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Spanoulis para Deus Grego! | Basquetebol

Depois do anúncio do regresso à seleção da Grécia, seis anos depois, para ajudar na qualificação para os Jogos Olímpicos, uma lesão põe um ponto final não só no regresso à seleção, como na carreira do histórico Vassilis Spanoulis.

Numa publicação feita nas redes sociais, o jogador do Olympiacos referiu a importância do Basquetebol na sua vida: “Deu-me tudo e eu dei-lhe tudo”.

Com 38 anos e uma carreira cheia de títulos, tanto a nível de seleções, como de clubes, termina assim a carreira do atleta grego, com o sentimento de que ainda poderia ajudar o seu país na qualificação para os Jogos Olímpicos.

Num percurso marcado, essencialmente, pela passagem pelo Basquetebol helénico, onde foi figura no Panathinaikos e Olympiacos, Spanoulis conta ainda com uma curta passagem pela NBA, nos Houston Rockets.

No seu palmarés, destacam-se títulos como a medalha de ouro no EuroBasket, em 2005, a conquista por três vezes da Euroliga, e ainda sete campeonatos gregos.

Sendo, claramente, uma das grandes figuras do Basquetebol europeu dos últimos 20 anos, e um dos rostos de uma geração de ouro do Basquetebol da Grécia, cumprirá assim todos os requisitos para a candidatura a “Deus Grego”?

Se vai chegar ao estatuto de Deus? Muito dificilmente. Mas, certamente, que estamos a falar de um futuro companheiro de Fasoulas e Giannakis (dois ex-jogadores gregos) naquele que é o maior reconhecimento do Basquetebol mundial, o Hall of Fame da FIBA.

E, neste ponto, acredito que é só uma questão de tempo até ser anunciado numa classe para ingressar no mesmo e, quem sabe, juntamente com outra grande figura do Basquetebol grego, Dimitris Diamantidis que, apesar de já ter terminado a carreira há alguns anos, foi outra grande figura do Basquetebol grego nesta geração de ouro.

Será sempre um tema que pode gerar muito debate e diversas opiniões, mas estamos a falar de alguém que, nos últimos 20 anos, esteve presente quase sempre nas grandes decisões das competições de clubes e seleções. Um atirador exímio, que se destacava pela sua simplicidade e incrível frieza nos momentos decisivos.

É certo que não vingou na sua passagem pela NBA, ao contrário do seu compatriota Giannis Antetokounmpo, mas creio que é aí que a sua dimensão se torna indiscutível, porque mesmo com o insucesso na melhor liga do mundo, conseguiu construir um percurso cheio de títulos coletivos e individuais e um estatuto intocável no Basquetebol mundial.

Com ou sem o estatuto de Deus, com ou sem Hall of Fame, é certo que o Basquetebol lhe deve um enorme obrigado por toda a magia que espalhou, ao longo destes anos, pelos grandes palcos da modalidade.

Foto de capa: Olympiacos BC 
Artigo redigido por Gonçalo Correia Tomás
Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Bélgica 1-2 Itália: Tintim chora e Topo Gigio leva o saquinho dos berlindes

A CRÓNICA: BELGAS INCAPAZES DE LIDAR COM O RITMO INFERNAL DA ITÁLIA

Segundo jogo destes quartos de final, em Munique, com encontro entre as seleções de Bélgica e Itália, as únicas que tinham conseguido manter-se invencíveis na competição até ao dia de hoje. Em 2016, na última vez que as duas nações se defrontaram para um Campeonato da Europa, a Itália havia saído vitoriosa.

O jogo começou com a Bélgica a aparentar estar disposta a comandar as operações, criando muito perigo logo ao primeiro minuto, com Lukaku a aparecer praticamente sozinho dentro da grande área frente a Donnarumma. Três minutos depois, o possante goleador do FC Internazionale Milano voltaria a aproximar-se da baliza, desta feita com pouco perigo.

Começou a notar-se, por volta dos dez minutos, alguma vontade da Itália em pegar mais no jogo, dando um verdadeiro primeiro sinal a partir de um livre indireto que viria a dar golo, mas seria anulado por fora de jogo.

A Bélgica teria, entretanto, duas boas oportunidades, e bastante semelhantes, em contra-ataques rápidos, primeiro por parte de Kevin De Bruyne e, depois, através de Lukaku, com dois bons remates à entrada da área que Donnarumma afastaria com classe das suas redes.

A partir do minuto 25, e diria que até ao final do jogo, a Itália assumiu completamente o domínio da partida. A Bélgica nunca esteve confortável com o bloco adiantado da Itália, apresentando severas dificuldades em contrariar o dinamismo nas ações e a velocidade nas transições dos Azzurri.

Dito isto, nem foi estranho ver os transalpinos inaugurar o marcador, através de Barella, nem foi estranho ver Insigne marcar um segundo golo indefensável de fora da área. Mesmo à porta do intervalo, a Bélgica, com alguma sorte, viria a reduzir a desvantagem através de penálti inevitavelmente bem cobrado por Lukaku.

A segunda parte não foi muito diferente da primeira, ainda que nos tenha proporcionado um ou outro bom momento por parte da Bélgica, como foi o caso do de Lukaku que quase marcou na pequena área belga. O jogo terminaria, sem surpresas, com uma vitória por parte do conjunto italiano.

