A AEW já celebrou o 2.º aniversário e, ao longo da sua vida, a empresa de Jacksonville tornou-se na promotora de Wrestling americana com o melhor conteúdo do país. E grande conteúdo significa (não só, mas também) grandes combates. Estes são os dez melhores combates da curta história da AEW.
Nota: Os combates não estão por nenhuma ordem em particular.
Luís Filipe Vieira foi hoje detido pelas autoridades. O presidente do SL Benfica encontra-se detido no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, em Moscavide, e pode ser ouvido ainda hoje no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). As buscas foram realizadas pela Autoridade Tributária (AT) e pelo DCIAP.
Em causa estão suspeitas de crimes de burla qualificada ao Fundo de Resolução bancária e ainda crimes de fraude fiscal qualificada, e branqueamento de capitais.
A operação também visa o empresário e seu amigo José António dos Santos, conhecido como o ‘rei dos frangos’ e o maior acionista privado da Benfica SAD, com cerca de 12% do capital, que também já foi detido.
Esta investigação teve origem no processo Monte Branco, uma rede suíça de fraude fiscal e de branqueamento de capitais que operava em Portugal, e foi desmantelada em 2011, avança o “Nascer do Sol”. No âmbito do mesmo processo, foram também feitas buscas a Nuno Gaioso Ribeiro, responsável pela reestruturação da dívida da empresa Promovalor, de Luís Filipe Vieira, e ex-vice presidente e administrador da SAD do clube encarnado.
O alegado esquema serviria para benefício dos dois e em prejuízo do SL Benfica: na compra de ações da SAD encarnada, por parte do clube, que dariam uma mais valia de 11 milhões de euros ao empresário e amigo de Vieira, maior acionista privado, com 16,33 por cento do capital.
O negócio, no ano passado, acabou por ser travado pela CMVM, ao concluir que a OPA do clube sobre a SAD ia ser feita com fundos da própria SAD, numa operação no valor de 32 milhões de euros.
As buscas foram realizadas hoje ao Estádio da Luz, à sede do Novo Banco e a empresas ligadas ao empresário José António dos Santos, numa operação que está a ser levado a cabo por mais de uma centena de agentes da PSP e da Inspeção Tributária.
Luís Filipe Vieira foi hoje detido Fonte: SL Benfica
O “Nascer do Sol” revelou que o presidente do SL Benfica é também suspeito do crime de abuso de confiança, referente a ganhos milionários que obteve na venda de 25% do capital do Benfica SAD a um empresário estrangeiro.
De lembrar que o SL Benfica lançou esta semana uma nova emissão obrigacionista com o objetivo de angariar 35 milhões de euros.
A grandiosa instituição que é o Sport Lisboa e Benfica não pode estar mais associada a este nome. Luís Filipe Vieira é sinónimo de suspeita e de corrupção, valores que jamais são coincidentes com o desta instituição. O seu tempo chegou ao fim. Espero que os 62% de outubro se tenham apercebido disso também.
Euro 2020, meias-finais: quarta-feira, 20h00, 7 de julho de 2021
ANTEVISÃO: ENTRE O “CONTO DE FADAS” NÓRDICO E O SONHO DA SELEÇÃO DE SUA MAJESTADE
Inglaterra ou Dinamarca. Apenas uma destas seleções conseguirá marcar presença na tão desejada final do Euro 2020, num duelo que promete ser apaixonante. Para os ingleses, este poderá significar um aproximar dos trilhos da glória e o fim de um jejum que dura desde a conquista do Campeonato do Mundo de 1966.
Quanto à outsider Dinamarca, empenhada em honrar a sua grande estrela Christian Eriksen, e em dar continuidade a um empolgante trajeto, terá, certamente, como mote o feito de 1992 – ano do único título conquistado na prova.
O emblemático estádio de Wembley, em Londres, será o palco da partida, que colocará frente a frente duas formações com percursos contrastantes na prova até às meias-finais.
A seleção dos “três leões”, chega a esta fase com quatro vitórias em cinco jogos e com um registo defensivo verdadeiramente imaculado, não tendo sofrido qualquer golo até então.
Depois de uma fase de grupos que suscitou algumas dúvidas, marcada por uma criatividade ofensiva nem sempre de encher o olho, a verdade é que os comandados de Gareth Southgate se exibiram em excelente plano nos desafios seguintes, tendo alcançado triunfos convincentes diante da Alemanha (2-0) e, mais recentemente, nos quartos de final frente à Ucrânia, por expressivos 4-0, a maior vitória da Inglaterra em Campeonatos da Europa.
Assim, a Inglaterra, que vem, sucessivamente, atravessando momentos de menor fulgor, tem agora uma oportunidade de ouro para se poder reafirmar. Otimismo é a palavra de ordem e, em solo britânico, mora uma fé inabalável de que será desta que os “Three Lions” vão conquistar o primeiro título europeu da história.
Dentro de campo há talento infindável e recursos técnicos invejáveis para tal. Nomes como Raheem Sterling, Harry Kane, Mason Mount e Jack Grealish prometem causar calafrios à defensiva dinamarquesa.
No que concerne à estratégia, Southgate deverá apostar num 4-2-3-1, que tem sido apanágio, havendo, contudo, a possibilidade de optar por um sistema de 3 centrais, cenário que se verificou no encontro com a Mannschaft.
