Alfredo Morelos já é uma novela antiga no Dragão: desde há duas épocas que o FC Porto tenta a contratação do avançado colombiano, de 25 anos, que atua nos quadros do clube escocês do Rangers FC. Com tantos avanços e recuos nas negociações, algumas delas que davam Morelos como certo no Dragão, a verdade é que a transferência ainda não se concretizou até ao momento. Apesar da imensa qualidade que o avançado colombiano possui, neste momento, acima de tudo, o FC Porto precisa de vender.
Os azuis e brancos, que saíram recentemente da alçada do fair-play financeiro da UEFA, procuram o equilíbrio financeiro, e o valor que a direção do Rangers FC pede pelo avançado – 20 milhões de euros – é um de alto risco para os cofres dos dragões. Até ao momento, o FC Porto contratou Pepê (negócio efetuado na época transata), Fábio Cardoso e Bruno Costa.
Por alto, num valor extremamente arredondado, 20 milhões de euros é um valor já considerável para as contas portistas. Sendo assim, imaginemos que o FC Porto paga os 20 milhões de euros por Morelos: arrisca-se demasiado. O clube demorou anos a sair da alçada do fair-play financeiro da UEFA, não se pode dar agora ao luxo de se comprometer novamente.
Rangers não cede nas pretensões por Morelos: mais recente proposta do FC Porto recusada https://t.co/XmIBAv6dW6
É inadiável a chegada de um novo ponta de lança? É mesmo necessário? É forçoso, mas é crucial. Quero com isto dizer que o FC Porto precisa de um ponta de lança como Morelos, por isso é que a SAD portista insiste tanto neste negócio. Morelos é a imagem de Sérgio Conceição: um avançado que vai dar a profundidade e golo que o treinador português quer. Um avançado extremamente possante e forte tecnicamente e, como muitos adeptos dizem, um substituto ainda melhor do que Moussa Marega, avançado que deixou os dragões no final da época passada.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Não só é o avançado ideal para Sérgio Conceição, como também para o FC Porto: é daqueles jogadores que entrega tudo em campo, com uma personalidade forte e ambiciosa. Com a chegada de um ponta de lança como Morelos, a frente de ataque portista seria invejável: com Taremi, Toni Martinez e Evanilson, servidos por Corona, Luis Díaz, Otávio e Pepê, os dragões contariam com uma frente temível para qualquer adversário.
No entanto, para o negócio se concretizar é preciso vender (podemos até incluir a venda de alguns dos jogadores referenciados acima) e baixar o valor da transação.
Depois de quatro temporadas ao leme, Nuno Espírito Santo deixou o cargo de treinador principal do Wolverhampton. Para o substituir, chegou Bruno Lage, outro treinador português. Aliás, este clube é conhecido há largos anos em Inglaterra por potenciar o talento português, e bem. A aposta em produtos importados do nosso país tem sido recorrente e é algo já visto como natural.
Com a chegada de Francisco Trincão, são já oito os jogadores de nacionalidade portuguesa a atuar pelo emblema inglês. Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Neves, João Moutinho, Pedro Neto, Podence e Fábio Silva compõem o lote de portugueses. Entre outros, existem ainda vários jogadores que, embora de outras nacionalidades, passaram por clubes portugueses. Alguns deles eram mesmo presença habitual nas escolhas do antigo treinador e prevê-se que continuem a ser no futuro muito breve.
Mas uma coisa é certa, haverá mudança de paradigma, ainda que o ADN se pareça manter bastante semelhante. O esquema tático que Bruno Lage adotou na sua curta experiência enquanto treinador principal, no SL Benfica, parece abordar o jogo de forma bastante diferente. O 3-5-2 que víamos o “Wolves” apresentar com Nuno Espírito Santo deverá ter os dias contados e prevê-se agora que se passe a jogar num esquema mais aproximado do 4-2-3-1 ou do 4-4-2 com algumas variantes.
Uma das características mais vincadas de Lage aquando da sua passagem pela Luz era a aposta em extremos de pé contrário, que pode facilmente encaixar no tipo de extremos (Trincão, Podence, Pedro Neto) que habitam em Wolverhampton. Outra das nuances apresentada era a aposta no equilíbrio no meio. Seja mais à frente, como mais atrás. No meio-campo, surgia frequentemente um jogador mais defensivo juntamente com outro médio mais criativo. No ataque, um dos avançados realizava movimentos de recuar para vir buscar bola e criar perigo, papel que João Félix fazia com bastante qualidade, e outro mais finalizador e menos móvel. Aqui terá de se encontrar quem irá fazer este papel, talvez o próprio Daniel Podence poderá ser opção ou mesmo utilizar Raúl Jiménez para este efeito pudesse ser benéfico, isto se a ideia for mesmo apostar no esquema que vimos na Luz.
A mudança de filosofia é expectável e espera-se também uma equipa com futebol mais ofensivo e que tentará procurar ter bola, deixando de lado o conservadorismo do antigo treinador e do antigo paradigma. O velho “Wolves” vestirá outra pele e revelará uma nova cara, pelo menos assim espero.
Uma coisa é certa: Bruno Lage chega a Inglaterra com intenções claras de brilhar e dar nas vistas de forma imediata. Um vídeo lançado nas plataformas digitais do clube mostrou um treinador mais interventivo e a tentar puxar pela equipa, organizando as “tropas” em fase bastante precoce da temporada. Mas quais serão verdadeiramente as aspirações deste “Wolves”? Ninguém sabe bem ao certo, mas estamos todos muito curiosos para acompanhar o percurso desta renovada “armada portuguesa”.
“Vanderpoelismo”: eis o termo improvisado que traduz uma espécie de culto sobre um dos atletas mais excitantes da nova geração no ciclismo. Na mesma medida do “Landismo” e de outras crenças devotas a pensar fora da caixa, Mathieu van der Poel é o nome do perpetuador desta requintada forma de encarar Ciclismo, consolidando-se cada vez mais como um atleta de elite dentro da modalidade.
Para os mais desatentos, por “Vanderpoelismo” entende-se o carácter autoritário, dominador e polivalente de um autêntico canibal que, com apenas 26 anos de idade, detém inúmeros títulos de elite em três especialidades diferentes: estrada, MTB e cyclo-cross.
Herdeiro de dois degraus genealógicos repletos de talento para manusear a bicicleta, não fosse neto do grande Raymond Poulidor e filho do reconhecido Adrie van der Poel, o corredor natural dos Países Baixos deu mais um passo rumo à construção de uma figura memorável com a conquista de uma etapa na Volta a França, envergando a camisola amarela, num dos momentos mais emotivos da história ciclística recente.
— Eurosport Portugal (@EurosportTV_Por) June 27, 2021
Se gosta de uma boa história, com tons emocionantes e improváveis, sente-se e relaxe. Todo este livro gira em torno dos tais antepassados de Mathieu van der Poel: o incrível background desta família, nomeadamente do seu avô Raymond Poulidor e do significado enorme da conquista do líder da Alpecin-Fenix em memória do também conhecido por “eterno segundo”.
Escrevo-te esta carta porque sei que o Luís Filipe Vieira não tem vagar para estas leituras.
Foste formado cá, foste campeão nacional, choraste no regresso à Luz com outra camisola, exultavas o teu amor ao SL Benfica em cada intervenção pública e até voltaste no ocaso da carreira.
Uma história de amor perfeita – se fecharmos os olhos à demora em voltar, tendo sido necessário arrastares-te por Itália até à falência total do teu futebol para o alto nível -, que agora metes em causa por valores que, no teu entender, mais alto se levantam.
Não do tipo que Mário Wilson proclamou numa certa gala, mas uns mais egoístas, que menos se adequam aos ideais benfiquistas.
É provável que mantenhas ainda a boa imagem perante considerável franja de sócios e simpatizantes. E é provável que também saibas que cada vez mais te exorcizam outros, que condenam a tua associação ao círculo criminoso que comandou os destinos do clube durante tanto tempo.
O termo “banana” não nasceu por simples implicação cómica, é uma referência triste à tua conivência com o lamaçal em que se tornaram os gabinetes da Luz: podias ter optado pelo afastamento, como o fez, por exemplo, Nuno Gomes.