 

A FIGURA

Lorenzo Insigne – O coletivo italiano destacou-se pelo ritmo estonteante e variedade de opções que foi apresentando ao longo do jogo. Insigne não só marcou um golo como esteve completamente endiabrado durante todos os 80 minutos jogados, tendo sido o principal responsável por várias dores de cabeça para a defesa belga.

O FORA DE JOGO

Ciro Immobile – Não tem sido o mais consistente do lado dos Azzurri. Ora faz uma grande exibição, ora passa ao lado do jogo. Hoje foi mais um dia apagado. Poderia ter feito muito mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA

Os belgas jogaram com uma formação disposta em 3-4-2-1, com o selecionador Roberto Martínez a apostar em Jeremy Doku como titular para o lugar de Eden Hazard. Ao nível do ataque, a seleção belga, como normalmente faz, focou-se nas transições rápidas e passes longos à procura de Lukaku que rapidamente finaliza uma jogada depois de receber a bola. A aposta clara em Doku para tentar acrescentar imprevisibilidade ao ataque foi bem pensada, mas não suficiente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Thomas Meunier (6)

Toby Alderweireld (6)

Thomas Vermaelen (7)

Jan Vertonghen (6)

Axel Witsel (6)

Youri Tielemans (6)

Thorgan Hazard (6)

Kevin de Bruyne (6)

Jeremy Doku (7)

Romelu Lukaku (7)

SUBS UTILIZADOS

Dries Mertens (6)

Nacer Chadli (6)

 Dennis Praet (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

A seleção italiana alinhou num 4-3-3, procedendo a duas alterações em relação à equipa que entrou em campo no triunfo contra a Áustria. Francesco Acerbi devolveu o lugar a Giorgio Chiellini no centro da defesa e, no ataque, Roberto Mancini optou por deixar Domenico Berardi no banco, permitindo que Federico Chiesa, o homem que saiu do banco para marcar contra os austríacos, se estreasse a titular.

Os transalpinos apresentaram-se com um conjunto muito sólido, com a recuperação e regresso de Chiellini a acrescentar ainda mais segurança à defesa, e a rapidez dos laterais a juntar intensidade aos ataques dos Azzurri.

Ao jogarem com um bloco tão avançado, e com a qualidade de passe que os caracteriza, os italianos controlaram quase sempre a posse de bola e dificultaram em demasia a vida da Bélgica, que nunca esteve confortável e só com sorte teria ganho o jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gigi Donnarumma (7)

Giovanni Di Lorenzo (6)

Giorgio Chiellini (6)

Leonardo Bonucci (6)

Leo Spinazzola (7)

Jorginho (7)

Marco Verratti (8)

Nicolò Barella (8)

Federico Chiesa (6)

Ciro Immobile (6)

Lorenzo Insigne (8)

SUBS UTILIZADOS

Andrea Belotti (6)

Bryan Cristante (6)

Emerson (6)

Domenico Berardi (6)

Rafael Tolói (-)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Época 2020/2021: Uma viagem triunfal | Sporting CP

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A época 2020/2021 será um período desportivo que os sportinguistas jamais esquecerão. Para além da conquista do tão desejado campeonato de Futebol, também as outras modalidades justificaram o porquê de o Sporting CP ser considerado a maior potência desportiva nacional e um dos clubes mais conceituados em todo o mundo.

Foram vários os feitos alcançados durante toda a temporada, sendo que o maior destaque vai, obviamente, para a equipa de Futebol, que conquistou o 19.º campeonato nacional do palmarés do Sporting CP. Os comandados de Rúben Amorim surpreenderam tudo e todos, fazendo um feito único nos últimos 19 anos da história leonina.

O ecletismo é um dos elementos que diferencia o Sporting CP dos restantes clubes em Portugal. Nas cinco principais modalidades de pavilhão, foram três os campeonatos nacionais conquistados, no Futsal, Hóquei em Patins e Basquetebol, e duas as competições internacionais ganhas, nas duas primeiras modalidades mencionadas. Para além destes principais títulos, várias taças constaram do lote de feitos alcançados pelas modalidades leoninas durante a última época.

Zicky Té, oriundo da formação leonina, foi um dos miúdos a cumprir uma época de sonho.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O principal conjunto a destacar das equipas que jogam no Pavilhão João Rocha é o do Futsal. O trabalho feito pelos jogadores e equipa técnica liderada por Nuno Dias foi imperial, visto que conquistaram os três títulos por que se propuseram lutar. O treinador leonino afirmou que foi o ano mais especial da sua carreira, pois conseguiu fazer o melhor ano de sempre do Futsal português, com miúdos da formação leonina a contribuírem diretamente, como foram os casos de Tomás Paçó e Zicky.

Também no Hóquei em Patins o Sporting CP teve uma época feliz e cheia de sucesso. A equipa liderada por Paulo Freitas sagrou-se campeã nacional e europeia, fazendo jus ao passado glorioso da modalidade na história do clube.

Para além de todas as conquistas anteriormente mencionadas, o Atletismo, Futebol de Praia, Goalball, Ténis de Mesa, Râguebi feminino, Judo e Surf contribuíram para o prestígio nacional e mundial do Sporting CP, pelos derivados feitos alcançados ao longo da temporada.