Já a Dinamarca, que tem consolidado, paulatinamente, o estatuto de equipa sensação do torneio, teve um percurso bem mais sinuoso até aqui.
Após um início de competição difícil – com a grave situação de Eriksen e a quase eliminação na fase de grupos (à entrada para a terceira jornada, a Dinamarca encontrava-se no último lugar do grupo, sem qualquer ponto somado), os nórdicos aplicaram duas “chapa quatro” à Rússia e País de Gales, numa verdadeira prova de superação.
O mais recente triunfo aconteceu diante da República Checa por duas bolas a uma, partida que garantiu o passaporte para as meias-finais do Europeu, sendo que já venceram tantos jogos como no somatório das suas quatro últimas participações na prova.
O futebol apresentando tem deslumbrado, com uma ideia de jogo clara e positiva, como demonstram os 11 golos marcados, que fazem do ataque dinamarquês o segundo mais concretizador da prova, somente atrás de Espanha e Itália.
Com alguns jovens talentos a despontar, nomeadamente Joakim Maehle, Mikkel Damsgaard e com Kasper Dolberg em grande plano na fase do “mata-mata” com 3 golos apontados, é com grande entusiasmo que os “Cavaleiros” nórdicos disputarão este encontro, 29 anos depois da última meia-final europeia.
O selecionador dinamarquês, Kasper Hjulmand, não deverá fazer qualquer alteração no onze inicial, apostando no conjunto que lhe tem dado mais garantias nos últimos encontros. O habitual 3-4-3 deverá ser o esquema adotado e que tem dado excelentes resultados, fruto de uma dinâmica coletiva assinalável.
A previsão é a de uma partida pautada pelo equilíbrio entre duas equipas a atravessarem bons momentos de forma, com um claro favoritismo inglês, ainda para mais a jogar em casa, diante de 60 mil adeptos, que formarão um ambiente verdadeiramente eletrizante. Ambas as seleções sabem já que na final terão pela frente a Itália, após levar de vencida “La Roja”, na marcação das grandes penalidades, na primeira meia-final do Euro 2020.
DADOS RÁPIDOS
Esta é a terceira meia-final de Inglaterra em Campeonatos da Europa e a primeira desde a derrota com a Alemanha nos penáltis em 1996, também em Wembley.
No caso da Dinamarca, é preciso recuar até 1992 para recordar a sua presença anterior nesta fase, quando bateu os Países Baixos, também nos penáltis, a caminho da conquista do título.
O único encontro entre ambas as seleções, em fases finais do Euro, aconteceu em 1992, num empate a zero em Malmö, na jornada inaugural da fase de grupos.
A Dinamarca ganhou apenas quatro dos 21 jogos oficiais frente a Inglaterra, que por seu lado soma 12 vitórias.
Em caso de vitória, a Inglaterra torna-se no 13º país a chegar à final do Euro, e o primeiro estreante desde Grécia e Portugal em 2004.
O último embate entre estas duas seleções aconteceu a 14 de outubro de 2020 para a UEFA Nations League, em Wembley, e terminou com vitória dinamarquesa. O golo foi apontado por Christian Eriksen de penálti.
A Dinamarca está nas meias-finais do Euro 2020 pela 4.ª vez na história, depois de 1964, 1984 e 1992.
Depois de ter perdido os 2 primeiros jogos no Euro 2020, a Dinamarca somou a 3.ª vitória consecutiva na prova frente à República Checa: é a 1.ª vez que soma 3 triunfos num só Europeu.
É a 6.ª meia-final da Inglaterra em fases finais, a primeira vez em edições consecutivas (2018 e 2020)
Neste Europeu, a Dinamarca venceu tantos jogos como nas suas 4 últimas participações na prova (1 vitória em 1996, 0 vitórias em 2000, 1 triunfo em 2004 e 1 vitória em 2012)
Harry Kane (Inglaterra) – Figura de proa do lado britânico, o capitão Harry Kane é um dos principais rostos da esperança inglesa e um dos jogadores a atravessar melhor forma. As qualidades do avançado são inegáveis e a sua veia goleadora sempre apurada faz dele uma das estrelas mais cobiçadas do futebol europeu. Após uma fase de grupos, na qual esteve de pólvora seca, não registando qualquer golo, o camisola 9 parece ter encontrado o caminho das redes adversárias. Nos oitavos de final selou a vitória diante da Alemanha e contra a Ucrânia, nos quartos de final, bisou na partida.
Com três golos marcados, está a dois de Cristiano Ronaldo e Patrick Schick na lista de melhores marcadores. Será que consegue repetir a proeza do Mundial de 2018 e terminar como o maior artilheiro?
Mikkel Damsgaard (Dinamarca) – Uma das maiores revelações do Campeonato da Europa. Com apenas 21 anos, o jovem criativo da Dinamarca tem, na ausência do principal astro da equipa, assumido um papel crescente na manobra ofensiva nórdica. Dono de um prodigioso pé direito, tem deslumbrado na ala esquerda, jogando também muitas vezes em terrenos interiores, contribuindo em larga escala para a dinâmica apresentada pelos homens liderados por Kasper Hjulmand.
