Campeonato da Europa, Meias-Finais: terça-feira, 20h00, 6 de julho de 2021
ANTEVISÃO: QUEM SEGUIRÁ EM FRENTE NESTA BATALHA DE GIGANTES?
Chegar à final do Euro é um sonho que todos ambicionam, mas apenas duas seleções realmente conseguem. Antes disso, vamos às meias-finais: a corda bamba entre a euforia e o fracasso, o topo da montanha e a lamentável “morte na praia”. Quem melhor do que os “velhos amigos” Itália e Espanha para abrir as meias-finais? Emoção e bom futebol é o que não faltará nesta partida.
Recuemos a 2012. A final era precisamente Espanha x Itália – porventura o jogo mais marcante desta rivalidade. Alimentado pelo seu ilustre “tiki-taka”, o monstro “La Roja” venceu os italianos por 4-0. Contudo, já lá vão nove anos e muita coisa mudou. O que aconteceu? A Espanha viu o seu momento de glória chegar ao fim, enquanto que a apagada Itália deu luz a um coletivo imparável que já leva 32 jogos sem perder.
No decorrer do torneio, a formação de Luís Enrique deu claros sinais de contraste: ora marca cinco golos (frente à Eslováquia e Croácia), ora vê-se “à rasca” para ganhar (frente à Suécia, Polónia e Suíça). A inconsistência na finalização pode sair caro e é algo que necessita de estar afinado contra a Itália.
Do outro lado, os transalpinos mostraram ao mundo a sua força esmagadora através de um percurso impecável no Campeonato da Europa (5V, 0E e 0D). Após derrotarem a talentosa Bélgica, somam agora 12 vitórias consecutivas. Entre Itália e Espanha, qual delas conseguirá colocar o primeiro pé na grande final do Euro 2020?
10 DADOS RÁPIDOS
A Espanha é a seleção que regista mais golos no Euro 2020 (12G), enquanto que a Itália divide o segundo lugar com a Dinamarca (11G).
Em campo neutro, a Espanha apenas venceu uma vez à Itália em 12 jogos.
Cinco jogadores atuais estiveram presentes na final do Euro 2012: Jordi Alba e Sergio Busquets (ESP); Salvatore Sirigu, Leonardo Bonucci e Giorgio Chiellini (ITA).
Ambas as seleções se encontrarão de novo nas meias-finais daLiga das Nações (6 de outubro de 2021).
Nos últimos 30 jogos, a seleção espanhola apenas registou uma derrota.
Somente três equipas venceram o Campeonato da Europa a jogar em casa: Espanha (1964), Itália (1968) e França (1984).
A “La Roja” é a seleção que possui mais títulos desta competição (3 – 1964, 2008 e 2012), os mesmos que a República Federal da Alemanha/Alemanha (1972, 1980 e 1996).
No Euro 2016, a Itália foi eliminada nos quartos-de-final pela Alemanha, após derrotar a Espanha nos “oitavos” por 2-0.
De 35 jogos entre as duas formações, a Itália e a Espanha possuem cada uma dez vitórias, restando 15 empates.
O resultado mais frequente dos seus confrontos é 1-1.
JOGADORES A TER EM CONTA
Jorginho (29 anos) entre todos os jogadores da Itália na @EURO2020:
1º em interceptações (13)
1º em faltas sofridas (13)
1º em duelos ganhos por baixo (27)
1º em passes certos (364)
1º em passes no terço final (94)
1º em acerto no passe (94%)
Jorginho (Itália): 0 golos e 0 assistências são números que podem muito bem enganar os mais distraídos. A verdade é que está a fazer um Europeu espetacular. Quem viu, sabe do que falo. É um jogador muito inteligente a nível de posicionamento tático. Está sempre à procura de espaços para compensar. Potencia diversas combinações entre colegas que ajuda a equipa a arquitetar momentos de aceleração determinantes. No fundo, é o patrão do meio campo italiano e pode ser uma peça instrumental para alcançar a tão desejada final.
Pedri (Espanha): Quem diria que é a sua primeira época no mais alto nível. Com apenas 18 anos, é um diamante puro com um futuro brilhante pela frente. Sabias que é o jogador que mais quilómetros (61.5 KM) percorreu no Euro 2020? Impressionante… E a sua jornada ainda não acabou. Esta noite, Pedri poderá agitar as águas e causar verdadeiros estragos aos homens de Mancini. Qualidade para isso não lhe falta.