Uma nova época se avizinha. Espera-se a mesma garra, ambição e qualidade que foi demonstrada pelos demais atletas e profissionais do clube na temporada transata. O Sporting CP é um clube que tem de ser sinónimo de glória que, só aliada ao esforço, dedicação e à devoção que completam o seu lema, poderá continuar a colocá-lo no lote dos melhores do mundo.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Suíça 1-1 Espanha (1-3 GP): A sorte protege os audazes, Unai protege a Espanha

A CRÓNICA: SOMMER SALVOU ATÉ AO PROLONGAMENTO, UNAI SIMON BRILHOU NOS PENALTÍS

Nesta sexta-feira, encontraram-se, em São Petersburgo, as seleções da Suíça e da Espanha, num jogo que deu o mote para o início dos quartos de final deste Euro 2020.

Num jogo que começou muito dividido e disputado a meio-campo, a Espanha chegou ao golo na primeira vez que se aproximou da baliza helvética. À passagem do minuto 8, canto batido do lado direito do ataque espanhol, também de pé direito e a fugir da baliza, ninguém desvia e sobra para fora da área, de onde Jordi Alba atira à baliza e beneficia de um desvio em Zakaria, desvio esse que trai Sommer e inaugura o marcador para a seleção roja.

Após o golo espanhol, a seleção suíça tentou fazer mossa e criar oportunidades de golo, mas Pau Torres e Laporte mostraram-se irrepreensíveis no controlo da profundidade e nos duelos, não dando chance da Suíça criar qualquer chance de golo até ao final da primeira parte.

Luís Enrique fez entrar Olmo em detrimento de Sarabia ao intervalo para dar mais alguma magia ao lado esquerdo do ataque espanhol, mas o jogo continuou muito dividido e sem qualquer ocasião clara de golo até ao minuto 63, quando Zuber, após uma anteposição ao portador da bola, obrigou Unai Simón a uma belíssima defesa.

A Suíça já tinha avisado e ao minuto 68 chega mesmo ao golo do empate. Bola nas costas da defesa espanhola, Laporte faz muito bem a dobra, mas a bola embate em Pau Torres e deixa Freuler solto de marcação, que só tem de assistir Shaqiri para igualar o marcador na Gazprom Arena.

À passagem do minuto 76, a Suiça vê-se reduzida a dez unidades após uma entrada muito dura de Freuler sobre Gerard Moreno. O internacional suíço joga a bola, mas acaba por entrar de sola ao adversário, o que justifica esta admoestação.

Após estarem em vantagem numérica no jogo, os espanhóis carregaram e passaram a só jogar em meio-campo, mas o discernimento já não era o mesmo do início do jogo, muito por causa do cansaço acumulado que já se notava em ambas as equipas, e o nulo manteve-se até ao fim do tempo regulamentar.

Chegou o prolongamento, mas o rumo do jogo não mudou. Logo nos primeiros cinco minutos, os espanhóis tiveram perto de celebrar por duas ocasiões. Primeiro, por Gerard Moreno, que falhou clamorosamente na cara de Sommer e, depois, por Jordi Alba, que colocou o guarda-redes helvético à prova de fora da área. Ao 100° minuto, novamente Moreno a falhar no cara a cara com Yann Sommer e a deixar os adeptos da La Roja impacientes.

O massacre espanhol foi apenas interrompido pelo intervalo, que ditou que o jogo iria continuar a ser jogado na metade do campo que não tinha sido tanto utilizada nestes últimos minutos. Apesar do sufoco espanhol, Sommer manteve a baliza inviolável neste prolongamento e levou tudo para a marcação de grandes penalidades.

Nas cobranças, a Espanha levou a melhor com Unai Simon a ser o grande protagonista, visto que defendeu dois dos três penáltis falhados pela seleção helvética. Do lado espanhol, tremeram Busquets e Rodri, enquanto Oyarzabal cobrou aquele que foi o penálti que levou a Espanha diretamente para as meias finais deste Euro 2020, onde vai defrontar o vencedor do encontro entre a Itália e a Bélgica.

 

A FIGURA

Yann Sommer – Soberbo! Só não defendeu o remate desviado por Zakaria para o fundo das redes. Dez defesas, algumas delas de grande nível, que fizeram com que a Suíça se conseguisse aguentar quarenta e cinco minutos sem sofrer quando estava com menos uma unidade. Não merecia este desfecho (nem penáltis tão mal batidos dos seus colegas).