“Damsinho”, como é conhecido, será certamente uma das setas apontadas à baliza de Jordan Pickford e pretenderá dar continuidade ao bom momento que atravessa. O atleta da UC Sampdoria promete agitar o mercado de verão…
XI’S PROVÁVEIS
Inglaterra: Jordan Pickford; Kyle Walker, John Stones, Harry Maguire, Luke Shaw; Kalvin Phillips, Declan Rice; Bukayo Saka; Mason Mount; Raheem Sterling; Harry Kane;
Treinador: Gareth Southgate
“Temos uma oportunidade fantástica de fazer história, já que nunca estivemos numa final do Euro. Não encaramos isto como pressão, mas sim como mais um desafio para superar, e a equipa tem estado à altura das exigências. Defrontámos recentemente a Dinamarca, por isso sabemos do que é capaz, algo que tem mostrado neste torneio”.
Dinamarca: Kasper Schmeichel; Andreas Christensen, Simon Kjær, Vestergaard; Stryger Larsen, Pierre Højbjerg, Thomas Delaney, Joakim Mæhle; Martin Braithwaite, Kasper Dolberg, Mikkel Damsgaard;
Treinador: Kasper Hjulmand
“O apoio que recebemos deu-nos uma energia extra para jogar este tipo de jogo, que é emocionante, forte e, por isso, obrigado novamente. Vamos defrontar uma grande equipa da Inglaterra, tenho muito respeito por eles. É uma boa equipa com muitas qualidades, muita união e com jogadores experientes”.
A CRÓNICA: ARGENTINA PÔS-SE A JEITO, MARTÍNEZ APARECEU PARA SALVAR
Em causa estava um lugar na final da Copa América, onde já está o Brasil, de forma bastante previsível. A Argentina não perdia um jogo há dois anos e a Colômbia, muito menos exuberante, tinha apenas uma vitória neste torneio, frente ao Equador por uma bola a zero. Assim, o favoritismo estava claramente do lado argentino mas era preciso mostrar isso dentro das quatro linhas, onde a magia realmente acontece.
E, se era preciso demonstrar esse favoritismo, foi muito cedo que a seleção das Pampas o fez. Aos sete minutos, Lautaro Martínez fazia o 1-0, depois de mais uma assistência de Messi, a quinta na competição. A partir daí, o jogo foi algo aborrecido, essencialmente até ao intervalo. Muitas faltas (foram 47 no total), jogo muito parado, sem grandes oportunidades de golo.
Para a segunda parte, ambos os treinadores promoveram alterações, essencialmente Reinaldo Ruega, e isso veio dar outra dinâmica à partida. A Colômbia conseguiu superiorizar-se, ter mais bola e, com a ajuda do inspirado Luis Díaz, conseguiu chegar ao empate. Uma grande jogada individual do jogador do FC Porto que, já em desequilíbrio, conseguiu colocar a bola no fundo das redes. 1-1 no marcador e o jogo começava agora a abrir um pouco mais.
Foi assim que as oportunidades começaram a surgir, e Messi acabou mesmo por enviar uma bola ao poste depois de uma grande jogada do recém-entrado Di Maria. Ainda assim, o marcador não sofreu qualquer alteração até ao final e só as grandes penalidades decidiriam quem iria avançar para a final da Copa América.
Para uns é a lotaria, para outros é preciso saber, e a verdade é que só um poderia seguir em frente. A seleção da Colômbia foi a primeira a falhar, e mesmo depois de De Paul retribuir o favor, Emiliano Martínez agigantou-se e defendeu mais duas grandes penalidades. Com a seleção Argentina exímia nas restantes cobranças, seriam mesmo eles a seguir em frente e a marcar encontro com o Brasil em mais uma final da competição. Como todo o mundo desejava, o duelo Messi vs Neymar vai mesmo acontecer, e só um deles levantará o troféu.
Emiliano Martínez – Apesar de durante os 90 minutos não ter feito grandes defesas, chegou a hora da verdade e o guarda-redes do Aston Villa FC assumiu a responsabilidade, e soube que aquela era a sua hora de brilhar. Em cinco penalidades cobradas pelo adversário, defendeu três, com muita conversa à mistura, e para além de ter proporcionado engraçados e caricatos momentos, ajudou a sua Argentina a prosseguir no torneio.
Duván Zapata – Olhando para os nomes da seleção colombiana, o avançado da Atalanta BC é o mais sonante e, por isso, esperava-se que viessem dele os momentos mais perigosos da equipa. Ainda assim, e também por mérito da defesa contrária, Zapata não esteve bem na partida e poucas foram as ações em que conseguiu ser clarividente, e ter algum sucesso. Acabou por sair cedo na partida e por isso esta terá sido uma noite para esquecer para o jogador.
ANÁLISE TÁTICA – ARGENTINA
Lionel Scaloni dispôs a equipa da Argentina no 4-3-3 habitual, com uma linha de médios centrais que, embora no plano teórico seja composta por três elementos, na prática acaba muitas vezes por ser apenas por dois. Isto porque De Paul, o suposto terceiro médio se encosta muitas vezes à direita para compensar a posição de Messi, que vagabunda um pouco por todo o terreno. Assim, a posição de médio centro fica relegada para Guido Rodríguez, que atua mais como elemento defensivo, e Lo Celso que, mais pela esquerda, ganha alguma liberdade.
Na frente, Nicolás González encostado à esquerda, Lautaro pelo meio e Messi, entre a extrema direita e um pouco pelo resto do campo, conforme aquilo que o jogo lhe exigir. Na linha mais recuada, Molina na direita, Pezzella e Otamendi como pilares centrais e Tagliafico na esquerda.