Mas não, optaste por te emaranhar na rede de negociatas e afundares-te em suspeições e registos que metem em causa a tua reputação e a validade do teu amor pelo SL Benfica. Queres agora dar a entender que devemos confiar em ti e no teu benfiquismo para prosseguires enquanto líder máximo da instituição, insinuando uma distância moral entre ti e os mesmos que hoje se encontram nos calabouços de Moscavide?
O SL Benfica, como tão bem sabes, já era democrático em altura de monarquia e ainda mais o foi em alturas de ditadura. Era a expressão máxima de liberdade num país amarrado pelo poder de figuras sinistras e interesses fossilizados – a mesma situação que, por infeliz troca de papéis, tão bem se aplica ao (teu) SL Benfica em 2021.
Mariana Mortágua e Cecília Meireles deram o mote e despoletaram o final processo de dinamização de toda a onda contestatória reprimida por 18 anos de opressão. Há, finalmente, sustento para as vozes de revolta, tantas vezes caladas, de se exprimirem livremente.
Até os estatutos gritam por eleições livres, auditoradas por entidades verdadeiramente independentes que impeçam ilusionismos de pacotilha para disfarçar vitórias: Rui, o lugar não é teu por direito de linha sucessória. Ninguém te impede de concorreres enquanto candidato à presidência – não te tentes é alapar ao lugar, nem fingir pureza de espírito para assumires tão naturalmente a presidência.
Na reunião de emergência da direção, Rui Costa, deve ser formalizado como presidente do Benfica, informa o Correio da Manhã.
Domingos Soares Oliveira, José Eduardo Moniz e Miguel Moreira devem ser os administradores. pic.twitter.com/Rn3fERAVMC
“Suspensão de funções”, diz ele. Sabendo tu que os estatutos não permitem essa opção, qual vai ser a resposta? Estarás tu a levar um ‘bigode’ daquele de quem sempre aceitaste tudo, aquele que ia pondo o nome do SL Benfica em causa enquanto tu fazias vista grossa? Não querendo eu acreditar que as comadres se tenham zangado, pois, afinal, tu não estarás ainda completamente a salvo, pelo que tem vindo a público. Qual o próximo passo, Rui?
De alguém que conviveu de perto com o último grande presidente do SL Benfica, o senhor Jorge de Brito, alguém que tirava enormidades do próprio bolso para dar ao clube – noutra clara inversão da realidade atual -, estarás tu ainda capacitado para personificar valores de tão grande paixão e dignidade benfiquista, os mesmos que ignoraste durante tanto tempo ao preterir os interesses do clube por outros mais obscuros e dos quais tiraste todo o proveito?
É que poderá ser essa a tua salvação, por mais soterrado que estejas.
Gedson Fernandes fez toda a sua formação no SL Benfica, mas, nas últimas épocas, não foi grande aposta dos treinadores das águias: em 2019/20, esteve emprestado ao Tottenham Hotspur FC e, na época passada, ao Galatasaray S.K.
Nesta fase de pré-época, o “menino da formação” regressou a “casa” e, com esse regresso, veio também a dúvida que agora se coloca: será que voltou para ficar ou será que vai ser novamente emprestado ou, numa terceira hipótese, até mesmo vendido? Ao longo destes dias, os adeptos encarnados têm-se questionado sobre qual será a decisão de Jorge Jesus.
Na temporada transata, o treinador não contou com o internacional português, que rumou à Turquia, tendo realizado 20 jogos, nos quais somou três assistências e um golo. Na preparação para a temporada que se aproxima, o médio tem realizado treinos com a equipa principal e chegou mesmo a ser aposta logo no primeiro jogo de treino, frente ao SL Benfica B.
Independentemente da derrota por 1-0, o técnico das águias, ao que tudo indica, ficou muito satisfeito com a exibição de Gedson. Jorge Jesus decidiu apostar num esquema de 3x4x3, em que o português ficou responsável pelo corredor direito, tendo dado sinais de que poderia ser uma boa aposta para 2021/22.