O FORA DE JOGO

Remo Freuler – Esteve no golo suíço, mas foi expulso a quinze minutos do fim, numa fase onde a Suíça crescia no jogo. Deixou a sua equipa a jogar com menos uma unidade durante quase quarenta e cinco minutos. Jogou a bola, porém foi imprudente e atingiu com grande impacto o seu adversário. Não fez um mau jogo, mas fica ligado pela negativa ao mesmo.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

A Espanha apresenta-se num 4-3-3, com Busquets como pivô defensivo do meio, a recuar para a zona dos centrais a vir buscar bola e a deixar o meio-campo e a liberdade criativa a Koke e Pedri. Ferran Torres e Sarabia apareceram como extremos, embora não sejam jogadores de linha e muito verticais. Estabeleceu uma pressão alta desde muito cedo no jogo, condicionando a saída da Suíça. Koke foi o médio mais ofensivo, embora não esteja tão habituado a esse papel.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simón (8)

Aymeric Laporte (7)

Pau Torres (6)

Azpilicueta (6)

Jordi Alba (7)

Sergio Busquets (6)

Koke (6)

Pedri (7)

Ferran Torres (6)

Morata (6)

Pablo Sarabia (5)

SUBS UTILIZADOS

Dani Olmo (6)

Gerard Moreno (6)

Marcos Llorente (5)

Oyarzabal (6)

Thiago (-)

Rodri (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÍÇA

A Suíça largou a linha de cinco defesas e apresentou-se com uma defesa a quatro, num 4-2-3-1, com Ricardo Rodriguez a ser lateral esquerdo, Zuber como médio ala à esquerda, duplo-pivô com Zakaria e Freuler e Shaqiri mais livre a jogar atrás de Seferovic. A seleção helvética, que entrou com uma pressão média/baixa, passou a uma pressão média/alta quando já estava em desvantagem no marcador. Pau Torres e Laporte começaram a tentar encontrar tanto os interiores como os extremos na primeira fase de construção, através de passes interiores, tentando queimar a primeira linha de pressão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Yann Sommer (10)

Nico Elvedi (5)

Akanji (6)

Ricardo Rodriguez (6)

Widmer (7)

Zuber (7)

Denis Zakaria (6)

Remo Freuler (4)

Shaqiri (7)

Seferovic (6)

Embolo (-)

SUBS UTILIZADOS

Ruben Vargas (5)

Sow (5)

Mbabu (6)

Gavranovic (5)

Fassnatch (-)

 

Rescaldo de opinião de Francisco Silva

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Gil Dias | Mais um “31” para os lados da Luz

Após Rodrigo Pinho, Gil Dias foi o segundo jogador a ser oficializado pelo SL Benfica como contratação para a época 21/22. A verba despendida rondou, tem-se noticiado, os quatro milhões de euros e o ex-AS Monaco chega, tem-se noticiado igualmente, para fazer o corredor esquerdo no cada vez mais provável sistema de três centrais que Jorge Jesus empregará.

Tudo indica que o português, de 24 anos, terá que aguardar as folgas do titular lateral-esquerdo (será Grimaldo?) para ter minutos, o que, pela parca qualidade e consistência demonstrada nos últimos anos por Gil Dias e pela sua inutilização na posição que deverá ocupar, faz sentido. O que não faz tanto sentido é o desembolso de quatro milhões por um futebolista que parte para a época com o claro e unívoco estatuto de suplente.

Ainda assim, há características do jogador, que participou em 33 jogos pelo FC Famalicão na temporada transata, que podem, de uma forma muito potencial e que pode não vir a ser materializada, ajudá-lo a fazer boa figura como ala de propensão ofensiva no sistema de três centrais. Desde logo, a sua vocação para atacar, resultado da sua posição e formação originais (extremo).

Não obstante o facto de não se ter ainda imposto pela sua qualidade técnica, ela está lá e o jogador da Gafanha da Nazaré, num dia bom, pode desequilibrar em drible com muita facilidade. A vertente defensiva do seu jogo terá que ser trabalhada por Jorge Jesus, naturalmente, mas há um aspeto que agradará ao técnico das águias: os 186cm de altura de Gil Dias.

Sabe-se há muito que JJ é apreciador de laterais altos, muito pela capacidade inerente que os jogadores mais altos apresentam no jogo aéreo. O problema é que Gil Dias aparenta estar longe de ser um especialista nesse particular aspeto do Futebol. Todavia, há algo ainda mais importante que o novo “31” dos encarnados terá que aprimorar: a tomada de decisão.

Será vital que Gil Dias melhore nesse aspeto, de forma a, por consequência, melhorar os seus números estatísticos. Em 181 partidas como sénior, o reforço do SL Benfica tem 21 golos e 16 assistências, numa contribuição total de 37 (gosto muito deste número) golos – ou seja, contribui com um golo/assistência a cada cinco jogos.

Se o plano traçado por Jesus e companhia é, de facto, fazer de Dias a sombra de Grimaldo (?), os números do primeiro vão ter que ser outros (o espanhol tem menos golos na carreira – 18, sendo que nunca foi extremo -, mas tem 52 assistências no currículo). O SL Benfica adquire, assim, um suplente que pode desempenhar esse papel com qualidade, sem, no entanto, ser possível afirmar perentoriamente a priori que assim será.

Com lacunas mais prementes, a contratação de Gil Dias não deveria jamais ser a única consumada para lá da de Rodrigo Pinho (que estava já amarrado). Caberá, agora, ao jogador – com a ajuda do treinador – provar que merece estar no plantel benfiquista e que pode vir a ser um ativo rentável, desportiva e financeiramente.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Skate | A muito esperada estreia olímpica

O Skate finalmente terá o seu merecido reconhecimento. Depois de tantos anos de exclusão, o Skate fará, pela primeira vez na história, parte do panorama olímpico.

As vertentes da modalidade que farão parte dos jogos olímpicos são a de Street e a de Park, sendo que neste artigo falarei apenas do Street Skate.

O modelo da competição é bastante semelhante ao adotado noutros campeonatos, como o Street League ou o Dew Tour, isto é, consiste numa fase de qualificação em que há cinco atletas a competir em quatro heats, sendo que os oito melhores garantirão um lugar na final. Já o sistema de pontuação é igual ao SLS, ou seja, a soma dos quatro melhores scores ditará o resultado final.

A cada manobra ou run será atribuído um resultado entre zero e dez que terá em conta a dificuldade, a velocidade, a criatividade e a qualidade de execução.

O SKATEPARK

A simetria é um dos aspetos que mais salta à vista no primeiro skatepark olímpico da história, promovendo a criatividade de ambos skaters goofy e regular nas duas runs de 45 segundos que farão na meia final e na final.

O skatepark também apresenta uma extensa variedade de obstáculos, sobretudo corrimões, contando com flat bars e corrimões, ora quadrados, ora redondos. Destes, destaca-se o corrimão de 12 escadas presente no início da pista, que será, seguramente, o obstáculo mais frequentado nas cinco tentativas do best trick que cada skater terá.

O FAVORITO

Nyjah Huston – Velocidade, flow e técnica fazem do norte-americano o skater com mais títulos do mundo. No seu extenso currículo de vitórias, conta com 24 troféus (de primeiro lugar) no Street League e 12 medalhas nos X Games, oito delas de ouro.

Depois de quase dois anos sem competição, Nyjah Huston venceu o Dew Tour, com quatro nine clubs nas suas quatro pontuações, contando com manobras como Caballerial backside nosebluntslide ou switch heelflip switch frontside 5-0 grind.

Ainda assim, terá a concorrência de Yuto Horigome, que recentemente venceu o Campeonato do Mundo em Roma e lançou uma video part para a April Skateboards. O japonês é, na minha opinião, o skater mais consistente a andar de nollie ou de switch na atualidade.

Outro grande nome do skate mundial é o de Gustavo Ribeiro. O skater luso contraiu uma lesão que o impediu de participar no campeonato do mundo e nas finais do Dew Tour. Apesar da paragem de seis semanas, o português é um atleta muito consistente e completo no que toca ao aspeto técnico. Atualmente, o lisboeta ocupa o quinto lugar do ranking mundial. No seu primeiro ano de Street League (sem contar com o Pro Open), Gustavo Ribeiro conseguiu dois pódios nos dois campeonatos realizados.

Além dos já mencionados, também Kelvin Hoefler, Sora Shirai ou Aurelien Giraud são skaters que têm elevado o nível da modalidade, por meio de manobras extremamente técnicas em diversos obstáculos. Contudo, Nyjah Huston parte como claro favorito para a conquista da medalha de ouro.

A FAVORITA

Pâmela Rosa – A atleta brasileira tem tido uma ascensão notória ao longo dos últimos anos. Nas últimas sete competições em que participou, venceu cinco. Atualmente,  ocupa o primeiro lugar do ranking mundial, seguido de Rayssa Leal.

Esta última, também brasileira, acabou de se sagrar campeã nacional. Com apenas 13 anos, tem sido uma skater muito assídua no que a pódios diz respeito. Depois de ter ganho a etapa do SLS em Los Angeles e de ter ficado em segundo lugar no Super Crown, Rayssa Leal conseguiu o último lugar do pódio no mundial de Street em Roma. Curiosamente, esta será a atleta olímpica brasileira mais jovem de sempre.

Por último, a japonesa Aori Nishimura, que recentemente renovou o título de campeã mundial, é uma atleta que apresenta flow e criatividade nas suas runs. Com 19 anos, é uma séria candidata ao pódio.

Foto de Capa: Street League

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Bélgica x Itália | Equilíbrio a apontar para Wembley

Euro 2020, Oitavos de Final: sexta-feira, 20h00, 2 de julho de 2021
ANTEVISÃO: EXPERIÊNCIA E BOM FUTEBOL, INGREDIENTES PARA UMA FINAL ANTECIPADA

Bélgica e Itália chegam a Munique com trajetos parecidos. Ambas as Seleções passaram a fase de grupos com distinção, mas tiveram de suar muito para passar os oitavos de final. Os belgas, como sabemos, eliminaram Portugal num jogo nem sempre bem disputado, mas de grande intensidade. Os italianos eram amplamente favoritos a ultrapassar a Áustria, mas precisaram de prolongamento (e alguma polémica) para seguir em frente.

O JOGO EM QUE O RESULTADO SERÁ UMA INCÓGNITA E QUE TERÁ DOIS CANDIDATOS À VITÓRIA FINAL. QUEM SAIRÁ VITORIOSO? SE SABES A RESPOSTA, APOSTA JÁ EM BET.PT!

A grande interrogação do lado belga chama-se Kevin de Bruyne, que está em dúvida devido a problemas físicos. A forma como revolucionou o jogo frente à Dinamarca, depois de entrar ao intervalo, diz muito sobre preponderância do atleta do Manchester City FC na equipa de Roberto Martinez. Quem também pode ficar de fora é Eden Hazard, que continua a anos-luz da forma ideal, mas seria sempre um elemento a ter em conta. Mesmo com ausências, não faltam soluções numa talentosa geração que muitos dizem ter, em 2021, a última oportunidade de ganhar um troféu pelo seu país.

