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Paris Saint-Germain 29-28 FC Porto: História ali tão perto

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A CRÓNICA: FC PORTO VOLTOU AO JOGO TARDE DEMAIS

O FC Porto deslocou-se até Paris em mais uma jornada na EHF Champions League, após a vitória frente a um dos principais rivais a nível nacional, o Sporting CP. O adversário de hoje era, novamente, o PSG, uma das melhores equipas a nível europeu.

A equipa francesa entrou com uma defesa agressiva e fluida, idêntica à que foi decisiva para vencer um jogo difícil em Portugal, pressionando imenso a primeira linha do FC Porto. Apesar disto, foi a equipa portuguesa a primeira a abrir o marcador.

Com o passar do tempo, as dificuldades não só se mantiveram, como se foram acumulando os erros ofensivos que permitiram que o PSG construísse uma vantagem tranquila numa fase inicial da partida. Nesse sentido, o primeiro time out surgiu praticamente a meio da primeira parte, aos treze minutos, altura em que a equipa de Magnus Andersson perdia 8-5.

Nas poucas vezes em que os “dragões” conseguiam espaço para finalizar, surgia Vicent Gerard, que se apresentou a grande nível na partida de hoje. O FC Porto ainda conseguiu um parcial de 0-2 à entrada dos cinco minutos finais da primeira parte, parcial esse que levou o treinador do PSG a pedir a paragem do jogo. Esta recuperação não foi além dos três golos de diferença, sendo que a equipa da casa chegou ao intervalo a vencer 15-11.

O panorama pouco mudou na segunda parte. O FC Porto ainda tentou o 7×6 aos oito minutos, mas a aposta durou apenas até a meio do segundo tempo e teve poucos resultados práticos. Em termos defensivos, a equipa portuguesa tentava adiantar a defesa de modo a pressionar a primeira linha adversária, mas o PSG conseguiu sempre de forma simples encontrar o espaço ao jogar com os pivots.

Nos últimos dez minutos da partida, a equipa da casa apostou no 7×6, uma mudança tática que se esperava já não ter muito impacto no jogo. No entanto, os azuis e brancos foram aproveitando alguns erros ofensivos da equipa francesa e foram diminuindo a desvantagem, até que a apenas quatro minutos do final da partida, o treinador Raul Gonzalez foi obrigado a parar o jogo que a vantagem já era de apenas dois golos.

Nesta altura, o FC Porto voltou ao 7×6 enquanto o PSG regressou ao 6×6 ofensivamente. Apesar do esforço final, os “dragões” ficaram a um golo de conquistar pontos em Paris, tendo sido o resultado 29-28.

Segunda derrota consecutiva do FC Porto na EHF Champions League, ambas frente ao PSG, que se encontra neste momento na quinta posição do Grupo A. Apesar de ainda ser uma posição de qualificação para a próxima fase, as equipas nas posições abaixo têm todas pelo menos três jogos a menos em relação ao FC Porto e a diferença é de apenas três pontos.

A FIGURA

Dainis Kristopans – Uma das âncoras defensivas do PSG e uma arma ofensiva sempre apontada à baliza adversária (três golos e quatro assistências). O gigante lateral direito foi decisivo em todos os momentos da partida.

O FORA DE JOGO

Miguel Martins – As principais vítimas da boa prestação defensiva do PSF foram os jogadores da primeira linha do FC Porto. O central ainda tentou remar contra a maré, tendo feito nove remates, mas marcou apenas dois golos e falhou os dois que fez dos seis metros. Um jogo menos positivo do jovem central português.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN

É comum ouvir que a defesa ganha jogos e a organização defensiva que o PSG apresentou desde o começo da partida permitiu-lhe partir com vantagem nos momentos iniciais. Uma defesa fluída e agressiva, a variar entre o 3x2x1, o 5×1 e, por vezes, o 4×2, que colocou uma pressão enorme na primeira linha do FCP. Para complementar, Vicent Gerard também se apresentou a um grande nível. Ofensivamente, a equipa francesa explorou ao pormenor as entradas dos pontas a segundo pivot e o jogo com os mesmos, principalmente quando os defesas adversários se adiantavam.

O jogo parecia controlado, mas a aposta final no 7×6 veio complicar as contas. A verdade é que a este nível não se pode facilitar desta forma e se o PSG quer chegar ao topo da Europa tem de impedir estes pequenos percalços.

Sete Inicial e Pontuações

Vicent Gerard (7)

Dainis Kristopans (9)

Mikkel Hansen (8)

Toft Hansen (8)

Dylan Nahi (8)

Luka Karabatic (7)

Nedim Remili (6)

Suplentes Utilizados e Pontuações

Ferran Sole (5)

Elohim Prandi (5)

Benoit Kounkoud (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O PSG entrou na partida a repetir a receita, em termos defensivos, que levou à vitória no Dragão Arena na jornada anterior. Deste modo, as dificuldades ofensivas foram inúmeras, tendo todos os ataques de ser muito trabalhados, sendo todos os golos “vendidos caro” pelo adversário. Numa situação destas, as equipas têm de ser altamente eficazes nas oportunidades aos seis metros, algo que o FC Porto também não conseguiu ser, principalmente na primeira parte (13/21 no final da partida). Defensivamente, há pouco mais a fazer contra uma equipa que tem inúmeras soluções para chegar ao golo.

Sete Inicial e Pontuações

Nikola Mitrevski (5)

Miguel Martins (5)

Miguel Alves (5)

Diogo Silva (5)

Ivan Sliskovic (5)

Leonel Fernandes (5)

Victor Iturriza (8)

Suplentes Utilizados e Pontuações

Alfredo Quintana (5)

Manuel Spath (5)

Djibril M’bengue (5)

Rui Silva (7)

Daymaro Salina (7)

Diogo Branquinho (7)

António Areia (6)

André Gomes (9)

Fábio Magalhães (5)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Morreu Reinaldo Teles: FC Porto despede-se do “Chefinho”

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O dia 25 de Novembro, vai ficar para sempre marcado na história do FC Porto como um dia triste, faleceu Reinaldo Costa Teles Pinheiro, vítima da pandemia que se instalou por todo o mundo.

O “Chefinho” ou “Tio Teles”, como era carinhosamente apelidado pela comunidade portista, passou uma vida ligada ao clube. Chegou as Dragões com 12 anos como praticante de boxe, foi campeão regional em 1971 e campeão nacional na época 1973/74, na categoria de Pesos Médios. Depois de 17 anos como atleta, pendurou as luvas e assumiu as funções ligadas ao boxe a convite de Pinto da Costa. Em 1982, o atual presidente vence as eleições e convida-o para diretor-adjunto do futebol e, foi aí, que se iniciou uma grande amizade e um legado de conquistas invejável desta histórica dupla.

Passados três anos, festejavam juntos o primeiro título continental do FC Porto na célebre final de Viena frente ao Bayern de Munique e meio ano depois a Taça Intercontinental diante do Peñarol em Tóquio (Japão).

Ao longo desta caminhada, tornou-se no braço direito do presidente como chefe do Departamento de Futebol, chegando a sentar-se no banco de suplentes com nomes como o de José Maria Pedroto, Bobby Robson e José Mourinho.

Passou também pelo cargo de Diretor do FC Porto, mas foi em 1990 que chegou ao cargo mais importante que desempenhou, o de vice-presidente de Jorge Nuno Pinto da Costa. O seu nome constava também no presente mandato do ainda Presidente dos campeões nacionais.

Reinaldo Teles esteve sempre presente em todas as grandes conquistas do clube, ganhou tudo o que havia para ganhar, tanto a nível nacional como internacional, colecionando também alguns prémios individuais, como o Dragão de Ouro para o dirigente do ano (1989) e o Dragão de Honra em 1998.

Sócio Honorário do clube desde 1994, o “tio Teles” sempre foi uma pessoa discreta e pouco faladora, o que não impediu de se tornar uma figura incontornável e um dos pilares cruciais da harmonia vivida dentro e fora do clube.

Da nossa parte, ficará para sempre um enorme OBRIGADO!

Texto da autoria de Flávio Fernandes

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Pedro Marques | Para quando a derradeira oportunidade?

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Pedro Marques estreou-se a marcar pela equipa principal do Sporting CP, na partida frente ao SG Sacavenense, a contar para a Taça de Portugal. O jovem de 22 anos bisou nos 18 minutos que esteve em campo. O avançado encontra-se de “pé quente”, e está já bastante habituado a faturar diante de equipas do Campeonato Portugal, visto que leva quatro golos em quatro jogos pela equipa B. 

Desde a sua chegada proveniente do CF “Os Belenenses”, que Pedro Marques é prometedor. Em 2015/2016, época de estreia no Sporting CP, apontou 26 golos em 31 jogos no escalão de juniores. Desde então, o jovem atuou pela equipa B e sub-23 leoninos, tendo passado por duas experiênciano estrangeiro, mais concretamente na segunda divisão holandesa, onde atuou por clubes como o FC Dordrecht e FC Den Bosch.  

Em relação à sua carreira nas seleções nacionais de formação, Pedro Marques conta com 16 internacionalizações. A equipa de sub-20 foi a última lista onde o seu nome constou na convocatória.

Considero Pedro Marques um avançado rápidooportuno e com grande habilidade para o golo. Para além destas características, destaco a mobilidade no seu jogo, que acredito que seja uma das grandes virtudes que chama a atenção de Ruben Amorim. O ponta de lança pode aproveitar o facto de ser a segunda opção para a posição central do ataque leonino, apenas atrás de Sporar, para finalmente vingar e comprovar o seu potencial. 

Confesso que nunca pensei que Pedro Marques voltasse a estar nos quadros leoninos. Porém, há jogadores que aparecem e se afirmam mais tarde. Adrien Silva e João Palhinha são dois bons exemplos de que um jogador não precisa de ganhar a titularidade com idade de júnior para ser importante no futuro do clube.

Acredito nas qualidades de Pedro Marques e espero, para o bem do Sporting CP e do próprio atleta, que este se torne num dos primeiros pontas de lança formados na academia de Alcochete a vingarem na equipa principal.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Rangers FC x SL Benfica | 11 combinado das duas equipas

Esta quinta-feira joga-se a quarta jornada da fase de grupos da Liga Europa e o Rangers FC recebe o SL Benfica. Depois da recuperação dos “encarnados” no Estádio da Luz – estiveram a perder por 3-1 com dez jogadores, mas o jogo acabou empatado a um golo, as “águias” visitam o Ibrox Stadium, em Glasgow, para tentar confirmar o primeiro lugar do grupo.

JOGO DECISIVO PARA DEFINIR QUEM PODERÁ FICAR NO TOPO DO GRUPO D DA LIGA EUROPA. CONSEGUIRÁ O BENFICA VENCER NA ESCÓCIA? APOSTA JÁ COM A BET.PT!

Até então, estes dois emblemas nunca se tinham defrontado “oficialmente”. No primeiro embate entre os vice-campeões dos seus países, o golo foi constante e neste jogo não deverá ser diferente.

Na antevisão para o jogo entre Benfica e Rangers, o Bola na Rede apresenta um “onze”, em 4-4-2, com os melhores jogadores de ambas as equipas para cada posição.

FC Internazionale Milano 0-2 Real Madrid CF: Merengues mais perto dos “oitavos”

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A CRÓNICA: REAL DOMINANTE ARRECADA TRÊS MERECIDOS PONTOS

À quarta ronda da Liga dos Campeões, o estádio Giuseppe Meazza – também conhecido como San Siro – foi o palco de jogo grande entre FC Internazionale Milano e Real Madrid CF, completamente decisivo para as contas do grupo B, em que um desaire para qualquer uma das equipas poderia sentenciar as suas aspirações na competição.

O marcador mexeu cedo na partida quando, à passagem do quinto minuto, Hazard colocou os merengues na frente após a conversão de um penálti. A formação espanhola entrou melhor no encontro e podia mesmo ter ampliado a vantagem poucos minutos depois, não fosse o poste esquerdo da baliza de Handanovič negar o golo a Lucas Vásquez. Os italianos, que demoravam a encontrar-se na partida, sofreram um enorme revés ao minuto 33’ com a expulsão de Vidal por duplo amarelo, depois de o chileno protestar uma falta dentro da área espanhola que ficou por marcar. Até ao apito final do primeiro tempo o resultado não se voltou a alterar, apesar das várias oportunidades espanholas, e não se adivinhava vida fácil para o Inter na segunda parte.

No regresso dos balneários, os nerazzurri procuraram ir atrás do prejuízo, tentando chegar rapidamente à baliza de Courtois, mas pouco ou nada conseguiram criar. Em superioridade numérica e com o controlo da partida, os blancos acabariam mesmo por voltar a marcar, ao minuto 60, pelos pés do brasileiro Rodrygo, que tinha entrado há poucos segundos no jogo. Após o segundo tento, bastou ao Real gerir o jogo à sua maneira, face à incapacidade do Inter em criar perigo junto da sua baliza, proporcionando uma noite relativamente descansada a Courtois. Até ao final do encontro o resultado não mais se alterou.

Com este triunfo, os blancos ascendem ao segundo lugar do grupo B, a um ponto de distância do Borussia VfL Mönchengladbach. Já os italianos encontram-se na última posição, com apenas dois pontos, e só podem lutar por um lugar na Liga Europa.

 

 

A FIGURA

Equipa do Real Madrid – A formação espanhola dominou por completo o encontro, estando muito bem em praticamente todos os momentos de jogo. Claro que estar em vantagem numérica durante cerca de 60 minutos ajudou, mas há que dar mérito ao jogo dos madrilenos.

 

O FORA DE JOGO

Arturo Vidal – O médio chileno voltou a não conseguir controlar o seu temperamento e, por muita razão que tivesse, não podia ter agido daquela maneira. A sua expulsão acabou por comprometer a sua equipa, não só no encontro mas também na prova.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

A formação orientada por António Conte atuou num dispositivo tático base de 3-5-2. Os italianos sentiram bastantes dificuldades desde o início do encontro, mostrando pouca agressividade ao portador da bola, enormes dificuldades de construção e progressão no terreno, com tudo isso a piorar após a expulsão de Arturo Vidal. Apesar de se notarem algumas melhorias com as substituições ao intervalo, a formação italiana ficou aquém das expetativas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovič (6)

Škriniar (6)

de Vrij (6)

Bastoni (6)

Hakimi (6)

Barella (6)

Gagliardini (6)

Vidal (5)

Young (6)

Lukaku (6)

Martínez (6)

SUBS UTILIZADOS

D’Ambrosio (6)

Perišić (6)

Sánchez (6)

Sensi (6)

Eriksen (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Com algumas baixas de peso no plantel madrileno, entre elas Karim Benzema e Sérgio Ramos, os pupilos de Zidane dispuseram-se em campo num sistema tático de 4-3-3. Na condição de visitante, a formação espanhola entrou muito bem na partida, dominando a maior parte do encontro, tanto em posse de bola como em criação de oportunidades de golo. Após a expulsão de Vidal no conjunto italiano, tudo se tornou ainda mais fácil para os madrilenos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (7)

Carvajal (7)

Varane (7)

Nacho (7)

Mendy (7)

Modrić (7)

Kroos (8)

Vasquéz (6)

Ødegaard (7)

Hazard (7)

Díaz (6)

SUBS UTILIZADOS

Casemiro (6)

Rodrygo (7)

Vinícius Jr. (6)

 

Olympique Marseille 0-2 FC Porto: Oitavos estão a um ponto!

CRÓNICA: SEM FORÇAR MUITO, FC PORTO VENCE O MARSEILLE NO VÉLODROME

Pelas 20h, deu-se início ao confronto que opôs o Olympique Marseille contra o FC Porto, a contar para a 4º jornada do grupo C da Champions. Os dragões entraram em campo, com a notícia do falecimento de Reinaldo Teles, histórico dirigente portista, além do conhecimento da vitória do Manchester City FC no terreno do Olympiacos PCF, ou seja, uma vitória em terrenas gaulesas, deixaria os campeões nacionais com um “pé” nos oitavos de finais.

A equipa de Sérgio Conceição entrou em campo com a postura habitual, isto é, a tentar pressionar a formação adversária, porém os pupilos de André Villas Boas queriam mudar a imagem deixada até então na competição. Contudo, prevaleceu-se o equilíbrio, porém os franceses tentaram logo visar a baliza de Marchesin, através de um remate de Sanson, mas embateu num opositor.

Posteriormente, Germain cria a primeira grande oportunidade de golo, num cabeceamento, que foi parar às mãos do guardião do FC Porto. Por sua vez, após um período, em que a equipa da casa teve alguma ascendência, Zaidu deixou uma primeira ameaça só aos 36 minutos, num bom remate, que veio anteceder ao primeiro tento do encontro, com o protagonista a ser…Zaidu, que aproveitou bem um ressalto para mandar a bola para a baliza defendida por Mandada. Até ao intervalo não aconteceu mais nenhum momento de grande realce, pelo que os dragões tiveram uns primeiros 45 minutos felizes.

 O segundo tempo começou à semelhança da primeira parte, ou seja, sem grandes momentos de superioridade de parte a parte, monotonia essa que fez provocar em André Villas Boas uma tripla alteração na sua equipa, com as entradas de Payet, Benedetto e Cuisance, de maneira a tentar agitar o ritmo de jogo e alcançar o empate. Desejo esse que parecia que poderia acontecer, aos 66 minutos com a expulsão de Grujic, depois de ver o segundo amarelo e consequente vermelho. No entanto, a vantagem numérica não demorou muito tempo, uma vez que, por volta dos 70 minutos, Balerdi faz penalty sobre Marega e também vê o caminho dos balneários a ser apontado, sendo que na sequência Sérgio Oliveira concretiza a grande penalidade e dilata a vantagem azul e branca.

Até ao final do desafio, o Olympique Marseille ainda tentou ameaçar a área portista, mas sem sucesso. Final dos 90 minutos e o FC Porto traz de França os 3 pontos e quase a passagem até aos oitavos.

Os franceses não quiseram aproveitar a vantagem numérica, pois aos 70 minutos, Balerdi fez penalty e viu o caminho da rua a ser apontado. No seguimento do lance, Sérgio Oliveira concretizou e deixou a equipa portista ainda mais confortável na partida.

 

A FIGURA

Pelas 20h, deu-se início ao confronto que opôs o Olympique Marseille contra o FC Porto, a contar para a 4º jornada do grupo C da Champions
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Zaidu – Parece impressionante, mas em 2019, Zaidu, estava apenas no Campeonato de Portugal, para agora disputar a grande competição da Europa. Realmente, teve uma ascensão notória, com mérito. Quanto à partida, até nem começou muito bem, mas foi subindo de produção, sendo que foi lá à frente meter o FC Porto na frente da partida. O golo parece ter-lhe feito bem, pois deu-lhe confiança e foi competente, tanto a nível defensivo, como ofensivo.

O FORA DE JOGO

 Balerdi – O defesa da equipa francesa não teve uma noite inspirada e a sua má produção terminou com uma expulsão. A verdade é que o setor defensivo dos gauleses nunca teve ao nível desejado e tremeu sempre que o FC Porto tentava aproximar-se da baliza do conjunto do Sul de França. A escolha poderia ter recaído noutro jogador do Olympique Marseille, mas foi este futebolista que deitou por terra todas as esperanças da formação de André Villas Boas chegar a outro resultado.

ANÁLISE TÁTICA OLYMPIQUE MARSEILLE

Entrou pressionante, de maneira a tentar mudar a sua imagem na competição. Introduziu novidades sobre o onze que tinha apresentado no Dragão

O Marseille entrou em campo com uma outra atitude, tentando pressionar a equipa do FC Porto, não os deixando sair. André Villas Boas apresentou algumas modificações no onze titular, mas o sistema tático não variou muito, ou seja, a formação gaulesa defendia em 4-5-1, enquanto que atacava em 4-3-3, procurando muito a inspiração de Thauvin. Porém, notou-se mais uma vez a falta de confiança que este conjunto apresenta e nunca conseguiu superiorizar-se, no bom sentido da palavra, ao FC Porto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mandada (6)

Sakai (6)

Álvaro González (5)

Balerdi (4)

Amavi (6)

Kamara (6)

Rongier (7)

Sanson (6)

Thauvin (6)

Germain (5)

Luis Henrique (6)

SUBS UTILIZADOS:

Payet (6)

Cuisance (5)

Benedetto (6)

Nagatomo (-)

Marley Ake (-)

ANÁLISE TÁTICA FC PORTO

Excecionando, as alterações forçadas que o treinador dos dragões foi forçado a fazer, o FC Porto entrou no Velódromo, com o esquema habitual, ou seja, um 4-4-2 no período da transição defensiva, sendo que na manobra ofensiva os peões azuis e brancos posicionavam-se num 4-3-3, com muita mobilidade nos 3 jogadores lá da frente. Ao nível exibicional, os portistas não descartaram de uma das suas imagens de marca, ou seja, a pressão no portador da bola, porém estiverem um pouco desligados na circulação de bola, além de uma gritante falta de criatividade, no que tocava à criação de jogadas. Na segunda parte, os jogadores portistas apresentaram-se mais sólido, pelo que justificaram a vantagem obtida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesin (7)

Manafá (6)

Mbemba (6)

Sarr (6)

Zaidu (7)

Grujic (5)

Sérgio Oliveira (7)

Corona (6)

Otávio (6)

Luís Diaz (6)

Marega (6)

SUBS UTILIZADOS:

Nakajima (-)

Taremi (-)

João Mário (-)

FC Bayern München | As 3 razões para o domínio interno dos bávaros

O FC Bayern München conquistou 10 títulos nos últimos quatro anos, sendo que um deles foi a Liga dos Campeões na época passada, conquistada em Lisboa. Não há dúvidas do poderio dos bávaros, que ultrapassa as fronteiras do próprio país.

São décadas consecutivas ao mais alto nível polvilhadas, aqui e ali, com troféus europeus. O que mais surpreende, e que faz deles um colosso mundial, é a capacidade de manter, época após época, equipas competitivas, mesmo sofrendo com algumas transferências de jogadores chave.

A nível interno são para lá de competentes e competitivos; são dominadores. Neste artigo tentei apontar três razãoes principais para o domínio quase completo nas provas domésticas; cinco das últimas 10 taças da Alemanha, cinco das últimas 10 supertaças alemãs e octocampeões. Avassalador.

Carta aberta de quem nunca viu jogar Diego Maradona

Querido Diego,

Podes perguntar “Não me viste jogar, porque sou um dos teus ídolos”? Mas é verdade. Tenho apenas 20 anos e os teus tempos áureos já tinham passado enquanto crescia a ver Messi e Ronaldo a brilhar na minha televisão. Tudo a que eu tinha acesso eram DVD’s e excertos teus que via na televisão ao lado do meu pai, um grande fã teu.

Infelizmente, nem sempre ouvi falar bem de ti. Cometeste muitos erros, mas sempre que olhava para as tuas imagens via um sorriso, sendo isso o que eu guardava. A bola ao teu lado era bem tratada e, mesmo sem termos acesso ao que ela pensava, temos a certeza que era muito feliz quando estava nos teus pés.

Desde que comecei a apreciar futebol, o meu pai persuadiu-me para pensar que eras o melhor do mundo. Confesso que no início duvidei, porque estava deslumbrada com os craques do momento, mas aos poucos fui lhe dando razão. Podem não achar que és o melhor futebolista de sempre, mas tenho sempre as palavras certas para defender o contrário.

Vejo vezes e vezes sem conta os teus vídeos. Enquanto crescia e achava que tinha jeito para jogar à bola, pensava que podia fazer o que fazias, mas nunca vai existir ninguém igual a ti. As tuas fintas, os teus passes e os teus golos vão marcar para sempre o futebol e não só, porque o que fazias rompia barreiras.

O teu futebol podia ser comparado ao ballet, porque é a dança mais perfeita. As tuas fintas podem ser acompanhadas pela melhor orquestra do mundo, porque são a melhor composição. Os teus golos podiam ser um filme vencedor de Óscar, porque se tratam de histórias únicas.

É difícil encontrar sinónimos do que fazias dentro e fora das quatro linhas. Tudo parava para te ver. O estádio enchia antes do apito inicial só para te ver aquecer e eu acho isso inacreditável, porque eras o espetáculo já dentro do espetáculo que era um encontro de futebol.

Agradeço ao meu pai, que me apaixonou pelo futebol e por me ter apresentado um génio como tu. Hoje, desapareceste fisicamente, mas o teu legado fica garantido para sempre. As novas gerações são despertadas desde cedo para a magia do futebol e, mesmo com algumas polémicas, existem sempre bons motivos para te perpetuar no tempo.

Confesso que escrevo esta carta com a voz embargada e com os dedos congelados. Ainda parece mentira, mas quero acreditar, Diego, que isto é apenas o início da tua carreira noutro clube, ao lado de nomes como Eusébio e Di Stefano. Que belo duelo vai existir entre vocês, não é verdade? Diverte-te, como nos divertes a nós.

Até sempre, El Pibe.

AD10S, Diego Armando Maradona

O mundo do futebol despede-se do jogador de sempre, o único e inigualável Diego Armando Maradona. “El Pibe” divertiu os adeptos do futebol, capaz dos mais incríveis dribles, dos mais mágicos golos. Foi considerado o melhor do mundo em 1986.

Diego Maradona nasceu em Lanús, a 30 de outubro de 1960. Desde criança que tinha um sonho: ser profissional de futebol e vencer um Mundial. Encantou com a camisola do AA Argentino Juniors, deslumbrou com a camisola dez do CA Boca Juniors, o verdadeiro rei do “La Bombonera”. No FC Barcelona conquistou títulos – um campeonato, uma Supertaça e uma Taça do Rei – e viveu um período extremamente difícil com lesões.

Na década de 80, Maradona e SSC Napoli eram um só. Os napolitanos liderados por Diego Maradona, venceram dois campeonatos, uma Taça de Itália, uma Supertaça e uma Taça UEFA. O maior ídolo do futebol napolitano fez vibrar o San Paolo, com 115 golos em 259 jogos.

O maior futebolista argentino de sempre conquistou o mundial 1986 e um mundial sub-20. Sendo ainda finalista no Campeonato do Mundo de 1990, disputado em Itália. Foram 91 jogos e 34 golos pela seleção Argentina.

Definir Diego Armando Maradona é recordar os quartos-de-final, no Mundial 86, perante a Inglaterra liderada por Sir. Bobby Robson – vitória dos argentinos por 2-1. “El Pibe” e a dicotomia entre o génio e o malandro – no primeiro golo a “mão de Deus”, o malandro – no segundo golo, Maradona demonstrou o seu talento driblando seis adversários até a bola estar no fundo das redes inglesas.

Diego Maradona é, e será, um dos melhores de sempre, pois o seu talento, os seus dribles, a velocidade, e a qualidade com que colocava a bola onde queria com o seu pé esquerdo irão permanecer na memória dos apaixonados por futebol. “El Pibe” o rei argentino, o rei de Nápoles, que encantou sobretudo no seu país e em Itália, a cada fim-de-semana. O génio que brilhou no “La Bombonera” e no Estádio San Paolo.

O mundo despede-se do rebelde genial, mas para sempre ficarão os golos, os dribles e os títulos. O melhor de sempre!

Obrigado, Diego Armando Maradona!

Jorge Jesus | 3 ex-jogadores que poderiam ajudar o SL Benfica

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Um dos grandes momentos do mercado de transferências de verão foi, sem dúvida, a chegada de Jorge Jesus ao SL Benfica.

Pois bem, o técnico natural da Amadora já havia passado pelo comando técnico dos encarnados (com sucesso, diga-se), até que rumou ao Sporting CP numa transferência que “chocou” o país.

Embora tenha vencido uma Supertaça e uma Taça da Liga, considera-se a passagem de JJ pelos leões um fracasso. Seguiu-se o Al-Hilal Riad e, posteriormente, o Clube Regatas do Flamengo, onde teve os maiores êxitos da sua carreira de treinador. No Brasil, Jorge Jesus venceu o campeonato e a Copa Libertadores no mesmo ano, vencendo a Recopa Sudamericana no início da temporada seguinte.

Era tempo de voltar “a casa” e ao Sport Lisboa e Benfica, equipa que Jorge Jesus prometeu colocar a “jogar o triplo”, o que não tem sido exatamente verdade. Atualmente os encarnados encontram-se na terceira posição do campeonato com os mesmos 15 pontos do SC Braga e a quatro do líder Sporting, foram eliminados pelo PAOK na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, embora tenham sido despromovidos para a Liga Europa, onde têm mostrado um comportamento exemplar.

Ainda assim, uma coisa não é verdade: a equipa não joga o triplo, nem sequer perto disso. Assim, decidi fazer uma lista de três jogadores que já foram treinados por Jorge Jesus em algum momento da sua carreira que poderiam ajudar o SL Benfica nas suas aspirações nesta temporada. De relembrar que têm de ser opções realistas e que ainda estejam no ativo.