XI´S PROVÁVEIS
Itália: Gianluigi Donnarumma, Emerson, Giorgio Chiellini, Leonardo Bonucci, Giovanni Di Lorenzo, Marco Verratti, Jorginho, Nicolò Barella, Lorenzo Insigne, Ciro Immobile, Federico Chiesa
Treinador: Roberto Mancini:
“Vai ser difícil, mesmo que a Espanha seja diferente da Bélgica. Não vai ser o mesmo tipo de jogo comparado com o anterior, mas vamos, de certeza, enfrentar muitas dificuldades. A Espanha tem sido extraordinária durante muitos anos, mesmo que agora seja uma equipa mais nova. Têm um bom treinador e jogadores muito bons.”
“Estamos muito orgulhosos. Seria ridículo pensar que nós, ou qualquer um dos semifinalistas, nos bastaria agora chegar só até aqui – todos queremos chegar à final e vencer.”
A CRÓNICA: SERVIÇOS MÍNIMOS CHEGARAM PARA ALCANÇAR A FINAL
Jogou-se no Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro, a primeira meia-final da Copa América, que opôs o Brasil e o Peru, num relvado que deixou muito a desejar em qualidade.
Ainda assim, a seleção canarinha entrou a todo o gás, tentando visar a baliza peruana sempre que possível, assumindo o favoritismo desde o primeiro minuto da partida. O Peru, por sua vez, e face à pressão exercida pela formação brasileira, limitou-se a defender e a tentar surpreender o adversário em contra-ataque, mas raras foram as vezes em que foram bem-sucedidos.
O Brasil mostrou-se mais forte e dispôs de várias oportunidades para marcar, mas Gallese, o guardião peruano, mostrou-se em grande nível ao evitar o primeiro tento da equipa da casa com várias excelentes intervenções. Ainda assim, o Brasil marcou mesmo, à passagem do minuto 35’, por intermédio de Lucas Paquetá, saindo para o intervalo em vantagem.
Já no segundo tempo, registo para a boa entrada do Peru, que a correr atrás do prejuízo fez Ederson Moraes intervir pela primeira vez no encontro, ao minuto 50’, depois de um grande remate de Lapadula. O Brasil mostrou dificuldades de ligação entre setores, o que permitiu à seleção peruana ter mais bola e ser, consequentemente, mais perigosa. Ainda assim, a canarinha foi controlando as investidas ofensivas do Peru, que mostrou muita ineficácia na finalização.
Com este triunfo, o Brasil é o primeiro finalista desta edição da Copa América, ficando à espera do vencedor do confronto entre a Argentina e a Colômbia.
Lucas Paquetá – O médio brasileiro deu continuidade ao seu grande momento de forma, ao fazer o golo da vitória canarinha, à imagem do que tinha acontecido no encontro anterior frente ao Chile.
Organização defensiva peruana – O Peru entrou em campo com uma dinâmica claramente defensiva, mas nem com isso conseguiu estancar o poderio ofensivo brasileiro.
ANÁLISE TÁTICA – BRASIL
A formação orientada por Tite apresentou-se num sistema tático base em 4-2-3-1, com Neymar a ser a principal referência ofensiva da equipa. Num encontro em que Everton Cebolinha foi titular na seleção canarinha, o Brasil dominou o encontro, principalmente no primeiro tempo, encostando por completo o adversário às cordas.
Já na segunda parte diminuíram o ritmo de jogo, mostrando também problemas de ligação intersectorial, o que permitiu ao Peru ter mais posse de bola. Ainda assim, controlaram com relativo à-vontade as investidas adversárias.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ederson (6)
Danilo (7)
Marquinhos (6)
Thiago Silva (7)
Lodi (7)
Casemiro (7)
Fred (7)
Richarlison (7)
Paquetá (8)
Everton (6)
Neymar (6)
SUBS UTILIZADOS
Ribeiro (6)
Vinícius Jr. (6)
Fabinho (6)
Militão (6)
Douglas Luiz (-)
ANÁLISE TÁTICA – PERU
Os comandados de Ricardo Gareca alinharam num dispositivo tático base em 5-4-1, numa dinâmica claramente defensiva e de dar a iniciativa ao adversário, algo que foi notório na primeira parte. Essa postura extremamente defensiva custou caro ao Peru, que se viu em desvantagem ainda no primeiro tempo.
Já na segunda parte, efetuaram algumas alterações e a subida dos laterais permitiu-lhes ter mais homens na zona média, acabando por chegar mais facilmente ao meio-campo e à baliza do adversário. Ainda assim, não foram capazes de aproveitar as poucas oportunidades de que dispuseram.
TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.
Não sabemos se o troféu está de volta a casa, mas, pelo menos, o futebol está. Haverá palco mais perfeito do que Wembley para se jogar uma meia-final de um campeonato da Europa?
Após 48 duelos de uma das edições mais atípicas da prova, há apenas quatro resistentes. Resistentes aos adversários, à covid-19 e às viagens… Mais que não seja no plano teórico. E por isso mesmo, temos de começar por olhar para Inglaterra.
A seleção de Gareth Southgate chega a esta fase com um percurso praticamente irrepreensível. Exceção feita ao empate a zero com a Escócia, conseguiu triunfar em todos os jogos e mantém a clean sheet. Empurrada pelos adeptos? Talvez. Afinal de contas, a equipa dos três leões é a semifinalista que fez menos viagens ao longo da competição – apenas uma – e prepara-se para voltar a entrar em campo perante maioria inglesa. Há quem fale em vantagem, em menos peso nas pernas e a verdade é que contra factos não há argumentos.
Não tenho dúvidas de que esse contexto favorável contribuiu para um trabalho mais específico, frescura e elevação das individualidades que compõem o plantel, apesar de não faltar qualidade. Mas no caminho britânico está agora a underdog e crente Dinamarca que quer continuar a surpreender. Sem a estrela da equipa Christian Eriksen, tem sido uma seleção muito compacta e que sabe aproveitar a propensão ofensiva dos laterais.
A dinâmica junto aos corredores (por intermédio de um 3x4x3 e onde surgem várias combinações com os homens da frente) tem sido fulcral para o aparecimento de momentos de finalização, seja através de cruzamentos ou de passes diagonais à espera da entrada de um médio que possa atirar à baliza. Parece-me que essa será a maior preocupação para Inglaterra que, a nível defensivo, apresenta o melhor registo do campeonato da Europa com zero golos sofridos.
A vantagem dos ingleses? Além de ser uma seleção que tem a linha mais recuada em boa forma e que também é muito forte no jogo pelos corredores, tem jogadores com maior qualidade e capacidade para procurar outro tipo de soluções.
Os passes de rotura em busca do desequilíbrio de Sterling e das movimentações de Harry Kane podem ser essenciais para a exploração de possíveis momentos de superioridade numérica, fruto da subida dos médios e laterais dinamarqueses. Com maior ou menor dificuldade, acredito que Inglaterra tenha mais argumentos para alcançar a final, a não ser que o futebol nos volte a surpreender.
E por falar em coisas surpreendentes, Espanha tem sido uma agradável surpresa neste campeonato da Europa. Da desconfiança à maior certeza, a seleção orientada por Luis Enrique foi assolada por críticas ainda antes do início da prova, mas tem crescido a olhos vistos durante os vários jogos realizados.
Apesar de ainda não ter atingido o ponto de maturação, com algumas falhas a nível defensivo, tem apresentado um futebol atrativo com o envolvimento de vários jogadores na construção dos lances e os passes entre linhas costumam ser determinantes para desequilíbrios a meio campo; Ferran Torres e Pedri podem ser a muleta que Morata precisa para voltar a aparecer, visto que corre o risco de se perder no meio de Bonucci e Chiellini.
Quanto a Itália, já há poucas palavras para descrever a equipa montada por Roberto Mancini. Depois de um ano em que o país viveu uma das piores experiências a nível social, a squadra azzurra quer dar uma alegria aos adeptos e dar seguimento a uma participação que, a título pessoal, tem roçado a perfeição. A capacidade de pressão em terrenos adiantados (e atenção, porque Espanha perde algumas bolas em zonas proibidas), a leitura dos momentos de jogo e a forma como aproveita os espaços concedidos pelos rivais é de criar inveja.
Insigne e Immobile são autênticos maestros na frente de ataque, sempre sustentados por um meio campo que sabe como e quando entregar a bola. O facto de ser uma seleção mais adulta pode ser decisivo para o resultado, ainda que este seja um daqueles encontros em que os detalhes vão fazer a diferença. Se tivesse de apostar… Seria em Itália.
Artigo de opinião de Rita Latas, jornalista Sport TV
Depois de vários anos a lutar para que fosse aprovada a expansão da Academia Sporting, em Alcochete, pelas entidades municipais, finalmente parece ter-se chegado a um acordo, permitindo que o clube leonino avance com esse sonho antigo.
Segundo parece, esses melhoramentos abrangem essencialmente a construção de mais cinco campos de treino e um novo edifício exclusivo para acolher o plantel profissional de futebol. Não acho mal, até porque com um simples trocar de colchões, já foram revelados tantos novos talentos da formação. Imagine-se agora o que será das equipas de formação do futebol do Sporting com tal acréscimo qualitativo nas infraestruturas da academia.
Considero, no entanto, que todo esse novo espaço que nos é proporcionado para dar melhores condições aos nossos atletas, não deveria incidir apenas no futebol, não esquecendo, pelo menos, o que parece ser o parente pobre do nosso clube em termos de infraestruturas próprias, depois da construção do “João Rocha”: O Atletismo.
Fonte: FPA
Esta modalidade, que é apenas e só a que nos deu mais títulos nacionais e internacionais, não tem um cantinho que possa chamar de seu no universo Sporting, tendo os atletas que treinar onde encontram condições para o fazer.
Nessa expansão, poderiam dispensar, nem que fosse apenas um desses cinco campos de treino, para instalar uma pista de tartan, um poço de areia para os saltos, e os equipamentos necessários para o treino das várias modalidades dentro do Atletismo.
Bem sei que me irão falar da Pista Municipal Moniz Pereira, que alberga a Academia de Atletismo do Sporting, que talvez até possa estar mais bem situada, com uma localização mais central, mas continua a ser um espaço que não é nosso.
— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) July 5, 2021
Não sendo nosso, a longo prazo acarretará custos mais elevados (dependendo do tipo de contrato celebrado) e, a avançar esta obra em Alcochete, significará que há verba disponível para o melhoramento, pelo que alterar um pouco o projeto para incluir as infraestruturas mais viradas para o atletismo não encareceria muito mais o mesmo.
Não sei se esta ideia fará sentido para mais alguém, até porque Alcochete está cada vez mais definitivamente ligada ao futebol, agora também com a estrela maior do futebol mundial associando o seu nome à academia. Academia Cristiano Ronaldo.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Para mim, fará sempre sentido dar as melhores condições aos nossos aletas das mais variadas modalidades. E, se já fiquei extasiado com a construção do pavilhão João Rocha, que permitiu exponenciar de uma forma bem visível os resultados das nossas modalidades de pavilhão/ringue, com toda a certeza ficaria igualmente feliz com a concretização dessa minha ideia, que pode ser só isso mesmo, uma ideia minha, sem sentido prático.
O professor Moniz Pereira, que à semelhança de Francisco Stromp, também praticou as mais diversas modalidades, com certeza teria gostado de ter visto concretizada uma mini-cidade Sporting, nem que fosse em Alcochete, onde conseguisse albergar diversas práticas desportivas do clube.
Talvez seja só um sonho meu, que poderia nem resultar por estarmos a colocar várias valências num mesmo espaço, mas a verdade é que, a concretizar-se esta expansão, tínhamos tudo para dar melhores condições aos nossos atletas que tantas alegrias nos têm dado, estando muitos deles já qualificados para os próximos jogos olímpicos. A verdade é que, internamente, ainda só conseguimos ser os melhores em femininos. O atletismo masculino está a perder força no Sporting, não conseguindo o título há vários anos.
Ainda que para muitos esta possa ser uma ideia utópica, é desse tipo de debates que surgem muitas vezes grandes ideias. Isto pode não valer de nada, mas se ajudar alguém a ter uma ideia no futuro para o desporto sportinguista, já terá valido a pena.
Képler Laveran Lima Ferreira – ou Pepe, como é conhecido no mundo do futebol – continua, aos 38 anos, a mostrar estar em plena forma e isso comprovou-se na época que fez no FC Porto e nas suas prestações no Euro 2020, ao serviço da Seleção Nacional.
Apesar de na sua posição ser costume os jogadores atingirem faixas etárias superiores às normais, são raros os que se mantêm em grande forma nos maiores palcos do futebol. Perto de chegar aos 40, o defesa central português foi um autêntico monstro na última edição da Champions League e voltou a repetir a façanha no presente Europeu.
Engana-se quem acha que teve tarefa fácil – isto porque defrontou os melhores avançados em competição, como o compatriota Cristiano Ronaldo (eliminou a Juventus na UCL) ou até mesmo Mbappé e Lukaku (ambos no Euro 2020), e, como se diz na gíria, todos ficaram “no bolso” do luso-brasileiro.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mesmo sendo o mais velho do balneário, tanto no clube como na seleção das quinas, podemos vê-lo, em alguns jogos, a fazer sprints em pleno minuto 90. Como mais recente exemplo, temos a nossa infeliz derrota frente aos belgas, em que, nos últimos 10 minutos, Pepe cobriu o campo todo – vinha atrás recuperar as bolas e voltava a lançar o ataque, posicionando-se na grande área à espera de um lance fortuito onde pudesse mostrar toda a sua qualidade no jogo aéreo (coisa que, infelizmente, não aconteceu).
Os adversários até podem apresentar avançados com maior velocidade ou superiores física e tecnicamente, mas Pepe, com toda a sua inteligência e experiência, anula-os com uma classe somente ao alcance de um jogador de elite. Tem uma capacidade de leitura dos lances que, aliada à capacidade física, o tornam num fora de série.
Contudo, este seu grande momento de forma não é de agora. O defesa portista teve toda uma carreira dominada pela consistência – os seus números e palmarés falam por si. É o defesa mais internacional de sempre, com 119 internacionalizações. Este último Euro foi a sua oitava grande prova só a nível de seleções; venceu um Europeu e uma Taça das Confederações.
Em relação aos clubes, os títulos estendem-se, destacando-se, de entre muitos outros, as três Champions League, duas Supertaças Europeias, dois Mundiais de Clubes, três Campeonatos Espanhóis e três Campeonatos Portugueses.
Atualmente, tanto no clube como na seleção, é mais do que seguro afirmar que é Pepe e mais dez.
Das 20 equipas já eliminadas do Euro 2020, muitos foram os jogadores que se destacaram – quer pelos golos marcados, assistências feitas ou defesas realizadas. Mas enquanto o foco continua naqueles que ainda estão ainda em competição, vale a pena valorizar os jovens jogadores que já foram eliminados por duas razões: primeiro, eles também realizaram exibições fantásticas e esforçaram-se ao máximo para darem uma alegria aos seus países; e, segundo, porque um dia serão eles a dominar o futebol do Velho Continente.
Estes são os cinco melhores jovens de equipas já eliminadas do Euro 2020.
A equipa de hóquei em patins masculina do SL Benfica realizou a sua pior temporada dos últimos anos. A boa campanha na Liga Europeia e a conquista da primeira edição da Taça 1947 não foram suficientes para amenizar o péssimo campeonato que fizeram.
Num campeonato que ficou marcado pelo regresso do play-off que iria definir o campeão nacional, a equipa realizou uma Fase Regular tremendamente inconsistente e, chegando aos play-off, cairiam aos pés do FC Porto nas meias-finais, com uma derrota por 3-2 na eliminatória, depois de estar a ganhar por 0-2.
Mais do que a péssima campanha realizada nesta temporada, as notícias que têm surgido em relação ao hóquei encarnado também têm dado muito que falar – umas por bons motivos; outras, nem por isso.
Uma notícia já oficialmente anunciada pelo SL Benfica foi a do fim da carreira de Valter Neves. O eterno capitão das águias representou o emblema da Luz durante 17 temporadas, tendo sido uma das principais referências não só do hóquei, como também de todo o mundo eclético dos encarnados na última década. O antigo defesa irá permanecer ligado ao hóquei do SL Benfica, desempenhando agora o cargo de Team Manager.
No entanto, muitos rumores também têm surgido sobre o hóquei encarnado. Ainda antes do término da temporada, havia dois jogadores já dados como certos no SL Benfica para a nova época: o avançado espanhol Pol Manrubia e o defesa português Poka.
Pol Manrubia é um jovem jogador de 20 anos e é visto como uma das maiores promessas mundiais na modalidade, sendo um daqueles jogadores que dão um toque artístico ao jogo. Estreou-se na OK Liga com apenas 16 anos, sendo que, atualmente, é uma das principais figuras do CE Noia, clube com o qual ainda tem contrato.
Já o português Daniel Oliveira, mais conhecido por Poka, representou nas últimas duas temporadas o FC Porto, no qual nunca foi uma real mais-valia, tendo também já representado o Sporting CP e o AD Valongo. É a escolha da estrutura dos encarnados para render Valter Neves, visto que a partir da próxima temporada cada equipa poderá ter apenas um número máximo de cinco jogadores estrangeiros no plantel.
Wimbledon é o torneio com maior tradição do circuito e o Centre Court é um dos principais palcos do ténis mundial. A época de relva já é habitualmente a mais curta de todas as superfícies, mas este ano foi especialmente curta e, por isso, Roland Garros e Wimbledon tiveram um intervalo de duas semanas – o que significa que os jogadores tiveram duas semanas para fazerem a transição de terra batida para relva, que são as duas superfícies mais diferentes entre si.
Depois de um Australian Open em que Portugal esteve muito perto de ter três jogadores no Quadro Principal (QP), não fosse João Sousa ter testado positivo para a Covid-19, desta vez voltámos a estar muito próximo de ver três portugueses no QP de um torneio do Grand Slam, pela primeira vez.
João e Pedro Sousa apuraram-se diretamente e Frederico Silva só foi eliminado na última ronda do Qualifying.
Apesar de até nem terem tido um sorteio muito desfavorável, João Sousa e Pedro Sousa caíram logo na primeira ronda frente a Andreas Seppi e Lorenzo Sonego, respetivamente, numa cimeira Portugal – Itália.
João Sousa exibiu-se a um bom nível, como tem sido raro vê-lo nos últimos tempos, mas essa prestação apenas lhe valeu a vitória num parcial.
Já Pedro Sousa tinha a tarefa mais complicada e acabou por perder em parciais diretos frente a um jovem jogador com legítimas aspirações de chegar à segunda semana do torneio, já que o serviço, em relva, reveste-se de uma especial importância e Sonego tem-no como uma boa arma do seu arsenal.
Novak Djokovic is the first man to win at least 7️⃣5️⃣ matches in all four Grand Slam tournaments.
🇦🇺 Australian Open: 82-8
🇫🇷 Roland Garros: 81-15
🇬🇧 Wimbledon: 75-10
🇺🇸 US Open: 75-12 pic.twitter.com/UE64O0lNo0
No resto do quadro, há que destacar Novak Djokovic. O sérvio partia como claro favorito à conquista do torneio e, até agora, tem-se exibido a um nível extraordinário, vincando cada vez mais esse estatuto de principal candidato.
O seu serviço tem estado particularmente assertivo, algo fundamental em relva, como referido anteriormente.
Ainda perdeu o primeiro set da primeira ronda frente a Jack Draper, um inglês que recebeu um wild-card e cujo futuro parece estar reservado para os grandes palcos, mas, depois de perder essa primeira partida, Djokovic arrancou para uma exibição perfeita e carimbou passagem à segunda ronda.
Back into Week 2 at The All England Club for the 18th time! 🙌
Ricardo Esgaio é oficialmente jogador do Sporting CP. O lateral direito volta a uma casa que bem conhece, sendo que os leões tiveram de gastar cinco milhões e meio de euros para comprar a percentagem do passe que faltava – já detinham 20%. Aos 28 anos e com uma passagem de quatro épocas pelo Sporting Clube de Braga, o português é, assim, o primeiro reforço para Rúben Amorim na época de defesa do título.
Olhando para os contornos financeiros do negócio é, a meu ver, aí que há algum transtorno, porque se traduz num valor algo exagerado, tendo em conta que Ricardo Esgaio não será titular e terá a concorrência de Pedro Porro e que, aos 28 anos, será também um investimento sem retorno. No entanto, a contratação de Ricardo Esgaio reflete a mesma máxima e a forma de o Sporting CP trabalhar no mercado: contratar bem internamente, mas também jogar pelo seguro.
— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) July 4, 2021
A política desportiva do Sporting CP e de Rúben Amorim é esta e a chegada do lateral português acaba por aumentar a profundidade do plantel, apostando num jogador que conhece o treinador e o sistema, mas que também acaba por conhecer a casa e entra de forma direta num grupo que se revelou unido e coeso no ano passado, sendo uma das chaves para o título. Confesso que Ricardo Esgaio nunca foi um jogador capaz de me encher o olho, mas compreendo a contratação e a necessidade de ter mais e melhores soluções face ao calendário apertado.
É, como disse anteriormente, uma transferência que se rege pela “nova” política leonina e creio que o facto de ser um jogador algo regular e esforçado acaba por dar aos responsáveis leoninos alguma confiança e segurança, permitindo assim diminuir o risco associado – sobretudo por estar habituado a dar largura e profundidade, mas também por alinhar no sistema de três centrais. Precisa de melhorar a sua concentração pelo facto de ser apanhado, muitas vezes, em situações de fora de jogo causadas por erros infantis, mas também por alguns detalhes defensivos.
Não considero que fosse a prioridade do Sporting CP, mas, no cômputo geral, acaba por ser uma boa compra e permite reforçar o campeão nacional com um dos destaques dos últimos campeonatos.
O nome dispensa apresentações: José Mota atravessou gerações de futebolistas e adeptos, dentro e fora do campo, habituados a lidar com a personalidade frontal e direta daquele que é o treinador mais resistente do Futebol português em actividade. Ao Bola na Rede, José Mota recorda os primeiros passos de chuteiras ao serviço do Aliado do Lordelo, a passagem pelas camadas jovens do FC Porto e a carreira fiel (e rara) ao serviço do Paços de Ferreira. Figura icónica, treinador de sucesso, escreveu a partir do banco um dos mais recentes “contos de fadas” do no nosso Futebol – ao levar o modesto Desportivo das Aves à glória com a conquista da Taça de Portugal. Uma conversa que nos fala do passado, mas também dos sonhos e objetivos que ainda alimentam uma das mais bem-sucedidas carreiras do desporto-rei em Portugal.
«A ligação ao Paços de Ferreira marcou-me muito.Não era só o José Mota como jogador, era também o José Mota “capitão”. Depois, também me fui preparando para dar seguimento à minha carreira como treinador».
Bola na Rede: Olá, José Mota. Começa a dar os primeiros passos no Futebol no Aliados do Lordelo, que é o clube da sua terra. Como é que o Futebol entrou na sua vida?
José Mota: Começou tudo exatamente no Aliados do Lordelo. Na altura, fui jogar para os iniciados. O Futebol já tinha entrado lá em casa através de um irmão mais velho, que começou a jogar também no Aliados do Lordelo. Depois, acabei por também ir para lá. O Futebol era uma paixão de toda a família e apenas dei seguimento a isso. Fui aos treinos de captação e fui seleccionado. Foi assim que comecei a minha carreira no Futebol.
Bola na Rede: Se era uma paixão de toda a família, teve o apoio dos seus pais?
José Mota: Esse irmão mais velho é que me abriu as portas para o Futebol. Ele, na altura, teve algumas dificuldades para poder jogar. O meu pai tinha uma pequena fábrica de móveis e precisava de toda a ajuda possível e seria natural que os filhos o ajudassem. Mas, neste caso, o meu irmão “fugiu” a essa regra e começou a ir treinar ao Aliados do Lordelo. O meu pai, depois, acabou por gostar de ver o meu irmão jogar e, portanto, quando chegou a minha vez de jogar Futebol, já não tive tantas dificuldades em convencê-lo. Acabei por seguir os passos do meu irmão mais velho.
Bola na Rede: O seu irmão também chegou a ser profissional de Futebol?
José Mota: Chegou aos seniores do Aliados do Lordelo, na 2.ª divisão, zona norte, mas acabou por abandonar o Futebol devido a várias dificuldades… Esteve dois anos nesse patamar, mas não chegou a ser profissional.
Bola na Rede: No Aliados do Lordelo, o José Mota dá nas vistas. E acaba por mudar para a formação do FC Porto. Como é que surgiu essa oportunidade?
José Mota: Sim, destaquei-me com a camisola do Aliados do Lordelo. A nossa equipa de iniciados e juvenis era muito interessante, acabou por disputar várias finais, uma delas contra o FC Porto. Nesses jogos acabei por me destacar e os responsáveis do FC Porto mostraram interesse para que fosse jogar nos juvenis e juniores do clube. E foi assim que se fez essa passagem.
Bola na Rede: E, na altura, jogava em que posição?
José Mota: Jogava como médio, na posição de 10. Era um jogador que costumava aparecer bem nas zonas de finalização, e finalizava bem. Foi sempre essa a posição em que joguei durante as camadas jovens.
Bola na Rede: Com que treinadores se cruzou na formação do FC Porto?
José Mota: Fui treinado pelo “Magriço” [Alberto] Festa e pelo senhor [António] Feliciano, que foram treinadores carismáticos da formação do FC Porto.
Bola na Rede: E tinha alguma referência? Algum jogador que admirasse e que lhe servia de modelo?
José Mota: Tinha várias referências, em Portugal e no estrangeiro. Havia um por quem sempre tive muita admiração – até porque convivia com ele muitas vezes –, que era o Jaime Pacheco. O Jaime era da minha terra e costumava dar-me boleia todos os dias para os treinos. Para mais, já jogava no FC Porto e na seleção nacional, portanto, era um craque. E alguém que sempre admirei muito. Depois, o outro era, obviamente, o Michel Platini, que na altura brilhava na Juventus. Mas havia vários jogadores com grande talento no Futebol mundial naquela altura e por quem tinha grande admiração.
Bola na Rede: No FC Porto, o Futebol tornou-se mais sério… Como ficou a escola?
José Mota: Tive bastantes dificuldades em conciliar o futebol e a escola. Na altura, estava no liceu em Baltar (Paredes), porque na minha terra ainda não havia liceu. Acabei por ter de deixar a escola para trás, porque os treinos no FC Porto já eram de manhã e de tarde… Não era possível conciliar tudo.
Bola na Rede: E quando é que teve consciência de que podia, de facto, fazer carreira ao mais alto nível? Quando era jovem tinha consciência de que podia ser jogador profissional e fazer uma carreira tão longa na 1.ª Divisão?
José Mota: Tinha consciência de que tinha qualidades para isso, mas também sabia que era muito difícil. Na altura, era muito difícil chegar à 1.ª Divisão, porque não havia grande aposta nos jovens portugueses, os clubes eram menos, não havia Liga de Honra, e havia grandes jogadores. Era extremamente complicado lá chegar. Até porque depois do FC Porto – e fui campeão nacional de juniores –, regresso ao Aliados do Lordelo para jogar nos seniores e, na altura, o clube estava na 1.ª Divisão distrital da Associação de Futebol do Porto… Mas, mesmo nessas divisões, o Futebol era muito competitivo e havia boas equipas e bons jogadores.
Bola na Rede: Os grandes jogadores do Futebol português da época – e tirando algumas exceções – faziam carreira em Portugal, não saíam para o estrangeiro. Havia menos vagas disponíveis?
José Mota: Sim, é verdade. Os grandes jogadores pura e simplesmente não saíam. E, portanto, havia muita competitividade cá dentro. Para se chegar à 1.ª Divisão portuguesa, era preciso ter um grande talento e também alguma sorte. Acabei por ir para o Aliados do Lordelo e ficar no clube durante quatro épocas. Mas foi uma experiência muito importante para mim…
Bola na Rede: Foi difícil passar do FC Porto para a distrital?
José Mota: Foi difícil… Em cada época que passava, pensava que, se calhar, afinal não conseguiria chegar lá… Era um jogador que trabalhava muitíssimo bem, tinha humildade, atitude, mas as coisas acabavam sempre por não surgir. Tinha sempre convites, claro, mas de clubes dos distritais ou da 3.ª Divisão, nunca convites que me permitissem dar o salto para o topo do Futebol português, que era o que pretendia. Cheguei a pensar que já não conseguiria atingir o sonho de atingir a 1.ª Divisão.
Bola na Rede: Mas chegou à 1.ª Divisão e acabou por fazer carreira no Paços de Ferreira… Ainda assim, ficou com alguma mágoa por não ter representado como sénior um clube de maior dimensão? Um “grande” do futebol português, por exemplo?
José Mota: Não ficou mágoa nenhuma. Nem vejo as coisas dessa forma. É claro que todos tínhamos o sonho de menino de chegar a um clube “grande”, mas não ficam mágoas. Pelo contrário, aceito perfeitamente que nem todos lá conseguem chegar. Tinha, isso sim, consciência de que, durante a minha carreira, teria de ser sempre sério, digno e de ter uma atitude muito forte… Só assim poderia surgir uma oportunidade. A minha saída do Aliados do Lordelo para o Paços de Ferreira foi crucial para o meu futuro naquele momento, não só como jogador, porque atingi o principal patamar do Futebol português, mas também como profissional.
Bola na Rede: Chega ao Paços de Ferreira em 1987… Na altura, o Paços de Ferreira ainda está na 2.ª Divisão…
José Mota: Sim, mas depois sagramo-nos campeões da 2.ª Divisão [em 1990/1991]. Em poucas épocas salto da distrital para a 1.ª Divisão.
Bola na Rede: O José Mota dá um salto, mas depois recua no terreno. Acabou por se adaptar a outra posição: como defesa-direito. Como foi essa mudança?
José Mota: Sim, exatamente. É nessa posição que as pessoas me recordam. Costumava atuar como defesa-direito e, às vezes, como defesa-esquerdo. E isso deve-se ao mister Vítor Oliveira. Houve um momento em que lhe faltou um lateral e que achou que eu tinha condições para ocupar a vaga. Apostou em mim para aquela posição e a verdade é que me fixei como defesa-direito. Às vezes, também jogava do lado esquerdo. Acabei por cumprir o resto da minha carreira nessas posições. E dei-me bem. Era fundamentalmente um jogador de equipa.
Bola na Rede: Não é muito comum um jogador cumprir tantas épocas consecutivas num clube (foram nove ao serviço do Paços de Ferreira). É um motivo de orgulho?
José Mota: Sim. A ligação ao Paços de Ferreira marcou-me muito.Não era só o José Mota como jogador, era também o José Mota “capitão”, a figura que se criou, a grande exigência que colocava no meu trabalho e que transmitia para os outros – essas características permitiram que as coisas se proporcionassem. Depois, também me fui preparando para dar seguimento à minha carreira como treinador. Concluí o quarto nível de treinador quando ainda era jogador, portanto, fiquei logo habilitado para treinar. Tudo se conjugou de forma natural para que se fizesse essa transição de jogador para treinador.
Bola na Rede: Qual foi o jogador com que partilhou o balneário que mais o impressionou?
José Mota: Sem dúvida, o jogador com quem partilhei balneário, e depois ainda foi meu treinador, que mais me impressionou foi o Jaime Pacheco. Era um jogador de seleção nacional, que depois foi treinador campeão nacional. Partilhei com ele vários anos de balneário, somos amigos… Foi ele a figura que mais me marcou. Depois, também joguei no Paços de Ferreira com o Radi Zdravkov [em 1990/1991], internacional da Bulgária, que era um jogador com uma qualidade técnica acima da média e uma personalidade muito forte… Tive vários jogadores que me influenciaram de forma muito positiva, numa fase muito importante da minha carreira, e que foram sempre excelentes colegas e me ensinaram muito.