O futebol precisa de mais momentos como estes e não podemos ser neutros como a UEFA e o governo português nos querem tornar. A incerteza dos jogadores portugueses frente à Bélgica no momento de ajoelhar fez-me sentir alguma vergonha alheia, porque nestes momentos não há lugar a incertezas: ajoelhas-te como eles, aplaudes e ficas de pé como a Dinamarca fez, ou então recusas-te a participar nesse acto.

Um estádio de futebol tem de continuar a ser um lugar para dar voz a todos os movimentos sociais. Já basta a forma como controlam as vozes dos jogadores nestas lutas; não deixem que os adeptos também sejam calados. O futebol e o desporto serão sempre mais fortes consoante a sociedade em que vivem.

Artigo de opinião de Pedro Afonso,
jornalista ELEVEN

Artigo revisto por Andreia Custódio

 


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INGLATERRA OU ITÁLIA, QUEM VAI VENCER O EURO 2020? O MOMENTO DA VERDADE CHEGOU, POR ISSO APOSTA JÁ NA BET.PT!

Harry Wilson? Não será melhor apostar na formação? | FC Porto

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Harry Wilson é um jovem avançado que fez toda a sua formação no Liverpool, estreando-se em 2017 pela equipa principal. Contudo, não teve vida fácil. Wilson tornou-se um jogador de empréstimos recorrentes. Nas épocas seguintes, foi emprestado a Hull City, Derby County, Bournemouth e, na última, ao Cardiff City, do País de Gales, onde marcou sete golos e assistiu para outros 12, em 38 jogos. Prestação que lhe valeu a chamada ao Euro 2020 (jogou 54 minutos).

Uma jovem promessa cotada de estrela que foi perdendo o brilho em Merseyside. Uma vez que o jogador não entra nas contas de Jürgen Klopp, o clube irá tentar lucrar com a venda do seu passe tendo em conta as suas boas épocas de empréstimo.

O FC Porto aparece como um dos interessados no extremo, segundo o que aponta a imprensa britânica, referindo mesmo que é um pedido explicito de Sérgio Conceição.

Apesar de reconhecer qualidade ao jogador, não vejo razões suficientemente válidas para a sua contratação tendo em conta o plantel disponível. Harry Wilson tem tendência a ser um avançado desequilibrador na ala direita, muitas vezes fugindo para o meio. Estas são características que os dragões já possuem com Jesús Corona, João Mário, Francisco Conceição ou até mesmo com Fábio Vieira.

Sendo um defensor assumido da “prata da casa”, acho que a aposta deve passar pelos três nomes que vêm da formação, porque, mesmo que venha a acontecer uma eventual saída de Tecatito, os azuis e brancos não necessitam de reforçar esse setor.

O galês, de 24 anos, tem tido uma carreira muito instável passada sempre na Grã-Bretanha, o que o torna numa aposta não muita segura em relação ao seu valor de mercado.

O FC Porto deverá concentrar-se em apostar nos seus jovens que já provaram ter muita qualidade, e não gastar milhões em contratações completamente desnecessárias.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Argentina x Brasil: A última oportunidade de Messi?

Copa América, Final: domingo, 01h00, 11 de julho de 2021
ANTEVISÃO: CANARINHOS VOARÃO OU ARGENTINA QUEBRARÁ A MALDIÇÃO DAS FINAIS?

Dois rivais de longa data: Brasil e Argentina. Messi contra Neymar. Final da Copa América. Se me dissessem que estaríamos perante um filme de Christopher Nolan, talvez acreditasse. Porquê? Desde a conquista de 1993 que a “Albiceleste” é vítima de uma maldição no que toca a finais. Não foi uma, não foram duas finais perdidas… Foram seis (2004, 2005, 2007, 2014, 2015 e 2016). Das duas uma: ou o script permanece igual, ou haverá um plot twist lendário. Não será fácil destronar o Brasil – campeão em título de 2019.

DAS ÚLTIMAS OPORTUNIDADES PARA MESSI SER TRIUNFAL COM A ARGENTINA E DE NEYMAR VOLTAR A VENCER ALGO COM A SELEÇÃO CANARINHA. QUEM VAI SORRIR POR ÚLTIMO NESTE ETERNO CONFRONTO? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Como foi o seu percurso até à final? Tal como a Argentina, o Brasil terminou a fase de grupos em primeiro lugar sem quaisquer derrotas. Na fase a eliminar, a seleção canarinha venceu Chile e Perú, deixando os dois pelo caminho pelo mesmo resultado (1-0 a cada um). Entretanto, a florescente Argentina “atropelou” o Equador por 3-0 para depois chorar, sangrar e suar contra a Colômbia, onde venceu em penáltis à “rasquinha”, por 3-2.