Depois de uma fase de grupos dominadora, Itália passou de outsider a uma das favoritas a levantar o troféu em Wembley. No entanto, a exibição frente à Áustria não esteve à altura dos mesmos padrões. Agora, os homens de Roberto Mancini têm pela frente o teste mais difícil até ao momento e vão ter de recuperar o seu melhor futebol. Uma oportunidade para os italianos provarem que são mesmo capazes de vencer uma grande competição.

Tudo o que não seja um jogo extremamente equilibrado será uma surpresa, ainda que o registo de confrontos seja favorável a Itália. Os transalpinos venceram 14 das 22 partidas que disputaram frente aos belgas – a primeira foi em 1913 e terminou com um 1-0 a favor dos italianos.

As duas Seleções atravessam excelentes momentos de forma e são equipas consolidadas, tanto pela experiência dos plantéis, como pela longevidade dos selecionadores. Martinez e Mancini têm os seus processos bem definidos e não devem fugir muito aos esquemas habituais. Assim, espera-se uma Bélgica em 3-4-3 e uma Itália em 4-3-3.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. A Bélgica só tem quatro vitórias frente aos italianos (em 22 jogos). A última foi num amigável em 2015 (3-1)
  2. Itália e Bélgica já se defrontaram em três Campeonatos da Europa: 1980, 2000 e 2016. O saldo é de duas vitórias italianas e um empate
  3. Esta é a quarta vez consecutiva que Itália está nos quartos de final do Europeu. Perdeu em 2008 e 2016 e chegou à Final em 2012
  4. A Bélgica está nos “quartos” pela segunda vez consecutiva. Em 2016, foi eliminada pelo País de Gales.
  5. Na convocatória belga há dois jogadores a atuar em Itália: Lukaku e Dries Mertens. Do outro lado não há nenhum jogador no campeonato belga.
  6. As duas Seleções chegam a este jogo com ótimos registos de invencibilidade. A Bélgica não perde há 13 jogos e Itália há 31.
  7. Os selecionadores, Roberto Martinez e Roberto Mancini, já se defrontaram por sete vezes. O italiano leva larga vantagem (seis vitórias)
  8. A única vez que Martinez derrotou Mancini foi na final da Taça de Inglaterra de 2013. Na altura, o Wigan AFC surpreendeu o Manchester City FC e venceu 1-0
  9. Os dois selecionadores já utilizaram todos os jogadores de campo que convocaram. Das Seleções ainda em prova, são os únicos a tê-lo feito.
  10. Da única vez que jogou na Allianz Arena, Itália perdeu (4-1, frente à Alemanha, em 2016). A Bélgica estreia-se no estádio bávaro, mas o RSC Anderlecht já lá venceu o FC Bayern Munchen (1-2, na Taça UEFA de 2007/2008)

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Romelu Lukaku (Bélgica) – O avançado do FC Internazionale Milano vai encontrar vários conhecidos do lado italiano e o central transalpino, Francesco Acerbi, até disse que o belga é mais difícil de defrontar do que Ronaldo. Aos 28 anos, Lukaku não se deixará distrair por tais elogios e vai querer acrescentar mais golos aos 41 que já marcou esta época.

Federico Chiesa (Itália) – O homem da Juventus FC só foi titular por uma vez, mas já foi decisivo ao marcar o golo da vitória no jogo dos oitavos. Na única vez que jogou os 90 minutos, frente ao País de Gales, foi eleito o melhor em campo. Quer apareça no onze inicial ou a sair do banco, Chiesa promete ser um elemento a ter em conta.

 

XI’S PROVÁVEIS

Bélgica: Courtois; Alderweireld, Vermaelen, Vertonghen; Meunier, Witsel, Tielemans, Thorgan Hazard; Mertens, Lukaku, Ferreira-Carrasco

Treinador: Roberto Martinez

“O jogo com Portugal poderia ter sido muito mais à frente na competição, os jogadores não estão habituados a jogos tão físicos e intensos nesta fase do torneio. Felizmente, tivemos dias suficientes para descansar e preparar este jogo”.

Itália: Donnarumma; Di Lorenzo, Bonucci, Chiellini, Spinzolla; Jorginho, Verratti, Barella; Chiesa, Immobile, Insigne

Treinador: Roberto Mancini

“Vamos jogar o nosso jogo, respeitando a equipa que estamos a defrontar porque sabemos o quão bons eles são. A Bélgica é uma das melhores equipas do mundo, mas isso não muda muito porque todos os jogos nesta fase são difíceis”.

 

PREVISÃO DO RESULTADO: BÉLGICA 1-2 ITÁLIA

Suíça x Espanha: Canivete suíço pronto para travar “La Furia Roja”?

Euro 2020, Quartos de Final: sexta-feira, 17h00, 2 de julho de 2021
ANTEVISÃO: SURPREENDENTE SUIÇA ESPERA MAIS UMA BATALHA COMPLICADA

A GazProm Arena, em São Petersburgo, na Rússia, será palco daquele que será o primeiro jogo dos Quartos-de-Final. Frente a frente estarão Suíça e Espanha. A primeira uma verdadeira surpresa, pela forma como chegou e pelo adversário que eliminou na ronda anterior. O terceiro lugar na fase de grupos não fazia prever o que se seguiu. Como se costuma dizer, “fez das tripas coração” e levou de vencida a campeã mundial em título, França, na cobrança de grandes penalidades. Os helvéticos demonstraram algumas fragilidades do ponto de vista defensivo, mas revelaram-se uns autênticos guerreiros que não dão nenhum jogo por perdido.