No momento defensivo, a equipa organiza-se num claro 4-4-2 com De Paul, claramente assumindo a posição de médio direito, e com Lautaro a ser o avançado que mais recua, para compensar o espaço existente entre a linha média e o ataque, numa função que Messi não desempenha para não se desgastar em demasia.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Emiliano Martínez (10)
Molina (5)
Pezzella (7)
Otamendi (7)
Tagliafico (6)
De Paul (6)
Guido Rodríguez (6)
Lo Celso (6)
Nicolás González (6)
Messi (7)
Lautaro Martínez (7)
SUBS UTILIZADOS
Montiel (4)
Paredes (6)
Di Maria (7)
ANÁLISE TÁTICA – COLÔMBIA
Reinaldo Ruega dispôs a equipa, como vem sendo recorrente, num 4-4-2 em linha e sempre muito bem definido. Yerry Mina e Sánchez, os homens forte que já há alguns anos se vêm entendendo no centro da defesa, com Munoz pela direita e Tesillo pela esquerda. No meio, Wilmar Barrios e Cuellar, com Cuadrado a atuar como médio direito e Luis Díaz, o médio do FC Porto, na esquerda. Na frente, Duván Zapata e Borré, o primeiro um pouco mais fixo e com o atleta do Eintracht Frankfurt a procurar mais movimentos de rotura e na diagonal.
Dentro disto, ocorrem as normais variações necessárias durante a partida, mas os jogadores acabam por não fugir muito das suas posições, tornando o jogo da equipa algo previsível. Para os segundos 45 minutoso treinador promoveu três alterações e, com isso, a equipa acabou por perder um ponta de lança e ganhar um número dez, que ajudou na ligação com o setor mais atacante da equipa.
A CRÓNICA: AO TERCEIRO PROLONGAMENTO… A ESPANHA CAIU
Meias-finais do Campeonato da Europa 2020, realizado em 2021, com duas seleções que estão a atravessar uma fase de renovação progressiva dos seus jogadores-chave. Pedri, Ferran Torres, Olmo e Eric Garcia, contra Barella, Chiesa ou Donnarumma (se bem que este último, apesar de ser muito jovem, já tem alguns anos disto).
Os primeiros minutos foram pautados por uma ligeira superioridade de Espanha, o que me surpreendeu. Apesar de ter no onze jogadores mais experientes, notei algum nervosismo, com alguns passes falhados e tentativas de jogadas individuais em excesso. Ainda assim, era mais o que as unia, do que o que as separava no relvado de Wembley.
O jogo acabaria por estabilizar, embora bastante intenso. A melhor ocasião para a Espanha nasce de um ressalto ganho por Dani Olmo, que vê o golo negado por Donnarumma, e para a Itália, por parte de Emerson, que fez um excelente remate à trave, já em cima do intervalo. Apitou para o descanso Felix Brych, tudo para as cabines com 0-0 no marcador.
O segundo tempo começou mais mexido, com a mesma intensidade, mas com ambas as equipas a conseguirem chegar com mais facilidade às balizas. Esta tendência manteve-se e, num contra-ataque bem conduzido por Insigne, a bola acaba por sobrar para Chiesa que coloca, com classe, no poste mais distante de Unai. Itália inaugurava o marcador, um pouco contra a corrente do jogo, mas o que interessa são os golos, não é quem faz mais passes no terço contrário.
A Espanha assumiu ainda mais o controlo do jogo e, aos 80 minutos, a sua ideia de jogo acabou por ser recompensada. Grande tabela entre Olmo e Morata, e o avançado da Juventus FC com uma excelente finalização a empatar a partida. Até aos 93 minutos, ninguém conseguiu desfeitear o empate e seguimos para prolongamento. A Espanha estava claramente por cima, mas o prolongamento é também uma batalha de resistência, que os espanhóis têm jogado sempre.
Um prolongamento onde se notou sobretudo o cansaço, com muitas faltas e pouco tempo útil de jogo. Ainda assim, foi a selecção espanhola a ter as melhores oportunidades. Para mim, este foi o seu melhor jogo na competição até ao momento, porque contrariar esta Itália não é nada fácil e eles foram quase sempre superiores. Por isso mesmo, e devido aos ajustes táticos de ambos, a partida ficou amarrada, com ninguém a arriscar. Grandes penalidades para decidir o primeiro finalista do EURO 2020.
Neste capítulo, os italianos foram mais competentes, com Jorginho a marcar um extraordinário penálti no momento decisivo, depois de uma boa defesa de Donnarumma. Espanha, melhor nos 120 minutos, mas uma Itália preparada para tudo chega a uma tão desejada final.
A FIGURA
😱 ¡¡PERO QUÉ OCASIÓN!!
Donnarumma vuelve a impedir el tanto de la @SeFutbol tras despejar un tiro libre de @daniolmo7. ¡Y el rechace no ha entrado por poco!
— Selección Española de Fútbol (@SeFutbol) July 6, 2021
Dani Olmo – Sobretudo, pelo que fez na segunda parte. Andou durante muito tempo perdido na Croácia, mas agora, com a visibilidade do RB Leipzig, demonstra que é um jogador fantástico. Hoje foi sempre um excelente elo de ligação com o ataque, até mesmo quando estava sozinho na frente.