Depois de passarem o teste, ambas as partes têm agora o exame final no Maracanã – o coliseu que abrigará mais uma batalha imperdível de futebol. Quem levantará a taça: a amaldiçoada Argentina ou o encantador Brasil?

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. A última edição da Copa América (2019) foi também organizada no Brasil com a final no Maracanã.
  2. Em 2019, a Argentina foi eliminada pelo próprio Brasil nas meias-finais.
  3. Lionel Messi (quatro golos) e Neymar/Lucas Paquetá (dois golos) são os melhores marcadores de cada seleção.
  4. Brasileiros e argentinos realizaram uma fase de grupos praticamente idêntica: 1.ª lugar com três vitórias, um empate, zero derrotas e dois golos sofridos. Só diferem os golos marcados – dez para o Brasil e sete para a Argentina.
  5. Só há uma seleção com mais títulos desta competição do que a Argentina (14): Uruguai (15).
  6. O Brasil é a seleção que mais vezes venceu a Copa América no século XXI – três vezes e tem nove títulos no total.
  7. De 33 jogos disputados na Copa Sul-Americana, o Brasil ganhou 10, empatou oito e perdeu 13 vezes contra a Argentina.
  8. Em 106 confrontos por todas as competições, o Brasil é dominante: 43 vitórias sobre 33 dos rivais, além de 25 empates.
  9. Esta é a quinta final entre as duas seleções, sendo que os argentinos apenas venceram uma das quatro anteriores.
  10. Caso a Argentina vença, iguala o Brasil em títulos gerais (20).

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Lionel Messi (Argentina) – Será finalmente desta que Messi vence um troféu pelo seu país? Por muitas vezes, esteve pertíssimo, mas faltou o “quase”. Cinco anos depois da última tristeza, o astro argentino está numa forma excecional (quatro golos e cinco assistências) e vai disparado contra tudo e todos para converter em realidade um único momento: o levantar da taça. Muito cuidado que Lionel Messi não está para brincadeiras…

Neymar (Brasil) – A estrela canarinha. Numa final, há que ter em conta as principais vedetas. Não é só Argentina x Brasil, é também o reencontro de Messi e Neymar. É de salientar que o craque do PSG nunca venceu uma Copa América pelo Brasil. Será uma batalha épica, onde ambos poderão brilhar e fazer a diferença. Querem futebol emocionante e de qualidade? Então, aconcheguem-se no sofá, preparem as pipocas e aproveitem o espetáculo.

 

XI’S PROVÁVEIS

Argentina: Emiliano Martínez, Nicolás Tagliafico, Nicolás Otamendi, Germán Pezzella, Nahuel Molina, Giovani Lo Celso, Guido Rodríguez, Rodrigo De Paul, Nicolás González, Lautaro Martínez, Lionel Messi.

Treinador: Lionel Scaloni:

“É uma partida importante, final da Copa América, mas há que tomá-la com calma, cautela e pensar que há que fazer o possível para ganhar”.

Brasil: Ederson Moraes, Renan Lodi, Thiago Silva, Marquinhos, Danilo, Fred, Casemiro, Richarlison, Lucas Paquetá, Roberto Firmino, Neymar.

Treinador: Tite:

“São os dois últimos sul-americanos campeões do mundo. Têm uma dimensão, sem desprezar Colômbia, Uruguai, são ícones do futebol mundial. Falar de Messi e Neymar é falar de excelência, virtudes técnicas, mentais, físicas, capacidade de criação muito alta. É um grande desafio, um grande espetáculo.”

 

PREVISÃO DO RESULTADO: ARGENTINA 1-1 BRASIL (4-3 GP)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

SL Benfica | Um 11 feito de novelas de mercado

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Muitos nomes ficaram de fora por falta de espaço e não de mérito: Ansaldi ou Santíago Garcia, por exemplo, novelas de verão intermináveis e que não se chegaram a consumar no SL Benfica.

Seguem-se, então, onze representantes máximos das peripécias do mercado de transferências, sempre prodigioso na Luz, de ritmo acelerado, onde os nomes se sucedem em catadupa e nunca há certezas até pisarem o relvado de camisola vestido – e mesmo assim.