DUAS SELEÇÕES QUE PROTAGONIZARAM ESPETÁCULO NA RONDA ANTERIOR DEFRONTAM-SE AGORA. ESPANHA OU SUÍÇA: QUEM VAI PASSAR? APOSTA NO TEU PALPITE EM BET.PT!

Do outro lado, a Espanha. Um europeu de altos e baixos que parece estar a encontrar a sua melhor fase nesta reta final. Depois de começar a desiludir, com apenas dois pontos conquistados nos dois primeiros jogos, somou dez golos nos últimos dois jogos. A forma como acabaram por eliminar a Croácia já no prolongamento foi reveladora da capacidade ofensiva que esta equipa consegue ter. Longe dos tempos áureos, a Espanha mantém-se como uma séria candidata de entre aqueles que ainda continuam em competição.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Espanha está imbatível nos últimos 14 jogos a contar para Europeus;
  2. A Suíça teve jogos abaixo de 2,5 golos nos últimos quatro jogos contra a Espanha em todas as competições;
  3. Por outro lado, houve mais de 2,5 golos marcados nos últimos três jogos da Suíça;
  4. Dos 22 jogos entre as duas seleções, a Suíça só venceu uma vez, a Espanha por 16 e registaram-se ainda cinco empates;
  5. A Suíça sofreu golos em todos os jogos deste Europeu;
  6. A Espanha ainda não perdeu neste Europeu;
  7. A Suíça sofreu golos nos últimos quatro jogos frente à Espanha;
  8. Ambas as equipas marcaram em cinco dos últimos sete jogos;
  9. Vladimir Petković e Luis Henrique apenas se defrontaram uma vez, tendo havido vitória espanhola;
  10. A média de idades da Suíça é de 26,9 enquanto a da Espanha é de 26,6.

 

 JOGADORES A TER EM CONTA

Dani Olmo (Espanha) – Do lado espanhol muitas poderiam ser as opções a lançar, mas a verdade é que só se pode escolher um. E mais uma vez o meu sentido de escolher um underdog, volta a sobrepor-se. Desta feita, Dani Olmo. Ninguém lhe pode negar qualidade e as suas entradas em campo têm sido verdadeiramente monstruosas. Dignas das épocas que tem realizado nos últimos anos. Um jogador magistral com uma qualidade acima da média. Visão de jogo e técnica para dar e vender. A ter em conta nos próximos jogos. Destacar ainda os nomes de Pablo Sarabia e Ferran Torres.

Mario Gavranović – A escolha óbvia (ou talvez não) seria Haris Seferović, pelo Europeu que tem vindo a fazer e essencialmente pelo último jogo. Mas a verdade é que outro homem despontou, com alguma surpresa, como elemento chave nas partidas da seleção suíca: Mario Gavranović. Não é expectável que comece a partida de início, mas tem sido peça fundamental nas escolhas de Vladimir Petković quando a intenção é “abanar o jogo”. E a partir daí tem criado bastantes oportunidades de perigo. Contra o País de Gales na jornada inaugural esteve muito bem e só o VAR lhe tirou a glória. Conta a França foi mesmo herói e relançou a esperança helvética de continuar em prova.

 

XI´S PROVÁVEIS

Suíça: Sommer; Elvedi, Akanji, Rodríguez; Widmer, Freuler, Zakaria, Zuber; Shaqiri; Embolo, Seferović;

Treinador: Vladimir Petković

“O próximo jogo é sempre o mais importante. Queremos passar à próxima fase, mesmo enfrentando um dos favoritos, a Espanha. Temos que mostrar a nossa vontade em campo e estou confiante de que os jogadores o farão. Sentiremos muita falta de um jogador como o Xhaka, mas o que quero ver contra a Espanha é que todos dêem um pouco mais, não apenas para suprir a sua ausência, mas também para vencer a Espanha”.

Espanha: Unai Simón; Azpilicueta, Eric García, Laporte, Alba; Koke, Busquets, Pedri; Sarabia, Morata, Ferran Torres;

Treinador: Luís Henrique

“Vai ser um jogo muito complicado, contra uma seleção que é das melhores a defender em bloco, pela forma como pressionam. É verdade que para os adeptos não tem muitos nomes sonantes, mas vai ser muito complicado”.

 

PREVISÃO DO RESULTADO: SUÍÇA 1-2 ESPANHA

Fábio Cardoso | Um defesa central “à FC Porto”

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Já não é mais um rumor de “acordo fechado entre ambas as partes”: Fábio Cardoso é verdadeiramente reforço do FC Porto. O defesa central, de 27 anos, termina assim o seu vínculo com o CD Santa Clara para assinar com os azuis e brancos a troco de 2,2 milhões de euros, contrato válido por cinco temporadas, até 2026.