Cresceu com a entrada de Moreno e Morata, e, mais do que uma excelente assistência, teve mais uma série de oportunidades e grandes pormenores. Tudo, sempre munido de um incrível rigor tático, recuperando a posição quando assim era exigido.
— Selección Española de Fútbol (@SeFutbol) July 2, 2021
Unai Simon – Difícil escolher alguém que tenha estado mal hoje, foi um jogo muito bem conseguido. A Itália não esteve tão bem, mas eu gostei ainda menos do guardião espanhol. Não deu seguimento à boa exibição nos penalties contra a Suíça. Muito limitado a jogar com os pés – o que para uma equipa de Luis Enrique é um enorme ponto fraco – e demonstrou sempre uma grande falta de harmonia com os seus centrais.
ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA
A principal favorita a vencer este Euro 2020, na minha opinião, entra em campo fiel à sua tática mais utilizada durante esta competição, mais concretamente, um 4-3-3. Chiesa assume a titularidade em vez de Berardi, algo que surge naturalmente, e Chiellini regressa ao onze depois de superar alguns problemas físicos.
Nota ainda para a titularidade de Emerson, que entra para o lugar do lesionado Spinazzola, que estava a fazer um grande Campeonato da Europa. Penso que em termos de qualidade técnica e, sobretudo, a defender, pode funcionar igualmente bem, tendo algumas limitações ao nível da decisão, mas também as tinha Spinazzola.
Depois de inaugurar o marcador, parece-me que Mancini ia tirar Chiesa, mas o golo que marcou, fez com que se ajustasse ao que se passava e tirou Immobile, que fez um jogo pobre. Insigne assumia o “falso nove”, numa mudança tática que eu não estava à espera de ver.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Donnarumma (6)
Di Lorenzo (5)
Bonucci (6)
Chiellini (6)
Emerson (7)
Jorginho (6)
Verratti (5)
Barella (5)
Insigne (6)
Immobile (5)
Chiesa (6)
SUBS UTILIZADOS
Berardi (5)
Toloi (5)
Pessina (5)
Locatelli (5)
Belotti (5)
Bernardeschi (-)
ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA
Já a Espanha, que para mim chega aqui como uma surpresa – via selecções com mais qualidade nos escolhidos do que “nuestros hermanos” –, mas, ainda assim, com muito mérito: souberam-se reerguer depois de um começo de Campeonato da Europa muito tremido. Luis Enrique opta também por um 4-3-3, mas com uma diferença: não há um ponta-de-lança “puro”, o “nove” de área. Em vez disso, está Dani Olmo a fazer uma posição que não lhe é estranha, mas para a qual, creio, terá algumas dificuldades.
Eric Garcia ganhou definitivamente o lugar ao lado de Laporte no eixo defensivo e Oyarzabal assume o lugar que, na partida dos quartos-de-final, foi do “azarado” Sarabia, que se lesionou. Os homens da “polémica” falta de pontaria, Morata e Moreno, ficaram no banco. Iago Aspas ficou em casa, mas com certeza a apoiar a sua seleção!
Depois do golo de Itália, Luis Enrique abandonou o “falso nove”, colocando em campo Álvaro Morata. O contrário do que fez Mancini, vendo que necessitava de uma presença mais assídua na área adversária.
Matías Viña. Este pode ser o nome do próximo lateral esquerdo portista. Nascido no Uruguai a 9 de novembro de 1997 (23 anos), o defesa do SE Palmeiras pode suceder a Jorge Fucile e Álvaro Pereira, dois conterrâneos que outrora pisaram o lado esquerdo da defesa portista.
Ao que tudo indica, Matías Viña é a prioridade do mercado portista, de forma a preencher uma lacuna que apenas Zaidu tem tentado colmatar. Alegadamente, o SE Palmeiras pede entre sete a oito milhões de euros por 57.5% do passe do jogador. Olhemos para o que tem sido a sua carreira e o que pode acrescentar aos azuis e brancos.
Viña é natural de Empalme Olmos, uma vila no sul do Uruguai a 40 quilómetros do centro de Montevideo. Completou a sua formação, portanto, no Club Nacional de Football de Montevideo, onde se estreou como sénior em 2017, já com 20 anos, num dérbi frente ao Club Altético Boston River.
Nessa mesma temporada fez apenas quatro jogos e, em 2018, continuou sem se impor, completando apenas uma partida pela equipa principal. Era visto como um jovem em ascensão, uma vez que era internacional sub-20 pelo Uruguai, desde 2016.
Seria somente no ano de 2019 que Matías Viña conquistaria a titularidade no clube que o viu crescer. Álvaro Gutiérrez, que veio substituir o técnico Alexander Medina, que tinha abandonado o cargo no fim da temporada de 2018, viu nele capacidades para suprir o lugar deixado em aberto por Pacha Espino.
A temporada de estreia como titularíssimo foi um sucesso e Viña só não esteve presente em dois encontros do Nacional de Montevideo, tendo conseguido ainda marcar cinco golos.
Após a excelente campanha em 2019, que lhe valeu a chamada à seleção uruguaia, Matías Viña não voltaria a Montevideo, sendo transferido para o SE Palmeiras por uns modestos 4.5 milhões de euros. Saiu do clube que o formou com um título de campeão da Primeira Liga Uruguaia, em 2019, e da Supertaça do Uruguai, também no mesmo ano.
No SE Palmeiras deu-se a conhecer ao mundo. Na sua primeira temporada, em 2020, saiu vencedor da Copa Libertadores com Abel Ferreira no leme da equipa. Foram estes dois anos, mais o desempenho na época atual, que serviram de montra para que clubes como o FC Porto tivessem o lateral esquerdo como prioridade. Matías Viña é um lateral esquerdo moderno e ao gosto de Sérgio Conceição, uma vez que oferece soluções ofensivas, mas com bastante critério a defender.
— CONMEBOL Libertadores (@LibertadoresBR) June 3, 2021
Não se trata, propriamente, de um jogador mais veloz que Zaidu, perdendo nesse aspeto, mas defensivamente, e até mesmo ofensivamente, é um jogador mais evoluído que o nigeriano. Matías Viña é forte nos passes para finalização, é um lateral esquerdo que gosta de receber a bola junto à linha e procurar o interior para cruzar para a área. O seu pé predominante é o pé esquerdo, pé este de onde saíram na época passada seis assistências.
Para já, a imprensa brasileira e também nacional confirma o interesse do FC Porto, mas as negociações ainda não se iniciaram, ou seja, não existe qualquer proposta dos dragões. Contudo, fala-se que o AC Milan está também interessado no jogador e tem maior verba financeira para pagar as exigências do SE Palmeiras.
O empresário Giuliano Bertolucci, que intermediou as negociações na transferência de Pepê, à partida, também será intermediário neste negócio, sendo este um ponto a favor para o FC Porto. O jogador encontra-se neste momento no Brasil, ao serviço da seleção Uruguaia, que disputará os quartos de final da Copa América.
João Pereira pode ter acabado a carreira como futebolista, mas não deixou o Sporting CP. O antigo internacional português vai deixar os relvados para integrar a estrutura leonina, como treinador-adjunto da equipa Sub-23 leonina.
O ex-jogador tem para muitos um currículo invejável. Jogou em dois dos três grandes em Portugal: SL Benfica e Sporting CP, respetivamente. É de acrescentar que teve três passagens pelo emblema leonino. Jogou no estrangeiro em alta competição, em países como Espanha, mais concretamente o Valencia, e em países com ligas mais periféricas, como a Turquia, mais precisamente, no Trabzonspor. Para além disso, foi internacional pela seleção, por quarenta ocasiões, e disputou competições como: o Euro 2012 e o Mundial em 2014.
Quando chegou em janeiro deste ano ao Sporting CP, depois de se ter desvinculado do Trabzonspor, clube que representou durante quatro temporadas, via-se claramente que seria o seu último contrato, visto que, com 37 anos, seria difícil que a sua carreira continuasse de forma duradoura.
O objetivo da sua contratação era ter alguém que fosse “sombra” de Pedro Porro, mas também alguém que trouxesse experiência e liderança para o balneário, visto que seria importante para o que faltava da temporada. A aposta resultou: João Pereira jogou poucos jogos, mas foi uma peça fulcral para a coesão do balneário, além de ser um exemplo para os mais jovens. Ainda teve o acréscimo de se sagrar campeão nacional da última temporada como jogador.
Enquanto futebolista, João Pereira destacou-se sempre pela entrega ao jogo Fonte: Bola na Rede / Carlos Silva
A transição para os quadros técnicos do clube via-se como inevitável. Desde o seu regresso a Alvalade, comentava-se que no final da época o antigo lateral-direito iria assumir alguma função na estrutura, só não se sabia qual. Mas agora com o anúncio do Sporting CP nas suas redes sociais, já sabemos que irá fazer parte da equipa técnica de Filipe Pedro, treinador principal da equipa Sub-23 do Sporting.
A meu ver, a aposta de João Pereira como treinador é boa pelo facto de, já nos seus tempos enquanto jogador, ser possível que tal viesse a acontecer, ou seja, estar no banco, devido à sua liderança – já foi referida neste artigo -, inteligência enquanto jogador e também devido à sua “raça” e entrega dentro de campo, algo que o mesmo facilmente transmitirá à sua equipa: neste caso, aos jovens dos Sub-23 leoninos.
Pessoalmente, vejo-o como um treinador que será capaz de tirar o melhor dos seus jogadores. À imagem de treinadores como: Diego Simeone e Sérgio Conceição, em que as suas equipas, não primando muito pela qualidade técnica, dão tudo o que têm dentro de campo, através da “raça”, do querer ganhar o jogo e da disputa de cada lance como se fosse o último, assim como foram os seus treinadores enquanto jogadores. Por agora, ficará apenas como adjunto da equipa de Sub-23, mas acredito que João Pereira, agora treinador, terá um grande futuro pela sua frente.
— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) May 20, 2021
Em declarações divulgadas pelo clube, João Pereira afirma que ser treinador foi “bichinho” que cresceu ao longo da sua carreira. E que já havia quem lhe chamava de “Mister” dentro dos treinos, dando o exemplo de jogadores como Daniel Bragança e Luís Maximiano. O mesmo também afirma que quer construir a sua carreira “passo a passo” e que, neste momento, é apenas um “aprendiz”, que “vai tirar o melhor proveito de todos” e também que irá “transmitir a sua experiência”. Além disto, e acima de tudo, está lá “para ajudar naquilo que for preciso”.
Na época passada, a equipa Sub23 verde e branca falhou o acesso ao play-off de campeão, ganho pelo Estoril Praia, mas acredito que, com a vinda de jovens, tanto da academia como os que estão a vir de fora, mais o auxílio de João Pereira no comando técnico, a equipa atingirá melhores resultados na Liga Revelação.
De dezembro a julho são oito meses de distância. Este foi o tempo que demorou a chegarmos ao momento mais esperado da temporada, as finais da NBA. Depois de uma época mais curta do que o habitual – com 72 jogos, ao invés dos habituais 82 – estamos cada vez mais perto de descobrir quem vai levantar o troféu Larry O’Brien.
No início da temporada, os favoritos para chegarem às partidas decisivas eram, sem dúvida, os Los Angeles Lakers (Oeste) e os Brooklyn Nets (Este). Por um lado, a formação de LA tinha conquistado o título no ano anterior e, por outro, a equipa de Nova Iorque formava uma superequipa.
Com o passar dos jogos, as surpresas não acabavam. Os Lakers foram eliminados na primeira ronda dos Playoffs frente aos Phoenix Suns e, por sua vez, os Nets caíram nas semi-finais da Conferência Este frente aos Milwaukee Bucks. Por coincidência, ou não, ambas as formações que bateram os principais candidatos vão estar frente a frente nas finais da NBA.
Apesar de ambos os finalistas terem credenciais suficientes para chegarem a este patamar, quase ninguém acreditava nesta final. Nos dois plantéis, nenhum dos jogadores tem um anel na prateleira e a única certeza é que Torrey Craig já tem um garantido, visto que jogou em ambas as equipas durante a temporada.
Esta pode ser uma das finais menos antecipadas da história, mas não podemos assumir que vai ter pouca qualidade. A “fome” de vencer está presente nos dois franchises e, de certeza, ambos apostam nesta série de jogos como uma oportunidade de vencer como nunca mais vão ter. Estão reunidos os ingredientes para vermos o melhor basquetebol do ano.
As outrora “rainhas” do ténis mundial, as irmãs Williams, que dominaram anos a fio o circuito WTA e amealharam vários títulos do Grand Slam, veem agora essa condição perdida para atletas pertencentes à nova vaga do ténis mundial. A sua precoce queda em Wimbledon é o ponto de partida para o artigo desta semana no qual identificarei quais as razões que conduzirão a uma retirada a breve trecho e que poderá ser pouco condigna com a grandiosidade das respetivas carreiras.
IRMÃS WILLIAMS COM O FIM À VISTA
Um verdadeiro fenómeno de precocidade aquando do seu surgimento, em finais da década de noventa do século passado, foram as irmãs californianas: Venus, a mais velha, e Serena, dois anos mais jovem, dominaram durante mais de dez anos a seu belo prazer e sem grande contestação os principais torneios do mundo.
Desde sempre orientadas pelo seu pai, Richard Williams, que ainda é, aos dias de hoje, o principal treinador de Venus, granjearam façanhas e um curriculum difícil de igualar. Entre títulos de Grand Slam, medalhas olímpicas e conquistas, não só a nível individual como em pares, somam-se mais de centena e meia de sucessos.
A mais velha, Venus, de 41 anos, começou a declinar e a cair nos rankings e, por conseguinte, nas suas prestações, quando por volta de 2015 foi diagnosticada com síndrome de Sjogren. Uma doença altamente incapacitante que leva a perdas súbitas de energia. Algo que fez a atleta de 1.85m desistir por variadas ocasiões de eventos prestigiantes como torneios de Grand Slam ou outras competições de elevado relevo no contexto do circuito WTA, atraiçoada pela sua condição física.
A menos titulada do clã, arrecadou apesar de tudo cinco torneios de entre os quatro grandes: em três ocasiões levantou os braços na catedral britânica, claro está, no centenário certame realizado no All England Club, os outros dois maiores sucessos da sua carreira seriam obtidos em solo pátrio ao arrebatar o US Open, evento que diz ser o seu favorito. Isto além de várias medalhas obtidas entre Sidney 2000 e os Jogos do Rio, em 2016, nos quais, quer em singulares, quer em pares, conquistou sempre, pelo menos, uma medalha.
Se falamos de Venus como uma atleta das melhores que a modalidade já viu, o que dizer de Serena! Atualmente com 39 anos e mãe de uma menina de quatro, a campeoníssima, também apelidada de “leoa” pela forma como se motiva quando as coisas não lhe estão a sair particularmente a gosto, persegue um recorde, da autoria da australiana Margaret Smith Court, que ainda ostenta o incrível pecúlio de 24 provas de Grand Slam averbadas.
Sendo que a Norte-americana de 1.75m, unanimemente reconhecida como um dos maiores vultos de toda a história do ténis, encontra-se a um troféu de igualar o curriculum da tenista dos antípodas. Com mais de 70 sucessos em singulares e mais de meia centena em pares, aquela que os especialistas definem como a melhor servidora da história do ténis feminino sagrar-se-ia campeã olímpica, individualmente, nos Jogos de Londres 2012. Embora sem o fulgor de outros tempos, nem nada que se pareça, mantém-se classificada entre as dez melhores na hierarquia individual feminina, onde ocupa a oitava posição.