Gedson Fernandes fez parte da formação a defesa direito. Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Apesar de o jogador ter tido uma boa prestação, importa salientar que o treinador, como é sabido, dificilmente aposta na formação. A juntar a isto, há também o alegado interesse no jogador por parte de equipas como o Besiktas J.K. e o Galatasaray S.K., clube com o qual o médio já está familiarizado.
E se dois motivos não chegam, junta-se um terceiro, sob a forma da concorrência que o jogador tem na posição que desempenha normalmente: Pizzi, Weigl, Taarabt, Gabriel e Samaris. As opções para o meio campo encarnado são muitas e, para um treinador como Jorge Jesus, será difícil prescindir de alguma delas para dar lugar a Gedson.
Se a aposta enquanto ala direito se mantiver, a concorrência não é tão elevada, por isso cabe agora ao jogador continuar a provar, durante a pré-época, que é merecedor de um lugar na equipa principal do SL Benfica, seja no meio-campo, seja na ala direita (uma posição com a qual Gedson se está a familiarizar, e bem).
De lembrar que o jovem português fez grande parte da sua formação a defesa lateral direito. Aliando esse conhecimento a um grande pulmão, penso que Gedson tem todas as características necessárias para desempenhar esse papel de preencher o corredor direito no esquema de 3x4x3 que Jesus pretende implementar na Luz.
Numa sessão de perguntas com a comunicação social, Paulinho proferiu uma frase muito bem-recebida pelos sportinguistas. O avançado afirmou que o escudo de campeão não é o maior peso que os jogadores carregam quando envergam a verde e branca, mas sim o leão rampante que levam ao peito.
Independentemente de ser uma frase quase já pré-feita, e mesmo popular entre aqueles que nos apunhalaram pelas costas, é sempre de ressalvar quando um atleta parece reconhecer a grandeza do clube que representa. Paulinho disse também que o Sporting CP não depende de nenhum atleta, e que todos os jogadores têm igual importância.
— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) July 2, 2021
Foi através desta forma igualitária e equilibrada que Rúben Amorim juntou os miúdos e graúdos, formando uma união que resultou no título de campeão nacional. Para o também jovem técnico português, um júnior de 18 anos e um veterano de 38 têm as mesmas hipóteses de serem titulares na sua equipa. Para ele, estão todos no mesmo patamar e trabalham em prol do grupo.
Apesar desta ideia que Paulinho passou, a verdade é que uma equipa está dependente do bom desempenho dos seus jogadores. O avançado não teve um arranque espetacular na sua chegada a Alvalade, muito por culpa de uma lesão que o afastou durante várias semanas, pelo que se espera um maior contributo na época que se avizinha. Paulinho já demonstrou as suas qualidades com e sem bola, mas ainda lhe falta comprovar a veia goleadora que mostrou ter ao serviço do SC Braga.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Para que a temporada 2021/2022 seja mais uma para recordar, não só Paulinho como o resto do plantel têm de cumprir o seu papel. Ainda assim, é bom que ver que a grandeza leonina é sentida pelos seus atletas.
Consigo perceber que a festa no Marquês possa ter ajudado a construir esta ideia, ainda para mais para um jogador que só viu os adeptos leoninos como adversário. Agora que os rapazes de verde e branco sentem a dimensão do clube que representam, não têm razões para não darem tudo em campo e defenderem o título que lhes pertence. Só desta maneira teremos a oportunidade de repetir a festa que fez vibrar milhares de sportinguistas por todo o país.
Espero que esteja tudo bem desse lado. Hoje, estamos aqui para investir (ou não) no “mercado da bolsa” da NFL.
Com base nos acontecimentos da época passada e desta pré-temporada, principalmente na free agency, devido à incerteza dos jogadores que são escolhidos no Draft, darei a minha opinião em relação ao futuro de todas as equipas, para saberem em quem devem investir o vosso tempo.
Irei: “comprar”, se achar que esta equipa irá melhorar em relação ao ano passado ou se estiver numa fase ascendente no ciclo da NFL; “manter”, se achar que será uma época muito semelhante à anterior ou se tiver algumas desconfianças em certos aspetos; “vender”, se achar que a época será abaixo das expectativas ou se estiverem na fase descendente do franchise.