Pelo facto de ter cumprido toda a formação no SL Benfica até à equipa B dos encarnados, o jogador, possivelmente, terá um trabalho ainda mais difícil no que toca à conquista do carinho da massa adepta azul e branca. Não estou a colocar em causa a qualidade e aptidão de Fábio Cardoso, pelo contrário, quero com isto dizer que um jogador que já passou por um rival direto normalmente provoca alguma suspicácia nos adeptos portistas.

No entanto, é de sublinhar que nos últimos tempos o FC Porto contou com jogadores que foram grandes figuras nos emblemas rivais, como é o caso de Maxi Pereira, lateral direito uruguaio, que esteve três épocas no FC Porto, encerrando posteriormente a sua carreira de dragão ao peito.

O que de facto é relevante não são as peripécias do passado da carreira de Fábio Cardoso, mas sim o clube atual que defende enquanto profissional. Como o defesa central referiu nas primeiras palavras enquanto jogador do FC Porto, Bruno Alves, histórico central portista, com quem revelou ter estado à conversa antes de assinar com os dragões. Chegou a afirmar que o defesa central proveniente do CD Santa Clara é um central à Porto: “ele foi uma das primeiras pessoas com quem falei assim que surgiu a possibilidade de vir para o FC Porto.”

E de facto, a meu ver, é um central cujas características encaixam perfeitamente no ADN portista: com 1,86m de altura é veloz, agressivo e é daqueles jogadores que, quando veste uma camisola, defende-a até à morte, isto é, dá tudo em campo pela equipa. Possivelmente no seu melhor momento da carreira, Fábio Cardoso encaixa perfeitamente no modelo de Sérgio Conceição que prioriza jogadores que dão tudo o que têm no decorrer do jogo.

Fábio Cardoso
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Posto isto, com a entrada de Fábio Cardoso para o plantel azul e branco, perspetiva-se a saída de um de os centrais. Com Pepe, Mbemba, Diogo Leite e Marcano, o plantel principal conta com cinco defesas, ou seja, um número elevado de jogadores para esta posição (a não ser que Sérgio Conceição perspetive uma mudança tática, passando a jogar com três defesas).

No meu ponto de vista, creio que pelo menos dois dos quatro centrais, com o qual o plantel portista conta atualmente, vão ser vendidos. Com a provável entrada do central coreano Kim Min-jae, Mbemba e Diogo Leite devem ser os principais candidatos à saída, dois centrais com bastante mercado.

SL Benfica | João Mário, a nova novela da Luz?

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Já não é a primeira vez que um jogador de um clube rival é associado ao SL Benfica. Aliás, estas “novelas” acontecem quase todas as épocas, quando o mercado de transferências se inicia, mas, por vezes, tornam-se mesmo reais.

Temos alguns exemplos disso no futebol nacional, como os casos de Maxi Pereira, Nicolás Otamendi, João Moutinho, João Pinto ou até mesmo Paulo Futre. Esta época que se avizinha não é exceção e, desta vez, é João Mário o “ator principal”. O jogador do Inter de Milão, que na época passada esteve emprestado ao Sporting CP, está a ser associado ao SL Benfica.

São várias as notícias que relacionam o médio com as águias e que referem o alegado interesse da equipa de Jorge Jesus no jogador. A mim parece-me mais um fait diver. Apesar de João Mário ser um excelente jogador e de ter imensa experiência no que ao futebol português diz respeito, não me parece que essas notícias se tornem realidade.

O português fez quase toda a sua formação no Sporting CP e, na época transata, foi uma das principais figuras da conquista da Primeira Liga, somando 28 jogos, dois golos e uma assistência.

Posto isto, parece-me que a hipótese de vir a representar o clube do lado oposto da 2ª Circular seja praticamente impossível. Além dessa ligação aos leões, também importa referir que o meio campo dos encarnados já conta com nomes fortes e conhecidos pelos adeptos benfiquistas: Samaris, Pizzi, Weigl, Taarabt, Gabriel, ou, até mesmo, Chiquinho.

A imprensa italiana aponta João Mário ao SL Benfica
A imprensa italiana aponta João Mário ao SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Dificilmente Jorge Jesus irá prescindir de alguma destas opções para colocar João Mário no onze inicial. Samaris está no SL Benfica desde 2014, é adorado pelos adeptos e já está a recuperar da lesão; Pizzi é um jogador importante para o treinador e também já tem oito anos de águia ao peito.

Weigl e Taarabt são autênticos patrões do meio campo; Gabriel, apesar de não ser a primeira opção para Jorge Jesus, também é um jogador que, caso não seja vendido ou emprestado, poderá estar no banco de suplentes; e Chiquinho que, apesar de não ter sido uma aposta recorrente para o técnico, esteve presente em 18 jogos da Primeira Liga, cinco da Taça de Portugal e três da UEFA Europa League. Com este leque de opções já fica difícil escolher e se João Mário viesse representar as águias ia ser ainda mais.

Para além disso, se um jogador que acabou de vencer o campeonato pelo eterno rival viesse representar o SL Benfica, neste momento, em que o clube vive uma situação complicada entre adeptos e presidente, este seria mais um assunto que ia dividir o universo encarnado.

Assim sendo, creio que o negócio não é viável e que o destino de João Mário não passará pelo Estádio da Luz.