Em jeito de 2-3-5, voltando ao primórdios do futebol jogado, obrigados pela acumulação de pontas de lança – pois há sempre mais para contar sobre os homens do golo que sobre aqueles que os evitam. Pelas naturais barreiras que o tempo impõe, não nos afastámos mais do que 1994, com 26 anos a separar o exemplo mais antigo do mais recente.

10 figuras marcantes da história do leão | Sporting CP

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Julho é um mês especial para o Sporting CP. Não só marca o início de uma nova temporada, com a esperança renovada dos incansáveis sportinguistas, como se trata do mês da fundação do clube. No dia 1 de julho de 1906, há 115 anos, nasceu o Sporting Clube de Portugal, um clube que José Alvalade desejava que se tornasse “um grande clube, tão grande como os maiores da Europa” – o sonho tornou-se uma realidade. Como tal, e apesar de ser uma tarefa difícil, devido à quantidade de protagonistas, destaco 10 figuras marcantes da história leonina, sem hierarquizar.

Podcast Frente a Frente Bola na Rede #8 – Inglaterra vs. Itália

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O podcast do Bola na Rede “Frente a Frente” está de volta e traz consigo um propósito muito válido: a final do Euro 2020. De um lado, a Inglaterra, do outro a Itália. Ouve as opiniões e escolhe o teu lado. Qual é que é o teu preferido?

Um programa com a moderação de Miguel Gato e as opiniões de Clara Maria Oliveira (Itália) e João Castro (Inglaterra). 🎙️

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Será a situação de Valtteri Bottas na Mercedes assim tão crítica?

Lewis Hamilton renovou com a Mercedes. A dúvida sobre a eventual continuidade do campeão mundial de Fórmula 1 para a temporada 2022 ficou desfeita na manhã do dia 3 de julho (dia da qualificação para o Grande Prémio da Áustria). Com essa questão resolvida, resta saber se o construtor alemão vai ou não manter Valtteri Bottas como o seu segundo piloto. Mas será a situação do finlandês assim tão preocupante?

Decorridas nove provas do campeonato do Mundo, é justo reconhecer que Bottas não começou bem a temporada, ocupando o quinto lugar do campeonato de pilotos, atrás de Verstappen e Hamilton (os dois candidatos ao título esta época), mas também de Sergio Pérez, segundo piloto da Red Bull, e Lando Norris, da McLaren. E é também por isso que se especula bastante sobre a possibilidade de Bottas sair da Mercedes no final do ano.

Depois dessas nove provas, Bottas tem cinco pódios (quatro terceiros lugares e um segundo), duas corridas (Imola e Mónaco) que não terminou e outra (Baku) que terminou fora do top-10. Mas a dupla jornada na Áustria foi provavelmente a melhor de Bottas ao serviço da Mercedes esta época. Nunca lutou pela vitória, mas garantiu sempre o pódio e terminou sempre à frente do segundo carro da Red Bull. E é esse tipo de consistência que a equipa quer do seu piloto e que o pode ajudar a manter o seu lugar para 2022.

A ameaça de Bottas tem um nome (e parece ser apenas um único nome): George Russell. O britânico, que faz parte do programa de jovens pilotos da Mercedes, tem-se superado na Williams este ano, tem-se notabilizado pelos seus desempenhos na qualificação e já esteve, por diversas vezes, perto do seu primeiro ponto na Fórmula 1, ao serviço de uma equipa que não tem um carro muito competitivo.

Russell já teve inclusive uma experiência na Mercedes na última temporada (no Grande Prémio de Sakhir, substituindo Lewis Hamilton, que estava infetado com covid-19) e, apesar dos vários azares que teve ao longo de uma prova que terminou num modesto nono lugar, a sua exibição impressionou quem viu a corrida. A questão que se coloca a Russell é a mesma que se coloca a Bottas: num ano em que os carros vão mudar tanto, devido aos novos regulamentos, será que o segundo piloto da Mercedes (seja ele quem for) conseguirá trazer performances e resultados de forma consistente?

Bottas tem uma vantagem, vantagem essa que, na minha opinião, será decisiva para que o finlandês permaneça na Mercedes: o facto de já estar na equipa (com um carro de Fórmula 1) desde 2017 e de todos os que lá trabalham saberem com o que podem contar se lá estiver Bottas (e não Russell) poderá ser determinante. E, se Bottas fizer mais corridas ao nível daquela que fez na Áustria, não deverá ser difícil para ele manter o lugar.

Foto de Capa: Petronas Motorsports

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos