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Será a “Vitinha” que falta ao meio-campo do FC Porto?

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Há cerca de um ano, Vitinha, jovem médio do FC Porto, foi reencaminhado para o Wolverhaptom Wanderers FC, por empréstimo com opção de compra – segundo alguns obrigatória – não é, Fernando Gomes?

Porém, os ingleses decidiram que a situação não era bem assim e não acionaram qualquer cláusula que os obrigava a ficar com o jogador. Sendo assim, muito se especulou sobre o seu futuro, mas, aos dias de hoje, o seu dia-a-dia parece ser no FC Porto. Deste modo, foi um regresso que foi recebido com bastante agrado por todo universo portista, pela qualidade já evidenciada pelo internacional sub-21 português nos azuis e brancos e na seleção nacional de esperanças.

Vitinha
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Neste grupo também se inclui Sérgio Conceição que, de acordo com as notícias do verão passado, terá ficado desagradado com a saída do centro-campista, pois era um atleta com qual contava para o decorrer da temporada passada.

Esta situação, no entanto, deixa muitas questões no ar. Em primeiro lugar, os dirigentes portistas vão tentar dar uma segunda vida a Vitinha na cidade invicta ou quererão mesmo avançar para uma transferência? De recordar que o principal responsável financeiro do FC Porto tinha dado como certo um encaixe de 20 milhões com o passe do jogador.

Porém, há outras questões que se levantam, sendo que uma delas é o amadorismo que reina na direção azul e branca. Quando ocorreu a oficialização da saída de Vitinha, todos assumiram que seria um adeus em definitivo, apesar do modo como ingressou na Premier League, mas foi algo que não se verificou. Aqui pergunta-se: que dividendos retirou o FC Porto desta transação?

Relembrar que Vitinha abandonou o seu clube de formação numa altura em que estava a impor-se nas escolhas de Sérgio Conceição, pelo que todos os adeptos portistas devem-se interrogar de qual foi a necessidade do seu empréstimo.

Em termos desportivos, esta é uma boa noticia, pois Vitinha faz lembrar o futebol de João Moutinho, jogador que brilhou com a camisola do FC Porto, o que significa que o seu potencial é reconhecido por todos. Forte no transporte de bola, no passe e no drible, Vitinha pode oferecer critério com bola ao jogo dos azuis e brancos, algo que parece ter sempre faltado ao plantel de Sérgio Conceição.

Numa comparação em sentido amplo, desde a saída de Oliver Torres, que a formação portista não tem alguém com o seu perfil, não colocando aqui ao barulho Fábio Vieira ou Otávio, que ocupam outros espaços no terreno de jogo.

Resumidamente, o retorno de Vitinha parece nascer de uma certa incompetência da direção portista, que inicialmente pretendia um cenário diferente daquele que temos hoje. Contudo, adaptando um determinado ditado popular, “há incompetências que vem por bem”.

11 de jogadores que estão ainda sem contrato

A temporada 2020/21 está a chegar ao fim, mas o tempo do mercado de transferências regressou, acompanhado com os rumores e as especulações. Novo mês, novos jogadores livres, muita emoção. Ou seja, águas agitadas no oceano do futebol. Numa lista de topo que inclui Lionel Messi e Sergio Ramos, a pergunta principal mantém-se a qualquer um deles. Qual será o seu novo destino? Enquanto especulamos sobre o futuro, reunimos aqui um 11 de jogadores que, neste momento, se encontram sem qualquer contrato.

Rodrigo Pinho | O artilheiro que faz falta ao SL Benfica?

O primeiro reforço do SL Benfica vinha a ser falado na imprensa desde janeiro, mas só no dia 23 de junho foi oficializado. Rodrigo Pinho, avançado de 30 anos, chega a custo zero proveniente do CS Marítimo e vem com “fome de golo”.

O avançado brasileiro fez toda a sua formação no seu país e só em 2015 voou para Portugal para representar o SC Braga, num negócio a rondar os 400 mil euros. Nessa época (2015/2016), o clube minhoto cedeu o jogador ao CD Nacional, onde realizou 12 jogos e fez apenas um golo.

No entanto, o empréstimo terminou em janeiro e o jogador regressou a Braga, mas não teve muita utilização – apenas três jogos na equipa ‘A’ e um na ‘B’. Até ao final do contrato, Rodrigo Pinho foi opção para a primeira e segunda equipa do SC Braga, mas sempre sem grande sucesso em nenhuma delas.

No verão de 2017 – fim de ligação aos “minhotos”  – o brasileiro viajou até às ilhas para representar o CS Marítimo, clube onde jogou quatro épocas, tendo jogado 118 partidas e marcado 39 golos, 15 dos quais na última temporada. Este registo levou Jorge Jesus a ter interesse nas suas características e a convencer a direção que seria uma mais valia para a frente de ataque dos encarnados.

Ainda que fosse notícia na imprensa portuguesa desde janeiro, o avançado brasileiro só fechou contrato no passado dia 23 e diz-se “motivado” e “muito feliz” por representar o SL Benfica. Falou em “sonho realizado” e num “grande salto” para a carreira, acrescentando ainda que podia ter acontecido “mais cedo”.

O novo jogador das águias tem contrato até 2026 e promete dar luta aos atuais avançados do plantel – Darwin Núñez, Haris Seferovic, Luka Waldschmidt e Gonçalo Ramos. Numa altura em que se fala da possível venda de Seferovic, Rodrigo Pinho vem acrescentar mais mobilidade ao ataque encarnado.

Apesar de não ser um jogador tão fixo como o suíço, o brasileiro tem bastante qualidade com os pés e com a cabeça, sendo isso visível na excelente época que protagonizou ao serviço do CS Marítimo.

A pré-época do SL Benfica já começou há alguns dias, mas o avançado ainda não pôde trabalhar junto dos colegas devido à lesão muscular que enfrenta e que o vai deixar de fora dos relvados, pelo menos, mais três semanas.

 

Um ano sem Jérémy Mathieu | Sporting CP

Recentemente, fez um ano desde que “Monsieur” Jérémy Mathieu decidiu meter um ponto final na sua carreira. Foi contra o Tondela, em Alvalade, que fez o último jogo de leão ao peito. Depois, uma grave lesão num treino, obrigou o central francês a pendurar as botas mais cedo do que se esperava. Acabou-se a carreira como jogador, mas não se acabam as memórias e o carinho dos adeptos leoninos.

Neste artigo, não me vou focar na carreira de Jérémy Mathieu antes de chegar ao Sporting CP, pois, com esse propósito já foram feitos artigos que pode ler aqui, no Bola na Rede. Neste, para além de dar a minha opinião sobre o jogador, recordarei alguns dos momentos de Jérémy Mathieu que me marcaram e que o tornaram numa lenda do Sporting CP e adorado, sobretudo pelos sportinguistas, mas um pouco por todo o país.

Em primeiro lugar, Jérémy Mathieu foi o melhor central que vi jogar de leão ao peito, na minha opinião. Do pouco que vi, André Cruz também foi outro enorme central da história do Sporting CP, mas, infelizmente, na altura nem sabia o que era futebol. Comecei a acompanhar futebol um pouco mais tarde e a primeira dupla de centrais leoninos que me lembro é talvez a de Anderson Polga e Tonel.

Por essa razão, e tendo em conta os centrais que passaram por Alvalade daí em diante, a melhor dupla que vi foi, sem dúvida, Coates e Jérémy Mathieu, mas o francês tinha um charme, um perfume, um encanto diferente.

Chegou como um rejeitado do FC Barcelona e, sinceramente, esperava pouco dele. No entanto, ele fez o favor de contrariar as minhas expectativas e de, logo de início, ser uma peça importantíssima no onze do Sporting CP.

Quem não se lembra daquelas arrancadas do Jérémy Mathieu que, mesmo depois de ter 70/80 ou 90 minutos nas pernas, se largava a correr para o ataque e passava à frente de alguns que tinham acabado de entrar? Quem não se lembra daqueles golaços de livre, batidos com aquela canhota que levantava qualquer estádio? E os carrinhos? O homem deslizava, e deslizava, e o fim era sempre o mesmo: um corte limpinho.

Lembram-se daquele corte ao Lionel Messi? O Estádio José de Alvalade abarrotava e os leões perdiam por 1-0; já mais balanceados para o ataque, meteram-nos uma bola nas costas, para o pequeno (mas supersónico) Messi: estava isolado na área, ia rematar (e provavelmente marcar, que dali ele não falha) e apareceste tu a fazer um dos cortes mais bonitos que tenho memória. Tinhas tanto de decisivo como de espetacular, Jérémy Mathieu.

Tenho que parar com estes momentos nostálgicos, senão choro. No entanto, não quero deixar passar a exibição estratosférica na final da Taça de Portugal de 2019. Vale a pena rever o jogo, nem que seja para rever o jogão de Mathieu. Não foi o jogo mais bem jogado, sobretudo da parte do Sporting CP, na minha opinião. Contudo, tínhamos Jérémy Mathieu e isso valeu-nos o prolongamento, as grandes penalidades e, consequentemente, a vitória.

Demasiados momentos, memórias e classe de Mathieu e nós, adeptos, creio que nunca nos conseguimos despedir do central como um jogador de tal dimensão mereceria, também muito por culpa da pandemia. Espero que, quando isto tudo passar, consigamos fazer a despedida e a homenagem que Jérémy Mathieu merece.

No entanto, tenho que admitir que me tentei adiantar. No mítico dia 11 de maio de 2021, o dia em que fomos campeões nacionais, a minha primeira indecisão foi: “que camisola do Sporting é que devo levar para a festa?”. Não tenho muitas, é certo, e, curiosamente, só tenho uma personalizada. Uma que nas costas tem “J.Mathieu” e o número 22. As dúvidas foram automaticamente dissipadas. Tinha de ser aquela camisola a ir comigo festejar.

Mathieu destacava-se pela marcação de livres, pelo posicionamento exímio e pela capacidade de liderança
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Aquela camisola e o peso que ela tem para mim e para muitos outros sportinguistas, tinha de ir comigo para a celebração de algo que nós, sportinguistas, queríamos tanto. O objetivo era simples: festejar com aquela camisola e esperar que algum sportinguista, quando visse tal nome e tal número, sorrisse e se lembrasse do francês. A minha forma (bastante singela) de homenagear um grande jogador, que merecia muito, muito, ser campeão.

Agora, estamos há mais de ano sem Jérémy Mathieu. É certo que, voltar a jogar, ele não volta. Contudo, mantém-se a esperança de que a homenagem seja feita e que, se possível, no futuro, passe a integrar a estrutura do clube. São precisos mais “Mathieus” no Sporting CP. Depois da esperança, vem a certeza. A certeza de que, para onde quer que vá e passe o tempo que passar, Jérémy Mathieu será sempre um leão.

Ucrânia 0-4 Inglaterra: Britânicos asseguram a última vaga nas “meias” com um festival de golos

A CRÓNICA: EFICÁCIA INGLESA BRUTAL NÃO DEIXA QUALQUER HIPÓTESE

Para encerrar os quartos-de-final, a Ucrânia e a Inglaterra viajaram até Roma para disputarem um lugar na próxima fase do Euro 2020. A seleção orientada por Shevchenko nunca tinha chegado tão longe, enquanto que a Inglaterra sonha em erguer o troféu pela primeira vez, numa final que será em Wembley. Destino ou mera coincidência?

O encontro começou e a Inglaterra não foi de demoras. Aos 4 minutos, Raheem Sterling tira um adversário do caminho e isola Kane. À frente da baliza, o atacante não vacilou e abriu o marcador (0-1). Depois do golo, não foi nada fácil penetrar novamente a linha de cinco defesas da Ucrânia. Era uma tarefa de paciência e os britânicos circulavam a bola entre si à procura de soluções.

Aos 36 minutos, Sergey Krivtsov, central ucraniano, sai lesionado, o que muda radicalmente o esquema tático da equipa. Uma nova fórmula que dá mais força e criatividade ofensiva à Ucrânia. Esta alteração surpreendeu de tal forma a Inglaterra que a mesma ansiava pelo intervalo para se ajustar e preparar estrategicamente a segunda parte. Cheira a mudança de planos de Southgate.

Depois do que fez no início do jogo, a Inglaterra volta a mostrar uma entrada abrasadora na segunda parte. Em três minutos de jogo, os britânicos balançam as redes ucranianas por duas vezes de cabeça: primeiro, por Harry Maguire e, depois, por Harry Kane. Luke Shaw faz as duas assistências. A Inglaterra está em brasas! Aos 62 minutos, Jordan Henderson marca, de cabeça, o seu primeiro golo internacional, arrumando definitivamente o resultado.  É um festival de golos com o carrossel inglês a funcionar às “mil maravilhas”. Termina assim a partida e a Inglaterra defrontará a Dinamarca para as meias-finais, no Estádio de Wembley.

A FIGURA

Harry Kane – Numa exibição fortíssima da Inglaterra, Harry Kane volta aos golos. Marcou contra a Alemanha e agora bisou contra a Ucrânia, carimbando a passagem inglesa às meias-finais. É só mais uma das muitas grandes performances de Kane esta temporada.

 

O FORA DE JOGO

Oleksandr Karavaev – Ao longo da partida, o jogador ucraniano esteve adormecido e nada fez para travar as investidas dos britânicos. É importante frisar que dois dos golos da Inglaterra apareceram do seu lado, fora muitas outras oportunidades de perigo. Não foi a melhor noite da sua carreira futebolística, mas há que levantar a cabeça e seguir em frente.

 

ANÁLISE TÁTICA – UCRÂNIA

O selecionador Shevchenko optou, inicialmente, por um 5-3-2 que se destacava pela sua organização defensiva e saídas em contra-ataque rápido. Contudo, devido à lesão do central Kryvtsov, o sistema tático de 5-3-2 foi convertido num 4-3-3 que deu maior pujança e ímpeto ao jogo ofensivo da Ucrânia, à porta do intervalo. Infelizmente para os ucranianos, o segundo tempo não lhes correu nada bem e termina aqui a sua presença no Campeonato da Europa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

George Buschan (4)

Mykola Matviyenko (6)

Sergey Krivtsov (6)

Illia Zabarnyi (5)

Vitalii Mykolenko (6)

Oleksandr Zinchenko (6)

Serhiy Sydorchuk (6)

Alexander Karavaev (4)

Mykola Shaparenko (6)

Roman Yaremchuk (6)

Andriy Yarmolenko (6)

SUBS UTILIZADOS

Viktor Tsygankov (6)

Evgeny Makarenko (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

Num jogo que determinava a última vaga das “meias”, a seleção inglesa entrou em campo com um 4-2-3-1, com a titularidade de Jadon Sancho a ser a maior surpresa do elenco. No plano ofensivo, os ingleses apostaram em força nas faixas laterais com Luke Shaw e Sterling em grande destaque nesta partida. O cruzamento para a área revelou-se como uma arma muito eficaz que decidiu a partida, que teve três golos de cabeça.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordan Pickford (7)

Luke Shaw (8)

Harry Maguire (8)

John Stones (7)

Kyle Walker (6)

Kalvin Phillips (6)

Declan Rice (7)

Raheem Sterling (8)

Mason Mount (7)

Jadon Sancho (7)

Harry Kane (9)

SUBS UTILIZADOS

Kieran Trippier (6)

Jordan Henderson (7)

Jude Bellingham (6)

Marcus Rashford (6)

Dominic Calvert-Lewin (6)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Blindar Francisco Conceição para assustar os tubarões | FC Porto

Relembrar a época do FC Porto sem mencionar o crescimento exponencial de Francisco Conceição é, no mínimo, incoerente e irracional. Esta temporada foi, no fundo, um ponto de viragem no FC Porto de Sérgio Conceição – a utilização de jovens da formação deixou de ser uma indicação e passou a ser uma obrigação.

Era crucial colocar Chico na equipa principal. Todo o tempo em que jogou na equipa B era ele e mais dez. Fascinou os dirigentes com dribles espetaculares e a facilidade técnica que apresenta faz com que a única maneira de o travar seja com faltas. Impressionou até aquele que parece ser o seu adepto mais critico, o seu pai, treinador principal do FC Porto, Sérgio Conceição.

A chamada à equipa principal poderia ser um problema, o rótulo de “filho do treinador” é um peso que terá de carregar, pelo menos até que um deles deixe o Dragão. No entanto, não deixou espaço para essas especulações com o serviço que mostrou logo nos primeiros minutos a representar a equipa principal.

Francisco Conceição tem toque de craque e, aos 18 anos, deu muitas dores de cabeça aos “defesas gigantes” da Primeira Liga, tendo sido um autêntico “tomba gigantes”. Com 1,70m de altura e o centro de gravidade baixo, consegue proteger muito bem a bola e sair de zonas de pressão com relativa facilidade. O desempenho que demonstrou em campo garantiu-lhe a chamada para representar Portugal no Europeu sub-21, onde a seleção das quinas ficou em segundo, após perder na final contra a Alemanha.

É evidente que será uma das figuras na época que se aproxima. A maneira como Conceição desequilibra pode ser o trunfo dos portistas nos jogos em que os conjuntos adversários joguem com as linhas mais juntas e não concedam espaço ao FC Porto para chegar perto da baliza contrária.

A facilidade de desequilibrar é óbvia, mas o jogador ainda precisa de desenvolver algumas lacunas no seu desempenho individual. É necessário que, no momento em que enfrenta o adversário, levante a cabeça e consiga perceber os espaços que abre na defesa. É de igual forma importante que desenvolva a forma como define. Os dribles são bonitos, todavia, se não criarem perigo, são inúteis para a equipa.

Francisco Conceição
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O futebol é cada vez mais um negócio traiçoeiro, os tubarões europeus começam a olhar para as formações dos clubes menos mediáticos e tentam “roubar” os jovens com cheques extremamente lucrativos. É aqui que os dirigentes do FC Porto são obrigados a intervir e impedir que o extremo direito seja levado a preço de saldos.

Francisco Conceição tem um contrato até 2023 e, começando-se a falar de uma renovação, é claro que é no jogo da antecipação que os portistas podem lucrar. Com um novo contrato, blindado com uma cláusula de rescisão justa para o valor que o jogador pode vir a atingir, o clube pode respirar de alívio, assustar os milionários e garantir que o jogador representa as cores do clube até que algum clube esteja disposto a pagar esse valor.

Falar de uma venda parece precipitado e pessimista, no entanto, o clube tem de se proteger e garantir o futuro. Até lá, deixemos o miúdo desenvolver capacidades e atingir o nível que é esperado. Aliás, não é todos os anos que temos um jogador que é “ouro sobre azul”.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

República Checa 1-2 Dinamarca: Nórdicos nas “meias” 29 anos depois

A CRÓNICA: DINAMARCA VENCE COM JUSTIÇA DEPOIS DE PRIMEIRA PARTE TREMENDAMENTE EFICAZ

As duas equipas sensação do Euro 2020 encontraram-se nos quartos de final da competição, com a Dinamarca a sair vitoriosa com justiça, vencendo por duas bolas a uma. A última vez que a seleção dinamarquesa alcançou as meias finais do Campeonato de Europa, em 1992, venceu a competição.

O jogo previa-se equilibrado, mas, logo ao quinto minuto de jogo, Delaney colocou a Dinamarca em vantagem, aproveitando uma falha de marcação da defensiva da República Checa, na sequência de um pontapé de canto batido por Stryger Larsen.

Ao longo da primeira parte, ficou demonstrado que a Dinamarca procurava preferencialmente criar perigo através de futebol direto e contra-ataques venenosos, de forma a explorar a velocidade e técnica do trio de ataque. Em sentido oposto, a República Checa demonstrou alguma dificuldade em responder com eficácia, apesar das boas trocas de bola entre os elementos checos, praticando um futebol organizado.

Na passagem do minuto 42, Dolberg fez o segundo golo da partida, colocando o resultado em duas bolas a zero. O avançado dinamarquês finalizou um belo desenho ofensivo, com destaque para o cruzamento milimétrico de trivela por parte de Maehle.

No início da segunda parte, a República Checa entrou melhor que o seu adversário e, aos 49 minutos, Patrik Schick diminuiu a desvantagem no marcador, ao finalizar um cruzamento de Coufal. Apesar da insistência checa, os lances de verdadeiro perigo foram poucos nos segundos 45 minutos.

Com o decorrer da partida, a República Checa foi subindo no terreno de jogo, demonstrando-se cada vez mais ofensiva, mas a eficácia defensiva da Dinamarca subsistiu até ao final do tempo regulamentar. Através de contra-ataques, a Dinamarca ainda criou algumas ocasiões para fechar as contas da eliminatória, mas valeu a atenção e os reflexos de Vaclík para a seleção checa.

O resultado acabou por se manter, e a Dinamarca carimbou a passagem às meias-finais do Euro 2020, onde irá defrontar o vencedor do encontro entre Ucrânia e Inglaterra.

 

A FIGURA

Thomas Delaney – O médio dinamarquês foi um elemento essencial no corredor central, principalmente pelo equilíbrio demonstrado e pela excelente ligação entre a defesa e o ataque. Para além de apontar o primeiro golo da partida, funcionou como um pêndulo no meio-campo dinamarquês. Realizou uma exibição exemplar, com a vitória a recompensar o seu incrível esforço.

O FORA DE JOGO

Ondřej Čelůstka – O defesa central da República Checa realizou uma exibição algo infeliz, contribuindo negativamente para o resultado. Através de alguns erros posicionais, teve alguma culpa no perigo criado pelo ataque dinamarquês. Com alguma infelicidade, acabou por sair lesionado no decorrer do segundo tempo. Čelůstka acabou por ser vítima da rapidez e técnica dos elementos mais ofensivos da Dinamarca, que também aproveitaram a descompensação defensiva da seleção checa.

 

ANÁLISE TÁTICA – REPÚBLICA CHECA

A seleção da República Checa apresentou-se num sistema tático de 4-2-3-1, apostando na pressão constante ao portador da bola e no ataque organizado. A dupla de defesas centrais foi composta por Čelůstka e Kalas, que se demonstraram essenciais na construção de jogo. A lateral direita defensiva foi ocupada por Coufal, enquanto na ala esquerda posicionou-se Bořil, sendo que ambos avançavam consideravelmente no terreno, conferindo também largura no processo ofensivo.

No meio-campo, Holeš e Souček eram os responsáveis por equilibrar os setores da defesa e ataque, sendo que, à sua frente, encontrava-se Barák, sendo este o elemento mais ofensivo do trio de médios. Masopust e Ševčík atuavam a partir das alas no ataque da República Checa, procurando apoiar o avançado de referência Patrik Schick. Na segunda parte, o selecionador Jaroslav Šilhavý alterou o modelo tático para 4-4-2, com Barak a juntar-se a Souček na dupla de meio-campo, apoiados por Ševčík e Jankto nas alas e, na frente de ataque, Krmenčík entrou para se posicionar ao lado de Schick.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tomás Vaclík (8)

Vladimír Coufal (7)

Ondřej Čelůstka (5)

Tomáš Kalas (6)

Jan Bořil (6)

Tomáš Souček (6)

Tomáš Holeš (6)

Lukáš Masopust (5)

Antonín Barák (6)

Petr Ševčík (6)

Patrik Schick (7)

SUBS UTILIZADOS

Michael Krmenčík (5)

Jakub Jankto (6)

Jakub Brabec (5)

Matěj Vydra (-)

Vladimír Darida (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA

A Dinamarca alinhou num sistema tático de 3-4-3, com preferência no futebol direto, sofrendo a mutação para 5-4-1 no processo defensivo. A linha de três defesas centrais foi formada por Christensen, mais pela direita, Kjaer no centro e Vestergaard descaído para a esquerda. Nas laterais, Stryger Larsen e Maehle disponibilizavam apoio ao ataque, sem prejudicar o setor defensivo.

No centro do terreno posicionaram-se Højbjerg e Delaney, sendo o primeiro mais responsável pelas tarefas defensivas, enquanto Delaney atuava com mais liberdade e equilíbrio posicional. No trio de ataque, Dolberg posicionou-se preferencialmente no corredor central, apoiado por Damsgaard e Braithwaite que, apesar de partirem das alas, procuravam frequentemente espaços interiores. Após as entradas de Nørgaard e Poulsen, a Dinamarca passou a alinhar em 5-3-2, com o miolo do terreno a ser composto por Højbjerg, Delaney e Nørgaard, e Poulsen juntou-se a Braithwaite no ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (8)

Andreas Christensen (7)

Simon Kjaer (7)

Jannik Vestergaard (6)

Jens Stryger Larsen (7)

Pierre-Emile Højbjerg (6)

Thomas Delaney (8)

Joakim Maehle (6)

 Mikkel Damsgaard (6)

Kasper Dolberg (7)

Martin Braithwaite (6)

SUBS UTILIZADOS

Christian Nørgaard (5)

Yussuf Poulsen (6)

Daniel Wass (6)

Mathias Jensen (-)

Joachim Andersen (-)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Antevisão GP Áustria: Red Bull dá asas a Verstappen para voar

A ANTEVISÃO: JUVENTUDE BATE EXPERIÊNCIA À PARTIDA PARA O “ROUND 2

Depois da mais recente vitória de Max Verstappen (Red Bull) no Grande Prémio da Estíria, também disputado no Red Bull Ring, e de a equipa da casa e a Mercedes terem trocado melhores tempos durante as sessões de treinos, a sessão de qualificação adivinhava-se competitiva, e talvez decisiva: a Pirelli optava, desta vez, por trazer pneus ligeiramente mais macios, o que poderia baralhar a performance das equipas comparativamente ao fim de semana anterior.

Num dia que ficou também marcado pelo anúncio da renovação do vínculo do heptacampeão Lewis Hamilton com a Mercedes até 2023, a qualificação começou com condições de pista ideais e os dois Haas a fazer as honras de abertura, com tempos entre um minuto e seis e um minuto e sete segundos. Claramente insuficientes considerando os tempos de 1:04.5 conseguidos por Hamilton e Verstappen na segunda e terceira sessões de treinos, respectivamente. Dos líderes, Verstappen foi o primeiro a sair para pista e imediatamente subiu para primeiro, com um tempo de 1:04.249 que não mais seria batido.

A primeira sessão de qualificação terminaria com Kimi Räikkönen (Alfa Romeo), Esteban Ocon (Alpine), Nicholas Latifi (Williams), Mick Schumacher e Nikita Mazepin (ambos Haas) nos últimos cinco lugares, e fora da discussão por um lugar nos dez primeiros. No Top 3, talvez algo surpreendentemente, Lando Norris (McLaren) e Fernando Alonso (Alpine), à frente dos dois Mercedes. Sergio Pérez conseguia apenas o oitavo lugar no segundo Red Bull e Daniel Ricciardo (McLaren) escapava “no limite” à eliminação, com o 15.º lugar.

Ligeiramente melhor desempenho de Pérez a abrir a segunda sessão de qualificação, com um tempo de 1:04.554, desta vez nos pneus médios. A estratégia preferencial, sobretudo com pneus mais macios para este Grande Prémio, seria definitivamente a de começar neste composto de pneu e não no macio, cujo desgaste impedirá, à partida, um stint de abertura razoavelmente longo e competitivo.

Mais uma vez, os gritos de celebração da “armada laranja” fizeram-se ouvir com o salto do holandês Verstappen para o topo da classificação com metade da sessão disputada. Também Sebastian Vettel (Aston Martin) tinha razões para celebrar: quarto lugar provisório na primeira ronda de voltas rápidas, no dia do seu 34.º aniversário.

A segunda e final ronda de voltas na Q2 começou com oito pilotos em pneus macios e sete em pneus médios (entre eles Verstappen, os dois Mercedes e os dois Ferrari). A aposta correu especialmente mal para a Ferrari, com os dois pilotos a acabar fora do Top 10, enquanto Alonso se via bloqueado por Vettel à entrada para a última curva e acabaria também ele fora da Q3, um incidente que seria investigado pelos delegados da FIA após a sessão.

Com o desapontante Ricciardo e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) também fora, o grande vencedor desta sessão em particular acabou por ser George Russell. O “Senhor Sábado” fez o décimo melhor tempo a bordo do Williams pela primeira vez na carreira, e com pneus médios: uma vantagem competitiva importante para a corrida, em busca dos seus primeiros pontos pela equipa britânica.

Partida, então, para o duelo final da Q3 com todos os pilotos em pneus macios e “primeiro sangue” para Verstappen na sua luta particular com os dois Mercedes e, mais uma vez, a aparecer forte, Lando Norris (segundo lugar). Cinco décimos de segundo separavam neste momento o top 5, que era fechado por Pérez, com os dois AlphaTauri e os dois Aston Martin a intercalar os lugares de sexto a nono, e Russell a optar por não participar na primeira ronda de voltas.

Na decisão, dupla “festa laranja” consumada! Verstappen na “pole” sem melhorar o tempo inicial de 1:03.720, e Norris, no carro laranja da McLaren, a fazer um tempo 48 milésimos apenas mais lento que o holandês e a saltar para a linha da frente da grelha. Pérez melhorava também para se colocar directamente atrás do colega de equipa na partida para a corrida de amanhã, seguido pelos dois Mercedes de Hamilton e Valtteri Bottas e os dois AlphaTauri, de Pierre Gasly e Yuki Tsunoda.

George Russell continuava a “dar cartas” e a cimentar o seu lugar como um dos melhores pilotos da grelha em ritmo de qualificação, ao ganhar mais um lugar com a sua última volta e a relegar Lance Stroll para décimo lugar. Por definir ficava a posição de Vettel, oitavo, em pista mas aguardando decisão dos comissários (o que poderia catapultar Russell para a quarta linha da grelha).

Mais uma pole position, então, para Max Verstappen – a quarta nesta temporada e a terceira consecutiva, comprovando o grande momento de forma da Red Bull. No reverso da medalha, muito trabalho pela frente para os dois Mercedes, conhecidos pela dificuldade em seguir outros carros e colocados atrás de Pérez, que pode dificultar a perseguição a Verstappen e Norris. A corrida tem início marcado para as 15:00 locais de amanhã, 14:00 de Portugal continental.

Foto de Capa: Formula 1

Ucrânia x Inglaterra: Britânicos finalmente a viajar

Euro 2020, Quartos de Final: sábado, 20h00, 3 de julho 2021
ANTEVISÃO: UMA UCRÂNIA A SURPREENDER OU UMA INGLATERRA A CUMPRIR

Os quartos de final do Euro 2020 chegaram e terminarão em Roma com um jogo entre a Ucrânia e a Inglaterra. O favorito deste jogo terá de ser a Inglaterra, tanto pelo valor da sua equipa, como pelos resultados até aqui obtidos, conseguindo chegar aos quartos de final sem qualquer golo sofrido. No entanto, o favoritismo durante o jogo pouco conta e o que este Euro 2020 já está farto de mostrar é que, dentro de campo, qualquer equipa pode ganhar e passar à próxima fase.

OUTRA SURPRESA E UMA POTÊNCIA A QUERER VENCER O SEU PRIMEIRO TROFÉU E TUDO ISTO EM ITÁLIA. QUEM PODERÁ PASSAR ÀS MEIAS FINAIS? SE A RESPOSTA ESTÁ NA PONTA DA LÍNGUA, APOSTA EM BET.PT!

A Inglaterra para aqui chegar venceu a Alemanha, num jogo em que o resultado mostra um jogo tranquilo, mas que se torna enganador, pois o golo da tranquilidade apenas chegou quase no final do jogo. Já a Ucrânia teve de jogar 120 minutos contra a Suécia e foi necessário chegar ao último minuto para o golo da vitória chegar.

Ambas as equipas jogaram o seu último jogo no Reino Unido, tendo a Ucrânia jogado em Glasgow e a Inglaterra, como vinha até aqui sendo habitual, em Londres, sendo que esta última tem a vantagem de nunca ter saído do seu país para jogar.

O jogo será no Estádio Olímpico de Roma e veremos se a primeira viagem da Inglaterra para fora de Londres ficará marcada pela tristeza ou se por um regresso feliz a casa.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. A Ucrânia nunca havia chegado aos quartos de final do Campeonato da Europa;
  2. Será o primeiro jogo da Inglaterra fora do seu país neste Euro 2020;
  3. A Inglaterra não perdeu nenhum dos seus últimos cinco jogos;
  4. A Ucrânia, nos últimos cinco jogos, teve duas derrotas e três vitórias;
  5. Em sete jogos já disputados entre estas duas seleções, a Ucrânia apenas venceu um jogo;
  6. A seleção ucraniana apenas marcou três golos contra a Inglaterra, tendo também já sofrido nove nos seus encontros anteriores;
  7. A Inglaterra, neste Euro 2020, tem a média de um golo por jogo;
  8. A Ucrânia, neste Europeu, já sofreu tantos golos quantos aqueles que marcou: seis;
  9. A Inglaterra disputará pela quinta vez os quartos de final de um campeonato da Europa;
  10. A seleção inglesa ainda não sofreu qualquer golo neste Euro 2020.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Andriy Yarmolenko (Ucrânia) – Já com dois golos marcados neste Euro 2020, Yarmolenko é um dos maiores perigos ofensivos da Ucrânia. Junta a sua capacidade física à técnica e poderá ser ele a arma ucraniana para quebrar com a série de jogos sem sofrer da Inglaterra.

Harry Kane (Inglaterra) – É um dos melhores avançados do mundo, mas, até ao jogo com a Alemanha, ainda não havia feito o gosto ao pé. Kane poderá ter neste jogo a sua hipótese de subir na lista de marcadores, pois a defesa ucraniana tem demonstrado alguma ineficácia e terá de estar bem atenta ao avançado inglês.

 

XI´S PROVÁVEIS

Ucrânia: Georgiy Bushchan, Oleksandr Karavaev, Illia Zabarnyi, Serhiy Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Serhiy Sydorchuk, Taras Stepanenko, Oleksandr Zinchenko, Ruslan Malinovsky, Andriy Yarmolenko, Roman Yaremchuk.

Treinador: Andriy Shevchenko:

“A Inglaterra é uma grande equipa. Têm muitas soluções no banco, uma excelente equipa técnica e estamos plenamente conscientes das dificuldades que nos esperam. É incrivelmente difícil marcar contra eles, mas o seu poderio não deve assustar-nos”.

Inglaterra: Jordan Pickford, Kyle Walker, John Stones, Harry Maguire, Luke Shaw, Declan Rice, Kalvin Phillips, Jack Grealish, Mason Mount, Raheem Sterling, Harry Kane.

Treinador: Gareth Southgate:

“Os jogadores conheciam, individualmente, muitos dos jogadores alemães e os seus atributos diretos, (com a Ucrânia) temos de aprender muito mais rapidamente”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: UCRÂNIA 0-2 INGLATERRA

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

República Checa x Dinamarca: Batalha entre sensações por um lugar nas “meias”

Euro 2020, Quartos-de-Final: sábado, 17h00, 3 de julho de 2021
ANTEVISÃO: A PRESSÃO DA “SURPRESA”

Não há como negar. República Checa e Dinamarca chegaram de forma algo surpreendente a esta fase da prova e agora carregam a pressão de alimentar o sonho de chegar às “meias” do Euro 2020. Uma coisa é certa: só uma das duas seleções é que vai sair feliz do encontro deste sábado e, aí sim, pensar em lutar por um lugar na final do Europeu (seja diante da Ucrânia ou da Inglaterra).

DUAS SELEÇÕES SURPRESA A CHEGAR MUITO LONGE E COM POSSIBILIDADE DE CHEGAR ÀS “MEIAS”. QUEM VAI SER A NAÇÃO QUE MAIS VAI SURPREENDER? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Os checos chegam a esta fase depois de terem eliminado os Países Baixos nos “oitavos” (2-0) e de se terem qualificado num grupo com Inglaterra, Croácia e Escócia, sendo que os ingleses foram os únicos a impor uma derrota. Já os dinamarqueses chegaram a estar praticamente eliminados com duas derrotas nos primeiros dois jogos, mas duas goleadas (frente à Rússia e, mais recentemente, ao País de Gales) permitiram uma grande recuperação da equipa que, recorde-se, ficou privada do talento de Christian Eriksen logo na abertura do Euro 2020.