Contudo, os resultados das fantásticas irmãs que fizeram o ténis feminino ganhar o destaque que tanto merece, e que havia sido perdido, estão agora a sucumbir ao peso da idade. Isto, não obstante, manterem: enorme competitividade, uma vontade insaciável de vencer e, mais do que tudo, um enorme gosto pela prática da modalidade.
Isto mesmo ficaria provado no seu máximo expoente no decurso da primeira semana da presente edição de Wimbledon, visto dar-se uma situação quase inédita, uma vez que, pela primeira ocasião desde 2002, se assistiu à saída de cena por parte do clã Williams antes da terceira ronda. Serena ver-se-ia forçada a abandonar diante da bielorussa Alexandra Sasnovich, a 3-3 da partida inaugural, após contrair lesão motivada por uma sempre perigosa escorregadela na relva britânica.
Ao passo que Venus perderia à segunda, diante da incrível tunisina Ons Jabeur, a atleta que conta mais triunfos na presente temporada sob relva. Refira-se que Venus já não marca presença num encontro decisivo, em torneios maiores, desde a final perdida em 2017, prestação essa obtida no primeiro Grand Slam da época, jogado em solo australiano. Diga-se ainda que já mais voltou a chegar a uma segunda semana num dos quatro maiores.
Já para além dos quarenta, e com tanto que já deu à modalidade, creio que a sua retirada ocorrerá logo após a olimpíada de Tóquio, isto se o objetivo for tentar uma surpresa em terras nipónicas. Se tal não passar pelas cogitações da jogadora, então acho que veremos a tenista das terras do tio Sam “arrastar-se” pelos courts, imagem que, a concretizar-se, será altamente desprestigiante, não fazendo jus à sua enorme carreira.
Em relação à mais jovem, tentará com todas as forças que lhe restam bater o recorde de 24 títulos do Grand Slam, meta que não descansará enquanto não a atingir. De resto, creio que, e se o conseguir, retirar-se-á de imediato, até porque, e como já admitiu, gostaria de dar maior atenção à família, assistindo ao crescimento da filha.
Será possível as irmãs mais conhecidas da senda tenística voltarem a dias de glória, ou o final pode estar para breve?
Foi sob o pretexto de discutir as medidas interventivas “pós-Covid” impostas pelo Governo, que afetaram o futebol português, e a sua requalificação, que Luís Filipe Vieira almoçou com Pinto da Costa no famoso “Rei dos Leitões”, restaurante na Mealhada, que serviu também de sede à reunião geral dos clubes da Primeira Liga umas semanas antes.
Frederico Varandas não foi convidado, segundo informações da CMTV, e Pedro Proença apareceu na fase final do encontro – os verdadeiros motivos continuam, ainda, por discernir quanto à razão primordial desta aproximação repentina entre os dois clubes, numa relação marcada por insistentes e acesas trocas verbais, e desencontros a nível estrutural nas decisões da Liga de Clubes.
Ganha desde logo um novo contexto a preparação da temporada 2021-22, ficando no ar a questão essencial: se foram discutidos assuntos urgentes como o regresso do público aos estádios ou a distribuição de receitas televisivas, porque não foram Sporting CP ou até SC Braga convidados? Ou, com sentido de justiça, qual a necessidade de reunir novamente e debater temas que seriam mais pertinentes na reunião geral da Liga?
Causou, assim, estranheza o contacto dos dois presidentes com reinado mais duradouro do nosso desporto, velhos conhecidos dos meandros do futebol português, mas que têm insistido em pautar a sua comunicação institucional de forma acalorada, cobrindo-se de acusações de toda a espécie.
Domingos Soares Oliveira e o almoço entre Vieira e Pinto da Costa: “Não sei, não estive lá. Já houve muitas reuniões entre todos os clubes. O Sporting é determinante para conseguirmos ter sucesso.” pic.twitter.com/QkN9SYezfb
Consequência infeliz da grande rivalidade que caracterizou a última década na disputa acesa de praticamente todos os títulos de campeão nacional – só este último, em virtude da vitória leonina, poderia proporcionar tal reaproximação. Uma reaproximação que não é inimaginável, mas antes surpreendente pela naturalidade e visibilidade que alguém permitiu e pelo timing proposto. Há um passado empresarial (e até clubístico) que os aproxima, mas a sensação que fica é a de que alguma mensagem foi entregue – o tempo ajudará a perceber o destinatário, se não for já óbvio.
Almoço que causou natural comoção no universo encarnado, sobretudo depois de Luís Filipe Vieira ter adiado a realização da Assembleia Geral Extraordinária a realizar no mesmo dia para, segundo o próprio, acompanhar o plantel principal no regresso aos trabalhos – viu-se agora que tudo não passou de uma desculpa esfarrapada para insistir na fuga ao pedido do movimento ‘Servir o Benfica’ (SoB), que desde novembro do ano transato luta pela realização da AGE.
Depois de várias negas da Mesa de Assembleia Geral ao requerimento, o SoB assegurou que todos os critérios fossem preenchidos de acordo com os estatutos – o mais significativo, os dez mil votos a favor da convocação da assembleia (tendo sido conseguidos 11060, resultado de 334 assinaturas dos sócios correspondentes), entregues a seis de abril e só validados pelo Presidente da MAG a… 19. A 11 de junho, em reunião com Rui Pereira, presidente da MAG, foi acordado data definitiva – três de julho.