Mesmo assim, aconselho a acompanharem todos os acontecimentos da liga, pois a magia da NFL é haver motivos para acompanhar quase todos os jogos e haver jogadores espetaculares em todas as equipas.
No artigo de hoje falaremos da AFC Oeste, uma das divisões mais competitivas da liga, na qual todos tentarão quebrar o domínio dos Chiefs, algo que muito dificilmente acontecerá.
O SL Benfica anda no mercado e são já vários os nomes apontados pela imprensa que surgem como possíveis transferências, bem como alguns atletas que já foram oficializados pelo emblema encarnado. Gil Dias, ex- AS Mónaco, e Rodrigo Pinho foram as únicas contratações oficiais até ao momento, para além dos jogadores que, na temporada transata, estiveram emprestados a outros clubes e que agora retornam à Luz.
Na lateral esquerda da formação encarnada também se esperam mexidas, pois Nuno Tavares está de saída para o Arsenal FC, num acordo com valores a rondar os oito milhões de euros, com mais 2,5 milhões por objetivos. Assim, o SL Benfica fica sem uma alternativa a Grimaldo, que também é alvo de cobiça por parte de alguns clubes europeus, inclusive o FC Barcelona, clube onde foi formado.
As águias terão de reforçar a posição de defesa esquerdo com uma opção viável e que seja uma alternativa segura numa eventual ausência de Alejandro Grimaldo. O Bola na Rede apresenta, então, três alternativas possíveis para a lateral esquerda do “Glorioso”.
Com a nova época a arrancar, as atenções viram-se para as mexidas nos plantéis e nos bancos. Este verão, muitos foram os treinadores portugueses a abraçar novos projetos e, como é hábito, há grande expectativa sobre o sucesso ou insucesso que podem vir a ter.
Nesta lista estão cinco técnicos que no próximo ano têm pela frente desafios que vão ser, no mínimo, interessantes de acompanhar.
A CRÓNICA: DINAMARQUESES NÃO TIVERAM FORÇAS PARA MAIS
No mítico estádio de Wembley, Inglaterra e Dinamarca mediram forças em busca da vaga que restava na final deste Euro 2020, onde terá como adversário a Itália, que bateu a Espanha na outra meia-final.
Num jogo em que o favoritismo pendia para o lado inglês, que joga em casa nesta fase da prova, mas quem deu os primeiros sinais de perigo foram os dinamarqueses. Ao minuto catorze, primeiro Hojbjerg rematou de fora da grande área à figura de Pickford, que repôs mal a bola em jogo, colocando nos pés de Damsgaard, sendo que este serviu para Dolberg que rematou novamente para baliza, mas houve um desvio inglês, cedendo assim um pontapé de canto.
Até aos vinte e cinco minutos de jogo não abundaram as oportunidades, porém a Dinamarca foi-se mostrando mais confiante com a bola, principalmente na construção, embora não entrassem em grandes loucuras e corressem grandes riscos.
À meia hora de jogo surgiu a genialidade no pé direito de Damsgaard. Livre direto ainda longe da baliza e o jovem avançado dinamarquês, com um remate seco, faz balançar as redes da baliza de Jordan Pickford, que não fica propriamente bem na fotografia, e leva os adeptos nórdicos à euforia total.
A seleção inglesa, já em desvantagem no marcador, viu-se obrigada a correr atrás do prejuízo e, primeiro avisou e à segunda acabou mesmo por chegar ao empate. Sterling viu negado o golo por Schmeichel num primeiro momento, e dois minutos depois, aos trinta e oito, Kane recuou até ao meio-campo, desmarcou Saka com um passe de génio, que coloca dentro para Sterling que iria fazer o golo, não fosse Kjaer antecipar-se e colocar a bola na própria baliza.
Acabou o primeiro tempo e o segundo iniciou como já havia iniciado o primeiro, com o jogo muito dividido e com o perigo a surgir fundamentalmente na sequência de bolas paradas. Ao minuto sete, Maguire ganha nas alturas e Schmeichel, à altura dos acontecimentos, a responder novamente com uma defesa monumental.
A Inglaterra foi crescendo no jogo e encostando a Dinamarca às cordas, embora não fosse criando grandes ocasiões de golo. A partir do minuto sessenta e cinco, fruto também de algumas alterações em ambas as equipas, o ritmo do jogo começou a baixar e o jogo ficou mais dividido. O resultado não se alterou até ao fim e o jogo partiu para o prolongamento.
O tempo extra começou, logo com a Inglaterra a criar perigo. Walker lança Kane, que remata cruzado na direção da baliza, mas Schmeichel (quem mais?) defende mais uma vez espetacularmente e mantém o jogo empatado. A Inglaterra foi carregando, com a Dinamarca a não conseguir sequer passar do meio-campo, mas o golo teimava em não aparecer e Kasper Schmeichel continuava a brilhar a grande altura na baliza dinamarquesa.
À passagem do minuto 102, Sterling cai na área e o arbitro Danny Makkelie apontou para a marca dos onze metros. Harry Kane foi chamado para a cobrança, Schmeichel consegue defender a grande penalidade, mas o avançado inglês tem direito à recarga e não vacila, com a baliza escancarada, fazendo assim o segundo da Inglaterra no jogo e o seu quarto no Campeonato da Europa. Os dinamarqueses protestaram muito a decisão do arbitro holandês, mas o VAR confirmou a decisão (muito duvidosa) do arbitro principal.
Após o golo, deixou de haver jogo. A Inglaterra geriu a bola e abdicou de atacar, contra uma equipa dinamarquesa estafada, depois de um jogo extremamente exigente em termos físicos.
A Inglaterra venceu e segue para a final, onde defrontará a Itália no domingo, em Wembley.
A FIGURA
É dia do amor da vida de Sterling continuar a ver o pai fazer sua história em Wembley. ❤️ pic.twitter.com/KqPL6GNd0f
— Doentes por Futebol (@DoentesPFutebol) July 7, 2021
Raheem Sterling – Foi o mais desequilibrador da equipa dos três leões. Do minuto um ao minuto cento e vinte sempre em alta rotação, com dribles rápidos, mudanças de direção vertiginosas e com uma tomada de decisão também a alto nível. Ganhou o penálti do qual surgiu o golo da vitória e foi dos poucos que trouxe o jogo para a frente quando a Dinamarca subia no terreno. Menção honrosa para Kasper Schmeichel, que fez de tudo para evitar este desfecho.
Kasper Dolberg – Não foi o melhor dos jogos para o avançado dinamarquês. Desastrado na hora de jogar de costas para a baliza, também não se mostrou nas zonas de finalização nenhuma vez. O recuo súbito da Dinamarca na segunda parte não o beneficiou, mas já na primeira parte não se tinha disponibilizado muito ao jogo. Esperava-se mais.
ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA
A seleção dos três leões apresentou-se no habitual 4-2-3-1, com Rice e Phillips mais recuados no meio-campo e Mount como médio com mais liberdade. Saka entrou em detrimento de Sancho em relação ao último jogo, provavelmente para dar mais solidez defensiva e conter algumas das incursões ofensivas de Maehle. Não arriscam muito na saída de bola, preferindo esticar em Kane e tentar chegar perto para a segunda bola. Com Grealish, passaram a ter mais critério no último terço, algo de que abdicaram com a saída do mesmo (inexplicável), depois do golo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pickford (5)
Stones (6)
Maguire (7)
Luke Shaw (6)
Walker (7)
Rice (6)
Phillips (6)
Saka (7)
Mount (6)
Sterling (8)
Kane (7)
SUBS UTILIZADOS
Grealish (6)
Foden (6)
Henderson (-)
Trippier (-)
ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA
Também a Dinamarca não alterou a formação tática e também não alterou os jogadores. Continuou no seu 3-4-3, que varia muito para um 3-5-2 em momento ofensivo com Damsgaard em apoio e Baithwaite e Dolberg em profundidade. No processo defensivo muda para um 5-4-1, com os laterais mais baixos a conter possíveis incursões pelos corredores. Aos sessenta e cinco minutos, com as três substituições na seleção dinamarquesa, mudaram para um 3-5-2 a tempo inteiro, com Norgaard a reforçar o meio-campo. Com o golo sofrido, passaram