Independentemente do incrível percurso até aos “quartos” da competição, qualquer uma das duas equipas tem aspirações claras para chegar mais longe e vincar ainda mais o estatuto de “surpresa”. A equipa eliminada será certamente aplaudida pela caminhada, mas dificilmente esconderá a tristeza por ter conseguido ir mais além. A batalha será intensa em Baku e o objetivo passa por evitar o típico argumento “chegar até aqui já foi uma vitória”, por mais realista que seja. Resta saber quem terá os argumentos mais fortes para surpreender…ainda mais!

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Nos quatro jogos realizados até agora na presente edição do Europeu, ambas as equipas venceram dois, ou seja, metade dos desafios.
  2. A República Checa não sofreu golos em dois dos quatro duelos, precisamente nos dois triunfos, frente a Escócia (fase de grupos) e Países Baixos (“oitavos”), ambos por 2-0.
  3. A Dinamarca entrou na competição com duas derrotas, mas respondeu com duas goleadas de “chapa” quatro, diante da Rússia (fase de grupos) e País de Gales (“oitavos”).
  4. As seleções contam com 11 duelos no histórico de confrontos, sendo que mais de metade (seis) terminaram em empate: três nulos e três igualdades a uma bola. A República Checa venceu três partidas e a Dinamarca as outras duas.
  5. Desses 11 jogos, os dois únicos realizados em Europeus sorriram aos checos. Após a vitória por 2-0 no Euro 2000, as seleções encontraram-se precisamente nos “quartos” do Euro 2004, com registo de um triunfo por 3-0.
  6. O último duelo aconteceu num amigável em 2016 e deu empate (1-1), mas, antes disso, a Dinamarca tinha vencido por 3-0 a República Checa, em jogo a contar para a fase de grupos do Mundial 2014.
  7. Os checos têm chegado sempre às fases finais do Euro desde 1996, curiosamente o ano em que chegaram à final e perderam para a Alemanha por 2-1, depois de eliminarem Portugal e França.
  8. Depois da final de 1996, a República Checa apenas por duas vezes alcançou os “quartos” da competição: em 2004, ultrapassou a Dinamarca (3-0) e caiu aos pés da vencedora Grécia nas “meias” (1-0); em 2012, acabou afastada por Portugal (1-0).
  9. Já os dinamarqueses sabem bem o que é vencer um Campeonato da Europa, tendo conseguido tal feito na edição de 1992, com um triunfo por 2-0 diante da Alemanha na final.
  10. Do lado da República Checa, Patrik Schick marcou quatro dos cinco golos da seleção. Já do lado da Dinamarca, Kasper Dolberg, Yurary Poulsen e Joakim Maehle somam dois golos cada como melhores marcadores da equipa.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Patrik Schick (República Checa) – Dos cinco golos marcados pelos checos nos quatro jogos do Europeu, Patrik Schick marcou quatro, o que representa uma incrível fatia de 80% dos golos. Depois da época positiva no Bayer 04 Leverkusen, onde marcou por 13 ocasiões, o ponta de lança, de 25 anos, tem sido extremamente eficaz pela sua seleção e já marcou de todas as formas e feitios: de penálti, de cabeça e até do meio-campo, momento em que assinalou um dos golos mais marcantes deste Europeu. Numericamente falando, Patrik Schick está a um golo de igualar Cristiano Ronaldo na liderança da tabela dos goleadores da competição.

Pierre-Emile Höjbjerg (Dinamarca) – Podíamos falar de qualquer um dos três jogadores da Dinamarca já com dois golos apontados na competição. Porém, o destaque vai mesmo para alguém que, mesmo não tendo marcado nenhum, já deu a marcar…e muito. Höjbjerg tem sido preponderante na forma vistosa de jogar da seleção dinamarquesa, principalmente na ligação entre setores e na visão de jogo que detém para desmarcar os colegas de equipa. Por essa razão, não é de admirar que já tenha contabilizado três assistências, quase tantas como as que fez em toda a época no Tottenham Hotspur FC (apenas quatro).

 

XI’S PROVÁVEIS

República Checa: Tomas Vaclik; Pavel Kaderábek, Tomás Kalas, Ondrej Celutska, Vladimir Coufal; Tomás Holes, Tomás Soucek, Antonín Barak; Petr Sevcik, Lukás Masopust e Patrik Shick

Treinador: Jaroslav Silhavy:

“Um pequeno erro pode decidir o vencedor. Acredito que vamos cometer menos erros que o adversário e seguir em frente após um jogo que se prevê muito renhido”.

Dinamarca: Kasper Schmeichel; Jannik Vestergaard, Simon Kjaer, Andreas Christensen; Joakim Maehle, Thomas Delaney, Pierre-Emile Höjbjerg, Stryger Larsen; Mikkel Damsgaard, Martin Braithwaite e Kasper Dolberg

Treinador: Kasper Hjulmand:

“Será uma partida muito difícil. Trata-se de uma boa equipa, que tenho seguido com interesse nos últimos anos. Notei com especial atenção a forma como se dispõe em campo e fiquei impressionando com a sua intensidade”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: REPÚBLICA CHECA 1-2 DINAMARCA

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos